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Paraty em 1 final de semana: Jazz, Praias, História e Encantos

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Fomos os felizardos ganhadores de uma promoção do twitter que dava direito aos seus seguidores, uma viagem de um final de semana à Paraty, com acompanhante para aproveitar o Bourbon Festival Paraty 2010 que reúne em três noites nomes nacionais e internacionais do Jazz, Blues, Soul e R&B. Nunca acreditamos em promoções mas ficamos surpresos e claro extremamente felizes quando recebemos a notícia.

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Daí em diante, tantas histórias surgiram...

 

O festival começava dia 28 de Maio e terminava no dia 30. O que esperar de Paraty? Uma Ouro Preto com praia? Não, e até agora não temos palavras para descrever. Como foi uma viagem nada planejada, passamos por algumas ciladas. Nos perdemos na ida, usamos a pior rota de chegada e ainda levamos um calote!

Depois de uma semana estressante em São Paulo, não víamos a hora de colocar o pé na estrada. Tínhamos duas opções de rota, ir pela Rio-Santos, que era a mais longa (1 hora a mais de percurso) e a mais bonita já, que ela segue por toda a costa litorânea ou seguir pela Dutra e encurtar a chegada. Optamos pela segunda, porque a ansiedade em chegar falou mais alto, vale também lembrar que tanto o Google Maps quanto nossos GPSs indicaram esse caminho.

 

Depois de Guaratinguetá, deveriamos seguir por Cunha até o destino. No entanto, a divisa de Paraty não chegava nunca. Paramos no primeiro e único posto em kilometros percorridos afim de abastecer e pegar algumas informações. Realmente estávamos no caminho certo, mas ainda teríamos que enfrentar uma estrada de terra de 5km que não deveria ser muita encrenca para nós que já fomos para Visconde de Mauá e adquirimos muita experiência no assunto. Mas a estrada é pura pedra e lama, um percurso de 5km levou 1 hora para ser percorrido e ainda como saldo tivemos um pneu furado, não fosse o fato de ser um caminho deserto, tivemos a sorte de encontrar um casl também perdido e assustado que nos ajudou a sujar a mãos de graxa. Por isso hoje recomendamos: Peguem a Rio-Santos.

 

Ah sim, a pousada, como eu disse acima ganhamos o pacote completo com a estadia inclusa. Nos hospedamos na Porto Imperial que fica bem no centro histórico de Paraty a poucos metros do palco armado para o Festival. Sua entrada é acanhada, mas o conforto, hospitalidade, atendimento e decoração são impecáveis! Em estilo colonial, esse casarão bem preservado nos remete ao passado. Cada canto do lugar é charmoso, desde os jardins internos, sala de massagem, spa, sauna, loja de vinhos e a piscina! Essa merece destaque, com uma jacuzzi acoplada. Cada quarto tem o nome de personalidades ilustres brasileiras. O que ficamos chamava “Emilinha Borba”. Puro luxo! Todos os funcionários eram solicitos e nos faziam sentir muito especiais! Local aconselhado para qualquer pessoa de bom gosto!

 

Fomos dar uma volta pela cidade. A boa fama da noite de Paraty foi comprovada! Totalmente delicioso passear pelo centro histórico recheado de cafés, restaurantes, lojas de artesanato e artes. As ruas são todas de pedra, salto alto e sapato desconfortável nem pensar! De chinelo já é uma dificuldade! Como a cidade era anfitriã do Festival de Jazz, estava bem cheia, pelas ruas o grupo Buskers anima as vielas com músicas instrumentais de todos os gêneros. Todas as ruas são bem parecidas, então ás vezes temos a sensação de andar em círculos. Alguns fatos são peculiares na cidade, mesmo sendo um local predominantemente turístico, o atendimento não é dos melhores, salvo exceção na Pousada que ficamos que difere de tudo que presenciamos na região. Sentar em uma mesa e o garçom passar por você diversas vezes, fingindo que não te viu é comum. Isso deixa os nervos de qualquer pessoa à flor da pele. Haja espírito aventureiro!

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Vá prevenido pois são poucos os lugares que aceitam cartões e se certifique antes de consumir. Novamente caímos na besteira de comer pizza no RJ. Na Pizzaria Taberna eles possuem o logo dos cartões de crédito na parede, mas quando você vai pagar: “Só aceitamos débito”. Se o serviço não vale os 10%, a comida salva! Tomamos umas das melhores caipirinhas de nossas vidas na Cachaçaria VilaReal, um delicioso sorvete de Kinder ovo com Ferrero Roche na sorveteria Miracolo e iscas de um peixe da região chamado Sororoca, parecido com pescada branca, sem espinhas na Escuna Caxangui.

 

Na primeira noite as atrações eram Leo Gandelman & Diogo Poças, Glen David Andrews, Big Time Orchestra e DJ Bebeto! Assistimos parte do primeiro show, nunca havíamos visto Léo Gandelman e foi muito bom, agora nem preciso dizer que nas outras noites quando entrava o DJ estragava tudo!

 

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Ainda em São Paulo resolvemos reservar um passeio de escuna, com receio de chegar na hora e não haver lugares disponíveis. NÃO FAÇAM ISSO! Entramos no site da encantadora Escuna Titina que e oferecia até opção de almoço com comida japonesa. Pagamos 50% e o restante seria acertado no embarque.

 

Conseguem imaginar o que aconteceu? No dia marcado, fomos até o Cais da cidade para o passeio em alto mar. Ao lado direito do deque, várias opções de escunas de todos os tamanhos, preços e atrações disputavam aos tapas os turistas. Na busca pela Titina, perguntamos para alguém que nos apontou no lado oposto uma embarcação digamos precária, que perto das demais parecia mais um bote à deriva. Na hora veio uma sensação que era um misto de decepção, arrependimento e frustração. Em seguida o péssimo atendimento de um gringo pra lá de esquisito somado a faixa de “Vende-se” e a possibilidade dele nos encaminhar para outro barco caso aquele não tivesse quórum, veio a certeza de que havíamos caído em uma furada. Óbvio que os termos manutenção e segurança não faziam parte daquilo. Melhor não arriscar, em alto mar se algo acontecer não tem para onde ir! Mais tarde descobrimos que todas as embarcações que ficam no lado esquerdo do deque não tem autorização pela Capitania dos Portos para navegar. Adivinha de qual lado estava a Escuna Titina?

 

Escolhemos outra, desembolsamos no total mais do que queríamos e valeu muito a pena! A Escuna Caxangui nos fisgou porque sua proprietária Ana foi uma excelente vendedora e por ser uma das únicas que não possuia música ao vivo, rala coxa e pessoas quase penduradas por todas os lados!

 

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Esse passeio é imperdível! Dura aproximadamente 5 horas percorre a baía de Paraty passando por várias ilhas e praias, repletas de Mata Atlântica. Dentre as ilhas particulares, passamos pela da família do Amir Klink, Roberto Marinho, do dono das duchas Lorenzetti e do Presidente da Fiat no Brasil que construiu uma réplica de um castelo, ou seja, só gente humilde!

 

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No roteiro, a primeira parada foi em Ilha Comprida onde a escuna atraca para que possamos pular na água com os peixinhos. Esse é o lugar onde tem a água mais clara da região quase transparente, indescritível a sensação de nadar com snorkel.

 

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Em seguida fomos a Praia da Lula que tem esse nem razão de uma lula de 80 metros que foi encontrada por lá. Não existe nenhuma prova o que faz dessa a típica estória de pescador. Não vimos atrativo, afinal era um pedaço de praia comum, então nem descemos para conhecê-la. Depois fomos a Praia Vermelha, com árvores em toda sua extensão que em determinadas épocas dão flores desta cor. Fizemos questão de descer, por que sua paisagem era mais deserta com pedras na encosta onde batiam as ondas. Fomos em um pequeno bote com o capitão da embarcação, Francisco, praticamente Veneza :) ! A quarta parada em alto mar foi para a refeição e não nos lembramos do nome do lugar.

 

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Com a energia reposta, a escuna segue o caminho de volta e passa por outras ilhas, todas com nomes e histórias distintas. Uma que vale a pena relatar é a Ilha do Mantimento, batizada assim porque os portugueses deixavam ali os alimentos quando a maré estava muito alta para chegar ao cais, é nela existe o castelo e também é a ilha mais bonita.

 

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Em terra firme, voltando para o hotel: Momento Bizarro. Nos deparamos com Jack Sparrow ou como ele se auto-intitula Pirata de Paraty. Tiramos fotos e trocamos endereços de nossos sites. Afinal, ele tem vários vídeos no YouTube.

 

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Encerramos o sábado com uma visita pela cidade, museus e outros pontos turísticos. São tantas lojas que você consegue passar horas olhando de artesanatos à bebidas. Uma ótima pedida é experimentar a cachaça Gabriela, destilado típico de Paraty com cravo, canela e gengibre.

 

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Boa viagem!

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Muito linda Paraty!

 

Teu relato está ótimo. Ir pra um festibval de Jazz então...que inveja! Ano que vem Paraty não me escapa, com certeza.

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Julia,

 

Te apoio! Com certeza repetiremos a dose. Quem sabe nos esbarramos por lá!

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