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Bora viajar?

MINITRIP 12 dias - Bolívia e Peru: do Salar de Uyuni a Machu Picchu

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Hola, mochileiros! ::otemo::

Acabei de voltar de um mini mochilão passando pela Bolívia e Peru, e como fiz todo o planejamento com base nas informações colhidas em relatos aqui no mochileiros.com, me senti na obrigação de retribuir e ajudar quem também está planejando sua viagem.

 

Então aperte o play, curta a trilha sonora mais ouvida na Bolívia e Peru no momento, e vamos lá!

 

 

 

DURAÇÃO: 12 dias (03/04/15 a 14/04/15)

 

POR ONDE: Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, La Paz, Copacabana, Cusco e Machu Picchu.

 

GASTOS: Viajamos em dois e gastamos, no decorrer da viagem, 1.620 dólares para os dois, ou seja, cerca de 800 dólares pra cada um, incluindo tudo, menos as passagens aéreas, que compramos no cartão.

Você vive com menos que isso? Certamente, meu amigo! Eu diria que talvez com um terço disso você pode ser bastante feliz por lá!

Detalhe que esse preço foi sempre dormindo em quarto privado com banheiro, e comendo em lugares melhorzinhos, mais turísticos e inevitavelmente mais caros (com exceção de algumas poucas barbadas locais que fizemos, que vou contar ao longo do relato). Além disso, fui pra Machu Picchu de trem, e não via hidrelétrica, por conta do tempo corrido, o que também encareceu muito. Então se você não fizer questão de certos confortos, e especialmente, estiver com tempo e disposição pra andar mais pra procurar por ofertas melhores, certamente vai gastar muito menos.

 

 

PLANEJAMENTO E ROTEIRO

Como os dias estavam contadinhos, a princípio eu iria só para a Bolívia, e só depois de algum tempo de planejamento que o Peru entrou na roda, de uma forma muito sutil, depois de uma amiga minha me dizer que se eu chegasse até La Paz e não fosse até Cusco ela me daria uns cascudos, hehe :lol:

A viagem era pra ter acontecido mesmo em dezembro/2014, mas por um extremo amadorismo, sempre ia postergando a compra das passagens aéreas na esperança de que os preços diminuíssem, porque sempre que eu consultava o vôo pra umas duas ou três semanas pra frente, o preço era bem melhor do que com mais antecedência. Só que.. esqueci que dezembro era alta temporada de viagens! E, claro, os preços subiram absurdamente! Fuén fuén fuén! Lição aprendida, aproveitei uma promoção que teve, e tratei de comprar logo os trechos de ida e volta entre Vitória (ES) e Santa Cruz de la Sierra.

Então uma coisa estava certa: eu iria chegar e sair por Santa Cruz. E eu queria fazer o Salar, conhecer La Paz e dar um jeito de enfiar Cusco no roteiro. Mas como iria voltar depois pra Santa Cruz? Não sabia, e viajei ainda não sabendo!! No fim das contas, vocês verão que acabamos comprando um trecho aéreo de La Paz a Santa Cruz, o que encareceu um pouco a viagem, então deixo aqui a dica: planejem com antecedência se vocês forem comprar a ida e volta por um mesmo lugar. É sempre mais barato, mas tem que ver se seu roteiro comporta essa volta, e como você vai fazê-la. Dependendo de como for, talvez seja mais vantajoso comprar múltiplos destinos, pra viajar tranqüilo e não ter um gasto extra com trecho aéreo no meio da viagem.

 

No fim das contas, entre erros e acertos no planejamento, o roteiro ficou o seguinte forma:

 

03/04: Vitória - São Paulo - Santa Cruz de la Sierra - Sucre

04/04: Sucre - Uyuni

05/04: Uyuni (Salar)

06/04: Uyuni (Salar)

07/04: Uyuni (Salar) - La Paz

08/04: La Paz

09/04: La Paz - Copacabana - Cusco

10/04: Cusco

11/04: Cusco - Vale Sagrado - Águas Calientes

12/04: Machu Picchu - Cusco

13/04: Cusco - La Paz

14/04: La Paz - Santa Cruz de la Sierra - São Paulo - Vitória

 

 

O QUE LEVAR

Primeiramente, a mochila! (ou a mala, se for o caso). No caso, como era nossa primeira viagem, eu não tinha nada, nem mochila, então compramos uma Crampon 60l e uma Caminhada 50l, ambas da Trilhas e Rumos, no site Arco e Flecha. Não to ganhando nenhuma comissão não, mas recomendo o site porque eles foram super rápidos no envio, além de o preço ter sido bom (paguei cerca de R$ 540 nas duas juntas). Então se você é como eu, que deixa pra ver sua mochila 10 dias antes da viagem, há solução! ::otemo::

Recomendo também comprar uma capa impermeável pra mochila, se a sua já não vier com uma. Mesmo que você não pegue chuva, a capa é super útil pra embalar a mochila e fechá-la bem antes de ela ser jogada num porão fedido de ônibus pra agüentar as viagens de 10, 12, 14 horas.. Eu comprei na Decathlon uma da Quechua, para mochilas de 55/80l, por R$ 39,00.

Se você for uma pessoa prevenida e quiser viajar com tudo certinho, vale a pena comprar uma capa de chuva pra você, e talvez uma pra sua mochila de ataque. No dia que fomos a Machu Picchu, contrariando todas as previsões (mentira, o tempo lá em cima é louco, e acho que só falta nevar), quando chegamos, começou uma chuvinha chata, então tive que me virar com o que tinha e colocar câmera e celular dentro de sacolas plásticas pra não molhar. Felizmente uma peruana de bom coração, que estava de capa e guarda-chuva, fez uma boa ação e me emprestou sua capa!

Toalhas de secagem rápida também são bem úteis e necessárias, pois nem todos os hostels que passamos oferecia isso.

 

No mais, sobre roupas e sapatos, apenas: desapegue! Não adianta levar o mundo nas costas, porque no fim das contas você vai aparecer em todas as fotos com aquele mesmo casacão por cima de tudo. Aceite, hahahaha!

Até que consegui ser bem prática e levei pouca coisa, me senti uma guerreira com minha mochilinha de 6,5kg!!

 

De roupa eu levei: 1 calça jeans, 1 calça legging, 1 conjunto de segunda pele (calça e blusa), 1 short jeans, 1 short de tactel, 2 blusas manga longa, 7 camisetas, 1 regata, 1 jaqueta jeans , meias e roupa íntima. Não cheguei a usar todas as roupas: os shorts ficaram intocados. Por outro lado, levei poucas meias, com a intenção de lavar no meio da viagem, e não deu. Uma coisa é você pensar em lavar roupa aí, no conforto do seu lar quentinho, com sabão em pó e todos os aparatos domésticos. Outra coisa bem diferente é lavar na pia do hostel, com água congelante e tendo que se virar com o sabonete que você trouxe do hostel anterior, porque nesse não te deram nem papel higiênico, quanto mais um sabonetezinho! Conclusão: comprei mais meias em La Paz, nas vendinhas de rua mesmo, 3 pares por 10 bolivianos!

 

De sapatos, levei um chinelo, um tênis velho normal mesmo, desses de academia, e um tênis mais bonitinho, de dia-a-dia, que acabei não usando nenhuma única vez, só serviu de peso na mala.

 

Levei também uma mini farmacinha, que apesar de não ter usado, acho super necessário: dramin, antialérgico, analgésico, aspirina, etc.

 

Sobre o frio: Viajei apreensiva achando que ia passar um frio do cacete, porque tinha lido relatos de que as noites no Salar eram como dormir abraçado com o abominável homem das neves e olha.. gente, cês me decepcionaram, hein! Não se faz alguém passar cagaço assim de graça! Como moro no litoral, eu não tinha nada de frio, então comprei um conjunto de segunda pele na Decathlon (calça e blusa saíram por R$ 80), peguei uma jaqueta jeans, que era o casaco mais quente que eu tinha ::hãã2:: , uns lenços/echarpes, e fui, com a cara e o medo a coragem! Chegando em Uyuni, já na primeira noite, antes de sair pro Salar, comprei luvas e gorro, e olha, foi totalmente suficiente.. tirando dois momentos de muito frio, no segundo dia do salar, passando pela arbol di piedra, e atravessando o titicaca na parte de cima do barquinho (idéia genial!) que estava um vento cortante, foi bem tranqüilo, e olha que normalmente sou uma pessoa friorenta.. Mas como percepção de temperatura é algo muito pessoal, não vou botar ninguém numa fria (ops!) e recomendo que cada um avalie suas necessidades.

 

 

DINHEIRO

Levei tudo em espécie mesmo, em duas doleiras (money belt), e não me senti insegura em nenhum momento, achei tudo muito tranqüilo. Levei dólar, e foi o melhor negócio que fiz, porque comprei dólar aqui no Brasil antes de ele subir assustadoramente.

A verdade é que a gente vê o dólar aumentar aqui e tem a falsa impressão de que ele se valorizou.. mas não é, e sim o real que desvalorizou! Chegamos na Bolívia e encontramos a cotação do dólar bem estável, entre 6,85 e 6,95 bolivianos, já o real, uma tristeza.. vi variando entre 1,85 e 2,15, cotação muito ruim mesmo, especialmente quando pensamos que já chegou até 3,00..

Agora, um lembrete: se for levar dólares, compre notas de 50 e 100, pois normalmente as cotações anunciadas nas casas de câmbio só valem pra esses valores; se a nota for menor, o câmbio também vai ser um pouco pior.

Além disso, não levamos mais nada, só desbloqueamos os cartões de crédito pro caso de alguma emergência, mas nem precisamos usar.

 

 

SEGURO VIAGEM

Apenas: façam! Fiz pela Allianz e paguei R$ 137,00 por pessoa, e felizmente não precisei usar. Nem é um valor tão alto assim, então não tem desculpa. Seguro viagem é aquele tipo de gasto que você deve torcer pra pagar à toa mesmo! E se por ventura você acabar usando, e você precisar de atendimento em algum hospital onde até o ar que você respira é cotado em dólares, nessa hora você vai agradecer por aqueles cento e pouco reais que você estava com miséria de pagar!

 

 

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO

Não nos pediram nenhuma vez, mas é tão simples, que não custa nada fazer, e aí além de evitar uma pequena propina por não ter o documento, você ainda vai protegido. É só tomar a vacina em qualquer posto de saúde (é gratuito e tem que ser no mínimo 10 dias antes da viagem, depois disso tem validade por 10 anos), depois preencher um cadastro no site da Anvisa (na verdade o cadastro prévio no site não é obrigatório, mas adianta bastante o seu tempo), e por fim se dirigir a algum posto físico da Anvisa pra retirar pessoalmente o certificado. Normalmente tem posto em todo aeroporto. O certificado só pode ser retirado pela própria pessoa, e eles só funcionam em horário comercial, então verifique antes de deixar pra retirar no dia do seu vôo.

 

 

IDIOMA

Antes de viajar, comecei a estudar espanhol, então foi bem tranqüilo. Eu não sabia muita coisa, mas já deu pra me virar bem. Mas a dica que dou é: estude um pouquinho de espanhol. Não precisa ser fluente, mas acho que vale a pena estudar pelo menos o básico da língua de nossos vizinhos, pra ser melhor entendido. Em algumas ocasiões eu fiquei com dó dos amigos gringos que só falavam inglês, porque quase ninguém por aquelas bandas fala inglês também, então fiquei me perguntando como eles tinham sobrevivido até ali..

Espanhol é fácil, e muitas coisas são parecidas com o português, então é uma ótima oportunidade pra exercitar o seu "buenos dias" :wink: (Em tempo: comprei um mini guia de conversação/dicionário, que nem saiu da minha mochila.. todo mundo se esforça pra te entender e ajudar, então se toda sua desenvoltura linguística se resume a chamar argentino de boludo, fique tranquilo! hahahaha ::lol4::)

 

 

ALTITUDE

Como todo mundo deve saber, a Bolívia e o Peru estão em altitudes elevadas, então não subestime o soroche! Nós não sentimos nada (eu só senti uma sensação meio estranha, no segundo dia do Salar, mas nem sei se era soroche mesmo ou muito pollo picante :oops::lol:), mas comecei a me preparar assim que saímos de viagem: a partir de São Paulo, tomei muita água, e chegando em Sucre já comprei uma cartela de Soroche Pills.

 

 

DICAS GERAIS

- Esboce um roteiro. Admiro quem vai na cara e na coragem, mas eu preciso ter tudo organizadinho.. Mesmo que você não seja assim, um esboço de roteiro pode te economizar tempo e algumas frustrações, especialmente se você estiver com o tempo apertado, como estávamos. Nossos objetivos, por exemplo, eram: Salar, La Paz e Machu Picchu, e por isso já sabia com antecedência que parar em Puno acabaria com meus planos, por exemplo.

- Seja flexível com seu roteiro. Parece contraditório com o item anterior, né, rs? Mas não é: descobrimos na prática que é meio impossível estar com tudo fechadinho e planejado. Um ônibus que atrasa, uma estrada fechada, e puf, lá se foi sua programação, então esteja preparado para um plano B.

- Não vá com o tempo contadinho pra tudo. Esse talvez tenha sido nosso maior erro: querer abraçar tudo, com pouco tempo pra isso (apesar disso, não me arrependo, porque sei que se eu não ao menos tentasse chegar a Cusco nessa viagem, eu ia querer me chicotear depois de voltar pra casa, rs..). Não dá pra ficar com tudo fechadinho, porque as coisas numa viagem são muito imprevisíveis. Tem que contar com a impontualidade boliviana e com a possibilidade de não ter passagem pro dias que você quer (aconteceu com a gente). Além disso, é sempre bom lembrar também que alguns poucos quilômetros na Bolívia e Peru consomem algumas boas horas, se você for de ônibus.

- Para longas distâncias, se optar pelo ônibus, faça viagens noturnas sempre! Além de te economizar a hospedagem, você ainda poupa tempo, já que dorme em um lugar e acorda em outro, e descansa muito melhor também. A primeira viagem de ônibus, no trecho de Sucre a Uyuni, fizemos durante o dia, porque eu achei que seria muito pauleira chegar e já encarar uma noite no ônibus, mas, olha, foi terrível! Nem era uma viagem tão longa (9 horas, contra 14 que pegaríamos mais tarde), e o ônibus até que era bem confortável (tirando o vidro da janela que estava todo estilhaçado e colado com durex!!!!!!), mas depois de passar o dia todo no ônibus, estávamos acabados..

Ah, e olha, não achei as viagens de ônibus assim o cão não.. Eram longas demais, e muitas vezes atrasavam mais do que o previsto, mas achei os ônibus confortáveis e as estradas tranqüilas (os motoristas não, esses são malucos mesmo, mas nada muito além de várias buzinadas!)

- Sobre reservas antecipadas: precisar, não precisa, mas te poupa tempo e esforço. Lembre-se que quando você chegar nas cidades, por exemplo, depois de uma longa viagem de ônibus, tudo o que você quer é uma cama quentinha, então ficar rodando a procura de hospedagem pode não ser muito animador. Pode acontecer de você chegar na cidade de madrugada/cedinho também, como aconteceu com a gente em Cusco, e muitos hostels estarem fechados. Fuén fuén fuén!

- Ter indicações de hostels e restaurantes é uma mão na roda.. mas se você não tiver o endereço deles, isso não vai te servir de muita coisa.. Eu tinha uma lista de vários hostels recomendados em La Paz, mas quando perguntávamos pras pessoas, ou pedíamos pros taxistas nos levarem a algum deles, sempre perguntavam pelo nome da rua e não sabíamos. Com isso, apesar de minhas longas pesquisas, usamos muito pouco as referências que encontrei :(

 

 

Já deu pra perceber que eu escrevo um bocado, né? hehehe, então chega de enrolar e vamos para o relato!

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Acompanhando o relato, que por sinal está bem completo, e anotando as dicas, no aguardo dos próximos capítulos rsrsrs :D

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Estou acompanhando também!

 

Pretendo fazer esse roteiro + Chile no jeito mais mochileiro possível... será que com 3 mil reais consigo fazer isso? (Sem contar as passagens)

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Que mundo pequeno né. Vlw pela dica do cartão de vacina.

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Estou acompanhando também!

 

Pretendo fazer esse roteiro + Chile no jeito mais mochileiro possível... será que com 3 mil reais consigo fazer isso? (Sem contar as passagens)

 

Lari, vai depender de quantos dias você passar na estrada, mas eu acho que com 3 mil reais você faz a festa por lá! Eu gastei cerca de 800 dólares comendo em restaurantes mais turísticos, ficando em quarto privado e comprando um bocado de presentes. 3 mil reais dá quase mil dólares, então comparando, acho que dá tranquilo ::cool:::'>

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Segue mais uma parte, galera:

 

DIA 04: SALAR (Segunda)

 

No dia seguinte, acordamos 6h, tomamos café (chá, pão, doce de leite, manteiga, geléia, leite.. um banquete pros padrões bolivianos!) e fomos pra estrada.

 

Nesse dia saímos do Salar e já começamos a adentrar nos desertos do altiplano boliviano, então a paisagem muda totalmente. Primeiro passamos por uns campos de quinoa, e depois paramos num povoado (San Juan? Não lembro bem...) onde tem umas vendinhas. Se você estiver desabastecido de água e lanchinhos, aproveite, pois depois dessa parada não encontramos mais nenhum mercadinho até voltar para Uyuni.

 

Seguimos deserto adentro e começamos a visitar as lagunas. Primeiro passamos pelo vulcão Ollague, um vulcão ativo, só de fumarolas, que fica na divisa entre Chile e Bolívia, e depois vamos para a Laguna Negra, onde fizemos também nossa parada para o almoço. Depois do almoço, seguimos para as Lagunas Cañapa, Hedionda e Honda. Depois entramos no Deserto de Siloli e passamos pela Arbol de Piedra, que é uma formação rochosa esculpida pelo vento, gente! E não foi a toa, ventava muito! Jesuis, nessa hora estava congelante, eu mal consegui sair do carro pra tirar foto! Foi só bater a foto e correr pra dentro de volta! Foi um dos momentos que mais passei frio na viagem toda, e olha que estava de dia, com sol..

 

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De lá partimos para a Laguna Colorada (linda, linda, e lotada de flamingos!), já no finzinho da tarde, e nessa hora paramos num posto de controle e todo mundo tem que pagar 150 bolivianos à parte, pela entrada na Reserva Eduardo Avaroa. Lembrando que esse valor é sempre pago à parte, diretamente pros fiscais da reserva (desconfie se a agência te disser que está tudo incluído), e eles dão um papel de comprovante do pagamento com carimbo (se quiser também dá pra pedir pra eles carimbarem seu passaporte! Aparentemente eles não estão muito acostumados com isso, mas eu fui na cara de pau mesmo e pedi!). Dica: nos pediram essa papel no dia seguinte, em outro posto de fiscalização, então guarde-o bem junto com seu passaporte!

 

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Saímos de lá e fomos pro abrigo em que passaríamos a noite. Acho que já estávamos um pouco atrasados em relação aos outros grupos, pois passamos por uns dois ou três alojamentos, e já estávamos todos lotados, até que finalmente achamos um que tinha vaga. Mas até que foi bom, pois Pedro tinha nos alertado que nesse segundo dia era bem provável que não tivesse ducha quente e nem eletricidade, mas nesse alojamento que ficamos no final era bem quentinho (tinha "calefação" no refeitório, que consistia em uma lareirinha improvisada, rs), e teve banho quente e energia pra galera recarregar os eletrônicos durante um período de umas três horas. Nesse dia eu fui a única do grupo que tomou banho, rs, e novamente, foi bem tranqüilo, nada daquele terrorismo todo que eu tinha ouvido. Pagava 15 bolivianos pela ducha.

 

Novamente, primeiro Pedro nos serviu chá com biscoitos, e depois a janta, que foi até um mini luxo: primeiro sopa e pão, e depois macarrão, e teve até vinho pra acompanhar!

 

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Nesse dia cada grupo ficava junto em um mesmo quarto, então depois de jantar, nós ficamos um tempão no quarto rindo, conversando e inventando brincadeiras pra passar o tempo. Rolou polícia e detetive, mímica, qual animal eu sou.. Tínhamos comprados dois packs de cerveja naquele dia cedo em San Juan, então foi uma noite bem animada, rs Depois até apagaram a luz geral por lá, mas brasileiro sempre arruma um jeito de bagunçar, então ligamos nossas lanternas e tava tudo certo ::otemo::

 

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Gastos do dia:

40 bs: cerveja em San Juan (cada pack com 6 latinhas custava 50 bolivianos, então o grupo rachou)

10 bs: chocolates em San Juan

4 bs: banheiro - San Juan

300 bs: entrada Reserva Eduardo Avaroa

15 bs: ducha - Salar

Total de gastos do dia: 369 bolivianos

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DIA 05: SALAR - LA PAZ (Terça)

 

Depois de ficar até tarde jogando e bebendo, acordei às 4h da manhã ainda um pouco "borracha".. ::dãã2::ãã2::'>

 

Nesse dia a primeira parada são os Geiseres Sol de Mañana, e eles são mais fortes logo cedinho, antes do sol sair, por isso nesse dia precisamos acordar tão cedo. Todos tomamos café rapidinho (mesmo cardápio do dia anterior: pão, geléia, manteiga, doce de leite, chá, leite e iogurte) e 4:30 já estávamos na estrada, e chegamos nos gêiseres antes de amanhecer. Nessa hora estava bem frio, mas suportável.

 

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Ficamos lá um tempo e seguimos para a próxima parada: as águas termais. Como eu disse, na correria de arrumar as mochilas, acabei esquecendo roupa de banho.. então fiquei lá só enrolando, enquanto a galera aproveitava :( Pra quem não for tão relapso quanto eu, ali nas termas tem uma casinha com uma espécie de vestiário pro pessoal se vestir. Paga pra usar as termas e o vestiário, mas como não fui, não lembro o valor, mas acho que era coisa de 6 bolivianos.

 

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Ficamos uns 40 minutos nas termas, e de lá Rafael se despediu do grupo e seguiu para San Pedro de Atacama em outro carro, e nós seguimos para o Deserto de Dalí e para as Lagunas Blanca e Verde (que não estava verde, fuén, fuén, fuén.. porque pra lagoa ficar verde, tem que ter vento, e como não tinha vento, a lagoa não estava colorida. Pra pegar a lagoa colorida tem que ser mais perto do meio-dia, então tem que enrolar bastante nas termas).

 

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Depois passamos por uma outra laguna muito bonita, acho que é Marejon o nome dela, paramos em um outro lugar no meio de um morro pra almoçar (esse foi o dia mais "pobrinho" do almoço, era basicamente tudo enlatado, com exceção dos legumes: arroz, legumes, atum enlatado, salada de tomate, milho, pepino e champignon, pêssegos em calda de sobremesa, coca e água), e começamos a fazer o caminho de volta pra Uyuni, a maior parte só no carro, parando uma outra ou outra pra tirar umas fotos, como no Vale de las Rocas.

 

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* Aliás, queria abrir um parênteses aqui porque uma vez vi uma pergunta de uma menina querendo saber como é que faz pra ir no banheiro, durante o passeio pelo salar, principalmente considerando a recomendação de beber muita água no deserto. Então, gente, banheiro é todo lugar onde você possa ir discretamente e se esconder (HAHAHAHAHA ::lol4:: ), ou então se você for mais desinibida, pode fazer como a Sabrina, que mandou todo mundo entrar e foi atrás do carro, ali no vento gelado mesmo :? . Mas nas condições normais, o vale de las rocas é, tipo, o paraíso!! hahaha. Eventualmente a gente até achava um banheiro, como no museu de sal ou no povoado de San Juan, mas normalmente era ao ar livre mesmo. Virou até piada interna, o Pedro já informava pra gente se a próxima parada teria muitas pedras ou não ::tchann::

(Só pra reforçar: leve seu próprio papel higiênico pra todo lado e, obvious, recolha seu lixinho no final e descarte-o corretamente!)

 

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Seguindo viagem, paramos rapidinho em um povoado chamado San Cristobal, que na verdade não tinha nada de mais, acho que foi só uma parada estratégica pro Pedro tirar uma água do joelho (aliás, a gente morria de rir, porque Pedro era muito prestativo, mas em outras horas ele era tão prático que era quase ríspido. Tipo, a gente tinha acabado de almoçar e ele queria recolher as coisas todas, então virava pra gente e falava: "agora vão caminhar um pouco que depois eu chamo vocês", e a gente sabia que isso não era exatamente uma sugestão que a gente podia acatar ou recusar, rs). ::lol3::

 

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De lá, só paramos quando chegamos em Uyuni, por volta de 17:30h. Nosso ônibus para La Paz era às 20h, então fomos procurar um lugar pra jantar antes. Como perdemos um tempinho ajeitando as coisas na agência, estávamos com o tempo corrido e acabamos voltando na Casa del Turista novamente, só pra não perder tempo procurando outro lugar. Nesse dia jantamos uma pizza que até estava bem gostosa e acho que valeu a pena (71 bs, pizza média + bebida), mas deu uma confusão com o lanche da Maís e do Fred, e eles ficaram numa má vontade pra resolver (tinha sido erro deles), que eu definitivamente não recomendo o lugar. :evil:

 

Depois de jantar, passamos na agência pra pegar nossas mochilas cargueiras, que estavam lá desde o dia que saímos para o Salar, e pegamos o ônibus para La Paz, onde só chegaríamos no dia seguinte.

 

Gastos do dia:

50 bs: propina Pedro (obs: "propina", em espanhol, não é como no português, é "gorjeta"!)

71 bs: janta Casa del Turista

10 bs: baño e mercado

Total de gastos do dia: 131 bolivianos

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Acompanhando, fui para Bolívia em Junho do ano passado e quando cheguei no aeroporto de sucre pegamos um taxi por $50 cada que nos deixou em Potosí em 2 horas em um carro super confortável. E logo compramos a passagem para Uyuni num onibus fedendo muito que levou 5 horas até lá.

Outra observação o segundo abrigo que fiquei no Salar era muito rustico sem chuveiro e as 21h o luz se apagava geral.

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Acompanhando, fui para Bolívia em Junho do ano passado e quando cheguei no aeroporto de sucre pegamos um taxi por $50 cada que nos deixou em Potosí em 2 horas em um carro super confortável. E logo compramos a passagem para Uyuni num onibus fedendo muito que levou 5 horas até lá.

Outra observação o segundo abrigo que fiquei no Salar era muito rustico sem chuveiro e as 21h o luz se apagava geral.

 

Valeu pelas informações, Rafael! ::otemo::

 

Infelizmente na época eu não tinha muitos detalhes sobre o táxi pra Potosí, fora que rolava o medo de ficar sem transporte de Potosí para Uyuni, né. Você lembra a que horas saiu o ônibus de Potosí?

 

No segundo abrigo que fiquei era bem completo, mas também apagou tudo ás 21 horas (mas sacamos nossas lanternas e continuamos :lol: )

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DIA 06: LA PAZ (Quarta)

 

Não lembro a hora que chegamos em La Paz, mas sei que já estávamos bem atrasados, devia ser umas 10h (quando deveríamos ter chegado por volta das 06h). ::grr::

 

Chegando no terminal de buses, aproveitamos que estávamos lá e fomos pesquisar o preço das passagens pra Copacabana, e descobrimos que já não haviam passagens para aquele dia. Então novamente pra não correr o risco de ficar sem passagem, já compramos logo com a Titicaca os trechos La Paz - Copacabana (30 bs por pessoa) e Copacabana - Cusco (120 bs por pessoa) para dali a dois dias, na sexta-feira. Depois cambiamos alguns dólares (tem ali no terminal mesmo, e foi o melhor câmbio que encontrei na Bolívia: 6,95 bolivianos, e não faziam distinção entre notas grandes e pequenas) e então pegamos um táxi até a Plaza San Francisco. Antes de pegar um taxi, eu normalmente pergunto pro pessoal da rua se o lugar que quero ir fica muito longe dali e o preço médio do táxi, porque geralmente os taxistas ficam querendo ganhar em cima da gente, e esse não foi diferente: queria 20 bs pra um trajeto que me disseram que valia cerca de 5~8 bs. Depois de barganhar um pouco, o cara acabou fechando por 12 bs, mas andamos umas 3 quadras e ele veio dizendo que a rua tava fechada e que ele não teria como chegar até a praça, então teríamos que descer ali. E ainda me cobrou 8 bs! Boludo! ::prestessao:: Como eu sabia que não estava muito longe, e era só descida, acabamos indo a pé mesmo.

 

Na procura por hospedagem, pegamos um quarto duplo com baño privado no Residencial El Cacique por 160 bs. Até procuramos mais pelas redondezas, mas como foi o preço mais barato que encontramos, e como ele parecia ser bonzinho, ficamos por lá mesmo, só que no fim acabou não valendo a pena. A localização era ótima, uns 2 minutinhos da Plaza, mas a internet não funcionava nunca, e a ducha não era nada caliente, como prometeram (era no máximo "não gelada").

 

Aqui eu queria abrir outro parêntese pra fazer um desabafo. La Paz foi pra mim como um tapa na cara! Eu estava preparada para o vai-e-vem de pessoas, para as cholas, para o trânsito maluco, para as barraquinhas que vendem de tudo (sim, tudo), para os cambistas de rua, para as buzinas que não param.. Mas acho que não estava preparada pra tudo isso junto! E pra completar, quando chegamos na cidade estava chovendo, então as ruas estavam molhadas e sujas, aí juntou tudo isso, e confesso pra vocês que na hora que pisei no centro de La Paz, eu tive vontade de dar meia volta.. :shock:

 

Eu não sou uma pessoa fresca, juro! Nem me abalei com a falta de infraestrutura do deserto, com a falta de banheiro, de banho, com as viagens de ônibus intermináveis..mas minha primeira impressão de La Paz não foi nada boa.. A princípio, o plano era passar dois dias em La Paz, e seguir para Copacabana somente na sexta, mas na hora eu detestei tanto que voltamos pro terminal de buses e trocamos as passagens para Copacabana e Cusco para o dia seguinte, quinta-feira, já que na volta pro Brasil eu acabaria tendo que passar por La Paz novamente.

 

No fim das contas, depois de rodar um pouco pela cidade, e de passar por lá novamente na volta de Cusco, dessa vez com o tempo ensolarado, eu acabei tirando a má impressão que tive, e fiquei triste por ter passado tão pouco tempo na cidade, e triste também pela minha reação. A verdade é que eu já gostava da Bolívia antes mesmo de conhecer o país. Conhecer um pouco da história, as diversas perdas de território, seja por guerras ou vendas pressionadas (quem aí se lembra de ter estudado em História do Brasil a "venda" do Acre, "a preço de banana", como até os próprios livros diziam?), a perda de saída para o mar, os golpes de estado, os conflitos sociais pela nacionalização do gás, o separatismo, racismo interno com a população indígena, o esplendor e a decadência da prata, o cenário de pobreza e, ainda assim e principalmente, a forma como a população reage e lida com tudo isso, me despertaram uma simpatia instantânea e natural. Por isso eu já estava programada para gostar de La Paz, então chegar lá e tomar esse susto foi uma coisa que me decepcionou com relação a mim mesma, na verdade.. :roll:

 

Mas o que eu só fui descobrir depois é que La Paz não é só aquela zona que a gente vê quando chega. La Paz também é os desconhecidos que te dão informações no meio da rua, é as cholas desfilando orgulhosas suas tranças e saias coloridas, é a comida simples e barata, são as crianças fofas e acostumadas a trabalhar desde cedo, são os artesanatos vendidos na rua, são as mansões milionárias do centro, disputando lugar com as casinhas sem reboco. Então se você for pra lá e, assim como eu, se assustar, dá uma chance a La Paz. La Paz é assim, como qualquer metrópole, uma cidade frenética, que exige do visitante talvez um pouco de paciência pra ir além das ruas lotadas de gente e descobrir as barbadas locais. Fecha parêntese!

 

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Como eu já conhecia o caminho pro terminal de buses, e sabia que era perto, então não podia dar muito errado, resolvi me arriscar e fomos de ônibus até lá (1,50 bs por pessoa). Era pertinho, mas pra ir era subindo, então preferi evitar a fadiga, e pra voltar descemos caminhando mesmo. O trânsito é daquele jeito que tomo muito ouve falar: muita buzina, muitos carros, muito barulho, ônibus e taxis que param no meio da rua pra pegar/deixar passageiro, uma loucura! O ônibus que pegamos não podia ser diferente: minúsculo como os ônibus de Sucre, ficamos espremidos e apertadinhos; o pagamento é feito pro motorista mesmo, que cobra e dá troco aos passageiros, ao mesmo tempo em que dirige e buzina feito louco! Aí do nada o cara pára, aponta pro outro lado da rua e diz "terminal de buses". Ou seja: poquem fora do meu ônibus! ::quilpish:: Detalhe que era uma rua de três pistas, e nós estávamos na pista do meio, mas, whoyesdoor?? (ou no bom português: quem se importa?) Hahahaha, desce ali mesmo e sai correndo no meio dos carros! :lol:

 

Saindo do terminal, fomos perambular pelas ruas e procurar algo pra comer. Acabamos comendo um sanduíche no Sol y Luna, que fica pertinho da Plaza, na calle Murillo, esquina com a calle Cochabamba. Fomos lá porque eu já tinha lido recomendações aqui no mochileiros, mas olha, achei bem marromenos, além de ser caro: dois sanduíches e duas cocas saiu por 112 bs, só valeu a pena pelo wifi, que funcionava direitinho.

 

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De lá nós fomos bater perna pela rua e conhecer o tal Mercado das Bruxas. Gente, tem nada de mais! Falam tanto sobre os fetos de llama e dos troços esquisitos, e no fim das contas é só uma rua inteira cheia de lojinhas de artesanato e bugiganga (que sim, inclui fetos de llama e até umas poções do amor, mas só se você procurar mesmo por algo mais diferente). Foi até engraçado porque nós perguntávamos as pessoas nas ruas como chegávamos até o Mercado, elas explicavam, a gente rodava pra cima, rodava pra baixo e nada de achar! Até que perguntamos pra uma mulher que estava sentada em frente a uma lojinha e ela disse que a gente já estava no Mercado, ele era aquela rua inteira! ::lol3:: Então anota aí: é só subir a rua lateral da Iglesia de San Francisco até a rua de cima e ser feliz!

 

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Comprei um bocado de bugiganga, voltamos pro hostel pra descansar um pouco e depois fomos pra rua novamente pra jantar. Jantamos num restaurante chamado Little Italy, na esquina da calle Tarija com a calle Linares. Novamente, não pagamos muito barato, mas pelo menos a comida estava excelente, e o wifi funcionava, e depois de tantos dias comendo mais ou menos em Uyuni, achei que valeu a pena. Eu pedi um risoto, alexandre pediu macarrão, mais refrigerantes, e deu 130 bolivianos, e ainda tinha umas torradas com um molho muito gostoso de entrada que era cortesia. ::otemo::

 

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Gente, sobre o mercado em La Paz: aproveitem, é o melhor lugar para comprar presentes, artesanatos e bugigangas em geral! Achei os preços melhores que no Peru, inclusive, fazendo a conversão de moedas, então acho que só vale a pena deixar pra comprar presentes em Cusco se você quiser algo específico de lá. O resto, pode comprar tudo em La Paz! Artesanatos em tecido, blusa de lã de alpaca, bolsas em couro (tive vontade de levar todas, onde mais se acha couro no Brasil com aquele preço?!) e camisas divertidas.

 

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Gastos do dia: (sempre para duas pessoas)

300 bs: passagens La Paz x Copacabana e Copacabana x Cusco (empresa Titicaca)

8bs: táxi terminal de buses x plaza

160 bs: Residencial El Cacique

3bs: ônibus até o terminal de buses

112 bs: almoço Sol y Luna

22 bs: mercado (água)

10 bs: pulseira + bolsa moedas

105 bs: 3 bolsas de tecido

190 bs: 2 bolsas de couro

33 bs: camisa

130 bs: janta Little Italy

Total de gastos do dia: 1.073 bolivianos

Editado por Visitante

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