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marcelanuol

Um pedaço do Norte – Manaus, Selva, Alter do Chão, Belém e Ilha de Marajó - 2 semanas sozinha

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Mochileiras e Mochileiros, estive pelo Amazonas e pelo Pará por alguns dias e volto aqui pra repassar informações sobre os locais onde estive.

O resumo da viagem foi +ou- esse:

Dia 1 – Rio de Janeiro x Manaus (voo atrasou, perdi conexão e só consegui chegar no dia seguinte em Manaus)

Dia 2 - Rio de Janeiro x Manaus (finalmente)

Dia 3 – Manaus

Dia 4 – Manaus (selva)

Dia 5 - Manaus (selva)

Dia 6 – Manaus x Santarem (de barco)

Dia 7 – Manaus x Santarem  x Alter do Chão

Dia 8 – Alter (pindobal)

Dia 9 – Alter (ilha do amor)

Dia 10 – Alter (Arapiuns)

Dia 11 – Alter x Santarém x Belém

Dia 12 – Belém x Marajó (praia do pesqueiro)

Dia 13 – Marajó (comunidade do Céu)

Dia 14 – Marajó (praia de barra velha) x Belém

Dia 15 – Belém

Dia 16 – Belém x Rio de Janeiro

 

Transporte

Fiz de avião os trechos: Rio x Manaus, Santarém x Belém e Belém x Rio de Janeiro.

O trecho Manaus x Santarém eu fiz de barco, foram aproximadamente 36h navegando e uma experiência incrível.

Sobre os barcos, o trecho Manaus x Santarém, é feito de segunda a sábado. O preço varia entre 120 e 80 reais.

O trecho Santarém x Belém é feito apenas às segunda e sextas, valor R$200.

 

Segurança

Sempre rola um receio de nós, mulheres, viajarmos sozinha. Mas eu não me senti insegura nessa viagem, mesmo sendo uma região extremamente machista. A parte que senti um certo incômodo foi no trecho Manaus x Santarém, todas as vezes que eu ia até a área do bar para poder fumar, era abordada. Em nenhum momento foram ofensivos, mas é desconfortável vc não poder fumar um cigarro sem que um homem venha querer puxar papo.

 

Hospedagem

Em Manaus fiquei no Semear Hostel. Ele é super simples, não fornece café da manhã, mas está muito bem localizado. Fiz tudo caminhando. O ar funciona bem e o local é limpo. E não posso deixar de comentar que foram compreensivos com meu voo que atrasou e não cobraram a primeira diária, apesar da reserva.

Em Alter eu fiquei na Pousada do Tapajós hostel. O local é super aconchegante, o café é uma delícia, está a 5 min caminhando da praça central. Indico muito se hospedar lá. Além de hostel, com quarto feminino, masculino e misto, tem a parte que funciona como pousada e um redário. Então tem hospedagem para todos os gostos e bolsos.

Em Belém eu fiquei primeiro no Belém Hostel, mas foi meio que só pra pernoitar, então não tenho muito o que falar. Quando voltei fiquei no Ovibe hostel & arts, o hostel tem uma super estrutura, o quarto é super amplo e limpo. O ar fica ligado 24h, diferente de todos os outros locais onde me hospedei, que só era ligado a noite e desligado pela manhã.

Na Ilha de Marajó eu fiquei hospedada no Hostel Tucupi e foi a melhor hospedagem da viagem. O hostel é simples, possui apenas 12 leitos e isso resulta numa hospedagem intimista, onde vc se sente em casa. A equipe é ótima, o proprietário do local, Sergio, é aquela pessoa que conhece tudo de Soure e te dá todas as dicas, aluga bicicleta, faz contato com mototaxi, te leva nos melhores locais da cidade.. Foi maravilhoso!!  Se vc for lá, fala pro Sergio que a Marcela do Rio mandou um beijo rs

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Dia 1 – Tentativa de Rio de Janeiro x Manaus

Não há muito o que falar, dia de estresse com a cia aérea Azul.

 

 

Dia 2 - Rio de Janeiro x Manaus

Cheguei em Manaus às 14h. Não esqueça de acertar seu relógio, lá são 2h a menos do que o horário do Rio, isso no horário de verão.

No aeroporto peguei um uber pro Hostel – 22 reais. Tomei um banho, coloquei uma roupa fresca pq Manaus parece um forno e fui conhecer o Teatro Amazonas. A visita guiada custa R$20 e dura aproximadamente 45min, acontece de hora em hora.

 

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Depois da visita fui ao bar/restaurante Tambaqui de Banda, que fica na praça em frente ao teatro.

Provei a costela do peixe tambaqui, tomei 2 cervejas e 1 água, o jantar deu R$64. Achei bem gosto, o peixe estava com uma crosta crocante muito gostosa. Nessa primeira refeição, já pude perceber que a galera curte jogar um coentro na comida.

 

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Depois do jantar fui pro hostel descansar, pois no dia seguinte, antes das 8h, iriam me buscar no hostel para o passeio na selva.

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Dia 3 – Selva

Eu contratei o pacote com a empresa Iguana Tour, fiz o contato por whatsapp e não foi preciso realizar nenhum depósito prévio. No dia e horário agendado um funcionário estava no hostel para me buscar.

Fiz o passeio de 2 dias e 1 noite – 360 reais (com transporte, hospedagem e alimentação). O valor foi pago em espécie, na loja física da agência antes de iniciar o tour.

Da agência uma Kombi me levou, juntamente com 3 alemães e 3 gregos até o porto da CEASA, de lá uma embarcação nos levou até a outra margem do rio, onde uma outra Kombi já nos aguardava. Passamos por um trecho asfaltado e depois começou a aventura, uma estrada bem ruim, de barro e com vários trechos escorregadios, em vários momentos o veículo ia deslizando de lado pela pista e eu achava que a qualquer momento íamos virar rsrs

 

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Depois da aventura chegamos a um bar, onde rola um banheiro, uma sinuca e cerveja. Desse local pegamos um outro barco que nos levou, por um caminho lindo, até a acomodação na selva. O “hotel” possui quartos privativos e coletivos. Além de uma escada imensa para acessar o local.

Eu fui no tempo da seca, mas é possível observar pela marca que a água deixa nas arvores, que o rio chega a subir 20m acima do nível onde eu peguei. Por isso é possível observar que as casas estão localizadas sempre em locais muito altos. A natureza é incrível, vários campos e arvóres ficam submersos um logo período do ano.

No período de cheia o barco te deixa no topo da escada.  

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Depois de deixar as coisas no quarto, foi hora de tomar um banho de rio pra amenizar o calor que faz por lá. Só não esqueça de confirmar com o guia se o local é seguro para mergulhar, visto ser rio com animais como cobras, piranhas..

 

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O almoço é simples, arroz, feijão, peixe, salada e farofa. Bem gostoso.

No local é vendido cerveja, refrigerante e caipirinha. A cerveja era Skol, 5 reais a lata.

Depois do almoço pegamos um barco e fomos pescar piranhas. O guia para num local e entrega vara com um anzol pra cada um e uns pedaços de pele de frango. Eu que nunca tinha pescado na vida consegui a primeira piranha em alguns minutos.

Um parênteses para o guia que nos acompanhou, o Conrado, o cara é espetacular, faz isso há mais de 2 décadas e tem grande conhecimento e prazer pelo que faz!!!

 

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Depois fomos dar uma mergulho no rio, longe da parte onde pescamos, pois ninguém queria ser mordido por uma piranha. E fomos ver o pôr-do-sol, no barco, no meio do nada. Apenas com o barulho da selva ao redor.

 

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Depois do sol se despedir foi hora da lua cheia chegar, ela veio por trás da mata, vermelha e imensa. Uma das luas mais bonitas que vi na vida. Só não tenho foto pq meu celular é uma merda.

Depois desses momentos incríveis. retornamos ao hotel para tomar banho (isso digo por mim, os gringos só trocavam de roupa mesmo) e jantar.

E saímos de barco novamente para focagem de jacaré. O guia sai do barco e pega um filhote e trás para o barco. A galera pode pegar, tirar foto e devolver pra água, eu não tive essa coragem, mas os gringos piraram e tiraram várias fotos. Depois o guia ainda ensinou como descer do barco e pegar o jacaré, aí que foi o ápice do passeio pros gringos, estavam se sentindo Indiana Jones.

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Após a focagem de jacaré, voltamos pro deck do alojamento, onde ficamos bebendo e batendo um papo. Além de fotografar bichos gigantes que apareciam voando ou pulando a todo momento. Nao esqueçam o repelente!!

 

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Dia 4 – Selva

Nesse dia acordamos super cedo, umas 5h, pra assistirmos o sol nascer. Mas o tempo estava super nublado e perdemos horas de sono e o sol nasceu por trás das nuvens. Um dos cachorros da hospedagem nos acompanhou ❤️

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Voltamos pra tomar café. Após o café saímos para uma caminhada pela selva. O guia foi explicando as árvores, o poder medicinal, a atulização para construir desde armas até casas com o que se encontra no mato.

Nesse dia caiu uma chuva torrencial exatamente quando estávamos no meio da trilha, ficamos um bom tempo fazendo a trilha com chuva e um outro tempo tentando se encharcar um pouco menos.

Acho que uma coisa boa de levar pra essa viagem é um corta vento impermeável, daqueles finos mesmo, ou uma capa de chuva, pois peguei chuva em alguns momentos e senti falta de algo que me mantivesse seca.

 

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Depois dessa trilha molhada, que não permitiu muitas fotos, voltamos para almoçar. Às 14h comecei o retorno para Manaus. Na volta o funcionário que nos buscou levou até a agência, solicitei que me levasse até o hostel, local onde me buscaram.

Voltei pro Semear hostel, e fiquei bebendo cerveja ( que comprei na rua pq no hostel só vendia Itaipava) e batendo papo com os outros hóspedes. Lanchei um cheeseburguer num camelô próximo ao hostel  - R$5.

Uma coisa que observei em Manaus é que tem pouco turista brasileiro, tanto no passeio da selva, quanto no hostel, eu era a única brasileira, fora os funcionários.

 

 

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Dia 5 – Manaus x Santarém de barco

Fazer um trecho de barco já era um desejo meu desde quando comecei a pesquisar sobre esse destino, achei que seria uma experiência única e já que eu estaria por lá, era a hora de viver.

Escolhi fazer o trecho Manaus x Santarém por ser o mais rápido e com mais opções de dias de saída, o que facilita encaixar o barco no roteiro, além de não ser um martírio caso eu não curtisse a experiência.

Acordei e fui tomar café em uma lanchonete na rua principal, bem próximo ao hostel, tomei um suco de limão ( 4 reais) e comi um x-caboquinho ( 9 reais), o sanduiche parece um almoço, vem queijo, banana, tucumã (fruta local) e ovo, eu pedi no pão francês, tem a opção se ser na tapioca também.

De lá fui até o local de onde saem os barcos para comprar minha passagem (120 reais), tinha a informação que o barco saia meio-dia de segunda, mas chegando lá falaram que era às 11h. Passei pela Casa das Redes e comprei a rede mais barata da loja (25 reais) e as cordas pra amarrar a rede no barco (5 reais).

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Voltei correndo no hostel, arrumei minhas coisas peguei um mototaxi e fui pro barco. Até pq o que andei lendo é que era bom chegar cedo para por a rede num bom local.

Passei rapidamente pelo mercado municipal e me dirigi ao porto onde estava o barco onde eu permaneceria até a noite seguinte.

 

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Fui direto para o segundo andar de redes, o primeiro é refrigerado, mas optei por permanecer no de cima, onde não tem ar. Acho que foi a melhor opção, corre bastante vento, então não senti calor em momento algum. Fora que muitas pessoas levam comida para consumir durante a viagem, algumas não tomam banho, crianças passam mal.. Entao estar num local fechado e refrigerado pode não ser a melhor opção 😉

Procurei um local próximo a mulheres e pedi ajuda pra colocar a rede. Em poucos minutos já estava instalada e fazendo amizade.

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O barco tem 4 andares. 2 de carga ( 1 porão e o térreo), 2 de passageiros e 1 terraço. No segundo andar de passageiros também está o bar e os camarotes.

A maior parte dos passageiros é população local, no andar eu estava tinha um grupo grande de turistas europeus idoso e um jovem casal do Chile (ou pode ser do Peru, não lembro), o resto era de moradores da região norte que estavam indo visitar família ou indo ou voltando de algum trabalho. Uma coisa que percebi também (esse negócio de viajar sozinha é bom pra prestar atenção na conversa alheia rsrs) é que tinha mt gente que trabalhava com garimpo.

O barco vende refeições. 5 reais o café da manhã. 15 reais almoço e janta, mas se vc comprasse antecipado era 10 reais. O bar vende biscoitos, misto quente - 5 reais, refrigerante - 5 reais, cerveja Itaipava - 5 reais (os manauaras não são muito bons em escolher cerveja, ne?! 😕)

Nas paradas várias pessoas ficam do lado de fora, ou entram na embarcação, vendendo desde marmitas, até queijo, frutas, sacolé..

Após alguns minutos que o barco sai, tem uma parada para as cargas e depois passa pelo encontro dos rios, Solimões com suas águas barrentas e Negro com suas águas escuras.

Depois a paisagem é mesmo que a mesma, o largo rio Amazonas e as margens distantes. O pôr-do sol é lindo!

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Nesse dia eu não fiz as refeições vendidas no barco. O x-caboquinho me deixou satisfeita e a noite eu comi um sanduiche vendido no bar.

Passei as horas conversando sobre a disputa dos bois de Parintins com uma galera da cidade e falando sobre a proximidade com o carnaval do sambódromo carioca. As horas passaram sem que eu percebesse..

O bar tem um som constante com bastante brega e tecnobrega, mas da parte das redes ele não fica incômodo, dá pra conversar tranquilamente. Às 22h o som foi desligado.

A noite faz um frio danado. Então a boa é levar uma roupa bem quentinha e um saco de dormir (se possível). Eu estava de calça, casaco e meia e senti falta de uma coberta. Pra completar começou a chover na madrugada e eu só não congelei pq colocaram uma lona na lateral do barco para evitar que a chuva molhasse a área das redes.

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