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86daniel

Férias no Peru - Outubro de 2017

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Este relato é sobre a viagem ao Peru que fiz com minha esposa entre os dias 17 e 29 de outubro de 2017 e o principal objetivo ao compartilhá-lo é poder auxiliar os leitores que desejam um dia visitar este encantador País.

Visitamos as regiões de Cusco, Machu Picchu, Huaraz, Ica, Paracas e Lima e ainda faltou no roteiro tantas cidades interessantes.

Compramos antecipadamente as passagens de avião, deslocamentos de ônibus entre as cidades, os ingressos para Machu Picchu e Huayna Picchu, as passagens de trem para Águas Calientes e fizemos todas as reservas de pousadas e hostels através do site Booking.com.

 

17/10/17 – São Paulo x Lima x Cusco

Saímos de São Paulo – Brasil com destino a Lima - Peru no voo da LATAM as 9h00, a duração desta viagem de avião é de 5h05, mas como o Peru possui 2 horas de diferença de fuso horário e devido ao horário de verão no Brasil, pousamos em Lima às 11h05 (horário local). 

- Passagem aérea ida e volta SP x Lima x Cusco e taxas por pessoa: R$ 1750,00

 

Desembarcamos, passamos rapidamente pela imigração e fomos buscar as bagagens, nosso próximo voo era de Lima para Cusco às 13h40. Uma observação importante é que no aeroporto de Lima é necessário retirar as malas, sair do aeroporto e entrar novamente pelo acesso de voos nacionais.

 Enquanto esperávamos pelo horário de embarque almoçamos no aeroporto de lima no Mc Donald’s.

- 40,50 soles por 2 combos.

 

As 15h00, desembarcamos em Cusco, pegamos as bagagens novamente e fomos em busca de um taxi para ir até a pousada que havíamos reservado (6km de distância do aeroporto e 25 minutos).

Dentro do aeroporto os taxistas credenciados nos cobraram 40 soles pelo transporte, mas decidimos andar um pouco mais e assim que cruzamos a porta do aeroporto, no estacionamento mesmo, encontramos um taxista que nos ofereceu o serviço pela metade do preço, 20 soles.

O trânsito na cidade não estava muito ruim e o deslocamento até a pousada foi rápido.

Fizemos o check-in na La Posada Del Viajero, no centro de Cusco - Endereço: Santa Catalina Ancha, 366 - bem atrás da Catedral da Plaza de armas, na parte plana da cidade.

-       2 diárias quarto exclusivo com banheiro privativo: 327 soles

 

A pousada fica no fundo de uma viela e é muito bem estruturada. Possui quartos compartilhados sem banheiro privativo e quartos exclusivos com banheiro. Todos os funcionários da pousada foram muito atenciosos e nos deram muitas dicas de Cusco.

Deixamos as malas no quarto, tomamos o famoso chá de coca oferecido na recepção do hotel para ajudar a minimizar os efeitos da altitude, já que Cusco está a 3400 metros acima do nível do mar, e fomos conhecer a cidade.

Passamos pela Plaza de Armas, tiramos algumas fotos do chafariz, da estátua dourada, da Catedral Sagrada Família e seguimos descendo a principal avenida da cidade, Av El Sol, em busca de um local para trocar reais por soles, a moeda local do Peru. A tarefa não foi nada difícil, já que praticamente em cada porta de comércio que se olha encontra-se uma placa de câmbio.

Pesquismos a cotação do real em uns 5 lugares, mas como a variação é bem pequena,

acabamos fechando em uma papelaria que estava com a taxa: 0,945. Ou seja, um pouco menos que 1 real. Dessa forma, conseguimos quase a mesma quantidade de dinheiro em soles que em reais.

 

Entramos em alguns centros artesanais e a Karina logo comprou um poncho por 58 soles.

Fomos então fechar o passeio que gostaríamos de fazer no dia seguinte. Existem muitas agências que oferecem passeios em Cusco e os preços variam bastante, vale a pena comparar e entender bem as diferenças, como número de pessoas do grupo, almoço, horário de saída e retorno, entre outras.

 

Jantamos na Trattoria Adriano - Endereço: Av El Sol, 102.

- Pizza 8 pedaços (pequena e massa fina)

- 1 coca vidro pequena

- 1 cerveja cusquenha pequena

- 1 sorvete banana split

Total: 60 soles

No retorno a pousada paramos no mercado e compramos uma água de 2,5l por 3 soles.

 

18/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado Sul – Moray e Maras 

Acordamos as 7h00, tomamos um bom café da manhã na pousada (3 tipos de suco, pão, manteiga, geleia, cereais, café com leite e frutas) e esperamos na porta da pousada no horário combinado pelo transfer do passeio.

Na noite anterior fechamos, na agência Puma Peru Expedition, o passeio para Maras e Moray com 2 quadriciclos por 170 soles no total com saída as 8h00 e retorno as 15h00.

Esperamos na portaria da pousada por mais de 20 minutos e por volta de 8h25 uma menina nos encontrou. Fomos a seguindo, a pé, por algumas ruas até embarcar em uma van que estava descendo a rua.

Na van conhecemos os demais integrantes do grupo, que era bem pequeno, nós dois e outros dois rapazes jovens, um canadense e outro britânico.

 

Seguimos de van por pouco mais de meia hora até uma fazenda onde estavam estacionados os quadriciclos.

Ao chegar, o guia e alguns ajudantes nos passaram as instruções, preenchemos uma folha com nossos dados, deixamos os documentos, pegamos os capacetes e luvas e andamos algumas voltas em uma pequena pista circular para nos ambientar com os quadriciclos.

Os quadriciclos eram grandes, potentes e bem conservados.

Após os testes, seguimos o guia dirigindo em fila única, por estradas de terra, sentido Moray.

 

Em pouco mais de 40 minutos chegamos a Moray, compramos os boletos turísticos e entramos.

Há duas opções para o acesso aos principais pontos turísticos de Cusco: Boleto Parcial  no valor de 70 soles por pessoa, válido por 2 dias ou o Boleto Total no valor de 130 soles por pessoa, válido por até uma semana. Ambos opções dão direito a entrada nas principais ruínas do Valle Sagrado(Pisaq/ Ollantaytambo/ Chinchero / Moray) e em mais algumas atrações na cidade de Cusco. Como iríamos ficar apenas dois dias em Cusco optamos pelo boleto parcial.

O Boleto turístico pode ser comprado durante os passeios ou no escritório de turismo de Cusco na Av. El Sol, 103.

 

Ficamos somente 15 minutos em Moray, porém tempo suficiente para tirar algumas fotos e ouvir algumas explicações do guia sobre o local. 

Seguimos então novamente pilotando os quadriciclos rumo a Maras.

Para acessar as salinas é necessário a compra de um ingresso no valor de 10 soles por pessoa.

 

O guia nos informou que nossa visita ali duraria uns 40 minutos, nos deu algumas explicações e nos deixou livres para circular pelo local.

Em Maras existem bastantes coisas interessantes a venda, inclusive artesanatos feitos com sal, além do próprio sal produzido lá para consumo.

Retornamos de quadriciclo a fazenda, pegamos a van e voltamos a Cusco, chegando ao Centro por volta de 15h00.

Almoçamos no restaurante Emperador Pizzeria – Endereço: Calle Escribanos 177 – Plaza Regocijo.

Comemos o menu do dia, que veio com uma entrada (4 nachos e pate de guacamole), sopa, e o prato principal, frango empanado, arroz e batatas e 1 copo de limonada por 15 soles por pessoa, totalizando 30 soles.

 

Após o almoço visitamos o Museu Inka – Endereço: Rua Cuesta el Almirante,103 – Centro -  na rua esquerda a catedral da Plaza Central.

Na entrada do museu tiramos fotos com uma lhama que estava com uma peruana e pedia apenas uma “propina” em troca.

A entrada do museu custa 10 soles por pessoa e não é permitido tirar fotos em seu interior.

O museu é bem pequeno, porém interessante para aprender um pouco mais da cultura e história local. Destaque para os crânios na última sala do museu.

 

Saindo do Museu fomos ao Centro Artesanal de Cusco que fica na última quadra da avenida El Sol, cruzamento da avenida Tullumayo.

O mercado fica abrigado em um grande galpão, repleto de barracas, disponibiliza ainda uma variada praça de alimentação e possui artesanatos de várias regiões do Peru e os preços são um pouco mais baratos que o famoso Mercado San Pedro. 

Compramos um presépio de pedra bem bonito por 10 soles.

 

A noite fomos jantar novamente na Trattoria Adriano

- Lasagna: 26 soles

- Fetuccini Alfredo: 26soles

- 2 Coca-Cola 500ml: 12 soles

Total: 64 soles

 

Tomamos sorvete em uma cafeteria na Av El Sol que não recordamos o nome: 10 soles por 2 bolas.

Fechamos na agência Moshinaga Travel Agency o passeio para o dia seguinte – Vale Sagrado por 45 soles por pessoa com almoço incluso.

Decidimos fechar este passeio em uma agência diferente da anterior pois não havíamos gostado muito da explicações do guia anterior, além do preço nesta nova agência ser um pouco inferior.

  

19/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado e Águas Calientes

Tomamos novamente café da manhã na pousada e deixamos as malas guardadas no depósito da pousada, uma vez, que iríamos dormir a próxima noite em Águas Calientes, para visitar Machu Picchu no dia posterior, retornando a Cusco somente na sequência.

 

Fomos até a agência como combinado às 8h00. Aguardamos novamente quase meia hora até que uma menina nos encontrou e pediu que a seguimos.

Desta vez andamos bastante, uns 25min, a pé dentro de Cusco até chegar ao ônibus que estava estacionado em um posto de combustível.

O ônibus era grande e o grupo de turistas era de mais ou menos 20 pessoas.

Por volta de 9h00 saímos com destino ao Vale Sagrado.

 

A primeira parada, depois de pouco mais de meia hora de estrada, e 50km de Cusco, foi no mercado artesanal de Calca, ficamos lá por cerca de 25 minutos. O mercado nada mais é do que várias tendas a céu aberto com vários itens artesanais. Destaque para as facas feitas com resina com rostos macabros e a dupla de bois que são colocados no topo das casas da região para proteção.

 - Banheiro 1 sole

 

Próxima parada foi Pisac, cidade que fica a 33 km de Cusco.

Antes de acessar o sítio arqueológico, paramos em uma portaria para quem não possuísse o boleto turístico o comprar. Como já o possuímos, bastou o apresentá-lo.

 

O ônibus estacionou, subimos todos juntos a pé até a parte principal do sítio e o guia fez uma breve  explicação sobre o lugar.

Falou sobre os motivos daquela construção, que data do ano de 1480, ter sido feita ali, entre elas abalos sísmicos, estudo da astronomia, agricultura, clima , entre outros.

Explicou sobre as 1500 catacumbas que existem encravadas na montanha.

Comentou que os Incas cultivavam ali, nos terraços agrícolas, mais de 4000 tipos de batatas, 800 tipos de milho, entre muitas outras coisas.

 

Na sequência combinou um local de encontro para o grupo e nos deu 30 minutos livre para explorarmos o local. Subimos ao topo do centro arqueológico, tiramos muitas fotos e descemos pois já era tempo de encontrar o grupo.

Ficamos em Pisac por volta de 1 hora no total.

 

Na sequência o ônibus parou no mercado artesanato e joias em Pisac.

Conhecemos uma fábrica de joias, onde aprendemos as diferentes tipos de pratas e a diferenciar pratarias verdadeiras e falsas.

Ficamos lá por 25 minutos.

Este mercado possui banheiro e não é necessário pagar.

Karina comprou um pingente de prata e pedra azul por 45 soles.

 

Seguimos então com destino a Urubamba para almoçar.

Após 1 hora de viagem chegamos ao restaurante Paqharina, um local muito bonito com buffet de comida a vontade, bastante variedade (saladas, carne de alpaca, frango, peixe, macarrão, arroz, lentilha, milhos, batatas, sobremesas) e tudo muito gostoso.

O guia nos avisou que teríamos 45 minutos para o almoço, tempo suficiente.

 

Após o almoço nos deslocamos de ônibus por 30 minutos a Ollantaytambo, mais uma obra monumental da arquitetura Inca que constituiu um complexo militarreligioso, administrativo e agrícola.

O local é repleto de gigantes pedras com lados, ângulos e volumes bem diferentes. O acesso ao atrativo está incluído no boleto turístico.

Destaque para o Templo do Sol, impressionante conjunto arquitetônico, já bem destruído pela ação do tempo e dos exploradores espanhóis. A parede principal é formada por 6 enormes pedras com muitos ângulos e que se encaixam com enorme precisão.

Ficamos em Ollantaytambo pouco menos de 1 hora.

 

Seguimos então, de mototáxi, que são motos com uma cabine atrás que comportam até duas pessoas, em direção a estação de trem de Ollantaytambo, onde iríamos pegar o trem da Inca Rail com destino a Águas Calientes as 16h36 (importate chegar na estação com pelo menos 30 minutos de antecedência)

O trajeto até a estação durou 5 minutos e pagamos 3 soles.

O trajeto de trem de Ollantaytambo até Águas Calientes, também hoje conhecida como Machu Picchu Pueblo, é feito somente por 2 empresas: Inca Rail e Peru Rail, ambas possuem ofertas de transporte em vagões com vários estilos e preços.

Escolhemos a Inca Rail pelo horário oferecidos e pagamos 64 dólares por pessoa na classe executiva.

 

A viagem de trem durou 1h30 e durante o trajeto nos serviram 1 snack e uma bebida a escolha, quente ou gelada.

Eu escolhi Soda Andina (suco de limão, angostura, ginger ale, com fatias de gengibre e uma estrela de anis) e a Karina escolheu café com leite.

A classe executiva do trem da Inca Rail possui janelas bem grandes, inclusive no teto e a vista em volta é maravilhosa.

Passamos por um vale cercado de montanhas com picos nevados e no final da viagem parece que estamos passando por dentro da selva, árvores altas dos dois lados, seguindo o rio Urubamba ao lado esquerdo.

 

Chegando na estação de Águas Calientes fomos recepcionados por uma funcionária do hotel que havíamos reservado no Booking.

O Hotel chama-se El Tambo MachuPicchu e fica bem no centro cidade, a uns 5 minutos a pé da estação.

Pagamos 115 soles por uma diária e o hotel atendeu as nossas expectativas para um bom banho e uma noite de sono confortável.

 

Fizemos o check-in no hotel, fomos conhecer a cidadezinha, comprar as passagens de ida e volta de ônibus a Machu Picchu e jantar.

As passagens do ônibus são compradas no quiosque da Consettur, em baixo da ponte sobre o rio que corta a cidade, bem fácil de achar, e a subida e descida de microônibus nos custou 24 dólares por pessoa.

 

Após entrar em alguns restaurantes e não gostar muito dos preços decidimos parar em um na rua em frente a linha do trem e pedir lanches.

- 2 cheeseburguers com ovo : 44 soles

- 1 cerveja cusquenã trigo grande : 16 soles

- 1 coca de 500ml : 8 soles

            - Taxa deserviço: 14 soles

Total: 82soles

 

Infelizmente não lembramos o nome do restaurante, mas não o recomendamos pois o atendimento foi péssimo, a comida demorou muito para chegar e a carne do hambúrguer era bem ruim.

Na volta compramos uma água de 2,5l no mercado na rua do hotel por 5 soles.

  

20/10/17 – Machu Picchu – Cidade perdida dos Incas

Acordamos bem cedo, às 3h50, para ficar na fila do ônibus que começa a subir a Machu Picchu à partir das 5h30.

Como era bem cedo, o hotel ainda não estava servindo o café da manhã, mas combinamos o horário que sairíamos na noite anterior com a funcionária do hotel e eles nos deixaram um kit de lanche, com pão, suco e fruta.

Chegamos na fila do ônibus para subir Machu Picchu as 4h20. A fila já estava enorme, uns 120 metros e mais de 200 pessoas.

Fui perguntar ao primeiro da fila e ele me falou que chegou lá por volta de 3h00.

Apesar do nosso lugar atrás na fila vários ônibus surgiram, as pessoas foram subindo em ordem e entramos rapidamente as 5h40.

 

Chegamos a portaria as 6h05, pegamos mais uma fila até a catraca, mas logo já conseguimos entrar.

Subimos então andando rapidamente diretamente a parte alta para ter a vista de Machu Picchu com poucos turistas.

Ao chegarmos em um ponto bem alto olhamos para baixo e vista era espetacular, praticamente não existiam nuvens cobrindo as construções.

 

Deixei a GoPro posicionada estrategicamente tirando fotos automaticamente a cada 10 segundos para posteriormente fazer Time Lapse.

Tiramos então algumas fotos com a câmera e o celular e em questão de 15 minutos muitas nuvens cobriram a vista e não enxergávamos absolutamente mais nada abaixo.

Aguardamos uns 15min e as nuvens se dispersaram, deixando a vista maravilhosa novamente.

Exploramos bem a parte alta e seguimos em direção a parte baixa.

Dica preciosa: Leve repelente, algumas pessoas estavam com muitas mordidas de mosquitos nas pernas e braços.

 

Tive então que percorrer rapidamente toda a parte baixa e voltar a portaria pois precisava usar o banheiro que encontra-se fora do parque, paguei 2 soles. 

Apresentei novamente o ingresso e o passaporte na entrada e fui informado que seria minha última entrada permitida.

 

Fomos então novamente ao final da parte baixa pois iríamos subir a montanha Huayna Picchu.

Havíamos comprado o ingresso a esta montanha juntamente com o ingresso do parque Machu Picchu 3 meses antes da viagem. Muito importante comprar o ingresso com bastante antecedência pois o acesso a montanha Huayna Picchu é restrito a 200 pessoas no horário das 7 às 8h e outras 200 pessoas das 10 às 11h.

O ingresso de Machu Picchu e Huayna Picchu por pessoa nos custou 200 soles e mais 8 soles de taxa do site oficial do Ministério da Cultura do Peru. Somente este site é confiável para a compra dos ingressos.

Optamos pelo segundo horário e demoramos pouco menos de 2 horas pra subir e 40 min pra descer a montanha. A subida tem um grau de dificuldade bem difícil, devido sua altitude máxima: 2720m, sua grande inclinação e as suas estreitas escadas de pedra com antigos cabos de aço para apoio.

No topo da montanha encontramos uma placa com a indicação de uma trilha que vai até a Gran Caverna. Não a fizemos por falta de tempo, pois a placa indicava 1h30 de duração para ida e mais 1h30 para volta. Pesquisando posteriormente descobri que a Gran Caverna é conhecida como o Templo da Lua, uma estrutura enigmática e que ainda é um dos grandes mistérios da cidade Inca.

 

Na descida da montanha foi quando torci meu pé direito, fiquei preocupado com a máquina fotográfica que estava pendurada no pescoço e que a todo momento balançava e passava raspando da encosta da montanha, me descuidei por um momento com os desníveis do chão e pisei em falso, virando o pé.

Deveria ter guardado a câmera em segurança na mochila antes de iniciar a descida para ficar com as 2 mãos livres e sem distração.

 

Por volta de 13h00 acabamos o passeio em Machu Picchu e entramos na fila do ônibus para retornar a Águas Calientes. 

Na saída do parque, no centro de informações é possível carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, sem nenhum custo.

É claro, que esquecemos...

 

Esperamos 45 minutos na fila até entrar no ônibus e mais 30 minutos até chegar a Águas Calientes.

 

Fomos então diretamente a estação de trem pois havíamos comprado as passagens de Águas Calientes à Poroy às 16h12, novamente com a Inca Rail.

- pagamos 90 dólares por pessoa na classe executiva.

 

Devido a problemas no trem da empresa Peru Rail só conseguimos embarcar em nosso trem com 30 minutos de atraso.

A viagem de trem do retorno foi mais demorada que a do dia anterior pois o trajeto é um pouco maior, demoramos 3h30 e chegamos a Poroy às 20h20.

 

Desembarcamos, estávamos em busca de um táxi até Cusco, até que encontramos um outro casal de brasileiros que tinham o mesmo destino e topavam dividir o transporte conosco.

Pagamos 10 soles por pessoa, totalizando 40 soles.

 

O taxi nos deixou no mesmo hotel em que havíamos deixado nossas malas no dia anterior pela manhã.

Neste momento a dor em meu tornozelo havia piorado muito e eu mal conseguia apoiar o pé no chão, por este motivo, e pelo cansaço do dia, decidimos solicitar entrega de comida no hotel.

A recepcionista do Hotel, muito solicita, nos recomendou a Pizzeria Marengo, nos ajudou com o pedido e conseguiu um pouco de gelo para eu colocar no pé.

- Pizza tamanho individual: 21soles

- Lasanha grande: 21soles

- Entrega 5 soles

Total: 47 soles

 

Compramos também duas coca colas de 500ml no próprio Hotel.

A pizza e a lasanha eram bem grandes para 1 pessoa e estavam muito gostosas.

 

Após fazer gelo, tomei um anti-inflamatório e um analgésico e fomos dormir.

 

21/10/17 – Cusco x Lima x Huaraz 

Na manhã seguinte, meu tornozelo estava um pouco menos inchado e doendo menos.

Tomamos o café da manhã no hotel e fizemos o check-out. 

- Hotel Cusco 1 diária: 164 soles

 

Já tínhamos combinado na noite anterior com o taxista que nos trouxe de Poroy o transporte as 7h10 para o aeroporto por 20 soles.

O senhor muito simpático chegou com 10 minutos de antecedência em nosso hotel.

 

Chegando ao aeroporto percebemos que havíamos esquecido os 2 carregadores e baterias da máquina fotográfica e GoPro nas tomadas do quarto.

Fizemos o Checkin na companhia aérea e faltava somente 20 minutos para o início do horário de embarque.

Tentamos então ligar para o hotel de um telefone público de dentro do aeroporto, mas não conseguimos.

Pedimos ajuda a um segurança do aeroporto, ele tentou usar o telefone e também não conseguiu, pegou então seu celular e discou para o hotel.

Explicamos rapidamente o ocorrido e a recepcionista se dispôs a envia-los rapidamente através de um taxista.

Passados 30 minutos, ou seja, 10 minutos após o horário de início do embarque o taxista apareceu em frente ao portão 2 com um saco plástico na mão.

Pagamos os 15 soles combinados e saímos correndo em direção ao embarque.

É claro que o portão de embarque estava vazio e o avião já estava lotado de passageiros, fomos os últimos a entrar no avião. Mas estávamos com os carregadores e baterias.

 

Pousamos em Lima as 9h55.

 

Pegamos as bagagens e saímos do aeroporto para pegarmos o táxi com destino a Plaza Norte, onde iríamos embarcar de ônibus rumo a Huaraz, no norte do Peru.

Negociamos com o taxista e fechamos o transporte por 20 soles. Os taxistas dentro do aeroporto cobravam o dobro deste valor e a caminhada até o portão do aeroporto é de 5 minutos. 

Fizemos o check-in e deixamos as malas na empresa de ônibus, Oltursa, que havíamos comprado as passagens para Huaraz.

 

            - Deslocamento ônibus Lima x Huaraz: R$94,00

 

Almoçamos no shopping Plaza Lima Norte, ao lado da rodoviária, no restaurante Don Buffet – por quilo 

            - 2 pratos de comida : 27 soles

            - Suco: 8 soles

Total: 35 soles

 

Na hora de embarcar tivemos que pagar uma tarifa que desconhecíamos para acesso ao Gran Terminal Terrestre: 4 soles por pessoa

 

Ao entrar no ônibus percebemos então que eu havia comprado as poltronas erradas. Como a viagem de Lima a Huaraz dura cerca de 7h30, a faríamos durante o dia, as vistas são bem bonitas e o ônibus possui dois andares, minha intenção era comprar as primeiras poltronas do andar superior. Porém, me confundi e acabei comprando as primeiras do andar inferior, que inclusive eram mais confortáveis.

 

O ônibus era bem confortável, possuía banheiro no andar inferior e superior, mas o wifi era bem ruim.

 

Chegamos em Huaraz as 21h00. Retiramos as bagagens e caminhamos por 5 minutos a pé até o Hostel que havíamos reservado – Akilpo – Endereço: Antonio Raymondi 510.

O hotel estava cheio de gringos de vários países diferentes, só não encontramos brasileiros.

Segundo o recepcionista do hotel os brasileiros vão somente para Machu Picchu e Cusco.

 

Fizemos o check-in, tomamos banho e fomos correndo ao mercado comprar o jantar e coisas para o café da manhã. Sorte que corremos pois ao entrarmos no mercado, poucos minutos antes das 22h00, as portas fecharam.

            - compras mercado : 14 soles

 

Voltamos ao Hostel, cozinhamos e comemos miojo na cozinha comunitária.

 

Ficamos conversando com uma menina, bem simpática, da Bélgica que estava de viagem pela América do Sul e na semana seguinte iria para o Rio de Janeiro encontrar seu namorado.

Ela nos perguntou sobre a violência no Rio e lhe demos algumas dicas.

 

22/10/17 - Huaraz

Tomamos café da manhã, fomos conhecer a Plaza de Armas de Huaraz e tentar comprar os passeios nas agências.

Depois de ver a cidade praticamente deserta e cheia de policiais na rua, perguntamos o motivo e descobrimos que se tratava do dia de Censo Nacional na cidade e por este motivo as pessoas não poderiam sair de suas casas das 8h00 as 17h00 para responder à perguntas, sujeitas a multas e até prisão.

Só víamos alguns comércios abertos, onde a população morava em cima.

 

Fechamos então os passeios na única agência que encontramos aberta: Turismo Perudiamonds – Endereço: Av. Luzuriaga, 618.

Se fossemos fazer 1 passeio com eles o valor seria 40 soles por pessoa, se fossem 2 passeios ficava 35 soles cada por pessoa e caso fossem 3 passeios ficaria em 30 soles cada por pessoa.

Fechamos então 3 dias de passeios, totalizando 180 soles para duas pessoas.

-       Passeio Glaciar Pastoruri: 30 soles por pessoa.

-       Passeio Ruínas de Chavin de Huantar: 30 soles por pessoa.

-       Passeio Laguna 69: 30 soles por pessoa.

 

Uma observação é que gostaríamos de fazer o passeio das Ruínas de Chavin de Huantar na segunda-feira. Entretanto, ficamos sabendo que este local fica fechado as segundas-feiras para manutenção.

 

Encontramos também uma vendinha aberta e aproveitamos para comprar algumas coisas para fazer o almoço: macarrão, molho, presunto, ovo, suco, água, gastamos 18 soles.

Voltamos para o hostel e a Karina fez um macarrão muito gostoso.

 

Após o almoço, por recomendação do vendedor da agência saímos para tentar ir até as ruínas de Willcahuain. Segundo ele a caminhada de ida duraria 45 minutos. Porém, devido a informações desencontradas a respeito da direção das ruínas, de várias pessoas da cidade, inclusive policiais, e a falta de táxi na cidade desistimos da visita.  

Voltamos ao Hostel e cochilamos por 2 horas. 

Acordamos e estava chovendo bastante, mas mesmo assim saímos para jantar e comprar coisas para o café da manhã e lanches para o passeio do dia seguinte, já que não pararíamos em nenhum restaurante para almoçar.

 

Jantamos no Restaurante Don Vito – Endereço: Av. Luzuriaga, 483

- ¼ Pollo a la Brasa (A la pobre): 19 soles

- ¼ Pollo a la Brasa (Arrocero): 16 soles

- Coca 1 litro: 7 soles

Total: 42 soles

 

Compras Mercado: café da manha, snacks, lanches, chocolates e água – 62,80 soles

 

23/10/17 – Glaciar Pastoruri

Acordamos as 7h15, tomamos café da manhã, preparamos os lanches para o almoço e seguimos rumo à agência pois nosso passeio ao Glaciar Pastoruri iniciaria as 9h00.

 

No centro da cidade embarcamos em uma van e após pouco mais de 2 horas e 70km chegamos a entrada do Parque Nacional de Huascarán. A entrada do parque custa 10 soles por dia por pessoa.

Durante o trajeto o guia fez muitas explicações sobre o que deveríamos fazer para evitar problemas com a altitude, já que o Glaciar está a mais de 5000 metros de altitude. Entre as recomendações, caminhar lentamente, respirar e expirar de forma completa e não parar para descansar por muito tempo durante a caminhada.

Também aprendemos que a população que nasceu e vive na região andina não sofre com o mal de altitude pois possui adaptações biológicas, tendo pulmões, intestino e outros órgãos de tamanho superior.

 

Percorremos de van uma estrada sinuosa e estreitas onde as paisagens eram muito bonitas, com montanhas cobertas por neve ao fundo. 

Fizemos uma parada para ver a água gaseificada, uma nascente de água borbulhante e imprópria para o consumos humano. Ali também era possível tirar fotos com Lhamas vestidas com roupas e óculos de sol.

 

Outra parada para tirar fotos com as Puyas Raimondi, uma espécie de planta da família das bromélias que brota em altitudes entre 3200 e 4800 metros e pode atingir até 12 metros de altura. Uma curiosidade é que cada planta produz, uma única vez em sua vida, aproximadamente 8.000 flores, contendo seis milhões de sementes.

Chegamos então as 13h20 à entrada do Glaciar Pastoruri que possuía algumas poucas construções, entre elas banheiros, que para usar pagava 1 sole.

 

O combinado com o guia era retornarmos a van após 2 horas, sendo 45 minutos para subir, 30 minutos para desfrutar da vista do glaciar e mais 45 minutos para retornar.

 

O caminho desde a entrada até o Glaciar é de 1,5 km em estrada estreita cimentada e com leve inclinação, podendo ser percorrido em 45 minutos.

Também é oferecido por 7,5 soles por pessoa a subida de 1km do trajeto a cavalos. 

Devido a altitude a subida a pé é um pouco cansativa e por isso a utilização dos cavalos deve ser considerada à pessoas que não possuem um condicionamento físico adequado. 

Enquanto estávamos subindo o tempo foi fechando, escutávamos alguns trovões e assim que avistamos o glaciar começou a nevar.

Tiramos algumas fotos e quando olhamos em volta praticamente todas as pessoas que estavam lá tinham voltado para a van.

 

O Glaciar é imenso e a beleza é impressionante. Entretanto, devido ao aquecimento global esta maravilha natural está encolhendo e de acordo com a previsão de especialistas em menos de 10 anos não existirá mais.  

Dicas: leve roupas bem quentes, cachecol, gorro, luvas, e meias extras para quando entrar novamente na van para o retorno, pois as nossas ficaram muito molhadas pela neve e nossos pés ficaram quase congelados.

 

No retorno do passeio paramos na estrada para observar algumas pinturas rupestres cravadas em um paredão de pedras, mas como o tempo estava bem ruim quase ninguém desceu da van.

 

Chegamos em Huaraz por volta de 17h00, fomos ao Hostel tomar um banho quente e depois voltamos ao Centro para jantar.

 

Encontramos uma pizzaria muito boa: Pizzaria BB – endereço:

- Pizza grande: 26soles

- Coca pequena: 4 soles

- Cerveja artesanal pequena: 13 soles

            Total: 43 soles

 

Paramos novamente em um mercado para comprar o café da manhã do dia seguinte: 10 soles

 

24/10/17 – Chavín de Huantar 

Novamente tomamos café da manhã no hostel e fomos até a agência de turismo no horário combinado, as 9h00.

Entramos na van e seguimos rumo as ruínas de Chavín de Huantar, percorrendo uma estrada paralela ao Rio Santa que é considerado a coluna vertebral das Cordilheiras Branca e Negra.

 

A guia do passeio era muita simpática e tinha muito conhecimento sobre a região.

Recebemos informações sobre o Parque Nacional de Huascarán, entre elas que a Cordilheira Branca possui mais de 775 picos nevados, sendo que 27 superam os 6000m de altitude e mais de 500 superam os 5000m. O parque também possui mais de 434 lagoas.

Aprendemos que os idiomas mais antigos do Peru são o Aimara e Quéchua e as civilizações mais antigas da região são a Chavín, Huari e os Incas.

 

Conhecemos também a Chakana, a cruz andina, um símbolo inca considerado o caminho para o divino com muitos significados interessantes, entre eles a representação dos quatro elementos - água, terra, fogo e ar. 

Após 2 horas de trajeto, dentro do Parque Nacional de Huascarán, paramos próximos a Lagoa Querococha, que fica a 3980 metros de altitude para tirar fotos, comprar água e usar o banheiro.

 

Durante o trajeto passamos pelo Túnel de Cahuish, o túnel mais alto do mundo, que está a 4500 metros de altitude e possui 480 metros de largura.

 

Na entrada das ruínas de Chavín de Huantar pagamos 10 soles por pessoa. 

O passeio ao centro arqueológico é considerado histórico, cultural e paisagístico.

No ano 800 a.C o local era considerado uma Meca e servia de palco para rituais de inicialização de sacerdotes, sendo permitido o acesso apenas pelos mais avançados espiritualmente.

 

A história que se conta é que durante os rituais os participantes utilizavam alucinógenos como os Cactos de San Pedro para realizar a transformação do ser humano em felinos.

Após conhecer os túneis de escoamento e drenagem, a praça central e as ruínas de algumas construções, entramos em labirintos de galerias estreitas subterrâneas.

 

Saindo das ruínas fomos de van até um restaurante próximo para almoçar.

- Milanesa frango: 22 soles

- Truta: 20 soles

- 2 cocas: 5 soles

Total: 47soles

 

Após o almoço fomos ao Museu Nacional de Chavín, inaugurado em 2008 graças a ajuda no governo japonês, sua entrada custa 7 soles por pessoa.

O museu possui 14 salas e é repleto de peças recuperadas das ruínas, como vasilhas de cerâmica, agulhas de ossos, instrumentos musicais feitos de conchas marinhas, obeliscos e as famosas cabeças clavas.

 

Retornamos a Huaras por volta das 19h00, passamos no mercado para comprar algumas coisas para o café da manhã do dia seguinte, snacks e água, gastamos 44 soles.

Voltamos então ao Hostel, cozinhamos e comemos macarrão.

 

 

25/10/17 – Laguna 69 

Neste dia acordamos bem cedo pois a saída para o passeio seria as 5h30. O microônibus nos encontrou em frente ao hostel e seguimos parando em mais alguns hotéis para pegar outros turistas. 

As 7h30 fizemos uma parada em um restaurante próximo a entrada do Parque Nacional de Huascarán para tomar café manhã.

 

Começou então as explicações do guia sobre as características do parque, como o clima, altitude, fauna, flora, entre outras.

Em certo momento o guia levantou uma faixa que relacionava vários itens e seus respectivos tempos de decomposição no meio ambiente, alguns itens com centenas e milhares de anos. Comentou inclusive a respeito de cascas de bananas e o miolo da maça, elementos orgânicos, que são utilizados até como adubo mas em uma vegetação de altitude se torna também um problema.

 

O que mais nos impressionou neste e em muitos outros momentos foi a conscientização ambiental da população do Peru. 

Um pouco adiante paramos na entrada do parque e pagamos os 10 soles do ingresso. 

As 9h00 fizemos outra parada de 10 minutos na lagoa Llanganuco para observar a beleza do local e tirar fotos.

 

Pouco a frente o microônibus estacionou e iniciamos a trilha a pé até a Laguna 69.

Para chegar a laguna é necessário percorrer 7km de subida por trilhas íngremes de cascalho, chegando a uma altimetria de 4600 metros.

Demoramos 3h15 para chegar até a laguna, porém a beleza do local fez valer todo o esforço da subida.

 

Devido a água da laguna ser proveniente do derretimento do glaciar sua cor é um azul muito claro parecido com as águas dos mares do Caribe.

A lagoa possui 48 metros de profundidade.

Ficamos na beira da laguna por uns 40 minutos, descansando, lanchando e tirando fotos. Iniciamos então a descida de mais 7km, que durou mais 2 horas.

 

No final da trilha, já na parte plana, um senhor vende água, refrigerante e cerveja, tudo quente é claro. Mas para quem chega cansado e morrendo de sede, é um baita alívio.

Retornamos a Huaraz, chegando as 19h00.

 

Como já tínhamos devolvido a chave do quarto, tomamos banho nas duchas compartilhadas do Hostel, e saímos para jantar.

 

Comemos novamente na Pizzaria B.B.

- Pizza: 26 soles

- Jarra suco laranja: 13soles

Total: 39 soles

 

Voltamos ao Hostel, pegamos nossas bagagens e fomos caminhando cerca de 10 minutos até a garagem da empresa de transporte de ônibus Cruz Del Sur para embarcar as 22h00.

Fizemos de ônibus o trajeto Huaraz x Lima em 8h00 e pagamos R$90,00 por pessoa.

 

26/10/17 – Ica e Huacachina 

Chegamos na garagem Javier Prado em Lima as 6h00. Retiramos as bagagens e as despachamos novamente com destino a Ica, embarcando as 6h55.

O trajeto de Lima a Ica durou pouco mais de 4h30 e nos custou R$68,00 por pessoa.

Desembarcamos em Ica as 12h00, retiramos as bagagens e já despachamos novamente para o trajeto que faríamos as 19h00 com destino a Paracas, ficando apenas com 2 mochilas pequenas.

 

Neste momento muitos taxistas locais já nos cercaram, oferecendo serviços de transporte ao Oásis de Huacachina. Mas nossa ideia era ir antes conhecer o museu regional de Ica.

Combinamos com o taxista a ida até o museu por 5 soles. O local fica a umas 10 quadras de distância, porém fazia bastante calor e o sol castigava. 

A entrada do museu nos custou 7,5 soles por pessoa e não era permitido tirar fotos em seu interior.

Ficamos lá não mais que 40 minutos, tempo suficiente para conhecer todo o acervo.

 

Destaque para a última sala que exibe algumas múmias e crânios com trepanações, procedimento médico antigo que consistia em fazer a abertura de um ou mais buracos no crânio, com o objetivos curativos, mágico-ritualístico, ou mesmo uma tradição cultural. Além de alguns crânios alongados, resultado de uma intervenção intencional no crescimento do crânio de crianças, como prática que servia como um sinal de distinção do indivíduo em seu grupo social para liderança, magia ou ambas.

Havíamos também combinado com o mesmo taxista o transporte a Huacachina por 8 soles.

 

Percorremos 15 minutos de carro até lá e o rapaz nos levou até uma agência de sua confiança para adquirirmos o passeio de buggy e sandboard nas dunas, pagamos 35 soles por pessoa, com as entradas da dunas inclusas (3,60 soles por pessoa).

 

Nos indicou também o restaurante Oasis América, onde almoçamos: 

-       Ceviche de pescada: 28 soles

-       Frango a milanesa: 26 soles

-       Coca-cola 1L: 8 soles

Total: 62 soles

 

Após o almoço fomos conhecer o Óasis e relaxar até o horário do passeio, que seria as 16h15.

No horário combinado fomos até a agência e após esperar alguns minutos nos indicaram um buggy para subir, pois saiam vários ao mesmo momento.

Nosso buggy tinha lugar para 13 pessoas, além do motorista e era bem estilizado.

 

O passeio foi bem emocionante, o motorista acelerava bastante nas subidas das dunas e nas descidas desligava o motor e parecia que o buggy iria capotar.

Em certo momento o motorista estacionou o buggy e nos ensinou as duas formas de descermos as dunas com a prancha, era possível descer deitado de barriga para baixo, sempre levantando bem a cabeça para não bater na prancha e enfiando os pés na areia para frear ou sentado com as pernas levantadas e utilizando as mão como freio.

 

Assistimos ao por do sol nas dunas, tiramos mais fotos do Oásis e chegamos na agência por volta de 18h20.

Havíamos combinado com o mesmo taxista de nos encontrar ali e levar de volta a garagem da Cruz del Sur em Ica, pagamos 8 soles pelo trajeto de 20 minutos.

 

Embarcamos com destino a Paracas as 19h00 e em pouco mais de 1 hora chegamos ao nosso próximo destino, pagamos 25 soles pela passagem de ônibus.

Detalhe que o wi-fi no ônibus Cruz del Sur era uma porcaria.

 

Desembarcamos em Paracas e caminhamos por 5 minutos até o Hostel Atenas Backpacker Hospedaje – endereço: Av. Dos Libertadores, lote 2.

            - 165 soles por 2 diárias em um quarto com cama de casal e banheiro privativo

 

O proprietário, Pepe, um senhor muito simpático, nos deu várias dicas da cidade e nos ajudou reservando os passeios do dia seguinte. 

- 75 soles por pessoa para os passeios de Ilhas Ballestas e o Deserto de Paracas.

 

Fomos então jantar em um lugar bem legal - Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) 

- Batatas fritas: 8 soles

- Pizza pequena: 16 soles

- Cheeseburguer: 25 soles

- Cerveja Pilsen pequena: 6 soles

- Limonada Frozen: 8 soles

Total: 63 soles

 

 

27/10/17 - Ilhas Ballestas e Deserto de Paracas 

Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel que não estava incluso no valor do quarto, mas o Sr Pepe nos serviu.

Fomos então até o Pier, encontramos o restante de nosso grupo e as 9h00 embarcamos na lancha rápida, com capacidade para mais de 30 pessoas.

Para quem gosta de tirar fotos o melhor lugar para sentar é do lado esquerdo do barco.

A caminho das Ilhas avistamos nas areias do deserto uma formação curiosa em formato de candelabro, ou tridente com 150 metros de comprimento. Pouco se sabe exatamente a respeito da origem desta criação, como quem foram os responsáveis por sua construção ou qual a sua função.

 

Algumas teorias defendem que trata-se de um elemento da cultura Paracas, que data de 500 a 400a.C. Outras pessoas defendem que o candelabro foi criado na época da conquista espanhola.

Fato é que atualmente o desenho na areias é utilizado para guiar o navegantes da costa peruana.

 

Chegamos as ilhas e já avistamos uma quantidade absurda de animais como: pelicanos, gaivotas, e outras aves da costa peruana, além de lobos, leões marinhos e pinguins de Humboldt, que atualmente estão ameaçados de extinção. 

Observamos também sobre as rochas uma grande quantidade de excremento de pássaros.  Conhecido como guano, os excrementos são um excelente adubo natural e a cada 7 anos são retiradas e vendidas mais de 7000 toneladas, principalmente para a Europa e América do Norte, a preços absurdos.

 

Por volta de 10h30 retornamos ao Pier e encerramos o passeio de lancha. 

Fomos então até um mercadinho local comprar algumas coisas para comer durante o horário do almoço, já que o passeio da Reserva Nacional de Paracas terminava em uma praia com alguns restaurantes, mas segundo o Sr Pepe os preços seriam bem salgados.

 

A van nos encontrou no hostel as 11h30 e seguimos em direção ao deserto. 

Primeira parada no principal monumento da cidade de Paracas que foi construído em homenagem ao General San Martin, um dos principais responsáveis pela independência do Peru e do Chile.

 

O guia então nos passou algumas informações sobre Paracas, por exemplo que lá vivem atualmente por volta de 4000 pessoas e que a cidade tem capacidade para hospedar mais 2500 turistas em seus três hotéis 4 estrelas, um hotel 5 estrelas e muitas outras hospedagens.

Mas adiante paramos para observar de longe, em uma lagoa os flamingos de cor rosada que se deslocam a esta região nesta determinada época do ano. Infelizmente não pudemos chegar mais próximos pois a área está sob proteção ambiental.

 

Passamos pela portaria do Parque Nacional de Paracas e adiante paramos para ver os fósseis de Moluscos existentes ali, o que evidencia que a muito tempo atrás aquela região era mar, exatamente a 36 milhões de anos, e quando a placa tectônica de Nazca se levantou a topologia da região foi alterada.

 

A seguir fomos até dois mirantes para observar as formações rochosas no mar. Antigamente existia ali uma formação conhecida como Catedral. Porém, as rochas sofreram um colapso em um forte terremoto que atingiu a região em 2007. 

Uma curiosidade é que as estradas dentro do parque não são feitas de asfalto e sim de sal, e continuamente são depositadas novas camadas de sal para revitalizá-las.

Outra parada para tirar fotos na Playa Roja, uma praia belíssima com um imenso paredão avermelhado que acompanha toda a orla da praia.

 

Por volta de 13h00 chegamos a praia de Lagunilla e o combinado com o guia era ficarmos lá por aproximadamente 1 hora para almoçar e curtir o local. 

Pagamos 1 sole para ir ao banheiro e fomos logo subir o mirante para tirar fotos. O vento em cima era tão forte que só fomos capazes de ficar alguns minutos antes de descer. 

Regressamos ao Hostel por volta de 15h00.

 

Como era cedo ainda, decidimos dar uma volta pela praia, ver alguns artesanatos na orla e esperar pelo por do sol.

 

Após tomarmos banho no hotel saímos para jantar, novamente no Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) 

- Pizza pequena: 16 soles

- Taco carne: 25 soles

- Cerveja Cusquena grande: 11 soles

- Limonada Frozen: 8 soles

- Pizza doce: 16 soles

Total: 76 soles

 

28/10/17 - Lima 

Acordamos cedo, tomamos novamente café da manhã no hostel, fizemos o check-out e seguimos até a garagem Cruz del Sur em Paracas para embarcar com destino a Lima às 7h30.

 

A garagem da empresa de ônibus e bem bonita e os banheiros possuem até duchas para os usuários tomarem banho, e sem pagar nenhuma taxa extra por isto.

Fomos despachar as bagagens e a atendente nos informou que devido ao tráfego o ônibus estava atrasado e iria provavelmente demorar meia hora além do previsto.

 

Embarcamos no ônibus e depois de 3h45 chegamos à garagem da empresa Cruz del Sul - Javier Prado em Lima.

Pagamos R$65,00 por pessoa pelo trajeto de ônibus de Paracas a Lima.

 

Pegamos um táxi, por 12 soles,  até o Hostal Porta – endereço: Rua Porta, 686 - Miraflores.

 

            - 131 soles por 1 diária em um quarto com cama de casal e banheiro privativo

 

Malas deixadas no hostel, saímos então para almoçar e caminhar pelo bairro de Miraflores.

 

Almoçamos no restaurante San Marcelo

-       Milanesa de frango: 22 soles

-       Lomo saltado: 25 soles

-       Chica morada 500 ml: 6 soles

-       Coca cola 500ml: 4 soles

-       ½ porção Wanton frito: 8 soles

Total: 65 soles

 

O Lomo Saltado, prato típico da gastronomia peruana, estava delicioso e a chicha morada, suco tradicional peruano feito de milho, abacaxi e outras coisas nem tanto. Eles servem a bebida, espécie de suco, quente e o gosto é muito forte, não nos agradou.

Depois do almoço fomos conhecer o parque John F. Kennedy, o parque das flores e dos gatos.

 

Trocamos então mais um pouco de reais em soles em uma casa de câmbio em Miraflores na  Av Jose Pardo, 140

- 1 real = 0,93 soles

 

Além de Miraflores, queríamos visitar o Centro de Lima, e um amigo que fizemos no deslocamento de Paracas a Lima, nos recomendou ir até lá com ônibus metropolitano, sendo mais barato que táxi e bem mais rápido.  

Embarcamos então na Estação Ricardo Palma – Linha C, que fica a umas 2 quadras do parque John F. Kennedy e desembarcamos, nove estações depois na Estação Central.

-       2,5 soles cada um ida e mais 2,5 cada volta 1 estação depois

 

Os ônibus estavam bem lotados, mas trafegavam nas vias exclusivas enquanto as vias laterais estavam com o trânsito totalmente parado. 

No Centro conhecemos, apenas por fora, o imenso Palácio do Governo, o Palácio Municipal de Lima, a Catedral de Lima e o Palácio Arquiepiscopal de Lima, todos na Plaza Maior.

Visitamos também o Parque da Bandeira e a Plaza San Martin, além de algumas lojas que vendem artesanatos fabricados por todo o Peru, com preços bem inferiores aos de Cusco e Águas Calientes.

 

Tomamos um delicioso sorvete artesanal na Cafeteria Heladeria – endereço: Jr de La Union, 574

- 7 soles por 2 bolas

 

No retorno embarcamos na estação Jirón de la Union e desembarcamos na estação Benavides, um pouco mais próxima de nosso Hotel.

Da estação Benavides caminhamos uns 10 minutos até o shopping Larcomar, construído a céu aberto em uma falésia, com muitos restaurantes, lojas, um cinema e pista de boliche.

De lá fomos caminhando na Orla, passando pelo Parque Del Amor e pelo Farol Marina Náutica.

 

Jantamos ali próximo em um quiosque com vista para o mar que vende Crepes, endereço: Beso Frances – Malecon de La Reserva S/N

-Napolitano: 12 soles

-Napoleon: 15 soles

-Café com leite: 7 soles

-Frappe Manjar: 13 soles

Total: 47 soles 

 

29/10/17 – Lima x São Paulo

Acordamos as 5h25 para pegar a Quick Llama van para o aeroporto.

Fizemos a reserva para o transporte compartilhado pela Internet, na noite anterior e pagamos 35 soles para nós dois.

A Quick Llama oferece translados de muitos hotéis de Lima até o aeroporto Jorge Chavez e vice-versa e é possível escolher o horário preferido, com intervalos de uma em uma hora.

Esta foi uma alternativa bem mais barata aos táxis, que cobrariam em média 50 soles para este trajeto.

A caminho do aeroporto cruzamos um ônibus da empresa Airport Express Lima, que presta um serviço similar, sendo nesta empresa possível agendar transporte ao aeroporto com intervalos a cada meia hora.

Chegando ao aeroporto descobrimos que nosso voo estava atrasado em 2 horas, por este motivo a companhia aérea nos forneceu 2 vouchers para tomarmos café da manhã no hotel.

Porém, logo descobrimos que estes vouchers só poderiam ser utilizados na área de fast-food, ou seja só tínhamos 2 opções: Mc Donalds ou Pardos Chicken e davam direito somente a um pão com ovo, ou pão com frango e um café.

 

As 19h00, horário local, desembarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e estávamos de volta ao Brasil e a São Paulo.

 

  

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Ola Wesley, foi uma viagem muito legal mesmo. Com relação a altitude as reações são muito particulares. Eu por exemplo senti mais que minha esposa, e olha que faço esporte de 4 a 5 vezes por semana. Mas nada que pudesse atrapalhar! Senti apenas uma leve dor de cabeça e cansaço mesmo. Qualquer subida parece que é uma ladeira enorme. Importante nos primeiros dias não fazer nenhuma caminhada longa. 

Quanto aos gastos tenho uma planilha detalhada com todos os valores. Se quiser posso lhe enviar. Mas para ter uma ideia gastamos por volta de R$4500,00 por pessoa nos 13 dias, incluindo transporte, alimentação, estadia e passeios.

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Obrigado pela resposta 86daniel. Não é necessário enviar a planilha. Era mais curiosidade para ter uma noção dos valores recentes. Já deu para ter uma ideia pelo seu relato.

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    • Por Nicollas Rangel
      Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.

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      Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.

      É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.

      Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.

      A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.

      As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.

      Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
      saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
      completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.

      Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.

      Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.

      A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.

      A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
      E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.

      Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
      de tudo.
      - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas















    • Por Denisedella
      Sou do sexo feminino e tenho 50 anos, resolvi ir à Itália, mas não queria ir com excursão, entrei várias vezes aqui nesse site e outros, fiz várias pesquisas de hospedarias e planejei meu roteiro....queria conhecer a Itália inteira. Me dei um prazo para encontrar uma companhia, foi até dezembro de 2009 porque meu projeto era para abril ou maio de 2010.
      Embarcamos dia 26/abril e chegamos dia 27na hora do almoço em Roma, ficamos (04 noites)
      hospedagem: Orsa Maggiore Roma, Via S.Francesco di Sales, nº 01 – com café da manhã – 52, 00 euros por noite
      28/abril – Coliseu – Museu Capitolino – Pathernon – Piazza Navona – Fontana de Trevi
      29 /abril – Vaticano – Basílica de S.Pedro
      30/abril – Via Apia e Catacumbas
      01/maio – manhã trem para Nápoles - Hotel Casanova - Via Venezia n°2 Corso Garibaldi n°333 – 45 euros o quarto com banheiro e duas camas, café da manhã incluido e portaria 24 hs.
      dia 02/maio de manhã pegamos o trem e fomos a Pompéia e Ercolano
      dia 03 Costa Amalfitana e/ou Ilha de Capri ( de barco )
       
      dia 04 de manhã fomos a Sorrento e por volta de 16 horas pegamos o trem a Bari
      Cosy Rox - Via Imbriani, 91 (Residencial) - 44,50 euros o quarto com banheiro e 2 camas, sem café da manhã, que não recomendo, porque o check inn é até as 17 horas em outro endereço, no nosso caso chegamos a Bari por volta de 23 horas, pedimos ajuda ao taxista que foi muito gentil e ligou, conversou com o gerente e finalmente veio nos atender.
      dia 05 pegamos o trem e visitamos Monopóli e Alberobello
      dia 06 pela manhã pegamos o trem em Bari com destino a Ancona
      Casa per Ferie Colle Sereno Via IV Novembre 78 Montemarciano (AN) – 50 euros O QUARTO COM 2 CAMAS E BANHEIRO, café da manhã incluido.
      dia 07 de manhã rumo à Perugia
      Albergo Anna - via dei Priori 48 – 70 euros quarto com 2 camas, café da manhã incluido, localizado no centro histórico de Perugia.
      dia 08 manhã fomos a Assis
      dia 09 pela manhã fomos à Arezzo
      Residence Le Corniole - Viale Michelangelo, 142 – 70 euros quarto com banheiro e duas camas, café da manhã, localizado no centro de Arezzo.
      dia 10 de manhã fomos a Cortona, e a tarde seguimos para Firenze
      Aramis - Via Nazionale 22 – 44,00 euros, quarto com banheiro, 2 camas, localização central de florença, também não recomendo, a gerente uma grossa e pilantra...não recomendo.
      dia 11 de manhã fomos a Pisa e a tarde à Lucca
      dia 12 de manhã fomos a S.Germiniano e a tarde a Sienna, final de tarde visitamos uma vinicola
      dia 13 ficamos andando por Firenze
      dia 14 de manhã seguimos a Bologna - Hotel Due Torri - Via Degli Usberti, 4 – 120 euros o quarto com banheiro e 2 camas , localizado no centro historico, fizemos passeio local
      dia 15 de manhã vamos a Verona - B&B Rigoletto - Via Amatore Sciesa, 9 – 50 euros por quarto c/ duas camas, localização centro histórico.
      dia 16 fomos à Veneza, passamos o dia.
      dia 17 fomos a Vicenza e Pádova
      dia 18 fomos ao Lago de Garda, na cidade Malcesine, fica bem no norte do Lago, tem um teleférico que nos leva ao alto dos Alpes, muita neve.
      dia 19 fomos a Bolzano e Trento.
      dia 20 de manhã seguimos para Genova Hotel Assarotti - Via Assarotti 40c – 75 euros o quarto com banheiro e 2 camas, café da manhã, localização central da cidade
      dia 21 fomos a Cinqueterre o dia inteiro
      dia 22 ficamos em Genova
      dia 23 fomos a Sta.Margherita e Portofino
      dia 24 de manhã seguimos para Milão
      Eurohotel - Via Sirtori, 24 - 70 euros quarto com 2 camas, banheiro, café da manhã, localidade central.
      dias 25 conhecemos Milão
      dia 26 voo às 07hs retorno a São Paulo
    • Por Breno Pessoa
      Tocam os sinos quando subimos a torre. Estamos no alto e apesar de já pisar solos veroneses há 2 dias, é a primeira vez que meus olhos se dão conta da sua magnitude. Difícil não entender o porquê Shakespeare se apaixonou por Verona e nos deu Romeu e Julieta, para nos transformar em românticos anônimos, perdidos pelo mundo.
       
      A Torre de Lamberti fica no centro da área turísitica e por já passar das 7 horas, embora o Sol insista em não se pôr, nos vemos apenas na companhia de dois alemães. Trocamos a gentileza de tirar fotos uns dos outros, me escapole un Danke Scheon, e logo ganhamos de novo as ruas. A memória do tocar dos sinos continuam a agredir os meu ouvidos, mas a beleza da cidade faz os meus olhos sorrirem.
       
      Uma cidade cercada, que teve muralhas levantadas na época da grande guerra e que conserva a sua história em cada detalhe. Encanta-me saber que a Ponte Pietra, destruída pelos alemães durante a guerra, teve os seus materiais originais resgatados do fundo do rio para ser reconstruída em 1957. Quem me conta isso é um senhor italiano, que apesar de saber que não falo a sua língua, insiste em contar-me sobre a cidade.
       
      O italiano é fácil de entender. Porém, é como um conversa sem volta. Troco para o espanhol e pronucio tudo de forma mais lenta e de repente há um papo meio esquisito entre duas pessoas que devem soar insanas para outros, mas nos entendemos e aprendo a usar este idioma na Itália e engaveto o inglês.
       
      Seguimos até a casa de Julieta. Há inúmeras cartas na parede, dos dois lados. O que pedem os apaixonados? Resisto a ler as cartas, tiramos fotos distantes, e sorrimos. Vemos a sacada, a estátua de Julieta e não resisto a tocar um dos seus seios. Dizem que este ato nos traz sorte. Do lado de dentro da casa, as minhas indagações floreiam. Há um escrito que diz que a casa é tida como a casa de Julieta Capuleto. Será real?
       
      Nos arredores, fica a casa de Romeu, que é propriedade privada. Nos limitamos a observá-la de fora e caminhamos para a tumba de Julieta, num belo casarão, decorado com esculturas e quadros. Hoje, requinto de cerimônias de casamentos. O ápice do romantismo, não?
       
      Há um poço repleto de moedas, para fazer pedidos. Pegamos as menores e a deixamos cair. Não falamos sobre os desejos, mas corremos para o hotel e nos vemos de repente prontos para a Ópera.
       
      É a nossa primeira vez. Na Europa, em julho, o Sol banha as cidades até quase as 10 horas da noite. O ar da Arena é quente e as pedras que a compõem, guardam o calor dos dias. Construída antes do Coliseu, é o cenário perfeito para a nossa estréia.
       
      Escolhemos a Ópera mais clássica, Aida, escrita há quase 200 anos e encenada na Arena há quase cem. Os meus olhos e ouvidos se encantam, por fim, em conjunto e deixo as indagações de lado, e assisto a um espetáculo sem igual. Porém, estamos muito cansados para os seus quatro atos e o calor nos faz querer dormir.
       
      O cair da noite torna a Arena um palco ainda mais espetacular e ao final caminhamos leves pelas ruas quase desertas de Verona, para que outro dia possa de novo ter fim.
       
      Breno Pessoa mora em Londres, trabalha como produtor de conteúdo para uma empresa de intercâmbio, e adora viajar.
       
       

      Verona do alto

      A Arena pouco antes do espetáculo

      Amiga fazendo um pedido
    • Por Ettiene
      Pessoal com idéia de retribuir todas as ajudas que recebi desse blog em minhas viagens vou descrever como foi nossa MARAVILHOSA viagem pra Roma de 18 a 22 de novembro de 2010.
       
      Chegamos em Roma no aeroporto de Ciampino, pegamos um ônibus que leva à estação Termini (a maior de metrô e trem), esses ônibus existem aos montes, pois o aeroporto é pequeno e distante do centro, e parece que não existem ônibus municipais por alí. Custou 4,00 por pessoa.
      Bom, chegamos com chuva, conforme a previsão do tempo que era de chuva pra toda nossa estadia na cidade!
      O hotel (Hotel Colors) foi uma ótima surpresa, com preço de hostel (60 euros/dia pro casal), era muito limpo, tudo novinho, quarto bonito, com TV e água mineral a vontade...além de um bom café da manhã incluído na diária (obrigada pela dica Andressa). Fica muito perto do Vaticano, desce na estação Otaviano.
      Largamos as coisas e fomos em busca de comida, já eram 20h.
      Encontramos uma Cantina bem típica, onde comemos a melhor pizza de nossa viagem, com uma jarra de vinho da casa...comparado com a França a preço de banana...!Depois da janta caminhamos até a Basílica de São Pedro, chovia fraco, e a visão da basílica com aquelas fontes iluminadas no silêncio da noite é de emocionar até os não católicos (como eu), foi emocionante mesmo, muita grandiosidade e beleza...e pensar em tudo que já aconteceu alí, pro bem e pro mal...o lugar tem seu "peso".
      Sexta acordamos cedo e partimos pro Foro Romano, Coliseu, Monumento a Vittorio Emanuele, Pantheon, Fontana di Trevi (meu lugar preferido junto com a Basílica de São Pedro) Piazza di Spagna e ufa...hotel!Foram 11h caminhando, porque entramos no Coliseu e no Foro Romano.DICA: comprar os ingressos no Foro romano, lá a fila é bem pequena e dá direito ao Coliseu tb.No Coliseu, pra fazer a rota ao contrário tem uma fila de horas...as pessoas enxergam o Coliseu e vão direto, sem olhar em volta!
      Sábado tinhamos entradas já compradas pela internet pro Museu do Vaticano, as 09h (isso nos fez evitar uma fila de 3 quadras). O Museu é lindo, antiguidades de 3 mil anos atrás, pinturas nos tetos e nas paredes de cair o queixo...e a Capela Sistina (não pode fotografar) que é lindíssima, mas a semi escuridão não permite ver tão bem as pinturas...
      De lá fomos pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro, é de graça, mas a fila é tão grande quanto a do museu e do Coliseu, mas anda mais rápido. Ainda bem porque chovia o mundo!!!!
      A Capela é tão grandiosa que tu fica quinem uma formiguinha no meio daquelas obras de arte imensas...vale a pena!Vimos a Pietá de Michelangelo, é linda mesmo!
      Saimos da Capela com céu azul (foi sempre assim, chove/sol, sol/chove) e fomos ao Castel Sant Angelo (uma fortaleza dos papas construída no século II sobre os restos do mausoléo do imperador Adriano).Decidimos não pagar os 8 euros para entrar, pois já tinhamos ido a muitos museus.
      De lá pra Piazza Navona, uma das muitas praças de Roma, que na verdade são alargamentos das ruas com estátuas e fontes no meio, cercadas por restaurantes e lojas.Ainda percorremos toda a Via Veneto, com muitas lojas e restaurantes chiques. Comemos um tremezino com vinho (eu) e cerveja (Dani) e finalmente...hotel!
      Domingo era o dia de ir à Ercolano, mas a possibilidade de chuva e as 6 horas que iamos passar viajando ao todo nos desanimaram, também já estavamos cansados de museus...
      Fomos então ao Mercati de Porta Portense, um mercado de pulgas enorme, no bairro de Trastevere. Compramos quinquilharias e lembracinhas!Funciona todo domingo das 08-14h e é lotado de turistas.Olhem bem a carteira
      De lá pro Campo di Fiori e pro Pantheon novamente, pq quando fomos a primeira vez estava tão lotado que não pegamos a moral do lugar direito e pra Fontana do Trevi dar tchau pra ela tomando um sorvetinho (clássico).
      Um risoto e uma pizza num restaurante perto do Vaticano, e mais uma visita a Praça São Pedro à noite deram nosso até mais à Roma (não foi um adeus pq jogamos a moedinha na Fontana di Trevi)!!!
      Que bom que todos os caminhos levam à Roma!!!!!!!!!!!
    • Por Mochila da Juli
      Bologna, ou La Grassa (a Gorda) está sendo nossa morada por seis meses(minha e de meu marido). O apelido não é por acaso, perchè qui si mangia troppo e si mangia bene!!! Ah! E che cosa mangiano? Pizza, naturalmente!
       
      Quando chegamos, já no primeiro dia, a impressão que tivemos foi a melhor. Cidade mediana, mas muito movimentada e com muita gente jovem pelas ruas. A parte central é toda ornamentada por arcos e pórticos que se espalham por todo centro, dando um toque elegante e clássico.
       
      Bem, o que mais falar de Bologna, além dos jovens, da università mais antiga do ocidente e das pizzas? Vale a pena falar da arquitetura, da arte sacra, do comércio interiorano, dos cantinhos pitorescos, da gastronomia em geral.... das pessoas... Vamos contando aos poucos e em partes. Bologna transpira arte. Palácios medievais, igrejas, praças, monumentos... a todos os lugares vale a pena uma visita. Por isso, neste post, vou contar um pouquinho do lado Cult dos nossos passeios e visitas.
       
      Igrejas
       
      Começando pelas igrejas, nos encantamos com a Chiesa San Petrônio (Piazza Maggiore), fundada em 1390 em homenagem ao bispo de Bologna (de mesmo nome). A igreja foi construída para ser maior que a Basílica de São Pedro, mas o projeto não foi finalizado, o que resultou em uma arquitetura interessante: metade da sua fachada é construída em mármore, metade em tijolos. Dizem os historiadores, que o desperdício de dinheiro ocorrido na construção dessa igreja teria sido a gota d’água para a revolta de Martin Lutero. Mesmo sendo a igreja mais famosa de Bologna, na minha opinião, não é a mais bonita.
       
      Além desta, outras igrejas legais para conhecer:
      Abbazia di Santo Stefano (Via Santo Stefano, 24)
      San Domênico (Piazza San Domênico, 13)
      San Giacomo Maggiore (Piazza Rossini)
      Chiesa San Maria Della Vita (Via Clavature, 10)
       
      Mesmo para quem não é católico, vale a pena visitar esses locais. Através delas, é possível entender parte da história que move o mundo e as religiões... Entende-se, por exemplo, a construção da concepção humana sobre Deus. São igrejas com muita pompa e imponência em todos os detalhes. A arte sacra é de derrubar o queixo. Tudo é grande: a nave, os altares, os pilares... Como se cada detalhe, tivesse sido pensado para provocar no ser humano a idéia de ser pequeno perante o “poder divino” (que não tem nada de divino). A primeira coisa que pensei foi: Deus não precisa de tudo isso para estar presente, certamente não!
      Praças
       
      As praças de Bologna são outro ponto alto da cidade.
      A Piazza Maggiore (também conhecida como Piazza del Nettuno), com certeza, é a mais conhecida. Ela abriga ao seu redor, além da Igreja San Petrônio, a sede da Prefeitura, a Estátua Del Nettuno e a Biblioteca Borsa (sim, deve ser de algum parente; será que tenho direito a algum livro de herança? Hehe). É comum encontrar jovens e turistas comendo panini (sanduíches) sentados nas calçadas, sobretudo em dias ensolarados. Na Maggiore, você encontra um Centro de Informações para Turistas, onde pode-se solicitar um mapinha da cidade (super útil pra você não se perder).
       
      Piazza di Porta Ravegnana: Onde ficam as duas torres (due torri), chamadas Garisenda e Asinelli. Você vai ouvir falar muito destas torres, pois elas são altas e servem de referência para qualquer lugar que você desejar ir. Os nomes das torres referem-se aos sobrenomes das famílias que as construíram. Detalhe: Na Idade Média, as torres simbolizavam status e poder. Quanto maior a torre, maior a riqueza da família. Vai entender essa gente! (Acho deve ser mais ou menos como as BMWs e as Louis Vuitton de hoje em dia).
       
      Piazza di Santo Stefano: Onde fica a Chiesa di Santo Stefano, sobre a qual você poderá conferir detalhes neste link (e nos sucessivos comentários).
       
      Piazza Medaglie D’Oro: Local onde fica a Estação de Trem de Bologna. A cidade é um “nó ferroviário” que permite viagem de trens para diversas cidades, de modo rápido e barato. Para título de referência: Milão (+- 2h), Veneza (+- 2h30), Verona (2h), Roma (3h), Ancona (3h). Bom, a praça não tem nada de especial, a não ser a estação de trem e um outro centro de informações pra turistas...
       
      Ruas
       
      Bologna possui ruas estreitíssimas, com quebradinhas pra lá e pra cá. Dentro dos muros (ou seja, na parte central, contornada pelos pórticos que antigamente davam acesso à cidade), é tudo muito confuso. Cuidado com as lambretas, bicicletas, ônibus, carros, etc. Você não sabe onde é calçada e onde é rua... Tome cuidado, olhe para os lados, respire fundo e corra!
       
      Algumas vie de Bologna são clássicas porque concentram alguns principais atrativos.
      Uma delas é a Via Zamboni – na sua extensão, estão grande parte dos prédios da Università di Bologna. Então você vai ver muito estudante por ali, comendo uma pizza, batendo um papo, ouvindo algum artista de rua (aqui tem muitos) ou, sobretudo, fumando.
      Obs: aqui todo mundo fuma, sobretudo os jovens. Fumam em locais abertos, fechados, dentro dos bancos... Muito chato, pois você vira fumante passivo, obrigatoriamente. Eu gostaria de saber o índice de enfisema por aqui.
       
      Via Rizzoli/Via Ugo Bassi: Avenida central onde tem ponto para vários ônibus que levam a diferentes locais da cidade. Concentra vários serviços, como lojas, bancos, etc.
       
      Via Independenza: Assim como a anterior, funciona como uma espécie de Carlos Gomes de Poa ou uma Av. Paulista. Ali tem bancos, lojas de departamento, hotéis, restaurantes, cafés, mercadinhos, etc. É uma avenida que concentra muitos serviços e que liga a Piazza Maggiore à Estação Central.
       
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      Buenas, pra não deixar este post muito extenso, vamos ficando por aqui. Em breve voltamos contando um pouco mais de Bologna (A Gorda). Afinal, per sei mesi qui sara la casa nostra. Avremo molte cose da raccontare!
       
      Baci, pace e amore a tutti!
      Ciao!
      Juli
      http://juntosnomundo.blogspot.com
      http://porminhaslentes.blogspot.com
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