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Olá viajante!

Bora viajar?

Deserto de Atacama de carro e com crianças

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Olá, pessoal.

 

É o meu primeiro post aqui e antes de mais nada gostaria de agradecer ao Mochileiros.com e aos usuários pela quantidade de informações úteis que pesquisei aqui para a nossa viagem.

 

Acabei de chegar de uma viagem de 3 semanas pelo norte da Argentina e Deserto de Atacama. Fomos de carro, eu, minha mulher e nossos dois filhos, de 8 e 6 anos. No total foram quase 8.000 kms rodados.

 

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Nosso roteiro

 

Levamos o guia "Argentina - Guia Do Turista Brasileiro" e o mapa Firestone Argentina (que inclui o Sul e Sudeste do Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile também). Foram muito úteis e recomendo. Comprei ambos na loja virtual da Livraria Cultura.

 

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Mapas e guias que usamos

 

Levamos muitas músicas para ouvir, pois as horas de viagem são longas. Uma dica que dá um sabor especial ao cruzar os Andes: leve música andina. Se você não conhece muito disto, procure na internet pelos grupos Rumillajta, Savia Andina, Sukay, Inti Illimani (o CD Canto de los Pueblos Andinos).

 

A viagem foi sensacional, as paisagens são fantásticas, as estradas boas, o povo argentino e chileno muito hospitaleiros e os preços atraentes. Enfim, tudo correu bem. Nem a altitude acima de 4.000 m causou transtornos maiores para os meninos ou para nós.

 

Até fomos preparados para famosa polícia rodoviária argentina, mas parece que tivemos sorte ou que realmente as coisas mudaram nos últimos anos. Não tivemos problema algum. Fomos parados algumas vezes, mas os policiais foram bastante respeitosos e atenciosos.

 

Sobre a documentação e itens obrigatórios para o veículo, a documentação foi pedida em todas as paradas da polícia rodoviária e gendarmeria (polícia federal). Inclusive pediram a carta verde já na fronteira em Puerto Iguazu. Os demais itens obrigatórios (2 triângulos, cambão, primeiros-socorros, etc) nunca pediram.

 

As estradas estão bastante boas, na maior parte excelente. Até o trecho da rodovia que atravessa o Chaco, na província de Santiago del Estero, que era ruim pelos relatos que li, estava bem razoável, permitindo andar a 120 km/h com segurança.

 

Fomos num Palio Weekend 1.4, que se portou bem na altitude. Nas subidas mais fortes tinha que engatar uma terceira, mas nada de mais. A média de consumo foi de 14.3 km/l, com o carro cheio, farol e ar ligados, rádio e tocador de DVD boa parte do tempo ligado. Abasteci quase sempre com YPF Super XXI (estava a 4,20 pesos, R$ 1 = AR$ 2.3).

 

Muitos postos de gasolina aceitam cartão de crédito, basta procurar um pouco. Outra coisa, existem muitos postos no caminho, mesmo no Chaco. Não se anda 200 km sem cruzar com postos.

 

Levamos cartão de crédito e dólares, mas usamos somente uns US$ 600 de notas, o restante foi em cartão de crédito. Tem caixas eletrônicos dos bancos Macro e La Nacion Argentina em quase todas as cidades. Em Salta tem um Itaú perto da praça 9 de Julio.

 

Agora com o IOF em cartão de crédito em 6,38% vale a pena levar um cartão Visa Travel Money (ou o equivalente da MasterCard) e pagar as contas com ele. A taxa de câmbio é mais barata do que comprar dólares em espécie e o IOF é de 0,38%. A Confidence Câmbio emite este cartão, http://www.confidencecambio.com.br.

 

O roteiro foi sair do Brasil, ir direto para Puerto Iguazu, pois queríamos ir no lado argentino das cataratas. Ficamos no Residencial Amigos (AR$ 220 quádruplo, http://www.residencialamigos.com, info@residencialamigos.com), bastante básico mas com um proprietário muito simpático e atencioso. Se você ficar em Puerto Iguazu, tem opções melhores e recomendo procurar mais. No período que ficamos, Natal-Ano Novo, tudo estava reservado.

 

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Primeira fronteira. Divisa com a Argentina em Foz.

 

O lado argentino das cataratas é muito maior e mais interessante do que o brasileiro (passamos nele na volta). Reserve um dia todo para visitar a Garganta do Diabo, Passeio Superior, Passeio Inferior e Ilha San Martin. Leve lanches e água também.

 

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Garganta do Diabo, lado argentino das Cataratas.

 

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Vista das quedas do lado argentino.

 

Em Puerto Iguazu tem um centrinho na rua Córdoba com bons restaurantes e pizzarias.

 

O câmbio em Puerto Iguazu é desvantajoso, principalmente se você quiser trocar reais.

 

De Puerto Iguazu fomos até San Ignacio Mini, uma viagem curta (320 km) para visitar as ruínas jesuíticas. Valeu a visita. Ficamos num chalé no Hotel San Ignácio (AR$ 200 quádruplo sem café da manhã, hotelsanignacio@arnet.com.ar). Visitamos as ruínas durante o dia e a noite fomos ver o show de som e luz nas ruínas.

 

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Ruínas jesuíticas de San Ignacio Mini.

 

Em San Ignacio comi o pior bife da Argentina. Foi num dos restaurantes em frente a entrada das ruínas. Dito isto, os outros bifes argentinos foram de deixar saudades. Se ficar por lá, o melhor lugar para comer é no restaurante que fica no hotel San Ignacio.

 

De San Ignacio fomos até Pres. Roque Saenz Peña (560 km). A cidade de Saenz Peña não tem nada muito interessante, mas é bem cheia de vida para um lugar no meio do Chaco. Se você chegar cedo lá, dá para tomar um banho e massagens no Parque de Águas Termais. Ficamos no Hotel Presidente (AR$ 220 quádruplo, hotelpresidente.p.g@live.com), uma boa surpresa em termos de custo/benefício para o lugar e aceita cartões. Se precisar cambiar US$, o dono do hotel faz a uma taxa razoável.

 

Entre San Ignacio e Saenz Peña, paramos para almoçar em Resistencia. Foi um dos melhores almoços da viagem, comemos no Don Abel (http://parrilladonabel.com.ar). O prato individual de carne (dá para dois famintos) vem com muita guarnição e um naco enorme da melhor carne argentina. Se estiver perto de Resistencia pela hora do almoço, vale entrar na cidade. Fica na calle Juan D Peron.

 

De Saenz Peña encaramos o retão até Salta (660 km). Tem uns vilarejos no meio do caminho que dá para dormir se você REALMENTE precisar, falaram de hotéis simples em JV Gonzales (Hotel Colonial) e Pampa de los Guanacos (Hotel Mis Abuelos).

 

Em Salta ficamos no Hostel Yatasto (R$ 140, isso mesmo, reais, quádruplo, http://www.hostalyatasto.com.ar, hotelyatasto@yahoo.com), de um argentino (Hector) casado com uma brasileira de Natal (Maria José). Já tinha lido algumas boas recomendações aqui e em outros blogs, talvez por isto tenha ficado um pouco decepcionado com o lugar. O café da manhã foi o mais fraco da viagem, o Hector pouco simpático e o hostel fica trancado o tempo todo, o que atrapalha para entrar e sair. Bom, também tivemos que pagar um extra (20 pesos) para deixar o carro num estacionamento. Foi um único hotel que não tinha estacionamento.

 

Salta é uma cidade muito simpática, dormimos lá duas noites na ida e duas na volta. A praça 9 de Julio é bonita, as igrejas também, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha vale a visita para ver as múmias de crianças incas e o passeio de teleférico também é interessante. Além disto, tem boa comida, o fantástico sorvete argentino, lojas com produtos regionais bonitos (procure a loja AlmAndina, http://www.almandina.com, com umas camisetas e produtos bem bacanas).

 

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Praça 9 de Julio, Salta.

 

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Teleférico para Cerro San Bernardo, Salta.

 

Fomos de carro pela Quebrada del Toro até as ruínas de Santa Rosa de Tastil. É uma estrada belíssima, na maior parte de asfalto, que vai acompanhando os trilhos do Tren de las Nubes (que por sinal não funciona mais).

 

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Quebrada del Toro.

 

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Quebrada del Toro.

 

De Salta existem dois caminhos para ir a Jujuy, o caminho que volta por Gal Guemes, mais longo e mais moderno, e o caminho de cornisa, que vai direto por uma estrada bonita, estreita e com muitas curvas. Fomos por ele na ida e volta. Lembra um pouco as estradas que vão para o litoral de SP, com muita floresta e curvas fechadas. Descobri depois que "camino de cornisa" quer dizer estrada a beira do penhasco. Sacou a ideia? :wink:

 

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Camino de cornisa entre Salta e Jujuy.

 

O roteiro do dia era sair de Salta e ir até Tilcara, parando em Purmamarca. A partir de Salta você sente a atmosfera andina, seja na geografia, seja nas pessoas. A vegetação em torno da estrada vai mudando rapidamente, saindo do verde exuberante perto de Jujuy para o semi-árido em Purmamarca.

 

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Purmamarca com Cerro Siete Colores ao fundo.

 

Purmamarca é um vilarejo muito bonito. O cenário com o Cerro Siete Colores ao fundo é realmente impactante. O lado ruim é que fica supervisitado no verão, tirando boa parte da atmosfera do local. Mesmo assim, é uma parada obrigatória na viagem. Não deixe de fazer o passeio 7 colores.

 

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Purmamarca.

 

De Purma rumamos a Tilcara pela mítica Quebrada de Humauaca. O visual também é de tirar o fôlego. Em Maimará tem a Paleta do Pintor (que fica mais bonita a tarde) e o cemitério com o atraente dizer "Visite Maimará". Lugar perfeito para uma propaganda turística. :wink:

 

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Maimará, na Quebrada de Humauaca.

 

Em Tilcara ficamos no Hotel Turístico de Tilcara (AR$ 300 quádruplo), que é bem grande, com bons quartos mas que já viveu dias melhores. Ainda assim é um bom lugar para ficar. Estão reformando uma ala do hotel, assim, deve estar melhor em breve.

 

Tilcara no verão é o paraíso dos mochileiros argentinos, principalmente das argentinas, o que é bem curioso. É uma mistura de Arraial d'Ajuda com São Tomé das Letras. O vilarejo é pequeno e simpático. No dia seguinte fomos ao Pucará de Tilcara e a cachoeira da Garganta do Diabo (mais uma). Tem dois caminhos para a cachoeira, de carro e a pé. Os dois tem vistas espetaculares.

 

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Pucará de Tilcara.

 

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Estrada para a Garganta del Diablo de Tilcara.

 

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Garganta del Diablo de Tilcara.

 

Tilcara tem uma história interessante, a seleção argentina foi se preparar lá para a altitude da Copa do México, em 1986. A seleção do técnico Carlos Bilardo fez a promessa que se ganhasse a copa voltaria lá para agradecer a Virgem de Copacabana del Abra de Punta Corral, padroeira da igreja. Bom, como sabemos a Argentina ganhou a copa, só que não voltou lá para pagar a promessa. Desde de 1986 a Argentina não vence uma copa do mundo. É a chamada Maldição de Tilcara.

 

Moral da história, você como brasileiro tem o dever patriótico de ir a igreja e relembrar a Virgem de Copacabana que os hermanos não pagaram a promessa. :wink:

 

Também fomos até Humauaca. Eu achei interessante. Mas precisaria ficar mais tempo lá para sentir o clima. Lá tinha também um mar de mochileiros(as) argentinos. Muita gente falou que Iruya (e a estrada até lá) é sensacional. Ficará para outra viagem.

 

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Pastor na Quebrada de Humauaca.

 

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Cidade de Humauaca.

 

De Tilcara rumamos a San Pedro de Atacama (450 km). A estrada que cruza os Andes, a Ruta 52, é estrada mais espetacular que já andei, com suas paisagens coloridas, salares, vulcões e com a subida da Cuesta de Lipan. Só a Ruta 52 já valeria a viagem.

 

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Curvas da Cuesta de Lipan. Ruta 52.

 

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Abra de Potrerillos, a 4170 de altitude.

 

A Cuesta de Lipan merece um destaque a parte, pois são curvas e mais curvas subindo até a Puna, com visuais incríveis. Encontramos várias pessoas subindo de bike. Haja disposição.

 

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Cicloturista encarando a Cuesta de Lipan.

 

Uma surpresa foi descobrir que a estrada fica bem plana e reta na Puna. Dá para andar a mais de 120 km/h tranquilamente. Cruzamos com várias llamas, vicunhas e burricos pelo caminho.

 

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Ruta 52 na puna argentina.

 

As Salinas Grandes são como uma miragem, uma grande área branca e plana com a estrada passando no meio. Ficamos algumas horas lá, com a molecada fazendo a festa no sal.

 

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Salinas Grandes.

 

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Salinas Grandes.

 

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Salinas Grandes.

 

Passamos por Susques e paramos num posto alguns quilômetros depois, pois o nosso mais novo estava "apunado", apesar de estarmos mascando folhas de coca. Neste posto tem oxigênio gratuito e tem um bom restaurante, comparado ao que existe no povoado de Susques.

 

O Paso de Jama agora tem um posto da YPF que é um verdadeiro oásis no meio da Puna: gasolina a preço normal, limpeza, comida quente, café expresso e dá para pagar tudo com cartão de crédito.

 

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Paso de Jama, divisa Argentina-Chile.

 

Entramos no Chile e já fomos parando nos salares para tirar fotos, ver os flamingos, vicunhas, zorros, etc. A chegada a San Pedro é quase um escorregador. Uma descida quase reta de uns 30 km onde se desce uns 2.000 metros. Lá em baixo fica San Pedro, em meio a uma eterna névoa de poeira.

 

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Salar de Quisquiro.

 

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Salar de Pujsa.

 

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Salar de Aguas Calientes.

 

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Vulcão Licancabur, chegando em San Pedro de Atacama.

 

San Pedro estava cheio de brasileiros e de outros turistas que iriam ver o Rally Dakar no dia seguinte. Estive em San Pedro em 1996 e o vilarejo cresceu muito desde então. Mesmo assim, ainda é um lugar especial.

 

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San Pedro de Atacama.

 

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Igreja de San Pedro de Atacama.

 

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Pastora de ovelhas em San Pedro.

 

A noite sanpedrina é bem animada, muitos bares e restaurantes com moçada e turistas. Como estávamos com os filhos, fomos dormir sempre cedo.

 

As estradas no Atacama são boas, mesmo as de terra ou rípio. O ponto ruim é a sinalização, que é bem precária. Passe no escritório da Sernatur e pegue um mapa gratuito ou compre um nos restaurantes/lojas. Ajudou bastante para nós.

 

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Estrada entre San Pedro e Toconao.

 

Ficamos no Hotel Chiloé (US$ 100 quádruplo, chiloe.residencial@gmail.com, marialow02@hotmail.com), um bom custo/benefício na inflacionada San Pedro. A dona, a Maria Low, é muito atenciosa. Minha câmera parou de funcionar na véspera do tour a El Tatio e ela me emprestou a câmera de sua filha para levar. O hotel tem um restaurante simples e aceita cartões também.

 

Fomos ver o Rally Dakar, que foi uma experiência bem diferente. Os meninos adoraram.

 

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Rally Dakar.

 

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Rally Dakar.

 

Fomos também ao Vale da Lua e da Morte, além do El Tatio e das lagunas altiplânicas e as lagunas Cejar.

 

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Licancabur visto do Vale da Lua.

 

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Vale da Lua.

 

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Vale da Morte.

 

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Geysers El Tatio.

 

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Geysers El Tatio.

 

Dá para ir de carro em todos os lugares. Só não recomendo ir a El Tatio, a estrada tem muita costela de vaca, você tem que sair de madrugada e é muito frio (-10C no verão). Encontramos uns brasileiros lá que foram de Troller e disseram que foi tranquilo. Fomos de van da agência Layana (CH$ 15.000 p.p., http://www.turismolayana.cl, boa) e iria assim novamente.

 

Se for à laguna Cejar, leve água para se limpar depois do banho, pois tem MUITO sal na água e depois que o corpo seca você fica pior do que um bacalhau. A sensação de boiar olhando para o vulcão Licancabur não tem preço, além do por-do-sol memorável.

 

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Laguna Cejar.

 

As lagunas altiplânicas Miscanti e Miñiques são imperdíveis. Estão a 130 km de San Pedro, sendo a maior a parte de asfalto. Aproveite para parar e comprar damascos frescos em Toconao.

 

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Laguna Miscanti.

 

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Laguna Miñiques.

 

De San Pedro voltamos diretamente a Salta. De Salta fomos a Cafayate (180 km). Apesar da pouca quilometragem, reserve umas 3 ou 4 horas para este trecho da Ruta 68. O visual da Quebrada de las Conchas é muito bonito e as paradas para fotos são muitas.

 

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Indo de Salta para Cafayate na Quebrada de las Conchas.

 

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Quebrada de las Conchas.

 

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Outra Garganta do Diabo, Quebrada de las Conchas.

 

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Quebrada de las Conchas.

 

Cafayate é uma cidadezinha bem simpática, com um cenário bonito ao redor. Fica a 1.600 m, com um clima agradável. A cidade tem mais de 25 vinícolas com excelentes vinhos e várias opções de coisas para se fazer. Não deixe de tomar o vinho Torrontes.

 

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Vinhedos em Cafayate.

 

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Vinícola em Cafayate.

 

Ficamos no Hotel Tinkunaku (US$ 100 quádruplo), que tem uma piscina (ótimo para o verão) e aceita cartão.

 

De Cafayate começaríamos a volta ao Brasil. Resolvemos voltar pelo caminho que passa por Tafi del Valle, Tucuman e Santiago del Estero. Foram 850 km até Saenz Peña.

 

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Tafi del Valle.

 

O trecho de Cafayate a Tafi é bonito e com bastante montanha (sobe até o Abra del Infernillo, a 3042 m). De Tafi tem uma descida absurda até Tucuman. Multiplique a serrinha de Ubatuba por 5 e é mais ou menos o que tem lá. O visual, nem precisa dizer, é fantástico. De Tucuman em diante é só plano. É impressionante como os Andes sobem do nada formando um paredão ao fundo de Tucuman.

 

Passamos por várias rutas, todas boas, até cair na Ruta 89, que iria até Avai Terai, próximo de Saenz Peña. Esta Ruta 89 foi a única estrada ruim que pegamos na Argentina, com um trecho de uns 30 km entre Taboada e Suncho Corral que a estrada é literalmente uma calçada de cimento que passa um carro por vez.

 

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Calçada, digo, Ruta 89.

 

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Ruta 89.

 

Depois de Suncho Corral a estrada volta ao normal. Mas este trecho da Ruta 89 não tem muita estrutura. Leve lanches se fizer este caminho. Em Quimili tem um posto YPF e só.

 

De Saenz Peña demos uma esticada até Foz (850 km). Em Foz ficamos no Hotel Paudimar Campestre (R$ 160 quádruplo, http://www.paudimar.com.br), com uma piscina que quebra o galho no calor e aquele clima de viajantes do mundo todo. Aceitar cartão e tem uma lanchonete.

 

No dia seguinte fomos conferir o lado brasileiro das cataratas. É preciso admitir que ficamos com um pedaço muito menor das quedas. Mas o parque é interessante e vale a visita, que dá para fazer em 3 horas. O Parque das Aves, ao lado, também vale.

 

Uma coisa que fizemos valeu muito a pena foi um voo de helicóptero sobre as cataratas. Não é barato, mas valeu cada centavo.

 

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Vôo de helicóptero sobre as Cataratas.

 

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Vôo de helicóptero sobre as Cataratas.

 

De Foz, foi mais uma última esticadona até nossa casa, mais de 1.000 km até Campinas.

 

Bom, a viagem foi sensacional, os meninos gostaram muito e o norte da Argentina deixou uma sensação de "preciso voltar aqui outras vezes". São muitos lugares que merecem uma viagem por lá.

 

Mais fotos aqui:

http://bit.ly/ukNaJ2

 

O roteiro foi:

 

Puerto Iguazu, 2 noites

San Ignacio, 1 noite

Pres Roque Sanz Peña, 1 noite

Salta, 2 noites

Tilcara, 2 noites

San Pedro, 4 noites

Salta, 2 noites

Cafayate, 3 noites

Pres Roque Sanz Peña, 1 noite

Foz do Iguaçu, 2 noites.

 

O câmbio estava:

R$ 1 = AR$ 2.3 (em Puerto Iguazu pagavam 2.1)

US$ 1 = AR$ 4 (ou 3.9 em alguns lugares)

US$ 1 = CH$ 470 (foi o melhor câmbio que consegui em San Pedro). O oficial era CH$ 480.

 

É isto aí, espero que o meu relato inspire e seja útil a quem está sonhando com a viagem.

 

Abraços.

Luis

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Serto, não levamos nada além da "maletinha". O que ajudou muito a segurar os garotos foi:

 

- DVD portátil com muitos filmes

- Preparação psicológica prévia. Falamos, desde bem antes, que seriam muitos Kms de viagem por dia

 

Crianças, quanto mais novas, podem ter insuficiência respiratória em altitudes elevadas (> 2.500m). Converse com o seu médico antes.

 

Particularmente acho que 3 anos é muito pequeno para uma viagem desta. Nós tínhamos esta viagem planejada há vários anos, mas decidimos faze-la quando o menor tivesse 6 anos. Assim eles aproveitariam melhor e não se desgastariam tanto. Mas é nossa opinião pessoal.

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Muito bacana, Luiz. Estou há uns três anos planejando esta viagem. Iria no inverno, mas devido ao trabalho, talvez vá em janeiro. Só fico com receio do "excesso de turistas" nesta época, que podem quebrar o encanto de lugares como o Valle de La Luna. Moro em uma cidade turística, e decididamente, a alta temporada acaba não sendo das mais simpáticas para se aproveitar as belezas naturais.

 

Teu relato já está servindo de base para minha viagem. Grande abraço!

  • 3 semanas depois...
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Muito bacana, Luiz. Estou há uns três anos planejando esta viagem. Iria no inverno, mas devido ao trabalho, talvez vá em janeiro. Só fico com receio do "excesso de turistas" nesta época, que podem quebrar o encanto de lugares como o Valle de La Luna. Moro em uma cidade turística, e decididamente, a alta temporada acaba não sendo das mais simpáticas para se aproveitar as belezas naturais.

 

Teu relato já está servindo de base para minha viagem. Grande abraço!

 

Tudo bem, Rodrigo.

 

Se você conseguir escapar de janeiro e fevereiro realmente será uma viagem bem melhor. O ideal de viajar seria na primavera ou outono, quando não é frio como no inverno e nem tanto turista como no verão.

 

Além de evitar a massa de turistas (da qual fazemos parte :( ), vc não precisa se preocupar com reservas e os preços caem.

 

Mas, mesmo se for no verão, ainda assim vale muito a pena.

 

Um abração.

Luis

  • 2 meses depois...
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Pessoal, outra dica útil para quem vai de carro é trocar os pneus em Foz por pneus novos. O pessoal lá traz pneus do Paraguai por quase a metade do preço que vi em grandes redes de supermercado aqui em SP. Tem tanto os pneus chineses (menos do que a metade do preço e qualidade não tão boa) como as marcas tradicionais (Pirelli, Goodyear, Firestone, Michelin, etc).

 

Eu troquei um par na ida e outro na volta.

 

Na ida troquei numa borracharia que traz os pneus do Paraguai, vc tem que ligar e encomendar o modelo um dia antes. Os dados são:

 

Martins Pneus

F: 45 3528-9708 / 9126-6426

Rua Candido Portinari, 1050

 

Na volta troquei outro par numa rede de pneus chamada Rodados, que me pareceu muito boa mas os preços eram um pouco mais altos. Os dados:

 

Rodados

Av José Maria de Brito, 1090

F: 45 3028-6828 / 9149-2289

  • 3 meses depois...
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BOM DIA LUIS, ALÉM DA VIAGEM, PARABENS PELA RIQUEZA DE DETALHES, VOU PQ O PERÚ AGORA NO FIM DE NOVEMBRO, VOU PASSAR UNS 40 DIAS NA ESTRADA, JÁ INCLUI BOA PARTE DO SEU ROTEIRO, NUNCA CRUZEI A FRONTEIRA DE CARRO, ESSA CARTA VERDE É OQUE :?:

 

QTO DOCUMENTAÇÃO VOU LEVAR APENAS CPF E RG COM MENOS DE 05 ANOS, ACHA QUE TEM PROBLEMAS?

 

 

ABS - PRADO - SP

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Olá, Prado.

 

A carta verde é um seguro para danos de terceiros que é necessário para países do Mercosul. Procure a sua corretora de seguros e eles saberão fazer a emissão. Como exemplo, fiz o meu para 30 dias de viagem com a seguradora Sulamérica. O custo foi de R$ 230.

 

A carta verde é obrigatória na Argentina e será pedida logo no posto policial da fronteira que você entrar. Sem ela dificilmente deixarão vc entrar no país. Ouvi relatos sobre ser possível (e mais barato) tirar a Carta Verde em Puerto Igauzu, na Argentina. Por comodidade, tirei aqui no Brasil mesmo.

 

Quanto aos documentos de identidade, leve o passaporte ou RG original em bom estado.

 

Um ponto importante: crianças devem estar com os DOIS pais ou como autorização legal para viajar.

Editado por Visitante

  • 3 semanas depois...
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Olá Luiz e outros mochileiros de plantão,

Primeiramente gostaria de elogiar seu relato Luiz, pois está bastante completo, e me incentivou muito a "criar coragem" para a aventura!

Eu e meu marido também somos de Campinas (temos conhecidos em comum), e estamos planejando fazer a viagem para Dez/Jan próximo.

Infelizmente eu não conseguirei fazer a viagem em outro período, já que minhas férias são de 26/Dez até 15/Jan/2012.

Pretendo sair de Campinas 26 ou 27/Dez e chegar em San Pedro de Atacama dia 31/12 ou 01/Jan e ficar até 06/Jan (5 noites), quando pensamos em extender a viagem e "pisar" no pacífico e depois começar a viagem de volta.

 

Gostaria de saber se você poderia esclarecer algumas dúvidas:

- CARRO: Eu pretendo ir com um Palio 1.0 Flex - até cheguei a cogitar trocar por um veículo mais potente, mas ainda temos dúvidas se seria necessário. Com relação a altitude e ao terreno, você acredita que seja viável a viagem com um carro 1.0 sem problemas se tomarmos os cuidados necessários ? O que sugere como precaução ? (pensamos em levar um galão de combustível extra, e algumas peças para trocar no caminho se necessário). Aproveitando: notei que vc trocou pneus na ida e na volta... achei curioso... era necessário? Ou vc trocou somente para aproveitar o preço somente e trazer pneus extras para casa?

- ANO NOVO: Você chegou a passar o reveillon naquela região? Tem alguma sugestão? Eu não procuro grandes festas, mas pergunto por curiosidade, se existe alguma tradição local, se vale ou não a pena estar em San Pedro ou qq cidade vizinha, ou até evitar, se for o caso de muita confusão, e também saber se fazem passeios no dia 1/Jan, ou se tudo "pára" nesta data por ser um feriado.

- RESERVAS PASSEIOS: Até o momento eu reservei somente o hotel em San Pedro de Atacama (1/jan - 6/jan). Você acredita que seja necessário reservar os passeios com antecedência devido a ser alta temporada?

- RESERVA HOTÉIS: E com relação aos hotéis/pousadas do trajeto, vc acha importante reservar com antecedência? Penso que ajuda já ter um hotel/pousada em mente para não precisar procurar muito ao chegar na cidade, mas preferiria não ter compromissos no caso de alguma mudança no trajeto ou contratempo. Como as cidades do trajeto são são turísticas ou são "menos" turísticas, gostaria de confirmar se acha que posso ter dificuldades caso não reserve.

- PACÍFICO: como não teremos muito tempo, estamos cogitando ir para Tocopilla ou Mejillones (as cidades litorâneas + próximas conforme o mapa). Se não me engano, vocês não chegaram até o pacífico, mas gostaria de saber se já ouviu comentários ou tem sugestões a respeito.

- PREPARATIVOS: gostaria de confirmar se é necessário tirar a carta de motorista internacional.

 

Muitíssimo obrigada por sua atenção,

Abraços,

Fernanda

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Oi, Fernanda.

 

Você é amiga do Ivan, certo?

 

Obrigado pelo elogio ao relato!

 

Sua viagem terá uns 20 dias. É um tempo bom para fazer este roteiro. Dá para esticar um pouco mais a quilometragem por dia e aproveitar bastante os lugares. Na ida nós percorremos distâncias menores a cada dia por causa das crianças. Se fossem só adultos, daria para rodar mais.

 

Sobre suas dúvidas:

 

CARRO: li vários relatos sobre pessoas que foram de carro 1.0. Acho que não deve dar problema. As estradas são bastante boas. As subidas mais íngremes (Cuesta de Lipan e a volta de San Pedro para os Andes), o carro sofrerá um pouco. Mas no restante o roteiro é bem tranquilo.

 

Sobre os pneus, foi uma coincidência a troca na ida e volta. Aproveitei que estava em Foz e que os pneus estavam gastos.

 

Quanto ao galão de combustível, é perigoso e proibido andar com um galão dentro do carro. Não recomendo e nem acho necessário. Existem muitos postos no caminho. Como regra, abasteça sempre que o tanque baixar da metade.

 

ANO NOVO: passamos o Ano Novo em Salta. Foi uma noite de chuva intensa. Planejamos assistir a queira de fogos mas tivemos que ficar no hostal mesmo. Imagino que SPA estará cheia de gente. Eu ficaria por lá mesmo. A cidade mais próxima é Calama, que é bem sem graça.

 

Quanto aos passeios no dia 1o, não sei se as agências funcionarão. Todavia vc pode fazer vários passeios por sua conta sem a necessidade de agências. A rigor, somente o passeio dos geysers de El Tatio precisariam de uma agência. Fiz todos os demais (lagunas altiplânicas, vales da lua e morte, Toconao, Laguna Cejar) com o meu próprio carro e por minha conta. Foi fácil e tranquilo.

 

RESERVAS PASSEIOS: não acho necessário reservar. Deixe para fazer isto lá, vc terá flexibilidade e até poderá conseguir preços melhores.

 

RESERVA HOTÉIS: Fizemos reservas em alguns lugares pois estávamos com crianças. Normalmente viajamos sem reservas prévias e acho isto mais flexível para adaptar a viagem ao que vamos descobrindo pelo caminho. Se vc tem reserva em SPA, que é a cidade mais concorrida, nas demais vc pode achar lugar em hotéis sem muita dificuldade.

 

PACÍFICO: Eu iria para Antofagasta, é um 100 km mais longe do que Tocopilla (mais ao sul). Estive lá em outra viagem. É uma cidade interessante, com um centro histórico, mercado de peixes e também próximo a La Portada (o cartão postal do litoral norte do Chile). La Portada vale a visita.

 

PREPARATIVOS: Não tiramos a carta de motorista internacional. Levamos somente a carteira brasileira. Na Argentina não é necessário, tenho certeza, porém, vc precisará da Carta Verde (ver post acima).

 

O Chile só pede a carta de motorista internacional para períodos maiores do que 90 dias. Menos do que isso, a carteira brasileira serve.

 

A Argentina pede uma série de coisas por lei (que não fiscalizaram conosco, exceto a carta verde):

 

  • Carta Verde para todo o período em território argentino
    Certificado de Propriedade original e em nome de algum dos ocupantes do veículo.
    Dois triângulos
    Extintor de incêndio na validade
    Estojo de primeiros socorros
    Cambão (cabo para rebocar o carro) -- se precisar, vendo o meu :-)

Também é necessário dirigir com os faróis ligados mesmo durante o dia.

 

Acho que é isto. Se tiver mais dúvidas, me avise.

 

Abraço.

Luis

  • 2 semanas depois...
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LuisD, vocês viajaram só com as identidades, ou passaporte? Penso em ir até o Salar de Uyuni, de excursão. Precisaria do passaporte nesse caso?

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Rodrigo, nós fomos com passaportes. Mas daria para ir com identidade mesmo, sem problemas para Argentina e Chile. Como Uyuni é na Bolívia, você teria que checar a documentação para este país.

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