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Esta é uma viagem de 25 dias, realizada em janeiro de 2015 com o meu namorado. Tínhamos começado o relato ainda em janeiro, mas com a correria dos trabalhos (afinal, é assim que bancamos as trips) só agora retomamos para dar o roteiro completo da viagem...

 

(Mais detalhes sobre essa e outras viagens na nossa página no face - https://www.facebook.com/dandoumpulo/)

 

- Quando decidimos conhecer o Peru e o Equador, não nos informamos com antecipação sobre rotas de ônibus. Assim, comprei ida e volta de Lima, achando que seria possível fazer todos os caminhos de ônibus. No entanto, de Cusco para Quito, por exemplo, são três dias de viagem! Para fazer render o tempo, acabamos apostando em mais voos (inclusivo escrevi essa primeira parte do post do aeroporto, esperando meu avião para Quito).

 

Dia 03/01/2015 - Chegada em Lima

 

Li muitos relatos no Mochileiros dizendo que os arredores do aeroporto Jorge Chávez são perigosos. Por isso, acabei optando por combinar antes, por email, o traslado com a empresa Lima Mentor. Sai USD 30 até Miraflores, para até três pessoas, com adiantamento de 50% do pagamento (usei o Pay Pal). É caro, mas dentre as empresas oficiais de traslado, foi o mais em conta que encontrei. O email deles é: [email protected].

 

Como precisávamos de um hostel apenas para deixar as malas e tomar banho, escolhi o mais barato do Booking: o 2 Hostel Circus, que cobra 7 dólares por pessoa. O nome Circus é bastante apropriado, pois o hostel é uma palhaçada ::lol4::

Como diria Renato Russo: "lugar estranho com gente esquisita...". A localização é ótima, mas o lugar é muito sujo e as pessoas que nos atendiam estavam sempre drogadas. Não recomendo.

 

Passamos toda a tarde caminhando pela orla da praia: Shopping Larcomar, Parque del Amor... Chegamos a descer para a praia, mas não compensou. A vista é mais bonita de cima (e como é praia de pedra, acaba não sendo muito convidativa). O pôr do sol é fenomenal.

 

Lima, na parte do bairro de Miraflores, me pareceu muito segura, organizada, limpa... Dá para desbravar a região a pé tranquilamente ::otemo::

 

De noite, pegamos nosso ônibus da Oltursa para Trujillo. Os ônibus deles são muito bons, com tela para ver filmes individualizada, lanchinho e etc. Aliás, a segurança das empresas maiores de ônibus no Peru me surpreendeu: é o mesmo esquema de controle dos aeroportos, ou até mais intenso. No entanto, só comprei a passagem pela Oltursa porque não tinha poltronas insuperables na Cruz del Sur. A empresa de ônibus Cruz del Sur oferece algumas poltronas com um desconto " insuperable". Mesmo com quase 7% de IOF, compensa comprar pela internet para garantir os melhores preços. São poucas poltronas; tentar ir até o guichê contando com esse desconto é arriscado. Para terem uma ideia do que estou falando: cheguei a pagar 29 soles em uma viagem de 9 horas, semicama, com lanchinho - o preço original era 100 soles.

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Dia 04/01/2015 - Trujillo e Huanchaco

 

Depois de uma viagem de cerca de 9 horas, chegamos a Trujillo. Pegamos um táxi (são um meio de transporte relativamente barato) rumo a outro hostel que reservamos via Booking: o My Friend Surf Hostel. Os donos são super atenciosos, é pertinho do mar e o restaurante deles também é ótimo. A diária é de apenas USD 6 por pessoa.

 

Pegamos uma van (custa entre 1,5 e 2 soles) que nos deixou na frente de Chan Chan. Lá formamos grupo com 2 argentinos para dividirmos o valor da visita guiada, que ficou em 10 soles por pessoa.

 

Chan Chan é um prato cheio para quem gosta de história. Ficávamos imaginando como seria habitar aquele lugar há centenas de anos atrás... E é muito importante conhecer as outras raízes do Peru, além da cultura inca, para não cairmos no estereótipo de que a arqueologia peruana se resume a Machu Picchu.

 

Seguimos com os argentinos para racharmos um táxi rumo à Huaca de La Luna: outro lugar impressionante, com relevos que conservaram sua pintura original. No caso da Huaca, o preço do guia já está incluso no ingresso.

 

Conseguimos ainda pegar o pôr do sol na praia de Huanchaco (famosa pelos barcos de totora) antes de pegarmos o ônibus da Movil Tours rumo a Huaraz.

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Dias 05, 06 e 07 de janeiro de 2015 - Huaraz

 

Em Huaraz, ficamos no hostel Alpa-K Montanero, bem localizado e com um atendimento muito bom. Tomávamos também um super desayuno americano por 8 soles neste hostel, o que nos dava energia até o final de cada tour. Contratamos os passeios com um vendedor e, pelo que entendemos, não importa a agência que você escolhe, porque acabam juntando todo mundo que contratou os passeios no primeiro busão que aparece. Pagamos 45 soles cada passeio, e demos a sorte de pegar 3 dias de sol em plena temporada de chuvas.

 

No primeiro dia, fizemos o tour até a laguna Llanganuco, que tem uma cor incrível. O que atrapalhou foram as paradas desnecessárias para comprar sorvete, comer comidas típicas e visitar um cemitério (que tem todo um contexto histórico e tals, mas que não era o nosso objetivo no dia). Com tantas paradas, mal sobrou tempo para conhecer Llanganuco. Queríamos ter feito o passeio de barco, contornado a lagoa... Talvez compense alugar um carro, tentar ir por conta ou contratar um guia que faça a visita valer a pena.

 

No segundo dia, Laguna 69. Dessa vez, tivemos até autonomia demais. O motorista estacionou o carro, disse " vão por aqui e por lá" e nos largou no mato para fazermos a trilha de 16 km a mais de 4000 m de altitude sozinhos. Nem todo o caminho é bem demarcado, e nos perdemos várias vezes. Com o cansaço, boa parte do grupo (formado por nós, dois peruanos, três alemães, um inglês e uma suíça) ou não alcançou a laguna ou teve pouco tempo para aproveitá-la. Também é um passeio que queria ter feito com mais calma, até porque o caminho rumo à lagoa é sensacional e merece paradas para ser admirado. São cachoeiras e montanhas por todo o lado. E mesmo sem chuva, muitos riozinhos para atravessar: um bom tênis impermeável (ou a incrível tecnologia das sacolas de mercado amarradas sobre as meias) faz a diferença.

 

No terceiro e último dia em Huaraz, fizemos o Pastoruri, que foi bem tranquilo, apesar de estar a mais de 5000 m. Fazer uma parte da trilha a cavalo não é caro (7 soles por pessoa) e ajuda a poupar o fôlego. O caminho até o nevado é muito bonito e interessante para avaliar os impactos do aquecimento global.

 

Li muito que Huaraz era feia e perigosa, e acabei não reservando tempo para conhecer a cidade, o que foi uma pena. Achei Huaraz muito parecida com La Paz, com seu artesanato, as indígenas em suas roupas típicas... Além disso, o comércio fecha tarde.

 

Em Huaraz, não deixem de conhecer o Café Andino: a fachada é bem simples, mas o ambiente é super descolado, com biblioteca, espaço para troca de livros, decoração simpática... É um pouco mais caro, mas as porções são grandes.

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Dia 08/01 - Ica

 

Fomos de Cruz del Sur para Lima e de lá para Ica, sempre usando as passagens de preço insuperable. Com todo o deslocamento, chegamos à cidade apenas por volta de meio-dia.

 

Os hotéis nessa região disponíveis no Booking são muito caros. Por isso, não reservamos nenhum e negociamos um quarto para deixarmos as mochilas grandes em um hospedaje (tipo uma pensão) que fica ao lado da agência de ônibus. De lá, fomos de táxi para o oásis de Huacachina.

 

Fechamos um passeio nas dunas com buggy, que só recomendo para quem curte altas emoções. O tour já incluía sandboard e paradas para tirar fotos nas dunas.

 

À noite, embarcamos mais uma vez de Cruz rumo a Paracas, em um trajeto curto de 1 hora.

 

Vídeo sobre a experiência:

 

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Dia 09/01/2015 - Paracas

 

Ficamos no Backpacker House The Pacific, onde compramos também o tour para as Islas Ballestas e para a Reserva Nacional de Paracas. O hostel é muito bem cuidado, barato e o dono oferece transfer grátis da agência de ônibus.

 

As Islas Ballestas são um paraíso em matéria de fauna marinha: muitas aves e inúmeros leões marinhos tomando um sol diante das nossas câmeras. O passeio vale muito a pena.

 

A reserva nacional é gigante, e o tour (65 soles) só permite conhecer uma pequena parte dela. Ainda assim, o pouco que vimos foi o suficiente para nos deixar empolgadíssimos com aquelas praias em pleno deserto.

 

Vídeo sobre a experiência:

 

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Dia 10/01/2015 - Conexão em Bogotá

 

Não encontramos um voo direto de Lima a Quito, mas demos a sorte de ter uma conexão longa em Bogotá. Assim, trocamos dinheiro no aeroporto e pagamos um táxi rumo ao Cerro Monserrate.

 

A visão da cidade do cerro é muito bonita, e há uma feirinha de artesanato interessante atrás da igrejinha que fica no topo (apesar de termos achado tudo um pouco caro). É possível escolher entre ir a pé, de teleférico ou de funicular.

 

Depois, no próprio cerro arranjamos um táxi rumo à região da Candelaria. Passamos por vários museus em prédios incríveis (inclusive o do Botero) e depois seguimos para a praça central. Nessa região encontramos uma realidade bastante parecida com a da região da Sé, em São Paulo: muita pobreza, algumas pessoas aparentemente drogadas, e inclusive fomos seguidos por uma mulher que conversava conosco em tom de ameaça. Demos bandeira nos afastando dos policiais e fotografando com uma câmera grande; é um lugar lindo, mas que merece ser visitado com um pouco de precaução.

 

Mais um voo noturno e finalmente, Equador.

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11/01/2015 - Rumo a Baños (Equador)

Chegamos ao aeroporto de Quito sem saber que ele é um dos mais perigosos do mundo - de fato, o avião "quicou" na aterrissagem... Mas no final, tudo certo (até porque acabamos vindo com a linha que faz voos para Galápagos, bem mais confortável).

 

Pedimos um café como desculpa para dormirmos no sofá da cafeteria esperando o amanhecer. O problema maior foi dormir sobre as malas, já que o aeroporto de Quito cobra 2 dólares pelo uso do carrinho de bagagens, o que nos recusamos a desembolsar ::bad::

 

Assim que o sol raiou, pegamos um ônibus que sai do aeroporto rumo a um dos terminais de Quito (o antigo aeroporto). De lá, pegamos um táxi rumo ao terminal do qual saía o ônibus para Baños. Não lembro o preço da passagem, mas creio que eram 5 dólares.

 

Perguntei em vários guichês em busca de um ônibus sem paradas. No entanto, ainda que tenham me dito que o ônibus iria direto, não creio que exista essa opção no Equador. Para Baños foram várias paradas, sempre com gente entrando, saindo, ou as "mamitas" vendendo almoço (as fritadas, um prato com todo tipo de fritura possível), frutas y otras cositas más.

 

Outro aspecto cultural que achamos interessante foi a escolha do filme exibido em uma TV velha do busão: um indiano, típico de Bollywood, beem melodramático... :D

 

Fomos a pé ao Hostal Llanovientos, reservado por email ([email protected]) e, com as mochilas, sofremos para subir a ladeira em que ele se encontra. No entanto, chegando lá, que vista! Nosso quarto tinha uma janela bem em frente à cachoeira do centro da cidade ::mmm:

 

Fomos ao centro em busca de agências, mas acabamos fechando com um taxista para nos levar até a Casa da Árvore, esperar meia horinha e nos levar de volta. Ele cobrou o mesmo preço de uma agência, mas com mais conforto - assim, fechamos com ele o tour para as cachoeiras no dia seguinte.

 

A Casa da Árvore fica em um local de observação do vulcão Tungurahua, e o preço de entrada é 2 dólares. Além do incrível balanço no precipício, há uma mini tirolesa e muitas vaquinhas pastando. Cenário bucólico, mas com adrenalina no balanço ;)

 

Vídeo sobre nossa visita à cidade:

 

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12/01/15 - Baños

 

Fizemos o tour de táxi rumo às cachoeiras, com o taxista fazendo paradas estratégicas e nos explicando um pouco sobre o lugar. Até nossas fotos ele ajudou a tirar! ;)

 

Fomos na tarabita, uma espécie de teleférico sobre as cachoeiras, e meu namorado fez uma tirolesa superman (de barriga para baixo) por 10 dólares, se não me engano. Depois fizemos a trilha rumo ao Pailón del Diablo, uma cascata realmente impressionante. O lugar todo é bem bonito, com pontes de madeira, cascatinhas ao longo do caminho, mirantes com visões diferentes das quedas-d'água...

 

Como sobrou a tarde inteira livre, alugamos um buggy e fomos ao zoológico, ao lado de outra cachoeira... O zoo estava fechado e como nos perdemos um pouco (e eu tive de sair e empurrar o buggy na ladeira, para voltar a pegar), acabamos não conseguindo fazer a trilha desta cascata... Mas ainda assim foi divertido!

 

E como,mesmo depois disso, ainda sobrou um tempinho à tarde, fomos chorar nas agências até encontrar um preço em conta para voltar para a Casa da Árvore. No dia anterior o lugar estava muito cheio, e como dessa vez fomos mais tarde (perto do pôr do sol) conseguimos aproveitar o balanço à vontade e fazer mais fotos.

 

À noite, ficamos na pracinha da igreja, ainda com a iluminação de Natal. Tínhamos conhecido o local no dia anterior, e visto várias pinturas que contam a história da cidade e do vulcão de um ponto de vista mais místico... Interessante!

 

Como éramos praticamente os únicos hóspedes do hostel em baixa temporada, aproveitamos ainda o salão de jogos só para nós, com uma vista linda da cidade.

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13/01 - Latacunga

 

Saímos de manhã do hostel e ganhamos de brinde um saquinho com as cinzas do vulcão. Fomos de ônibus à cidade de Latacunga e caminhamos até o hostel, também reservado por email (Hostal Tiana). O mais interessante desse hostel é a localização, pois em todo o resto ele fica a dever...

 

Como chegamos perto do horário do almoço e já não dava tempo de fazer nenhum tour, arriscamos ir por conta para a Laguna Quilotoa. Foi superfácil de chegar e muito barato... Não há necessidade nenhuma de pagar uma agência.

 

No próprio hostel nos informaram direitinho - pegamos um ônibus até Zumbahua que parou bem próximo da Laguna (não são muitos horários e nem todos os ônibus fazem o mesmo caminho, então é bom se certificar). Descemos com umas crianças voltando da escola que ficavam rindo,um pouco envergonhadas, desacostumadas com a presença de estrangeiros ::love::

 

Caminhamos um pouco, pagamos a entrada e descemos a cratera do vulcão... Foram quase 2 horas só para descer, embasbacados com a vista e tirando mil fotos... Para subir, pagamos para ir de cavalo (10 dólares), com medo de perder o bus da volta.

 

Logo na saída da Laguna há um restaurante, aonde pedimos uma carona (paga) até o local de onde saía o ônibus para Latacunga.

 

De volta ao hostel, comemos em uma lojinha bem em frente, chamada Cunani. A dona de lá é super atenciosa e os pratos todos simples e deliciosos. Até hoje sonhamos com o quimbolito, um bolo assado na folha do milho... Muito bom!

 

Vídeo sobre essa experiência:

 

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14/01 - Cotopaxi

Compramos no hostel Tiana o tour para o Cotopaxi, praticamente exclusivo - só nós e o guia. O caminho até o vulcão é bem interessante, cheio de pinheiros, alguns cavalos selvagens, lagunas...

 

Quando estávamos quase chegando ao refúgio no vulcão, o pneu do nosso carro estourou. A solução? Pegar carona com outro carro, e para caber todo mundo, os guias foram pendurados do lado de fora, em um caminho que beirava precipícios... ::ahhhh::

 

O carro parou próximo ao refúgio e de lá fomos a pé até o glaciar. A caminhada é puxada por causa da altitude, mas a vista dos paredões de gelo compensa. Não sei como ficou agora, já que alguns meses após nossa visita o Cotopaxi teve atividade vulcânica intensa.

 

De volta ao hotel, pegamos nossas coisas para ir à rodoviária e pegar o ônibus para Quito.

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