Caras e caros, este é meu segundo relato aqui no Mochileiros (o primeiro foi este, de viagem ao Japão e à Coreia do Sul). Aos poucos vou pagando a dívida de gratidão com este fórum incrível que já quebrou tantos galhos e evitou muitas furadas. Passamos, minha esposa e eu, uma semana e meia na África do Sul em março de 2017, e é este o relato. Neste primeiro post vou falar detalhes de nossa preparação. Nos seguintes relato a viagem em si.
Dia nascendo no Kruger Park
Antes da viagem
Nossa ideia era ir para a Índia neste ano, mas, assim como centenas de outras pessoas que passam e passaram aqui pelo Mochileiros, nós também aproveitamos uma promoção incrível da TAAG, com vendas pelo ViajaNet, em outubro de 2016, para África do Sul e Namíbia.
O preço final por pessoa, já com taxas e encargos, ficou em R$ 1.049. Teve gente que conseguiu ainda mais barato, não só pra África do Sul como também pra Namíbia. Não sei, mesmo, qual é o preço "bom" para a África do Sul, e acho que promoção como essa dificilmente vai voltar a aparecer. Então acho que nessa questão não consigo ajudar muito.
Antes da viagem houve alguma insegurança em relação ao visto de trânsito. O site da embaixada angolana é confuso, mas deixa claro que é preciso um visto, ao custo de US$ 30, para fazer a conexão em Luanda. Entretanto, várias pessoas relataram que não precisava. Liguei pra Embaixada, pros consulados do Rio e de São Paulo e pro escritório da TAAG e ainda assim houve indefinição, pois em SP disseram que precisava, sim, do tal visto. Mas depois de vários relatos, inclusive de pessoas conhecidas que compraram passagem na mesma promoção, desencanei com isso, mesmo com o pessoal de São Paulo insistindo que precisava.
De fato, não precisa de visto. Embora não haja essa informação com clareza em nenhum lugar na internet, o visto de trânsito não é exigido para quem vai fazer escala de algumas horas no aeroporto de Luanda, só para quem vai sair do terminal.
Definição de onde visitar
Quando vimos a promoção e batemos o martelo decidindo que compraríamos, as opções com bons preços já não eram tantas, e todas com ida e volta por Joanesburgo. Os voos para a Cidade do Cabo (que são mais raros e mais concorridos) já estavam esgotados. Acabamos fechando a passagem para 10 dias. Pesquisando na internet e num guia físico Lonely Planet, decidimos fechar pelo roteiro mais tradicional (Joanesburgo, Cidade do Cabo e Kruger Park, principal local para safaris no país) dividimos assim: 3 noites em Joanesburgo (sendo uma na chegada e duas antes de voltar), 4 na Cidade do Cabo e 2 na região do Kruger.
Os deslocamentos internos fizemos de avião. Minha ideia era alugar um carro para o Kruger, mas minha esposa nunca foi simpática à ideia (por receio da mão inglesa e por achar que o safari com guia ficaria melhor). No fim, ela achou uma ótima opção de pacote com hospedagem, traslados e o safari em si (mais pra frente no relato falo sobre isso) e fechamos, e foi a melhor coisa. A viagem teria sido muito menos interessante se não fosse assim.
Comprei as passagens de avião em dezembro, cerca de três meses antes. Dei preferência por horários convenientes, que garantissem melhor aproveitamento dos dias por lá. De toda forma, os preços não costumam variar muito dentro do mesmo dia. De Joanesburgo para a Cidade do Cabo ficou em R$ 187 (preço final) por pessoa pela Mango (flymango.com); da Cidade do Cabo pra Nelspruit (principal aeroporto perto do Kruger) ficou em R$ 356 por pessoa pela South African Airlink - subsidiária da South African Airways; e de Nelspruit pra Joanesburgo R$ 141, também pela Airlink. Poderia ter comprado por cerca de R$ 50 a menos o trecho Cidade do Cabo-Nelspruit se pegasse um voo com conexão em Joanesburgo, mas achei que seria uma economia porca (e seria mesmo, não me arrependo nem um pouco).
Preferi fazer Cidade do Cabo antes do Kruger pois, como voltaria de Joanesburgo, poderia pegar um ônibus pra voltar pra lá caso desse algum problema com o voo (o que se revelou uma preocupação desnecessária - tem dezenas de voos da Cidade do Cabo pra Joanesburgo todo dia e vice-versa, assim como uns 10 de Nelspruit pra Joanesburgo. Era improvável que ficássemos "presos" lá). Da Cidade do Cabo direto pra Nelspruit é só um por dia.
Todos os valores que eu citar aqui foram calculados levando em conta a média de R$ 1 pra cada 4 Rand (moeda da África do Sul), que é um cálculo seguro pra toda a viagem. Li muito sobre o câmbio e vi várias recomendações distintas. Não conseguimos chegar a uma certeza, mas como muita gente falava que nem sempre era fácil fazer câmbio de Real por lá, levamos dólares e habilitamos o cartão para saque.
No fim, acabamos fazendo praticamente meio a meio: câmbio e gastos no cartão de crédito. Ficou praticamente elas por elas, mas isso por que o Rand desvalorizou nos dias que estávamos lá. Se não fosse isso, acho que o câmbio por dólares seria um pouquinho mais vantajoso (mas, naturalmente, menos seguro, por ter de andar com as notas). Eu não levaria Reais em espécie, pois a maioria das casas de câmbio que vi não faziam, e, fazendo as contas na hora que ia trocar, tive a impressão de que pagavam pouco e era sempre desvantajoso, mesmo tendo que pagar duas vezes as taxas de câmbio (real-dólar e dólar-rand).
Rumo à África
O site do ViajaNet tem uma ferramenta pra reservar os assentos do voo, mas eu não consegui usar. Encontrei um número de contato da TAAG pelo Whatsapp, pelo qual era possível reservar os assentos: (21) 98458-6190. O atendimento é rápido e atencioso, mas... O sistema deles ficou fora do ar nas duas semanas anteriores à nossa viagem. Só consegui reservar a refeição vegetariana que minha esposa pediu. Se o sistema funcionar, porém, é sossegado reservar pelo Whatsapp.
A companhia parece (ou é) um tanto confusa. Por exemplo, nosso voo de ida estava previsto para 19h30. Só depois que entrei em contato pelo Whatsapp é que eles me avisaram que seria às 18h30 (isso por que compramos antes do fim do horário de verão e voaríamos depois). Não teríamos sido avisados disso se não tivéssemos os procurado. Os aviões têm 3 fileiras de 3 poltronas cada. Queríamos sentar na fileira do meio, mas não tinha vaga nos voos de ida (nem SP-Luanda, nem Luanda-Joanesburgo). Ainda no aeroporto, já reservamos poltronas para o voo de volta na fileira do meio, mas chegou o dia da volta e a reserva não tinha valido de nada (depois falo mais sobre isso).
Apesar disso, porém, a qualidade dos serviços é excelente. Já voei em várias companhias brasileiras e estrangeiras sempre de classe econômica e, tirando a Turkish, acho que a TAAG é a que oferece mais espaço entre as poltronas. As refeições foram muito boas. Minha esposa também gostou das opções vegetarianas. Os atendentes são simpáticos, solícitos e bem preparados. Enfim, tirando a confusão com os assentos, recomendo totalmente a TAAG.
Cerveja Cuca, angolana, disponível no voo da TAAG. Meio adocicada. Horrível.
Caras e caros, este é meu segundo relato aqui no Mochileiros (o primeiro foi este, de viagem ao Japão e à Coreia do Sul). Aos poucos vou pagando a dívida de gratidão com este fórum incrível que já quebrou tantos galhos e evitou muitas furadas. Passamos, minha esposa e eu, uma semana e meia na África do Sul em março de 2017, e é este o relato. Neste primeiro post vou falar detalhes de nossa preparação. Nos seguintes relato a viagem em si.
Dia nascendo no Kruger Park
Antes da viagem
Nossa ideia era ir para a Índia neste ano, mas, assim como centenas de outras pessoas que passam e passaram aqui pelo Mochileiros, nós também aproveitamos uma promoção incrível da TAAG, com vendas pelo ViajaNet, em outubro de 2016, para África do Sul e Namíbia.
O preço final por pessoa, já com taxas e encargos, ficou em R$ 1.049. Teve gente que conseguiu ainda mais barato, não só pra África do Sul como também pra Namíbia. Não sei, mesmo, qual é o preço "bom" para a África do Sul, e acho que promoção como essa dificilmente vai voltar a aparecer. Então acho que nessa questão não consigo ajudar muito.
Antes da viagem houve alguma insegurança em relação ao visto de trânsito. O site da embaixada angolana é confuso, mas deixa claro que é preciso um visto, ao custo de US$ 30, para fazer a conexão em Luanda. Entretanto, várias pessoas relataram que não precisava. Liguei pra Embaixada, pros consulados do Rio e de São Paulo e pro escritório da TAAG e ainda assim houve indefinição, pois em SP disseram que precisava, sim, do tal visto. Mas depois de vários relatos, inclusive de pessoas conhecidas que compraram passagem na mesma promoção, desencanei com isso, mesmo com o pessoal de São Paulo insistindo que precisava.
De fato, não precisa de visto. Embora não haja essa informação com clareza em nenhum lugar na internet, o visto de trânsito não é exigido para quem vai fazer escala de algumas horas no aeroporto de Luanda, só para quem vai sair do terminal.
Definição de onde visitar
Quando vimos a promoção e batemos o martelo decidindo que compraríamos, as opções com bons preços já não eram tantas, e todas com ida e volta por Joanesburgo. Os voos para a Cidade do Cabo (que são mais raros e mais concorridos) já estavam esgotados. Acabamos fechando a passagem para 10 dias. Pesquisando na internet e num guia físico Lonely Planet, decidimos fechar pelo roteiro mais tradicional (Joanesburgo, Cidade do Cabo e Kruger Park, principal local para safaris no país) dividimos assim: 3 noites em Joanesburgo (sendo uma na chegada e duas antes de voltar), 4 na Cidade do Cabo e 2 na região do Kruger.
Os deslocamentos internos fizemos de avião. Minha ideia era alugar um carro para o Kruger, mas minha esposa nunca foi simpática à ideia (por receio da mão inglesa e por achar que o safari com guia ficaria melhor). No fim, ela achou uma ótima opção de pacote com hospedagem, traslados e o safari em si (mais pra frente no relato falo sobre isso) e fechamos, e foi a melhor coisa. A viagem teria sido muito menos interessante se não fosse assim.
Comprei as passagens de avião em dezembro, cerca de três meses antes. Dei preferência por horários convenientes, que garantissem melhor aproveitamento dos dias por lá. De toda forma, os preços não costumam variar muito dentro do mesmo dia. De Joanesburgo para a Cidade do Cabo ficou em R$ 187 (preço final) por pessoa pela Mango (flymango.com); da Cidade do Cabo pra Nelspruit (principal aeroporto perto do Kruger) ficou em R$ 356 por pessoa pela South African Airlink - subsidiária da South African Airways; e de Nelspruit pra Joanesburgo R$ 141, também pela Airlink. Poderia ter comprado por cerca de R$ 50 a menos o trecho Cidade do Cabo-Nelspruit se pegasse um voo com conexão em Joanesburgo, mas achei que seria uma economia porca (e seria mesmo, não me arrependo nem um pouco).
Preferi fazer Cidade do Cabo antes do Kruger pois, como voltaria de Joanesburgo, poderia pegar um ônibus pra voltar pra lá caso desse algum problema com o voo (o que se revelou uma preocupação desnecessária - tem dezenas de voos da Cidade do Cabo pra Joanesburgo todo dia e vice-versa, assim como uns 10 de Nelspruit pra Joanesburgo. Era improvável que ficássemos "presos" lá). Da Cidade do Cabo direto pra Nelspruit é só um por dia.
Todos os valores que eu citar aqui foram calculados levando em conta a média de R$ 1 pra cada 4 Rand (moeda da África do Sul), que é um cálculo seguro pra toda a viagem. Li muito sobre o câmbio e vi várias recomendações distintas. Não conseguimos chegar a uma certeza, mas como muita gente falava que nem sempre era fácil fazer câmbio de Real por lá, levamos dólares e habilitamos o cartão para saque.
No fim, acabamos fazendo praticamente meio a meio: câmbio e gastos no cartão de crédito. Ficou praticamente elas por elas, mas isso por que o Rand desvalorizou nos dias que estávamos lá. Se não fosse isso, acho que o câmbio por dólares seria um pouquinho mais vantajoso (mas, naturalmente, menos seguro, por ter de andar com as notas). Eu não levaria Reais em espécie, pois a maioria das casas de câmbio que vi não faziam, e, fazendo as contas na hora que ia trocar, tive a impressão de que pagavam pouco e era sempre desvantajoso, mesmo tendo que pagar duas vezes as taxas de câmbio (real-dólar e dólar-rand).
Rumo à África
O site do ViajaNet tem uma ferramenta pra reservar os assentos do voo, mas eu não consegui usar. Encontrei um número de contato da TAAG pelo Whatsapp, pelo qual era possível reservar os assentos: (21) 98458-6190. O atendimento é rápido e atencioso, mas... O sistema deles ficou fora do ar nas duas semanas anteriores à nossa viagem. Só consegui reservar a refeição vegetariana que minha esposa pediu. Se o sistema funcionar, porém, é sossegado reservar pelo Whatsapp.
A companhia parece (ou é) um tanto confusa. Por exemplo, nosso voo de ida estava previsto para 19h30. Só depois que entrei em contato pelo Whatsapp é que eles me avisaram que seria às 18h30 (isso por que compramos antes do fim do horário de verão e voaríamos depois). Não teríamos sido avisados disso se não tivéssemos os procurado. Os aviões têm 3 fileiras de 3 poltronas cada. Queríamos sentar na fileira do meio, mas não tinha vaga nos voos de ida (nem SP-Luanda, nem Luanda-Joanesburgo). Ainda no aeroporto, já reservamos poltronas para o voo de volta na fileira do meio, mas chegou o dia da volta e a reserva não tinha valido de nada (depois falo mais sobre isso).
Apesar disso, porém, a qualidade dos serviços é excelente. Já voei em várias companhias brasileiras e estrangeiras sempre de classe econômica e, tirando a Turkish, acho que a TAAG é a que oferece mais espaço entre as poltronas. As refeições foram muito boas. Minha esposa também gostou das opções vegetarianas. Os atendentes são simpáticos, solícitos e bem preparados. Enfim, tirando a confusão com os assentos, recomendo totalmente a TAAG.
Cerveja Cuca, angolana, disponível no voo da TAAG. Meio adocicada. Horrível.
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