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anderson g. rezende

RJ - MS - Puerto Quijarro - Santa Cruz de La sierra - La Paz - Puno - Cuzco - Machu Picchu

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::carai:: Aí galera, se pretendem ir a alguma destas direções liguem-se nas informações pois serão de grande utilidade.

 

O objetivo da viagem era alcançar Machu Picchu. Sei que existem outras rotas, no entanto, escolhi uma bastante usual.

 

05/08/2010 Rio - Corumbá

Saí do Rio às 06:30 num vôo da Azul http://www.voeazul.com.br às 10:00. Daí há duas opções para dirigir-se a rodoviária, a mais cômoda e mais cara que é de táxi ou a que sempre optei ao longo da viagem que foi de ônibus.

Logo ao sair do aeroporto de Campo Grande basta dirigir-se à direta do estacionamento que há uma parada de ônibus com destino ao centro e daí à rodoviária de onde partem ônibus intermunicipais e interestaduais. Embarquei às 12:00 com destino a Corumbá chegando às 19:30 devido a obras na pista. Devido ao horário já não era mais aconselhável ir a Quijarro.

 

Dicas:

1- O ônibus não lhe levará diretamente à rodoviária e sim a outro terminal. Não desça em outro lugar ou terá que pagar outra passagem. Os terminais em Campo grande funcionam como centro de integração;

2- Como de costume algumas estradas no Mato Grosso do Sul estão sempre em reparos. O bom é que consegue-se avistar alguns animais como antas e jacarés nas beiras das estradas e, o ruim, é o tempo que se perde para chegar ao seu destino,

3- Caso aconteça de você chegar a Corumbá a noite, lhe peço que não atravesse a fronteira neste horário. O local é sinistro, não há iluminação e a segurança é precária, infelizmente Puerto Quijarro é uma área de tráfico de drogas. A melhor opção é ficar hospedado em um hotel próximo à Praça da República que é de onde saem os ônibus à fronteira no dia seguinte. Na Praça da República em Corumbá localizam-se alguns prédios administrativos do governo municipal, bem como, uma delegacia da Polícia Federal e a pizzaria fiorella que fica aberta até às 23 horas e serve no sistema de rodízio;

4- Se liguem no fuso-horário, 1 hora a menos em relação ao Rio / SP / Brasília.

 

 

06/08/2010 Corumbá - Puerto Quijarro

Levantei bem cedo e fui à fronteira Brasil-Bolívia. Cheguei bem cedo às 06:40, na verdade tudo bem inútil uma vez que os policiais do lado boliviano somente começam a trabalhar às 07:00 e do lado brasileiro às 08:00.

Ali as coisas funcionam da seguinte forma: 1- você deve apresentar o passaporte ou carteira de identidade inicialmente às autoridades brasileiras para que haja o registro de sua saída do país para em seguida dirigir-se às autoridades bolivianas para dar a entrada. É bem notório que as fronteiras ficam bem abertas sendo facilmente ir de um ponto a outro sem ser sequer notado, no entanto, não é recomendado seguir viagem sem efetuar os procedimentos de migração, já explico a razão.

Uma vez na bolívia é só tomar um táxi à estação de trem e seguir viagem.

 

Dicas:

1- Programa-se para não chegar em Puerto Quijarro no dia 06 de agosto. É feriado cívico nacional e os procedimentos de migração podem levar horas. Como já relatei, cheguei à fronteira às 06:40 e logo os policiais não permitiram a entrada pois não havia sido feito os procedimentos no lado brasileiro que abriria às 08:00 e os bolivianos afirmaram que trabalhariam somente até às 08:00 dado o feriado nacional. Retornei ao lado brasileiro para efetuar os procedimentos e quando voltei à Bolívia estava tudo fechado. Restou esperar. Por volta das 10:20 os policiais apareceram e somente a partir daí tudo correu como planejado;

2- Na fronteira você deverá preencher um formulário de migração e, após preenche-lo, os policiais lhe darão um canhoto que não deverá ser extraviado sob qualquer hipótese. Se este documento extraviar-se lhe serão cobrados B$300,00 na saída do país. A propósito, na estação do trem, nos hotéis/hostels, câmbio de moedas em bancos, etc. este documento lhe será solicitado;

3- Na estação de trens basta decidir que composição tomar e seguir viagem, agora, cuidado. Basicamente 3 trens diferentes partem de Puerto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra:

a) Regional: funciona de segunda-feira a sábado, é o mais econômico, mas apresenta muitas desvantagens. O horário de saída é às 12:45 mas nunca sai no horário. Tomei este trem que saiu 13:30. Pensei que iria desfrutar de belas paisagens mas o Departamento de Santa Cruz e basicamente plano e apresenta um aspecto bastante rural. Nada diferente do que estamos acostumados a ver em qualquer viagem por estradas brasileiras. Neste trem há duas classes distintas: categoria pullman e primeira classe. Não se iludam com o nome pois a principal diferença é que o pullman tem poltronas reclináveis e o de primeira classe as cadeiras são como os ônibus urbanos das grandes capitais brasileiras, não reclinam. A viagem pode ser bem demorada, já que este trem é o de pior qualidade, sendo obrigado a ficar parado em algumas estações para as composições de melhor categoria seguirem viagem e, por algumas vezes, você se surpreende quando o trem começa a vir de ré, sem contar que parará em todas as estações;

b)Expresso Oriental: funciona às terças-feiras, quintas-feiras e domingos, sai às 16:30, é igualmente econômico, sendo o seu preço majorado em apenas alguns poucos reais, mas penso que vale mais a pena. Os horários são mais respeitados e tem ar condicionado. É um serviço de boa qualidade;

c)Ferrobus: é um serviço VIP da ferrovia oriental. As poltronas são reclináveis. Há maior espaço para as pernas. Tem serviço de jantar e pela manhã é servido o café da manhã.

4- Tempo de viagem dos trens:

a) Regional - em torno de 21 horas;

b) Expresso Oriental - em torno de 16 horas;

c) Ferrobus - 12 horas ou menos.

 

5- Para qualquer informação do serviço da ferrovia oriental acesse o site: http://www.ferroviaoriental.com

 

07/08/2010 Santa Cruz de la Sierra

 

Depois da longa e cansativa viagem no trem Regional não dá para continuar. O jeito foi ficar em Santa Cruz, repousar e seguir viagem no dia seguinte. A cidade até que é bem simpática, cheia de construções coloniais e, muito diferente do que se escutar falar por aí, a cidade até que é bem segura. É claro que haverão taxistas espertinhos tentando lhe cobrar alguns trocados a mais ou cambistas lhe dando a pior opção para trocar dólares ou reais pela moeda local, mas onde isso não acontece? Você tem que estar ligado no que se passa a sua volta.

 

Dicas:

1- Se você pretende ficar em Santa Cruz por pelo menos uma noite e procura por um local agradável, limpo e decente não perca tempo como eu perdi, vá direto ao Jodanga Hostel http://www.jodanga.com , ali funcionam bar, sala de jogos, internet, armários para pequenos pertences, lavanderia, piscina e ainda aceitam cartões de crédito, ah! sem falar no café da manhã que foi o melhor de todos os locais onde me hospedei, com duas variedades de frutas, suco, pão, manteiga, geléia de morango, doce de leite e ainda lhe é disponibilizada uma funcionária do hostel para fazer ovos fritos enquanto toma seu café. Um espetáculo. Vale muito a pena!!!

 

08/08/2010 Santa Cruz de la Sierra - Cochabamba - La Paz

Hora de seguir viagem. Despertei não muito cedo e dirigi-me à rodoviária. Como meu principal objetivo era alcançar Macchu Picchu não fiquei muito tempo na Bolívia. No terminal Bimodal (gravem este nome pois pode servir-lhe de alguma utilidade na hora de tomar um táxi), tomei um ônibus para Cochabamba e de cochabamba a La Paz. Caros colegas, Cochabamba não possui qualquer atrativo que eu possa comentar, portanto siga em frente. A propósito, no entorno da rodoviária de Cochabamba foi o único lugar na Bolívia que não senti a sensação de segurança. É uma mistura de Central do Brasil, no Rio de Janeiro, com aquelas estações de trem da Índia, lotadas e bem desorganizadas.

 

Dicas:

1- Do Terminal Bimodal partem ônibus para quase toda a Bolívia e, em geral, em três categorias e preços distintos:

a)uma categoria normal a qual não me lembro o nome neste momento;

b) Bus Semi-Cama; e

c) Bus cama.

Entre os dois primeiros não há muita diferença e o valor destes saem a B$54,00 e B$70,00 respectivamente, no entanto, o terceiro ( bus cama) são aqueles parecidos com os que temos no Brasil que fazem a ligação Rio - São Paulo, poltronas bem reclináveis e espaço para colocar os pés, e custa B$110,00.

Super-dica:

Os valores acima são valores oficiais máximos cobrados pelas empresas e, é claro, algumas pessoas pedem descontos e por isso você pode ter pago o valor máximo e o cidadão que está a seu lado ter pago 80% a menos.

Ex: quando retornei de Macchu Picchu fiz o mesmo caminho da ida e para ir de Cochabamba a La Paz paguei B$90,00. Veja a diferença, para ir de La Paz a Cochabamba apenas B$20,00. É que a empresa estava desesperada para vender os lugares pois o ônibus já estava para sair. Às vezes vale a pena esperar um pouco.

 

::Cold::09/08/2010 La Paz

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