Depois de meses, resolvi escrever meu segundo relato de viagem aqui no mochileiros.com. Aproveitei o feriado de 7 de setembro de 2009 e promoção de milhas da Gol para conhecer Córdoba, na Argentina.
Os preços serão expressos em dólares (USD), reais (BRL) e pesos argentinos (ARS). Para conversão entre moedas, recomendo entrar no google e digitar no campo de buscas frases como: "1.400 ARS in BRL". Automaticamente você verá a conversão.
Dia 1 (04/07/2010) - Brasília-Córdoba
Fui para o trabalho já com a minha mochila arrumada, pois meu voo sairia de BSB as 17h40. Às 16h00 saí do escritório rumo ao aeroporto e fiz o check-in sem demora nenhuma. O voo BSB-POA transcorreu numa boa, apesar de ser looooongo, ainda mais na classe lata de sardinha da Gol. Fiquei ainda algumas horas no aeroporto de Porto Alegre esperando a conexão para Córdoba, no voo que vinha do RJ.
POA, 04/07/2009. O voo de conexão para COR demorou um pouco
Fiz imigração em POA e tive um voo tranquilo, apesar de ter atrasado cerca de 1 hora e ter de arremeter na primeira tentativa de pouso em COR – muito vento de cauda. A entrada na Argentina também foi fácil, mesmo com sono, quase às 2h da manhã. O aeroporto de Córdoba é bem bonito e moderno e, quando saí, havia vários táxis a espera dos passageiros vindos do Brasil. Mais 20 minutos e menos ARS 35 no bolso e eu já estava no Hostel Baluch, na Calle San Martin, bem no centro comercial da cidade. Lugarzinho feio, com movimento suspeito à noite, rs, mas o hostel era bom.
Pra sorte minha, meus companheiros de quarto ainda estavam acordados e não precisei arrumar a cama e as coisas no escuro. Eram três austríacos que estavam indo para Rosário no dia seguinte ver o jogo entre Argentina e Brasil. Ficamos um bom tempo falando de futebol e eu desejei um péssimo jogo para eles, já que iriam torcer para os hermanos.
Quando acordei vi que estava sozinho no quarto. Aliás, essa deve ter sido a viagem mais sozinha que eu já fiz. O hostel estava meio vazio e os meus companheiros de quarto estavam sempre de passagem pela cidade. Mesmo assim, gostei muito da viagem.
Fui tomar café – muito bom, por sinal –, e logo saí pra rua, me sentindo no meio da 25 de março. Sério, ô lugarzinho feio, rs... Mas a cidade, no geral, é bonita. Acho que o ideal é se hospedar na região de Nueva Córdoba, onde fica o hostel da HI. Saí de bermuda e camiseta, porém precisei voltar pro hostel e pegar um casaco, pois batia um vento bem frio. Vestido adequadamente, caminhei até o centro histórico, passando pela Plaza San Martin e parando um pouco para ver a catedral. Passei sob os arcos do Cabildo e alguns metros depois cheguei à Manzana Jesuítica, escolhida Patrimômio da Humanidade pela UNESCO em 2000.
A Manzana Jesuítica é um quarteirão cheio de edifícios históricos e nele está o Campus central da Universidad Nacional de Córdoba, uma das mais antigas da América, fundada pelos Jesuítas em 1610.
Manzana Jesuítica
Visitei a Igreja da Companhia de Jesus, que tem uma fachada rústica de pedra, mas um belo interior. Logo em seguida fui até a entrada da universidade, onde pude me integrar ao grupo de uma visita guiada. Havia um casal de mexicanos, outro de franceses e uma peruana. A guia, aluna da universidade, era muito simpática e conhecia em detalhes a história da cidade e da universidade.
Igreja Companhia de Jesus
Andamos pelos pátios, salas cheias de livros e documentos históricos, voltamos à igreja e também visitamos a capela. A vantagem da visita guiada é a possibilidade de entrar em salas exlcusivas e na capela. Esta última, por sinal, tem um altar de madeira bastante imponente, todo revestido em ouro. Terminamos a visita na sala de defesa de teses, por onde passaram muitas personalidades, intelectuais e ex-presidentes do país.
Universidad Nacional de Córdoba
Saindo da universidade, dei uma volta no vizinho Colegio Nacional de Monserrat e rumei para o terminal de ônibus do Mercado Sud. Tomei o primeiro ônibus com destino a Alta Gracia, cidade que abriga uma importante Estância Jesuíta e a casa onde Che Guevara cresceu.
Deveria ter descido antes da rodoviária, mas estava desatento e, quando dei conta, já estava no ponto final. Fui então caminhando de volta ao centro. Não sei por que a rodoviária fica tão afastada do centro numa cidade tão pequena! Em ½ hora estava novamente na frente do lago que enfeita a praça principal e a Missão Jesuíta. Como era hora do almoço, parei para comer uma milanesa e tomar uma Quilmes trincando, já que tinha esquentado um bocado.
Alta Gracia
Esperei um pouco na beira do lago até às 15h30, hora de reabertura da Estância, datada do século XVII. Fiquei mais de uma hora no pequeno mas bem cuidado museu, imaginando aquilo tudo 400 anos atrás.
Estancia Jesuítica de Alta Gracia
Próxima parada: Casa Museo del Che Guevara. Caminhando desde a estância, acho que foram uns 20 minutos. Passei por ruas tranquilas, típicas de uma tarde de sábado numa cidadezinha do interior. Vi várias casas bonitas, muitas antigas, e também um grande hotel com campo de golfe, que existe há algumas décadas.
Rua típica de Alta Gracia
O museu é a casa onde Che Guevara viveu a infância e a adolescência. São várias salas divididas entre as fases da vida do guerrilheiro. Vi roupas, documentos, fotos e até uma réplica da “La Poderosa”, que ficou famosa no filme Diários de Motocicleta. Depois de ver um vídeo e assinar o livro de visitas, voltei andando até a rodoviária e peguei o micro-ônibus de volta à Córdoba. Passei no mercado, comprei algumas bobagens e fui para o hostel.
Casa del Che
La Poderosa
Para minha surpresa, ninguém no hostel estava muito empolgado para ver o jogo entre Argentina e Brasil, válido pelas eliminitórias da copa. A menina da recepção nem mesmo sabia se a TV do hostel estaria sintonizada no jogo. Pra não correr o risco de ficar sem ver a partida, tomei um banho, troquei de roupa e segui a pé para o bairro de Nueva Córdoba, onde sentei em um bar, numa mesa da calçada, para jantar e ver o jogo.
Foi muito estranho e divertido ver o Brasil fazendo 2x0 logo de cara e comemorar de maneira discreta, observando os hermanos desesperados com a possibilidade de ficar de fora da copa pela primeira vez desde 1950 (no fim das eliminatórias a Argentina conseguiu a vaga ). No mesmo bar tinha uma família brasileira vendo a partida e comemorando com um pouco mais de entusiasmo. Enquanto eu estava comendo, pessoas passando na calçada paravam e me perguntavam como estava ao jogo. Eu respondia, com um sorriso no rosto: “Dos cero Brasil!” . Os argentinos diminuíram, mas no fim fizemos 3x1, golaço do Luís Fabiano.
Paguei a conta e voltei andando pro hostel feliz da vida, vendo a cara de m... dos “ar-rentinos”.
Antes de dormir ainda fiquei batendo papo com um casal de ingleses que tinha acabado de chegar. Eles estavam dando uma volta ao mundo em 1 ano! Puta inveja desses europeus que vivem mochilando pelo mundo... parece que pra eles é muito mais fácil e barato do que pra nós.
Gastos
Visita Universidade: ARS 10,00
Micro-ônibus para Alta Gracia : ARS 12,00 (ida e volta)
Almoço em Alta Gracia: ARS 40,00
Estancia Jesuítica Alta Gracia: ARS 10,00
Museo Casa del Che: ARS 5,00
Jantar em Nueva Córdoba: ARS 60,00
Hostel Baluch: USD 8,50 (dormitório)
Ver o Brasil ganhar da Argentina, lá: não tem preço
Córdoba (AR) - Feriado de 7/set de 2009
Depois de meses, resolvi escrever meu segundo relato de viagem aqui no mochileiros.com. Aproveitei o feriado de 7 de setembro de 2009 e promoção de milhas da Gol para conhecer Córdoba, na Argentina.
Os preços serão expressos em dólares (USD), reais (BRL) e pesos argentinos (ARS). Para conversão entre moedas, recomendo entrar no google e digitar no campo de buscas frases como: "1.400 ARS in BRL". Automaticamente você verá a conversão.
Dia 1 (04/07/2010) - Brasília-Córdoba
Fui para o trabalho já com a minha mochila arrumada, pois meu voo sairia de BSB as 17h40. Às 16h00 saí do escritório rumo ao aeroporto e fiz o check-in sem demora nenhuma. O voo BSB-POA transcorreu numa boa, apesar de ser looooongo, ainda mais na classe lata de sardinha da Gol. Fiquei ainda algumas horas no aeroporto de Porto Alegre esperando a conexão para Córdoba, no voo que vinha do RJ.
POA, 04/07/2009. O voo de conexão para COR demorou um pouco
Fiz imigração em POA e tive um voo tranquilo, apesar de ter atrasado cerca de 1 hora e ter de arremeter na primeira tentativa de pouso em COR – muito vento de cauda. A entrada na Argentina também foi fácil, mesmo com sono, quase às 2h da manhã. O aeroporto de Córdoba é bem bonito e moderno e, quando saí, havia vários táxis a espera dos passageiros vindos do Brasil. Mais 20 minutos e menos ARS 35 no bolso e eu já estava no Hostel Baluch, na Calle San Martin, bem no centro comercial da cidade. Lugarzinho feio, com movimento suspeito à noite, rs, mas o hostel era bom.
Pra sorte minha, meus companheiros de quarto ainda estavam acordados e não precisei arrumar a cama e as coisas no escuro. Eram três austríacos que estavam indo para Rosário no dia seguinte ver o jogo entre Argentina e Brasil. Ficamos um bom tempo falando de futebol e eu desejei um péssimo jogo para eles, já que iriam torcer para os hermanos.
Olha o “jantar” que a Gol ofereceu
Imigração em COR
Gastos
Passagem BSB-COR-BSB (Gol): 12.000 milhas smiles + BRL 196,00 (taxas)
Lanche em POA (pastel de coração
) : BRL 15,00
Táxi até Hostel Baluch: ARS 35,00
Hostel Baluch: USD 8,50 (dormitório)
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Dia 2 (05/07/2009) - Córdoba
Quando acordei vi que estava sozinho no quarto. Aliás, essa deve ter sido a viagem mais sozinha que eu já fiz. O hostel estava meio vazio e os meus companheiros de quarto estavam sempre de passagem pela cidade. Mesmo assim, gostei muito da viagem.
Fui tomar café – muito bom, por sinal –, e logo saí pra rua, me sentindo no meio da 25 de março. Sério, ô lugarzinho feio, rs... Mas a cidade, no geral, é bonita. Acho que o ideal é se hospedar na região de Nueva Córdoba, onde fica o hostel da HI. Saí de bermuda e camiseta, porém precisei voltar pro hostel e pegar um casaco, pois batia um vento bem frio. Vestido adequadamente, caminhei até o centro histórico, passando pela Plaza San Martin e parando um pouco para ver a catedral. Passei sob os arcos do Cabildo e alguns metros depois cheguei à Manzana Jesuítica, escolhida Patrimômio da Humanidade pela UNESCO em 2000.
A Manzana Jesuítica é um quarteirão cheio de edifícios históricos e nele está o Campus central da Universidad Nacional de Córdoba, uma das mais antigas da América, fundada pelos Jesuítas em 1610.
Manzana Jesuítica
Visitei a Igreja da Companhia de Jesus, que tem uma fachada rústica de pedra, mas um belo interior. Logo em seguida fui até a entrada da universidade, onde pude me integrar ao grupo de uma visita guiada. Havia um casal de mexicanos, outro de franceses e uma peruana. A guia, aluna da universidade, era muito simpática e conhecia em detalhes a história da cidade e da universidade.
Igreja Companhia de Jesus
Andamos pelos pátios, salas cheias de livros e documentos históricos, voltamos à igreja e também visitamos a capela. A vantagem da visita guiada é a possibilidade de entrar em salas exlcusivas e na capela. Esta última, por sinal, tem um altar de madeira bastante imponente, todo revestido em ouro. Terminamos a visita na sala de defesa de teses, por onde passaram muitas personalidades, intelectuais e ex-presidentes do país.
Universidad Nacional de Córdoba
Saindo da universidade, dei uma volta no vizinho Colegio Nacional de Monserrat e rumei para o terminal de ônibus do Mercado Sud. Tomei o primeiro ônibus com destino a Alta Gracia, cidade que abriga uma importante Estância Jesuíta e a casa onde Che Guevara cresceu.
Deveria ter descido antes da rodoviária, mas estava desatento e, quando dei conta, já estava no ponto final. Fui então caminhando de volta ao centro. Não sei por que a rodoviária fica tão afastada do centro numa cidade tão pequena! Em ½ hora estava novamente na frente do lago que enfeita a praça principal e a Missão Jesuíta. Como era hora do almoço, parei para comer uma milanesa e tomar uma Quilmes trincando, já que tinha esquentado um bocado.
Alta Gracia
Esperei um pouco na beira do lago até às 15h30, hora de reabertura da Estância, datada do século XVII. Fiquei mais de uma hora no pequeno mas bem cuidado museu, imaginando aquilo tudo 400 anos atrás.
Estancia Jesuítica de Alta Gracia
Próxima parada: Casa Museo del Che Guevara. Caminhando desde a estância, acho que foram uns 20 minutos. Passei por ruas tranquilas, típicas de uma tarde de sábado numa cidadezinha do interior. Vi várias casas bonitas, muitas antigas, e também um grande hotel com campo de golfe, que existe há algumas décadas.
Rua típica de Alta Gracia
O museu é a casa onde Che Guevara viveu a infância e a adolescência. São várias salas divididas entre as fases da vida do guerrilheiro. Vi roupas, documentos, fotos e até uma réplica da “La Poderosa”, que ficou famosa no filme Diários de Motocicleta. Depois de ver um vídeo e assinar o livro de visitas, voltei andando até a rodoviária e peguei o micro-ônibus de volta à Córdoba. Passei no mercado, comprei algumas bobagens e fui para o hostel.
Casa del Che
La Poderosa
Para minha surpresa, ninguém no hostel estava muito empolgado para ver o jogo entre Argentina e Brasil, válido pelas eliminitórias da copa. A menina da recepção nem mesmo sabia se a TV do hostel estaria sintonizada no jogo. Pra não correr o risco de ficar sem ver a partida, tomei um banho, troquei de roupa e segui a pé para o bairro de Nueva Córdoba, onde sentei em um bar, numa mesa da calçada, para jantar e ver o jogo.
Foi muito estranho e divertido ver o Brasil fazendo 2x0 logo de cara e comemorar de maneira discreta, observando os hermanos desesperados com a possibilidade de ficar de fora da copa pela primeira vez desde 1950 (no fim das eliminatórias a Argentina conseguiu a vaga
). No mesmo bar tinha uma família brasileira vendo a partida e comemorando com um pouco mais de entusiasmo. Enquanto eu estava comendo, pessoas passando na calçada paravam e me perguntavam como estava ao jogo. Eu respondia, com um sorriso no rosto: “Dos cero Brasil!”
. Os argentinos diminuíram, mas no fim fizemos 3x1, golaço do Luís Fabiano.
Paguei a conta e voltei andando pro hostel feliz da vida, vendo a cara de m... dos “ar-rentinos”.
Antes de dormir ainda fiquei batendo papo com um casal de ingleses que tinha acabado de chegar. Eles estavam dando uma volta ao mundo em 1 ano! Puta inveja desses europeus que vivem mochilando pelo mundo... parece que pra eles é muito mais fácil e barato do que pra nós.
Gastos
Visita Universidade: ARS 10,00
Micro-ônibus para Alta Gracia : ARS 12,00 (ida e volta)
Almoço em Alta Gracia: ARS 40,00
Estancia Jesuítica Alta Gracia: ARS 10,00
Museo Casa del Che: ARS 5,00
Jantar em Nueva Córdoba: ARS 60,00
Hostel Baluch: USD 8,50 (dormitório)
Ver o Brasil ganhar da Argentina, lá: não tem preço
Continua...