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12 dias no Chile: Santiago/Deserto do Atacama - passeios, preços, fotos, locais e dicas
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Foi uma viagem maravilhosa que fiz com minha mãe e irmão : o país é deveras diverso e interessante. Transbordando cultura e dinamismo, o Chile é um destino tanto para famílias quanto para aventureiros. De fato, é um dos locais mais fascinantes da América.
Começo por dizer que existem três dicas gerais e importantes pra quem quer ir para lá.
1. Levar óculos de sol. Para a sua saúde e felicidade.
2. Preparar-se para fazer diariamente a dança de cebola (põe o casaco! Tira o casaco!)
3. Hidratar o cabelo que, inevitavelmente, virará palha.
Tendo isso em mente, começo por Santiago.
Santiago é uma cidade lindíssima. Cheia de cultura (que eles super valorizam!), limpa, com centenas de parques, e sempre com músicas animadas em espanhol tocando ao fundo. As pessoas são simpáticas e os museus são mais do que incríveis. Vale muito a pena visitar.
Localização: fique no centro! Os locais turísticos estão muito próximos e a diversidade do local é a maior que encontrei na cidade. Desse modo, sempre haverá mercados e lojas por perto. Além disso, o local é super bem-cuidado, então mesmo os prédios mais antigos são lindos (ouso dizer, ainda mais do que os modernos!). Experimentei ficar hospedada tanto no centro como na zona moderna de Belas Artes, e afirmo que para o turista, uma localização central é bem mais interessante.
Preços: com o dólar em alta, o Chile ficou caro. Não vale nem um pouco a pena ir para comprar eletrônicos, roupas e afins, porque o preço sairá igual, ou talvez maior, do que no Brasil. Eu (coitada!) tinha alguma esperança para maquiagens e cremes, mas não tive lá muita sorte. Entretanto, existem muitas feirinhas pela cidade que têm um preço camarada, então se você, assim como eu, se interessa por imãs, casacos de lhama, e outros amores culturais, curtirá ao menos conferir! Se bem que não há nem mesmo muita escapatória... As feirinhas estão por todos os lugares lá. Mas para você que não curte: não se preocupe, são muito organizadas e ninguém te enche o saco! Enfim, só vale a pena comprar no chile: shampoo John Frieda (eu trouxe uns 5, sério), mac and cheese e vinhos em geral.
Locomoção: o metrô será seu melhor amigo! É de fácil acesso, interliga quase todos os lugares, e não é caro. Ônibus acaba não sendo uma boa opção porque é mais complexo e requer m cartão em que se coloca crédito (como um bilhete único). Alugar carro também me parece cilada; o modo de dirigir chileno tem certas diferenças que podem acabar com a moral de quem não conhece. Evite vexames!
Restaurantes: uma dica que recebi e amei foi sobre o Restaurante Galindo no bairro de Bellavista. Não é caro e é muitíssimo gostoso. Se possível, peça um pisco sour para beber!
Passeios:
- Assistir a troca de guardas. Às 10 da manhã ocorre a troca da guarda de Carabineros que custodia o Palácio de La Moneda. É uma tradição centenária e muito, muito bacana de se assistir. Acontece dia sim, dia não, então requer um pouco de programação.
- Ir no Museo Chileno de Arte Precolombino. Gente, isso é quase vital, e eu explico por quê. É um dos museus mais completos, bonitos, e bem-feitos sobre o tema. Tem múmias, estátuas, esculturas... É mais do que incrível.
- Passear pela Plaza de Armas e não hesitar em visitar a Catedral de Santiago que é, no mínimo, maravilhosa.
- Subir no Cerro Santa Lucía. A vista é super bacana e o restante do castelo, cheio de torres, cria uma atmosfera bem legal.
- Ir no Museo de la Memoria y los Derechos Humanos. Por algum motivo, os turistas não parecem visitar muito esse. Não sei se é desinteresse geral por história ou falta de informação, mas me deixa perplexa que se deixem de visitar, voluntariamente, essa atração. O Chile é mais aberto com a ditadura sofrida do que o Brasil, e a exposição é simplesmente fantástica. É triste, é tocante, é estupendo. Até meu irmão, que tem um interesse muito mínimo pelas humanidades, adorou. Vale muito a pena!
- Subir no altíssimo Cerro San Cristóbal e visitar, logo após, a ex-casa de Pablo Neruda (atual museu), “La Chascona”. Ambos são fantásticos, e a casa do Neruda é informativa e divertida ao mesmo tempo.
- Fazer o passeio de bicicleta pela Viña Cousino Macul. Nossa, esse é sensacional! Durante a rota você pode até provar as uvas (muito gostosas, diga-se de passagem) com que eles fazem os vinhos. Durante e depois também há degustação, e concordemos que todos amam essa parte!
- Tirar um dia para conhecer Valparaíso e Viña Del Mar. Valparaíso é muito interessante, uma cidade com caráter. Por lá é legal visitar o Museo Maritimo Nacional (lembra quando alguns mineiros ficam presos no Chile e foram resgatados em uma cápsula? A cápsula não apenas está lá em exposição, como também se pode entrar nela!) e, acima de tudo, ir na La Sebastiana, outra casa-museu do Pablo Neruda. Achei ela até mais bacana do que a de Santiago, e só a subida até a casa é interessante. A cidade é cheia de gatos, então você nunca estará sozinho! Já Viña Del Mar é diferente, mais ajeitada. É lá que tem um Moai importado da Ilha de Páscoa. A estátua fica do lado de fora do Museu Fonck e é impressionante.
DESERTO DO ATACAMA:
Não tem muito que dizer além de afirmar que é um dos lugares mais maravilhosos existentes. Você se sente livre naquela imensidão, em que de um lado tem dunas e do outro, cordilheiras nevadas. É fascinante, é incrível, é uma experiência única no mundo. Vale mais do que a pena. É tão bonito que chega ser frustrante: você tenta capturar em foto, mas tamanha beleza não é contida. Cliques e cliques, mas nenhuma fotografia se assemelha à realidade. Para entender o deserto, você tem que vê-lo com os próprios olhos.
Localização: San Pedro tem só uma grande rua (Caracoles), o local de maior agito. Quanto mais próximo desta, mais barulhento e agitado será. Seria, portanto, ideal para aqueles que pretendem ficar no hotel apenas para dormir desmaiado após curtir muito. Já os melhores hotéis encontram-se um pouco mais afastados. Ficamos no Altiplanico San Pedro de Atacama, e foi ótimo; ele está a uma distância de cinco minutinhos a pé da Caracoles. Os atendentes são simpáticos, as instalações muitíssimo confortáveis e a comida muito boa. Além disso, o hotel em si é muito bonito e típico. Recomendo!
Preços: os passeios são inevitavelmente caros e variam de agência para agência. Já a comida tem um preço razoável na maioria dos locais. San Pedro também vive de feirinhas e artesanatos. Como amo essas coisas, enlouqueci por lá. Malas, gorros, lhaminhas, estojos, casacos. Tudo maravilhoso e refletor da cultura local. Os preços são mais camaradas do que nas feiras de Santiago, e comprando lá você estará apoiando uma população que depende majoritariamente disso.
Agência: fomos com a Lickan Antay. O preço é de longe o melhor, o que sempre pode levantar duvidas a respeito da qualidade. No caso, tais duvidas são desnecessárias, contanto que você não se importe com guias que não falem inglês. A agência vale muitíssimo apena se você requisitar o guia Alberto. Ele é fantástico, simpático e grande conhecedor local. Muito atencioso, parou diversas vezes para nos explicar sobre a fauna local e até mesmo para deixar nós, brasileiros, tocarmos na neve. No último dia, como sobrou tempo, também nos levou para uma cachoeira – um pequeno passeio incrível e completamente à parte, que ele fez por pura gentileza.
Restaurantes: Pizzeria El Charrua: Pizza e outras comidas (eu comi um macarrão muito gostoso) por um preço bem razoável.
Paacha: Comida saborosa e preço justo. Experimente o pisco com rica rica. As porções são generosas e o atendimento cortês.
Passeios:
Valle de la Luna e Valle de la Muerte: dinâmico, um dos mais ativos e fascinantes.
Lagunas Altiplânicas: visões de algumas das mais belas paisagens dessa Terra. Beira ao inacreditável.
Pukará de Quitor: uma longa e ativa caminhada por um forte de resistência indígena. É fascinante pelo ponto de vista histórico e artístico.
Museu Arqueológico R. P. Gustavo Le Paige: uma compilação de conhecimento e história local. Considero imprescindível para conhecer a cultura nativa e entender ao menos um pouco mais sobre gerações passadas.
Geysers del Tatio: simplesmente fantástico! Lembre-se: é muitíssimo frio, com temperaturas negativas (meu cabelo fez questão de congelar), portanto vá agasalhado como um pinguim. Por ser em alta altitude, evite fazer nos primeiros dias.
Salar de Tara: muita diversidade e beleza em um só local.
Editado por Visitante