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Lucas Vysk

"Yeah, I'm brazilian" - 11 meses, 25 países, sozinho, de mochila e chinelo / sexo, drogas e hitchhiking

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Olá,

 

antes de uma apresentação minha, dos motivos que viajei, do relato, dos porquês, eu vou fazer um breve introdução. Aqui eu não vou dizer só e detalhado tudo do que fiz na viagem, vou contar mais um relato pessoal, tudo que senti, pensei e passei. Uma aventura muita mais interna/pessoal do que para tirar fotos, carimbar passaporte. Vou contar tudo o que vivenciei, descobri e aprendi, não medirei palavras e contarei de sexo, drogas, hitchhiking, calote em hostel, ônibus, quando tomei banho no meio de um parque ou até dormi na estação de trem.

 

A cada lugar que parava eu ficava de 5 dias até semanas. Procurava saber de tudo, prato típico, custo de vida, renda normal das pessoas, como elas vivam lá, o que achavam, procurava saber até de coisas de mulher, como tratamento de cabelo, maquiagem, manicure, tudo. Mais uma vez, esse relato não é dica de viagem, até pode ser, mas é algo mais pessoal. Por isso não há muitas fotos, minhas fotos foram mais de momentos do que 'turísticas'. Eu poderia fazer crônicas sobre cada dia e aqui vou tentar fazer o mais resumido possível. Escrevo direto e dificilmente volto atrás (no texto) para mudar alguma coisa.

 

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Era início de tarde, a ligação dela foi repentina enquanto me preparava para sair com meus colegas de quarto. Me disse para ir à sua casa e eu obviamente não hesitei. Avisei que me encontraria com eles em umas 2 horas e saí do hostel ao encontro dela. Era meu último dia em Praga, como eu estava eu fui, de chinelo e bermuda. Como não tinha internet na rua, consegui um wifi num hostel próximo e avisei que estava do lado da casa dela. Ela desceu também usando chinelos, com roupa básica, cabelo bagunçado e um sorriso no rosto. Cabelo quase ruivo, longo e encaracolado, olhos castanhos claros e pele branca, sem maquiagem. Me convidou para entrar.

 

A casa estava consideravelmente bagunçada, mesa suja, coisas espalhadas. Fomos ao quarto dela e conversamos. Não muito depois nos beijamos. Quando tirei sua roupa percebi que as pernas, como outras partes, estavam recém feitas, como fosse só para mim. Transamos. E após quase exaustas uma hora e meia, terminamos rindo e conversamos um pouco sobre tudo, ainda na cama, como bons amigos, quando comentei que tinha que sair, ela se lembrou que também tinha que encontrar alguns conhecidos. Nos despedimos e disse que eu esperava reencontrá-la em algum lugar, um dia, quem sabe. Ela concordou rindo, mesmo sabendo que aquela talvez seria a última vez que nos veríamos. Me deu um beijo na bochecha e foi nas pontas dos pés para o banho.

 

Ela era livre!

 

 

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Eu comecei a trabalhar cedo, com 16 anos, já na minha área, e vinha trabalhando até então, hoje com 24. Tinha uma posição importante na empresa, bom salário, bolsa na faculdade, carro. Mas eu estava frustrado, não queria aquilo para mim, eu estava muito novo para aquilo. Eu estou novo. Quando meu pai se casou aqui no Brasil com uma alemã, ela me disse que tinha uma casa vazia na Alemanha e eu poderia ir quando quiser. Foi então, em que em poucos meses decidi largar tudo e ir para Alemanha! Tranquei faculdade, comprei minha passagem, pedi demissão e após dois meses (de aviso prévio) estava saindo do Brasil em direção à Alemanha. Meu objetivo na época era encontrar algo para ficar lá, um trabalho, uma faculdade. Saí do Brasil com 13 mil reais ao todo. Não falava inglês direito, o que sabia, "aprendi" em duas semanas ouvindo aúdio-aula no meu carro enquanto ia para o trabalho.

 

Em dois meses na Alemanha, vi neve pela primeira vez, tive um relacionamento difícil depois de um tempo com a família da esposa do meu pai porque segundo eles, "eles eram alemães" e eu tinha que viver como eles. Coisas como nossos 15 minutos de tolerância ou coisas banais eram suficientes para um problema. O mesmo aconteceu na Suécia, onde também passei dois meses, mas ainda chegarei lá. Morava numa pequena cidade chamada Kaufbeuren, tinha alguns bares, três boates e uns sete mercados (grandes/pequenos). O primeiro mês na cidade e nos lugares que fui foram impressionantes, a surpresa que causava nas pessoas era ainda mais. Como eram cidades consideravelmente pequenas, as pessoas sabiam que eu não era de lá, por causa da minha cor principalmente. Eu não sou negro, não sou branco, eu sou queimado de sol (sim, eles notam. Para mim eu só sou moreno). Crianças me encaravam como se eu fosse de outro mundo porque elas nunca tinham visto ninguém da minha cor. Quando eu entrava no bar, todo mundo parava e me encarava! Os homens e mulheres. Na primeira semana eu já fiquei famoso na minha cidade, primeiro porque eu bebia muito, então estava sempre frequentando os lugares, segundo eu era bronzeado, terceiro eu era brasileiro (fator principal até). Afinal, que um brasileiro fazia lá?! Legal citar também do susto que eu causava nas pessoas ao sair na rua de havaianas, principalmente calça jeans e havaianas - sou carioca.

 

Entre esses dois meses e pouco, um mês eu estudei alemão para estender meu visto. Paguei aproximadamente 500 euros - me arrependo hoje me dia - e consegui mais sete meses de visto estudando apenas um. Foi um mega "jeitinho" que eu nem estava procurando, mas o diretor da escola ofereceu para mim. Na minha cabeça, de lá eu ia já conseguir me fixar na Alemanha, então 2~3 semanas antes decidi viajar um pouco.

 

Viajei entre Budapest e Praga. Quis chegar em Budapest numa quinta-feira para pode pegar o final de semana e saí direto de Munique para lá. Foi incrível, muita coisa para fazer, as pessoas são 'easy going', mas o preconceito é forte por alguns.

 

Ouvi dizer também que é muito comum alemãs viajarem para Budapest só para para fazer o cabelo, unha, etc. Pois saí mais barato pagar a passagem e fazer por lá que fazer na Alemanha. O mesmo acontece na Bulgária e outros países. Já que na Alemanha, uma manicure cobra a partir de 40eur (pelo menos na Bavaria) e o corte de cabelo masculino não saí por menos de 12eur.

 

Dos três dias que reservei o hostel, dois eu nem dormi lá. Eu ouvia muita coisa tipo "Lucas, eu não sou essas meninas de 'one night stand’ ", mas eu não estava lá para isso. Realmente não. Daí continuava conversando e no final sempre rolava. Eu continuo falando com muita gente, aliás. No último dia como deixei para comprar em cima da hora, eu perdi menu ônibus para Praga. Era domingo, voltei para o hostel, paguei mais uma diária e fui dar uma volta na cidade. Domingo, de noite, caminhando aleatoriamente na rua, eu começo a ouvir uma música que parecia que conhecia. Segui o som. Chegando no lugar eu me deparo com uns 200 brasileiros, cantando pagode, parecia um carnaval!! Eu não acreditava no que via. Obviamente me juntei, cantei com eles, muitos me estranhavam porque eu era "um br novo". E foi incrível!! Assim que terminou o pagode nós nos juntamos para limpar a praça (bem legal) e fomos para uma boate, cantando "baile de favela" na rua. Eu quase não dormi no hostel de novo e esses mesmos brasileiros eu viria a encontrar meses depois quando voltaria à Budapest e Munique. Dia seguinte foi em paz, caminhei por um mercado popular, peguei uma chuva terrível que acabou com meu tênis e terça-Feira de madrugada chegava em Praga.

 

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Eram 4h da manhã, em Praga na rodoviária. Aguardei um tempo lá e depois de 1h caminhava para o hostel. Em plenas 5h da manhã de uma terça-feira via pessoas super bêbadas pela rua, bares e boates ainda cheios e com música rolando, pessoas vendendo/comprando drogas. Ao chegar no hostel, o checkin era apenas 12h, deixei minha mochila e fui dar uma volta. Entre 7-8h ainda havia gente saindo de festa e todos que viam falar comigo assim que soubessem que era brasileiro me perguntavam se eu estava com drogas. (?!)

 

Quando voltei ao hostel 10h, eles me liberaram para ir ao quarto - eu estava bem cansado. Era misto, hotel/hostel. O quarto do hostel era no final de um corredor no terceiro andar, era como uma casa, com cozinha, dois banheiros e dois quartos com doze pessoas cada. Éramos muitos, mas quem se juntou foram eu, um australiano, duas americanas, uma norueguesa, uma italiana e uma chinesa. Fiquei em Praga 5-6 dias, sendo que o último eu dormi de graça no hostel. Como o controle era apenas uma chave magnética, o pessoal abriu para mim e eu dormi na cama com a americana.

 

Entre todos os lugares em Praga, o melhor foi um chamado "Naplavka". É como um cais, à beira do rio, com pessoas locais e longe dos idiotas norte-americanos, vários bares e música. Quando fui tinha muita gente estudando e bebendo vinho na beira do Rio. Eu viria a encontrar todo o pessoal aleatoriamente lá, pois quando eles foram eu não estava junto.

 

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De Praga planejava ir para Póznan, encontrar uma amiga polonesa que eu tive um 'rolo' em um dia na Alemanha - eu só viria encontrar com ela de novo em Portugal oito meses depois - mas tive que voltar para Alemanha para estudar.

Eu estudei com 22 refugiados, de todas as idades, 18 aos 50, todos homens, e foi muito legal compartilhar conversas com eles ainda que poucos falavam bem inglês. Alguns ali realmente não queriam nada e estavam só para ganhar dinheiro do governo, mas outros falavam "Lucas, eu quero aprender o idioma, trabalhar e trazer minha família". Eles colocaram a família no Skype, me mostraram e explicaram que todos estavam vivendo na casa de uma tia porque a casa dele tinha sido destruída. Aos que tem 50 anos é complicado também, pois eles estão recomeçando tudo. Me sinto até privilegiado de tido uma chance de ter tido reais conversas com eles.

 

Importante citar que eu sofri MUITO racismo e preconceito por não ser e falar alemão, seguranças me proibindo de entrar em bar/boate, pessoas tentando arrumar briga comigo (me dando ombrada), me tratando mal por não falar alemão. Aliás, eu parei de perguntar para as pessoas se elas falavam inglês, simplesmente saía falando até ganhar a atenção dela. O racismo principal é dos homens, as mulheres por outro lado me davam muita atenção, em outras palavras 'mole'. Também é perceptível a diferença das gerações a cada 10 anos. Se você tem 30 anos ou mais, provavelmente não fala inglês, só os mais jovens. Essa geração mediana é super orientada à resultados e a mais velha não é racista - os mais velhos são os menos racistas (sim!). As mulheres são muito auto-suficientes e orgulhosas, algo que talvez venha de todo movimento histórico alemão. Na geração do meio para nova você pode ver a diferença de mentalidade também, em termos de tolerância e expectativa de vida mas ainda são parecidas porque são jovens – não tiveram tempo ainda de amadurecer. Nessa geração mediana muitos estão saindo da Alemanha por lá ser muito "chato". Eles estão indo para países que consideramos “ruins”, como o México, Colômbia, até Brasil. Reclamações de transporte não funcionar, cancelamento repentino de ônibus/trem ou até a não solução de problemas recorrentes (atenção em como eu disse isso) são tão comuns lá como aqui e, arrisco dizer, na mesma proporção.

 

Por todos esses motivos que é muito comum na Europa os brasileiros se juntarem. Espanhol vêm junto porque eles são iguais à gente. Muita gente me perguntava se eu gostava de encontrar brasileiro enquanto viaja, porque geralmente eles não gostam de encontrar a mesma nacionalidade, e eu sempre falava que era óbvio. Amo Brasil, amo minha gente, "Brasil é longe para caralho, o que você está fazendo aqui?"... Inclusive, a grande maioria das minhas amizades na Alemanha foram com espanhóis e brasileiros que conheci aleatoriamente. Um, aliás, virou ‘brother’ e mora no Rio também! Mais engraçado é que eu conheci ele aleatoriamente em Munique dando um lugar para a namorada dele e a gente conversou um pouco até percebemos que ambos éramos brasileiros e cariocas, e pior, a gente morava próximo um do outro na Alemanha. Tempos depois também, decidimos ir para Munique de bike (100km), e teve o tiroteio do cara no McDonald's, foi uma merda, a gente voltou, acampou no meio mato e na Alemanha é proibido, fizemos comida no meio da praça... A gente pedalou uns 92km em um dia.

 

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(essa era minha bike)

 

Também cheguei a fazer uma “viagem” de 4 dias para Fussen. Uma cidade há 30km da minha, onde fiz acampando e cheguei até subir o Tegelberg, 1881m. Chegando ao topo, eu com uma mochila pesada, cheguei a deixar ela de lado e subir só nos braços porque estava muito cansado.

 

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Uma coisa legal na Alemanha é que durante o verão os parques ficam lotados, o dia é mais longo, é muito comum você ver gente nua no parque pegando sol, homem e mulher. Eles são muito mais mente aberta com isso. A famosa Eisbach Wave que não tive a oportunidade de surfar por que meu wetsuit não era suficiente (3.5), e o mínimo recomendado era 5.5.

 

Um dia estava com 2 amigas espanholas quando chegou um cara do nada, amigo de alguém, que acho que era DJ. Havia uma festa em Zurich de graça, o cara falou que tinha uma casa lá e em 30 minutos resolvemos tudo e estávamos saindo de Munique até Zurich. O DJ ficou com a gente, pagou cerveja para todo mundo, o crystal (metafetamina) rolou também para todos e 7h da manhã íamos para casa do dono da boate.

 

A casa era irada, na beira de um riacho, enorme, um cara me mostrou que estava fazendo uma pousada aqui no Rio, teve aquela garrafa 5L de Chandon, uma maconha top e até rolou o bandejão do pó. Mas não usei, era demais já. Uma amiga ficou, e era hora de eu e a outra voltarmos. O tal DJ ficou em um hotel em Zurich. Nós andamos um pouco pela cidade, tentamos blablacar, e fomos para o ônibus. O Itáu bloqueou meu cartão de crédito porque eu havia mudado de páis em 3h e por "razões de segurança e tal"... Como era domingo, tudo fechado, tivemos que pagar em dinheiro e era o DOBRO do preço na hora. Mas, a gente tava morto, então fomos lá, 40 euros. Quando chegamos em Munique só comemos e fomos dormir.

 

Depois das aulas, decidi sair da Alemanha pois foi quando percebi que era quase impossível de arrumar emprego sem passaporte, e para você conseguir um visto você precisa ganhar pelo menos 48k euros / ano. Ou seja, você precisa ser no mínimo muito estudado. Então fui aproveitar o verão na Grécia! Em 4 dias, arrumei minha mochila, comprei passagem e aterrissava em Zakynthos. Sem passagem de volta ou lugar para ficar.

 

O visual era estonteante, pois o avião beirou toda a costa da Croácia e eu podia ver o mar e os milhares de barcos. Cada ilha, pequena ou grande, pouco habitada ou muito, ou até mesmo deserta.

 

 

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Chegando em Zakynthos tentei negociar com as pessoas que saíam para rachar um táxi pois iria até uma parte meio longe para tentar acampar (16km). Desisti e resolvi ir andando com a mão esticada pedindo carona. Minha mochila estava pesada, com uns 22kg. Como tinha roupa, comida, gás, água, barraca, etc, ficava mais pesada um pouco, mas também acho que estava um pouco demais. Alguns km depois encontrei um mercado, cheio, muita gente comprando álcool, parecia carnaval. Tentei negociar com eles, mas o carro sempre estava cheio (era verdade porque eu via) ou eles iam na direção contrária. Voltei a andar! Um carro parou, o italiano mal inglês falava - italianos não falam inglês - tentei falar com ele, ele negou e foi embora. Alguns minutos depois ele volta, falou que ia me levar e conhecia o camping. Tentamos conversar um pouco, ele disse que tinha casa na ilha, que gostava de "brazilians boys" e que eu podia ir qualquer dia. Hm... Algo bem comum que ouvi pela Europa... Agradeci, desci do carro e fui para o camping. O camping era gigante, até cheio, os donos eram alemães que não falavam inglês (?!), tinha mesas e a parte para acampar era como uma grande ladeira em zig-zag até a praia. O visual da minha barraca era o mar, onde eu via o nascer do sol impecavelmente. Também sempre acordava 7h da manhã com muito calor por causa disso.

 

 

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Citar também, que o fiscal no aeroporto confiscou meu protetor solar. Eu acabei esquecendo ele na mochila pequena. Falei para ele que o protetor era brasileiro e que valia ouro, mas não adiantou, sem desenrolo. Com o protetor custando 20 euros na ilha, eu fique toda a viagem sem.

 

Nos dois primeiros dias eu fui até a avenida principal, onde rolavam as festas. Eram 6km de caminhada, 50min, às vezes conseguia uma carona, às vezes fazia tudo a pé. De madrugada era incrível por que eu via 3-4 estrelas cadentes por noite, mas muitas das vezes foram a pé.

 

Laganas era lotada de bares e boates, geralmente de graça para entrar, o álcool é barato e é muita loucura. Eu curti... Por 2 dias! Depois era só gente idiota. Eu quebrei um osso pequeno do meu pé porque pulei de um bar, aliás está quebrado até hoje, haha. A manjada pergunta "where're you from?" é clássica, e quando falava que era brasileiro, do Rio, em meio aos jogos olímpicos, era loucura. Se eu chegasse num bar, falasse que era brasileiro, carioca e era meu aniversário, eu pegava o bar inteiro. É comum você ver angolanos (ou gente da região da áfrica) vendendo pulseiras na praia por 1eur. Como estava sozinho, muitos vinham falar comigo e acabava explicando todos os motivos de estar lá. Eu ganhei pelo menos umas 4 pulseiras de graça por que eles gostaram da minha história, cada uma com um significado diferente, como exemplo "hakuna matata".

 

Após esses dois dias resolvi explorar a ilha e tentei alugar um ATV. Foi muito engraçado quando eu chegava no local e mostrava minha carteira de habilitação: um pedaço de papel (br). Uns 3 não aceitaram, foi foda. Na última tentativa eu consegui, por 25eur/dia (o mais caro). Peguei por um dia e fui, sem mapa, dar a volta na ilha. Foi... sem palavras! O mar azul de um lado, uma montanha do outro, uma reta que parecia terminar no céu e mar, alguns momentos eu abria os braços. O meu sorriso estava de orelha à orelha, e escrevo esse parágrafo já sorrindo só de lembrar... Quando cheguei na Shipwreck Beach fiquei horas sentado à beira do penhasco e não acreditava que estava ali. No horizonte, o mar se misturava com o céu e os gritos abafados das pessoas na praia pareciam suspiros do vento.

 

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Quando voltava, já procurando um posto, a gasolina acabou (o marcardor não funcionava, mas eu já estava esperando). Eu tive que empurrar o troço por uns 2km até achar um posto, mas foi até de boa. Ainda ajudei um casal de italianos, meio velhos já, que estavam com uma moto quebrada no meio do nada...

 

Ao todo fiquei sete dias em Zakynthos e meu último dia decidi ir à Atenas para ver minha volta para Alemanha, mas lá iria mudar de planos de novo. Último dia, eu desci o camping de mochila e ficaria na rua até 7h da manhã aguardando meu ônibus para cidade e pegar a balsa. A polícia me parou uma hora me perguntando porque eu estava de mochilão àquela hora andando para lá e para cá. Ainda de madruga vi um cara suspeito mexendo numa bolsa na praia mas não fiz nada. Poucos minutos depois veio um casal que estava na água me perguntar se eu havia visto alguma bolsa. Eu me liguei na hora... Quando eles me perguntaram o cara que roubou veio logo em seguida e eu disse que havia sido ele. Ele disse que tinha sido eu. A gente discutiu, eu estava fora de mim e até peguei uma faca... Falei para o casal que se ele estava lá era porque a bolsa dela também estava, e para ela procurar debaixo de carro, lata de lixo, etc. Eu sou brasileiro, carioca, sei disso. Mas no final, não deu em nada!!

 

Quando peguei a balsa até Pargas era incontável o número de gente bêbada ou de ressaca, muitos reencontros de gente que eu não tenho ideia do nome e provavelmente nunca vou ver de novo, parecia um carnaval². Na viagem de 6h de Pargas até Atenas, o visual é indescritível.

 

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Atenas já me pareceu estranha de cara. Esperava homens bonitos (tem que dizer que homem grego é 'boa pinta') e mulheres feias. Mas em geral todo mundo é bem feio. No hostel eu já encontrei brasileiro e no meu quarto haviam duas pessoas. Will e Sarah, inglês e australiana, respectivamente. A gente conversou 20 min e combinamos de irmos comer algo juntos. Eu antes fui direto ver minha volta para Alemanha, mas estava caro. Dos quatro dias que fiquei, um foi de graça. Porque um cara pagou uma diária, mas foi embora para uma das ilhas.

 

Tudo em Atenas é pago e caro. É muito comum ver gente tentando tirar dinheiro de você e até te sequestrar (segundo o que me disseram). Fiz tudo a pé e me recusei a pagar 20eur para ir na Akrópolis. Desci pelo outro lado e procurei o lugar que servia de ponto de vista para foto da mesma. Andei, andei, andei. Em certa parte, eu vi uma pequena montanha com uma igreja no topo e fiz o pequeno hiking de chinelo que durou uns 20~30 min. Não era o ponto de vista que procurava mas valeu a subida. De volta ao hostel, conversando, todo mundo lá fez a mesma coisa. Acho que o melhor de Atenas foi o hostel, pois todos viam de diferentes ilhas e lugares, cada um com uma história diferente. E a noite fomos ver o jogo do Brasil e Alemanha juntos. Também foi muito legal ver todo mundo planejando espontaneamente a próxima parada, usando os mesmos sites que usava e da mesma forma.

 

O dia que todo o pessoal saiu a noite, fomos em busca de algum lugar legal. Vimos boates, com pessoas dançando, sem música nenhuma, tanto quanto estranho, ruas desertas e mais gente feia. Eu estava mancando muito porque causava do meu pé e sempre andava mais atrás. Quando achamos um bar, subimos uns 4 andares e descobrimos o lugar que servia de ponto de vista para a foto a Akrópolis. O bar era legal mas a cerveja custava 6eur, pedimos uma só para irmos embora. Final da noite passamos horas sentados na calçada, na rua, conversando sobre tudo.

 

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No penúltimo dia 2 meninas francesas me chamaram para ir à Mykonos com elas. Elas não tinham nem onde ia ficar, porque iam de improviso, eu tinha barraca e tal, elas eram bem gente boa. Mas como o barco estava um pouco puxado não fui e resolvi ir até Sófia, na Bulgária. Quem foi com elas foi o cara que pagou a diária e foi embora, por isso fiquei no lugar dele. Dia seguinte de noite estava indo para Sófia.

 

O ônibus era meio acabado, ninguém falava inglês, mas não via problema. O maior foi que na segunda parada para o ônibus pegar passageiro, tinha uma família com um cachorro filhote na caixa para transporte. O motorista fez a família colocar ele na bagagem!! Eu fui falar com eles, eles não me entendiam, em seguida uma mulher fez um escândalo porque tinha uma criança dormindo e ela estava pegando o espaço de dois bancos, mas tinha espaço para todo mundo, o que não fez menor sentido. Desisti de discutir e deixei para lá. Eu conseguia ouvir o cachorro latindo no bagageiro e toda vez que ele parava já achava que o bicho tinha morrido. Não consegui dormir mais e tentei até trocar de lugar para parar de escutar. Eram 16h de viagem. De manhã, chegava em Sófia, na Bulgária. O cachorro estava vivo.

 

Andei até o hostel, e estava bem cedo. Cheguei cerca de 7h da manhã e perguntei se podia tirar um cochilo no sofá até a hora do check-in. A menina deixou e fiz isso. Acordei 13h novo para fazer o check-in e percebi que fazer isso poderia ser uma tática para economizar diárias em hostel, o que viria a fazer logo em seguida. O hostel tinha as paredes desenhas por mochileiros e eu até gostei. Também fiz alguns desenhos.

 

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Quando cheguei tentei fazer amizades com todos, mas eles estavam meio fechados. Alguns, já de saída, disseram que o meu varal era genial. Eu carrego uma corda (de metal) de 5m para fazer de varal, invés de ficar pendurando toalha na cabeceira da cama. Então, sim, eu esticava roupas as vezes no meio do quarto. Também carregava em 2 garrafas pet de 600ml de detergente e sabão em pó. Aceito dicas para isso, caso tenham.

 

Sófia é uma cidade muito barata. Tudo é bem barato, comida e bebida. Supermercado também. Fiquei 2 dias no hostel e andei a cidade quase inteira. Conheci alguns locais e logo no segundo dia uma menina local tinha me chamado para viajar para Plodiv com ela. Eu já estava me preparando quando ela me disse que não ia dar porque o pai dela ia busca-la mais cedo. Pena! Fiquei no mesmo hostel mais um dia e conheci pessoas que estavam em outro andar. A menina, alemã, cantava muito e os caras, canadenses, sabiam tocar guitarra, baixo, etc. No dia seguinte nós fomos à uma loja de instrumentos musicais e eu só dei a ideia deles fazerem um som. Eles tocaram Seven Nation Army com a menina cantando e até os funcionários vieram para ver. Foi muito irado. Detalhe, eles tinham mais ou menos 20 anos.

 

Todos nós estávamos saindo do hostel no mesmo dia e eu coloquei um outro hostel, ainda em Sófia, para o dia seguinte. Naquele dia eu não teria lugar para ficar. Com gente local fui à um parque chamado “Градска градина”, em outras palavras City Garden. Me explicaram que a polícia que tomo conta do parque é a do Teatro e por isso a polícia normal não está autorizada à exercer lei lá. O parque é lotado de gente de todas as idades, bebendo, fumando, apenas juntas conversando, é bem legal. Do parque fomos para o Studentski Grad. É como um cidade universitário e é mais irado ainda. Cheguei à ir nos alojamentos e conversar com as pessoas, o mercado perto é 24h e ainda mais barato que o da cidade. Compramos um monte de álcool e ficamos até 5h num parque conversando, onde então chegava no hostel e perguntava se podia tirar um chocilo no sofá. Economizava uma diária.

 

O hostel é chamado Hostel Mostel. É bem grande, o pessoal super mente aberta e se não tivesse lotado, ficaria todos os dias lá, porque a vibe é muito boa. Conheci pessoas que viria a encontrar de novo em outras cidades ou até um americano que estava indo para a China para passar dois meses. Fiquei dois dias no hostel pagando um, porque no último acabei dormindo no sofá. O sofá era enorme, em quadrado, como uma grande cama, final do dia éramos 5 pessoas conversando, até que todo mundo dormiu por lá mesmo. Eu só acordei bem cedo, antes de mudar o turno dos funcionários para eles não perceberem, peguei minha mochila e saí. Fui então de volta ao meu primeiro hostel. Havia dormido só umas 3h.

 

Chegando lá pouco havia mudado, algumas pessoas novas, todos quietos. Tirei um cochilo porque estava cansado e eu já estava há mais de uma semana naquela cidade. Quando acordei havia apenas uma menina alemã no quarto e começamos a conversar. Ela me disse que estava indo no dia seguinte para uma cidade chamada Veliko Tarnovo. Eu perguntei o horário e companhia do ônibus, pedi 30min e fui para estação de ônibus ver a passagem. Nas meia hora que pedi resolvi tudo, comprei a passagem, reservei o hostel, voltei para o quarto e falei “bom, estamos viajando juntos amanhã”.

 

Dia seguinte estávamos em Veliko Tarnovo. Andamos bastante da estação até o hostel. Lá vinha encontrar novamente algumas pessoas que estavam em Sófia. Veliko Tarnovo, apesar de ser bonita, é uma cidade pequena. Bem pequena. Andamos um pouco em volta e nosso objetivo era ir para o Buzludzha, um antigo observatório de UFO abandonado. Era um pouco distante e o passeio pelo hostel era 30eur. Me recusei a pagar e a minha amiga disse que então iria sozinha, porque ela só foi lá para isso. Sem problema. Conversei com algumas pessoas do hostel e um cara ia alugar um carro para ir até outra cidade e voltar, perguntei se ele podia me deixar no meio do caminho ou até no observatório se eu desse 5eur para ele, afinal era no caminho. Ele disse que não tinha problema algum e acabou que até a alemã veio comigo. O lugar era irado, e ainda estava com uma forte neblina que fez o lugar mais interessante ainda.

 

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Para a volta, descemos a pé e conseguimos uma carona já na porta do observatório. Era um local e um inglês que eram amigos há muito tempo e estavam se visitando. O motorista deu para a gente experimentar Rakia, uma tradicional bebida alcóolica lá, mas essa tinha o teor de 60%. E... não parecia que era bem doce. Ele nos deixou na beira da estrada em direção a Veliko Tarnovo, era fácil, afinal era só uma estrada. Começou a chuviscar um pouco e eu consegui um papelão no lixo, pedi uma caneta numa lojinha e escrevi a cidade. Conseguimos uma carona até a próxima cidade, ainda no meio do caminho. A segunda carona que conseguimos era um Audi, só a aliança do dono devia valer o carro. Ele não falava inglês e ligou para o filho dele falar com a gente e traduzir para ele... Foi muito legal da parte dele e em 2h, sendo que só de viagem eram umas 1h20, chegamos de volta à Veliko Tarnovo.

 

No mesmo dia, fomos para outro hostel que estava uma amiga da menina que estava viajando comigo. Chegamos lá e tinha cinco pessoas no hostel: eu, minha amiga, a amiga dela, um funcionário e... uma brasileira. Muito super aleatório, eu coloquei Charlie Brown para tocar e ela saiu da cozinha tipo “?!”... haha. Conversamos um pouco, ele disse que estava marcando um tempo fora da zona Schengen, do quão ruim é viajar tendo que aprender inglês ainda e mais bizarro que parecia que ela gastava menos dinheiro viajando que só vivendo no Brasil, tudo o que pensava. Eu até espero que ela leia esse relato porque eu não lembro nem o nome dela, haha. Ficamos um tempo, bebemos umas cervejas e eu e minha voltamos para o hostel. Dia seguinte íamos ver nossa ida para Bucharest.

Arrumamos nossas coisas, tomamos café da manhã, e fomos esperar a amiga dela. Ela demorou eternidades e estávamos quase desistindo quando ele finalmente aparece. Na estação de trem, super deserta, tivemos que comprar uma passagem até outra cidade para lá procurar a passagem para Bucharest. A viagem para lá cortava todos os campos de girassóis, e você via quilômetros de girassóis por toda a extensão do trilho, fantástico. O único problema era que o ar-condicionado do trem não funcionava e as janelas não abriam, então estava MUITO quente.

 

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Mesmo dia, na parte da tarde, chegávamos à Bucharest.

 

 

 

*Continua....

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Parabéns pela coragem e pelo relato. Só achei que se tornou meio chato/arrogante essa ênfase em contar de pegar mulher, fora isso espero a segunda parte

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Parabéns, Lucas! Foi de extrema coragem o teu relato, porém, quero mais!!! Ansiosa aguardando a continuação. É incrível poder acompanhar histórias de outros mochileiros. O problema é que viajar vicia

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Parabéns pela coragem e pelo relato. Só achei que se tornou meio chato/arrogante essa ênfase em contar de pegar mulher, fora isso espero a segunda parte

 

Pedro, minha ênfase é muito mais para a liberdade, deixei isso claro assim que comecei a escrever. Elas, eles, nós, somos tão livres quanto qualquer. Quis mostrar o prazer do sexo livre e ainda no título fiz a relação com o conceito "Sexo, drogas e rock’n’roll", que nada mais é que: Liberdade. Além disso, muito comum aqui no fórum pessoas buscarem lugares para festas e para turismo, acredito que meu relato sirva aos dois.

 

E mais importante, tenho dito que foi uma aventura muito mais interna e acredito que você vai perceber ao longo do relato o como minha cabeça foi mudando. Até então, no meu relato eu estou mais ou menos em 3-4 meses de viagem, ainda faltam uns sete. E me perdoe se eu pareci arrogante.

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OBS:

Importante citar que em toda a viagem eu perdi 15kg. Eu tenho quase 1.80m e estava pesando 59 quando cheguei no Brasil. Eu estava bem magro. Viajar de baixo custo tem seus problemas também. Lógico que boa parte é porque eu andava sem parar com peso nas costas, mas, ainda assim, 59kg é muito pouco. (Vou repetir isso num resumão no final depois. Até então eu tenho no uns 4 meses de trip, quase metade).

 

---------------

 

 

 

Chegando em Bucharest fizemos uma longa caminhada até o hostel. Eu não lembro o nome, mas ele era bem localizado e tinha uma varanda para a galera. Era o prédio quase inteiro e no primeiro andar só tinha escada, no segundo a recepção, terceiro e quarto eram quartos. A chave não era magnética, mas por senha. A escada era separada.

 

As meninas planejavam ficar dois dias e uma ia fazer um trabalho voluntário, a outra ia para a costa do mar negro. Eu queria muito, mas sabia que por lá seria a mesma idiotice da Grécia de gente bêbada. Em si, na cidade, não tem muito o que fazer. Eu andei tudo e encontrei diversas referências brasileiras. Também acho que o povo e lugar é bem parecido com o nosso, todos os dias após o expediente os lugares estão lotados, o clima é bom, tem pivete, as pessoas são mais abertas e tentam te fazer de “trouxa”. O trânsito é uma loucura, os carros se xingam o tempo inteiro e a buzina é constante. Após 2 dias minha amiga foi para o mar negro e eu fiquei mais 3 de graça no hostel.

 

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Dentro do hostel eu conheci uma galera que estava ficando de graça havia 5 dias. Como a porta era senha, era só entrar e dormir numa cama vazia, não tinha lençol e tinha que levantar 7h, antes da menina vir limpar o quarto. Mas a gente sempre se virava.

 

Eu saí duas vezes com o pessoal do hostel e em uma delas até uma funcionária foi. A gente entrou na boate e uma menina colocou uma garrafa de Gordon dentro da calça para a gente beber lá dentro. Sem condições de homem fazer isso porque eles estavam verificando. Foi até bem esperto.

 

Acho que o que mais me chamou a atenção em Bucharest foram os pássaros. Tem muito pássaro. Chegando o pôr do sol, eles tomam conta do céu e você pode ver milhares e milhares de pássaros voando para um mesmo local. Geralmente todos paravam em um parque no meio da cidade. Olhando as árvores você não sabia se era folha ou pássaro.

 

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Entre os últimos dias, uma dupla de australianos veio e eles só queriam saber de festa. No primeiro dia a gente saiu, mas eu estava consideravelmente cansado e fui para o hostel 1am. Às 7am eles chegaram e começaram a brigar, um empurrou o outro, a beliche chegou a despencar, o outro chorou, eles estavam falando de ir para “a costa” no mar negro, para alugar um carro e ir daquele jeito, que eles conseguiam dirigir... foi bem engraçado!! No dia seguinte eles me pediram até desculpa pela confusão, o que achei até legal, e me chamaram sério para ir para o Mar Negro, que iam dirigindo. Mas eu já estava com meu ônibus comprado e ia para Budapest (de novo).

 

Era um ônibus barato, 16eur, e uma viagem super longa porque ele parava em todos os pontos turísticos. E mais uma vez, toda vez que me pediam passaporte, me perguntavam o que eu fazia lá, porque eu viajava, se eu tinha drogas, etc. Essa gente varia desde de funcionários da empresa de ônibus até policial da fronteira. Como a viagem tinha um dia de duração, sem condições de fazer aquilo sóbrio. Eu saí com o pessoal no último dia e voltei 3h para pegar minha mochila, mas o ônibus saia só 5h20. Eu acabei dormindo no chão e acordei 4h50, tive que pagar 10eur à um taxista que malandramente dirigiu mais que o caminho certo (eu estava olhando o mapa) e ficava puxando meu saco de “brazilian girls”. Ele nem troco me deu. Peguei meu ônibus e a primeira coisa que fiz foi dormir. Acordei só em Brasov, cidade do Drácula.

 

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Depois de uma rápida visita em Brasov, meu ônibus seguiu viagem e próxima parada seria Transfăgărășan. Foi então que me arrependi muito de ter ido de ônibus, porque eu deveria ter feito hitchhiking. Ainda em Brasov, do ônibus, eu tinha visto um cara fazendo. Transfăgărășan é uma estrada entre as montanhas, a vista é espetacular e quando eu fui o clima seco fazia tudo em volta amarelo e morto, com a estrada cortando. Outra sorte que tive é que a estrada só está aberta entre junho e setembro por causa das condições do tempo, e quando fui era agosto.

 

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(A foto não é minha porque meu cel não funcionava. Fonte: Instagram)

Após isso, foram algumas paradas normais. Eu fiquei preso em uma parada dentro do ônibus porque supostamente era para gente sair para hora do almoço e eu estava dormindo. Além disso, ninguém falava inglês. Foi bem complicado também para entender quanto tempo eu tinha para comer, porque me disseram 15min (“one-five”). E na verdade era 1h15.

 

 

Após toda essa trip, chegava em Budapest pela segunda vez, e com intenção de ficar uns 3,4 dias só.

 

No caminho para Budapest avisei para um amigo que estava indo e para ele tentar me arrumar um sofá para dormir. Nos dois primeiros dias eu fiquei em hostel, era 4eur a diária (sim!). Também estava falando com uma brasileira que eu conheci no Couchsurfing enquanto estava em Sófia, carioca também, eu vi que ela estava na Turquia vindo e a gente tentou marcar de se encontrar em Sófia mesmo. Mas aconteceu que eu saí muito cedo, ela veio muito tarde. Eu fui para Romênia e ela para Sérvia, depois a gente foi quase que juntos para Budapest.

 

Na primeira noite do hostel, eu fiquei por lá mesmo. Como tinha um bar/boate embaixo, não tinha nem porque sair. Conversei com algumas pessoas e eles me disseram que haviam 3 brasileiros lá e pouco depois eu fui conhece-los. Muito bizarro, um viajava há 2 anos, outro morava na Alemanha e outro veio de Floripa velejando sozinho! Ele estava magro barbudo e até brincou de Náufrago, mas que irado deve ter sido. E eles eram 3 amigos que se reencontraram lá, em Budapest.

 

Meu amigo encontrou um sofá para eu ficar e eu fiquei uns 5 dias com a Mari, brasileira também. No primeiro dia a gente encontrou vários brasileiros e fomos buscar mais 2 no aeroporto que só uma menina lá conhecia! A gente foi bebendo, brincando no ônibus, a gente esperou os meninos bebendo no aeroporto e ninguém sabia quem a gente estava esperando. Mas quando eles apareceram, lógico que foi festa. O jeito brasileiro, que só quem é daqui sabe.

 

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Eles chegaram, largaram a mala e fomos direto para algum outro lugar. O mais legal é que era início de Setembro, independência do Brasil, e rolou uma festa brasileira numa das boates lá. Foi sensacional!

 

Também cheguei a conhecer uma húngara, vou chamar ela de E., num parque e fiquei próximo dela. Nós conversamos por horas e ela trabalhava numa cafeteria em frente. Eu tive que sair para ajudar a Mari e depois voltei para encontrar E. novamente. Do parque, já a noite, nós fomos para a Heroes Square e “escalamos” o monumento, algo até comum. A gente conversava por horas bebendo vinho e a gente junto tinha uma boa energia, a gente pediu para acender um cigarro e ganhamos um isqueiro. Pedia um cigarro e ganhava um maço. Todos comentavam. De lá a gente andou até a Margitbridge.

 

A Margitbridge tem um parque no meio, fica bem cheio todo o tempo e acontece de vez em quando uma “dança” com o chafariz. Tem música, luzes, etc. Como eram em torno de 2h da manhã, não tinha muita gente além de bêbados ou casais. Eu só larguei a ideia da gente ir na água e ela topou na hora, foi muito legal. Ela tirou o vestido e ficou só com a roupa de baixo, eu tirei a calça e camisa. Nós fomos!! A água estava bem gelada e todas as pessoas que passavam e nos viam gritavam, foi uma energia muito maneira. Não muito depois a gente saiu, porque a água estava gelada, e fomos nos vestir. Eu tirei minha cueca ali mesmo e fiquei sem, porque não ia colocar minha calça por cima. Voltando à cidade, eu não queria deixar ela sozinha e o próximo trem era só às 5h. Ela foi dormir no trabalho, eu fui junto, ela numa espécie de lençol no chão, eu na mesa. “Ela era livre!” ²

 

Ela beirava seus 27 anos, mais velha que eu, e me agradecia frequentemente por tudo. Por ter dado essa energia à ela e despertado algo que talvez ela nunca tinha sentido. Eu fico até lisonjeado por isso. Não foi a primeira vez nem última que alguém que me disse isso, e que talvez eu pareça ser uma motivação para uma pessoa que deseja mudar. Talvez isso, aliás, é o que me faz escrever esse texto longo.

 

Em outro dia, quando saí da casa da Mari (maravilha de pessoa), E. me convidou para ir à sua casa e eu em 2s disse “sim”. Pegamos um trem, e fomos até uma cidade próxima – quase uma hora de viagem - que eu não tenho menor ideia do nome. A cidade era pequena, com 2 bares, até cheios, ela me explicou algumas coisas e mostrou um lago, dizendo que muita gente ia lá para acampar. Me fez até pensar.

 

Chegando na casa dela, ela pediu para esperar por causa do cachorro, eu não ligo e falei que ela podia soltar. Enquanto estava com o cachorro, ela limpava a casa porque ele tinha feito xixi. Já passavam das 1h da manhã e ela tinha que acordar as 5h. Eu ofereci ajuda, e ela recusou a todo custo. Ela trabalhava em turno dobrado e estava morando sozinha porque a mãe tinha ido ajudar a irmã. Eu só pensava “Caralhoo...”.

 

Sei que o mundo não são só de flores, muito menos a Hungria. Mas acho que isso serve de um bom exemplo para àqueles que acham tanto que o mundo afora é melhor que o Brasil. Tem suas qualidades, mas também suas diferenças. A “diferença” que digo aqui é da matemática (pense!)

 

 

*Continua....

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Ao voltar para Budapest, era hora de ir embora. Afinal, eu estava lá há quase 10 dias. Fui para a auto-estrada tentar pegar carona, peguei um metrô e um ônibus para mais na estrada. Meu papelão estava escrito “Belgrade”, e fiquei lá por horas. Um táxi parou e me cobrou 50eur para me levar até a fronteira, eu quase ri! Estava muito quente e uma hora eu olhei para trás e vi 3 pessoas há uns 300m de distância pedindo carona também.

 

Eles estavam indo para Szeged, cidade húngara na fronteira com a Sérvia. Falei com eles e me juntei, eram um iraniano que morava na Eslovênia, e uma garota e um cara do País de Gales. Todos entre 18 e 20 anos. Éramos quatro tentando fazer hitchhiking (loucura).

 

Ficamos mais horas lá. Dançamos, brincamos, subimos em algo alto para chamar a atenção, nenhum carro parava. Decidimos então pegar um ônibus e ir mais a dentro da cidade, para ficar numa autro-estrada melhor. Pegamos o ônibus até o pronto final e andamos uns 3-4km. Achamos um saco de frutas no meio do mato e o iraniano pegou, cheirou e guardou para comer mais tarde. O céu, nessa hora, estava espetacular.

 

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Como era um lugar distante, muita gente de casa que via a gente andando com mochila nas costas saíam por curiosidade ou até para nos ajudar, mesmo sem falar absolutamente nenhum inglês. E depois de quase uma hora andando, chegamos à um grande cruzamento na auto-estrada com um posto de um lado. Fomos na lojinha do posto, comemos algo simples e pegamos água. Como na Europa a água da bica é bebível, apenas perguntava se o funcionário podia encher a garrafa.

 

Ninguém parava e estava começando a escurecer. Quando finalmente um carro parou, no meio da curva, e chamou a gente. Era um senhor já e ele disse algumas coisas em húngaro, mas deu a entender que a gente estava no lugar errado. Entramos no carro, quatro pessoas com mochilas grandes. O carro estava abarrotado, eu não sentia minha perna.

 

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(na real essa foi no outro dia, mas é para ter uma idea de como estava. E sim, eu estava ali)

 

Ele deixou a gente num posto de gasolina de uma cidade próxima. E falando húngaro, inglês e alemão ao mesmo tempo, ele deu a entender que a lá era um bom lugar para conseguirmos uma carona, principalmente por causa dos caminhoneiros. Era noite já e nada conseguimos.

 

Ficamos no posto e íamos dormir por lá mesmo. Como o posto tinha uma lojinha 24h, era até mais fácil, carregamos celular, etc. Eu, camper, carregava meu fogão e macarrão, a gente só comprou um molho de tomate e tivemos uma refeição perfeita. Eu tinha até Tabasco.

 

Logo mais tarde a gente comprou cerveja e depois vinho, que era mais barato comparando preço x percentagem de álcool. A gente bebeu umas 6 garrafas de vinho.

 

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O iraniano puxou uma droga e eu só perguntei o que era, ele me disse "DMT". Eu nunca tinha nem ouvido falar. Tempos depois eu vim descobrir que é o princípio ativo da ayahuasca. Não usei, mas vi, e a "trip" é intensa, ainda misturado com álcool, mas dura pouco. Um pouco ao contrário da ayahuasca, onde durabilidade é mais longa. Ps: Respeitem os "objetivos" de certas drogas.

 

Quando íamos dormir, o pessoal do posto ficou bolado e falou que a gente não podia, então, a gente simplesmente atravessou a rua. Tínhamos duas barracas e éramos quatro, mas acabamos montando apenas uma e colocamos todas as mochilas lá dentro. Trancamos a barraca e dormimos nós quatro do lado de fora, na frente. Acordamos com os mesmos caminhoneiros da noite voltando de manhã e buzinando para a gente.

 

Estava bastante calor e ali estávamos novamente tentando pegar carona, cheguei a colocar a canga na minha cabeça para “proteger” do sol. Quatro pessoas é um tanto quanto difícil. Em certo momento, eu coloquei minha placa “anywhere” (qualquer lugar) e era muito engraçado a reação das pessoas. Depois de um tempo, colocamos o nome da cidade mais próxima, e conseguimos uma carona em 10min. Lá a gente conseguiria outra carona, onde o motorista deixaria a gente na beira da auto-estrada. O que foi bem ruim!

 

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Na auto-estrada nenhum carro iria parar, além deles estarem muito rápidos, é proibido. Tinha uma casa abandonada na beira e umas árvores em volta, seria até um bom lugar para ficarmos. Eu não faço ideia de que parte da Hungria estávamos, mas arrisco dizer que metade do caminho entre Budapest e Szeged.

 

Alguns caminhões pararam na curva, mas éramos quatro pessoas, o que faz ser impossível. Passamos outra noite. Tínhamos que nos separar. Shepard, o iraniano, teve um problema e iria voltar para a Slovenia. Eu, Zack e Kim optamos por voltar com ele até Budapest. A gente conseguiu carona em 10min.

 

De volta em Budapest², a gente foi para um protesto onde o pessoal estava acampando para evitar a demolição de um prédio histórico. A gente ficou um dia lá e foi muito bom poder conversar. Apesar da galera ser meio maluca, todos são bem gente boa e com boas histórias, inclusive quando foram presos por causa desses protestos, etc. No entanto, o pessoal me questionava sempre o que eu fazia ali, acho por causa daquela história de preconceito. E, porr, eu era brasileiro.

 

No camping, tudo era divido. Toda a noite, alguém passava com um chapéu pedindo doação para quem estava presente, podia ser dinheiro, comida, qualquer coisa. Esse dinheiro ia ser usado para comprar o almoço/janta do dia seguinte. Era um panelão e a comida era dividida para todo mundo, inclusive até morador de rua. Também tinha um “palco” para quem quisesse ir cantar e uma tenda chamada “luggage” alguma coisa, onde você podia deixar sua mochila. Não tinha segurança nenhuma, mas era cheio de mochila de todo mundo.

 

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Eu precisava de um banho depois de dois dias e perguntei como fazia. Zack veio e comigo e a gente pegou uma mangueira no camping, que eles tinham exatamente para isso. A gente foi até o meio do parque e abriu uma espécie de bueiro, ali tinha o encaixe da mangueira e a torneira. Era uma m*, eu tomei um banho só tentando encaixar a parada.

 

Tomei meu banho de cueca mas na hora de se secar e vestir, eu fiquei complementa nu ali no parque mesmo. Me sequei, me vesti, e voltei para o camping. De noite, nós três iríamos de trem até a Sérvia.

 

 

*Continua....

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    • Por David Fabio
      Olá! Depois de 1 ano que fiz essa viagem resolvi compartilhar aqui, onde fico horas lendo as experiencias dos mochileiros.
      A ideia é fazer um relato rápido pra nao ser uma leitura cansativa, e tá mais focado nas experiencias, já que faz um ano que fiz a trip e nao lembro muito bem nome de hostels e quanto gastei, mas fica a dica de alguns lugares pra ir e fotos pra inspirar.
      Quem sou eu? Me chamo David, carioca, 25 anos, no momento a profissao é recepcionista de hotel, mas tenho sangue mochileiro. Saí do RJ com 22 depois de uma viagem ao Uruguai, onde me apaixonei pelo país e resolvi ficar pra estudar e trabalhar. Em junho de 2017 me surgiu a oportunidade de viajar, já que nao queria comecar a vida em outro país sem conhecer nada da América do Sul. O foco foi a Bolívia por X motivos - País barato, lindas paisagens, turismo de aventura, cultura totalmente diferente. Os objetivos foram o Lago Titicaca (Senti uma conexao com o lugar que vou explicar mais adiante, mas eu só sabia que PRECISAVA ir aí) e o Salar de Uyuni (por motivos obvios).
       
      Entao depois de 1 mes de voluntario num hostel em Rio das Ostras - RJ, parti sozinho pro que seria minha viagem mais intensa até agora. Fui a Sao Paulo, onde saiu o bus que fiquei por umas 17 horas rumo a Campo Grande (MS). Passei o dia em Sampa com os migos e de noite segui viagem. Foi uma das minhas primeiras viagens de ID Jovem, a essa altura era facil conseguir passagens 100% free, hoje em dia tem que solicitar com bastante antecedencia. Enfim, cheguei em CG e já fui direto pra fronteira, Corumbá e me ferrei! Cheguei de noite, parecia uma cidade fantasma, aquele clima de mal-assombrado, tudo escuro, uns fenos passando pela rua (exagero)... Eu tinha reservado um hostel no booking, mas chegando na rua que supostamente estava esse hostel no mapa, era uma rua super escura, com uns cachorros mal encarados que latiam pra mim, fiquei com medo e saí dali kkkkk Nisso já era mais ou menos 00h e tava eu rodando no meio de Corumbá com a mochila enorme nas costas. Achei um hostel e negociei um preco (acho que foi 30 reais) pra passar a noite e ir a Bolivia no dia seguinte.
      Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra
      Dia de ir a Boliviaaaa!!!!! weeeee 😜 Saí de Corumbá em um moto taxi que me levou até a migracao (eu nao tinha tomado a vacina da febre amarela, mas até aí sussa). Muita emocao atravessar a fronteira a pé, ver o verde e amarelo se transformar em verde/amarelo/vermelho da BO. Fiz um cambio (troquei 300 dolares por 2000 bolivianos e basicamente essa a grana que eu fiz a trip, com excessao de quando passei ao chile e o tour da bike que paguei no cartao) e fui rumo a estacao de trem pra pegar o famoso Trem da Morte.

      Fronteira Corumbá - Puerto Quijarro

      Eu pensativo no Trem da Morte
       
      A passagem de trem me custou 70 bol (35 reais, sempre divide os bol por 2) e o trem leva até Santa Cruz de La Sierra. E vou eu em mais uma viagem de 17 horas!!!!!!! Voce queria estrada @???? 
      "É conhecido como Trem da Morte por causa de uma epidemia de malária que ocorreu durante a construção da ferrovia, que matou milhares de trabalhadores bolivianos." (wikipedia)
      Eu tava apreensivo mas foi uma experiencia bem normal pra falar a verdade. Legal viajar de trem e tudo, e era bem confortável, diferente de muito onibus na Bolivia hahah Dormi como um bebe. Nao senti falta de seguranca em nenhum momento, digo isso pq ja tinha lido muito de bagagens que desaparecem nesse trem, mas comigo foi bem tranquilo. Cheguei no outro dia em Santa Cruz e já na rodoviária senti a diferenca, acostumado com a rodoviaria do Rio que parece um shopping e a de Montevideo que literalmente tem um shopping, alguns terminais na bolivia sao bem feios, mas como já tinha lido muito já tava preparado pro que ia encontrar visualmente. O que eu nao estava nada preparado era para o frio!!!! Saí do terminal e voltei em seguida, paguei 1 bol pra usar o banheiro e lá coloquei o máximo de roupas que podia pra me proteger do frio, saí de la parecendo um esquimó. 
      Andei bastante procurando lugar pra ficar, acabei em um muquifo que saia 35bol um quarto privado, mas o quarto tinha barata e nao tinha agua quente, tenso. Mas eu tava na Bolivia, tava feliz! Saí pra conhecer Santa Cruz e me pareceu uma cidade bem feia, muuuuuuuita gente na rua e a primeira surpresa: Cade o supermercado?? Nao existe, sao comerciantes ambulantes pela rua vendendo de tudo que vc possa imaginar. Andei um pouco pela city e descobri uma praca muito bonita que se chama Parque Arenal, tinha muuuuuito pombo, adoro pombos, sao simpaticos! 😂 

      Parque Arenal - Santa Cruz de la Sierra
      Próximo ao terminal de bus também tem um parque muito bonito que se chama Parque Urbano, pra gente como eu que é mais tranquila vai querer fugir da loucura de Santa Cruz nesses parques também. Basicamente aí descansei e procurei ter o primeiro contato com a Bolivia, observar a cultura e relaxar. Mas aí já tava na Bolivia e agora? Pra onde eu vou? Ainda meio na duvida fui no dia seguinte pro terminal e eu só pensava em chegar no Lago Titicaca, entao comprei minha passagem pra La Paz. Que bom! Uma viagem que nao é de 17hrs. Mas sim de 19hrs... uma eternidadeeeeeee, nao recomendo, parem em Cochabamba antes de seguir a La Paz, é uma viagem sofrida. Mas no caminho a primeira montanha nevada no horizonte, muita emocao!
      La Paz, Copacabana e Isla del Sol - LAGO TITICACA
      Chegando em La Paz achei um hostel pra ficar depois de andar um montao e me cansar demais, aí comecei a sentir um pouco os efeitos da altitude e sentia o ar mais denso, tinha que fazer um pouco mais de esforco pra respirar.  Acho que o hostel se chamava GIMENEZ, numa acima da rua do mercado das bruxas, recomendo muito. Daí fui dar uma volta pelas agencias de viagens pra conhecer os tours que ofereciam aí (foi onde eu percebi que amo turismo e to estudando isso no Uruguai, mas isso é outra historia rs). Em uma dessas agencias eu conheci o Erick, um brasileiro muuuuuuito gente boa que tava estudando medicina em Cochabamba e tinha tirado uns dias pra conhecer La Paz. Recomendei pra ele o hostel que eu tava e saímos pra tomar uma cerveja e curtir a city. No nosso tour pelas Agencias de Viagens eu fiquei doido! Queria fazer todos os tours, um mais interessante que o outro kkkkk Queria ir ao lago, queria escalar montanha (ainda vou escalar o Huayna Potosi), queria descer a estrada da morte em bicicleta, queria tudo... Compramos o bus pra nos levar a Copacabana no dia seguinte pra ir ao lago, e eu tbm comprei o Valle de la Luna + Cerro Chacaltaya e o tour da Estrada da Morte (nao resisti, tinha que fazer rs).
      Assim no dia seguinte saimos bem cedinho com destino a COPACABANA, queria muito conhecer pra dizer que vim da Copacabana carioca a Copacabana boliviana kkkkk O caminho é lindo, primeiro vc tem uma visao panoramica de La Paz, que parece uma grande favela no meio da cordilheira porque as casas nao sao pintadas, é tudo no tijolo mesmo. Depois vem o lago imeeeeenso com aquela cor azul surreal. É impossível descrever com palavras o que é o Lago Titicaca, parece que voce entrou num quadro surrealista, voce se sente num paraíso. Chegando em Copacabana, conhecemos um casal de brasileiros e fomos todos almocar a famosa truta que se pescam aí, gostosa, mas nada imperdível, assim que se voce for mochileiro e sua prioridade é economizar, come algo barato mesmo, agora se tiver grana vale a pena. Depois já pegamos o barco e fomos pra Ilha do Sol, porque minha ideia era acampar lá (Ó AZIDEIA DA PESSOA). Descemos do barco e ali tinham duas meninas com uma barraca, eu perguntei se era seguro acampar ali e elas disseram que só tavam pelo dia, nao tinham passado a noite, mas que era tranquilo. Falei ok, montei minha barraca ali mesmo, tranquei com um cadeado e subi pra conhecer a ilha. LINDA! É UM LUGAR MUUUUUITO MÁGICO, SÉRIO! Se voce vai a Bolivia e nao vai na Ilha do Sol vai ter que ir de novo. Foi o lar antigo dos Incas, tem uma energia incrível e é cheio de ruínas históricas. Tudo isso com o azul do lago rodeando. É muito incrivel que nao dá pra descrever.

      Eu, o Erick e o casal comendo a Truta

      Lago Titicaca y yo

      Onde eu acampei a primeira noite

      Vista da minha barraca
      Bom, andei um pouco, tirei muitas fotos, e depois bateu a paranóia e desci pra ver a barraca. Descendo ajudei uma boliviana a descer com uns burros e ela foi me contando um pouco como o turismo transformou aquele lugar e como a comunidade local se adapta a isso. Muito interessante, mas chegando lá embaixo... CADE MINHA BARRACA? Desci e nao tava, olhei em volta, tinha uma escada que eu nao tinha reparado antes, fiquei confuso, disse QUE PASÓ??? Nao sabia se estava no lugar certo, perguntei e as pessoas diziam que só tinham 2 portos e queriam me vender um barco pra me levar até lá mas eu disse nao, eu faco a trilha até lá, obrigado. Andei pra caceeeeeeete sozinho na ilha do sol procurando minha barraca, cheguei no outro porto e eram umas ruínas belíssimas mas nada a ver com o lugar que cheguei. Entao resolvi voltar né, que ia fazer? Daí quando cheguei no primeiro porto já reconheci minha barraca, estava lá onde eu tinha deixado, eu nao entendi porque nao estava quando fui da outra vez, fiquei muuuitas horas pensando nisso, já estava convencido que tinha sido uma falha na matrix e eu tinha sido transportado a outro tempo quando vi que esse porto tinha duas descidas, entao com certeza eu desci por uma que nao foi a que eu subi, por isso a barraca nao tava ali do lado e quando cheguei e nao vi já me desesperei e nao olhei o outro lado do porto kkkkkkk Coisa minha, finge que nada aconteceu, seguimos viagem...
       
      De repente vem uma crianca boliviana falar comigo, já era noite, falando que tava procurando o brasileiro que tava acampando no porto kkkk Ele tinha uma mensagem do Erick (que estava hospedado num hostel subindo a ilha) e tava sem lanterna pra voltar, entao eu peguei minha lanterna, tranquei a barraca e subi com ele pra onde o Erick tava. Fumamos um, desci e fui dormir. Acampei sozinho essa noite cagado de frio, o céu caiuuuuu chovendo, uns raios muito loucos. Mas minha barraca aguentou bem! Acordei no dia seguinte com uma vista do caraiooooo, logo se aproximaram duas argentinas fazendo a mesma coisa que eu no dia anterior: perguntando se era seguro acampar ali kkkkk Eu disse que sim, tava tudo certo, acabou que fizemos amizade e desayunamos juntos, muito amor por essas meninas. Resolvemos acampar mais em cima e subimos com as barracas e os mochiloes. QUASE MORREMOS!!! Foi um grande esforco subir com tudo pela altitude e por ser subida, obvio, mas quando escolhimos o lugar pra montarmos nossa comunidade nao podia ser melhor!!! Uma puta vista! Tiramos muitas fotos e fomos buscar lenha pra fazer uma fogueira. Aí passamos por uma galera que tinha uma outra argentina que nao lembro o nome e a Jéssica, uma outra carioca que vai ser importantíssima na historia, mas nesse momento nem nos falamos. Essa outra argentina tava sem lugar pra ficar e a convidamos pra acampar com a gente, já que eu tinha um lugar na barraca. Caiu a noite e estávamos nós 4 e a fogueira lá e fizemos um ritual. Cada um fez um desejo e queimou uma folhinha de coca. RITUAL INCA! Eu nem lembro o que eu desejei mas com certeza se realizou. Jantamos paes com queijo e tomamos café, mate e chá de coca (QUE POR SINAL É DELICIOSO). 

      Gi e Lala, as duas argentinas buena onda que me acompanharam na Isla del Sol

      Cachorro que acompanhava a gente lá e colocamos o nome de Salchi, que vem de Salchipapas, uma comida comum lá na bolivia que é batata frita com salsicha kkkk E uma llama posando pra foto ali atrás.

      Sem palavras...
      No dia seguinte subimos pra ter uma visao panoramica da ilha, muito lindo! Assim completei meu primeiro objetivo! Voltamos a Copacabana, me despedi das meninas e voltei a encontrar o Erick!!! Completamente por acaso! E onde? Numa agencia de viagens! kkkk Ele tinha comprado passagem pra ir ao Peru, e eu ia voltar a La Paz pra fazer meus tours, mas isso fica pro próximo post, onde vou contar como foram os tours Valle de la Luna + Chacaltaya (NEVEEEEEEE), Estrada da Morte (quase morrendo em bicicleta), Salar de Uyuni, minha aventura MUITO TENSA no Chile e Cochabamba!

      Bem patriota na Isla del Sol
       

      Nossa comunidade ARBRAZINCA (argentinas + brasileiros + incas)

      Eu bem mochileiro subindo a ilha
      Até o próximo post!
    • Por Lusmell
      Olá, pessoal!
      Mais uma vez aqui contribuindo com os relatos! Dessa vez a postagem está loooonga e será sobre Chile e Bolívia, embora aqui no site tenhamos inúmeros relatos e que me auxiliaram bastante na organização dessa trip. Então deixo aqui também essa contribuição.  Fui com um grupo de mais 3 pessoas sendo duas do Recife - Juliana e Camila que chegaram primeiro em Santiago e a Sandra de SP que só encontrou conosco a partir do Atacama. Nos conhecemos por meio deste site através de uma postagem que criei no tópico Companhia para Viajar. Pessoas maravilhosas dos quais agradeço muito, pois foram fundamentais para que essa viagem fosse maravilhosa!  
      Foram 11 dias - 01/05/2018 a 11/05/2018 em que passamos por Santiago, Cajon del Maipo, Embalse el Yeso, Termas de Colinas, Atacama e Bolívia - Salar de Uyuni (tour de 3 dias e 4 noites). Uma viagem que valeu muuuuito e super recomendada!!!!  Os lugares são belíssimos e alguns surreais como por exemplo os Desetos de Dali e Siloli. Além, claro, de ver o nascer do sol no Salar de Uyuni que é algo extremamente marcante!
       
      PASSAGENS - Viajei pela Latam e no Chile pela Sky Airlines. Levei uma mochila de 50L e não despachei no da Sky, Contudo no retorno do Atacama para o Chile por pouco pagaríamos por despacho. Lá eles são bem criteriosos com bagagens e medem já no check in. Tivemos que reduzir um pouco nossas mochilas porque não passavam naquela caixa. A sorte que a diferença foi pouca. Então vale o ponto de atenção.
      Rio x Santiago (ida e volta) R$ 1.099,02  Santiago x Calama (ida e volta) USD 70.00  
      SEGURO VIAGEM - Depois de muita pesquisa e vários minutos de negociação fechei com a Travel Ace Assistance. Antes de fechar com eles fiz uma busca das principais cotações que ajudou na hora do pedido de desconto. Paguei R$ 120,78 e graças a Deus não precisei usar! 
       
      CÂMBIO - Com exceção do dólar que comprei no Brasil e do peso boliviano comprado em outra data, essa foi a cotação que consegui em 02/05/2018 numa casa de câmbio em Santiago na Calle Agustinas. No Chile é bom pagar as hospedagens com o dólar a fim de obter as isenções do IVA (19%). Não é vantajoso fazer câmbio no aeroporto tão pouco em Calama ou no Atacama. Para o deslocamento do aeroporto saiba que as empresas de transfers costumam aceitar cartão de crédito e foi o que optei para uso desses serviços.
      1 Dólar =  R$ 3,65. 1 Dolar -  612 Pesos 1 Real -  165 Pesos 1 Bolíviano -  89,00 Pesos  
      LOCOMOÇÃO - Usei como meio de transporte os serviços abaixo. Como cheguei em Santiago num feriado nacional e estava muito cansada para procurar ônibus, então preferir pegar um transfer até o hostel. Mas depois pude conferir que é muito fácil se deslocar de ônibus até o metrô e seguir viagem. Já em Calama devido a distância até São Pedro não há como fugir. 
      Transfer:  Transvip -  Usamos para nos deslocarmos entre o aeroporto de Santigo até o hostel - Custo: CLP  7.000 (ida) / Calama ao Atacama CLP 18.000 (ida e volta - barganhamos desconto rsrsrs...). Metrô -  Para sair do aeroporto, o mais econômico é pegar o Centrobus -  CLP 1.800 e de lá pegar o metrô que para ter acesso basta adquirir o cartão de acesso chamado BIP.  É super fácil e rápido. Uber -  Usamos o serviço tranquilamente sem maiores problemas quando precisamos.  
      HOSPEDAGENS
      Santiago - Che Lagarto -  USD 40.00/três dias. Já conhecia a rede e por isso não tive dúvidas nessa escolha. A localização é perfeita; quartos espaçosos e local limpo. Eles costumam servir café da manhã e incluí esse item na reserva, porém devido a manutenção na cozinha nesse período não foi disponibilizado. Então eles devolveram o valor em dólar. O hostel fica na rua San Antonio, 60. Atacama - Covartsch - USD 95.00/três dias num quarto individual -  Trata-se de um hostel que também funciona como hotel. Possui apenas quartos duplos, triplos e individuais.  As acomodações são boas, porém pequenas; os quartos possuem comodas para guardar os pertences e alguns com nichos também. Considerei bons o atendimento, a organização e a localização. Não há café da manhã. Aceitam cartão, dólar e pesos chilenos. Lembre-se de que pagando em dólar há a isenção do imposto chileno e pagando no cartão incide em taxa. O hostel fica na Calle Tocopilla, s/n. www.corvatschchile.cl  Bolívia A contratação do passeio já inclui as hospedagens e alimentação. Maiores detalhes estão abaixo nos comentários sobre a viagem ao Salar.  
       
      SANTIAGO - 01/05 a 04/05 e 10/05
      Fizemos o City tour à pé e com um guia e passamos pelos principais pontos da cidade como Plaza de Armas, Palácio La Moneda, Teatro Municipal, Tribunal de Justiça, Bolsa de Valores, Cerro Sta. Lucía, Pátio Bela Vista, dentre outros. Terminamos na La Chascona (casa fundação Pablo Neruda). O tour é ótimo, pois muitos conhecimentos são explorados como arquitetura, urbanismo, história, literatura, costumes... As informações foram passadas nas áreas externas dos locais visitados, ou seja, não entramos para conhecer o interior de lugares como Palácio La Moneda, teatro municipal e museus.
      Obs.: Embora tenhamos a informação de que o tour é gratuito, o guia antes de iniciar a caminhada, explica como ocorre o tour, e sugere uma contribuição - propina como eles costumam chamar - no valor de CLP 5.000 caso o turista goste do serviço. Acho válida a contribuição porque considerei o serviço bom, mas não paguei esse valor. Também não havia pesquisado tanto sobre a história de Santiago então ainda que fizesse o tour por conta própria não teria tanta informação como as que foram prestadas durante a caminhada. Há também outros tours que podem ser realizados (bike ou bus de 2 andares). As saídas ocorrem diariamente a partir da Plaza de Armas. 

      Palácio La Moneda -  Foi cenário de um golpe de estado que resultou na morte de presidente Salvador Allende após um bombardeiro neste local. As bandeiras entorno do palácio representam as regiões do Chile. 

      Monumento instalado na Plaza de Armas e representa o povo Maputche. 
       

      Fonte dos quatro ninhos -  Representando os países Bolívia, Chile, Peru e Argentina.
       

      O que chama a atenção na cidade são as intervenções lúdicas por meio de grafites que não só ocupam as paredes, mas as calçadas também.
       
      Cerro Santa Lucía – Fica na região central próximo ao metrô da Universidade Católica e Sta. Lucia. Um local tranquilo que oferece uma bela vista da cidade e da Cordilheira quase imperceptível ao fundo. Isso porque devido a poluição do ar não é possível ter uma visão tão nítida da Cordilheira dos Andes. Esse foi um dos locais visitados logo após o termino do City tour. 
      Entrada: Gratuita, exceto o uso do banheiro 

      Vista através do Mirante Mirador que possui 65 m de altura e permite uma visão da cidade de Santiago. É preciso ter fôlego para subir as escadas e ladeiras que levam a este local.
       
      Museu De Arte Pré Colombiano –  Deixei para visitar este lugar no dia do retorno ao Brasil devido ao tempinho que ainda me restava. O museu possui uma vasta coleção que remete a origens de alguns povos latino americanos. As peças estão distribuídas ao longos dos três ambientes em 12 salas: Chile antes do Chile; exposições temporárias e América pré colombiana e artes. No primeiro, por exemplo, encontrei peças pertencentes a grupos bem antigos de pescadores como os da cultura Chinchorro. Esse povos são conhecidos principalmente pelos seus rituais de mumificação. Há relatos de que muitas dessas múmias são as das mais antigas do mundo devido a esse processo, aliado as condições climáticas da região.  No segundo temos salas com exposições temporais e o terceiro são as peças da América no período pré-colombiano que vai desde as primeiras cerâmicas até peças têxteis. Através do site é possível ter uma prévia de tudo que o museu disponibiliza com catálogos em PDF das peças, áudios (inclusive em Português) e muito mais. O tempo médio de visita no museu é de 1h30 a 2h aproximadamente.
      Endereço: Calle Banderas, 361 – Metrô: Plaza de Armas, Linha 5 Verde 
      Horários: ter a Sex de 10h às 18h, Sábados e Domingos de 10h às 18 h, Segunda: Fechado
      Valores: Adultos: $ 6.000 / Estudantes estrangeiros não residentes $ 3.000 - Domingos: Entrada liberada no primeiro domingo de cada mês
      Maiores informações: http://www.precolombino.cl/

      Chemamüll: Esculturas masculinas y feminina de madeira - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       

      Múmias Chinchorro -  Esta prática de mumificação começou a 6.000 a 2.000 a.C. quase 3.000 anos antes que o Egito - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       
      Museu De La Memoria e Los Derechos humanos – É difícil não se sensibilizar estando num lugar tão repleto de histórias cruéis ocorridas durante o regime ditatorial. Assim é o Museu dos direitos Humanos que aborda assuntos relacionados a violação dos direitos humanos durante a ditatura que ocorreu no Chile entre 1973 a 1990. O objetivo é estimular a reflexão sobre a importância do respeito e da tolerância para que tais ações cruéis não mais ocorram. Logo na entrada observa-se um grande mapa mundi que mostra como este evento ocorrido no Chile teve relação com outros países. Abaixo desse mapa, os quadros com as ações das Comissões da Verdade de cada país envolvido e os resultados obtidos a fim de solucionar os conflitos internos e criar políticas de reparação. O local possui três andares com vasto acervo físico e digital. Há cartas, documentários, fotos e até objetos confeccionados pelos presos durante esse período.  A visitação ao museu leva em média 2 a 3h. O museu é de fácil acesso, onde é possível visitá-lo utilizando o metrô – linha 5 (verde)  e descer na estação Quinta Normal*. A visitação é gratuita
       Endereço: Matucana 501, Santiago do Chile - CEP: 8350392
      Telefone: +56 2 2597 9600
      Maiores informações: http://www.museodelamemoria.cl
      Horário: Ter–Dom: 10:00–20:00
      É proibido fotografar no interior do museu
      *Obs.: A estação Quinta Normal é o nome de um Parque próximo e confesso no ter visitado, pois estava com minha agenda apertada já que era o dia do retorno ao Brasil. Lá também é possível ter acesso não somente ao parque, mas a outros museus como o Nacional de História Natural, o Ferroviário, o Artequein caracterizado por suas cores fortes, dentre outros. Não vou detalhar sobre esses últimos porque não tive tempo de visitá-los. 
       
      EMBALSE EL YESO / CAJON DEL MAIPO / TERMAS VALLE DE COLINAS
      No segundo dia em Santiago realizamos este passeio bem agradável onde foi possível conhecer um pouco destes lugares, apreciar belas paisagens, tomar banho nas águas termais e desfrutar um vinho chileno com aperitivos. Conhecemos Cajon del Maipo que é um vilarejo composto por montanhas e rios que chama atenção pela beleza. O Rio Maipo, por exemplo, que corta a região, abastece a maior parte da capital chilena. Embalse el Yeso é um reservatório de águas formadas pelo represamento do rio Yeso. Uma das suas características é a cor da água, pois dependendo da luz do dia, a água pode ter uma tonalidade verde ou azul turquesa. O local fica a 2.500 m de altitude e, dependendo do período, as montanhas podem estar nevadas o que garante fotos bem bacanas! Já Termas Valle de Colinas são piscinas termais oriundas das atividades vulcânicas. Cada uma com temperaturas específicas que variam entre 30 a 60 °C.  O difícil mesmo é a troca de roupas, mas depois disso o corpo se adapta facilmente e quase não se sente mais frio.  Para conhecer esses lugares levamos quase um dia inteiro, pois durante o trajeto tivemos algumas paradas para informações sobre as localidades e alimentação.  
      Durante essas paradas conhecemos outros lugares como o Túnel Tinoco que foi construído para fazer parte de um sistema ferroviário, porém se encontra desativado . Este local abriga muito mais que uma construção. Há relatos de que um jovem chamado chamado Willy cometeu suicídio no interior do túnel devido a um grave problema de depressão. Após isso o local virou um santuário, e alí muitos visitantes levam oferendas em homenagem ao rapaz como cata-ventos, pois acreditam que tiveram as preces atendidas e que ele se comunica por meio do vento que sai do túnel. Entramos lá e o que se sabe é que tem uma extensão de 600m de profundidade e ao final dele há um santuário de cata-vento. Soube disso depois porque a medida que avançávamos só víamos um imenso breu  e o vento frio como companhia até que resolvemos recuar . 
       

      Embalse El Yeso que também funciona como a principal fonte de abastecimento de água potável a toda capital chilena. Aqui há um ponto de atenção porque algumas agências exploram mais este local fazendo inclusive piqueniques onde é possível ver aquelas fotos tradicionais com a lagoa azul e a montanha ao fundo. Outras (como a que contratamos) não fizeram isso e deixaram os aperitivos e vinhos para serem consumidos após o banho de piscina no Valle de Colinas. Portanto informe-se antes sobre a logística do passeio.
       

      Túnel Tinoco - O local virou um santuário onde muitos visitantes levam oferendas como cata-ventos em homenagem ao rapaz que faleceu no túnel.


      Las Cascaras - acampamento criado para a construção de uma represa e atualmente encontra-se abandonado.


      Valle de Colinas -  Piscinas termais cada uma com temperaturas que variam entre 30 a 60 °C. Ao fundo o local onde foram servidos os nossos aperitivos próximo aos carros.
       

       
      Agência Chile Premium tours  - Ave. Americo Vespucio 107, Santiago 
      Custo – CLP 40.000 – Pegamos esse preço por meio de uma promoção do dia. É sempre bom negociar se estiver em grupo.
      Adicionais -  Vinho + aperitivos 
      Tempo médio – 1 dia
      Aceita dólar e real. Paguei o restante do valor durante o tour em real.
       
       
      ATACAMA - 04/05 e 08/05 
      Chegada 04/05 - Para chegar ao Atacama pegamos um voo da Sky Airlines com duração de 2h10min entre Santiago e Calama. Este voo compramos com antecedência no Brasil a fim de obtermos um bom preço. Chegando a Calama foi necessário contratar um transfer até São Pedro do Atacama; e lá se foram mais 1h20min aproximadamente de viagem. Utilizamos a mesma empresa Transvip. Neste caso como estávamos em três pessoas negociamos, pois logo na entrada fomos abordadas por duas empresas. Conseguimos o valor de CLP 18.000/pessoa ida e volta. Deixamos agendado a volta para evitarmos problemas. Depois foi só ligar para eles que nos buscaram no hostel e chegamos sem estresse ao aeroporto.
      Obs.: Os carros possuem Wi fi, porém fica sem sinal quando entra na estrada do deserto.
       
       Cejar / Ojos del Salar / Laguna Tebinquiche
      Logo que chegamos fomos visitar algumas agências para tentarmos um tour naquele mesmo dia. Conseguimos fechar na Whipala que sairia por volta das 16h. Considerei o ponto alto deste tour a Laguna Cejar que devido a elevada concentração salina o corpo não afunda. Sim! É o Mar Morto da América Latina, porém com muito mais sal. O local conta com ambiente bem básico para troca de roupa e  retirada do excesso de sal. Embora o tempo estivesse ensolarado, a temperatura não estava alta e a água muito fria. Então foi um pouco difícil entrar, mas rapidamente nos ajustamos ao ambiente. A concentração de sal é tão grande que provocou uma enorme ardência nos meus lábios que já estavam rachados devido ao frio, pois deixei pingar água no rosto. Foi o momento que precisei sair rapidamente. Ficamos lá por mais ou menos uns 20 minutos e depois retornamos para visitarmos um outro ponto chamado Ojos del Salar. É um local com duas represas onde as pessoas podem se banhar. São locais fundos onde os turistas costumam entrar no estilo “mergulho”, ou seja, indicado para quem sabe nadar - como não sei fiquei na minha aproveitando outras paisagens.  Finalizamos o nosso tour na Luguna Tebinquiche com o pôr do sol. A agência ofereceu aperitivos e Pisco Sour, uma bebida típica chilena. Abaixo as principais informações sobre este passeio.
      Tour -  Laguna Cejar
      Agência -  Whipala
      Custo – CLP 18.000
       Taxa adm. - CLP 17.000 para entrar na Laguna Cejar + CLP 2.000 para entrar na Laguna Tebinquiche
      Visitamos -  Lagunas Cejar, Ojos del Salar e Lagunas Tebenquiche
      Oferecem snacks ao final do passeio
      O que levar: Roupa de banho, casaco corta vento, protetor solar, água, não esqueça o chinelo porque andar naquelas pedrinhas descalço até a lagoa não é nada agradável!

      Laguna Cejar - Devido a alta incidência de sal o corpo não afunda

      Laguna Tebinquiche - Finalzinho de tarde

       
      Mountain bike por Catarpe  [Rally dos sertões mesmo!] 
      Fizemos esse passeio no retorno da Bolívia, pois tínhamos um dia de sobra no Atacama. Catarpe é um conjunto de formações rochosas, a praticamente 2.000 m de altitude e, embora seja uma aventura bacana onde passamos por locais muitos interessantes, este não é um tour de nível fácil - pelo menos para quem não está em forma! Não foi comunicado na contratação e também não buscamos maiores informações,  queríamos era curtir!!! Eu estava há meses sem praticar atividades físicas e tive dificuldades durante as diversas subidas do percurso devido as condições do terreno. Diferentemente das meninas que inclusive foram muito pacientes com as minhas várias paradas.  Foram muitas subidas e descidas dificultosas num terreno bastante arenoso. Tipo rally dos sertões - essa é a realidade! Passamos por lugares onde a sensação era de que estávamos pedalando na areia da praia! Num dado momento em que já estava no meu limite, o guia parou e logo pensei: Ufa! Glórias! Vou descansar! Mas, não! Ele aponta para um morrão e diz: - vamos deixar nossas bicicletas aqui e subiremos esse morro para conhecer a capela de San Isidro. Logo pensei: Tá doido!!!  Nem minha alma chegará até lá! Depois disso ainda tivemos mais uma parada para conhecer umas ruínas que já não lembro o nome. Nesse caso como estava um pouco recuperada consegui subir o morro e ver do alto a beleza local. Por fim retornamos ao Atacama somente o caco, mas sobreviventes!
      Custo: CLP 20.000 para três pessoas com guia (depois de muita pesquisa!)
      Duração do percurso: 6h
      O que levar? Protetor solar, água, barra de cereal e usar roupa bem leve.



       
      BOLÍVIA -  SALAR DE UYUNI - 05/05 a 08/05
      Enfim chegou o grande dia! Nesse passeio fui psicologicamente preparada para enfrentar todo tipo de treta possível (acomodações precárias, motorista problemático, frio, comida ruim, altitude e até bloqueios de estrada. Isso porque faltando poucos dias para o embarque vi uma postagem aqui no site sobre relatos de bloqueios realizados pelos índios da região. Maaaaassss graças a Deus tudo deu certo (é né...tirando a altitude e a friaca!). Foi uma das minhas melhores experiências de viagem. Eu não gosto de ir a um lugar mais de uma vez, mas sabe aquele lugar que você quer voltar, pois as fotos, filmagens e relatos não expressam a beleza de tudo o que foi visto?
      Principais gastos na Bolívia
      Entrada para o Parque Nacional de Fauna Andina Eduardo Varoa -  Bs 150.00 Entrada para a comunidade Incahuasi – Bs 30.00 Saco de dormir no primeiro hostel – Bs 20.00 -  Usei somente no 1º dia, pois o frio foi muito intenso. Se puder leve um! Banho – (valor médio cobrado em cada hospedagem) – Bs 10.00 Sim! Eles cobram banho nas hospedagens. Obs.: Os valores podem ser alterados dependendo do período da viagem. Uma atenção é sobre a suposta taxa de cobrança de imigração entre Bolívia e Chile no valor de Bs 15.00, porém não pagamos nada referente a esse tipo de taxa tanto na ida quanto na volta embora tenhamos ouvido tais informações por lá.
       
      >> Diário do trajeto até o Salar
      Realizamos esse passeio com a agência Cordillera Traveller que conhecemos através de alguns relatos em blogs de viagens. Formalizamos a contratação através do site e efetuamos o pagamento da entrada no valor de USD 55.00 e o restante na própria agência. Sobre o serviço tivemos um bom atendimento assim que chegamos à agência para efetuar o pagamento. O responsável pelo atendimento foi bem receptivo, explicou o trajeto da viagem e esclareceu todas as dúvidas existentes. No dia marcado para a viagem eles chegaram pontualmente num micro ônibus que foi trocado por um 4x4 na fronteira com a Bolívia. Nosso motorista que nos conduziu até o Salar foi muito gente boa conosco o que contribuiu para uma viagem tranquila porque li muitos relatos de problemas com motoristas. Apenas no retorno ao Atacama que deu problemas no carro logo que saímos do hostel.  Sobre as acomodações em que ficamos são bem simples, organizadas e o atendimento é bom. Confesso que esperava algo pior em se tratando de hostels no deserto.
      Agência - Cordillera Travelle 
      Valor do tour - USD 220
      tempo - 4 dias e 4 noite
      Inclui: hospedagens e alimentação
      http://www.cordilleratraveller.com
      Obs.: A agência sugere que sejam levados no mínimo Bs 300 para as despesas durante a viagem.
       
      1º dia – Esperamos o guia no hostel que chegou por volta das 5h e prosseguimos rumo à fronteira entre Chile e Bolívia. No ônibus estava um casal muito gente fina que ficou conosco durante todo o trajeto fechando, assim, o grupo de 6 pessoas que comportava o nosso carro. Chegando à fronteira começamos a sentir o poder do frio (acredito que estava uns 4°C) e da altitude (4.400 m). Lá já tinha um café da manhã preparado com pão, bolo, leite, café, chá...logo após o café fomos para a imigração (depois do preenchimento de alguns formulários) trocamos de veículo e passamos para um 4X4; pagamos os Bs 150.00 para a entrada no parque e pronto! Partimos para contemplar as maravilhas do deserto! 
      Passamos por Lagunas que ficam próximo ao vulcão Licancabur; logo seguimos para o Deserto de Dali e à piscina de águas termais. Seguimos, também, para os Geysers de la Mañana - um local geotérmico oriundo das atividades vulcânicas. Após isso partimos para o local em que ficamos hospedados para deixarmos nossas coisas e em seguida almoçarmos. Na parte da tarde fomos para a última visitação: Laguna Colorada. Um local lindíssimo onde se pode apreciar três tipos de flamingos (Andino, Chileno e James) e outras belezas da região. Pena que já estava me sentido muito mal devido a altitude (4.500) e não consegui aproveitar este último local.

      Deserto de Dalí



      Laguna Colorada

      Piscina de águas termais - Os mais corajoso arriscaram um banho...
       

      Geysers de la Mañana
       

       
       
      2º dia  - Após o café da manhã e já recuperada do mal de altitude saímos em direção ao Deserto de Siloli - outro lugar muito maravilho que abriga um conjunto de rochas vulcânicas em diferentes formatos (resultados das ações eólicas) e que lembra figuras animalescas, Dentre essas formações rochosas destaca-se o famoso Árbol de Piedra. A ação dos ventos e as condições climáticas foram responsáveis por essa formação corrosiva que dá o nome a rocha com seus 5m de altura, e considerada patrimônio natural. O próximo ponto foi visitar as Lagunas Altiplânicas: uma sequência de lagunas em que só mudam as variações de cores e habitações de flamingos:  Honda, Hedionda, Chiarkota e Cañapa e paramos para o almoço. Na parte da tarde seguimos para o Salar de Chiguana um local cortado por uma ferrovia que por sinal conseguimos ver o trem cargueiro passar. Por fim seguimos para San Juan onde fica o  hotel de sal. Local limpo, organizado, bem decorado e agradável. Jantamos (tinha vinho no jantar) e fomos descansar, pois no outro dia teríamos de acordar às 4h para ver o nascer do sol no tão esperado Salar.
       

       Arbol de Piedra -  Turma maravilhosa muitas diversões!  
       


      Deserto de Siloli


      Laguna Hedionda
       

      Laguna Honda

      Laguna Honda -  Beleza do céu à terra

      Nesse dia o frio estava tão intenso que parte do lago congelou!

       

      Salar de Chiguana -  Chegamos minutos antes da passagem do trem
       

      Uma Viscacha quietinha e alegrando os turistas com sua pose...

      Raposa do deserto também conhecida como Zorro
       
      3º dia – Saímos às 5h em direção ao deserto de sal num frio que já não era tão intenso quanto foi o primeiro dia. Chegando ao Uyuni fiquei simplesmente maravilhada! Pegamos um ponto em que o Salar estava molhado. Particularmente não contava com isso -  uma surpresa! Felicidade é uma palavra que não resume este momento porque não há palavras para classificar a sensação de estar neste lugar! Algo que ficará para o resto de minha vida. É uma bela oportunidade para tirar aquelas fotos mara? Sim! Mas é a oportunidade também para contemplar o momento, o silêncio e refletir. Ver o sol surgindo em meio ao horizonte multicor – um ato tão simples e quotidiano, mas que naquele lugar tem um tom especial: o de transmitir a mensagem de que está nascendo uma nova oportunidade para viver e ser feliz! Sei que cada um daqueles que foram comigo tiveram a sua experiência, porém acredito que todos foram unânimes quanto a beleza e a formosura daquele lugar. Vale muuuuito viver essa experiência.
      Passado o momento mágico seguimos para um local onde se encontram os cactos gigantes. Tomamos um café da manhã e seguimos para o Salar (lado seco) para tirarmos aquelas fotos de efeito e curtir o que de melhor este lugar nos proporciona! pós aproveitarmos muito o Salar de Uyuni partimos para um pequeno povoado chamado Colchani. Durante o trajeto conhecermos alguns outros locais como o museu de sal, o cemitério de trens (conseguiram fazer um monte de trem velho virar atração turística) e uma feirinha de artesanato. Nosso passeio finalizou em Villamar para almoçarmos e trocarmos de carro para o retorno ao hostel e nos prepararmos para a volta ao Atacama. 



       



       


      Isla Incahuasi "Casa dos Incas" - Um parque de cactos gigantes com várias espécies.
       

      Museu de trens ao ar livre!
       

       
       
       
      A hora do retorno... Aquele momento que mistura saudades, alegria por tão bons momentos e a certeza de que as energias foram renovadas. Aqui fica a gratidão a Deus por conhecer lugares, pessoas, culturas e tantas coisas boas! Se recomendo? Se vale a pena? Claro! Junte sei dindim, pegue sua mochila, conheça as maravilhas destes lugares e seja feliz!

       
      ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 
       
      Retorno da Bolívia para o Chile -  A imigração é bem rigorosa então certifique-se sobre o que é proibido conduzir na bagagem.
      Dinheiro - Na agência nos pedem que levemos no mínimo Bs 300 contudo Bs 250 são mais que suficientes para quem não gasta tanto, contudo o objetivo pelo que pude observar é para também girar a economia local, principalmente a dos artesãos que vivem do setor turístico. Então é bom considerar isso também. Não tivemos problemas com o uso de cartão de crédito em Santiago e algumas agências e hostels aceitam o pagamento em cartão, mas verifique se não cobram taxas. Na cidade de São Pedro do Atacama possuem caixas eletrônicos. Atenção também ao pagamento na fronteira quando ingressar na Bolívia porque eles só aceitam pesos bolivianos para pagamento de acesso ao Parque.
      Altitude - Hidrate-se bastante e descanse (se possível) um dia antes de seguir viagem para a Bolívia. Algumas pessoas sente-se muito mal no primeiro dia em virtude da altitude, outras apenas sentem dores de cabeça. Os nativos recomenda tomar um chá de "chachacoma" para aliviar esses efeitos.
      Passagens aérea -  Atenção com algumas companhias aéreas que mudam o seu voo nas vésperas da viagem e disponibilizam apenas uma opção de escolha de voo quando na venda existem várias. Isso aconteceu comigo em relação a LATAM que alterou meu voo para a madrugada e quando consultei o site deles vi que o horário que comprei estava lá sendo vendido normalmente. 
      Roupas -  Comprei vários casacos segunda pele daqueles bem baratinho mesmo; levei várias blusas; legs, dois casacos um pouco mais pesados, mas o que foi fundamental nessa friaca que enfrentei foi o casaco corta vento. Invista nele porque faz uma boa diferença. Meias!!! Mesmo com três meias no pé em alguns lugares tive a sensação de congelamento nos dedos. Isso é horrível porque gera uma dificuldade até para andar. Gorro, cachecol e luvas devem ser um dos primeiros itens da sua bagagem!
      Roubos - Tenha muito cuidado ao caminhar pelas ruas de santiago com mochilas nas costas. graças a Deus não acontece nada conosco, porém tivemos muitos alertas de pessoas que roubam sem percebermos.
      Produtos -  É muito importante não faltar na sua bolsa Bepantol; protetor para o corpo e lábios, hidratante, material de primeiros socorros, remédios para enjoo e dores de cabeça.
       
      É isso aí galera! Chile e Bolívia sempre rende muitas coisas para contar! 
    • Por Alan.Pereira
      Hoje aqui no aeroporto esperando a hora do embarque de volta ao Brasil. Há 2 dias a atrás estava extremamente ansioso para voltar para casa, saudade da minha cama meu quarto, feijão e café e família. Agora aqui no sentado bateu aquela tristeza boa de “queria viajar mais um pouquinho”.
      Nessa jornada de 25 dias conheci pessoas maravilhosas pelo caminho, algumas já vínhamos conversando a algum tempo e trocando informações sobre o roteiro em um grupo no WhatsApp, outras vieram pelo a caso como o Francisco que abriu a porta da sua casa para nós via AIR BNB e nos levou para conhecer Lima e nos deu muitas dicas sobre Lima, Algumas pessoas que vai ficar marcado e vou fazer o possível para mantemos amizade vai ser o casal Edson&Karina, e as meninas Yasmin, Eloa.
      Sinceramente faria o meu roteiro tudo novamente passando pelos mesmo lugares e explorando as mesmas coisas nas cidades de: Sucre, Uyuni, Atacama, Lima, Huaraz, Cusco, Copacabana & Isla Del Sol, e Lá Paz.
      Um país que pelos poucos dias que fiquei que quebrou todos os meus tabus foi o Peru que país mais surpreendente em todos os quesitos, belas cidades ótimas gastronomia “me apaixonei pelo “Ceviche”
      Desejo que todos um dia possam ter a oportunidade de conhecer esses e outros países e novas culturas.
      Obrigado a todos que me apoiaram e me motivaram a fazer essa viagem, a minha família amigos e meu amigo parceiro Namorado Alan Mendes.
      Mais um sonho de viagem conquistado!
      Que venha a próxima!
      Aeroporto de Viru Viru 22/01/2018
       Insta: @alan4lan
       
       Introdução
       Referente a valores acabei perdendo muitas anotações mais me pergunte que tendo ajudar da melhor forma possível.
      Queria fazer esse relato anteriormente mais acabei não conseguindo.
      Algumas informações uteis sobre meu roteiro:
       Fotos vou colocar a partir de  Sucre
      Hospedagem não fiquei em quarto coletivo, exceto a segunda noite do Salar*
      Optamos por quarto privativo e de preferência com banheiro (dica: pesquisem fazem as contas como estávamos em 2 pessoas a maioria dos hostel que vimos quando somado o valor de hospedagem para 2 pessoas ou dava o mesmo valor que o quarto privativo ou faltava muito pouco, então, se vai com mais alguém faças suas contas)
       
      Roteiro:  
      São Paulo > Corumba > Santa Cruz > Sucre > Uyuni > Atacama > Arica > Tacna > Lima > Huaraz > Lima > Cusco > Copacabana > Isla del Sol > La Paz > Santa Cruz > São Paulo
       
      Hospedagem:
      Em Sucre ficamos em um hostel meia boca, eu particularmente não gostei tanto ao ponto de indicar mais pagamos 90 bolivianos por 1 noite em 1 quarto privado sem banheiro e sem café da manhã, acabamos ficando nele por conta de ser véspera de ano novo e achamos ele pelo Booking em quantos estávamos no aeroporto, Casa Residencial Maya inn B&B
       
      Atacama – ficamos hospedados em um hostel muito bom camas confortável banheiro ótimo com agua quente e café da manhã porem pagamos caro havíamos entendido que seria um valor e pagmos 25 mil pesos chilenos, Hostel Licancabur.
       
      Lima – Ficamos e um Air BNB sem sombra de dúvida foi a melhor escolha, nosso anfitrião foi nota 10 recomendo ( whats App +51 925 999 420) vão entender o porquê de eu indicar ele!
       
      Huaraz – Ficamos em um hostel ruim, pegamos um sem banheiro privado e tínhamos que sair para fora do quarto no frio do capiroto e em baixo de chuva/gelo 2 diárias quarto privado sem banheiro e sem café da manhã por 90 soles (acho que se pesquisar acha nesse valor ou mais barato e um melhor quarto ), Hostel Virgen del Carmen 1. NÃO RECOMENDO
       
      Cusco – Gostei do hostel e indico, quarto privado com banheiro, café da manhã, internet lugar limpo recomendo e volto a ficar nele, 60 soles a diária para 2 pessoas, fica próximo a plaza del Armas, Hostel Casa Koch.
       
      Isla del Sol – Não lembro o hostel lugar muito caro a hospedagem e sem muita opção de barganha!
      La Paz - Ficamos em um hostel, uma rua a cima do mercado de La Bruja, hostel simples quarto privado com banheiro, internet, sem café da manhã, 80 bolivianos a diária, Hostel Caminho Dourado. RECOMENDO
       
      Agencias de passeios
      Salar de Uyuni – Agencia Yura Tika (não sei se escreve assim) agencia nota 10 recomento.
      Foi pago 700 boliviano no passeio 3 dias 2 noites + transfer para Atacama. Vocês vão entender o porquê devem escolher ela!
      Huaraz – Fizemos 2 passeios que contratamos com a agencia Scheller Artizon Trek Nevado Pastoruri por 30 Soles + 12 entrada no parque e Laguna 69 foi 40 soles + 30 entrada no parque, recomendo trocamos mensagem por WhatsApp e chegando em Huaraz já estava com o passeio fechado.
      Cusco – Fechamos o passeio com um cara Machu Picchu com o Leonel sensacional o cara foi gênio, pagamos 320 sole para MP 3 dias 2 noites via hidroelétrica, hostel foi nota 10 (Dica fala que é indicação da Yasmin que ele dá desconto) WhatsApp Leonel +51 926 216 792
       
       
      Dia 1 30/12/2017 
      Tamanha a ansiedade nem preciso falar que mau consegui dormir, sai de São Paulo rumo ao aeroporto de Viracopos fiz esse trecho de avião devido ter achado uma promoção da Azul linhas aéreas passagem por 280 reais, voo tranquilo sem nada de mais chegamos em Corumbá por volta das 14hs em um puta calor parecia uma sauna devia esta uns 35ºC fácil, pegamos um taxi fora do aeroporto ate a fronteira que não me lembro o valor. Passamos pela fronteira sem maiores problemas sem fila acho que gastamos 30 minutos no máximo para dar saído do Brasil e entrada na Bolívia.
      Assim que você sai da aduanda boliviana já tem vários lugares para fazer cambio troquei 1 real por 2 bolivianos (essa foi o câmbio que encontrei pela Bolívia - Santa Cruz, Copacabana, La Paz, Sucre).
      Eis que chega a hora de cambiar dinheiro, nessa hora estava conferindo o dinheiro e outro Alan (somos dois Alan’s pessoal) nota que tinha uns taxita nos encarando quando estávamos trocando o dinheiro, como estava de costa nem tinha percebido e fui em direção a eles perguntar o valor do taxi até a rodoviária de Puerto Quijarro, nessa hora o Alan alertou que eles estavam olhando para nós e rindo e gesticulando e etc e fomos pegar outro motorista.
      Pegamos um taxi rumo a Rodoviária para comprar a passagem para Santa Cruz, pegamos o taxi um senhor carrancudo que nos levou até a rodoviária ai sem problemas porem a bendita rodoviária fica no meio do nada a estrada é um puta matagal e o motorista andava mais lerdo que uma tartaruga, nessa hora pensei que iria ser assaltado coração disparou e pensei “Alegria de pobre dura pouco, mal começou a minha tão sonhada trip e já vai acabar” juro pensava que iria ser assaltado mais graça a Deus chagamos a rodoviária.
      Tem muitas empresas de ônibus que faz o trecho até Santa Cruz todos ônibus parte entre as 20 e 21:30 da noite tem ônibus para todos os gosto e bolso fomos de um chamado 25 de Marzo, antes de comprar o passagem fomos ver todos os ônibus que tinha disponível e achamos o dessa empresa que atendia nossas expectativas, Bus semi-cama com ar condicionado e pagamos na tarifa 110 bolivianos por passagem. 
      Passamos o restante do dia na rodoviária até chegar o horário de embarcar conhecemos um brasileiro Adriano e ficamos conversando ate embarcar, ele estava levando uma bicicleta ele iria pedalar pela Bolívia.
       Nesse primeiro dia não tem muito o que contar foi um dia para deslocamento.
       
      Dia 2 – 31/12/2018 
      Chegamos em Santa Cruz por volta das 4hs da manhã, rodoviária feia sem nada nem lugar para comprar um agua, tivemos que esperar 7hs da manhã para fazer cambio e ir para o aeroporto para comprar a passagem para Sucre.
      Como era Domingo a casa de câmbio da rodoviária não abriu e tivemos que ir até o centro de Santa Cruz para achar um lugar para cambiar dinheiro, não trocamos em Corumbá porque achávamos que em Santa Cruz conseguiríamos uma valor melhor, #SQN pegamos um taxi e fomos para o centro da cidade acho valor do taxi foi 20 bolivianos, mais pensa em um carro ruim sujo tinha até um marmitex azedo mais chegamos no centro da cidade  achamos um senhor que cambiava 1 real por 2 bolivianos.
       Dica: Em Santa Cruz possui dois aeroportos, Viru Viru que é o internacional que a BOA, Amazsonas entre outras cias operam e tem o Aeroporto Trompillo que parece que somente a CIA TAM Transporte aéreo militar opera. Como não tinha prestado atenção acabei indo ate Trompillo chegando lá ate tinha passagem para Sucre porem muito caro por volta de 900 bolivianos cada e formos para Viru Viru e lá conseguimos comprar passagem para Sucre para 2 pessoas por 926 bolivianos que era o preço que estava no orçamento da viagem.
      Chegamos em Sucre, aeroporto fica a cerca de 40 minutos de Sucre. Aqui vai uma dica muito importante: Não peguem o taxi ( em média custa 60 bolivianos) na porta do aeroporto tem ônibus da cidade que custou 15 bolivianos só não me lembro se foi para 2 pessoas ou para casa.
       
      Sucre me apaixonei pela cidade sem comentários gostei de tudo. Cidade muito limpa tinha tudo que precisava comida, ônibus, taxi, casas de cambio pode se considerar uma grande cidade. Não fizemos nenhum passeio devido ter ficado nela dia 31 de Dezembro e 1 de janeiro. Tinha festa pela cidade e tudo mais porem, estávamos tão cansado que só demos uma voltinha no dia 31 comemos e fomos para o Hostel com a intenção de cochilar e por volta da meia noite sair pela cidade algo que não aconteceu, capotamos de sono que acordamos no dia 1º com o barulho de uma banda passando pelas calles.  
      Dia 3 - 01/01/2017
       Nesse dia fomos derrubados da cama cedo, era por volta de 6:30 da madrugada, aproveitamos que esse dia que seria nosso último em Sucre e fomos conhecer a cidade, cambiar, tomar café comprar passagem para Uyuni.
      Serio, se um dia voltar na Bolívia colocaria Sucre no meu roteiro para passar uns 2 a 3 dias na cidade eu adorei ela, me fez lembrar Ouro Preto em tudo, uma coisa que me chamou a atenção em muitas cidades pela quais passei foi a limpeza e o cuidado das praças que eles aproveitam muito final da tarde e nos fins de semana.
      Cambiamos dinheiro e encontramos um casal de amigos que já estávamos trocando mensagem há alguns meses pelo WhatsApp Edson e Karina, casal nota 10 e fizemos o Salar e Atacama juntos e nos encontramos no final da trip em La Paz.
      Compramos passagem para Uyuni em um ônibus direto por 80 bolivianos, ônibus padrão Bolívia que foi cheio com gente em pé por incrível que pareça.







       
      Dia 4 – 02/01/2017
      Saímos de Sucre as 20:30 e chegamos as 4:30 em Uyuni, o ônibus foi tenso pegamos a penúltima poltronas e o Edson e Karina pegam as ultimas até ai sem problema mais foi um cara no fundão em pé que dava medo não conseguimos dormir muito bem ate a cidade de Potosí  onde esse cara desembarcou.
      Nossa chegada em Uyuni não poderia ser ao melhor nível mochileiros como li em tantos relatos, chagada as 4:30 da madrugada em uma temperatura de 5°C um frio tremendo ate que encontramos a Tia do Café já tão conhecida por nós do mochileiros.

      Café nem preciso falar sobre foi bom estávamos abrigado em um lugar quente e com Wifi ate as agencias abrirem que são por volta das 7:30 a 8hs da manhã.
      Dicas: Pesquisem a agencia e pegam a que vocês tiverem recomendação, pesquisamos em umas 5 agencias o preços variaram de 650 a 900 bolivianos por pessoa o tour padrão 3 dias 2 noites + transfer para o Atacama. Optamos pela Yura Tika não tem como não achar ela fica bem dizer de frente com o café da Nonis fechamos por 700 um tour diferenciado qua valeu muito apena, passamos por todos os lugares que as outras agencias passavam porem com um diferencial estava incluso o Salar Alagado, Por do sol e umas cavernas que acabamos não conseguindo ir devido esta fechado,
      Passeio comprado hora de partir para o tão esperado e sonhado SALAR DE UYUNI, passeios saem as 10:30 ouve um atraso e saímos as 11:30 mais nada que atrapalhasse nosso passeio esse atrado
      PRIMEIRA DIA NO DESERTO
      Tour que acredito que todos já sabem não vou dar muitos detalhes desse primeiro dia, fomos para o cemitério de trem que achei muito foda
       




       

       
      Salar de sal branquinho dispensa qualquer comentário é a coisa mais linda esplêndida que já vi na vida muito lindo mesmo, faria somente essa parte sem sombra de dúvida achei fantástico

       

       

       


      Almoçamos no salar alagado, comida muito boa o Deniz nosso guia / motorista montou mesa e tudo mais.
      Ilha de Cactos pagamos os 30 soles cada, no começo não queria mais quando subi nela achei muito legal, vista do Salar é espetacular porem se prepara para o vento porque é muito forte.
       


       
       
      Depois de um dia cansativo não via a hora de tomar um banho quente (aliais já fazia umas 36 horas desde o ultimo), comer uma comidinha e cair na cama e dormir já que no 2º dia de Deserto
      Iriamos acordar cedo por volta das 6 da manhã, já havia me preparado para uma hospedagem no meio do nada, sema nada de conforto, sem banho quente e comida ruim, eis que o guia mostra de longe a nossa Hospedagem e a primeira impressão foi “QUE BOSTA, ESTAMOS FUDIDO” serio era meio feio a imagem de uma casa de barro no meio do nada e um puta frio, mais isso mudou quando entramos dentro do hostel:
       
        

      IMG_7122.MP4 Hospedagem desse dia foi a melhor, hostel SOMENTE PARA NÓS, tudo muito novo banho quente e comida nota MIL serio, quartos privativos toda a mobilha novinha tinha TV de LED 50 polegadas, radio em fim tudo que se precisa em uma casa de muita boa qualidade. O hostel todo era de sal o chão era um tipo de são grosso.
       
      Dia 5 – 03/01/2018
      SEGUNDO DIA NO DESERTO
      Depois de uma noite muito bem dormida acordamos por volta da 6 da manhã, café da manhã já estava sendo servido e preparado para as lagunas.
      Serio esse acho que foi o dia mais tenso no deserto, as paisagens são lindas mais passamos horas dentro do carro, tem hora que a bunda fica quadrada mesmo o carro sendo confortável.
      Nesse dia passamos por alguns lugares muito interessante uma plantação de Quinoa bem verdinha no meio do deserto, e paramos para almoçar em um restaurante muito bacana diga-se de passagem comida podia comer a vontade e com uma vista linda de um “Oasis”
      Abaixo as fotos desse dia.
      As lagunas devido o tempo não estava em suas cores linda bem vivas e com os espelhos d’agua mais mesmo assim são uma obra de arte.



       
       
       
      Nesse dia o hostel foi mais humilde mais, comida lembro que foi uma macarronada e deram uma garrafa de vinho, ficamos em um quarto compartilhado e só tinha o pessoal da nossa agencia e não teve banho, em quanto o jantar não ficava printo fizemos nossa farra e colocamos uns bolivianos para sambar kkk

      WhatsApp Video 2018-07-29 at 22.24.00.mp4  
      Dia 5 – 04/01/2018
      TERCEIRO DIA DESERTO
      Nesse dia foi o que acordamos mais cedo por volta das 4:30 da manhã já estávamos todos tomando o café da manhã que não me lembro oque foi servido.
      Fomos primeiro para os Geiser, achei muito legal nunca tinha visto nada parecido o lado ruim é somente o frio de congelar
       

       
      Passamos nos Banhos Termales mais não estava muito afim de entrar então foi somente fotos e contemplar a paisagem.

       
      E assim nos despedimos do Sala de Uyuni...
      Quanto chegamos na fronteira Bolivia x Chile o guia nos explicou referente a taxa de 15 bolivianos, segundo ele tínhamos a opção de pegar a fila que estava quilométrica ou pagar a taxa e não ficar na fila, optamos por pagar e foi a melhor coisa em 20 minutos já estávamos todos na van rumo a San Pedro do Atacama.
      Dica: Quando vai dar entrada no Chile eles passam as mochilas/malas no raio X e todos tipo de alimentos orgânicos tem que se jogar fora, produtos industrializados passa sem problema.
      San Pedro não era digamos que um lugar que queríamos conhecer passamos mais por questão de logística a cidade é bem cara e optamos em passar somente 1 noite.
      Neste dia procuramos hospedagem, fizemos cambio, e ficamos de boa pela cidade e descaçar depois dos dias de travessia do deserto que é muito cansativo.
      Dica, compre o quanto antes a passagem para sair de San Pedro compramos com um dia de antecedência para um ônibus direto para Arica e pagamos 17.500 um casal de amigos Edson e Karina pagaram para 2 dias depois 13 mil pesos chilenos, não me recordo o nome da empresa mais todos os ônibus são de ótima qualidade pelo que vimos na rodoviária!
      No hostel conhecemos um casal de brasileiros Fred e Mariane  que sofreram muito e foram enganos pela agencia Thiago Tous eles passaram muito mal devido a comida estragada e não foi somente ele mais todos do carro passaram 2 dias com diarreia e vômitos e falaram que o guia os trataram extremamente mal, nessa hora falamos do tratamento de nossa agencia e mostramos nossas fotos eles não acreditaram. Eles nos mostraram a foto do “Cemiterio de Trem” que levaram eles e foi em um lugar com um vagão de trem de carga, não entrar em detalhes mais foram muito enganados!
      BUSQUEM RECOMENDAÇÕES DE AGENCIA o Salar é um dos pontos autos da viagem e infelizmente dependemos da agencia que pode fazer que esse lugar supere todas as suas expectativas como se transformar em uma tremenda decepção.
       
      Dia 05/01/2018
       
      Não fizemos nenhum passeio alugamos uma bike e andamos por um parque chamado Cartape e Pukara de Quitor.
      Indico fazer o passeio de bike gostei bastante se tivesse ficado mais alguns dias certamente tentaria chegar Vale de La Luna
       

       
      Nesse dia a noite pegamos o ônibus ruma Arica, ônibus no chile são muito confortáveis e tem para todos gosto a bolso, peguei o mais barato que achei no dia não me lembro o valor.
      Noite de sono tranquilo, capotamos todos e so acordamos em Arica no dia seguinte!
      Dica, chegando no Atacama já compre a passagem de saída você vai conseguir achar preços mais baixos.
      Dia 06/01/2018
      Chegamos em Arica cidade me pareceu muito bacana pena esta com roteiro apertado e não te dado para ficar ao menos um dia.
      Na chegada no próprio terminal já procuramos o taxi para nos levar até Tacna, taxi lembro que foi barato algo próximo a 12 reais por pessoa e foi bem rápido e carro confortável.
      Poderíamos ter pego uma fila grande na imigração do Chile com Peru, mas o motorista e seus contatos agilizou tudo para nós e ganhamos alguns minutos, após todos os tramites e depois de ter que jogar minhas frutas fora na imigração chegamos em terra Peruanas e chegamos em Tacna.
      Pensa em uma cidade quente é Tacna, assim que chegamos no terminal já procuramos passagem para Lima, achamos por 60 Sol com “escala” em Arequipa e com direto a Janta, eu não tive coragem de comer era Arroz, frango frito e batata assada. Horário do ônibus era para as 14:30 e ainda era 9 da manhã e resolvemos irpara o centro de Tacna que é uma zona franca para quem não sabe.
      Galera para quem estiver passando por lá vale a pena ir as compras de Bebidas, Perfumes e Roupa eletrônico não vi tanta vantagem, comprei uma jaqueta para baixas temperaturas por 60 Soles que foi um dos melhores investimentos para viagem já que iria para Huaraz ♥.
      Após bater perna hora de volta para rodoviária e enfrentar as 22 horas de viagem de ônibus :(. Depois disso apredi que o melhor é ir de avião muito tedio dentro do ônibus, que teve somente a parada em Arequipa e depois foi direto ate Lima...

      IMG_7427.MP4  
      Dia 07/01/2018
      Chegamos em Lima por volta das 13hs de um Domingo, em Lima não tem rodoviária o ônibus para em uma rua e descemos, para quem mora em São Paulo o “terminal” ficava em uma rua que parecia região da praça da Sé com Cravolândia cidade vazia.
      A essa altura da viagem já tinha perdido noção de qual era o dia da semana e precisava cambiar dinheiro, tínhamos somente alguns trocados e precisava urgentemente de uma casa de câmbio e advinha todas fechada, do nada apareceu um senhor que nos abordou oferecendo para cambiar, como não tínhamos outro lugar torcemos para PachaMama que aquele senha estivesse com boas intenções e não nos desse um golpe, negociamos e acabei trocando 1 Real por 1 Soles e cambiei  mil reais. Cambio feito dinheiro dividido em bota, cueca e doleira fomos correndo pegar um taxi para ir para Miraflores e procurar um Hostel, oque mais queríamos era um banho cama já que fazia mais de 40 horas que não tomávamos banho rsrsrs, nunca sofri tanto para achar um taxi, nenhum taxista queria ir para Miraflores, achamos um que nos levou e cobrou o olho da cara mais infelizmente era Domingo atarde e era oque tinha pagos por volta de 30 Soles.
      Serio me apaixonei por Miraflores, que lugar lindo bem cuidado com tudo que uma cidade grande precisa.
      Devidos os preços dos Hostel serem caros optamos por ficar em AirBnB qua valeu muito a pena, o anfitrião foi muito atencioso com nós, durante todo o tempo que ficamos ele deu toda a atenção e fazia de tudo para nos agradar, no começa achamos que ele queria nos roubar tanto que na primeira noite escondemos todo o nosso dinheiro mais depois descobrimos o real interesse, ele estava aprendendo português e queria apenas conversar. 
      Nesse mesmo dia ele nos levou para conhecer alguns lugares de Lima e fomos para Circuito Mágico del Agua, achei muito lindo foi um passeio pago mais nunca vi algo do tipo e já aproveitamos e compramos passagem para Huaraz pela empresa  por 80 Soles ônibus noturno.

      Dia 08/01/2018
      Nesse dia estava programado Conhecer Miraflores e ficar somente pela região e fazer um City tour, Não vou me cansar de falar que lugar incrível é Miraflores queria morar lá, uma pena é que nesse dia esta muita neblina
       

       
      Dia 09/01/2018
      Nesse dia fomos conhecer o centro de lima, fomos de ônibus mesmo utilizamos o “BRT” deles que por sinal funciona muito bem parece o metro. Achei muito bom o centro histórico lá consegui comer o melhor Ceviche e.
       Dica: Lima foi o Melhor lugar para comprar lembrancinhas tinha mais variedades e os melhores preços.
      Nesse dia a noite fomos para o Terminal porque iriamos para Huaraz, viagem noturna em um ônibus de muita qualidade, dormimos a noite toda, acho que o ônibus saiu por volta das 22 horas e chegamos no dia seguinte por volta das 7 da manhã. Não vi nada do caminho dormir a viagem toda como sempre rs.

       
       
      Dia 10/01/2018
      Cidade é muito fria, deveria esta por volta dos 10ºC cidade tem lindas montanhas coberta de Neve o que me impressionou muito já que nunca tinha visto algo do tipo.
      Como já tínhamos feito uma reserva pelo Booking  em um Hotel que não recomendo diga de passagem, fomos direto para o Hotel ja que nesse já tínhamos acetado  passeio para Glaciar Pastoruri, A van nos pegou por volta as 9 da manhã no hotel e retornamos por volta das 18hs, foram por volta de 3 horas para ir e 3 horas para voltar, viagem um pouco cansativo mais vale a pena.
      Serio a caminha pela trilha de onde a van deixa ete chegar no Glaciar é muito cansativo por conta da altitude e o frio e chuva gelo, tudo ao mesmo tempo

      Dia 11/01/2018
      O principal lugar que queria conhecer, Laguna 69 que lugar foda muito legal mesmo pena que extremamente cansativo.
      Saímos do hoste as 5 da manhã e foram por volta de 4 horas ate o lugar que se inicia a trilha, o caminho é repleto de belas paisagens montanha cachoeiras picos nevado. Iniciamos a trilha por volta das 9:30 e foram mais ou menos 2:40 de subida, quanto sofrimento, quanta falta de ar, quantas vezes pensei em desistir é muito cansativos mais em fim conseguimos chegar, todo o sofrimento valeu muito a pena e sem sombra de dúvida faria tudo novamente, sem palavras para esse lugar.

       
       Video da trilha 

      IMG_8222.MP4 Fotos
      Dia 12/01/2018
      Hora de se despedir de Huraz, nosso ônibus partiria as 15hs para Lima. Aqui tivemos nosso primeiro perrengue da viagem onde quase tivemos que retornar para o Brasil... Saímos do Hotel ao meio dias e fomos para o terminal esperar da o horário de ir embora, como nesse dia não tinha passeio programado e a cidade em sim não tem muita coisa, chegamos no terminal e despachamos nossa mochilas ficando somente com mochilas de ataques como faltava muito para a hora do nosso ônibus resolver andar para matar o tempo e comprar agua e algumas coisas para comer, já que assim que chegássemos em Lima iriamos direto para o Aeroporto onde passaríamos a noite já que nosso voo sairia para Cusco as 6 da manha.
      Andamos para cidade, compramos nossos lanhes bolachas e etc, quando chegamos no terminal cadê nossas mochilas???? Embarcaram em outro Ônibus para Lima nessa hora gelamos um dos profissionais da empresa trataram nosso problema com estremo desdém falou somente “Suas mochilas vão esta em Lima” foram a 8 horas mais agoniantes da vida, estávamos somente com a roupa do corpo sem nada mais, só nos restava esperar.
      Não tínhamos sono, fome ou sede somente preocupação em achar a (Judite e Gertrudes apelido carinhoso de nossas mochilas) e para fechar na poltrona de trás tinha uma criança do demônio que não para 1 minuto se quer, ficava empurrando o nosso banco.
      Chegamos em Lima outa surpresa  a Movil tours tem 3 terminais espalhado pela cidade e o ônibus que estávamos iria passar por 2, chegando no primeiro nossas bagagens não estava iriamos para o outro que ficava bem próximo chegando lá nossa bagagem também não estava e nesse momento não foi nos passado que tinha outro terminal, o Alan² nessa hora começou a fazer um barraco eu estava tão desanimado que sentei no chão do terminal e fui ver quantos tinha de dinheiro e oque o seguro viagem poderia ajuda para a volta pra casa já que ainda estamos no meio da viagem e não tinha como comprar roupa e ainda espera ate o dia 23/01 para o nosso retorno, um segurança muito bom amigo fazia de tudo para nos acalma e nos entender, oque o pessoal do terminal de Huaraz nãos nos deu apoio o de Lima ficaram de parabéns, localizaram a mochilas em outro terminal nessa hora confesso que bateu um emoção, porem o cara falou que o terminal fecha as 22hs e já era quase 23:30 ei foi hora de Desce do Salto Roda a baiana e mostrar oque o baiana tem... aprendi a falar espanhol fluente em 2 segundos, mostrei as passagens compradas de avião para Cusco as 6 da manha do dia seguinte e que não tinha como esperar ate as 6 para ir a rodoviária e que no o erro não foi nosso.
      Papo vai papo vem, decidiram nos levar de carro ate a outra rodoviária, juro que na hora que vi a Gertrudes e Judite bateu uma baita emoção e pude voltar a sonhar em conhecer Cusco e Machu Picchu S2
       
      Continua...
    • Por nnaomi
      Período: 24 a 26/10/2009
      Cidades: Paraty - Vila de Trindade
      A Vila de Trindade pertence à cidade de Paraty, porém enquanto o centro histórico preserva a arquitetura de época e fica devendo em matéria de praia, a pequena vila, embora com menos infra-estrutura, esbanja em natureza e praias lindas. Ficou conhecida como reduto e símbolo dos hippies e depois como destino dos aventureiros que ousavam percorrer a terrível estrada de terra, para acampar nas belas praias. A estrada era tão terrível que um morro foi nomeado como Deus Me Livre, tal era a dificuldade de passar por esse trecho, especialmente em épocas chuvosas. Atualmente a estrada asfaltada permite o acesso a pessoas não tão aventureiras e as casas dos pescadores viraram pousadas e bares simples, bem como mercearias, lojinhas e restaurantes foram abertos, aumentando a infra-estrutura do local. As praias são belíssimas e as trilhas ótimas para cansar o corpo, mas descansar a mente e encher os olhos.
       
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem.
       
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      A cidade
      A Vila de Trindade, pertencente à cidade de Paraty, fica situada na região conhecida como Costa Verde, no Rio de Janeiro. A cidade faz limite com as cidades de Angra dos Rei, Cunha e Ubatuba. Possui cerca de 33mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 928 Km². Apresenta clima tropical com temperatura média de 24 ºC.
    • Por Juliana Champi
      "At your own risk" será explicado no fim do relato! 
      POR ACASO... ÁFRICA DO SUL
      Essa viagem pela África do Sul nasceu Europa, mas foi alterada por motivo de força maior (R$, kk) e hoje venho contar nossa aventura pelo quarto continente em que pisamos (só falta a Oceania)!
      Digo que ela nasceu Europa pq nos planos originais eu e o marido viajaríamos para o leste Europeu... uma viagem romântica, no verão europeu (agosto) pra comemorar nossos 10 anos de casados! Nesta viagem nosso filho João não iria nos acompanhar, combinamos de viajar só nós dois a cada 5 anos, reedição da Lua de Mel.
      Ocorre que o preço das passagens para a Europa estava ridiculamente alto, e não costuma rolar promoção pra Eslovênia, rs. E eu, overplanning que sou, estava meio nervosa sabendo que faltava só seis meses pra agosto e eu ainda não tinha passagens nem pra onde ir.
      Cotei outros destinos da Europa... tudo caro! Eu tinha menos de 5k pra comprar duas passagens, rs. Aí comecei a cotar destinos aleatórios... Rússia... Austrália... África... e achei passagens em preços bons para a África do Sul! Não estavam em promoção, estavam com preço pagável, coisa de 2 mil e poucos cada, saindo de Londrina, pela Latam.
      Eu nunca compro passagem saindo de Londrina pq sempre fica muito mais caro... mas desta vez como encaixava na grana que eu tinha disponível, e considerando que é bem melhor comprar a passagem inteira unida, bati o martelo. “Marido... a Lua de Mel vai ser na África”. Eu estava radiante!
       
      POR ACASO... COMPANHEIROS!
      Antes de fechar as passagens pra AS, conversei com o filho. Tá certo que era pra ser só eu e Gui, mas fiquei com remorso de deixá-lo pra trás em um destino tão diferente. As perguntas dele foram: vai estar frio lá? (Sim) Vamos acordar cedo todo dia? (Sim) Vai ter internet? (Não sempre)... “então mamãe, não quero ir não”. Confirmei se ele tinha certeza... que provavelmente íamos fazer safáris... e mesmo assim ele não quis. Quem leu meu último relato (CEARÁ, abril de 2018) viu que ele reclamou muito do frio do Japão em dezembro do ano passado (2017) e pediu pra ficar um tempo indo só pra onde fosse calor e tivesse água, rs! Ai essa adolescência... paciência!
      Mas aí temos um casal de amigos do peito... e desde o ano passado estávamos pentelhando eles pra viajarem conosco este ano! Eu tinha dito pra eles ano passado que se topassem ir pra Itália este ano nós desistiríamos do leste europeu... mas como eles iam se casar no início deste ano e estavam segurando grana, não toparam. Depois de comprar nossas passagens eu mandei “Tata... vamos pra África com a gente! Vai ser Lua de Mel de vcs tb... a gente precisa dirigir juntas na mão inglesa no meio da savana...” (obs. Nós duas somos biólogas!)... e depois de enrolar uns 2 dias, Thais e Ezequiel iam com a gente! Que feliz!
       
      PLANEJAMENTO
      O casal de amigos mora em Curitiba, então nos falávamos pelo whatsapp, pessoalmente quando dava e montamos uma pasta compartilhada no Drive. Foi a primeira vez que eu tive ajuda pra montar uma viagem, pois geralmente me encarrego de montar sozinha! Adorei!
      Decidimos que dividiríamos a viagem de 22 de agosto a 7 de setembro (17 dias) em 3 locais: Joburg (22 a 26 de agosto), Kruger (26 a 30 de agosto) e Capetown (30 de agosto a 7 de setembro). Queríamos muito fazer a rota jardins, mas achamos que ficaria corrido e ela ficou pra próxima! Com as datas decididas pudemos começar a pesquisar passagens internas, hospedagens, locomoção e etc.
      Documentação: passaporte, certificado internacional de vacinação contra febre amarela e seguro viagem
      Além do passaporte, é necessário o certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Foi bem tranqüilo pegar, pelo site da ANVISA se preenche um pré-cadastro e na agência foi bem rapidinho pegar... cada cidade tem seu método.
      Embora não seja obrigatório, solicitamos seguro viagem do cartão de crédito (gratuito para platinum ou superiores). Não tenho coragem de viajar sem não, se seu cartão não oferece, procure comprar!
      Clima: inverno!
      Em agosto é inverno na AS, assim como no Brasil. É a melhor época para avistar baleias, mergulhar com tubarão e fazer safáris! E como a gente ama frio, achamos perfeito! Em Joburg pegamos dias ensolarados e noites frias, no Kruger idem, já em Capetown, o tempo muda a cada 5 minutos e faz vento com sol e chuva e frio e calor tudo ao mesmo tempo. Mais detalhes no relato da cidade.
      Deslocamentos internos: passagens aéreas internas e aluguel de carros
      Nossa passagem aérea foi multidestinos, chegamos por Joburg e saímos por Capetown, então tínhamos que decidir como ir de Joburg para o Kruger (26 de agosto), e como ir do Kruger para Capetown (30 de agosto).
      Depois de ler muita coisa e avaliar custos e liberdades, compramos passagem aérea pela empresa Mango (Lowcost da SAA) de Joburg para Capetown em 30 de agosto, e para o Kruger alugamos carro. Em Capetown tb alugamos carro pq não queríamos ficar dependendo de agências e queríamos andar muito pelos arredores! Então resumindo ficou assim:
      22 de agosto – aéreo Brasil para Joburg
      23-26 de agosto – a pé, de Uber e etc por Joburg
      26-30 de agosto – de carro de Joburg para o Kruger
      30 de agosto – de carro do Kruger para Joburg e aéreo para Capetown
      30 de agosto a 7 de setembro – de carro em Capetown
      7 de setembro – aéreo de volta pra casa.
      A passagem interna compramos direto pelo site da Mango (3200 rands para os 4, cerca de 200 reais por pessoa) e os carros alugamos na rentalcars. 110 dólares por 4 diárias em Joburg (Kia Rio automático na Bidvest Stnd – MUITO BOM) e 150 dólares por 8 diárias em Capetown (Ford Fiesta Ecoboost automático na Budget – MEIA BOCA).
      Sobre carros na AS: como alugamos os carros na rentalcars, site gringo, vem cobrado IOF. Diz que se alugar na rentacar, site nacional, não cobra, mas nem cheguei a ver. Outra coisa é que não coloquei nenhum adicional de seguro no site, e no balcão não odereceram nenhum outro seguro da empresa como de costume... e se vc tem um cartão platinum ou superior verifique se ele não oferece cobertura de seguro veicular. E por fim, preferimos gastar um pouco mais em carros automáticos pq ia ser a primeira vez que todos nós íamos dirigir na mão direita! Sobre a PID, há informações de que precisa e informações de que não precisa mas é bom ter. Pra não arriscar resolvemos fazer, até pq pretendemos usar de novo em breve. Mas não precisou.
      Devolvemos o primeiro carro muito sujo e com tanque pela metade, além de ter pedágios debitados... cobraram coisa de 50 dólares a mais no cartão. O segundo ainda não cobraram nada. Devolvemos limpo e com tanque cheio, e os pedágios foram pagos a parte.
      Mais detalhes sobre estradas, pedágios e direção na mão direita no relato de cada cidade.
      Hospedagens
      Muita pesquisa sobre melhores locais pra ficar depois, fechamos Joburg pelo Booking (hostel), no Kruger ficamos dentro do parque (detalhes no próximo tópico) e em Capetown pegamos uma casinha fofa pelo airbnb. Como sabíamos que a hospedagem dentro do Kruger ia ficar salgada, pegamos uma opção mega barata em Joburg, e deu tudo certo:
      Joburg: Westmoreland Lodge, quarto família (para 4) com banheiro privativo! 320 reais para 3 pernoites, que lindo! Cerca de 50 reais por casal por dia! Localização e internet ruim, mas por este preço valeu.
      Capetown: nossa casinha fofa, muito confortável e bem localizada, adoramos! Anfitrião super gente fina! Não foi baratinho, mas achamos um ótimo custo benefício! 2250 reais por 8 noites – 1125 reais por casal, o que dá uma média de 140 reais por casal por noite!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/8403731
      Gente, amo muito airbnb! Pra mim é como estar em casa, ter vizinhos, e ainda possibilita fazer algumas refeições em casa, ir ao mercado, e sentir mais o que é morar ali! Caso vc tenha vontade experimentar, faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima hospedagem:
      www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3
       
      Kruger National Park: hospedagem, games e self-drive
      Ai, que trabalho que deu esse Kruger. Tanto pras hospedagens quanto pras demais atividades! Mas antes, vamos introduzir o tema “Safari na África do Sul”!
      Informações gerais têm em milhões de blogs, não tivemos dificuldade em “nos situar”, mas fazer as escolhas é que pega! Existem muitas formas e locais para se fazer safáris na AS, vários parques privados e nacionais, vários tamanhos, vários preços. O Kruger National Park é o maior da AS, com uma estrutura gigante, e foi a nossa escolha. Mas tenha em mente que na região do Kruger tem várias reservas privadas que podem oferecer experiências mais “private”, como dirigir off-road pelas trilhas, safáris de luxo entre outros.
      Uma boa opção, me pareceu, pra quem não tem dias suficientes para se deslocar até o Kruger, que fica a umas 5-6h de Joburg de carro (tb tem opções de aeroportos próximos), é o Parque Pilanesberg, bem menor, mas bem mais próximo de Joburg. Tenho amigos que fizeram safáris guiados por lá e gostaram muito, só não sei se tem opção de self-drive.
      Se a sua viagem não inclui Joburg, próximo a Porto Elizabeth, pra quem vai fazer a rota jardins, tem o Addo Elephant Park que tb é muito bem recomendado! Opções é o que não falta!
      O site abaixo é o site oficial de todos os parques nacionais da AS, mas já adianto que é um pouco confuso!
      https://www.sanparks.org/
      Mas, como já disse, escolhemos o Kruger! E escolhemos ficar dentro dele! Lemos muito sobre os tipos de acomodação, a localização dos camps, as regras do parque e tínhamos decidido alugar a opção “family cottage”, casinha para 4 pessoas, em 2 camps diferentes, um no sul e um próximo ao centro do parque! Só que quando fomos fechar as opções de campings escolhidos já estavam esgotadas 4 meses antes da viagem!!
      Apesar de imenso, muita coisa esgota rápido e com bastante antecedência, então não marque bobeira! Depois de reavaliar tudo pegamos 2 bangalôs para duas pessoas cada nos camps de Skukusa (sul) e Letaba (centro-norte). O preço ficou mais ou menos o mesmo da “family cottage”, mas quem disse que a gente conseguia reservar pelo site? Dava erro. Pedimos ajuda do suporte e já pedimos pra incluir todas as taxas de entrada e conservação aplicáveis, e no fim das contas deu cerca de 2000,00 reais por casal para 4 dias. Salgadinho né? Achei... mas enfim.
      Eles mandaram a “carta de reserva” e depois de mais alguns erros conseguimos pagar, mas foi cobrado duas vezes no cartão e tivemos que ligar lá no Parque (pelo skype!)... depois de alguma demora tudo resolvido!
      *Sobre as taxas: tem taxa de permanência diária, taxa de permanência do carro, taxa de tudo quanto é coisa, só de taxa foi mais de 1000 reais desse total de 4000 para todos!
      *Sobre os camps: tem vários, vc vai ter que entrar no site, olhar no mapa e ver as características de cada um. O parque é mais “movimentado” ao sul, e o Skukusa é o maior e melhor estruturado... se vc quiser algo mais exclusivo fuja dele. Ao norte tudo fica mais vazio, inclusive tem menos bicho dizem... então é avaliar o gosto de cada um. Quando se verifica a distância entre um camp e outro parece pouco, mas como a velocidade é limitada a 50km/h, 150km podem levar muitas horas. Além do que enquanto vc se desloca dentro do parque vc vai parando pra ver tudo né!
      Pra quem quer baratear um pouco, dá pra ficar fora do parque, há opções de hospedagem mais em conta. A parte ruim é que não se pode fazer as atividades que começam antes de abrirem e depois de fecharem os portões, limitando um pouco a experiência.
      *Sobre os games: independente de ficar dentro ou fora do parque, vc tem a opção de fazer os games guiados ou por conta. Nós, dentro do parque, resolvemos fazer dos dois.
      Com alguma dificuldade e novamente tendo que solicitar ajuda do suporte já que não conseguíamos fechar direto pelo site, decidimos por 4 games: night drive (dia 26/08), sunrise drive (dia 27/08), morning walking e sunset drive (ambos dia 29 de agosto). Tínhamos outras opções antes destas mas algumas atividades no Skukusa já estavam esgotadas faltando dois meses! Mais uma vez, atenção aos prazos!
      Vantagens dos games guiados: carros abertos, experiência dos guias, liberdade para fotografar, conhecimento. Desvantagem: preço, embora não sejam caros... os drives são cerca de 75 reais e o walking cerca de 125 por pessoa.
      Vantagens do self-drive: liberdade de ir onde quiser (desde que se mantenha nos locais pré-estabelecidos), frio na barriga, baixo custo. Desvantagens: vc não sabe onde estão os bichos, é bom seguir os carros guiados, e só pode andar das 6h da manhã as 18h.
      O relato de como foi a nossa experiência com os games guiados e os self-drives está no texto por cidade.
      O que comprar antes
      Verificamos que algumas coisas poderiam se esgotar antes da nossa chegada, mas não queríamos ficar amarrando tudo antes de ir! Dentre todas as atividades, destacam-se o passeio por Robben Island em Capetown e o mergulho com tubarão em Gansbaai.
      *Robben Island: é difícil comprar esta atividade pro próprio dia, mas é possível comprar pro dia seguinte, tanto presencialmente no V&A Waterfont, de onde saem os barcos, quanto pelo site. Não é necessário apresentar o voucher impresso. Deixamos pra comprar lá na véspera, deu xerto.
      *Mergulho com tubarão: pode arriscar reservar lá ou comprar antes. O preço por pessoa é cerca de 150 dólares, bem caro... mas em poucos lugares do mundo vc pode ter esta experiência. Fizemos uma super avaliação de empresas que oferecem o passeio e acabamos deixando pra fechar lá. Um casal fez, outro não, mais detalhes em Capetown.
      Internet
      Chip local comprado na chegada em Joburg com pacote de dados de 5GB (500 rands) roteado nos 4 celulares com foco em deslocamentos, mas usamos muito já que a internet do hostel era ruim. Em Capetown compramos mais 3GB (150 rands). E como nos separamos um dia acabamos comprando um outro chip com 1GB de internet, mais 150 rands. Total internet 800 rands, cerca de 200 reais, 100 reais por casal.
      Money... que é good nóis num have!
      Levamos 2000 dólares por casal e cartão de crédito para eventuais despesas extras.
      Para efeito de conversão, tome-se que 1 real = 3,50 rands (já descontados taxas e tarifas de conversões)
      Trocamos dinheiro duas vezes, uma no aeroporto de Joburg que cobrou taxas absurdas e uma em um shopping de Capetown que foi mais honesto.
      Como apertamos bastante o orçamento em Joburg, acabou sobrando 500 dólares de cada casal. No cartão foram pagos a subida da Table Montain que é carinha, as entradas da Robben Island que compramos pela internet na véspera, UBER em Joburg e a Tata e Eze pagaram parte do mergulho com os tubas!
      Arrumando malas
      Tínhamos franquia de 23k por passageiro na internacional pela Latam e 20k por passageiro na Mango, então não tivemos problemas com peso pq gostamos de viajar leves! Mas era inverno... levamos roupas de frio e impermeáveis. Para os safáris pedem roupas de cores neutras e é bom ter calçado impermeável pq pode molhar.
      Chegou a hora!
      Embarcamos em Londrina com destino a Guarulhos, onde encontraríamos nossos parceiros de viagem, e pontualmente às 17:55, horário de Brasília, decolamos em direção à mamaafrica! (FOTO 1)

      FOTO 1: os viajantes - eu, marido Gui e amigos Thais e Ezequiel!
       
      CONTINUA...
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