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Lucas Vysk

"Yeah, I'm brazilian" - 11 meses, 25 países, sozinho, de mochila e chinelo / sexo, drogas e hitchhiking

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Olá,

 

antes de uma apresentação minha, dos motivos que viajei, do relato, dos porquês, eu vou fazer um breve introdução. Aqui eu não vou dizer só e detalhado tudo do que fiz na viagem, vou contar mais um relato pessoal, tudo que senti, pensei e passei. Uma aventura muita mais interna/pessoal do que para tirar fotos, carimbar passaporte. Vou contar tudo o que vivenciei, descobri e aprendi, não medirei palavras e contarei de sexo, drogas, hitchhiking, calote em hostel, ônibus, quando tomei banho no meio de um parque ou até dormi na estação de trem.

 

A cada lugar que parava eu ficava de 5 dias até semanas. Procurava saber de tudo, prato típico, custo de vida, renda normal das pessoas, como elas vivam lá, o que achavam, procurava saber até de coisas de mulher, como tratamento de cabelo, maquiagem, manicure, tudo. Mais uma vez, esse relato não é dica de viagem, até pode ser, mas é algo mais pessoal. Por isso não há muitas fotos, minhas fotos foram mais de momentos do que 'turísticas'. Eu poderia fazer crônicas sobre cada dia e aqui vou tentar fazer o mais resumido possível. Escrevo direto e dificilmente volto atrás (no texto) para mudar alguma coisa.

 

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Era início de tarde, a ligação dela foi repentina enquanto me preparava para sair com meus colegas de quarto. Me disse para ir à sua casa e eu obviamente não hesitei. Avisei que me encontraria com eles em umas 2 horas e saí do hostel ao encontro dela. Era meu último dia em Praga, como eu estava eu fui, de chinelo e bermuda. Como não tinha internet na rua, consegui um wifi num hostel próximo e avisei que estava do lado da casa dela. Ela desceu também usando chinelos, com roupa básica, cabelo bagunçado e um sorriso no rosto. Cabelo quase ruivo, longo e encaracolado, olhos castanhos claros e pele branca, sem maquiagem. Me convidou para entrar.

 

A casa estava consideravelmente bagunçada, mesa suja, coisas espalhadas. Fomos ao quarto dela e conversamos. Não muito depois nos beijamos. Quando tirei sua roupa percebi que as pernas, como outras partes, estavam recém feitas, como fosse só para mim. Transamos. E após quase exaustas uma hora e meia, terminamos rindo e conversamos um pouco sobre tudo, ainda na cama, como bons amigos, quando comentei que tinha que sair, ela se lembrou que também tinha que encontrar alguns conhecidos. Nos despedimos e disse que eu esperava reencontrá-la em algum lugar, um dia, quem sabe. Ela concordou rindo, mesmo sabendo que aquela talvez seria a última vez que nos veríamos. Me deu um beijo na bochecha e foi nas pontas dos pés para o banho.

 

Ela era livre!

 

 

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Eu comecei a trabalhar cedo, com 16 anos, já na minha área, e vinha trabalhando até então, hoje com 24. Tinha uma posição importante na empresa, bom salário, bolsa na faculdade, carro. Mas eu estava frustrado, não queria aquilo para mim, eu estava muito novo para aquilo. Eu estou novo. Quando meu pai se casou aqui no Brasil com uma alemã, ela me disse que tinha uma casa vazia na Alemanha e eu poderia ir quando quiser. Foi então, em que em poucos meses decidi largar tudo e ir para Alemanha! Tranquei faculdade, comprei minha passagem, pedi demissão e após dois meses (de aviso prévio) estava saindo do Brasil em direção à Alemanha. Meu objetivo na época era encontrar algo para ficar lá, um trabalho, uma faculdade. Saí do Brasil com 13 mil reais ao todo. Não falava inglês direito, o que sabia, "aprendi" em duas semanas ouvindo aúdio-aula no meu carro enquanto ia para o trabalho.

 

Em dois meses na Alemanha, vi neve pela primeira vez, tive um relacionamento difícil depois de um tempo com a família da esposa do meu pai porque segundo eles, "eles eram alemães" e eu tinha que viver como eles. Coisas como nossos 15 minutos de tolerância ou coisas banais eram suficientes para um problema. O mesmo aconteceu na Suécia, onde também passei dois meses, mas ainda chegarei lá. Morava numa pequena cidade chamada Kaufbeuren, tinha alguns bares, três boates e uns sete mercados (grandes/pequenos). O primeiro mês na cidade e nos lugares que fui foram impressionantes, a surpresa que causava nas pessoas era ainda mais. Como eram cidades consideravelmente pequenas, as pessoas sabiam que eu não era de lá, por causa da minha cor principalmente. Eu não sou negro, não sou branco, eu sou queimado de sol (sim, eles notam. Para mim eu só sou moreno). Crianças me encaravam como se eu fosse de outro mundo porque elas nunca tinham visto ninguém da minha cor. Quando eu entrava no bar, todo mundo parava e me encarava! Os homens e mulheres. Na primeira semana eu já fiquei famoso na minha cidade, primeiro porque eu bebia muito, então estava sempre frequentando os lugares, segundo eu era bronzeado, terceiro eu era brasileiro (fator principal até). Afinal, que um brasileiro fazia lá?! Legal citar também do susto que eu causava nas pessoas ao sair na rua de havaianas, principalmente calça jeans e havaianas - sou carioca.

 

Entre esses dois meses e pouco, um mês eu estudei alemão para estender meu visto. Paguei aproximadamente 500 euros - me arrependo hoje me dia - e consegui mais sete meses de visto estudando apenas um. Foi um mega "jeitinho" que eu nem estava procurando, mas o diretor da escola ofereceu para mim. Na minha cabeça, de lá eu ia já conseguir me fixar na Alemanha, então 2~3 semanas antes decidi viajar um pouco.

 

Viajei entre Budapest e Praga. Quis chegar em Budapest numa quinta-feira para pode pegar o final de semana e saí direto de Munique para lá. Foi incrível, muita coisa para fazer, as pessoas são 'easy going', mas o preconceito é forte por alguns.

 

Ouvi dizer também que é muito comum alemãs viajarem para Budapest só para para fazer o cabelo, unha, etc. Pois saí mais barato pagar a passagem e fazer por lá que fazer na Alemanha. O mesmo acontece na Bulgária e outros países. Já que na Alemanha, uma manicure cobra a partir de 40eur (pelo menos na Bavaria) e o corte de cabelo masculino não saí por menos de 12eur.

 

Dos três dias que reservei o hostel, dois eu nem dormi lá. Eu ouvia muita coisa tipo "Lucas, eu não sou essas meninas de 'one night stand’ ", mas eu não estava lá para isso. Realmente não. Daí continuava conversando e no final sempre rolava. Eu continuo falando com muita gente, aliás. No último dia como deixei para comprar em cima da hora, eu perdi menu ônibus para Praga. Era domingo, voltei para o hostel, paguei mais uma diária e fui dar uma volta na cidade. Domingo, de noite, caminhando aleatoriamente na rua, eu começo a ouvir uma música que parecia que conhecia. Segui o som. Chegando no lugar eu me deparo com uns 200 brasileiros, cantando pagode, parecia um carnaval!! Eu não acreditava no que via. Obviamente me juntei, cantei com eles, muitos me estranhavam porque eu era "um br novo". E foi incrível!! Assim que terminou o pagode nós nos juntamos para limpar a praça (bem legal) e fomos para uma boate, cantando "baile de favela" na rua. Eu quase não dormi no hostel de novo e esses mesmos brasileiros eu viria a encontrar meses depois quando voltaria à Budapest e Munique. Dia seguinte foi em paz, caminhei por um mercado popular, peguei uma chuva terrível que acabou com meu tênis e terça-Feira de madrugada chegava em Praga.

 

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Eram 4h da manhã, em Praga na rodoviária. Aguardei um tempo lá e depois de 1h caminhava para o hostel. Em plenas 5h da manhã de uma terça-feira via pessoas super bêbadas pela rua, bares e boates ainda cheios e com música rolando, pessoas vendendo/comprando drogas. Ao chegar no hostel, o checkin era apenas 12h, deixei minha mochila e fui dar uma volta. Entre 7-8h ainda havia gente saindo de festa e todos que viam falar comigo assim que soubessem que era brasileiro me perguntavam se eu estava com drogas. (?!)

 

Quando voltei ao hostel 10h, eles me liberaram para ir ao quarto - eu estava bem cansado. Era misto, hotel/hostel. O quarto do hostel era no final de um corredor no terceiro andar, era como uma casa, com cozinha, dois banheiros e dois quartos com doze pessoas cada. Éramos muitos, mas quem se juntou foram eu, um australiano, duas americanas, uma norueguesa, uma italiana e uma chinesa. Fiquei em Praga 5-6 dias, sendo que o último eu dormi de graça no hostel. Como o controle era apenas uma chave magnética, o pessoal abriu para mim e eu dormi na cama com a americana.

 

Entre todos os lugares em Praga, o melhor foi um chamado "Naplavka". É como um cais, à beira do rio, com pessoas locais e longe dos idiotas norte-americanos, vários bares e música. Quando fui tinha muita gente estudando e bebendo vinho na beira do Rio. Eu viria a encontrar todo o pessoal aleatoriamente lá, pois quando eles foram eu não estava junto.

 

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De Praga planejava ir para Póznan, encontrar uma amiga polonesa que eu tive um 'rolo' em um dia na Alemanha - eu só viria encontrar com ela de novo em Portugal oito meses depois - mas tive que voltar para Alemanha para estudar.

Eu estudei com 22 refugiados, de todas as idades, 18 aos 50, todos homens, e foi muito legal compartilhar conversas com eles ainda que poucos falavam bem inglês. Alguns ali realmente não queriam nada e estavam só para ganhar dinheiro do governo, mas outros falavam "Lucas, eu quero aprender o idioma, trabalhar e trazer minha família". Eles colocaram a família no Skype, me mostraram e explicaram que todos estavam vivendo na casa de uma tia porque a casa dele tinha sido destruída. Aos que tem 50 anos é complicado também, pois eles estão recomeçando tudo. Me sinto até privilegiado de tido uma chance de ter tido reais conversas com eles.

 

Importante citar que eu sofri MUITO racismo e preconceito por não ser e falar alemão, seguranças me proibindo de entrar em bar/boate, pessoas tentando arrumar briga comigo (me dando ombrada), me tratando mal por não falar alemão. Aliás, eu parei de perguntar para as pessoas se elas falavam inglês, simplesmente saía falando até ganhar a atenção dela. O racismo principal é dos homens, as mulheres por outro lado me davam muita atenção, em outras palavras 'mole'. Também é perceptível a diferença das gerações a cada 10 anos. Se você tem 30 anos ou mais, provavelmente não fala inglês, só os mais jovens. Essa geração mediana é super orientada à resultados e a mais velha não é racista - os mais velhos são os menos racistas (sim!). As mulheres são muito auto-suficientes e orgulhosas, algo que talvez venha de todo movimento histórico alemão. Na geração do meio para nova você pode ver a diferença de mentalidade também, em termos de tolerância e expectativa de vida mas ainda são parecidas porque são jovens – não tiveram tempo ainda de amadurecer. Nessa geração mediana muitos estão saindo da Alemanha por lá ser muito "chato". Eles estão indo para países que consideramos “ruins”, como o México, Colômbia, até Brasil. Reclamações de transporte não funcionar, cancelamento repentino de ônibus/trem ou até a não solução de problemas recorrentes (atenção em como eu disse isso) são tão comuns lá como aqui e, arrisco dizer, na mesma proporção.

 

Por todos esses motivos que é muito comum na Europa os brasileiros se juntarem. Espanhol vêm junto porque eles são iguais à gente. Muita gente me perguntava se eu gostava de encontrar brasileiro enquanto viaja, porque geralmente eles não gostam de encontrar a mesma nacionalidade, e eu sempre falava que era óbvio. Amo Brasil, amo minha gente, "Brasil é longe para caralho, o que você está fazendo aqui?"... Inclusive, a grande maioria das minhas amizades na Alemanha foram com espanhóis e brasileiros que conheci aleatoriamente. Um, aliás, virou ‘brother’ e mora no Rio também! Mais engraçado é que eu conheci ele aleatoriamente em Munique dando um lugar para a namorada dele e a gente conversou um pouco até percebemos que ambos éramos brasileiros e cariocas, e pior, a gente morava próximo um do outro na Alemanha. Tempos depois também, decidimos ir para Munique de bike (100km), e teve o tiroteio do cara no McDonald's, foi uma merda, a gente voltou, acampou no meio mato e na Alemanha é proibido, fizemos comida no meio da praça... A gente pedalou uns 92km em um dia.

 

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(essa era minha bike)

 

Também cheguei a fazer uma “viagem” de 4 dias para Fussen. Uma cidade há 30km da minha, onde fiz acampando e cheguei até subir o Tegelberg, 1881m. Chegando ao topo, eu com uma mochila pesada, cheguei a deixar ela de lado e subir só nos braços porque estava muito cansado.

 

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Uma coisa legal na Alemanha é que durante o verão os parques ficam lotados, o dia é mais longo, é muito comum você ver gente nua no parque pegando sol, homem e mulher. Eles são muito mais mente aberta com isso. A famosa Eisbach Wave que não tive a oportunidade de surfar por que meu wetsuit não era suficiente (3.5), e o mínimo recomendado era 5.5.

 

Um dia estava com 2 amigas espanholas quando chegou um cara do nada, amigo de alguém, que acho que era DJ. Havia uma festa em Zurich de graça, o cara falou que tinha uma casa lá e em 30 minutos resolvemos tudo e estávamos saindo de Munique até Zurich. O DJ ficou com a gente, pagou cerveja para todo mundo, o crystal (metafetamina) rolou também para todos e 7h da manhã íamos para casa do dono da boate.

 

A casa era irada, na beira de um riacho, enorme, um cara me mostrou que estava fazendo uma pousada aqui no Rio, teve aquela garrafa 5L de Chandon, uma maconha top e até rolou o bandejão do pó. Mas não usei, era demais já. Uma amiga ficou, e era hora de eu e a outra voltarmos. O tal DJ ficou em um hotel em Zurich. Nós andamos um pouco pela cidade, tentamos blablacar, e fomos para o ônibus. O Itáu bloqueou meu cartão de crédito porque eu havia mudado de páis em 3h e por "razões de segurança e tal"... Como era domingo, tudo fechado, tivemos que pagar em dinheiro e era o DOBRO do preço na hora. Mas, a gente tava morto, então fomos lá, 40 euros. Quando chegamos em Munique só comemos e fomos dormir.

 

Depois das aulas, decidi sair da Alemanha pois foi quando percebi que era quase impossível de arrumar emprego sem passaporte, e para você conseguir um visto você precisa ganhar pelo menos 48k euros / ano. Ou seja, você precisa ser no mínimo muito estudado. Então fui aproveitar o verão na Grécia! Em 4 dias, arrumei minha mochila, comprei passagem e aterrissava em Zakynthos. Sem passagem de volta ou lugar para ficar.

 

O visual era estonteante, pois o avião beirou toda a costa da Croácia e eu podia ver o mar e os milhares de barcos. Cada ilha, pequena ou grande, pouco habitada ou muito, ou até mesmo deserta.

 

 

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Chegando em Zakynthos tentei negociar com as pessoas que saíam para rachar um táxi pois iria até uma parte meio longe para tentar acampar (16km). Desisti e resolvi ir andando com a mão esticada pedindo carona. Minha mochila estava pesada, com uns 22kg. Como tinha roupa, comida, gás, água, barraca, etc, ficava mais pesada um pouco, mas também acho que estava um pouco demais. Alguns km depois encontrei um mercado, cheio, muita gente comprando álcool, parecia carnaval. Tentei negociar com eles, mas o carro sempre estava cheio (era verdade porque eu via) ou eles iam na direção contrária. Voltei a andar! Um carro parou, o italiano mal inglês falava - italianos não falam inglês - tentei falar com ele, ele negou e foi embora. Alguns minutos depois ele volta, falou que ia me levar e conhecia o camping. Tentamos conversar um pouco, ele disse que tinha casa na ilha, que gostava de "brazilians boys" e que eu podia ir qualquer dia. Hm... Algo bem comum que ouvi pela Europa... Agradeci, desci do carro e fui para o camping. O camping era gigante, até cheio, os donos eram alemães que não falavam inglês (?!), tinha mesas e a parte para acampar era como uma grande ladeira em zig-zag até a praia. O visual da minha barraca era o mar, onde eu via o nascer do sol impecavelmente. Também sempre acordava 7h da manhã com muito calor por causa disso.

 

 

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Citar também, que o fiscal no aeroporto confiscou meu protetor solar. Eu acabei esquecendo ele na mochila pequena. Falei para ele que o protetor era brasileiro e que valia ouro, mas não adiantou, sem desenrolo. Com o protetor custando 20 euros na ilha, eu fique toda a viagem sem.

 

Nos dois primeiros dias eu fui até a avenida principal, onde rolavam as festas. Eram 6km de caminhada, 50min, às vezes conseguia uma carona, às vezes fazia tudo a pé. De madrugada era incrível por que eu via 3-4 estrelas cadentes por noite, mas muitas das vezes foram a pé.

 

Laganas era lotada de bares e boates, geralmente de graça para entrar, o álcool é barato e é muita loucura. Eu curti... Por 2 dias! Depois era só gente idiota. Eu quebrei um osso pequeno do meu pé porque pulei de um bar, aliás está quebrado até hoje, haha. A manjada pergunta "where're you from?" é clássica, e quando falava que era brasileiro, do Rio, em meio aos jogos olímpicos, era loucura. Se eu chegasse num bar, falasse que era brasileiro, carioca e era meu aniversário, eu pegava o bar inteiro. É comum você ver angolanos (ou gente da região da áfrica) vendendo pulseiras na praia por 1eur. Como estava sozinho, muitos vinham falar comigo e acabava explicando todos os motivos de estar lá. Eu ganhei pelo menos umas 4 pulseiras de graça por que eles gostaram da minha história, cada uma com um significado diferente, como exemplo "hakuna matata".

 

Após esses dois dias resolvi explorar a ilha e tentei alugar um ATV. Foi muito engraçado quando eu chegava no local e mostrava minha carteira de habilitação: um pedaço de papel (br). Uns 3 não aceitaram, foi foda. Na última tentativa eu consegui, por 25eur/dia (o mais caro). Peguei por um dia e fui, sem mapa, dar a volta na ilha. Foi... sem palavras! O mar azul de um lado, uma montanha do outro, uma reta que parecia terminar no céu e mar, alguns momentos eu abria os braços. O meu sorriso estava de orelha à orelha, e escrevo esse parágrafo já sorrindo só de lembrar... Quando cheguei na Shipwreck Beach fiquei horas sentado à beira do penhasco e não acreditava que estava ali. No horizonte, o mar se misturava com o céu e os gritos abafados das pessoas na praia pareciam suspiros do vento.

 

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Quando voltava, já procurando um posto, a gasolina acabou (o marcardor não funcionava, mas eu já estava esperando). Eu tive que empurrar o troço por uns 2km até achar um posto, mas foi até de boa. Ainda ajudei um casal de italianos, meio velhos já, que estavam com uma moto quebrada no meio do nada...

 

Ao todo fiquei sete dias em Zakynthos e meu último dia decidi ir à Atenas para ver minha volta para Alemanha, mas lá iria mudar de planos de novo. Último dia, eu desci o camping de mochila e ficaria na rua até 7h da manhã aguardando meu ônibus para cidade e pegar a balsa. A polícia me parou uma hora me perguntando porque eu estava de mochilão àquela hora andando para lá e para cá. Ainda de madruga vi um cara suspeito mexendo numa bolsa na praia mas não fiz nada. Poucos minutos depois veio um casal que estava na água me perguntar se eu havia visto alguma bolsa. Eu me liguei na hora... Quando eles me perguntaram o cara que roubou veio logo em seguida e eu disse que havia sido ele. Ele disse que tinha sido eu. A gente discutiu, eu estava fora de mim e até peguei uma faca... Falei para o casal que se ele estava lá era porque a bolsa dela também estava, e para ela procurar debaixo de carro, lata de lixo, etc. Eu sou brasileiro, carioca, sei disso. Mas no final, não deu em nada!!

 

Quando peguei a balsa até Pargas era incontável o número de gente bêbada ou de ressaca, muitos reencontros de gente que eu não tenho ideia do nome e provavelmente nunca vou ver de novo, parecia um carnaval². Na viagem de 6h de Pargas até Atenas, o visual é indescritível.

 

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Atenas já me pareceu estranha de cara. Esperava homens bonitos (tem que dizer que homem grego é 'boa pinta') e mulheres feias. Mas em geral todo mundo é bem feio. No hostel eu já encontrei brasileiro e no meu quarto haviam duas pessoas. Will e Sarah, inglês e australiana, respectivamente. A gente conversou 20 min e combinamos de irmos comer algo juntos. Eu antes fui direto ver minha volta para Alemanha, mas estava caro. Dos quatro dias que fiquei, um foi de graça. Porque um cara pagou uma diária, mas foi embora para uma das ilhas.

 

Tudo em Atenas é pago e caro. É muito comum ver gente tentando tirar dinheiro de você e até te sequestrar (segundo o que me disseram). Fiz tudo a pé e me recusei a pagar 20eur para ir na Akrópolis. Desci pelo outro lado e procurei o lugar que servia de ponto de vista para foto da mesma. Andei, andei, andei. Em certa parte, eu vi uma pequena montanha com uma igreja no topo e fiz o pequeno hiking de chinelo que durou uns 20~30 min. Não era o ponto de vista que procurava mas valeu a subida. De volta ao hostel, conversando, todo mundo lá fez a mesma coisa. Acho que o melhor de Atenas foi o hostel, pois todos viam de diferentes ilhas e lugares, cada um com uma história diferente. E a noite fomos ver o jogo do Brasil e Alemanha juntos. Também foi muito legal ver todo mundo planejando espontaneamente a próxima parada, usando os mesmos sites que usava e da mesma forma.

 

O dia que todo o pessoal saiu a noite, fomos em busca de algum lugar legal. Vimos boates, com pessoas dançando, sem música nenhuma, tanto quanto estranho, ruas desertas e mais gente feia. Eu estava mancando muito porque causava do meu pé e sempre andava mais atrás. Quando achamos um bar, subimos uns 4 andares e descobrimos o lugar que servia de ponto de vista para a foto a Akrópolis. O bar era legal mas a cerveja custava 6eur, pedimos uma só para irmos embora. Final da noite passamos horas sentados na calçada, na rua, conversando sobre tudo.

 

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No penúltimo dia 2 meninas francesas me chamaram para ir à Mykonos com elas. Elas não tinham nem onde ia ficar, porque iam de improviso, eu tinha barraca e tal, elas eram bem gente boa. Mas como o barco estava um pouco puxado não fui e resolvi ir até Sófia, na Bulgária. Quem foi com elas foi o cara que pagou a diária e foi embora, por isso fiquei no lugar dele. Dia seguinte de noite estava indo para Sófia.

 

O ônibus era meio acabado, ninguém falava inglês, mas não via problema. O maior foi que na segunda parada para o ônibus pegar passageiro, tinha uma família com um cachorro filhote na caixa para transporte. O motorista fez a família colocar ele na bagagem!! Eu fui falar com eles, eles não me entendiam, em seguida uma mulher fez um escândalo porque tinha uma criança dormindo e ela estava pegando o espaço de dois bancos, mas tinha espaço para todo mundo, o que não fez menor sentido. Desisti de discutir e deixei para lá. Eu conseguia ouvir o cachorro latindo no bagageiro e toda vez que ele parava já achava que o bicho tinha morrido. Não consegui dormir mais e tentei até trocar de lugar para parar de escutar. Eram 16h de viagem. De manhã, chegava em Sófia, na Bulgária. O cachorro estava vivo.

 

Andei até o hostel, e estava bem cedo. Cheguei cerca de 7h da manhã e perguntei se podia tirar um cochilo no sofá até a hora do check-in. A menina deixou e fiz isso. Acordei 13h novo para fazer o check-in e percebi que fazer isso poderia ser uma tática para economizar diárias em hostel, o que viria a fazer logo em seguida. O hostel tinha as paredes desenhas por mochileiros e eu até gostei. Também fiz alguns desenhos.

 

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Quando cheguei tentei fazer amizades com todos, mas eles estavam meio fechados. Alguns, já de saída, disseram que o meu varal era genial. Eu carrego uma corda (de metal) de 5m para fazer de varal, invés de ficar pendurando toalha na cabeceira da cama. Então, sim, eu esticava roupas as vezes no meio do quarto. Também carregava em 2 garrafas pet de 600ml de detergente e sabão em pó. Aceito dicas para isso, caso tenham.

 

Sófia é uma cidade muito barata. Tudo é bem barato, comida e bebida. Supermercado também. Fiquei 2 dias no hostel e andei a cidade quase inteira. Conheci alguns locais e logo no segundo dia uma menina local tinha me chamado para viajar para Plodiv com ela. Eu já estava me preparando quando ela me disse que não ia dar porque o pai dela ia busca-la mais cedo. Pena! Fiquei no mesmo hostel mais um dia e conheci pessoas que estavam em outro andar. A menina, alemã, cantava muito e os caras, canadenses, sabiam tocar guitarra, baixo, etc. No dia seguinte nós fomos à uma loja de instrumentos musicais e eu só dei a ideia deles fazerem um som. Eles tocaram Seven Nation Army com a menina cantando e até os funcionários vieram para ver. Foi muito irado. Detalhe, eles tinham mais ou menos 20 anos.

 

Todos nós estávamos saindo do hostel no mesmo dia e eu coloquei um outro hostel, ainda em Sófia, para o dia seguinte. Naquele dia eu não teria lugar para ficar. Com gente local fui à um parque chamado “Градска градина”, em outras palavras City Garden. Me explicaram que a polícia que tomo conta do parque é a do Teatro e por isso a polícia normal não está autorizada à exercer lei lá. O parque é lotado de gente de todas as idades, bebendo, fumando, apenas juntas conversando, é bem legal. Do parque fomos para o Studentski Grad. É como um cidade universitário e é mais irado ainda. Cheguei à ir nos alojamentos e conversar com as pessoas, o mercado perto é 24h e ainda mais barato que o da cidade. Compramos um monte de álcool e ficamos até 5h num parque conversando, onde então chegava no hostel e perguntava se podia tirar um chocilo no sofá. Economizava uma diária.

 

O hostel é chamado Hostel Mostel. É bem grande, o pessoal super mente aberta e se não tivesse lotado, ficaria todos os dias lá, porque a vibe é muito boa. Conheci pessoas que viria a encontrar de novo em outras cidades ou até um americano que estava indo para a China para passar dois meses. Fiquei dois dias no hostel pagando um, porque no último acabei dormindo no sofá. O sofá era enorme, em quadrado, como uma grande cama, final do dia éramos 5 pessoas conversando, até que todo mundo dormiu por lá mesmo. Eu só acordei bem cedo, antes de mudar o turno dos funcionários para eles não perceberem, peguei minha mochila e saí. Fui então de volta ao meu primeiro hostel. Havia dormido só umas 3h.

 

Chegando lá pouco havia mudado, algumas pessoas novas, todos quietos. Tirei um cochilo porque estava cansado e eu já estava há mais de uma semana naquela cidade. Quando acordei havia apenas uma menina alemã no quarto e começamos a conversar. Ela me disse que estava indo no dia seguinte para uma cidade chamada Veliko Tarnovo. Eu perguntei o horário e companhia do ônibus, pedi 30min e fui para estação de ônibus ver a passagem. Nas meia hora que pedi resolvi tudo, comprei a passagem, reservei o hostel, voltei para o quarto e falei “bom, estamos viajando juntos amanhã”.

 

Dia seguinte estávamos em Veliko Tarnovo. Andamos bastante da estação até o hostel. Lá vinha encontrar novamente algumas pessoas que estavam em Sófia. Veliko Tarnovo, apesar de ser bonita, é uma cidade pequena. Bem pequena. Andamos um pouco em volta e nosso objetivo era ir para o Buzludzha, um antigo observatório de UFO abandonado. Era um pouco distante e o passeio pelo hostel era 30eur. Me recusei a pagar e a minha amiga disse que então iria sozinha, porque ela só foi lá para isso. Sem problema. Conversei com algumas pessoas do hostel e um cara ia alugar um carro para ir até outra cidade e voltar, perguntei se ele podia me deixar no meio do caminho ou até no observatório se eu desse 5eur para ele, afinal era no caminho. Ele disse que não tinha problema algum e acabou que até a alemã veio comigo. O lugar era irado, e ainda estava com uma forte neblina que fez o lugar mais interessante ainda.

 

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Para a volta, descemos a pé e conseguimos uma carona já na porta do observatório. Era um local e um inglês que eram amigos há muito tempo e estavam se visitando. O motorista deu para a gente experimentar Rakia, uma tradicional bebida alcóolica lá, mas essa tinha o teor de 60%. E... não parecia que era bem doce. Ele nos deixou na beira da estrada em direção a Veliko Tarnovo, era fácil, afinal era só uma estrada. Começou a chuviscar um pouco e eu consegui um papelão no lixo, pedi uma caneta numa lojinha e escrevi a cidade. Conseguimos uma carona até a próxima cidade, ainda no meio do caminho. A segunda carona que conseguimos era um Audi, só a aliança do dono devia valer o carro. Ele não falava inglês e ligou para o filho dele falar com a gente e traduzir para ele... Foi muito legal da parte dele e em 2h, sendo que só de viagem eram umas 1h20, chegamos de volta à Veliko Tarnovo.

 

No mesmo dia, fomos para outro hostel que estava uma amiga da menina que estava viajando comigo. Chegamos lá e tinha cinco pessoas no hostel: eu, minha amiga, a amiga dela, um funcionário e... uma brasileira. Muito super aleatório, eu coloquei Charlie Brown para tocar e ela saiu da cozinha tipo “?!”... haha. Conversamos um pouco, ele disse que estava marcando um tempo fora da zona Schengen, do quão ruim é viajar tendo que aprender inglês ainda e mais bizarro que parecia que ela gastava menos dinheiro viajando que só vivendo no Brasil, tudo o que pensava. Eu até espero que ela leia esse relato porque eu não lembro nem o nome dela, haha. Ficamos um tempo, bebemos umas cervejas e eu e minha voltamos para o hostel. Dia seguinte íamos ver nossa ida para Bucharest.

Arrumamos nossas coisas, tomamos café da manhã, e fomos esperar a amiga dela. Ela demorou eternidades e estávamos quase desistindo quando ele finalmente aparece. Na estação de trem, super deserta, tivemos que comprar uma passagem até outra cidade para lá procurar a passagem para Bucharest. A viagem para lá cortava todos os campos de girassóis, e você via quilômetros de girassóis por toda a extensão do trilho, fantástico. O único problema era que o ar-condicionado do trem não funcionava e as janelas não abriam, então estava MUITO quente.

 

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Mesmo dia, na parte da tarde, chegávamos à Bucharest.

 

 

 

*Continua....

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Parabéns pela coragem e pelo relato. Só achei que se tornou meio chato/arrogante essa ênfase em contar de pegar mulher, fora isso espero a segunda parte

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Parabéns, Lucas! Foi de extrema coragem o teu relato, porém, quero mais!!! Ansiosa aguardando a continuação. É incrível poder acompanhar histórias de outros mochileiros. O problema é que viajar vicia

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Parabéns pela coragem e pelo relato. Só achei que se tornou meio chato/arrogante essa ênfase em contar de pegar mulher, fora isso espero a segunda parte

 

Pedro, minha ênfase é muito mais para a liberdade, deixei isso claro assim que comecei a escrever. Elas, eles, nós, somos tão livres quanto qualquer. Quis mostrar o prazer do sexo livre e ainda no título fiz a relação com o conceito "Sexo, drogas e rock’n’roll", que nada mais é que: Liberdade. Além disso, muito comum aqui no fórum pessoas buscarem lugares para festas e para turismo, acredito que meu relato sirva aos dois.

 

E mais importante, tenho dito que foi uma aventura muito mais interna e acredito que você vai perceber ao longo do relato o como minha cabeça foi mudando. Até então, no meu relato eu estou mais ou menos em 3-4 meses de viagem, ainda faltam uns sete. E me perdoe se eu pareci arrogante.

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OBS:

Importante citar que em toda a viagem eu perdi 15kg. Eu tenho quase 1.80m e estava pesando 59 quando cheguei no Brasil. Eu estava bem magro. Viajar de baixo custo tem seus problemas também. Lógico que boa parte é porque eu andava sem parar com peso nas costas, mas, ainda assim, 59kg é muito pouco. (Vou repetir isso num resumão no final depois. Até então eu tenho no uns 4 meses de trip, quase metade).

 

---------------

 

 

 

Chegando em Bucharest fizemos uma longa caminhada até o hostel. Eu não lembro o nome, mas ele era bem localizado e tinha uma varanda para a galera. Era o prédio quase inteiro e no primeiro andar só tinha escada, no segundo a recepção, terceiro e quarto eram quartos. A chave não era magnética, mas por senha. A escada era separada.

 

As meninas planejavam ficar dois dias e uma ia fazer um trabalho voluntário, a outra ia para a costa do mar negro. Eu queria muito, mas sabia que por lá seria a mesma idiotice da Grécia de gente bêbada. Em si, na cidade, não tem muito o que fazer. Eu andei tudo e encontrei diversas referências brasileiras. Também acho que o povo e lugar é bem parecido com o nosso, todos os dias após o expediente os lugares estão lotados, o clima é bom, tem pivete, as pessoas são mais abertas e tentam te fazer de “trouxa”. O trânsito é uma loucura, os carros se xingam o tempo inteiro e a buzina é constante. Após 2 dias minha amiga foi para o mar negro e eu fiquei mais 3 de graça no hostel.

 

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Dentro do hostel eu conheci uma galera que estava ficando de graça havia 5 dias. Como a porta era senha, era só entrar e dormir numa cama vazia, não tinha lençol e tinha que levantar 7h, antes da menina vir limpar o quarto. Mas a gente sempre se virava.

 

Eu saí duas vezes com o pessoal do hostel e em uma delas até uma funcionária foi. A gente entrou na boate e uma menina colocou uma garrafa de Gordon dentro da calça para a gente beber lá dentro. Sem condições de homem fazer isso porque eles estavam verificando. Foi até bem esperto.

 

Acho que o que mais me chamou a atenção em Bucharest foram os pássaros. Tem muito pássaro. Chegando o pôr do sol, eles tomam conta do céu e você pode ver milhares e milhares de pássaros voando para um mesmo local. Geralmente todos paravam em um parque no meio da cidade. Olhando as árvores você não sabia se era folha ou pássaro.

 

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Entre os últimos dias, uma dupla de australianos veio e eles só queriam saber de festa. No primeiro dia a gente saiu, mas eu estava consideravelmente cansado e fui para o hostel 1am. Às 7am eles chegaram e começaram a brigar, um empurrou o outro, a beliche chegou a despencar, o outro chorou, eles estavam falando de ir para “a costa” no mar negro, para alugar um carro e ir daquele jeito, que eles conseguiam dirigir... foi bem engraçado!! No dia seguinte eles me pediram até desculpa pela confusão, o que achei até legal, e me chamaram sério para ir para o Mar Negro, que iam dirigindo. Mas eu já estava com meu ônibus comprado e ia para Budapest (de novo).

 

Era um ônibus barato, 16eur, e uma viagem super longa porque ele parava em todos os pontos turísticos. E mais uma vez, toda vez que me pediam passaporte, me perguntavam o que eu fazia lá, porque eu viajava, se eu tinha drogas, etc. Essa gente varia desde de funcionários da empresa de ônibus até policial da fronteira. Como a viagem tinha um dia de duração, sem condições de fazer aquilo sóbrio. Eu saí com o pessoal no último dia e voltei 3h para pegar minha mochila, mas o ônibus saia só 5h20. Eu acabei dormindo no chão e acordei 4h50, tive que pagar 10eur à um taxista que malandramente dirigiu mais que o caminho certo (eu estava olhando o mapa) e ficava puxando meu saco de “brazilian girls”. Ele nem troco me deu. Peguei meu ônibus e a primeira coisa que fiz foi dormir. Acordei só em Brasov, cidade do Drácula.

 

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Depois de uma rápida visita em Brasov, meu ônibus seguiu viagem e próxima parada seria Transfăgărășan. Foi então que me arrependi muito de ter ido de ônibus, porque eu deveria ter feito hitchhiking. Ainda em Brasov, do ônibus, eu tinha visto um cara fazendo. Transfăgărășan é uma estrada entre as montanhas, a vista é espetacular e quando eu fui o clima seco fazia tudo em volta amarelo e morto, com a estrada cortando. Outra sorte que tive é que a estrada só está aberta entre junho e setembro por causa das condições do tempo, e quando fui era agosto.

 

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(A foto não é minha porque meu cel não funcionava. Fonte: Instagram)

Após isso, foram algumas paradas normais. Eu fiquei preso em uma parada dentro do ônibus porque supostamente era para gente sair para hora do almoço e eu estava dormindo. Além disso, ninguém falava inglês. Foi bem complicado também para entender quanto tempo eu tinha para comer, porque me disseram 15min (“one-five”). E na verdade era 1h15.

 

 

Após toda essa trip, chegava em Budapest pela segunda vez, e com intenção de ficar uns 3,4 dias só.

 

No caminho para Budapest avisei para um amigo que estava indo e para ele tentar me arrumar um sofá para dormir. Nos dois primeiros dias eu fiquei em hostel, era 4eur a diária (sim!). Também estava falando com uma brasileira que eu conheci no Couchsurfing enquanto estava em Sófia, carioca também, eu vi que ela estava na Turquia vindo e a gente tentou marcar de se encontrar em Sófia mesmo. Mas aconteceu que eu saí muito cedo, ela veio muito tarde. Eu fui para Romênia e ela para Sérvia, depois a gente foi quase que juntos para Budapest.

 

Na primeira noite do hostel, eu fiquei por lá mesmo. Como tinha um bar/boate embaixo, não tinha nem porque sair. Conversei com algumas pessoas e eles me disseram que haviam 3 brasileiros lá e pouco depois eu fui conhece-los. Muito bizarro, um viajava há 2 anos, outro morava na Alemanha e outro veio de Floripa velejando sozinho! Ele estava magro barbudo e até brincou de Náufrago, mas que irado deve ter sido. E eles eram 3 amigos que se reencontraram lá, em Budapest.

 

Meu amigo encontrou um sofá para eu ficar e eu fiquei uns 5 dias com a Mari, brasileira também. No primeiro dia a gente encontrou vários brasileiros e fomos buscar mais 2 no aeroporto que só uma menina lá conhecia! A gente foi bebendo, brincando no ônibus, a gente esperou os meninos bebendo no aeroporto e ninguém sabia quem a gente estava esperando. Mas quando eles apareceram, lógico que foi festa. O jeito brasileiro, que só quem é daqui sabe.

 

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Eles chegaram, largaram a mala e fomos direto para algum outro lugar. O mais legal é que era início de Setembro, independência do Brasil, e rolou uma festa brasileira numa das boates lá. Foi sensacional!

 

Também cheguei a conhecer uma húngara, vou chamar ela de E., num parque e fiquei próximo dela. Nós conversamos por horas e ela trabalhava numa cafeteria em frente. Eu tive que sair para ajudar a Mari e depois voltei para encontrar E. novamente. Do parque, já a noite, nós fomos para a Heroes Square e “escalamos” o monumento, algo até comum. A gente conversava por horas bebendo vinho e a gente junto tinha uma boa energia, a gente pediu para acender um cigarro e ganhamos um isqueiro. Pedia um cigarro e ganhava um maço. Todos comentavam. De lá a gente andou até a Margitbridge.

 

A Margitbridge tem um parque no meio, fica bem cheio todo o tempo e acontece de vez em quando uma “dança” com o chafariz. Tem música, luzes, etc. Como eram em torno de 2h da manhã, não tinha muita gente além de bêbados ou casais. Eu só larguei a ideia da gente ir na água e ela topou na hora, foi muito legal. Ela tirou o vestido e ficou só com a roupa de baixo, eu tirei a calça e camisa. Nós fomos!! A água estava bem gelada e todas as pessoas que passavam e nos viam gritavam, foi uma energia muito maneira. Não muito depois a gente saiu, porque a água estava gelada, e fomos nos vestir. Eu tirei minha cueca ali mesmo e fiquei sem, porque não ia colocar minha calça por cima. Voltando à cidade, eu não queria deixar ela sozinha e o próximo trem era só às 5h. Ela foi dormir no trabalho, eu fui junto, ela numa espécie de lençol no chão, eu na mesa. “Ela era livre!” ²

 

Ela beirava seus 27 anos, mais velha que eu, e me agradecia frequentemente por tudo. Por ter dado essa energia à ela e despertado algo que talvez ela nunca tinha sentido. Eu fico até lisonjeado por isso. Não foi a primeira vez nem última que alguém que me disse isso, e que talvez eu pareça ser uma motivação para uma pessoa que deseja mudar. Talvez isso, aliás, é o que me faz escrever esse texto longo.

 

Em outro dia, quando saí da casa da Mari (maravilha de pessoa), E. me convidou para ir à sua casa e eu em 2s disse “sim”. Pegamos um trem, e fomos até uma cidade próxima – quase uma hora de viagem - que eu não tenho menor ideia do nome. A cidade era pequena, com 2 bares, até cheios, ela me explicou algumas coisas e mostrou um lago, dizendo que muita gente ia lá para acampar. Me fez até pensar.

 

Chegando na casa dela, ela pediu para esperar por causa do cachorro, eu não ligo e falei que ela podia soltar. Enquanto estava com o cachorro, ela limpava a casa porque ele tinha feito xixi. Já passavam das 1h da manhã e ela tinha que acordar as 5h. Eu ofereci ajuda, e ela recusou a todo custo. Ela trabalhava em turno dobrado e estava morando sozinha porque a mãe tinha ido ajudar a irmã. Eu só pensava “Caralhoo...”.

 

Sei que o mundo não são só de flores, muito menos a Hungria. Mas acho que isso serve de um bom exemplo para àqueles que acham tanto que o mundo afora é melhor que o Brasil. Tem suas qualidades, mas também suas diferenças. A “diferença” que digo aqui é da matemática (pense!)

 

 

*Continua....

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Ao voltar para Budapest, era hora de ir embora. Afinal, eu estava lá há quase 10 dias. Fui para a auto-estrada tentar pegar carona, peguei um metrô e um ônibus para mais na estrada. Meu papelão estava escrito “Belgrade”, e fiquei lá por horas. Um táxi parou e me cobrou 50eur para me levar até a fronteira, eu quase ri! Estava muito quente e uma hora eu olhei para trás e vi 3 pessoas há uns 300m de distância pedindo carona também.

 

Eles estavam indo para Szeged, cidade húngara na fronteira com a Sérvia. Falei com eles e me juntei, eram um iraniano que morava na Eslovênia, e uma garota e um cara do País de Gales. Todos entre 18 e 20 anos. Éramos quatro tentando fazer hitchhiking (loucura).

 

Ficamos mais horas lá. Dançamos, brincamos, subimos em algo alto para chamar a atenção, nenhum carro parava. Decidimos então pegar um ônibus e ir mais a dentro da cidade, para ficar numa autro-estrada melhor. Pegamos o ônibus até o pronto final e andamos uns 3-4km. Achamos um saco de frutas no meio do mato e o iraniano pegou, cheirou e guardou para comer mais tarde. O céu, nessa hora, estava espetacular.

 

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Como era um lugar distante, muita gente de casa que via a gente andando com mochila nas costas saíam por curiosidade ou até para nos ajudar, mesmo sem falar absolutamente nenhum inglês. E depois de quase uma hora andando, chegamos à um grande cruzamento na auto-estrada com um posto de um lado. Fomos na lojinha do posto, comemos algo simples e pegamos água. Como na Europa a água da bica é bebível, apenas perguntava se o funcionário podia encher a garrafa.

 

Ninguém parava e estava começando a escurecer. Quando finalmente um carro parou, no meio da curva, e chamou a gente. Era um senhor já e ele disse algumas coisas em húngaro, mas deu a entender que a gente estava no lugar errado. Entramos no carro, quatro pessoas com mochilas grandes. O carro estava abarrotado, eu não sentia minha perna.

 

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(na real essa foi no outro dia, mas é para ter uma idea de como estava. E sim, eu estava ali)

 

Ele deixou a gente num posto de gasolina de uma cidade próxima. E falando húngaro, inglês e alemão ao mesmo tempo, ele deu a entender que a lá era um bom lugar para conseguirmos uma carona, principalmente por causa dos caminhoneiros. Era noite já e nada conseguimos.

 

Ficamos no posto e íamos dormir por lá mesmo. Como o posto tinha uma lojinha 24h, era até mais fácil, carregamos celular, etc. Eu, camper, carregava meu fogão e macarrão, a gente só comprou um molho de tomate e tivemos uma refeição perfeita. Eu tinha até Tabasco.

 

Logo mais tarde a gente comprou cerveja e depois vinho, que era mais barato comparando preço x percentagem de álcool. A gente bebeu umas 6 garrafas de vinho.

 

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O iraniano puxou uma droga e eu só perguntei o que era, ele me disse "DMT". Eu nunca tinha nem ouvido falar. Tempos depois eu vim descobrir que é o princípio ativo da ayahuasca. Não usei, mas vi, e a "trip" é intensa, ainda misturado com álcool, mas dura pouco. Um pouco ao contrário da ayahuasca, onde durabilidade é mais longa. Ps: Respeitem os "objetivos" de certas drogas.

 

Quando íamos dormir, o pessoal do posto ficou bolado e falou que a gente não podia, então, a gente simplesmente atravessou a rua. Tínhamos duas barracas e éramos quatro, mas acabamos montando apenas uma e colocamos todas as mochilas lá dentro. Trancamos a barraca e dormimos nós quatro do lado de fora, na frente. Acordamos com os mesmos caminhoneiros da noite voltando de manhã e buzinando para a gente.

 

Estava bastante calor e ali estávamos novamente tentando pegar carona, cheguei a colocar a canga na minha cabeça para “proteger” do sol. Quatro pessoas é um tanto quanto difícil. Em certo momento, eu coloquei minha placa “anywhere” (qualquer lugar) e era muito engraçado a reação das pessoas. Depois de um tempo, colocamos o nome da cidade mais próxima, e conseguimos uma carona em 10min. Lá a gente conseguiria outra carona, onde o motorista deixaria a gente na beira da auto-estrada. O que foi bem ruim!

 

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Na auto-estrada nenhum carro iria parar, além deles estarem muito rápidos, é proibido. Tinha uma casa abandonada na beira e umas árvores em volta, seria até um bom lugar para ficarmos. Eu não faço ideia de que parte da Hungria estávamos, mas arrisco dizer que metade do caminho entre Budapest e Szeged.

 

Alguns caminhões pararam na curva, mas éramos quatro pessoas, o que faz ser impossível. Passamos outra noite. Tínhamos que nos separar. Shepard, o iraniano, teve um problema e iria voltar para a Slovenia. Eu, Zack e Kim optamos por voltar com ele até Budapest. A gente conseguiu carona em 10min.

 

De volta em Budapest², a gente foi para um protesto onde o pessoal estava acampando para evitar a demolição de um prédio histórico. A gente ficou um dia lá e foi muito bom poder conversar. Apesar da galera ser meio maluca, todos são bem gente boa e com boas histórias, inclusive quando foram presos por causa desses protestos, etc. No entanto, o pessoal me questionava sempre o que eu fazia ali, acho por causa daquela história de preconceito. E, porr, eu era brasileiro.

 

No camping, tudo era divido. Toda a noite, alguém passava com um chapéu pedindo doação para quem estava presente, podia ser dinheiro, comida, qualquer coisa. Esse dinheiro ia ser usado para comprar o almoço/janta do dia seguinte. Era um panelão e a comida era dividida para todo mundo, inclusive até morador de rua. Também tinha um “palco” para quem quisesse ir cantar e uma tenda chamada “luggage” alguma coisa, onde você podia deixar sua mochila. Não tinha segurança nenhuma, mas era cheio de mochila de todo mundo.

 

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Eu precisava de um banho depois de dois dias e perguntei como fazia. Zack veio e comigo e a gente pegou uma mangueira no camping, que eles tinham exatamente para isso. A gente foi até o meio do parque e abriu uma espécie de bueiro, ali tinha o encaixe da mangueira e a torneira. Era uma m*, eu tomei um banho só tentando encaixar a parada.

 

Tomei meu banho de cueca mas na hora de se secar e vestir, eu fiquei complementa nu ali no parque mesmo. Me sequei, me vesti, e voltei para o camping. De noite, nós três iríamos de trem até a Sérvia.

 

 

*Continua....

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    • Por Juliana Champi
      Salve a todos!
      Embora haja uma quantidade relativamente boa de informações sobre o Ceará, vou tentar atualizar valores e falar um pouco sobre viajar na época das chuvas e sobre segurança... tentarei escrever um relato mais sucinto do que me é de costume, rs. Mas não sei se vou conseguir, haha! (Obs - não vou).
      Esta viagem ocorreu entre 3 e 15 de abril, com cidades-base de Fortaleza e Jeri. Os viajantes: eu e meus meninos companheiros de sempre, Gui (marido) e João (filho, 10 anos). O padrinho do João, Lio, tb parceiro de outras aventuras, passou uns dias conosco.
      O Ceará surgiu aleatoriamente nas minhas buscas rotineiras por passagens baratas... embora tenha comprado passagem para o período das chuvas, o preço ridiculamente barato me convenceu a ir whatever. Normalmente uma passagem pro nordeste saindo do interior do Paraná custa em torno de 800-1000 reais por pessoa. Pagamos 1500,00 nas 3, ida e volta, com 1 mala despachada.
      Surgiu tb do meu filho pedindo pelamordedeus pra gente viajar pra um lugar quente, com água, e com um pouco de descanso. Segundo ele, não aguenta mais viajar pro frio, acordar cedo e andar muito (fomos pro Japão em dezembro, kkkkk), então, conseguimos atender aos pedidos dele pra comemorar sua primeira década de vida!
      E eu tenho amigos no Ceará!!! Melhor coisa ever rever amigos!
      ROTEIRO
      Dei uma pesquisada no que fazer por Fortaleza, onde chegaríamos, e arredores. Muito se fala em Canoa Quebrada (ao sul) e Jericoacoara (ao norte), mas tem muito mais do que isso no Ceará. 
      Certeza que tem muita gente que iria aproveitar pra conhecer estes dois destinos mega famosos, mas pro meu jeito slowtravel de viajar não cabiam nos dias que me programei, então escolhi ir só pra Jeri e explorar mais outros destinos mais próximos de Fortaleza, como Cumbuco, Águas Belas, Morro Branco e etc. Mas com calma, sem ser só pra tirar foto. E justamente por isso alugamos carro, pra não depender das excursões. Mas pra quem não quer alugar carro, recomendam muito uma agência chamada oceanview. 
      HOSPEDAGENS, CARRO ALUGADO E TRANSFERS JERI
      Logo que comprei as passagens comecei a dar uma olhada no booking e airbnb em busca de um teto. Quem já leu meus outros relatos sabe que eu sou hiper fã de airbnb e sempre dou preferência para experiências mais locais. E em Fortaleza não foi diferente. Só que quando comecei a procurar achei e apaixonei num apto meio patrão numa região nobre da cidade. Cabia 6, de início estávamos só nós 3. Mostrei pro marido que resolveu topar um conforto uma vez na vida, kkkk, e alugamos. Depois veria se mais alguém queria ir junto, o que acabou acontecendo, mais ou menos.
      O link do apto está abaixo. Achamos ele bem bonzinho... 1500 reais por 7 noites, se quisesse pra dividir em 6! Amo muito airbnb!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/13183920
      O dono é belga mas super fala português, trocamos mensagens pelo whatsapp depois de concretizado o aluguel via airbnb, e ele alugou o caro dele pra nós. Era um Gol simples, mas ninguém queria mais que isso. E com a comodidade de não bloquear todo seu limite de cartão na franquia do aluguel. O apto era bom, mas pra 6 ia ser forçado! Pra 4 é o ideal! Sacada de frente pro aterro de Iracema, tudibom! Um amigo dele taxista faz check in e demais burocracias!

      Sobre o airbnb: nunca tive experiências ruins, mas sou muito cautelosa. Nunca negocio ou troco mensagens importantes fora do site. Se vc ficou afim de experimentar, se cadastre com o link abaixo que eu e vc ganhamos crédito de viagem!

      www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3

      Em Jeri acabamos optando por uma pousada. Embora tb tenha opções de airbnb. A pousada foi achada no booking mas tb troquei mensagem pelo whatsapp com a dona (italiana) pq adicionei um dia a mais depois da Latam ter alterado minhas passagens (sempre) e eu poder esticar mais um dia no paraíso. 
      Espaço Nova Era Pousada, pessoal bacana, lugar HIPER fofo, 250 por noite num quartão pra 3 com mosquiteiro, ar, frigobar e tudo mais, super recomendo, um sossego.
       
      E pra chegar em Jeri?? 
      Opções:
      1. Ônibus Fretcar, em que se vai até Jijoca de busão normal e lá troca por um estilo pau de arara pra chegar até Jeri. Mais barato, menos confortável e mais lento. Cerca de 80 reais por pessoa, cerca de 7h de viagem.

      2. Transfer privativo em 4x4. Mais caro, confortável e rápido. Em média 500 reais o carro fechado por trecho, cerca de 4-5 horas de viagem.
      Me recomendaram: Marcel – 088 99956-0419. Falei com ele, foi atencioso, mas acabei não utilizando os serviços.

      3. MELHOR: Vans que pegam a gente em horários fixos e levam até Jijoca, e de lá seguem com 4x4 pau de arara. Preço tabelado, 75 reais por pessoa por trecho, 150 reais ida e volta. Cacei na internet e optei pela empresa abaixo. Fiz o contato pelo site, me responderam por email e whatsapp. Fechei com eles mesmo. Depositei um sinal de 180 reais para reserva (total 450) e paguei o restante em dinheiro no dia do embarque. Eles me pegaram na “porta de casa” rs.

      S. Frank // (55) 088 - 99868-0254 // http:jericoacoara.biz/ (Ceará Rotas)

      Este tipo de transporte tb oferece adicionais tabelados... na ida levam até a pedra furada e na volta, saem de Jeri de manhã, param na Lagoa Paraíso pra almoçar e curtir mais um pouco, e depois seguem pra Fortaleza chegando lá ao fim do dia.
      Recomendo a empresa contratada, mas na verdade é tudo uma zona! Eles repassam clientes de uma empresa pra outra dependendo do tanto de passageiros e na volta achamos o motorista da Van um babaca, dando em cima de uma passageira e bem pouco atento a estrada!
      Mesmo assim, sem sombra de dúvida, esta é a opção mais barata e confortável, já que o pau de arara de Jijoca até Jeri é o mesmo da fretcar (não tem mais ônibus, é só de caminhonete adaptada), mas em Fortaleza os caras te buscam em “casa”.

      SEGURANÇA EM FORTALEZA
      Eu li gente dizendo que tava o Ó, e li gente dizendo que não era tão foda assim. Dias antes da viagem fui apresentada a um fortalezense (isso mesmo) que me botou puuuta medo... matam 30 por dia, não carregue nada com vc e por aí vai. Mas tb tenho dois amigos que moram lá e me tranquilizaram... relaxa que a bruxa não é tão feia como pintam. E assim achei.
      Dá pra andar dando sopa com celular e câmera em que lugar do Brasil? Fortaleza não é diferente! 
      Já adianto que no dia que ficamos zanzando pela parte histórica de Fortaleza evitamos celulares na mão, nas imediações do mercado municipal é ruim. Idem no dia da praia do Futuro, cujas barracas contam com seguranças na areia! Na feira beira a mar a noite foi sempre sussa. Não vi nada demais, e comparado ao Rio de Janeiro, achei bem tranquilo, kk.
      Em Jeri é só sossego!

      DETALHES DO ROLÊ
      Como foi ir pro Ceará no período das chuvas? Valeu a pena? Choveu eterno? 

      Logo mais!
       
       
    • Por trindadeps
      Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos...
       
      Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos.
      Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3.
       
      Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17)
       
      A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ).
      Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss.
      Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok.
      Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria.
       
      Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel.
      No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água...
       
      Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos.
       
      Dia 6/fev/2018
      Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada.

      Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português 😉.


       
      Próxima parada LA BOMBONERA!
      A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP!



       
      Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu.

       
      Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia.

       
      Dia 7/fev/2018
      A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar.
      Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após.

       
      O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss

       
      Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje!
       
      08/fev/2018
      Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua!
      Tomamos um café no IBÉRICO, top!

       
      E partimos pra Mendoza...

       
      09/fev/2018
      Chegamos por volta de 09/10:00hrs.
      Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!).

       
      Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde.
      Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área.
      Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos.

       
      Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro.

      Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro.
      Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena!

       
      10/fev/2018
      Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade.
      Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes!

       
      E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL!
      Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs.
      Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite.
      Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande.

       
      No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras.

       
      A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa.

       
      Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs.

       
      Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho.
      Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio!
       
      11/fev/2018
      Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA.
      Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!!
      Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio.
      A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!!

       
      No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos.
      Passamos por diversos povoados.
      Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs…

       
      A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera…

       
      Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos.
      Mas, muito lindo.
      Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”.



       
      Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO!

       
      Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU).
       
      12/fev/2018
      Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro.
       
      13/fev/2018
      Dia de voltar a Buenos Aires.
       
      14/fev/2018
      Chegada em Buenos Aires.
      Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps.
      O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis.
       
      15/fev/2018
      Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito.

       
      Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições.
       
      MALBA, com suas belas exposições!

       
      Floralis Genérica;

       
      Museu Nacional de Arte Decorativo;

       
      Jardim Botânico Carlos Thays;

       
      16/fev/2018
      Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!!
      Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo…
      Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos.
      Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana !




       
      17/fev/2018
      Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita !

       
      Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também.

       
      Museu Fragata Sarmiento.

       
      Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP!
      A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara.
       
      18/fev/2018
      Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio.
       
      19/fev/2018
      Ficamos de molho, sem compromisso.
       
      20/fev/2018
      A volta...

       
      *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
      - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa.
      - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA.
      - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também.
      - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido.

       
      ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS:
       
      *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS***
      PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 
      CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08)
      COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas)
      TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00
      HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”)
      JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho)
      OBELISCO (0800)
      ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs)
      LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780
      ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos)
      ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens)
      HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520
      ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa)
      ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa)
      EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560
      EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970
      ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50
      HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248
      JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360
      ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante)
       
      Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250.
      Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso.
      Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições.
      Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos.
      Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia.
      A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho.
      O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido.
       
      No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir.
      Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também.
      Grande abraço família e até a próxima.
    • Por Mathew
      Iniciamos então mais um relato, dessa vez sozinho, visto que minha namorada não pode ir em razão do trabalho. Como tinha um primo fazendo intercâmbio na Austrália, e as aulas já haviam terminado, decidimos fazer uma viagem de 30 dias para conhecer um pouco do País.
      Começamos pelas passagens. Elas estavam com valores de R$ 4.700,00 ida e volta. Ali por final de Fevereiro houve uma mega promoção da Quantas, que derrubou as passagens para R$ 2.200,00. Quando estava em R$ 2.800,00 em comprei, e no dia seguinte foi o pico da baixa. Mas preferi aproveitar antes, com medo que voltassem pros 4 mil reais. Comprei pela Decolar.com, pois o site da Quantas não queria funcionar. Aproveitei e adquiri um Seguro de Viagem no valor de R$ 384,00.
      O roteiro meio que foi feito pelo meu primo, tendo nós conversados e feito algumas adaptações. Depois da viagem vimos que poderia ter sido muito aprimorado, mas isso só vem com a experiência mesmo.
      Em Março fiz meu visto, que custou R$ 395,74. Fiz tudo online, usando esse site para ajudar em algumas coisas: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/
      Ali por maio eu comprei dólares australianos de um brasileiro que mora lá. Depositei em reais na conta dele aqui, e ele depositou em dólares na conta do meu primo. Tinha feito a conta que iria gastar uns 3 mil dólares. Comprei 2.200 dele, e os outros 800 seriam do meu primo, visto que eu havia comprado as passagens áreas internas na Austrália para nós dois. Tudo para "baratear", evitando gastos com IOF e lucros das casas de câmbio. A cotação que consegui foi de R$ 2,68.
       
      GASTOS INICIAIS
      - Passagem Brasil – Austrália – Brasil – R$ 2.812,00
      - Seguro Viagem – R$ 384,00
      - Visto = R$ 395,74
      TOTAL = R$ 3.591,74
       
      Dia 01 e 02 – 16/05 e 17/05 – SÃO PAULO - MELBOURNE
      Meu avião saiu de Guarulhos às 18h45min. Feito escala em Santiago (Chile) de 2h e depois em Auckland (Nova Zelândia) mais 2h. Um voo beeeem cansativo.
      Uma dica. Na ida eu peguei a poltrona 26 no voo de 10h entre Santiago e Auckland. É uma poltrona que tem muito espaço para se esticar, visto que ficar numa saída de emergência. Achei muito bom. Tentei pegar na volta, mas não tinha mais. Aí pega na janela e consegue apoiar as pernas na porta de emergência, dá um bom sono.
       
      Dia 03 – 18/05 - MELBOURNE
      Cheguei em Melbourne às 09h25min da manhã. O meu primo já tinha comprado a passagem do SkyBus pela internet (AUD 18,00) (https://www.skybus.com.au/). Esse ônibus faz o trajeto aeroporto / centro de Melbourne a cada 10min mais ou menos. Tem os que vão em bairros, mas o mais usado é o que vai até a estação Southern Cross. Fui até lá e ele foi me buscar.
      Ficamos na casa em que ele estava hospedado, no Southbank. Como o horário da Austrália é +13 o horário do Brasil, eu precisava ficar acordado o dia todo pra "ajustar" meu corpo, visto que quando é dia no Brasil, é noite na Austrália. Então fomos caminhar pela cidade.
      Fomos pelas margens do Rio Yarra, passamos pela Chinatown, e caminhamos até a Argyle Square. Ali próximo existe em restaurante chamado Universal Italian, que serve um frango parmegiana IMENSO, e por um valor extremamente em conta (AUD 14,00). Comemos era umas 16h já. Na volta passamos pela pela Biblioteca Estadual e pela estação Flinders Street e fomos pra casa.
      Consegui ficar acordado até às 20h aproximadamente, e aí capotei.

      Margens do Rio Yarra

      Margens do Rio Yarra

      Argyle Square

      Chicken Parmegiana no Universal Italian
       
      GASTOS
      SkyBus - AUD 18,00
      Universal Restaurante - AUD 14,00
      TOTAL = AUD 32,00
       
      Dia 04 - 19/05 – MELBOURNE
      Nesse dia iríamos visitar outros locais. O Rodrigo convidou uma amiga dele para ir junto, a Isabela, a qual nos acompanhou nos quase 30km de caminhadas na cidade.
      Começamos pelo Shrine of Remembrance. Fomos para o Royal Botanic Gardens. Dali entramos no National Gallery of Victoria.
      Depois dessa longa caminhada fomos comer um Harbúrguer na Degraves Street se não me engano, que é uma ruela cheia de restaurantes e bares.
      Dali seguimos para o Fitzroy Gardens e voltamos pela passarela que dá ao Melbourne Cricket Ground. Nesse caminho passa pelo The Federation Bells, que são uma espécie de sinos que tocam umas músicas de tempos e tempos. Dá até para você criar uma música no site deles e colocar lá para tocar.
      Encerramos o dia na Munich Brauhaus com um casal de brasileiros que também são amigos do meu primo.
       

      Shrine of Remembrance

      Royal Botanic Gardens

      Royal Botanic Gardens

      Fitzroy Gardens

      Margens do Rio Yarra
       
      GASTOS
      Hambúrguer - AUD 24,00
      Cerveja e Linguiça - AUD 19,00
      Doce - AUD 6,00
      TOTAL = AUD 49,00
       
      Dia 05 - 20/05 – MELBOURNE
      O casal de amigos do meu primo do dia anterior se juntou a nós para conhecer o Abbotsford Convent. Nesse local é servido aqueles almoços que você paga quanto quer. Eles dão sugestões de valores, informando o quanto cada valor cobre dos custos deles. É um lugar bacana, muitas pessoas vão se exercitar lá. Algo que fica no centro de uma metrópole, e que parece que vocês está no interior, com cavalos, vacas. Tem até uma feirinha rural lá. Para ir até lá usamos o trem. Para usar o transporte público é necessário o MyKi, que precisa ser comprado e carregado com créditos (https://www.ptv.vic.gov.au/tickets/myki). Eu acabei usando um dos amigos do Rodrigo, então só gastei o valor do transporte, que varia conforme o destino.
      Algo importante sobre o transporte público. Você precisa apresentar o cartão na máquina sempre que entra e sai das estações, pois a cobrança é pela distância, então vai cobrar quando você sai. Nos subúrbios, como no bairro de Abbotsford Convent, não existe catraca nem nada, vai tudo na confiança. Problema é que, se você não fizer e algum fiscal passar pelo transporte verificando, a multa é altíssima (uns 200 doláres). Outra coisa é que, vamos supor que custe 4 dólares o deslocamento, e você só tem 2. O seu saldo vai ficar negativo, mas não tem problema. Você só pode ficar negativo 1x. Então, para pegar transporte novamente depois, terá que fazer uma recarga. Por fim, no centro de Melbourne há uma área de Tram gratuito. Tram é tipo uns bondes, que andam no asfalto sobre trilhos. Nós não o utilizamos, mas mesmo sendo gratuito acho que precisa dar o "tap" no cartão na entrada e saída dele.
      Depois do almoço fomos para Brighton Beach. É um local nobre da cidade, com grandes mansões. Ali próximo existem os Brighton Bathing Boxes, local bem turístico. Não achei nada assim muito interessante, mas o povo vai lá tirar fotos. A última das cabaninhas foi vendida por míseros 350 mil dólares 😱. É gostar de jogar dinheiro fora...
      Dali começou a chover e acabamos pegando ônibus / tram para ir para casa.

      Abbotsford Convent

      Abbotsford Convent

      Mansões em Brighton Beach

      Brighton Bathing Boxes

      Vista do centro de Melbourne a partir do caminho que fizemos pela baía

      Interior de um Tram
       
      GASTOS
      Transporte - AUD 10,00
      Almoço Convento - AUD 10,00
      Lanche tarde - AUD 10,50
      Janta - AUD 15,00
      TOTAL = AUD 50,50
       
      Dia 06 – 21/05 – MELBOURNE - TASMANIA
      Nesse dia iríamos para a Tasmânia com o Spirit of Tasmania (https://www.spiritoftasmania.com.au/). Foi pago AUD 85,00 pelo deslocamento noturno, aproximadamente 10h no barco. Pode escolher camas se quiser (mais caro), mas se não pegar existem poltronas demarcadas para dormir. São bem confortáveis, como de um ônibus semi-leito. Também fornecem cobertor e travesseiro. Muito importante: LEVE DRAMIN!!! O Rodrigo acabou passando mal logo que o barco saiu da baía e entrou em alto mar. Eu dormi e não precisei tomar nada.
      Dá para ir de avião. O valor é praticamente o mesmo. A diferença é que vai até a capital, Hobart, e o barco vai até Devonport, que fica ao norte da ilha. Mas fizemos pela experiência mesmo. Deve ser bacana no verão, que aí pega o pôr do sol e o nascer do sol no barco. Como era noite pegamos escuro o tempo todo. Tem também a opção de fazer o trajeto diurno (quando pegamos não tinha, acho que devido à pouca demanda).
      Nesse dia não fizemos nada de mais. Coisas administrativas que ele precisava fazer na escola, ficamos arrumando malas, dormindo até mais tarde...
       

      Spirit of Tasmania

      Spirit of Tasmania

      Interior do Spirit of Tasmania
       
      GASTOS
      Almoço - AUD 17,00
      Doce tarde - AUD 5,00
      barco - AUD 85,00
      Guloseimas barco - AUD 6,00
      TOTAL = AUD 113,00
       
      Continua...
       
    • Por catagreff
      Olá gente faz um tempo que quero fazer um relato sobre como está a Venezuela para viajar e tal e como recentemente fui ao casamento de um irmão lá, tenho informações fresquinhas sobre a situação do país e tudo mais, mais do que um relato detalhado da minha viagem vou fazer algumas observações em relação à moeda por exemplo que está bem bagunçado agora, questão de falta de dinheiro (notas), mudança de moeda, entre outras coisas que considerei mais importante relatar ok?, mas quem quiser mais detalhes fique à vontade para perguntar, vou deixar meu whatss no final do post pra facilitar ☺️
      Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento do meu irmão e aproveitei pra turistar um pouquinho, recomendo muito ir pra lá principalmente pelos preços, como a moeda esta bem desvalorizada fica pra nós brasileiros muito barato ir pra lá e esbanjar.
      Só quero fazer uma observação quanto a situação do país atual porque mesmo tendo família lá eu me assustei com as notícias que chegam sobre a Venezuela, e a primeira pergunta que fiz ao meu irmão quando disse que ia fazer festa de casamento lá foi: Mas as pessoas estão passando fome? Como você vai conseguir comida aí? não ta faltando comida e tudo mais?
      E ele obviamente me disse que a situação não era assim tão ruim como a mídia mostrava, mas obvio que não acreditei e decidi ir ver com meus próprios olhos, então confirmei que há muito exagero na mídia sim, as pessoas que passam fome são as mesmas que passam fome aqui no Brasil e em países subdesenvolvidos, pobres e pessoas que dependem de ajuda do governo, já que a ajuda do governo é basicamente uma caixa de comida por mês, e os aposentados também porque o salário mínimo é hoje 23/06 em torno de 0,50 centavos de dólar, pelo cambio paralelo (falo mais disso la na frente).
      Então quem for pra lá fique tranquilo que você não vai ver pessoas revirando latas de lixo, nem pessoas assaltando o tempo todo, porque uma das poucas coisas boas que a crise fez foi q com a crise muitos foram embora do país, inclusive os bandidos, eu estive lá em dezembro de 2014 e a situação de segurança estava muito pior, eu me senti mais "segura" desta vez, mas os cuidados a serem tomados em QUALQUER região que vc estiver, são as mesmas dos grandes centros aqui no Brasil, como falar ao celular na rua nem pensar, sair depois das 19 horas NEM PENSAR, a vida noturna de Caracas praticamente acabou, mas ainda se consegue comer em bons restaurantes nas regiões nobres da cidade, e você vai até se esquecer que está na Venezuela.
      Bom começando com a minha experiência em Boa Vista, resolvi ir por Boa Vista pelo motivo óbvio rsrsr, preço, pois um vôo direto de São Paulo-Caracas Ida e volta está em torno de 6000 reais o mais em conta, bom os motivos pra isso são vários mas o principal é que poucas companhias estão fazendo o percurso, principalmente por causa da inflação que aumenta diariamente, então fica difícil fazer estimativa de preços de passagens e tal.
      Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento de um irmão, então vou contar um pouco sobre a viagem.
      Fui por Boa Vista por ser a opção mais barata, uma passagem de avião pra Caracas direto de São Paulo estava em torno de 6.000 reais, ida e volta, e isso estava bem fora do meu orçamento. Então cheguei a Boa vista no dia 22/05 às 3 da manhã, infelizmente os vôos pra Boa vista só chegam e saem de madrugada. Por causa da crise na Venezuela a cidade está um caos, cheio de venezuelanos dormindo no aeroporto e por isso achei melhor esperar amanhecer num hotel, peguei um taxi no aeroporto e pedi q me levasse a um hotel, me levou no hotel farroupilha, que por sinal não recomendo, além de me cobrar 100 reais pra dormir 3 horas, o banheiro não tem nem chuveiro elétrico, que era o mínimo q eu esperava pelo preço, mas enfim foi a opção que tinha no momento. 
      Na volta eu também tive que dormir na cidade então optei pelo airbnb, fiquei na casa do Walber e super recomendo, ele é um policial militar muito gente boa e com certeza é melhor ficar lá que nos hotéis de Boa vista.
      Levantei e fui pro terminal do Caimbe pegar o taxi para Pacaraima, cidade que faz fronteira com Santa Elena de Uairen, o taxi cobra 50 reais por pessoa e leva 4 pessoas, são bem seguros peguei da empresa cootap mas tem outra e ambas cobram o mesmo. Saem em vários horários, na verdade conforme vai tendo passageiros para levar, fazem a travessia até 19 horas me disse o motorista, então a hora que chegar sempre vai ter alguém pra te levar.
      Cheguei em Pacaraima onde um primo venezuelano foi me buscar de carro, pra quem não está acostumado com fronteiras na América do Sul vai parecer assustador a quantidade de venezuelanos dormindo nas ruas, têm muitos trocando dinheiro dólar por Bolívar, Real por Bolívar o cambio está 4,1 reais por dólar até sexta 22/06/18.
      Não recomendo trocar dólares na fronteira, os motivos são vários vou citar os principais:
      - há pessoas que querem tirar proveito como em qualquer lugar do mundo, mas devido à crise q estão passando tentam ganhar de qualquer jeito, então o meu conselho é levar dólares daqui, de preferência notas de baixo valor, vou explicar o porque mais pra frente;
      - não adianta ter Bolivares, a não ser uma quantidade muito pequena, a inflação lá ta uma loucura então o bolivar se desvaloriza todos os dias, quando cheguei estava 1 dólar = 1.000.000 de bolivares (sim vc não leu errado um milhão) e quando vim embora estava 2.400.000, como são valores em milhões não há notas suficientes e nem como carregar tanto dinheiro assim, então as pessoas só usam notas para abastecer, porque a gasolina é infinitamente barata então com 500 bolivaresvc enche o tanque
      Ps: com 500 bolivaresvc não compra nem uma bala lá 
      Gente percebi que o post vai ficar muito grande, então vou resumir e se tiverem dúvidas ou quiserem saber mais detalhes mandem email [email protected] ok?
      - se não tiver jeito mesmo e tiver que trocar reais por dólares só aceite as notas de 100 dólares, são as únicas que não podem ser falsificadas, masssdifíceis de trocar depois de estar lá dentro
      - a não ser que tenha conhecidos dispostos a te ajudar, ninguém vai trocar dólares pra vc no preço que está na cotação do dia, vou explicar melhor há 2 cambios na Venezuela o câmbio oficial e o paralelo ou negro, o oficial é o do governo, isto é o que é seguido pelas instituições financeiras, pelas operadoras de cartão de crédito etc, e o paralelo que é o do site dolartoday.com que hoje está 2.951.374, bom mas o que isso significa?
      A maioria da população segue o paralelo, todas as vendas tipo imóveis, carros são feitas seguindo o dolartoday mas cada pessoa pode barganhar esse valor, mais ou menos isso
      A cotação oficial é de 96.322, nem preciso dizer que não compensa passar o cartão de crédito internacional na Venezuela né?, pra quem não entender só pedir que eu explico melhor 😉
      Bom e como eu fiz com relação ao dinheiro? Um primo me emprestou seu cartão de um banco de lá e eu troquei 100 dólares com ele assim que cheguei na Venezuela, ele deixou em bolivaresdisponíveis nessa conta, tudo absolutamente tudo é pago por débito, como comentei antes não tem notas no país suficientes pros valores praticados, e como tudo está custando milhões, exemplo 1 diaria de hotel custa 7 milhoesimagina carregar tudo isso em notas 🤔
      Então em todo lugar aceitam cartão de débito, ah mas eu estou na praia e quero uma água de coco , provavelmente o cara que vende coco tem maquininha de cartão, que lá é conhecido como punto, vc vai ver placas dizendo HAY PUNTO, então se vc tiver alguém que possa te emprestar a conta enquanto vc estiver lá ótimo foi o que eu fiz. Mas há ressalvas, o governo controla a quantidade de dinheiro que vc pode gastar por dia, não oficialmente claro, mas na prática se vc quiser comprar alguma coisa que custe em torno de 100 dólares em bolivares provavelmente vão recusar a transação, então o que os lojistas fazem é dividir o montante em várias vezes e passar várias vezes o cartão, um saco na verdade, mas uma forma de burlar o sistema, pelo menos por enquanto.
      Outra forma de pagar é por transferências bancárias, é o que mais é feito na verdade, taxistas, lojas, tudo praticamente é pago por transferência bancária, a pessoa q vc esta comprando algo te passa o número da conta e vc faz a transferência e manda o print do comprovante por whatss, bem interessante como o ser humano se adapta a tudo NE....
      Mas para quem não tem ninguém lá para emprestar a conta e tudo mais a única opção viável é pagar em dólares, por isso disse antes que o melhor é levar notas de baixo valor, por exemplo um café da manhã numa padaria vai de custar em torno de um milhao e quatrocentos bolivares isso dá menos de 1 dólar mas provavelmente não vai ser todo lugar que vai aceitar notas baixas porque podem ser falsificadas, lembra que eu disse que a única que não pode é a de 100 dólares?, então possivelmente também tudo vai sair mais caro para quem leva dólares porque vão cobrar o preço que quiserem por saber que vc não tem bolivares, é a situação econômica lá ta bem complicada, e pra piorar vão tirar 3 dígitos da moeda, para ao em vez de ser em milhões ser milhares, mas isso só vai acontecer em 3 meses.
      Bom o que fazer então? Sinceramente não sei, sempre pergunte quanto é em bolivares só fale que vai pagar em dólares em locais fechados e sempre que falar que vai pagar em dólares tome cuidado pra quem estiver em volta, porque sempre há gente mal intencionada e de olho em turistas pra assaltar etc., então o meu conselho é não confie em ninguém, a não ser que vá a casa da pessoa e esta seja de fato honesta.
      Quanto a viajar de carro pelo país, tenho várias ressalvas também, é complicado pela questão dos policiais serem corruptos, há muitas fiscalizações nas estradas, tipo blitz... e os policiais ganham um salário mínimo, que é em torno de cinqüenta centavos de dólar hoje, então imaginem passar um carro com turistas que eles sabem que carregam dólares, eles fazem de tudo para estorquir, então se for levar dólares leve bem escondidos, eles revistam tudo, reviram as malas, fazem revisão de homens e mulheres, palpam tudo... é bem constrangedor na verdade, a boa notícia é que turistas podem carregar até 10.000 dólares, mas nunca jamais em hipótese alguma faça isso, tenho um primo que carregava uns 5000 dólares e foi parado em uma alcabala (que como chamam as blitz la) e os guardas tiraram 4000 dele porque foi o que conseguiram encontrar, e ele teve sorte que não mataram ele porque a maioria das vezes eles tomam os dólares e levam a pessoa para um “passeio” para bater e tentar tirar o máximo possível de dinheiro, e para não correr o risco de serem denunciados eles matam e pronto, é parece filme de terror mas é assim mesmo.
      Por isso quanto mais mochileiro você parecer melhor, ou o menos turista possível melhor ainda. Para quem realmente quiser se aventurar de carro, NUNCA JAMAIS EVER dirija à noite, faça os percursos de dia, quando entardecer pare na cidade mais próxima e durma no melhor hotel que encontrar, são muito baratos quando fazemos a conversão, então sempre pergunte quanto é em bolívares e vc mesmo faça a conversão para dólares, e depois pergunte quanto é em dólares e comece a negociar a partir daí.
      Porque não dirigir à noite, bom além dos motivos óbvios, há trechos na Venezuela que são muito perigosos, um exemplo é a região de Caucagua, uma zona litorânea, que tem uma cidade chamada San José e, que obrigatoriamente temos que passar se vamos atravessar sentido Caracas ou outras cidades nessa direção por exemplo, é tão perigoso que para atravessar o povoado geralmente motoristas esperam a escolta da guarda nacional para passar ali, sim eu vivi isso porque meu primo atravessou essa cidade à noite no percurso que fizemos quando eu cheguei, foi horrível, mas deu tudo certo no final, por isso eu continuo dizendo JAMAIS viajem à noite. Há o risco do carro quebrar, furar pneu ou sei lá o que e vc vai ficar no meio do nada e provavelmente será secuestrado na melhor das hipóteses.
      Se você for atravessar o país de carro com venezuelanos é mais tranqüilo, deixe que eles dirijam e se for mulher melhor ainda, geralmente não param mulheres nas alcabalas, mas eu disse GERALMENTE.
      Fiquei em Guatire que é uma cidade próxima à Caracas, cerca de 30 min de carro, porque um tio mora lá e é mais tranquilo que Caracas, fica à meia hora de Higuerote que é litoral então é uma boa opção pra conhecer, como o mar que banha a Venezuela é o Caribe todas as praias são maravilhosas, mas recomendo que vá com pessoas que conheçam porque algumas praias tem muita correnteza e são perigosas na região, tenho um primo lá que pode ajudar quem quiser conhecer a região.
      Fui a margarita no dia 01/06/18 comprei a passagem lá em Caracas num shopping que se chama Líder, que tem uma agência de viagens de confiança, tenho o contato da moça que me atendeu, o whatss dela quem quiser me pede ok? bom como a questão financeira não está legal, tudo está um pouco louco, tem coisas que são extremamente baratas até mesmo pros Venezuelanos, uma passagem ida e volta pra margarita saiu por 32 dólares saindo de Maiquetia (Aeroporto principal da Venezuela- fica 30 min de Caracas).
      Para conseguir passagem pra lá recomendo que assim que chegarem em Caracas façam isso, ou então já deixem reservado com essa moça que comentei porque não é fácil conseguir passagens em cima da hora, eu tive sorte que consegui com 3 dias de antecedência, mas não façam isso porque é muito provável que não consigam passagem ok?
      E finalmente como está Margarita? a situação da ilha é menos ruim do que do resto do país, a ilha é bem grande então não dá pra percorrer a pé, nem de carrinho de golf como em San Andrés, por exemplo, então tudo é feito de carro ou taxis, e aí temos um problema, os táxis só aceitam transferência bancária... acho que tem alguns que aceitam dólares, tenho o contato de um taxista muitooooo legal que nos ajudou muito durante a nossa estadia na ilha, o nome dele é Johan, é o que cobra mais barato é super pontual e também oferece alguns passeios pela ilha.
      Eu fiquei só 3 dias infelizmente não tinha como ficar mais, mas recomendo que fiquem pelo menos 5 dias para aproveitarem tudo, não vou entrar em muitos detalhes sobre margarita porque o post já ficou longo demais, quem quiser mais detalhes é só pedir ok?
      Pra quem está curioso sobre quanto gastei ficando quase 3 semanas lá, eu gastei 200 dólares esbanjando muito e ainda trazendo 2 perfumes importados rsrsrsr, gente lá é tudo mais barato então é o paraíso pra comprar mas devido ao problema de dinheiro e das operações financeiras serem bem dificultadas acaba atrapalhando demais trazer muitas coisas, recomendo que levem pouca bagagem e que comprem o que precisarem por lá... é bem barato inclusive em alguns shoppings em Caracas mesmo, os Shoppings de Margarita são mais caros antigamente era o contrário mas como a ilha teve que se dolarizar acaba ficando mais caro.
      Dicas de hotéis e tudo mais é só pedir blz?
      Beijos desculpem o post enorme masss é a primeira vez que faço um relato ta bom?
      contatos: [email protected]
                        Whatss: 034996580626
      PS: tenho contatos na Venezuela toda rsrsrs, minha família lá é bem grande.
    • Por Vivi Ane Gonçalves
      No terminal rodoviário da Cidade de Arequipa, peguei um bus que saiu a 1h da madrugada e chegou em Cabanaconde por volta das 6hs da manhã. Tomei um café da manhã e busquei o caminho para chegar em Llahuar. Esse foi o primeiro ponto de descanso que escolhi. Fui cobrada por um ingresso de 40 soles por ser latina e a senhora que vendeu o ingresso me mostrou o caminho. Usei o aplicativo maps me para me localizar. A trilha é praticamente toda de descida e demorei cerca de 3:30hs para chegar, indo tranquila e parando para tirar fotos. Passei uma noite no Llahuar Lodge que fica a beira do rio e possui duas piscinas de águas termais. O valor do quarto compartilhado foi 20 soles e as refeições são 10 soles.
      No dia seguinte acordei cedo e comecei a caminhada para Sangale onde escolhi passar a segunda noite. Usei novamente o maps me e levei 5hs com muita calma passando primeiro em Malata (contudo não há o que conhecer lá). Grande parte do caminho fiz por uma estrada onde passa um busnque escolhi não tomar, mas existe essa opção. Cheguei no Oásis de Sangale que possui 05 hostels, fiquei no primeiro que vi pois estava muito cansada, mas depois fui conhecer o do lado que parecia ser melhor. Paguei 15 soles na noite. Todos os hostels possuem piscina.
      No dia seguinte acordei às 8hs e iniciei a caminhada de volta para Cabanaconde as 9hs o que foi um grande erro pois o caminho é pura subida e o sol estava muito forte. Parei muitas vezes para descansar e levei 5hs caminhando.
      Cheguei morta em Cabanaconde e decidi ficar uma noite para acordar cedo e ver os Condors. Paguei 20 soles na noite em um hostel em frente a praça é no dia seguinte peguei o ônibus as 7hs da manhã e desci no mirante dos Condors. Mais ou menos as 10hs peguei uma van turística quase no mesmo preço do ônibus normal com a vantagem de que visitamos outros pontos.
      As fotos estão no meu Instagram @nasgonvivi.
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