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Indonésia: um mês em Bali e Gili Island

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AS SURPRESAS DE BALI, UMA ILHA CHEIA DE ATRATIVOS

 

Enfim, chegamos à Indonésia. Sabemos que é um clichê dizer que numa volta ao mundo cada lugar trará uma surpresa. Mas mesmo tendo sido muito felizes em Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja e Cingapura, podemos afirmar que nada pode te preparar para a Indonésia.

 

Inicialmente, ficamos em Ubud por duas semanas. E foi maravilhoso!

 

Excetuando-se o trânsito caótico quando você precisa sair de Ubud para chegar em outros destinos, a cidadezinha é um charme só. Após um boom nos anos 1990 de artesãos e artistas plásticos que rumaram para lá, Ubud se tornou o centro cultural de Bali, repleto de ateliês, galerias de arte e ripongas das mais variadas faixas etárias.

 

Ubud tem muitos atrativos: há uma enormidade de lojas de artesanato, de tatuagens, restaurantes e cafés (incluindo um Starbucks).

 

Mas suas principais atrações são os templos, a floresta dos macacos e os arrozais. Você pode entrar nos templos gratuitamente e uma boa dica é assistir à apresentação de dança balinesa que ocorre à noite. Quanto aos macacos, há que se tomar bastante cuidado com eles e com seus pertences. Vimos várias pessoas perderem bonés, óculos escuros, garrafas d’água e, pasmem, até mesmo chinelos.

 

Em relação aos arrozais, eles estão em todos os lugares (assim como os ateliês e os macacos). Fizemos uma caminhada rápida (de uma hora, ida e volta) pelo Campuhan Ridge e valeu muito a pena. É um caminho perto do centro de Ubud, no qual se aprecia paisagens lindas. No final, para relaxar, uma boa opção é tomar uma água de coco diante de uma vista magnífica das plantações de arroz no Karsa Kafe.

 

No Cafe Lotus, ao lado do Starbucks, pudemos admirar o templo Pura Taman Saraswati e seu lago belíssimo, cheio de flores. A culinária na Indonésia, assim como nos outros países que visitamos na Ásia, é deliciosa, mas é preciso tomar cuidado com a pimenta: mesmo quando a garçonete diz “Not spicy”, ainda assim a comida pode ser muito apimentada. O prato tradicional é o Nasi Goreng (arroz com frango e ovo frito), mas, se você está tentando comer de forma mais saudável, Ubud é o lugar. Com várias opções de restaurantes vegetarianos, sempre há uma comida no cardápio deliciosa e natural.

 

Fizemos dois passeios de táxi: no primeiro, tentamos conhecer vários lugares em meio dia e foi um erro. Não esperávamos ficar tanto tempo no trânsito de Bali. Fomos almoçar na praia de Jimbaran e não gostamos. A água do mar era escura, com muitos barcos e parecia poluída. Paramos em um restaurante indicado pelo taxista, outro erro. Era um churrasco de frutos do mar caríssimo, o restaurante era super simples e a comida não justificava o preço abusivo.

 

Depois fomos para outra praia, chamada Padang Padang, que era bem mais bonita. Entretanto, como perdemos muito tempo no trânsito e queríamos assistir ao pôr-do-sol no templo Uluwatu, não pudemos aproveitar muito.

 

No outro passeio, fomos até Tanah Lot somente para assistir ao pôr-do-sol, considerado imperdível. Há várias barraquinhas vendendo todo tipo de souvenir e a vista é incrível, um cenário surpreendente e belíssimo.

 

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Em comum aos dois passeios, uma beleza indescritível (a praia, os templos, o sol se pondo no mar com as ruínas em silhueta) e um trânsito infernal. Contabilizamos, somando os dois dias, umas dez horas dentro do carro. Vale a pena, porque realmente é tudo muito bonito, mas tem que ter paciência.

 

Além disso, outro passeio que fizemos foi uma trilha até o vulcão Batur, cuja saída do hotel se deu às 2h30. Depois, mais duas horas de trilha morro acima para vislumbrar um lindo nascer do sol do alto do vulcão. Estamos acostumados a fazer trilha, mas essa foi uma das mais impressionantes que vivenciamos. Como se sobe na completa escuridão, não se tem noção do que te espera lá no alto. Então, quando o sol nasce e começa a refletir no lago Batur, é possível ver o mar de um lado e a cratera com lava de outro, o que compensa todo o esforço. Aviso: a trilha é cansativa, muita gente ficou para trás e desistiu no meio do caminho.

 

Há que se ter paciência com um ponto “negativo” de Ubud: é impossível caminhar sem que se ouça o tempo todo “Taxi?”. E, quando você nega, vem o complemento: “Tomorrow?”. Mais uma negativa e, no segundo seguinte, mais um balinês te abordará com o mesmo procedimento e a(s) mesma(s) pergunta(s).

 

Durante a semana, Ubud é mais tranquilo, e tem bem menos estrangeiros. Talvez devido ao filme com Julia Roberts (Comer, rezar, amar), nos finais de semana a cidade lota de turistas. Muita gente “bonita e descolada” (principalmente, grupos de mulheres) vai até a cidade para conhecer de perto a locação. E talvez para descolar um grande amor. Por causa do filme, brasileiros saem na frente.

 

Ubud também é um bom lugar para relaxar e há uma casa de massagens e de ioga a cada esquina. Praticamos no Yoga Barn e adoramos. Lá há um espaço enorme com aulas todos os dias, além de cursos, filmes e palestras. Você pode pagar por uma aula avulsa ou comprar um cartão com várias aulas, escolhendo o melhor horário e técnica de sua preferência. Quanto à massagem, após a trágica experiência tailandesa, ficamos um pouco receosos de fazer nos outros países. Mas, depois da trilha cansativa do vulcão Batur, merecíamos uma recompensa. E foi sensacional! A massagista te aperta em todos os pontos, sem sofrimento, dos dedos dos pés ao couro cabeludo. Saímos renovados!

 

Momento Perrengue: numa sexta-feira, um dos caixas eletrônicos “engoliu” um de nossos cartões de crédito. Fomos ao banco informar e nos foi dito que apenas na segunda-feira poderiam nos devolver o cartão. Voltamos lá no dia marcado e disseram que nenhum cartão havia sido encontrado. Ligamos para nosso banco no Brasil para solicitar o bloqueio e pedir que enviassem outro cartão. O banco estipulou um prazo de 10 dias úteis para o envio. Após esse prazo, entramos em contato com o banco e nos foi informado que não constava solicitação alguma. Portanto, nada havia sido enviado e estamos até agora sem o cartão. Já pedimos novamente e esperamos recebê-lo na Austrália.

 

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Brata Inn

Endereço: Jalan Wenara Wana, Indonesia

Preço: RP$ 400.000 = R$ 94 a diária

Site: bratainn.com

 

Semujan Bungalow

Endereço: Jalan Bisma, Ubud, Bali, Indonesia

Preço: RP$ 300.000 = R$ 70 a diária

Telefone: (0361) 977892

 

Templo Uluwatu

Endereço: Jl. Batu Nunggul, Uluwatu, Badung

Preço: RP$ 20.000 = R$ 4,70

 

Templo Tanah Lot

Endereço: Bali 82171, Indonesia

Preço: RP$ 30.000 = R$ 7

Site: http://www.tanahlot.net

 

Sunrise trekking Batur volcano

Preço: RP$ 300.000 = R$ 70

O carro pega na pousada, café da manha e guia

 

Yoga Barn

Endereço: Jalan Raya Pengosekan Ubud, Ubud, Bali 80571, Indonesia

Preço: RP$ 300.000 = R$ 70 (3 aulas)

Site: http://www.theyogabarn.com

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TEMPO DE MENOS EM GILI

 

Após quase quatro meses de viagem, chegamos ao ponto alto: Indonésia. E, dentro da Indonésia, ficamos maravilhados com as ilhas Gili. Principalmente, com Gili Trawangan, onde nos hospedamos.

 

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Com apenas nove quilômetros de extensão, pode-se dar a volta na ilha a pé (90 minutos), correndo (60 min) ou de bicicleta (30 min). Não há carros, motos, scooters, nada motorizado circulando por suas ruas estreitas. Por isso, a sensação de paz e aconchego faz com que os visitantes se apaixonem por Gili logo no desembarque.

 

Além das praias serem belíssimas, com aquela já conhecida água cristalina-azul-turquesa, há muitos pontos de mergulho para apreciar incontáveis espécies de peixes, tartarugas e arraias. Além disso, a proximidade das outras ilhas é um convite para um passeio de barco.

 

Há dezenas de restaurantes ao redor da ilha, de culinárias e preços variados, desde pizzarias a especializados em frutos do mar, doces e sorveterias. Fora as maravilhosas lojinhas de artesanato, uma verdadeira tentação, praticamente impossível de se resistir.

 

Mas o melhor mesmo de Gili é a sensação de que o tempo parou. Sem barulho de trânsito, sem buzinas, apenas bicicletas e charretes, a ilha é, com perdão do clichê, um oásis de tranquilidade. E esse clima só muda durante a noite, quando alguns bares, restaurantes e boates, com música ao vivo ou DJs, ficam lotados de gente a fim de pegação. Aqui devemos salientar que, nestes quase 120 dias de viagem, a quantidade de gente bonita por metro quadrado em Gili superou com folgas todos os outros lugares. É possível que nunca tenhamos visto tanta gente bonita num local tão reduzido em nossas vidas.

 

Nota: as bandas ao vivo parecem idolatrar Bob Marley (o que é bom) e Coldplay (o que é péssimo).

 

Infelizmente, talvez temendo que tivéssemos problemas com a internet (não tivemos) e que não houvesse chuveiro de água doce (havia), ficamos menos tempo do que gostaríamos em Gili. Sem exagero, chegamos ao ponto de chorar quando esperávamos para embarcar e deixar a ilha. Cogitamos inclusive, naquele momento, fazer algum plano, ou alguma escala, em nossa viagem que nos levasse de volta àquele paraíso. O que, ainda, não foi completamente descartado.

 

Entretanto, havia chegado a hora de nos despedirmos do calor e conhecer o inverno australiano. Próxima parada: Melbourne.

 

Dica: Gili é uma ilha muçulmana, por isso, na hora de procurar hospedagem é importante conferir a proximidade com as mesquitas, pois ouvimos constantemente o som das orações vindo dos alto-falantes dos templos.

 

James Bungalow

Endereço: Rua de trás da praia. Entra numa ruazinha entre Gili Yoga e Gili Inn. A hospedagem fica entre a loja Vintage da esquina e a pousada Secret Garden II. Há uma placa pequena e uma entrada pouco convidativa, mas os quartos, que ficam nos fundos, são bem novos e limpos (certifique-se de pedir um quarto com água quente no chuveiro).

Preço: RP$ 300.000 (R$ 70)

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Ai, que bacana, Gili! Não há palavras que a descreva. Nunca fui, mas só de namorar os relatos e ver imagens, já me apaixono.

Indonésia é tudo de bom. Fui ano passado a Nusa Lembongang, praia bem parecida com Gili.

Pretendo retornar para visitar as Gili e Lombok. Já Komodo, estou pensando ainda, é uma das maravilhas naturais, mas os dragões me assustam ::ahhhh:: .

Parabéns pelo relato e com direito a vídeo ainda, adorei! Melhor que isso, só 2 disso. Escrevam mais que a gente gosta de ler.

 

Ah, e que história foi essa do cartão engolido? Mega me identifiquei. Aconteceu comigo em Marrocos. ::lol4::

Abraços e boas viagens para vocês

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Que bom que você gostou do relato! Viajamos por 7 meses e Gili foi o nosso lugar preferido! Sofremos para ir embora.

Quanto ao cartão, parece que é super comum em Ubud, vários ATMs não funcionam direito. Depois também ouvimos relatos de cartões clonados, então é bom tomar cuidado por lá!

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Olá! Passarei doze dias na Indonésia em setembro e seu roteiro deu uma ideia boa do que esperar, obrigado! Ainda estou com várias dúvidas sobre o roteiro. Nos primeiros quatro dias estarei em Flores para mergulhar, depois pensei em passar 4 dias em Ubud e 4 em Seminyak, utilizando ambos como base de apoio para conhecer o norte e o sul da ilha respectivamente. Mas considerando o que você observou sobre o trânsito em Ubud fiquei na dúvida se é uma boa ideia. Estou precisando de algumas opiniões.

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Tenho 5 dias em Bali, ficarei 2 em Ubud e estou em dúvida se faço as Gilis e fico por lá ou faço Uluwatu. Queria tudo, mas pelos relatos percebo que não é prudente e será cansativo... se puderem opinar... bjos

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