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Fui viajar e ja volto (Ren

Mochilão Europa 2016 - Parte I (Egito / Israel / Turquia / Romênia)

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Bom pessoal,

 

Para manter o BOM costume dos mochileiros que utilizam este site para ajudar no planejamento de suas viagens, tentarei compartilhar as experiências das minhas últimas viagens.

 

Infelizmente não sou tão organizado ::putz:: em anotar informações como outros mochileiros quando estou viajando, então não terei detalhes de todos os custos/restaurantes/tours que fiz nestas viagens.

 

Enfim, vou escrevendo e caso alguém tenha alguma dúvida/curiosidade, me perguntem que tento ajudar. ::otemo::

 

Neste relato falarei sobre meu mochilão pelo Egito e Europa. Para não ficar muito extenso, o dividirei em seis ::ahhhh:: partes.

 

Nesta primeira parte constam os seguintes países: Egito, Israel, Turquia e Romênia.

 

Egito (11 dias) - Cairo / Luxor / Aswan / Dahab

 

O turismo do Egito ainda sofre com os problemas de terrorismo de alguns anos atrás. Mas na minha passagem por lá não tive nenhum problema.

 

 

Cairo

 

Comecei minha viagem pelo Cairo, cujo objetivo principal era visitar as pirâmides de Giza. Muita gente contrata tour por comodidade, mas é muito fácil e barato ir por conta própria para as pirâmides. Quando estive lá, por esta questão de segurança, não tinham muitos turistas estrangeiros.

 

No final, para mim foi bom, pois pude passear com mais tranquilidade pelas pirâmides.

 

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Além das pirâmides, outro local interessante para se visitar é o Museu Egípcio.

 

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Luxor

 

A próxima parada no Egito foi Luxor. A forma mais barata de se deslocar para esta cidade partindo de Cairo é de trem. Em Luxor, as principais atrações são os templos.

 

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Dentro do Vale dos Reis não é permitido tirar fotos, então não tenho nenhuma de lá.

 

 

Aswan

 

A próxima parada era visitar o complexo de Abu-Simbel e a melhor forma é contratar um tour a partir de Aswan. O meu deslocamento para Aswan foi feito por trem, mas existe a possibilidade de fazer um tour pelo Rio Nilo que disseram que é interessante.

 

E melhor do que ficar descrevendo a beleza do lugar, prefiro compartilhar umas fotos do local.

 

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Dahab

 

Como o próximo país da minha viagem seria Israel, tomei um trem de volta para Cairo e de lá um ônibus para Dahab, cidade praiana na divisa entre os países. Nas outras cidades não era permitida a venda de bebidas alcóolicas ::putz:: , mas aqui finalmente pude experimentar a cerveja local. ::otemo::

 

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E enquanto estive na cidade, aconteceu El Classico entre Barça e Real e pude perceber como eles são fanáticos por futebol também. Depois de saberem que sou brasileiro, todos queriam ficar conversando sobre futebol, Ronaldo, Ronaldinho, Neymar.

 

 

Impressões Gerais

 

Viajar pelo Egito é de certa forma barata, exceto pelas entradas as pirâmides e templos. Como o turismo está em baixa, qualquer lugar que você vá os locais irão te abordar e dizer que te ajudam a ir para qualquer lugar que queira sem nenhum custo, mas no final sempre pedem algo. Então cuidado quando for aceitar qualquer tipo de ajuda.

 

Sobre a questão de segurança, não senti nenhum tipo de perigo. Com relação a assédio, encontrei uma canadense que estava viajando sozinha e reclamou bastante disso. Não presenciei nada com relação a isso, mas fica a dica para as meninas que queiram ir sozinhas para lá para tomar cuidado.

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Israel (11 dias) - Eilat / Jerusalém / Tel Aviv

 

Eilat

 

Minha passagem por Israel começou por Eilat, cidade praiana com divisa para o Egito. Na imigração, eles foram extremamente detalhistas ao analisar os carimbos de viagem e no meu passaporte tinha minhas viagens pelo Sudeste Asiático e América do Sul.

 

Perguntaram repetidamente se iria visitar cidades mulçumanas ::ahhhh:: e após confirmar que iria apenas para Jerusalém e Tel Aviv e dizer que conhecia uma menina que morava em Tel Aviv, liberaram minha entrada. ::otemo::

 

A diferença de custos entre Egito e Israel é gritante. ::essa:: Não esperava que fosse tão caro assim. Como estava somente de passagem, curti um dia de praia e segui para o próximo destino.

 

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Jerusalém

 

Como não sou um cara religioso, o meu fascínio pela cidade não era tão grande. Mesmo assim, andar pela cidade é uma viagem pela história. ::prestessao:: Estar presente em locais que você escuta tanto falar é uma experiência impressionante.

 

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Lá também fui visitar o Yad Vashem, Museu do Holocausto. Nesta viagem pude presenciar o impacto que a 2ª Guerra Mundial teve em vários países.

 

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De Jerusalém, ainda fui conhecer o Mar Morto em Ein Gedi. É uma experiência surreal entrar no Mar e não conseguir afundar.

 

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Tel Aviv

 

Hora de seguir viagem e minha última parada em Israel foi a capital Tel Aviv. Devido ao preço de passagem para Turquia mais em conta (ok, não tenho frescuras viajando, mas evitar a travessia terrestre pela Síria era bom senso), acabei ficando mais do que o esperado na cidade. O que não foi um problema, pois apesar de não ter muitos atrativos turísticos, a cidade tem praia, vários bares e fiquei num hostel muito show (Florentine Hostel - altamente recomendado) ::otemo::

 

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E para prévia antes das baladas de Tel Aviv, procure pelo COFIX BAR ::otemo:: Qualquer shot por preços baixíssimos para o padrão da cidade. E um conselho, você não vai querer gastar muito nas baladas em Israel.

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Turquia (13 dias) - Capadócia / Fethiye / Pamukkale / Éfeso / Istambul

 

 

Capadócia

 

Minha primeira parada no país foi no local que mais me encantou. Sim, o passeio de balão é super caro ::dãã2::ãã2::'> . Mas acho que vale muito a experiência de ver a Capadócia lá do alto. É uma experiência única.

 

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Além do passeio de balão, ainda existem vários outros locais nas redondezas que são muito bonitos. Além disso, encontrei vários sul-americanos por lá e pude gastar um pouco do meu portunhol, Hola como estas? ::lol4::

 

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Fethiye

 

Depois da Capadócia, o meu vício por praias falou mais alto e fui para cidade de Fethiye de ônibus. E sim, as praias de lá são muito bonitas. E não estavam lotadas, o que foi bom para relaxar por uns dias.

 

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Pamukkale

 

Seguindo viagem fui para Pamukkale. O lugar é muito bonito e era caminho para Istambul. Não sei se iria apenas para lá, mas é impressionante o lugar, mesmo que algumas piscinas estivessem secas.

 

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Éfeso

 

As ruínas de Éfeso é uma parada estratégica no caminho para Istambul. Lá se encontra a Biblioteca de Celso !

 

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Istambul

 

Finalmente chegando a capital, minha expectativa era muito grande por conhecer a cidade. Mas depois da tranquilidade e beleza do interior do país, Istambul me pareceu “grande” demais, barulhenta demais.

 

Ainda sim é um lugar encantador com todos os seus templos (Mesquita Azul, Santa Sofia)

 

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Romênia (9 dias) - Constança / Brasov / Bucareste

 

Constança

 

Inicialmente não tinha previsto passar pela Romênia nesta viagem, mas pesquisando preços de passagens para Moscou, percebi que os preços partindo de Istambul e Bucareste eram similares, então por que não ir para Romênia? ::otemo::

 

Primeira parada, a cidade praiana de Constança. Podem perceber que sou realmente um pouco viciado por praias, não? Enfim, me parece que é uma cidade bem badalada na alta temporada, mas quando estive por lá ainda estava bem tranquila.

 

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Brasov

 

Então vamos para a atração principal da Romênia que são os castelos na Transilvânia. Para visitar os castelos da região, a melhor cidade base é Brasov. De Brasov, visitei o castelo de Bran (mais conhecido como castelo do Drácula) e o menos conhecido e mais bonito Castelo Peles na cidade de Sinaia.

 

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Bucareste

 

Última parada na Romênia, a capital Bucareste. A principal atração da cidade é o seu parlamento, o segundo maior prédio administrativo de governo no mundo. Uma chance para adivinhar qual o primeiro? ::quilpish::

 

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No centro antigo, também tem vários bares para visitar a noite. Mesmo não sendo temporada já estava um pouco agitado, então um dia quero voltar lá para curtir a alta temporada.

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Término da Parte I

 

Então esta foi a primeira parte do meu mochilão pela Europa.

 

Infelizmente não tenho muito dos custos anotados ::toma:: , mas qualquer dúvida com relação a estadia e deslocamentos nestas cidades fiquem a vontade para entrar em contato.

 

Em breve a parte II - Rússia / Bálticos / Polônia / Hungria. ::otemo::

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Você sabe qual o motivo para perguntarem se iria visitar uma cidade muçulmana?

Até pq Jerusalém possui as 3 religiões.

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Perguntaram isso para mim, mas nao sei o motivo. Depois de repetir algumas vezes que ia somente a Jerusalem e Tel Aviv, consegui entrar no pais. Mas cruzei a fronteira por terra em Eilat, entao nao sei se eh o mesmo procedimento em todos os lugares.

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Oie! Gostei do seu relato e confesso que estou tentada a fazer parte do seu roteiro. Enfim, vc precisou de algum visto prévio? Obrigada!

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    • Por fucim
      A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. 
      No meu planejamento, decidi:
       comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix.
       levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas.
       definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. 
       E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria.
      Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato).
      Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena!
      A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros.
      Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia.
      A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí.
      Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!).
      Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura.
      Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. 
      A minha trip foi basicamente:
      Tel aviv  

       
      Haifa (Akko) 

       Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba)  

       
       Amã  
       Petra 


      Aqaba 


      Dahab  (Monte Sinai)


      Eilat  


      Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó).

       
      Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut.
      De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos  a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station.
      Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem  quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades.
      Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações.
      Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar!
      Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito.
      A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas.  Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. 
      A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido.
      A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum.
      Shalom,
      Fábio
    • Por Schumacher
      Salve, galera!
       
      Segue minha primeira contribuição ao grupo, o relato completo de um mochilão que fiz em 19 dias no mês de abril desse ano, entre os Emirados Árabes, Egito e Sri Lanka.
       
      Preparativos
       
      A ideia de se fazer essa viagem surgiu através de alguns e-mails trocados no começo do ano com um velho colega de faculdade, Paulo Faria, que não via há anos, acerca de uma promoção de passagens aéreas anunciada no site Melhores Destinos. Após a definição do roteiro, cada um buscou o maior número de informações possíveis sobre os locais. Encomendei pelo eBay alguns acessórios para a viagem e preparei o mochilão, deixando-o do jeito mais compacto e leve possível, já que seriam 3 semanas carregando o mesmo para todos os lados. Por motivo de segurança acabei não levando um smartphone ou minha câmera ultra zoom, o que fez com que me arrependesse um pouco, mas pra compensar levei um guia muito bom, da série Rough Guides, e uma câmera compacta à prova d’água, a GoPro Hero 3. Além disso, levei uma lanterna à prova d’água, carregador universal, tocador de mp3 e relógio. Quanto ao vestuário, coloquei um conjunto de jaqueta e calça de tecido leve, chapéu, uns 5 a 7 pares de meias e cuecas, chinelo, 2 pares de tênis para trilha, 1 bermuda de algodão e 3 de tactel, 1 camiseta para sair, outra com Brasil estampado, 3 camisetas leves (tipo Dry-fit) e o kit de mergulho (snorkel, máscara e nadadeiras). Pela parte de higiene, levei escova, pasta de dente, protetor solar, desodorante, xampu, sabonete e até um filtro de água, tudo em suas versões mini e portáteis. Terminei de preencher a mochila com barras de cereal, frutas e documentos.
       
      Com tudo pronto, parti de Florianópolis por volta das 22h do dia 30/03/2013 em direção ao Rio de Janeiro, onde pegaria o voo para Dubai algumas horas depois, se não fosse por um pequeno grande imprevisto. A TAM simplesmente esqueceu minha mochila na esteira de bagagem em Floripa! Não haviam me deixado embarcar com ela por exceder em 2 kg o limite, e por isso fiquei a ver navios, digo, aviões, no aeroporto Galeão do Rio de Janeiro. Como esse voo de Floripa era o último da noite, somente na manhã seguinte minha mochila chegaria, após o único voo diário da Emirates até Dubai, o que me fez perdê-lo. Com isso tive que pagar uma multa e remarcá-lo para somente 24 h depois. Encontrei com meu companheiro de viagem no aeroporto para dar a triste notícia e depois parti até a casa de algum amigo que pudesse me receber em cima da hora.
       
      1° dia
       
      Como eu tinha um dia inteiro pela frente, fui ao Parque Quinta da Boa Vista, onde aproveitei para conhecer o Museu Nacional. Tinha algumas exposições legais lá, como a Antártica, mas nada de extraordinário.
       

       
      Voltei cedo ao aeroporto e tive a primeira notícia boa da viagem, descobri que poderia ficar na sala VIP da Gol. Fiquei lá enchendo a pança enquanto aguardava o voo tardio.
       
      2° dia
       
      Finalmente embarquei no enorme avião da Emirates, empolgado até com o vídeo de briefing da empresa, que se tornaria uma chatice nos outros 5 voos que eu ainda faria com essa companhia durante minha viagem. Tive a sorte de ter 3 assentos só para mim, o que não teria conseguido se tivesse voado no dia anterior.
       

       
      Passei as mais de 14 h me revezando entre as boas refeições, os diversos filmes, incluindo lançamentos, e o sono, até chegar ao imponente aeroporto de Dubai. A primeira coisa que se nota é a quantidade de mulheres cobertas da cabeça aos pés. Passei pela alfândega e na saída do aeroporto tive o prazer de encontrar outro colega que não via há tempos também, o agora comissário de bordo da Emirates Luiz Flores, que esperava uma pessoa que estava no mesmo voo que eu. Aproveitei e peguei uma carona com ele até o albergue, pois já estava entrando na madrugada, não tinha transporte público naquela hora e os táxis não eram muito em conta, apesar de o país ser um dos maiores produtores de petróleo.
       
      Me encontrei com o amigo no albergue em que ficamos durante toda a estadia nos Emirados, o Dubai Youth Hostel, que acredito que seja a única hospedagem desse tipo no emirado. Assim como no resto da cidade, havia no saguão a imagem do grande líder, um “ditador do bem”.
       

       
      3° dia
       
      O dia começou cedo, fato que se repetiria pelo resto da viagem, a fim de aproveitá-la ao máximo. Pegamos o metrô aéreo, que propicia uma bela visão do emirado, e paramos no Dubai Mall, o maior shopping center do mundo. Dentro dele visitamos o famoso aquário, que se divide em diversos tanques e um principal, por onde se passa por dentro.
       

       
      Em seguida, foi a vez do mixuruca city tour. Por uns poucos trocados subimos num ônibus de 2 andares e demos uma pequena volta pelo centro da cidade, onde tudo que é verde, à exceção das palmeiras e algumas gramíneas, é irrigado.
       

       
      Voltamos ao shopping para almoçar em um fast food de comida tailandesa, que o meu parceiro suspeita que tenha sido o que causou o mal estar nele nos dias seguintes. À tarde demos uma volta pela cidade, reparando nos majestosos prédios que a cercavam, inclusive na estação de metrô, que assim como a maioria das construções é totalmente climatizado, o que é bastante útil para dar um tempo no calor que impera na cidade.
       
      Passamos pelo hotel 7 estrelas Burj Al-Arab e por uma das praias urbanas, que incluiu na visão um grupo de mulheres cobertas. Até na praia elas se vestem assim. Outro fato interessante é que existem praias só para mulheres, meu amigo quase foi multado/preso por entrar em uma por engano.
       

       
      Pra terminar o dia, após ver alguns símbolos de nossa terra em Dubai, como um outdoor com o Neymar e um mercado com guaraná Antarctica, fomos ao complexo formado com o shopping anteriormente mencionado, mais um hotel de luxo e o maior prédio do mundo, o Burj Khalifa, de 828 m! Lá de baixo observamos um imponente show nas águas, que ocorria periodicamente, e que não há como mostrar sua grandeza apenas com fotos. Foi o local com maior concentração de pessoas que vi na viagem toda.
       

       
      4° dia
       
      Na manhã seguinte meu amigo que morava em Dubai veio nos buscar no albergue para uma visita ao emirado vizinho de Abu Dhabi. Em um papo com ele pelo caminho, descobrimos o porquê de não termos encontrado nenhum lugar pra vender bebida. Já imaginávamos que por ser um país islâmico, haveria uma certa restrição, mas não que você tem que ter uma carteirinha especial emitida pela polícia para poder comprar e beber.
       
      Mas enfim, depois de uma hora e tanto de estrada, observando como fora do emirado tudo era um grande deserto, chegamos em Abu Dhabi. Fomos até a grande mesquista Sheikh Zayed, a principal do país, que atrai muitos visitantes de todo o mundo. De longe é notável seu tamanho e sua arquitetura. Por dentro ela também impressiona com sua decoração.
       

       
      Seguimos pelo centro, onde observamos outros prédios modernos curvados, contrastando com palácios clássicos. A marina que há em volta dá um toque especial ao emirado. Depois de comer em um shopping center, andamos mais um pouco, passamos por um parque natural que tinha flamingos e voltamos pra Dubai, mas não sem antes ver a cena cômica de um lava-rápido em que as máquinas eram um bando de orientais. Queria ter chegado perto da Yas Island, onde fica a pista de fórmula 1 e o parque da Ferrari, mas só foi possível ver de longe.
       
      5° dia
       
      Esse dia começou antes do pôr-do-sol, pois iríamos vê-lo do topo do Burj Khalifa. O ingresso, mesmo comprado antecipadamente, era um tanto salgado, mas valeu a vista incrível de toda Dubai lá de cima.
       

       
      Após contemplar o visual por um tempo pegamos o metrô até um suposto parque que havia nos limites da cidade. Nessa hora, como meu amigo estava meio abalado da infecção intestinal que pegou uns dias antes, nos separamos. Como havia comprado um passe de metrô ilimitado para o dia, fui explorar a cidade, descendo em quase todas as estações e caminhando quilômetros e mais quilômetros, num dia quente e ensolarado.
       
      Passei primeiro pela zona residencial, um pouco modesta, perto dos prédios luxuosos em volta. Em seguida parei na marina, bem agradável por sinal. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria ali no fim da tarde para dar uma corrida ou ficar de bobeira num dos bares/restaurantes.
       

       
      Algumas estações adiante, parei no rio que corta a cidade, cruzando-o a pé de um lado a outro. Nesse meio tempo, tive o desprazer de descobrir que para o povo da região, moderadamente apimentado significa ter que tomar 1 l de líquido para conseguir comer apenas um sanduíche. Fica a dica.
       
      Depois fui atrás dos souks (mercados tradicionais que se dividem em souk dos ouros, dos temperos, dos peixes e dos tecidos) e da vila histórica, que emula a arquitetura e modo de vida dos árabes antes do petróleo ser descoberto. Era bem simples, mas como ficava no caminho até os souks, vale uma olhada breve, já que não se paga nada para entrar. Quanto aos souks, não tive tanta sorte quanto meu amigo, encontrei somente um deles e comprei pequenos souvenires, enquanto o Paulo comprou especiarias e um traje típico completo. Dali em diante não tirou mais o pano da cabeça, e passou a ser reconhecido pelos habitantes como Yasser Arafat.
       

       
      6° dia
       
      Na manhã seguimos para a capital do Egito. Ao desembarcar no aeroporto do Cairo compramos o visto (nenhum requisito precisava ser cumprido além do dinheiro do mesmo). Assim que botamos os pés para fora, aconteceu o fato mais comum que enfrentamos no país todo, e que de certo modo estragou a viagem: toda pessoa que nos via na rua abordava a gente querendo oferecer algum serviço ou vender algum produto, que quase sempre eram os mesmos, e conforme recusávamos, passavam para o seguinte: chás/especiarias/essências, artesanato, drogas ilícitas (haxixe principalmente) e mulheres de vida fácil. Forcei-me a aprender algumas palavras e frases em árabe para me ajudar a livrar desses malas.
       
      Aceitamos um táxi que nos deixou próximo a nosso albergue, já ao anoitecer. Levamos algum tempo para localizá-lo, ele ficava em um beco há algumas quadras da famosa praça Tahir. Caminhamos um pouco, até que um vendedor nos abordou e levou para sua loja. Como ainda não conhecíamos o golpe, fomos até o final, acabando por comprar essências de perfume e papiros. Até que os papiros foram uma boa compra, considerando os outros que vimos depois.
       
      7° dia
       
      Logo pela manhã começamos o passeio que havíamos fechado com o albergue: um motorista/guia nos levaria até alguns locais pré-estabelecidos. Após perceber que o trânsito de Cairo era mais caótico do que qualquer lugar de nosso país e a poluição também, passamos por volta da citadela, um antigo forte, e paramos para uma foto no grande Rio Nilo.
       

       
      Em seguida, fizemos o tradicional passeio de camelo entre as Pirâmides de Gizé. O turismo anda tão em baixa no país por causa dos protestos que nem nas pirâmides havia turistas! Apenas nós e um casal nos aventurávamos pelas areias durante aquela manhã. Como não havia “veículos” suficientes, nos revezamos entre um camelo, um cavalo e um jegue. A única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente impressiona ao se chegar aos pés de seus atuais cerca de 140 m, o maior prédio da humanidade durante milênios. Teorias da conspiração à parte, se o descaso dos egípcios continuar, não vai durar muitos séculos a mais, afinal, pudemos subir as pirâmides menores incentivados pelo guia. A proximidade com a cidade também não ajuda.
       

       
      Nossa próxima parada foi Saqqara, uma necrópole onde havia uma pirâmide e um sítio arqueológico expressivo, mas um tanto abandonado; havia várias placas com hieróglifos jogadas pelo chão.
       

       
      Paramos para comer uma refeição deliciosa ali perto e depois fiquei descansando enquanto meu amigo visitava outro local em Memphis, que abrigava uma estátua retirada de outro templo.
       

       
      Após retornar e dar outra volta pelo centro de Cairo para encomendar umas esfihas deliciosas, fomos à estação de trem para viajar a Luxor, antiga capital do império egípcio que era conhecida como Tebas. A estação dava certo medo, mas logo encontramos um grupo de turistas e nos unimos a eles. O vagão de dormir até que era confortável, e a refeição mais do que suficiente. Como ainda comi boa parte da janta do meu amigo, fui dormir estufado.
       

       
      8° dia
       
      Ao amanhecer o trem chegou ao destino final. Dessa vez ficamos em um hotel, pois o preço era similar, e pelo que me recordo não havia albergues lá. Sentimos logo o impacto da umidade relativa quase nula. Os poucos dias que ficamos ali foram suficientes pra deixar meus lábios rachados pelo resto da viagem.
       
      Embarcamos em uma excursão rumo ao Vale dos Reis, escondido entre as montanhas. Lá, na parte principal onde ficavam as tumbas dos faraós, como não se podia tirar fotos, ficamos apenas admirando as paredes, após uma explicação breve do significado dos símbolos e da história do local. Na saída, vendedores tentavam desfazer-se desesperadamente de pequenas esculturas de baixa qualidade. Depois de recusar diversas vezes, chegamos a um preço tão absurdamente baixo que fui obrigado a comprar alguns. Os que não quebraram na viagem de volta, estão servindo como peso de papel.
       
      Depois, entramos no templo da rainha Hatshepsut, onde houve um atentado em 1997 que destruiu parte do mesmo e matou 62 pessoas.
       

       
      A seguir, nos levaram a um lugar onde faziam esculturas superfaturadas. Não deu certo a ideia, pois ninguém da excursão levou alguma coisa. Como tenho uma coleção geológica, dei umas moedas pra levar uns pedaços de alabastro, do qual se faziam as estátuas.
       
      Mais adiante, paramos no templo mortuário de Ramsés III. Um detalhe legal desse templo é a preservação da coloração nas paredes e tetos, e a “tridimensionalização” das imagens.
       

       
      Finalmente, passamos por umas estátuas gigantes, os colossos de Mêmnon, nos despedimos do grupo e voltamos a Luxor, onde continuamos o passeio em outro templo. Mais uma pseudo-guia nos acompanhou no grande Templo de Karnak, um grande terraço preenchido com obeliscos, pilares, as mais variadas estátuas, murais e até pichações do século 19. À noite fica mais belo, com as luzes apontadas para os pontos relevantes.
       

       
      Em seguida, observamos o sol se por à beira do Rio Nilo, por detrás das montanhas que seguem até o Vale dos Reis, não sem antes sermos importunados inúmeras vezes por cocheiros que queriam a todo custo nos dar uma carona para algum lugar.
       
      Caminhamos então até o mercado de rua, que vendia os mais variados artigos de vestuário, artesanato e alimentação. Como a viagem ainda seria longa e não queria carregar muito peso, apenas comprei um açafrão bem vagabundo e chá de hibisco.
       

       
      9° dia
       
      O dia seguinte começou com o frustrante passeio à Ilha das Bananeiras, uma ilha fluvial do Rio Nilo. A despeito de alguns pássaros, não vimos nada diferente lá, é um típico passeio pra quem mora em regiões temperadas fazer, então nem vale falar a respeito dele.
       

       
      Terminamos com uma volta no museu de Luxor, que possuía alguns artefatos interessantes que ainda não tínhamos visto.
       
      No fim do dia pegamos o avião para Sharm El-Sheikh, uma Cancun islâmica que fica na península do Sinai, e que considero ter sido a melhor parte da viagem.
       
      10° dia
       
      Logo ficamos impressionados com a diferença desse Egito para o outro, na questão de limpeza e organização, embora ainda tivesse muitos vendedores irritantes. Ficamos em um hotel melhorzinho dessa vez, junto a outros tantos que cobriam uma praia inteira, lotada de europeus. O detalhe fundamental é que, assim como no resto do Mar Vermelho, a água era claríssima, e possuía uma biodiversidade impressionante.
       

       
      Caímos na água, mas para nossa surpresa, a água era bem mais fria do que a temperatura do ar! Quando voltar q essa região, com certeza levarei uma roupa de neoprene, para poder estender o tempo submerso e realizar o mergulho noturno. Em apenas uma centena de metros, vi mais espécies do que em qualquer outro mergulho que já tenha feito antes. Contei dezenas de espécies de peixes, desde os ameaçadores leão, moréia e arraia, até os inofensivos trombeta, papagaio e mariquita. Os corais foram um show à parte, com outra dezenas das mais varias formas e cores, e pra complementar ainda, ouriços, estrelas-serpente, águas-vivas, quítons, siris, ostras, pepinos-do-mar e algas. Um olhar mais cauteloso com certeza revelaria outras tantas espécies. Segue o vídeo que fiz:
       

       
      11° dia
       
      Alugamos um carro e rumamos ao Parque Nacional Marinho Ras Mohammed. Na saída da cidade havia um controle de fronteira, pois a região montanhosa fora da cidade é um tanto perigosa; alguns dias antes de começarmos nossa viagem, alguns turistas haviam sido sequestrados por beduínos! Com um certo receio, chegamos ao parque cerca de meia hora depois. Dentro dele, uma paisagem mais bonita do que a outra, desde a entrada do parque.
       

       
      De um semi-deserto com arbustos esparsos e morros, costas arenosas recortadas, planícies de inundação, manguezais, salares, lagos subterrâneos, jardins subaquáticos, até os incríveis recifes de coral.
       

       
      Por sorte, quando chegamos a uma das praias, uma legítima (excetuando o papel alumínio que a cobria) refeição beduína estava sendo servida. Apesar de ter que sentar no chão e comer com as mãos, foi uma das melhores que tivemos.
       

       
      Uma bela raposa do deserto nos aguardava no morro adiante, ávida por um pedaço de carne. Seguindo o caminho, subimos o morro até um mirante, que mostra nitidamente a divisão entre, terra, recife e mar.
       

       
      Descemos até essa região dos recifes de coral, que é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. No começo, apenas uma cobertura de algas e alguns blocos de coral esparsos, mas à medida que nos aproximávamos mais da borda do recife com o mar, o número de espécies crescia exponencialmente, até que quando chegamos lá, tivemos a visão do paraíso. A diversidade de espécies era ainda maior do que havíamos visto próximo ao hotel! Há um queda brusca dos cerca de 2 m de profundidade da zona anterior, para uma fenda vertical de até 800 m! Por esse e outros motivos, é preciso de um curso avançado para mergulhar lá com cilindro. Mas apenas no fôlego, deu para ter um gostinho especial do local, que me faz querer voltar lá um dia. Uma imagem não é suficiente para expressar toda beleza, nem o pouco tempo que ficamos, mas tentei através do vídeo:
       

       
      Para encerrar, conhecemos a vida noturna da cidade, que deixa a desejar. Bares onde pessoas fumavam narguilé, baladas vazias, outros bares com danças árabes, mas a única dança do ventre presenciada era com, pasmem, homens! Apenas entramos no conceituado Hard Rock Café, onde fomos mal atendidos.
       
      12° dia
       
      A partir daqui, segui viagem solo. Paulo ficou mais um dia e depois voltou ao Cairo, onde passaria outros dias. Perdi o dia entre voos e aeroportos mal sinalizados, mas com isso aproveitei para devorar o guia de Sri Lanka que havia levado.
       
      13°dia
       
      Ao chegar à Colombo, capital do Sri Lanka, minha primeira impressão desse pequeno país que já foi colônia portuguesa, holandesa e inglesa, não foi das melhores. O clima, tão quente quanto o do Egito e Emirados Árabes, porém muito mais úmido, me fazia suar sem parar. Havia golpistas por todos os lados tentando sugar meu dinheiro. Apesar disso, rodei para lá e para cá no meio de transporte mais comum do país, o tuk-tuk, triciclo motorizado com carcaça de um carro minúsculo. Passei por parques, construções históricas, museus, templos budistas e hinduístas (islamismo e cristianismo completam as religiões principais do país), mas nada que eu não tenha visto posteriormente nas outras cidades.
       

       
      O PIB baixíssimo do país, evidente ao se passar pela periferia, ao menos propiciava um turismo bem mais barato do que nos destinos mais visitados. Na estação de trem conheci um morador local, Amalka, que me auxiliou e acompanhou na viagem costeira do trem, que em algumas horas chegaria a Hikkaduwa. Aos poucos a má impressão do país foi sendo desfeita.
       

       
      Ao anoitecer cheguei à hospedagem caseira em que passaria as duas próximas noites. O dono era um idoso simpático e culto, conversamos por um bom tempo, o problema é que sua ausência de dentes e forte sotaque complicavam em muito a compreensão.
       
      14° dia
       
      Fui à praia, onde fica atualmente o Hikkaduwa National Park, uma tentativa de proteger o recife de coral que já está bastante devastado. Como a maré estava forte e o mar muito turvo, fiquei apenas na parte mais rasa, mas foi o suficiente para nadar junto a duas tartarugas-marinhas, conforme o vídeo que fiz:
      As tartarugas estavam com anéis de marcação e seus ninhos em terra estavam cercados, o que leva a crer que há um programa no local semelhante ao projeto Tamar. 

       
      Voltei a casa para provar um almoço típico, com muito arroz, curry e, lógico, pimenta. Depois fui ao mercado para comprar algo típico, entre outras coisas o chá, já que os famosos chás Lipton são produzidos lá. Em seguida descansei um pouco na praia.
       
      À noite, descobri que era véspera do ano novo sinhalês, a principal etnia do Sri Lanka. Isso explicava a movimentação nas vendas de bebida à tarde, onde o povo corria atrás da bebida típica, o arrack, que lembra um uísque barato. Além de fogos, não vi muito agito nas ruas, que logo após a virada ficaram escuras. O problema foi a consequência no dia seguinte.
       
      15° dia
       
      Como era feriado, a maioria dos trens e ônibus não estava operando. Com essa eu não contava, tive que gastar um bocado de rúpias pra ser levado de tuk-tuk até o próximo destino. Não que fosse caro para os padrões do Brasil, mas para quem pagou pouquíssimos reais para percorrer cerca de 100 km de trem (os ônibus eram igualmente baratos), era bastante. A estrada continuava pelo litoral, e revelou belas águas transparentes e vários templos budistas, a religião predominante do centro ao sul do país.
      Parei na fortaleza de Galle, fundada por portugueses em 1588 e fortificada por holandeses no século seguinte. A principal influência de Portugal que ainda há atualmente resume-se a igrejas católicas e sobrenomes como Silva. O forte, patrimônio da UNESCO, ainda relativamente bem conservado, com uma dúzia de prédios históricos, sendo alguns, transformados em museus, e igrejas.
       

       
      Em sequência, e já bastante ensopado de suor, tive que pegar outro táxi (tuk-tuk) para Matara, uma das maiores cidades, onde finalmente consegui um ônibus para a cidadezinha de Embilipitiya, no interior do país. No longo caminho, passamos por uma infinidade de plantações, sobretudo de arroz (o chá ficava em uma região mais elevada e fria).
      No meio da tarde cheguei ao destino e segui a pé para o hotel, que ficava próximo. A comunicação no estabelecimento foi à base de sinais, pois nenhum dos funcionários falava inglês. Ainda assim, consegui reservar o safári para a manhã seguinte.
       
      16° dia
       
      Antes do sol nascer partimos em um jipe eu, duas europeias antipáticas e mais um guia, para o parque nacional Udawalawe, um tanto semelhante a uma savana africana. Além de algumas populações de elefantes asiáticos, vimos um bando de búfalos, cervos, chacais, javalis, lagartos e diversas aves. Foi legal o passeio, mas esperava um pouco mais.
       

       
      Depois do almoço, corri para pegar um ônibus para Kandy, o local mais distante até agora. Para variar eu era o único turista do meio de transporte, e assim como no outro ônibus que eu tinha pegado, esse também tinha um sistema de som em que tocavam músicas locais e indianas.
       
      No fim da tarde cheguei à primeira cidade montanhosa do roteiro, a antiga capital Kandy. Infelizmente cheguei tarde demais para ver o espetáculo de dança tradicional, então segui direto para o hotel, que ficava em uma construção centenária. Depois do check-in, saí atrás de uma lan house, e no caminho encontrei uma Pizza Hut. O único lugar do país em que vi um condicionador de ar me surpreendeu. Não somente por isso, mas pela boa qualidade dos serviços aliada a preços equivalentes ao que era há mais de uma década atrás em nosso país. Aliás, não foram só os preços que eram de tanto tempo atrás, no som de fundo estava tocando Backstreet Boys e Spice Girls! Satisfeito, voltei aos aposentos.
       
      17° dia
       
      O dia começou com um passeio pelo Templo do Dente de Buda, um complexo de construções históricas muito visitado, cujo cerne é o que acreditam ser um dos dentes do Buda. Em volta das construções existe um lago, que ajuda a embelezar ainda mais o local.
       

       
      Em seguida, caminhei morro acima até a reserva florestal Udawatakele, uma floresta equatorial de altitude. Percorrendo uma das trilhas do parque, encontrei um bando de cerca de 10 macacos da espécie Macaca sinica, endêmicos do Sri Lanka. Curiosos, cautelosamente se aproximaram de mim. Gostei da experiência de poder observar seu comportamento de forma natural.
       

       
      Almocei novamente na Pizza Hut e corri para a rodoviária. Nesse momento tive uma grande dificuldade de chegar ao meu destino, devido a informações desencontradas entre meu guia e os moradores. Peguei 3 ônibus, passando por Kurunegala, na região montanhosa, e Puttalam, no litoral oeste, até chegar no começo da noite na península ventante de Kalpitiya. Sorte minha que um dos taxistas que estava no terminal da cidade conhecia quem cuidava da pousada onde eu ficaria, pois o lugar é tão rústico e isolado que não existe nem no Google. Os 2 simpáticos funcionários (Lorence e outro que esqueci o nome) esperavam avidamente por mim, seu único hóspede em dias. Depois de escolher a parte superior de uma cabana de madeira, fui dormir, pois o gerador que alimentava o local ficava desligado à noite.
       
      18° dia
       
      Depois de um café-da-manhã monstruoso, acompanhado de perto por corvos, esquilos e gatos, fiz o reconhecimento do local por meio um caiaque. Há uma laguna e seus ecossistemas típicos, como planícies de inundação, restingas, praias arenosas e manguezais.
       

       
      À tarde, aproveitei o tempo livre para praticar um dos esportes mais comuns do local, o windsurfe. Só havia feito uma aula, alguns anos antes, e achei que seria suficiente, então aluguei o equipamento e depois de uma ajudinha para armar tudo, parti pro meio da laguna. Acontece que, embora eu tenha pegado a prancha mais estável, escolhi a maior vela e não lembrei de colocar o cinto (arnês), o que complicou em muito minha vida. O vento forte me jogava da prancha o tempo todo, e a retirada da vela da água era um parto. Depois de uma hora (havia alugado por 3 h) meus braços já pediam arrego. Fui indo quase sempre na direção do vento, que me levava para fora da laguna, com pouco avanço no sentido contrário. Meu tempo já estava acabando, quando parei no outro lado e pedi ajuda a um pessoal que praticava kitesurfe. Nem eles foram capazes de me auxiliar, então terminei sendo rebocado por um barco de volta. Um pouco frustrante, mas valeu pela experiência.
       
      Se não fosse pelos mosquitos, a noite teria sido bem relaxante, apesar do calor.
       
      19° e 20° dia
       
      No outro dia acordei com o corpo moído. Despedi-me e parti rumo ao sul para chegar ao aeroporto. Alguns ônibus e tuk-tuks depois, finalmente estava pronto para voltar pro Brasil. Aproveitei o tempo que ainda tinha para comprar artigos do local, como estátuas de elefante, camiseta, bebida e outros, pois até no aeroporto era barato. Finalmente chegava a hora de matar as saudades. Voltei a Dubai, Rio de Janeiro e por fim, minha querida Floripa, onde passaria os últimos dias de férias, antes de voltar a Canoas/RS.
       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com


    • Por joaooliveiraramos
      Amigos(as) mochileiros
      Estou planejando minha viagem para o Egito e ficarei sete dias em Setembro/14 e tudo que puderem me dar de dicas eu agradeço, pois irei sozinho.
      Eu quero ir nas pirâmides, rio Nilo, Alexandria, mesquitas. Sei que não da tempo de fazer muita coisa, mas se puderem me dar alguma sugestão quem já fez isso, eu agradeço. Para ir até Alexandria, vi uma passagem aérea pela cia Egyptair e achei barato, porem não gostaria de fazer tudo de avião, gostaria de ônibus, trem, alguma coisa que pudesse apreciar melhor os lugares mas não estou conseguindo localizar pela internet.
      No Cairo estou querendo ficar no Meramees Hoste, pelo li na internet que tem muitos brasileiros nesse hostel, se alguém puder dar uma opinião sobre esse ou outro, aceito indicação.
      abraços e aguardo
      João Ramos
    • Por xaliba
      Talvez alguns ja tenham lido isso, mas estou recolocando na parte de relatos pois acho q tem mais a ver pois postei em outro topico qdo tinha pouco conhecimento do mochileiros. La vai:
       
       
      Vou falar do papo do visto irsrael, Jordania e egito. Estive na area em outubro de 2007.
       
      Eu fui do egito (onde entrei sem precisar de visto previo) por terra para taba e entrei em eilat. Sem problemas (sem necessidade de visto previo tb), poucas perguntas, mas como colocaram aqui anteriormente na parte q esta em ingles apenas responda as perguntas por mais estupidas q elas parecam. Dai fui diretamente para aqaba, e novamente nao precisou de visto previo, visitei petra, dois dias eh legal, absolutamente fantastico, mas acho q 3 dias nao precisa, a nao ser q vc va ficar infinitamente vai tirar tempo precioso de outros passeios. Em wadi musa nao lembro onde fiquei mas era o lugar mais barato, um hostel. No lonely planet falava q era sem duvida o mais barato apesar do atendimento da mulher (se nao me engano o hostel tinha o nome dela) ser bem ruim, e foi mesmo, tipo ela nao esta nem ai pra vc. Mas nenhuma reclamacao, simples como todo hostel e pra quem nao tem frescuras, recomendo.
       
      Ah, assim q entrei em aqaba eu rachei um taxi com uns canadenses pra wadi musa. Ali na fronteira mesmo.
       
      Em petra no primeiro dia fui indo pelas 'ruas'. Eh lindo, mas achei q faltava algo. No segundo dia um amigo espanhol q fiz no hostel me falou qdo estavamos de frente para o templo do indiana jones 'eu li no lonely planet q tem uma rota alternativa subindo pelas paredes das falesias'. Bem ali fomos para a esquerda ate bater na 'parede' e comecamos a subir, subir ate chegar no topo das formacoes e ver tudo por cima, IRADO!!!!! Era isso q tava faltando. Ficamos horas a fio andando e depois procurando como voltar, nos perdemos um pouco no sentido de nao saber por umas 2 horas o caminho de volta mas na boa, nao tem como se perder ali de verdade.
       
      Dai fui pra wadi rum, de onibus, pergunte na sua hospedagem q eles te informam como. Estavam bem caros os passeios para a grana q eu tinha e entrei sozinho andando, foi meio hardcore mas foi uma das experiencias mais alucinantes da minha vida. Fiquei dois dias. Levei agua e comida. So isso eh uma historia a parte. (Que esta escrito o relato e talvez seja em breve publicada numa revista de aventura).
       
      Dai voltei pra israel, busao, pergunte novamente no deserto como faz, horarios e tal. Dessa vez a menina comecou a fazer umas perguntas do tipo, onde vc vai ficar e pra onde vai, eu respondi bem vagamente pq realmente nao tinha a menor ideia do meu itinerario, ela se irritou. Dai eu me irritei, tipo, 'po, nao posso viajar sem saber exatamente pra onde vou?'. Dai ela cut the crap e me deixou passar falando, 'calma, tb nao precisa ficar nervoso', hehe. E fui pra jerusalem.
       
      Jerusalem foi um dos pontos altos de toda a viagem, mesmo pra um cara 120% ateu como eu. A piracao foi na diversidade cultural e na historia absurdamente complexa nesses ultimos tantos mil anos. Pra quem me pergunta eu falo q TEM q ir. La fiquei no Hebron hostel, baratinho e bem legal, dentro da cidade velha 'the old city'. Nem pense em ficar em outro lugar (digo a cidade velha).Eh alucinante.
       
      Tanto egito qto israel qto jordania foram total tranquilos, sem medo algum de forma alguma. Me sentia mais seguro andando na rua nesses 3 paises do q me sinto dentro da minha casa em sao paulo.
       
      Tours do egito, tipo de dahab pra jordania acho q eh cagada, vai por conta q vai ser muito mais legal e mais barato. A diversao de mochilar esta justamente nisso, se virar, pegar dicas, mas tb descobrir seus proprios caminhos. Nao concorda? q esta fazendo nesse site entao
       
      Pra quem curte mergulho eh em sharm, nao eh em dahab ou eilat ou aqaba, confiem em mim. Mas se o seu negocio nao eh mergulho fuja de sharm como quem foge da cruz, tem coisas muito mais interessantes pra se fazer.
       
      Para entrar em israel eu acho q rola com visto de outros paises arabes (sem ser jordania ou egito) mas vai rolar uma canseira. Conheci algumas pessoas q tinham vindo de outros paises (nao lembro quais exatamente) q entraram, depois de ficar tipo 4 horas esperando por nada. Em israel eles sao 'legais', tipo nao tem paranoia, o q eu acho eh q eh mais uma retaliacao pela restricao ao carimbo deles nos passaportes dos outros do q realmente um posicionamente politico. Essa foi a impressao q tive.
       
      Agora o pulo do gato q ninguem mencionou aqui. Da jordania eh possivel entrar em israel sem ter o passaporte carimbado. Eu nao fiz isso ja q entrei de onibus mas conheci um cara q fez e pegou a dica no lonely planet. Tem q entrar em israel por uma fronteira na jordania chamada Alambi Bridge. Aparentemente eh o unico lugar q faz isso. Vc vai la e fala q nao quer ter o carimbo. Mas tem uma manha aqui. Nao eh de bom tom falar q vc nao quer o carimbo com todas as letras. Dai vc fala 'eh q eu estou indo para a asia por terra' 'i'm going to asia overland'. Quer dizer q se vc realmente estiver indo para a asia por terra (no caso desse americano) vai ter q passar por Siria, iraq e tal. Dai eles ficam com 'pena' de vc e te ajudam. Nao fale q eh pq vc nao quer ter o carimbo pra poder continuar curtindo suas ferias em paises muculmanos sem problemas. Mas isso funciona mesmo?? Sim, funciona sim. Fui com esse americano pra Ramala, uma das cidades palestinas (q por acaso eh onde o yasser arefat esta enterrado, esqueci o nome do lugar mas eh tipo o quartel general palestino, show, vale a pena ir la tirar uma foto do lado do tumbalo), qdo saimos de ramala no check point os soldados israelenses entraram no onibus e comecaram a checar os passaportes. Checou o meu, tranquilo, e checou o do Steve. Procurou o visto, procurou e finalmente virou e falou 'vc nao tem visto?'. 'Nao'. 'Como assim?'. 'Eu entrei por alambi bridge'. 'Como assim?'. 'I'm going to asia overland'. 'O que?'. Dessa vez steve respondeu bem pausadamente. 'I'm going to asia overland'. O cara nao entendeu direito, meio q entendeu, nao entendeu de novo e foi embora. Tranquilo sem mencionar o papo, 'eh q eu nao queria ter o carimbo no passaporte'. Sacou?
       
      As historias sao muitas mas ja escrevi demais.
       
      Ah qto a onibus de cairo pra jerusalem, nao vou falar q nao tem, mas eu perguntei e falaram q nao tinha, que tinha q ir pra taba, cruzar pra eilat e de la seguir. Tanto eh q conheci dois amigoes israelenses q conheci na rodo de cairo q moram em jerusalem q pegaram o mesmo onibus q eu, desceram em taba, cruzaram a fronteira e de eilat foram pra casa. Mas isso tb eh o de menos.
       
      Boas baladas
      xaliba
       
      p.s.- caro editor, obrigado pelas consideracoes. Ja dei uma editadinha aqui. Acabei colocando no geral o q achei mais relevante, tipo dicas q eh dificil conseguir sozinho. Infelizmente nao anotei nem precos nem horarios de nada, ja faz mais de um ano, nao me lembro mais. No entanto isso sera remediado. Tem uma amiga indo mais ou menos nesse role q eu fiz e pedi pra ela anotar tudo, qdo ela voltar eu reedito e complemento o texto. Mas essa parte de horarios e precos eh mais facil. Gente, o lonely planet eh a biblia do viajante no exterior, tem tudo la, tudo mesmo. Se a grana ta curta, vai na secao budget de hospedagem, tem todas as opcoes de coisas baratas. Tem q ir aprendendo a usar os recursos q estao na mao. Ah mas o guia eh caro! Eh mesmo, e dica, se vc comprar na amazon.co.uk e mandar enviar no brasil eh quase 60% do preco de comprar na livraria cultura ou no proprio site do lonely planet mesmo com desconto qdo vc se cadastra. Acabei de fazer isso com o south america on a shoe string q estou esperando chegar. Sim, eh caro mas a grana q vc vai economizar e as facilidades q vc vai ter de longe compensam pagar pelo guia, mesmo q seja caro. Eu falo isso pq eu nunca tinha ouvido falar nesse guia ate estar em dahab, da pra acreditar? Pois eh, eu nao entendia como os outros mochileiros sempre sabiam como chegar e onde ficar e pra onde ir. Caramba, como esses caras sao bem informados! Mas como por la ta cheio de europeu e TODOS tem o guia vc sempre pode dar uma olhada no guia deles. Varias dicas eu peguei com os caras. Pergunte pra eles. Faca amizade. E mais importante de tudo, aprenda a falar ingles! Qto melhor, melhor, mesmo, acredite. Fiz amigos q nunca teria feito se houvesse a barreira da lingua. Amigos q se faz em minutos, eh engracado como nas viagens isso se torna mais possivel. Mas vc so vai ficar realmente amigo de alguem se falar da vida, das emocoes, de politica, da situacao do seu pais, do pais do cara, da mina q vc comeu, dos medos, vontades, saca? Com ingles macarronico isso nunca vai ser possivel. Jerusalem so foi o ponto alto pq eu conversava com as pessoas, discutia, fui em baladas locais nas casas das pessoas. E ainda bem q eles falavam ingles bem, as duas pontas tem q estar afiadas. Se vc tem q dispender muito esforco pra lingua a fluidez do papo danca e a coneccao cai. Acho q eh pra isso q viajamos, nao eh so pra tirar fotos e ir nos passeios. Israel nao eh um lugar bonito em si. Mas eh um dos lugares mais alucinantes q ja fui na minha vida. Qdo morei em londres trabalhava num mercado de comidas de toda a europa. No final do dia a gente ia tomar uma breja. Um dia eu contei, tinham 10 pessoas na roda, cada uma de uma nacionalidade diferente, da america do sul, europa, africa e asia, nao tinha nenhuma nacionalidade repetida, todos conversando numa boa, falando ingles, tipo amigo mesmo, como vc conversa com seus melhores amigos num bar numa noite das boas. Se tivesse macarronico la ja tinha ido embora pq tinha ficado de fora total. Gente, eh a lingua universal! imagina soh se cada pessoa no mundo soubesse a sua lingua e mais o ingles, TODAS as pessoas no mundo inteiro poderiam se comunicar sem barreiras de lingua, so ficaria a barreira cultural. Teria muito menos intolerancia e mais entendimento no mundo. E fora q como diz minha irma 'quem fala ingles nao se perde em nenhum lugar do mundo'. Essa eh boa neh? E a qtidade de info q vc consegue, foruns, emails pra deus e o mundo, enfim, o recado eh esse. Caro editor, se vc quiser colocar essas dicas em um lugar mais generico de viajar ao exterior fique a vontade pq eu sou novo aqui e nao sei como faze-lo.
       
      Saudacoes a quem teve paciencia de ler ate aqui.
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