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Sertão de Pernambuco - Vale do Catimbau


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Deu sorte.

 

Sou de Recife e estou indo ao Vale do Catimbau em janeiro.

 

Minha esposa e eu planejamos no ano passado mas não deu.

Agora vai!

 

Vamos acampar no sítio de um índio que vive lá.

Em vez de alugares o carro, podemos rachar o combustível.

Isto é, se nossas datas baterem.

 

Estou sempre por aqui. Qualquer coisa, dá o toque.

 

abs,

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  • Membros
Veridiana,

 

Nunca ouvi falar desse Vale do Catimbau. Onde se localiza no estado de PE? A quantos quilometros do Recife? Quais as cidades do vale? O que tem para ver/conhecer?

Agradeço as informações para incluir nos meus futuros roteiros.

Abraços

Patricia

 

 

Oi, Patrícia.

Dá uma olhada nesse resuminho:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_do_Catimbau

Abraços,

Veridiana

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  • Membros

Olá Veridiana,

Vamos visitar o vale neste início de ano (Janeiro).

Combinamos de partir de Gravatá em direção ao vale no sábado 8/jan bem cedo. Mas vamos aproveitar apenas o sábado e inicio do domingo, já que trabalho na segunda.

Como anda o planejamento de vocês? Não temos nada ainda definido, exceto o fato de irmos. =D

Já tens onde se hospedar? é por diaria? apenas para dormir?

Já formularam algum roteiro?

=)

 

Abraços,

Fred

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  • Membros

Lá tem camping e hospedagem em buíque.

 

o problema não é passar a noite mas quais atrações visitar. Ir sábado para voltar domingo faz com que o tempo útil seja curto, tornando o planejamento muito mais importante.

Assim, é preciso decidir quais trilhas vai pegar e quais atrações visitar para quando chegar ir direto ao ponto.

 

Fora a limitação de tempo, existem as limitações das pessoas que vão com você... aí, acaba a viagem.

 

Bom... infelizmente não vou. Depois postem como foi.

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Oi pessoal, fui com Frederico para o Vale do Catimbau esse fim de semana. Realmente como Kanddomblack falou são muitas trilhas. O índio Jurandyr (dono do sítio em questão, o Paraíso Selvagem) nos contou que há por volta de 360 trilhas a fazer. O Vale é em grande parte inexplorado, sendo que nem os próprios guias conhecem a totalidade do local (é o segundo maior parque nacional do país).

 

Saímos de Recife em direção a Arcoverde. Nesse trecho, em geral a estrada é boa onde está duplicada. Na parte não duplicada, enfrentamos percursos em que a qualidade da estrada não era boa, com vários buracos, mas transitável. De Arcoverde para Buíque, a estrada estava bastante ruim, e de Buíque para o Vale era bem precária, sendo de terra, com buracos e intransitável na chuva.

 

Como não sabiamos se haveria hospedagem no próprio Vale (o pessoal não estava afim de acampar), decidimos pegar a Pousada Flanada em Buíque, por 20 reais por pessoa em quarto com ventilador. Há ainda outra pousada, com o mesmo preço com ventilador e 30 por pessoa com ar-condicionado. Buíque é uma cidade em que não nada o que se ver, sendo apenas passagem. Seguimos para o Catimbau, distrito de Buíque que serve como porta de entrada para o Vale. Lá no distrito, fomos para a Associação de Guias do Vale do Catimbau, e os guias nos informaram que só poderiamos entrar lá com um deles, e o preço era 50 reais. Eles nos informaram que não havia mapas e que havia um local chamado Paraíso Selvagem, com algumas piscinas naturais. Seguimos para lá. Não é difícil encontrar.

 

A entrada no Paraíso Selvagem é 5 reais, para ficar por 10 horas. Para passar a noite na área de camping, cobram 5 reais. Para dormir na "aldeia" (uma estrutura interessante encravada em uma das cavernas do parque, com quartos para casal) custa 25 reais por pessoa. Pode ainda ser preparado almoço por 10 reais, conversando antes com a responsável. É possível ainda contratar um guia (o nosso fez por 20 reais).

 

Há áreas em que é possível subir as rochas e ter uma visão privilegiada do parque. Os pontos de destaque são a Pedra do Cachorro (formação rochosa que se assemelha a um cão labrador) e a Pedra do Mamute. Há ainda outras menores, como a Pedra Dragão, a Pata de Cavalo, entre outras. Dentro do parque, é possível visualizar outras formações rochosas, como a pedra da Igreja, mas não chegamos a ir lá (fica, se não me engano, a 14 km, e não fomos pelo exíguo tempo). Além disso, há as piscinas naturais que já citei. Em época de chuva, há ainda cachoeiras.

 

O Vale havia sido no passado uma área de constante migração, sendo disputada pelos povos da região. Datam-se pelo menos 3 culturas, de 12 mil, 6 mil e 4 mil anos atrás. As culturas podiam ser indígenas ou não-indígenas. Há gravuras em paredões do Vale que são resquícios dos povos que viveram ali, além de cemitérios antigos, nos quais os corpos eram enterrados de maneira peculiar. Pesquisadores consideram que a disputa pela região se dava pela fartura em caça e pesca, além da existência de água, mais rara nos terrenos das proximidades cuja formação rochosa era de cristalino. Com isso, há grande número de gravuras, muitas não catalogadas e desconhecidas até dos próprios guias.

 

É uma área bastante interessante também pra esportes de aventura. Quando entramos no sítio encontramos motoqueiros vindo de uma trilha, e nos foi informado que a Polícia Militar de Pernambuco realiza treinamentos no local. Além disso, é uma área propícia para rapel, escalada, etc.

 

À noite, como ficamos em Buíque, seguimos para Arcoverde, pois como disse não há nada na cidade. Arcoverde é uma cidade maior, tem alguns barzinhos, para quem não quer ficar no Vale é mais recomendado dormir lá do que em Buíque, mas não dá para esperar grande coisa da noite na cidade. A estrada entre Buíque e Arcoverde a noite é bastante escura, não havendo iluminação em quase nenhuma parte, além de pouco movimentada (mas não nos pareceu perigosa, todavia). Por conta disso, porém, o céu a noite é bem bonito.

 

Na manhã de domingo seguimos de volta para o Vale e conhecemos algumas cavernas, cemitérios e locais com inscrições rupestres. É bem interessante conversar com o índio Jurandyr, pois ele conhece muito da história do parque, das lendas da região e da cultura do local. Demonstrando interesse, ele conversa um bocado.

 

Voltamos para Recife à tarde, com a certeza de que voltaremos lá. Depois posto aqui algumas fotos do lugar.

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  • 4 semanas depois...
  • Colaboradores

Olá, colegas aventureiros!

 

Acabei de saber que tenho que ir na terça feira da semana que vem (dia 15/02) pro Recife, a trabalho.

Imediatamente já surgiu na cabeça o sonho antigo, de conhecer o Vale do Catimbau!

Já rodei 3 vezes o sertão e o agreste de Pernambuco, e conheço bem as regiões de Petrolina, Caruarú, Guaranhuns e etc.

Em dezembro fui visitar as cachoeiras de Bonito, ao lado de Caruarú! Rapel delicioso!

 

Agora, lá vou eu pro Vale do Catimbau, seguindo um monte de dicas deste tópico! ::otemo::

Obrigado, amigos mochileiros!

 

E viva o Brasil!

 

Luis

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