Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos.
Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever.
1. ORGANIZANDO O ROTEIRO
Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional!
Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”.
Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi:
16/08: Saída do Brasil
17 a 20/08: Lisboa (com daytrips)
21 a 23/08: Porto (com daytrips)
24 a 26/08: Madrid (com daytrips)
27 e 28/08: Granada
29 a 31/08: Sevilha
01 a 03/09: Albufeira
04/09: Retorno para Brasil
OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores.
2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade.
3. DESLOCAMENTOS
Ida e volta – aéreo.
Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente.
Trechos interno.
Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato.
Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos).
Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas.
4. HOSPEDAGEM
Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite.
5. DOCUMENTAÇÃO
Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito.
6. ENFIM O RELATO...
16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10.
17/08: 1º dia - LISBOA
Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior.
Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado.
18/08: 2º dia - LISBOA
Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito.
Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar.
No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente.
OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo.
19/08: 3º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar.
Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento.
Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único!
Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros.
Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena.
20/08: 4º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa.
No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto.
OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto.
21/08: 5º dia - PORTO
Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos.
A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia.
22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA
Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio).
23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES
Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional! Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer.
De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!).
No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário.
Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos.
Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever.
1. ORGANIZANDO O ROTEIRO
Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional!
Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”.
Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi:
16/08: Saída do Brasil
17 a 20/08: Lisboa (com daytrips)
21 a 23/08: Porto (com daytrips)
24 a 26/08: Madrid (com daytrips)
27 e 28/08: Granada
29 a 31/08: Sevilha
01 a 03/09: Albufeira
04/09: Retorno para Brasil
OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores.
2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade.
3. DESLOCAMENTOS
Ida e volta – aéreo.
Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente.
Trechos interno.
Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato.
Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos).
Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas.
4. HOSPEDAGEM
Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite.
5. DOCUMENTAÇÃO
Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito.
6. ENFIM O RELATO...
16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10.
17/08: 1º dia - LISBOA
Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior.
Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado.
18/08: 2º dia - LISBOA
Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito.
Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar.
No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente.
OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo.
19/08: 3º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar.
Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento.
Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único!
Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros.
Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena.
20/08: 4º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa.
No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto.
OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto.
21/08: 5º dia - PORTO
Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos.
A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia.
22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA
Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio).
23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES
Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional!
Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer.
De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!).
No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário.
(.....continua....)
PS:Não consegui inserir imagens.