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SUDESTE ASIATICO (Março e Abril/2016) - Camboja > Vietnã > Laos
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Oi, Paula. Amei seu relato! Apesar de já fazer 2 anos e meio, gostaria da sua planilha de gastos,se possível! Meu e-mail é laischristina89@gmail.com Obrigada!!
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@Lais C Obrigada pela mensagem!! Acabei de te enviar, veja se chegou :)
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@Paula Yassuda chegou sim! Muito obrigada!
Estou aqui novamente para provar que a Ásia é viciante! E também para compartilhar com vocês a minha primeira viagem sozinha
Logo que voltei da Tailândia (Outubro/2015 - post feito aqui em Novembro), senti que o tempo não tinha sido suficiente. Mas eu sabia que o Felipe não queria ir pra lá de novo (o tempo de vôo pra ele é pior que a morte!), então fiquei com aquela sensação de que eu demoraria para voltar.
Bem...
Comprei a passagem da Etihad em Dezembro/2015 – a ansiedade sempre me causa prejuízos; se eu esperasse até Fevereiro, teria economizado 1.000 reais (façam o que eu digo, não façam o que eu faço!).
A passagem para Bangcoc normalmente custa em torno de R$ 3.200, mas como aumentou o fluxo de turistas pra lá, hoje dá pra encontrar com facilidade passagens de R$ 2.200.
Eu já tinha definido que faria Camboja, Vietnã e Laos. Com a passagem comprada, fiz o roteiro e passei Janeiro, Fevereiro e Março pesquisando hotéis e as passagens internas.
Aqui vocês vão encontrar um resumo da minha viagem, mas todos os posts já estão no meu blog caso precisem de mais detalhes para planejar a viagem de vocês (https://fechandooroteiro.com/2016/05/14/roteiro-camboja-vietna-e-laos/). Eu tenho a planilha com todos os meus gastos, se vocês quiserem é só me passar o e-mail que envio com todo prazer
23 a 25/03/2015 – Guarulhos > Abu Dhabi > Bangcoc
O vôo saiu de Guarulhos às 22:30, chegou em Abu Dhabi às 19:55, partiu de Abu Dhabi às 21:35 e chegou em Bangcoc às 06:45 da manhã. Tinha um vôo para o Camboja às 10 da manhã, mas preferi pecar pelo excesso (já que cheguei no aeroporto BKK e o outro vôo saía do DMK). Procurei o Shuttle Bus, que faz o trajeto entre os aeroportos de graça (basta mostrar sua passagem). O vôo saiu de Bangcoc às 15h35 com destino ao Camboja.
Pousamos no aeroporto de Siem Reap por volta das 16h30. Na sala de desembarque, já segui para a fila do “Visa on Arrival“. Você precisa entregar o formulário que a Cia. Aérea fornece para preenchimento no vôo, o passaporte e uma foto 3×4 ou 4×6 – além disso, é cobrada uma taxa de USD 30. Em seguida você vai para a área de retirada do passaporte com o visto, onde eles gritam seu nome e você pega seu documento.
Passando pela imigração, logo você já está fora do aeroporto. Não cheguei a procurar transporte fora, mas os valores do aeroporto pareciam ser padrão para qualquer destino: USD 2 mototáxi e USD 15 tuk tuk.
Como estava sozinha, fui de mototáxi. O trânsito na Ásia é insano e acho que nunca vou deixar de me surpreender. Até em Siem Reap, uma cidade relativamente pequena, as pessoas parecem não ter ou respeitar qualquer regra de trânsito.
Fiquei hospedada no The Siem Reap Hostel. Depois de me acomodar, tomei um banho e fui em busca do Haven, um restaurante que faz um trabalho de inclusão com jovens de orfanatos e abrigos. É necessário fazer a reserva por e-mail com antecedência. As ruas em Siem Reap não têm nome (somente as avenidas maiores) então foi meio difícil de encontrar pois nem o pessoal do hostel soube orientar direito. No meu blog tem uma explicação mais detalhada se planejam ir até lá.
O ambiente do restaurante é muito gostoso, o atendimento é excelente e a comida muito boa. Porém, é possível encontrar comida tão boa quanto por um preço muito menor. O jetlag queria muito me derrubar, mas resisti e fui até o Old Market. Andarilhei por lá, estique até a Pub Street e o Night Market. Lembra bem a Khao San Road, em Bangcoc.
26/03/2016 – Siem Reap (Camboja)
Existem algumas opções de tour para o Angkor Wat; eu optei pelo tuk tuk privado (que é bem comum) pois queria fazer tudo no meu ritmo. Antes de chegar no complexo de templos, o tuk tuk faz uma parada para você comprar o ticket: são USD 20/dia, sendo que por USD 40 você tem direito a 3 dias. São vários templos, e na porta de cada um deles você precisa mostrar o ticket.
A primeira parada é no Angkor Wat – fiquei cerca de 2hs lá dentro. Saindo de lá, o rapaz do tuk tuk me deixou no Bayon e depois segui a pé para o Baphoun e Phimeanakas. No final, peguei de novo o tuk tuk e fui para o Ta Prohm. Este templo é o que teve menor intervenção do homem, inclusive hoje já existem vários projetos para reconstruir o templo que está em sua grande parte destruído.
A última parada foi para ver o pôr-do-sol no Prasat Kravan. Neste ponto ficam menos pessoas, mas recomendo que peçam para ver o pôr-do-sol no Angkor Wat; é muito mais bonito (cheguem cedo pois fica abarrotado de gente).
Voltei, jantei próximo ao hotel e fui dormir cedo, para ver o nascer do sol no dia seguinte, no Angkor Wat.
27/03/2016 – Siem Reap (Camboja)
Acordei 04:30 pois o horário ideal para sair do hotel e ver o nascer do sol era 05hs. Peguei o tuk tuk e segui para o Angkor Wat. Estava bem escuro, então entrei e logo escolhi meu lugarzinho. Tinha algumas pessoas por lá já, mas depois foi chegando bem mais gente.
O céu começou a clarear por volta das 06hs, e o Angkor Wat criava uma sombra sobre si mesmo encantadora. A vista é linda, mesmo para quem não fica bem na frente – eu acabei chegando cedo e estava bem na beiradinha do lago.
Voltei para o hostel, e para a minha infelicidade não vi que meu vôo tinha mudado de horário.
Almocei, fiz uma horinha no Old Market e fui para o aeroporto. Meu vôo saía só 19h40, e eu cheguei lá ainda eram 15h30. Dei uma bela de uma dormida enquanto esperava, mas logo embarquei com destino a Phnom Penh.
27/03/2016 – Phnom Penh (Camboja)
Logo saindo do aeroporto já deu para notar a diferença. Phnom Penh é realmente uma capital, com muito trânsito e muita poluição.
Até o hostel foi um longo caminho, e assim que chegamos no ST 63 Hostel e já me decepcionei um pouco – apesar de os funcionários serem super receptivos, não recomendo (mais detalhes, no blog).
Fui em um mercadinho próximo, comprei um shampoo e negociei um tuk tuk pra me levar no Killing Fields e no S21 no dia seguinte por USD 15. Jantei um fried rice bem meia boca no restaurante do hostel, tomei um belo banho e fui dormir para estar 100% no dia seguinte.
28/03/2016 – Phnom Penh (Camboja)
Phnom Penh tem vários lugares turísticos, mas atrai muitos turistas por causa dos resquícios do Khmer Rouge – entre os anos de 1975 e 1979, o Camboja teve um quarto da população dizimada pelo Partido Comunista liderado por Pol Pot.
Depois de uma viagem de 1 hora, muito trânsito e muita poeira, cheguei no Choeung Ek Genocidal Center, conhecido como Killing Fields. Como saímos 8hs, ainda estava bem vazio. A entrada custa USD 6,00 e você recebe um mapa e um áudio que servem como guia para a visita no antigo campo de extermínio.
Em seguida voltamos para a cidade e visitei a S-21 Prison, uma antiga escola que se tornou prisão durante o Khmer Vermelho. Esta antiga prisão fica no meio da cidade – hoje é conhecida como Tuol Sleng Genocide Museum; a entrada custa USD 3. Neste local fiquei mais impressionada, pois muito da estrutura da época ainda está lá – no chão você pode ver várias manchas de sangue. Fotos originais estão em exposição, portanto prepare o estômago.
Resolvi esticar até o Museu Nacional do Camboja. Só a estrutura do museu já vale a pena, ele é muito bonito. O ingresso custa USD 5, e lá dentro existem muitas peças antigas, inclusive várias delas tiradas do Angkor Wat e outros templos de Siem Reap.
Almocei/Jantei bem tarde no hostel mesmo, pois precisava deixar a roupa na lavanderia e comprar a passagem para Ho Chi Minh (Vietnã) para o dia seguinte. Nem tive que ir na rodoviária; o pessoal do hostel comprou a passagem por telefone, e já ficou tudo certo para a minha viagem no dia seguinte.
29/03/2016 – Siem Reap (Camboja) > Ho Chi Minh (Vietnã)
A primeira parte da viagem, que leva até à fronteira do Camboja com o Vietnã dura 3 horas e pouco. Eles fazem uma parada em um restaurante (se é que se pode chamar aquilo de restaurante) a 2 minutos da fronteira de saída do Camboja. Você tem 20 minutos para usar o banheiro e comer alguma coisa (eu não sou nem um pouco fresca, mas não tive coragem de arriscar, já que tinha mais 3 horas de viagem).
Na fronteira, você desce do ônibus para registrarem sua saída do Camboja. Sobe no ônibus e em menos de 1 minuto está na entrada do Vietnã. Neste momento você desce do ônibus e precisa levar sua bagagem para passar pelo raio-x.
Da fronteira até o destino final demorou mais 3 horas de viagem, não chegou a completar 7 horas o percurso todo. Eu achei bem tranquila a viagem, e recomendo para aqueles que querem economizar uma grana.
Desci do ônibus meio perdida e peguei um taxi (devia ter me localizado antes, pois paguei bem caro) e em menos de 5 minutos já estava na rua do hotel.
Fiz o check-in no Platinum Hotel e saí para explorar a cidade. Comecei pelo War Remnants Museum, o museu que conta a história da Guerra do Vietnã. Saindo de lá passei pelo Independence Palace, pela Cathedral Notre-Dame e fui dar uma olhada no Ben Thanh Market. Almocei por lá mesmo, voltei para o hotel e fechei o tour para os Cu Chi Tunnels.
Optei por jantar no Daun Restaurant (bem avaliado no Trip Advisor). Aqui vale uma dica: em muitos lugares, pimenta do reino é considerada um tempero, e não pimenta. Por isso vale especificar que você não quer pimenta, e nem black pepper. Caminhei pelo Night Market que de noite fica na rua ao lado do Ben Thanh Market. É pequeno e também precisa tomar cuidado pois as motos ignoram o fato de ter várias pessoas andando pela rua.
30/03/2016 – Ho Chi Minh (Vietnã)
É uma viagem de 1 hora e pouco, e chegando lá tem um circuito pra fazer. Não consigo imaginar como alguém podia viver e se movimentar naqueles túneis. Andei 20 metros (do total de 100), o que foi suficiente para me dar desespero, então saí. Eles deram tapioca pra gente comer – era o que o exército comia na época, e depois de 2 horas o tour acabou.
Na volta, já fiquei no aeroporto e antecipei meu vôo para Da Nang de 21h40, para 16h20. Este vôo atrasou muito, e acabei chegando 21hs em Da Nang. De Da Nang para Hoi An tem ônibus, mas como era tarde acabei pegando um taxi – dica: verifique com seu hotel em Hoi An se eles possuem serviço de carro privado; o taxi sai barato, mas o carro privado sai mais ainda.
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Amanhã continuo o relato com as demais cidades do Vietnã, e minha passagem por Laos