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matheus.santos1

40 dias - Tailândia, Camboja, Mianmar e Malásia + stop em Dubai. Dez 2015/ Jan 2016

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Fala Matheus, blz cara?

Ainda nem acabei de ler seu relato, mas parei para perguntar sobre o stopover. Eu já comprei as passagens, sem considerar uns 2 dias em Dubai.

O voo de Dubai para Bangkok parte 12h depois que eu pousar lá.

Como você fez? Também resolveu isso depois ou era preciso ter comprado o trecho dubai - bangkok já com essa diferença ai de 2 dias, que é o tempo que gostaria de ficar na cidade?

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Fala Matheus, blz cara?

Ainda nem acabei de ler seu relato, mas parei para perguntar sobre o stopover. Eu já comprei as passagens, sem considerar uns 2 dias em Dubai.

O voo de Dubai para Bangkok parte 12h depois que eu pousar lá.

Como você fez? Também resolveu isso depois ou era preciso ter comprado o trecho dubai - bangkok já com essa diferença ai de 2 dias, que é o tempo que gostaria de ficar na cidade?

Oi Aldair,

 

Que bom que está acompanhando. Pelo que entendi, vc comprou a passagem sem stop. Nesse caso, vc terá que entrar em contato com a Emirates e ver como pode fazer para mudar sua passagem, mas acredito que haverá multa. Eu já comprei a passagem com o stop desde o princípio.

 

Abç

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Pegamos um ônibus da empresa JJ de Inle Lake para Bagan às 20:00. Nesse não tinha tomada e as telas de entretenimento individual não ligaram. Já estava mal-acostumado. O bom foi que o frio ficou dentro de padrões toleráveis. As três da madrugada chegamos em Bagan, fizemos o check in e dormimos um pouco. De pé às 5:00 para assistir ao nascer do sol, eu esperava que realmente valesse a pena. Meu corpo não responde bem antes de 7 e acordei derrotado e tentando me convencer de que poderia valer a pena.

 

A aventura das bicicletinhas começou. Tão marcante quanto os templos, foi tentar domar as e-bikes. Eu pensava que alugaríamos uma bicicleta que tivesse um pequeno motor para ajudar nas partes mais difíceis, mas o que alugamos foi uma versão mais pobre da Honda Biz. Ainda no escuro, subi na minha e-bike e escutei as instruções. Os três ou quatro comandos eram muito mais que eu poderia assimilar naquela hora infame. Decorei a partida e o freio e saí cambaleando pela rua. Eu questionava minha sanidade de tentar aprender a pilotar um protótipo de moto no escuro, sem saber para onde eu ia e em ruas esburacadas. Isso sem falar no frio e na ausência de capacete. Os primeiros metros foram trágicos. Eu só conseguia pensar que fazer curvas seria impossível. Tentei evitar, sem sucesso, pensar se meu seguro do cartão de crédito cobriria uma fratura exposta e pinos.

 

Com a ajuda de Deus, Budah e dos Nats, chegamos ao Shwe-san-daw Pagoda. Ele é bastante popular para o nascer e pôr do sol por sua localização e altura. Você sobe no escuro, descalço e arruma um cantinho em meio a tripés e câmeras dos asiáticos que teimam em nos humilhar com seus equipamentos e habilidades superiores. A luz vai tomando conta da paisagem e o fôlego some. Você entende, embora não acredite muito bem, que está cercado por templos incríveis, de variados tamanhos e formas a perder de vista. Ao fundo, o cântico de um monge ecoa. Quando o sol aparece, o laranja do céu é salpicado de balões que aumentam a sensação de descolamento do mundo real que tanto experimentei em Bagan.

 

Tanta cultura e beleza de seus mais de 4000 templos são explicadas pelo fato de Bagan ter sido a capital de vários reinos de Mianmar. Os templos que vemos são feitos de tijolos, já que as estruturas de madeira não resistiram aos rigores do tempo e terremotos. Eles foram construídos entre o século 9 e 13.

 

De volta para o hotel, tomamos café e descansamos antes de sairmos novamente. Olhando o mapa, fica difícil escolher onde ir. Lá fora, fica claro que o mapa somente mostra uma fração dos templos e ver tudo não pode nem ser considerado. Por isso, muito alugam e-bikes. Elas ajudam a percorrer os labirintos de caminhos de Bagan. Se você preferir, poderá alugar bicicletas convencionai,s mas será extremamente pesado pedalar nas trilhas de areia.

 

Em alguns templos, há monges e alguns budistas praticando seus rituais. Na maior parte deles, entretanto, o que vemos são estátuas de Buda de vários tipos. Em muitos você estará sozinho. Os caminhos entre eles são, geralmente, trilhas de terra ou areia. Você vai derrapar e possivelmente cair. Se não se machucar seriamente, ria.

 

Nós planejamos os três dias aqui dividindo a cidade em três partes e focando cada dia em uma delas. Você pode usar o mapa para identificar os templos maiores. Muitos deles podem ser avistados facilmente e assim nós fomos seguindo na direção daquilo que nos chamava atenção.

 

Almoçamos um dia em New Bagan, no 7 Sisters. No outro, comemos no Be Kind to Animals, pertinho do Ananda Templo. Lá tem pratos vegetarianos deliciosos. No outro comemos no Weather’s Spoon. Ele fica numa rua na região noroeste da cidade, perto do templo Shwe zi gone. Lá há vários outros bons restaurantes. Uma noite jantamos no delicioso Star Beam que foi recomendado por uma amiga muito viajada. Ele tem duas filiais, uma em New e a outra em Old Bagan. A maior parte dos lugares em que comemos eram deliciosos e de estrutura muito simples. Muitos tinham bambo trançado no lugar das paredes e alguns não tinham nem pia no banheiro. Se você for mais sensível a cuidados de higiene, recomendo buscar os melhores restaurantes no Tripadvisor mas mesmo assim não olhar pra cozinha.

 

No nosso último nascer do sol, fomos premiados com uma nova amizade que tinha uma câmera linda e que tirou a única foto descente que temos desse momento. Já mencionei que perdi minha câmera na Malásia. Aqui fez falta demais. A câmera do telefone é muito ruinzinha. Eu tive certeza que poderia comprar uma no duty free shop de Kuala Lumpur, mas, pasmem, não havia nenhuma a venda. Essa nova amiga de viagens é colombiana, mora em Paris e já viveu em BH. Ela fez um curso de meditação de dez dias em Yangon. Dez dias, 10 mesmo, sem conversar, fazendo uma refeição às quatro e outra às onze da manhã e meditando o dia todo. A identificação foi forte quando ela falou que essa experiência era resumida pela música Survivor das Destiny’s Child. Soube naquele momento que seremos ótimos amigos. Além dessa alma gentil colombiana, quando estávamos indo embora, um ser de luz da Korea (como eu amo a Korea) resolveu testar sua câmera oriental conosco. Ele tirou várias fotos e prometeu nos mandar quando chegar em casa. Ele não falava quase nada de inglês. Não sei quando ele volta, mas aguardo por esse dia ansiosamente. (hoje, dia de concluir esse post as fotos chegaram!!!!!!)

 

Na manhã em que não fomos ver o nascer do sol, fui acordado com um som altíssimo que era como um dragão cuspindo fogo. Dei um pulo da cama pensando que o hotel estava em chamas. Acordei meu marido e corri pra fora de pijama pensando numa rota de fuga. Eram os balões que estavam pousando pertíssimo de nós. Por sorte, não gritei e não havia ninguém próximo. Voltei rapidamente para o quarto e respirei aliviado. Primeiro por não ter sido visto e segundo por não haver um incêndio.

 

Aqui há muito artesanato lindo. É tradicional do país o trabalho de pintura em cerâmica. Você pode ir em lojas chiques e caras como a Bagan House Lacquerware que fica em New Bagan. Lá é possível ver como as peças são feitas. Eu andei com o máximo de cuidado para não tocar em nada. Quando estava saindo eu relaxei e dei um bicudo caprichado em algo pesado. Pensei logo no pior e em cifras altíssimas em dólar. Era o peso que segurava a porta. Oh glória!

 

Voltando ao assunto das e-bikes, todos os dias nossa bateria acabou. No primeiro, demos sorte. Só tivemos que empurrar a diaba por dois quarteirões até o hotel. No segundo dia, nós não fazíamos ideia de onde estávamos. Liguei no número que estava na chave e passei o telefone para uma mulher local que não falava uma palavra de inglês. Depois de meia hora chegou um moço sorridente com novas baterias. Isso é corriqueiro. Não se estresse, não espere desculpas ou desconto na hora de pagar. No terceiro dia foi um pouco pior. O nível da bateria começou a cair rapidamente somente depois de uma hora de uso. Já estávamos no meio de umas trilhas de areia meio isoladas e tentamos alcançar um templo enorme de onde poderíamos ligar. Não deu para chegar até lá e foi preciso empurrar a danada durante 20 minutos pela areia.

 

DICAS

 

Alguns turistas com alguma noção alugam capacete. Seja um deles.

 

Vá com calma nas partes asfaltadas, aqui tudo é na base da buzina e arreda que eu tô passando.

 

Leve água e algum lanchinho. Em muitos lugares não será muito fácil de achar.

 

Se você for com um coleguinha, fique atrás dele para pode ver todas as manotas dele com a e-bike e proteger sua dignidade.

 

Fique de olho no nível de bateria no painel. Antes que ela acabe, vá para um templo conhecido e ligue para virem trocar. Ter um chip local ajuda muito. Obs: muitos templos pequenos não têm nome, por isso você terá que ir para um grandão.

 

Jeans e jaqueta ajudam a proteger de prováveis tombos.

 

Não se aflija, vá devagar e curta. Andar de e-bike é lindo.

 

Se você for ryka https://www.youtube.com/watch?v=8oIPg3-WPpQ, ande de balão. Custa por volta de 300 dólares e dizem ser incrível. Reserve com antecedência.

 

Alguns templos conservam pinturas lindas e muito antigas. Eles são os menores e estão concentrados na região leste de Bagan, perto do templo Thambula. O Nanda Pyin Nya é incrível e ao lado dele tem um monastério com uma parte antiguíssima subterrânea que pode ser visitada.

 

O templo Pya Tha Da é ótimo para o pôr do sol. Ele tem um terraço enorme e é super alto. O nascer do sol também deve ser ótimo por lá mas para chegar até ele tem que passar por caminhos de areia que não são muito bacanas no escuro.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/13/bagan-e-sua-distancia-do-mundo-real/

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Qual é a vibe turístisca de Bangkok? Entenda isso olhando para os mochileiros na rua Kao San. É muita gente tatoada fazendo mais tattoos, tomando uns drinks (ou milhares), comprando camisetas com estampas de elefante ou cerveja, comendo comidas locais e com uma forma de andar e conversar que mostra que aquele é o endereço de férias dos “cool travellers”.

 

Ao chegar em banguecoc senti aquele calor que parece que está faltando ar. Pensei, ok, já era esperado. O bom foi que me adaptei mais fácil que pensava. Muita água e, se possível, usar uma sombrinha para esconder do sol geralmente conservam minimamente sua dignidade.

 

Eu havia lido que os tailandeses não gostam de ‘passar vergonha” e que conflitos devem ser evitados. Na dúvida, sorria. Aos poucos isso fez sentido, especialmente quando se trata das dificuldades para comunicar com os turistas. Gente, a língua deles é muito diferente do inglês. Os sons são muito difíceis e muitos não conseguiam falar números direito e se você não entende o preço das coisas eles ficam com raiva. Eu acredito que possa ser vergonha. Saindo do aeroporto, o taxista falava em uma língua que não consegui entender se era inglês ou tailandês. Eu não entendia nada e ele começou a ficar agressivo. Por fim, deduzi que era dinheiro e vi um posto de pedágio se aproximando. Mas devo dizer que em Banguecoque isso aconteceu com maior frequência que em outros lugares da Tailândia. O estereótipo do tailandês gentil e amável parece mais próximo da realidade em cidades menores.

 

Gente, os templos são incríveis, monumentais, coloridos, dourados… Neles podemos ver atos e cerimônias religiosas que fazem parte da vida dos budistas. Entramos descalços, podemos triar fotos, mas não podemos entrar com roupas curtas (ombros ou joelhos de fora). Em alguns lugares, eles emprestam uma capa para as pessoas despreparadas se cobrirem. Como não dá pra contar com isso, é bom levar roupas leves e que cubram joelho e ombro na bolsa de mão se você não quiser usa-las o tempo todo. Os rituais dos monges e dos fiéis nos lembram de nossa ignorância sobre o mundo do outro. Entrar em um templo budista tailandês pode trazer muitas sensações. Em alguns deles fui tomado de um sentimento de gratidão profunda por estar ali, por poder ver como vivem as pessoas em outros lugares, por poder me aproximar de uma forma de arte que até então não havia visto. O dourado, os pequenos pedaços de azulejo brilhantes que decoram as esculturas, os fiéis reverenciando buda com incensos e se curvando diante das estatuas te fazem entender o que significa estar do outro lado do planeta.

 

A comida é cheia de aromas diferentes e deliciosos. Muitos frutos do mar e pimenta! Curry tem de vários tipos e cores. Camarão de todo jeito! Frutas deliciosas e baratas como a dragon fruit que no Brasil é difícil de achar e é vendida a preço de ouro.

 

Mas quanto custa? Em Bangcoc há templos e atrações mais caras que em outras partes da Tailândia. O palácio real, por exemplo, foi o mais caro e custou 500 BHT. Na cotação atual dá mais que 50 reais. Outros templos custam apenas 20 BHT, 50 BHT ou nada. O táxi do aeroporto para o hotel custou 350 BHT mas não peguei muito trânsito. Outros percursos de média distância custaram 100 BHT. Acabamos usando mais táxis que de costume em nossas viagens por causa da limitação do metrô e do calor escaldante. No final do dia, na hora de voltar, falta energia para andar 30 min até o metrô. Se você se hospedar mais perto da região onde estão as atrações será mais fácil fazer os percursos a pé. A comida mais barata é um arroz ou macarrão deliciosamente temperados e que podem ter frango, carne de vaca, ovo, frutos do mar e vegetais. Em um restaurante, esse prato custaria por volta de 100 BHT e ainda menos nas barraquinhas de rua. Tem também as lojas de conveniência espalhadas por toda a cidade que vendem lanchinhos como sanduíches por algo como 70 BHT que eles esquentam na sanduicheira na hora. Fica bom! Hotéis, tem de todo preço. Em geral, você pode conseguir algo muito bom pagando muito menos que na Europa, EUA e Brasil. Lembre-se de que estar perto do metrô ou do trem suspenso não significa que você estará extremamente bem localizado.

 

DICAS

 

Ao chegar a Tailândia, passageiros sul americanos precisam de passar pelo health control ANTES de ir à imigração.

 

Lá eles vão olhar sua carteira internacional de vacinação contra a febre amarela. Se você não passar por lá será preciso voltar.

 

Um picolé de coco com pedaços de chocolate é tudo que você irá desejar no calor de Bangkok. Mas tome cuidado – o meu era de coco com feijão.

 

Peça educadamente para o taxista ligar o taxímetro e se ele não o fizer agradeça e saia.

 

Quando for andar de tuk tuk, negocie a corrida. Eles costumam dar um preço bem maior que o razoável.

 

Quando for visitar o palácio real, vá cedo. De preferência, chegue meia hora antes de abrir. Você será um dos primeiros a entrar e terá algum tempo antes do lugar ficar parecido com uma micareta. Além disso, não é tão quente de manhã.

 

Ande de barco pelo rio. É legal.

 

A massagem tailandesa é famosa e você encontra por todo lado. Custa por volta de 250 BHT e é ótima. Eu fiz em Chiang Mai (cidade sobre a qual falarei em breve) uma massagem em um local que treina massagistas cegos. Foi ótimo e ainda contribuí para uma causa de extrema importância. Se você preferir, por um preço parecido, você pode optar pelo fish spa. Você coloca os pés em um aquário e deixa os peixinhos comerem as partes podres da sua pele – esse aí eu não testei.

 

Muitos pratos têm pimenta e coentro. Se não gosta, peça sempre para não colocarem.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/20/finalmente-tailandia-bangkok/

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Esta cidade data de 1350, já foi a capital da Tailândia e está localizada bem próxima à Banguecoque, o que a torna ideal para um bate e volta. Por volta de 1700, Ayuthaiya tinha se tornado a maior cidade do mundo e abrigava aproximadamente 1 milhão de pessoas. Sua localização contribuiu para que ela se tornasse um importante entreposto comercial. O que se vê hoje, na parte mais histórica, são ruínas, algumas mais preservadas e outras menos, já que a cidade foi invadida e destruída por birmaneses em 1767.

 

Embora a cidade não seja grande, muitos templos estão distantes uns dos outros (não dá pra fazer tudo a pé se for ficar um dia só). Nós alugamos bicicletas. Foi prático e barato. Tivemos que deixar alguma garantia que seria o passaporte ou 500 BHT. Meu passaporte eu não dou mesmo e não recomendo ninguém a dar! Então leve uma graninha extra para deixar lá e pegar depois que devolver a bicicleta.

 

A parte mais central da cidade é uma ilha cercada por três rios. Meus templos favoritos estavam fora dessa região e cruzamos os trechos de água de barco ou por pontes. Você poderá levar sua bicicleta no ferry mas isso exigirá algum esforço físico e destreza para carregá-la pelas escadas que dão acesso aos pequenos portos e para colocá-las e tirá-las das embarcações.

 

Os templos são lindos e bastante diferentes do que vimos no resto do país. Se em Bangkok predominam as telhado intrincados e as pedras preciosas, aqui você vê tons de marrom e templos que parecem ter sido feito de tijolo, terra e pedra. Eu recomendo que reserve um tempo para ir até o Wat Chai Wattanaram que está bem preservado e é imponente. Se for ficar até de noite ou passar a noite na cidade, você poderá deixá-lo para o final da tarde e assistir ao pôr do sol nele. Cruzando o rio de barco, visite o Wat Phanan Choeng e esqueça do tempo assistindo aos rituais nesse templo. Lá dentro tem uma estátua de quase vinte metros. Tivemos sorte e assistimos a um curioso ritual em que essa estrutura era coberta com tiras de panos amarelas muito compridas e que eram esticadas para que os fiéis pudessem tocá-las. Presenciamos também um grupo de monges andando em fila e tocando vários sinos alinhados na porta do templo. Outro templo que me marcou pela grandiosidade de suas construções foi o Wat Phra Si Sanphet, localizado dentro da ilha.

 

Você pode ir pra cidade de trem, ônibus ou van. Teoricamente, o trem demoraria uma hora e meia mas o que eu peguei foi tão veloz quanto uma lesma e demorou quase três horas. Fui de terceira classe por 15 BHT e vi a galera local vivendo seu dia a dia e comendo umas coisas meio loucas no trem. A demora atrapalhou curtir a cidade, porém, a experiência compensou. Acabamos voltando de van por causa do cansaço.

 

DICAS

 

Não se limite aos templos da parte mais central. Eles não são os melhores.

 

Se for alugar a bicicleta, lembre-se: a mão é inglesa e a galera não curte muito leis de trânsito. Cuidado.

 

Junto com a bicicleta você receberá um mapa com sugestões de pontos turísticos. Ele ajuda mas você não precisa de se limitar a ele. Informe-se antes. A lista de atrações do trip advisor é sempre útil.

 

Passar uma noite na cidade vai te dar mais tempo para curtir as coisas e de lá você pode ir de trem ou ônibus para chiang mai. Eu acabei ficando somente uma tarde e achei pouco.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/27/ayuthaiya-tailandia/

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Chiang Mai está em quase todo roteiro pela Tailândia. Embora ela seja uma cidade grande, ela tem um ar de cidade menor, onde é mais fácil de se localizar e as coisas andam mais devagar. Você pode pegar um voo de Bangkok que dura aproximadamente uma hora e é bem baratinho. Só é preciso cuidado na hora de planejar, porque o valor inicial que você acha em sites como o skyscanner.com será acrescido de taxas, inclusive para despachar malas. Dá pra ir de ônibus ou de trem também se você topar as 11 ou 12 horas de viagem, respectivamente. A vantagem dessas duas opções mais longas pode ser ir de noite e aproveitar melhor cada minuto nesse país incrível.

 

Lá tem templos bacanas, comida boa e mais em conta que em Bangkok, mas, em geral, as pessoas buscam mesmo são as excursões para locais próximos. Há lugares que cuidam de elefantes resgatados de circos ou de atividades estúpidas, como levar turistas para dar a volta no quarteirão no lombo desses lindos animais. Se você tem alguma consciência, procure no trip advisor por algum lugar que realmente está comprometido como o bem-estar dos elefantes e onde eles não são usados como veículos de carga. Leia os comentários e fuja do show de horror que deve ser montar em um elefante enquanto o guia o espeta para fazer o animal andar. Eu fui ao Happy Elephant (http://www.happyelephanthome.com/), onde não andamos nos animais e nem os vimos serem maltratados em momento algum. Fiz a reserva pelo site e paguei somente depois do passeio o preço de 1800 Bath por um passeio de meio dia. Há também uma opção do dia todo por 2400. Eles vieram nos buscar no hotel e rolou um estresse básico porque eles se confundiram na hora de me dizer a hora por email e vieram uma hora antes do combinado. Nós os aguardávamos às 8:30, mas eles vieram 7:30. Quando bateram na porta, por sorte, já estávamos quase prontos para sair. O problema foi que não havíamos tomado café da manhã e eu, com fome, sou insuportável e nem mesmo uma viagem incrível pode me alegrar. Reuni tudo o que havia de bom em mim, sorri, expliquei o que havia acontecido e pedi para eles pararem numa loja de conveniência para eu comprar algo no caminho. Tudo deu certo!

 

Ao chegar no Happy Elephant, uma funcionária fofa nos explicou (o grupo tinha aproximadamente umas dez pessoas) como seria o dia e nos deram roupas de mahout (termo usado para designar os tratadores dos elefantes). Enchemos nossas bolsas com frutas e fomos, felizes da vida, conhecer os pacdermes. Você pode tocá-los, beijá-los e alimentá-los. Eles são lindos, inteligentes e extremamente fortes. É emocionante. Havia dois filhotes fofos e um pouco malcriados que queriam brincar subindo em cima do outro, mas o tratador tinha que interferir o tempo todo para o maior não machucar o pequenininho. Andamos com eles (não nas costas deles) e os levamos para tomar banho. Entrar na água e ajudar a dar banhos em criaturas tão maravilhosas é uma experiência que me deixou extasiado. Depois de tanto amor e diversão foi oferecido um almoço bem gostoso e voltamos ao hotel por volta de duas horas da tarde. Outro aspecto legal do passeio foi ter conhecido umas meninas americanas que viajavam juntas e também trabalham com educação. Tivemos tempo de trocar experiências sobre as dificuldades de trabalhar com crianças em situação de vulnerabilidade social e percebemos que há muita semelhança entre os nossos problemas e aqueles do lado de lá.

 

No dia do ano novo, nós ainda estávamos em Chiang Mai. Meu marido havia saído para fazer uma aula de culinária com a escola Asia Scenic que será assunto do próximo post. A aula acabaria no início da noite e não sabíamos se iríamos fazer qualquer coisa especial. Acabamos indo para o portão leste da cidade onde aconteceria uma celebração na rua. Valeu a pena! No ano novo, as pessoas soltam lanternas que iluminam o céu enchendo-o de alegria e vibrações de paz. Algumas eram coloridas e tinham uma carinha desenhada, mas a maior parte eram brancas. Elas pareciam ser feitas de um papel bem fino e são acesas queimando um material inflamável enrolado que fica na base. Compramos uma e fizemos nosso pedido de ano novo celebrando o amor e o crescimento espiritual.

 

Outra experiência marcante foi a massagem tailandesa que fizemos na cidade. É bem fácil encontrar opções de massagem tradicional por todo o país, mas nós resolvemos fugir do lugar comum e apoiar uma boa causa escolhendo o Association Massage Ching Mai of Blind. Como o nome sugere, os massagistas são cegos. Eu havia lido avaliações na internet que diziam que a massagem era maravilhosa mas que um massagista do local era muito bruto. Obviamente, desejei que ele fizesse massagem em meu marido para eu poder rir da cara dele. Obviamente, ele fez massagem em mim. A cada dois minutos eu implorava para que ele usasse menos força mas ele tinha a memória muito curta. De toda forma, para minha surpresa, saí de lá sem lesões e até mesmo sem dores. Recomendo! Eu também tive vontade de fazer o fish spa, mas deixei para Bangkok e acabei passando mal no dia e perdi a chance. Você coloca seus pés num aquário e deixa os peixinhos limparem as perebas de dias andando como aquele único par de tênis que você trouxe para não pagar excesso de bagagem

 

Perto de Chiang Mai há duas atrações bastante populares entre turistas, o Tiger Kingdom e a visita a uma tribo das mulheres girafas. Li sobre as duas e não quis ir. Não gosto de atrações com animais selvagens, carnívoros e perigosos aparentemente domesticados que são usados para tirar fotos com turistas. Tem um lugar parecido em Buenos Aires. Tenho sérias dúvidas quanto aos métodos utilizados para mantê-los sob controle. Quanto a tribo das mulheres girafas, não fui porque para mim parece um zoológico humano. Eles montaram essa atração que simula a vida na tribo e lá você pode ver essas mulheres e entender um pouco mais sobre seu etilo de vida. Você verá que o pescoço não cresce. O que acontece é que os anéis empurram o ombro para baixo causando uma deformação anatômica que dá a elas uma aparência peculiar e obviamente muita dor.

 

DICAS

 

Os taxis de chiang mai são pick ups vermelhas adaptadas. Eles colocam paredes e teto de metal na parte de trás e fazem umas rotas mais fixas mas podem desviar para te levar onde você quer ir. Dê sinal e pergunte se eles estão indo para o seu destino e combine o preço.

 

Eu comi em um restaurante vegetariano delicioso que é uma pequenina instalação despretensiosa e divina. Ele é o Bamboo Bee. Só havia uma funcionária que cozinhava na nossa frente e cuidava de tudo mais. Ela mal falava inglês, mas o cardápio estava traduzido. Há muitos outros restaurantes de comida vegetariana entre os melhores da cidade segundo a lista do Trip Advisor. Recomendo experimentar mesmo que você não tenha abolido a carne de sua vida.

 

Há um café delicioso na cidade chamado Fern Forest Cafe. Lá tem pratos tailandeses, cafés, chás, sucos, e doces divinos. Só de lembrar dá um desespero. Somente descobri esse lugar no último dia e fiquei muito triste. Para compensar, comi lá duas vezes em um intervalo de duas horas. ME JULGUEM.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/30/chiang-mai-tailandia/

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Aquilo que se come e a forma de comer são parte da cultura local e essenciais em viagens. Eu sempre me lembro de um restaurante ou de um prato fantásticos tanto quanto daquele templo ou museu imperdíveis. Para tornar a experiência de viajar ainda mais rica, em algumas partes do mundo é muito comum fazer uma aula de culinária por um dia. Assim acontece em Chiang Mai, onde além dos templos lindíssimos, visitas a santuários de preservação e resgate de elefantes, há muitas opções de aulas de culinária. Você pode ver na lista do tripadvisor que o número de boas escolas é considerável.

 

Mas cada viajante tem suas idiossincrasias e eu acredito que nossas energias são passadas para nossos alimentos. Dessa forma, evito ao máximo cozinhar e intoxicar a mim mesmo e aqueles que eu amo com o meu desprazer por essa atividade. Por sorte, meu marido é o oposto e participou de uma aula no Asia Scenic Thai Cooking School (http://www.asiascenic.com/). Escolhemos essa escola porque estava muito bem avaliada e também porque eles tinham opção de aula por todo o dia, de manhã ou de noite. Ele optou pelo horário da noite (800 baht), de 17 às 21, e na hora marcada eles passaram no hotel e o pegaram.

 

A escola fica no centro e várias aulas acontecem ao mesmo tempo. A professora era local, fofa, fazia brincadeiras e foi muito paciente.Eles começaram com uma votação para decidir os pratos que seriam feitos. Em seguida, foi feita uma visita à horta da escola e ao mercado local. O objetivo dessa parte da aula é mostrar aos alunos como os ingredientes são cultivados na escola e vendidos no mercado local e não os comprar para usar nos pratos a serem feitos.

 

O grupo de alunos tinha mais ou menos dez pessoas e cada um tinha sua estação. Depois de cada prato, todos se reuniam em uma mesa grande para comerem. Para começar, os alunos puderam escolher duas receitas de saladas. Em seguida, foram feitos vários pratos principais, como spring roll frito ou feito em água quente, macarrão tailandês, arroz tailandês e macarrão de mamão verde. Teve também quatro tipos de curry no final. Segundo ele, foi muito bom entender melhor os pratos que estávamos comendo desde o início da viagem. Amamos a culinária tailandesa!

 

DICAS

 

Vá com fome. É muita comida

 

Não precisa de ter inglês excelente, a mímica ajuda.

 

Você pode volta na van deles, se preferir. Quando fizemos a reserva já combinamos isso.

 

Leve o celular ou a máquina para tirar foto e dinheiro para comprar alguma coisa no mercado.

 

Ter uma noção básica de cozinha ajuda, mas não é essencial. Não é como no Masterchef que você vai ser expulso se ficar tudo podre. Foque na experiência, ria e peça os restos dos coleguinhas para não ficar com fome se o seu estiver intragável.

 

Nesta escola, eles dão um livro de receitas ao final. Repita as experiências em casa e sonhe com as próximas viagens.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/aula-de-culinaria-em-chiang-mai/

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Se você viu o filme A Praia, com o Leonardo di Caprio, você deve ter sonhado em ver aquele lugar de perto. Bem, ele está bem próximo da ilha de Phi Phi e se chama Maya Bay. Chegar a Phi Phi tem que ser de barco. Geralmente, as pessoas saem de Krabi ou Phuket, ambas com aeroportos servidos por companhias aéreas low cost. Você não precisa, necessariamente, dormir em Phi Phi para visitar a ilha, já que há excursões de um dia que saem de Krabi ou de Phuket. A Tailândia tem também muitas outras ilhas paradisíacas e muitos viajantes vão a mais de uma delas. Eu não sou muito fã de praias e por isso me restringi a uma.

 

Chegamos a Phi Phi de ferry depois de uma viagem de uma hora e meia saindo de Krabi. Até Krabi nós chegamos em um voo direto de Chiang Mai. Bem no píer tem muitos carregadores de malas que seguram placas com nomes de hotéis. A ilha é montanhosa e alguns hotéis são difíceis de chegar arrastando a mala ou com mochila nas costas. Por isso eles tem carregadores que usam carrinhos para puxar as malas morro acima. Alguns hotéis são mais isolados e é preciso pegar um barquinho que é chamado de long tail boat.

 

A ilha tem praias lindíssimas, de areia clara e água azul daquela que a gente acha que foi feita no photoshop. Lá também tem a maior concentração de mochileiros sarados segurando uma go pro que já vi na vida. As praias não ficam muito lotadas. Parece que durante o dia boa parte da galera dorme e tenta se recuperar da noitada. Por falar nisso, Phi Phi tem baladas peculiares. Tem três grandes bares na beira da praia que começam a noite com som ensurdecedor e um show de malabarismos com fogos de deixar qualquer pessoa sã com medo e pena dos artistas. Eles balançam bolas em chamas presas em correntes e bastões flamejantes com abilidade somente equiparada a de Jackie Chan e Bruce Lee.

 

Depois do show dos artistas, começa o show de horrores. Durante o dia é difícil não reparar que muitos andam com a perna enfaixada. Mas é muita gente pra ser só uma coincidência. De noite isso é explicado. Depois dos profissionais, pessoas _______________ (preencha com o adjetivo que você julgar adequado) participam de uma brincadeira que começa com um bastão longo em chamas paralelo ao chão apoiado por duas barras de ferro. Que quiser tenta passar tipo fazendo aquela coreografia da dança da cordinha da saudosa banda É o Tchan. Penso eu, que os brasileiros se saem bem nessa parte do show. Aos poucos eles vão descendo o bastão para aumentar o nível de dificuldade e a possibilidade de alguém atear fogo ao próprio cabelo. Mas se ninguém conseguir essa proeza, ainda há a chance de se queimar quando um pedaço do tecido em chamas enrolado ao bastão cai.

 

Para compor a cena, em volta desse espetáculo, ficam umas três ou quatro pessoas segurando placas que oferecem um balde de bebida à mulheres que mostrarem os seios ou a homens que ficarem totalmente nus. Sim, algumas pessoas fazem isso e ninguém parece notar. Mas o que é um pedaço de pano que tampa os seios de uma mulher ou a genitália masculina (não gosto dessa palavra, mas tenho classe) em meio a um grupo que está mesmo interessado no fogo (aqui no sentido literal mesmo)? Enfim, nada parece ser motivo para chocar ou causar espanto em Phi Phi.

 

Voltando ao fogo, ainda tem a parte em que as pessoas podem pular corda em chamas. Claro que quando você não pula direito você recebe uma chibatada nervosa e quente na perna. Mais de uma pessoa pode se divertir ao mesmo tempo e em dado momento eles colocam duas cordas, sendo que cada uma vai em um sentido para aumentar o número de feridos. Eu seriamente suspeito que há algum acordo entre os donos de bares e as clínicas da ilha.

 

Ninguém é obrigado a participar das brincadeiras, você pode só olhar e exercitar seu lado sádico. De qualquer forma, depois disso, esses mesmos bares tocam música eletrônica. Eu particularmente gosto do fato das baladas serem ao ar livre ou em bares abertos. Do tipo que entra quem quer, não paga nada e não tem galerinha vip. O povo vai de chinelo mesmo ou sem camisa até. Só não esqueça o kit de primeiros socorros.

 

A propósito, lá a bebida é servida em pequenos baldes que custas a partir de 200 BHT. Eu realmente não sei quantos uma pessoa normal conseguiria tomar, mas a parada tem muito conteúdo. Se você achar pouco as praias paradisíacas e as baladas inovadoras, você pode fazer algumas tatuagens nos vários estúdios que sempre parecem ter clientes. Sim, eles funcionam de noite.

 

O lado triste da ilha é que ela é explorada de forma desordenada e há um hotel enorme sendo construído na encosta de uma montanha. Também há muito lixo em várias partes que acabam cheirando mal. A impressão que dá é que a natureza está sendo destruída aos poucos. A água da praia onde acontece as baladas não é limpa, embora seja super clara. É melhor andar até a Long Beach.

 

DICAS

 

Perto do píer tem um lugar bacana para tomar shakes de frutas deliciosos chamado The Mango Garden. É mais caro que na rua mas é muito melhor. O preço é 110 BHT.

 

Também perto do píer, tem um restaurante francês muito bom de nome Grand Bleu. Eles servem comida local também. Embora os preços sejam muito superiores à média de outros restaurantes locais, ainda assim será muito mais barato que uma comida similar no Brasil. Lá tem, por exemplo, uma entrada de risoto de vieira que custa 180 BHT, um prato principal de camarões king com pesto por 350 BHT e um creme brulee de baunilha por 170 BHT.

 

Miga, sua louca. Seje menas. Não brinque com fogo.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/phi-phi-e-a-galera-nervosa/

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De Phi Phi, você pode pegar excursões de mergulho ou para visitar praias e ilhas próximas. Elas geralmente incluem Maya Bay. O problema é que Maya Bay é muito pequena para a micareta que eles tentam fazer lá. Dá congestionamento de barcos e você vê mais pessoas que areia. Há duas alternativas. Você pode alugar seu próprio long tail boat, tipo um táxi mesmo e ir o mais cedo possível. De preferência, assim que amanhecer. Há também uma única agência autorizada (http://www.mayabaytours.com/) a levar um grupo por noite para ficar na praia até 22:00 e depois dormir em um barco atracado no paraíso. RESERVE ANTES. Eu fiz esse passeio e vou relatar como foi.

 

Você sai às três da tarde do píer de Phi Phi e eles te levam a um lugar que é uma pequena baía entre paredões de rocha onde você pode mergulhar e fazer caiaque. Depois você é levado à Maya Bay. Imagine que existe uma praia de areia branquíssima e água transparente cercada por paredões de pedra em forma de círculo que a envolvem e parecem protegê-la do mar aberto. Só estando lá para de fato entender. Você chegará no fim do dia e aos poucos a praia irá esvaziar. O grupo janta perto da praia em um local cercado pela natureza e antes de voltar para o barco é servido um churrasco de frango. Os sortudos também recebem jogos e são encorajados a interagir. Bem, no meu grupo, a galera se deu muito bem e ficou papeando e bebendo no lugar onde jantaram. Nós outros poucos preferimos ficar, de fato, na praia.

 

Imagine esse paraíso agora deserto e você deitado na areia vendo as estrelas. Nesse momento entendi mesmo onde estava. Você vê uma luz fraca que vem de trás dos paredões de pedras que evidenciam o contorno dessa fortaleza natural. É simplesmente fenomenal. Infelizmente não podemos dormir na praia e vamos para o barco que fica atracado na baia. Para coroar a noite, nós nadamos com o plâncton fluorescente que brilha quando movimentamos a água. Dormimos no barco em colchonetes do lado de dentro ou de fora apreciando as estrelas. Se você tiver o sono leve, dormirá muito pouco, porque muitos ficam curtindo o visual papeando. Nessa hora eu participei da interação com a galera e me diverti bastante. A tripulação e é bem bacana. Tinha inclusive um cidadão cujo nome é Coco Loco por razoes óbvias. Ele promove um show particular de piadas e toca violão e canta. Muito bom! As cozinheiras foram um amor, sempre sorrindo e fazendo comidas muito gostosas e típicas, como frango ao curry e vegetais refogados. Havia também uma mulher das Filipinas que eu apelidei de Diaba. A Diaba fala milhões de línguas e tem um senso de humor delicioso, afiado, ácido e rápido. Tudo que eu gosto.

 

No final, eles te acordam às seis e te levam de volta para a areia onde ficamos por mais uma hora. Depois retornamos para o barco já com a praia enchendo de gente. Lá, tomamos café da manhã e temos pouco menos que uma hora para fazer snorkling ou nadar. Chegamos em Phi Phi novamente às 10.

 

DICAS

 

Quando a galera quiser interagir, seja diferentona ou diferentão. Afaste-se, deite na areia, seja grato por tudo!

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/maya-bay-sem-micareta/

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Eu não costumo me dar muito bem com cidades cuja principal atração é um arranha-céu (vide post sobre Dubai). Felizmente, com Kuala Lumpur foi diferente.

 

Chegamos pelo aeroporto principal no voo vindo de Phnom Penh e pegamos um ônibus para a estação central onde passa a linha de metrô que fica perto de nossa hospedagem. Geralmente eu tiro um print da tela no celular com endereço e o mapa da região do hotel. Desta vez, entretanto, eu acho que meu celular se rebelou e resolveu apagar a tal da foto. Como eu tinha os dados da reserva, não foi difícil a atendente do balcão de informações localizar o hotel em um mapa turístico. Sai da estação e fui andando arrastando minha mala. Ela não é muito grande ou pesada, mas num calor de 35 graus e humidade amazônica ela parecia um trator. Depois de andar bastante, me arrepender de não ter optado pelo taxi, experimentar níveis de calor inéditos e suar feito uma chaleira eu cheguei.

 

Cheguei no hotel errado.

 

Há dois hotéis de mesmo nome. Um estava bem do lado da estação de metrô onde desci e era o meu. O outro demandava uma caminhada de 25 minutos em condições adversas. Respirei fundo e peguei um táxi.

 

Logo saí em busca de comida. Calor e fome eu não consigo gerenciar ao mesmo tempo. Estávamos hospedados em frente às Petronas Towers e lá tem um shopping. E shopping tem ar condicionado e comida. Comemos um frango com arroz numa chapa de pedra fumegante. Bom e barato! Comecei a melhorar. Depois fomos a uma livraria no último andar que era um sonho. Vi todos os guias da Lonely Planet que gostaria de comprar. Não comprei nenhum. Típico.

 

As torres em si são bem bonitas. De noite, ainda mais. Você pode pagar uma pequena fortuna para subir e ver a paisagem. Eu não sou fã de subir em prédio para ver a cidade, mas muita gente é. Lá perto também tem um aquário bem famoso.

 

De noite fomos jantar na Jalan Alor, uma rua cheia de barracas com comidas variadas e deliciosas. Comi dumplings chineses fantásticos. Na Malásia viajamos com minha prima e o namorado dela da Arábia Saudita. Ele achou um restaurante de comida árabe e lá fomos nós. Comi como se não houvesse amanhã. Kuala Lumpur é uma cidade cosmopolita, você pode encontrar comida de toda parte. Aproveite.

 

No dia seguinte, tivemos que gerenciar vontades diferentes. O namorado de minha prima queria muito ir a um parque aquático. Nós queríamos estar com eles, mas o parque era um pouco caro e só teríamos mais aquele dia para turistar. Conclusão, cada um para um lado. Companhia de viagem boa é assim. Começamos o dia nas Batu Caves. No norte da cidade há um complexo de cavernas e lá dentro tem um templo induísta. São 272 degraus até o topo. Parece muito, mas não foi tão difícil assim. Depois de tantos templos budistas foi muito bom ver rituais diferentes e novas cores e cheiros. Recebemos uma benção e ganhamos uma pintura na testa. Muito amor pelas religiões que fazem o bem!

 

Lá também tem uma caverna escura que você pode visitar acompanhado de um guia. Até um tempo atrás a entrada era liberada. Galera quebrou e rabiscou geral e a festa acabou. A visita durou 45 min. É lindo e grandioso. Deu pra ver uns insetos estranhos e aranhas.

 

Perto da começo da escadaria tem uma estação de trem que usamos para ir. O problema dele é que o intervalo entre os trens é de 30 mins e com o tempo corrido resolvemos pegar um táxi na volta. O primeiro motorista se negou a usar o taxímetro e queria cobrar 15 ringgits. Pensamos que o preço certo deveria ser por volta de 10 e procuramos outro que concordou em usar o taxímetro. O senhor deu umas voltas sinistras numa rodovia e passou até por pedágio. Ao questiona-lo, ele disse que o caminho normal estava engarrafado. Fiquei possesso. O cidadão tava dando uma de bacana, falando que torcia pelo futebol do Brasil, mas mal sabia ele que futebol não me sensibiliza. Fiquei reclamando, dizendo pra ele que aquilo não era certo. Conclusão, ao chegar, a conta já estava 35. Ele disse que não precisava pagar. Eu ofereci dez e ele jogou em mim. Recolhi meu dinheirinho e parti. Eu fiquei pensando depois se valeu a pena a discussão. A verdade é que se eu tivesse deixado pra lá eu teria me sentido ainda pior. É por essas e outras que eu não gosto de pegar taxi.

 

Nosso tour continuou na Merdeka Square, uma praça ampla com prédios lindos em volta (muitos no estilo islâmico). Tem também uma placa grande e vermelha “I love KL” legal pra fotos. Bem pertinho está a mesquita Masjid Negara que é linda, mas só pudemos ver um pouquinho do lado de fora já que ela estava em obras. Caminhamos bravamente sob o sol mais escaldante dessa jornada desejando ardentemente por uma sombrinha. A próxima parada foi uma mesquita muito grande de nome Masjid Negara. Quando não está havendo oração, turistas não muçulmanos podem visita-la. Os funcionários foram extremamente gentis. Eles nos emprestaram uma roupa longa e no final ganhamos até uma aguinha. Depois, bem pertinho, fomos ao museu de arte islâmico que é fenomenal. O acervo é impressionante e o prédio lindíssimo. Tem uma loja que vende souvenires e objetos artísticos que é de tirar o fôlego.

 

Havia mais coisas para fazer, porém o tempo era muito curto e fui embora da cidade surpreendido com o tanto que gostei das atrações, das pessoas e da comida!

 

DICAS

 

Se possível, use o Uber. Sempre, em qualquer lugar.

 

Prepare-se para o pior calor que senti no sudeste asiático. Tente sair cedo e fazer uma pausa bem longa no meio do dia.

 

Esteja aberto a experimentar a comida de rua. Escolha as barracas mais movimentadas e lembre-se que os padrões de higiene do país costumam ser muito rigorosos.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/23/kuala-lumpur-alem-das-petronas-towers/

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