Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Entre para seguir isso  
fernandos

Trilha na Pedra do Segredo. Caçapava do Sul.RS. Fev/2018

Posts Recomendados

ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%252815%2529.jpg
 

Feridão de Carnaval/2018, visitando parentes em Santa Maria da Boca do Monte/RS, e que destinos optar? Por minha mente corriam vários destinos inexploradas, como: Visitar a cidade das Pedras Preciosas (Ametista do Sul/RS), ou a Maior Queda D'Água longitudinal do Mundo (Derrubadas/RS), mas como o passeio não dependia exclusivamente de minha vontade, e esses destinos demandavam mais de 500 km de estrada, minhas opções ficaram restritas a região centro do estado. Então o jeito foi negociar com a patroa, e dei as seguintes opções a ela. 1) Poço Azul em Ivorá/RS; 2) Pedra do Segredo em Caçapava do Sul/RS; 3) Usina do Quebra Dente em Quevedos/RS ou 4) Balneário da Toca da Tigra em Santana da Boa Vista. E a escolhida foi... Pedra do Segredo - um conjunto de cerros formado por conglomerados e arenitos ferruginosos, com aproximadamente 100 metros de altura-. E "Sefomos"! Eu minha esposa, e minha cunhada, fazer trilha  em Caçapava do Sul, a mais ou menos 1 hora de Santa Maria. Caçapava é realmente um destino esplendido no centro do Rio Grande, possuindo lugares incríveis como as Guaritas, Minas do Camaquã (destino já conhecido), e o Parque da Pedra do Segredo; além do patrimônio histórico, pelo fato de ter sido umas das capitais Farroupilhas.  A viagem foi tranquila, e no centro da 
27750666_1634221113338974_6907225381515348306_n.jpg
cidade paramos para umas fotos em frente a Casa VX, uma residência em estilo exótico, com colunas gregas; e em frente existe uma estatua bem divertida, conhecida como o Burrico do Nóca. Depois foi seguir para o interior sentido Lavras do Sul.  Andamos uns 5 km pelo asfalto, depois há uma placa e mais alguns km por estrada de chão, razoável, existem placas até indicar 2 km para a Pedra, depois não mais. E óbvio nos perdemos um pouco, até pelo fato de ir acompanhando as 
27750452_1634221316672287_6429233994287307979_n.jpg
formações rochosas do lado esquerdo da estrada, após andar uns 10 km e nada. Fui forçado a pedir informações, e me indicaram que teria que voltar, e chegar em uma casa do lado direito da estrada, com troncos de arvores caídos na frente. Foi o que fizemos, e chegamos na casa, onde fomos recepcionados por alguns escaladores. E atrás da casinha, as incríveis formações rochosas, que para muitos se assemelham ao rosto de dois gorilas, algo bem surreal. O local tem esse nome, pois reza a lenda que é na Pedra, que teria sido enterrado em segredo o líder indígena Sepé Tiarajú, ao lado do tesouro dos padres jesuítas. Lendas a parte. O parque é uma concessão pública, mas esta em vias de troca de administração, então não ha guias no momento. Mas fomos orientados a seguir as trilhas, que são auto-guiadas, e teríamos que ir costeando a rocha, por uns 2 km de subida, chegando ao topo da pedra, e depois descer pelo campo mais 5 km de caminhada. O início da trilha é tranquilo, indicado por placas, fomos subindo algumas escadarias feita na pedra outras na terra. Até chegar a primeira caverna:  

 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%252814%2529.jpg
Caverna da Escuridão: A caverna é legal, e tem que usar lanterna para explora-la. Entramos um pouco, mas por falta de informação não fomos até o fim da caverna, que segundo o site turismocacapavadosul.com.br, possui um túnel com extensão de 60 metros que atravessa a pedra e chega a sua parte mais elevada.
Assim, continuamos subindo pela trilha, até a 2ª caverna:

 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%25287%2529.jpg
O Salão das Estalactities: É bem maior que a primeira, possuindo um grande afloramento, e sendo um bom lugar para descanso, e fotos.
Segue o baile, e continuamos subindo até a 3ª caverna, que e para mim é a mais legal de todas a:


 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul%2B%252814%2529.jpg
Percival Antunes: Que recebeu esse nome em homenagem a seu descobridor. Localizada a uns 35 metros de altura, proporcionando uma visão incrível da região.  Ficamos por ali um tempo curtindo a paisagem.
Depois tentamos subir seguindo a trilha e fazer a volta na pedra como indicado, mas não conseguimos, pois as trilhas estão um pouco sujas, e faltam placas a partir desse ponto, talvez pela falta de manutenção. Enfim... tivemos que voltar, e como o tempo estava para chuva, nos demos por satisfeitos. 
E essa foi nossa exploração da Pedra do Segredo, um excelente destino para quem gosta de fazer uma trilha, contato com a natureza, e conhecer pontos exóticos de nosso Rio Grande. 

Mais fotos:

 
27749772_1634221150005637_7405051181447178312_n.jpg
 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul%2B%25285%2529.jpg
 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul%2B%25286%2529.jpg
 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%25284%2529.jpg
 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%25285%2529.jpg
 
ca%25C3%25A7apava%2Bdo%2Bsul.rs.18.%2Bpedra%2Bdo%2Bsegredo%2B%252811%2529.jpg

Rota:

 
Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.png
 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
      Sabe aquelas listas de “Lugares para conhecer antes de morrer”? Bom, esse é um deles!
      Estávamos em Zagreb (capital da Croácia) e o planejado era passar o dia no Parque Nacional dos Lagos de Plitvice. Pesquisei bastante antes de ir, uns diziam que o melhor era ficar hospedado lá por uma noite pra conseguir ver tudo, outros defendiam que um bate-volta era suficiente, ficamos com a segunda opção. Suficiente não foi, pois não chegamos a ver tudo (o lugar é enorme!), mas acho que foi realmente a melhor opção. De carro o trajeto dura aproximadamente 1:30.
      Acordamos bem cedo, passamos em um café perto do hotel (onde descobri que “jabuka” é maçã em croata rsrsrs) e partimos pra estrada. No caminho é possível ver marcas de balas em muitas das casas que ainda não foram reformadas, os croatas preferem investir primeiro na parte de dentro das casas (especialmente com sistemas de aquecimento), por isso é normal que muitas delas por fora estejam inacabadas mas por dentro sejam maravilhosas.
      Em uma determinada parte da estrada fica o museu a céu aberto da guerra (independência da Croácia, de 1991 a 1995), uma grande área com casas completamente destruídas, aviões e tanques de guerra. Um lugar tenso, que realmente impressiona, vale a pena parar alguns minutos por lá.
       
      Ao chegar na região do parque, há uma enorme placa onde você pode escolher entre algumas opções de trilhas de acordo com o tempo que pretende ficar e a dificuldade da trilha, escolhemos a nossa e depois de alguns minutos de caminhada já estávamos perdidos! A ideia das trilhas é ótima, mas faltam placas e as que tem são um pouco confusas (essa da foto por exemplo), então acabamos indo aleatoriamente, o que não foi nenhum problema, pois conseguimos ver grande parte das coisas. Ah, apesar do croata ser uma língua incompreensível pra nós, lá quase todos falam inglês, eles estão em uma crescente no turismo então donos de lojas, funcionários de museus, parques, restaurantes etc realmente se esforçam para atender bem os turistas.
       
      Nosso primeiro contato visual foi nada menos que este ai! Ou seja, já nesse momento deu pra entender o motivo do parque ser patrimônio nacional da UNESCO. E vale avisar que as fotos não conseguem captar nem metade das cores e tons perfeitos deste lugar.
       
      Confesso que fiquei meio medrosa andando nas estreitas passarelas, mas ai passavam grupos e mais grupos de velhinhos andando tranquilamente, muito mais rápido que eu… tive que fingir que estava tudo tranquilo né?! Rsrsrs
      É o tipo de lugar que pede calma e contemplação, cada passo dado é uma nova paisagem, entre águas de um azul indescritível, bosques de árvores multicoloridas, calmas piscinas naturais, cavernas, paredões e pequenas cachoeiras, um dos pontos altos do parque é a grande queda, uma enorme cascata onde se concentram muitas das pessoas espalhadas pelas diferentes trilhas.
       
       
      Tudo estava realmente maravilhoso, mas o tempo começou a virar (fomos em abril, estava um sol delicioso mas, bem frio!), decidimos pegar um dos barquinhos de travessia para conhecer o outro lado, ali as coisas já eram mais “selvagens”, estava muito mais vazio, começava a chover e ficar escuro, estávamos perdidos de novo e começava a bater um leve desespero. Nesse momento eu só pensava no que um croata havia nos dito no dia anterior; se vocês virem um urso, corram para baixo pois eles tem as patas da frente mais curtas e vão rolar caso tentem ir nesta direção. =0 Sim, porque havia a real possibilidade de existirem ursos soltos no local! (Rara, mas havia) Tem um ponto no parque onde se pode observar-los (de longe), mas acabamos não tendo tempo de ir lá. Ah, ainda uma última coisa sobre eles, em croata, a tradução para “Urso” é “Medo”… propício não?
       
      Bom, depois de pouco mais de 3 horas chegamos ao fim do passeio, pegamos o barquinho de volta para o local do estacionamento e saímos de lá com a certeza de termos conhecido um dos lugares mais incríveis do planeta Terra!
      Ainda na Cróacia, estivemos também em Zagreb, Split, Baska Voda e Dubrovnik, é tanta coisa maravilhosa que não dá pra falar tudo de uma vez só, mas quero já neste primeiro relato agradecer a Marília, do blog Uma brasileira na Croácia, nos encontramos com ela e seu marido em Zagreb e posso dizer que sem eles a viagem não teria sido a mesma coisa!
       
       
      Algumas informações úteis:
       
      Site do parque: http://www.np-plitvicka-jezera.hr
      Moeda: Kuna | 1,00 BRL = 2,43 HRK
      Preços: Variam muito de acordo com a idade e época do ano, mas no site tem tudo detalhado.
      Horários: O parque abre diariamente das 07:00 às 20:00 (mas os estacionamentos e os transfers de barcos tem outros horários)
       
      Leve um lanche e água pois não há muitos pontos de venda por lá, e sinceramente, acho que nem vale a pena perder tempo com isso, levamos um sanduíche que comemos contemplando as águas azuis. 😃
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por raquelmorgado
      A maior atração do local é o Desfiladero los Gaitanes, com 300m de profundidade e menos de 10m de largura. O rio Guadalhorce cruza o desfiladeiro e as pombas aproveitam-se da zona mais estreita para, sozinhas e a salvo de predadores, o povoarem. Já na zona mais larga habitam aves de rapina e outros animais.
      O turismo não surge no Caminito para contemplar o leito do rio, mas com um propósito profissional de manutenção. Este percurso, ao ser desativado mais tarde, foi-se deteriorando, e passou a ser procurado por aventureiros em busca de adrenalina.
      Rafael Benjumea Burín, nomeado conde de Guadalhorce pelo rei, criou o Salto Hidroelétrico del Chorro em 1903, aproveitando-se do percurso natural do rio em declive para produzir energia, como já se fazia no norte do país. O Salto del Gaitanejo e o Salto del Chorro pertenciam à Sociedade Hidroelétrica da região e era preciso um percurso que as unisse. O caminho foi construído de 1901 a 1905, a 100 metros sobre o rio, com 3km de comprimento de Ardales a El Chorro. Chamava-se Balconillos de los Gaitanes, pelas “varandas” presas às rochas, ainda hoje visíveis. Famílias inteiras utilizavam o caminho no seu dia a dia, este que já foi considerado o mais perigoso do mundo. O percurso atravessava o desfiladeiro próximo da linha de caminhos de ferro que une Málaga a Córdoba, bastante mais antiga.

      Mais tarde, em 1921, o rei Afonso XIII visitou o Pantano del Chorro (hoje Embalse Conde del Guadalhorce). Hoje ainda é possível ver o local onde o rei assinou a acta que declara o terminar da obra a 21 de maio de 1921, o Sillón del Rey. Apenas nos anos 50 o nome foi mudado para Caminito del Rey. O rei acabou por não fazer grande percurso (dizem), pedindo para regressar de comboio numa ponte que ainda hoje existe. Por isso o título deste artigo, que também se poderia chamar de Caminito que El Rey não percorreu.
      O percurso divide-se em vários momentos. São 2,9km em passadiços e 4,8km em trilha.
      A primeira parte é chegar até ao check-in onde encontram a entrada controlada por leitura de código de barras. Nesta fase, é só seguir a trilha e desfrutar. São 30 a 40 minutos a caminhar. A distância depende da entrada que utilizarem, podem ser 2,7km ou 1,5km, num percurso em floresta.

      Terminado o percurso inicial, chega-se à zona de check-in. Convém levar os bilhetes impressos, como dizemos no artigo de dicas. A cor dos capacetes indica se os visitantes estão em tour, em visita livre, se são guias ou funcionários do Caminito. Após o controle de entradas, o primeiro percurso é a chegada até aos passadiços. É preciso passar uns torniquetes e estamos no ponto 0. Vê-se a estação hidroelétrica desativada e o início do desfiladeiro, muito estreito. Pode-se ver-se pequenas zonas de erosão da rocha que formam cavidades (cambutas).


      Estamos nos primeiros passadiços construídos sobre os antigos. Passam-se dois canhões, a ponte do rei (para ele chegar ao comboio), que também era usada para descarregar material que chegava pela linha férrea, e chega-se ao miradouro das pedras planas.


      Para já, os passadiços terminam e aproveita-se para descansar e aprender sobre a fauna. A segunda parte é em terra firme.

      Estamos no Valle del Hoyo. O rio do silêncio corre brilhante e azul turquesa, cor conferida pelos minerais que o compõem. Há uma zona de descanso com sombra e bancos. Vêem a alfarrobeira e aprendem com o guia que a palavra quilate surge por pesar as pedras e metais preciosos com número equivalente de sementes da alfarroba, por estas serem muito constantes em “peso” (exemplo: um diamante de 24 quilates pesa o equivalente a 24 sementes). À esquerda estão as ruínas da Casa del Hoyo, abandonada nos anos 70. Aqui viveu uma família vários anos, de forma independente, pois o único acesso era o percurso. Nesta zona existe hoje um heliporto para evacuações de emergência. Vê-se o canal onde circulava a água, à direita, hoje vazio. Circulavam 10.000l/s (1/50 do caudal do rio tejo) num desnível de 100m, produzindo energia. Chega-se à comporta do canal e ao refúgio dos morcegos, que adoram o Caminito.

      Voltamos aos passadiços. Já se percorreram 2500m e, agora sim, estamos na parte mais interessante, o desfiladeiro está mais largo e a parede que tantos usaram para escalada está à nossa frente. Aqui encontra-se um memorial para o alpinista suíço que morreu em 2010, vê-se a linha de comboio, o caminho antigo, e abusa-se nas fotografias.

      Chega-se à varanda de vidro. É sempre importante seguir as regras. No máximo 3 pessoas, com o segurança 4. A vantagem da presença do segurança é ele tirar a fotografia. Não façam como vimos fazer, alguém achou que era giro pular em cima do vidro, para testar a resistência. É possível ver abutres no ar. Ouvir a natureza, ver a gama de cores que surgem à nossa frente. Na grande curva após a varanda de cristal encontram-se fósseis de amonite na rocha. Chegou a altura de trocar de lado.


      A última parte, com mais adrenalina, é a passagem na ponte suspensa de metal de 35m. Ao lado vêem a ponte antiga, onde agora corre água. Formam-se borboletas de água, ou gotas que caem e brilham com a luz. Há placas em memória dos que faleceram antes da reabilitação do percurso, a pedido dos familiares.

      Depois da ponte está a saída, ou entrada sul, também com torniquetes. Finalmente estamos do outro lado do desfiladeiro. Daqui vê-se a linha do comboio, o vale, o rio e a nova central hidroelétrica.

      Faltam 2100 metros em terra até chegar ao parque de estacionamento (estes já custam às articulações). À esquerda vê-se uma casa de três andares que era a residência de Rafael. Também se vê a Puente de la Josefona. Ao chegar ao ponto de saída devolvem-se os capacetes e já encontram casas de banho e cafés. Existe também a possibilidade de parar aqui o carro e seguir até Ardales de autocarro para começar o percurso (o inverso do que nós fizemos, que utilizámos o autocarro no fim do percurso). A paragem de autocarro é um pouco mais à frente.
      A trilha foi-se danificando com o tempo ao ponto de ficar perigosa, a parede de escalada atrai curiosos e morreram cinco pessoas entre 1993 e 2000. Em 1993, numa atividade do campo de férias, um aventureiro em 1999, caindo. Já em 2000, 3 jovens morreram ao utilizar um cabo de aço velho que rompeu e os entregou ao desfiladeiro. Nesse ano o acesso foi vedado. Continuou a ser utilizada à revelia e morreu um sexto jovem em 2010. Reabriu em 2015 com um percurso quase todo por cima do original, com guardas laterais e totalmente seguro.  Há funcionários pelo percurso e um permanente no miradouro de vidro.

      No fim do caminho, ao regressar de autocarro, podem mergulhar no rio, refrescar a alma depois daquela vista estonteante. A casa que se vê na fotografia é a do Conde de Guadalhorce.

       
      É importante dizer que não é um trilho livre. O percurso só se pode fazer num sentido, de Ardales para El Chorro. São 7,7km e cerca de 2,5 horas para o completar.
      Como reservar os bilhetes:
      Reserva-se no site, muito intuitivo e funcional, tendo de escolher a data, hora e tipo de visita. Definem o número de visitantes e decidem se querem com ou sem bilhete de autocarro (1,55€). Preenchem os dados e tudo é enviado por e-mail.
      Visita guiada ou livre?
      Confessamos, escolhemos visita guiada porque era a única opção disponível para a data selecionada. Então, se fosse hoje, o que faríamos?
      Visita guiada
      Desvantagens:
      têm de andar ao ritmo do guia, mas acima de tudo, do grupo, que pode ir até às 40 pessoas. No site diz 25, não confere; apesar de terem auriculares e rádio para ouvirem as explicações do guia, muitas vezes, quando se aproximarem de outro grupo, vão passar a ouvir com interferência do grupo próximo (pode ser que tenha uma explicação mais interessante); vão-se sentir pressionados a avançar e terão mais dificuldades em tirar fotografias sem gente ao lado.
      Vantagens:
      ficam a saber a história, curiosidades e fauna e flora da trilha; há alguém que zela pela vossa segurança e que vos pode tirar fotografias; Preço – 18€
      Visita livre
      Desvantagens:
      ninguém vos conta a história nem curiosidades; não recebem informações sobre a fauna e flora, a não ser que percebam do assunto não sabem o que estão a ver; vão perder pontos importantes que estão algo escondidos. Vantagens:
      o vosso ritmo, as vossas paragens; se sentirem que a trilha está demasiado concorrida é só acelerar ou abrandar o passo até ficarem afastados dos grupos. Preço – 10€
      Como chegar até à entrada:
      Podem chegar de carro (aconselhamos), autocarro ou comboio. O comboio pára em El Chorro (acesso sul), mas podem ir de autocarro até Ardales. De Sevilha, a viagem demora quase 3 horas de comboio e custa 16€ (i/v). De Málaga, o percurso tem a duração de 1 hora e custa 5€ (i/v). De autocarro, é possível sair da Gare do Oriente em Lisboa e chegar a El Chorro trocando de rota (pelo menos) uma vez. A viagem fica cara (cerca de 100€). De carro será sempre mais confortável. Não sabemos se compensa, mas outra solução é voar até Sevilha ou Málaga e depois seguir de comboio.
      A entrada no percurso é feita pela zona norte, Ardales. É o habitual ponto de partida e/ou de chegada para o Caminito, onde os viajantes costumam ficar uma noite. Foi o sítio onde gastámos menos dinheiro em refeições (desde a viagem à américa latina). De Ardales até à entrada do Caminito são 15 minutos de carro. Há dois acessos à entrada, os dois identificados como Caminito del Rey. O primeiro fica junto ao parque de estacionamento (a 100-150m) e o Google Maps identifica como Túnel Largo (1,5km). O segundo fica junto ao Kiosko e está identificado como Túnel Pequeño (2,7km), apesar de o acesso ser bastante mais largo que o outro túnel.  O caminho mais longo vai-vos dar a sensação que estão perdidos, mas não, é o percurso mais longo, mas também chega ao mesmo sítio. Tanto num como no outro é só seguir a identificação/sinalética.
      Túnel largo
      Vão identificar a entrada pelas placas, barreiras, casas de banho (banheiro) e máquinas de venda automática. Ninguém entra antes da hora do bilhete e sem receber um capacete. Quem tem visita guiada tem que esperar pelo guia e  receber o rádio.

      O percurso:
      São duas horas e meia de percurso. Fácil, seguro, e com uma vista estonteante sobre o desfiladeiro Los Gaitanes.
      É constituído por passadiços, pontes e percurso em floresta. Os passadiços e as pontes são todos novos, construídos sobre ou próximos dos percursos originais, estes já muito danificados. Em El Chorro há casas de banho, cafés e a paragem de autocarro para regressar a Ardales. Há quem prefira deixar o carro aqui, ir de autocarro até Ardales e regressar de carro no fim do percurso. Nós gostamos da viagem de autocarro no fim, para descansar um bocadinho.
       
      Dicas:
      no verão a trilha é mais fresca de tarde, porque está à sombra. Nós fomos às 16h e estava ótimo; levar boas botas de caminhada, roupa confortável e água; não há casas de banho nem cafés durante o percurso; esqueçam os chapéus volumosos, a trilha é feita de capacete, optem por lenços ou golas; estacionem no parque, o autocarro de regresso deixa-vos lá; levem fato de banho no verão (há praias fluviais perto para antes ou após o percurso); crianças menores de 8 anos não entram, não tentem contornar o sistema, é pedida identificação com data de nascimento; nada de bastões de caminhada; atenção ao e-mail que vão receber com as regras, leiam-nas; os bilhetes devem ir impressos,  no autocarro o motorista rasga a parte dele. Onde dormir em Ardales:
      Nós ficámos no apartamento Virgen de Villa Verde. Recomendamos, fomos recebidos com toda a simpatia e dicas. Nenhuma das dicas que a senhora nos deu sobre os restaurantes falhou.
      Onde comer em Ardales:
      No topo da Calle Fray Juán temos o bar Millan e o bar Paco, os dois super baratos. Millan é mais barato, vende cada tapa a 1€. Paco está aberto com um horário mais alargado. Nos dois locais são muito simpáticos e dão-vos boas dicas para as escolhas.
      https://365diasnomundo.com/2019/08/17/caminito-del-rey-dicas/
    • Por leticia&MV
      Meu marido e eu fomos para Gramado e Canela, no Estado do Rio Grande do Sul, na primeira quinzena de agosto de 2019, ficamos 9 dias no total (achei o suficiente, mas ficaria uns 15 dias para relaxar mais e repetir algumas coisas rotineiras da cidade, como por exemplo dar uma volta, sentar e apreciar o belíssimo Lago Negro).

      Muito Importante: Sempre terão pessoas oferecendo o serviço de transfer no aeroporto, paguei 120 reais ida + 120 reais volta (para nós dois). Foi bem confortável, melhor que o ônibus, o motorista parou no Pórtico para tirar foto, foi bem legal, dividimos o carro com umas mineiras super legais.
      Dia 1 (06 de ago 19 - terça): Chegamos por volta de 15h (fizemos tudo de UBER e 99) no Hotel Due Nobili (fica bem no centro de Gramado, dá para fazer tudo a pé - MEGA recomendo, principalmente para casais, não sei se acomoda bem famílias grandes).
      Fomos ao Lago Negro no fim da tarde, de UBER, curtimos o friozinho, demos uma volta tiramos fotos e curtimos o local no clima "o amor está no ar".
      A noite comemos carré de cordeiro no restaurante Boreal Rasen Gastropub https://pt-br.facebook.com/borealrasen/ a comida é espetacular, os drinks nem se fala, pedi o garçom para inventar um sem álcool com chá mate e frutas, ele desenvolveu um líquido que era uma explosão de sabor. Paguei o prato principal com uma promoção que adquiri no LAÇADOR DE OFERTAS (só indico esse site de ofertas, os outros não cobrem realmente o preço) Caso contrário minha conta teria dado facilmente uns 300 reais.

       
      Dia 2 (07 de ago 19 quarta): Pegamos o 99 e fomos para o Parque da Serra (bondinhos aéreos), foi bem legal, lá tem uma vista muito bonita e é tudo muito limpo, romântico, vale a pena ir com a família também, crianças adoram. Acho que foi 90 reais para cada um entrar e andar de bondinho. Bem carinho.
      ATENÇÃO: lá não tem transporte para voltar, então é melhor combinar com alguém para te buscar depois.
      Graças a Deus o Michael, que estava levando uma família a passeio, nos levou ao próximo ponto. Ele tem uma agencia de turismo e uns preços bem legais, conhece bem a cidade. Ele fechou para nós a churrascaria Garfo e Bombacha (que estava lotada por que era dia dos pais) conseguiu lugares ótimos para vermos o Show e um descontinho camarada, nós levou e buscou TELEFONE DELE (54) 3282-4292 / 99957-8808 / 98108-8170. Recomendo ele como guia de gramado.
      Fomos logo em seguida ao Terra Magica Floribal, Acho que pagamos 70 reais cada um. Super recomendado para famílias. Eu amo dinossauros, então foi bem legal.
      Lá já tem mais UBER!!!
      Fomos para Canela, almoçamos em um Subway. 
      Canela é bem parada durante o dia, mas demos uma volta, chegamos na catedral de pedra (muito mais bonita que de gramado) e tiramos umas fotos. Fomos ao restaurante Casa da Velha Bruxa, comemos o SORVETE DE FORNO, que é um verdadeiro paraíso na terra, não deixem de comer. Tiramos foto na locomotiva, conhecemos um pouco mais da história do lugar, pois as pessoas são muito receptivas e sentem muito orgulho de lá. No fim fizemos o excelente negócio de comprar biscoitos caseiros tipo cookies, por 7 reais, 1/2 kg, levei uns 4 pacotes, estavam na promoção, me arrependi de não ter trazido mais. (loja de biscoitos em frente a catedral de pedra, do outro lado na rua, tem um boneco de biscoito na frente).
      Na volta o UBER nos levou em uma loja da fábrica de Cerveja Gram Bier http://www.grambier.com.br/ , compramos alguns presente (kits de cervejas), essa fábrica é de gramado, muito boa.
      A noite fomos ao show do ELVIS no Hard Rock Café Gramado. Foi surpresa para meu marido, o mesmo amou.
      Comprei O Show pelo site Laçador de Ofertas (mas quem vende é a brocker turismo), paguei 100 reais por pessoa e cada um tem direito a entrada, prato principal, 1 drink, 1 cerveja ou refri, 1 sobremesa + SHOW do ELVIS (que fiquei sabendo ser o próprio dono do estabelecimento). SUUUUUPER valeu a pena!!!! É show mesmo, sem enrolação.
       
      Dia 3 (08 de ago 19 quinta) - Fizemos um passeio de Bike que durou todo o dia só deixamos as Bikes a noite. Locamos por 3 dias as Bikes da Loope https://www.voudeloop.com/ apesar de não usarmos os 3 dias, foi maravilhoso alugar e andar somente 1. em todo centro de gramado tem pontos para deixar as bikes. (PS peguei a com acelerador que ajuda nas subidas).
      Fomos em todos os pontos de gramado, fonte do amor, rua torta, praça das etnias, rua coberta, mirante, fabrica de chocolate da prawer. O céu é o limite, quase chegamos a canela de bike kkkkk. Super recomendo.
      Nesse dia almoçamos no restaurante da Lolo, comemos macarrão com molho de nata (garantia de barriga cheia e quero mais).
      Não lembro o que comemos a noite, acho que pizza no hotel.

       
      Dia 4 (09 de ago 19 Sexta) - Foi o dia do passeio de Maria Fumaça + Vinícola (PS NÃO FAÇA AOS DOMINGOS). (contratei pela Vento Sul Turismo - Paguei 250 reais para cada um, SUPER INDICO O PASSEIO, MAS NÃO INDICO ESSA EMPRESA, TIVEMOS MUUUUITOS PROBLEMAS COM ELA).
      Nos buscaram às 6h da manhã no hotel, fomos para Nova Petrópolis, fotos, compras etc... Não vale a pena comprinhas, cuidado. Depois passamos por Caxias do sul, e fomos direto para o Vale dos Vinhedos, Vinícola Casa Valduga, (pagamos mais 50 reais para cada - em troca do tour guiado + uma bela taça) o tour da vinícola vale super a pena, saimos bem tortos, tem degustação de vinhos brancos, tintos e espumante. Só não tem petisco, então cuidado para não ficar bebado. A vinícola é linda, chique, comprei alguns vinhos e espumantes na loja, vale a pena. Comprei também uns cosméticos de beleza da Vinotage (marca da vinícola) super recomendo. O sabonete de vinho é tudo.
      Depois almoçamos em um restaurante no alto de uma colina (ele é todo de vidro, tem uma vista de todo vale) no Vale dos Vinhedos (já incluso no preço do passeio) MARAVILHOSO, comida nota 10.
      Fomos logo após para a Epopeia Italiana, não gostei, achei chato. Mas muita gente curte.
      Depois o tão esperado passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves. Que delícia de passeio, música ao vivo, degustações de suco, vinho, etc... Vinícola Garibaldi.
      Nos deixaram no hotel por volta de 19h.


       
      Dia 5 (10 de ago 19 Sabado) - Dormimos até tarde, só saímos para dar uma voltinha no centro de Gramado a pé por volta das 16h. Andamos, tomamos chocolate quente na Caracol, compramos chocolate etc.
      A noite (PS chege cedo, umas 18h)  fomos a PIZZARIA CARA DE MAU - NAVIO PIRATA, CARA (RODÍZIO 120 REAIS POR PESSOA) MAS VALE CADA CENTAVO, O LOCAL É ANIMADO, A EXPERIÊNCIA É ÚNICA, PIZZAS MUITO BOAS.
      Voltamos para o hotel passando mal de tanto comer kkkkkkk 
       
      Dia 6 (11 de ago Domingo dia dos pais) - Saímos do hotel umas 11:45h e fomos para a churrascaria Garfo e Bombacha, conhecemos a família que gere o lugar, um local extremamente agradável, FARTO, receptivo, para família e amigos baterem aquele bom papo. O Show Gaúcho é maravilhoso, VALE CADA CENTAVO. ( Tem um menino que participa do show, se chama Enzo, ele é um encanto). Depois demos mais voltinhas no centro de gramado (passeio romântico) e já lá pelas tantas, encontramos um bar com música ao vivo, no qual seguramos o artista por mais uma hora depois do seu horário de ir embora kkkk, a cerveja era Gram Bier, meu marido aproveitou.
       
      Dia 7 (12 de ago 19 Segunda) - Dormimos até tarde, chovia, então resolvemos só sair na parte da tarde.
      Fomos ao restaurante no Hotel Ritta Hoppner, compramos no Laçador de ofertas a Experiência Alemã (120 reais para nós dois), entrada, prato principal, degustação de varias comidas alemãs, sobremesa. Cerveja alemã paguei a parte. O CHEFE ESTÁ DE PARABÉNS, IMPECÁVEL OS PRATOS. RESTAURANTE MUITO CHIQUE, ESTILO TITANIC KKKK
      Como não parou de chover, fomos aos museus do carro antigo (hollywood dream cars) e da Harley Motor Show, Super Carros e Museu de Cera (NÃO VÁ AO MUSEU DE CERA, É MUITO RUIM) valeu a pena para um dia de chuva, caso não estivesse chovendo, preferiria fazer passeio ao ar livre.
      A noite fomos a uma hamburgueria chamada The Black Beef, uma delícia de hamburgue, a batatinha com molho de queijo é 10.
       
      Dia 8 (13 de ago 19 terça) -  Fomos a outro passeio pela Vento Sul Turismo (Mais uma vez, passeio maravilhoso, mas a empresa sempre gera problemas, que são resolvidos de ultima hora). Nos encontramos na Praça das Etnias às 8:30h para ir as fazendas (área rural) da região. TOUR LINHA ÁVILA (170 POE PESSOA).
      Tomamos café da manhã em um sítiozinho lindo, com vários tipos de plantações, milho, morango, tangerina etc... lugar simples, bem roça mesmo. Tem pinhão no fogo a lenha, café, geleias do sítio etc
      Depois fomos para outro sítio, esse com plantação de uvas, que lugar lindo, um lago, tudo bem caseiro e artesanal. Lá eles fabricam o próprio vinho e suco de uva, tem plantação de morango, fabricação de queijo, salame, geléias etc. TOMAMOS UM BAITA CAFÉ DA MANHÃ (TUDO INCLUÍDO NO PREÇO DO PASSEIO).
      Depois fomos a uma fazenda com uma cachoeira linda, muros de pedras super antigos e descampados a perde de vista. Local que transmite PAZ.
      Por ultimo fomos a uma Fazenda de grande porte, lá almoçamos um delicioso churrasco fogo de chão, com costelão na vala e tudo mais. Lá tem passeio a cavalo. (ALMOÇO INCLUSO NO PREÇO DO PASSEIO, MENOS BEBIDA). Muita sanfona e lareira a lenha para esquentar e espantar o frio. ESSE DIA PELA MADRUGADA FEZ -2.

      FIQUEI FEDENDO A FUMAÇA, MAS VALEU MUITO A PENA. PASSEIO BEM RAIZ, MUITO GOSTOSO. VOLTAMOS CANTANDO NO ÔNIBUS COM O SANFONEIRO.
      A noite fomos a uma choperia artesanal no centro de gramado, em frente ao hotel lageto stilo. 
      TABERNA MF - Eles realmente entendem o que estão fazendo. São mais de 100 torneira, com chop gelado de todas as escolas possíveis e com sabores que ressaltam a cada gole. Uma experiência única, creio que igual a essa no Brasil não exista kkkkk (TEM MÚSICA AO VIVO, LAREIRA E COMIDA BOA)
      NÃO DEIXE DE IR!!!!!!!
       
      Dia 9 (14 de ago 19) - Acordamos cedo para aproveitar bem o café maravilhoso do hotel, arrumamos as malas e fomos dar o último passeio pelo centro, comprei cuca em um mercadinho próximo ao hotel, compramos chocolates.
      Comemos trúdel, delícia. No fim voltamos a hamburgueria que amamos e comemos mais uma vez antes de ir embora.
      Saímos 14:20h.
       
      __________________________
      Deixamos de Fazer muitas coisas como: Parque da Ferradura, Cânions do Itambézinho, Vinícola Ravanello e Casa se Ganfredo (em gramado), Castelinho do Caracol, Bar Boteco do Bill e Cervejaria do Farol (canela).
      -------------------------------------------- 
      Fiz uma viagem para casal, passeio romântico, de fato foi. Caso vá em família, tem outras coisas para aproveitar.
      __________________________
      Chocolates e sorvetes, para quem é do Rio de Janeiro, não vai se impressionar.  O CHOCOLATE QUENTE VALE!
      _________________________
      Na volta cada um de nós trouxemos 4 garrafas de vinhos e espumantes, só que descobrimos no aeroporto que não pode passar produtos sem rótulo, então o vinho e suco de uva artesanal que compramos no sítio, tivemos que colocar na mala, bem como os salames kkkkkkk o restante foi tudo a bordo.
      ________________________
      Restaurantes extras (DICAS):
      Pizza: Il Piacere, Ristore Florence, Cantina Pastaciutta, Magnólia.
      PF: à la minuta, café da banca, simple.
      Rua São Pedro: Ita Brasil, vale quanto pesa, serra grill.
      Buffet: Alecrim Santo, Cantina Galeto Nona Tena.
      Café colonial: Bela vista (não vá ao Hamm - tradicional)
      Fondue: Le Swiss, St Gallen.
      Doces: Royal Trudel
      Rua Coberta: Rasen Platz
      _________________________
      Se precisar comprar alguma roupa na emergência: Mais barato nas lojas Paludo.
      ________________________
      Lá tem Mc Donalds - se seu dinheiro acabar.
      ________________________
      Sempre observe a programação dos bares e restaurantes, na Serra Gaúcha, caso você vá de carro, tem várias cidades com programações locais, vale pesquisar.
      _______________________
      SE VOCÊ QUER ROMANTISMO NÃO VÁ NO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES, OU NATAL LUZ. TODOS LÁ ME DISSERAM QUE A CIDADE FICA SUPER LOTADA, CHEGA A FICAR CHATO, POIS NÃO SE VIVE O LOCAL.
      _______________________
      PEGUEI VÁRIAS DICAS NO CANAL DA FELIZA3.
      _______________________
      PS A SERRA É BEM FÁCIL E TRANQUILA, DÁ PARA DIRIGIR NUMA BOA.
      _______________________
      LISTA DO QUE FAZER EM GRAMADO:
      - LAGO NEGRO
      - PRAÇA DAS ETINIAS
      - SNOWLAND
      - HOLLYWOD DREM CARS
      - RUA TORTA
      - HARLEY MOTO SHOW
      - LAGO JOAQUINA RITA BIER
      - IGREJA SÃO PEDRO + FONTE DO AMOR
      - RUA COBERTA (A NOITE)
      - LE JARDIM
      - MUSEU MEDIEVAL
      _______________________________
      O QUE FAZER EM CANELA:
      - PARQUE DO CARACOL
      - PARQUE DA FERRADURA
      - ALPEN PARK
      - IGREJA DE PEDRA
      - CASTELINHO CARACOL
      - TERRA MAGICA FLORYBAL
      - MUSEU DO TREM (SÓ PAREI P TIRAR FOTO)
       


    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida

      Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Juliana Champi
      Olá pessoal, tudo bem?
      Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo!
      Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados.
      Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos!
      Bora lá!
       
      MORRO DA PEDRA BRANCA
      Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando.
      O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi.
      Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou.

      Localização do Morro da Pedra Branca
      Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe.
      São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas!
      Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando.
      Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada!

      Caminho pela estrada!

      Era tudo névoa!

      Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter!

      Só mais essa linda, rs!

      A torre de telefonia perdida na névoa!
       

      A imensidão verde ainda tímida!
       

      Abrindo!
       

      Descortinando!!

      Vento e descabelo!
       

      Vista bem bonita!
       

      Meu mini trilheiro!
       

      Fotinha da vista!
       

      Parece mais perigoso do que era ok? rs

      Céu azul!
       
      Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha.


      Linha férrea estilosa!
       
      Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. 
      FIM


×
×
  • Criar Novo...