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Olá viajante!

Bora viajar?

Cusco - Vale Sagrado - Machu Picchu (Maio/2019)

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Olá amigos mochileiros,

Estou fazendo este post para agradecer pelos relatos dos colegas que muito me ajudaram na programação de meu roteiro e, quem sabe, orientar quem vai visitar a capital dos Incas nos próximos meses com algumas informações úteis (e outras nem tanto).

Como apaixonado por história que sou, meses antes da viagem comecei a ler alguns livros sobre civilizações pré-colombianas e sobre os incas em específico, dos quais recomendo "O segredo dos Incas", de Siegfried Huber e "História de Tahuantisuyu" de María Rostworowski de Diez Canseco. Ambos excelentes.

Pois bem, comprei as passagens com bastante antecedência via Decolar.com, de Porto Alegre a Cusco (Empresa LATAM), pelo valor de R$ 1.672,00, bem como as hospedagens no Loki Hostel (em Cusco) por S/ 160,00 e Machu Picchu Land B&B, em Aguas Calientes (cidade base de Machu Picchu, também chamada de Machu Picchu Pueblo) por S/40,00. Posteriormente, garanti ainda o ingresso a Machu Picchu por 70 $ USD pelo site Machu Picchu Terra.

Dia 07/05, saí de Porto Alegre ao fim da noite e após conexões em Guarulhos e Lima, cheguei ao aeroporto de Cusco na manhã do dia seguinte, já com o transfer para o hostel me esperando com a placa com meu nome na saída. No caminho, o motorista já me propôs de ir à agência de alguns familiares dele para ver pacotes turísticos (não perdem a oportunidade), e como eu havia tirado o primeiro dia para andar pela cidade e lidar com o temido soroche (mal de altura, que no fim das contas nem cheguei a sentir), aceitei a oferta. No fim, após consultar a agência do motorista e algumas outras (agência de turismo e casa de câmbio é o que não falta na cidade), optei pela agência Qorianka para comprar o transporte a Machu Picchu + serviço de guia (obrigatório para entrar em MP), o City Tour e o Vale Sagrado por S/ 400,00, pois foi o mais barato que encontrei. 

No dia seguinte, 7h da manhã, passaram no hostel pra me levar de van até a hidrelétrica e de lá seguir a pé até águas calientes (vale ressaltar que são vários os modos de chegar a Machu Picchu – trilha salkantay; trem, bastando vender um rim para pagar a passagem; Machu Picchu by car, o escolhido). O caminho até determinado ponto é bem tranquilo, com estrada asfaltada e vilarejos bucólicos, mas o problema começa quando passa Santa Teresa e entra na estrada de chão. Aí, como diz conhecido narrador desportivo: haja coração, amigo, pois é cada penhasco que dá vontade descer e seguir a pé. No fim, depois de 6h de van, chegamos à hidrelétrica, almoçamos (almoço incluso no pacote) e seguimos o trilho do trem até Machu Picchu Pueblo (aproximadamente 2h30min de caminhada).

Cabe salientar aqui o clima de Águas Calientes, que é realmente aconchegante, e o ótimo custo benefício do hostel escolhido na cidade (quarto com cama de casal, banheiro exclusivo e TV a cabo + café da manhã por 40 soles).

Na manhã seguinte, acordei às 5h da manhã e fui à parada pegar o ônibus para subir a montanha (S/ 24,00, ida e volta), pois minha entrada era no primeiro horário (6h) e a subida leva aproximadamente 30min. Chegando lá, no meio daquele monte de gente, identifiquei meu guia pela bandeira levantada (cada um deles tem a sua), apresentei ingresso (tem que levar impresso para carimbarem) e passaporte e segui rumo a uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

Simplesmente, faltam as palavras para definir o que é Machu Picchu. É inacreditável e ao mesmo tempo reconfortante saber que a cidade escapou da ganância e do desrespeito dos espanhóis para com a cultura dos povos conquistados, pois se de modo diverso tivesse corrido a história, hoje Machu Picchu seria um amontoado de igrejas e no topo de Wayna Picchu haveria uma grande cruz simbolizando a submissão dos incas à cristandade.

Depois de todo o deslumbramento com a cidade e da aula de história inca promovida pelo guia, fiz alguns amigos dentro do grupo e resolvemos voltar direto até a hidrelétrica, sem passar por Águas Calientes (Aqui, deixou uma dica a quem for fazer o mesmo percurso: leve o mínimo possível de coisas na mochila, pois andar mais de 12km com peso nas costas, sobre um caminho cheio de pedras e depois de caminhar a manhã toda em Machu Picchu não é fácil). Enfim, era hora de encarar as longas horas de van até Cusco, exausto mas feliz.

Próximo dia, saio cedo novamente para seguir o rumo do rio Wilcamayo (Urubamba) e conhecer as ruínas históricas de  Pisac, Ollantaytambo e Chinchero (vale sagrado dos incas). Dentre essas, destaque para Ollantaytambo, a única cidade inca continuamente habitada, que tem um complexo arquitetônico absolutamente espetacular, encravado em meio às montanhas, e para o laboratório agrícola de Písac, de onde se pode avistar as tumbas dos imperadores incas, saqueadas pelos espanhóis pela grande quantidade de ouro que continham.

No domingo, reservo o dia para fazer o city tour, o qual abrange as ruínas de Sacsaywaman (de onde se tem uma vista esplendorosa da cidade),Qenko, PukaPukara, Tambomachay e a cereja do bolo: visita ao Qorikancha, o templo do sol (entrada por S/ 15,00, paga por fora), que fica a poucas quadras da Plaza de Armas e era simplesmente o centro religioso da capital dos Incas, com suas paredes cobertas de ouro e que, adivinhem, foi completamente saqueado e destruído, sendo construído sobre suas bases o convento de São Domingo.

Por fim, tirei a segunda-feira (13/05), dia do retorno, para visitar o mercado central de San Pedro, o bairro dos artistas de San Blas, e provar as especiarias locais (recomendo provar o cuy al horno com chicha morada) bem como encher a mochila de livros e claro, souvenirs, como todo bom turista.

Infelizmente, o pouco tempo disponível (uma semana) me impossibilitou de visitar o lago Titicaca e o sítio arqueológico de Tiahuanaco, o berço da civilização Inca, mas fiz as longas 24 horas de retorno para casa (Cusco – Lima – Santiago – Guarulhos – Porto Alegre) com a sensação de que, por mais tempo que tivesse, seria impossível visitar tudo que há pra ver na região (ainda que restrita ao lado histórico) e de que não há nada melhor para ampliar os horizontes do que viajar e conhecer pessoas de outras culturas.cusco-plaza-mountains.thumb.jpg.3c33c579fa3e56a09058d8a40b8ab66c.jpg  

 

 

 

  • 3 semanas depois...
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  • Membros

Muito bom seu relato. Se possível, pretendo ir na última semana do mês e suas dicas me ajudarão. Pelo que entendi, você fechou o pacote de turismo por lá.

  • 2 semanas depois...
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Em 08/06/2019 em 18:14, mvaldiero disse:

Salve!

Como está o Câmbio em Cusco, melhor levar Reais ou Dólares ? 

Olá!

Levei só dólares. Mesmo com duas conversões vale mais a pena que trocar reais por soles.

Abraço!

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Em 10/06/2019 em 13:34, rafaelcomph disse:

Muito bom seu relato. Se possível, pretendo ir na última semana do mês e suas dicas me ajudarão. Pelo que entendi, você fechou o pacote de turismo por lá.

Obrigado Rafael,

Você pode comprar pela internet com antecedência, mas lá não faltam pessoas te oferecendo pacotes (sempre vale a pena negociar).

Acho que só wayna picchu, se você quiser fazer, tem que se comprar com bastante antecedência (3 meses pelo que os guias recomendam), pois tem um limite bem reduzido de pessoas por vez.

Abraço

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