No fim de 2008 já estava pensando onde iria passar meu carnaval 2009, visto que tiraria a semana toda de folga. Como tinha pontos fidelidade TAM pra torrar (já que os mesmos venceriam em março), resolvi que iria para o Chile, ficando uns dias em Santiago e depois indo para S. Pedro de Atacama.
Em julho de 2008 tinha feito Santiago - Mendoza - Buenos Aires - Montevidéu e como gostei bastante da capital chilena, quis voltar e ficar uns dias lá. As opções para o seguimento da viagem eram Pucón ou San Pedro de Atacama. Optei pela última, deixando Pucón para a próxima viagem pelos lagos andinos e patagônia austral.
Viajei sozinho, ficando em hostels e andando muito a pé, de metrô ou ônibus em Santiago e fazendo os passeios no Atacama através de agência de turismo local. Só no finalzinho da viagem resolvi dar uma de "playboy" e ficar hospedado no Holiday Inn do aeroporto de Santiago, hehe. Vou tentar aqui colocar os custos aproximados da viagem, fora as passagens São Paulo-Santiago-São Paulo, que ficaram por conta do TAM fidelidade.
Os preços serão expressos em dólares (USD), reais (BRL) e pesos chilenos (CLP). Para conversão entre moedas, recomendo entrar no google e digitar no campo de buscas frases como: "1.400 CLP in BRL". Automaticamente você verá a conversão.
Dia 1 (21/02/2009) - São Paulo-Santiago
Comecei o dia cedo, chegando ao aeroporto de Guarulhos as 6h30. Fiz o check-in bem rapidamente para o voo das 8h45, demorei um tempão nas filas do raio-x e polícia federal, mas cheguei ao portão de embarque as 8h00. Achei melhor entrar logo no avião.
Guarulhos, 21/02/2009. Adoro esse aeroporto, apesar da bagunça, pois é minha porta de saída pro mundo
O voo voi super tranquilo e umas 3 horas após a decolagem já podia ver a Cordilheira dos Andes. Em julho/08 eu tinha feito a travessia Santiago-Mendoza de ônibus e, ao ver as montanhas pela janela do avião, fiquei lembrando da paisagem linda da estrada. Ao desembarcar no aeroporto de Santiago, logo peguei minha mochila na esteira e procurei a loja da Sky Airline para comprar minha passagem para Calama. Como não tinha tanto tempo assim de viagem, preferi gastar mais para chegar rápido a S. Pedro a encarar as 30 horas de viagem de bumba. Depois, fui até o ponto do ônibus Centropuerto. É um ônibus urbano comum, que te leva do aeroporto até a estação de metrô Los Heroes por apenas CLP 1.400, em pouco mais de 30 minutos de percurso. Muito melhor que táxi ou van/ônibus da tur-bus.
Querida Sampa, com o Morumbi em destaque
Cordilheira do Andes
Chegando ao ponto final do Centropuerto, peguei logo o metrô na linha vermelha e segui em direção à estação Baquedano. Fiquei hospedado no Hostel Bella Vista, que fica a menos de 500 m da estação do metrô. O dia estava bastante quente e ensolarado e as ruas da Bella Vista bem muvucadas. Passei pela frente do Pateo Bella Vista, dobrei a direita e já estava na Rua Dardignac. Aí foi só achar o Hostel. Quem me atendeu foi a Anna, uma americana muito gente boa que estava no Chile já há alguns meses. No fim, como ambos falávamos um espanhol meio ruinzinho (o meu era pior), acabamos terminando a conversa em inglês, rs. Como ela não estava achando minha reserva (feita pelo Hostel World), acabei ganhando um upgrade e ficando num quarto privativo com cama de casal! Só no dia seguinte me mudei para o dormitório.
Gostei bastante do hostel, a localização é ótima. Já conhecia o bairro, que me parece a Vila Madalena há uns 15 anos, e por isso quis ficar por lá. O staff do hostel é bem amigável, os colchões são excelentes, e há uma área social bem legal, o que me possibilitou fazer amizades e jogar papo fora madrugada adentro.
Já eram umas 15h00 quando pude sair pra almoçar. Com uma fome monstro, fiz a bobagem de parar pra comer na primeira esquina. Pedi um filé de merluza a doré com batata frita, uma porção muito generosa. Porém não estava tão gostoso assim e custou uma grana, CLP 9.000!!! Depois de encher o bucho fui caminhar pelas ruas do bairro, até parar no Parque Metropolitano - Cerro San Cristóbal. Fiquei um tempo sentado na sombra vendo o movimento e tomando um mote com huesillos, a bebida típica de Santiago. Para quem não sabe, é um tipo de chá de pêssego gelado, com pêssegos inteiros dentro e grãos de trigo para se comer de colher. Muito bom!
Bairro Bella Vista
No início da noite voltei ao Hostel e fiquei por lá conversando com duas brasileiras (mãe e filha) que estavam por lá há alguns dias. A mãe era um figuraça! Aliás, tinha uma invasão brasileira por lá. Acabei indo dormir cedo, pois estava cansado da viagem.
Acordei não muito cedo, tomei um banho e fui flanar pelo centro da cidade e bairros próximos, como o Lastarria e Paris-Londres. Comi alguma bobagem na rua a título de café da manhã, rodei pela Av. Portugal, pela Alameda, Bairro Paris-Londres, Igreja de São Francisco e calçadões do centro. Depois fui até o Mercado Municipal almoçar. Comi uma Pailla no restaurante Joia del Pacífico, que é uma sopa de mariscos. O Chile tem algumas espécies próprias de mariscos, como Locos e Machas. A sopa estava uma delícia. A tarde fui na Catedral e caminhei até o Bairro Brasil. No fim da tarde, andei de volta até a Alameda e peguei o metrô de volta para a Bella Vista.
Igreja dos Carabineros (polícia)
Bairro Paris-Londres
Fiquei um pouquinho na recepção do Hostel e acabei conhecendo mais gente (Audrey, de sampa, Daniel de PoA e um americano de Portland). Ficamos conversando bastante e mais tarde saímos para comer umas empanadas e tomar umas brejas ali na Av. Pio IX.
Gastos
Metrô: CLP 400
Hostel Bella Vista: CLP 8.000 (dormitório)
Almoço na mercado municipal: CLP 5.300
Empanadas e cerveja: CLP 2.500
--
Dia 3 (23/02/2009) - Santiago
De novo acordei tarde para o café da manhã, hehe. Saí do hostel andando em direção ao centro novamente, visitei o Museu de Bellas Artes (é uma pinacoteca mais humilde) e o Museu Histórico Nacional. Voltei para a Bella Vista e subi o Cerro San Cristóbal no Funicular. Fiquei lá em cima um tempinho e depois peguei o teleférico para descer. Caminhei um pouco nas ruas de casas de alto padrão da Providência e tomei o metrô rumo à Escuela Militar. De lá, caminhei por uns 30 min. até o Shopping Mall Parque Arauco, pois precisava comprar roupas para enfrentar o frio nas altitudes do deserto.
Museu de Bellas Artes
Museu Histórico Nacional
Almocei por lá no KFC, comprei uma calça na North Face e uma parka na Paris. Depois tomei um ótimo sorvete na Munchi's. Esse shopping está localizado num bairro nobre, e nota-se que é meio "chique". Mas achei bastante agradável a área externa, cheia da bares e restaurantes num boulevard bem bacana.
Uma coisa curiosa que notei nos fast-food, é que todos tinham lanches com a famosa "palta", um creme de abacate onipresente nos sanduíches chilenos. McDonalds, Burger King, todos tinham opções de lanche com palta. Eu, pessoalmente, não gostei quando comi no ano passado um "churrasco italiano", que é na verdade um filé bem fininho, com palta, tomate e maionese no pão de hambúrguer.
Voltei pro hostel de metrô, fiquei de novo batendo papo e à noite fui pra um dos bares da Bella Vista comer e tomar umas Escudos (são duas as cervejas populares do Chile: Crystal, a número 1 dos chilenos, e Escudo; eu prefiro a última). Fiquei jogando conversa fora até tarde com a Audrey, o André de Salvador e o Rafael, um mineiro engraçado pra kct.
Providência
Gastos
Metrô: CLP 800
Hostel Bella Vista: CLP 8.000 (dormitório)
Funicular + Teleférico: CLP 2.800
Almoço na KFC: CLP 3.200
Táxi Parque Arauco - Metrô: CLP 2.500
Lanche e cerveja: CLP 4.500
--
Dia 4 (24/02/2009) - Santiago-San Pedro de Atacama
Acordei, fechei a conta do hostel e fui direto para aeroporto (junto com o Daniel de PoA, que voltaria para o Brasil), usando o metrô e o centropuerto. Cheguei muito cedo, pois confundi o horário do vôo. Aí fiquei um tempão no aeroporto esperando e aproveitei para almoçar num restaurante chamado Gatsby. Comi um sanduíche de salmão cru que estava ótimo.
A Sky me surpreendeu. Apesar de operar aviões um pouco antigos, todos estavam impecáveis internamente, havia bom espaço entre as poltronas e o serviço de bordo foi excelente, com almoço completo e vários tipos de bebida, incluindo vinho. Nem dá pra comparar com TAM e Gol.
Refeiçao na Sky
Depois de 2h30 de voo e escala em Antofagasta, finalmente cheguei à Calama. No aeroporto mesmo contratei um transfer até San Pedro. Cheguei no fim da tarde, após pouco mais de 1h de estrada, e me dirigi ao Casa Corvatsch. Achei o local bom e o preço bem razoável e fiquei por lá.
San Pedro ao anoitecer
Depois de um bom banho, era hora de sair pra comer e fechar os passeios em alguma agência. Precisava também achar uma toalha pra comprar, pois tinha esquecido a minha em Santiago, rs. E foi bem difícil, só encontrei uma toalha de praia feia pra dedéu que me custou CLP 4.000.
Fechei 3 dias de passeio na Atacama Connection. Gastei cerca de CLP 6.000 a mais do que em algumas agências menores a com má aparência, como a Colque. Achei que valeu à pena, pois o atendimento, os guias e os passeios foram bem legais.
Impressionante como esfria logo ao anoitecer! Jantei um talharim com frutos do mar muito gostoso, num restaurante chamado Milagro. Gastei CLP 6.000, com direito a uma cerveja Austral. Achei a atmosfera muito boa pra ir com a namorada, pena que eu estava sozinho naquela noite...
Na hora de dormir descobri que o colchão do hostel não era aquelas coisas. Mas isso só incomodou um pouco na primeira noite, já que nas outras estava tão cansado após os passeios que capotava.
Gastos
Metrô: CLP 400
Centropuerto: CLP 1.400
Almoço no Gatsby: CLP 4.600
Transfer Aeroporto Calama - S. Pedro: CLP 9.000
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
Jantar no Milagro: CLP 6.000
Excursões: CLP 60.000
--
Dia 5 (25/02/2009) - San Pedro de Atacama
De manhã fui andar um pouco pela vila e acabei encontrando um amigo (André) que tinha feito no hostel em Santiago. Fui com ele buscar a mochila que ele tinha deixado num camping próximo e fomos ao Corvatsch. Depois voltamos até a Atacama Connection e ele comprou o mesmo pacote que eu. Fomos então almoçar próximo ao hostel um frango bem bacana por uns CLP 4.000, incluindo minha sagrada Escudo, hehe.
O passeio do dia, para a Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquiche só começaria as 16h00. Aproveitamos o início da tarde para andar pela vila e ver a Igreja.
Praça
Igreja
Fomos guiados pela Bety, uma senhora francesa simpática e guia esforçada. Nós a apelidamos carinhosamente de Xuxa, rs.
A Laguna Cejar é bem bacana. Não tem a cor azul que as fotos das agências mostram, mas o fato de podermos boiar sem nunca afundar é uma grande experiência. A concentração de sal chega a ser bem maior que do mar morto e não podemos ficar muito tempo na água por causa disso. Quando saímos, tomamos um banho de mangueira com água doce trazida pela agência. É impressionante como o corpo fica coberto de sal após o banho na lagoa. Temos que tomar cuidado também com as bordas da lagoa, composta de cristais de sal que podem cortar os pés. Eu cortei meu pé esquerdo.
Laguna Cejar
Depois subimos na van para um rápido caminho até os Ojos del Salar. São dois buracos no meio do deserto, resultado do desabamento do solo. Embaixo desse solo desabado, há um lençol freático de água doce e os buracos têm profundidade de dezenas de metros. Apesar do vento frio que já começava a soprar no fim da tarde, não resisti a um banho, ainda mais depois de tanto sal. Pulei logo na água gelada e fiquei por uns minutos, até me livrar do sal.
Ojos del Salar
A última atração do dia era o pôr do sol na Laguna Tebenquiche. Foi o melhor passeio do dia! O chão é todo branco de sal e conforme caminha-se pelo que era o fundo da lagoa, vamos avistando um espelho d´água azul claro. O sol se pondo faz o lugar ter uma luz incrível e é muito divertido observar as sombras das pessoas no chão branco de sal. Com a cair da noite, voltamos pra perto do micro ônibus da Atacama Connection para beber pisco sour e comer batatas fritas.
Sal!
Laguna Tebenquiche
À noite, fomos em três, - eu, o André, que conheci em Santiago, e o Flávio (carioca) que encontramos na excursão - ao restaurante Casa de Piedra. Pedimos uma pizza para dividir em três. Estava boa e o ambiente do lugar era bem legal também. Recomendo! Fui dormir cedo, pois o dia seguinte reservava o passeio para os Gêiseres de Tatio e, como muitos sabem, saíriamos de S. Pedro as 4h da manhã.
Gastos
Almoço: ~ CLP 4.000
Entrada Laguna Cejar: CLP 2.000
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
Pizza no Casa de Piedra: CLP 4.200
--
Dia 6 (26/02/2009) - San Pedro de Atacama
Madruguei e fui tomar café num dos únicos lugares abertos. Muito estranho andar pelas ruas de S. Pedro de madrugada, num breu total! Comprei uns pães com queijo que custaram meio caro...
A viagem é longa e desconfortável, por uma estradinha horrível, que sobe 2.000 m em apenas 90 km. Só chegamos à entrada lá pelas 7h. Estava frio, -7°C. Estava preparado e não me incomodei com a temperatura em nenhum momento. Também não me atrapalhou a altitude de 4.300 m. Paguei a entrada e seguimos com a guia (Graziela, acho que ela era belga, gatinha e muito competente) andando por entre os fumaroles e vendo os diversos tipos de gêiseres.
Tava frio, mas não me incomodei tanto
Gêiser de Lama
Fumaroles
Depois de ouvirmos as explicações sobre gêiseres de água e de lama e tomarmos o café da manhã com o leite aquecido nos próprios gêiseres, o sol começa a nascer por trás da montanha, no meio daquela fumaça toda. O espetáculo é bonito, mas o melhor ainda estava por vir. Ao amanhecer, a elevação brusca de temperatura faz os gêiseres começarem a entrar em erupção. Alguns chegam a 6 m de altura e a água sai a escaldantes 85°C. Percebi que o nosso grupo sempre estava no lugar certo e hora certa para ver as erupções, enquanto outros só se aproximavam depois do início da atividade dos gêiseres. Ponto para a nossa guia!
Gêiser de água
Nascer do Sol
Erupção
Antes de ir embora, passamos por uma piscina de águas termais (40°C) ao ar livre. O complicado era tirar um monte de casacos para mergulhar e passar um frio danado ao sair da água e se secar com a toalha. Detalhe: não há vestiários no lugar, o que há são uns muros em que as pessoas (especialmente as mulheres) ficam de frente para se trocar. Não tem jeito, sem querer você acaba expondo sua bunda e a mulherada pagando peitinho, kkkk.
Poderia ficar o dia todo nessa água
Na volta para S. Pedro, a excursão para num oásis bem bonito, cheio de flamingos e depois no povoado de Machuca. Na estrada fizemos diversas paradas para observar vicuñas, espécie em extinção que vive em altitudes superiores a 3.000 m. Lá em Machuca comi uma massa de pastel frita e espetinho de Lhama. Nesse tipo de povoado dá pra ver o quão pobre é o norte do Chile.
Oásis
Machuca
Lhamas. São uma delícia assadas
"Anticucho de Llama"
Chegamos a S. Pedro eram quase 13h. O almoço foi perto do hostel, num restarante na beira do aqueduto, com uma comida caseira e bem simples, mas gostosa. Foi barato e incluía uma fatia de melancia como sobremesa. Em geral, os menus do dia em S. Pedro variavam entre CLP 3.000 e CLP 7.000, ou seja, nada muito caro para uma cidade tão turística.
O próximo passeio, para os Vales da Lua e da Morte só sairia as 16h00, então aproveitei para comprar algumas lembranças da cidade, especialmente camisetas e chá de coca.
Saímos da Atacama Connection as 16h00, mais uma vez guiados pela Xuxa (ops, Bety), e a primeira parada foi na estrada, num mirante onde podíamos observar do alto a cordilheira de sal, da qual faz parte o Vale da Lua. Aprendemos um pouco sobre a formação geológica e ficamos contemplando a paisagem árida, de rochas e areia.
Mirante Vale da Lua / Cordillera de la Sal
Logo depois entramos de novo na van rumo ao Vale da Morte. Fomos pela parte de cima, passamos por um canyon e ficamos observando as formações escarpadas, que um dia foram o fundo de um grande lago. Lá embaixo dava pra ver uma duna grande com muita gente fazendo sandboard. Pensei: "Legal pra caramba, mas depois de descer, como faz pra subir???". Lá não tem os teleféricos das estações de esqui... Impressionante era a força do vento naquele lugar!
Vale da Morte
Vale da Morte com vulcão Licancabur ao fundo
A próxima parada foi o Vale da Lua. É um lugar muito grande, com várias atrações. Nós começamos caminhando por dunas de areia escura e grossa, descendo por uma delas rumo a um canyon cheio de formações de sal e areia de cor alaranjada. Depois de caminhar alguns minutos por dentro deste canyon, a guia nos mostrou uma caverna, na qual era possível entrar por baixo de depois ir subindo até sair pelo alto. A caverna é um breu só e como quase ninguém tinha lanternas, o jeito foi usar o flash das câmeras pra ir iluminando o caminho. Achei meio irresponsável a guia permitir a entrada de pessoas idosas e algumas senhoras bem gordinhas. O trajeto não era tão fácil assim e uma mulher acabou saindo com um belo rasgo na testa depois de uma topada no teto da caverna.
Vale da Lua
Na saída da caverna, encontrei mais um companheiro de viagem, o Sílvio, que havia conhecido no passeio do dia anterior e que se mudara para o Corvatsch. Ele estava sem excursão, com seu carro mesmo e perguntou como era a caverna. Resolveu entrar, mas como as pilhas da sua máquina estavam no fim, acabei emprestando as minhas para que ele pudesse entrar usando o flash como lanterna. No fim, ele disse que desistiu e deu meia volta, porque achou um pouco perigoso continuar, visto que estava sozinho e o sol começava a se pôr.
Caverna
Após a "aventura espeleológica", fomos ver as três marias - uma formação rochosa que lembra três pessoas - e uma antiga mina de sal. Essa parte do passeio foi meio inútil e ainda fez com que tivéssemos que correr para não perder o pôr do sol atrás da grande duna. Subir essa duna, aliás, foi um desafio, rs. Tive que fazer umas três paradas no meio do caminho, mas no fim consegui ver o sol se escondendo atrás da duna. O ponto negativo aqui é a quantidade enorme de pessoas, o que atrapalha um pouco o momento. Com o vento gelado já soprando, descemos rapidamente a duna e voltamos pro ônibus.
Duna
Depois de um banho para tirar as toneladas de areia do corpo, fomos jantar eu, o Sílvio e o André num restaurantezinho numa rua transversal da caracoles. O menu custava, se não me engano, CLP 3.500 e veio com uma sopa de legumes, um arroz com abobrinha e carne de porco como prato principal e, de sobremesa, um mousse de chocolate branco. Excelente custo/benefício!
Gastos
Café da manhã: CLP 4.500
Entrada Gêiseres de Tatio: CLP 3.500
Comida em Machuca: CLP 2.500
Almoço: CLP 3.500
Entrada Vale da Lua: CLP 2.000
Jantar: CLP 4.400
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
--
Dia 7 (27/02/2009) - San Pedro de Atacama-Santiago
Último dia no deserto, com passeio pelo Salar e Lagunas Altiplanicas. Acordei e fui direto a uma lanchonete na esquina ver o que tinha pra café da manhã. Consegui uns pães de forma com queijo derretido e orégano e nada mais, rs.
A van da Atacama Connection chegou ao hostel um pouco depois das 8h00 e o guia Sílvio foi se apresentando. O cara é um economista, que nos anos 80 se mudou para Calama para trabalhar numa mina de carvão. Continua trabalhando lá, mas nas horas vagas vira guia turístico. Foi o melhor guia da viagem, com grande conhecimento sobre a Geologia e a História do deserto.
Ao contrário do usual, nossa primeira parada é o salar. É uma grande planície de sal, cercada por duas cordilheiras: Andes, a oeste,e Domeyko a leste. Dela se extrai sal, salitre e lítio, entre outros minérios. Pagamos a entrada e fomos ver as lagunas que se formavam em meio ao sal, com pequenos crustáceos que servem de alimento aos flamingos. Pudemos avistar alguns e também presenciar uma ou outra revoada.
Salar, flamingos e cordilheira Domeiko ao fundo
Flamingos
O próximo destino, depois de um pit stop no povoado de Socaire para encomendar o almoço, eram as lagunas altiplânicas. Foram as paisagens mais belas desta viagem e estão entre as mais impressionantes que já vi! As fotos não mostram 1/100 do que se pode ver por lá.
Na estrada ruim, deu tempo de conhecer mais alguns companheiros de viagem, que mais tarde iriam na minha "cervejada de despedida": Raquel, do Rio, Pedro e um amigo dele, de Barcelona.
Logo após parar na portaria do parque e pagar a entrada, caminhando pela estrada me deparo com uma raposa andina. O animal deve estar tão acostumado com os turistas que não se assustou com a nossa presença e pudemos chegar bem perto dele.
Zorro andino
As lagoas são formadas a partir da água que emerge do subsolo. Pela característica do solo e dos sais presentes, as águas não são ambientes muito amigáveis para a vida. No entanto, o entorno das lagoas é habitado por várias espécies, como as vicuñas, que se alimentam da vegetação típica chamada paja brava.
Visitamos as duas lagoas, a Miscanti e a Miñiques, que eram uma só e foram separadas pela lava de uma erupção vulcânica. Aliás, os nomes das lagoas derivam dos nomes dos vulcões que as ladeiam.
Laguna Miscanti
Laguna Miñiques
Vicuñas num momento relax. Essa paisagem empolga, o que complica é o frio!!!
Depois de ficar boquiaberto com as lagoas (e com frio), voltamos a Socaire para o almoço, incluído no pacote. Em duas mesas comunitárias, comemos uma sopa de legumes e uma msitureba de carne, abobrinha, fava e cenoura, acompanhada de quinoa e arroz. Tava ótimo! Depois do almoço, uma volta ao redor da igreja e uma pequena aula sobre a agricultura praticada em terraços, que ainda persiste após centenas de anos.
Igreja de Socaire
Terrazas para agricultura
A última parada foi outro povoado atacamenho: Toconao. Lá fomos apresentados aos canais de irrigação e distribuição de água que são construídos e mantidos pelas população e as chácaras onde se pratica agricultura de subsistência, com uso não muito inteligente da água. Explico: os agricultores não contam com irrigadores e usam técnicas de alagamento para produzir, desperdiçando água e empobrecendo ainda mais o solo. Fomos até um canion onde há algumas décadas havia água e que, hoje, está seco!
Segundo o Sílvio, aqui havia uma cachoeira 30 anos atrás
Nessa época a água corria dentro desse canion, não ficava empoçada
Canais de irrigação e abastecimento
Depois ainda vimos uma construção típica, a igreja e, enquanto o pessoal andava pela vila, nós brasileiros achamos um restaurante pra tomar uma Escudo bem gelada! E o guia ficou procurando por nós, rs...
Casa típica em ruínas
Igreja. Subindo a rua, à esquerda achamos um lugar pra beber umas Escudos.
Na volta a San Pedro, só fui pro Hostel, tomei um banho, arrumei a mochila e deixei pronta pra saída, já que o transfer ia passar lá para me levar para o aeroporto por volta das 19h00. Fui pro bar e encontrei com o pessoal pra última cerva antes de ir embora do deserto. Foram muitas cervas, tanto que no transfer para Calama tive que pedir pra parar a fim de irrigar o deserto.
Cheguei no aeroporto exatamente uma hora antes do voo para Santiago, fiz o check-in e ainda deu tempo de fazer um lanche no único restaurante de lá. A grande burrada foi não ter comprado água antes de entrar na sala de embarque, que não tinha lanchonete! Resultado: no avião chamei a aeromoça umas 3 vezes pedindo água.
Cheguei a Santiago quase 1h00 da madrugada e, com preguiça e com vontade de dormir numa big cama confortável, resolvi caminhar pra fora do terminal e me hospedar no Holiday Inn. Noite de playboy, hehe, mas eu merecia!
Gastos
Entrada Salar: CLP 1.500
Entrada Lagunas: CLP 2.000 (não tenho certeza)
Cerveja com a galera: CLP 10.000 (bebi beeem)
Transfer p/ aeroporto de Calama: CLP 10.000
Holiday Inn: USD 125
--
Dia 8 (28/02/2009) - Santiago
O dia começou torto! Dormi até tarde e só então descobri que o chek-out do Holiday Inn era até as 10h. Como já eram mais de 11h, me dei muito mal... Tentei chorar, conversar, mas tive que morrer com outra diária. Bom, depois do mega prejuízo por causa de umas horinhas a mais de sono, resolvi atravessar a rua até o terminal e pegar o Centropuerto até a estação Los Heroes.
Holiday Inn Aeroporto
De lá, rumei a pé pelo centro até chegar ao Mercado Municipal, almoçando lá pela segunda vez nesta viagem. Desta vez o cardápio foi a famosa - e deliciosa - Centolla (um caranguejo gigante) desfiada, refogada no alho e acompanhada de purê de batatas. Nham.
Depois de comer, fui zanzar pelas imediações e resolvi entrar numa antiga estação de trem, que agora é o Centro Cultural Estación Mapocho. O prédio é bem bonito e tinha uma pequena exposição de telas de artistas locais. Nada impressionante, mas bacana pra passar o tempo depois do almoço.
Centro Cultural Estación Mapocho
De lá, peguei a linha amarela do metrô e desci na estação da Recoleta, próxima ao cemitério. Não, eu não estava em Buenos Aires! Bom, andando pelo pedaço, desobri porque a Recoleta chilena não está nos guias de turismo. O cemitério é gigante, está numa avenida larga e feia, cheia de galpões de um lado e comércio popular do outro. Caminhei por esta avenida de volta até o Rio Mapocho, na altura da Bella Vista, e no passeio ainda avistei uma igreja bonita, o Parque Cerro Blanco (incrível como todos os parques de Santiago estão aos pés de um morro!) e uma favela atrás do Cerro San Cristóbal. Depois rumei novamente para o centro, onde vi a Igreja de Santo Domingo.
Igreja na Recoleta
Igreja de Santo Domingo
Ainda bati perna pelo centro, comprei algumas lembranças e quase ao anoitecer estava pegando o Centropuerto de volta ao Aeroporto e ao hotel. Pelo menos ia ter uma cama muito boa essa noite, rs. Jantei qualquer besteira lá mesmo no aeroporto, depois fui pro quarto, liguei a TV e fiquei vendo o festival de Viña del Mar. Meu, se eu soubesse do festival tinha me programado para esticar um dia até Viña para ver o Santana!
Gastos
Centropuerto: CLP 2.800 (ida e volta))
Metrô: CLP 1200 (três viagens)
Almoço no Mercado: ~ CLP 8.000
Jantar no aeroporto: ~ CLP 6.000
Holiday Inn: USD 125
--
Dia 9 (01/03/2009) - Santiago-São Paulo
Dormi dessa vez até umas 9h, tomei banho, arrumei as coisas e fiz o check out (quem me atendeu no balcão do hotel foi uma paulistana muito simpática, que logo reconheceu meu sotaque... ô lôco, meu!). Fui para o terminal, esperei o check-in abrir e fui o primeiro a despachar mala (mochila, no meu caso)) e pegar o bilhete de embarque. Fui até o Gatsby tomar café-da-manhã (sim, o Holiday Inn cobra pelo café!) e perambulei pelo ótimo aeroporto da capital chilena até a hora do embarque, que atrasou um pouquinho. Lá pelas 17h já estava no caos do aeroporto de Guarulhos, onde demorei quase duas horas para pegar a bagagem e passar pelos trâmites de imigração.
Avião da TAM que me levou de volta pra casa
Gastos
Buffet café-da-manhã no Gatsby do aeroporto: ~ CLP 5.000
No fim de 2008 já estava pensando onde iria passar meu carnaval 2009, visto que tiraria a semana toda de folga. Como tinha pontos fidelidade TAM pra torrar (já que os mesmos venceriam em março), resolvi que iria para o Chile, ficando uns dias em Santiago e depois indo para S. Pedro de Atacama.
Em julho de 2008 tinha feito Santiago - Mendoza - Buenos Aires - Montevidéu e como gostei bastante da capital chilena, quis voltar e ficar uns dias lá. As opções para o seguimento da viagem eram Pucón ou San Pedro de Atacama. Optei pela última, deixando Pucón para a próxima viagem pelos lagos andinos e patagônia austral.
Viajei sozinho, ficando em hostels e andando muito a pé, de metrô ou ônibus em Santiago e fazendo os passeios no Atacama através de agência de turismo local. Só no finalzinho da viagem resolvi dar uma de "playboy" e ficar hospedado no Holiday Inn do aeroporto de Santiago, hehe. Vou tentar aqui colocar os custos aproximados da viagem, fora as passagens São Paulo-Santiago-São Paulo, que ficaram por conta do TAM fidelidade.
Os preços serão expressos em dólares (USD), reais (BRL) e pesos chilenos (CLP). Para conversão entre moedas, recomendo entrar no google e digitar no campo de buscas frases como: "1.400 CLP in BRL". Automaticamente você verá a conversão.
Dia 1 (21/02/2009) - São Paulo-Santiago
Comecei o dia cedo, chegando ao aeroporto de Guarulhos as 6h30. Fiz o check-in bem rapidamente para o voo das 8h45, demorei um tempão nas filas do raio-x e polícia federal, mas cheguei ao portão de embarque as 8h00. Achei melhor entrar logo no avião.
Guarulhos, 21/02/2009. Adoro esse aeroporto, apesar da bagunça, pois é minha porta de saída pro mundo
O voo voi super tranquilo e umas 3 horas após a decolagem já podia ver a Cordilheira dos Andes. Em julho/08 eu tinha feito a travessia Santiago-Mendoza de ônibus e, ao ver as montanhas pela janela do avião, fiquei lembrando da paisagem linda da estrada. Ao desembarcar no aeroporto de Santiago, logo peguei minha mochila na esteira e procurei a loja da Sky Airline para comprar minha passagem para Calama. Como não tinha tanto tempo assim de viagem, preferi gastar mais para chegar rápido a S. Pedro a encarar as 30 horas de viagem de bumba. Depois, fui até o ponto do ônibus Centropuerto. É um ônibus urbano comum, que te leva do aeroporto até a estação de metrô Los Heroes por apenas CLP 1.400, em pouco mais de 30 minutos de percurso. Muito melhor que táxi ou van/ônibus da tur-bus.
Querida Sampa, com o Morumbi em destaque
Cordilheira do Andes
Chegando ao ponto final do Centropuerto, peguei logo o metrô na linha vermelha e segui em direção à estação Baquedano. Fiquei hospedado no Hostel Bella Vista, que fica a menos de 500 m da estação do metrô. O dia estava bastante quente e ensolarado e as ruas da Bella Vista bem muvucadas. Passei pela frente do Pateo Bella Vista, dobrei a direita e já estava na Rua Dardignac. Aí foi só achar o Hostel. Quem me atendeu foi a Anna, uma americana muito gente boa que estava no Chile já há alguns meses. No fim, como ambos falávamos um espanhol meio ruinzinho (o meu era pior), acabamos terminando a conversa em inglês, rs. Como ela não estava achando minha reserva (feita pelo Hostel World), acabei ganhando um upgrade e ficando num quarto privativo com cama de casal! Só no dia seguinte me mudei para o dormitório.
Gostei bastante do hostel, a localização é ótima. Já conhecia o bairro, que me parece a Vila Madalena há uns 15 anos, e por isso quis ficar por lá. O staff do hostel é bem amigável, os colchões são excelentes, e há uma área social bem legal, o que me possibilitou fazer amizades e jogar papo fora madrugada adentro.
Já eram umas 15h00 quando pude sair pra almoçar. Com uma fome monstro, fiz a bobagem de parar pra comer na primeira esquina. Pedi um filé de merluza a doré com batata frita, uma porção muito generosa. Porém não estava tão gostoso assim e custou uma grana, CLP 9.000!!! Depois de encher o bucho fui caminhar pelas ruas do bairro, até parar no Parque Metropolitano - Cerro San Cristóbal. Fiquei um tempo sentado na sombra vendo o movimento e tomando um mote com huesillos, a bebida típica de Santiago. Para quem não sabe, é um tipo de chá de pêssego gelado, com pêssegos inteiros dentro e grãos de trigo para se comer de colher. Muito bom!
Bairro Bella Vista
No início da noite voltei ao Hostel e fiquei por lá conversando com duas brasileiras (mãe e filha) que estavam por lá há alguns dias. A mãe era um figuraça! Aliás, tinha uma invasão brasileira por lá. Acabei indo dormir cedo, pois estava cansado da viagem.
Gastos
Passagem Santiago-Calama-Santiago (Sky Airline): CLP 170.000
Centropuerto: CLP 1.400
Metrô: CLP 400
Hostel Bella Vista: CLP 8.000 (dormitório)
Almoço na esquina do Hostel: CLP 9.000
Mote com Huesillos: CLP 500
--
Dia 2 (22/02/2009) - Santiago
Acordei não muito cedo, tomei um banho e fui flanar pelo centro da cidade e bairros próximos, como o Lastarria e Paris-Londres. Comi alguma bobagem na rua a título de café da manhã, rodei pela Av. Portugal, pela Alameda, Bairro Paris-Londres, Igreja de São Francisco e calçadões do centro. Depois fui até o Mercado Municipal almoçar. Comi uma Pailla no restaurante Joia del Pacífico, que é uma sopa de mariscos. O Chile tem algumas espécies próprias de mariscos, como Locos e Machas. A sopa estava uma delícia. A tarde fui na Catedral e caminhei até o Bairro Brasil. No fim da tarde, andei de volta até a Alameda e peguei o metrô de volta para a Bella Vista.
Igreja dos Carabineros (polícia)
Bairro Paris-Londres
Fiquei um pouquinho na recepção do Hostel e acabei conhecendo mais gente (Audrey, de sampa, Daniel de PoA e um americano de Portland). Ficamos conversando bastante e mais tarde saímos para comer umas empanadas e tomar umas brejas ali na Av. Pio IX.
Gastos
Metrô: CLP 400
Hostel Bella Vista: CLP 8.000 (dormitório)
Almoço na mercado municipal: CLP 5.300
Empanadas e cerveja: CLP 2.500
--
Dia 3 (23/02/2009) - Santiago
De novo acordei tarde para o café da manhã, hehe. Saí do hostel andando em direção ao centro novamente, visitei o Museu de Bellas Artes (é uma pinacoteca mais humilde) e o Museu Histórico Nacional. Voltei para a Bella Vista e subi o Cerro San Cristóbal no Funicular. Fiquei lá em cima um tempinho e depois peguei o teleférico para descer. Caminhei um pouco nas ruas de casas de alto padrão da Providência e tomei o metrô rumo à Escuela Militar. De lá, caminhei por uns 30 min. até o Shopping Mall Parque Arauco, pois precisava comprar roupas para enfrentar o frio nas altitudes do deserto.
Museu de Bellas Artes
Museu Histórico Nacional
Almocei por lá no KFC, comprei uma calça na North Face e uma parka na Paris. Depois tomei um ótimo sorvete na Munchi's. Esse shopping está localizado num bairro nobre, e nota-se que é meio "chique". Mas achei bastante agradável a área externa, cheia da bares e restaurantes num boulevard bem bacana.
Uma coisa curiosa que notei nos fast-food, é que todos tinham lanches com a famosa "palta", um creme de abacate onipresente nos sanduíches chilenos. McDonalds, Burger King, todos tinham opções de lanche com palta. Eu, pessoalmente, não gostei quando comi no ano passado um "churrasco italiano", que é na verdade um filé bem fininho, com palta, tomate e maionese no pão de hambúrguer.
Voltei pro hostel de metrô, fiquei de novo batendo papo e à noite fui pra um dos bares da Bella Vista comer e tomar umas Escudos (são duas as cervejas populares do Chile: Crystal, a número 1 dos chilenos, e Escudo; eu prefiro a última). Fiquei jogando conversa fora até tarde com a Audrey, o André de Salvador e o Rafael, um mineiro engraçado pra kct.
Providência
Gastos
Metrô: CLP 800
Hostel Bella Vista: CLP 8.000 (dormitório)
Funicular + Teleférico: CLP 2.800
Almoço na KFC: CLP 3.200
Táxi Parque Arauco - Metrô: CLP 2.500
Lanche e cerveja: CLP 4.500
--
Dia 4 (24/02/2009) - Santiago-San Pedro de Atacama
Acordei, fechei a conta do hostel e fui direto para aeroporto (junto com o Daniel de PoA, que voltaria para o Brasil), usando o metrô e o centropuerto. Cheguei muito cedo, pois confundi o horário do vôo. Aí fiquei um tempão no aeroporto esperando e aproveitei para almoçar num restaurante chamado Gatsby. Comi um sanduíche de salmão cru que estava ótimo.
A Sky me surpreendeu. Apesar de operar aviões um pouco antigos, todos estavam impecáveis internamente, havia bom espaço entre as poltronas e o serviço de bordo foi excelente, com almoço completo e vários tipos de bebida, incluindo vinho. Nem dá pra comparar com TAM e Gol.
Refeiçao na Sky
Depois de 2h30 de voo e escala em Antofagasta, finalmente cheguei à Calama. No aeroporto mesmo contratei um transfer até San Pedro. Cheguei no fim da tarde, após pouco mais de 1h de estrada, e me dirigi ao Casa Corvatsch. Achei o local bom e o preço bem razoável e fiquei por lá.
San Pedro ao anoitecer
Depois de um bom banho, era hora de sair pra comer e fechar os passeios em alguma agência. Precisava também achar uma toalha pra comprar, pois tinha esquecido a minha em Santiago, rs. E foi bem difícil, só encontrei uma toalha de praia feia pra dedéu que me custou CLP 4.000.
Fechei 3 dias de passeio na Atacama Connection. Gastei cerca de CLP 6.000 a mais do que em algumas agências menores a com má aparência, como a Colque. Achei que valeu à pena, pois o atendimento, os guias e os passeios foram bem legais.
Impressionante como esfria logo ao anoitecer! Jantei um talharim com frutos do mar muito gostoso, num restaurante chamado Milagro. Gastei CLP 6.000, com direito a uma cerveja Austral. Achei a atmosfera muito boa pra ir com a namorada, pena que eu estava sozinho naquela noite...
Na hora de dormir descobri que o colchão do hostel não era aquelas coisas. Mas isso só incomodou um pouco na primeira noite, já que nas outras estava tão cansado após os passeios que capotava.
Gastos
Metrô: CLP 400
Centropuerto: CLP 1.400
Almoço no Gatsby: CLP 4.600
Transfer Aeroporto Calama - S. Pedro: CLP 9.000
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
Jantar no Milagro: CLP 6.000
Excursões: CLP 60.000
--
Dia 5 (25/02/2009) - San Pedro de Atacama
De manhã fui andar um pouco pela vila e acabei encontrando um amigo (André) que tinha feito no hostel em Santiago. Fui com ele buscar a mochila que ele tinha deixado num camping próximo e fomos ao Corvatsch. Depois voltamos até a Atacama Connection e ele comprou o mesmo pacote que eu. Fomos então almoçar próximo ao hostel um frango bem bacana por uns CLP 4.000, incluindo minha sagrada Escudo, hehe.
O passeio do dia, para a Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebenquiche só começaria as 16h00. Aproveitamos o início da tarde para andar pela vila e ver a Igreja.
Praça
Igreja
Fomos guiados pela Bety, uma senhora francesa simpática e guia esforçada. Nós a apelidamos carinhosamente de Xuxa, rs.
A Laguna Cejar é bem bacana. Não tem a cor azul que as fotos das agências mostram, mas o fato de podermos boiar sem nunca afundar é uma grande experiência. A concentração de sal chega a ser bem maior que do mar morto e não podemos ficar muito tempo na água por causa disso. Quando saímos, tomamos um banho de mangueira com água doce trazida pela agência. É impressionante como o corpo fica coberto de sal após o banho na lagoa. Temos que tomar cuidado também com as bordas da lagoa, composta de cristais de sal que podem cortar os pés. Eu cortei meu pé esquerdo.
Laguna Cejar
Depois subimos na van para um rápido caminho até os Ojos del Salar. São dois buracos no meio do deserto, resultado do desabamento do solo. Embaixo desse solo desabado, há um lençol freático de água doce e os buracos têm profundidade de dezenas de metros. Apesar do vento frio que já começava a soprar no fim da tarde, não resisti a um banho, ainda mais depois de tanto sal. Pulei logo na água gelada e fiquei por uns minutos, até me livrar do sal.
Ojos del Salar
A última atração do dia era o pôr do sol na Laguna Tebenquiche. Foi o melhor passeio do dia! O chão é todo branco de sal e conforme caminha-se pelo que era o fundo da lagoa, vamos avistando um espelho d´água azul claro. O sol se pondo faz o lugar ter uma luz incrível e é muito divertido observar as sombras das pessoas no chão branco de sal. Com a cair da noite, voltamos pra perto do micro ônibus da Atacama Connection para beber pisco sour e comer batatas fritas.
Sal!
Laguna Tebenquiche
À noite, fomos em três, - eu, o André, que conheci em Santiago, e o Flávio (carioca) que encontramos na excursão - ao restaurante Casa de Piedra. Pedimos uma pizza para dividir em três. Estava boa e o ambiente do lugar era bem legal também. Recomendo! Fui dormir cedo, pois o dia seguinte reservava o passeio para os Gêiseres de Tatio e, como muitos sabem, saíriamos de S. Pedro as 4h da manhã.
Gastos
Almoço: ~ CLP 4.000
Entrada Laguna Cejar: CLP 2.000
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
Pizza no Casa de Piedra: CLP 4.200
--
Dia 6 (26/02/2009) - San Pedro de Atacama
Madruguei e fui tomar café num dos únicos lugares abertos. Muito estranho andar pelas ruas de S. Pedro de madrugada, num breu total! Comprei uns pães com queijo que custaram meio caro...
A viagem é longa e desconfortável, por uma estradinha horrível, que sobe 2.000 m em apenas 90 km. Só chegamos à entrada lá pelas 7h. Estava frio, -7°C. Estava preparado e não me incomodei com a temperatura em nenhum momento. Também não me atrapalhou a altitude de 4.300 m. Paguei a entrada e seguimos com a guia (Graziela, acho que ela era belga, gatinha e muito competente) andando por entre os fumaroles e vendo os diversos tipos de gêiseres.
Tava frio, mas não me incomodei tanto
Gêiser de Lama
Fumaroles
Depois de ouvirmos as explicações sobre gêiseres de água e de lama e tomarmos o café da manhã com o leite aquecido nos próprios gêiseres, o sol começa a nascer por trás da montanha, no meio daquela fumaça toda. O espetáculo é bonito, mas o melhor ainda estava por vir. Ao amanhecer, a elevação brusca de temperatura faz os gêiseres começarem a entrar em erupção. Alguns chegam a 6 m de altura e a água sai a escaldantes 85°C. Percebi que o nosso grupo sempre estava no lugar certo e hora certa para ver as erupções, enquanto outros só se aproximavam depois do início da atividade dos gêiseres. Ponto para a nossa guia!
Gêiser de água
Nascer do Sol
Erupção
Antes de ir embora, passamos por uma piscina de águas termais (40°C) ao ar livre. O complicado era tirar um monte de casacos para mergulhar e passar um frio danado ao sair da água e se secar com a toalha. Detalhe: não há vestiários no lugar, o que há são uns muros em que as pessoas (especialmente as mulheres) ficam de frente para se trocar. Não tem jeito, sem querer você acaba expondo sua bunda e a mulherada pagando peitinho, kkkk.
Poderia ficar o dia todo nessa água
Na volta para S. Pedro, a excursão para num oásis bem bonito, cheio de flamingos e depois no povoado de Machuca. Na estrada fizemos diversas paradas para observar vicuñas, espécie em extinção que vive em altitudes superiores a 3.000 m. Lá em Machuca comi uma massa de pastel frita e espetinho de Lhama. Nesse tipo de povoado dá pra ver o quão pobre é o norte do Chile.
Oásis
Machuca
Lhamas. São uma delícia assadas
"Anticucho de Llama"
Chegamos a S. Pedro eram quase 13h. O almoço foi perto do hostel, num restarante na beira do aqueduto, com uma comida caseira e bem simples, mas gostosa. Foi barato e incluía uma fatia de melancia como sobremesa. Em geral, os menus do dia em S. Pedro variavam entre CLP 3.000 e CLP 7.000, ou seja, nada muito caro para uma cidade tão turística.
O próximo passeio, para os Vales da Lua e da Morte só sairia as 16h00, então aproveitei para comprar algumas lembranças da cidade, especialmente camisetas e chá de coca.
Saímos da Atacama Connection as 16h00, mais uma vez guiados pela Xuxa (ops, Bety), e a primeira parada foi na estrada, num mirante onde podíamos observar do alto a cordilheira de sal, da qual faz parte o Vale da Lua. Aprendemos um pouco sobre a formação geológica e ficamos contemplando a paisagem árida, de rochas e areia.
Mirante Vale da Lua / Cordillera de la Sal
Logo depois entramos de novo na van rumo ao Vale da Morte. Fomos pela parte de cima, passamos por um canyon e ficamos observando as formações escarpadas, que um dia foram o fundo de um grande lago. Lá embaixo dava pra ver uma duna grande com muita gente fazendo sandboard. Pensei: "Legal pra caramba, mas depois de descer, como faz pra subir???". Lá não tem os teleféricos das estações de esqui... Impressionante era a força do vento naquele lugar!
Vale da Morte
Vale da Morte com vulcão Licancabur ao fundo
A próxima parada foi o Vale da Lua. É um lugar muito grande, com várias atrações. Nós começamos caminhando por dunas de areia escura e grossa, descendo por uma delas rumo a um canyon cheio de formações de sal e areia de cor alaranjada. Depois de caminhar alguns minutos por dentro deste canyon, a guia nos mostrou uma caverna, na qual era possível entrar por baixo de depois ir subindo até sair pelo alto. A caverna é um breu só e como quase ninguém tinha lanternas, o jeito foi usar o flash das câmeras pra ir iluminando o caminho. Achei meio irresponsável a guia permitir a entrada de pessoas idosas e algumas senhoras bem gordinhas. O trajeto não era tão fácil assim e uma mulher acabou saindo com um belo rasgo na testa depois de uma topada no teto da caverna.
Vale da Lua
Na saída da caverna, encontrei mais um companheiro de viagem, o Sílvio, que havia conhecido no passeio do dia anterior e que se mudara para o Corvatsch. Ele estava sem excursão, com seu carro mesmo e perguntou como era a caverna. Resolveu entrar, mas como as pilhas da sua máquina estavam no fim, acabei emprestando as minhas para que ele pudesse entrar usando o flash como lanterna. No fim, ele disse que desistiu e deu meia volta, porque achou um pouco perigoso continuar, visto que estava sozinho e o sol começava a se pôr.
Caverna
Após a "aventura espeleológica", fomos ver as três marias - uma formação rochosa que lembra três pessoas - e uma antiga mina de sal. Essa parte do passeio foi meio inútil e ainda fez com que tivéssemos que correr para não perder o pôr do sol atrás da grande duna. Subir essa duna, aliás, foi um desafio, rs. Tive que fazer umas três paradas no meio do caminho, mas no fim consegui ver o sol se escondendo atrás da duna. O ponto negativo aqui é a quantidade enorme de pessoas, o que atrapalha um pouco o momento. Com o vento gelado já soprando, descemos rapidamente a duna e voltamos pro ônibus.
Duna
Depois de um banho para tirar as toneladas de areia do corpo, fomos jantar eu, o Sílvio e o André num restaurantezinho numa rua transversal da caracoles. O menu custava, se não me engano, CLP 3.500 e veio com uma sopa de legumes, um arroz com abobrinha e carne de porco como prato principal e, de sobremesa, um mousse de chocolate branco. Excelente custo/benefício!
Gastos
Café da manhã: CLP 4.500
Entrada Gêiseres de Tatio: CLP 3.500
Comida em Machuca: CLP 2.500
Almoço: CLP 3.500
Entrada Vale da Lua: CLP 2.000
Jantar: CLP 4.400
Casa Corvatsch: CLP 7.000 (dormitório)
--
Dia 7 (27/02/2009) - San Pedro de Atacama-Santiago
Último dia no deserto, com passeio pelo Salar e Lagunas Altiplanicas. Acordei e fui direto a uma lanchonete na esquina ver o que tinha pra café da manhã. Consegui uns pães de forma com queijo derretido e orégano e nada mais, rs.
A van da Atacama Connection chegou ao hostel um pouco depois das 8h00 e o guia Sílvio foi se apresentando. O cara é um economista, que nos anos 80 se mudou para Calama para trabalhar numa mina de carvão. Continua trabalhando lá, mas nas horas vagas vira guia turístico. Foi o melhor guia da viagem, com grande conhecimento sobre a Geologia e a História do deserto.
Ao contrário do usual, nossa primeira parada é o salar. É uma grande planície de sal, cercada por duas cordilheiras: Andes, a oeste,e Domeyko a leste. Dela se extrai sal, salitre e lítio, entre outros minérios. Pagamos a entrada e fomos ver as lagunas que se formavam em meio ao sal, com pequenos crustáceos que servem de alimento aos flamingos. Pudemos avistar alguns e também presenciar uma ou outra revoada.
Salar, flamingos e cordilheira Domeiko ao fundo
Flamingos
O próximo destino, depois de um pit stop no povoado de Socaire para encomendar o almoço, eram as lagunas altiplânicas. Foram as paisagens mais belas desta viagem e estão entre as mais impressionantes que já vi! As fotos não mostram 1/100 do que se pode ver por lá.
Na estrada ruim, deu tempo de conhecer mais alguns companheiros de viagem, que mais tarde iriam na minha "cervejada de despedida": Raquel, do Rio, Pedro e um amigo dele, de Barcelona.
Logo após parar na portaria do parque e pagar a entrada, caminhando pela estrada me deparo com uma raposa andina. O animal deve estar tão acostumado com os turistas que não se assustou com a nossa presença e pudemos chegar bem perto dele.
Zorro andino
As lagoas são formadas a partir da água que emerge do subsolo. Pela característica do solo e dos sais presentes, as águas não são ambientes muito amigáveis para a vida. No entanto, o entorno das lagoas é habitado por várias espécies, como as vicuñas, que se alimentam da vegetação típica chamada paja brava.
Visitamos as duas lagoas, a Miscanti e a Miñiques, que eram uma só e foram separadas pela lava de uma erupção vulcânica. Aliás, os nomes das lagoas derivam dos nomes dos vulcões que as ladeiam.
Laguna Miscanti
Laguna Miñiques
Vicuñas num momento relax. Essa paisagem empolga, o que complica é o frio!!!
Depois de ficar boquiaberto com as lagoas (e com frio), voltamos a Socaire para o almoço, incluído no pacote. Em duas mesas comunitárias, comemos uma sopa de legumes e uma msitureba de carne, abobrinha, fava e cenoura, acompanhada de quinoa e arroz. Tava ótimo! Depois do almoço, uma volta ao redor da igreja e uma pequena aula sobre a agricultura praticada em terraços, que ainda persiste após centenas de anos.
Igreja de Socaire
Terrazas para agricultura
A última parada foi outro povoado atacamenho: Toconao. Lá fomos apresentados aos canais de irrigação e distribuição de água que são construídos e mantidos pelas população e as chácaras onde se pratica agricultura de subsistência, com uso não muito inteligente da água. Explico: os agricultores não contam com irrigadores e usam técnicas de alagamento para produzir, desperdiçando água e empobrecendo ainda mais o solo. Fomos até um canion onde há algumas décadas havia água e que, hoje, está seco!
Segundo o Sílvio, aqui havia uma cachoeira 30 anos atrás
Nessa época a água corria dentro desse canion, não ficava empoçada
Canais de irrigação e abastecimento
Depois ainda vimos uma construção típica, a igreja e, enquanto o pessoal andava pela vila, nós brasileiros achamos um restaurante pra tomar uma Escudo bem gelada! E o guia ficou procurando por nós, rs...
Casa típica em ruínas
Igreja. Subindo a rua, à esquerda achamos um lugar pra beber umas Escudos.
Na volta a San Pedro, só fui pro Hostel, tomei um banho, arrumei a mochila e deixei pronta pra saída, já que o transfer ia passar lá para me levar para o aeroporto por volta das 19h00. Fui pro bar e encontrei com o pessoal pra última cerva antes de ir embora do deserto. Foram muitas cervas, tanto que no transfer para Calama tive que pedir pra parar a fim de irrigar o deserto.
Cheguei no aeroporto exatamente uma hora antes do voo para Santiago, fiz o check-in e ainda deu tempo de fazer um lanche no único restaurante de lá. A grande burrada foi não ter comprado água antes de entrar na sala de embarque, que não tinha lanchonete! Resultado: no avião chamei a aeromoça umas 3 vezes pedindo água.
Cheguei a Santiago quase 1h00 da madrugada e, com preguiça e com vontade de dormir numa big cama confortável, resolvi caminhar pra fora do terminal e me hospedar no Holiday Inn. Noite de playboy, hehe, mas eu merecia!
Gastos
Entrada Salar: CLP 1.500
Entrada Lagunas: CLP 2.000 (não tenho certeza)
Cerveja com a galera: CLP 10.000 (bebi beeem)
Transfer p/ aeroporto de Calama: CLP 10.000
Holiday Inn: USD 125
--
Dia 8 (28/02/2009) - Santiago
O dia começou torto! Dormi até tarde e só então descobri que o chek-out do Holiday Inn era até as 10h. Como já eram mais de 11h, me dei muito mal... Tentei chorar, conversar, mas tive que morrer com outra diária. Bom, depois do mega prejuízo por causa de umas horinhas a mais de sono, resolvi atravessar a rua até o terminal e pegar o Centropuerto até a estação Los Heroes.
Holiday Inn Aeroporto
De lá, rumei a pé pelo centro até chegar ao Mercado Municipal, almoçando lá pela segunda vez nesta viagem. Desta vez o cardápio foi a famosa - e deliciosa - Centolla (um caranguejo gigante) desfiada, refogada no alho e acompanhada de purê de batatas. Nham.
Depois de comer, fui zanzar pelas imediações e resolvi entrar numa antiga estação de trem, que agora é o Centro Cultural Estación Mapocho. O prédio é bem bonito e tinha uma pequena exposição de telas de artistas locais. Nada impressionante, mas bacana pra passar o tempo depois do almoço.
Centro Cultural Estación Mapocho
De lá, peguei a linha amarela do metrô e desci na estação da Recoleta, próxima ao cemitério. Não, eu não estava em Buenos Aires! Bom, andando pelo pedaço, desobri porque a Recoleta chilena não está nos guias de turismo. O cemitério é gigante, está numa avenida larga e feia, cheia de galpões de um lado e comércio popular do outro. Caminhei por esta avenida de volta até o Rio Mapocho, na altura da Bella Vista, e no passeio ainda avistei uma igreja bonita, o Parque Cerro Blanco (incrível como todos os parques de Santiago estão aos pés de um morro!) e uma favela atrás do Cerro San Cristóbal. Depois rumei novamente para o centro, onde vi a Igreja de Santo Domingo.
Igreja na Recoleta
Igreja de Santo Domingo
Ainda bati perna pelo centro, comprei algumas lembranças e quase ao anoitecer estava pegando o Centropuerto de volta ao Aeroporto e ao hotel. Pelo menos ia ter uma cama muito boa essa noite, rs. Jantei qualquer besteira lá mesmo no aeroporto, depois fui pro quarto, liguei a TV e fiquei vendo o festival de Viña del Mar. Meu, se eu soubesse do festival tinha me programado para esticar um dia até Viña para ver o Santana!
Gastos
Centropuerto: CLP 2.800 (ida e volta))
Metrô: CLP 1200 (três viagens)
Almoço no Mercado: ~ CLP 8.000
Jantar no aeroporto: ~ CLP 6.000
Holiday Inn: USD 125
--
Dia 9 (01/03/2009) - Santiago-São Paulo
Dormi dessa vez até umas 9h, tomei banho, arrumei as coisas e fiz o check out (quem me atendeu no balcão do hotel foi uma paulistana muito simpática, que logo reconheceu meu sotaque... ô lôco, meu!). Fui para o terminal, esperei o check-in abrir e fui o primeiro a despachar mala (mochila, no meu caso)) e pegar o bilhete de embarque. Fui até o Gatsby tomar café-da-manhã (sim, o Holiday Inn cobra pelo café!) e perambulei pelo ótimo aeroporto da capital chilena até a hora do embarque, que atrasou um pouquinho. Lá pelas 17h já estava no caos do aeroporto de Guarulhos, onde demorei quase duas horas para pegar a bagagem e passar pelos trâmites de imigração.
Avião da TAM que me levou de volta pra casa
Gastos
Buffet café-da-manhã no Gatsby do aeroporto: ~ CLP 5.000
--
Este foi meu carnaval 2009. Espero que tenham gostado e que o relato seja útil para os que frequentam o mochileiros.com e pretendem conhecer o Atacama. Segue o link para as fotos: http://www.flickr.com/photos/fernando_pavan/sets/72157622678937865/detail/.
Eu recomendo!!!
Grande abraço,
Pavan.