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Bom galera... mais uma vez desculpa pela demora. Vai aí mais um capítulo!

aHIUhaiuhaihaiUhaIUhaIUhaIuhaiuahiua

 

 

Depois de passarmos o carnaval em Camaná decidimos subir mais um pouco. Chegamos a pensar em ir até Lima, mas aí ia depender da nossa grana. Fomos primeiro para Nazca...

 

 

Nazca

 

Chegamos em Nazca antes de amanhecer e fomos para o albergue de um cara que ficava na rua oferecendo. Bem tosco. Sempre tentávamos pegar um horário de ônibus que nos deixasse em nosso destino final num horário legal. Mas dessa vez não deu. E acabamos fazendo isso... é ruim porque não dá pra confiar nesses caras que ficam oferecendo albergue. Mas deu tudo certo, e o albergue era bem legal! Chegamos e fomos dormir.

 

Quando acordamos o dono do albergue, que por sinal era o cara que nos levou até lá no dia anterior, queria de qualquer jeito empurrar uns passeios com a agência dele. Mas nós já estávamos viajando fazia mais de um mês, não éramos mais turistas zés! Recusamos categoricamente tudo que ele ofereceu. Esses caras são muito chatos. Enchem o saco, falam de tudo pra você comprar na mão deles. Fui dar uma volta na cidade enquanto os caras acordavam e arranjei um taxista que nos levaria a todos os lugares incluídos no passeio oferecido pelo chato do albergue e pela metade do preço. Sem guia, mas com metade do preço!

haIUhaIhiahiaHiaUhiAUhAIUhaIUhaIUhAIUhaIhAIuhaIuhAiAUhiAhIAU

 

Acabamos nos enrolando e ficou muito tarde pra fazer tudo, e decidimos quebrar o passeio em dois dias. No primeiro fomos em algumas linhas e ruínas perto de Nazca, MUITO sem graça por sinal, e depois fomos nos aquedutos, que são muito legais, mas que não valem muito a pena. Pra falar a verdade Nazca foi bem fraquinha, com certeza foi a cidade mais sem graça e com os passeios mais toscos que fizemos. Pra quem vai viajar com pressa e com grana apertada não recomendo passar por lá.

 

20100407001113.JPG Os aquedutos!

 

No outro dia fomos visitar as linhas, mas sem ser de avião, que é muito caro!!! Um voôzinho de quarenta minutos custa uns US$50! Mais umas taxas no aeroporto. Fomos de taxi até um "Mirador", uma estrutura de metal de uns 10m de altura de onde dá pra ver três figuras: as mãos, a árvore e o lagarto. Sem graça... Tem também um "mirador natural", uma montanha fuleira, mas lá de cima só dá pra ver um monte de triângulo.

 

20100407001512.JPG

 

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20100407001712.JPG Fred não gostou muito da linhas... hAUIhaIHiaHIAHIhaIhaIHaiHiAHia

 

Pronto, com essas três fotos vocês viram tudo que eu vi lá. Uma bosta!

hAIUhaiUhiauhiaUhiaUhAIUhAIUhaIuhaIuhaiuhiuaHiuahaIUhaIuhaIuhaiu

 

Se você tiver grana deve ser legal sobrevoar todas as linhas. Mas senão... passa reto por Nazca! Antes de passar por esse miradores mixurucas nós visitamos uma ruína legal que fica no meio de um deserto lá perto. O problema é que o taxista se perdeu no deserto! Tinha muitas bifurcações na estrada, e ele começou a fazer um monte de curva até que ele parou o carro e pergunto se a gente tinha uma mapa! O Fred tinha um guia do Perú com um mapa de Nazca, mas é claro que não tinha as estradas do deserto lá!!!

 

20100407002313.JPG Taxista perdidão

 

20100407002419.JPG

 

Nós rachamos o bico com a situação... afinal "a felicidade nunca acaba" e alguma coisa ia acontecer e tirar a gente dali. O taxista lutou pra conseguir sinal no celular e ligou para um brother dele, que não sei como deu as coordenadas para a ruína perdida. Não consigo lembrar de jeito nenhum o nome das ruínas, sei que fica perto de um tal de "Pueblo Viejo". É legal! Tenho certeza que daqui alguns anos vai ser um grande destino turístico, porque só um pequeno pedaço foi escavado, e os arqueólogos disseram que a ruína é muito grande. É uma cultura pré-Inca, não sei se é a civilização Nazca, não lembro de nenhum detalhe daquilo, acho que eu tava chapado!

haUIhiaUHiAUHihaIhahAIuhaIuhaiuhaiuHAiuAHiuahaiUhAIUhAIUhaIuhaI

 

 

20100407003201.JPG

 

Foi o lugar mais legal que conhecemos em Nazca.

 

Fomos embora então daquela cidade cinza, pequena e sem graça em direção a Ica!

 

Ica

 

Chegamos lá bem de noite e arranjamos lugar pra ficar. E também fechamos logo o passeio para as Ilhas Ballestras para a manhã seguinte. Comemos uma pizza e umas laricas inesquecíveis nessa noite, incluindo uma torta de maçã que quase me causou uma ereção.

AIUhaUhiaUhaIUhaIUhaIUhaiuaHiuAhAIUhaIUhaiuaHiuaiA

 

De manhãzinha pegamos a van em direção a Paracas, onde se pega a lancha até as ilhas. Aquele lugar é bonito demais!!! O esquema do passeio é igual ao que eu descrevi no Pantanal: um monte de gringo pirando nos bichos e paisagens. Mesmo sendo tão passivo o passeio é legal. É um visual bem diferente de todo o resto da viagem. Eu fiquei com vontade de pular na água e ir nadando até praia pra ficar com aqueles leões-marinhos doidões. Eles não param de gritar, e os machos ficam separados das fêmeas. Como o Fred disse, eles estavam vendo um jogo de futebol, bebendo cerveja e brigando!

 

20100407004534.JPG

 

Pra quem gosta de natureza é bom demais! Humano não tem moral nenhuma naquelas ilhas. Tem muito bicho lá. É muito doido! Eu gostei muito. Tirei umas duzentas fotos em meia hora.

 

Chegamos de volta em Ica depois do almoço. Queríamos fazer sandboarding, mas achamos muito caro. As agências estavam cobrando uns s./70 por 3 horas. Decidimos então ir até a lagoa de Huacachina, um cartão postal do Perú, que está estampada no verso da nota de 20 soles. O taxi até lá foi s./4. Chegando lá tive uma surpresa, achei que a lagoa era um lugar bem sofisticado, mas ela é um tipo de piscinão de ramos da galera! Mó mulecada catarrenta e tia velha de biquíni. É muito bonito! Mas é zuadão!

hIAUhiaUhiaUhaIhAIhaIUhaIhaiaHiuaHiuahiauhaIUhaIUhaIuhaIuHA

 

A lagoa fica no meio de um oasis, todo rodeado de dunas enormes. E pra nossa surpresa tinha um cabloco lá alugando prancha de sandboarding. Adivinha quanto? s./10 por 4 horas!!! E agência queria cobrar s./70 por 3 horas. Tudo bem que na agência a prancha deve ser bem melhor, e o jipe deve te levar numas dunas mais doidas. Mas a gente não era profissional mesmo!

haIUhaIuhaIhaihaiuahiuaHiauhaIUhaIUHIuahiuAHiuahiUhAIUHAIUhaiuhaia

 

Subimos uma duna lá no gás. Passamos muita parafina nas pranchas e comemos muita areia!

 

20100407005740.JPG

 

É meio difícil pegar o jeito, mas depois fica massa! Só que cansa muito... a gente desce a duna em 10 segundos e demora 10 minutos pra subir de novo. Depois de 2 horas a gente enjoou e devolveu as pranchas... Tomamos um banho no piscinão, perdão, na lagoa de Huacachina. Como já tínhamos feito o check-out do albergue essa era a nossa única oportunidade de banho no dia.

iuaiahiuahiuaHiaUHiUAhaIUHiauhaIUhaIuhaIuAHiuAHiauhAIU

 

Fomos então para o rodoviária de Ica para seguir ao próximo destino. E advinha para onde iríamos???????????????????

 

...

...

...

 

CUSCO!!!!!!!!!!!!!!

 

hAIUhAIUhAIHiAHiuAHiUAHaIUhaIUhaIUhaiuaHiuahaiuhaIUhaIuhaIuhaiuahiauHIAUhAIUhaIuahiuaHiuahaiUhaIUhaiuhaiuAHiA

 

 

Nossa grana já tava curta. Decidimos não ir até Lima. Era uma quarta e queríamos passar o final de semana na casa da família Ardiles Zubiate em Arequipa! Só que enquanto estávamos em Cusco não conseguimos ir em Ollantaytambo (sim... 12 dias em Cusco e conseguimos não fazer alguma coisa). No último dia que estávamos lá chegamos a pegar ônibus até a tão sonhada ruína, mas o Lucas estava passando mal e nós decidimos descer no meio do caminho e voltar para ele ir num hospital. Então o plano era chegar em Cusco na quinta de manhã, ir direto para Ollantaytambo e de noite pegar um ônibus até Arequipa e chegar lá na sexta de manhã!

 

Acontece que a viagem que tinha previsão de 10 horas durou 19!!! Éramos para ter chegado em Cusco bem cedo, mas só chegamos depois do almoço. Uma parte da estrada tinha caído por causa da chuva, e a estrada só abria em determinados horários.

 

Cusco (de novo)

 

E lá estávamos nós de novo... os mesmos vendedores nas ruas, as mesmas peruanas danadas oferecendo massagem. E que tal?! Nós não fomos para Ollantaytambo!!! Já era mais de três da tarde, e a viagem até lá duraria no mínimo 2 horas. Iríamos ter muito pouco tempo pra ficar lá. Compramos logo nossa passagem para Arequipa.

hAIUhAIUhAIhiahaIhaIhaIhaIuhaIuhaIuhaiuhaiuaHiAUHAIU

 

Depois o Fred confessou que só tinha ido para Cusco para poder comer um McPollo Jr no McDonald's de novo!

aIUhaIUhIAUhAIUhAIUhAIUhAIUhAIUhAIuHAiuhAiUAHiAUHAIUhaiuah

 

Foi isso... fomos para Arequipa pela noite!

 

Continua no próximo capítulo!

hiAUhiAHaIUhaiHiAUHiAUHaIUhAIhAI

 

Tô brincando galera... mas eu prometo que na próxima vez eu vou até o fim. Muito obrigado pra quem elogiou o relato aí! Eu estou me divertindo muito escrevendo ele!

 

Abração!

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Se você tiver grana deve ser legal sobrevoar todas as linhas. Mas senão... passa reto por Nazca!

 

 

É bem isso. Os aquedutos e o cemitério são bacaninhas, mas Nazca vale mesmo pelas linhas e as linhas só valem à pena com sobrevoo. Dá pra fechar por uns US$ 40 ou 45 no aeroporto, mas se essa grana não estiver no orçamento, nem se abale em ir até Nazca.

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  • 3 semanas depois...
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Nó galera... dessa vez eu barbarizei! Mais de 20 dias desde o último post! Foi mal mesmo. É que nesse tempo eu viajei três vezes, e muitas provas ao mesmo tempo. Mas agora tá mais tranqüilo! Tomara que ninguém tenha desistido de ler tudo...

haIUhaIUhaiUhiauHiauHiaUhaIUhaIUhaIUhaIuhaiuA

Espero, realmente, terminar aqui. Vamos ver se eu consigo!

 

Como eu disse, depois de menos de 12 horas em Cusco, pegamos nosso ônibus para Arequipa, onde nossa família peruana nos esperava com todo o carinho que nos deu em Camaná!

Tinham nos falado que não era permitido entrar embriagado no ônibus. Bom, nós entramos, e mais, levamos a birita lá pra dentro! Que ainda rendeu na primeira hora de viagem...

Ficamos com os últimos lugares do ônibus, um espaço massa! Depois de alguns minutos a gente foi se acomodando: o Lucas deitou logo no chão, eu subi no vidro traseiro do busão e fiquei curtindo a estrada, e o Fred e o Rodrigo ficaram com 2 cadeiras cada um e desmaiaram de sono. Essa viagem foi muito engraçada... toda hora o Lucas começava a cantar sozinho na escuridão. Teve uma hora que ele falou que queria ir no banheiro vomitar. Aí eu fui com ele segurando uma lanterna. Ele ficou um tempão lá dentro cantando. Aí quando ele saiu eu perguntei:

-E aí? Vomitou?

-Não! Mas quase caguei!

hAIUhaIUhaiuaHiuAHiaUhAIUhaiuhaiuaHiuAhaIUhAIuhaiuAHiaUhaIUhAiuaHiuaHia

 

Chegamos em Arequipa umas 6 da manhã e a Gianna, uma das filhas, foi nos buscar na rodoviária e nos levou para sua casa. Passamos o dia morgados, muito tempo viajando! De noite a Gianna chamou umas amigas dela pra ir na casa dela tomar umas cervejas... era só o começo!

Vocês devem ter percebido que esse relato está sofrendo umas censuras. Bom... se eu continuar com o mesmo nível de censura que usei até aqui essa noite não vai poder receber muita atenção! Acontece que essas amigas da Gianna eram muito desanimadas.

Apertando um “Fast foward”, eu e o Lucas amanhecemos cada um com uma holandesa na casa de um peruano no outro lado da cidade. O que aconteceu entre as amigas desanimadas da Gianna e as holandesas fica pra imaginação de vocês...

AHiuAHiuaHiuAHAIUhAIUhaIUhaIUhaiuhAiuhaiuaHiua

 

Mas então beleza... depois da noite de rockstar a gente capotou... O resto do final de semana foi mais tranqüilo. Passamos bastante tempo em casa com as meninas, Gianna e Yasmin. Muito bom! Mais uma vez aquelas pessoas abriam a sua casa pra a gente. Nos divertimos bastante, ficávamos muito à vontade. A família Ardiles Zubiate marcou mesmo! Mas domingo de noite fomos embora, em direção a Puno, e nos despedimos dos nossos amigos.

 

20100429034633.JPG

 

Chegamos em Puno bem cedinho, um pouco antes do sol nascer. A rodoviária estava infestada de enchedores-de-saco, uns malucos que ficavam oferecendo albergue, tour, passagem de ônibus, e o caralho a quatro. A gente foi grosso logo de vez e eles ficaram assustados. Não dá pra dar trela pra esses caras não. Eles tem um papinho vagabundo demais!

Demos um tempo na rodoviária até dar um horário legal. Quando foi umas 6 da manhã fomos pro porto pra procurar saber do barco pras ilha de Uros. É bem tranqüilo! Saem um monte de barcos em um monte de horários. Fomos no primeiro logo, por que já tínhamos comprado nossa passagem pra La Paz e não queríamos perder tempo (na volta o ritmo tem que ser mais apertado porque a grana já tá curta... heheheheh). A viagem até as ilhas dura uns 40 minutos. As ilhas são legais, mas o passeio é meio enjoadinho. É doido pensar que aquela galera vive lá, mas os caras tem até barco com motor. E hoje em dia vivem mais de turismo e comércio, diferente da filosofia inicial do povo de lá. Depois de comer totora, flutuar na totora, cozinhar totora, a gente ficou esperando nosso barco de volta pra Puno. O que salvou é que eu tava com os caras mais engraçados do Perú, então até em locais desertos e sem graça a gente rachava o bico.

 

20100429035259.JPG

 

De volta a Puno pegamos nosso ônibus pra La Paz. A viagem foi linda. O lago Titikaka é bonito demais. Paramos então na aduana para assinar a papelada. E foi aí o momento mais fuleiro da viagem, o único que deixou a gente puto de verdade.

 

Todo mundo desceu do ônibus e foi registrar a saída do Perú. Acontece que nós quatro estávamos já a 32 dias naquele país, e o permitido era apenas 30. De acordo com eles isso era claro num rabisco lá que eles indicaram como sendo o número 30. Realmente dá pra forçar e ver que aquilo é um 30 mesmo, mas sem nenhuma indicação do que significa. E aí? Tem que pagar multa! Foi 15 dólares pra cada um. Acontece que a gente já tava com o orçamento bem curto, e aqueles 15 dólares seriam uma fortuna na Bolívia, então a gente relutou um pouco em pagar a multa, eu disse um pouco, coisa de cinco minutos. E nessa a galera do nosso ônibus foi toda pro lado da Bolívia carimbar o passaporte. Então decidimos pagar a multa. Mas... tinha que tirar Xerox de todos os passaportes e essas burocracias todas. Enquanto isso o motorista do nosso ônibus chegou gritando no ouvido do Rodrigo, que respondeu na mesma moeda. Ele tava falando pra a gente se apressar, mas tínhamos que esperar os nossos passaportes voltarem.

 

Enquanto eu fiquei esperando todos os trâmites na aduana peruana os caras foram correndo segurar o nosso ônibus, mas quando chegaram lá nossas mochilas estavam no chão e o ônibus já tinha ido pra Copacabana. O Rodrigo e o Fred pareciam que iam explodir de raiva.

Carimbamos nossos passaportes na aduana boliviana e pegamos um taxi pra Copacabana. Falamos pro motorista sentar o pau!

Mas quando chegamos em Copacabana o nosso ônibus já tinha saído de lá também. Fomos então para o escritório da empresa pra reclamar. Nessa hora o Rodrigo já tava falando em bater no motorista...

AhuAIhaIUhAIUhaIuhaIUhaiuHAiuaHiAUHAIU

 

E advinha quem tava lá? O motorista! Os caras começaram uma gritaria tensa! O infeliz falou que a culpa era nossa por ter perdido o ônibus e que não podia fazer nada, o Fred já tava se esguelando na cara dele: “A culpa não foi nossa!!!!!!!!!!!!!”. Em português mesmo...

hiauhaiuhiauhiaUhaIUhAIhaIUhaiuAHiua

 

Depois de um pouco de diálogo o cabloco falou que se a gente quisesse podia pegar outro ônibus no outro dia. Mas a gente queria naquela hora! Os caras foram muito idiotas, nos deixaram lá sozinhos, sendo que a gente não podia fazer nada a não ser esperar os trâmites. Nada resolvido, a essa altura a única coisa que o Rodrigo falava era “hijo de puta!”, “La concha de su madre!”, “idiota!”, “seu babaca!”...

hiauHiuaHiuaHiuaHiuaHiaUHaiUhaIUhaIUaHAIUHaIUhaIU

 

Esse motorista foi o cara mais idiota que a gente conheceu na viajem. Muito Zé ruela! Nada feito então! Saímos e falamos que iríamos dar queixa na polícia. Depois de uns 300m que a gente andou chegou um carinha correndo perguntando se a gente ligava de um ir em pé, porque só tinha três vagas num ônibus de outra empresa que tava saindo naquele momento pra La Paz. Topamos na hora! Se a gente desse queixa na polícia aquela empresa ia se queimar toda. Os caras arranjaram uma solução rapidinho.

Bom... os caras ainda estavam muito putos. Mas eu sou mais tranqüilo nem tava ligando mais. E claro... a felicidade nunca acaba!!! Por quê??? Porque nesse ônibus tinha um grupo de sete chilenas muito simpáticas e divertidas! Quando descemos em La Paz elas nos chamaram pra passar no albergue que elas iam ficar pra fazer uma festa e tal. Sabe-se lá porque a gente não foi direto com elas pra lá. Acho que foi só uma vaidade do destino pra deixar a história mais legal. Fomos então pra um albergue que o Lucas e o Fred já tinham ficado e gostado muito, El Viajero, ou alguma coisa assim. Mas a diária tinha subido de 20Bs pra 25Bs, por aí. Uma diferença ridícula dessa. Aí decidimos então ir pro albergue que as meninas tinham falado que iam, El Cajetero (sei lá!), que ficava perto da Plaza Murillo. Fomos lá, mas não tinha vaga! E isso já era umas 11 horas da noite. Decidimos ir então pra Calle Sagarnaga que é cheia de albergues. Andamos lá um tempo e tava tudo lotado. E de repente, quem vem lá do outro lado da rua? As sete chilenas do ônibus! Todas com os mochilões também procurando albergue. A felicidade nunca acaba!

hAUIHIUhAIUhaIUhaIUhaIUhaIUhaIuhAiuhaiuaH

 

Procuramos todos juntos então. Já tava difícil achar vaga pra quatro, agora era pra onze! Depois de andar bastante achamos um. Já esqueci o nome dele e o nome da rua. Sei que o quarto do albergue era inacreditável! Um teto alto pra caramba, com um lustre bonitão, e tudo chão de madeira. Todo bonitão e espaçoso.

Isso era dia 24. Eu tinha conseguido um vôo La Paz –Vitória pro dia 26 com as minhas milhas. Então aqueles dois dias eram a despedida da viagem, da galera, daquele clima. E foi um grand finale. Duas das meninas foram embora no dia 25 de manhã. Ficamos então os nove, nós quatro e as cinco garotas chilenas. Como estávamos sem dinheiro e já conhecíamos bem La Paz passamos bastante tempo no albergue mesmo.

Não sei como não rolou uma pegação sinistra. As meninas eram muito legais, e passamos esses dois dias bem juntos. Uma foto de todo mundo aí!

 

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(Valeria, Coni, Claudia, Javi e Fran)

 

Estava chegando então a hora da separação. Rodrigo, Fred e Lucas iriam pra Cochabamba e seguir o caminho de volta. E eu tinha que ir pro aeroporto. Como o Lucas mesmo disse na hora, não precisa falar nada. Eu tinha conhecido eles fazia um pouco mais de um mês, mas a intensidade com que a gente viveu esses dias influenciou muito o meu jeito de se relacionar com o mundo e com as outras pessoas. No Lucas e no Fred eu dei um abraço emocionado, e pro Rodrigo eu já mandei um “te vejo semana que vem pra a gente tomar um cerveja!”. Era uma pena que o Allan não tinha acompanhado a gente até ali, mas ele também foi outro pilar da viagem.

 

Eles foram embora então e eu fiquei sozinho com as meninas. Por pouco tempo... porque depois de uma meia-hora também era minha vez de partir. Me despedi de todas e ganhei 5 lugares pra ficar em Santiago!

aHIuHAiuhaIaIhaIhaIUhaIUhaiuhaiuhaiuaHiuahA

 

Pena que a gente conheceu elas nos últimos dias da viagem...

Fui então pegar uma van pro aeroporto. Me disseram que era simples, e eu só tinha uns 5BS além dos US$25 necessários pra taxa de embarque no aeroporto. Peguei então uma que me indicaram. Quando entrei na van perguntei se ela me deixaria perto do aeroporto, a moça falou que não, que ela me deixaria num lugar onde eu pegaria outra van, e que essa sim me deixaria lá. Beleza! Vamo lá! Fui conversando com a moça e ela falou que tinha morado no Brasil por bastante tempo, e que seu filho tinha nascido lá, mas que quis voltar pra Bolívia pra ficar com o resto da família. Isso foi engraçado, porque justamente no dia que eu estava entrando na Bolívia, no Trem da morte, tinha do meu lado uma mulher que voltava pra La Paz depois de 7 anos morando no Brasil para ver sua mãe que estava doente. E naquela hora, justamente quando estava indo embora da Bolívia uma história parecida me chegava aos ouvidos. Naquele momento eu viajei nessa coincidência e até dei um significado pra ela...

hauIHAIUhaiuhaUIHaIUhaIUhaIUhaIuhaIuhAiuHAiAHiAUHI

 

E eu insisto em dizer que tudo dava certo pra mim. A moça falou que naquela hora era perigoso ficar na rua, eu deveria ficar muito tempo no lugar que ela me deixaria esperando a outra van. E como ela tinha gostado de mim, e como gesto de retribuição aos brasileiros que a trataram muito bem eles me levaria até dentro do aeroporto. Só que a entrada daquelas vans no aeroporto é proibida, então eles disseram pro guardinha que eu era um parente que eles estavam levando, e não um cliente. Ela perguntou se eu não tinha algum trocado pra pagar o ingresso da van no estacionamento, dei 10Bs pra ela e agradeci muito a generosidade. Dei um abraço em todo mundo e entrei então no aeroporto. Era 23h, o meu vôo estava marcado pras 2h da madrugada.

 

Fui fazer o check-in e tchanan! O vôo tinha sido cancelado por motivos que desconheço até hoje e que nem me interessaram na hora... eu teria que pegar o vôo no mesmo horário do próximo dia. Mas... a TAM iria me pagar hospedagem. Ótimo! Fiquei esperando junto com os outros passageiros do meu vôo o carro que nos levaria até o hotel.

E eu, como melhor amigo do acaso, levo um tapa na cara quando chego lá. Hotel Plaza, cinco estrelas. Tinha até mordomo abrindo a porta. Eu cheguei lá todo lascado, mochileiro no final da viagem, a roupa toda desbotada, chinelão no pé e mochilão nas costas. A recepção cheia de gringos zés, com cara de dono de multinacional. Depois de receber minha chave (cartão magnético digno do James Bond) um cara engomadinho veio falar comigo:

-Señor, la cena estará lista ein viente minutos!

Yes!!! Imaginei logo a janta que teria aquele lugar...

 

Meu quarto tinha simplesmente duas camas de casais e um banheiro com uma banheira. Pra quem passou 50 dias mochilando isso é muito interessante de se ter...

hAIUhAIUhaIUhaUhiaUhaIaIhaIuhaiuhaaHiaH

 

E foi isso aí, passei essa noite de patrão, comi um prato gourmet que segundo minhas pesquisas com os funcionários custava 80Bs. A diária do Hotel era de US$50. Muito pouco pra o que a gente tá acostumado como luxuoso aqui no Brasil. Mas na Bolívia US$50 é muito dinheiro!!!

O outro dia eu passei inteiro comendo e passeando pelo hotelzão. Comer de graça é muito bom! Quase tão bom quanto beber!

hAIUhaIUHIUhaIUhAIUhAiuAHiAUhAIUhAIA

 

De tarde me dei conta que aqueles 10Bs que eu tinha dado pra moça da van era mais do que eu podia, por causa da taxa de embarque do aeroporto.

Fiz uma vasculha intensa na minha mochila e consegui achar algumas moedas de real e uma nota de 5Bs. Não me lembro quanto era ao todo. Eu lembro que eu precisava de 3 dólares, mas não tinha nem dois direito. Fui num cambista e implorei pra ele trocar... acho que ele se sensibilizou e trocou pra mim!

hhAIhAIUhaIUhaIUhAIUhAIuhaiuAHiuAHaiuAhiAUHAIUhAIuhihaiuAH

 

Tudo deu certo então, peguei meu vôo, cheguei em Vitória bem demais.

Espero que o meu relato tenha servido pra inspirar nas pessoas o desejo de fazer uma viagem tão espontânea como a que eu fiz. Não sei se vocês terão a sorte de encontrar um Lucas, um Fred, um Rodrigo, uma família inteira que te trate como membro dela, de conhecer a quantidade de pessoas que eu conheci, de revolucionar a sua cabeça da maneira que eu revolucionei a minha...

 

Eu sei que depois dessa, eu quero fazer isso pro resto da minha vida. O passar dos nossos dias em nossas vidas é engolido pela rotina, pela repetição de tudo e pela imposição do consumo, do desejo. Na oportunidade que você tem de quebrar isso você vê o quão grande e bonito é o universo em que vivemos, o quão pequenas são nossas preocupações do dia-a-dia, e como vale a pena se abrir pros outros, ser amigável.

 

Mandar um grande abraço pra todo mundo que eu não citei no relato mas que participaram da viagem e foram grandes companhias e amigos: as argentinas, Aldana, Inti, Lu, Carla, Flor; as chilenas, Javi, Fran, Coni, Val, Claudia; os argentinos malucos, Ezequiel, Dante; ao pessoal que curtiu muito com a gente até Cusco, Nelson, Suzy, Taty, Paludo; as meninas de Floripa sempre presentes nas baladas de Cusco, Juliana, Tayná, Fernanda, Camila, Manoela; as israelenses que mais agüentaram a gente, Anat, Julia; os chilenos mais loucos que o Batman, Felipe, Rodrigo. Se eu esqueci alguém, abraço pra quem eu esqueci!!!

aHIUhaUIhaIUhaiUhAIUHAIUhaiuhAIUhaIUhAIUhAIU

 

Dêem uma olhada no video da viagem que eu fiz!

 

Valeu aí pra todo mundo que leu até o final e elogiou o relato! Quem tiver alguma dúvida me manda ae que vai ser um prazer ajudar!!!

Falou!!!!!!!!!!!!! Abração!!!!

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Marília... valeu!

 

Pra falar a verdade eu não lembro muito dos nomes das empresas não. Mas eu vou te falar que isso na hora não faz diferença, porque você acaba comprando da empresa que tem ônibus no horário que você quer! Eu lembro de uma: "Titikaka Tours". Que foi a empresa que nos deixou sozinhos na fronteira da Bolívia com o Perú. Corre dessa!

 

Tem outra que eu lembro também, é a Transcopacabana. Eu fui de Santa Cruz até La Paz com ela. O ônibus é maravilhoso, o mais confortável que eu já viajei. Mas custou 170Bs. Acho que vale mais a pena pegar um mais barato e mais simples... foi zézisse minha de começo de mochilão!

haIUHiauhaiUhaiUhaIUhaUIhaIuahiaHiuaHiuaHAIUhAIUhAIU

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