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valmirjr

relato Peru em 12 dias - De Lima a Machu Picchu (concluindo, e agora com fotos)

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Olá, galera!

Quero agora contribuir dentro do possível com informações para os próximos que desejam conhecer esse lindo país que é o Peru.

 

Em certos pontos, achei muito parecido com o Brasil, lugares lindos, mas com muitos contrastes sociais, pessoas que riem a todo momento e gostam de ajudar, tratam bem aos turistas, espertinhos que gostam de arrancar uma graninha a mais...rs Enfim, vamos ao que interessa. Aviso de antemão que, pela falta de experiência (essa foi minha 1ª grande aventura de muitas futuras), creio que tenha pagado caro em muitas coisas. Os câmbios saíram numa média de R$ 1,85 = US$ 1,00 = S/ 2,82

 

1º dia - Lima - 17/07 - sáb

Cheguei ao aeroporto pela manhã. Estava muito nervoso, sei lá pq, medo de assalto, então, preferi "ser assaltado" no aeroporto: paguei S/35,00 no táxi para Miraflores (o justo é S/25,00). O dia estava muito cinza, começou a chover, então não fiz muita coisa de manhã.

 

Almocei no ChinaWok (um tipo fast food chinês), que fica no Shopping Larcomar. Era bem perto do hostel em que eu fiquei, o Peru Backpackers (quase esquina Av. Larco, a 3 quadras do shopping). Pela tarde, fui ao centro histórico, peguei os buses de lá que são rápidos e baratinhos, tipo S/ 1,00. Tive o azar de não ter água quente na 1ª noite do hostel, mas não foi problema do aquecimento, foi da água, que estava em manutenção pela prefeitura (foi o que disseram). Realmente, não tinha pressão e a quente não subia. Mas de manhã e no dia seguinte, funcionou. Só sofri com água fria uma noite.

 

Plaza San Martin

 

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Bom, no fim do dia, fiquei um pouco no point jovem de lá, a praça Kennedy, a umas 6 quadras andando do hostel, mas no final fui parar num restaurante uruguaio, El Parrillo...rs pq não achei a tal da rua que tinha um monte de bares e boites próximo à praça. Era só eu ter seguido depois do McDonald's sentido orla, que encontraria a tal ruela, meio escondidinha.

 

Basílica de San Francisco

 

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Cusqueña - El Parrillo

 

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Hostel com café da manhã: S/ 66,00 (dois dias)

Almoço: S/ 13,00

Ônibus ida-voltas: S/ 3,90 (porque me perdi...rs) ::mmm:

Igreja S. Francisco: S/ 3,50 (estudante) - Vale a pena ::otemo:: - S/ 7 comum

Pizza Hut: S/ 17,90 (É muito, sobrou!)

Cusqueña: S/ 8,00 (Tá cara, porque é restaurante.)

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2º dia - Lima - 18/07 - dom

 

Segui em Lima até o fim do dia por não ter conseguido ir a nenhum museu no dia anterior. Visitei o Museo de La Nación, na Av. Aviación, gratuito, e o Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú, que recomendo bastante, na praça Bolivar, en Pueblo Libre. Vá com pelo menos 2h30min para visitar. Fiquei 2h lá dentro e não vi tudo, era domingo e fechava às 16h, se não me engano. Almocei num restaurante na esquina do museu, comida barata e gostosa por S/10,00 (Magdalena Vieja).

 

Dali fui para o centro de novo para trocar dinheiro e comprar roupa de frio, água e mochila pequena, pq a minha tinha rasgado...rs O Plaza Vea, num shopping perto do Sheraton, é um supermercado barato e tem de tudo. À noite, dei uma volta pelo Larcomar, mas era tudo muito caro, então voltei caminhando pela Av. Larco, parei no Bembo's na esquina do hostel, comi um sanduba de frango com cerveja! Mas era ruim pra caramba...rs Franca, o nome.

 

Segui para à Praça Kennedy e encontrei o point que citei lá em cima...rs Bebi um litrão de chopp, pisco sour e comi papas fritas por S/ 28,50, local chamado Rústica, com bom atendimento, garçonetes lindas e simpáticas, para quem interessar.

 

Museo de Arqueología: S/4,00 (com carteira de estudante)

Buses para todos esses lugares (total): S/6,00

Ônibus durante o dia todo: S/ 6,00

Água de 2L Cielo (ruim pacas), creme pra barbear e hall's: S/ 11,30

Rústica: S/ 28,50

 

Museus (apesar da entrada simples, achei o segundo muito melhor, mas vale a pena ir a ambos)

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3º dia Lima e Ica - 19/07 - seg

 

Tomei café cedo e fui conhecer a Plaza del Amor, Parque Intihuatana e a vista do farol. Um passeio rápido que pode ser feito no 1º dia com 1h30 de caminhada tranquila. Se tiver sol, dá para tirar belíssimas fotos. Depois disso, voltei ao hostel para pegar a mochila e o bus da Soyuz à Ica.

 

Chegando à Ica, após quase 5h de viagem, peguei um táxi ao oásis de Huacachina. Que lugar lindo! A água é um pouco suja, verdade...rs, mas no geral é lindo! Tive o azar de parar no Hostel Carolina del Sur. Ô lugarzinho esquisito! ::ahhhh:: Tomei um banho de água fria, cheio de receio de deixar as coisas no dormitório, que tinha umas 20 camas. Rodei o hostel, encontrei um novo, que estava lotado. Mais umas voltas e achei o HI Desert Adventures, que seria minha primeira opção, mas como não tinha conseguido confirmar vaga, tinha deixado de lado. Por sorte, o Seu Jorge ainda tinha 2 camas e me recepcionou super-bem lá. Muito bom o hostel. Fiz tudo lá, almocei, jantei, fechei os passeios e acessei a net. Já era noite, ia acordar cedo o dia seguinte para as Islas Ballestas, então fui dormir logo. Jantei dois pratos porque não tinha almoçado, o sono logo veio...rs

 

Oásis

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Táxi ao terminal Soyuz: S/ 8,00

Bus da Soyuz para Ica: S/ 25,00

Táxi ao oásis de Huacachina: S/ 5,00

Hostel: S/ 15,00 (sem café da manhã)

Jantar c/ Inca Kola e cusqueña: S/ 34,00

Islas Ballestas e sandboarding: S/ 60,00 + S/ 40,00, mas ficou por S/ 90,00 porque já tinha perdido S/10 no hostel anterior e o Jorge me deu esse descontinho! :D

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Antes de seguir o relato, vou colocar aqui a prévia e os 1os passos que tomei e esqueci de colocar no início.

 

1) Vacina contra a febre amarela: é exigido, mas em nenhum momento me foi solicitada. Já imaginava que não iriam cobrar por relato de outras pessoas que já foram, mas mesmo assim, é melhor tomar.

 

2) O documento de entrada que te dão no avião para entregar à migração é pedido na volta, se guardá-lo, poupa tempo na volta, pois não precisa preenchê-lo de novo.

 

3) O táxi para o bairro de Miraflores é em torno de S/ 25,00 no preço justo, mas como estava me cagando de medo (perdoem-me o termo), acabei tomando o táxi dentro do aeroporto mesmo, besteira. Se sair pela esquerda do aeroporto, após o desembarque nacional, consegue pegar um, porque passam vários, como pude ver depois que estava dentro do táxi. Uns 20 minutos e se chega ao bairro, que é uma ótima opção para a noite, pois tem, como disse lá em cima, o Larcomar (shopping que fica na costa, próximo ao JW Marriott Lima) e a Plaza Kennedy, ótima à noite, pelas baladinhas e pelos bares.

 

4) As principais vias são a Garcilaso de la Vega no Centro, onde tem o shopping/ mercado Plaza Vea que citei antes, continuando tem a Av. Arequipa, que passa a Av. Larco, terminando no shopping LarcoMar.

 

5) Troque o dinheiro preferencialmente no Interbank ou Western Union, que fornecem notas mais novas. Os peruanos podem recusar uma velha, manchada ou rasgada. Comigo aconteceram 2x, daí parei de trocar em casas de câmbio, ou quando não tinha outra opção, exigia mais novas e sem manchas, eles trocam. Se vc não fala, vão te empurrando as velhas. No aeroporto, óbvio, tenha o suficiente para o táxi, para o albergue e uma primeira refeição. S/ 100 está bom. Eu troquei S/ 137,50.

 

6) Mochila: usei uma de 55L da Bagaggio, mas comprei uma pequena lá para as excursões de 1 ou 2 dias que fazia por lá. Deu traquilo para os 12 dias. Levei roupa para 9 dias e lavei o necessário para mais 4 dias quando cheguei a Cusco. Sapato foi uma bota simples da Bull Terrier (desert), pois não tinha verba para as que tavam falando aqui nos relatos. Foi ótima para os dias do Cañon de Colca e a subida à Machu Picchu. Nem senti meu joelho nem nada.

 

Minha viagem começou em 17/jul/10 e terminou em 29/jul/10. Então, os valores estão bem atualizados. Se acharem que falta algo, ou tiverem dúvida, podem perguntar, às vezes esqueço e não coloco. É muita informação. Apenas especifiquem quando forem perguntar algo.

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Ae JR, parabens pelo relato. Bota mais fotos pra gente ae!!!

Voce fez o mochilao sozinho?

Eu to indo proxima quinta dia 12/Agosto. Começo por San Pedro Atacama e subindo ate CUzco. Volto por Lima dia 6 setembro.

Vou dar uma lida quando postar sobre Cuzco, pois vou ficar uma semana por la.

Abrs.

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Seguindo relato.

 

4º dia - Ica (Oásis de Huacachina) - 20/07 - ter

 

Acordei cedo para às 6h sair para as Islas Ballestas. O dia amanheceu cinza, como é bem comum, mas depois o sol surgiu. Foi um pouco mais de 1:30h em van para chegar ao local, porque no caminho foram pegando outras pessoas para o passeio. A reserva de Paracas é linda! Tive que pagar uma taxa de S/ 1,00 para usar o bote além dos S/ 40,00. Não comi nada com medo de ficar enjoado, mas besteira, não tem como. Usamos aqueles "barquinhos" a motor para cruzar a região que é preservada, não há intervenção humana a não ser por apenas 3 pessoas vivem em uma das ilhas para meio que cuidar da área e acho que alimentar alguns animais em caso de poucos alimentos. Lá encontram-se algumas famílias de pinguins e dois tipos de aves que, não lembro os nomes, mas postarei as fotos aqui embaixo para vcs verem. Há tbm os lobos-marinhos, super-amistosos e prequiçosos...rs Ah, claro, vimos a imagem do "El Candelabro" e aprendemos um pouco sobre as 3 versões mais conhecidas. Voltamos por volta de 10:30h, demos um tempo na feirinha, mas era fraquinha e cara, não comprem nada por lá.

 

Animais locais

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El Candelabro

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Dunas

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De volta ao hostel, lá almocei, fiz umas compras e descansei para à tarde seguir para o sandboarding. Demaaaais! Vale a pena, galera, não deixem de ir! Na volta, tomei um banho (claro...rs). Tinha areia que não acabava dentro dos tênis. Ah, levem casaco, ou na volta vão morrer de frio.

 

À noite, peguei um bus para Nazca, e cheguei acho que 22h, pela Soyuz. Os horários são de 2 em 2h, nas horas pares, se não me engano. Lá, a jovem do The WalkOn Inn me buscou e não paguei táxi, mas tbm é tudo muito perto. Só não é bom ficar zanzando à noite, pois não é muito segura a cidade. Isso me disse a funcionária do hostel. Fechei o passeio à Chauchilla e fui dormir.

 

Valores dos passeios postados anteriormente

Táxi para terminal Soyuz: S/ 5,00

Ônibus para Nazca: S/ 10,00

Chauchuilla: S/ 40,00 (35,00 guia e carro + 5,00 entrada)

Diária em Ica: S/ 15,00 sem café (Obs.: acabei pagando um dia só, apesar de ter deixado as coisas no quarto e podido tomar banho depois)

Almoço: S/ 14,50

 

 

5º dia - Nazca - 21/07 - qua

 

De manhã, tomei o café completo (não incluso na diária), e parti para Chauchilla com uma família que já havia agendado o programa com o hostel. O guia, bastante conhecido por lá, nos buscou e trouxe de volta de carro. A ida ao sítio arqueológico dura em torno de 25 minutos. O nome dele não recordo, mas era negro, usava dread, gente fina, super conhecido por lá. Inclusive pratica sandboarding por lá e apareceu num documentário enquanto eu estava no aeroporto de Nazca).

 

Sobre Chauchilla, confesso não ter achado tão interessante, digo, era, mas preferiria ter ido a Cahuachi (região dos aquedutos). Lá pude observar tumbas reais e conhecer um pouco mais sobre a crença pós-morte dos povos que ali habitaram e todos os preparativos para tais cerimônias. Como à tarde, faria o voo pelas linhas, não me restava tempo para ir a outro local.

 

Em Nazca, o sandboarding parece ser mais profissional. O local em que praticam é o Cerro Blanco, que pode ser visto de vários pontos da cidade (que é bem pequena).

 

Bom, à tarde, fui para o aeroporto, porém o voo não aconteceu. Justamente quando cheguei, começou uma tempestade de areia... Paguei uma taxa de S/ 20,00 de imposto do aeroporto e nem resgatei (tbm não sei se devolveriam). Depois, no meio do caminho de volta para o hostel, descobri que havia perdido o meu óculos escuro! Pura distração!

 

Meio p... da vida, tentei não ficar mal e estragar o resto do dia. Tentei marcar para Cahuachi ou ao Acueductos, mas já era tarde. Fui, então, conhecer o Museo Antonini. O local fica num local meio estranho, o pessoal do albergue, inclusive, aconselhou ir de táxi e evitar andar de mochila nas ruas vazias. Era só o que me faltava: ser assaltado por lá. Mas, graças a Deus, nada aconteceu. O museu é bem interessante, com bastante informação. Tem uma representação de aqueduto. Então, mesmo não tendo ido no original, deu pra ver um similar de perto. Como não havia placas dizendo não entre ou não ultrapasse, fui todo tranquilão pra dentro do aqueduto pra tirar fotos melhores, até que chegou um segurança lá e me pediu pra sair, que não poderia, não era seguro, blá blá blá...rs Mas, foi na maior educação...rs Bom, na saída, eu ouvi a atendente da recepção falando com outros turistas que estavam entrando que, se quisesse tirar foto, eram mais S/ 10,00. Passei de fininho e fui saindo...rs Paguei só a entrada mesmo.

 

Réplica de aqueduto

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À noite, após jantar, comprei entrada para o planetário que fica dentro do hotel "Lineas de Nazca" ou "Nasca Lines", não sei ao certo, mas é na praça em triângulo, perto da rodoviária. Fantástico, vale a pena. Foi lá que a grande pesquisadora Maria Reiche se hospedou por várias vezes, concluindo suas pesquisas sobre as Linhas de Nazca. Começou às 20:15 (marcado para 20h) e saí de lá 21:35h para pegar o bus às 22h em direção à Arequipa!

 

Lua vista do telescópio

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Sobre o hostel, gostei da atenção dos funcionários, bem profissionais, porém, houve o incidente de nota manchada eles não aceitarem. Pior, foi com um dólar. Somado à cama dura e a água não muito quente, não foi meu favorito. Bem, não tive sorte com essa cidade, essa foi a verdade.

 

Café da manhã: S/ 6,00

Táxi até o museu: S/ 2,00

Museo Antonini: S/ 15,00 \o/ (Por ser privado, não tem desconto pra estudante)

Jantar com suco: S/ 20,00

Planetario: S/ 10,00 \o/ (para estudante)

Bus semi-leito: S/ 82,00 (Cruz del Sur - bastante seguro) - Comprado o tíquete um dia antes no próprio hostel.

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6º dia - Arequipa - 22/07 - qui

 

Ah, Arequipa é uma cidade gostosa! Tem ar de cidade colonial, antiga, com aquelas construções em "sillar", pedra vulcânica que deu origem ao apelido de "cidade branca".

 

Ao chegar no terrapuerto, peguei um táxi para o hostel. Cheguei uma hora antes do previsto e não havia niguém para me buscar no local, mais ou menos 7:20h. Entre 15min cheguei ao Colonial House Inn, na Puente Grau, próximo ao Mosteiro de Sta Catalina (2 quadras) e da Plaza de Armas (4 quadras). O lugar é simples, construção antiga, mas bem aconchegante e tem um pessoal bastante atencioso. O legal é poder tomar café da manhã no terraço, com vista para as costas da Catedral e outros pontos da cidade. Como não é albergue, vc paga um pouco mais para ficar só no quarto. Por esse motivo, não achei caro, mas poderia ter economizado em outro, provavelmente.

 

De manhã, rodei um pouco a Plaza de Armas, tirei fotos dos portais, da Catedral (belíssima por dentro e fora) do redor e fechei o ônibus para tour na cidade pela empresa Nativu's, na calle Sta Catalina. Recomendo, são organizados e pontuais. Os guias são atenciosos e dinâmicos. O tour saiu às 14h. Antes, almocei numa rua atrás da Catedral que tem restaurantes com cardápios muito em conta. Vale a pena conferir. O local em que comi se chama Mirador Misti.

 

Mirador de los volcanes

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Deixei para conhecer o Mosteiro à noite, pois disseram ser mais bonito e pelo tempo que não teria antes do bus. Perdi muito tempo rodando por ali, pela região central. Bom, nesse passeio de bus, conhecemos o mirante dos vulcões, bairros do subúrbio Yanahuara e S. Lázaro, Mansión del Fundador, um minizoo dentro de uma loja (servia mais para vender roupa, mas na feirinha sai mais barato...rs), e uma fazenda em Sachaca. O que mais curti foi o mirante, os bairros e a Mansión, a fazenda poderia ter ficado de fora, apesar de lá eu ter tirado lindas fotos!

 

Mansión del Fundador

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Molino de Sabandía

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Na volta, à noite, lá pelas 18:30h, visitei o mosteiro. Realmente, a iluminação com velas dá um outro ar. Lindo d+!!! Na entrada, uma guia se ofereceu para explicar a visitação pelo folheto, sozinho, ou com ela. Pelo preço, faria sozinho (S/ 20), mas perguntei se em grupo tinha desconto, assim, eu me enfiaria em outro. Como uma família de Lima estava se aproximando, ela falou que o meu poderia ficar entre S/ 5 e 10. Eu pagaria o que pudesse. Aceitei e como gostei muito, dei o que achei justo, S/ 10. Mariela era o nome dela. Ainda batemos um papinho depois que a família foi embora.

 

Mosteiro de Santa Catalina

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Bom, rumei pro hostel, precisava de um banho e comida! Queria curtir um pouco da noite, mas sem poder ir até tarde, porque na manhã seguinte o pessoal da agência me buscaria às 6:30h. Fiquei no Café Montreal, comi bem e paguei justo. Escolhi uma promoção de 3 piscos por S/ 15,00 que a garçonete trouxe ao mesmo tempo. Imagina, eu só na mesa com 3 copos de pisco...rs Saí de lá tontinho. Ah, o local tinha um grupo de rock tocando músicas de lá e internacionais. Bem "cool" o lugar.

 

Ah, uma coisa que não falei até agora: não como carne, exceto peixe. Então, todos os lugares em que fui, havia opções vegetarianas ou peixe. Ok, lá em cima falei que comi um hambúrguer de frango. Foi uma exceção. Às vezes não resisto...rs

 

Táxi ao hostel: S/ 5,00

Café da manhã do 1º dia: S/ 4,00

Diária com café do dia seguinte: S/ 30,00

Almoço turístico: S/ 15,00 (entrada, principal e uma bebida, inclusive cerva) \o/

Tour pela cidade em bus 4h: S/ 35,00

Mansión del Fundador: S/ 5,00 (opcional)

Fazenda em Sabamdía: S/ 5,00 (opcional)

Mosteiro de Sta Catalina: S/ 30,00 + S/ 10,00 (guía opcional) \o/

Jantar/lanche no Montreal: S/ 26,00

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7º dia - Arequipa - Chivay - 23/07 - sex

 

Como fiquei 2 dias fora da capital arequipeña, comprei antecipadamente a passagem para Cuzco. Foi na agência Colonial Tours, na rua Santa Catalina 103. Aproveitei e perguntei o valor do Cañon de Colca, era S/ 15 mais barato. :cry:

 

A caminho de Chivay, me deparei com um grande problema: o intestino começou a... vcs sabem. Não sei se a altitude ou a coca tinha algo a ver, só sei que foi um terror. Deu pra segurar, mas havia situações que eu tinha que correr para o banheiro. Terrível!

 

O guia me buscou no hostel pontualmente. Deixei o mochilão no hostel e levei comigo apenas uma pequena com roupa para um dia. Fizemos várias paradas até chegar a Chivay: vi alpacas, llamas, vicuñas, vulcões, viscacha, tomamos coca pra aguentar a altitude (quase 4 mil). Chegamos a Chivay umas 13h. Almoçamos e fomos para as caleras (águas termais). Para isso, tenha sua roupa de banho. Marcamos às 16:30h e retornamos às 18h para à noite irmos ao jantar com música típica. Pra minha sorte, ficava embaixo do hotel em que estava, o Imperador...rs Pequeno, bonitinho, água quente, bem quente, café típico, só não tinha leite. Não é hábito deles tomar, acho que porque é caro.

 

O povoado de Chivay é bem pequeno, tem uma praça uma igreja e só. A feirinha parece ser fraquinha, nem visitei, e o banco que tem lá é o Azteca, aquele careiro que não vale a pena trocar. Sai a S/ 2,75 o dólar. Leve uns S/ 180,00 trocados que são suficientes. Digo isso porque eu trocava em toda cidade que ia, mas se já tiver trocado tudo em Lima...

 

Jantar dançante em Chivay

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Passeio de 2 dias ao Cañon de Colga, Cruz del Condor e hotel em Chivay: S/ 80,00.

Entrada no Cañon: S/ 35,00

Almoço: S/ 20,00 (entrada, principal e sobremesa)

Águas termais: S/ 10,00 (relaaaaxa...)

Jantar com mini show típico: S/ 31,00

Passagem para Cuzco pela Cruz del Sur: S/ 96,00.

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Parabéns pelo relato, ficaria feliz de ver o restante, fica de incentivo! Outra coisa, sentiu algum efeito da altitude? Algum mal inesperado. Precisou mascar mt folha de coca? Abraço.

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Olá,

 

Parabéns pelo relato, estou anotando todas suas dicas, como tenho feito em outros relatos, mas vou aguardar o final de sua edição.

 

Abraço. ::otemo::

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Que viagem cara! Estou esperando o relato do trecho de Cuzco e Machu Pichu, gostaria de saber o custo total com seus gastos em 12 dias.

um grande abraço!..t+

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Parabéns pelo relato, ficaria feliz de ver o restante, fica de incentivo! Outra coisa, sentiu algum efeito da altitude? Algum mal inesperado. Precisou mascar mt folha de coca? Abraço.

 

Fala, rodvlopes, obrigado pelo incentivo. A preguiça e a falta de tempo estão grandes...rs

 

Não senti nenhum mal de altitude, em compensação, tive aquele probleminha de intestino. Talvez tenha sido por mascar muita coca...rs

 

Creio que por ter passado antes em Arequipa (que já é bem acima do mar) e por tomar chá de coca desde Nasca, não senti nenhum mal.

 

Gostei tanto que trouxe até uma caixinha com 100 saquinhos. Dei uns 15 pra amigos e os outros 85 são todos meus...rs Não sei o que farei qdo acabar...rs

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Olá,

 

Parabéns pelo relato, estou anotando todas suas dicas, como tenho feito em outros relatos, mas vou aguardar o final de sua edição.

 

Abraço. ::otemo::

 

 

Olá, luciana.jlle. Vms ver se esse fds sai o fim da viagem. Dúvido um pouco, já que domingo é meu niver e vou começar a comemorar desde sexta! posting.php?mode=quote&f=390&p=494644#

 

Antes de terminar mês estará tudo aqui. Tá acabando já. Faltam apenas 5 dias.

 

Abraços.

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Que viagem cara! Estou esperando o relato do trecho de Cuzco e Machu Pichu, gostaria de saber o custo total com seus gastos em 12 dias.

um grande abraço!..t+

 

Fala, Cortezn, blz?

 

Olha, eu gastei exatamente R$ 2819,74. Abaixo, os detalhes.

 

Passagem RJ-Lima, Cusco-Lima, Lima-RJ: R$ 1.136,85

Seguro viagem: R$ 77,90

Gastos diversos (alimentação, transporte terreste, hospedagem, entre outros, inclusive lembranças): R$ 1.504,99

 

Levei US$ 950 e voltei com US$ 141 porque usei umas coisas no cartão.

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Fala jrcastro!!!

 

Ué, naum tinha visto o seu relato, cê naum avisou ué. Não acredito que vc também perdeu o sobrevoo em Nasca. Igualzinho a mim, aquela danada daquela Paracas (tempestade de areia) parece ser bem comum por lá hein??!! Mas é isso aí, vc visitou coisa pra caramba. Lá em Lima vc tomou o tal do chopp litrão no Hostel The Point? Caramba, acredita que eu tomei uma cusquenha super cara bem na frente daquele hostel? Mas eu tava jantando e tava com minha filha, tinha q ficar mais na minha kkkk Mas muito bom o seu relato, tenho certeza que já tá sendo útil pra muita gente.

 

Abração! ::otemo::

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Fala jrcastro!!!

 

Ué, naum tinha visto o seu relato, cê naum avisou ué. Não acredito que vc também perdeu o sobrevoo em Nasca. Igualzinho a mim, aquela danada daquela Paracas (tempestade de areia) parece ser bem comum por lá hein??!! Mas é isso aí, vc visitou coisa pra caramba. Lá em Lima vc tomou o tal do chopp litrão no Hostel The Point? Caramba, acredita que eu tomei uma cusquenha super cara bem na frente daquele hostel? Mas eu tava jantando e tava com minha filha, tinha q ficar mais na minha kkkk Mas muito bom o seu relato, tenho certeza que já tá sendo útil pra muita gente.

 

Abração! ::otemo::

 

 

Foi mal, Lammar. Como ainda não tinha acabado, acabei por não avisar. Espero hoje terminar isso aqui! Tbm tomei uma cusqueña cara pra cacete em Lima, mas tava com preguiça de andar mais e ainda não tinha prova a tal da cerveja. Obrigado pelo elogio. Tb espero que aproveitem o máximo de info no relato. Abs.

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Vamos ver se consigo concluir esse relato hoje! rs

 

8º dia - Chivay - 24/07 - sáb

 

Acordamos cedinho tipo 6h para ir ao Cañon de Colca, apreciar o voo dos condores e passar rapidamente por Yanke. O lugar é realmente magnífico. Sua vista até estranha as cores novas que surgem à sua frente. Uma mescla de tons de verde com o azul do céu o amarelo dourado, demais! Vejam!

 

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Os condores estavam meio preguiçosos aquele dia, talvez porque fosse sábado...rs Quando já tínhamos perdido as esperanças e quase estávamos indo embora, eles apareceram, um monte deles, imensos! Já eram quase 11h, então voltamos para almoçar. No caminho, paramos em outro mirante e em Yanke, apenas para conhecer uma igreja e provar o suco de uma fruta chamada sancayo, que nasce nos cactos. Gostosa, parece kiwi, porém mais ácida. Almoçamos em Chivay e voltamos para Arequipa.

 

upload/galeria/fotos/20100918223830.jpg

 

Como eu ainda tinha um tempinho antes de pegar o ônibus para Cuzco, fui ao museu em que se encontra a múmia Juanita. O local é pequeno e conta com vídeo e guias em vários idiomas (que recebem o que vc achar justo, não cobram). Pro meu azar, o turno do espanhol havia começado tinha 15 min e tive que fazê-lo em inglês.

 

Mais uma voltinha pelo centro, troquei alguns dólares, jantei no mesmo lugar do almoço e fui para o Terrapuerto. Tive que pagar uma taxa de uso do terminal, tomei meu chá de coca pra não sentir muito e fui dormindo tranquilamente... O intestino já estava melhor! rs

 

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Almoço S/ 25,00

Suco de sankayo S/ 2,00

Remédio: S/ 15,00

Museu Universidade Católica de Santa María S/ 15,00 + S/ 5,00 (guia)

Água San Luiz (a melhor): S/ 2,50 Squeeze de 1L

Jantar S/ 15,00

Táxi S/ 5,00

Taxa do Terrapuerto S/ 2,00

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Parabéns pelo relato, jrcastro!

 

Gostei muito do texto, e mais ainda da parte em que você discrimina os gastos diários. Dá para ter uma boa idéia do custo global da viagem.

 

Pretendo fazer um roteiro parecido com o seu (se não o mesmo), em janeiro/11 (mesmo sabendo q é época de chuvas... só tenho férias nesse período do ano).

 

Abraço

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Parabéns pelo relato, jrcastro!

 

Gostei muito do texto, e mais ainda da parte em que você discrimina os gastos diários. Dá para ter uma boa idéia do custo global da viagem.

 

Pretendo fazer um roteiro parecido com o seu (se não o mesmo), em janeiro/11 (mesmo sabendo q é época de chuvas... só tenho férias nesse período do ano).

 

Abraço

 

 

Pois é, às vezes não temos escapatória. Eu tbm só posso tirar no meio do ano ou início, isso se meu chefe concordar em dar férias juntamente à faculdade. Obrigado pela força. Definitivamente vou fechar isso hoje.

 

Sobre os gastos, tenho tudo anotado. Até bala que eu comprei...rs Quem quiser, pode me pedir que envio para o e-mail de cada um. Pus aqui apenas o essencial: refeições, passeios, tíquetes de ônibus e entradas em museus.

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Dia 25/07 dom Cusco

 

Cheguei a Cuzco pela manhã, por volta de 7:30h. O tempo prometia. Peguei um táxi até o albergue Walk On Inn porque já havia feito a reserva, mas não estava com muita vontade de ficar lá devido ao incidente da nota manchada. Eu ainda tinha algumas que provavelmente o hostel não iria aceita. Vários fatores me levaram a buscar um outro albergue:

 

1) Dormitório cheio: não pude tomar banho nem nada. Apenas a partir das 11h.

2) A lavanderia não iria funcionar no dia porque era domingo. No seguinte, eu já iria para Machu Picchu.

3) Café da manhã não era incluso, com diária de S/ 35.

4) Ficava no fim da Calle Suiza. Alta pra cacete.

 

Bom, "andei, andei, andei até encontrar" local pra ficar na mesma rua, mas bem no início. O hostel Pirwa. Apesar do cheiro de gato nas áreas públicas, a diária era S/ 30 com café incluso. Até procurei outros lugares, mas ou eram mais caros ou não tinham vagas. Fiquei lá mesmo e não me arrependo.

 

Bom, como tinha andado pacas, tava cheio de fome e cansado. Voltei para o Walk On Inn, tomei meu café lá completo e recolhi minhas coisas para ir ao Pirwa. Chegando lá, deixei minha roupa. Aproveitei para limpar algumas, além do que precisava, para poupar a mamãe na volta da viagem...rs Tomei um banho e corri para organizar o meu dia.

 

Encontrei esse desfile de universidades em comemoração às Festas Pátrias de 28 de julho - Independência do Peru. Brinco que foi festa para me recepcionar...rs

 

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Comprei o city tour e o valle sagrado em agências diferentes. O primeiro ficou pela Promotur's. O segundo pela Marcelo's, que foi bem mais organizada, com um ótimo guia.

 

Almocei às preças num restaurante escondidinho que ficava na rua de trás da Plaza de Armas, Choquechaca, chamado Piedras y Carbón. Uma pena, porque o prato estava lindo e muy exquisito. Dali, fui a Plaza Regocijo, depois voltei pra de Armas, uma confusão. O passeio começou às 14:30h por conta de uns probleminhas com uma senhora que não podia andar e atrasamos a chegada até o templo Qoricancha e com isso não visitamos Puka Pukara. Andamos até o 1º templo. Depois da visita, pegamos uma van até Sacsaywaman, magnífico, depois para Qenko e Tambo Machay, já inclusos no boleto turístico. Terminamos às 18h já às escuras.

 

Qoricancha por dentro

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E por fora

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Sacsaywaman e sua maior pedra

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O City Tour foi, no final, muito bom. O guia, apesar de ter uma cara de doidão, conhecia muito. Além do mais me misturei com uma argentina e um chileno (que usava uma blusa de MG). Cheguei nele falando português quando percebi que não era brasileiro...rs

 

De noite, um jantarzinho diferenciado no bairro de San Blás, Carmen Alto. O nome do restaurante não lembro, mas é o primeiro da rua, à esquerda da cuesta San Blás. A sopa de quinoa e o ceviche estavam ótimos. Conheci um casal de Londrina-PR que iriam o dia seguinte para MP. Batemos altos papos, afinal, até então não tinha encontrado brasileiros para conversar...rs

 

Tentei buscar um lugar jovem depois dali. Entrei num pub que ficava numa das esquinas da Plaza, mas só tomei uma cusqueña e fui dormir. Teria que estar cedo de pé para o tour do Valle Sagrado.

 

Diária S/ 30,00

Lavanderia S/ 9,00 (3 kg)

City Tour S/ 15,00

Valle Sagrado S/ 25,00

Qoricancha S/5,00

Boleto turístico S/ 70,00 (com carteira de estudante)

Almoço com Inca Kola S/ 18,00

Jantar com taca de vinho S/ 40,00

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10º dia - Cuzco-Águas Calientes - 26/07 - seg

 

O tour de hoje é pelo Valle Sagrado, passando por Pisac, Urubamba, Ollantaytambo e Chincheros. Acordei ainda com dúvidas se faria hora em Ollanta ou seguiria até Chincheros e tomaria um ônibus ou táxi voltando. Acabei optando pela segunda, pois no grupo havia um casal que voltaria de lá e decidimos rachar um táxi. Deixei o mochilão no hostel Pirwa e levei apenas uma pequena.

 

Demora um pouco chegar em cada um dos lugares, são bem distantes. Sorte que encontrei um brasileiro, de Londrina-PR, com quem fui conversando durante toda a viagem.

 

A primeira parada foi em uma feirinha, mas não a principal de Pisac. Esta estava fechada pelo feriado dos dias pátrios. Não comprei nada por lá. O melhor lugar para poupar nas lembrancinhas é em Cuzco mesmo, na feira que fica na Av. Sol. Tem um mega espaço, tipo um galpão, com muitas opções.

 

Após a visita em Pisac, fomos a Urubamba para almoçar. O local em que comemos não era muito bom. Ao lado, porém havia um a la carte. Todos os restaurantes ficam próximos um do outro. Como ninguém te obriga, você pode sair e ver nos outros qual mais te agrada, tanto em gosto quanto em grana.

 

Dali, partimos para Ollantaytambo. O lugar é magnífico. Aliás, tudo lá é espetacular, mágico. Quando decidi ir ao Peru, não queria só Machu Picchu, porque achei que seria muito gasto de passagem para um lugar apenas, mesmo sendo meu sonho e a 1ª maravilha do mundo.

 

Mais um hora de estrada e passamos rapidamente por Chincheros. Na volta, o guia nos ajudou a baratear o táxi. De volta a Ollanta, fiz uma horinha numa hospedagem-restaurante que fica a uns 100 metros da estação. Comida barata e gostosa.

 

Agora vem uma surpresa pra agitar! Quando cheguei à Eestação, ta-dam! O bilhete que eu havia comprado era para um horário que não existia! A droga do site me vendeu algo que não valia. Resultado, peguei o último deles. Em vez de 21h, sairia as 22:50h. Ia chegar em Águ Calientes 1h! Voltei para o Centro da cidade e fui ligar para o hostel. Dizendo que havia atrasado o trem, pois eles me buscariam na estação de lá.

 

Cheguei, um rapaz estava com uma plaquinha com meu nome. Fomos conversando até chegar ao hostel, que é na rua de cima da estação, muito perto. Porém, pelo horário, o trem nos deixou mais distante, na parte de baixo da cidade. O rapaz disse o porquê, mas não entendi muito bem. Estava com sono e ansioso ao mesmo tempo, mas prestei atenção. No hostel, ele perguntou que horas me levantaria para preparar o café. Pedi às 5h, mesmo sabendo que já seria tarde para pegar as limitadas senhas para o Wayna Picchu.

 

Almoço - S/ 20,00

Refrigerante - S/ 2,00

Táxi - S/ 14,00

Biscoitos e água para MP - S/ 6,50

Jantar - S/ 19,00

Trem a Águas Calientes - US$ 62,00

 

 

11º dia - Águas Calientes - Machu Picchu - 27/07!!!

 

Ainda que tenha ido de ter ido dormir quase às 2h, levantei como se tivesse dormido uma noite inteira! (vou concluir esse dia depois, pois é muuuuito longo)

 

Entrada em MP: S/ 63,00

Ônibus Ida-vol a MP: S/ 40,00 (pode-se comprar apenas ida ou apenas volta, acho tempo perdido, melhor economizar as energias para andar na ciudadela)

Lanche em MP: S/ 31,00

Banheiro: S/ 1,00 cada vez

Diárias: S/ 80,00 (não consegui negociar porque reservei assim, me cobraram dois dias integrais)

 

 

 

12º dia - Águas Calientes - Cuzco - 28/07 - qua

 

Feriado, foi mais um dia para compras.

 

Passagem de van para Cuzco - S/ 10,00

Lembranças e presentes do niver da mãe - S/ 173,00

Diária - S/ 30,00 (Deixei S/ 5,00 pagos antecipados para reservar)

 

 

13º dia - 29/07 - Cuzco - Lima - São Paulo - Rio de Janeiro

 

Um retorno bem turbulento para casa. Quase pernoitei em SP. (Mais detalhes em breve). Apenas um alerta: evitem a Taca!

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

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