Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
86daniel

Férias no Peru - Outubro de 2017

Posts Recomendados

Este relato é sobre a viagem ao Peru que fiz com minha esposa entre os dias 17 e 29 de outubro de 2017 e o principal objetivo ao compartilhá-lo é poder auxiliar os leitores que desejam um dia visitar este encantador País.

Visitamos as regiões de Cusco, Machu Picchu, Huaraz, Ica, Paracas e Lima e ainda faltou no roteiro tantas cidades interessantes.

Compramos antecipadamente as passagens de avião, deslocamentos de ônibus entre as cidades, os ingressos para Machu Picchu e Huayna Picchu, as passagens de trem para Águas Calientes e fizemos todas as reservas de pousadas e hostels através do site Booking.com.

 

17/10/17 – São Paulo x Lima x Cusco

Saímos de São Paulo – Brasil com destino a Lima - Peru no voo da LATAM as 9h00, a duração desta viagem de avião é de 5h05, mas como o Peru possui 2 horas de diferença de fuso horário e devido ao horário de verão no Brasil, pousamos em Lima às 11h05 (horário local). 

- Passagem aérea ida e volta SP x Lima x Cusco e taxas por pessoa: R$ 1750,00

 

Desembarcamos, passamos rapidamente pela imigração e fomos buscar as bagagens, nosso próximo voo era de Lima para Cusco às 13h40. Uma observação importante é que no aeroporto de Lima é necessário retirar as malas, sair do aeroporto e entrar novamente pelo acesso de voos nacionais.

 Enquanto esperávamos pelo horário de embarque almoçamos no aeroporto de lima no Mc Donald’s.

- 40,50 soles por 2 combos.

 

As 15h00, desembarcamos em Cusco, pegamos as bagagens novamente e fomos em busca de um taxi para ir até a pousada que havíamos reservado (6km de distância do aeroporto e 25 minutos).

Dentro do aeroporto os taxistas credenciados nos cobraram 40 soles pelo transporte, mas decidimos andar um pouco mais e assim que cruzamos a porta do aeroporto, no estacionamento mesmo, encontramos um taxista que nos ofereceu o serviço pela metade do preço, 20 soles.

O trânsito na cidade não estava muito ruim e o deslocamento até a pousada foi rápido.

Fizemos o check-in na La Posada Del Viajero, no centro de Cusco - Endereço: Santa Catalina Ancha, 366 - bem atrás da Catedral da Plaza de armas, na parte plana da cidade.

-       2 diárias quarto exclusivo com banheiro privativo: 327 soles

 

A pousada fica no fundo de uma viela e é muito bem estruturada. Possui quartos compartilhados sem banheiro privativo e quartos exclusivos com banheiro. Todos os funcionários da pousada foram muito atenciosos e nos deram muitas dicas de Cusco.

Deixamos as malas no quarto, tomamos o famoso chá de coca oferecido na recepção do hotel para ajudar a minimizar os efeitos da altitude, já que Cusco está a 3400 metros acima do nível do mar, e fomos conhecer a cidade.

Passamos pela Plaza de Armas, tiramos algumas fotos do chafariz, da estátua dourada, da Catedral Sagrada Família e seguimos descendo a principal avenida da cidade, Av El Sol, em busca de um local para trocar reais por soles, a moeda local do Peru. A tarefa não foi nada difícil, já que praticamente em cada porta de comércio que se olha encontra-se uma placa de câmbio.

Pesquismos a cotação do real em uns 5 lugares, mas como a variação é bem pequena,

acabamos fechando em uma papelaria que estava com a taxa: 0,945. Ou seja, um pouco menos que 1 real. Dessa forma, conseguimos quase a mesma quantidade de dinheiro em soles que em reais.

 

Entramos em alguns centros artesanais e a Karina logo comprou um poncho por 58 soles.

Fomos então fechar o passeio que gostaríamos de fazer no dia seguinte. Existem muitas agências que oferecem passeios em Cusco e os preços variam bastante, vale a pena comparar e entender bem as diferenças, como número de pessoas do grupo, almoço, horário de saída e retorno, entre outras.

 

Jantamos na Trattoria Adriano - Endereço: Av El Sol, 102.

- Pizza 8 pedaços (pequena e massa fina)

- 1 coca vidro pequena

- 1 cerveja cusquenha pequena

- 1 sorvete banana split

Total: 60 soles

No retorno a pousada paramos no mercado e compramos uma água de 2,5l por 3 soles.

 

18/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado Sul – Moray e Maras 

Acordamos as 7h00, tomamos um bom café da manhã na pousada (3 tipos de suco, pão, manteiga, geleia, cereais, café com leite e frutas) e esperamos na porta da pousada no horário combinado pelo transfer do passeio.

Na noite anterior fechamos, na agência Puma Peru Expedition, o passeio para Maras e Moray com 2 quadriciclos por 170 soles no total com saída as 8h00 e retorno as 15h00.

Esperamos na portaria da pousada por mais de 20 minutos e por volta de 8h25 uma menina nos encontrou. Fomos a seguindo, a pé, por algumas ruas até embarcar em uma van que estava descendo a rua.

Na van conhecemos os demais integrantes do grupo, que era bem pequeno, nós dois e outros dois rapazes jovens, um canadense e outro britânico.

 

Seguimos de van por pouco mais de meia hora até uma fazenda onde estavam estacionados os quadriciclos.

Ao chegar, o guia e alguns ajudantes nos passaram as instruções, preenchemos uma folha com nossos dados, deixamos os documentos, pegamos os capacetes e luvas e andamos algumas voltas em uma pequena pista circular para nos ambientar com os quadriciclos.

Os quadriciclos eram grandes, potentes e bem conservados.

Após os testes, seguimos o guia dirigindo em fila única, por estradas de terra, sentido Moray.

 

Em pouco mais de 40 minutos chegamos a Moray, compramos os boletos turísticos e entramos.

Há duas opções para o acesso aos principais pontos turísticos de Cusco: Boleto Parcial  no valor de 70 soles por pessoa, válido por 2 dias ou o Boleto Total no valor de 130 soles por pessoa, válido por até uma semana. Ambos opções dão direito a entrada nas principais ruínas do Valle Sagrado(Pisaq/ Ollantaytambo/ Chinchero / Moray) e em mais algumas atrações na cidade de Cusco. Como iríamos ficar apenas dois dias em Cusco optamos pelo boleto parcial.

O Boleto turístico pode ser comprado durante os passeios ou no escritório de turismo de Cusco na Av. El Sol, 103.

 

Ficamos somente 15 minutos em Moray, porém tempo suficiente para tirar algumas fotos e ouvir algumas explicações do guia sobre o local. 

Seguimos então novamente pilotando os quadriciclos rumo a Maras.

Para acessar as salinas é necessário a compra de um ingresso no valor de 10 soles por pessoa.

 

O guia nos informou que nossa visita ali duraria uns 40 minutos, nos deu algumas explicações e nos deixou livres para circular pelo local.

Em Maras existem bastantes coisas interessantes a venda, inclusive artesanatos feitos com sal, além do próprio sal produzido lá para consumo.

Retornamos de quadriciclo a fazenda, pegamos a van e voltamos a Cusco, chegando ao Centro por volta de 15h00.

Almoçamos no restaurante Emperador Pizzeria – Endereço: Calle Escribanos 177 – Plaza Regocijo.

Comemos o menu do dia, que veio com uma entrada (4 nachos e pate de guacamole), sopa, e o prato principal, frango empanado, arroz e batatas e 1 copo de limonada por 15 soles por pessoa, totalizando 30 soles.

 

Após o almoço visitamos o Museu Inka – Endereço: Rua Cuesta el Almirante,103 – Centro -  na rua esquerda a catedral da Plaza Central.

Na entrada do museu tiramos fotos com uma lhama que estava com uma peruana e pedia apenas uma “propina” em troca.

A entrada do museu custa 10 soles por pessoa e não é permitido tirar fotos em seu interior.

O museu é bem pequeno, porém interessante para aprender um pouco mais da cultura e história local. Destaque para os crânios na última sala do museu.

 

Saindo do Museu fomos ao Centro Artesanal de Cusco que fica na última quadra da avenida El Sol, cruzamento da avenida Tullumayo.

O mercado fica abrigado em um grande galpão, repleto de barracas, disponibiliza ainda uma variada praça de alimentação e possui artesanatos de várias regiões do Peru e os preços são um pouco mais baratos que o famoso Mercado San Pedro. 

Compramos um presépio de pedra bem bonito por 10 soles.

 

A noite fomos jantar novamente na Trattoria Adriano

- Lasagna: 26 soles

- Fetuccini Alfredo: 26soles

- 2 Coca-Cola 500ml: 12 soles

Total: 64 soles

 

Tomamos sorvete em uma cafeteria na Av El Sol que não recordamos o nome: 10 soles por 2 bolas.

Fechamos na agência Moshinaga Travel Agency o passeio para o dia seguinte – Vale Sagrado por 45 soles por pessoa com almoço incluso.

Decidimos fechar este passeio em uma agência diferente da anterior pois não havíamos gostado muito da explicações do guia anterior, além do preço nesta nova agência ser um pouco inferior.

  

19/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado e Águas Calientes

Tomamos novamente café da manhã na pousada e deixamos as malas guardadas no depósito da pousada, uma vez, que iríamos dormir a próxima noite em Águas Calientes, para visitar Machu Picchu no dia posterior, retornando a Cusco somente na sequência.

 

Fomos até a agência como combinado às 8h00. Aguardamos novamente quase meia hora até que uma menina nos encontrou e pediu que a seguimos.

Desta vez andamos bastante, uns 25min, a pé dentro de Cusco até chegar ao ônibus que estava estacionado em um posto de combustível.

O ônibus era grande e o grupo de turistas era de mais ou menos 20 pessoas.

Por volta de 9h00 saímos com destino ao Vale Sagrado.

 

A primeira parada, depois de pouco mais de meia hora de estrada, e 50km de Cusco, foi no mercado artesanal de Calca, ficamos lá por cerca de 25 minutos. O mercado nada mais é do que várias tendas a céu aberto com vários itens artesanais. Destaque para as facas feitas com resina com rostos macabros e a dupla de bois que são colocados no topo das casas da região para proteção.

 - Banheiro 1 sole

 

Próxima parada foi Pisac, cidade que fica a 33 km de Cusco.

Antes de acessar o sítio arqueológico, paramos em uma portaria para quem não possuísse o boleto turístico o comprar. Como já o possuímos, bastou o apresentá-lo.

 

O ônibus estacionou, subimos todos juntos a pé até a parte principal do sítio e o guia fez uma breve  explicação sobre o lugar.

Falou sobre os motivos daquela construção, que data do ano de 1480, ter sido feita ali, entre elas abalos sísmicos, estudo da astronomia, agricultura, clima , entre outros.

Explicou sobre as 1500 catacumbas que existem encravadas na montanha.

Comentou que os Incas cultivavam ali, nos terraços agrícolas, mais de 4000 tipos de batatas, 800 tipos de milho, entre muitas outras coisas.

 

Na sequência combinou um local de encontro para o grupo e nos deu 30 minutos livre para explorarmos o local. Subimos ao topo do centro arqueológico, tiramos muitas fotos e descemos pois já era tempo de encontrar o grupo.

Ficamos em Pisac por volta de 1 hora no total.

 

Na sequência o ônibus parou no mercado artesanato e joias em Pisac.

Conhecemos uma fábrica de joias, onde aprendemos as diferentes tipos de pratas e a diferenciar pratarias verdadeiras e falsas.

Ficamos lá por 25 minutos.

Este mercado possui banheiro e não é necessário pagar.

Karina comprou um pingente de prata e pedra azul por 45 soles.

 

Seguimos então com destino a Urubamba para almoçar.

Após 1 hora de viagem chegamos ao restaurante Paqharina, um local muito bonito com buffet de comida a vontade, bastante variedade (saladas, carne de alpaca, frango, peixe, macarrão, arroz, lentilha, milhos, batatas, sobremesas) e tudo muito gostoso.

O guia nos avisou que teríamos 45 minutos para o almoço, tempo suficiente.

 

Após o almoço nos deslocamos de ônibus por 30 minutos a Ollantaytambo, mais uma obra monumental da arquitetura Inca que constituiu um complexo militarreligioso, administrativo e agrícola.

O local é repleto de gigantes pedras com lados, ângulos e volumes bem diferentes. O acesso ao atrativo está incluído no boleto turístico.

Destaque para o Templo do Sol, impressionante conjunto arquitetônico, já bem destruído pela ação do tempo e dos exploradores espanhóis. A parede principal é formada por 6 enormes pedras com muitos ângulos e que se encaixam com enorme precisão.

Ficamos em Ollantaytambo pouco menos de 1 hora.

 

Seguimos então, de mototáxi, que são motos com uma cabine atrás que comportam até duas pessoas, em direção a estação de trem de Ollantaytambo, onde iríamos pegar o trem da Inca Rail com destino a Águas Calientes as 16h36 (importate chegar na estação com pelo menos 30 minutos de antecedência)

O trajeto até a estação durou 5 minutos e pagamos 3 soles.

O trajeto de trem de Ollantaytambo até Águas Calientes, também hoje conhecida como Machu Picchu Pueblo, é feito somente por 2 empresas: Inca Rail e Peru Rail, ambas possuem ofertas de transporte em vagões com vários estilos e preços.

Escolhemos a Inca Rail pelo horário oferecidos e pagamos 64 dólares por pessoa na classe executiva.

 

A viagem de trem durou 1h30 e durante o trajeto nos serviram 1 snack e uma bebida a escolha, quente ou gelada.

Eu escolhi Soda Andina (suco de limão, angostura, ginger ale, com fatias de gengibre e uma estrela de anis) e a Karina escolheu café com leite.

A classe executiva do trem da Inca Rail possui janelas bem grandes, inclusive no teto e a vista em volta é maravilhosa.

Passamos por um vale cercado de montanhas com picos nevados e no final da viagem parece que estamos passando por dentro da selva, árvores altas dos dois lados, seguindo o rio Urubamba ao lado esquerdo.

 

Chegando na estação de Águas Calientes fomos recepcionados por uma funcionária do hotel que havíamos reservado no Booking.

O Hotel chama-se El Tambo MachuPicchu e fica bem no centro cidade, a uns 5 minutos a pé da estação.

Pagamos 115 soles por uma diária e o hotel atendeu as nossas expectativas para um bom banho e uma noite de sono confortável.

 

Fizemos o check-in no hotel, fomos conhecer a cidadezinha, comprar as passagens de ida e volta de ônibus a Machu Picchu e jantar.

As passagens do ônibus são compradas no quiosque da Consettur, em baixo da ponte sobre o rio que corta a cidade, bem fácil de achar, e a subida e descida de microônibus nos custou 24 dólares por pessoa.

 

Após entrar em alguns restaurantes e não gostar muito dos preços decidimos parar em um na rua em frente a linha do trem e pedir lanches.

- 2 cheeseburguers com ovo : 44 soles

- 1 cerveja cusquenã trigo grande : 16 soles

- 1 coca de 500ml : 8 soles

            - Taxa deserviço: 14 soles

Total: 82soles

 

Infelizmente não lembramos o nome do restaurante, mas não o recomendamos pois o atendimento foi péssimo, a comida demorou muito para chegar e a carne do hambúrguer era bem ruim.

Na volta compramos uma água de 2,5l no mercado na rua do hotel por 5 soles.

  

20/10/17 – Machu Picchu – Cidade perdida dos Incas

Acordamos bem cedo, às 3h50, para ficar na fila do ônibus que começa a subir a Machu Picchu à partir das 5h30.

Como era bem cedo, o hotel ainda não estava servindo o café da manhã, mas combinamos o horário que sairíamos na noite anterior com a funcionária do hotel e eles nos deixaram um kit de lanche, com pão, suco e fruta.

Chegamos na fila do ônibus para subir Machu Picchu as 4h20. A fila já estava enorme, uns 120 metros e mais de 200 pessoas.

Fui perguntar ao primeiro da fila e ele me falou que chegou lá por volta de 3h00.

Apesar do nosso lugar atrás na fila vários ônibus surgiram, as pessoas foram subindo em ordem e entramos rapidamente as 5h40.

 

Chegamos a portaria as 6h05, pegamos mais uma fila até a catraca, mas logo já conseguimos entrar.

Subimos então andando rapidamente diretamente a parte alta para ter a vista de Machu Picchu com poucos turistas.

Ao chegarmos em um ponto bem alto olhamos para baixo e vista era espetacular, praticamente não existiam nuvens cobrindo as construções.

 

Deixei a GoPro posicionada estrategicamente tirando fotos automaticamente a cada 10 segundos para posteriormente fazer Time Lapse.

Tiramos então algumas fotos com a câmera e o celular e em questão de 15 minutos muitas nuvens cobriram a vista e não enxergávamos absolutamente mais nada abaixo.

Aguardamos uns 15min e as nuvens se dispersaram, deixando a vista maravilhosa novamente.

Exploramos bem a parte alta e seguimos em direção a parte baixa.

Dica preciosa: Leve repelente, algumas pessoas estavam com muitas mordidas de mosquitos nas pernas e braços.

 

Tive então que percorrer rapidamente toda a parte baixa e voltar a portaria pois precisava usar o banheiro que encontra-se fora do parque, paguei 2 soles. 

Apresentei novamente o ingresso e o passaporte na entrada e fui informado que seria minha última entrada permitida.

 

Fomos então novamente ao final da parte baixa pois iríamos subir a montanha Huayna Picchu.

Havíamos comprado o ingresso a esta montanha juntamente com o ingresso do parque Machu Picchu 3 meses antes da viagem. Muito importante comprar o ingresso com bastante antecedência pois o acesso a montanha Huayna Picchu é restrito a 200 pessoas no horário das 7 às 8h e outras 200 pessoas das 10 às 11h.

O ingresso de Machu Picchu e Huayna Picchu por pessoa nos custou 200 soles e mais 8 soles de taxa do site oficial do Ministério da Cultura do Peru. Somente este site é confiável para a compra dos ingressos.

Optamos pelo segundo horário e demoramos pouco menos de 2 horas pra subir e 40 min pra descer a montanha. A subida tem um grau de dificuldade bem difícil, devido sua altitude máxima: 2720m, sua grande inclinação e as suas estreitas escadas de pedra com antigos cabos de aço para apoio.

No topo da montanha encontramos uma placa com a indicação de uma trilha que vai até a Gran Caverna. Não a fizemos por falta de tempo, pois a placa indicava 1h30 de duração para ida e mais 1h30 para volta. Pesquisando posteriormente descobri que a Gran Caverna é conhecida como o Templo da Lua, uma estrutura enigmática e que ainda é um dos grandes mistérios da cidade Inca.

 

Na descida da montanha foi quando torci meu pé direito, fiquei preocupado com a máquina fotográfica que estava pendurada no pescoço e que a todo momento balançava e passava raspando da encosta da montanha, me descuidei por um momento com os desníveis do chão e pisei em falso, virando o pé.

Deveria ter guardado a câmera em segurança na mochila antes de iniciar a descida para ficar com as 2 mãos livres e sem distração.

 

Por volta de 13h00 acabamos o passeio em Machu Picchu e entramos na fila do ônibus para retornar a Águas Calientes. 

Na saída do parque, no centro de informações é possível carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, sem nenhum custo.

É claro, que esquecemos...

 

Esperamos 45 minutos na fila até entrar no ônibus e mais 30 minutos até chegar a Águas Calientes.

 

Fomos então diretamente a estação de trem pois havíamos comprado as passagens de Águas Calientes à Poroy às 16h12, novamente com a Inca Rail.

- pagamos 90 dólares por pessoa na classe executiva.

 

Devido a problemas no trem da empresa Peru Rail só conseguimos embarcar em nosso trem com 30 minutos de atraso.

A viagem de trem do retorno foi mais demorada que a do dia anterior pois o trajeto é um pouco maior, demoramos 3h30 e chegamos a Poroy às 20h20.

 

Desembarcamos, estávamos em busca de um táxi até Cusco, até que encontramos um outro casal de brasileiros que tinham o mesmo destino e topavam dividir o transporte conosco.

Pagamos 10 soles por pessoa, totalizando 40 soles.

 

O taxi nos deixou no mesmo hotel em que havíamos deixado nossas malas no dia anterior pela manhã.

Neste momento a dor em meu tornozelo havia piorado muito e eu mal conseguia apoiar o pé no chão, por este motivo, e pelo cansaço do dia, decidimos solicitar entrega de comida no hotel.

A recepcionista do Hotel, muito solicita, nos recomendou a Pizzeria Marengo, nos ajudou com o pedido e conseguiu um pouco de gelo para eu colocar no pé.

- Pizza tamanho individual: 21soles

- Lasanha grande: 21soles

- Entrega 5 soles

Total: 47 soles

 

Compramos também duas coca colas de 500ml no próprio Hotel.

A pizza e a lasanha eram bem grandes para 1 pessoa e estavam muito gostosas.

 

Após fazer gelo, tomei um anti-inflamatório e um analgésico e fomos dormir.

 

21/10/17 – Cusco x Lima x Huaraz 

Na manhã seguinte, meu tornozelo estava um pouco menos inchado e doendo menos.

Tomamos o café da manhã no hotel e fizemos o check-out. 

- Hotel Cusco 1 diária: 164 soles

 

Já tínhamos combinado na noite anterior com o taxista que nos trouxe de Poroy o transporte as 7h10 para o aeroporto por 20 soles.

O senhor muito simpático chegou com 10 minutos de antecedência em nosso hotel.

 

Chegando ao aeroporto percebemos que havíamos esquecido os 2 carregadores e baterias da máquina fotográfica e GoPro nas tomadas do quarto.

Fizemos o Checkin na companhia aérea e faltava somente 20 minutos para o início do horário de embarque.

Tentamos então ligar para o hotel de um telefone público de dentro do aeroporto, mas não conseguimos.

Pedimos ajuda a um segurança do aeroporto, ele tentou usar o telefone e também não conseguiu, pegou então seu celular e discou para o hotel.

Explicamos rapidamente o ocorrido e a recepcionista se dispôs a envia-los rapidamente através de um taxista.

Passados 30 minutos, ou seja, 10 minutos após o horário de início do embarque o taxista apareceu em frente ao portão 2 com um saco plástico na mão.

Pagamos os 15 soles combinados e saímos correndo em direção ao embarque.

É claro que o portão de embarque estava vazio e o avião já estava lotado de passageiros, fomos os últimos a entrar no avião. Mas estávamos com os carregadores e baterias.

 

Pousamos em Lima as 9h55.

 

Pegamos as bagagens e saímos do aeroporto para pegarmos o táxi com destino a Plaza Norte, onde iríamos embarcar de ônibus rumo a Huaraz, no norte do Peru.

Negociamos com o taxista e fechamos o transporte por 20 soles. Os taxistas dentro do aeroporto cobravam o dobro deste valor e a caminhada até o portão do aeroporto é de 5 minutos. 

Fizemos o check-in e deixamos as malas na empresa de ônibus, Oltursa, que havíamos comprado as passagens para Huaraz.

 

            - Deslocamento ônibus Lima x Huaraz: R$94,00

 

Almoçamos no shopping Plaza Lima Norte, ao lado da rodoviária, no restaurante Don Buffet – por quilo 

            - 2 pratos de comida : 27 soles

            - Suco: 8 soles

Total: 35 soles

 

Na hora de embarcar tivemos que pagar uma tarifa que desconhecíamos para acesso ao Gran Terminal Terrestre: 4 soles por pessoa

 

Ao entrar no ônibus percebemos então que eu havia comprado as poltronas erradas. Como a viagem de Lima a Huaraz dura cerca de 7h30, a faríamos durante o dia, as vistas são bem bonitas e o ônibus possui dois andares, minha intenção era comprar as primeiras poltronas do andar superior. Porém, me confundi e acabei comprando as primeiras do andar inferior, que inclusive eram mais confortáveis.

 

O ônibus era bem confortável, possuía banheiro no andar inferior e superior, mas o wifi era bem ruim.

 

Chegamos em Huaraz as 21h00. Retiramos as bagagens e caminhamos por 5 minutos a pé até o Hostel que havíamos reservado – Akilpo – Endereço: Antonio Raymondi 510.

O hotel estava cheio de gringos de vários países diferentes, só não encontramos brasileiros.

Segundo o recepcionista do hotel os brasileiros vão somente para Machu Picchu e Cusco.

 

Fizemos o check-in, tomamos banho e fomos correndo ao mercado comprar o jantar e coisas para o café da manhã. Sorte que corremos pois ao entrarmos no mercado, poucos minutos antes das 22h00, as portas fecharam.

            - compras mercado : 14 soles

 

Voltamos ao Hostel, cozinhamos e comemos miojo na cozinha comunitária.

 

Ficamos conversando com uma menina, bem simpática, da Bélgica que estava de viagem pela América do Sul e na semana seguinte iria para o Rio de Janeiro encontrar seu namorado.

Ela nos perguntou sobre a violência no Rio e lhe demos algumas dicas.

 

22/10/17 - Huaraz

Tomamos café da manhã, fomos conhecer a Plaza de Armas de Huaraz e tentar comprar os passeios nas agências.

Depois de ver a cidade praticamente deserta e cheia de policiais na rua, perguntamos o motivo e descobrimos que se tratava do dia de Censo Nacional na cidade e por este motivo as pessoas não poderiam sair de suas casas das 8h00 as 17h00 para responder à perguntas, sujeitas a multas e até prisão.

Só víamos alguns comércios abertos, onde a população morava em cima.

 

Fechamos então os passeios na única agência que encontramos aberta: Turismo Perudiamonds – Endereço: Av. Luzuriaga, 618.

Se fossemos fazer 1 passeio com eles o valor seria 40 soles por pessoa, se fossem 2 passeios ficava 35 soles cada por pessoa e caso fossem 3 passeios ficaria em 30 soles cada por pessoa.

Fechamos então 3 dias de passeios, totalizando 180 soles para duas pessoas.

-       Passeio Glaciar Pastoruri: 30 soles por pessoa.

-       Passeio Ruínas de Chavin de Huantar: 30 soles por pessoa.

-       Passeio Laguna 69: 30 soles por pessoa.

 

Uma observação é que gostaríamos de fazer o passeio das Ruínas de Chavin de Huantar na segunda-feira. Entretanto, ficamos sabendo que este local fica fechado as segundas-feiras para manutenção.

 

Encontramos também uma vendinha aberta e aproveitamos para comprar algumas coisas para fazer o almoço: macarrão, molho, presunto, ovo, suco, água, gastamos 18 soles.

Voltamos para o hostel e a Karina fez um macarrão muito gostoso.

 

Após o almoço, por recomendação do vendedor da agência saímos para tentar ir até as ruínas de Willcahuain. Segundo ele a caminhada de ida duraria 45 minutos. Porém, devido a informações desencontradas a respeito da direção das ruínas, de várias pessoas da cidade, inclusive policiais, e a falta de táxi na cidade desistimos da visita.  

Voltamos ao Hostel e cochilamos por 2 horas. 

Acordamos e estava chovendo bastante, mas mesmo assim saímos para jantar e comprar coisas para o café da manhã e lanches para o passeio do dia seguinte, já que não pararíamos em nenhum restaurante para almoçar.

 

Jantamos no Restaurante Don Vito – Endereço: Av. Luzuriaga, 483

- ¼ Pollo a la Brasa (A la pobre): 19 soles

- ¼ Pollo a la Brasa (Arrocero): 16 soles

- Coca 1 litro: 7 soles

Total: 42 soles

 

Compras Mercado: café da manha, snacks, lanches, chocolates e água – 62,80 soles

 

23/10/17 – Glaciar Pastoruri

Acordamos as 7h15, tomamos café da manhã, preparamos os lanches para o almoço e seguimos rumo à agência pois nosso passeio ao Glaciar Pastoruri iniciaria as 9h00.

 

No centro da cidade embarcamos em uma van e após pouco mais de 2 horas e 70km chegamos a entrada do Parque Nacional de Huascarán. A entrada do parque custa 10 soles por dia por pessoa.

Durante o trajeto o guia fez muitas explicações sobre o que deveríamos fazer para evitar problemas com a altitude, já que o Glaciar está a mais de 5000 metros de altitude. Entre as recomendações, caminhar lentamente, respirar e expirar de forma completa e não parar para descansar por muito tempo durante a caminhada.

Também aprendemos que a população que nasceu e vive na região andina não sofre com o mal de altitude pois possui adaptações biológicas, tendo pulmões, intestino e outros órgãos de tamanho superior.

 

Percorremos de van uma estrada sinuosa e estreitas onde as paisagens eram muito bonitas, com montanhas cobertas por neve ao fundo. 

Fizemos uma parada para ver a água gaseificada, uma nascente de água borbulhante e imprópria para o consumos humano. Ali também era possível tirar fotos com Lhamas vestidas com roupas e óculos de sol.

 

Outra parada para tirar fotos com as Puyas Raimondi, uma espécie de planta da família das bromélias que brota em altitudes entre 3200 e 4800 metros e pode atingir até 12 metros de altura. Uma curiosidade é que cada planta produz, uma única vez em sua vida, aproximadamente 8.000 flores, contendo seis milhões de sementes.

Chegamos então as 13h20 à entrada do Glaciar Pastoruri que possuía algumas poucas construções, entre elas banheiros, que para usar pagava 1 sole.

 

O combinado com o guia era retornarmos a van após 2 horas, sendo 45 minutos para subir, 30 minutos para desfrutar da vista do glaciar e mais 45 minutos para retornar.

 

O caminho desde a entrada até o Glaciar é de 1,5 km em estrada estreita cimentada e com leve inclinação, podendo ser percorrido em 45 minutos.

Também é oferecido por 7,5 soles por pessoa a subida de 1km do trajeto a cavalos. 

Devido a altitude a subida a pé é um pouco cansativa e por isso a utilização dos cavalos deve ser considerada à pessoas que não possuem um condicionamento físico adequado. 

Enquanto estávamos subindo o tempo foi fechando, escutávamos alguns trovões e assim que avistamos o glaciar começou a nevar.

Tiramos algumas fotos e quando olhamos em volta praticamente todas as pessoas que estavam lá tinham voltado para a van.

 

O Glaciar é imenso e a beleza é impressionante. Entretanto, devido ao aquecimento global esta maravilha natural está encolhendo e de acordo com a previsão de especialistas em menos de 10 anos não existirá mais.  

Dicas: leve roupas bem quentes, cachecol, gorro, luvas, e meias extras para quando entrar novamente na van para o retorno, pois as nossas ficaram muito molhadas pela neve e nossos pés ficaram quase congelados.

 

No retorno do passeio paramos na estrada para observar algumas pinturas rupestres cravadas em um paredão de pedras, mas como o tempo estava bem ruim quase ninguém desceu da van.

 

Chegamos em Huaraz por volta de 17h00, fomos ao Hostel tomar um banho quente e depois voltamos ao Centro para jantar.

 

Encontramos uma pizzaria muito boa: Pizzaria BB – endereço:

- Pizza grande: 26soles

- Coca pequena: 4 soles

- Cerveja artesanal pequena: 13 soles

            Total: 43 soles

 

Paramos novamente em um mercado para comprar o café da manhã do dia seguinte: 10 soles

 

24/10/17 – Chavín de Huantar 

Novamente tomamos café da manhã no hostel e fomos até a agência de turismo no horário combinado, as 9h00.

Entramos na van e seguimos rumo as ruínas de Chavín de Huantar, percorrendo uma estrada paralela ao Rio Santa que é considerado a coluna vertebral das Cordilheiras Branca e Negra.

 

A guia do passeio era muita simpática e tinha muito conhecimento sobre a região.

Recebemos informações sobre o Parque Nacional de Huascarán, entre elas que a Cordilheira Branca possui mais de 775 picos nevados, sendo que 27 superam os 6000m de altitude e mais de 500 superam os 5000m. O parque também possui mais de 434 lagoas.

Aprendemos que os idiomas mais antigos do Peru são o Aimara e Quéchua e as civilizações mais antigas da região são a Chavín, Huari e os Incas.

 

Conhecemos também a Chakana, a cruz andina, um símbolo inca considerado o caminho para o divino com muitos significados interessantes, entre eles a representação dos quatro elementos - água, terra, fogo e ar. 

Após 2 horas de trajeto, dentro do Parque Nacional de Huascarán, paramos próximos a Lagoa Querococha, que fica a 3980 metros de altitude para tirar fotos, comprar água e usar o banheiro.

 

Durante o trajeto passamos pelo Túnel de Cahuish, o túnel mais alto do mundo, que está a 4500 metros de altitude e possui 480 metros de largura.

 

Na entrada das ruínas de Chavín de Huantar pagamos 10 soles por pessoa. 

O passeio ao centro arqueológico é considerado histórico, cultural e paisagístico.

No ano 800 a.C o local era considerado uma Meca e servia de palco para rituais de inicialização de sacerdotes, sendo permitido o acesso apenas pelos mais avançados espiritualmente.

 

A história que se conta é que durante os rituais os participantes utilizavam alucinógenos como os Cactos de San Pedro para realizar a transformação do ser humano em felinos.

Após conhecer os túneis de escoamento e drenagem, a praça central e as ruínas de algumas construções, entramos em labirintos de galerias estreitas subterrâneas.

 

Saindo das ruínas fomos de van até um restaurante próximo para almoçar.

- Milanesa frango: 22 soles

- Truta: 20 soles

- 2 cocas: 5 soles

Total: 47soles

 

Após o almoço fomos ao Museu Nacional de Chavín, inaugurado em 2008 graças a ajuda no governo japonês, sua entrada custa 7 soles por pessoa.

O museu possui 14 salas e é repleto de peças recuperadas das ruínas, como vasilhas de cerâmica, agulhas de ossos, instrumentos musicais feitos de conchas marinhas, obeliscos e as famosas cabeças clavas.

 

Retornamos a Huaras por volta das 19h00, passamos no mercado para comprar algumas coisas para o café da manhã do dia seguinte, snacks e água, gastamos 44 soles.

Voltamos então ao Hostel, cozinhamos e comemos macarrão.

 

 

25/10/17 – Laguna 69 

Neste dia acordamos bem cedo pois a saída para o passeio seria as 5h30. O microônibus nos encontrou em frente ao hostel e seguimos parando em mais alguns hotéis para pegar outros turistas. 

As 7h30 fizemos uma parada em um restaurante próximo a entrada do Parque Nacional de Huascarán para tomar café manhã.

 

Começou então as explicações do guia sobre as características do parque, como o clima, altitude, fauna, flora, entre outras.

Em certo momento o guia levantou uma faixa que relacionava vários itens e seus respectivos tempos de decomposição no meio ambiente, alguns itens com centenas e milhares de anos. Comentou inclusive a respeito de cascas de bananas e o miolo da maça, elementos orgânicos, que são utilizados até como adubo mas em uma vegetação de altitude se torna também um problema.

 

O que mais nos impressionou neste e em muitos outros momentos foi a conscientização ambiental da população do Peru. 

Um pouco adiante paramos na entrada do parque e pagamos os 10 soles do ingresso. 

As 9h00 fizemos outra parada de 10 minutos na lagoa Llanganuco para observar a beleza do local e tirar fotos.

 

Pouco a frente o microônibus estacionou e iniciamos a trilha a pé até a Laguna 69.

Para chegar a laguna é necessário percorrer 7km de subida por trilhas íngremes de cascalho, chegando a uma altimetria de 4600 metros.

Demoramos 3h15 para chegar até a laguna, porém a beleza do local fez valer todo o esforço da subida.

 

Devido a água da laguna ser proveniente do derretimento do glaciar sua cor é um azul muito claro parecido com as águas dos mares do Caribe.

A lagoa possui 48 metros de profundidade.

Ficamos na beira da laguna por uns 40 minutos, descansando, lanchando e tirando fotos. Iniciamos então a descida de mais 7km, que durou mais 2 horas.

 

No final da trilha, já na parte plana, um senhor vende água, refrigerante e cerveja, tudo quente é claro. Mas para quem chega cansado e morrendo de sede, é um baita alívio.

Retornamos a Huaraz, chegando as 19h00.

 

Como já tínhamos devolvido a chave do quarto, tomamos banho nas duchas compartilhadas do Hostel, e saímos para jantar.

 

Comemos novamente na Pizzaria B.B.

- Pizza: 26 soles

- Jarra suco laranja: 13soles

Total: 39 soles

 

Voltamos ao Hostel, pegamos nossas bagagens e fomos caminhando cerca de 10 minutos até a garagem da empresa de transporte de ônibus Cruz Del Sur para embarcar as 22h00.

Fizemos de ônibus o trajeto Huaraz x Lima em 8h00 e pagamos R$90,00 por pessoa.

 

26/10/17 – Ica e Huacachina 

Chegamos na garagem Javier Prado em Lima as 6h00. Retiramos as bagagens e as despachamos novamente com destino a Ica, embarcando as 6h55.

O trajeto de Lima a Ica durou pouco mais de 4h30 e nos custou R$68,00 por pessoa.

Desembarcamos em Ica as 12h00, retiramos as bagagens e já despachamos novamente para o trajeto que faríamos as 19h00 com destino a Paracas, ficando apenas com 2 mochilas pequenas.

 

Neste momento muitos taxistas locais já nos cercaram, oferecendo serviços de transporte ao Oásis de Huacachina. Mas nossa ideia era ir antes conhecer o museu regional de Ica.

Combinamos com o taxista a ida até o museu por 5 soles. O local fica a umas 10 quadras de distância, porém fazia bastante calor e o sol castigava. 

A entrada do museu nos custou 7,5 soles por pessoa e não era permitido tirar fotos em seu interior.

Ficamos lá não mais que 40 minutos, tempo suficiente para conhecer todo o acervo.

 

Destaque para a última sala que exibe algumas múmias e crânios com trepanações, procedimento médico antigo que consistia em fazer a abertura de um ou mais buracos no crânio, com o objetivos curativos, mágico-ritualístico, ou mesmo uma tradição cultural. Além de alguns crânios alongados, resultado de uma intervenção intencional no crescimento do crânio de crianças, como prática que servia como um sinal de distinção do indivíduo em seu grupo social para liderança, magia ou ambas.

Havíamos também combinado com o mesmo taxista o transporte a Huacachina por 8 soles.

 

Percorremos 15 minutos de carro até lá e o rapaz nos levou até uma agência de sua confiança para adquirirmos o passeio de buggy e sandboard nas dunas, pagamos 35 soles por pessoa, com as entradas da dunas inclusas (3,60 soles por pessoa).

 

Nos indicou também o restaurante Oasis América, onde almoçamos: 

-       Ceviche de pescada: 28 soles

-       Frango a milanesa: 26 soles

-       Coca-cola 1L: 8 soles

Total: 62 soles

 

Após o almoço fomos conhecer o Óasis e relaxar até o horário do passeio, que seria as 16h15.

No horário combinado fomos até a agência e após esperar alguns minutos nos indicaram um buggy para subir, pois saiam vários ao mesmo momento.

Nosso buggy tinha lugar para 13 pessoas, além do motorista e era bem estilizado.

 

O passeio foi bem emocionante, o motorista acelerava bastante nas subidas das dunas e nas descidas desligava o motor e parecia que o buggy iria capotar.

Em certo momento o motorista estacionou o buggy e nos ensinou as duas formas de descermos as dunas com a prancha, era possível descer deitado de barriga para baixo, sempre levantando bem a cabeça para não bater na prancha e enfiando os pés na areia para frear ou sentado com as pernas levantadas e utilizando as mão como freio.

 

Assistimos ao por do sol nas dunas, tiramos mais fotos do Oásis e chegamos na agência por volta de 18h20.

Havíamos combinado com o mesmo taxista de nos encontrar ali e levar de volta a garagem da Cruz del Sur em Ica, pagamos 8 soles pelo trajeto de 20 minutos.

 

Embarcamos com destino a Paracas as 19h00 e em pouco mais de 1 hora chegamos ao nosso próximo destino, pagamos 25 soles pela passagem de ônibus.

Detalhe que o wi-fi no ônibus Cruz del Sur era uma porcaria.

 

Desembarcamos em Paracas e caminhamos por 5 minutos até o Hostel Atenas Backpacker Hospedaje – endereço: Av. Dos Libertadores, lote 2.

            - 165 soles por 2 diárias em um quarto com cama de casal e banheiro privativo

 

O proprietário, Pepe, um senhor muito simpático, nos deu várias dicas da cidade e nos ajudou reservando os passeios do dia seguinte. 

- 75 soles por pessoa para os passeios de Ilhas Ballestas e o Deserto de Paracas.

 

Fomos então jantar em um lugar bem legal - Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) 

- Batatas fritas: 8 soles

- Pizza pequena: 16 soles

- Cheeseburguer: 25 soles

- Cerveja Pilsen pequena: 6 soles

- Limonada Frozen: 8 soles

Total: 63 soles

 

 

27/10/17 - Ilhas Ballestas e Deserto de Paracas 

Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel que não estava incluso no valor do quarto, mas o Sr Pepe nos serviu.

Fomos então até o Pier, encontramos o restante de nosso grupo e as 9h00 embarcamos na lancha rápida, com capacidade para mais de 30 pessoas.

Para quem gosta de tirar fotos o melhor lugar para sentar é do lado esquerdo do barco.

A caminho das Ilhas avistamos nas areias do deserto uma formação curiosa em formato de candelabro, ou tridente com 150 metros de comprimento. Pouco se sabe exatamente a respeito da origem desta criação, como quem foram os responsáveis por sua construção ou qual a sua função.

 

Algumas teorias defendem que trata-se de um elemento da cultura Paracas, que data de 500 a 400a.C. Outras pessoas defendem que o candelabro foi criado na época da conquista espanhola.

Fato é que atualmente o desenho na areias é utilizado para guiar o navegantes da costa peruana.

 

Chegamos as ilhas e já avistamos uma quantidade absurda de animais como: pelicanos, gaivotas, e outras aves da costa peruana, além de lobos, leões marinhos e pinguins de Humboldt, que atualmente estão ameaçados de extinção. 

Observamos também sobre as rochas uma grande quantidade de excremento de pássaros.  Conhecido como guano, os excrementos são um excelente adubo natural e a cada 7 anos são retiradas e vendidas mais de 7000 toneladas, principalmente para a Europa e América do Norte, a preços absurdos.

 

Por volta de 10h30 retornamos ao Pier e encerramos o passeio de lancha. 

Fomos então até um mercadinho local comprar algumas coisas para comer durante o horário do almoço, já que o passeio da Reserva Nacional de Paracas terminava em uma praia com alguns restaurantes, mas segundo o Sr Pepe os preços seriam bem salgados.

 

A van nos encontrou no hostel as 11h30 e seguimos em direção ao deserto. 

Primeira parada no principal monumento da cidade de Paracas que foi construído em homenagem ao General San Martin, um dos principais responsáveis pela independência do Peru e do Chile.

 

O guia então nos passou algumas informações sobre Paracas, por exemplo que lá vivem atualmente por volta de 4000 pessoas e que a cidade tem capacidade para hospedar mais 2500 turistas em seus três hotéis 4 estrelas, um hotel 5 estrelas e muitas outras hospedagens.

Mas adiante paramos para observar de longe, em uma lagoa os flamingos de cor rosada que se deslocam a esta região nesta determinada época do ano. Infelizmente não pudemos chegar mais próximos pois a área está sob proteção ambiental.

 

Passamos pela portaria do Parque Nacional de Paracas e adiante paramos para ver os fósseis de Moluscos existentes ali, o que evidencia que a muito tempo atrás aquela região era mar, exatamente a 36 milhões de anos, e quando a placa tectônica de Nazca se levantou a topologia da região foi alterada.

 

A seguir fomos até dois mirantes para observar as formações rochosas no mar. Antigamente existia ali uma formação conhecida como Catedral. Porém, as rochas sofreram um colapso em um forte terremoto que atingiu a região em 2007. 

Uma curiosidade é que as estradas dentro do parque não são feitas de asfalto e sim de sal, e continuamente são depositadas novas camadas de sal para revitalizá-las.

Outra parada para tirar fotos na Playa Roja, uma praia belíssima com um imenso paredão avermelhado que acompanha toda a orla da praia.

 

Por volta de 13h00 chegamos a praia de Lagunilla e o combinado com o guia era ficarmos lá por aproximadamente 1 hora para almoçar e curtir o local. 

Pagamos 1 sole para ir ao banheiro e fomos logo subir o mirante para tirar fotos. O vento em cima era tão forte que só fomos capazes de ficar alguns minutos antes de descer. 

Regressamos ao Hostel por volta de 15h00.

 

Como era cedo ainda, decidimos dar uma volta pela praia, ver alguns artesanatos na orla e esperar pelo por do sol.

 

Após tomarmos banho no hotel saímos para jantar, novamente no Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) 

- Pizza pequena: 16 soles

- Taco carne: 25 soles

- Cerveja Cusquena grande: 11 soles

- Limonada Frozen: 8 soles

- Pizza doce: 16 soles

Total: 76 soles

 

28/10/17 - Lima 

Acordamos cedo, tomamos novamente café da manhã no hostel, fizemos o check-out e seguimos até a garagem Cruz del Sur em Paracas para embarcar com destino a Lima às 7h30.

 

A garagem da empresa de ônibus e bem bonita e os banheiros possuem até duchas para os usuários tomarem banho, e sem pagar nenhuma taxa extra por isto.

Fomos despachar as bagagens e a atendente nos informou que devido ao tráfego o ônibus estava atrasado e iria provavelmente demorar meia hora além do previsto.

 

Embarcamos no ônibus e depois de 3h45 chegamos à garagem da empresa Cruz del Sul - Javier Prado em Lima.

Pagamos R$65,00 por pessoa pelo trajeto de ônibus de Paracas a Lima.

 

Pegamos um táxi, por 12 soles,  até o Hostal Porta – endereço: Rua Porta, 686 - Miraflores.

 

            - 131 soles por 1 diária em um quarto com cama de casal e banheiro privativo

 

Malas deixadas no hostel, saímos então para almoçar e caminhar pelo bairro de Miraflores.

 

Almoçamos no restaurante San Marcelo

-       Milanesa de frango: 22 soles

-       Lomo saltado: 25 soles

-       Chica morada 500 ml: 6 soles

-       Coca cola 500ml: 4 soles

-       ½ porção Wanton frito: 8 soles

Total: 65 soles

 

O Lomo Saltado, prato típico da gastronomia peruana, estava delicioso e a chicha morada, suco tradicional peruano feito de milho, abacaxi e outras coisas nem tanto. Eles servem a bebida, espécie de suco, quente e o gosto é muito forte, não nos agradou.

Depois do almoço fomos conhecer o parque John F. Kennedy, o parque das flores e dos gatos.

 

Trocamos então mais um pouco de reais em soles em uma casa de câmbio em Miraflores na  Av Jose Pardo, 140

- 1 real = 0,93 soles

 

Além de Miraflores, queríamos visitar o Centro de Lima, e um amigo que fizemos no deslocamento de Paracas a Lima, nos recomendou ir até lá com ônibus metropolitano, sendo mais barato que táxi e bem mais rápido.  

Embarcamos então na Estação Ricardo Palma – Linha C, que fica a umas 2 quadras do parque John F. Kennedy e desembarcamos, nove estações depois na Estação Central.

-       2,5 soles cada um ida e mais 2,5 cada volta 1 estação depois

 

Os ônibus estavam bem lotados, mas trafegavam nas vias exclusivas enquanto as vias laterais estavam com o trânsito totalmente parado. 

No Centro conhecemos, apenas por fora, o imenso Palácio do Governo, o Palácio Municipal de Lima, a Catedral de Lima e o Palácio Arquiepiscopal de Lima, todos na Plaza Maior.

Visitamos também o Parque da Bandeira e a Plaza San Martin, além de algumas lojas que vendem artesanatos fabricados por todo o Peru, com preços bem inferiores aos de Cusco e Águas Calientes.

 

Tomamos um delicioso sorvete artesanal na Cafeteria Heladeria – endereço: Jr de La Union, 574

- 7 soles por 2 bolas

 

No retorno embarcamos na estação Jirón de la Union e desembarcamos na estação Benavides, um pouco mais próxima de nosso Hotel.

Da estação Benavides caminhamos uns 10 minutos até o shopping Larcomar, construído a céu aberto em uma falésia, com muitos restaurantes, lojas, um cinema e pista de boliche.

De lá fomos caminhando na Orla, passando pelo Parque Del Amor e pelo Farol Marina Náutica.

 

Jantamos ali próximo em um quiosque com vista para o mar que vende Crepes, endereço: Beso Frances – Malecon de La Reserva S/N

-Napolitano: 12 soles

-Napoleon: 15 soles

-Café com leite: 7 soles

-Frappe Manjar: 13 soles

Total: 47 soles 

 

29/10/17 – Lima x São Paulo

Acordamos as 5h25 para pegar a Quick Llama van para o aeroporto.

Fizemos a reserva para o transporte compartilhado pela Internet, na noite anterior e pagamos 35 soles para nós dois.

A Quick Llama oferece translados de muitos hotéis de Lima até o aeroporto Jorge Chavez e vice-versa e é possível escolher o horário preferido, com intervalos de uma em uma hora.

Esta foi uma alternativa bem mais barata aos táxis, que cobrariam em média 50 soles para este trajeto.

A caminho do aeroporto cruzamos um ônibus da empresa Airport Express Lima, que presta um serviço similar, sendo nesta empresa possível agendar transporte ao aeroporto com intervalos a cada meia hora.

Chegando ao aeroporto descobrimos que nosso voo estava atrasado em 2 horas, por este motivo a companhia aérea nos forneceu 2 vouchers para tomarmos café da manhã no hotel.

Porém, logo descobrimos que estes vouchers só poderiam ser utilizados na área de fast-food, ou seja só tínhamos 2 opções: Mc Donalds ou Pardos Chicken e davam direito somente a um pão com ovo, ou pão com frango e um café.

 

As 19h00, horário local, desembarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e estávamos de volta ao Brasil e a São Paulo.

 

  

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Ola Wesley, foi uma viagem muito legal mesmo. Com relação a altitude as reações são muito particulares. Eu por exemplo senti mais que minha esposa, e olha que faço esporte de 4 a 5 vezes por semana. Mas nada que pudesse atrapalhar! Senti apenas uma leve dor de cabeça e cansaço mesmo. Qualquer subida parece que é uma ladeira enorme. Importante nos primeiros dias não fazer nenhuma caminhada longa. 

Quanto aos gastos tenho uma planilha detalhada com todos os valores. Se quiser posso lhe enviar. Mas para ter uma ideia gastamos por volta de R$4500,00 por pessoa nos 13 dias, incluindo transporte, alimentação, estadia e passeios.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Obrigado pela resposta 86daniel. Não é necessário enviar a planilha. Era mais curiosidade para ter uma noção dos valores recentes. Já deu para ter uma ideia pelo seu relato.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por David Fabio
      Olá! Depois de 1 ano que fiz essa viagem resolvi compartilhar aqui, onde fico horas lendo as experiencias dos mochileiros.
      A ideia é fazer um relato rápido pra nao ser uma leitura cansativa, e tá mais focado nas experiencias, já que faz um ano que fiz a trip e nao lembro muito bem nome de hostels e quanto gastei, mas fica a dica de alguns lugares pra ir e fotos pra inspirar.
      Quem sou eu? Me chamo David, carioca, 25 anos, no momento a profissao é recepcionista de hotel, mas tenho sangue mochileiro. Saí do RJ com 22 depois de uma viagem ao Uruguai, onde me apaixonei pelo país e resolvi ficar pra estudar e trabalhar. Em junho de 2017 me surgiu a oportunidade de viajar, já que nao queria comecar a vida em outro país sem conhecer nada da América do Sul. O foco foi a Bolívia por X motivos - País barato, lindas paisagens, turismo de aventura, cultura totalmente diferente. Os objetivos foram o Lago Titicaca (Senti uma conexao com o lugar que vou explicar mais adiante, mas eu só sabia que PRECISAVA ir aí) e o Salar de Uyuni (por motivos obvios).
       
      Entao depois de 1 mes de voluntario num hostel em Rio das Ostras - RJ, parti sozinho pro que seria minha viagem mais intensa até agora. Fui a Sao Paulo, onde saiu o bus que fiquei por umas 17 horas rumo a Campo Grande (MS). Passei o dia em Sampa com os migos e de noite segui viagem. Foi uma das minhas primeiras viagens de ID Jovem, a essa altura era facil conseguir passagens 100% free, hoje em dia tem que solicitar com bastante antecedencia. Enfim, cheguei em CG e já fui direto pra fronteira, Corumbá e me ferrei! Cheguei de noite, parecia uma cidade fantasma, aquele clima de mal-assombrado, tudo escuro, uns fenos passando pela rua (exagero)... Eu tinha reservado um hostel no booking, mas chegando na rua que supostamente estava esse hostel no mapa, era uma rua super escura, com uns cachorros mal encarados que latiam pra mim, fiquei com medo e saí dali kkkkk Nisso já era mais ou menos 00h e tava eu rodando no meio de Corumbá com a mochila enorme nas costas. Achei um hostel e negociei um preco (acho que foi 30 reais) pra passar a noite e ir a Bolivia no dia seguinte.
      Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra
      Dia de ir a Boliviaaaa!!!!! weeeee 😜 Saí de Corumbá em um moto taxi que me levou até a migracao (eu nao tinha tomado a vacina da febre amarela, mas até aí sussa). Muita emocao atravessar a fronteira a pé, ver o verde e amarelo se transformar em verde/amarelo/vermelho da BO. Fiz um cambio (troquei 300 dolares por 2000 bolivianos e basicamente essa a grana que eu fiz a trip, com excessao de quando passei ao chile e o tour da bike que paguei no cartao) e fui rumo a estacao de trem pra pegar o famoso Trem da Morte.

      Fronteira Corumbá - Puerto Quijarro

      Eu pensativo no Trem da Morte
       
      A passagem de trem me custou 70 bol (35 reais, sempre divide os bol por 2) e o trem leva até Santa Cruz de La Sierra. E vou eu em mais uma viagem de 17 horas!!!!!!! Voce queria estrada @???? 
      "É conhecido como Trem da Morte por causa de uma epidemia de malária que ocorreu durante a construção da ferrovia, que matou milhares de trabalhadores bolivianos." (wikipedia)
      Eu tava apreensivo mas foi uma experiencia bem normal pra falar a verdade. Legal viajar de trem e tudo, e era bem confortável, diferente de muito onibus na Bolivia hahah Dormi como um bebe. Nao senti falta de seguranca em nenhum momento, digo isso pq ja tinha lido muito de bagagens que desaparecem nesse trem, mas comigo foi bem tranquilo. Cheguei no outro dia em Santa Cruz e já na rodoviária senti a diferenca, acostumado com a rodoviaria do Rio que parece um shopping e a de Montevideo que literalmente tem um shopping, alguns terminais na bolivia sao bem feios, mas como já tinha lido muito já tava preparado pro que ia encontrar visualmente. O que eu nao estava nada preparado era para o frio!!!! Saí do terminal e voltei em seguida, paguei 1 bol pra usar o banheiro e lá coloquei o máximo de roupas que podia pra me proteger do frio, saí de la parecendo um esquimó. 
      Andei bastante procurando lugar pra ficar, acabei em um muquifo que saia 35bol um quarto privado, mas o quarto tinha barata e nao tinha agua quente, tenso. Mas eu tava na Bolivia, tava feliz! Saí pra conhecer Santa Cruz e me pareceu uma cidade bem feia, muuuuuuuita gente na rua e a primeira surpresa: Cade o supermercado?? Nao existe, sao comerciantes ambulantes pela rua vendendo de tudo que vc possa imaginar. Andei um pouco pela city e descobri uma praca muito bonita que se chama Parque Arenal, tinha muuuuuito pombo, adoro pombos, sao simpaticos! 😂 

      Parque Arenal - Santa Cruz de la Sierra
      Próximo ao terminal de bus também tem um parque muito bonito que se chama Parque Urbano, pra gente como eu que é mais tranquila vai querer fugir da loucura de Santa Cruz nesses parques também. Basicamente aí descansei e procurei ter o primeiro contato com a Bolivia, observar a cultura e relaxar. Mas aí já tava na Bolivia e agora? Pra onde eu vou? Ainda meio na duvida fui no dia seguinte pro terminal e eu só pensava em chegar no Lago Titicaca, entao comprei minha passagem pra La Paz. Que bom! Uma viagem que nao é de 17hrs. Mas sim de 19hrs... uma eternidadeeeeeee, nao recomendo, parem em Cochabamba antes de seguir a La Paz, é uma viagem sofrida. Mas no caminho a primeira montanha nevada no horizonte, muita emocao!
      La Paz, Copacabana e Isla del Sol - LAGO TITICACA
      Chegando em La Paz achei um hostel pra ficar depois de andar um montao e me cansar demais, aí comecei a sentir um pouco os efeitos da altitude e sentia o ar mais denso, tinha que fazer um pouco mais de esforco pra respirar.  Acho que o hostel se chamava GIMENEZ, numa acima da rua do mercado das bruxas, recomendo muito. Daí fui dar uma volta pelas agencias de viagens pra conhecer os tours que ofereciam aí (foi onde eu percebi que amo turismo e to estudando isso no Uruguai, mas isso é outra historia rs). Em uma dessas agencias eu conheci o Erick, um brasileiro muuuuuuito gente boa que tava estudando medicina em Cochabamba e tinha tirado uns dias pra conhecer La Paz. Recomendei pra ele o hostel que eu tava e saímos pra tomar uma cerveja e curtir a city. No nosso tour pelas Agencias de Viagens eu fiquei doido! Queria fazer todos os tours, um mais interessante que o outro kkkkk Queria ir ao lago, queria escalar montanha (ainda vou escalar o Huayna Potosi), queria descer a estrada da morte em bicicleta, queria tudo... Compramos o bus pra nos levar a Copacabana no dia seguinte pra ir ao lago, e eu tbm comprei o Valle de la Luna + Cerro Chacaltaya e o tour da Estrada da Morte (nao resisti, tinha que fazer rs).
      Assim no dia seguinte saimos bem cedinho com destino a COPACABANA, queria muito conhecer pra dizer que vim da Copacabana carioca a Copacabana boliviana kkkkk O caminho é lindo, primeiro vc tem uma visao panoramica de La Paz, que parece uma grande favela no meio da cordilheira porque as casas nao sao pintadas, é tudo no tijolo mesmo. Depois vem o lago imeeeeenso com aquela cor azul surreal. É impossível descrever com palavras o que é o Lago Titicaca, parece que voce entrou num quadro surrealista, voce se sente num paraíso. Chegando em Copacabana, conhecemos um casal de brasileiros e fomos todos almocar a famosa truta que se pescam aí, gostosa, mas nada imperdível, assim que se voce for mochileiro e sua prioridade é economizar, come algo barato mesmo, agora se tiver grana vale a pena. Depois já pegamos o barco e fomos pra Ilha do Sol, porque minha ideia era acampar lá (Ó AZIDEIA DA PESSOA). Descemos do barco e ali tinham duas meninas com uma barraca, eu perguntei se era seguro acampar ali e elas disseram que só tavam pelo dia, nao tinham passado a noite, mas que era tranquilo. Falei ok, montei minha barraca ali mesmo, tranquei com um cadeado e subi pra conhecer a ilha. LINDA! É UM LUGAR MUUUUUITO MÁGICO, SÉRIO! Se voce vai a Bolivia e nao vai na Ilha do Sol vai ter que ir de novo. Foi o lar antigo dos Incas, tem uma energia incrível e é cheio de ruínas históricas. Tudo isso com o azul do lago rodeando. É muito incrivel que nao dá pra descrever.

      Eu, o Erick e o casal comendo a Truta

      Lago Titicaca y yo

      Onde eu acampei a primeira noite

      Vista da minha barraca
      Bom, andei um pouco, tirei muitas fotos, e depois bateu a paranóia e desci pra ver a barraca. Descendo ajudei uma boliviana a descer com uns burros e ela foi me contando um pouco como o turismo transformou aquele lugar e como a comunidade local se adapta a isso. Muito interessante, mas chegando lá embaixo... CADE MINHA BARRACA? Desci e nao tava, olhei em volta, tinha uma escada que eu nao tinha reparado antes, fiquei confuso, disse QUE PASÓ??? Nao sabia se estava no lugar certo, perguntei e as pessoas diziam que só tinham 2 portos e queriam me vender um barco pra me levar até lá mas eu disse nao, eu faco a trilha até lá, obrigado. Andei pra caceeeeeeete sozinho na ilha do sol procurando minha barraca, cheguei no outro porto e eram umas ruínas belíssimas mas nada a ver com o lugar que cheguei. Entao resolvi voltar né, que ia fazer? Daí quando cheguei no primeiro porto já reconheci minha barraca, estava lá onde eu tinha deixado, eu nao entendi porque nao estava quando fui da outra vez, fiquei muuuitas horas pensando nisso, já estava convencido que tinha sido uma falha na matrix e eu tinha sido transportado a outro tempo quando vi que esse porto tinha duas descidas, entao com certeza eu desci por uma que nao foi a que eu subi, por isso a barraca nao tava ali do lado e quando cheguei e nao vi já me desesperei e nao olhei o outro lado do porto kkkkkkk Coisa minha, finge que nada aconteceu, seguimos viagem...
       
      De repente vem uma crianca boliviana falar comigo, já era noite, falando que tava procurando o brasileiro que tava acampando no porto kkkk Ele tinha uma mensagem do Erick (que estava hospedado num hostel subindo a ilha) e tava sem lanterna pra voltar, entao eu peguei minha lanterna, tranquei a barraca e subi com ele pra onde o Erick tava. Fumamos um, desci e fui dormir. Acampei sozinho essa noite cagado de frio, o céu caiuuuuu chovendo, uns raios muito loucos. Mas minha barraca aguentou bem! Acordei no dia seguinte com uma vista do caraiooooo, logo se aproximaram duas argentinas fazendo a mesma coisa que eu no dia anterior: perguntando se era seguro acampar ali kkkkk Eu disse que sim, tava tudo certo, acabou que fizemos amizade e desayunamos juntos, muito amor por essas meninas. Resolvemos acampar mais em cima e subimos com as barracas e os mochiloes. QUASE MORREMOS!!! Foi um grande esforco subir com tudo pela altitude e por ser subida, obvio, mas quando escolhimos o lugar pra montarmos nossa comunidade nao podia ser melhor!!! Uma puta vista! Tiramos muitas fotos e fomos buscar lenha pra fazer uma fogueira. Aí passamos por uma galera que tinha uma outra argentina que nao lembro o nome e a Jéssica, uma outra carioca que vai ser importantíssima na historia, mas nesse momento nem nos falamos. Essa outra argentina tava sem lugar pra ficar e a convidamos pra acampar com a gente, já que eu tinha um lugar na barraca. Caiu a noite e estávamos nós 4 e a fogueira lá e fizemos um ritual. Cada um fez um desejo e queimou uma folhinha de coca. RITUAL INCA! Eu nem lembro o que eu desejei mas com certeza se realizou. Jantamos paes com queijo e tomamos café, mate e chá de coca (QUE POR SINAL É DELICIOSO). 

      Gi e Lala, as duas argentinas buena onda que me acompanharam na Isla del Sol

      Cachorro que acompanhava a gente lá e colocamos o nome de Salchi, que vem de Salchipapas, uma comida comum lá na bolivia que é batata frita com salsicha kkkk E uma llama posando pra foto ali atrás.

      Sem palavras...
      No dia seguinte subimos pra ter uma visao panoramica da ilha, muito lindo! Assim completei meu primeiro objetivo! Voltamos a Copacabana, me despedi das meninas e voltei a encontrar o Erick!!! Completamente por acaso! E onde? Numa agencia de viagens! kkkk Ele tinha comprado passagem pra ir ao Peru, e eu ia voltar a La Paz pra fazer meus tours, mas isso fica pro próximo post, onde vou contar como foram os tours Valle de la Luna + Chacaltaya (NEVEEEEEEE), Estrada da Morte (quase morrendo em bicicleta), Salar de Uyuni, minha aventura MUITO TENSA no Chile e Cochabamba!

      Bem patriota na Isla del Sol
       

      Nossa comunidade ARBRAZINCA (argentinas + brasileiros + incas)

      Eu bem mochileiro subindo a ilha
      Até o próximo post!
    • Por Lusmell
      Olá, pessoal!
      Mais uma vez aqui contribuindo com os relatos! Dessa vez a postagem está loooonga e será sobre Chile e Bolívia, embora aqui no site tenhamos inúmeros relatos e que me auxiliaram bastante na organização dessa trip. Então deixo aqui também essa contribuição.  Fui com um grupo de mais 3 pessoas sendo duas do Recife - Juliana e Camila que chegaram primeiro em Santiago e a Sandra de SP que só encontrou conosco a partir do Atacama. Nos conhecemos por meio deste site através de uma postagem que criei no tópico Companhia para Viajar. Pessoas maravilhosas dos quais agradeço muito, pois foram fundamentais para que essa viagem fosse maravilhosa!  
      Foram 11 dias - 01/05/2018 a 11/05/2018 em que passamos por Santiago, Cajon del Maipo, Embalse el Yeso, Termas de Colinas, Atacama e Bolívia - Salar de Uyuni (tour de 3 dias e 4 noites). Uma viagem que valeu muuuuito e super recomendada!!!!  Os lugares são belíssimos e alguns surreais como por exemplo os Desetos de Dali e Siloli. Além, claro, de ver o nascer do sol no Salar de Uyuni que é algo extremamente marcante!
       
      PASSAGENS - Viajei pela Latam e no Chile pela Sky Airlines. Levei uma mochila de 50L e não despachei no da Sky, Contudo no retorno do Atacama para o Chile por pouco pagaríamos por despacho. Lá eles são bem criteriosos com bagagens e medem já no check in. Tivemos que reduzir um pouco nossas mochilas porque não passavam naquela caixa. A sorte que a diferença foi pouca. Então vale o ponto de atenção.
      Rio x Santiago (ida e volta) R$ 1.099,02  Santiago x Calama (ida e volta) USD 70.00  
      SEGURO VIAGEM - Depois de muita pesquisa e vários minutos de negociação fechei com a Travel Ace Assistance. Antes de fechar com eles fiz uma busca das principais cotações que ajudou na hora do pedido de desconto. Paguei R$ 120,78 e graças a Deus não precisei usar! 
       
      CÂMBIO - Com exceção do dólar que comprei no Brasil e do peso boliviano comprado em outra data, essa foi a cotação que consegui em 02/05/2018 numa casa de câmbio em Santiago na Calle Agustinas. No Chile é bom pagar as hospedagens com o dólar a fim de obter as isenções do IVA (19%). Não é vantajoso fazer câmbio no aeroporto tão pouco em Calama ou no Atacama. Para o deslocamento do aeroporto saiba que as empresas de transfers costumam aceitar cartão de crédito e foi o que optei para uso desses serviços.
      1 Dólar =  R$ 3,65. 1 Dolar -  612 Pesos 1 Real -  165 Pesos 1 Bolíviano -  89,00 Pesos  
      LOCOMOÇÃO - Usei como meio de transporte os serviços abaixo. Como cheguei em Santiago num feriado nacional e estava muito cansada para procurar ônibus, então preferir pegar um transfer até o hostel. Mas depois pude conferir que é muito fácil se deslocar de ônibus até o metrô e seguir viagem. Já em Calama devido a distância até São Pedro não há como fugir. 
      Transfer:  Transvip -  Usamos para nos deslocarmos entre o aeroporto de Santigo até o hostel - Custo: CLP  7.000 (ida) / Calama ao Atacama CLP 18.000 (ida e volta - barganhamos desconto rsrsrs...). Metrô -  Para sair do aeroporto, o mais econômico é pegar o Centrobus -  CLP 1.800 e de lá pegar o metrô que para ter acesso basta adquirir o cartão de acesso chamado BIP.  É super fácil e rápido. Uber -  Usamos o serviço tranquilamente sem maiores problemas quando precisamos.  
      HOSPEDAGENS
      Santiago - Che Lagarto -  USD 40.00/três dias. Já conhecia a rede e por isso não tive dúvidas nessa escolha. A localização é perfeita; quartos espaçosos e local limpo. Eles costumam servir café da manhã e incluí esse item na reserva, porém devido a manutenção na cozinha nesse período não foi disponibilizado. Então eles devolveram o valor em dólar. O hostel fica na rua San Antonio, 60. Atacama - Covartsch - USD 95.00/três dias num quarto individual -  Trata-se de um hostel que também funciona como hotel. Possui apenas quartos duplos, triplos e individuais.  As acomodações são boas, porém pequenas; os quartos possuem comodas para guardar os pertences e alguns com nichos também. Considerei bons o atendimento, a organização e a localização. Não há café da manhã. Aceitam cartão, dólar e pesos chilenos. Lembre-se de que pagando em dólar há a isenção do imposto chileno e pagando no cartão incide em taxa. O hostel fica na Calle Tocopilla, s/n. www.corvatschchile.cl  Bolívia A contratação do passeio já inclui as hospedagens e alimentação. Maiores detalhes estão abaixo nos comentários sobre a viagem ao Salar.  
       
      SANTIAGO - 01/05 a 04/05 e 10/05
      Fizemos o City tour à pé e com um guia e passamos pelos principais pontos da cidade como Plaza de Armas, Palácio La Moneda, Teatro Municipal, Tribunal de Justiça, Bolsa de Valores, Cerro Sta. Lucía, Pátio Bela Vista, dentre outros. Terminamos na La Chascona (casa fundação Pablo Neruda). O tour é ótimo, pois muitos conhecimentos são explorados como arquitetura, urbanismo, história, literatura, costumes... As informações foram passadas nas áreas externas dos locais visitados, ou seja, não entramos para conhecer o interior de lugares como Palácio La Moneda, teatro municipal e museus.
      Obs.: Embora tenhamos a informação de que o tour é gratuito, o guia antes de iniciar a caminhada, explica como ocorre o tour, e sugere uma contribuição - propina como eles costumam chamar - no valor de CLP 5.000 caso o turista goste do serviço. Acho válida a contribuição porque considerei o serviço bom, mas não paguei esse valor. Também não havia pesquisado tanto sobre a história de Santiago então ainda que fizesse o tour por conta própria não teria tanta informação como as que foram prestadas durante a caminhada. Há também outros tours que podem ser realizados (bike ou bus de 2 andares). As saídas ocorrem diariamente a partir da Plaza de Armas. 

      Palácio La Moneda -  Foi cenário de um golpe de estado que resultou na morte de presidente Salvador Allende após um bombardeiro neste local. As bandeiras entorno do palácio representam as regiões do Chile. 

      Monumento instalado na Plaza de Armas e representa o povo Maputche. 
       

      Fonte dos quatro ninhos -  Representando os países Bolívia, Chile, Peru e Argentina.
       

      O que chama a atenção na cidade são as intervenções lúdicas por meio de grafites que não só ocupam as paredes, mas as calçadas também.
       
      Cerro Santa Lucía – Fica na região central próximo ao metrô da Universidade Católica e Sta. Lucia. Um local tranquilo que oferece uma bela vista da cidade e da Cordilheira quase imperceptível ao fundo. Isso porque devido a poluição do ar não é possível ter uma visão tão nítida da Cordilheira dos Andes. Esse foi um dos locais visitados logo após o termino do City tour. 
      Entrada: Gratuita, exceto o uso do banheiro 

      Vista através do Mirante Mirador que possui 65 m de altura e permite uma visão da cidade de Santiago. É preciso ter fôlego para subir as escadas e ladeiras que levam a este local.
       
      Museu De Arte Pré Colombiano –  Deixei para visitar este lugar no dia do retorno ao Brasil devido ao tempinho que ainda me restava. O museu possui uma vasta coleção que remete a origens de alguns povos latino americanos. As peças estão distribuídas ao longos dos três ambientes em 12 salas: Chile antes do Chile; exposições temporárias e América pré colombiana e artes. No primeiro, por exemplo, encontrei peças pertencentes a grupos bem antigos de pescadores como os da cultura Chinchorro. Esse povos são conhecidos principalmente pelos seus rituais de mumificação. Há relatos de que muitas dessas múmias são as das mais antigas do mundo devido a esse processo, aliado as condições climáticas da região.  No segundo temos salas com exposições temporais e o terceiro são as peças da América no período pré-colombiano que vai desde as primeiras cerâmicas até peças têxteis. Através do site é possível ter uma prévia de tudo que o museu disponibiliza com catálogos em PDF das peças, áudios (inclusive em Português) e muito mais. O tempo médio de visita no museu é de 1h30 a 2h aproximadamente.
      Endereço: Calle Banderas, 361 – Metrô: Plaza de Armas, Linha 5 Verde 
      Horários: ter a Sex de 10h às 18h, Sábados e Domingos de 10h às 18 h, Segunda: Fechado
      Valores: Adultos: $ 6.000 / Estudantes estrangeiros não residentes $ 3.000 - Domingos: Entrada liberada no primeiro domingo de cada mês
      Maiores informações: http://www.precolombino.cl/

      Chemamüll: Esculturas masculinas y feminina de madeira - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       

      Múmias Chinchorro -  Esta prática de mumificação começou a 6.000 a 2.000 a.C. quase 3.000 anos antes que o Egito - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       
      Museu De La Memoria e Los Derechos humanos – É difícil não se sensibilizar estando num lugar tão repleto de histórias cruéis ocorridas durante o regime ditatorial. Assim é o Museu dos direitos Humanos que aborda assuntos relacionados a violação dos direitos humanos durante a ditatura que ocorreu no Chile entre 1973 a 1990. O objetivo é estimular a reflexão sobre a importância do respeito e da tolerância para que tais ações cruéis não mais ocorram. Logo na entrada observa-se um grande mapa mundi que mostra como este evento ocorrido no Chile teve relação com outros países. Abaixo desse mapa, os quadros com as ações das Comissões da Verdade de cada país envolvido e os resultados obtidos a fim de solucionar os conflitos internos e criar políticas de reparação. O local possui três andares com vasto acervo físico e digital. Há cartas, documentários, fotos e até objetos confeccionados pelos presos durante esse período.  A visitação ao museu leva em média 2 a 3h. O museu é de fácil acesso, onde é possível visitá-lo utilizando o metrô – linha 5 (verde)  e descer na estação Quinta Normal*. A visitação é gratuita
       Endereço: Matucana 501, Santiago do Chile - CEP: 8350392
      Telefone: +56 2 2597 9600
      Maiores informações: http://www.museodelamemoria.cl
      Horário: Ter–Dom: 10:00–20:00
      É proibido fotografar no interior do museu
      *Obs.: A estação Quinta Normal é o nome de um Parque próximo e confesso no ter visitado, pois estava com minha agenda apertada já que era o dia do retorno ao Brasil. Lá também é possível ter acesso não somente ao parque, mas a outros museus como o Nacional de História Natural, o Ferroviário, o Artequein caracterizado por suas cores fortes, dentre outros. Não vou detalhar sobre esses últimos porque não tive tempo de visitá-los. 
       
      EMBALSE EL YESO / CAJON DEL MAIPO / TERMAS VALLE DE COLINAS
      No segundo dia em Santiago realizamos este passeio bem agradável onde foi possível conhecer um pouco destes lugares, apreciar belas paisagens, tomar banho nas águas termais e desfrutar um vinho chileno com aperitivos. Conhecemos Cajon del Maipo que é um vilarejo composto por montanhas e rios que chama atenção pela beleza. O Rio Maipo, por exemplo, que corta a região, abastece a maior parte da capital chilena. Embalse el Yeso é um reservatório de águas formadas pelo represamento do rio Yeso. Uma das suas características é a cor da água, pois dependendo da luz do dia, a água pode ter uma tonalidade verde ou azul turquesa. O local fica a 2.500 m de altitude e, dependendo do período, as montanhas podem estar nevadas o que garante fotos bem bacanas! Já Termas Valle de Colinas são piscinas termais oriundas das atividades vulcânicas. Cada uma com temperaturas específicas que variam entre 30 a 60 °C.  O difícil mesmo é a troca de roupas, mas depois disso o corpo se adapta facilmente e quase não se sente mais frio.  Para conhecer esses lugares levamos quase um dia inteiro, pois durante o trajeto tivemos algumas paradas para informações sobre as localidades e alimentação.  
      Durante essas paradas conhecemos outros lugares como o Túnel Tinoco que foi construído para fazer parte de um sistema ferroviário, porém se encontra desativado . Este local abriga muito mais que uma construção. Há relatos de que um jovem chamado chamado Willy cometeu suicídio no interior do túnel devido a um grave problema de depressão. Após isso o local virou um santuário, e alí muitos visitantes levam oferendas em homenagem ao rapaz como cata-ventos, pois acreditam que tiveram as preces atendidas e que ele se comunica por meio do vento que sai do túnel. Entramos lá e o que se sabe é que tem uma extensão de 600m de profundidade e ao final dele há um santuário de cata-vento. Soube disso depois porque a medida que avançávamos só víamos um imenso breu  e o vento frio como companhia até que resolvemos recuar . 
       

      Embalse El Yeso que também funciona como a principal fonte de abastecimento de água potável a toda capital chilena. Aqui há um ponto de atenção porque algumas agências exploram mais este local fazendo inclusive piqueniques onde é possível ver aquelas fotos tradicionais com a lagoa azul e a montanha ao fundo. Outras (como a que contratamos) não fizeram isso e deixaram os aperitivos e vinhos para serem consumidos após o banho de piscina no Valle de Colinas. Portanto informe-se antes sobre a logística do passeio.
       

      Túnel Tinoco - O local virou um santuário onde muitos visitantes levam oferendas como cata-ventos em homenagem ao rapaz que faleceu no túnel.


      Las Cascaras - acampamento criado para a construção de uma represa e atualmente encontra-se abandonado.


      Valle de Colinas -  Piscinas termais cada uma com temperaturas que variam entre 30 a 60 °C. Ao fundo o local onde foram servidos os nossos aperitivos próximo aos carros.
       

       
      Agência Chile Premium tours  - Ave. Americo Vespucio 107, Santiago 
      Custo – CLP 40.000 – Pegamos esse preço por meio de uma promoção do dia. É sempre bom negociar se estiver em grupo.
      Adicionais -  Vinho + aperitivos 
      Tempo médio – 1 dia
      Aceita dólar e real. Paguei o restante do valor durante o tour em real.
       
       
      ATACAMA - 04/05 e 08/05 
      Chegada 04/05 - Para chegar ao Atacama pegamos um voo da Sky Airlines com duração de 2h10min entre Santiago e Calama. Este voo compramos com antecedência no Brasil a fim de obtermos um bom preço. Chegando a Calama foi necessário contratar um transfer até São Pedro do Atacama; e lá se foram mais 1h20min aproximadamente de viagem. Utilizamos a mesma empresa Transvip. Neste caso como estávamos em três pessoas negociamos, pois logo na entrada fomos abordadas por duas empresas. Conseguimos o valor de CLP 18.000/pessoa ida e volta. Deixamos agendado a volta para evitarmos problemas. Depois foi só ligar para eles que nos buscaram no hostel e chegamos sem estresse ao aeroporto.
      Obs.: Os carros possuem Wi fi, porém fica sem sinal quando entra na estrada do deserto.
       
       Cejar / Ojos del Salar / Laguna Tebinquiche
      Logo que chegamos fomos visitar algumas agências para tentarmos um tour naquele mesmo dia. Conseguimos fechar na Whipala que sairia por volta das 16h. Considerei o ponto alto deste tour a Laguna Cejar que devido a elevada concentração salina o corpo não afunda. Sim! É o Mar Morto da América Latina, porém com muito mais sal. O local conta com ambiente bem básico para troca de roupa e  retirada do excesso de sal. Embora o tempo estivesse ensolarado, a temperatura não estava alta e a água muito fria. Então foi um pouco difícil entrar, mas rapidamente nos ajustamos ao ambiente. A concentração de sal é tão grande que provocou uma enorme ardência nos meus lábios que já estavam rachados devido ao frio, pois deixei pingar água no rosto. Foi o momento que precisei sair rapidamente. Ficamos lá por mais ou menos uns 20 minutos e depois retornamos para visitarmos um outro ponto chamado Ojos del Salar. É um local com duas represas onde as pessoas podem se banhar. São locais fundos onde os turistas costumam entrar no estilo “mergulho”, ou seja, indicado para quem sabe nadar - como não sei fiquei na minha aproveitando outras paisagens.  Finalizamos o nosso tour na Luguna Tebinquiche com o pôr do sol. A agência ofereceu aperitivos e Pisco Sour, uma bebida típica chilena. Abaixo as principais informações sobre este passeio.
      Tour -  Laguna Cejar
      Agência -  Whipala
      Custo – CLP 18.000
       Taxa adm. - CLP 17.000 para entrar na Laguna Cejar + CLP 2.000 para entrar na Laguna Tebinquiche
      Visitamos -  Lagunas Cejar, Ojos del Salar e Lagunas Tebenquiche
      Oferecem snacks ao final do passeio
      O que levar: Roupa de banho, casaco corta vento, protetor solar, água, não esqueça o chinelo porque andar naquelas pedrinhas descalço até a lagoa não é nada agradável!

      Laguna Cejar - Devido a alta incidência de sal o corpo não afunda

      Laguna Tebinquiche - Finalzinho de tarde

       
      Mountain bike por Catarpe  [Rally dos sertões mesmo!] 
      Fizemos esse passeio no retorno da Bolívia, pois tínhamos um dia de sobra no Atacama. Catarpe é um conjunto de formações rochosas, a praticamente 2.000 m de altitude e, embora seja uma aventura bacana onde passamos por locais muitos interessantes, este não é um tour de nível fácil - pelo menos para quem não está em forma! Não foi comunicado na contratação e também não buscamos maiores informações,  queríamos era curtir!!! Eu estava há meses sem praticar atividades físicas e tive dificuldades durante as diversas subidas do percurso devido as condições do terreno. Diferentemente das meninas que inclusive foram muito pacientes com as minhas várias paradas.  Foram muitas subidas e descidas dificultosas num terreno bastante arenoso. Tipo rally dos sertões - essa é a realidade! Passamos por lugares onde a sensação era de que estávamos pedalando na areia da praia! Num dado momento em que já estava no meu limite, o guia parou e logo pensei: Ufa! Glórias! Vou descansar! Mas, não! Ele aponta para um morrão e diz: - vamos deixar nossas bicicletas aqui e subiremos esse morro para conhecer a capela de San Isidro. Logo pensei: Tá doido!!!  Nem minha alma chegará até lá! Depois disso ainda tivemos mais uma parada para conhecer umas ruínas que já não lembro o nome. Nesse caso como estava um pouco recuperada consegui subir o morro e ver do alto a beleza local. Por fim retornamos ao Atacama somente o caco, mas sobreviventes!
      Custo: CLP 20.000 para três pessoas com guia (depois de muita pesquisa!)
      Duração do percurso: 6h
      O que levar? Protetor solar, água, barra de cereal e usar roupa bem leve.



       
      BOLÍVIA -  SALAR DE UYUNI - 05/05 a 08/05
      Enfim chegou o grande dia! Nesse passeio fui psicologicamente preparada para enfrentar todo tipo de treta possível (acomodações precárias, motorista problemático, frio, comida ruim, altitude e até bloqueios de estrada. Isso porque faltando poucos dias para o embarque vi uma postagem aqui no site sobre relatos de bloqueios realizados pelos índios da região. Maaaaassss graças a Deus tudo deu certo (é né...tirando a altitude e a friaca!). Foi uma das minhas melhores experiências de viagem. Eu não gosto de ir a um lugar mais de uma vez, mas sabe aquele lugar que você quer voltar, pois as fotos, filmagens e relatos não expressam a beleza de tudo o que foi visto?
      Principais gastos na Bolívia
      Entrada para o Parque Nacional de Fauna Andina Eduardo Varoa -  Bs 150.00 Entrada para a comunidade Incahuasi – Bs 30.00 Saco de dormir no primeiro hostel – Bs 20.00 -  Usei somente no 1º dia, pois o frio foi muito intenso. Se puder leve um! Banho – (valor médio cobrado em cada hospedagem) – Bs 10.00 Sim! Eles cobram banho nas hospedagens. Obs.: Os valores podem ser alterados dependendo do período da viagem. Uma atenção é sobre a suposta taxa de cobrança de imigração entre Bolívia e Chile no valor de Bs 15.00, porém não pagamos nada referente a esse tipo de taxa tanto na ida quanto na volta embora tenhamos ouvido tais informações por lá.
       
      >> Diário do trajeto até o Salar
      Realizamos esse passeio com a agência Cordillera Traveller que conhecemos através de alguns relatos em blogs de viagens. Formalizamos a contratação através do site e efetuamos o pagamento da entrada no valor de USD 55.00 e o restante na própria agência. Sobre o serviço tivemos um bom atendimento assim que chegamos à agência para efetuar o pagamento. O responsável pelo atendimento foi bem receptivo, explicou o trajeto da viagem e esclareceu todas as dúvidas existentes. No dia marcado para a viagem eles chegaram pontualmente num micro ônibus que foi trocado por um 4x4 na fronteira com a Bolívia. Nosso motorista que nos conduziu até o Salar foi muito gente boa conosco o que contribuiu para uma viagem tranquila porque li muitos relatos de problemas com motoristas. Apenas no retorno ao Atacama que deu problemas no carro logo que saímos do hostel.  Sobre as acomodações em que ficamos são bem simples, organizadas e o atendimento é bom. Confesso que esperava algo pior em se tratando de hostels no deserto.
      Agência - Cordillera Travelle 
      Valor do tour - USD 220
      tempo - 4 dias e 4 noite
      Inclui: hospedagens e alimentação
      http://www.cordilleratraveller.com
      Obs.: A agência sugere que sejam levados no mínimo Bs 300 para as despesas durante a viagem.
       
      1º dia – Esperamos o guia no hostel que chegou por volta das 5h e prosseguimos rumo à fronteira entre Chile e Bolívia. No ônibus estava um casal muito gente fina que ficou conosco durante todo o trajeto fechando, assim, o grupo de 6 pessoas que comportava o nosso carro. Chegando à fronteira começamos a sentir o poder do frio (acredito que estava uns 4°C) e da altitude (4.400 m). Lá já tinha um café da manhã preparado com pão, bolo, leite, café, chá...logo após o café fomos para a imigração (depois do preenchimento de alguns formulários) trocamos de veículo e passamos para um 4X4; pagamos os Bs 150.00 para a entrada no parque e pronto! Partimos para contemplar as maravilhas do deserto! 
      Passamos por Lagunas que ficam próximo ao vulcão Licancabur; logo seguimos para o Deserto de Dali e à piscina de águas termais. Seguimos, também, para os Geysers de la Mañana - um local geotérmico oriundo das atividades vulcânicas. Após isso partimos para o local em que ficamos hospedados para deixarmos nossas coisas e em seguida almoçarmos. Na parte da tarde fomos para a última visitação: Laguna Colorada. Um local lindíssimo onde se pode apreciar três tipos de flamingos (Andino, Chileno e James) e outras belezas da região. Pena que já estava me sentido muito mal devido a altitude (4.500) e não consegui aproveitar este último local.

      Deserto de Dalí



      Laguna Colorada

      Piscina de águas termais - Os mais corajoso arriscaram um banho...
       

      Geysers de la Mañana
       

       
       
      2º dia  - Após o café da manhã e já recuperada do mal de altitude saímos em direção ao Deserto de Siloli - outro lugar muito maravilho que abriga um conjunto de rochas vulcânicas em diferentes formatos (resultados das ações eólicas) e que lembra figuras animalescas, Dentre essas formações rochosas destaca-se o famoso Árbol de Piedra. A ação dos ventos e as condições climáticas foram responsáveis por essa formação corrosiva que dá o nome a rocha com seus 5m de altura, e considerada patrimônio natural. O próximo ponto foi visitar as Lagunas Altiplânicas: uma sequência de lagunas em que só mudam as variações de cores e habitações de flamingos:  Honda, Hedionda, Chiarkota e Cañapa e paramos para o almoço. Na parte da tarde seguimos para o Salar de Chiguana um local cortado por uma ferrovia que por sinal conseguimos ver o trem cargueiro passar. Por fim seguimos para San Juan onde fica o  hotel de sal. Local limpo, organizado, bem decorado e agradável. Jantamos (tinha vinho no jantar) e fomos descansar, pois no outro dia teríamos de acordar às 4h para ver o nascer do sol no tão esperado Salar.
       

       Arbol de Piedra -  Turma maravilhosa muitas diversões!  
       


      Deserto de Siloli


      Laguna Hedionda
       

      Laguna Honda

      Laguna Honda -  Beleza do céu à terra

      Nesse dia o frio estava tão intenso que parte do lago congelou!

       

      Salar de Chiguana -  Chegamos minutos antes da passagem do trem
       

      Uma Viscacha quietinha e alegrando os turistas com sua pose...

      Raposa do deserto também conhecida como Zorro
       
      3º dia – Saímos às 5h em direção ao deserto de sal num frio que já não era tão intenso quanto foi o primeiro dia. Chegando ao Uyuni fiquei simplesmente maravilhada! Pegamos um ponto em que o Salar estava molhado. Particularmente não contava com isso -  uma surpresa! Felicidade é uma palavra que não resume este momento porque não há palavras para classificar a sensação de estar neste lugar! Algo que ficará para o resto de minha vida. É uma bela oportunidade para tirar aquelas fotos mara? Sim! Mas é a oportunidade também para contemplar o momento, o silêncio e refletir. Ver o sol surgindo em meio ao horizonte multicor – um ato tão simples e quotidiano, mas que naquele lugar tem um tom especial: o de transmitir a mensagem de que está nascendo uma nova oportunidade para viver e ser feliz! Sei que cada um daqueles que foram comigo tiveram a sua experiência, porém acredito que todos foram unânimes quanto a beleza e a formosura daquele lugar. Vale muuuuito viver essa experiência.
      Passado o momento mágico seguimos para um local onde se encontram os cactos gigantes. Tomamos um café da manhã e seguimos para o Salar (lado seco) para tirarmos aquelas fotos de efeito e curtir o que de melhor este lugar nos proporciona! pós aproveitarmos muito o Salar de Uyuni partimos para um pequeno povoado chamado Colchani. Durante o trajeto conhecermos alguns outros locais como o museu de sal, o cemitério de trens (conseguiram fazer um monte de trem velho virar atração turística) e uma feirinha de artesanato. Nosso passeio finalizou em Villamar para almoçarmos e trocarmos de carro para o retorno ao hostel e nos prepararmos para a volta ao Atacama. 



       



       


      Isla Incahuasi "Casa dos Incas" - Um parque de cactos gigantes com várias espécies.
       

      Museu de trens ao ar livre!
       

       
       
       
      A hora do retorno... Aquele momento que mistura saudades, alegria por tão bons momentos e a certeza de que as energias foram renovadas. Aqui fica a gratidão a Deus por conhecer lugares, pessoas, culturas e tantas coisas boas! Se recomendo? Se vale a pena? Claro! Junte sei dindim, pegue sua mochila, conheça as maravilhas destes lugares e seja feliz!

       
      ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 
       
      Retorno da Bolívia para o Chile -  A imigração é bem rigorosa então certifique-se sobre o que é proibido conduzir na bagagem.
      Dinheiro - Na agência nos pedem que levemos no mínimo Bs 300 contudo Bs 250 são mais que suficientes para quem não gasta tanto, contudo o objetivo pelo que pude observar é para também girar a economia local, principalmente a dos artesãos que vivem do setor turístico. Então é bom considerar isso também. Não tivemos problemas com o uso de cartão de crédito em Santiago e algumas agências e hostels aceitam o pagamento em cartão, mas verifique se não cobram taxas. Na cidade de São Pedro do Atacama possuem caixas eletrônicos. Atenção também ao pagamento na fronteira quando ingressar na Bolívia porque eles só aceitam pesos bolivianos para pagamento de acesso ao Parque.
      Altitude - Hidrate-se bastante e descanse (se possível) um dia antes de seguir viagem para a Bolívia. Algumas pessoas sente-se muito mal no primeiro dia em virtude da altitude, outras apenas sentem dores de cabeça. Os nativos recomenda tomar um chá de "chachacoma" para aliviar esses efeitos.
      Passagens aérea -  Atenção com algumas companhias aéreas que mudam o seu voo nas vésperas da viagem e disponibilizam apenas uma opção de escolha de voo quando na venda existem várias. Isso aconteceu comigo em relação a LATAM que alterou meu voo para a madrugada e quando consultei o site deles vi que o horário que comprei estava lá sendo vendido normalmente. 
      Roupas -  Comprei vários casacos segunda pele daqueles bem baratinho mesmo; levei várias blusas; legs, dois casacos um pouco mais pesados, mas o que foi fundamental nessa friaca que enfrentei foi o casaco corta vento. Invista nele porque faz uma boa diferença. Meias!!! Mesmo com três meias no pé em alguns lugares tive a sensação de congelamento nos dedos. Isso é horrível porque gera uma dificuldade até para andar. Gorro, cachecol e luvas devem ser um dos primeiros itens da sua bagagem!
      Roubos - Tenha muito cuidado ao caminhar pelas ruas de santiago com mochilas nas costas. graças a Deus não acontece nada conosco, porém tivemos muitos alertas de pessoas que roubam sem percebermos.
      Produtos -  É muito importante não faltar na sua bolsa Bepantol; protetor para o corpo e lábios, hidratante, material de primeiros socorros, remédios para enjoo e dores de cabeça.
       
      É isso aí galera! Chile e Bolívia sempre rende muitas coisas para contar! 
    • Por Alan.Pereira
      Hoje aqui no aeroporto esperando a hora do embarque de volta ao Brasil. Há 2 dias a atrás estava extremamente ansioso para voltar para casa, saudade da minha cama meu quarto, feijão e café e família. Agora aqui no sentado bateu aquela tristeza boa de “queria viajar mais um pouquinho”.
      Nessa jornada de 25 dias conheci pessoas maravilhosas pelo caminho, algumas já vínhamos conversando a algum tempo e trocando informações sobre o roteiro em um grupo no WhatsApp, outras vieram pelo a caso como o Francisco que abriu a porta da sua casa para nós via AIR BNB e nos levou para conhecer Lima e nos deu muitas dicas sobre Lima, Algumas pessoas que vai ficar marcado e vou fazer o possível para mantemos amizade vai ser o casal Edson&Karina, e as meninas Yasmin, Eloa.
      Sinceramente faria o meu roteiro tudo novamente passando pelos mesmo lugares e explorando as mesmas coisas nas cidades de: Sucre, Uyuni, Atacama, Lima, Huaraz, Cusco, Copacabana & Isla Del Sol, e Lá Paz.
      Um país que pelos poucos dias que fiquei que quebrou todos os meus tabus foi o Peru que país mais surpreendente em todos os quesitos, belas cidades ótimas gastronomia “me apaixonei pelo “Ceviche”
      Desejo que todos um dia possam ter a oportunidade de conhecer esses e outros países e novas culturas.
      Obrigado a todos que me apoiaram e me motivaram a fazer essa viagem, a minha família amigos e meu amigo parceiro Namorado Alan Mendes.
      Mais um sonho de viagem conquistado!
      Que venha a próxima!
      Aeroporto de Viru Viru 22/01/2018
       Insta: @alan4lan
       
       Introdução
       Referente a valores acabei perdendo muitas anotações mais me pergunte que tendo ajudar da melhor forma possível.
      Queria fazer esse relato anteriormente mais acabei não conseguindo.
      Algumas informações uteis sobre meu roteiro:
       Fotos vou colocar a partir de  Sucre
      Hospedagem não fiquei em quarto coletivo, exceto a segunda noite do Salar*
      Optamos por quarto privativo e de preferência com banheiro (dica: pesquisem fazem as contas como estávamos em 2 pessoas a maioria dos hostel que vimos quando somado o valor de hospedagem para 2 pessoas ou dava o mesmo valor que o quarto privativo ou faltava muito pouco, então, se vai com mais alguém faças suas contas)
       
      Roteiro:  
      São Paulo > Corumba > Santa Cruz > Sucre > Uyuni > Atacama > Arica > Tacna > Lima > Huaraz > Lima > Cusco > Copacabana > Isla del Sol > La Paz > Santa Cruz > São Paulo
       
      Hospedagem:
      Em Sucre ficamos em um hostel meia boca, eu particularmente não gostei tanto ao ponto de indicar mais pagamos 90 bolivianos por 1 noite em 1 quarto privado sem banheiro e sem café da manhã, acabamos ficando nele por conta de ser véspera de ano novo e achamos ele pelo Booking em quantos estávamos no aeroporto, Casa Residencial Maya inn B&B
       
      Atacama – ficamos hospedados em um hostel muito bom camas confortável banheiro ótimo com agua quente e café da manhã porem pagamos caro havíamos entendido que seria um valor e pagmos 25 mil pesos chilenos, Hostel Licancabur.
       
      Lima – Ficamos e um Air BNB sem sombra de dúvida foi a melhor escolha, nosso anfitrião foi nota 10 recomendo ( whats App +51 925 999 420) vão entender o porquê de eu indicar ele!
       
      Huaraz – Ficamos em um hostel ruim, pegamos um sem banheiro privado e tínhamos que sair para fora do quarto no frio do capiroto e em baixo de chuva/gelo 2 diárias quarto privado sem banheiro e sem café da manhã por 90 soles (acho que se pesquisar acha nesse valor ou mais barato e um melhor quarto ), Hostel Virgen del Carmen 1. NÃO RECOMENDO
       
      Cusco – Gostei do hostel e indico, quarto privado com banheiro, café da manhã, internet lugar limpo recomendo e volto a ficar nele, 60 soles a diária para 2 pessoas, fica próximo a plaza del Armas, Hostel Casa Koch.
       
      Isla del Sol – Não lembro o hostel lugar muito caro a hospedagem e sem muita opção de barganha!
      La Paz - Ficamos em um hostel, uma rua a cima do mercado de La Bruja, hostel simples quarto privado com banheiro, internet, sem café da manhã, 80 bolivianos a diária, Hostel Caminho Dourado. RECOMENDO
       
      Agencias de passeios
      Salar de Uyuni – Agencia Yura Tika (não sei se escreve assim) agencia nota 10 recomento.
      Foi pago 700 boliviano no passeio 3 dias 2 noites + transfer para Atacama. Vocês vão entender o porquê devem escolher ela!
      Huaraz – Fizemos 2 passeios que contratamos com a agencia Scheller Artizon Trek Nevado Pastoruri por 30 Soles + 12 entrada no parque e Laguna 69 foi 40 soles + 30 entrada no parque, recomendo trocamos mensagem por WhatsApp e chegando em Huaraz já estava com o passeio fechado.
      Cusco – Fechamos o passeio com um cara Machu Picchu com o Leonel sensacional o cara foi gênio, pagamos 320 sole para MP 3 dias 2 noites via hidroelétrica, hostel foi nota 10 (Dica fala que é indicação da Yasmin que ele dá desconto) WhatsApp Leonel +51 926 216 792
       
       
      Dia 1 30/12/2017 
      Tamanha a ansiedade nem preciso falar que mau consegui dormir, sai de São Paulo rumo ao aeroporto de Viracopos fiz esse trecho de avião devido ter achado uma promoção da Azul linhas aéreas passagem por 280 reais, voo tranquilo sem nada de mais chegamos em Corumbá por volta das 14hs em um puta calor parecia uma sauna devia esta uns 35ºC fácil, pegamos um taxi fora do aeroporto ate a fronteira que não me lembro o valor. Passamos pela fronteira sem maiores problemas sem fila acho que gastamos 30 minutos no máximo para dar saído do Brasil e entrada na Bolívia.
      Assim que você sai da aduanda boliviana já tem vários lugares para fazer cambio troquei 1 real por 2 bolivianos (essa foi o câmbio que encontrei pela Bolívia - Santa Cruz, Copacabana, La Paz, Sucre).
      Eis que chega a hora de cambiar dinheiro, nessa hora estava conferindo o dinheiro e outro Alan (somos dois Alan’s pessoal) nota que tinha uns taxita nos encarando quando estávamos trocando o dinheiro, como estava de costa nem tinha percebido e fui em direção a eles perguntar o valor do taxi até a rodoviária de Puerto Quijarro, nessa hora o Alan alertou que eles estavam olhando para nós e rindo e gesticulando e etc e fomos pegar outro motorista.
      Pegamos um taxi rumo a Rodoviária para comprar a passagem para Santa Cruz, pegamos o taxi um senhor carrancudo que nos levou até a rodoviária ai sem problemas porem a bendita rodoviária fica no meio do nada a estrada é um puta matagal e o motorista andava mais lerdo que uma tartaruga, nessa hora pensei que iria ser assaltado coração disparou e pensei “Alegria de pobre dura pouco, mal começou a minha tão sonhada trip e já vai acabar” juro pensava que iria ser assaltado mais graça a Deus chagamos a rodoviária.
      Tem muitas empresas de ônibus que faz o trecho até Santa Cruz todos ônibus parte entre as 20 e 21:30 da noite tem ônibus para todos os gosto e bolso fomos de um chamado 25 de Marzo, antes de comprar o passagem fomos ver todos os ônibus que tinha disponível e achamos o dessa empresa que atendia nossas expectativas, Bus semi-cama com ar condicionado e pagamos na tarifa 110 bolivianos por passagem. 
      Passamos o restante do dia na rodoviária até chegar o horário de embarcar conhecemos um brasileiro Adriano e ficamos conversando ate embarcar, ele estava levando uma bicicleta ele iria pedalar pela Bolívia.
       Nesse primeiro dia não tem muito o que contar foi um dia para deslocamento.
       
      Dia 2 – 31/12/2018 
      Chegamos em Santa Cruz por volta das 4hs da manhã, rodoviária feia sem nada nem lugar para comprar um agua, tivemos que esperar 7hs da manhã para fazer cambio e ir para o aeroporto para comprar a passagem para Sucre.
      Como era Domingo a casa de câmbio da rodoviária não abriu e tivemos que ir até o centro de Santa Cruz para achar um lugar para cambiar dinheiro, não trocamos em Corumbá porque achávamos que em Santa Cruz conseguiríamos uma valor melhor, #SQN pegamos um taxi e fomos para o centro da cidade acho valor do taxi foi 20 bolivianos, mais pensa em um carro ruim sujo tinha até um marmitex azedo mais chegamos no centro da cidade  achamos um senhor que cambiava 1 real por 2 bolivianos.
       Dica: Em Santa Cruz possui dois aeroportos, Viru Viru que é o internacional que a BOA, Amazsonas entre outras cias operam e tem o Aeroporto Trompillo que parece que somente a CIA TAM Transporte aéreo militar opera. Como não tinha prestado atenção acabei indo ate Trompillo chegando lá ate tinha passagem para Sucre porem muito caro por volta de 900 bolivianos cada e formos para Viru Viru e lá conseguimos comprar passagem para Sucre para 2 pessoas por 926 bolivianos que era o preço que estava no orçamento da viagem.
      Chegamos em Sucre, aeroporto fica a cerca de 40 minutos de Sucre. Aqui vai uma dica muito importante: Não peguem o taxi ( em média custa 60 bolivianos) na porta do aeroporto tem ônibus da cidade que custou 15 bolivianos só não me lembro se foi para 2 pessoas ou para casa.
       
      Sucre me apaixonei pela cidade sem comentários gostei de tudo. Cidade muito limpa tinha tudo que precisava comida, ônibus, taxi, casas de cambio pode se considerar uma grande cidade. Não fizemos nenhum passeio devido ter ficado nela dia 31 de Dezembro e 1 de janeiro. Tinha festa pela cidade e tudo mais porem, estávamos tão cansado que só demos uma voltinha no dia 31 comemos e fomos para o Hostel com a intenção de cochilar e por volta da meia noite sair pela cidade algo que não aconteceu, capotamos de sono que acordamos no dia 1º com o barulho de uma banda passando pelas calles.  
      Dia 3 - 01/01/2017
       Nesse dia fomos derrubados da cama cedo, era por volta de 6:30 da madrugada, aproveitamos que esse dia que seria nosso último em Sucre e fomos conhecer a cidade, cambiar, tomar café comprar passagem para Uyuni.
      Serio, se um dia voltar na Bolívia colocaria Sucre no meu roteiro para passar uns 2 a 3 dias na cidade eu adorei ela, me fez lembrar Ouro Preto em tudo, uma coisa que me chamou a atenção em muitas cidades pela quais passei foi a limpeza e o cuidado das praças que eles aproveitam muito final da tarde e nos fins de semana.
      Cambiamos dinheiro e encontramos um casal de amigos que já estávamos trocando mensagem há alguns meses pelo WhatsApp Edson e Karina, casal nota 10 e fizemos o Salar e Atacama juntos e nos encontramos no final da trip em La Paz.
      Compramos passagem para Uyuni em um ônibus direto por 80 bolivianos, ônibus padrão Bolívia que foi cheio com gente em pé por incrível que pareça.







       
      Dia 4 – 02/01/2017
      Saímos de Sucre as 20:30 e chegamos as 4:30 em Uyuni, o ônibus foi tenso pegamos a penúltima poltronas e o Edson e Karina pegam as ultimas até ai sem problema mais foi um cara no fundão em pé que dava medo não conseguimos dormir muito bem ate a cidade de Potosí  onde esse cara desembarcou.
      Nossa chegada em Uyuni não poderia ser ao melhor nível mochileiros como li em tantos relatos, chagada as 4:30 da madrugada em uma temperatura de 5°C um frio tremendo ate que encontramos a Tia do Café já tão conhecida por nós do mochileiros.

      Café nem preciso falar sobre foi bom estávamos abrigado em um lugar quente e com Wifi ate as agencias abrirem que são por volta das 7:30 a 8hs da manhã.
      Dicas: Pesquisem a agencia e pegam a que vocês tiverem recomendação, pesquisamos em umas 5 agencias o preços variaram de 650 a 900 bolivianos por pessoa o tour padrão 3 dias 2 noites + transfer para o Atacama. Optamos pela Yura Tika não tem como não achar ela fica bem dizer de frente com o café da Nonis fechamos por 700 um tour diferenciado qua valeu muito apena, passamos por todos os lugares que as outras agencias passavam porem com um diferencial estava incluso o Salar Alagado, Por do sol e umas cavernas que acabamos não conseguindo ir devido esta fechado,
      Passeio comprado hora de partir para o tão esperado e sonhado SALAR DE UYUNI, passeios saem as 10:30 ouve um atraso e saímos as 11:30 mais nada que atrapalhasse nosso passeio esse atrado
      PRIMEIRA DIA NO DESERTO
      Tour que acredito que todos já sabem não vou dar muitos detalhes desse primeiro dia, fomos para o cemitério de trem que achei muito foda
       




       

       
      Salar de sal branquinho dispensa qualquer comentário é a coisa mais linda esplêndida que já vi na vida muito lindo mesmo, faria somente essa parte sem sombra de dúvida achei fantástico

       

       

       


      Almoçamos no salar alagado, comida muito boa o Deniz nosso guia / motorista montou mesa e tudo mais.
      Ilha de Cactos pagamos os 30 soles cada, no começo não queria mais quando subi nela achei muito legal, vista do Salar é espetacular porem se prepara para o vento porque é muito forte.
       


       
       
      Depois de um dia cansativo não via a hora de tomar um banho quente (aliais já fazia umas 36 horas desde o ultimo), comer uma comidinha e cair na cama e dormir já que no 2º dia de Deserto
      Iriamos acordar cedo por volta das 6 da manhã, já havia me preparado para uma hospedagem no meio do nada, sema nada de conforto, sem banho quente e comida ruim, eis que o guia mostra de longe a nossa Hospedagem e a primeira impressão foi “QUE BOSTA, ESTAMOS FUDIDO” serio era meio feio a imagem de uma casa de barro no meio do nada e um puta frio, mais isso mudou quando entramos dentro do hostel:
       
        

      IMG_7122.MP4 Hospedagem desse dia foi a melhor, hostel SOMENTE PARA NÓS, tudo muito novo banho quente e comida nota MIL serio, quartos privativos toda a mobilha novinha tinha TV de LED 50 polegadas, radio em fim tudo que se precisa em uma casa de muita boa qualidade. O hostel todo era de sal o chão era um tipo de são grosso.
       
      Dia 5 – 03/01/2018
      SEGUNDO DIA NO DESERTO
      Depois de uma noite muito bem dormida acordamos por volta da 6 da manhã, café da manhã já estava sendo servido e preparado para as lagunas.
      Serio esse acho que foi o dia mais tenso no deserto, as paisagens são lindas mais passamos horas dentro do carro, tem hora que a bunda fica quadrada mesmo o carro sendo confortável.
      Nesse dia passamos por alguns lugares muito interessante uma plantação de Quinoa bem verdinha no meio do deserto, e paramos para almoçar em um restaurante muito bacana diga-se de passagem comida podia comer a vontade e com uma vista linda de um “Oasis”
      Abaixo as fotos desse dia.
      As lagunas devido o tempo não estava em suas cores linda bem vivas e com os espelhos d’agua mais mesmo assim são uma obra de arte.



       
       
       
      Nesse dia o hostel foi mais humilde mais, comida lembro que foi uma macarronada e deram uma garrafa de vinho, ficamos em um quarto compartilhado e só tinha o pessoal da nossa agencia e não teve banho, em quanto o jantar não ficava printo fizemos nossa farra e colocamos uns bolivianos para sambar kkk

      WhatsApp Video 2018-07-29 at 22.24.00.mp4  
      Dia 5 – 04/01/2018
      TERCEIRO DIA DESERTO
      Nesse dia foi o que acordamos mais cedo por volta das 4:30 da manhã já estávamos todos tomando o café da manhã que não me lembro oque foi servido.
      Fomos primeiro para os Geiser, achei muito legal nunca tinha visto nada parecido o lado ruim é somente o frio de congelar
       

       
      Passamos nos Banhos Termales mais não estava muito afim de entrar então foi somente fotos e contemplar a paisagem.

       
      E assim nos despedimos do Sala de Uyuni...
      Quanto chegamos na fronteira Bolivia x Chile o guia nos explicou referente a taxa de 15 bolivianos, segundo ele tínhamos a opção de pegar a fila que estava quilométrica ou pagar a taxa e não ficar na fila, optamos por pagar e foi a melhor coisa em 20 minutos já estávamos todos na van rumo a San Pedro do Atacama.
      Dica: Quando vai dar entrada no Chile eles passam as mochilas/malas no raio X e todos tipo de alimentos orgânicos tem que se jogar fora, produtos industrializados passa sem problema.
      San Pedro não era digamos que um lugar que queríamos conhecer passamos mais por questão de logística a cidade é bem cara e optamos em passar somente 1 noite.
      Neste dia procuramos hospedagem, fizemos cambio, e ficamos de boa pela cidade e descaçar depois dos dias de travessia do deserto que é muito cansativo.
      Dica, compre o quanto antes a passagem para sair de San Pedro compramos com um dia de antecedência para um ônibus direto para Arica e pagamos 17.500 um casal de amigos Edson e Karina pagaram para 2 dias depois 13 mil pesos chilenos, não me recordo o nome da empresa mais todos os ônibus são de ótima qualidade pelo que vimos na rodoviária!
      No hostel conhecemos um casal de brasileiros Fred e Mariane  que sofreram muito e foram enganos pela agencia Thiago Tous eles passaram muito mal devido a comida estragada e não foi somente ele mais todos do carro passaram 2 dias com diarreia e vômitos e falaram que o guia os trataram extremamente mal, nessa hora falamos do tratamento de nossa agencia e mostramos nossas fotos eles não acreditaram. Eles nos mostraram a foto do “Cemiterio de Trem” que levaram eles e foi em um lugar com um vagão de trem de carga, não entrar em detalhes mais foram muito enganados!
      BUSQUEM RECOMENDAÇÕES DE AGENCIA o Salar é um dos pontos autos da viagem e infelizmente dependemos da agencia que pode fazer que esse lugar supere todas as suas expectativas como se transformar em uma tremenda decepção.
       
      Dia 05/01/2018
       
      Não fizemos nenhum passeio alugamos uma bike e andamos por um parque chamado Cartape e Pukara de Quitor.
      Indico fazer o passeio de bike gostei bastante se tivesse ficado mais alguns dias certamente tentaria chegar Vale de La Luna
       

       
      Nesse dia a noite pegamos o ônibus ruma Arica, ônibus no chile são muito confortáveis e tem para todos gosto a bolso, peguei o mais barato que achei no dia não me lembro o valor.
      Noite de sono tranquilo, capotamos todos e so acordamos em Arica no dia seguinte!
      Dica, chegando no Atacama já compre a passagem de saída você vai conseguir achar preços mais baixos.
      Dia 06/01/2018
      Chegamos em Arica cidade me pareceu muito bacana pena esta com roteiro apertado e não te dado para ficar ao menos um dia.
      Na chegada no próprio terminal já procuramos o taxi para nos levar até Tacna, taxi lembro que foi barato algo próximo a 12 reais por pessoa e foi bem rápido e carro confortável.
      Poderíamos ter pego uma fila grande na imigração do Chile com Peru, mas o motorista e seus contatos agilizou tudo para nós e ganhamos alguns minutos, após todos os tramites e depois de ter que jogar minhas frutas fora na imigração chegamos em terra Peruanas e chegamos em Tacna.
      Pensa em uma cidade quente é Tacna, assim que chegamos no terminal já procuramos passagem para Lima, achamos por 60 Sol com “escala” em Arequipa e com direto a Janta, eu não tive coragem de comer era Arroz, frango frito e batata assada. Horário do ônibus era para as 14:30 e ainda era 9 da manhã e resolvemos irpara o centro de Tacna que é uma zona franca para quem não sabe.
      Galera para quem estiver passando por lá vale a pena ir as compras de Bebidas, Perfumes e Roupa eletrônico não vi tanta vantagem, comprei uma jaqueta para baixas temperaturas por 60 Soles que foi um dos melhores investimentos para viagem já que iria para Huaraz ♥.
      Após bater perna hora de volta para rodoviária e enfrentar as 22 horas de viagem de ônibus :(. Depois disso apredi que o melhor é ir de avião muito tedio dentro do ônibus, que teve somente a parada em Arequipa e depois foi direto ate Lima...

      IMG_7427.MP4  
      Dia 07/01/2018
      Chegamos em Lima por volta das 13hs de um Domingo, em Lima não tem rodoviária o ônibus para em uma rua e descemos, para quem mora em São Paulo o “terminal” ficava em uma rua que parecia região da praça da Sé com Cravolândia cidade vazia.
      A essa altura da viagem já tinha perdido noção de qual era o dia da semana e precisava cambiar dinheiro, tínhamos somente alguns trocados e precisava urgentemente de uma casa de câmbio e advinha todas fechada, do nada apareceu um senhor que nos abordou oferecendo para cambiar, como não tínhamos outro lugar torcemos para PachaMama que aquele senha estivesse com boas intenções e não nos desse um golpe, negociamos e acabei trocando 1 Real por 1 Soles e cambiei  mil reais. Cambio feito dinheiro dividido em bota, cueca e doleira fomos correndo pegar um taxi para ir para Miraflores e procurar um Hostel, oque mais queríamos era um banho cama já que fazia mais de 40 horas que não tomávamos banho rsrsrs, nunca sofri tanto para achar um taxi, nenhum taxista queria ir para Miraflores, achamos um que nos levou e cobrou o olho da cara mais infelizmente era Domingo atarde e era oque tinha pagos por volta de 30 Soles.
      Serio me apaixonei por Miraflores, que lugar lindo bem cuidado com tudo que uma cidade grande precisa.
      Devidos os preços dos Hostel serem caros optamos por ficar em AirBnB qua valeu muito a pena, o anfitrião foi muito atencioso com nós, durante todo o tempo que ficamos ele deu toda a atenção e fazia de tudo para nos agradar, no começa achamos que ele queria nos roubar tanto que na primeira noite escondemos todo o nosso dinheiro mais depois descobrimos o real interesse, ele estava aprendendo português e queria apenas conversar. 
      Nesse mesmo dia ele nos levou para conhecer alguns lugares de Lima e fomos para Circuito Mágico del Agua, achei muito lindo foi um passeio pago mais nunca vi algo do tipo e já aproveitamos e compramos passagem para Huaraz pela empresa  por 80 Soles ônibus noturno.

      Dia 08/01/2018
      Nesse dia estava programado Conhecer Miraflores e ficar somente pela região e fazer um City tour, Não vou me cansar de falar que lugar incrível é Miraflores queria morar lá, uma pena é que nesse dia esta muita neblina
       

       
      Dia 09/01/2018
      Nesse dia fomos conhecer o centro de lima, fomos de ônibus mesmo utilizamos o “BRT” deles que por sinal funciona muito bem parece o metro. Achei muito bom o centro histórico lá consegui comer o melhor Ceviche e.
       Dica: Lima foi o Melhor lugar para comprar lembrancinhas tinha mais variedades e os melhores preços.
      Nesse dia a noite fomos para o Terminal porque iriamos para Huaraz, viagem noturna em um ônibus de muita qualidade, dormimos a noite toda, acho que o ônibus saiu por volta das 22 horas e chegamos no dia seguinte por volta das 7 da manhã. Não vi nada do caminho dormir a viagem toda como sempre rs.

       
       
      Dia 10/01/2018
      Cidade é muito fria, deveria esta por volta dos 10ºC cidade tem lindas montanhas coberta de Neve o que me impressionou muito já que nunca tinha visto algo do tipo.
      Como já tínhamos feito uma reserva pelo Booking  em um Hotel que não recomendo diga de passagem, fomos direto para o Hotel ja que nesse já tínhamos acetado  passeio para Glaciar Pastoruri, A van nos pegou por volta as 9 da manhã no hotel e retornamos por volta das 18hs, foram por volta de 3 horas para ir e 3 horas para voltar, viagem um pouco cansativo mais vale a pena.
      Serio a caminha pela trilha de onde a van deixa ete chegar no Glaciar é muito cansativo por conta da altitude e o frio e chuva gelo, tudo ao mesmo tempo

      Dia 11/01/2018
      O principal lugar que queria conhecer, Laguna 69 que lugar foda muito legal mesmo pena que extremamente cansativo.
      Saímos do hoste as 5 da manhã e foram por volta de 4 horas ate o lugar que se inicia a trilha, o caminho é repleto de belas paisagens montanha cachoeiras picos nevado. Iniciamos a trilha por volta das 9:30 e foram mais ou menos 2:40 de subida, quanto sofrimento, quanta falta de ar, quantas vezes pensei em desistir é muito cansativos mais em fim conseguimos chegar, todo o sofrimento valeu muito a pena e sem sombra de dúvida faria tudo novamente, sem palavras para esse lugar.

       
       Video da trilha 

      IMG_8222.MP4 Fotos
      Dia 12/01/2018
      Hora de se despedir de Huraz, nosso ônibus partiria as 15hs para Lima. Aqui tivemos nosso primeiro perrengue da viagem onde quase tivemos que retornar para o Brasil... Saímos do Hotel ao meio dias e fomos para o terminal esperar da o horário de ir embora, como nesse dia não tinha passeio programado e a cidade em sim não tem muita coisa, chegamos no terminal e despachamos nossa mochilas ficando somente com mochilas de ataques como faltava muito para a hora do nosso ônibus resolver andar para matar o tempo e comprar agua e algumas coisas para comer, já que assim que chegássemos em Lima iriamos direto para o Aeroporto onde passaríamos a noite já que nosso voo sairia para Cusco as 6 da manha.
      Andamos para cidade, compramos nossos lanhes bolachas e etc, quando chegamos no terminal cadê nossas mochilas???? Embarcaram em outro Ônibus para Lima nessa hora gelamos um dos profissionais da empresa trataram nosso problema com estremo desdém falou somente “Suas mochilas vão esta em Lima” foram a 8 horas mais agoniantes da vida, estávamos somente com a roupa do corpo sem nada mais, só nos restava esperar.
      Não tínhamos sono, fome ou sede somente preocupação em achar a (Judite e Gertrudes apelido carinhoso de nossas mochilas) e para fechar na poltrona de trás tinha uma criança do demônio que não para 1 minuto se quer, ficava empurrando o nosso banco.
      Chegamos em Lima outa surpresa  a Movil tours tem 3 terminais espalhado pela cidade e o ônibus que estávamos iria passar por 2, chegando no primeiro nossas bagagens não estava iriamos para o outro que ficava bem próximo chegando lá nossa bagagem também não estava e nesse momento não foi nos passado que tinha outro terminal, o Alan² nessa hora começou a fazer um barraco eu estava tão desanimado que sentei no chão do terminal e fui ver quantos tinha de dinheiro e oque o seguro viagem poderia ajuda para a volta pra casa já que ainda estamos no meio da viagem e não tinha como comprar roupa e ainda espera ate o dia 23/01 para o nosso retorno, um segurança muito bom amigo fazia de tudo para nos acalma e nos entender, oque o pessoal do terminal de Huaraz nãos nos deu apoio o de Lima ficaram de parabéns, localizaram a mochilas em outro terminal nessa hora confesso que bateu um emoção, porem o cara falou que o terminal fecha as 22hs e já era quase 23:30 ei foi hora de Desce do Salto Roda a baiana e mostrar oque o baiana tem... aprendi a falar espanhol fluente em 2 segundos, mostrei as passagens compradas de avião para Cusco as 6 da manha do dia seguinte e que não tinha como esperar ate as 6 para ir a rodoviária e que no o erro não foi nosso.
      Papo vai papo vem, decidiram nos levar de carro ate a outra rodoviária, juro que na hora que vi a Gertrudes e Judite bateu uma baita emoção e pude voltar a sonhar em conhecer Cusco e Machu Picchu S2
       
      Continua...
    • Por nnaomi
      Período: 24 a 26/10/2009
      Cidades: Paraty - Vila de Trindade
      A Vila de Trindade pertence à cidade de Paraty, porém enquanto o centro histórico preserva a arquitetura de época e fica devendo em matéria de praia, a pequena vila, embora com menos infra-estrutura, esbanja em natureza e praias lindas. Ficou conhecida como reduto e símbolo dos hippies e depois como destino dos aventureiros que ousavam percorrer a terrível estrada de terra, para acampar nas belas praias. A estrada era tão terrível que um morro foi nomeado como Deus Me Livre, tal era a dificuldade de passar por esse trecho, especialmente em épocas chuvosas. Atualmente a estrada asfaltada permite o acesso a pessoas não tão aventureiras e as casas dos pescadores viraram pousadas e bares simples, bem como mercearias, lojinhas e restaurantes foram abertos, aumentando a infra-estrutura do local. As praias são belíssimas e as trilhas ótimas para cansar o corpo, mas descansar a mente e encher os olhos.
       
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem.
       
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      A cidade
      A Vila de Trindade, pertencente à cidade de Paraty, fica situada na região conhecida como Costa Verde, no Rio de Janeiro. A cidade faz limite com as cidades de Angra dos Rei, Cunha e Ubatuba. Possui cerca de 33mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 928 Km². Apresenta clima tropical com temperatura média de 24 ºC.
    • Por Juliana Champi
      "At your own risk" será explicado no fim do relato! 
      POR ACASO... ÁFRICA DO SUL
      Essa viagem pela África do Sul nasceu Europa, mas foi alterada por motivo de força maior (R$, kk) e hoje venho contar nossa aventura pelo quarto continente em que pisamos (só falta a Oceania)!
      Digo que ela nasceu Europa pq nos planos originais eu e o marido viajaríamos para o leste Europeu... uma viagem romântica, no verão europeu (agosto) pra comemorar nossos 10 anos de casados! Nesta viagem nosso filho João não iria nos acompanhar, combinamos de viajar só nós dois a cada 5 anos, reedição da Lua de Mel.
      Ocorre que o preço das passagens para a Europa estava ridiculamente alto, e não costuma rolar promoção pra Eslovênia, rs. E eu, overplanning que sou, estava meio nervosa sabendo que faltava só seis meses pra agosto e eu ainda não tinha passagens nem pra onde ir.
      Cotei outros destinos da Europa... tudo caro! Eu tinha menos de 5k pra comprar duas passagens, rs. Aí comecei a cotar destinos aleatórios... Rússia... Austrália... África... e achei passagens em preços bons para a África do Sul! Não estavam em promoção, estavam com preço pagável, coisa de 2 mil e poucos cada, saindo de Londrina, pela Latam.
      Eu nunca compro passagem saindo de Londrina pq sempre fica muito mais caro... mas desta vez como encaixava na grana que eu tinha disponível, e considerando que é bem melhor comprar a passagem inteira unida, bati o martelo. “Marido... a Lua de Mel vai ser na África”. Eu estava radiante!
       
      POR ACASO... COMPANHEIROS!
      Antes de fechar as passagens pra AS, conversei com o filho. Tá certo que era pra ser só eu e Gui, mas fiquei com remorso de deixá-lo pra trás em um destino tão diferente. As perguntas dele foram: vai estar frio lá? (Sim) Vamos acordar cedo todo dia? (Sim) Vai ter internet? (Não sempre)... “então mamãe, não quero ir não”. Confirmei se ele tinha certeza... que provavelmente íamos fazer safáris... e mesmo assim ele não quis. Quem leu meu último relato (CEARÁ, abril de 2018) viu que ele reclamou muito do frio do Japão em dezembro do ano passado (2017) e pediu pra ficar um tempo indo só pra onde fosse calor e tivesse água, rs! Ai essa adolescência... paciência!
      Mas aí temos um casal de amigos do peito... e desde o ano passado estávamos pentelhando eles pra viajarem conosco este ano! Eu tinha dito pra eles ano passado que se topassem ir pra Itália este ano nós desistiríamos do leste europeu... mas como eles iam se casar no início deste ano e estavam segurando grana, não toparam. Depois de comprar nossas passagens eu mandei “Tata... vamos pra África com a gente! Vai ser Lua de Mel de vcs tb... a gente precisa dirigir juntas na mão inglesa no meio da savana...” (obs. Nós duas somos biólogas!)... e depois de enrolar uns 2 dias, Thais e Ezequiel iam com a gente! Que feliz!
       
      PLANEJAMENTO
      O casal de amigos mora em Curitiba, então nos falávamos pelo whatsapp, pessoalmente quando dava e montamos uma pasta compartilhada no Drive. Foi a primeira vez que eu tive ajuda pra montar uma viagem, pois geralmente me encarrego de montar sozinha! Adorei!
      Decidimos que dividiríamos a viagem de 22 de agosto a 7 de setembro (17 dias) em 3 locais: Joburg (22 a 26 de agosto), Kruger (26 a 30 de agosto) e Capetown (30 de agosto a 7 de setembro). Queríamos muito fazer a rota jardins, mas achamos que ficaria corrido e ela ficou pra próxima! Com as datas decididas pudemos começar a pesquisar passagens internas, hospedagens, locomoção e etc.
      Documentação: passaporte, certificado internacional de vacinação contra febre amarela e seguro viagem
      Além do passaporte, é necessário o certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Foi bem tranqüilo pegar, pelo site da ANVISA se preenche um pré-cadastro e na agência foi bem rapidinho pegar... cada cidade tem seu método.
      Embora não seja obrigatório, solicitamos seguro viagem do cartão de crédito (gratuito para platinum ou superiores). Não tenho coragem de viajar sem não, se seu cartão não oferece, procure comprar!
      Clima: inverno!
      Em agosto é inverno na AS, assim como no Brasil. É a melhor época para avistar baleias, mergulhar com tubarão e fazer safáris! E como a gente ama frio, achamos perfeito! Em Joburg pegamos dias ensolarados e noites frias, no Kruger idem, já em Capetown, o tempo muda a cada 5 minutos e faz vento com sol e chuva e frio e calor tudo ao mesmo tempo. Mais detalhes no relato da cidade.
      Deslocamentos internos: passagens aéreas internas e aluguel de carros
      Nossa passagem aérea foi multidestinos, chegamos por Joburg e saímos por Capetown, então tínhamos que decidir como ir de Joburg para o Kruger (26 de agosto), e como ir do Kruger para Capetown (30 de agosto).
      Depois de ler muita coisa e avaliar custos e liberdades, compramos passagem aérea pela empresa Mango (Lowcost da SAA) de Joburg para Capetown em 30 de agosto, e para o Kruger alugamos carro. Em Capetown tb alugamos carro pq não queríamos ficar dependendo de agências e queríamos andar muito pelos arredores! Então resumindo ficou assim:
      22 de agosto – aéreo Brasil para Joburg
      23-26 de agosto – a pé, de Uber e etc por Joburg
      26-30 de agosto – de carro de Joburg para o Kruger
      30 de agosto – de carro do Kruger para Joburg e aéreo para Capetown
      30 de agosto a 7 de setembro – de carro em Capetown
      7 de setembro – aéreo de volta pra casa.
      A passagem interna compramos direto pelo site da Mango (3200 rands para os 4, cerca de 200 reais por pessoa) e os carros alugamos na rentalcars. 110 dólares por 4 diárias em Joburg (Kia Rio automático na Bidvest Stnd – MUITO BOM) e 150 dólares por 8 diárias em Capetown (Ford Fiesta Ecoboost automático na Budget – MEIA BOCA).
      Sobre carros na AS: como alugamos os carros na rentalcars, site gringo, vem cobrado IOF. Diz que se alugar na rentacar, site nacional, não cobra, mas nem cheguei a ver. Outra coisa é que não coloquei nenhum adicional de seguro no site, e no balcão não odereceram nenhum outro seguro da empresa como de costume... e se vc tem um cartão platinum ou superior verifique se ele não oferece cobertura de seguro veicular. E por fim, preferimos gastar um pouco mais em carros automáticos pq ia ser a primeira vez que todos nós íamos dirigir na mão direita! Sobre a PID, há informações de que precisa e informações de que não precisa mas é bom ter. Pra não arriscar resolvemos fazer, até pq pretendemos usar de novo em breve. Mas não precisou.
      Devolvemos o primeiro carro muito sujo e com tanque pela metade, além de ter pedágios debitados... cobraram coisa de 50 dólares a mais no cartão. O segundo ainda não cobraram nada. Devolvemos limpo e com tanque cheio, e os pedágios foram pagos a parte.
      Mais detalhes sobre estradas, pedágios e direção na mão direita no relato de cada cidade.
      Hospedagens
      Muita pesquisa sobre melhores locais pra ficar depois, fechamos Joburg pelo Booking (hostel), no Kruger ficamos dentro do parque (detalhes no próximo tópico) e em Capetown pegamos uma casinha fofa pelo airbnb. Como sabíamos que a hospedagem dentro do Kruger ia ficar salgada, pegamos uma opção mega barata em Joburg, e deu tudo certo:
      Joburg: Westmoreland Lodge, quarto família (para 4) com banheiro privativo! 320 reais para 3 pernoites, que lindo! Cerca de 50 reais por casal por dia! Localização e internet ruim, mas por este preço valeu.
      Capetown: nossa casinha fofa, muito confortável e bem localizada, adoramos! Anfitrião super gente fina! Não foi baratinho, mas achamos um ótimo custo benefício! 2250 reais por 8 noites – 1125 reais por casal, o que dá uma média de 140 reais por casal por noite!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/8403731
      Gente, amo muito airbnb! Pra mim é como estar em casa, ter vizinhos, e ainda possibilita fazer algumas refeições em casa, ir ao mercado, e sentir mais o que é morar ali! Caso vc tenha vontade experimentar, faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima hospedagem:
      www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3
       
      Kruger National Park: hospedagem, games e self-drive
      Ai, que trabalho que deu esse Kruger. Tanto pras hospedagens quanto pras demais atividades! Mas antes, vamos introduzir o tema “Safari na África do Sul”!
      Informações gerais têm em milhões de blogs, não tivemos dificuldade em “nos situar”, mas fazer as escolhas é que pega! Existem muitas formas e locais para se fazer safáris na AS, vários parques privados e nacionais, vários tamanhos, vários preços. O Kruger National Park é o maior da AS, com uma estrutura gigante, e foi a nossa escolha. Mas tenha em mente que na região do Kruger tem várias reservas privadas que podem oferecer experiências mais “private”, como dirigir off-road pelas trilhas, safáris de luxo entre outros.
      Uma boa opção, me pareceu, pra quem não tem dias suficientes para se deslocar até o Kruger, que fica a umas 5-6h de Joburg de carro (tb tem opções de aeroportos próximos), é o Parque Pilanesberg, bem menor, mas bem mais próximo de Joburg. Tenho amigos que fizeram safáris guiados por lá e gostaram muito, só não sei se tem opção de self-drive.
      Se a sua viagem não inclui Joburg, próximo a Porto Elizabeth, pra quem vai fazer a rota jardins, tem o Addo Elephant Park que tb é muito bem recomendado! Opções é o que não falta!
      O site abaixo é o site oficial de todos os parques nacionais da AS, mas já adianto que é um pouco confuso!
      https://www.sanparks.org/
      Mas, como já disse, escolhemos o Kruger! E escolhemos ficar dentro dele! Lemos muito sobre os tipos de acomodação, a localização dos camps, as regras do parque e tínhamos decidido alugar a opção “family cottage”, casinha para 4 pessoas, em 2 camps diferentes, um no sul e um próximo ao centro do parque! Só que quando fomos fechar as opções de campings escolhidos já estavam esgotadas 4 meses antes da viagem!!
      Apesar de imenso, muita coisa esgota rápido e com bastante antecedência, então não marque bobeira! Depois de reavaliar tudo pegamos 2 bangalôs para duas pessoas cada nos camps de Skukusa (sul) e Letaba (centro-norte). O preço ficou mais ou menos o mesmo da “family cottage”, mas quem disse que a gente conseguia reservar pelo site? Dava erro. Pedimos ajuda do suporte e já pedimos pra incluir todas as taxas de entrada e conservação aplicáveis, e no fim das contas deu cerca de 2000,00 reais por casal para 4 dias. Salgadinho né? Achei... mas enfim.
      Eles mandaram a “carta de reserva” e depois de mais alguns erros conseguimos pagar, mas foi cobrado duas vezes no cartão e tivemos que ligar lá no Parque (pelo skype!)... depois de alguma demora tudo resolvido!
      *Sobre as taxas: tem taxa de permanência diária, taxa de permanência do carro, taxa de tudo quanto é coisa, só de taxa foi mais de 1000 reais desse total de 4000 para todos!
      *Sobre os camps: tem vários, vc vai ter que entrar no site, olhar no mapa e ver as características de cada um. O parque é mais “movimentado” ao sul, e o Skukusa é o maior e melhor estruturado... se vc quiser algo mais exclusivo fuja dele. Ao norte tudo fica mais vazio, inclusive tem menos bicho dizem... então é avaliar o gosto de cada um. Quando se verifica a distância entre um camp e outro parece pouco, mas como a velocidade é limitada a 50km/h, 150km podem levar muitas horas. Além do que enquanto vc se desloca dentro do parque vc vai parando pra ver tudo né!
      Pra quem quer baratear um pouco, dá pra ficar fora do parque, há opções de hospedagem mais em conta. A parte ruim é que não se pode fazer as atividades que começam antes de abrirem e depois de fecharem os portões, limitando um pouco a experiência.
      *Sobre os games: independente de ficar dentro ou fora do parque, vc tem a opção de fazer os games guiados ou por conta. Nós, dentro do parque, resolvemos fazer dos dois.
      Com alguma dificuldade e novamente tendo que solicitar ajuda do suporte já que não conseguíamos fechar direto pelo site, decidimos por 4 games: night drive (dia 26/08), sunrise drive (dia 27/08), morning walking e sunset drive (ambos dia 29 de agosto). Tínhamos outras opções antes destas mas algumas atividades no Skukusa já estavam esgotadas faltando dois meses! Mais uma vez, atenção aos prazos!
      Vantagens dos games guiados: carros abertos, experiência dos guias, liberdade para fotografar, conhecimento. Desvantagem: preço, embora não sejam caros... os drives são cerca de 75 reais e o walking cerca de 125 por pessoa.
      Vantagens do self-drive: liberdade de ir onde quiser (desde que se mantenha nos locais pré-estabelecidos), frio na barriga, baixo custo. Desvantagens: vc não sabe onde estão os bichos, é bom seguir os carros guiados, e só pode andar das 6h da manhã as 18h.
      O relato de como foi a nossa experiência com os games guiados e os self-drives está no texto por cidade.
      O que comprar antes
      Verificamos que algumas coisas poderiam se esgotar antes da nossa chegada, mas não queríamos ficar amarrando tudo antes de ir! Dentre todas as atividades, destacam-se o passeio por Robben Island em Capetown e o mergulho com tubarão em Gansbaai.
      *Robben Island: é difícil comprar esta atividade pro próprio dia, mas é possível comprar pro dia seguinte, tanto presencialmente no V&A Waterfont, de onde saem os barcos, quanto pelo site. Não é necessário apresentar o voucher impresso. Deixamos pra comprar lá na véspera, deu xerto.
      *Mergulho com tubarão: pode arriscar reservar lá ou comprar antes. O preço por pessoa é cerca de 150 dólares, bem caro... mas em poucos lugares do mundo vc pode ter esta experiência. Fizemos uma super avaliação de empresas que oferecem o passeio e acabamos deixando pra fechar lá. Um casal fez, outro não, mais detalhes em Capetown.
      Internet
      Chip local comprado na chegada em Joburg com pacote de dados de 5GB (500 rands) roteado nos 4 celulares com foco em deslocamentos, mas usamos muito já que a internet do hostel era ruim. Em Capetown compramos mais 3GB (150 rands). E como nos separamos um dia acabamos comprando um outro chip com 1GB de internet, mais 150 rands. Total internet 800 rands, cerca de 200 reais, 100 reais por casal.
      Money... que é good nóis num have!
      Levamos 2000 dólares por casal e cartão de crédito para eventuais despesas extras.
      Para efeito de conversão, tome-se que 1 real = 3,50 rands (já descontados taxas e tarifas de conversões)
      Trocamos dinheiro duas vezes, uma no aeroporto de Joburg que cobrou taxas absurdas e uma em um shopping de Capetown que foi mais honesto.
      Como apertamos bastante o orçamento em Joburg, acabou sobrando 500 dólares de cada casal. No cartão foram pagos a subida da Table Montain que é carinha, as entradas da Robben Island que compramos pela internet na véspera, UBER em Joburg e a Tata e Eze pagaram parte do mergulho com os tubas!
      Arrumando malas
      Tínhamos franquia de 23k por passageiro na internacional pela Latam e 20k por passageiro na Mango, então não tivemos problemas com peso pq gostamos de viajar leves! Mas era inverno... levamos roupas de frio e impermeáveis. Para os safáris pedem roupas de cores neutras e é bom ter calçado impermeável pq pode molhar.
      Chegou a hora!
      Embarcamos em Londrina com destino a Guarulhos, onde encontraríamos nossos parceiros de viagem, e pontualmente às 17:55, horário de Brasília, decolamos em direção à mamaafrica! (FOTO 1)

      FOTO 1: os viajantes - eu, marido Gui e amigos Thais e Ezequiel!
       
      CONTINUA...
  • Seja [email protected] ao Mochileiros.com

    Faça parte da maior comunidade de mochileiros e viajantes independentes do Brasil! O cadastro é fácil e rápido! 😉 

×