Relatos de viagens pelos países do Sudeste Asiático: Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Singapura, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia, Filipinas, Brunei e Camboja
#1204949 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 00:45
Chiang Mai está em quase todo roteiro pela Tailândia. Embora ela seja uma cidade grande, ela tem um ar de cidade menor, onde é mais fácil de se localizar e as coisas andam mais devagar. Você pode pegar um voo de Bangkok que dura aproximadamente uma hora e é bem baratinho. Só é preciso cuidado na hora de planejar, porque o valor inicial que você acha em sites como o skyscanner.com será acrescido de taxas, inclusive para despachar malas. Dá pra ir de ônibus ou de trem também se você topar as 11 ou 12 horas de viagem, respectivamente. A vantagem dessas duas opções mais longas pode ser ir de noite e aproveitar melhor cada minuto nesse país incrível.

Lá tem templos bacanas, comida boa e mais em conta que em Bangkok, mas, em geral, as pessoas buscam mesmo são as excursões para locais próximos. Há lugares que cuidam de elefantes resgatados de circos ou de atividades estúpidas, como levar turistas para dar a volta no quarteirão no lombo desses lindos animais. Se você tem alguma consciência, procure no trip advisor por algum lugar que realmente está comprometido como o bem-estar dos elefantes e onde eles não são usados como veículos de carga. Leia os comentários e fuja do show de horror que deve ser montar em um elefante enquanto o guia o espeta para fazer o animal andar. Eu fui ao Happy Elephant (http://www.happyelephanthome.com/), onde não andamos nos animais e nem os vimos serem maltratados em momento algum. Fiz a reserva pelo site e paguei somente depois do passeio o preço de 1800 Bath por um passeio de meio dia. Há também uma opção do dia todo por 2400. Eles vieram nos buscar no hotel e rolou um estresse básico porque eles se confundiram na hora de me dizer a hora por email e vieram uma hora antes do combinado. Nós os aguardávamos às 8:30, mas eles vieram 7:30. Quando bateram na porta, por sorte, já estávamos quase prontos para sair. O problema foi que não havíamos tomado café da manhã e eu, com fome, sou insuportável e nem mesmo uma viagem incrível pode me alegrar. Reuni tudo o que havia de bom em mim, sorri, expliquei o que havia acontecido e pedi para eles pararem numa loja de conveniência para eu comprar algo no caminho. Tudo deu certo!

Ao chegar no Happy Elephant, uma funcionária fofa nos explicou (o grupo tinha aproximadamente umas dez pessoas) como seria o dia e nos deram roupas de mahout (termo usado para designar os tratadores dos elefantes). Enchemos nossas bolsas com frutas e fomos, felizes da vida, conhecer os pacdermes. Você pode tocá-los, beijá-los e alimentá-los. Eles são lindos, inteligentes e extremamente fortes. É emocionante. Havia dois filhotes fofos e um pouco malcriados que queriam brincar subindo em cima do outro, mas o tratador tinha que interferir o tempo todo para o maior não machucar o pequenininho. Andamos com eles (não nas costas deles) e os levamos para tomar banho. Entrar na água e ajudar a dar banhos em criaturas tão maravilhosas é uma experiência que me deixou extasiado. Depois de tanto amor e diversão foi oferecido um almoço bem gostoso e voltamos ao hotel por volta de duas horas da tarde. Outro aspecto legal do passeio foi ter conhecido umas meninas americanas que viajavam juntas e também trabalham com educação. Tivemos tempo de trocar experiências sobre as dificuldades de trabalhar com crianças em situação de vulnerabilidade social e percebemos que há muita semelhança entre os nossos problemas e aqueles do lado de lá.

No dia do ano novo, nós ainda estávamos em Chiang Mai. Meu marido havia saído para fazer uma aula de culinária com a escola Asia Scenic que será assunto do próximo post. A aula acabaria no início da noite e não sabíamos se iríamos fazer qualquer coisa especial. Acabamos indo para o portão leste da cidade onde aconteceria uma celebração na rua. Valeu a pena! No ano novo, as pessoas soltam lanternas que iluminam o céu enchendo-o de alegria e vibrações de paz. Algumas eram coloridas e tinham uma carinha desenhada, mas a maior parte eram brancas. Elas pareciam ser feitas de um papel bem fino e são acesas queimando um material inflamável enrolado que fica na base. Compramos uma e fizemos nosso pedido de ano novo celebrando o amor e o crescimento espiritual.

Outra experiência marcante foi a massagem tailandesa que fizemos na cidade. É bem fácil encontrar opções de massagem tradicional por todo o país, mas nós resolvemos fugir do lugar comum e apoiar uma boa causa escolhendo o Association Massage Ching Mai of Blind. Como o nome sugere, os massagistas são cegos. Eu havia lido avaliações na internet que diziam que a massagem era maravilhosa mas que um massagista do local era muito bruto. Obviamente, desejei que ele fizesse massagem em meu marido para eu poder rir da cara dele. Obviamente, ele fez massagem em mim. A cada dois minutos eu implorava para que ele usasse menos força mas ele tinha a memória muito curta. De toda forma, para minha surpresa, saí de lá sem lesões e até mesmo sem dores. Recomendo! Eu também tive vontade de fazer o fish spa, mas deixei para Bangkok e acabei passando mal no dia e perdi a chance. Você coloca seus pés num aquário e deixa os peixinhos limparem as perebas de dias andando como aquele único par de tênis que você trouxe para não pagar excesso de bagagem

Perto de Chiang Mai há duas atrações bastante populares entre turistas, o Tiger Kingdom e a visita a uma tribo das mulheres girafas. Li sobre as duas e não quis ir. Não gosto de atrações com animais selvagens, carnívoros e perigosos aparentemente domesticados que são usados para tirar fotos com turistas. Tem um lugar parecido em Buenos Aires. Tenho sérias dúvidas quanto aos métodos utilizados para mantê-los sob controle. Quanto a tribo das mulheres girafas, não fui porque para mim parece um zoológico humano. Eles montaram essa atração que simula a vida na tribo e lá você pode ver essas mulheres e entender um pouco mais sobre seu etilo de vida. Você verá que o pescoço não cresce. O que acontece é que os anéis empurram o ombro para baixo causando uma deformação anatômica que dá a elas uma aparência peculiar e obviamente muita dor.

DICAS

Os taxis de chiang mai são pick ups vermelhas adaptadas. Eles colocam paredes e teto de metal na parte de trás e fazem umas rotas mais fixas mas podem desviar para te levar onde você quer ir. Dê sinal e pergunte se eles estão indo para o seu destino e combine o preço.

Eu comi em um restaurante vegetariano delicioso que é uma pequenina instalação despretensiosa e divina. Ele é o Bamboo Bee. Só havia uma funcionária que cozinhava na nossa frente e cuidava de tudo mais. Ela mal falava inglês, mas o cardápio estava traduzido. Há muitos outros restaurantes de comida vegetariana entre os melhores da cidade segundo a lista do Trip Advisor. Recomendo experimentar mesmo que você não tenha abolido a carne de sua vida.

Há um café delicioso na cidade chamado Fern Forest Cafe. Lá tem pratos tailandeses, cafés, chás, sucos, e doces divinos. Só de lembrar dá um desespero. Somente descobri esse lugar no último dia e fiquei muito triste. Para compensar, comi lá duas vezes em um intervalo de duas horas. ME JULGUEM.
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/30/chiang-mai-tailandia/

#1204951 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 00:46
Aquilo que se come e a forma de comer são parte da cultura local e essenciais em viagens. Eu sempre me lembro de um restaurante ou de um prato fantásticos tanto quanto daquele templo ou museu imperdíveis. Para tornar a experiência de viajar ainda mais rica, em algumas partes do mundo é muito comum fazer uma aula de culinária por um dia. Assim acontece em Chiang Mai, onde além dos templos lindíssimos, visitas a santuários de preservação e resgate de elefantes, há muitas opções de aulas de culinária. Você pode ver na lista do tripadvisor que o número de boas escolas é considerável.

Mas cada viajante tem suas idiossincrasias e eu acredito que nossas energias são passadas para nossos alimentos. Dessa forma, evito ao máximo cozinhar e intoxicar a mim mesmo e aqueles que eu amo com o meu desprazer por essa atividade. Por sorte, meu marido é o oposto e participou de uma aula no Asia Scenic Thai Cooking School (http://www.asiascenic.com/). Escolhemos essa escola porque estava muito bem avaliada e também porque eles tinham opção de aula por todo o dia, de manhã ou de noite. Ele optou pelo horário da noite (800 baht), de 17 às 21, e na hora marcada eles passaram no hotel e o pegaram.

A escola fica no centro e várias aulas acontecem ao mesmo tempo. A professora era local, fofa, fazia brincadeiras e foi muito paciente.Eles começaram com uma votação para decidir os pratos que seriam feitos. Em seguida, foi feita uma visita à horta da escola e ao mercado local. O objetivo dessa parte da aula é mostrar aos alunos como os ingredientes são cultivados na escola e vendidos no mercado local e não os comprar para usar nos pratos a serem feitos.

O grupo de alunos tinha mais ou menos dez pessoas e cada um tinha sua estação. Depois de cada prato, todos se reuniam em uma mesa grande para comerem. Para começar, os alunos puderam escolher duas receitas de saladas. Em seguida, foram feitos vários pratos principais, como spring roll frito ou feito em água quente, macarrão tailandês, arroz tailandês e macarrão de mamão verde. Teve também quatro tipos de curry no final. Segundo ele, foi muito bom entender melhor os pratos que estávamos comendo desde o início da viagem. Amamos a culinária tailandesa!

DICAS

Vá com fome. É muita comida

Não precisa de ter inglês excelente, a mímica ajuda.

Você pode volta na van deles, se preferir. Quando fizemos a reserva já combinamos isso.

Leve o celular ou a máquina para tirar foto e dinheiro para comprar alguma coisa no mercado.

Ter uma noção básica de cozinha ajuda, mas não é essencial. Não é como no Masterchef que você vai ser expulso se ficar tudo podre. Foque na experiência, ria e peça os restos dos coleguinhas para não ficar com fome se o seu estiver intragável.

Nesta escola, eles dão um livro de receitas ao final. Repita as experiências em casa e sonhe com as próximas viagens.
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/aula-de-culinaria-em-chiang-mai/
#1204952 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 00:48
Se você viu o filme A Praia, com o Leonardo di Caprio, você deve ter sonhado em ver aquele lugar de perto. Bem, ele está bem próximo da ilha de Phi Phi e se chama Maya Bay. Chegar a Phi Phi tem que ser de barco. Geralmente, as pessoas saem de Krabi ou Phuket, ambas com aeroportos servidos por companhias aéreas low cost. Você não precisa, necessariamente, dormir em Phi Phi para visitar a ilha, já que há excursões de um dia que saem de Krabi ou de Phuket. A Tailândia tem também muitas outras ilhas paradisíacas e muitos viajantes vão a mais de uma delas. Eu não sou muito fã de praias e por isso me restringi a uma.

Chegamos a Phi Phi de ferry depois de uma viagem de uma hora e meia saindo de Krabi. Até Krabi nós chegamos em um voo direto de Chiang Mai. Bem no píer tem muitos carregadores de malas que seguram placas com nomes de hotéis. A ilha é montanhosa e alguns hotéis são difíceis de chegar arrastando a mala ou com mochila nas costas. Por isso eles tem carregadores que usam carrinhos para puxar as malas morro acima. Alguns hotéis são mais isolados e é preciso pegar um barquinho que é chamado de long tail boat.

A ilha tem praias lindíssimas, de areia clara e água azul daquela que a gente acha que foi feita no photoshop. Lá também tem a maior concentração de mochileiros sarados segurando uma go pro que já vi na vida. As praias não ficam muito lotadas. Parece que durante o dia boa parte da galera dorme e tenta se recuperar da noitada. Por falar nisso, Phi Phi tem baladas peculiares. Tem três grandes bares na beira da praia que começam a noite com som ensurdecedor e um show de malabarismos com fogos de deixar qualquer pessoa sã com medo e pena dos artistas. Eles balançam bolas em chamas presas em correntes e bastões flamejantes com abilidade somente equiparada a de Jackie Chan e Bruce Lee.

Depois do show dos artistas, começa o show de horrores. Durante o dia é difícil não reparar que muitos andam com a perna enfaixada. Mas é muita gente pra ser só uma coincidência. De noite isso é explicado. Depois dos profissionais, pessoas _______________ (preencha com o adjetivo que você julgar adequado) participam de uma brincadeira que começa com um bastão longo em chamas paralelo ao chão apoiado por duas barras de ferro. Que quiser tenta passar tipo fazendo aquela coreografia da dança da cordinha da saudosa banda É o Tchan. Penso eu, que os brasileiros se saem bem nessa parte do show. Aos poucos eles vão descendo o bastão para aumentar o nível de dificuldade e a possibilidade de alguém atear fogo ao próprio cabelo. Mas se ninguém conseguir essa proeza, ainda há a chance de se queimar quando um pedaço do tecido em chamas enrolado ao bastão cai.

Para compor a cena, em volta desse espetáculo, ficam umas três ou quatro pessoas segurando placas que oferecem um balde de bebida à mulheres que mostrarem os seios ou a homens que ficarem totalmente nus. Sim, algumas pessoas fazem isso e ninguém parece notar. Mas o que é um pedaço de pano que tampa os seios de uma mulher ou a genitália masculina (não gosto dessa palavra, mas tenho classe) em meio a um grupo que está mesmo interessado no fogo (aqui no sentido literal mesmo)? Enfim, nada parece ser motivo para chocar ou causar espanto em Phi Phi.

Voltando ao fogo, ainda tem a parte em que as pessoas podem pular corda em chamas. Claro que quando você não pula direito você recebe uma chibatada nervosa e quente na perna. Mais de uma pessoa pode se divertir ao mesmo tempo e em dado momento eles colocam duas cordas, sendo que cada uma vai em um sentido para aumentar o número de feridos. Eu seriamente suspeito que há algum acordo entre os donos de bares e as clínicas da ilha.

Ninguém é obrigado a participar das brincadeiras, você pode só olhar e exercitar seu lado sádico. De qualquer forma, depois disso, esses mesmos bares tocam música eletrônica. Eu particularmente gosto do fato das baladas serem ao ar livre ou em bares abertos. Do tipo que entra quem quer, não paga nada e não tem galerinha vip. O povo vai de chinelo mesmo ou sem camisa até. Só não esqueça o kit de primeiros socorros.

A propósito, lá a bebida é servida em pequenos baldes que custas a partir de 200 BHT. Eu realmente não sei quantos uma pessoa normal conseguiria tomar, mas a parada tem muito conteúdo. Se você achar pouco as praias paradisíacas e as baladas inovadoras, você pode fazer algumas tatuagens nos vários estúdios que sempre parecem ter clientes. Sim, eles funcionam de noite.

O lado triste da ilha é que ela é explorada de forma desordenada e há um hotel enorme sendo construído na encosta de uma montanha. Também há muito lixo em várias partes que acabam cheirando mal. A impressão que dá é que a natureza está sendo destruída aos poucos. A água da praia onde acontece as baladas não é limpa, embora seja super clara. É melhor andar até a Long Beach.

DICAS

Perto do píer tem um lugar bacana para tomar shakes de frutas deliciosos chamado The Mango Garden. É mais caro que na rua mas é muito melhor. O preço é 110 BHT.

Também perto do píer, tem um restaurante francês muito bom de nome Grand Bleu. Eles servem comida local também. Embora os preços sejam muito superiores à média de outros restaurantes locais, ainda assim será muito mais barato que uma comida similar no Brasil. Lá tem, por exemplo, uma entrada de risoto de vieira que custa 180 BHT, um prato principal de camarões king com pesto por 350 BHT e um creme brulee de baunilha por 170 BHT.

Miga, sua louca. Seje menas. Não brinque com fogo.
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/phi-phi-e-a-galera-nervosa/
#1204953 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 00:49
De Phi Phi, você pode pegar excursões de mergulho ou para visitar praias e ilhas próximas. Elas geralmente incluem Maya Bay. O problema é que Maya Bay é muito pequena para a micareta que eles tentam fazer lá. Dá congestionamento de barcos e você vê mais pessoas que areia. Há duas alternativas. Você pode alugar seu próprio long tail boat, tipo um táxi mesmo e ir o mais cedo possível. De preferência, assim que amanhecer. Há também uma única agência autorizada (http://www.mayabaytours.com/) a levar um grupo por noite para ficar na praia até 22:00 e depois dormir em um barco atracado no paraíso. RESERVE ANTES. Eu fiz esse passeio e vou relatar como foi.

Você sai às três da tarde do píer de Phi Phi e eles te levam a um lugar que é uma pequena baía entre paredões de rocha onde você pode mergulhar e fazer caiaque. Depois você é levado à Maya Bay. Imagine que existe uma praia de areia branquíssima e água transparente cercada por paredões de pedra em forma de círculo que a envolvem e parecem protegê-la do mar aberto. Só estando lá para de fato entender. Você chegará no fim do dia e aos poucos a praia irá esvaziar. O grupo janta perto da praia em um local cercado pela natureza e antes de voltar para o barco é servido um churrasco de frango. Os sortudos também recebem jogos e são encorajados a interagir. Bem, no meu grupo, a galera se deu muito bem e ficou papeando e bebendo no lugar onde jantaram. Nós outros poucos preferimos ficar, de fato, na praia.

Imagine esse paraíso agora deserto e você deitado na areia vendo as estrelas. Nesse momento entendi mesmo onde estava. Você vê uma luz fraca que vem de trás dos paredões de pedras que evidenciam o contorno dessa fortaleza natural. É simplesmente fenomenal. Infelizmente não podemos dormir na praia e vamos para o barco que fica atracado na baia. Para coroar a noite, nós nadamos com o plâncton fluorescente que brilha quando movimentamos a água. Dormimos no barco em colchonetes do lado de dentro ou de fora apreciando as estrelas. Se você tiver o sono leve, dormirá muito pouco, porque muitos ficam curtindo o visual papeando. Nessa hora eu participei da interação com a galera e me diverti bastante. A tripulação e é bem bacana. Tinha inclusive um cidadão cujo nome é Coco Loco por razoes óbvias. Ele promove um show particular de piadas e toca violão e canta. Muito bom! As cozinheiras foram um amor, sempre sorrindo e fazendo comidas muito gostosas e típicas, como frango ao curry e vegetais refogados. Havia também uma mulher das Filipinas que eu apelidei de Diaba. A Diaba fala milhões de línguas e tem um senso de humor delicioso, afiado, ácido e rápido. Tudo que eu gosto.

No final, eles te acordam às seis e te levam de volta para a areia onde ficamos por mais uma hora. Depois retornamos para o barco já com a praia enchendo de gente. Lá, tomamos café da manhã e temos pouco menos que uma hora para fazer snorkling ou nadar. Chegamos em Phi Phi novamente às 10.

DICAS

Quando a galera quiser interagir, seja diferentona ou diferentão. Afaste-se, deite na areia, seja grato por tudo!
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/maya-bay-sem-micareta/
#1205040 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 14:41
Eu não costumo me dar muito bem com cidades cuja principal atração é um arranha-céu (vide post sobre Dubai). Felizmente, com Kuala Lumpur foi diferente.

Chegamos pelo aeroporto principal no voo vindo de Phnom Penh e pegamos um ônibus para a estação central onde passa a linha de metrô que fica perto de nossa hospedagem. Geralmente eu tiro um print da tela no celular com endereço e o mapa da região do hotel. Desta vez, entretanto, eu acho que meu celular se rebelou e resolveu apagar a tal da foto. Como eu tinha os dados da reserva, não foi difícil a atendente do balcão de informações localizar o hotel em um mapa turístico. Sai da estação e fui andando arrastando minha mala. Ela não é muito grande ou pesada, mas num calor de 35 graus e humidade amazônica ela parecia um trator. Depois de andar bastante, me arrepender de não ter optado pelo taxi, experimentar níveis de calor inéditos e suar feito uma chaleira eu cheguei.

Cheguei no hotel errado.

Há dois hotéis de mesmo nome. Um estava bem do lado da estação de metrô onde desci e era o meu. O outro demandava uma caminhada de 25 minutos em condições adversas. Respirei fundo e peguei um táxi.

Logo saí em busca de comida. Calor e fome eu não consigo gerenciar ao mesmo tempo. Estávamos hospedados em frente às Petronas Towers e lá tem um shopping. E shopping tem ar condicionado e comida. Comemos um frango com arroz numa chapa de pedra fumegante. Bom e barato! Comecei a melhorar. Depois fomos a uma livraria no último andar que era um sonho. Vi todos os guias da Lonely Planet que gostaria de comprar. Não comprei nenhum. Típico.

As torres em si são bem bonitas. De noite, ainda mais. Você pode pagar uma pequena fortuna para subir e ver a paisagem. Eu não sou fã de subir em prédio para ver a cidade, mas muita gente é. Lá perto também tem um aquário bem famoso.

De noite fomos jantar na Jalan Alor, uma rua cheia de barracas com comidas variadas e deliciosas. Comi dumplings chineses fantásticos. Na Malásia viajamos com minha prima e o namorado dela da Arábia Saudita. Ele achou um restaurante de comida árabe e lá fomos nós. Comi como se não houvesse amanhã. Kuala Lumpur é uma cidade cosmopolita, você pode encontrar comida de toda parte. Aproveite.

No dia seguinte, tivemos que gerenciar vontades diferentes. O namorado de minha prima queria muito ir a um parque aquático. Nós queríamos estar com eles, mas o parque era um pouco caro e só teríamos mais aquele dia para turistar. Conclusão, cada um para um lado. Companhia de viagem boa é assim. Começamos o dia nas Batu Caves. No norte da cidade há um complexo de cavernas e lá dentro tem um templo induísta. São 272 degraus até o topo. Parece muito, mas não foi tão difícil assim. Depois de tantos templos budistas foi muito bom ver rituais diferentes e novas cores e cheiros. Recebemos uma benção e ganhamos uma pintura na testa. Muito amor pelas religiões que fazem o bem!

Lá também tem uma caverna escura que você pode visitar acompanhado de um guia. Até um tempo atrás a entrada era liberada. Galera quebrou e rabiscou geral e a festa acabou. A visita durou 45 min. É lindo e grandioso. Deu pra ver uns insetos estranhos e aranhas.

Perto da começo da escadaria tem uma estação de trem que usamos para ir. O problema dele é que o intervalo entre os trens é de 30 mins e com o tempo corrido resolvemos pegar um táxi na volta. O primeiro motorista se negou a usar o taxímetro e queria cobrar 15 ringgits. Pensamos que o preço certo deveria ser por volta de 10 e procuramos outro que concordou em usar o taxímetro. O senhor deu umas voltas sinistras numa rodovia e passou até por pedágio. Ao questiona-lo, ele disse que o caminho normal estava engarrafado. Fiquei possesso. O cidadão tava dando uma de bacana, falando que torcia pelo futebol do Brasil, mas mal sabia ele que futebol não me sensibiliza. Fiquei reclamando, dizendo pra ele que aquilo não era certo. Conclusão, ao chegar, a conta já estava 35. Ele disse que não precisava pagar. Eu ofereci dez e ele jogou em mim. Recolhi meu dinheirinho e parti. Eu fiquei pensando depois se valeu a pena a discussão. A verdade é que se eu tivesse deixado pra lá eu teria me sentido ainda pior. É por essas e outras que eu não gosto de pegar taxi.

Nosso tour continuou na Merdeka Square, uma praça ampla com prédios lindos em volta (muitos no estilo islâmico). Tem também uma placa grande e vermelha “I love KL” legal pra fotos. Bem pertinho está a mesquita Masjid Negara que é linda, mas só pudemos ver um pouquinho do lado de fora já que ela estava em obras. Caminhamos bravamente sob o sol mais escaldante dessa jornada desejando ardentemente por uma sombrinha. A próxima parada foi uma mesquita muito grande de nome Masjid Negara. Quando não está havendo oração, turistas não muçulmanos podem visita-la. Os funcionários foram extremamente gentis. Eles nos emprestaram uma roupa longa e no final ganhamos até uma aguinha. Depois, bem pertinho, fomos ao museu de arte islâmico que é fenomenal. O acervo é impressionante e o prédio lindíssimo. Tem uma loja que vende souvenires e objetos artísticos que é de tirar o fôlego.

Havia mais coisas para fazer, porém o tempo era muito curto e fui embora da cidade surpreendido com o tanto que gostei das atrações, das pessoas e da comida!

DICAS

Se possível, use o Uber. Sempre, em qualquer lugar.

Prepare-se para o pior calor que senti no sudeste asiático. Tente sair cedo e fazer uma pausa bem longa no meio do dia.

Esteja aberto a experimentar a comida de rua. Escolha as barracas mais movimentadas e lembre-se que os padrões de higiene do país costumam ser muito rigorosos.
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/23/kuala-lumpur-alem-das-petronas-towers/
#1205042 por matheus.santos1
23 Jul 2016, 14:43
Penang é uma enorme ilha que fica a cinco horas de ônibus de Kuala Lumpur, na região noroeste do país. Seu passo é rico e cheio de influências de outras culturas que formaram uma região cheia de charme e história. Nunca tinha ouvido falar nela e fui seguindo o planejamento do namorado de minha prima para a Malásia. Como a vida é irônica, ele teve piriri gangorra e acabou não curtindo muito. Já eu que nem teria colocado a Malásia no roteiro amei.

Penang tem prédios enormes e modernos e hotéis gigantes com vista para o mar. O melhor da cidade, entretanto, é o centro histórico cheio de ruelas lindas, cafés, pequenos hotéis, museus, templos e mesquitas. Há também, em locais mais distantes, muitas outras atrações que valem a pena. O trânsito não ajuda e ficou difícil de visitar muita coisa. Aproveite a mistura de culturas nos museus, arquitetura e nas comidas!

Começamos visitando um templo budista no estilo de Burma como um aperitivo dos dias esplendorosos que estavam por vir em Myanmar. Ele se chama Dharmikarama Burmese Temple. Você pode subir três andares de elevador e ter uma vista linda do templo em frente. Lá tem também umas vasilhas que giram em círculo no meio de um laguinho para você tentar acertar moedinhas para ganhar boa sorte, saúde, bom casamento… É tipo Las Vegas, bom pra perder dinheiro. O templo logo em frente se chama Wat Chaiya Mangalaram e tem estilo tailandês. Lá tem uns dragões maravilhosos cobertos de pequenos pedaços de vidro e um enorme Buda deitado. No centro histórico fomos ao Museu Pinang Peranakan, que é uma casa antiga muito linda com móveis e decoração de época. Infelizmente, o templo chinês Khoo Kongsi estava fechado.

Em Penang tive duas experiências das que mais me marcaram em toda essa viagem pelo sudeste asiático. Uma delas foi visitar a mesquita Masjid Kapitan Keling. Fomos recebidos por um funcionário extremamente atencioso que nos mostrou o lugar e nos explicou muito sobre o Islamismo. No Brasil, não temos uma comunidade islâmica muito grande e acabamos ficando com poucas referências sobre essa religião. A verdade é que nunca fui tão bem recebido em um templo religioso. Na entrada eles tem vários folhetos informativos. Muitos têm o objetivo de combater o monte de bobagem que muitos pensam sobre o islamismo. Em tempos de tanto horror, é tristemente necessário que sejamos lembrados que a esmagadora maioria dos islâmicos não são terroristas. No final, ao se despedir, ele disse a mim e ao meu marido que esperava nos ver no paraíso. Recebi a alfinetada com um sorriso e parti.

O grand finale ficou por conta de um dos templos mais incríveis que já visitei. Demorou um pouco a chegar de ônibus, mas valeu cada minuto. O Kek Lok Si é um monastério localizado em uma montanha. A subida até a entrada é cercada por um bazar que vende, principalmente, roupas. O templo é grandioso, colorido e mágico. Cada parte me surpreendeu e trouxe calafrios. Me chamou atenção um conjunto de colunas douradas que eram formadas por pequenas imagens de Buda. Você pode subir com um elevador inclinado e ver uma imponente estátua de madeira no topo do templo. A energia é fenomenal.

Penang se tornou minha queridinha das lembranças dessa viagem inesquecível!

DICAS

Penang tem muita comida boa. Perca a noção nos cafés, restaurantes e comida de rua.

Lá tem praia. O conjunto da obra é bonito. As montanhas cobertas de vegetação exuberante ajudam a embelezar a praia que por si só não é tão bonita. Devo reconhecer, entretanto, que depois da Tailândia o conceito de praia bonita mudou drasticamente.

Se você estiver hospedado em Batu Ferringhi, meus pêsames. É longe de tudo. O prêmio de consolação é o Night Market. Lá tem uma barraquinha de uma sobremesa que parece um crepe. Ele pode ter vários recheios. O tradicional tem manteiga, milho e amendoim. É divino. Como não tem no Brasil, você pode comer dois (como eu fiz) e não aceitar que te julguem.

Os ônibus interurbanos da Malásia são um pesadelo. Usamos duas empresas que atrasaram muito e tinham ônibus sujos e sem banheiro. NÃO confie nos horários. A empresa Konsortium atrasou 40 minutos e a Billion duas horas e meia. Minha prima tinha um voo para pegar em Kuala Lumpur e foi pedir ao motorista para apressar porque ele resolveu parar por horas para o povo ir ao banheiro. Ele perguntou a ela se ela queria dirigir o ônibus. Gentileza! Um detalhe importante, depois de demorar horas para sair do terminal, ele parou para abastecer e depois voltou para a rodoviárias para pegar mais uma pessoa. Como assim?

O café de Penang é uma delícia. Experimente! Passamos numa lojinha que tinha vários tipos e compramos para levar para o Brasil.
https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/23/penang-quem-penang-onde/
#1223983 por rafael.almeida4
11 Out 2016, 10:52
arabéns pelo relato! E as fotos ficaram incríveis! Obrigada por compartilhar. Você não imagina como lê-lo me ajudou a clarear algumas dúvidas sobre a minha viagem...

Eu estou com passagens compradas para Bangkok e vou com minha namorada, vamos ficar 25 dias inteiros no sudeste asiático (nossa primeira ida para lá) e como você me parece ter uma boa experiência de lá, queria umas dicas suas, me ajuda?!

Cheguei basicamente a dois roteiros, um é esse:
1- Bangkok
2- Bangkok
3- Bangkok - Siem Reap
4- Siem Reap
5- Siem Reap
6- Siem Reap - Kuala Lumpur (cedo)
7- Kuala Lumpur - Manila (vôo a noite)
8- Manila - Puerto Princesa + ônibus para El Nido (DIA PERDIDO DE DESLOCAMENTO)
9- El Nido
10- El Nido
11- El Nido (ônibus a noite/madrugada para Puerto Princesa)
12- Puerto Princesa - Cebu
13- Cebu
14- Cebu
15- Cebu - Kuala Lumpur - Krabi (DIA PERDIDO DE DESLOCAMENTO)
16- Krabi (Tour Hong Island)
17- Krabi (Tour 4 Island)
18- Krabi (dia em Railay)
19- Krabi - Koh Phi Phi
20- Koh Phi Phi
21- Koh Phi Phi - Krabi - Chaing Mai
22- Chaing Mai
23- Chiang Mai
24- Chiang Mai - Bangkok (noite)
25- Bangkok e volta para o BR de madrugada

O outro roteiro, basicamente substituo Filipinas por Phnom Phenh e Langkawi. A dúvida é: vale a pena ir para as Filipinas nessa trip ou fica muito corrido/cansativo? Um roteiro basicamente aproveitando mais o tempo em Tailândia, Camboja e Malásia fica mais tranquilo, mas essa substituição vale a pena? O que você acha?

Outro ponto é que inicialmente o Vietnam estava no lugar das Filipinas, porém, o inverno em Hanoi (consequentemente o passeio para Halong Bay) não parece tão atrativo, por isso cortei. com a sua experiência sobre o Camboja e Malásia, ainda acha válido considerar um tempo maior nesses lugares no lugar das Filipinas?

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