Pessoal, segue um resumo de nossa viagem de 10 dias pelo Peru.
Algumas fotos estão no Orkut se desejarem ver.
Um abraço e boa viagem, Marco Túlio Bertolino.
1° dia = Lima
Iniciamos nossa viagem por Lima, saindo de São Paulo. Lima é uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes, situada num vale e rodeada pela aridez do deserto. Foi fundada em 1535 pelo espanhol Francisco Pizarro ficando sob influência castelhana durante 300 anos.
No aeroporto de Lima já compramos passagem para ir a Cusco no dia seguinte. Sugiro partir para Cusco já pela manhã. Tem diversas companhias aéreas, a própria TAM, a LAN, TACA, STAR PERU.
Lembre que sempre se perde dinheiro no câmbio, então, tenha dolar e nuevos soles, você pode adquiri-los já no aeroporto, prefira o dolar. O que for em dolar pague em dolar e o que for em soles em soles. Nas cidades que visitar pode-se retirar ambas moedas em caixas automáticos (mas tem taxa de retirada). O que puder pague no cartão de crédito. Outra coisa é que no Peru tudo se negocia, o primeiro preço sempre é alto, então negocie. Não tenha vergonha, é quase uma "tradição".
Em Lima fomos direto para o bairro Miraflores, conhecemos o Parque Kennedy, que é lindo e faz jus ao nome Miraflores, também fomos ao Parque del Amor, Parque Antonio Raimondi, Parque El Farol e por fim a Huaca Pucllana. São todos razoavelmente próximos, é possível uma tour a pé, inclusive vale a pena para andar um pouco livremente por Miraflores que além de bonito é seguro.
O parque arqueológico de Huaca Pucllana é um centro cerimonial que se desenvolveu de 200 – 700 D.C de um povo que cultuava o mar. É bastante interessante, lá também tem um cachorro pelado típico do Peru, um pequeno zoo com alpacas, lhamas e cuy, além do cactus alucinógenos que os índios usavam em cerimônias. No cactus tem uns caracóis, e o guia disse que os índios comiam até os caracóis (não vá comer os caracóis).
Existem muitos casos de toxinfecção no Peru, especialmente por Shiguella. Então: 1) Água só mineral; 2) Peixe cru é fria; 3) Carne só bem passada; 4) Salada pode ser perigoso, devido a ser mal lavada. No aeroporto de Lima tem assistência médica, mas se previna para não precisar.
2° dia = Cusco
Cedo partimos de Lima para Cusco. Cusco é a capital arqueológica e cidade mais antiga do continente americano. É um ponto turístico para apreciar o legado Inca. A partir de Cusco o Império Inca se expandiu para outros territórios que atualmente formam o Peru, a Bolívia, o Equador, o norte do Chile e da Argentina. A arquitetura é colonial, mesclada com republicano e sobre bases Incas (as construções européias foram feitas sob bases Incas que eram anti-sísmicas devido a “amarração das rochas”), como a catedral e a igreja de la Merced, Também é bacana visitar o Museu Inca que possui peças diversas em metal, ouro, joalharia e cerâmica Inca e pré-Inca, além do próprio prédio ser uma atração à parte.
Chegando em Cusco, já no aeroporto, procure comprar para os 3° e 4° dias o boleto turístico para os passeios no Vale Sagrado e Machu Pichu (incluindo transporte, entrada a Machu Pichu e guia).
Cusco está a 3500m, é bom tomar o chá típico para o mal das alturas. É o chá de coca, mas não tem nenhum efeito narcótico, apenas alivia o enjôo e a dor de cabeça.
Fomos conhecer os arredores da Praça de Armas, onde tem excelentes restaurantes em que servem alpaca e cuy (porquinho da índia). Vale a pena experimentar alpaca, é uma carne leve e livre de colesterol, normalmente servida com quinoa (não sei como escreve), um cereal local que lembra o milho.
3° dia = Vale Sagrado
Saimos cedo de ônibus e visitar Písac e Ollantaytambo (já negociado no pacote).
Písac (também Pisaq) está localizado a 33 quilômetros da cidade de Cusco. O seu local arqueológico é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. O povoado tem uma parte Inca e outra colonial. Písac, e sua praça principal, é um lugar cheio de colorido e com diversos artigos artesanais à venda.
Ollantaytambo está localizado no distrito de mesmo nome, província de Urubamba, aproximadamente a 60 quilômetros a noroeste da cidade de Cusco e tem uma altitude de 2792 metros. É uma obra monumental da arquitetura incaica. Esta cidade constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. A entrada é feita pela porta chamada Punku-punku.
No final do dia (16:30) pegamos o trem na estação de Ollantaytambo para Machu Pichu. Do esquerdo no trem se consegue ver bem o Rio Urubamba durante todo o percurso, do lado direito montanhas nevadas e plantações. O percurso é muito bonito.
Dormimos em Águas Calientes, de onde se parte de ônibus (30 minutos) ou a pé para Machu Pichu. Nesta cidade tem Baños Termales, é interessante, porém, os minerais contidos na água dão um cheiro estranho que achamos desagradável.
4° dia = Machu Pichu
Visitamos Machu Pichu (“velha montanha” em quechua). A cidade perdida dos Incas, com a sua aura de grandeza e mistério, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, situa-se a 2400 metros de altitude no vale do rio Urubamba. A cidade foi construída no século XV e apenas foi redescoberta em 1911 pelo antropólogo norte-americano Hiram Bingham.
A área edificada em Machu Picchu tem cerca de 500 metros de comprimento por 200 metros de largura dividida, na área agrícola formada por terrenos de cultivo e na área urbana constituída pelo Templo do Sol e da Lua, a Residência Real, o Templo das Três Janelas e o Templo Principal, entre outras edificações.
Ao voltar da ruínas de Machu Pichu pegamos o trem (16:00) até Poroy e de Poroy (20:00) seguimos de taxi para Rodoviária em Cusco, de onde pegamos ônibus leito para Puno (21:00) (é aconselhável comprar a passagem com antecedência, no dia que chega em Cusco).
5° dia = Puno
A cidade de Puno situa-se a cerca de 4000 metros de altitude e foi construída em 1668 pelo castelhano Conde de Lemos. A cidade foi uma das mais ricas da América Latina devido à extração de prata das minas de Caykakora. Puno é o ponto principal para visitar o Lago Titicaca, que encontra-se a cerca de 3820 metros de altitude com 170 km de largura, sendo o maior da América do Sul e a mais elevada represa navegável do mundo. O lago Titicaca, partilhado com a Bolívia, é considerado o berço da civilização Inca.
Próximo à Praça de Armas de Puno tem o Museu "Carlos Dreyer", onde tem objetos retirados de uma das Chullpas de Sillustani (explico o que é adiante).
Pela manhã em Puno vale a pena um passeio pelo lago Titicaca até as ilhas do povo Uros, que são as mais famosas, pois são ilhas flutuantes e feitas pelo homem. Elas estão ancoradas a apenas meia hora de Puno e ali vivem 1.800 pessoas, divididas em 70 ilhas familiares. Eles são descendentes dos Uroitos, um povo que no século XV mudou-se da terra para dentro do lago, provavelmente fugindo da dominação dos Incas. A matéria prima para os Uros é a Totora, uma espécie de junco que cresce nas margens do lago Titicaca.
Na parte da tarde conhecemos as Chullpas Sillustani, que são uma zona arqueológica muito interessante. O complexo arqueológico destaca-se pelas suas gigantescas "chullpas" (espécie de torres de pedra em formato de cone invertido), edificadas por Collas e Incas, para enterrar os seus mortos. Muitas delas superam os 12 metros de altura e têm um maior diâmetro na parte superior que na base. O próprio caminho para Sillustani é uma atração, lá as casas dos campesinos são idênticas às habitações vistas em Machu Pichu, onde também criam lhamas, alpacas, cuys e fazem artesanato, a língua é o quéchua. Estes campesinos causam a impressão que são os Incas vivendo, e de certa forma são, em DNA e cultura.
No fim do passeio pegamos um ônibus leito para Arequipa, chegamos pela manhã.
6° dia = Arequipa
Chegando em Arequipa logo procuramos um hotel para deixar bagagens e tomar banho.
Arequipa é conhecida como a cidade branca, encontra-se rodeada por uma magnífica paisagem de montanha, entre as quais se destaca o vulcão El Misti. A arquitetura da cidade é dominada pela rocha vulcânica com tonalidades brancas, sendo também uma mescla entre o colonial e o republicano.
Andamos livremente por Arequipa, conhecemos a Praça de Armas e não se pode deixar de visitar Claustro Principal da Iglesia de la Compañia de Jesús (é grátis).
Imperdível é o Museu "Santuarios Andinos", próximo Praça de Armas, onde tem uma múmia de uma menina que foi sacrificada pelos Incas e encontrada nos Andes "Juanita".
Também é legal o passeio de 2 horas com guia em Arequipa no Mirabus, que é um ônibus panorâmico.
No fim do passeio descansamos no hotel e depois (20:00) pegamos um ônibus leito para Nasca, chegamos lá pela manhã.
7° dia = Nasca
O caminho para Nasca é um atrativo, especialmente para quem nunca viu o deserto.
Nasca é conhecida pelos objetos em cerâmica e os desenhos geométricos de animais e pássaros gigantes cravados na terra que datam de 900 a 600 A.C e só podem ser admirados plenamente pelo ar, além de aquedutos do mesmo período. Para ver as Linhas de Nasca procure a Aero Paracas ou Condor e negociar preço!
Nunca, absolutamente nunca, coma algo antes do vôo para conhecer as linhas. A explicação está no próprio vôo.
Também vale a pena um passeio com guia para conhecer aquedutos construídos a cerca de 1000 anos e que ainda estão em uso, além do cemitério = Necropole Chauchilha, onde tem múmias, e as dos sacerdotes extremamente cabeludos são intrigantes.
Todos estes passeios terminam por volta das 14:00, então é possível pegar um ônibus para Paracas no mesmo dia, por volta das 16:00.
8° e 9° dia = Paracas
Durmimos em Paracas (é uma vila que pertence a Ica) e descansamos. Paracas é uma típico vilarejo praiano do literal Pacífico. Tem restaurantes onde vale a pena comer peixe, mas cuidado com peixe cru.
Outra opção é ficar em Ica a cerca de 30 minutos de carro de Paracas ou Pisco a cerca de quinze minutos.
No dia seguinte, bem cedo, fomos conhecer as Ilhas Ballestras. A dica é que leve um casaco corta-vento e impermeável pois venta muito e molha um pouco também, mesmo dentro do barco. É muito legal, tem diversos tipos de pássaros como pelicanos, gaivotas, cormurões, pingüins e também lobos marinhos, a lancha vai bem pertinho.
Na parte da tarde visitamos com guia a Reserva Ambiental de Paracas, não se pode deixar de visitar a praia vermelha, é linda, sua areia literalmente é vermelha. Também é legal almoçar na reserva.
Paracas não tem caixa automático, então leve dinheiro.
Durmimos em Paracas e no dia seguinte pela manhã, para pode ir embora, pegamos um taxi até a rodovia Panamericana, de onde tem muitos ônibus para Lima, a viagem dura só 4 horas, então não precisamos ônibus leito, porém, tome cuidado com a bagagem.
10° dia = Lima
Voltamos para Lima.
O centro da cidade é um misto de arquitetura colonial pré-hispânica e republicana no centro histórico (Patrimônio Mundial pela UNESCO), de núcleos restritos de modernidade e de periferias crescentes compostas por população proveniente dos Andes.
O centro de Lima, assim como em qualquer capital, requer cuidado com roubo, então cuide de bagagens e bolsas.
Fizemos um passeio livre em Lima: conhecemos os arredores da Praça de Armas, igreja de São Francisco e de Santo Domingo, ambas do período colonial; as praças e os edifícios coloniais; e os numerosos mercados.
Tem o museu da Inquisição que é grátis, fica na frente do Congresso Nacional, onde existem algumas representações de formas de tortura utilizadas pelos Espanhóis, bem como textos sobre o tema em painéis.
Pessoal, segue um resumo de nossa viagem de 10 dias pelo Peru.
Algumas fotos estão no Orkut se desejarem ver.
Um abraço e boa viagem, Marco Túlio Bertolino.
1° dia = Lima
Iniciamos nossa viagem por Lima, saindo de São Paulo. Lima é uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes, situada num vale e rodeada pela aridez do deserto. Foi fundada em 1535 pelo espanhol Francisco Pizarro ficando sob influência castelhana durante 300 anos.
No aeroporto de Lima já compramos passagem para ir a Cusco no dia seguinte. Sugiro partir para Cusco já pela manhã. Tem diversas companhias aéreas, a própria TAM, a LAN, TACA, STAR PERU.
Lembre que sempre se perde dinheiro no câmbio, então, tenha dolar e nuevos soles, você pode adquiri-los já no aeroporto, prefira o dolar. O que for em dolar pague em dolar e o que for em soles em soles. Nas cidades que visitar pode-se retirar ambas moedas em caixas automáticos (mas tem taxa de retirada). O que puder pague no cartão de crédito. Outra coisa é que no Peru tudo se negocia, o primeiro preço sempre é alto, então negocie. Não tenha vergonha, é quase uma "tradição".
Em Lima fomos direto para o bairro Miraflores, conhecemos o Parque Kennedy, que é lindo e faz jus ao nome Miraflores, também fomos ao Parque del Amor, Parque Antonio Raimondi, Parque El Farol e por fim a Huaca Pucllana. São todos razoavelmente próximos, é possível uma tour a pé, inclusive vale a pena para andar um pouco livremente por Miraflores que além de bonito é seguro.
O parque arqueológico de Huaca Pucllana é um centro cerimonial que se desenvolveu de 200 – 700 D.C de um povo que cultuava o mar. É bastante interessante, lá também tem um cachorro pelado típico do Peru, um pequeno zoo com alpacas, lhamas e cuy, além do cactus alucinógenos que os índios usavam em cerimônias. No cactus tem uns caracóis, e o guia disse que os índios comiam até os caracóis (não vá comer os caracóis).
Existem muitos casos de toxinfecção no Peru, especialmente por Shiguella. Então: 1) Água só mineral; 2) Peixe cru é fria; 3) Carne só bem passada; 4) Salada pode ser perigoso, devido a ser mal lavada. No aeroporto de Lima tem assistência médica, mas se previna para não precisar.
2° dia = Cusco
Cedo partimos de Lima para Cusco. Cusco é a capital arqueológica e cidade mais antiga do continente americano. É um ponto turístico para apreciar o legado Inca. A partir de Cusco o Império Inca se expandiu para outros territórios que atualmente formam o Peru, a Bolívia, o Equador, o norte do Chile e da Argentina. A arquitetura é colonial, mesclada com republicano e sobre bases Incas (as construções européias foram feitas sob bases Incas que eram anti-sísmicas devido a “amarração das rochas”), como a catedral e a igreja de la Merced, Também é bacana visitar o Museu Inca que possui peças diversas em metal, ouro, joalharia e cerâmica Inca e pré-Inca, além do próprio prédio ser uma atração à parte.
Chegando em Cusco, já no aeroporto, procure comprar para os 3° e 4° dias o boleto turístico para os passeios no Vale Sagrado e Machu Pichu (incluindo transporte, entrada a Machu Pichu e guia).
Cusco está a 3500m, é bom tomar o chá típico para o mal das alturas. É o chá de coca, mas não tem nenhum efeito narcótico, apenas alivia o enjôo e a dor de cabeça.
Fomos conhecer os arredores da Praça de Armas, onde tem excelentes restaurantes em que servem alpaca e cuy (porquinho da índia). Vale a pena experimentar alpaca, é uma carne leve e livre de colesterol, normalmente servida com quinoa (não sei como escreve), um cereal local que lembra o milho.
3° dia = Vale Sagrado
Saimos cedo de ônibus e visitar Písac e Ollantaytambo (já negociado no pacote).
Písac (também Pisaq) está localizado a 33 quilômetros da cidade de Cusco. O seu local arqueológico é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. O povoado tem uma parte Inca e outra colonial. Písac, e sua praça principal, é um lugar cheio de colorido e com diversos artigos artesanais à venda.
Ollantaytambo está localizado no distrito de mesmo nome, província de Urubamba, aproximadamente a 60 quilômetros a noroeste da cidade de Cusco e tem uma altitude de 2792 metros. É uma obra monumental da arquitetura incaica. Esta cidade constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. A entrada é feita pela porta chamada Punku-punku.
No final do dia (16:30) pegamos o trem na estação de Ollantaytambo para Machu Pichu. Do esquerdo no trem se consegue ver bem o Rio Urubamba durante todo o percurso, do lado direito montanhas nevadas e plantações. O percurso é muito bonito.
Dormimos em Águas Calientes, de onde se parte de ônibus (30 minutos) ou a pé para Machu Pichu. Nesta cidade tem Baños Termales, é interessante, porém, os minerais contidos na água dão um cheiro estranho que achamos desagradável.
4° dia = Machu Pichu
Visitamos Machu Pichu (“velha montanha” em quechua). A cidade perdida dos Incas, com a sua aura de grandeza e mistério, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, situa-se a 2400 metros de altitude no vale do rio Urubamba. A cidade foi construída no século XV e apenas foi redescoberta em 1911 pelo antropólogo norte-americano Hiram Bingham.
A área edificada em Machu Picchu tem cerca de 500 metros de comprimento por 200 metros de largura dividida, na área agrícola formada por terrenos de cultivo e na área urbana constituída pelo Templo do Sol e da Lua, a Residência Real, o Templo das Três Janelas e o Templo Principal, entre outras edificações.
Ao voltar da ruínas de Machu Pichu pegamos o trem (16:00) até Poroy e de Poroy (20:00) seguimos de taxi para Rodoviária em Cusco, de onde pegamos ônibus leito para Puno (21:00) (é aconselhável comprar a passagem com antecedência, no dia que chega em Cusco).
5° dia = Puno
A cidade de Puno situa-se a cerca de 4000 metros de altitude e foi construída em 1668 pelo castelhano Conde de Lemos. A cidade foi uma das mais ricas da América Latina devido à extração de prata das minas de Caykakora. Puno é o ponto principal para visitar o Lago Titicaca, que encontra-se a cerca de 3820 metros de altitude com 170 km de largura, sendo o maior da América do Sul e a mais elevada represa navegável do mundo. O lago Titicaca, partilhado com a Bolívia, é considerado o berço da civilização Inca.
Próximo à Praça de Armas de Puno tem o Museu "Carlos Dreyer", onde tem objetos retirados de uma das Chullpas de Sillustani (explico o que é adiante).
Pela manhã em Puno vale a pena um passeio pelo lago Titicaca até as ilhas do povo Uros, que são as mais famosas, pois são ilhas flutuantes e feitas pelo homem. Elas estão ancoradas a apenas meia hora de Puno e ali vivem 1.800 pessoas, divididas em 70 ilhas familiares. Eles são descendentes dos Uroitos, um povo que no século XV mudou-se da terra para dentro do lago, provavelmente fugindo da dominação dos Incas. A matéria prima para os Uros é a Totora, uma espécie de junco que cresce nas margens do lago Titicaca.
Na parte da tarde conhecemos as Chullpas Sillustani, que são uma zona arqueológica muito interessante. O complexo arqueológico destaca-se pelas suas gigantescas "chullpas" (espécie de torres de pedra em formato de cone invertido), edificadas por Collas e Incas, para enterrar os seus mortos. Muitas delas superam os 12 metros de altura e têm um maior diâmetro na parte superior que na base. O próprio caminho para Sillustani é uma atração, lá as casas dos campesinos são idênticas às habitações vistas em Machu Pichu, onde também criam lhamas, alpacas, cuys e fazem artesanato, a língua é o quéchua. Estes campesinos causam a impressão que são os Incas vivendo, e de certa forma são, em DNA e cultura.
No fim do passeio pegamos um ônibus leito para Arequipa, chegamos pela manhã.
6° dia = Arequipa
Chegando em Arequipa logo procuramos um hotel para deixar bagagens e tomar banho.
Arequipa é conhecida como a cidade branca, encontra-se rodeada por uma magnífica paisagem de montanha, entre as quais se destaca o vulcão El Misti. A arquitetura da cidade é dominada pela rocha vulcânica com tonalidades brancas, sendo também uma mescla entre o colonial e o republicano.
Andamos livremente por Arequipa, conhecemos a Praça de Armas e não se pode deixar de visitar Claustro Principal da Iglesia de la Compañia de Jesús (é grátis).
Imperdível é o Museu "Santuarios Andinos", próximo Praça de Armas, onde tem uma múmia de uma menina que foi sacrificada pelos Incas e encontrada nos Andes "Juanita".
Também é legal o passeio de 2 horas com guia em Arequipa no Mirabus, que é um ônibus panorâmico.
No fim do passeio descansamos no hotel e depois (20:00) pegamos um ônibus leito para Nasca, chegamos lá pela manhã.
7° dia = Nasca
O caminho para Nasca é um atrativo, especialmente para quem nunca viu o deserto.
Nasca é conhecida pelos objetos em cerâmica e os desenhos geométricos de animais e pássaros gigantes cravados na terra que datam de 900 a 600 A.C e só podem ser admirados plenamente pelo ar, além de aquedutos do mesmo período. Para ver as Linhas de Nasca procure a Aero Paracas ou Condor e negociar preço!
Nunca, absolutamente nunca, coma algo antes do vôo para conhecer as linhas. A explicação está no próprio vôo.
Também vale a pena um passeio com guia para conhecer aquedutos construídos a cerca de 1000 anos e que ainda estão em uso, além do cemitério = Necropole Chauchilha, onde tem múmias, e as dos sacerdotes extremamente cabeludos são intrigantes.
Todos estes passeios terminam por volta das 14:00, então é possível pegar um ônibus para Paracas no mesmo dia, por volta das 16:00.
8° e 9° dia = Paracas
Durmimos em Paracas (é uma vila que pertence a Ica) e descansamos. Paracas é uma típico vilarejo praiano do literal Pacífico. Tem restaurantes onde vale a pena comer peixe, mas cuidado com peixe cru.
Outra opção é ficar em Ica a cerca de 30 minutos de carro de Paracas ou Pisco a cerca de quinze minutos.
No dia seguinte, bem cedo, fomos conhecer as Ilhas Ballestras. A dica é que leve um casaco corta-vento e impermeável pois venta muito e molha um pouco também, mesmo dentro do barco. É muito legal, tem diversos tipos de pássaros como pelicanos, gaivotas, cormurões, pingüins e também lobos marinhos, a lancha vai bem pertinho.
Na parte da tarde visitamos com guia a Reserva Ambiental de Paracas, não se pode deixar de visitar a praia vermelha, é linda, sua areia literalmente é vermelha. Também é legal almoçar na reserva.
Paracas não tem caixa automático, então leve dinheiro.
Durmimos em Paracas e no dia seguinte pela manhã, para pode ir embora, pegamos um taxi até a rodovia Panamericana, de onde tem muitos ônibus para Lima, a viagem dura só 4 horas, então não precisamos ônibus leito, porém, tome cuidado com a bagagem.
10° dia = Lima
Voltamos para Lima.
O centro da cidade é um misto de arquitetura colonial pré-hispânica e republicana no centro histórico (Patrimônio Mundial pela UNESCO), de núcleos restritos de modernidade e de periferias crescentes compostas por população proveniente dos Andes.
O centro de Lima, assim como em qualquer capital, requer cuidado com roubo, então cuide de bagagens e bolsas.
Fizemos um passeio livre em Lima: conhecemos os arredores da Praça de Armas, igreja de São Francisco e de Santo Domingo, ambas do período colonial; as praças e os edifícios coloniais; e os numerosos mercados.
Tem o museu da Inquisição que é grátis, fica na frente do Congresso Nacional, onde existem algumas representações de formas de tortura utilizadas pelos Espanhóis, bem como textos sobre o tema em painéis.
Fim da jornada e retorno para SP!
Boa viagem!