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Quantidade de brasileiros barrados em Portugal cresce 24% em 2018

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Sugestão de leitura para quem está pensando em viajar para a Europa sem observar todas as regras e exigências, fazer couchsurfing, work-away, etc...

Até 31 de agosto, 1.655 cidadãos do Brasil foram impedidos de entrar em território luso

5.out.2018 às 8h00

A quantidade de pessoas barradas ainda no aeroporto em Portugal disparou em 2018: uma alta de 74% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os brasileiros são a nacionalidade mais afetada. Apenas nos primeiros oito meses do ano, o número de entradas recusadas já supera com folga a de 2017 inteiro.

Até 31 de agosto, 1.655 cidadãos do Brasil foram impedidos de entrar em território luso, o que representa um aumento de 23,8% em relação ao total do ano anterior, que já havia sido de alta. Isso significa que mais de seis brasileiros são mandados de volta todos os dias.

Os números são do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo jornal português Expresso, que dedicou uma longa reportagem sobre o assunto.

As autoridades migratórias admitem que uma das principais razões para o endurecimento dos critérios na chegada aos aeroportos tem a ver com a entrada em vigor de regras que facilitam a legalização de imigrantes em situação irregular.

“Desde que foi aprovado o novo diploma [facilitando a legalização], se sente uma maior pressão migratória no aeroporto. Houve um evidente efeito-chamada”,  diz Sérgio Henriques, diretor de Fronteiras de Lisboa, em declaração ao Expresso.

Além de questões objetivas, como a ausência de reserva em hotéis ou da falta da quantia mínima de 40 euros (cerca de R$ 178) por dia de viagem, há outros critérios que despertam a atenção dos inspetores na fiscalização de fronteiras.

Homens casados que vão para a Europa pela primeira vez, mas sem levar a família junto para as férias, casais com filhos que viajam em pleno ano letivo e até grupos com malas muito pesadas são possíveis sinais de alerta dos agentes do SEF.

Os brasileiros representam hoje 74% de todos os barrados em Portugal. Os angolanos aparecem em um distante segundo lugar, seguidos por paraguaios, marroquinos e venezuelanos.

Após atingir o mínimo histórico em 2013, com 299 "barrados" a quantidade de brasileiros com entrada recusada em Portugal não para de subir.

Em 2017, 1.336 pessoas foram impedidas de entrar no país.

Após um período de declínio migratório no início desta década, que coincidiu com a crise econômica e das políticas de austeridade em Portugal, o interesse dos brasileiros pela antiga metrópole voltou a subir.

Depois de seis anos em queda, o número de brasileiros com visto de residência em Portugal voltou a aumentar em 2017. Embora os dados do SEF indiquem alta de 5,1% no total de brasileiros vivendo no país, estes números são subestimados.

A contabilidade de brasileiros, da forma como é feita pelas estatísticas portuguesas, não inclui aqueles que têm dupla nacionalidade (portuguesa ou de outro país da União Europeia), e, evidentemente, aqueles em situação irregular.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/10/quantidade-de-brasileiros-barrados-em-portugal-cresce-24-em-2018.shtml

 

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Recusas de entrada em Portugal aumentaram 74%

Pressão migratória chega do Brasil, facilitada pelos mais de trinta voos semanais de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. Reportagem com o SEF na fronteira do aeroporto de Lisboa

Por entre magotes de turistas, escondem-se estrangeiros sem pretensões de lazer. Cidadãos de países terceiros que querem trabalhar e viver em Portugal, ou na Europa, mas que viajam sem visto adequado ou com documentos falsos. E há também (em muito menor número) criminosos, traficantes de droga, de mulheres e de menores. Até ao fim de agosto, no aeroporto Humberto Delgado, foi recusada a entrada a 2209 pessoas, mais 74% do que em igual período de 2017 (1269), valores que ultrapassam já os totais do ano passado neste posto de fronteira e até a nível nacional.

De entre os passageiros que não tiveram autorização de entrada em Portugal, 74% eram brasileiros (1655), seguindo-se os angolanos, paraguaios, marroquinos e venezuelanos. As principais causas para a recusa são a falta de prova das condições de estada (não têm dinheiro suficiente — €40/dia de permanência, alojamento pago ou carta-convite de um residente) e a ausência de visto válido ou adequado.

 

https://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-10-05-Recusas-de-entrada-em-Portugal-aumentaram-74#gs.8UMq_jA

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