Em julho de 2017 comecei a conversar com minha esposa sobre a possibilidade de fazer uma viagem pela Europa. Ela é professora e então a viagem deveria acontecer em janeiro por conta das férias escolares. Depois de pesquisar bastante definimos que iríamos em janeiro de 2018 conhecer Espanha e Portugal, por conta do idioma e por ter uma temperatura mais amena durante o inverno europeu.
Não gosto de viajar com pacote turístico. Prefiro eu mesmo ir atrás de tudo, passagens áreas, hospedagem, passeios... Me divirto elaborando o roteiro. Também gosto de maximizar ao máximo a estada em um lugar, conhecer o máximo de coisas possíveis em um dia, sem correria, mas também não tenho paciência para observar cada janela ou árvore de uma atração e ficar no hotel descansando só se for realmente necessário. Busco hotéis com custo benefício, que tenha no mínimo um banheiro e uma cama descente, e vejo alimentação como atração em uma viagem.
Desde o início a ideia era fazer os deslocamentos entre as cidades de automóvel. Achava que o carro me daria flexibilidade na locomoção. Junto comigo e minha esposa, também foi minha sogra e sua irmã. Por estarmos em quatro pessoas, achei também que usar o carro sairia mais em conta que usar o trem ou ônibus como transporte.
Comecei a cuidar da passagem área em julho. Até setembro, quando comprei as passagens, não conseguia encontrar valores para Europa na época que eu podia ir por menos de R$ 3 mil, a não ser em voos da Air Maroc que poderiam levar mais de 30 horas com a conexão. Um colega viajou no mesmo período que eu, mas em 2017, e disse que pagou R$ 2 mil pela LATAM. Não achei nada perto disso. Quando apareceu passagem da Air China por R$ 2,6 mil reais (na verdade R$ 2,8 mil com o IOF que não estava claro que seria cobrado) com voo direto de Guarulhos a Madrid, não tive dúvida. Depois vi que foi uma decisão acertada. Nas vezes que cuidei do preço após a compra não vi valor menor. Como moro na fronteira com a Argentina, literalmente, também precisava chegar a Guarulhos ainda. Fomos de carro até Chapecó e de lá pegamos voo direto para Guarulhos no dia do embarque para a Europa.
Roteiro
Compradas as passagens aéreas, é hora de finalizar o roteiro. Iríamos sair do Brasil dia 11/01/2018 e voltar de Madrid dia 28/01/2018, ao todo 16 dias úteis de passeio. Como Madrid seria a cidade de início e fim da viagem, elaborei um roteiro circular. O percurso total de carro foi de aproximadamente 3.400 Km. Segue esboço no Google Maps e lista com datas em cada local.
11/01 Guarulhos/Madrid
12/01 Madrid
13/01 Madrid/Segóvia/Madrid
14/01 Madrid/Zaragoza/Barcelona
15/01 Barcelona
16/01 Barcelona/Granada
17/01 Granada
18/01 Granada/Córdoba/Sevilha
19/01 Sevilha
20/01 Sevilha/Évora/Lisboa
21/01 Lisboa
22/01 Lisboa/Sintra/Lisboa
23/01 Lisboa/Fátima/Porto
24/01 Porto
25/01 Porto/Salamanca/Madrid
26/01 Madrid
27/01 Madrid
28/01 Madrid/Guarulhos
Vendo a lista e a duração da estada em cada lugar, pode ter parecido uma viagem pesada. Realmente foi bem cansativa. Enquanto ainda aguento, deixo o descanso para os fins de semanas em casa.
Preparativos no Brasil
Procurei reservar hotéis que tivessem estacionamento privativo. Isso limitou muito as ofertas disponíveis. Muitos hotéis localizados próximos aos pontos turísticos não possuíam estacionamento, então acabávamos ficando um pouco mais afastados das principais atrações em algumas cidades. Claro que também tem-se a opção de deixar o carro nos diversos estacionamentos públicos existentes nas cidades. Uso normalmente o Booking para reserva de hotéis, mas o Hoteis.com se mostrou bem mais vantajoso na maioria das acomodações. Primeiro em relação ao preço, e segundo porque eu tinha possibilidade de realizar o pagamento ainda no Brasil sem a cobrança de IOF.
Passeios mais concorridos, como a Sagrada Família em Barcelona e a Alhambra em Granada, foram comprados no Brasil com antecedência. São passeios com hora marcada e que dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora.
Aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA TOP pela Mondial Travel saiu 200 reais para cada pessoa.
Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.400 euros.
Total de gastos com passagem aérea e seguro viagem para duas pessoas:
R$ 5.600 pela Air China, ida e volta de Guarulhos a Madrid
R$ 400 pela Gol, ida e volta de Chapecó a Guarulhos (parte comprada em milhas)
R$ 400 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel
Clima e o que levar nas malas
Apesar de ter uma temperatura mais amena, Portugal e Espanha, de um modo geral, são mais frias que o inverno brasileiro, mesmo para quem vive na região sul de nosso país. Temperatura agradável, que quase deu para tirar a blusa de frio, sentimos apenas em Sevilha, que era a cidade mais quente do roteiro. No restante dos lugares o casaco era um grande companheiro, junto com o cachecol, a luva e o gorro. E não pense que é frescura de brasileiro. Todas as pessoas andavam nas ruas bem agasalhadas, quase todos também com algum tipo de cachecol. Talvez por isso fosse difícil ver pessoas gripadas ou tossindo.
Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. A Decatlhon lá tem um preço que chega a ser metade do praticado no Brasil.
Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem.
11/01 - Saindo do Brasil
Pegamos o voo em Chapecó. O embarque estava previsto para 09:00, mas a aeronave atrasou e decolamos por volta de 10:30, chegando a Guarulhos pouco mais de 1h depois. O voo para Madrid saiu 19:05, na hora marcada.
Gostei do avião da Air China, um Boeing 787 Dreamliner. As poltronas da classe econômica reclinavam bem e a comida servida era decente. Meu inglês não é dos melhores, mas tive uma dificuldade tremenda em entender o que os comissários de bordo chineses falavam.
12/01 – Chegada em Madrid
O avião chegou a Madrid 07:30, sem atrasos. Quando saí do avião já deu pra sentir o frio que fazia na cidade, próximo dos 3 graus Celsius. Seguimos direto para a migração.
Pensando no terror que falavam que era a migração do aeroporto de Barajas, eu preparei uma pasta com todos os vouchers de hotéis e passeios, aluguel de carro, passagem área e seguro de viagem. Até contracheque e extrato mostrando o limite do cartão levei. O agente de migração apenas folheou o passaporte, comentou que já fomos a Machu Picchu (tinha o carimbo no passaporte), e carimbou a entrada. Não fez nenhuma pergunta e não pediu nenhum outro documento.
Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Precisaria dele principalmente para usar o GPS do telefone. Não achei nenhum loja no terminal em que desembarcamos. Felizmente eu instalei também um GPS Offline no celular contendo os mapas de Espanha e Portugal.
Nota: moro na fronteira com a Argentina faz 5 anos e até hoje não entendo direito o que os hermanos falam. O espanhol falado na Espanha é muito mais fácil de compreender. E mesmo falando um nível básico do idioma, não tive muitos problemas na comunicação.
Fomos então ao balcão da locadora do veículo, a Sixt. O veículo locado foi um Ford Focus SW à gasolina, motor 1.0 turbo com apenas 2400Km rodados e que se mostrou muito econômico. Escolhi um modelo perua por conta do espaço do porta-malas, afinal seriam quatro malas, e a mala da minha sogra e sua irmã estavam bem parrudas. O preço, já pago no Brasil, ficou em 315 euros. Ao retirar o veículo o atendente me convenceu a pagar mais 180 euros pela cobertura completa. Não precisava, mas aceitei, afinal iria percorrer 3400Km. Apesar de nenhum incidente com o carro acho que foi vantagem. Não fizeram nenhuma conferência no veículo na retirada. Apenas entregaram a chave do carro e indicaram em qual vaga do estacionamento do aeroporto ele estaria.
Como ainda faltava muito tempo para o check in no hotel e não tive respostas sobre um check in antecipado, fomos do aeroporto direto para uma loja gigante da El Corte Inglês, um tipo de loja de departamentos que encontramos na Espanha e Portugal em diversas cidades. No local tinha um quiosque da Vodafone, então aproveitei para contratar um plano com internet móvel no meu telefone. O Chip e o plano de 10GB válidos por 30 dias saíram por 25 euros. Também compramos água e fizemos um lanche numa cafeteria do local. Lanche simples, mas deu pra perceber o tanto que iríamos comer bem na Espanha.
Já extremamente cansados, finalmente fomos para o hotel. O local escolhido foi o NH Madrid Sur. Ele é bem afastado das atrações turísticas de Madrid, mas no momento não importava, pois iríamos deixar para conhecer a cidade apenas no retorno a ela. Para a proposta inicial ele serviu muito bem. Estávamos tão cansados que não fizemos mais nada no restante do dia.
Total de gastos no dia:
522 reais por duas diárias do hotel NH Madrid Sur (pago no Brasil pelo Hoteis.com)
495 euros, parte paga no Brasil e o restante após a entrega do carro.
25 euros por chip da Vodafone
13 euros em lanchonete do El Corte Inglês
1 euro no El Corte Inglês com garrafas de água
5 euros no estacionamento do El Corte Inglês
Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços da refeições que eu colocar já incluem a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total.
13/01 – Segovia
Um pouco mais descansados, acordamos cedo no horário madrileno. Peguei as diárias do hotel sem café da manhã. Achei muito caras. Não lembro o preço mais dava mais de 10 euros por pessoa. Aliás, em quase todos os hotéis que reservei o café da manhã era bem caro. Na rua um frio danado. Fomos na Cafetería Santander Camuy, próxima do hotel. Com 5 euros pedi 2 cafés com leite e duas torradas com presunto e queijo, para mim e a esposa.
Voltamos ao hotel e pegamos o carro rumo a Segovia. Percurso de 100Km em rodovia duplicada. Pagamos um pedágio de 8,40 euros. No caminho deu para ver a paisagem tomada pela neve. Nunca tinha visto nada igual.Na semana anterior ao nosso passeio havia nevado bastante na Espanha.
Em Segovia deixamos o carro em um estacionamento pago no subsolo, o Parking Acueducto Segovia. Ele fica próximo das principais atrações e é um bom lugar para iniciar o passeio pela cidade, que pode ser feito todo a pé sem muito esforço.
Na cidade ainda havia neve da semana anterior. A temperatura era de 1 graus Celsius, mas pelo menos não ventava. Começamos pelo Aqueduto de Segovia, da época do Império Romano. Atravessamos as muralhas da cidade e seguimos em direção ao Alcazar de Segovia. No caminho pegamos neve misturada com chuva. Passamos pela Catedral, mas sem entrar nela. Prometi para minha esposa que não entraríamos em todas as Igrejas que víssemos pela frente, a não ser as imperdíveis. A entrada do Alcazar foi de 8 euros por pessoa, compradas no local. Gosto muito de história e coisas antigas, então para mim aquilo tudo era fascinante. O Alcazar conta com um pequeno museu contendo armaduras e armamentos antigos e uma torre de onde se tem uma bela vista da cidade e região. Depois de visitar todos os locais do castelo, fomos a uma cafeteria do local para esquentar um pouco o corpo.
Saindo do Alcazar caminhamos contornando as muralhas da cidade. Um verdadeiro espetáculo. Já perto da hora do almoço, a fome começou a bater. Fomos a alguns restaurantes que eu havia marcado no Google Maps. Alguns deles precisavam de reserva. Ficamos então no Café Bar Haggen. Todos escolheram o menu do dia, que contava com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Para eu e minha esposa o valor ficou em 35 euros. O sabor é contestável. Eu gostei, mas minhas companheiras de viagem não. Acharam o tempero muito forte.
Após o almoçar seguimos para Navacerrada. Queria conhecer a estação de esqui local. No caminho começou a nevar com mais intensidade. Inicialmente era tudo muito bonito. Mas à medida que subíamos a serra a neve ia aumentando e o carro começava a patinar quando precisava desacelerar para fazer as curvas fechadas existentes no percurso. O carro não tinha corrente para os pneus e até então eu achava que não iria precisar. Engano meu. Levamos mais de 1 hora para percorrer 40Km. Chegando à Navacerrada ficamos com medo da neve piorar e ficarmos preso na rodovia, como ocorreu na semana anterior durante a última nevasca, e fomos direto para Madrid, em mais 60Km. Não havia pedágio neste percurso. Na descida os caminhões limpadores de neve já haviam passado pelo local e ficou muito mais tranquilo de dirigir.
Em Madrid fomos conhecer as lojas nas imediações do hotel. Havia uma Decatlhon, onde comprei uma bota e algumas meias. Minha esposa comprou uma segunda pele por 5 euros. Depois fomos à Cafeteria Novell, onde lanchamos por 10 euros para eu e minha esposa numa refeição farta e gostosa. Recomendo.
Total de gastos no dia:
5 euros de café da manhã na Cafetería Santander Camuy em Madrid
8,40 pedágio entre Madrid e Segovia
10,30 euros no estacionamento Parking Acueducto Segovia
16 euros para duas entradas no Alcazar de Segovia
3 euros em cafeteria no Alcazar de Segovia
35 euros de almoço no Café Bar Haggen em Segovia
10 euros de jantar na Cafeteria Novell em Madrid
14/01 – Indo para Barcelona com parada em Zaragoza
Mais um dia de acordar bem cedo, como quase todos os dias da viagem. Novamente fomos tomar café da manhã na Cafetería Santander Camuy. Após o café voltamos para o hotel, pegamos as malas e acertamos o estacionamento, que não estava incluído na diária: 20 euros por dia. Depois partimos rumo a Zaragoza, em 316 Km de rodovia duplicada.
Nota: Sobre as rodovias na Espanha e Portugal, você sempre tem a opção de pegar uma rota com pedágio e outra sem. As rotas pedagiadas que pegamos eram todas duplicadas e o limite de velocidade era até 120 Km/h. A rota sem pedágio podem ser duplicadas ou de pista simples, nesta última limitada no máximo a 100 Km/h. Como tínhamos que fazer deslocamentos grandes durante a viagem, eu escolhia a rota mais rápida, e quase sempre era a pedagiada.
Pouco antes de chegar em Zaragoza, paramos para abastecer o carro pelo primeira vez. Em volta do posto bastante neve e frio. Nesse primeiro abastecimento havia um frentista, daí aproveitei para tirar dúvidas de como operar a bomba de combustível, pois sabia que alguns postos adotavam o método de auto atendimento, com o qual eu não tinha familiaridade. É bem simples. Você coloca o valor que quer no combustível que escolher e inicia o abastecimento apertando o gatilho. Em alguns postos depois de certo horário você precisa ir na conveniência do posto e pedir o quanto quer abastecer, num sistema "pré pago". A gasolina na Espanha girou em torno de 1,30 euros o litro. Ainda bem que o carro era econômico.
Nota: Não conseguimos euro trocado no Brasil, apenas notas de 100. Aproveite pagamentos no hotel, abastecimento e outras compras mais caras para utilizar as notas altas e assim ter dinheiro trocado, pois em alguns comércios não aceitavam a nota de 100 pois não tinham troco.
Chegando em Zaragoza estacionamos o carro no Aparcamiento Salamero. Queríamos conhecer a Basílica de Nuestra Senora del Pilar e o Palácio de la Aljaferia. A temperatura estava 7 graus, mas a garoa que caía e o vento deixava tudo muito mais gelado. Fomos caminhando até o primeiro local a ser visitado. A entrada da Basílica de Nuestra Senora del Pilar era gratuita, uma raridade nos tempos religiosos que visitamos na viagem. O local era imenso. Não sou religioso, mas tenho um fascínio por igrejas e outras construções antigas. Ao lado da Basílica passa o Rio Ebro. Atravessando uma ponte de pedra do século XV tem-se uma vista panorâmica da Basílica, mas com o clima chuvoso e frio não aguentamos ficar muito tempo perto do rio exposto ao tempo.
Finalizado o passeio na Basílica, fomos procurar um local para almoçar. Andando pelas ruas da cidade num frio e com um chuvisco que não parava, encontramos um Mercado Gastronômico. Havia várias opções de restaurantes. Eu e minha esposa pedimos pratos a base de massa, um suco de laranja e uma sangria. Tudo saiu por 25 euros.
Como já estava ficando tarde e ainda tínhamos 312 Km até Barcelona, decidimos por não conhecer o Palácio de la Aljaferia por dentro, apenas passamos de carro pelo lado dele. No trecho até Barcelona pegamos um pedágio. Resolvi testar o pagamento com cartão de crédito. Coloquei na máquina e achei estranho não ter que digitar nenhuma senha. A cancela foi liberada e seguimos viagem. Talvez na hora em que aluguei o carro foi feita alguma associação do cartão de crédito com o veículo.
Nota: Os pedágios na Espanha podem ser pagos por dinheiro ou cartão. É preciso ficar atento à indicação da fila que você vai pegar qualé a forma de pagamento aceita. Algumas aceitam apenas um dos métodos, outras os dois. Nas que aceitam dinheiro a máquina te dá o troco.
Já escurecia quando chegamos em Barcelona. Pouco antes paramos para mais um abastecimento. O trânsito na rodovia estava intenso, e assim foi até próximo do hotel. Escolhemos o Aparthotel Hispanos 7 Suiza. A diária para dois dias saiu por R$ 762 para quatro pessoas, sem café da manhã e sem estacionamento incluído. Minha parte e da esposa saiu por 381 reais. O local tinha dois quartos, cozinha, banheiro e máquina de lavar. A localização era excelente, a uma quadra da Sagrada Família, mas distante a pé do restante das atrações.
Decidimos sair para jantar. Era domingo de noite. As ruas não estavam tão movimentadas e a maioria das lojas estavam fechadas. Demos um volta ao redor da Sagrada Família e depois fomos em direção à Casa Milà. No caminho achamos uma cafeteria que parecia ter boa comida. Já havíamos passado por outras não tão convidativas. Meu lanche e o da esposa saiu por 9,10 euros. Como o clima em Barcelona não estava tão frio, na casa dos 10 graus Celsius, visitamos também a Casa Batlló, que não estava tão distante da Casa Milà. Nos dois locais não pagamos ingresso para o interior. Eram bastante caros. Após, passamos num mercado para comprar água e lanchinhos e depois voltamos ao hotel.
Total de gastos no dia:
7 euros de café da manhã na Cafetería Santander Camuy em Madrid
40 euros do estacionamento do hotel em Madrid
50 euros de gasolina
25 euros de almoço em Zaragoza
7 euros estacionamento em Zaragoza
6,78 euros de pedágio
381 reais por duas diárias no Aparthotel Hispanos 7 Suiza para duas pessoas (pago no Brasil pelo Hoteis.com)
9,10 euros em cafeteria em Barcelona
4,35 euros em mercado em Barcelona
15/01 – Barcelona
Dia de conhecer um dos principais pontos turísticos do passeio. Os ingressos para a Sagrada Família foram comprados com antecedência no Brasil, ao custo de 15 euros cada, somente o passeio básico. A entrada estava agendada para 09:30. Antes fomos tomar um café da manhã em uma padaria próxima, o 365 Café. Uma refeição padrão saiu 7,55 euros para o casal.
Ao redor da Sagrada Família havia um forte esquema de segurança, com algumas ruas interditadas e a presença de policiais. Aguardamos o horário e enquanto isso apreciávamos os raios solares que batiam nas torres do templo, dando uma coloração dourada para eles. Já no interior, pude apreciar uma beleza indescritível nos vitrais e nas linhas fora do convencional presente nas colunas e paredes. No subsolo do templo há um museu com diversas maquetes mostrando a evolução do que viria a se tornar o tempo atual.
Findo o passeio, iniciamos um tour a pé por Barcelona. Fomos até o Passeig de Sant Joan e seguimos até o Parc de la Ciutadella, passando pelo Arco do Triunfo. No parque aproveitamos para descansar um pouco na frente da Cascada Monumental. Depois partimos em direção à praia, mas erramos o caminho e acabamos em um tipo de pier onde se localizava o Aquário de Barcelona. Já se aproximava da hora do almoço e fomos em direção ao bairro El Gòtic para procurar algum restaurante para comer. No trajeto encontramos a Igreja de Santa Maria do Mar. A entrada era gratuita, mas já havia passado das 13hs e resolvemos deixar para depois. Próxima da entrada da Igreja uma moça nos chamou para um restaurante. Olhamos o cardápio e resolvermos dar uma chance. Se chamava Restaurante Santa Maria del Mar. Pedimos o menu do dia, que vinha entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Lembro de ter pedido um arroz negro com lula, bem gostoso. Meu almoço e o da esposa saiu por 25 euros.
De bucho cheio e já cansados de tanto caminhar, seguimos pelo El Gòtic direto para a Catedral de Barcelona, apreciando as ruas antigas do caminho. A Catedral em estilo gótico data do século XIII, sendo construída em cima de outras Igrejas mais antigas. A fachada é espetacular, mas o ponto alto está no interior, todo de pedra e que com auxílio da iluminação ganha uma coloração magnífica. A entrada sai 7 euros por pessoa, com direito a acessar o telhado do templo, dando uma bela vista da cidade lá do alto.
No restante do dia fomos fazer compras na Avinguda del Portal de l'Àngel, que conta com diversas marcas famosas. Era época de liquidação de inverno e tinha várias coisas com preço bom. Paramos também numa cafeteria para tomar um café, por 3,70 euros o casal. Depois voltamos para o hotel e fomos descansar até a hora do jantar. Fizemos um lanche na Los Santos Empanadas Argentinas, que como o nome sugere, é especializada em empanadas. Há diversos sabores. Totalmente indicado. Para o casal saiu por 13,80 euros, com 5 empanadas e bebidas.
Esse dia foi extremamente cansativo. Caminhamos próximo dos 10 Km. Tentei convencer as companheiras que o divertido era conhecer a cidade à pé, que de táxi ou metrô não teria a mesma graça. Mas a verdade é que forcei um pouco a barra. Se tivéssemos dois dias inteiros em Barcelona daria para ver as atrações sem tanto cansaço. Infelizmente não deu para conhecer o Parque Guell e o Castelo de Montjuic e acabamos não entrando na Igreja de Santa Maria del Mar. Voltaremos à Espanha um dia e com certeza Barcelona fará parte do roteiro, dessa vez para conhecer o que faltou na cidade e para visitar vários lugares ao redor, como Andorra e os Pirineus.
Total de gastos no dia:
7,55 euros de café da manhã no 365 Cafe
30 euros por duas entradas na Sagrada Família (compradas no Brasil)
25 euros de almoço no Restaurante Santa Maria del Mar
14 euros por duas entradas na Catedral de Barcelona
3,70 euros numa cafeteria em Barcelona
13,80 euros na Los Santos Empanadas Argentinas
16/01 – Deslocamento até Granada
Um dia totalmente dedicado ao deslocamento até Granada. Tracei uma rota no Google Maps que daria 811 Km, indo em direção à Valência e Múrcia. Antes de sair do hotel fomos novamente tomar café da manhã do 365 Cafe, dando 8 euros para o casal. Pagamos o estacionamento do hotel, que deu 25 euros por dia 😭, e seguimos a estrada. No meio do caminho paramos em um posto para abastecer e comprar água e lanches. Chegando perto de Valência, pagamos o pedágio mais caro da viagem. Não lembro o preço, mas foi próximo de 30 euros.
Almoçamos pouco depois de Valência em um posto de combustível. Minha refeição e da esposa deu 21,25 euros. Comida mediana, mas deu pra matar a fome. Aproveitamos a parada e abastecemos novamente o carro. Colocávamos 25 euros de cada vez, assim conseguíamos trocar as notas de 100 e ter notas menores.
Chegamos em Granada no fim da tarde. Nunca percorri 800 Km tão rápido, isso sem passar da velocidade máxima das vias. As rodovias ajudaram. Pistas duplicadas na maior parte do percurso e pouco movimento nas rodovias, mesmo nos trechos sem pedágio.
Nota: Os europeus, pelo menos os espanhóis e portugueses, são muito educados no trânsito. Respeitam faixa de pedestre na maioria dos lugares, não tomam conta da faixa da esquerda nas rodoviais, mesmo se estiverem muito rápido (o que não era incomum), e dão passagem se você sinalizar que vai mudar de faixa ou acessar uma via. Já no Brasil...
O Hotel reservado em Granada foi o Granada Center. A diária ficou em 131,72 euros para dois dia, sem café da manhã, mas com estacionamento no local incluído. É um bom hotel, fora do centrinho da cidade, mas não muito longe, a poucos minutos caminhando da maioria das atrações e com algumas opções de lanchonetes e restaurantes próximos. Um motivo que me fez escolher o hotel é que o acesso ao centro histórico de Granada é restrito a moradores e táxis, e tive medo de tomar multa por circular em área não permitida.
Depois de nos acomodar, fomos fazer um lanche. Escolhemos o Mimimi, que não sabíamos, mas era especializado em comida vegana. Mesmo sendo carnívoro, gostei da comida. A refeição do casal saiu por 18 euros, mas pedimos bastante coisa.
Após, minhas companheiras quiseram ir numa mega loja do El Corte Ingles que havia perto do hotel. Descobri que nesse dia que não havia cansaço para perambular pelas lojas, mas para visitar as atrações caminhando... 😂 Eu segui sozinho para o centro da cidade. Queria ter uma ideia de como era Granada de noite. Passei pelo Monastério de San Jerônimo e a Basilica de San Juan de Dios e depois segui pela Calle Gran Via de Colón até chegar nos fundos da Catedral de Granada. Tirei algumas fotos do exterior e voltei em direção ao hotel passando por diversas praças e vielas.
Nota: É incrível a sensação de segurança que senti nas cidades visitadas. Caminhava dia e noite com uma câmera grande, muitas vezes com ela à mostra, e não me senti em nenhuma situação de risco. Claro que mesmo assim não baixava a guarda. Nunca levava nada no bolso de trás da calça e o dinheiro e passaporte sempre ficava em uma doleira por baixo das roupas.
Total de gastos no dia:
8 euros de café da manhã no 365 Cafe
50 euros do estacionamento do hotel em Barcelona
5,90 euros de água e lanche no posto de combustível
30 euros de pedágio
21,25 euros de almoço na rodovia próximo de Valência
75 euros de gasolina
131,72 euros por duas diárias do Hotel Granada Center (reservado no Hoteis.com)
18 euros de janta no Mimimi em Granada
17/01 – Granada
Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã. Fazia 3 graus Celsius e ventava bastante. Comemos na Cafeteria Mundidulce, com dois cafés com leite e dois baguetes gigantes por 7,60 euros. De barriga cheia, fomos procurar um táxi para subir até a Alhambra. Prometi a minha esposa que esse deslocamento não faríamos a pé. Acho que ela estava com trauma da caminhada em Barcelona.
Sobre a Alhambra, trata-se de um complexo de palácios e fortaleza, que datam da época em que a Espanha era dominada pelos mouros. O complexo é influenciado principalmente pela arquitetura islâmica e é composto pela Alcazaba (fortaleza), Palácio de Carlos V, Palácios Nazaries e o Generalife. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil pelo preço de 14,80 euros por pessoa. Na compra é preciso indicar o horário que irá visitar os Palácios Nazaries.
Já dentro do complexo, começamos o passeio pelo Generalife, um conjunto de jardins que conta também com um palácio no estilo mudéjar, de onde se tem uma visão privilegiada do restante da Alhambra. Reserve pelo menos uma hora para o lugar, que é um espetáculo.
Depois fomos para a fila dos Palácios Nazaries, que estava com a entrada marcada para as 11hs. O local é sensacional. Incrível o que os muçulmanos fizeram. Tudo com uma riqueza de detalhes imensa. De todas as atrações vistas na viagem, a Alhambra com certeza é a mais bela, parte disso graças aos Palácios Nazaries.
Ainda tínhamos o Palácio de Carlos V, já em estilo ocidental e com um museu bem bacana dentro, e a Alcazaba, uma fortaleza que é também a parte mais antiga da Alhambra, datada do século IX.
Já era perto das 14 horas quando terminamos o passeio pela Alhambra. Tentei convencer minha esposa a descer para o centro de Granada a pé. Seria uma caminhada de 15 minutos, mas não teve jeito, fomos de táxi. Com isso perdi a chance de tirar umas fotos do Portão da Justiça, que ficava no caminho rumo ao centro.
Almoçamos no La Vinoteca. Refeição para o casal saiu 35 euros, com entrada, pratos principais e bebidas. Comida muito gostosa, mas não tão farta quanto de outros lugares que havíamos comido.
Seguimos para a Catedral de Granada. O ingresso saiu em 5 euros por cabeça, com direito a áudio guia em português. O exterior da Catedral fica apertado no meio de outras construções, então não há uma fachada grandiosa como na Catedral de Barcelona, mas o interior é incrível, ricamente decorado em ouro, e os órgãos são um espetáculo. Finalizado o passeio, voltamos para o hotel pelo caminho que eu havia feito na noite anterior.
Próximo do entardecer, minha esposa ficou descansando no hotel e fui sozinho até o Miradouro de San Nicolás. O caminho até lá era uma ladeira passando pelo simpático bairro de Albaicín. Esperava uma vista panorâmica da Alhambra e fui surpreendido também com um belo por do sol. Peguei um caminho diferente na volta, passando por ruelas e escadarias de pedras.
Voltando ao hotel, chamei as companheiras para jantar. Próximo havia um restaurante de comida italiana com preço bom e avaliações bem positivas, o La Tuttoria. Passamos nele 19:00 e estava fechado. Uma pena. Rodamos pela redondeza e não achamos nenhum outro interessante do nosso gosto, apenas alguns com o preço bem elevado. Fomos então matar tempo do El Corte Ingles, de novo. Aproveitei para comprar água e alguns lanches. Depois voltamos para o La Tuttoria. Dessa vez estava aberto. Nesse dia constatamos que o horário das refeições dos espanhóis é bem mais tarde do que estávamos acostumados. Pedi um carpaccio e a esposa uma macarronada. Ainda comi parte da refeição das companheiras, rabo de touro cozido e fondue de gorgonzola. A parte do casal com bebidas incluídas saiu por 23,50 euros.
Total de gastos no dia:
7,60 euros de café da manhã na Cafeteria Mundidulce
10 euros de táxi até a Alhambra
29,60 euros para duas entradas na Alhambra (compradas no Brasil)
8,40 euros de táxi para da Alhambra para o centro de Granada
Em julho de 2017 comecei a conversar com minha esposa sobre a possibilidade de fazer uma viagem pela Europa. Ela é professora e então a viagem deveria acontecer em janeiro por conta das férias escolares. Depois de pesquisar bastante definimos que iríamos em janeiro de 2018 conhecer Espanha e Portugal, por conta do idioma e por ter uma temperatura mais amena durante o inverno europeu.
Não gosto de viajar com pacote turístico. Prefiro eu mesmo ir atrás de tudo, passagens áreas, hospedagem, passeios... Me divirto elaborando o roteiro. Também gosto de maximizar ao máximo a estada em um lugar, conhecer o máximo de coisas possíveis em um dia, sem correria, mas também não tenho paciência para observar cada janela ou árvore de uma atração e ficar no hotel descansando só se for realmente necessário. Busco hotéis com custo benefício, que tenha no mínimo um banheiro e uma cama descente, e vejo alimentação como atração em uma viagem.
Desde o início a ideia era fazer os deslocamentos entre as cidades de automóvel. Achava que o carro me daria flexibilidade na locomoção. Junto comigo e minha esposa, também foi minha sogra e sua irmã. Por estarmos em quatro pessoas, achei também que usar o carro sairia mais em conta que usar o trem ou ônibus como transporte.
Comecei a cuidar da passagem área em julho. Até setembro, quando comprei as passagens, não conseguia encontrar valores para Europa na época que eu podia ir por menos de R$ 3 mil, a não ser em voos da Air Maroc que poderiam levar mais de 30 horas com a conexão. Um colega viajou no mesmo período que eu, mas em 2017, e disse que pagou R$ 2 mil pela LATAM. Não achei nada perto disso. Quando apareceu passagem da Air China por R$ 2,6 mil reais (na verdade R$ 2,8 mil com o IOF que não estava claro que seria cobrado) com voo direto de Guarulhos a Madrid, não tive dúvida. Depois vi que foi uma decisão acertada. Nas vezes que cuidei do preço após a compra não vi valor menor. Como moro na fronteira com a Argentina, literalmente, também precisava chegar a Guarulhos ainda. Fomos de carro até Chapecó e de lá pegamos voo direto para Guarulhos no dia do embarque para a Europa.
Roteiro
Compradas as passagens aéreas, é hora de finalizar o roteiro. Iríamos sair do Brasil dia 11/01/2018 e voltar de Madrid dia 28/01/2018, ao todo 16 dias úteis de passeio. Como Madrid seria a cidade de início e fim da viagem, elaborei um roteiro circular. O percurso total de carro foi de aproximadamente 3.400 Km. Segue esboço no Google Maps e lista com datas em cada local.
Vendo a lista e a duração da estada em cada lugar, pode ter parecido uma viagem pesada. Realmente foi bem cansativa. Enquanto ainda aguento, deixo o descanso para os fins de semanas em casa.
Preparativos no Brasil
Procurei reservar hotéis que tivessem estacionamento privativo. Isso limitou muito as ofertas disponíveis. Muitos hotéis localizados próximos aos pontos turísticos não possuíam estacionamento, então acabávamos ficando um pouco mais afastados das principais atrações em algumas cidades. Claro que também tem-se a opção de deixar o carro nos diversos estacionamentos públicos existentes nas cidades. Uso normalmente o Booking para reserva de hotéis, mas o Hoteis.com se mostrou bem mais vantajoso na maioria das acomodações. Primeiro em relação ao preço, e segundo porque eu tinha possibilidade de realizar o pagamento ainda no Brasil sem a cobrança de IOF.
Passeios mais concorridos, como a Sagrada Família em Barcelona e a Alhambra em Granada, foram comprados no Brasil com antecedência. São passeios com hora marcada e que dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora.
Aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA TOP pela Mondial Travel saiu 200 reais para cada pessoa.
Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.400 euros.
Total de gastos com passagem aérea e seguro viagem para duas pessoas:
Clima e o que levar nas malas
Apesar de ter uma temperatura mais amena, Portugal e Espanha, de um modo geral, são mais frias que o inverno brasileiro, mesmo para quem vive na região sul de nosso país. Temperatura agradável, que quase deu para tirar a blusa de frio, sentimos apenas em Sevilha, que era a cidade mais quente do roteiro. No restante dos lugares o casaco era um grande companheiro, junto com o cachecol, a luva e o gorro. E não pense que é frescura de brasileiro. Todas as pessoas andavam nas ruas bem agasalhadas, quase todos também com algum tipo de cachecol. Talvez por isso fosse difícil ver pessoas gripadas ou tossindo.
Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. A Decatlhon lá tem um preço que chega a ser metade do praticado no Brasil.
Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem.
11/01 - Saindo do Brasil
Pegamos o voo em Chapecó. O embarque estava previsto para 09:00, mas a aeronave atrasou e decolamos por volta de 10:30, chegando a Guarulhos pouco mais de 1h depois. O voo para Madrid saiu 19:05, na hora marcada.
Gostei do avião da Air China, um Boeing 787 Dreamliner. As poltronas da classe econômica reclinavam bem e a comida servida era decente. Meu inglês não é dos melhores, mas tive uma dificuldade tremenda em entender o que os comissários de bordo chineses falavam.
12/01 – Chegada em Madrid
O avião chegou a Madrid 07:30, sem atrasos. Quando saí do avião já deu pra sentir o frio que fazia na cidade, próximo dos 3 graus Celsius. Seguimos direto para a migração.
Pensando no terror que falavam que era a migração do aeroporto de Barajas, eu preparei uma pasta com todos os vouchers de hotéis e passeios, aluguel de carro, passagem área e seguro de viagem. Até contracheque e extrato mostrando o limite do cartão levei. O agente de migração apenas folheou o passaporte, comentou que já fomos a Machu Picchu (tinha o carimbo no passaporte), e carimbou a entrada. Não fez nenhuma pergunta e não pediu nenhum outro documento.
Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Precisaria dele principalmente para usar o GPS do telefone. Não achei nenhum loja no terminal em que desembarcamos. Felizmente eu instalei também um GPS Offline no celular contendo os mapas de Espanha e Portugal.
Nota: moro na fronteira com a Argentina faz 5 anos e até hoje não entendo direito o que os hermanos falam. O espanhol falado na Espanha é muito mais fácil de compreender. E mesmo falando um nível básico do idioma, não tive muitos problemas na comunicação.
Fomos então ao balcão da locadora do veículo, a Sixt. O veículo locado foi um Ford Focus SW à gasolina, motor 1.0 turbo com apenas 2400Km rodados e que se mostrou muito econômico. Escolhi um modelo perua por conta do espaço do porta-malas, afinal seriam quatro malas, e a mala da minha sogra e sua irmã estavam bem parrudas. O preço, já pago no Brasil, ficou em 315 euros. Ao retirar o veículo o atendente me convenceu a pagar mais 180 euros pela cobertura completa. Não precisava, mas aceitei, afinal iria percorrer 3400Km. Apesar de nenhum incidente com o carro acho que foi vantagem. Não fizeram nenhuma conferência no veículo na retirada. Apenas entregaram a chave do carro e indicaram em qual vaga do estacionamento do aeroporto ele estaria.
Como ainda faltava muito tempo para o check in no hotel e não tive respostas sobre um check in antecipado, fomos do aeroporto direto para uma loja gigante da El Corte Inglês, um tipo de loja de departamentos que encontramos na Espanha e Portugal em diversas cidades. No local tinha um quiosque da Vodafone, então aproveitei para contratar um plano com internet móvel no meu telefone. O Chip e o plano de 10GB válidos por 30 dias saíram por 25 euros. Também compramos água e fizemos um lanche numa cafeteria do local. Lanche simples, mas deu pra perceber o tanto que iríamos comer bem na Espanha.
Já extremamente cansados, finalmente fomos para o hotel. O local escolhido foi o NH Madrid Sur. Ele é bem afastado das atrações turísticas de Madrid, mas no momento não importava, pois iríamos deixar para conhecer a cidade apenas no retorno a ela. Para a proposta inicial ele serviu muito bem. Estávamos tão cansados que não fizemos mais nada no restante do dia.
Total de gastos no dia:
Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços da refeições que eu colocar já incluem a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total.
13/01 – Segovia
Um pouco mais descansados, acordamos cedo no horário madrileno. Peguei as diárias do hotel sem café da manhã. Achei muito caras. Não lembro o preço mais dava mais de 10 euros por pessoa. Aliás, em quase todos os hotéis que reservei o café da manhã era bem caro. Na rua um frio danado. Fomos na Cafetería Santander Camuy, próxima do hotel. Com 5 euros pedi 2 cafés com leite e duas torradas com presunto e queijo, para mim e a esposa.
Voltamos ao hotel e pegamos o carro rumo a Segovia. Percurso de 100Km em rodovia duplicada. Pagamos um pedágio de 8,40 euros. No caminho deu para ver a paisagem tomada pela neve. Nunca tinha visto nada igual. Na semana anterior ao nosso passeio havia nevado bastante na Espanha.
Em Segovia deixamos o carro em um estacionamento pago no subsolo, o Parking Acueducto Segovia. Ele fica próximo das principais atrações e é um bom lugar para iniciar o passeio pela cidade, que pode ser feito todo a pé sem muito esforço.
Na cidade ainda havia neve da semana anterior. A temperatura era de 1 graus Celsius, mas pelo menos não ventava. Começamos pelo Aqueduto de Segovia, da época do Império Romano. Atravessamos as muralhas da cidade e seguimos em direção ao Alcazar de Segovia. No caminho pegamos neve misturada com chuva. Passamos pela Catedral, mas sem entrar nela. Prometi para minha esposa que não entraríamos em todas as Igrejas que víssemos pela frente, a não ser as imperdíveis. A entrada do Alcazar foi de 8 euros por pessoa, compradas no local. Gosto muito de história e coisas antigas, então para mim aquilo tudo era fascinante. O Alcazar conta com um pequeno museu contendo armaduras e armamentos antigos e uma torre de onde se tem uma bela vista da cidade e região. Depois de visitar todos os locais do castelo, fomos a uma cafeteria do local para esquentar um pouco o corpo.
Saindo do Alcazar caminhamos contornando as muralhas da cidade. Um verdadeiro espetáculo. Já perto da hora do almoço, a fome começou a bater. Fomos a alguns restaurantes que eu havia marcado no Google Maps. Alguns deles precisavam de reserva. Ficamos então no Café Bar Haggen. Todos escolheram o menu do dia, que contava com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Para eu e minha esposa o valor ficou em 35 euros. O sabor é contestável. Eu gostei, mas minhas companheiras de viagem não. Acharam o tempero muito forte.
Após o almoçar seguimos para Navacerrada. Queria conhecer a estação de esqui local. No caminho começou a nevar com mais intensidade. Inicialmente era tudo muito bonito. Mas à medida que subíamos a serra a neve ia aumentando e o carro começava a patinar quando precisava desacelerar para fazer as curvas fechadas existentes no percurso. O carro não tinha corrente para os pneus e até então eu achava que não iria precisar. Engano meu. Levamos mais de 1 hora para percorrer 40Km. Chegando à Navacerrada ficamos com medo da neve piorar e ficarmos preso na rodovia, como ocorreu na semana anterior durante a última nevasca, e fomos direto para Madrid, em mais 60Km. Não havia pedágio neste percurso. Na descida os caminhões limpadores de neve já haviam passado pelo local e ficou muito mais tranquilo de dirigir.
Em Madrid fomos conhecer as lojas nas imediações do hotel. Havia uma Decatlhon, onde comprei uma bota e algumas meias. Minha esposa comprou uma segunda pele por 5 euros. Depois fomos à Cafeteria Novell, onde lanchamos por 10 euros para eu e minha esposa numa refeição farta e gostosa. Recomendo.
Total de gastos no dia:
14/01 – Indo para Barcelona com parada em Zaragoza
Mais um dia de acordar bem cedo, como quase todos os dias da viagem. Novamente fomos tomar café da manhã na Cafetería Santander Camuy. Após o café voltamos para o hotel, pegamos as malas e acertamos o estacionamento, que não estava incluído na diária: 20 euros por dia. Depois partimos rumo a Zaragoza, em 316 Km de rodovia duplicada.
Nota: Sobre as rodovias na Espanha e Portugal, você sempre tem a opção de pegar uma rota com pedágio e outra sem. As rotas pedagiadas que pegamos eram todas duplicadas e o limite de velocidade era até 120 Km/h. A rota sem pedágio podem ser duplicadas ou de pista simples, nesta última limitada no máximo a 100 Km/h. Como tínhamos que fazer deslocamentos grandes durante a viagem, eu escolhia a rota mais rápida, e quase sempre era a pedagiada.
Pouco antes de chegar em Zaragoza, paramos para abastecer o carro pelo primeira vez. Em volta do posto bastante neve e frio. Nesse primeiro abastecimento havia um frentista, daí aproveitei para tirar dúvidas de como operar a bomba de combustível, pois sabia que alguns postos adotavam o método de auto atendimento, com o qual eu não tinha familiaridade. É bem simples. Você coloca o valor que quer no combustível que escolher e inicia o abastecimento apertando o gatilho. Em alguns postos depois de certo horário você precisa ir na conveniência do posto e pedir o quanto quer abastecer, num sistema "pré pago". A gasolina na Espanha girou em torno de 1,30 euros o litro. Ainda bem que o carro era econômico.
Nota: Não conseguimos euro trocado no Brasil, apenas notas de 100. Aproveite pagamentos no hotel, abastecimento e outras compras mais caras para utilizar as notas altas e assim ter dinheiro trocado, pois em alguns comércios não aceitavam a nota de 100 pois não tinham troco.
Chegando em Zaragoza estacionamos o carro no Aparcamiento Salamero. Queríamos conhecer a Basílica de Nuestra Senora del Pilar e o Palácio de la Aljaferia. A temperatura estava 7 graus, mas a garoa que caía e o vento deixava tudo muito mais gelado. Fomos caminhando até o primeiro local a ser visitado. A entrada da Basílica de Nuestra Senora del Pilar era gratuita, uma raridade nos tempos religiosos que visitamos na viagem. O local era imenso. Não sou religioso, mas tenho um fascínio por igrejas e outras construções antigas. Ao lado da Basílica passa o Rio Ebro. Atravessando uma ponte de pedra do século XV tem-se uma vista panorâmica da Basílica, mas com o clima chuvoso e frio não aguentamos ficar muito tempo perto do rio exposto ao tempo.
Finalizado o passeio na Basílica, fomos procurar um local para almoçar. Andando pelas ruas da cidade num frio e com um chuvisco que não parava, encontramos um Mercado Gastronômico. Havia várias opções de restaurantes. Eu e minha esposa pedimos pratos a base de massa, um suco de laranja e uma sangria. Tudo saiu por 25 euros.
Como já estava ficando tarde e ainda tínhamos 312 Km até Barcelona, decidimos por não conhecer o Palácio de la Aljaferia por dentro, apenas passamos de carro pelo lado dele. No trecho até Barcelona pegamos um pedágio. Resolvi testar o pagamento com cartão de crédito. Coloquei na máquina e achei estranho não ter que digitar nenhuma senha. A cancela foi liberada e seguimos viagem. Talvez na hora em que aluguei o carro foi feita alguma associação do cartão de crédito com o veículo.
Nota: Os pedágios na Espanha podem ser pagos por dinheiro ou cartão. É preciso ficar atento à indicação da fila que você vai pegar qualé a forma de pagamento aceita. Algumas aceitam apenas um dos métodos, outras os dois. Nas que aceitam dinheiro a máquina te dá o troco.
Já escurecia quando chegamos em Barcelona. Pouco antes paramos para mais um abastecimento. O trânsito na rodovia estava intenso, e assim foi até próximo do hotel. Escolhemos o Aparthotel Hispanos 7 Suiza. A diária para dois dias saiu por R$ 762 para quatro pessoas, sem café da manhã e sem estacionamento incluído. Minha parte e da esposa saiu por 381 reais. O local tinha dois quartos, cozinha, banheiro e máquina de lavar. A localização era excelente, a uma quadra da Sagrada Família, mas distante a pé do restante das atrações.
Decidimos sair para jantar. Era domingo de noite. As ruas não estavam tão movimentadas e a maioria das lojas estavam fechadas. Demos um volta ao redor da Sagrada Família e depois fomos em direção à Casa Milà. No caminho achamos uma cafeteria que parecia ter boa comida. Já havíamos passado por outras não tão convidativas. Meu lanche e o da esposa saiu por 9,10 euros. Como o clima em Barcelona não estava tão frio, na casa dos 10 graus Celsius, visitamos também a Casa Batlló, que não estava tão distante da Casa Milà. Nos dois locais não pagamos ingresso para o interior. Eram bastante caros. Após, passamos num mercado para comprar água e lanchinhos e depois voltamos ao hotel.
Total de gastos no dia:
15/01 – Barcelona
Dia de conhecer um dos principais pontos turísticos do passeio. Os ingressos para a Sagrada Família foram comprados com antecedência no Brasil, ao custo de 15 euros cada, somente o passeio básico. A entrada estava agendada para 09:30. Antes fomos tomar um café da manhã em uma padaria próxima, o 365 Café. Uma refeição padrão saiu 7,55 euros para o casal.
Ao redor da Sagrada Família havia um forte esquema de segurança, com algumas ruas interditadas e a presença de policiais. Aguardamos o horário e enquanto isso apreciávamos os raios solares que batiam nas torres do templo, dando uma coloração dourada para eles. Já no interior, pude apreciar uma beleza indescritível nos vitrais e nas linhas fora do convencional presente nas colunas e paredes. No subsolo do templo há um museu com diversas maquetes mostrando a evolução do que viria a se tornar o tempo atual.
Findo o passeio, iniciamos um tour a pé por Barcelona. Fomos até o Passeig de Sant Joan e seguimos até o Parc de la Ciutadella, passando pelo Arco do Triunfo. No parque aproveitamos para descansar um pouco na frente da Cascada Monumental. Depois partimos em direção à praia, mas erramos o caminho e acabamos em um tipo de pier onde se localizava o Aquário de Barcelona. Já se aproximava da hora do almoço e fomos em direção ao bairro El Gòtic para procurar algum restaurante para comer. No trajeto encontramos a Igreja de Santa Maria do Mar. A entrada era gratuita, mas já havia passado das 13hs e resolvemos deixar para depois. Próxima da entrada da Igreja uma moça nos chamou para um restaurante. Olhamos o cardápio e resolvermos dar uma chance. Se chamava Restaurante Santa Maria del Mar. Pedimos o menu do dia, que vinha entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Lembro de ter pedido um arroz negro com lula, bem gostoso. Meu almoço e o da esposa saiu por 25 euros.
De bucho cheio e já cansados de tanto caminhar, seguimos pelo El Gòtic direto para a Catedral de Barcelona, apreciando as ruas antigas do caminho. A Catedral em estilo gótico data do século XIII, sendo construída em cima de outras Igrejas mais antigas. A fachada é espetacular, mas o ponto alto está no interior, todo de pedra e que com auxílio da iluminação ganha uma coloração magnífica. A entrada sai 7 euros por pessoa, com direito a acessar o telhado do templo, dando uma bela vista da cidade lá do alto.
No restante do dia fomos fazer compras na Avinguda del Portal de l'Àngel, que conta com diversas marcas famosas. Era época de liquidação de inverno e tinha várias coisas com preço bom. Paramos também numa cafeteria para tomar um café, por 3,70 euros o casal. Depois voltamos para o hotel e fomos descansar até a hora do jantar. Fizemos um lanche na Los Santos Empanadas Argentinas, que como o nome sugere, é especializada em empanadas. Há diversos sabores. Totalmente indicado. Para o casal saiu por 13,80 euros, com 5 empanadas e bebidas.
Esse dia foi extremamente cansativo. Caminhamos próximo dos 10 Km. Tentei convencer as companheiras que o divertido era conhecer a cidade à pé, que de táxi ou metrô não teria a mesma graça. Mas a verdade é que forcei um pouco a barra. Se tivéssemos dois dias inteiros em Barcelona daria para ver as atrações sem tanto cansaço. Infelizmente não deu para conhecer o Parque Guell e o Castelo de Montjuic e acabamos não entrando na Igreja de Santa Maria del Mar. Voltaremos à Espanha um dia e com certeza Barcelona fará parte do roteiro, dessa vez para conhecer o que faltou na cidade e para visitar vários lugares ao redor, como Andorra e os Pirineus.
Total de gastos no dia:
16/01 – Deslocamento até Granada
Um dia totalmente dedicado ao deslocamento até Granada. Tracei uma rota no Google Maps que daria 811 Km, indo em direção à Valência e Múrcia. Antes de sair do hotel fomos novamente tomar café da manhã do 365 Cafe, dando 8 euros para o casal. Pagamos o estacionamento do hotel, que deu 25 euros por dia 😭, e seguimos a estrada. No meio do caminho paramos em um posto para abastecer e comprar água e lanches. Chegando perto de Valência, pagamos o pedágio mais caro da viagem. Não lembro o preço, mas foi próximo de 30 euros.
Almoçamos pouco depois de Valência em um posto de combustível. Minha refeição e da esposa deu 21,25 euros. Comida mediana, mas deu pra matar a fome. Aproveitamos a parada e abastecemos novamente o carro. Colocávamos 25 euros de cada vez, assim conseguíamos trocar as notas de 100 e ter notas menores.
Chegamos em Granada no fim da tarde. Nunca percorri 800 Km tão rápido, isso sem passar da velocidade máxima das vias. As rodovias ajudaram. Pistas duplicadas na maior parte do percurso e pouco movimento nas rodovias, mesmo nos trechos sem pedágio.
Nota: Os europeus, pelo menos os espanhóis e portugueses, são muito educados no trânsito. Respeitam faixa de pedestre na maioria dos lugares, não tomam conta da faixa da esquerda nas rodoviais, mesmo se estiverem muito rápido (o que não era incomum), e dão passagem se você sinalizar que vai mudar de faixa ou acessar uma via. Já no Brasil...
O Hotel reservado em Granada foi o Granada Center. A diária ficou em 131,72 euros para dois dia, sem café da manhã, mas com estacionamento no local incluído. É um bom hotel, fora do centrinho da cidade, mas não muito longe, a poucos minutos caminhando da maioria das atrações e com algumas opções de lanchonetes e restaurantes próximos. Um motivo que me fez escolher o hotel é que o acesso ao centro histórico de Granada é restrito a moradores e táxis, e tive medo de tomar multa por circular em área não permitida.
Depois de nos acomodar, fomos fazer um lanche. Escolhemos o Mimimi, que não sabíamos, mas era especializado em comida vegana. Mesmo sendo carnívoro, gostei da comida. A refeição do casal saiu por 18 euros, mas pedimos bastante coisa.
Após, minhas companheiras quiseram ir numa mega loja do El Corte Ingles que havia perto do hotel. Descobri que nesse dia que não havia cansaço para perambular pelas lojas, mas para visitar as atrações caminhando... 😂 Eu segui sozinho para o centro da cidade. Queria ter uma ideia de como era Granada de noite. Passei pelo Monastério de San Jerônimo e a Basilica de San Juan de Dios e depois segui pela Calle Gran Via de Colón até chegar nos fundos da Catedral de Granada. Tirei algumas fotos do exterior e voltei em direção ao hotel passando por diversas praças e vielas.
Nota: É incrível a sensação de segurança que senti nas cidades visitadas. Caminhava dia e noite com uma câmera grande, muitas vezes com ela à mostra, e não me senti em nenhuma situação de risco. Claro que mesmo assim não baixava a guarda. Nunca levava nada no bolso de trás da calça e o dinheiro e passaporte sempre ficava em uma doleira por baixo das roupas.
Total de gastos no dia:
17/01 – Granada
Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã. Fazia 3 graus Celsius e ventava bastante. Comemos na Cafeteria Mundidulce, com dois cafés com leite e dois baguetes gigantes por 7,60 euros. De barriga cheia, fomos procurar um táxi para subir até a Alhambra. Prometi a minha esposa que esse deslocamento não faríamos a pé. Acho que ela estava com trauma da caminhada em Barcelona.
Sobre a Alhambra, trata-se de um complexo de palácios e fortaleza, que datam da época em que a Espanha era dominada pelos mouros. O complexo é influenciado principalmente pela arquitetura islâmica e é composto pela Alcazaba (fortaleza), Palácio de Carlos V, Palácios Nazaries e o Generalife. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil pelo preço de 14,80 euros por pessoa. Na compra é preciso indicar o horário que irá visitar os Palácios Nazaries.
Já dentro do complexo, começamos o passeio pelo Generalife, um conjunto de jardins que conta também com um palácio no estilo mudéjar, de onde se tem uma visão privilegiada do restante da Alhambra. Reserve pelo menos uma hora para o lugar, que é um espetáculo.
Depois fomos para a fila dos Palácios Nazaries, que estava com a entrada marcada para as 11hs. O local é sensacional. Incrível o que os muçulmanos fizeram. Tudo com uma riqueza de detalhes imensa. De todas as atrações vistas na viagem, a Alhambra com certeza é a mais bela, parte disso graças aos Palácios Nazaries.
Ainda tínhamos o Palácio de Carlos V, já em estilo ocidental e com um museu bem bacana dentro, e a Alcazaba, uma fortaleza que é também a parte mais antiga da Alhambra, datada do século IX.
Já era perto das 14 horas quando terminamos o passeio pela Alhambra. Tentei convencer minha esposa a descer para o centro de Granada a pé. Seria uma caminhada de 15 minutos, mas não teve jeito, fomos de táxi. Com isso perdi a chance de tirar umas fotos do Portão da Justiça, que ficava no caminho rumo ao centro.
Almoçamos no La Vinoteca. Refeição para o casal saiu 35 euros, com entrada, pratos principais e bebidas. Comida muito gostosa, mas não tão farta quanto de outros lugares que havíamos comido.
Seguimos para a Catedral de Granada. O ingresso saiu em 5 euros por cabeça, com direito a áudio guia em português. O exterior da Catedral fica apertado no meio de outras construções, então não há uma fachada grandiosa como na Catedral de Barcelona, mas o interior é incrível, ricamente decorado em ouro, e os órgãos são um espetáculo. Finalizado o passeio, voltamos para o hotel pelo caminho que eu havia feito na noite anterior.
Próximo do entardecer, minha esposa ficou descansando no hotel e fui sozinho até o Miradouro de San Nicolás. O caminho até lá era uma ladeira passando pelo simpático bairro de Albaicín. Esperava uma vista panorâmica da Alhambra e fui surpreendido também com um belo por do sol. Peguei um caminho diferente na volta, passando por ruelas e escadarias de pedras.
Voltando ao hotel, chamei as companheiras para jantar. Próximo havia um restaurante de comida italiana com preço bom e avaliações bem positivas, o La Tuttoria. Passamos nele 19:00 e estava fechado. Uma pena. Rodamos pela redondeza e não achamos nenhum outro interessante do nosso gosto, apenas alguns com o preço bem elevado. Fomos então matar tempo do El Corte Ingles, de novo. Aproveitei para comprar água e alguns lanches. Depois voltamos para o La Tuttoria. Dessa vez estava aberto. Nesse dia constatamos que o horário das refeições dos espanhóis é bem mais tarde do que estávamos acostumados. Pedi um carpaccio e a esposa uma macarronada. Ainda comi parte da refeição das companheiras, rabo de touro cozido e fondue de gorgonzola. A parte do casal com bebidas incluídas saiu por 23,50 euros.
Total de gastos no dia: