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Dérien

Meus 10 dias no Rio Grande do Sul

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E aí , pessoal! Bom, sou de SP e desci de avião em Caxias, onde aluguei um carro (melhor coisa que fiz), com o qual acabaria rodando 1.000Km, passando por Gramado, Canela, Cambará do Sul, Praia Grande (SC), Torres e Bento Gonçalves.

Em Gramado e Canela focamos nossa viagem nos atrativos naturais, ou seja, Parque da Ferradura e Parque dos Paredões (novo). O da Ferradura tem um visual impressionante, as trilhas são limpas e agradáveis e os mirantes muito bem localizados. Ali, no mirante da Ferradura, dei, finalmente, a aliança para minha esposa (seis anos morando juntos e um ano de casado no civil). Mas isso é uma outra história. Bom, no Ferradura a visitação, tirando uma trilha que é mais longa, leva umas duas horas. Nos Paredões, leva um pouco menos. Depois fomos ao teleférico (que, na minha opinião, substitui muito bem o Pq. do Caracol, pelo menos na vista da Cachoeira, ou seja, economia). Ficamos em Canela no Hostel, que achei caro para um Hostel (R$90,00 o casal).

Depois, fomos para Cambará do Sul. No caminho, tem o Passo do Inferno, que agora se chama Pq. das Cachoeiras e, justamente por essa mudança, passamos batido sem conhecer o lugar, mas parece que vale a pena dar uma passada por lá, você faz o caminho dentro do carro, só curtindo o visu. Antes de chegarmos a Cambará, passamos pela Cachoeira dos Venâncios e Passo do S, que tem uns 10 km de estrada bem ruinzinha, mas passável, ainda mais quando o carro é alugado. A parte da estrada até a Cach. Venâncios é mais tranquila. Agora, como tudo em Cambará, sem carro, só de agência. Pra finalizar esse dia, fomos jantar no Galpão Costaneira: bifes grelhados c/ queijo coalho, farofa de pinhão, linguiça caseira, etc. Comi com louvor. No dia seguinte, fomos ao Fortaleza, a mais gigantesca paisagem que já vi em minha vida (até que os Glaciares em Calafate). Dia de sol e conseguimos ver Torres. Percorremos toda a borda, vagarosamente, e terminamos no ponto mais alto do Canyon, que muita gente parece não saber se acessível (principalmente porque não há qualquer sinalização no Fortaleza). A trilha do segredo é que foi mais complicada: sem sinalização, foi difícil entender que era preciso atravessar o rio em local tão próximo à queda dágua (por sinal gigante, a Cachoeira do Tigre). Entendam que a travessia é antes da queda. Mas é tranquilo, as lajes do leito do rio formam um caminho pelo qual dá pra passar e não há correnteza. Já do outro lado da margem, a trilha é segredo: muito mato, praticamente não há trilha e o negócio é pegar a direção em que está o alambrado de observação (estrategicamente vislumbrado ainda na outra margem) e seguir até lá. Dali em diante, o visual é de encher os olhos. Tremo só de pensar que quase não fizemos essa trilha. Em Cambará, fiquei na Pousada Simone. Barata (R$ 60,00 o casal), limpa e c/ um ótimo café da manhã. Já no Itaimbezinho não cometemos o mesmo erro do Fortaleza, ou seja, levamos uma garrafa de vinho, salame e queijo, desfrutados ao longo da trilha do cotovelo. Na verdade, acho que deveria ter ido lá primeiro, já que o Fortaleza é o clímax, o Grand Finale. O Fortaleza ainda é selvagem, não tem mirante construído, você fica mais em contato com a imensidão do lugar. As estradas, tanto de um quanto de outro, estão ruins, mas dá pra ir tranquilo.

Então descemos até Praia Grande para fazer a Trilha do Rio do Boi. Íamos fazer a do Malacara, mas um casal que encontramos no Itaimbezinho disse que não era o que eles esperavam. Chegando lá, ficamos no Hostel Nativo dos Canyons, gente muito boa os donos, o hostel mais sociável que já fui. Não havia ninguém mais para dividir o guia, então morremos em R$ 100,00. Mas valeu muito a pena, realmente é sensacional, do começo ao fim. Isso sem falar que nosso guia tem um sogro, cozinheiro de mão cheia, que tinha acabado de abrir seu restaurante. Fomos até lá e não acreditamos na quantidade de comida por R$15,00/pessoa. Entre peixes, massas, farofas e saladas, destaque para a pizza de peixe, que se chama assim por serem duas camadas de filé de peixe (a "massa") cobertas por molho de tomate, muito queijo e brócolis. A Casa do Sabor é o nome do lugar.

Dia seguinte pela manhã, e fomos para Torres, onde achamos muito caro os restaurantes de frutos do mar do Cais do Mampituba. Na sorte, um desses restaurantes estava com promoção de R$15,00 buffet de grelhados, massas e muito mais. Em Torres, subimos nas Torres, curtimos muito o visual das praias e dunas e, é claro, estava sol e então tomamos um banho de mar. Tentei entrar com o carro na Praia da Cal e quase me dei muito mal: errei no traçado para descer por uma rampa e o carro ficou com as duas rodas da frente no ar. Mas nada que a prestatividade gaúcha não pudesse resolver: rapidamente um surfista e um senhor que passavam por ali se prontificaram a ajudar e conseguimos improvisar uma rampa de madeira.

De lá fomos para Bento Gonçalves e pudemos curtir o espetáculo que é a subida pela Rota do Sol. Chegando em Bento, ficamos aturdidos com a cidade grande que encontramos. Ficamos na Casa Mia, bom, barato e com um excelente café da manhã. Na Vinícula Garibaldi, encontramos com uma guia e então fomos levados no bico. Supervalorizando seu trabalho, ela estava com uma coreana de Curitiba, que ela disse ser enóloga com experiência internacional mas que na verdade depois descobrimos tratar-se apenas de uma apreciadora de vinhos. Disse que faria com ela um passeio no dia seguinte pela Salton, mas degustando vinhos diferenciados da degustação normal, o que não aconteceu, ou melhor, provamos apenas um vinho diferenciado, e muito a contragosto da guia da fábrica. Depois nos levou a uma cachaçaria, que ela dizia ser difícil de encontrar o caminho, o que mais uma vez provou ser mentira. Bom, no fim das contas, pagamos R$50,00 por uma guia que apenas dirigiu seu carro, nos levando a lugares que poderíamos ter ido por conta própria e de graça. Mas depois fomos ao Vale dos Vinhedos, Caminho das Pedras e Vale das Montanhas, e tudo ficou às mil maravilhas. Nesses lugares, parece que os jardins floridos nascem naturalmente da vegetação, dá vontade de passar o dia inteiro dirigindo o carro e curtindo a paisagem, a melhor definição real para a palavra "bucólico". Pra onde você olha, dá pra pintar um quadro. É tudo muito bem cuidado, são muitas cores, o povo é pra lá de hospitaleiro (que história a dos italianos naquela região!!). O lugar mais próximo do "Condado" de "O Senhor dos Anéis" que já conheci. Ali degustei muitos vinhos, proseamos com várias pessoas, aprendemos muito sobre a cultura do vinho. Nota 10!!!

Bom, é isso aí. Adoramos o Rio Grande do Sul, seu povo, cultura, paisagens, comida, bebida. Os canyons foram marcantes e com certeza voltarei lá outra vez.

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Olá Dérien,

Em primeiro lugar parabéns pelo gesto romântico da alinça !!!

 

Seu relato tá muito legal !!! Tenho muita vontade de conhecer o sul do país. as paisagens de flores e os vinhedos....coisas que não se vê muito aqui pelo nordeste!!

 

Muito legal!!! prabéns!

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E aí , pessoal! Bom, sou de SP e desci de avião em Caxias, onde aluguei um carro (melhor coisa que fiz), com o qual acabaria rodando 1.000Km, passando por Gramado, Canela, Cambará do Sul, Praia Grande (SC), Torres e Bento Gonçalves.

Olá Dérien, vou descer em Caxias tambem, só que no terminal rodoviario e gostaria de alugar um carro, vc poderiame indicar a empresa na qual vc alugou? Obrigado...

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