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Willian C A Reis

Mochilão pela Bolívia, Chile e Peru. Abril de 2014. Menos de 1300 dolares

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13/04/2014 - PARACAS > HUACACHINA (Peru)

 

Pulei da cama e estava sem fome, então abri mão do desjejum. O pacote para Islas Ballestas com translado para Hucachina estava comprado. No pier havia muita gente. A partida estava prevista para 8:30h. É preciso pagar pelo uso do porto - 2,50 soles. Todos os turistas enfrentam uma fila. Troquei umas dicas com duas holandesas, mãe e filha, que também estavam hospedadas no Los Frayes. Sentar na frente da lancha não é boa ideia, pois a visão fica prejudicada pelo para brisa. No meio do caminho alguns golfinhos apareceram, mas a primeira parada foi para avistarmos o candelabro.

 

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Construído na encosta de areia e tem quase 200 metros. De acordo com guia o candelabro não foi feito pelo mesmo povo que teriam feitos as linhas de Nazca e estas linhas seriam as únicas visíveis sem a necessidade de sobrevoa-las. A profundidade varia entre 1 e 3 metros. As formas das Islas Ballestas estão sempre em constante mutação, devido aos abalos sísmicos. Suas formações rochosas são realmente impressionantes. Enquanto nos aproximávamos uma mancha preta sobre as pedras chamava a atenção, mas observando mais de perto percebemos que eram aves marinhas.

 

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Vários buracos nas rochas, invadidos pelo mar dão inusitadas vistas para o outro lado. As islas são habitadas somente pelas aves. As pequenas praias e rochas são disputadas pelos animais marinhos.

 

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Há um posto de controle com vigias e apenas uma vez a cada 6 anos o governo autoriza a retirada do guano, fezes das aves marinhas, que são um rico e disputado fertilizante. Para tanto há algumas estruturas nas encostas rochosas, mas que parecem mais úteis para abrigar os ninhos das aves.

 

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Outra curiosidade é que uma vez por ano em uma determinada época, os condores dos andes no peru, visitam as islas em busca das placentas dos animais marinhos que dão cria no seu entorno.

 

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Voltamos a costa e escolhemos um lugar para almoçar. Duas lasanhas, a minha era 4 queijos e quase não tinha massa. Era tanto queijo que o cachorro que me lançou um olhar de piedade se esbaldou com as sobras. Era ele ou os "mariates" que estavam tocando próximo as mesas. Assim que algum turista deixava uma mesa, eles largavam os instrumentos e atacavam as sobras, nem o resto das bebidas era deixado para trás. Vi um deles puxar uma sacolinha de plástico do bolso e recolher parte da comida. Nessa hora parei de achar graça da situação e imaginei que deveriam haver bocas famintas esperando o pai levar alguma coisa para casa. Para arrematar tomei uma cuscuña wise, a base trigo. Esta estava gelada e uma delícia. Eles costumam servir bebida somente fria no Peru. Sempre que pedir algo para beber, deixe claro que quer gelado ou helado como dizem por lá. Infelizmente é um hábito beber gelado, difícil de se livrar, pois nossa cerveja é tão ruim e cada vez mais a base de milho em vez de cevada, que só gelado mesmo para descer "redondo". A de lá pode beber fria caso curta uma cerveja puro malte. Por volta das 11:20 pegamos a van em frente ao hostal, e partimos para Hucachina em Ica.

Tempo de viagem: 1 hora

Transporte: van

Horário: 11:00

Preço: contratar junto com o pacote das islas.

OBS: Se preferir se informe no hostal sobre outras opções de translado para Ica. A Perubus faz esta viagem e custa cerca de 3 obamas. Mas a van é mais barato e com a vantagem de deixar em Hucachina. Outra opção de hospedagem em Paracas é o (http://www.paracasbackpackershouse.com.pe) Isto claro, para quem quer uma experiência de albergue. Para quem tiver grana é quiser mais conforto há opções de excelentes hotéis na cidade. Pelo que descobri, o passeio de buggy nas dunas deve ser realizado em Hucachina em vez de Paracas, pois ficava mais em conta.

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13/04/2014 - HUACACHINA > CUSCO (Peru)

 

Há poucos quilômetros de Ica localiza-se a lagoa de Huacachina. Cercada de palmeiras inusitadas e por grandes dunas de areia.

 

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O Oásis é como se fosse um pequeno vilarejo em torno do lago. Há vários restaurantes, hostals, lojas, agências de turismo e até um belo museu.

 

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Neste lugar os visitantes podem alugar pedalinhos ou praticar o sandboarding locando o equipamento em qualquer lojinha de turismo por 10 ou 15 soles. Mas acho que muitos irão desanimar ao avistar a altura das dunas que terão de escalar.

 

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Chegamos pouco depois de uma hora de viagem e fomos na primeira agência de turismo que encontramos. Por 40 soles por cabeça compramos o passeio de buggy que teria início as 16:00h, portanto teríamos algum tempo para ficar de bobeira. Incluí no pacote o transfer de van para o terminal de Ica onde eu partiria para Cusco, logo mais. Há turistas do mundo todo e alguns restaurantes ficam cheios o tempo todo, mas minha primeira impressão era de que o lugar não era nada demais. Acho que ninguém vai pra lá, a não ser por dois motivos: o passeio de buggy pelas dunas e caso Paracas esteja no roteiro, pois é o lugar que realmente vale a pena conhecer.

 

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O lago, no meio das dunas vinha sendo esvaziado ao longo dos anos devido aos poços artesianos, e atualmente ele recebe água artificialmente para manter o seu volume. Dá até para ver uma casa de bombas no meio das dunas. Melhor para os patos selvagens que ficam por ali escondidos no meio da vegetação ribeirinha, isso quando não são caçados pelo população local que fica tentando capturá-los. Há opção de banho em alguns lugares, fiquei tentado mas resolvi deixar para depois. Stop no Huacafuckingchina para uma cerveja pois estava bem quente neste dia.

 

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16 horas em ponto estávamos em frente a agência esperando o buggy que é um quadriciclo tipo gaiola com rodas. Os maiores levam até 12 pessoas. Subimos num menor para 8 pessoas, que imagino ser a melhor opção pois com menos gente o passeio renderá mais. Havia um casal de colombianos e uma família de europeus, não sei de onde, em seguida seguimos para o deserto.

 

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O Buggy acelera e são subidas e descidas radicais pelas dunas, algumas tão inclinadas que você pensa que não irá subir. A dica é segurar bem suas coisas como câmeras. Aconteceram algumas paradas para descermos de sandboarding. O motorista deu as instruções e daí pra frente é só diversão. Depois o motorista leva o buugy até a parte de baixo para pegar o pessoal. Meu amigo tinha um tablet na mochila de mão. Apesar da mochila estar amarrada na estrutura metálica do veículo, o sacolejo danificou o equipamento, então fiquem atentos.

 

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A descida de sandboarding vira uma competição para ver quem se arrasta pela maior distância. Começa pelas dunas mais fáceis, porém a última descida era composta de 3 dunas seguidas. Era necessário velocidade suficiente para fazer a transição de uma duna a outra, caso contrário você fica no meio do caminho.

 

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São 2 horas de diversão pelas duns. Parada por volta das 18:00h para contemplar o por sol e nos despedirmos do deserto. A última parada é nas dunas que dão vista para o oásis, mas é breve. Descemos e não houve tempo para uma ducha. Eu estava encharcado de areia então fui ao banheiro da agência enquanto aguardava a van para Ica e mais uma vez os lenços umedecidos me salvaram.

 

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Deixamos Huacachina antes das 17:00h, a van deixaria cada passageiro no terminal de sua escolha. Há um ou dois terminais principais em Ica, mas algumas empresas possuem terminais próprios. Como a primeira parada foi no terminal da Cruz Del Sur resolvemos ficar por ali. Infelizmente havia esgotado todas as passagens e o próximo bus somente pela manhã. Pegamos um táxi (10 soles - caro) e fomos para o terminal da Oltursa, novamente esgotado. O taxista, por precaução estava aguardando do lado de fora, voltamos e ele nos deixou em um outro terminal onde haviam várias empresas, era perto então foram mais 2 soles. Parecia um pesadelo, nenhuma das empresas que operava ali parecia ser grande coisa, mas não tínhamos escolha. Compramos passagem para Cusco pela Palomino por 100 soles por cabeça (muito caro para o padrão oferecido). Fica aqui outra lição. Compre suas passagens sempre com antecedência para não ter surpresas e nem ser explorado. O bus partiu por volta das 21:30h e foi a pior viagem que fiz na minha vida.

Tempo de viagem: 19 horas

Empresa: Palomino

Horário: 11:00

Preço: 100 soles.

OBS: A dica aqui é comprar a passagem para Cusco com antecedência. É possível fazê-lo pela internet diretamente no site da empresa.

(http://www.oltursa.pe - http://www.cruzdelsur.com.pe) Daí basta apresentar o passaporte no balcão da empresa para retirar a passagem.

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14/04/2014 - CUSCO

 

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O Terminal em Ica era muito estranho. Vi poucos gringos se aventurarem por ali. Me certifiquei que minha mochila estava bem segura junto a mim e fiquei de olho no movimento ao redor enquanto aguardava o bus para Cusco. Finalmente fomos chamados para embarcar e um senhor apareceu para levar nossas mochilas num carrinho. Fiquei de olho no cara até as mochilas entrarem no bagageiro do bus. Subimos e o bus era mesmo um lixo. O banheiro não funcionava e banco não inclinava. Seria uma longa viagem.

Toda vez que o bus fazia uma parada eu esticava o pescoço pra fora pela janela para ver se ninguém pegaria minha mochila por "engano". Pela manhã o calor foi aumentando. O trocador fechou as poucas janelas que não estavam emperradas, a minha estava. Fechou também a escotilha no teto pois ele ligaria o ar-condicionado. Mas o ar mais parecia uma ventoinha e comecei a suar. Um gringo então abriu a escotilha e foi um alívio. Mas quando o trocador percebia, lá vinha ele fechar novamente. Para piorar ele resolveu entreter os passageiros com um filme. Não sei que filme era, nem sei se aquilo pode ser chamado de filme. Não bastasse a porcaria de filme, o equipamento era horrível e som rachava em nossos ouvidos. O cara devia ser surdo pelo volume que ele colocou, só pode. Para piorar mais ainda, o filme não acabava nunca. Finalmente depois de mais de 2 horas subiram os créditos e lá veio o trocador desligar o equipamento, ufa! Mas os pelos da nuca arrepiaram quando, em vez de apertar o off, ele trocou o dvd e apertou play. Pensei que tivesse acabado de ver o pior filme já produzido, isso antes de começar o novo. Não era de hollywood, devia ser peruano mesmo. O segundo era sangue, gritaria, homem batendo em mulher, em criança, chutando cachorro, uma coisa tão tosca que nem conheço um adjetivo para definir o que era aquilo. E som rachava ainda mais no ouvido, pois o cara aumentou mais um pouquinho o volume... ah e também fechou a escotilha. Já passava do meio dia, o calor era intenso e só chegaríamos em Cusco depois das 16:00h.

 

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Infelizmente a chuva só desceu do céu quando chegamos em Cusco. A sauna, digo o bus, se dirigiu para o terminal da cidade. Pegamos um táxi e o cara nos indicou um hostal que ficava próximo a plaza de armas. Quando vi o nome do lugar fiquei preocupado: Panakas Real. kkkkkk. Mas até que não era ruim. Pegamos um quarto com 4 camas e banheiro mas não tinha ninguém lá. A cama era boa, tinha tv a cabo e pagamos 45 soles a diária. Naquele dia chegou um casal de brasileiros que encontrei na recepção. Eles haviam feito reserva pelo decolar, mas não constava nada nos registros e não havia quarto matrimonial disponível então tiverem de procurar outro lugar.

Mais de um mês antes de viajar, entrei no site http://www.machupicchu.gob.pe para comprar o ticket para Machu Picchu com Huayanapicchu. Estava esgotado no período que eu planejei estar lá. Aliás estava esgotado para quase todo mês de abril. Fiquei preocupado mas imaginei que talvez eu conseguisse com alguma agência em Cusco. No hostel procurei me informar então ligaram para uma moça que costuma, como dizem por lá, operar turistas. Ela chegou no hostel e foi bastante sincera. Não havia como entrar em Machu Picchu. Havia um limite de visitas e estava tudo esgotado. Ela ficou de retornar no dia seguinte com alguma notícia, mas não deu esperança.

 

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15/04/2014 - CUSCO

 

Na noite anterior saímos do hostel para comer alguma coisa. As ruas estavam lotadas de gente. Paramos numa pizzaria, então falei pro meu amigo o porquê de não ter conseguido comprar o ingressos com antecedência e agora estávamos naquele perrengue. Percebi que fomos parar lá justamente na semana santa. O Peru é um país católico e parecia que além dos turistas do mundo inteiro, os peruanos, bolivianos, equatorianos e todo mundo que mora na América do sul acima dos 2 mil metros de altitude resolveu ir para Cusco naquela semana.

Dia 15, era uma terça feira. Após o desayuno, na recepção ainda não havia notícia da tal moça que estava tentando resolver nossa situação. Saímos e fomos bater perna nos arredores.

 

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A moça só apareceu a tarde com péssimas notícias. Não havia jeito.

Há dezenas de passeios e lugares para conhecer em torno de Cusco, mas minha decepção foi grande. Eu havia planejado ficar mais de uma semana em Cusco para conhecer MP, Ollantaytambo, Moray, Salinas, Pisac, etc. Fiquei pensando o que eu fazer. Não me interessava conhecer tudo e perder a cereja do bolo, então tomei uma decisão radical. Eu não ficaria em Cusco. Não queria fazer o tour pelo vale sagrado e ser barrado na entrada de MP. Resolvi ir embora e voltar no ano seguinte. Eu só não imaginava que o dollar este ano estaria na estratosfera. Mas ir pra onde? Sair de Cusco e antecipar a viagem para Puno estava fora de questão, pois minha passagem de volta para o Brasil estava marcada só para o fim do mês. Fiz checkout, chamei um táxi e fui para o terminal. Meu amigo resolveu ficar em Cusco, por mais um tempo. Fui no balcão da Oltursa e comprei uma passagem para Arequipa.

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15/04/2014 - CUSCO > AREQUIPA

 

Eram 17:30h quando cheguei ao terminal de Cusco. O Táxi custou 4 soles. A passagem para Arequipa custou 70 soles - semi leito. A partida seria somente às 20:00h, porém eu sabia que seria uma viagem confortável. Travesseiro, cobertor, wi-fi, refrigerante ou chá inclusos e jantar também. Arroz, purê de batata e uma salada com ervilhas. Viajei ao lado de uma simpática Japonesa. Previsão de chegada para 6:00h da manhã. A decisão por Arequipa é que o clima é mais agradável e eu já estava acostumado com a cidade. Eu precisa de um lugar para passar pelo menos mais uma semana sem estourar meu orçamento. Dali para Puno, meu próximo destino, não era longe, portanto, após tudo dar errado em Cusco, uma semaninha em Arequipa me parecia uma boa. Voltei para o mesmo hostal: El Remanso, mesmo quarto duplo e mesmo preço: 25 soles a diária. Fiz as contas: 7 dias em Arequipa a 25 soles a diária custariam 175 soles. Somei mais 70 soles da passagem e total foi de 245 soles. Se ficasse em Cusco a 45 soles a diária eu gastaria 315 soles. Isso sem contar que em Cusco tudo estava mais caro e o câmbio totalmente desfavorável. Em Arequipa cheguei a fazer câmbio a 2,90. Em Cusco a média era de 2,75.

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DE 15 E 20/04/2014 - AREQUIPA

 

Uma semana em Arequipa e não fiz muita coisa a não ser percorrer suas ruas a pé. Me aventurei por lugares além dos caminhos conhecidos pelos turistas. Observei muita coisa interessante, por exemplo: em uma construção os pedreiros não usavam colher de pedreiro. Eles assentavam os tijolos com as próprias mãos e para tanto usavam uma luva. Achei arcaico a princípio, mas em seguida percebi que não ocorria muito desperdício de massa, então talvez o nosso método é que é antiquado. Quinta feira, dia 17, meu amigo retornou de Cusco. Era isso ou nos encontraríamos em Puno dia 22. Quinta e sexta eram feriado e não havia muitos sinais de vida na cidade. Alguns restaurantes nem abriram. Então a rotina era dormir até tarde, meio dia procurar algum lugar para comer e passar o resto do dia no hostal assistindo tv e cochilando. A noite sair novamente para comer.

 

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21/04/2014 - AREQUIPA > PUNO (Peru)

 

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Era segunda feira e compramos as passagens para Puno (30 soles) pela Flores às 22:30h. Desta forma estaríamos de volta ao planejamento. Fizemos checkout e ficamos na rua o dia todo. As mochilas ficaram no hostal e buscaríamos logo mais. No meio da tarde passei no centro de informações turísticas para pegar alguns panfletos e me deparei com um carioca que estava de partida para Cusco. Pela conversa dele com a atendente, percebi que ele não tinha os tickets para MP. Pensei em como ele receberia a notícia de que não haveria como entrar, foi quando tomei um balde de água fria na cabeça. A atendente disse que desde quinta dia 17, El Gobierno Peruano liberou a entrada abrindo mão da cota, pois muitos turistas que vinham do mundo todo, estavam frustrados por não conseguiram visitar Machu Picchu ::putz::.

Agora era tarde demais para lamentações e precisava seguir em frente. Era Puno que me aguardava.

Tempo de viagem: 6 horas

Empresa: Flores

Horário: 10:30

Preço: 30 soles.

OBS: Este horário para viagem pode parecer estranho mas foi proposital, pois a intenção era chegar em Puno bem cedo para comprar o pacote para visitar as islas flutuantes, além da passagem para Copacabana ainda no mesmo dia. Há várias agências no próprio terminal e o passeio começa por volta das 7:00h. Há um pequeno hotel no segundo piso do terminal. Pode ser uma boa para quem pretender passar mais tempo em Puno.

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22/04/2014 - PUNO > COPACABANA (Bolívia)

 

Chegamos em Puno por volta das 5:00h da manhã. Se o inferno fosse gelado ali seria o lugar. O frio estava insuportável e tenho certeza que o foi um dos lugares mais frios que visitei em toda viagem. Os balcões das empresas de turismo e bus estavam fechados então me mandei para o segundo piso onde haviam alguns restaurantes abertos. É preciso consumir alguma coisa para pedir um aquecedor daqueles portáteis para se aquecer um pouco. Por volta das 7:00 da manhã fui ao primeiro piso sondar o preço para o passeio para as islas flutuantes e fechei por 30 soles. Antes do passeio compramos passagem para Copacabana pela Transtiticaca por 20 soles, com saída às 14:30h.

Saímos pouco depois das 9:00h. Três pessoas atrasaram o passeio, pois chegaram tarde. Eram duas garotas europeias e um colombiano. Esbarraria novamente com eles em La Paz na semana seguinte. O barco navega sem pressa e pode-se ir na parte de cima o que é mais legal.

 

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São 6 km até as islas e o preço da entrada estava incluso no pacote.

 

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São várias islas, umas amarradas as outras. São fabricadas com as raízes dos juncos que crescem no lago titicaca. São amarradas em blocos e ancoradas no fundo do lago para não saírem do lugar. Desembarcamos em uma das islas que abrigava algumas famílias. Cada isla abriga até 8 famílias e são cerca de 3000 pessoas vivendo nelas. As casas são pequenas contendo apenas um cômodo. A comida é preparada sobre pedras para isolar o fogo. Nas islas é comercializado artesando e você é incentivado a ajudar de alguma forma. Comprando ou pagando por um passeio naqueles barcos de junco - 10 soles.

 

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Partimos para outra isla. Isla Utama, onde havia um restaurante, hospedaria e por 1 sole você pode carimbar o passaporte.

No restaurante é servido truta que eles criam em tanques tipo piscinas. A truta foi introduzida no lago onde eles pescam e caçam aves marinhas.

 

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O passeio durou a manhã toda. De volta ao terminal, almoçamos no segundo piso: 14 soles - arroz, truta frita, papas fritas e salada.

Às 14:30h partimos para Copacabana e a viagem durou 6 horas.

 

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Tempo de viagem: 6 horas

Empresa: Transtiticaca

Horário: 14:30

Preço: 20 soles.

OBS: Não vale a pena ficar em Puno. Chegue cedo, faça o passeio pela manhã e siga viagem.

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22/04/2014 - COPACABANA (Bolívia)

 

No bus haviam basicamente turistas de toda parte do mundo e o motorista falava o básico de inglês. A primeira parada foi na fronteira com a Bolívia para carimbar o passaporte. O bus parou do outro lado para esperar o pessoal. O carimbo peruano foi rápido, mas o boliviano foi complicado para os americanos. O porque disso é um tipo de retaliação do governo boliviano contra o governo americano e a consequência é que todos americanos têm de pagar uma taxa de 150 obamas para obter o visto. Alguns foram pegos de surpresa, pois além disso precisavam deixar cópia dos documentos e foi uma correria para conseguir atender todas as exigências. Enquanto isso o motorista do Transtiticaca estava ficando impaciente e chamava todos para subirem no bus. Só que alguns americanos ainda não haviam conseguido o visto e aí começou a confusão. Um deles veio correndo quando o motor do bus foi ligado e implorou para não o deixarem pra traz. O motorista disse que não poderia esperar mais, pois alguns turistas precisavam pegar outro bus para Cusco, então mandou o gringo pegar as malas e sair. Havia a possibilidade dele seguir viagem de van um pouco mais tarde. Outro cara entrou furioso. Ele conseguiu resolver a papelada e basicamente disse que tinha acabado de ser explorado e pagou uma grana para entrar naquela merda e o cara ainda queria deixá-lo para traz. Acho que o motorista não entendeu a metade, mas saltou um fuck you e ouviu outro sonoro fuck you too ::lol4:: . O gringo foi pro fundão e amarrou o bode na última poltrona. A viagem seguiu (adiantei o relógio em uma hora) e chegamos em Copa a noite. Metade da galera correu para o terminal e a outra seguiu no bus até o hotel Mirador, que é da mesma empresa. Foi prometido quartos por apenas 6 obamas por cabeça. Como eu estava na frente fui o primeiro a pegar um quarto. Não era ruim. Quarto duplo, tv a cabo (devia ser gato, pois o sinal era horrível) e chuveiro quente. A vista eram essas das fotos abaixo:

 

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Estava muito frio e cansado preferi ficar no quarto. Meu amigo foi na rua e trouxe um sanduíche.

Choveu muito durante a noite.

 

23/04/2014 - COPACABANA

 

Pela manhã havia gelo pra todo lado. Desayuno a partir das 7:30 e não era ruim: pão, geleia, café, chás, frutas. De barriga cheia fui procurar uma agência para comprar o passeio para a isla del sol. Todas cobram o mesmo preço, menos de 5 obamas e a saída estava prevista para as 8:30h com retorno por volta das 17:00h.

 

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A viagem para a isla foi demorada e só havia lugar disponível na parte de cima do barco. Estava frio mas o visual compensava. As vezes não era possível ver nada além de água no horizonte.

 

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Na isla há 3 comunidades e como eu descobriria mais tarde foi preciso pagar para atravessar cada uma delas então previna-se. O barco seguiu até o outro extremo da ilha onde desembarcamos.

 

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De cara paga-se mais 10 bolivianos para visitar a comunidade. Trata-se de uma pequena vila com algum comércio e um pequeno museu. Comprei um sanduíche, que provavelmente não foi preparado com muita higiene, mas naquelas alturas do campeonato eu não me importava tanto. Seguimos o guia até a ponta da ilha para ver algumas ruínas. No caminho a vista é impressionante.

 

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Vimos a pedra de sacrifício animal em um local sagrado para os Incas. As ruínas ficavam na encosta voltada para o lado peruano do lago.

 

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O guia reuniu todos em torno das ruínas e após as explicações correu a sacolinha. Neste caso é mesmo de praxe dar uma gorjeta, mas ele estipulou o valor de 10 bolivianos, o que não é comum.

 

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Ali não perdi muito tempo, pois já eram quase 14:00h e eu havia decidido atravessar a isla de ponta a ponta caminhando. Já havíamos sidos avisados que o barco partiria as 15:30 da parte sul da isla e a caminhada do norte para o sul era mais complicada por causa das subidas que nunca acabam. Alguns ficaram para traz, pois iriam para o sul da isla de barco mesmo. Andei rápido e só parava para fazer algumas fotos.

 

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