Depois de muito explorar o Portal dos Mochileiros, e pegar muitas dicas para minhas viagens, penso que devo retribuir toda a ajuda recebida, e a melhor forma é relatar o que aconteceu em minha viagem pela Europa.
Esse relato foi baseado em minhas opiniões pessoais, carregadas de comparações com outros lugares e vivência anterior. Não pretendo formar a opinião de ninguém, apenas relatar o que vi e senti, portanto, peço que não critiquem minhas impressões, pois certamente serão diferentes das demais pessoas.
Irei dividir em 3 partes, uma para cada país, até porque preciso fazer uma revisão para tirar os diversos erros de digitação e de gramática que cometi enquanto escrevia (geralmetne cansado após as atividades do dia).
A viagem foi planejada com 3 meses de antecedência e o ponto de partida foi a cidade de Natal. Fomos por conta própria. Eu, Érica (minha esposa ) e Deus.
Segue o Relato:
Dia 0 – Sexta-feira, 16 de outubro. BRASIL
Parte da manhã…
Últimos acertos nas tarefas pendentes do trabalho . Serãozinho básico até as 15:00h pra não deixar nada pegar…
Início da arrumação das malas, três horas antes do check-in. Aconselho quem for viajar a não cometer esse erro. Alguns itens trazidos foram desnecessários e já senti a falta de umas camisetas de manga comprida. A Érica então... ficou enrroladinha! Já reclamou umas 3 vezes que trouxe muitos casacos (4). Ela se atrasou nos preparativos porque resolveu fazer escova e dar um trato nas unhas e cabelo. Marcar esse tipo de coisa para antes do embarque, só se já estiver com tudo organizado. No final, apesar da correria e dos esquecimentos, tudo deu certo.
18:00h, deslocamento para o aeroporto e check-in. Voo direto Natal-Lisboa (saída 20:45, chegada 08:00)pela TAP. Pouca fila e despacho rápido. Matamos o tempo lendorevistas na livraira. Procedimentos de embarque sem muita burocracia (cuidado apenas com os itens proibidos, principalmente produtos de higiene). Embarque normal e voo bastante calmo durante todas as quase 7 horas de voo. Apesar da diferença de fuso, a impressão foi que fizemos um voo doméstico. Serviço de bordo dentro das espectativas, apenas justo. Jantar e café da manhã, nada diferente do padrão da TAM (internacional).
Dia 1 – 17 Outubro PORTUGAL
Apesar do pequeno atraso na saída de Natal, a chegada em Lisboa ocorreu 15 minutos antes do previsto. Fila da imigração não muito grande, porém andava muito lentamente. Prioridade para passageiros em conexão. Uma funcionáiria da TAP ficava chamando e passando para o início da fila. Demoramos uns 45 minutos. Na entrevista, o policial português já deu a primeira mostra do perfil dos gajos... tosco! Dei bom dia e fui respondido, e assim que perguntei se era necessáiro apresentar somente o passaporto, o figura me disse: “Não sei, o que mais você tem a me mostrar?”. Até tinha a resposta na ponta da língua, mas preferi não testar o bom humor do cara. Tão logo ele abriu os nossos passaportess, percebi o valor de um visto americano. Ao vê-lo, o policial apenas me pergutou quanto tempo iria ficar na Europa e o nome do Hotel. Não demorou nem 30 segundos a entrevista. (e olha que eu já tinha percebido que ele era casca de ferida com os outros!). Pegamos a bagagem e em 2 minutos já estávamos no terminal de Lisboa.
O terminal é limpo e relativamente bonito, embora seja bastante pequeno. Demos uma rápida passada no quiosque de informações turística. Iríamos comprar o Lisboa Card, mas a própria representante nos disse que não iria valer a pena comprar o de 72 horas pois estaria compreendida no período d eutilização do cartão a segunda-feira, dia em que a maioria das atrações estão fechadas. Tivemos que replanejar os passeios.
Pegamos uma grande fila, que demorou uns 10 minutos para apanhar um taxi. Inicialmente ficamos no Hotel Roma, pois a TAP fornecia duas noites de Hotel (promoção de internet). Corrida tranquila. O motorista nos cobrou 1,20 Euros por mala, mais a corrida normal. Ficou em 8,00 Euros. Paguei 10 e deixei por isso mesmo.
Chegando ao Hotel, por volta das 10:00, um simpático funcionário praticamente correu em nossa direção e já tomou as malas para guardá-las no maleiro, pois ainda não havia dado o horário para o Check-in. O pessoal da recepção foi atencioso e adiantou em quase 3 horas o nosso check-in. A recepcionista me informou que eu marquei bobeira, pois o transfer entre o Aeroporto e o Hotel estava incluído na promoção, ou seja, paguei os 10 Euros à toa. (segunda lição aprendida).
O Hotel é muito limpo e extremamente bem localizado. A estação Roma está a apenas 5 minutos. O quarto tem o básico, porém tudo com bastante bom gosto. Padrão um pouco melhor que a maioria dos Ibis no Brasil (os que já fiquei...).
Um breve cochilo para uma carga rápida em nossas baterias, e partimos para o FreePort Outlet (não estava em nossos planos, a vendedora da loja ao lado do Hotel fez tanta propaganda, que resolvemos utilizar o que seria o período de descanso para incluir em nosso roteiro.
Outlet muito bom, parecido com o Premium de Orlando, porém mais sofisiticado. Todas as grandes marcas possuem lojas e os preços são vergonhosamente mais baixos que no Brasil.
Para chegar lá, seguimos à pé até o metro, compramos o bilhete único (0,80 Euros) e pegamos o sentido Cais de Sodré. Na estação Alameda, baldeação com a outra linha até a estação Oriente. Saímos do ponto final até as plataformas dos ônibus. A linha principal que liga Lisboa ao FreePort é a 431, e as linhas 432 e 437, auxíliares. (na plataforma em que para o 431 para tem os horários do onibus em uma plaquinha).Também disponível na internet (http://www.tsuldotejo.pt). A viagem custa 2,95 € cada trecho e dura cerca de 25 minutos. Descemos no FreePort e aproveitamos para garimpar umas pechinchas (Calças da Diesel a 80€, camisetas de manga comprida e alguns acessórios). Os preços são em média 30% mais caros que os outlets de Orlando (após conversão para o Real), porém ainda assim, a maioria dos produtos custa a metade do que custaria no Brasil.
Comemos um lanche rápido (sanduíche de linguiça), muito gosoto, e batemos perna até umas 9:00 da noite. Jantamos (eu pedi um bacalhau e ela tomou uma sopa). Acompanhado de vinho da casa e um paozinho com linguiças fritas. (chamados antepastos, que são conlocados na mesa sem você pedir – porém você pode recusar. Se for jantar, não vale a pena. Não se sinta pressionado, agradeça e recuse se não quiser consumir os antepastos). A conta deu 20€, porém o serviço não estava incluso. Não sei qual o costume local, mas eu fiz o que estou acostumado no Brasil, incluí 10% de serviço. A menos que venha cobrado na fatura, esse é o padrão que adoto.
O efeito do vinho foi potencializado com a falta de sono durante o voo e fiquei um pouco alto. Pegamos os mesmos transportes da ida (em sentido contrário) e retornamos para o hotel para um merecido descanso. Balanço final do dia: 65€ em gastos e 65€ em comprar = 130€.
Dia 2 -18 de outubro PORTUGAL
Apesar de ter colocado o despertador para as 6:00h local, consegui acordar exatamente no mesmo horário que normalmente acordo (6:00h), só que no horário do Brasil (ou seja, acordei às 10:00h local... Não foi preguiça não... simplesmente não consegui, o corpo sentiu o jetlag e não aguentou).
Nos arrumamos rapidamente para não perder o café-da-manhã. O salão do Hotel era bastante chique, porém o buffet era basicamente o que se espera de um café (pães, presunto, queijo, manteiga, café, leite e cereais). Destaque positivo para a máquina espacial na qual bastava apertar um botão e caia café expresso, com leite, chocolate, cappuccino, etc. E negativo para as frutas. Somente a laranja era “natural” as demais eram em calda.
Barriga cheia pé na areia! Saímos e fomos novamente para a estação oriente, visitar o parque das Nações. Imenso... O dia estava bonito e fazia calor quando no sol e frio na sombra! Batemos perna nas interminável calçada que levava até o Oceanário de Lisboa. Pagamos os 11€ por pessoa e entramos. Bonito. Já havia visto aquários parecidos. O passeio valeu a pena, embora não tenha sido surpreende. Tudo bem organizado e com belos animais. Na área central há um grande tanque, o principal, o qual possui 4 grandes paredes de acrílico em forma de meia lua e outras tantas pequenas janelas de obervação. Nas demais laterais, painéis e outros pequenos tanques completam o tour. Em cada uma das 4 pontas do oceanário há áreas destinadas para outros animais, representando os oceanos. Havia pinguins, outras aves, um tipo de leão marinho, além de muitos peixes coloridos.
Terminado o tour principal, entramos em uma exposição temporária (Monstros marinhos). Somente material interativo. As crianças estavam curtindo mais que os adultos. Destaque para um imenso globo em que era monstrada a evolução da terra (até agora estou intrigado com a forma de projeção. Show de bola.
Saindo dali, a fome já estava aumentando e partimos para a área mais ao Norte, na qual existe uma infinidade de restaurantes. Resolvemos pedir uma Paella e um pequeno prato, chamado de Tapa, de bacalhau com natas. A Paella foi servida exatamente como estava na foto, ou seja, tinha 4 camarões, 3 rodelas de lula e 3 mariscos, além do arroz, ou seja, não estava lá essas coisas. O bacalhau com natas também foi decepcionante. Uma delícia, mas não me lembro de ter encontrado nenhum pedacinho de bacalhau. Acompanhado de coca-cola de máquia a 2€, a conta final ficou em 22€.
Dali partimos para o Shopping Vasco da Gama (continuação do metro Oriente). Grande e com muitas lojas interessantes. A maioria dos produtos que vimos estava com os preços praticamente tabelados. Como compras não era o nosso objetivo, não demoramos muito e partimos para a estação Baixo-Chiado, para ver algum moviemento.
Ao entrarmos no metro ainda estava claro (lusco-fusco), 25 minutos depois, já era noite, e havia muitas pessoas na rua. Caminhamos ladeira a baixo até a Praça do Município (bem iluminada) e poucos metro à frente, chegamos na praça do comércio. Havia uma paredede (tapume) em volta da praça inteira, ou seja, perdeu a graça. Caminhamos, então, pela rua Augusta. Bem iluminda e com alguns guardas ao longo da rua. Achei muito bonita. Me senti muito bem, e fiquei deslumbrado com o lugar (na verdade não é nada de mais, parece com o cento do Rio, porém com mais pessoas na rua e mais limpo.). No final da rua Augusta tem um restaurante muito famoso, o detalhe legal foi a vitrine (os peixes ficavam expostos) . Além do carangueijo do alasca, tinha outros caranguejos, que eram imensos. No tanque das lagostas, as bichinhas ficavam ali, esperando para serem devoradas. (depois eu vi que a esse esquema é utilizado pela maioria dos restaurantes de frutos do mar).
Já cansados de bater perna, seguimos até a praça do Rossio (a pé), um cara os ofereceu droga (não falou nada, só mostrou), achei esquisito... nem demos bola e seguimos em frente. Na praça do Rossio entramos só de curiosidade no Mc Donald’s, a promoçao custava 5,95€ , e o legal é que eles também servem sopa. Não pedimos nada e seguimos até a estação Restauradores. (teria sido melhor (em relação a baldeações) ir até a Baixo-chiado, que era ali perto, mas não queríamos mais andar.)
Mais uns 30 minutos no metro, já incluido a baldeação em baixo-chiado, chegamos ao Hotel, para repor as energias. Total de gastos do dia: 55€, comprinhas: 26€ (total no dia: 86€).
Dia 3 – 19 de Outubro PORTUGAL
Acordamos às 07:00h, e ficamos enrolando até umas 8:30h quando fomos tormar
café. Aproveitamos e demos uma saída na área do Hotel. Fomos até o centro Roma, pois a Érica queira ver um salão que vendia produtos da Kerastase. Fomos até uma agência de aluguel de carros do outro lado da avenida, quase em frente ao Hotel. Fechamos uma diária para o dia seguinte (completei a reserva pela internet pois haveria um desconto de 10%, ficando a 40,5€, com franquia de 450€). Entrega e devolução no Hotel sem taxa extra.
Fizemos o check-out e partimos para o Hotel Príncipe Lisboa, 10 minutos, 6€ de taxi. Como era 12:00h, o quarto ainda não estava pronto, deixamos as mala na portaria e partimos para os passeios. Inicialmente, pegamos o metro na estação São Sebastião (saída em frente ao hotel-recém inaugurada). Descemos na estação Terreiro do Paço, em frente a praça do Comércio. Um pouco feia em virtude das obras de restauração. Fomos orientados por um guarda metropolitano para tomar conta das bolsas, pois havia muitos “carteiristas” na área. Não identifiquei nenhum, mas tomamos os cuidados básico.
Subimos até o Castelo de São Jorge, pegamos o bonde elétrico 28, que deixa em um belo mirante, umas 2 quadras mais abaixo em relação à entrada do Castelo. Para quem não deseja, ou não pode subir ladiras, os ônibus e micro-ônibus 37 deixam na porta do Castelo (tarifa do elétrico 1,40€).
Na entrada, foi perguntado se tínhamos carteira de estudante (não temos), mas o bilheteiro me disse que as carteiras brasileiras servem para o desconto. (50%). Bilheteria rápida, entramos no Castelo, de cara com uma espécie de praça, bem arborizada e com um bela vista da área portuária de Lisboa e do rio Tejo. Grandes canhões em toda a lateral. O castelo em si é mais parecido com uma fortaleza. Não fosse a bela localização, não teria tanto charme. Ainda assim, um belo passeio, que vale a pena.
Descemos caminhando até a praça (pra baixo todo santo ajuda), pelas famosas ruas da Alfama, com várias ruelas, escadas, muitas janelas e roupas penduradas nelas... Cenário bem lisboeta, mas não necessariamente bonito.
Fomos direto para a estação do Rossio, tomar o trem (comboio) para Sintra. Saída de 15 em quinze minutos, e o mesmo cartão do metro serve na rede. Tarifa ida e volta a 3,90€. A viagem dura 40 minutos e para me várias estações.
Chegamos um pouco tarde (16:30) , demos uma rápida volta no arredores da estação (área muito bonita). E saímos caminhando em direção ao centro de turismo. No caminho, com o negócio de pedir para as pessoas tirarem uma foto nossa juntos, conhecemos Luciana, uma argentina super sangue bom, que estava morando na Espanha e passeando sozinha por Portugal. Acabamos ficando juntos durante todo o passeio por Sintra.
Para chegar ao Palácio da Pena e Castelo dos Mouros, a melhor forama é apanhar o ônibus 343, que custa 4,50€, e dá direito a ida e volta. O grande problema foi que quando chegamos ao castelo da Pena, às 17:05 este já estava fechado (embora o guia dizia que fechava às 18:30) . Não teve jeito, o guarda não nos deixou comprar o bilhete. Com toda sua sutileza portuguesa, ainda emendou... aqui nós cumprimos horários! Paciência, deu pra ter uma idéia do lugar – um dos mais bonitos que visitamos.
O clima em Sintra é muito gostoso, a Érica se sentiu em Petrópolis (de fato é muito parecido). O caminho que o onibus faz é muito bonito, cheio de curvas e bem estreito. Descemos um pouco e já demos na bilheteria do Castelo dos Mouros. Achei o Castelo mais bonito visto de baixo que por dentro. É basicamente uma grande muralha, o passeio é muito cansativo e longo. Mais recomendado para quem não tem problema com longas caminhadas.
Pegamos o onibus morro abaixo, e paramos no centro de turismo, no Palácio Nacional. Centrinho super bonito, bem arrumado e com ar turístico. Gostei muito da paisagem e das construções. No geral, esse é um passeio que vale a pena ser feito de manhã, sem correria. Se soubesse que seria tão legal, teria invertido a sequência.
Tomamos o comboio de volta a Lisboa (não havia catracas na estação, mas um fiscal pediu o cartão e colocou em sua maquininha portátil), no Rossio nos despedimos de Luciana e fomos comer no Restaurante Concha d’Ouro na rua Augusta (dos frutos do mar gigantes...). Após sermos recepcionados pelo garçom Sr. Broncosauro, grosso igual papel de embrulhar prego, uma garçonete muito gentil nos atendeu (uma brasileira de Vitória). Impressionante, enquanto seu colega de trabalho era casca grossa, ela estava muito solícita, gentil e sorridente. Pedi um bacalhau e a Érica uma sopa. Enfim um bacalhau decente! O prato era pra uma pessoa, mas para nós que comemos pouco, seria muito. A Érica que nem queria comer, acabou me ajudando para não sobrar. O melhor jantar até agora, e sem dúvida o mais barato: 20€ com um refri e um chopp.
Voltamos para o metro, em direção à estação São Sebastião, para o check-in no Hotel Príncipe. Procedimentos rápidos e atentendo bem cortêz. Não havia carregadores como no Hotel Roma, mas o quardo era um pouco melhor. Detalhe positivo: recém reformado e espetacular localização (em frente ao metro). Negativo: ter que pagar pelo uso da Internet (inclusive no saguão). Gastos do dia: 50€. Comprinhas 10€.
Dia 4 – 20 de Outubro PORTUGAL
Acordamos cedo e nos preparamos para a viagem à Porto. Café da manhã simples, porém um pouco melhor que o Roma na diversidade de pães e bolos (A Érica gostou mais do Roma, pois tinha salsichas e ovos mexidos). Mais uma vez frutas em calda (não rola!).
O funcionário da locadora (Olivauto) chegou 7 minutos atrasado, e pediu desculpas. De fato, estava chovendo muito no horário. Fizemos o contrato (bem simples e rápido.) A diária com seguro saiu por 47€. Por mais uns 15€ dava pra ficar 2 dias com o carro, mas preferi um dia apenas. Pegamos um C1 da Citroen, econômico no consumo e achei o motor mais forte que nossos 1.0 (talvez porque o carro é mais leve e estávamos em apenas 2 passageiros (até porque eu não acredito que alguém consiga entrar no banco de trás).
Partimos diretamente para a estrada. Era mais tarde do que eu havia planejado. Parei para abastecer e veio a primeira facada. Não imaginava que a gasolina fosse tão cara (1,31€ por litro). A surpresa não foi nem pela conversão com o Real, mas em relação à gasolina dos Estados Unidos, que custa em média 1 dólar por litro (3 e pouco por galão). Coloquei 50€ e enchi o tanque. Deu pra ir e voltar a Porto, sem problemas (pouco menos de 700 km, incluindo os trajetos locais).
Fátima não estava em meu planejamento inicial, mas como resolvemos alugar o carro, decidimos entrar e conhecer o santuário. Assim que cheguei, ao ouvir o sinos sinos musicais da igreja, fui tomado por uma profunda emoção. Me lembrei de minha infância, minha família, meu pai falecido que era de uma fé inabalável, e que me havia ensinado a rezar. Confesso que não consegui segurar, e chorei muito. Tantas coisas a agradecer, tantos outros pedidos a fazer...
Entramos na catedral, que não é grande, porém bastante bonita. Simples, porém a simbologia é maior que o templo. Basicamente rezei um pouco e já partimos para uma rápida sessão de fotos. Rezamos na capelinha das aparições, comprei umas lembrancinhas na loja do santuário, e seguimos viagem.
Alguns quilometros à frente, vi uma placa: Coimbra. Comentei com a Érica que lá havia a faculdade em que meu pai havia estudado. Colocamos no GPS e vimos que ficava a apenas 7 km, resolvemos entrar na cidade. Foi meio estressante porque não estávamos acertado o caminho. O GPS até indicava corretamente, porém nem sempre dava pra entender, por conta da maneira complicada de dirigir dos portugueses.
Encontramos a Universidade de Coimbra, que já foi considarada a melhor do mundo. Complexo bem antigo e grandioso. Muitos carros estacionados ao redor, e esdudantes andando na rua. Para quem não tem um motivo para visitar, como eu, não recomendo. Já a parte antiga de Coimbra, achei bem legal, bonita... Ruas bem cuidadas e fotos bacanas. Passamos apenas 1 hora e meia na cidade, mas foi bacana
Chegamos muito tarde em Porto (17:00). E fomos direto para as Caves (penei para chegar, mesmo com o GPS). Trânsito complicado, porém tranquilo. De tão perdido, chegamos a uma Cave fora da rua principal (Taylor’s). A visitação estava encerrada, mas fomos bem recebidos e nos serviram uma degustação de 2 vinhos. Não somos fãs de vinho, mas valeu pelo momento. A vinícula é lindíssima! Salão estilo medieval, com várias mesinhas. Show de bola.
Já estava frustrado, pois mais uma vez teria perdido um passeio que estava nos planos originais em virtude de horário. Em todo caso, agradecemos a receptividade e fomos até a rua principal das caves. O céu estava parcialmente nublado, e por vezes caía uma garoa bem fina. Por sorte, uma das caves (das maiores) ainda tinha disponível a visitação (Cálem). Diferentemente da Taylor’s, que não cobra visitação, estava cobrava 4€ por pessoa. Se não tivesse feito a visitação , teríamos ficado na curiosidade, então por esse lado, valeu. Agora, a visita poderia muito bem ser de graça mesmo.... A atendente explica bem por alto o processo, colocam a gente para assistir a um filminho institucional, e só... torramos 8€. Uma senhora muito simpática da loja de souvenir disse que são todas muito parecidas, ou seja, as que mais valem a pena são as de graça (ou que não cobram em caso de compra do vinho).
Porto foi a cidade mais diferente que já visitei. Não conseguiria descrevê-la sem mostar uma foto. As casas coladas e de vários andares, as cores, umidade, o rio e suas pontes... diferente!
Saímos de porto às 20:00. A viagem levou pouco menos de 3 horas. A estrada é boa. Parecida com Ayrton Senna, e pedagiada (ida e volta custou 40€ - uma facada!). Detalhe que mantive 120 quase que o tempo todo (e o carrinho nem gritou, poderia ter colocado 140 sem esforço). Mas eu só consegui ultrapassar alguns caminhões e ônibus, lá o pessoal voa. Fiquei estressado com os caras. Teve um palhaço que ficou piscando luz, mesmo estado na faixa do meio, a 120 por hora (com as pistas da esquerda e da direita livre). Pode até ser o costume deles, mas consguiu me irritar.
A chegada no Hotel foi complicada, pois estava havendo um obra no metro, que atrapalhou todo o trânsito, e o GPS ficou maluco com isso. Estou acostumado com o trânsito de Natal, Rio, Recife e Rio de Janeiro. Dizem que quem dirige nesses lugares pode dirigir em qualquer lugar do mundo. Depois de conhecer Lisboa, vi que essa não é propriamente uma verdade. Os caras dirigem muito rápido, e ficam buzinando por qualquer motivo.
Com o aluguel do carro, praticamente não economizamos nada, senão tempo. No total, gastamos 145€ com aluguel, combustível e pedágios. De ônibus, teríamos gasto uns 120€, mas seria impossível de fazer tudo no mesmo dia. Total do dia (gastos 160€, compras 25€).
Dia 5 – 21 de Outubro PORTUGAL
Acordamos um pouco antes do que gostaríamos para entregar o carro na locadora. Café da manhã e chegada rápida, graças ao GPS.
Tomamos o metro na estação Roma até o Cais de Sodré e depois elétrico número 15, que leva até a área de Belém. Não há cobradores, deve-se passar o cartão previamente carregado (o mesmo do metro – Viva Lisboa) ou pagar com moedas em totens eletrônicos. Tarifa de 1,40€ (é valido por um tempo, me disseram que era 75 minutos, mas não tenho certeza). A fiscalização é por amostragem, e é claro que e fiscal entrou bem no vagão em que estávamos. Ainda bem que eu tinha compreendido corretamente a utilização do sistema, porque a multa é super salgada (210€).
Em menos de 10 minutos chegamos ao Mosteiro dos Jerônimos. Foi a construção mais bonita que vi em Lisboa. Nos arredores há vários restaurantes, o Monumento dos Descobridores e a Torre de Belém, e dá pra fazer tudo à pé.
Estava nublado e um pouco frio, visitamos primeiramente a igreja do mosteiro, porém ela estava em reformas na parte do altar. Igreja alta e bonita, muitos turistas (aproveitamos para sugar umas explicações de uma guia para um grupo de Espanhóis). Lá estão enterrados os poetas Camões e Fernando Pessoa e o navegador Vasco da Gama (já o time está enterrado na segundona, para meu desepero... mas campeão da série B era um título que nos estava faltando...).
Não pegamos fila e compramos na própria bilheteria um cartão conjugado, que permite o acesso ao Mosteiro e à Torre de Belém. (8€). Os preços são todos diferenciados, tem pra família, idosos, grupos, já estudantes e professores não pagam, mas a carteirinha é obrigatória.
Entramos no Mosteiro e a visão inicial do pátio foi impactante. Mesmo com a garoa que caía, achei muito bonito. Todas as paredes e teto esculpidos em temas religiosos e imperiais. A maioria das salas estão fechadas para a visitação, outras foram reformadas e transformadas em centro histórico, loja e banheiros. Em uma sala há um painel com a história do Mosteiro e em paralelo a história de Portugal e do Mundo. Fiquei puto em ver que eles consideram os irmão Wright como os pioneiros da aviação, e nem citam o Santos Dumont.
Demoramos um pouco no Mosteiro por a chuva caía forte. Saímos e fomos fazer um lanche. Barriga cheia, fomos caminhando através da belíssima praça em frente ao Mosteiro. Chegando aos Decobridores, fomos andando até a Torre de Belém. Como estava garoando e o vento frio cortando, pegamos nossas capas de chuva de emergência (amarela, brinde dos correios) e continuamos pagando mico.
A Torre de Belém é muito bonita. Por dentro é bem pequena, e há muitas escadas até o topo. O visual é bacana, mas nada surpreendente. Já cansados (acumulado do dia anterior), resolvemos voltar para o Hotel para arrumarmos as malas.
Um detalhe interessante é que quase em frente à Torre há um restaurante que deve ser caro, pois só tinha carrões na porta, Mercedes, BMW, Jaguar, entre outros. Só magnata. Voltamos pelo mesmo caminho e paramos na famosa Pastelaria de Belém. Não se engane pelo balcão diminuto, lá dentro, há salões enormes. Fomos ao banheiro e pedimos no balcão mesmo (2 pastéis 0,90€ cada). Fila de uns 3 minutos e comemos ali mesmo. Estavam quentinhos, mas com toda a sinceridade, achamos os pastéis que comemos na praça do Rossio mais gostosos (sugiro esperimentar de outras pastelarias também para ter margem de comparação).
Ao chegar no Hotel, tive a grata satisfação de saber que o estacionamento (7,50€) não seria cobrado, pois como eu já havia feito o pagamento do café-da-manhã junto com a diária, e não iria utilizá-lo pois iria sair muito cedo, ficou elas por elas (bastou pedir... e deu certo.). Me surpreendi, pois os Portugueses são muito certinhos e até um pouco ” engessados”.
Sessão de arrumação das malas e cair cedo na cama para não preder o horário.
Visão geral de Portugal:
Antes de partir, algumas pessoas disseram que não gostariam de conhecer Portugal... Que preconceito infundado! Adoramos fazer turismo em Lisboa e região, os portugueses são muito diretos e corretos, por isso aparentam ser tão grossos. A comida é boa e relativamente barata. O idioma ajuda muito, o transporte público é fácil e eficiente. Além disso, dá pra se locomover utilizando apenas taxis, que não sai tão caro.
As atrações são bonitas e relativamente limpas, porém o fator mais negativo foi o fato de tudo ser muito parecido com o Brasil. A única coisa que realente surpreendeu foi a cidade do Porto, pois é muito diferente de tudo o que já vimos. No geral, Portugal foi uma excelente opção para quebrar o gelo no continente Europeu, e sem dúvida o melhor lugar para se comer em toda a viagem.
Depois de muito explorar o Portal dos Mochileiros, e pegar muitas dicas para minhas viagens, penso que devo retribuir toda a ajuda recebida, e a melhor forma é relatar o que aconteceu em minha viagem pela Europa.
Esse relato foi baseado em minhas opiniões pessoais, carregadas de comparações com outros lugares e vivência anterior. Não pretendo formar a opinião de ninguém, apenas relatar o que vi e senti, portanto, peço que não critiquem minhas impressões, pois certamente serão diferentes das demais pessoas.
Irei dividir em 3 partes, uma para cada país, até porque preciso fazer uma revisão para tirar os diversos erros de digitação e de gramática que cometi enquanto escrevia (geralmetne cansado após as atividades do dia).
A viagem foi planejada com 3 meses de antecedência e o ponto de partida foi a cidade de Natal. Fomos por conta própria. Eu, Érica (minha esposa
) e Deus.
Segue o Relato:
Dia 0 – Sexta-feira, 16 de outubro. BRASIL
Parte da manhã…
Últimos acertos nas tarefas pendentes do trabalho . Serãozinho básico até as 15:00h pra não deixar nada pegar…
Início da arrumação das malas, três horas antes do check-in. Aconselho quem for viajar a não cometer esse erro. Alguns itens trazidos foram desnecessários e já senti a falta de umas camisetas de manga comprida. A Érica então... ficou enrroladinha! Já reclamou umas 3 vezes que trouxe muitos casacos (4). Ela se atrasou nos preparativos porque resolveu fazer escova e dar um trato nas unhas e cabelo. Marcar esse tipo de coisa para antes do embarque, só se já estiver com tudo organizado. No final, apesar da correria e dos esquecimentos, tudo deu certo.
18:00h, deslocamento para o aeroporto e check-in. Voo direto Natal-Lisboa (saída 20:45, chegada 08:00)pela TAP. Pouca fila e despacho rápido. Matamos o tempo lendorevistas na livraira. Procedimentos de embarque sem muita burocracia (cuidado apenas com os itens proibidos, principalmente produtos de higiene). Embarque normal e voo bastante calmo durante todas as quase 7 horas de voo. Apesar da diferença de fuso, a impressão foi que fizemos um voo doméstico. Serviço de bordo dentro das espectativas, apenas justo. Jantar e café da manhã, nada diferente do padrão da TAM (internacional).
Dia 1 – 17 Outubro PORTUGAL
Apesar do pequeno atraso na saída de Natal, a chegada em Lisboa ocorreu 15 minutos antes do previsto. Fila da imigração não muito grande, porém andava muito lentamente. Prioridade para passageiros em conexão. Uma funcionáiria da TAP ficava chamando e passando para o início da fila. Demoramos uns 45 minutos. Na entrevista, o policial português já deu a primeira mostra do perfil dos gajos... tosco! Dei bom dia e fui respondido, e assim que perguntei se era necessáiro apresentar somente o passaporto, o figura me disse: “Não sei, o que mais você tem a me mostrar?”. Até tinha a resposta na ponta da língua, mas preferi não testar o bom humor do cara. Tão logo ele abriu os nossos passaportess, percebi o valor de um visto americano. Ao vê-lo, o policial apenas me pergutou quanto tempo iria ficar na Europa e o nome do Hotel. Não demorou nem 30 segundos a entrevista. (e olha que eu já tinha percebido que ele era casca de ferida com os outros!). Pegamos a bagagem e em 2 minutos já estávamos no terminal de Lisboa.
O terminal é limpo e relativamente bonito, embora seja bastante pequeno. Demos uma rápida passada no quiosque de informações turística. Iríamos comprar o Lisboa Card, mas a própria representante nos disse que não iria valer a pena comprar o de 72 horas pois estaria compreendida no período d eutilização do cartão a segunda-feira, dia em que a maioria das atrações estão fechadas. Tivemos que replanejar os passeios.
Pegamos uma grande fila, que demorou uns 10 minutos para apanhar um taxi. Inicialmente ficamos no Hotel Roma, pois a TAP fornecia duas noites de Hotel (promoção de internet). Corrida tranquila. O motorista nos cobrou 1,20 Euros por mala, mais a corrida normal. Ficou em 8,00 Euros. Paguei 10 e deixei por isso mesmo.
Chegando ao Hotel, por volta das 10:00, um simpático funcionário praticamente correu em nossa direção e já tomou as malas para guardá-las no maleiro, pois ainda não havia dado o horário para o Check-in. O pessoal da recepção foi atencioso e adiantou em quase 3 horas o nosso check-in. A recepcionista me informou que eu marquei bobeira, pois o transfer entre o Aeroporto e o Hotel estava incluído na promoção, ou seja, paguei os 10 Euros à toa. (segunda lição aprendida).
O Hotel é muito limpo e extremamente bem localizado. A estação Roma está a apenas 5 minutos. O quarto tem o básico, porém tudo com bastante bom gosto. Padrão um pouco melhor que a maioria dos Ibis no Brasil (os que já fiquei...).
Um breve cochilo para uma carga rápida em nossas baterias, e partimos para o FreePort Outlet (não estava em nossos planos, a vendedora da loja ao lado do Hotel fez tanta propaganda, que resolvemos utilizar o que seria o período de descanso para incluir em nosso roteiro.
Outlet muito bom, parecido com o Premium de Orlando, porém mais sofisiticado. Todas as grandes marcas possuem lojas e os preços são vergonhosamente mais baixos que no Brasil.
Para chegar lá, seguimos à pé até o metro, compramos o bilhete único (0,80 Euros) e pegamos o sentido Cais de Sodré. Na estação Alameda, baldeação com a outra linha até a estação Oriente. Saímos do ponto final até as plataformas dos ônibus. A linha principal que liga Lisboa ao FreePort é a 431, e as linhas 432 e 437, auxíliares. (na plataforma em que para o 431 para tem os horários do onibus em uma plaquinha).Também disponível na internet (http://www.tsuldotejo.pt). A viagem custa 2,95 € cada trecho e dura cerca de 25 minutos. Descemos no FreePort e aproveitamos para garimpar umas pechinchas (Calças da Diesel a 80€, camisetas de manga comprida e alguns acessórios). Os preços são em média 30% mais caros que os outlets de Orlando (após conversão para o Real), porém ainda assim, a maioria dos produtos custa a metade do que custaria no Brasil.
Comemos um lanche rápido (sanduíche de linguiça), muito gosoto, e batemos perna até umas 9:00 da noite. Jantamos (eu pedi um bacalhau e ela tomou uma sopa). Acompanhado de vinho da casa e um paozinho com linguiças fritas. (chamados antepastos, que são conlocados na mesa sem você pedir – porém você pode recusar. Se for jantar, não vale a pena. Não se sinta pressionado, agradeça e recuse se não quiser consumir os antepastos). A conta deu 20€, porém o serviço não estava incluso. Não sei qual o costume local, mas eu fiz o que estou acostumado no Brasil, incluí 10% de serviço. A menos que venha cobrado na fatura, esse é o padrão que adoto.
O efeito do vinho foi potencializado com a falta de sono durante o voo e fiquei um pouco alto. Pegamos os mesmos transportes da ida (em sentido contrário) e retornamos para o hotel para um merecido descanso. Balanço final do dia: 65€ em gastos e 65€ em comprar = 130€.
Dia 2 -18 de outubro PORTUGAL
Apesar de ter colocado o despertador para as 6:00h local, consegui acordar exatamente no mesmo horário que normalmente acordo (6:00h), só que no horário do Brasil (ou seja, acordei às 10:00h local... Não foi preguiça não... simplesmente não consegui, o corpo sentiu o jetlag e não aguentou).
Nos arrumamos rapidamente para não perder o café-da-manhã. O salão do Hotel era bastante chique, porém o buffet era basicamente o que se espera de um café (pães, presunto, queijo, manteiga, café, leite e cereais). Destaque positivo para a máquina espacial na qual bastava apertar um botão e caia café expresso, com leite, chocolate, cappuccino, etc. E negativo para as frutas. Somente a laranja era “natural” as demais eram em calda.
Barriga cheia pé na areia! Saímos e fomos novamente para a estação oriente, visitar o parque das Nações. Imenso... O dia estava bonito e fazia calor quando no sol e frio na sombra! Batemos perna nas interminável calçada que levava até o Oceanário de Lisboa. Pagamos os 11€ por pessoa e entramos. Bonito. Já havia visto aquários parecidos. O passeio valeu a pena, embora não tenha sido surpreende. Tudo bem organizado e com belos animais. Na área central há um grande tanque, o principal, o qual possui 4 grandes paredes de acrílico em forma de meia lua e outras tantas pequenas janelas de obervação. Nas demais laterais, painéis e outros pequenos tanques completam o tour. Em cada uma das 4 pontas do oceanário há áreas destinadas para outros animais, representando os oceanos. Havia pinguins, outras aves, um tipo de leão marinho, além de muitos peixes coloridos.
Terminado o tour principal, entramos em uma exposição temporária (Monstros marinhos). Somente material interativo. As crianças estavam curtindo mais que os adultos. Destaque para um imenso globo em que era monstrada a evolução da terra (até agora estou intrigado com a forma de projeção. Show de bola.
Saindo dali, a fome já estava aumentando e partimos para a área mais ao Norte, na qual existe uma infinidade de restaurantes. Resolvemos pedir uma Paella e um pequeno prato, chamado de Tapa, de bacalhau com natas. A Paella foi servida exatamente como estava na foto, ou seja, tinha 4 camarões, 3 rodelas de lula e 3 mariscos, além do arroz, ou seja, não estava lá essas coisas. O bacalhau com natas também foi decepcionante. Uma delícia, mas não me lembro de ter encontrado nenhum pedacinho de bacalhau. Acompanhado de coca-cola de máquia a 2€, a conta final ficou em 22€.
Dali partimos para o Shopping Vasco da Gama (continuação do metro Oriente). Grande e com muitas lojas interessantes. A maioria dos produtos que vimos estava com os preços praticamente tabelados. Como compras não era o nosso objetivo, não demoramos muito e partimos para a estação Baixo-Chiado, para ver algum moviemento.
Ao entrarmos no metro ainda estava claro (lusco-fusco), 25 minutos depois, já era noite, e havia muitas pessoas na rua. Caminhamos ladeira a baixo até a Praça do Município (bem iluminada) e poucos metro à frente, chegamos na praça do comércio. Havia uma paredede (tapume) em volta da praça inteira, ou seja, perdeu a graça. Caminhamos, então, pela rua Augusta. Bem iluminda e com alguns guardas ao longo da rua. Achei muito bonita. Me senti muito bem, e fiquei deslumbrado com o lugar (na verdade não é nada de mais, parece com o cento do Rio, porém com mais pessoas na rua e mais limpo.). No final da rua Augusta tem um restaurante muito famoso, o detalhe legal foi a vitrine (os peixes ficavam expostos) . Além do carangueijo do alasca, tinha outros caranguejos, que eram imensos. No tanque das lagostas, as bichinhas ficavam ali, esperando para serem devoradas. (depois eu vi que a esse esquema é utilizado pela maioria dos restaurantes de frutos do mar).
Já cansados de bater perna, seguimos até a praça do Rossio (a pé), um cara os ofereceu droga (não falou nada, só mostrou), achei esquisito... nem demos bola e seguimos em frente. Na praça do Rossio entramos só de curiosidade no Mc Donald’s, a promoçao custava 5,95€ , e o legal é que eles também servem sopa. Não pedimos nada e seguimos até a estação Restauradores. (teria sido melhor (em relação a baldeações) ir até a Baixo-chiado, que era ali perto, mas não queríamos mais andar.)
Mais uns 30 minutos no metro, já incluido a baldeação em baixo-chiado, chegamos ao Hotel, para repor as energias. Total de gastos do dia: 55€, comprinhas: 26€ (total no dia: 86€).
Dia 3 – 19 de Outubro PORTUGAL
Acordamos às 07:00h, e ficamos enrolando até umas 8:30h quando fomos tormar
café. Aproveitamos e demos uma saída na área do Hotel. Fomos até o centro Roma, pois a Érica queira ver um salão que vendia produtos da Kerastase. Fomos até uma agência de aluguel de carros do outro lado da avenida, quase em frente ao Hotel. Fechamos uma diária para o dia seguinte (completei a reserva pela internet pois haveria um desconto de 10%, ficando a 40,5€, com franquia de 450€). Entrega e devolução no Hotel sem taxa extra.
Fizemos o check-out e partimos para o Hotel Príncipe Lisboa, 10 minutos, 6€ de taxi. Como era 12:00h, o quarto ainda não estava pronto, deixamos as mala na portaria e partimos para os passeios. Inicialmente, pegamos o metro na estação São Sebastião (saída em frente ao hotel-recém inaugurada). Descemos na estação Terreiro do Paço, em frente a praça do Comércio. Um pouco feia em virtude das obras de restauração. Fomos orientados por um guarda metropolitano para tomar conta das bolsas, pois havia muitos “carteiristas” na área. Não identifiquei nenhum, mas tomamos os cuidados básico.
Subimos até o Castelo de São Jorge, pegamos o bonde elétrico 28, que deixa em um belo mirante, umas 2 quadras mais abaixo em relação à entrada do Castelo. Para quem não deseja, ou não pode subir ladiras, os ônibus e micro-ônibus 37 deixam na porta do Castelo (tarifa do elétrico 1,40€).
Na entrada, foi perguntado se tínhamos carteira de estudante (não temos), mas o bilheteiro me disse que as carteiras brasileiras servem para o desconto. (50%). Bilheteria rápida, entramos no Castelo, de cara com uma espécie de praça, bem arborizada e com um bela vista da área portuária de Lisboa e do rio Tejo. Grandes canhões em toda a lateral. O castelo em si é mais parecido com uma fortaleza. Não fosse a bela localização, não teria tanto charme. Ainda assim, um belo passeio, que vale a pena.
Descemos caminhando até a praça (pra baixo todo santo ajuda), pelas famosas ruas da Alfama, com várias ruelas, escadas, muitas janelas e roupas penduradas nelas... Cenário bem lisboeta, mas não necessariamente bonito.
Fomos direto para a estação do Rossio, tomar o trem (comboio) para Sintra. Saída de 15 em quinze minutos, e o mesmo cartão do metro serve na rede. Tarifa ida e volta a 3,90€. A viagem dura 40 minutos e para me várias estações.
Chegamos um pouco tarde (16:30) , demos uma rápida volta no arredores da estação (área muito bonita). E saímos caminhando em direção ao centro de turismo. No caminho, com o negócio de pedir para as pessoas tirarem uma foto nossa juntos, conhecemos Luciana, uma argentina super sangue bom, que estava morando na Espanha e passeando sozinha por Portugal. Acabamos ficando juntos durante todo o passeio por Sintra.
Para chegar ao Palácio da Pena e Castelo dos Mouros, a melhor forama é apanhar o ônibus 343, que custa 4,50€, e dá direito a ida e volta. O grande problema foi que quando chegamos ao castelo da Pena, às 17:05 este já estava fechado (embora o guia dizia que fechava às 18:30) . Não teve jeito, o guarda não nos deixou comprar o bilhete. Com toda sua sutileza portuguesa, ainda emendou... aqui nós cumprimos horários! Paciência, deu pra ter uma idéia do lugar – um dos mais bonitos que visitamos.
O clima em Sintra é muito gostoso, a Érica se sentiu em Petrópolis (de fato é muito parecido). O caminho que o onibus faz é muito bonito, cheio de curvas e bem estreito. Descemos um pouco e já demos na bilheteria do Castelo dos Mouros. Achei o Castelo mais bonito visto de baixo que por dentro. É basicamente uma grande muralha, o passeio é muito cansativo e longo. Mais recomendado para quem não tem problema com longas caminhadas.
Pegamos o onibus morro abaixo, e paramos no centro de turismo, no Palácio Nacional. Centrinho super bonito, bem arrumado e com ar turístico. Gostei muito da paisagem e das construções. No geral, esse é um passeio que vale a pena ser feito de manhã, sem correria. Se soubesse que seria tão legal, teria invertido a sequência.
Tomamos o comboio de volta a Lisboa (não havia catracas na estação, mas um fiscal pediu o cartão e colocou em sua maquininha portátil), no Rossio nos despedimos de Luciana e fomos comer no Restaurante Concha d’Ouro na rua Augusta (dos frutos do mar gigantes...). Após sermos recepcionados pelo garçom Sr. Broncosauro, grosso igual papel de embrulhar prego, uma garçonete muito gentil nos atendeu (uma brasileira de Vitória). Impressionante, enquanto seu colega de trabalho era casca grossa, ela estava muito solícita, gentil e sorridente. Pedi um bacalhau e a Érica uma sopa. Enfim um bacalhau decente! O prato era pra uma pessoa, mas para nós que comemos pouco, seria muito. A Érica que nem queria comer, acabou me ajudando para não sobrar. O melhor jantar até agora, e sem dúvida o mais barato: 20€ com um refri e um chopp.
Voltamos para o metro, em direção à estação São Sebastião, para o check-in no Hotel Príncipe. Procedimentos rápidos e atentendo bem cortêz. Não havia carregadores como no Hotel Roma, mas o quardo era um pouco melhor. Detalhe positivo: recém reformado e espetacular localização (em frente ao metro). Negativo: ter que pagar pelo uso da Internet (inclusive no saguão). Gastos do dia: 50€. Comprinhas 10€.
Dia 4 – 20 de Outubro PORTUGAL
Acordamos cedo e nos preparamos para a viagem à Porto. Café da manhã simples, porém um pouco melhor que o Roma na diversidade de pães e bolos (A Érica gostou mais do Roma, pois tinha salsichas e ovos mexidos). Mais uma vez frutas em calda (não rola!).
O funcionário da locadora (Olivauto) chegou 7 minutos atrasado, e pediu desculpas. De fato, estava chovendo muito no horário. Fizemos o contrato (bem simples e rápido.) A diária com seguro saiu por 47€. Por mais uns 15€ dava pra ficar 2 dias com o carro, mas preferi um dia apenas. Pegamos um C1 da Citroen, econômico no consumo e achei o motor mais forte que nossos 1.0 (talvez porque o carro é mais leve e estávamos em apenas 2 passageiros (até porque eu não acredito que alguém consiga entrar no banco de trás).
Partimos diretamente para a estrada. Era mais tarde do que eu havia planejado. Parei para abastecer e veio a primeira facada. Não imaginava que a gasolina fosse tão cara (1,31€ por litro). A surpresa não foi nem pela conversão com o Real, mas em relação à gasolina dos Estados Unidos, que custa em média 1 dólar por litro (3 e pouco por galão). Coloquei 50€ e enchi o tanque. Deu pra ir e voltar a Porto, sem problemas (pouco menos de 700 km, incluindo os trajetos locais).
Fátima não estava em meu planejamento inicial, mas como resolvemos alugar o carro, decidimos entrar e conhecer o santuário. Assim que cheguei, ao ouvir o sinos sinos musicais da igreja, fui tomado por uma profunda emoção. Me lembrei de minha infância, minha família, meu pai falecido que era de uma fé inabalável, e que me havia ensinado a rezar. Confesso que não consegui segurar, e chorei muito. Tantas coisas a agradecer, tantos outros pedidos a fazer...
Entramos na catedral, que não é grande, porém bastante bonita. Simples, porém a simbologia é maior que o templo. Basicamente rezei um pouco e já partimos para uma rápida sessão de fotos. Rezamos na capelinha das aparições, comprei umas lembrancinhas na loja do santuário, e seguimos viagem.
Alguns quilometros à frente, vi uma placa: Coimbra. Comentei com a Érica que lá havia a faculdade em que meu pai havia estudado. Colocamos no GPS e vimos que ficava a apenas 7 km, resolvemos entrar na cidade. Foi meio estressante porque não estávamos acertado o caminho. O GPS até indicava corretamente, porém nem sempre dava pra entender, por conta da maneira complicada de dirigir dos portugueses.
Encontramos a Universidade de Coimbra, que já foi considarada a melhor do mundo. Complexo bem antigo e grandioso. Muitos carros estacionados ao redor, e esdudantes andando na rua. Para quem não tem um motivo para visitar, como eu, não recomendo. Já a parte antiga de Coimbra, achei bem legal, bonita... Ruas bem cuidadas e fotos bacanas. Passamos apenas 1 hora e meia na cidade, mas foi bacana
Chegamos muito tarde em Porto (17:00). E fomos direto para as Caves (penei para chegar, mesmo com o GPS). Trânsito complicado, porém tranquilo. De tão perdido, chegamos a uma Cave fora da rua principal (Taylor’s). A visitação estava encerrada, mas fomos bem recebidos e nos serviram uma degustação de 2 vinhos. Não somos fãs de vinho, mas valeu pelo momento. A vinícula é lindíssima! Salão estilo medieval, com várias mesinhas. Show de bola.
Já estava frustrado, pois mais uma vez teria perdido um passeio que estava nos planos originais em virtude de horário. Em todo caso, agradecemos a receptividade e fomos até a rua principal das caves. O céu estava parcialmente nublado, e por vezes caía uma garoa bem fina. Por sorte, uma das caves (das maiores) ainda tinha disponível a visitação (Cálem). Diferentemente da Taylor’s, que não cobra visitação, estava cobrava 4€ por pessoa. Se não tivesse feito a visitação , teríamos ficado na curiosidade, então por esse lado, valeu. Agora, a visita poderia muito bem ser de graça mesmo.... A atendente explica bem por alto o processo, colocam a gente para assistir a um filminho institucional, e só... torramos 8€. Uma senhora muito simpática da loja de souvenir disse que são todas muito parecidas, ou seja, as que mais valem a pena são as de graça (ou que não cobram em caso de compra do vinho).
Porto foi a cidade mais diferente que já visitei. Não conseguiria descrevê-la sem mostar uma foto. As casas coladas e de vários andares, as cores, umidade, o rio e suas pontes... diferente!
Saímos de porto às 20:00. A viagem levou pouco menos de 3 horas. A estrada é boa. Parecida com Ayrton Senna, e pedagiada (ida e volta custou 40€ - uma facada!). Detalhe que mantive 120 quase que o tempo todo (e o carrinho nem gritou, poderia ter colocado 140 sem esforço). Mas eu só consegui ultrapassar alguns caminhões e ônibus, lá o pessoal voa. Fiquei estressado com os caras. Teve um palhaço que ficou piscando luz, mesmo estado na faixa do meio, a 120 por hora (com as pistas da esquerda e da direita livre). Pode até ser o costume deles, mas consguiu me irritar.
A chegada no Hotel foi complicada, pois estava havendo um obra no metro, que atrapalhou todo o trânsito, e o GPS ficou maluco com isso. Estou acostumado com o trânsito de Natal, Rio, Recife e Rio de Janeiro. Dizem que quem dirige nesses lugares pode dirigir em qualquer lugar do mundo. Depois de conhecer Lisboa, vi que essa não é propriamente uma verdade. Os caras dirigem muito rápido, e ficam buzinando por qualquer motivo.
Com o aluguel do carro, praticamente não economizamos nada, senão tempo. No total, gastamos 145€ com aluguel, combustível e pedágios. De ônibus, teríamos gasto uns 120€, mas seria impossível de fazer tudo no mesmo dia. Total do dia (gastos 160€, compras 25€).
Dia 5 – 21 de Outubro PORTUGAL
Acordamos um pouco antes do que gostaríamos para entregar o carro na locadora. Café da manhã e chegada rápida, graças ao GPS.
Tomamos o metro na estação Roma até o Cais de Sodré e depois elétrico número 15, que leva até a área de Belém. Não há cobradores, deve-se passar o cartão previamente carregado (o mesmo do metro – Viva Lisboa) ou pagar com moedas em totens eletrônicos. Tarifa de 1,40€ (é valido por um tempo, me disseram que era 75 minutos, mas não tenho certeza). A fiscalização é por amostragem, e é claro que e fiscal entrou bem no vagão em que estávamos. Ainda bem que eu tinha compreendido corretamente a utilização do sistema, porque a multa é super salgada (210€).
Em menos de 10 minutos chegamos ao Mosteiro dos Jerônimos. Foi a construção mais bonita que vi em Lisboa. Nos arredores há vários restaurantes, o Monumento dos Descobridores e a Torre de Belém, e dá pra fazer tudo à pé.
Estava nublado e um pouco frio, visitamos primeiramente a igreja do mosteiro, porém ela estava em reformas na parte do altar. Igreja alta e bonita, muitos turistas (aproveitamos para sugar umas explicações de uma guia para um grupo de Espanhóis). Lá estão enterrados os poetas Camões e Fernando Pessoa e o navegador Vasco da Gama (já o time está enterrado na segundona, para meu desepero... mas campeão da série B era um título que nos estava faltando...).
Não pegamos fila e compramos na própria bilheteria um cartão conjugado, que permite o acesso ao Mosteiro e à Torre de Belém. (8€). Os preços são todos diferenciados, tem pra família, idosos, grupos, já estudantes e professores não pagam, mas a carteirinha é obrigatória.
Entramos no Mosteiro e a visão inicial do pátio foi impactante. Mesmo com a garoa que caía, achei muito bonito. Todas as paredes e teto esculpidos em temas religiosos e imperiais. A maioria das salas estão fechadas para a visitação, outras foram reformadas e transformadas em centro histórico, loja e banheiros. Em uma sala há um painel com a história do Mosteiro e em paralelo a história de Portugal e do Mundo. Fiquei puto em ver que eles consideram os irmão Wright como os pioneiros da aviação, e nem citam o Santos Dumont.
Demoramos um pouco no Mosteiro por a chuva caía forte. Saímos e fomos fazer um lanche. Barriga cheia, fomos caminhando através da belíssima praça em frente ao Mosteiro. Chegando aos Decobridores, fomos andando até a Torre de Belém. Como estava garoando e o vento frio cortando, pegamos nossas capas de chuva de emergência (amarela, brinde dos correios) e continuamos pagando mico.
A Torre de Belém é muito bonita. Por dentro é bem pequena, e há muitas escadas até o topo. O visual é bacana, mas nada surpreendente. Já cansados (acumulado do dia anterior), resolvemos voltar para o Hotel para arrumarmos as malas.
Um detalhe interessante é que quase em frente à Torre há um restaurante que deve ser caro, pois só tinha carrões na porta, Mercedes, BMW, Jaguar, entre outros. Só magnata. Voltamos pelo mesmo caminho e paramos na famosa Pastelaria de Belém. Não se engane pelo balcão diminuto, lá dentro, há salões enormes. Fomos ao banheiro e pedimos no balcão mesmo (2 pastéis 0,90€ cada). Fila de uns 3 minutos e comemos ali mesmo. Estavam quentinhos, mas com toda a sinceridade, achamos os pastéis que comemos na praça do Rossio mais gostosos (sugiro esperimentar de outras pastelarias também para ter margem de comparação).
Ao chegar no Hotel, tive a grata satisfação de saber que o estacionamento (7,50€) não seria cobrado, pois como eu já havia feito o pagamento do café-da-manhã junto com a diária, e não iria utilizá-lo pois iria sair muito cedo, ficou elas por elas (bastou pedir... e deu certo.). Me surpreendi, pois os Portugueses são muito certinhos e até um pouco ” engessados”.
Sessão de arrumação das malas e cair cedo na cama para não preder o horário.
Visão geral de Portugal:
Antes de partir, algumas pessoas disseram que não gostariam de conhecer Portugal... Que preconceito infundado! Adoramos fazer turismo em Lisboa e região, os portugueses são muito diretos e corretos, por isso aparentam ser tão grossos. A comida é boa e relativamente barata. O idioma ajuda muito, o transporte público é fácil e eficiente. Além disso, dá pra se locomover utilizando apenas taxis, que não sai tão caro.
As atrações são bonitas e relativamente limpas, porém o fator mais negativo foi o fato de tudo ser muito parecido com o Brasil. A única coisa que realente surpreendeu foi a cidade do Porto, pois é muito diferente de tudo o que já vimos. No geral, Portugal foi uma excelente opção para quebrar o gelo no continente Europeu, e sem dúvida o melhor lugar para se comer em toda a viagem.
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