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Mochilão Clichê pela Itália e Paris - Junho/17 - 12 dias (Fotos, Dicas e Valores)


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Oiii pessoal!!

 

Entre os dias 12 e 24 de Junho/17 estive pela Europa, fazendo o roteiro super clichê: Roma, Verona, Veneza e Paris. Como foi minha primeira viagem à Europa e fui total Alone rsrs esses lugares não podiam ficar de fora.

Meu roteiro ficou assim. Espero que ajude!

12/06 – Rio de Janeiro – Roma

19/06 – Roma – Verona

20/06 – Verona – Veneza – Paris

24/06 – Paris – Rio de Janeiro

 

Transportes

Aéreo

Ida: Rio x Roma                Volta: Paris x Rio

Total: R$ 3.810,53

Voei com KLM com escala em Amsterdam, só tenho elogios a fazer, staff deles é excelente. PS: comprei a passagem bem em cima quase um mês antes da viagem, devido minhas férias só tem sido confirmadas tarde pela empresa, por isso paguei caro. Mas comprando antes estava saindo bem mais em conta.. uns R$ 1.000 de diferença aproximadamente.

 

Veneza x Paris (Air France) – R$ 335,85

 

Trem (Trenitalia http://www.trenitalia.com/). Se for viajar em alta temporada prefira comprar as passagens pelo site antes de sair do Brasil. Lembrando que passagem compradas online não precisam ser autenticadas nas maquininhas nas estações.

Roma x Verona – R$ 129,24

Verona x Veneza – R$ 53,74

 

Seguro Viagem

Mondial Travel - cotacao.mondialtravel.com.br/Seguro-Viagem

Plano Europa Top 

Valor: 229,11

 

Internet

Eu preferi sai do Brasil já com um chip internacional, optei pelo chip de dado da Easysim 4 U, internet excelente em todos os momentos, não houve um momento da viagem que fiquei sem sinal. Vale a pena para usar um GPS para se localizar. Site: http://easysim4u.com/

 

Orçamento

Li em muitos blogs sobre o valor a ser levado, e a média diária ficou entre 70 / 80. Eu levei um total de 1600, por precaução e porque sabia que ia acabar fazendo umas comprinhas. acabei voltando com 550 e olha que teve dias que gastei bastante. :D

 

Hospedagem

Fiz toda a reserva pelo Booking. Site: https://www.booking.com/s/11_6/1b3ec5f3

 

Imigração em Amsterdam

Como viajei em período em que a Europa estava passando por vários ataques terroristas, a imigração estava bem chata. Vi um casal sendo encaminhado para uma salinha e só pensei “Jesus abençoa”! Mas enfim, o agente focou em perguntar porque estava sozinha e onde iria e tal e porquê, não pediu nenhuma comprovante de passagem, estadia, ou dinheiro.. enfim nada. Mas tinha tudo comigo, porque vai que né?!

 

Roma

Ahh ROMA.. como te amo!

Cheguei no aeroporto Fiumicino a noite e fui seguindo a sinalização até chegar na estação de trem que liga a Roma Termini, fui de trem Leonardo Express que é o meio mais rápido de chegar ao centro, valor: €11. A validação do bilhete comprados nos guichês tem que ser feita nas maquininhas verdes espalhas por lá. Caso tenha dúvida peça ajuda. GENTEE tem que validar, pois a fiscalização passa sim para verificar seu bilhete, e se não tiver validado, adeus €50! Em todas minhas viagens de trem passaram pelo menos um fiscal. Outra opção de transporte é o ônibus da Terravision que te leva até a estação Termini também, valor: €5. Você pode comprar o bilhete em uma máquina automática, mas tem guichês de atendimento também. No aeroporto, aproveitei para comprar o Roma Pass de 72 horas por € 38,5, valeu super a pena para mim, pois na entrada das atrações tinham duas filas uma só para o Roma Pass e outras para bilhetes normal, mas a Roma Pass estava sempre vazia e ele ainda me dava acesso ilimitado ao metrô durante o período de validade o que ajuda na hora de voltar para o hostel depois de andar tudo! rs

 

Hospedagem

Fiquei no Hostel Santa Maria Maggiore, bem lindo, nem parece hostel. Fica entre o Coliseu e Termini, a 3 minutos a pé da Basílica Santa Maria Maggiore. Não tem café da manhã, mas tem frigobar em todos os quartos e possui uma cozinha superequipada. O melhor de tudo para mim foi que o Atendente Gioseppe falava português e me deu ótimas dicas de lá. Dois detalhes que quero frisar aqui é, primeiro o ar condicionado lá era excelente, estava muito quente pois era quase início de verão por lá, e isso contou muito, e o segundo é que fiquei em quarto misto com outras 5 pessoas, e teve dias que só tinham homens dividindo o quarto comigo, e vou te dizer.. me senti muito segura e respeitada (quem chegava altas horas da noite depois de uns drinks era eu, e os meninos já estavam todos dormindo. Kkk) mas embaixo no relato de Paris entenderam o porque desses detalhes terem sido importantes para mim.

Valor:  6 diárias - €246

Roteiro

Dia 1

Comecei meu dia pelo Coliseu, um dos monumentos mais famosos do mundo, construído por ordem do imperador Vespasiano e concluído durante o governo de seu filho Tito, e durante décadas serviu de palco para gladiadores que lutavam entre si ou com animais para um público com mais de 70 mil romanos.  O coliseu era um anfiteatro da época e seguiu como símbolo de entretenimento durante 400 anos. Atualmente, o atrativo abriu inúmeras zonas do anfiteatro que até alguns anos tinham acesso proibido aos turistas. A visita as ruínas do Coliseu é um passeio obrigatório a todos os turistas que visitam Roma. Existe uma fila exclusiva para quem tem o Roma Pass, cheguei por voltas das 10hrs e não enfrentei fila nenhuma 😊. De lá siga para o Foro Romano que fica bem próximo. A dica para quem não comprar o Roma Pass ou ingresso online é inverter a ordem e começar a visita pelo Foro Romano e depois seguir para o Coliseu, pois dessa forma enfrentará filas menores que se formam no Coliseu para comprar o ingresso.

Lá no Coliseu conheci uma Belga e andamos juntas por lá (ajuda na hora da foto, rs). De lá fomos ao Foro Romano. E gastamos toda nossa manha lá. O Coliseu e o Foro Romano abrem todos os dias das 08:30h até uma hora antes do pôr do sol. Seguimos para a Piazza Venezia onde fica o  monumento Nazionale  a Vittorio Emanuele II, não entrei, mas tem como subir no terraço panorâmico que conta com um bar com vista da Via del Fori Imperiali. Para subir de elevador paga-se 7.

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Coliseu ::love::

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Foro Romano

 

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Monumento Nazionale  a Vittorio Emanuele II

 

Hora do almoço e fomos almoçar no restaurante que o Giuseppe indicou e fica perto do Coliseu chamado La base, fica na Via Cavour 270, lá se pode comer uma massa por uns 6 / 7 e é deliciosa.

Voltei ao hostel para um banho, pois estava muito quente. A tarde peguei o metrô na estação Termini e fui até a Piazza di Spagna que estava lotada, como estava muito Calor não aguentei subir as escadarias que levam até a Igreja. Depois de algumas fotos, segui para a Via del Corso fazer umas comprinhas e acabei fazendo amizade com duas Brasileiras, fomos juntas em algumas lojas e partimos para a Fontana de Trevi, que Fonte é essa Brasil? Você está lá.. andando pela ruela papeando quando PÁ! Aparece a Fonte toda branquinha e imponente. fiquei boquiaberta com a beleza.. pausa para fotinho e claro tive que jogar minha moedinha na fonte. Reza a lenda que se jogarmos uma moeda na fonte voltamos a Roma um dia, lembrando que o ritual exige que a moeda seja jogada de costas, com a mão direita por cima do ombro esquerdo. Espero sinceramente que funcione pois fiquei apaixonada por esse lugar. Todos os dias as moedas jogadas na fonte são coletadas e doadas a caridade. De lá fomos tomar um Gelato na famosa sorveteria Venchi, que maravilha de gelato, vocês têm que ir, tem várias espalhadas pela Itália. Já noite, voltamos a Piazza di Spagna e fomos jantar no Ristorante de Fronte A e voltei para o hostel.

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 Piazza di Spagna

 

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Fontana de Trevi

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Parede de chocolate dentro da Venchi

 

Dia 2

Hoje foi dia de realizar meu sonho de vida, conhecer o Vaticano. Comprei meu ingresso do Museu antecipado pelo site (https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/) para não pegar filas grandes, Comprem o ingresso online, a fila de que compra na hora é surreal de grande. Peguei o metrô na estação Termini e desci na estação Otaviano/San Pietro que é a mais próxima do Vaticano. Decidi começar pelo Museu do Vaticano e O QUE É AQUILO?! não sou entendedora de arte, mas o que são aqueles tetos?? Fiquei apaixonada real! O Museu do Vaticano na verdade são vários Museus juntos que abrigam obras desde a Idade Média até ao Império Romano. As obras foram acumuladas durantes todos os anos de supremacia da Igreja Católica. Pessoas, não deixem de visitar o Museu tem muita história, e te digo que prefiro ele do que o Louvre, me julguem! A última etapa do museu é a Capela Sistina que é atração imperdível do Museu do Vaticano. É famoso pela sua arquitetura e sua decoração em afrescos, o teto é lindo com obras que retratam partes da Biblia, pintado por grandes nomes como Michelangelo, Bernini, Rafael e Botticelli. Não se pode tirar foto, uma pena.. podemos apenas admirar o local onde é realizado o conclave (escolha do novo Papa). Vi muita gente desrespeitando esta regra e os guardas toda hora gritam com essas pessoas, são até um pouquinho grossos.

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De lá fui a Basílica de São Pedro, não sei se tinha como ir por dentro.. eu sai e enfrentei uma fila bem grandinha para entrar. A entrada é gratuita, mas se quiser subir na sua cúpula terá que comprar os ingressos. Detalhe: não pode entrar com shorts e blusas sem manga em nenhuma igreja por lá, vi muita gente sendo barrada, respeito né gente. A Basílica é simplesmente enorme, magnifica, esplendorosa, eu amei cada detalhe. Supostamente a Basílica se encontra próxima ao lugar onde o discípulo Pedro foi Crucificado de ponta cabeça no ano de 64. No seu interior pode-se encontrar obras de artes de mestres como Bernini e Michelangelo. Já lá dentro percebi que uma parte da lateral estava isolada e estava tendo uma missa lá.. perguntei ao guarda se era aberto e ele disse que eu poderia entrar para rezar só não poderia tirar fotos (outro detalhe, não se pode tirar fotos de celebrações por respeito). Chorei.. estava realizando meu sonho de conhecer o Vaticano e ainda de quebra assisti um missa dentro da Basílica de São Pedro, dava para sentir Deus presente ali.

 

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Já era meio da tarde quando sai para almoçar, encontrei um restaurante ali mesmo pelo Vaticano, já aviso não é barato comer por ali. De lá foi ao Castel Sant’Angelo que também é conhecido como Mausoléu de Adriano, localize-se as margens do Rio Tibre usei meu Roma Pass para entrar e economizei os 10 da entrada. Este Castelo serviu de prisão tempos atrás e atualmente funciona como Museu, não achei que valeu a pena entrar, apesar de ter uma vista linda de Roma lá de cima, mas o interior do Castelo é bem escuro e todas as celas são trancadas só dando para ver do corredor.

 

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Como eu tinha andado o dia todo voltei ao hostel para descansar.  A noite uma amiga que é Comissária de Bordo estaria chegando em Roma, fui ao encontro dela e fomos jantar no bairro Trastevere que me lembrou uma vibe meio Lapa. Vários restaurantes/barzinhos, muitos jovens na rua, música.. é muito animado, ótimo lugar para curtir a noite, saímos de lá por volta de 3hs.

 

 

Dia 3

Acordei quase a tarde depois da noitada do dia anterior.. almocei no restaurante La base e segui para a Villa Borghese, mas só consegui conhecer os Jardins, pois o ingresso para o Museu necessita ser reservado antes de acordo com a atendente. O Jardim é lindo, vale um piquenique, ou andar de bike por lá. O Museu funciona de 09 as 19 horas, sendo a última entrada as 17 horas. O ingresso está incluso no Roma pass, mas como disse anteriormente, o reserva é obrigatória e deve ser feita pelo site (http://www.galleriaborghese.it/it/)  onde pode-se comprar o ingresso que custa 11. A noite encontrei com as meninas e fomos jantar no restaurante Rossini all’ Hotel Quirinale que fica no jardim do Hotel Quirinale, comemos uma pizza lá, achei caro e não estava tão gostosa assim.

 

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Museu da Villa Borghese

 

Dia 4

Fui novamente ao Vaticano, pois as meninas não tinham ido ainda, fomos apenas na Basílica. De lá fomos as compras na Via del Corso.. Apesar de ser Euro, lá é mais barato que aqui como sabemos.. fomos a loja da Luis Vitton pois uma delas ia comprar uma bolsa lá.. eu, mochileira sem grana fiquei só no suquinho oferecido pelo vendedor porque era de graça hahahah.

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Vaticano - Praça de São Pedro

 

De lá nos despedimos pois elas iriam seguir viagem para o Sul no outro dia. Eu segui para a Piazza Navona que conta com três fontes, não vi nada demais lá e segui para o Pantheón, situado na Piazza dela Rotonda, que foi construído em 27 A.C como templo politeísta, pagão e foi transformado em Igreja cristã em 609 D.C. Hoje ele abriga os sarcófagos de figuras importantes da Itália. É lindo gente.. tem que entrar, ainda mais que é de grátis!! Hahaha. Seu interior impressiona mais que o exterior, sua cúpula possui um olhal que permite a entrada de luz natural e água da chuva, a construção genial permite que a água escoa por pequenos furos no chão. Seu horário de funcionamento é de 09 as 19:30 horas de segunda a sábado e de 09 as 18 horas nos domingos.

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Panthéon

 

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Dia 5

Hoje acordei cedo e fui a missa na Basílica Santa Maria Maggiore, a Basílica Papal, que fica a 300m do hostel que eu estava, a Igreja tem origem divina e é linda como todas a outras. A tarde fui a procissão de Corpus Christi com a presença do Papa, que teve início na Basílica de São João de Latrão e seguiu até a Basílica de Santa Maria Maggiore. Quem for católico e até quem não for, vale ir se estiver por Roma durante o Corpus Christi. Lembrando que esta procissão foi realizada no domingo e não no dia de Corpus Christis, para interferir no trânsito de Roma, veja o calendário do Vaticano.

 

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Basílica Santa Maria Maggiore

 

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Procissão de Corpus Christi

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Dia 6

Acordar e partir para Verona! Meu trem saia da estação Termini em direção a  Verona.

 

Dicas Roma:

Atrações: Tem que entrar no Coliseu, Vaticano (Basílica/Museu), Pantheón. Se for ficar mais que 3 dias compre o Roma Pass, vale muito a pena, ou compre os ingressos online, geralmente são filas diferentes para cada. Não deixe de ir nos pontos turísticos a noite ficam lindos iluminados.

Transporte: vale a pena pegar o ônibus da Terravision para ir e vir do aeroporto para economizar, não peguei porque fiquei receosa, mas conheci pessoas que usaram e falaram que foi super de boa. Fuja de Táxi e uber, a não ser que queira gastar um boa grana, é muito caro.

Comida: é maravilhosa, vale a pena investir em bons lugares, não deixe de tomar Gelato e comer o Tiramissu. Vá ao mercado e compre lanches e vinho para trazer para o Brasil é mais barato. Água é cara, então guarde uma garrafinha e encha nas fontes de água espalhadas pela cidade. Existe vários lugares que vedem pizza a kilo, dá para comer uma pizza por uns 4. Gorjeta é quase obrigatório, hahahah

 

 

Verona

Depois o Filme “Cartas para Julieta” eu necessitava visitar Verona e a Casa de Julieta

Hospedagem

Como só uma ficar um dia em Verona preferi não dividir o quarto e me hospedei no Simoni 10 B&B, que fica bem pertinho da estação de trem de Verona. É basicamente um apartamento de família que aluga quartos para viajantes, só tive contato com o responsável na hora do check-in, então acho que não more ninguém lá. Fiquei em um quarto com cama de casal, estava tudo muito limpo e organizado. Eles servem café da manhã, mas como meu trem para Veneza iria ser cedo, acabei comendo algo na rua mesmo. A única dificuldade que tive é que a pessoa que estava lá no dia era mãe do proprietário e ela não falava muito bem inglês, então tivemos que nos virar um pouco na mímica, nada que já não tenhamos feito né.

Valor: 44

 

Roteiro

Fiquei meio receosa por não ter lido tantos relatos e por Verona ser pequena, mas para minha surpresa eu amei cada detalhe. Verona é linda, parece uma cidadezinha cinematográfica, calma. Lembrando, cheguei lá numa segunda, e muitas lojas estavam fechadas pois não abrem nem domingo e nem segunda. Logo que me instalei, fui direto a Casa de Julieta, passado antes na Piazza Bra, onde fica a Arena de Verona que antigamente era um palco de lutas de gladiadores (e depois torneio de cavaleiros), hoje se transformou em um local para concertos musicais e óperas, graças à sua fantástica acústica. Neste dia a arena estava fechada pois estavam montando a estrutura para o festival de opera de Verona que iria acontecer na próxima semana. O ingresso da Arena custa €10 para adultos , sendo que o preço reduzido custa €7.50

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Arena de Verona

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Montagem da estrutura para o Festival da Opera de Verona

 

 Depois de algumas fotinhos, segui para a Casa de Giulieta ou Casa de Julieta, ela fica um pouco escondida, na Via Capello 23. Você irá ver um grande arco com um pequeno corredor, essa é a entrada. Não se sabe se Romeo e Julieta existiram de fato, a casa de Giulietta nada mais é que um edifício rustico, que teria pertencido a Família Capello (seria a história baseada nesta família?) e que foi reformada em um cenário montado para turistas. A casa estava lotada no dia.. gente como tinha Brasileiro naquele lugar, rs. O local é bem lindo com ar romântico, as paredes do corredor de entrada todas escritas com declarações de amor e nomes de casais apaixonados. PS: vi um guarda chamando atenção de uma pessoa que tentava escrever na parede pois está proibido gente, a parede chega a ser feia de tanto rabisco nela, uma pena. A entrada é gratuita e existe a possibilidade de entrar na casa e ter acesso a sacada pagando 6. Particularmente achei desnecessário pagar para conhecer o cenário montado e acabei visitando somente por fora. Nos fundos do pátio encontramos a estátua de bronze de Julieta. Reza a lenda que, se tocar no seio direto dela, terá sorte no amor. Todos fazem fila para tirar fotos com ela, fazendo este famoso ritual.

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Casa de Julieta

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Continuando meu passeio, segui para Piazza delle Erbe, que fica ali pertinho. Esta praça possui no entorno, restaurantes, e lojas e rola uma feira lá que vende desde souvenires à temperos. Aproveitei para comer algo por lá.

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Seguindo de volta a Piazza Bra, fui em direção ao Castelvecchio. Contruido para ser residência e fortaleza ao mesmo tempo, ainda mantém o mesmo aspecto desde o século 14. Mas só por fora, por dentro foi modificado para abrigar um museu de arte. Ao lado na torre do relógio do castelo existe um portal que dá passagem até a Ponte Scaligero que atravessa o rio Adige e é umas das pontes mais bonitas de Verona.

 

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Castel Vecchio

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Ponte Scaligero

 

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Vista da Ponte

Em seguida retornei para o hostel, pois teria que acordar cedo para ir para Veneza no dia seguinte.

 

Veneza

Veneza tem um ar romântico e como estava viajando sozinha preferi somente passar por lá, afinal todo viajante deve ir pelo menos uma vez. Peguei o trem cedo na manhã para Veneza. Prestem atenção pois Veneza tem duas estações de trem, sendo Venezia Santa Lucia a estação central da cidade. Chegando lá, guardei minha mala em um Locker dentro da estação por 5. Na estação mesmo comprei o bilhete de ida/volta do Vaporetto, que custou 15. Há outras opções de transporte, mas como estava no modo econômico, fui de vaporetto, que se pararmos para pensar já é bem caro.

Desci próximo ao Palácio Ducale, que é um palácio gótico que já foi casa do Dodge de Veneza, e hoje é Museu. Como só tinha poucas horas em Veneza não entrei em nenhum museu. Segui para a ponte dos Suspiros e pausa para fotos. Veneza estava lotada, então foi difícil tirar uma foto sem alguém aparecer, rs. Não andei de gôndola pois acho que não vale a pena pagar 80 por 30 min e alone! Se estiver acompanhada a história muda e começa a valer a pena.  Veneza possui diversas ruelas, perder-se por elas é inevitável! Aproveitei para comprar souvenires, minha dica é levar alguma vidraria produzida em Murano, ilha de Veneza, mesmo não indo até lá. Trouxe dois pingentes feios com vidros lindíssimos.

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Ponte dos Suspiros

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Seguindo caminho fui para a Piazza di San Marco, que é a praça principal de Veneza, muito popular pelo seu tamanho, prédios ao seu entorno, e claro, pelos inúmeros pombos que ali habitam. O edifício mais bonito da praça é absolutamente a Basílica di San Marco, sua entrada é gratuita. Na praça também fica o Campanário di San Marco, essa construção é um marco. A torre tem quase 100m de altura, pode-se subir ao topo pagando-se 8.

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Basílica di San Marco

 

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Campanário di San Marco

Após uma pausa para comer uma pizza, sorry não lembro o nome do lugar segui para a ponte Rialto. Esta ponte é a mais famosa de Veneza é a primeira a ligar as duas margens do Grande canal. É linda, toda branca com vários arcos. No seu interior tem várias lojinhas.

 

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Ponte Rialto - desculpem a foto tremida.. isso que dá viajar sozinha! :(

 

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Vista da Ponte Rialto

 

Após retornei até a estação de trem pelo Vaporetto e peguei minha mala. Meu voo para Paris saia do Aeroporto Marco Polo, e existe várias formas de chegar lá, eu optei pela mais econômica, que foi ir de ônibus. Os ônibus da companhia ATVO ou ACTV para o aeroporto saem da Piazzale Roma e custam 8.

Dica Veneza: Se estiver só, tente encontrar pessoas que estejam afim de dividir o valor do passeio de gôndola, o valor de 80 é fixo e dá para ir 06 pessoas na gôndola.

 

 

PARIS

Cheguei a noite no aeroporto Charles de Gaulle que fica fora de Paris, que aeroporto grande... fiquei perdidaa rs, mas encontrei um Português que me ajudou a me localizar e encontrar a estação de trem, que por acaso fica dentro do aeroporto. Lá mesmo aproveitei para fazer meu cartão Navigo Découvert que me deu direito a andar ilimitadamente de metrô, trem RER, ônibus nas zonas 1 e 5, o que inclui os aeroportos Orly e CDG, castelo de Versalhes, Disney de Paris, etc. Para emitir o cartão é necessário pagar uma taxa de 5 mais a recarga semanal ou mensal, eu recarreguei a semanal e paguei 22,17 é necessário apresentar o passaporte e uma foto 3x4 (essa você pode tirar nas cabines existente dentro do aeroporto, se não me engano por 5) que será colada no cartão. Nome e sobrenome devem ser escritos à caneta no cartão. O fiscal passa para conferir o cartão ou bilhete do transporte, então se tiver comprado o bilhete de trem/metrô normal guarde o bilhete e só jogue fora depois em tiver fora do metro, pois em algumas estações você precisará do bilhete/cartão para passar na catraca de saída também. Enfim, peguei o RER B em direção a Gare du Nord, que fica perto do hostel que me hospedei.

Hospedagem

Me hospedei no St Christopher Inn da Gare Du Nord. Em Paris é tudo muito muito caro, então depois de pesquisar bastante escolhi esse hostel pelo custo-benefício. O hostel tem uma boa estrutura. Acho que a melhor parte dele são as camas, com cortinas, que dão um pouco de privacidade mesmo em um quarto coletivo! E na cama tem lâmpada individual, tomada, carregador USB. O ponto negativo ficou por conta da localização e do calor. Por mais que esteja a poucos metros da estação ainda assim não me senti segura andando ali. Tinha muitas pessoas estranhas no entorno da estação. E sobre o calor.. não tinham ar condicionado no quarto do hostel, tinha somente um ventilador pequeno por quarto.. sim isso mesmo 1 ventilador de uns 40cm por quarto!!!!  E estava fazendo um calor infernal de quase 40° com o sol de pondo por volta de 22:30h. não indico esse hostel para o verão, somente para o inverno porque aquecedor os quartos possuem, rs. Eu fiquei em um quarto com mais 9 meninas, e que falta de educação!!! Chegavam de madrugada fazendo barulho, atendiam telefone e não davam importância se as outras pessoas já estavam dormindo. Como senti Saudades do hostel de Roma e de dividir quarto com os meninos.

 

Dia 1

Turista que é turista começa pela Torre Eiffel né?! O valor dos ingressos varia de acordo com o andar que você vai (veja no site os valores atualizados). Cheguei lá pela linha 6 do metrô e desci na estação Trocadèro. Pois lá de cima já se pode ter uma boa e linda visão da torre e que visão, aproveite para tirar fotos, quando você sai do metrô e sobre alguns degraus, lá está ela, a Torre Linda e Imponente. A Torre Eiffel é uma estrutura de ferro de 300 metros de altura que foi construída em 1889 para a Exposição universal em meio a protesto de que a monstruosa torre afetaria a estética da cidade. No principio do século XX, as autoridades encontraram sua utilidade como com antena. O sucesso da Torre foi tanto que ela é um dos monumentos mais visitados do mundo. É possível ter acesso a Torre pelas escadas ou elevador, embora subir de escada seja mais barato, não vale a pena.  Subi de elevador somente até o segundo andar da Torre, que vista linda. Se estiver viajando em alta temporada compre seu ingresso antecipadamente. Site: ticket.toureiffel.br

 

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Vista da Torre Eiffel pelo Trocaderó

 

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2° andar da Torre

 

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Champs de Mars

 

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Conheci umas Brasileiras lá no Champ de Mars e juntas fomos a pé ao Arco do Triunfo. Com 50 metros de altura, o Arco do Triunfo representa as vitórias do exército francês sob as ordens de Napoleão. Para se entrar no interior do arco e subir na parte superior é necessário pagar a entrada €12 de e subir os 286 degraus. Não subi, pausa para fotinhos na rua (detalhe: para tirar essa clássica foto, temos que ficar literalmente no meio do trânsito.. loucura, rs). De lá caminhamos pela Champs Élysées até o Jardim de Tuileries e passamos em frente a famosa Ópera Garnier em seguida fomos a Galeries Lafayette. Que lugar era aquele? Que riquezaaa, um Luxo puroo! Rs.

 

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Arco do Trifunfo

 

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No meio da Rua, rs

 

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Ópera Garnier

 

Suba até o Terraço da Galeries para se ter uma bela vista de Paris. Saindo de lá fomos até a Sacré-Coeur, Basílica do Sagrado Coração, que fica em Montmartre. Subimos de funicular, pois já estávamos mortas de tanto andar. Estava tendo uma missa lá e aproveitamos para assistir, que lugar lindo e incrível, que energia! Da escadaria da basílica temos uma linda vista de Paris.

 

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Galeries Lafayette

 

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Vista do Terraço da Galeries

 

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Sacré-Coeur

 

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Dia 2

Resolvi ir ao Museu do Louvre pela manhã. O Museu está instalado no Palácio do Louvre, uma fortaleza do século XII que foi ampliada e reformada em diversas ocasiões. Antes de que se tornasse um museu, alguns monarcas como Carlos V e Felipe II o utilizaram como residência real. Depois da transferência da residência real para o Palácio de Versalhes, o edifício deu início a transformação a um dos museus mais importantes do mundo. A fila não estava tão grande e entrei de Boa. Que Lugar imenso.. não se esqueça de pegar o mapa para se localizar lá dentro. Não sou entendida em artes.. então não achei “nossa que maravilhoso” tirando as Pirâmides que achei lindas. É aquilo, para mim é um lugar para se ir uma vez na vida. PS: quando estava chegando ao Louvre sofri um tentativa de assalto por um grupo de meninas que estavam com uma prancheta de pesquisa, eu acho e me pararam falando em francês mesmo percebendo que eu não estava entendendo, percebi que uma delas estava atrás de mim e tentou mexer na minha bolsa.. Fiz a Louca e comecei a gritar NÃOO.. hahahaha. NUNCA fui assaltada no Rio e não é em Paris que vou ser assaltada né mores!

 

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Louvre

 

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Gioconda ou Monalisa

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Saindo do Louvre, presenciei uma situação chata, estava comprando água em uma lojinha perto do metrô e um senhor chegou e perguntou a atendente algo em inglês.. ela simplesmente respondeu “I don’t speak english”. Fiquei chocada com a grosseria. Minha dica é: quando for pedir alguma ajuda a alguém, comece arranhando um pouco de francês ou fale em português para não ocorrer essa situação.

Do Louvre, peguei o metrô e fui para Notre Dame. A catedral de Notre Dame de Paris fi construída entre 1163 e 1245 e é uma das catedrais góticas mais antigas do mundo. O nome da catedral significa Nossa senhora e é dedicada à Virgem Maria. A fila para entrar estava imensa, mas compensava entrar, que lugar mágico é aquele né?! Lá fica exposta a Coroa de espinhos que teria sido usada por Jesus. Sua exposição acontece toda primeira sexta-feira de cada mês as 15hrs, e na sexta-feira santa. Infelizmente não tive sorte de vê-la. Existe a possiblidade de subir nas Torres da catedral, onde viveu o conhecido Corcunda de Notre Dame e ver de perto as Gágulas, a entrada da catedral é gratuita, já para acessar a Torre pagasse 8.50. De lá fui fazer umas comprinhas na farmácia Citypharma que fica na 26 Rue du Four e é umas das farmácias mais baratas de lá, lotada de brasileiros né, vale super a pena ir. A noite fui ver a Torre Eiffel iluminada, como o sol estava se pondo por volta de 22:30, o primeiro horário que a torre iria piscar era 23hrs. Fui de metrô até a estação do Trocaderó, tirei uma fotinhos, fiz vídeo, e quando fui voltar para o Hostel, o metrô não estava funcionando devido a um problema nos trilhos.. olha passei sufoco, pois estava sozinha, sem falar francês e meu celular estava com 17% de carga apenas. Mas no fim deu tudo certo, depois de alguns minutos o metrô voltou a funcionar e consegui retornar para o Hostel.

 

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Fila :|

 

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Torre Iluminada

 

Dia 3

Dia de ir conhecer Versalhes, que Palácio é aquele hein? Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, há mais de trinta anos, Palácio é um dos mais conhecidos a  nível mundial, não só por sua imponente arquitetura e seus intermináveis jardins, mas porque constitui uma parte importante da história da França. Diferentes monarcas como Luís XIV ocuparam o trono e embelezaram o Palácio. Em 1789 o Palácio deixou de funcionar como sede oficial do poder e posteriormente se tornou o Museu da História da França. Comprei meu ingresso na hora e paguei 18 (sem os jardins porque estava sem tempo). A fila estava gigante para entrar, levei umas 1h30min mas que valeu a pena. Lugar Ryco e Phyno rsrs.. queria só um pouquinho daquele ouro. Sou suspeita em falar do lugar pois amo arquitetura e o detalhes dos tetos tirava minha atenção. Não deixem de ir visitar o Jardim, eu estava sem tempo pois tinha que sair de Paris a tarde e no outro dia tinha meu voo cedo de volta ao Brasil.

 

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Palacio de Versalhes

 

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Galeria dos espelhos

 

Saindo de lá, resolvi fazer uma loucura e ir em uma loja Primark para atender um pedido da minha irmã, Paris tem 03 lojas Primark, mas que ficam foram de Paris se formos ver melhor. Eu fui na que fica no shopping Qwartz em Villeneuve-la-Garenneo. Para isso peguei dois trens e um ônibus. Preferi não especificar aqui pois é só jogar no google maps que ele te dirá qual transporte e quais as estações tem que descer. A loja estava muito cheia, o que já era de se esperar pois é muito barato.

 

Dia 04

Hoje foi dia de acordar e voltar para a realidade, de volta ao Rio. :(

 

Dicas Paris:

 Hospedagem: Se hospede perto de estações de metrô.

 Transporte: O metrô de Paris é uma loucura, várias linhas te ligam a todos os principais pontos. Use o google maps, ele me ajudou durante toda a viagem.

Comida: Cara! Vá de sanduiche, rs.

Segurança: Paris estava cheio de refugiados, me senti muito insegura ainda mais depois da tentativa de assalto. Fique sempre esperto com sua bolsa e não pare responder a pesquisas, é puro golpe. PS: cheguei um Paris um dia depois do atentado na Champs Élysées então o clima estavam bem tenso, em todas as lojas e algumas estações tínhamos que abrir nossa bolsa e mostrar ao segurança antes de entrar e em algumas passavam o detector de metal, tenso!

Passeios: Vale fazer o passeio de barco pelo Rio Sena e conhecer os outros Museus de Paris se tiver com tempo.

 Enfim, acho que é isso.. Eu fiquei apaixonada pela Itália e não morri de amores por Paris, acho que devido a todo o sufoco que passei por lá e insegurança que senti. 

Espero ter ajudado ::love:::D

 

 

 

 

 

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46 minutos atrás, jp.siq disse:

Muito legal, parabéns pela postagem.

Sobre a operadora eles te mandaram o chip para sua casa? Diga o que achou o plano, o download realmente é ilimitado? Estou interessado nisso principalmente para usar GPS, Google Translate e Internet.

Obrigada,

 

Sim, você recebe o chip em casa.. é só instalar no celular e começar a usar. O plano é o Data Plan (roaming em até 140 países), a internet foi 4G durante toda a viagem, até durante as viagens de trem ela funcionou super bem. Só live no face e no insta que demorava.

Só me guiei pelo GPS lá, rsrsrs. A internet é ilimitada sim!

Siga o instagram da Easysim4u porque eles postam promoções direto, eu comprei numa promoção com 20%

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  • 6 meses depois...

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      Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui  espero que gostem!
      Capítulo 1: Preparação e França
      Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento)
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      20190102_161214.mp4 20190103_132615.mp4

    • Por Rubéns Queiroz
      Hoje a dica è alimentação em uma das cidades mais caras da europa, A REALIDADE!!!
      Link a baixo:
      1kg DE FRANGO R$ 65,00 😨😨
       
      Espero que gostem do conteúdo, qualquer dúvida ou sugestões deixem nos comentários do video, até mais galera!! 
    • Por Silvana Almada
      Boa tarde viajantes,
      estarei em Roma em setembro (assim espero) por 5 dias e estou pensando em fazer um bate e volta até Florença. Sei que, pelo que li, a cidade pede muito mais
      que apenas 1 dia, mas infelizmente só posso dessa forma. Uma dúvida: alguém conhece  a Galleria degli Uffizi? É possível eu encaixar uma visita nesse 1 dia? Sou amante do Renascimento, queria muito conhecer mas não sei se será viável.
      Alguém pode me ajudar?
      Abraços
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá mochileiros,
       
      essa é a terceira viagem que descrevo aqui no mochileiros e da qual muito me orgulho - seja por ter ido à minha paixão (Londres) quanto ao planejamento da viagem; afinal a estruturei desde agosto para realizá-la no fim do ano (Haja pesquisa!).
      O resultado de tanto trabalho segue condensado em milhares de palavras. Espero que ajude (e incentive) a potenciais viajantes a conhecer estas capitais mundiais.
       
      Londres e Paris – Parte 2 – Itália e Inglaterra
       
      Dia 18/12 (1)
       
      Enfim, chegou o dia tão esperado desde a compra da passagem aérea em agosto. Com as malas arrumadas na semana anterior, bastava guardar os objetos que só podiam ser armazenados no último dia, como celular, carregador... O voo estava previsto para às 23:00, ou seja, teria de chegar ao Aeroporto de Guarulhos às 20:00 – tarefa relativamente simples, pela proximidade do local que estava somada ao horário. Mas ocorreu o inverso: caiu aquela chuva quando ia chamar o motorista de aplicativo e, por causa da tempestade, o trânsito na rodovia piorou. Serve de lição: mesmo na cidade onde reside, imprevistos podem ocorrer – se a companhia aérea determina chegar com três horas de antecedência, se programe para chegar em uma hora antes disso.
       
      Chegamos ao aeroporto depois das 20:00 e fizemos o check-in em um dos totens da companhia aérea. Todavia, enquanto o portão de embarque seria no Terminal 2, mandaram-nos despachar as malas no Terminal 3. No terminal internacional, havia uma enorme fila para despachar as malas (para me tranquilizar, percebi que alguns passageiros que estavam ainda atrás de nós também iam para Milão – ou seja, se eu estivesse atrasado, não seria o único).
       
      Vozes no alto-falante proclamavam: “última chamada para Nova York. Dirija-se ao guichê para despachar as malas”, “última chamada para Amsterdã”, “embarque para Nova York encerrado” – e nada de Milão.
       
      Após uma hora, uma voz desconhecida disparou a frase sombria “embarque para Milão encerrado”. Nós e outros passageiros ainda mais atrasados fomos questionar os funcionários, que permitiram o despacho das malas (além de que não fizeram o aviso de última chamada e ainda estava em tempo).
       
      Com as malas despachadas, entramos com o bilhete na área de imigração internacional – e uma fila ainda maior apareceu. No fim das contas, conseguimos embarcar na aeronave junto com outros atrasados no horário teórico de partida do avião – e ver de um dos vidros do corredor de ligação interna do Terminal 3 ao 2 que a área de imigração internacional do Terminal 2 estava vazia. Bastava simplesmente que nos enviasse para esse outro setor de imigração – para evitar tal sufoco, reitero: chegue uma hora antes.
       
      RESUMO
       
      NÃO ESTRAGUE sua viagem a ponto de perder o voo – é aquela hora vital que pode destruir todos os sonhos de turismo.
       
      Não se ILUDA com o tempo no aeroporto realizado em viagens anteriores – o aeroporto pode estar lotado e o tempo dos trâmites de imigração, multiplicado.
       
      Dia 19/12 (2)
       
      Devo parabenizar a precisão do serviço meteorológico que informou ao piloto do avião ainda em São Paulo. Como noticiado pelo comandante, a chegada ao Aeroporto de Malpensa-Milano foi recebida sob uma leve queda de neve (sonho de todo brasileiro carente de frio). Distintivamente à viagem do ano anterior, estava muito mais tranquilo quantos aos trâmites pela imigração dos aeroportos na União Europeia. Bastou mostrar os passaportes para receber o carimbo – nada de carta Schengen, hospedagens reservadas e/ou mínimo de dinheiro.
       
      Para viagens que têm destinos com temperaturas opostas às cidades de origem – como sair da abafada primavera paulista para um céu escurecido pela neve – é importante levar roupas na bolsa/mochila para trocar no aeroporto antes de se aventurar pelo destino (ou colocar um casaco mais pesado ainda na aeronave, caso descubra que o avião não usará o finger).
       
      Do Aeroporto de Malpensa para Milão, existem diversas formas de transporte: o táxi, que é muito caro; o trem expresso (Malpensa Express), a um custo à época de € 13; e os ônibus (shuttle), de 8 a 10 euros. No entanto, o nosso caso seria direcionado a outra cidade, Busto Arsizio. Para chegar a esta cidade, bastava pegar o trem regional, a um custo de € 4.
       
      O detalhe que fica nessa primeira viagem ferroviária na Itália é que não passei por nenhuma catraca em todo o trajeto. Não recebi comprovante de pagamento quando comprei na bilheteria, não havia catraca na plataforma do aeroporto, nem na saída da estação em Busto Arsizio. Era necessário convalidar o bilhete em pequenas máquinas que ficam em todas estações de trem na Itália (a necessidade de convalidar o bilhete não ocorre só na Itália – vale para vários países europeus). Basta inserir o bilhete de trem adquirido na máquina e essa registra o momento do ato (convalida), indicando o período pelo qual a viagem é válida. Por sorte, não tivemos a desagradável abordagem pelo fiscal da companhia ferroviária.
       
      Depois de deixar as malas no quarto, partimos para a noite milanesa. Nada mais justo experimentar o aperitivo milanês: pede-se uma bebida junto com os aperitivos – só que, tratando-se da comida italiana, os aperitivos serviam perfeitamente para jantar. Para esta experiência, o custo ficou em 10 euros.
       
      A neve que caía no aeroporto foi modificada por uma mistura de água e neve em Milão, o que dificultava um pouco andar pelas ruas geladas e molhadas da cidade italiana. Próximo da estação Milano Cadorna fica a Basilica di Sant´Ambrogrio, uma igreja milenar com registros da época romana.
       
      RESUMO
       
      O trâmite de imigração PODE ser bem tranquilo.
       
      LEMBRE-SE de ver qual é a temperatura prevista no momento de chegada ao destino.
       
      SAIR do aeroporto é fácil. O problema está no preço e tempo para cada forma de transporte – e ver na última hora pode ser bem mais complicado.
       
      Nas ferrovias italianas (e na Europa) lembre de CONVALIDAR seu bilhete.
       
      VIVA a noite em Milão: experimente os aperitivos milaneses.
       
      Dia 20/12 (3)
       
      Nas primeiras horas em solo europeu, é fundamental ir ao mercado comprar alimentos para economizar com as refeições. A despeito de ser um ato aparentemente simples, a dificuldade representada por outro idioma (italiano) e a necessidade de calcular os preços (não somente de euros para real, mas entre os próprios produtos em euro – a diferença de preços chega a ser surpreendente) tornam a ação bem mais demorada do que a feita no Brasil. Para tornar o ato mais eficiente, o uso de celular e/ou papel e caneta para tradução e comparação de preços pode ser interessante.
       
      Estávamos hospedados em Busto Arsizio, mas pegaríamos em Milão o ônibus para Londres à noite – e o que fazer com as malas? Seria inviável retornar para Busto Arsizio somente para buscá-las. Por um erro de planejamento, não tinha estudado antes os depósitos de bagagem disponíveis em Milão para poder comparar os preços e utilizamos o da estação Milano Centrale, a um custo de € 7 por 7 horas.
       
      Com as malas guardadas na estação, realizamos nosso passeio de um dia por Milão. Para quem tem somente essas horas na cidade, o passeio obrigatório é o Duomo de Milano, uma gigantesca catedral gótica. Muitos sobem no seu telhado, no qual fica mais fácil observar a arquitetura e as inúmeras estátuas que compõem a estrutura da catedral e permite uma ampla visão da cidade. Diferentemente de outras igrejas de Milão, o acesso a seu interior é pago.
       
      Além do Duomo, foi possível conhecer ainda a Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos shoppings da Itália; a Via Monte Napoleone, uma das ruas que compõe o quadrilátero da moda, composta por várias grifes internacionais; o Bosco Verticale, conjunto de torres residenciais “verdes”.
       
      Depois de retirarmos as malas, embarcamos no metrô rumo à estação Lampugnano, que possui uma rodoviária anexa de onde partem os ônibus para outros países e regiões. Apesar de Milão ser uma grande e importante cidade, a rodoviária estava longe da qualidade apresentada pela Rodoviária paulistana Tietê – era apenas uma cobertura aberta, onde os passageiros nas plataformas aguardavam no frio a chegada dos ônibus.
       
      Depois de um atraso de uma hora, o ônibus chegou. O motorista pede documento de identificação (passaporte) e um comprovante da passagem, com o QRcode (pode ser tanto no celular quanto impresso, mas é melhor ter a versão impressa: possibilita conferir informações rapidamente e auxilia caso ocorra algum problema, como falha da leitura do QRcode no celular). Diferentemente de viagens brasileiras, cada passageiro coloca – e retira – sua mala no bagageiro do ônibus e escolhe livremente seus lugares.
       
      RESUMO
       
      Ao chegar ao destino, vá ao SUPERMERCADO.
       
      ENTENDER o que está escrito nos produtos pode ser complicado. Baixe um tradutor para uso off-line.
       
      As malas podem representar um custo a mais considerável. Se puder, pesquise antes por DEPÓSITO DE BAGAGEM caso tenha de usar.
       
      Em Milão, VISITE o Duomo de Milano, a Galleria Vittorio Emanuele II, o Bosco Verticale, a Via Monte Napoleone entre outros.
       
      Nem tudo é perfeito: os ônibus em países desenvolvidos podem ATRASAR.
       
      Para EMBARCAR no ônibus, basta seu passaporte e o QRcode – e coloque você mesmo sua mala dentro do veículo.
       
      Dia 21/12 (4)
       
      Os ônibus realizam com frequência constante paradas com duração de 15 minutos, o que torna desnecessária a preocupação de eventual necessidade de ir ao banheiro.
       
      Finalmente, um pouco depois do meio-dia, o ônibus chegava na estação Gallieni, em Paris, para conexão de menos de 2 horas com a outra linha que levaria a Londres (apesar do atraso de uma hora em Milão, o motorista conseguiu recuperar o tempo). Diferentemente das paradas realizadas pelo ônibus, o banheiro na estação é pago, e o preço dos produtos (água e comida) nas lanchonetes é caro. Então, mesmo que não “sinta necessidade”, melhor ir ao banheiro das paradas e traga comida comprada em mercados. Quanto ao consumo de água, não há necessidade de comprar – toda água disponível nas torneiras da Europa é potável, com exceção de alguns países da Europa Oriental.
       
      Diversamente ao primeiro ônibus em Milão, este chegou no horário e iniciamos a segunda parte da viagem. Seguiu em direção ao norte francês até Calais, onde começava ainda na França o trâmite de imigração para as ilhas britânicas.
       
      Ainda no ônibus, entregaram-nos um pequeno pedaço de papel para preenchimento de informações exigidas pelos oficiais britânicos (se os dados que forneci estavam de acordo com o determinado pela lei britânica, nunca saberei).
       
      Depois de passar pelo guichê dos oficiais franceses, que deram o carimbo de “saída” no passaporte – pela lei, estava em território internacional, mas fisicamente na França – chegamos ao posto dos oficiais britânicos. Como esse “caminho” dos ônibus é comumente utilizado por imigrantes ilegais, esperávamos uma entrevista mais “longa” em comparação a dos aeroportos. Apresentamo-nos juntos ao oficial que pediu as informações básicas: hospedagem, tempo de permanência, além de requisitar os papeis com os dados do voo de retorno. Respondemos que íamos passar o Natal em Londres e que alugamos um apartamento, além de mostrar os papeis do voo. Foi o suficiente. Em posse de nossos passaportes, carimbou a entrada, junto do visto de permissão de permanência no Reino Unido por até 180 dias.
       
      De volta ao ônibus depois do nosso sucesso na obtenção do visto, este ainda não saiu: outros passageiros não tiveram o mesmo desempenho – um inclusive foi retirado do ônibus por policiais mesmo tendo recebido o visto. Após esperar meia hora, o motorista virou a chave do veículo e partiu. Mas, em menos de dez minutos, parou o veículo novamente. Porém não se tratava de embaraço alfandegário.
       
      À frente do ônibus, gigantescas plataformas denotavam o início do Eurotúnel. Após ter a liberação de acesso pelo funcionário da ferrovia, o motorista manobrou para a plataforma indicada e inseriu o veículo no imenso trem que percorre por baixo do Canal da Mancha.
       
      Com a entrada de outros veículos, o vagão foi lacrado e o trem iniciou o percurso. Nesse trajeto os passageiros têm permissão de descer do ônibus e andar pelo trem. Apesar do caminho ser por baixo do mar, nada demonstrava que está embaixo dele, a mais de 100 km/h.
       
      O vagão foi aberto com a parada do trem indicando o fim do Eurotúnel, em Folkestone. O motorista manobrou e rapidamente caiu na estrada, regulada sob a curiosa mão inglesa. No primeiro posto de combustível da estrada, o ônibus fez uma parada, onde alguns passageiros desceram e retiraram suas malas (e meu receio de “pegarem” a mala errada...) – fiquei com a impressão de que alguns europeus vão ao terminal inglês no Canal da Mancha e utilizam o transporte de ônibus para a Europa Continental para economizar.
       
      Em seguida, o motorista retornou a marcha rumo à capital inglesa. De largas rodovias, o cenário do percurso modificou para estradas menores, mais apertadas, de caráter urbano... Até visualizar numa avenida a placa da TransportForLondon, prova inequívoca de que tínhamos chegado à Grande Londres. Como cruzamos a cidade desde os subúrbios até o centro, esse trecho, de certa forma, foi o equivalente a um city tour.
       
      As casas da exclusiva arquitetura britânica foram trocadas por lojas de comércio e alguns prédios, mas ainda não aparecera nenhum ponto famoso reconhecível – até chegar próximo ao rio Tâmisa e, como fã do personagem James Bond, reconhecer instantaneamente o prédio do MI6 ao lado da Vauxhall Bridge.
       
      Em poucos minutos, o ônibus chegou na rodoviária que atende Londres (Victoria Coach). Diferentemente do que seria possível imaginar para um país desenvolvido, a rodoviária não é integrada à estação homônima de trem e metrô.
       
      Na estação Victoria, pagamos a caução do cartão OysterCard (£ 5) e o valor do metrô avulso até Candem Town, que fica na zona 2 (£ 2,40). À época, bastava ficar mais de dois dias em Londres para receber a caução do cartão de volta – agora só é possível receber depois de um ano. Como era também uma estação de trem, poderia já ter comprado o travelcard para iniciar o uso no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      Não se preocupe muito com a NECESSIDADE de ir ao banheiro – o ônibus faz frequentes paradas.
       
      TRAGA comida comprada nos supermercados – o preço dos alimentos nas paradas realizadas pelo ônibus é bem alto.
       
      A ENTREVISTA para acessar o Reino Unido começa ainda na França. Basta responder diretamente o que o oficial da imigração perguntar – e tenha os papeis relacionados à viagem junto consigo.
       
      Os ônibus são uma forma mais barata (e demorada) de utilizar o EUROTÚNEL.
       
      RECONHEÇA o prédio de MI6, constante nos filmes de James Bond.
       
      Dia 22/12 (5)
       
      Nesse dia ocorreu um erro: acordamos mais tarde do que devia, o que pode afetar todo o planejamento previsto para o dia.
       
      Fomos à estação de trem Euston comprar o Travelcard em papel para uso do transporte público ilimitado por uma semana e que permitiria participar da promoção 2FOR1. A atendente da estação perguntou qual seria o tempo de uso (1 semana) e as zonas abrangidas (1 e 2). Ela requisitou as fotos 5x7 para colar no documento – na verdade, as 3x4 do Brasil servem. Como as fotos 5x7 são caras na Europa e ainda mais caras na Inglaterra, lembre-se de trazer do Brasil – e pediu que assinássemos o travelcard. Recebemos um tipo de “carteirinha” com nossa foto e um papel em formato de cartão que deve ser inserido nas catracas das estações de metrô e somente mostrado aos motoristas dos ônibus vermelhos.
       
      Em posse do Travelcard e dos vouchers da promoção 2FOR1 desembarcamos na estação Tower Hill, para irmos na Tower of London. Só que a cidade possuiu atrações uma ao lado da outra e, antes de irmos à Tower of London, conhecemos a icônica Tower Bridge. Porém é mais importante executar o passeio principal do dia e, conforme o tempo disponível, conhecer as demais atrações.
       
      Tendo encontrado a bilheteria da Tower of London, era o momento de testar os vouchers da 2FOR1 e descobrir se era somente uma promoção “para inglês ver”. O funcionário ficou com os vouchers e viu nossos travelcards – e a “mágica” aconteceu: recebemos o segundo ingresso gratuitamente.
       
      A Tower of London, com esse nome, parece indicar somente uma torre – mas é muito mais do que isso. É um fascinante complexo com mais de 900 anos, que serviu de residência real, depósito de armas, casa da moeda e atualmente, além de importante atração turística, serve como cofre das joias da Coroa Britânica. Tal qual alguns museus em Londres, possui algumas seções interativas, o que permite ao visitante se integrar ainda mais com a história – e, consequentemente, a visita demanda ainda mais tempo do que podia ser previsto. Considero um símbolo de Londres e um sacrilégio não a visitar – é uma atração a qual voltarei.
       
      Com o horário de visita a Tower of London e de outros museus exaurido, buscamos conhecer alguns dos locais abertos da cidade. Decidimos ir à área abrangida pela Oxford e Regent Streets e desembarcamos na estação de metrô Oxford Circus – ou seria o Brás? O Natal estava à vista, em 3 dias, e uma quantidade imensurável de consumidores compartilhava cada metro quadrado do local, uma das regiões de comércio popular mais famosa de Londres (para brasileiros, infelizmente, os preços não eram tão populares quanto gostaríamos).
       
      A despeito da dificuldade de deslocamento típica de zonas de comércio popular, avançamos pela Regent Street até Piccadilly Circus, praça consagrada por seus painéis curvos e pela estátua de Eros.
       
      Depois de encontrar uma lanchonete para refeição, já que os restaurantes ao redor são extremamente caros, chegamos a Leicester Square, outra memorável praça londrina (e de preços também “memoráveis”). Nela ficam algumas lojas famosas, como a do Lego e da M&M´s.
       
      No caminho para a estação de metrô Charing Cross, chegamos a outra praça que acredito ser ainda mais célebre: Trafalgar Square, que celebra a vitória da Marinha Real Britânica contra as forças napoleônicas durante a batalha homônima de 1805. Nela ficam as Coluna de Nelson (homenagem ao destacado Almirante Nelson, que participou da Batalha de Trafalgar) e National Gallery, que seria um dos lugares visitados no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      DICA UNIVERSAL: acorde cedo para aproveitar o máximo que puder da viagem.
       
      UTILIZE o Travelcard em papel de 1 semana para pagar menos nas atrações.
       
      Entre no que considero como passeio OBRIGATÓRIO em Londres: a Tower of London.
       
      ADMIRE a ponte vitoriana Tower Bridge.
       
      VÁ para a região do “Brás” de Londres: Oxford e Regent Streets.
       
      Inevitavelmente, em algum momento da viagem, PASSARÁ pela Trafalgar Square.
       
      Dia 23/12 (6)
       
      Mais habituados com Londres, desembarcamos na estação Westminster para acessar a Churchill War Rooms, um museu em homenagem ao ex-primeiro ministro inglês Sir Winston Churchil. No museu é apresentado um pouco da vida e história do estadista, como suas obras literárias (ganhou o Prêmio Nobel de Literatura). Contudo, a ênfase é aplicada sobre as ações mais importantes realizadas pelo político: as salas do atual museu serviram como gabinete de guerra para liderar o Reino Unido junto aos demais países nas vitórias dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, até 1945. Os ambientes representam fielmente o período da guerra, com bonecos representando oficiais no esforço de vitória, mapas dos anos 40, escritório,  a sala de trabalho das secretárias do ex-ministro, o quarto de Churchill, cozinha, além de curiosidades e objetos relacionados à guerra, como a Enigma ­­– uma máquina eletromecânica de criptografia, cujo código foi quebrado sob liderança do matemático Alan Turing.
       
      Para quem tem curiosidade, o filme O Destino de Uma Nação indica de forma satisfatória o gabinete de guerra que foi transformado em museu. Após a visita ao local, é perceptível compreender a admiração dos britânicos pelo seu ex-primeiro ministro – que, decerto, ganhou mais admiradores após o passeio.
       
      Depois de conhecer Churchill War Rooms, fomos ao National Gallery, um museu de arte fundado em 1824 que abriga pinturas de artistas europeus do século XIII ao XX, com quadros de Cézanne, Manet, Goya, entre outros. Curiosamente, um dos quadros que nos impressionou – An Experiment on a Bird in the Air Pump (1768) – era justamente a pintura que aparecia atrás de James Bond em Skyfall.
       
      Todavia, a visita ao National Gallery tinha de ser rápida, já que era um outro museu o foco do dia (ademais, é o principal museu da cidade): The British Museum. Conseguiram colocar artefatos de TODAS as culturas que já existiram: macedônios, fenícios, sumérios, babilônios, árabes, africanos, índios, egípcios, gregos, romanos, americanos, africanos, asiáticos, chineses, mongóis, indianos... (com a ressalva que somente um pequena fração das peças do museus ficam em exposição).
       
      Na área egípcia, os turistas se aglomeram ao redor da Pedra de Roseta, artefato que permitiu a tradução dos hieróglifos do Egito Antigo para os idiomas vigentes, por meio da “ponte” representada na pedra em grego antigo. Como é de se esperar, várias múmias ficam expostas nas alas. Contudo, mesmo chamando pelo Imhotep, nenhuma respondeu – era impossível não lembrar do filme O Retorno da Múmia (2001).
       
      Na seção grega, não um, dois ou três... mas incontáveis vasos gregos lotavam a sala e, a despeito de ter mais de dois mil anos, vários estavam intactos, como se o curador do museu tivesse comprado os objetos na Oxford Street. Em outra ala, enormes colunas gregas chocavam os visitantes por seu tamanho e, possivelmente, se perguntavam como colocaram – e trouxeram da Grécia – tais colunas no museu.
       
      Para ver todo o museu (e caso goste de objetos históricos) um dia é necessário. O museu fecha às 17:00, contudo isso não quer dizer que pode ficar dentro do complexo até as 16:59. Vinte minutos antes eles já iniciam o processo de “evacuação”.
       
      Com as atrações fechadas, resta visitar os lugares abertos. Um dos escolhidos foi o Monument, uma torre de pedra criada em homenagem ao Grande Incêndio de Londres de 1666. Outro local foi rever o edifício do MI6 (só não contávamos com um guindaste que atrapalhava as fotos...) e caminhar pelas vias Millbank e Whitehall até acessar um pub próximo à Trafalgar Square. No entanto, o local não agradou e voltamos ao apartamento, mas não antes de comprar um prato típico britânico: fish and chips. A ressalva que fica para esse prato (e para outros alimentos) é que custou £ 6,50 em Candem Town, contra £ 13 na área mais central (e turística) de Londres.
       
      RESUMO
       
      VISITE as Churchill War Rooms.
       
      CONHEÇA alguns museus de Londres: National Gallery e The British Museum.
       
      CONSUMA uns dos típicos pratos londrinos: fish and chips.
       
      Dia 24/12 (7)
       
      Era o primeiro dia com limitações de atrações devido ao feriado Natal e as opções de passeios eram menores, devendo ser previamente pensadas. Ainda no começo da manhã, desembarcamos na estação St John´s Wood até chegar à Abbey Road, rua que foi o cenário do consagrado álbum homônimo de The Beatles. A frequência de turistas-fotógrafos que aparecem no local é relativamente alta, o que permite o registro do seu momento Paul McCartney, apesar de ser uma rua comum – os carros continuam passando por lá, demandando mais tempo para as fotos/videos.
       
      A próxima atração do dia foi a troca de guarda em frente ao Buckingham Palace. Apesar de ser famoso, é dispensável – achei demorado e cansativo, sem contar com os alertas da polícia acerca dos batedores de carteira (os pickpockets). Pelo menos, o passeio seguinte não era longe: a Queen´s Gallery, numa entrada lateral do Buckingham Palace. Sendo dentro do palácio, imaginava que seria possível visitar algumas salas ricamente decoradas, tal qual o Palácio Real de Madrid e curtir a exposição. Infelizmente, eram só algumas simples salas com exposição de objetos de arte pertencentes à Coroa Britânica (como toda as exposições de artes na Europa, é interessante, mas existem outros lugares com mais obras e baratos).
       
      Posteriormente, caminhamos ao longo de The Mall, a via de asfalto vermelho que sempre aparece nos filmes e noticiários, e conecta o Buckingham Palace à Trafalgar Square.
       
      A ideia seguinte era conhecer a St. Paul Cathedral, contudo nós e mais alguns turistas fomos avisados que já estava fechado para visita, apesar de ter verificado com antecedência que estava ainda no horário válido para acesso. Como não adianta discutir, fomos à Milennium Bridge, uma ponte exclusiva a pedestres que conecta a catedral ao Tate Modern.
       
      Outra atração que estava realmente aberta era Bond in Motion (London Film Museum Covent Garden), um museu acerca de James Bond. Para chegar ao local, utilizamos os tais ônibus vermelhos da cidade, que permite aquela visão um pouco mais “de cima” das ruas, e achei meio lento – definitivamente os trilhos são a melhor opção para Londres. No museu encontram-se os carros, objetos, roupas e materiais dos filmes, especialmente do último, Spectre (2015) – para quem curte os filmes do agente especial britânico é um passeio que poderá valer a pena.
       
      Findo o passeio pelo mundo de 007, só restava pelo resto do dia conhecer mais ruas e lugares da capital britânica. Andando mais próximo ao Rio Tâmisa, encontramos o enorme edifício The Shard, à Tower Bridge, sob a especial iluminação noturna e, mais afastado, a estátua de Sherlock Holmes próximo da estação Baker Street.
       
      RESUMO
       
      FAÇA pessoalmente sua própria versão da capa do álbum Abbey Road, dos The Beatles.
       
      ENCARE junto com milhares de turistas uma posição privilegiada no Buckingham Palace.
       
      Com um pouco mais de sorte, VÁ para St. Paul Cathedral e caminhe pela Milennium Bridge.
       
      Dia 25/12 (8)
       
      Merry Christmas! O Natal chegou. Mas, diferente dos britânicos, não pretendia passar o feriado no apartamento. Afinal, estava em Londres e cada segundo em libras esterlinas tinha que ser aproveitado. Todavia, esse dia era o mais difícil da parte do planejamento, pois as atrações estariam fechadas, até o transporte público. Seria o caso de conhecer os lugares abertos da cidade, com o cuidado de minimizar o uso das pernas.
       
      Como um referencial, utilizei os cenários londrinos da série Sherlock, da BBC. A primeira parada foi a frente da casa do Sherlock Holmes, a 221B que fica na... N Gower Street, próximo à estação Euston (os produtores escolheram essa rua pela proximidade da Baker Street, que é uma rua movimentada, e pela conveniência de gravação).
       
      Seguimos pela Woburn Pl, onde encontramos algumas lojas abertas, apesar do feriado (provavelmente seus lojistas não comemoram o Natal) até chegar a High Holborn, que delimita parte da City of London (Londres e a City não se confundem: a City é a cidade original, enquanto os outros lugares, como Westminster, são cidades que foram unidas na atual Londres). Na City, ficam a Central Criminal Court, cenário de julgamento de James Moriarty. Bem próximo, o St. Bartholomew´s Hospital, onde Sherlock faz suas pesquisas auxiliado por Molly e... (melhor assistir à série).
       
      Apesar de citar apenas alguns cenários, cada casa, cada prédio merece uma contemplação. Ao longo das vias da cidade, cruza-se por edificações seculares que provam o porquê de Londres É Londres.
       
      Após chegar ao ponto mais “oriental” do dia – a área ao redor da estação Bank, depois de ver outros turistas que abusavam das pernas no feriado, realizamos um percurso às margens do Rio Tâmisa, ora mais próximo do rio, ora mais afastado. Nessa maratona, foi possível encontrar mais estátuas da Rainha Victoria e perceber a admiração dos britânicos pela antiga monarca – desde estátuas em frente ao Buckingham Palace, na Blackfriars Bridge, a nome de linha e estação de metrô.
       
      Na área da estação Embankment, atravessamos o rio pela Golden Jubilee Bridge até os Julibee Gardens, que também são cenários da série Sherlock e um dos lugares mais visitados de Londres, onde fica a roda gigante London Eye (e também vários “espertinhos” tentando dar golpe em turistas).
       
      A próxima ponte era a Westminster Bridge, onde o helicóptero abatido por James Bond caiu em Spectre (2015). O local é uma paisagem perfeita para fotos e vídeos da própria ponte e dos Palace of Westminster e Big Ben (o problema é que estes ainda estão em reforma...). Do parlamento avançamos até o Buckingham Palace, agora sem que aquele movimento insano de turistas como no dia anterior, o que permitiu apreciar os detalhes da praça e da área externa do palácio.
       
      Pela Constitution Hill, chegamos ao Hyde Park, que, surpreendentemente estava aberto no dia. O parque, um dos maiores de Londres, é famoso pelo Kensington Palace e os esquilos que acompanham os transeuntes, em busca de comida.
       
      Durante o descanso no parque, a noite chegou, junto ao cansaço, imperando o regresso ao apartamento. Caminhando ao redor do parque, chegamos ao Marble Arch e seguimos pela Oxford Street, que seria o foco do dia seguinte. As ruas do comércio popular estavam vazias, bem diferente do enxame de pessoas visto no dia 22, e as lojas fechadas preparavam-se para as liquidações que iniciariam em alguns pares de horas.
       
      Todo esse trajeto totalizou mais de 20 quilômetros – unicamente a pé. Existe a possibilidade de embarcar nos ônibus Hop On Hop Off, que funcionam no feriado de Natal. Contudo, como nessa viagem a maioria das atrações seria conhecida nos seis dias restantes de passeio, escolhemos nossas pernas – não adianta se iludir: para conhecer o Velho Continente, tem de andar... (e muito).
       
      RESUMO
       
      APROVEITE o Natal em Londres para conhecer uma cidade muito mais tranquila.
       
      VISITE os cenários da série Sherlock, da BBC.
       
      CRUZE as inúmeras pontes sobre o Rio Tâmisa.
       
      Dia 26/12 (9)
       
      Boxing Day! O terceiro dia de limitações das atrações é um feriado típico dos britânicos. Nesse dia os lojistas derrubam os preços dos produtos que não venderam até o Natal. E, mesmo com a necessidade de acessar a Oxford Street, a restrição de transporte público ainda continuava – o regresso é feito gradualmente, começando pela periferia até chegar ao centro. Por conta disso (e do horário das aberturas das lojas), era necessário acordar mais cedo do que o de costume, como se fosse um “dia de trabalho”.
       
      Entrementes, chegamos a tempo na mais famosa loja de roupa barata das ilhas britânicas – e europeia: Primark. Tal qual a versão da Gran Via, em Madrid, os produtos estavam com preços muito satisfatórios, alimentados pela característica de liquidação do dia – produtos com remarcação na hora, blusas de 8 por 3 libras, camisetas por 1 libra. Para quem tiver a oportunidade de passar esse dia em Londres (e com a mala adequada), vale muito a pena.
       
      Depois de vasculhar cada conta da loja, fomos em outras na Oxford Street, mas nestas os preços não chegavam próximo ao encontrado na primeira – fora da dificuldade de caber na mala. Ainda assim, os camelôs que vendem na calçada possuem bons preços, como um moletom com o desenho de Londres, mais barato do que em outras lojas inclusive afastadas do centro da cidade.
       
      A ideia à tarde era visitar a St. Paul Cathedral, que, segundo o site da igreja, retomaria seus passeios no dia. No entanto, o cansaço no grupo decorrente do dia anterior foi implacável e descansamos por um breve período no apartamento. Nesse ínterim, percebemos o patriotismo dos britânicos: a quantidade de filmes com atores do Reino Unido era absurda (coincidência ou não, assistimos ao 007 Skyfall, com James Bond realizando uma perseguição nas ruas de... Londres!).
       
      Posteriormente, voltamos ao centro de Londres, para se encantar novamente com as ruas da cidade e encontrar eventualmente mais algumas pechinchas do dia.
       
      RESUMO
       
      APROVEITE as ofertas do Boxing Day.
       
      Dia 27/12 (10)
       
      Com o retorno das atividades turísticas, fomos até à estação King´s Cross St. Pancras visitar a plataforma 9  do Harry Potter. Apesar de ser denominada como uma única estação, são duas estações de trem concebidas separadamente – King´s Cross e St. Pancras (a que aparece em Harry Potter e a Câmara Secreta é a St. Pancras). Apesar de o último livro do bruxo já ter sido lançado a doze anos, ainda tinha fila para tirar foto para "embarcar" na plataforma.
       
      Dos filmes do Harry Potter, fomos ao cenário de outra produção da sétima arte: Um Lugar Chamado Notting Hill. Desembarcamos na estação Notting Hill Gate e caminhamos pela Portobello Road, com sua sempre constante feira de rua (existem produtos interessantes, mas se deve tomar cuidado com eventuais produtos falsos).
       
      Fora de Notting Hill, entramos no ônibus vermelho para conhecer o Kensington Palace, que foi o principal palácio da realeza até a rainha Victoria mudar para o Buckingham Palace. Neste palácio ainda vivem (ou viviam) alguns membros da família real, como o Duque e a Duquesa de Sussex (Príncipe Harry e Meghan Markle). No palácio, os funcionários contam a história do local e, principalmente da Rainha Victoria e do príncipe Albert – como o forte temperamento da jovem rainha, de expulsar sua mãe após a morte do rei. Nas salas, objetos pertencentes à antiga monarca ficam em exposição, como suas bonecas, quadros, pinturas, joias e coroa que não ficam na Tower of London.
       
      Além da Rainha Victoria, existe uma ala dedicada a outra personalidade real querida pelos britânicos: a Princesa Diana, com uma exposição da breve vida da Lady Dy e de seus célebres vestidos.
       
      Fora do palácio, fomos à Westminster Abbey. Só que nos enganamos com a entrada junto com outros turistas e achamos que já estaria fechada, mas era um portão errado. No fim, resolvemos ir ao Natural History Museum. Apesar de ser um passeio à primeira vista para crianças, o museu também diverte adultos. Ficam à vista rocha da Lua, representação de milhares (e gigantescas) espécies, como a Baleia Azul, e outros tantos extintos, como dinossauros e outros não tão antigos assim, como o Pássaro Dodô. Para os brasileiros que não têm a menor ideia de como é enfrentar um terremoto, um simulador do museu representando a fúria da Terra num supermercado de Kyoto consegue gerar uma noção.
       
      Tal qual a Tower of London e British Museum, os funcionários “convidavam” os visitantes a se retirarem do recinto. Para a última noite completa em Londres, visitamos na Regent Street a Hamley´s – famosa loja de brinquedos que divertem crianças (e muitos adultos – o problema é que nada mais cabia na mala...). E a sempre presente caminhadas pelas ruas da cidade, como em Whitehall.
       
      RESUMO
       
      CONHEÇA alguns dos cenários de filmes em Londres, como do Harry Potter e Um Lugar Chamado Notting Hill.
       
      Já que não dá para entrar no Buckingham Palace no inverno, VISITE o outro palácio real: Kensington Palace.
       
      Outro museu a ser CONHECIDO na cidade: Natural History Museum.
       
      Dia 28/12 (11)
       
      Como tudo na vida, alguma hora acaba – o último dia nas ilhas britânicas chegara. Era o ato chato de arrumar as malas e a missão impossível de fazer as compras caberem nelas (contudo, creio que fosse melhor fazer na noite anterior à saída).
       
      Infelizmente, não era possível deixar as malas no apartamento; ou seja, tal qual em Milão seria necessário encontrar um depósito de bagagem, com a diferença de ter algum conhecimento do preço pelo pago na Itália. Existem alguns sites que oferecem esse serviço, mas como não estávamos acostumados – fora que em alguns o preço continuava caro – preferimos o modo tradicional.
       
      Fomos até a estação Victoria e vimos preços muito acima do que fora pago em Milão. Somente com o choque percebemos que estávamos na estação Victoria de trem e metrô e não na rodoviária (coach) Victoria. O serviço da rodoviária se mostrou muito mais conveniente: os preços eram bem menores, o prazo de aluguel e o tamanho da mala mais flexíveis.
       
      Com as malas guardadas, fomos à Westminster Abbey e, desta vez, na porta – e fila – certa. Aliás, foi o único local de Londres que tinha fila gigante (pode ser pela data, 28/12; dia da semana – sexta-feira; o horário em qual chegamos; e/ou é uma atração superdisputada). Na abadia encontramos o lugar onde está enterrado o cavaleiro que o papa enterrou (quem acompanha Robert Langdon entenderá...), além de outras poderosas personalidades históricas britânicas, o local onde é feita a coroação da monarquia britânica e a cadeira em que o recém rei/rainha recebe a coroa, com quase um milênio.
       
      Findo o passeio pela abadia, era o momento de se preparar para a viagem à Paris. Fomos à estação do metrô receber a caução de £ 5 do Oystercard de volta e ao mercado para comprar algum alimento para comer na viagem.
       
      Após retirar as malas, aguardamos na rodoviária a chegada do ônibus. Desta vez, muito diferente da experiência em Milão, essa rodoviária aproxima-se mais com o que conhecemos da rodoviária Tietê, com painéis eletrônicos indicando a linha do ônibus à respectiva plataforma, bancos para descanso, lanchonetes e lugares cobertos.
       
      Desta vez, o ônibus chegou no horário e, semelhante ao primeiro trajeto, o motorista fez uma simples conferência do bilhete e passaporte, cabendo a cada um guardar sua respectiva mala. Era o fim da minha primeira estadia em London.
       
      Depois de um pouco mais de uma hora de percurso, o ônibus chegou em Folkestone para os trâmites de imigração. Os agentes britânicos entraram no ônibus e passaram os chips dos passaportes num leitor; já os franceses foram mais “tradicionais”, com a fila indiana para se apresentar aos agentes de imigração.
       
      Todavia, o trâmite de imigração foi bem mais rápido do que o da viagem da semana anterior (afinal, seria um tanto difícil imaginar um imigrante ilegal querer sair do Reino Unido rumo à Europa Continental). O ônibus partiu rumo ao Canal da Mancha, mas, ao invés de descer para as plataformas do trem, estava subindo... até parar em uma das vagas dentro da balsa. Só que esta balsa era muito diferente das que atendem a travessia Santos-Guarujá; estava mais para um cruzeiro: restaurante, cassino, área de descanso, free-shop.
       
      A balsa saiu do cais britânico ao lado de centenas de gaivotas, num cenário parecido ao visto no filme Indiana Jones e A Última Cruzada, apesar da limitação de visão devido à fraca luminosidade noturna. O trem é inegavelmente mais rápido (menos de uma hora) do que a balsa (2 horas), mas para quem está a turismo a balsa pode tornar a viagem mais divertida – e seguramente bem mais econômica. Durante o trajeto, basta encostar num dos vários bancos da balsa, já que não é permitido ficar dentro do ônibus enquanto a embarcação navega pelo Mar do Norte.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      A rodoviária (coach) Victoria possui depósito de bagagem com preço INFERIOR a de estações de trem.
       
      VISITE a Westminster Abbey, a principal igreja de Londres.
       
      O trajeto Londres-Paris pode ser feito de maneira ANTIGA: via balsa.
       
      Londres e Paris – Parte 3 – França e Suíça
       
      Dia 29/12 (12)
       
      Já em território francês, o ônibus fez uma parada no Aeroporto Charles de Gaulle e chegou em Paris, na rodoviária Gallieni que, diferente de sua equivalente londrina, é integrada ao metrô da cidade. Depois de comprar os bilhetes de metrô (na época, os t+10; agora existem opções melhores) e ver alguns usuários pulando a catraca, embarcamos na rede de trilhos até a cidade de Montreuil.
       
      Como chegamos mais cedo do que o combinado para entrar na casa alugada (e para escapar do frio), decidimos tomar um chocolate quente – só não contávamos que ninguém entenderia chocolate, apesar da grafia em francês ser chocolat. Após muito esforço, conseguimos obter o produto – e perceber que a influência do inglês nos outros países fica limitada às áreas turísticas.
       
      Depois de deixar as malas na casa, fomos à primeira atração da cidade, a Basilique du Sacré-Coeur, na área mais elevada de Paris. Já tinha pesquisado ainda no Brasil acerca dos golpistas que amarram pequenas fitas no braço e, para evitar de sermos importunados, subimos até a basílica com as mãos dentro do bolso.
       
      Diferente do que pode ser imaginado para umas das cidades mais visitadas do mundo, o acesso à área interna da basílica é gratuito – porém, é uma visita rápida. Para quem quiser pagar, há a opção de subir nela e ter uma ampla visão de Paris. Mas não é a única: a Tour Eiffel ou a Cathédrale Notre-Dame também oferecem uma visão “aérea” da cidade.
       
      O roteiro por Paris estava mais flexível, em comparação a Londres. O escolhido no dia foi se perder pelas ruas do bairro de Montmartre e chegar ao próximo ponto turístico do bairro: Le Mur des Je T´aime (o Muro do Amor – o muro em si não é uma novidade espetacular, mas sintetiza o romantismo da capital francesa e perceber a quantidade absurda da casais que percorrem as ruas parisienses).
       
      O ato de se “perder” em ruas desconhecidas força aos “perdidos” reforçar a atenção e visualizar detalhes que fogem quando imersos na rotina. Nesse ato, ao olhar para direita, vi no fim da subida de uma rua umas pás de moinho de vento que não me eram estranhas. Ao chegar no fim dela, descobrimos que se tratava do consagrado cabaré Moulin Rouge.
       
      Em direção ao Rio Sena, percorremos o Boulevard Haussmann (em homenagem ao prefeito do departamento do Sena que reconstruiu Paris durante o século XIX no formato atual) até às Galeries Lafayette Haussmann. Nas galerias é possível, a partir de seu terraço, ter uma visão ampla da cidade e, ainda, gratuita.
       
      Nessas andanças por Paris, entramos em alguns mercados – e caríssimos, muito mais do que em Londres. É fundamental se hospedar fora da cidade e ir aos supermercados na periferia, que apresentam um maior leque de produtos e preços mais “favoráveis”.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      Fora de áreas turísticas, pode ser mais DIFÍCIL se comunicar em inglês.
       
      VISITE a Basilique du Sacré-Coeur e Le Mur des Je T´aime.
       
      CAMINHE pelo Boulevard Haussmann.
       
      Dia 30/12 (13)
       
      Esse dia foi programado para ir ao Château de Versailles. Na verdade, não deveria – era um domingo, um dos piores dias da semana para tal passeio. No entanto, por questões pessoais só poderia ser nesse dia.
       
      Como no primeiro dia em Londres, saímos mais tarde da casa do que deveríamos e, consequentemente, essa demora cobrou seu preço – às 11 da manhã ainda estávamos em Paris, próximo da Tour Eiffel.
       
      Depois de descer na estação Gare du Versailles Chateau Rive Gauche, seguimos o fluxo de pessoas pela avenida até o palácio e o erro de sair tarde ficar às nossas vistas: era fila para entrar, fila para o banheiro, fila para pedir informações, fila para comprar ingresso, fila para tudo! Compramos o ingresso ao palácio e aos Domínios de Maria Antonieta, e Versailles nos contemplou com um benefício: recebemos um ingresso com hora marcada, que o sistema gera aleatoriamente para alguns (sortudos) visitantes.
       
      Como a hora marcada para entrar no palácio, fomos conhecer seus jardins – e já entender a razão do rei Luis XIV ser o símbolo máximo do absolutismo: o jardim era absurdamente grande, até onde a vista alcança e impecável (de tão grande oferecem aluguel de carros de golfe para conhecê-los). Posteriormente, com a reserva horária, adentramos o palácio e percebemos que a ostentação do rei sol estava muito além dos jardins. Em um vídeo sobre a história e construção do Château foi mostrado que criavam alas do tamanho de casa para qualquer ato banal, como sala de fumo, sala de reunião, sala de espera 1, sala de espera 2, teatro... até o momento de queda decorrente da Revolução Francesa de 1789. Quadros que cobriam toda a parede da sala que, por sua vez, tinham tamanho de casas, vários bustos de nobres franceses ornamentam o palácio, com ênfase, é claro, de Luis XIV e um nível riqueza que tornaria a Operação Lava Jato insignificante.
       
      Depois de passar um pouco mais de 2 horas dentro do palácio (e descobrir que a fila da qual escapamos com a hora marcada passava de 3 horas) fomos aos Domínios de Maria Antonieta. O local tem muita beleza, luxo e tudo o que é característico da época, mas após ver a suntuosidade de Château, estes ficam meio “simples”.
       
      Como a noite chegando, era o fim do passeio pelo Château de Versailles. Seria um fato comum o retorno para a casa, exceto por termos ido em direção à estação errada (Gare de Versailles Rive Droite) ao invés daquela que tínhamos chegado (Gare du Versailles Chateau Rive Gauche), mesmo possuindo o mapa online no celular. Ou seja, estude sempre bem o caminho, especialmente antes de ir ao local e evite uns bons minutos de andar à toa...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PROGRAME-SE para chegar cedo ao Château de Versailles – este fica fora de Paris, e, de quebra, evitar loooooongas filas.
       
      IMAGINE um enorme palácio e seus jardins e qudruplique – o Château de Versailles é ainda maior.
       
      Dia 31/12 (14) 
       
      Fim de ano, era sabido que o dia seria pela metade – afinal, era dia de horário reduzido de expediente e saberia como os parisienses e outros europeus passam o Ano Novo. Decidimos ir numa atração que não estava no guia de bolso, mas tinha encontrado em pesquisa na web: o Château de Vincennes. Bem mais simples (e vazio) do que a versão de Versailles, tinha sua graça como mais um palácio europeu que viria a conhecer – mas é surpreendente como o turismo de massa foca nas mesmas atrações; o palácio tem estação de trem e metrô literalmente na frente, no limite da cidade de Paris e, mesmo assim, é pouco visitado (se quiser fugir do sufoco de filas, é uma boa opção).
       
      Depois de obter os ingressos com uma atendente brasileira (tem brasileiro em todo lugar), conhecemos o Château e a capela vinculada. É o mais importante forte-real francês em estilo medieval ainda existente e serviu de prisão para personalidades famosas, como o Marquês de Sade.
       
      De Vincennes, fomos para o Hôtel des Invalides, onde está enterrado Napoleão Bonaparte, mas receei que não seria possível conhecê-lo integralmente por causa do horário e desistimos. Bem próximo dali fica o Champs de Mars, onde foi erguida a Tour Eiffel (apesar de ser apenas uma torre, trata-se da Torre, que povoa o imaginário de milhões de pessoas pelo mundo... e de outras tantas que já a conheceram e apreciam sua beleza).
       
      Atravessamos o Rio Sena e chegamos na Avenue des Champs-Élysées, que seria um dos lugares de concentração do Ano Novo. Aos poucos, europeus e turistas chegavam ao local para a passagem do ano e, enquanto isso, lojistas protegiam suas lojas já fechadas com tapumes. No regresso para a hospedagem, o transporte público estava com catracas liberadas – talvez para incentivar os habitantes a curtir o ano novo nas ruas, apesar do frio.
       
      Depois de nos prepararmos para a passagem de ano, sem levar carteira, e documentos e dinheiro na pochete, embarcamos no metrô e escolhemos a Champs-Élysées comemorar (ou seria a Tour Eiffel). As estações da avenida estavam fechadas, sendo necessário desembarcar nas mais afastadas e entrar na avenida após uma revista policial (semelhante a de carnaval, que fica aquela impressão que o agente fez uma “revista” mínima). Escolhemos um ponto no meio da avenida com visão sobre o Arc de Triomphe, onde seria projetada a contagem regressiva. O ano novo chegou e estávamos comemorando, abraçando um ao outro – e percebemos que os demais nada faziam, simplesmente iam embora, só foram ver a contagem regressiva da avenida e a queima dos fogos – até que um mendigo percebeu nossa felicidade e foi se “enturmar” conosco.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE o Château de Vincennes, uma versão menor de palácio, nos limites de Paris.
       
      PERCA horas no Champs de Mars para admirar a atração mais visitada no mundo: Tour Eiffel.
       
      CAMINHE pela Avenue des Champs-Élysées.
       
      Dia 01/01/2019 (15)
       
      Depois do mendigo se despedir da gente, seguimos a multidão para voltar para a casa. Fomos em direção ao Rio Sena pela Avenue Montaigne por onde as pessoas caminhavam – e se avolumavam. Excesso de pessoas nas calçadas e motoristas furiosos por não conseguirem sair do lugar por causa do trânsito parado na madrugada parisiense – parecia a região da Avenida Paulista ou do Ibirapuera no Natal.
       
      Numa das estações de metrô mais próxima da avenida, a fila de acesso à plataforma avança para além da catraca (claramente não seria eficiente tentar embarcar nesta estação). Na busca de outras estações de metrô mais afastadas do epicentro humano, caminhamos ao largo da iluminadíssima Tour Eiffel, com seu brilho registrando os primeiros minutos de 2019 da Cidade Luz. Ao mesmo tempo, ficava o receio de encontrar o sistema de trilhos fechado, já que o de Paris não funciona 24 horas.
       
      Felizmente, conseguimos entrar em uma estação e embarcar em um dos carros do metrô, cuja linha passa por onde estava o enxame de pessoas. Seria bem irônico se a linha que pegamos fosse denominada de Linha 3 Vermelha do metrô de Paris – a diferença era mínima, como as vozes em francês ao invés do português: passageiros que não conseguiam embarcar (e algumas expressões que deviam ser palavrões em francês), trem parado por vários minutos sem explicação da central, amassado a ponto de não conseguir abaixar o braço. Mas tirando o momento Sé de Paris, o metrô seguiu viagem e conseguimos chegar na casa.
       
      Evidentemente, o dia não seria para acordar cedo, já que parte dele foi gasto na madrugada – e nem precisaria, já que as atrações estariam fechadas. Seria mais um caso para andar a pé para conhecer a cidade, com a vantagem de ter o transporte público em comparação com o Natal em Londres.
       
      Com o resto do dia, chegamos à Place de la Bastille, local do antigo forte de onde ocorreu o fato histórico A Tomada de Bastilha, marco da Revolução Francesa e do início da Idade Contemporânea. Indo rumo a oeste, seguimos pela Rue de Rivoli até o Hôtel de Ville (a prefeitura de Paris), alternando entre igrejas e prédios históricos pelo caminho.
       
      Do Hôtel de Ville ficam à vista os fundos da Cathédrale Notre-Dame de Paris, que seria conhecida em outro dia (e antes do terrível incêndio de abril de 2019). Indo pelo Rio Sena, cada ponte tem suas particularidades, desde a exuberância da Pont Alexandre III, que foi presente do czar para a França, até pontes mais simples, como a Pont Neuf.
       
      Mas os pontos turísticos da Cidade Luz ainda não tinham acabado: Place Vendôme, Place de la Concorde, Opera (Palais Garnier), Jardin des Tuileries, L´église de La Madeleine, Palais Royal e Jardin du Palais Royal, Petit e Grand Palais eram só mais outros lugares que conhecemos no dia. Paris tem muitos museus, mas a própria cidade é pura arte – e, nesse caso, não precisa comprar ingresso.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      CAMINHE (muito) para Paris – é o melhor jeito de conhecer a cidade e suas artes.
       
      Dia 02/01 (16)
       
      Esse foi o dia reservado para conhecer o Musée du Louvre. Como é sabido, é praticamente impossível conhecê-lo em somente um dia. Todavia, em consulta ao site oficial, descobri que na quarta-feira o museu trabalha em horário estendido, o que possibilitava um aproveitamento melhor da visita e uma imersão mais profunda na cultura que o museu oferece.
       
      Descemos na estação Palais Royal Musée du Louvre e apesar de ter visto vídeos na internet de filas insanas para entrar no museu, não tinha fila (pelo menos não na parte de cima; tinha de ver na entrada subterrânea do museu).
       
      Assim como ao redor da Tour Eiffel, existem camelôs vendendo bugigangas na praça próxima à consagrada pirâmide de vidro. Tínhamos visto um chaveiro caído no chão próximo à entrada do Carrousel du Louvre, pertencente provavelmente ao ambulante que vendia em pé. No entanto, como a fama de golpistas de Paris é tão grande quanto à fama da própria cidade, refletimos se não podia ser mais uma nova modalidade de golpe, como de ir ao encontro do vendedor e ele te forçar a levar o que você não quer ou algo pior – fazer turismo tem o efeito benéfico de bem-estar, o que diminui a qualidade de julgamento de atos pelos turistas – e é exatamente esse ponto pelos quais os golpistas se aproveitam.
       
      Entramos no Carrousel du Louvre e, para nossa surpresa, as filas absurdas de Versailles ficaram no Château – o trâmite entre comprar os ingressos, passar pelo detector de metais e a entrada definitiva não chegou a meia hora, com um detalhe que quase me passou despercebido: o mapa de museu tinha de ser retirado antes da entrada definitiva.
       
      Entramos no museu e logo aparecem placas indicativas para o caminho para Monalisa, o que considero um erro. Afinal, Musée du Louvre é muito mais do que um lugar para exposição da obra-prima de Leonardo da Vinci – existem infinitas obras belíssimas e objetos antigos fantásticos, além de salas reais com todo o luxo e esplendor correspondente, já que o museu foi um palácio real antes da mudança da Corte para Versailles. Para ver Monalisa sem aglomeração e sem pressa, basta procurá-la na última hora de funcionamento do museu.
       
      Além da obra-prima de Leonardo, existem muitos outros quadros de vários mestres renascentistas, objetos e pinturas da época do Império de Napoleão Bonaparte, esculturas, como a Vênus de Milo, objetos da época do domínio romano, artefatos egípcios (e mais uma vez Imhotep não me respondeu), relíquias árabes, artefatos africanos, pinturas do Brasil colonial, até o subterrâneo do Louvre. E, claro, ver os quadros que foram as pistas para Robert Langdon em O Código da Vinci.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      ESCOLHA o dia durante o qual o Musée du Louvre tem horário expandido – o museu é realmente muito grande.
       
      NÃO FOQUE somente nas atrações mais famosas – o enxame de pessoas pode estragar um pouco o passeio.
       
      Dia 03/01 (17)
       
      Descemos nesse dia na estação de metrô Cité, a única estação de metrô da pequena ilha fluvial do Sena (Île de la Cité) e de onde Paris foi fundada – e, como local extremamente turístico, na saída da estação um fiscal verificava se os passageiros tinham pago os bilhetes de transporte. A ideia era ir à Cathédrale Notre-Dame de Paris, mas em vez disso fomos ao Conciergerie, antigo castelo usado pelos reis franceses na Alta Idade Média. De estrutura mais simples em comparação aos outros conhecidos, foi o lugar que Maria Antonieta aguardou até ser guilhotinada na Revolução Francesa, saindo da suntuosidade de Versailles para o pequeno quarto gelado do Conciergerie.
       
      O bilhete de ingresso ao Conciergerie permite o acesso combinado à Sainte Chapelle, uma capela gótica do século XIII com ruínas medievais e relíquias da Terra Sagrada. Fora da capela, ainda na pequena ilha, fomos à Cathédrale Notre-Dame, mas os ingressos para reserva de horário do dia tinham acabado.
       
      Em direção à parte sul de Paris, chegamos ao Panthéon, local onde estão enterrados célebres franceses ou personagens importantes para a história da França, como Rousseau, Voltaire e Victor Hugo. Dentro do prédio histórico, erguido sob ordem de Luis XV em 1756, fica o famoso Pêndulo de Foucault, experimento que “tornou visível” o eixo de rotação da Terra.
       
      Em seguida, caminhamos pela margem sul do Rio Sena, passando por pontes já conhecidas e outras novas, como a Pont des Arts, com seus eternos cadeados e conhecer outros prédios históricos, como a da Assemblée Nationale. Cruzando o rio, chegamos novamente ao Avenue des Champs-Élysées e caminhamos até o fim de sua extensão, no Arc de Triomphe, que foi uma encomenda de Napoleão Bonaparte em homenagem às vitorias francesas nas guerras, com esculturas em sua estrutura exaltando o então Império Francês. Atualmente, nela existe uma “tumba” para o soldado desconhecido – uma homenagem aos milhões de mortos nas guerras mundiais. A quem interessar, é possível subir no arco e observar uma dúzia de avenidas que caem diretamente na rotunda (rotatória) em que fica o monumento, num verdadeiro “pesadelo” para motoristas.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE algumas das atrações na Île de la Cité: o Conciergerie e Sainte Chapelle.
       
      Mais ao sul, CONHEÇA o Panthéon.
       
      VOLTE para Avenue des Champs-Élysées e descubra o Arc de Triomphe.
       
      Dia 04/01 (18)
       
      Tendo em vista o fiasco para acessar a Cathédrale Notre-Dame de Paris no dia anterior, fomos mais cedo para garantir o acesso. Em posse do bilhete com a reserva do horário, fomos ao Le Jardin du Luxembourg, o mais famoso parque do centro de Paris, próximo de Sorbonne. Na frente do lago do parque o Senado Francês delibera suas ações dentro do Palais du Luxembourg.
       
      Voltamos à catedral conhecer sua parte interna que, assim como Basilique du Sacré-Coeur, era de entrada gratuita – mal sabíamos que iríamos conhecer partes da igreja que seriam destruídas em três meses. Até então, a área interna da igreja era um tanto lotada e meio escura, mas não importava – era a famosíssima Notre Dame, a de Paris, a de Victor Hugo. Uma linha do tempo mostrava o histórico de sua construção, a quase mil anos e expansão, como a inserção dos vitrais.
       
      O acesso para subir em suas torres era pela lateral da catedral, por meio de longas escadas, com controle de fluxo de visitantes. Na primeira “parada”, era possível ter uma boa visão de Paris e dos fundos da catedral – era inevitável lembrar do filme O Corcunda de Notre Dame e do Quasímodo. Dentro de uma das torres havia uma pequena apresentação da obra de Victor Hugo e um “quasímodo” vigiando a subida pelos turistas. O tempo de visita no topo da torre era por somente 5 minutos, muito pouco para o que gostaríamos, mas suficiente para ter uma ampla e maravilhosa visão da Cidade Luz (que inveja do Quasímodo...).
       
      Fora da catedral, encontramos ainda na praça outra atração para visitar: a Crypte Archéologique de I´île de la Cité. São mostrados os tesouros arqueológicos e a formação de Paris, desde antes da ocupação pelos romanos pelos nativos parisii até os tempos atuais. No museu ficam expostos moedas, construções antigas e vídeos interativos, com a apresentação da ocupação de Paris até então restrita somente à Île de la Cité, a formação de ponte para uma das margens do Rio Sena até o “transbordamento” da cidade pelas margens do rio que não parou mais.
       
      Para as mulheres de plantão, do lado sul do Rio Sena fica a CityPharma, farmácia de produtos baratos infestada de brasileiras. E, ao sudeste de Paris, uma Primark acessível de metrô, pela estação Créteil – Préfecture.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PASSEIE pelo Le Jardin du Luxembourg.
       
      Quando a reconstrução após o incêndio de 2019 acabar, VISITE a Cathédrale Notre-Dame de Paris e Crypte Archéologique de I´île de la Cité.
       
      Dia 05/01 (19)
       
      O dia da estadia final em Paris chegara. Arrumamos as malas que, desta vez, podiam ficar na casa, sem custo adicional. O passeio escolhido para a data foram as Les Catacombes de Paris. Surpreendentemente, a fila de acesso às catacumbas estava enorme, talvez por excesso de visitantes e/ou por ser de acesso controlado. Para quem tem pouco tempo na cidade, pode ser mais interessante conhecer outras atrações.
       
      Finalmente conseguimos chegar na bilheteria e vi que tinha um combo junto com a cripta arqueológica que tínhamos ido no dia anterior – ou seja, podia ter comprado os dois juntos e economizado alguns euros.
       
      O passeio, por óbvio, começava por “baixo” – descemos por vários degraus até o subterrâneo, no qual se apresentavam longos corredores escuros mal iluminados, até chegar em “cavernas”, um pouco mais largas, lotadas de caveiras, minunciosamente e cirurgicamente encaixadas. Em certos pontos, as caveiras juntam com os ossos formam uma “bonita” ornamentação (mas é um local que não ficaria sozinho de jeito nenhum).
       
      Com o fim das catacumbas, voltamos ao nível de rua e, com isso, o fim dos passeios por Paris. Caminhamos pelo bairro de Montparnasse e nos guiamos até chegar à Tour Eiffel, facilmente vista entre os edifícios de Paris, para uma última admiração do ícone parisiense.
       
      Com a hora da nossa partida de Paris se aproximando, cruzamos o Rio Sena para embarcar no metrô na Champs-Élysées; contudo, era mais uma noite a qual os coletes amarelos estavam nas ruas (a sorte que eles ainda não tinham estragado algumas atrações; nas semanas seguintes picharam o Arc de Triomphe). Os acessos na avenida estavam fechados e tivemos que embarcar no metrô na Place de La Concorde. É mais um caso que comprova a necessidade de chegar com antecedência aos lugares com hora marcada, sob risco de tomar um grande prejuízo e dor de cabeça, além de estragar parte da viagem.
       
      Juntos com as malas, agora etiquetadas com pequenos pedaços de papel cedidos pela companhia, embarcamos no ônibus na rodoviária Bercy. O destino seguinte, quem diria, seria a Suíça, país que os próprios europeus acham caro visitar.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PREPARE-SE para ficar em outra longa fila e entre em Les Catacombes de Paris.
       
      VISITE o bairro de Montparnasse.
       
      PODEM EXISTIR alguns coletes amarelos atrapalhando seu retorno para a hospedagem.
       
      Dia 06/01 (20)
       
      O ônibus chegou em Genebra um pouco antes do horário previsto. Apesar de ser a Suíça, a rodoviária não estava aberta. Aliás, era bem diferente das rodoviárias conhecidas em Milão, Londres ou Paris. Era um pequeno espaço aberto para os ônibus estacionarem na área central e a “rodoviária” era uma casinha do tamanho de uma sala.
       
      A cidade, proporcional à rodoviária, é pequena, mas muito poderosa – é sede da ONU (Palácio das Nações) e de diversos órgãos, como a OMC, e caríssima.
       
      Um dos pontos mais famosos de Genebra é o Jet d´Eau, uma grande fonte que lança a água do lago a uma altura de 140 metros. A limpeza do lago é realmente impressionante – conseguia ver seu fundo de forma clara e limpa (conheço algumas piscinas mais sujas).
       
      Um passeio pelas ruas de Genebra mostra que o lugar é realmente para poucos: lojas que trabalham com barras de ouro, roupas sendo vendidas a sete, vinte mil reais, relógios em exposição a mais de meio milhão de reais. Felizmente, a cidade não é composta somente por miliardários, e existem produtos por “somente” algumas unidades de reais – mas não adianta se iludir: as maiores “pechinchas” suíças ainda são mais caras do que seus equivalentes europeus e brasileiros.
       
      Por sorte, estávamos na cidade no primeiro domingo do mês, quando é permitida a entrada gratuita em alguns museus – considero que o uso de entrada gratuita valha mais a pena para atrações que não tenham forte fluxo de turistas. Uma das opções escolhidas foi o museu Maison Tavel.
       
      O museu Maison Tavel fica na parte oriental do lago, na área antiga da cidade, acessível facilmente a pé. Apesar da gratuidade da entrada, o local estava com baixo fluxo de visitantes, o que se mostrou conveniente: ao perguntar sobre um dos quadros do museu, o funcionário não só respondeu à pergunta como explicou sobre muitos assuntos referente à Suíça e Genebra, inclusive acerca da Guarda Suíça do Vaticano.
       
      No fim da noite, dirigimo-nos em frente ao Palácio das Nações da ONU – o pequeno “detalhe” foram as luzes terem se apagado justamente quando chegamos ao lado do portão. Já que a falta de luz impossibilitou fotos do local, caminhamos para outra propriedade das Nações Unidas, como a OMC.
       
      Ao andar pelas pequenas avenidas de Genebra, passamos por uma área de mata que serviria como uma luva para as Pegadinhas do Silvio Santos. Não se vê uma viva alma à noite, o que no Brasil deixaria qualquer um apavorado com medo de assalto. Mas ali era a Suíça...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      SUÍÇA (e Genebra) é realmente de outro mundo – e cara...
       
      VISITE o museu Maison Tavel.
       
      CAMINHE tranquilamente pela pequena cidade – apesar de vazia, é bem tranquila.
       
      Dia 07/01 (21) e 08/01 (22)
       
      Era o dia final na Europa e o voo estava previsto para depois das 14 horas. Era o caso de chegar no aeroporto perto do meio-dia, ou seja, tinha uma manhã sossegada. Infelizmente não havia tempo hábil para passear pela cidade ou ir a um museu e voltar ao apartamento e depois ao aeroporto. O que fizemos? Fomos com as malas a pé ao aeroporto – parece uma ideia maluca, mas a cidade é plana e o aeroporto é como Congonhas, inserida na cidade. Com malas de rodas adequadas, deu para conhecer um pouco mais de Genebra, apesar da distância de um pouco mais de 4 km.
       
      No aeroporto de Genebra, ia realizar a operação da devolução do imposto (Tax Free) decorrente da compra realizada em Londres. No entanto, a fila em Genebra estava muito grande e decidi tentar no aeroporto de Frankfurt.
       
      Como qualquer aeroporto internacional que se preza, tem a área de Free Shop, mas, sendo suíça, era muito cara (na verdade, percebi que essas lojas de aeroportos são caras, com exceção de alguns produtos). O voo de Genebra à Frankfurt era semelhante ao de São Paulo para Rio de Janeiro, em torno de uma hora, com a diferença que aquele sobrevoa a região dos alpes, um maravilhoso espetáculo: da pequena janela da aeronave observamos montanhas e vales repletos de neve, totalmente brancos.
       
      No aeroporto de Frankfurt, nova tentativa de receber a devolução do imposto e, mais uma vez, encontrei uma funcionária brasileira, que me indicou que tinha de receber a aprovação do setor alfandegário, ao qual nos dirigimos. Pelo que entendemos do funcionário alemão, como tinha saído do espaço da União Europeia, deveria ter recebido o carimbo quando passei pelo Canal da Mancha ou na Suíça. Mas para tudo se tem um jeito e ele permitiu que recebesse o imposto parcial. Apesar deste ser um caso pessoal de sucesso, é importante registrar que pode acontecer intempéries que, no final, impossibilita de receber o imposto – mas não só para isso. Ao planejar e executar uma viagem, considero que seja mais importante focar nas ações que possua o controle, como pesquisa de hospedagem, transporte e deixar eventuais benefícios, como o tax free e citycards em segundo plano.
       
      Embarcamos no nosso voo, se despedindo do frio de 4ºC rumo aos 34ºC. No avião, tinha o clássico O Diabo Veste Prada – assistir ao filme com as imagens de Paris, que agora conhecia, é muito mais emocionante e parece que fica mais próximo da gente (Comecei a entender de o porquê da Emily ser louca para ir à Paris...).
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VERIFIQUE onde fica o aeroporto para encontrar a melhor forma de deslocamento até o aeródromo.
       
      NÃO CONSIDERE o benefício do Tax Free como direito garantido – pode ser que não consiga receber o reembolso.
       
      ENCANTE-SE com os alpes totalmente brancos.
       
      O fato de ser free shop não quer dizer que seja sempre mais BARATO.
       
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá Mochileiros
      aqui segue o texto do planejamento da minha viagem preferida, ao longo de vários meses - e, claro, valeu muito a pena.
      Londres e Paris – Parte 1 – O Planejamento
       
      Com a descoberta de que viajar para o exterior não é caro como imaginara, tampouco impossível (e muito mais divertido do que qualquer sonho já realizado), fiz o óbvio: planejei a próxima viagem.
       
      Fica aquele impulso inicial de querer conhecer toda a Europa; mas, apesar desta caber numa tela do computador por meio de programas como o Google Maps, continua sendo um continente – Então, quais cidades que deveriam ser conhecidas?
       
      É feito um esboço de uma lista de cidades a serem desbravadas: Viena, Berlim, Roma, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Paris, Praga... Mas a realidade aparece: não há tempo hábil de conhecê-las em uma única viagem. Logo, o esboço encolhe, diminui, encolhe...
       
      Enfim, a lista final está pronta: as escolhidas foram Londres e Paris. Nota-se que escolher os destinos de uma viagem é importante, mas não difícil. Porém representa o início da árdua e prazerosa tarefa de planejar a viagem.
       
      Com o foco da viagem definido, entra em ação o segundo passo: o transporte. Por limitações específicas, a janela temporal acessível para nós seria de realizar a viagem entre a terceira quinzena de dezembro e voltando na segunda semana de janeiro. Contrariando algumas recomendações de que o melhor é procurar voos próximos aos destinos, procurei de forma mais “ampla” – e considero que valeu a pena. Por quê?
       
      Para procurar passagem aérea mais barata, eu pesquiso pelo Google Flights. E, em vez de inserir somente o destino (Londres) ou mesmo o país (Inglaterra), procuro por Europa. Isso possibilita comparar diversos voos, incluindo no próprio país/cidade de destino.
       
      Nas primeiras pesquisas, tinha encontrado passagem barata por Barcelona, mas o dólar começou a subir (nem perto do desastre de 2020) e essa “pechincha” não aparecia mais. Claro que tinha consciência de que voos no final do ano são mais caros, já que é alta temporada (só que mais caro não implica automaticamente em ser absurdo).
       
      Em agosto, tive uma grata surpresa.
       
      Um voo de ida e volta por Milão, na Itália, com mala despachada inclusa por 2600 reais em alta temporada (CONSEGUI!). Não podia acreditar que tinha achado. Era um sonho! Mas não era para acreditar mesmo: quando ia finalizar a compra da passagem, falava que não estava mais disponível.
       
      Mas, ao longo dos dias seguintes, esse alerta de preço permanecia. Intrigado, resolvi entrar no site da companhia aérea e, ao invés de verificar o preço de ida e volta, analisei cada trecho: o trecho de ida estava em 1250 reais, condizente com apresentado pelo alerta de voos. Todavia, o trecho de volta estava muito mais caro, mais de 2500 reais.
       
      Comecei a simular com a ida travada em Milão e retorno por diversas cidades europeias. Surpreendentemente, o voo mais barato encontrado foi por Genebra, na Suíça, com conexão em Frankfurt (até hoje não entendo como umas das cidades mais caras do mundo – Genebra – pode ter o voo mais barato).
       
      Enfim, consegui em agosto comprar passagem para Europa a preço razoável (R$ 3100) para o final de ano, em alta temporada, com mala despachada inclusa (não creio que seja bom comprar com mais antecedência – vide a implicação do covid-19).
       
      Outros voos que eram mais próximos do foco da viagem estavam na faixa superior a 4 mil reais. Mesmo com o custo do deslocamento das cidades dos voos (Milão e Genebra) para as duas capitais, o valor final ficou menor do que os preços dos voos mais “convenientes”. Então, valeu a pena embarcar em voos para cidades mais distantes, mesmo que isso implique em mais viagens por dentro da Europa (além do óbvio: a passeio, não existe “tempo ruim” no Velho Continente).
       
      Como o voo não seria direto para as capitais, era preciso analisar os meios de transporte para o deslocamento até elas. Entrementes, era preciso definir os dias em que ficaríamos em Londres e Paris, bem como em Genebra e Milão.
       
      Tanto Milão quanto Genebra, considerei ficar um dia em cada cidade: além de ser locais que até então não conhecia, tem sempre o risco de acontecer imprevisto – o que aconteceu: o voo para Milão saiu com atraso do Brasil. No caso de Genebra, tinha risco de, por exemplo, pegar tempestade de neve que fechasse o acesso para chegar na Suíça – difícil, mas não impossível.
       
      Decidimos por permanência de uma semana em cada capital, com o Natal em Londres e Ano Novo em Paris. No deslocamento de Milão para Londres, existiam diversas modalidades de transporte: o aéreo, por trens e por ônibus. O uso de carro seria extremamente inviável: além de ser caro devolver em local diverso ao que retirou, parte do trajeto teria custo altíssimo para o veículo (como atravessar o Mar do Norte pelo Canal da Mancha ou pagar o pedágio para cruzar os alpes italianos e franceses).
       
      A primeira modalidade que salta aos olhos, é claro, são os aviões, especialmente as famosas companhias low-cost europeias. Entretanto, tendo mala despachada (e até com mala de mão, a depender do peso e tamanho), as empresas low-cost não são tão "low" assim. Mesmo assim aparecia alguns preços competitivos.
       
      Nas pesquisas de voos, os que tinham preço mais competitivo (mesmo com mala) eram aqueles que chegariam em Londres às 22:00 do dia seguinte ou partiria de Milão de madrugada. Ora, chegar no aeroporto é totalmente diferente de chegar na cidade: do voo às 22:00, chegaria no centro de Londres depois das 23:00 (os aeroportos que atendem Londres são longe da cidade) – com isso afetaria a disposição para o turismo no dia seguinte. Com relação ao voo de madrugada, teria que pegar um transporte privado até o aeroporto (caríssimo, por sinal – um táxi chega a cobrar mais de € 90 até o aeroporto de Milano-Malpensa) ou pegar o transporte público no dia anterior e dormir no aeroporto. Evidentemente, existiam voos em horários (e aeroportos) “melhores”, mas eram mais caros – alguns, bem mais.
       
      De trem, o trecho seria segmentado. Teria de comprar dois trechos: o primeiro de Milão a Paris e o segundo, de Paris a Londres. Mas não seria uma boa ideia. O primeiro trecho até possui preços interessantes, de € 40. No entanto, os horários são bem limitados e o que tinha menor preço saía às 6 da manhã de Milão, chegando em Paris só a tarde. O segundo trecho é realizado pelo famoso Eurostar, que percorre o Eurotúnel embaixo do Canal da Mancha em um trajeto de pouco mais de 2 horas – e é caro, muito caro: começa em € 49 avançando para mais de € 100.
       
      Os ônibus, por sua vez, existem em vários horários. O trajeto demora quase 22 horas, com uma “conexão” nas Rodoviárias Gallieni ou Bercy, em Paris. No entanto, como estão disponíveis vários horários, é possível escolher o que inicia o percurso à noite. Nesse caso, o ônibus chega em Paris mais cedo do que o trem e ainda economiza uma diária de hospedagem, já que se dorme no ônibus. A conexão em Paris demora menos de 2 horas, tempo suficiente para contornar eventual atraso do ônibus do primeiro trajeto.
       
      O escolhido foi o ônibus: ao invés de tirar uma soneca no aeroporto, melhor dormir no ônibus. Sem se preocupar com o horário de partida do avião ou do trem de madrugada, bastava chegar na rodoviária e aguardar a chegada do ônibus às 22:00. Em vez de pagar uma diária de hospedagem, o dinheiro serviu para “subsidiar” a passagem de ônibus, além de que ele deixa no centro das cidades, só precisando do bilhete de metrô (curiosidade: o trecho de Milão a Londres custou € 78, mais barato do que o táxi do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão).
       
      Evidentemente que o ônibus não é mais rápido do que o avião, nem é tão confortável quanto o trem. Mas a praticidade de não se preocupar com horários ruins e a economia gerada tanto pelo preço da passagem com o “subsídio” de hospedagem tornavam-no preferido.
       
      Como dito, o trem do Eurostar pode ser muito caro – ao passo que, com o ônibus, ocorre justamente o inverso: no nosso caso, pagamos € 28 para realizar a viagem durante a noite, sendo que tinha visto no mesmo mês para outros dias por € 15. E, caso escolhesse o trem, mais uma diária de hospedagem teria que ser desembolsada.
       
      O último trecho, de Paris para Genebra, também foi feito por ônibus. O preço da passagem de ônibus, nesse caso, não estava distante do preço da passagem de trem. Só que, com o ônibus, ainda economizamos com a hospedagem na Suíça...
       
      Resolvida a questão de deslocamento entre as cidades, é o momento de procurar hospedagem. Como íamos ficar uma semana em cada capital, escolhemos o aluguel de quartos, que oferecem descontos para tal período e tem a conveniência de poder preparar sua comida – assim, dá para ficar bem alimentado e se esquivar dos caríssimos restaurantes de áreas turísticas.
       
      Todavia, ressalto que a hospedagem tem de ser pensada junto com o transporte urbano – além da conveniência de ter transporte perto, mas de seu custo. Diferentemente do Brasil, a tarifação do transporte público é por zonas – em teoria, quanto maior e mais longe do centro o deslocamento, mais caro ele fica. Então, tem de ser analisado como duas “forças antagônicas”: a primeira, da hospedagem, quanto mais próxima do centro turístico/financeiro, mais caro fica; a segunda, de transporte, quanto mais longe do centro, mais caro fica. E como conciliar essas duas “forças”? Infelizmente não existe uma resposta padrão: cada pessoa tem sua preferência na ponderação dessas “forças”.
       
      Ainda, ratifico alguns pontos que até podem fugir ao senso comum: Londres, de longe, é a cidade que tem um dos transportes públicos mais caros (a ponto de um tênis custar o equivalente a 2,1 bilhetes de metrô avulsos). Entretanto, apesar dessa característica, o “combo” de hospedagem na zona 5 para quatro pessoas é mais barato do que o “combo” equivalente em Paris ou Milão para estadia de 1 semana. Outro ponto de destaque é a preferência de se hospedar no centro destas cidades. Ora, se no Brasil não moro no centro, por que vou me hospedar no centro destas cidades (que podem ser bem mais caras)? Melhor usar esse dinheiro para melhorar minha residência. Com base nessa percepção, encontramos na França uma casa perto do metrô e fora da cidade de Paris – ela ficava na cidade de Mountreuil (mas é preciso verificar antes se o local de hospedagem na periferia não é perigoso, por exemplo).
       
      No nosso caso específico de Londres, tinha um detalhe importante: nos dias 24, 25 e 26 de dezembro vários lugares estão fechados, incluindo o transporte público durante o Natal. À vista disso, não adiantava ficar muito longe da cidade, já que não haveria transporte até o centro, com exceção do uso das pernas. Por outro lado, as hospedagens na área central são proporcionalmente caras. Como solucionar? Em uma tela do computador, procurei no site Transport for London o mapa que mostrava a rede de trilhos por zona tarifária. Em outra tela, buscava hospedagens próximas ao metrô e no limite da zona tarifária 1 e 2. Como esse trabalho, consegui encontrar hospedagem mais barata em Candem Town e que permitiria conhecer Londres no Natal.
       
      Em Genebra, a questão era embolada. Cogitava ficar em Annemasse, cidade francesa lindeira à Genebra, pois os preços das hospedagens na cidade eram muito inferiores à versão dos suíços. Seria ficar na França, pegar o trem ou ônibus para Genebra e voltar. Mas consegui encontrar um apartamento bem mais barato do que os demais quartos no centro de Genebra e, assim, considerando que a cidade é pequena, não precisando de transporte, que ficaríamos somente por um dia e que provavelmente nada consumiríamos, como ir ao mercado, ficou mais vantagem ficar na Suíça.
       
      Tendo solucionado os transportes e as hospedagens, era a fase de realizar a pesquisa de passeios e atrações, um dos melhores momentos do planejamento de viagem.
       
      Por conveniência, prefiro um guia na forma “clássica”, em formato de livro de bolso, mas não deixo de procurar na internet. Apesar de, na prática, estar tudo registrado num livro, não é tão simples assim – especialmente para quem quer ter uma experiência melhorada e econômica. Como Londres foi a capital do maior império que já existiu, é de se esperar que não dê para conhecer todas as atrações em uma semana. Dessarte, é preciso fazer um roteiro que, pessoalmente, estabeleço da seguinte forma: atração; valor do ingresso; dia e horário de funcionamento. Como a semana que iríamos teria os 3 dias de funcionamento parcial, o desenvolvimento de tal roteiro é ainda mais essencial, sob o risco de ficar mofando na hospedagem e se privar de uma experiência enriquecedora de novas culturas. O mesmo trabalho foi realizado em Paris, contudo foi mais simples – na verdade, Paris é um marco nas artes, mas não tão grande quanto a gente imagina: compare o tamanho da Linha 4 do metrô de São Paulo com uma reta cortando a capital francesa de leste a oeste e tire suas conclusões... (Mas não é por isso que a cidade deixa de ser extremamente densa em cultura e beleza, muito pelo contrário).
       
      Durante a pesquisa sobre as atrações de Londres, li sobre uma promoção das ferrovias britânicas: o 2FOR1 que atende a várias grandes cidades no Reino Unido, incluindo Londres. Essa promoção, que é diferente do LondonPass, consiste em receber o segundo ingresso gratuitamente desde que ambos tenham o bilhete de trem adequado. Com essa “mágica”, pagávamos quase metade do valor original das atrações e usufruíamos de transporte público ilimitado (a economia dessa promoção é tão grande que esta merece um tópico exclusivo de análise). Com isso, Londres, mais bela do que nunca, não me pareceu cara como já ouvi...
       
      Para quem já percebeu no mapa, Londres está mais próximo do Polo Norte do que Vancouver, no Canadá. Não obstante, seu clima é muito mais “quente” do que seria razoável supor, decorrente da Corrente do Golfo que influencia a Europa Ocidental. Por conta disso, as temperaturas mínimas que já atingiram a cidade de São Paulo não diferem muito da média destas cidades. Um bom casaco, luva comum, cachecol e bota são suficientes para esta viagem (só ficou a expectativa de pegar alguma nevasca na Suíça...).
       
      RESUMO
       
      EUROPA é um continente: não adianta querer conhecer vários lugares de uma vez só.
       
      PESQUISAR por passagem aérea pode demorar semanas – mas vale a pena.
       
      VERIFIQUE por passagens aéreas separadas e/ou multidestinos – pode trazer uma grata surpresa.
       
      DEFINA o número de dias de estadia em cada cidade.
       
      RESERVE 1 (um) dia de estadia nas cidades de origem e destino do voo – pode ocorrer imprevistos.
       
      O DESLOCAMENTO entre países da Europa pode ser de carro, trem, avião, ônibus e barco – o ônibus é a opção mais barata.
       
      O preço de voo com MALA DESPACHADA pode ser muito mais caro.
       
      Ônibus e trem noturno: pode economizar uma diária de HOSPEDAGEM.
       
      Ao procurar hospedagem combine junto com os passes de TRANSPORTE.
       
      SUÍÇA é cara [ponto].
       
      PESQUISA de passeios e atrações deve ser feita previamente, para combinar melhor desempenho E economia.
       
      PROCURE por promoções de passeios, como o 2for1 do Reino Unido.
       
      A Europa Ocidental não é tão FRIA como a gente imagina.
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