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adriano duraes

cicloturismo na chapada dos veadeiros

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Eu e o Renato estivemos com uma ideia maluca de ir de bicicleta de Brasília para Uruaçu,mas estávamos um pouco amedrontado com o risco de pedalar no asfalto com motoristas imprudentes e então associado a isso e nosso gosto por mata e locais mais selvagens,optamos por realizar uma cicloviagem e optamos pela chapada dos veadeiros,iniciando a viagem em Cavalcante e indo ate colinas do sul,contornando o parque da chapada dos veadeiros e passando por duas vilarejos(povoado de capela e povoado do rio preto)em estrada de chão,sendo a logística da viagem realizada como sempre pelo Renato e sempre de forma impecável.

Outros amigos também decidiram ir conosco,alguns desistiram pelo caminho(né Junior e Marcos),mas o Marney e o Jader seguiram firme neste propósito.

No dia 11/07/14 ficamos de nos encontrar na cidade de Colinas do Sul em Goiás,na sexta feira pela manha onde deixaríamos um carro e seguiríamos em outro carro ate Cavalcante e com as bicicletas na carretinha.

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Como sempre o Renato atrasou algumas horas hehehe e eles chegaram em Colinas do sul em torno de 12 hs e optamos por almoçar uma “matula” no restaurante do Valdomiro próximo ao povoado de são Jorge(que é a  entrada do parque da chapada dos veadeiros) e depois fomos para a cidade de Cavalcante,chegando na cidade no final da tarde e apesar do atraso optamos de não dormir na cidade e já iniciar a viagem após deixarmos o carro em uma chácara no inicio da estrada de chão.

 

Proximo a Sao Jorge indo para Cavalcante.

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inicio do passeio descendo as bikes da carretinha.

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So morros,hehehe.

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A lua estava bonita.

Iniciamos o pedal já escurecendo e após longas subidas até o alto da serra do Vâo iniciamos uma descida gigante,mais ou menos 3 km de pura adrenalina e dedos dormentes de tanto apertar os freio(ficamos sabendo depois que esta descida tem abismos imensos e teríamos ido mais devagar se soubesse antes).

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Viajando a noite tendo uma lua gigante como farol .

 

 

Após a descida tive uma queda da bike,porem sem maiores consequências.Em torno de 20 hs chegamos no leito do rio são domingos,local que tínhamos programado como primeiro acampamento.

Encontramos uma cabana abandonada porem com o quintal relativamente limpo onde montamos as barracas e depois fomos comer uma macarronada preparada pelo Renato e escutar estórias contadas principalmente pelo Jader e depois fomos dormir.

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Preparando o jantar.

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Esperando a macarronada…

 

 

No outro dia cedo depois de eu e o Renato tomarmos dorflex e nimesulide,iniciamos o pedal e ajudarmos o Marley a desmontar suas tralhas,já que ele não tinha ninguém de sua familia(filhinho da mamae) para ajudar e não sabia fazer sozinho,hehehe.

O cara é muito urbano .

rsrsrs


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Renato desmontando o acampamento depois de ajudar o Marney a fazer o mesmo, hehehe.

 


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Ponte no Rio Sao Domingos.


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Ponte do Rio Sao Domingos. Água gelada!!!

Saímos e deixamos o Marney um pouco para traz(sempre ele),mas seu nível de pedalada estava em dia(bem melhor que eu e o Renato)e ele logo nos alcançou.

Paramos em alguns riachos de águas cristalinas para encher o cantil e refrescar um pouco já que o calor estava intenso.


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Água gelada para encher o cantil.

 


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Alguma ponte no caminho para povoado Capela.


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Recarregando as energias.


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Chegando em Capela.

 

As duas da tarde chegamos exausto no povoado de capela,onde encontramos uma barzinho e nos foi preparado um merecido almoço(não sei se era a fome ou a mão cheia da cozinheira mas foi a melhor carne seca com arroz que já comi na vida).


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Povoado de Capela.


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Local do nosso almoço em Capela.

 

Descansamos um pouco e seguimos viagem ate o povoado do rio preto,chegando no final da tarde,fomos conhecer o famoso rio da chapada dos veadeiros(e já programado uma descida de caiaque saindo deste local) e ainda conseguimos assistir o final do jogo do Brasil x Holanda pela copa,alem de uma merecida cerveja gelada.Montamos acampamento no fundo de um barzinho.


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Povoado do Rio Preto.


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Enfim Rio Preto.


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Nao sei por qual motivo,mas um colega da expedição resolver guardar flor de pequi para comer e fazer chá,mas foi descoberto e zuadooo,hehehe.

 


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Assistindo o joga BrasilxHolanda,unica decepção da viagem.

 

 

No outro dia cedo levantamos acampamento e seguimos ate Colinas com um pequeno pedaço de estrada asfaltada,chegamos em torno de 12 hs e almoçamos na cidade.

 

Após o almoço fui com o Renato ate Cavalcante buscar seu carro e de lá cada um seguiu para sua cidade de moradia(eu para Brasília e o Renato, Marney e o Jader para Uruaçu) e já estamos preparando a próxima aventura.

 

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    • Por Anderson Paz
      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por Diogenes Gomes
      Olá para todos!
      É minha primeira vez por aqui (acho que demorei muito para me juntar a todos vocês) e gostaria de pedir dicas para um roteiro do Rio de Janeiro, acredito que pegarei um trem até Paracambi-RJ, até Conceição de Ibitipoca - MG. 

      Tenho na bagagem uma viagem um pouco mais longa que fiz do Rio até macaé, porém o caminho foi praticamente todo no nível do mar e contra o vento. Essa viagem para 'dentro do mapa do Brasil' acredito que será de mais e mais subidas. 

      Alguma dica? Qual é o melhor caminho? Rio Preto? Rio das Flores? É  segura usar a LMG-870 para chegar a Lima Duarte? 
      Alguma ajuda?

      Obs: Com o tempo eu vou aprendendo a navegar e a formular melhor as perguntas por aqui. Agradeço de antemão qualquer ajuda ou mensagem de boas vindas! 
       

    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por Caroline Brito
      Olá a todos os Mochileiros, venho trazer o meu relato de viagem.
      Por ser um destino muito procurado no Brasil, e este site ter me ajudado imensamente para construir o nosso roteiro, venho também colaborar.
      Nossa viagem foi realizada em SETEMBRO 2017, período de seca, vantagem em alguns aspectos, desvantagem em outros, em geral, achamos melhor, nos possibilitou melhor clima e sol garantido.
      Nosso roteiro se inicia saindo da cidade de Cuiabá/MT, fizemos uma parada em Goiânia/GO para enlouquecer na Decathlon e seguimos por Brasília/DF, e enfim, Chapada dos Veadeiros.
      De início já deixo nossos gastos gerais:
      Gastos Totais: R$ 4.211,95 (dividido por 2)
      Saiu para cada R$ 2.105,97 (20 dias de Estrada)

      Sendo:
      Combustível R$ 1.240,14
      Pedágios R$ 12,10
      Estadia (Camping em São Jorge e Hostel em Alto Paraíso)  R$ 626,00
      Mercado R$ 908,46
      Jantares e Almoços R$ 649,24
      Farmácia/Higiene R$ 240,55
      Entrada de Trilhas e Cachoeiras R$ 535,46
      ______________________________________________________________________________________________-
      ROTEIRO

      Iniciamos a viagem de carro (Uno), saindo de Cuiabá sentido Goiânia, paramos na Decathlon e seguimos para BSB.
      Ali subimos direto para a cidade de Cavalcante, a Chapada dos Veadeiros consiste em 3 cidades principais - Cavalcante, Alto Paraíso de Goiás e São Jorge.
       
      DIA 01 - CAVALCANTE (SANTA BÁRBARA E CAPIVARA)
      Acampamos lá no Engenho (como é chamada a comunidade local aonde fica a Cachoeira) para sermos os primeiros a chegar na Santa Bárbara - se deixar para dormir na cidade e subir de manhã, chegará tarde, a estrada de chão (30km) é muito ruim, não passamos de 40km/h - ela é absurdamente concorrida, fomos numa segunda para aproveitar que o Parque Nacional estava fechado, mas lá ficamos sabendo que o melhor dia da Santa Bárbara é Terça-feira! Contrate os guias do Engenho, os de Cavalcante são mais caros e os do Engenho vivem quase EXCLUSIVAMENTE do turismo, vamos dar uma força! 
       


      Na comunidade é necessário pagar uma taxa de R$ 20,00 por pessoa para acessar a Cachoeira (A Santa Bárbara é a principal, mas antes dela você passará na Santa Barbarinha, queda menor e linda também)
      O guia varia de preço, nós pagamos R$ 40,00 cada incluindo: Santa Barbarinha, Santa Bárbara e Cachoeira da Capivara. 
       
      CACHOEIRA SANTA BÁRBARA

      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
      SANTA BARBARINHA



      A Cachoeira da Capivara é em outra localidade, mas muito próxima, é possível fazer até 3 Cachoeira em um dia.
       
      CACHOEIRA DA CAPIVARA

      Fotografia: Murillo Raggiotto
      Saímos de Cavalcante logo após a Cachoeira da Capivara e seguimos para São Jorge (124km).
      Obs: Abasteça sempre que possível, Cavalcante e São Jorge não possuem postos de Gasolina. Leve sempre dinheiro em espécie, desde Brasília, não possuem Caixas eletrônicos em nenhuma cidade, alguns estabelecimentos passam cartão, mas nos passeios e campings não.
      Nos hospedamos no Camping Taiuá e recomendamos incessantemente, considerado um camping 5 estrelas, e confirmamos, é imperdível.
      E-mail: [email protected]
      Diárias de R$ 25,00 por pessoa na barraca própria. (Eles também alugam equipamento de camping).
      Possuem cozinha com 2 fogões, 3 geladeiras, água a vontade, tanque, varal, banheiros extremamente limpos, silêncio, sofás e camas espalhados por toda área de lazer, e um Wi-Fi muito satisfatório.
      Dormimos, comemos e arrumamos as mochilas para a Travessia.
       
      DIA 02 - TRAVESSIA 7 QUEDAS
      Acordamos cedo (5h), fizemos nosso café, organizamos e já saímos á pé com as mochilas para a entrada do Parque Nacional de Chapada dos Veadeiros. (Cerca de 1km do Camping).


      É preciso reservar com antecedência a travessia possui limitação de pessoas, ela pode ser feita em 2 ou 3 dias, existe o valor de taxa de camping de R$ 18,00 por pessoa, por dia, então você pode entrar no site para fazer a reserva e ver a disponibilidade:
      Site: https://www.ecobooking.com.br/site3/destinoAtrativo.php?gHtY=w16sdl4duzcky5r2ekew
      Você pode escolher como deseja fazer a Travessia, escolhemos o jeito mais difícil, fizemos todos os roteiros possíveis no caminho, somando ao total do nosso primeiro dia 24km de trilha.
      Primeira parada,
      CACHOEIRA DAS CARIOCAS

      Fotografia: Caroline Brito
       
      Segunda parada,
      CÂNION II


       
      Terceira parada,
      CÂNION I

       
      Seguimos a trilha, a partir desse Cânion segue-se mais 17km de Trilha até a área de Camping.
       

      Chegamos na área de camping já as 20h, então sugerimos fortemente a necessidade de lanternas se forem fazer todo o roteiro que fizemos, muito difícil chegar á luz do dia na área de camping.
      Se escolher a forma mais rápida, corte as duas primeiras paradas e vá direto ao Cânion I, assim chegará na área de camping por volta de 16h.
       
      DIA 03 - CACHOEIRA 7 QUEDAS 

      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
      Aproveitamos brevemente a água e a vista e já seguimos nosso caminho de volta á sociedade, é exaustivo, mas absolutamente gratificante.
       

      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
      Durante a trilha de volta o cenário muda diversas vezes, e é lindo como tudo se transforma.
       

      Fotografia: Murillo Raggiotto

      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
      Ao fim da trilha você deve depositar o cartão (que recebeu no início da trilha) na caixinha para que saibam que você finalizou a travessia.

       
      A partir daqui seguem-se mais 3km até a beira da estrada, aonde você pode conseguir carona ou contratar alguém de São Jorge pra te buscar.
      Geralmente cobram R$ 20,00 por pessoa o seu "resgate". 
      Ou você pode voltar andando mais 6km até a cidade. (Não recomendo). Rs!

      DIA 04 - VALE DA LUA
      R$ 20,00 por pessoa para entrar
      Dica importante: Todos os destinos podem ser encontrados no Waze, não tem erro, só carregue no Wi-Fi antes de sair.




       
      DIA 05 - CACHOEIRA DOS SALTOS 80 E 120
      Esse passeio é feito dentro do Parque Nacional e não têm custo nenhum. Dentro de São jorge e Alto Paraíso não foi preciso Guia para fazer nenhum destino, todas as trilhas são auto-guiadas.
      Na minha opinião, esse é a trilha mais pesada, apesar de serem apenas 6km, pensa numa subida! Rs!
       
      SALTO 120

       
      SALTO 80

      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
      DIA 06 - MIRANTE DA JANELA
      Propriedade particular, custo de R$ 15,00 por pessoa.
      Localização pelo Waze, 2km da Vila de São jorge.
      A trilha é pesada, com distância de 6km, há quem diga que é a mais difícil, mas sinceramente não achei. 
      Uma vista única que vale cada esforço.

       
      DIA 07 - CACHOEIRA DO SEGREDO
      Localização no Waze
      Propriedade particular, R$ 35,00 por pessoa.
      12km de trilha média.

       
      DIA 08 - CACHOEIRA ALMÉCEGAS I e II
      Fica na estrada, voltando para Alto Paraíso de Goiás.
      Localizada na Fazenda São Bento.
       
      ALMÉCEGAS I

       
      ALMÉCEGAS II

       
      Ainda existe uma outra cachoeira na propriedade, mas queríamos descansar, então seguimos para Alto Paraíso e ficamos no Hostel da Ana, por R$ 30,00 a diária por pessoa.
       
      DIA 09 - CACHOEIRA LOQUINHAS
      R$ 20,00 por pessoa
      Trilha curta de 1,5km com vários poços de águas cristalinas, a que gostamos mais foi o poço xamã.
      (Como fomos na seca, foi o único poço com volume de água, se for na cheia ou logo após, pegará os 7 poços e a Cachoeira com volume lindo.)
       

       

       
      DIA 10 - CASCATA DOS COUROS
      Este destino se encontra voltando a estrada sentido Brasília, achamos a localização pelo Waze e não foi preciso guia. \o/
      Não tem custo de entrada, mas tem um pessoal legal de uma comunidade próxima que cuida dos carros, e você paga um valor simbólico escolhido por você á eles.
      Trilha leve.

       
      Retornamos á Alto Paraíso e curtimos a cidade um pouco mais.
      Na avenida principal tem um Empório com produtos naturais, VÁ LÁ! 
      Os melhores biscoitos de Jatobá e Cacau que você já comeu na vida.
      Só eu tive que voltar lá umas 5 vezes que detonava todos e nunca conseguia fazer sobrar pra trazer pra casa.

      Este foi o nosso roteiro em Veadeiros, nossa viagem se iniciou com roteiros desde Mato Grosso, mas é assunto pra outro post.
      Espero ter ajudado todos os mochileiros interessandos no destino, e recomendo muito a experiência.

      Abraço á todos!
      E bons mochilões!

      Redação: Caroline Brito
      Fotografia: Murillo Raggiotto
       
       
       
       
       
    • Por JonathanCunha
      Estou viajando de Sp ao Uruguai de bike sem grana.
      Quero compartilhar com vocês.










































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