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40 dias - Tailândia, Camboja, Mianmar e Malásia + stop em Dubai. Dez 2015/ Jan 2016

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Oi pessoal, este é meu primeiro post aqui. Desde minha viagem ao sudeste asiático eu comecei um blog. Estou copiando os textos aqui e lá ficaram as fotos. Espero que possa ser útil. https://detantoandarblog.wordpress.com/page/3/

 

Introdução

 

Chegar ao sudeste asiático é uma odisseia que pode ter “apenas” uma escala fora do Brasil, seja nos EUA, África, Europa ou Oriente Médio. Ou você pode fazer uma coisa louca e parar em Bogotá, Madri e Dubai como eu fiz. Eu, como sempre, escolhi as passagens pelo preço. Além disso, devido à distância, pensei em uma forma de fazer paradas estratégicas que me permitissem descansar e adaptar ao fuso horário. Em dezembro de 2015 fiz uma viagem à China que começou comigo derrotado pelo fuso horário e queria que desta vez fosse um pouco melhor. Comprei uma passagem saindo do Rio para Madri com escala em Bogotá com a Avianca e o trecho restante com a Emirates.

 

Estive em Bogotá por um tempo muito curto já que somente saí do aeroporto por algumas horas. Era um domingo, dia que costuma ser inimigo dos viajantes que gostam de ver movimento nas ruas. Não vou falar muito sobre Bogotá porque em julho irei à Colômbia e então poderei ter informações melhores. Madri também não será tema de um post separado por não ter sido o foco da viagem. O que posso dizer é que Madri é uma cidade deliciosa. O bom de voltar a algum lugar é que a ansiedade costuma ser menor e acabamos por prestar atenção a detalhes que antes pareciam nem estar ali. Dubai, entretanto, eu acho que merece um post (coceira nos dedinhos).

https://detantoandarblog.wordpress.com/page/3/

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Dubai entrou na lista por causa da passagem que obrigatoriamente faria uma escala lá. Pensei que poderia ficar um pouco e conhecer um lugar que não estava na minha lista de sonhos. No caminho, ainda no avião, conversava com uma aeromoça que dizia que não era apaixonada por seu trabalho, mas que amava o estilo de vida que o dinheiro que proporcionava. Acho que esse diálogo era um prenúncio de como eu veria minha curta passagem por Dubai. Muito glamour e um vazio que não sei se conseguirei explicar bem. É claro que gosto é particular. Conheço pessoas que amaram Dubai e penso que elas provavelmente também amam ou amariam Vegas.

 

Por sorte, fui no inverno e escapei de me sentir um camelo fritando no deserto. Como não me dou muito bem com temperaturas acima de 10 graus eu fico imaginando como seria muito pior caso não tivesse passado por lá em janeiro. Nessa época do ano a temperatura máxima é em média 23 graus.

 

É preciso tirar visto para ir pra lá. Pra quem comprou passagem com a Emirates, você pode fazer o processo pelo site na parte de gerir a reserva. Eu dei azar e meu processo deu muito trabalho. Você só pode pedir o visto depois que clicar em um link que eles devem te mandar por email quando você começa os procedimentos pelo site. Esse e-mail não chegou pra mim e tive que mandar vários e-mails cobrando até receber com cinco dias de atraso. Há mais de um tipo de visto. O valor menor, de aproximadamente 55 dólares, é para o visto de até 96 horas para quem está em trânsito, justamente o meu caso.

 

Eu gosto de cidades que são feitas para as pessoas e não para os carros. Grande parte de Dubai é cheia de largas rodovias que não são exatamente convidativas para andar, embora eu deva admitir que andar na rua com o calor do capeta que faz nesse lugar a maior parte do ano não deve ser muito legal. O transporte público é caríssimo e também são os hotéis e a comida. Uma passagem de metrô custa perto de dez reais. A praia pública de Jumeirah era linda, mas estava quase deserta e sem estrutura, já que eles estão fazendo uma grande obra por lá no momento. A principal atração da cidade era subir em um prédio altíssimo para poder ver até onde nós conseguimos modificar um ambiente quando há dinheiro e interesse suficientes. Também tem shoppings enormes e aquela palmeira construída no mar para abrigar milionários que conseguem evitar, com alguma sorte, contato ostensivo com mortais. Talvez a parte que eu tenha gostado um pouco mais seja o píer. Lá você pode cruzar o rio em embarcações rústicas e ver também trabalhadores descarregando navios. Há mercados com muitas ervas, tecidos e ouro na região mas eu os imaginava maiores como já vi no Marrocos. A tal da expectativa x realidade…

 

Fui ao show das fontes no shopping Dubai Mall que achei legal e é de graça. Basicamente, do lado de fora tem um espelho d’água enorme que jorra água acompanhando uma música. Não tive vontade de esquiar dentro de um shopping (Mall of the Emirates). É, lá tem um dos maiores parques de ski artificiais do mundo. Também tem passeio pelo deserto que não deu tempo de fazer. Ele deve ser interessante. Você pode também ir ver os hotéis cinco ou sete estrelas (sim, lá tem hotel sete estrelas) desde que não leve sua pobreza muito perto do hóspedes.

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DICAS:

Tem um passe de metrô que vale para o dia todo que geralmente vale a pena se você for fazer pelo menos três viagens. http://dubaimetro.eu/tickets-card

 

Você encontra opções de alimentação com preços razoáveis nos shoppings e supermercados (que ficam dentro do shopping também).

 

Se for pegar ônibus, compre um bilhete ou passe para o dia dentro da estação de metrô. Não pode pagar com dinheiro dentro do ônibus.

 

Não acredite se no hotel te disserem que não tem ônibus para alguma atração. Olhe no Google como eu fiz. Pra tudo as recepcionistas falavam pra pegar táxi.

 

Sexta é dia sagrado para os muçulmanos e por isso alguns lugares abrem mais tarde. O metrô, por exemplo, só funciona a partir de duas da tarde. http://www.rta.ae/dubai_metro/english/first-step4.html

 

Se você se cansar de Dubai, pode ser uma boa ideia ir visitar Abu Dhabi.

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Muitas pessoas vêm ao Camboja com a imagem de Angkor Wat na cabeça. Esse templo é realmente o maior e talvez o mais impressionante de um enorme complexo de templos que serviu como sede do império Khmer entre o século IX e XIII. Estamos falando de uma organização social singular e de um enorme grupo de pessoas ocupando uma área planejada e construída com uma precisão que até hoje intriga pesquisadores.

 

Estar aqui faz a gente perceber que aquele enorme livro de história do terceiro ano que parecia conter o mundo é pouca coisa. Também nos faz questionar o que julgamos conhecimento histórico relevante e o conceito de progresso. Até hoje nos arrastamos tentando controlar minimamente o crescimento de nossos centros urbanos e ver o que império Khmer fez há tanto tempo e com menos recursos coloca a gente para pensar um bocado.

 

A porta de entrada para essa maravilha é a cidade de Siem Reap, que tem voos baratos partindo de várias cidades do Sudeste Asiático. O tempo que você deve planejar para apreciar essa beleza toda depende do quão apaixonado por esse tipo de experiência você é. Em geral, três dias completos são suficientes para a maior parte das pessoas. Você pode reservar só dois para os templos e passar o terceiro curtindo as atrações da cidade como o Cambodia Landmine Museum ou o Angkor National Museum.

 

Para visitar os templos você terá basicamente três opções. A mais barata seria alugar uma bicicleta que eu só recomendo se você amar pedalar, estiver em ótima forma e não se importar com o calor porque será muito cansativo. As atrações são enormes e as vezes um pouco distantes uma das outras. As outras são contratar um motorista de tuk tuk ou de táxi. O taxi custa por volta de 35 dólares por dia e o tuk tuk 23. Tuk tuk é vida, dá um ventinho gostoso que deixa seu cabelo igual ao do Bozo mas te coloca em contato com o ambiente ao seu redor. Essa última opção é a que a maior parte das pessoas fazem. Infelizmente, não há transporte público para lá.

 

Geralmente, os motoristas oferecem um percurso padrão. Para o primeiro, ela te leva para alguns templos menores e lindos e um mais distante. No segundo, você vê outros maiores e o famoso Angkor Wat. Uma experiência linda que você provavelmente fará junto a outras milhões de pessoas será assistir ao nascer do sol em Angkor Wat. Você pode fazer isso no terceiro dia, mesmo que já tenha visto o templo no dia anterior, para tornar seu tour menos cansativo. O seu motorista não vai te cobrar 23 dólares só por isso, claro. Esse valor é para o dia todo. Fazer isso é bastante comum porque cada dia no complexo custa 20 dólares e, comprando dois, o terceiro vem de brinde. Outra possibilidade é não ir em dias consecutivos. Se informe sobre o período de validade do ticket na hora de comprar e como ele poderá ser usado.

 

Não tem como não ficar chocado com a beleza dos templos. Eles são imponentes, ricos em arte, com esculturas e paredes cuidadosamente entalhadas formando figuras intrigantes que revelam como era a cultura local. Tem gente que passa a semana inteira explorando com muita calma cada um deles. As fotos ficam lindas e podem ser divertidas. Siga os orientais e copie as poses deles e os locais que eles tiram as fotos. Eles sempre estão um passo à frente de nós.

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Mantenha o ticket com você em algum lugar seguro, mas fácil de pegar. Você terá que mostrá-lo ao entrar em cada templo.

 

Encontrar um motorista de tuk tuk não é difícil. Na recepção do hotel eles poderão fazer isso por você.

Geralmente, o motorista pega o turista que vai ver o nascer do sol em Angkor Wat às cinco. Avise ao hotel. Eles provavelmente poderão preparar um café da manhã leve para você levar e comer no escuro enquanto espera o sol aparecer.

 

Não espere um nascer do sol perfeito. Se tiver nuvens as cores não serão tão brilhantes. Foi o que aconteceu comigo.

Tenha paciência mas fuja de grupos enormes de chineses que bloqueiam as passagens estreitas do templo e destroem suas fotos.

 

Não gesticule como um louco no templo tentando fazer um guarda entender onde você quer ir. Você poderá acidentalmente estapear o nariz de um coleguinha desconhecido com extrema força e temer por dias que você o tenha quebrado. Sim, eu fiz isso e estou com peso na consciência.

 

Traga algum lanchinho na bolsa e compre frutas que são vendidas pelos locais por um dólar para manter a fome sob controle e não perder o humor (pelo menos eu tenho que me manter alimentado o tempo todo). Tem melancia, banana abacaxi e outras.

 

Na cidade tem aula de culinária local. Pode ser interessante se você gosta de cozinhar.

 

Muitos pratos levam erva cidreira. Eu particularmente detestei. Tudo fica com gosto doce. Pedi uma lasanha de berinjela que tinha folhas e folhas da bendita. Só dava para sentir o gosto doce. Se você não curte, peça para fazer sem (no lemongrass).

 

Você poderá almoçar em algum restaurante dentro do complexo, só não espere luxo ou os melhores preços. Um prato econômico na cidade custa por volta de 3.5 dólares e no complexo pelo menos seis.

 

Ao visitar Angkor, eles pedem que nos vistamos de forma modesta, ou seja, cobrindo joelho e ombros. Tem um templo no alto de um monte no qual você não entrará se não estiver vestido adequadamente. Ele é popular para assistir ao pôr do sol. Se esquecer a roupa certa, você poderá comprar alguma no local. Elas são leves e têm estampas lindas. Muitos turistas usam.

 

Não se esqueça de tomar bastante líquido. Água por um dólar tem pra todo lado.

 

NÃO compre NADA de crianças. Elas te abordam fora dos templos falando inglês e muitas outras línguas. Trabalho infantil NÃO é bacana, fofo ou bonitinho.

 

Não troque seus dólares no aeroporto. Aliás, não troque seus dólares. Eles são aceitos em toda parte. Às vezes você vai receber troco em Riel (moeda local) que também é aceito por todos.

 

Os hotéis aqui geralmente oferecem traslado do aeroporto. Não se esqueça de mandar e-mail para eles confirmando seu voo e horário caso o serviço seja oferecido.

 

Em alguns templos tem uma senhora ou monge que dá uma benção e amarra uma fitinha no seu pulso como amuleto. Tire fotos para fazer inveja nos amigos e dê uma gorjeta depois, claro.

 

Se quiser se arriscar e praticar o desapego de sua beleza, corte cabelo num salão local. Você pode acabar com um corte que não via desde o início dos anos 90. No nosso caso, meu marido ficou com cabelo de cuia. Reuni o que havia de melhor em mim e não ri de imediato para ele se acalmar. No final das contas, eu mesmo tentei arrumar com uma máquina de fazer a barba. Sorte que ele não olhou a nuca ainda.https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/01/09/camboja-siem-reap/

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Se Siem Reap impressiona pela beleza de um passado distante e suntuoso, Phnom Penh mostra as cicatrizes de memórias tão próximas quanto deprimentes. Em uma busca rápida sobre as principais atrações da capital do Camboja no Tripadvisor, as duas primeiras são registros de um período de uma ditadura comunista megalomaníaca que deu novos contornos ao significado de crueldade e ausência de compaixão.

 

Parte da história do Camboja foi marcada pelo domínio francês e mais tarde pelo envolvimento na guerra do Vietnã. Quando os EUA estavam sendo eles mesmos e lutando a guerra que eles eventualmente perderiam, muitos suprimentos usados pelas tropas vietnamitas vinham de território cambojano. Insatisfeitos, eles resolveram bombardear territórios do Camboja forçando pessoas a fugirem da morte buscando abrigo na capital do país. Em meio ao caos, um homem de nome Pol Pot instaurou um regime comunista insano baseado na agricultura, escravização da população, morte e medo. Para concretizar sua visão de uma sociedade pura, ele expulsou a população das cidades para o interior, onde as pessoas se tornariam camponeses trabalhando na produção de arroz. Imaginemos agora essas pessoas assistindo ao exército tomando a cidade e forçando-as a abandonarem suas vidas sem nem mesmo entender o que estava acontecendo. Muitos nem mesmo conseguiram terminar a jornada.

 

O terror instaurado classificou como inimigos do estado pessoas que usavam óculos ou que tinham as mãos lisas. Mas como assim? Bem, fazia parte da concepção de nação do regime Khmer Rouge uma população camponesa e ignorante. Qualquer pessoa que tivesse uma educação acadêmica era considerada um perigo em potencial. Também eram ameaças os estrangeiros e pessoas que falavam línguas estrangeiras. Eles foram presos, forçados a confessar crimes que não haviam cometido, sistematicamente torturados e mortos.

 

Aqueles que não morreram a caminho do interior trabalhavam nos campos de cultivo de arroz enfrentavam jornadas de trabalho de doze horas ou mais na tentativa de atingir metas de produção impossíveis. A alimentação era escassa e consistia em uma sopa de arroz servida duas vezes ao dia. Ouvi uma história de uma mãe que viu seu bebê morrer porque ela somente podia estar com ele e alimentá-lo a noite. Seu corpo não tinha energia suficiente para produzir leite para amamentá-lo.

 

Fui primeiro a um campo de extermínio chamado de Choeung Ek Genocidal Center. Essa área é basicamente um cemitério de cidadãos cambojanos assassinados pelo regime. Pouco restou das construções que lá existiam. Quando o regime foi derrubado por uma coalisão de tropas cambojanas e vietnamitas, as pessoas revoltadas e empobrecidas destruíram o que puderam usando os materiais para outros fins. Você anda pelo local escutando a narrativa de como ele funcionava e sobre o que foi o regime. Algumas partes são narrativas de sobreviventes. Ainda é possível ver onde as pessoas foram enterradas e eles nos dizem que na época de chuvas ainda emergem restos dos corpos que foram despejados no local. Ali morreram aproximadamente 20000 pessoas. No centro do local, uma torre alta abriga crânios dos assassinados que podem ser vistos através das paredes de vidro. Você pode entrar se conseguir. Eu fiquei do lado de fora, fechei os olhos e pedi a Jesus perdão enquanto chorava. Você também terá a chance de ver uma árvore contra a qual bebês eram lançados para que morressem. O regime economizava balas e matava as pessoas de formas que fazem filmes de terror parecerem contos de fada.

 

No dia seguinte fui visitar a prisão de nome Tuol Sleng Genocide Museum. É simbólico que o regime tenha usado as instalações de uma escola para um de seus principais centros de tortura. Esse lugar mostra com exatidão o que foi o Khmer Rouge. Uma tentativa de obliterar qualquer conquista humana como a solidariedade e o conhecimento. Aqui, diferentemente do campo de extermínio, as construções ainda resistem dando testemunho dos horrores praticados. As salas de aula foram transformadas em celas e locais de tortura e guardam o mobiliário e instrumentos da época. Algumas delas são hoje usadas para a exibição de fotos de pessoas assassinadas e daqueles que serviram ao regime. Talvez o ambiente fechado das salas torne a visita ainda mais asfixiante que ao campo de extermínio. O calor úmido do Camboja envolve a história que vemos e ouvimos e falta ar. Eu não consegui fazer todo o percurso. Não consegui ver uma escola transformada num local de dor, medo, morte e tortura.

 

Estima-se que mais de dois milhões de pessoas morreram durante o regime que durou menos que quatro anos. A população da época era de oito milhões de pessoas. A ambição de formar uma nação autossuficiente tornou-se mais e mais insana durante o período. As suspeitas de traição cresciam sem parar aumentando as mortes e conflitos entre aqueles que detinham o poder. O regime terminou com a derrota do ditador por tropas vietnamitas e cambojanas 1979.

 

Existe o turismo que precisa ver a dor, saber que ser humano é uma tarefa que abraçamos em meio a tropeços e solavancos. Dói ainda mais pensar nos acontecimentos do presente que são similares e como eles raramente despertam compaixão no mundo. Por isso é necessário visitar antigos campos de concentração nazistas, o museu da bomba atômica em Kyoto e esses dois locais em Phnom Penh. Mas não podemos mentir. De nada adianta vê-los se nós não pensarmos em nossas próprias limitações em sermos humanos, na nossa crueldade e na tristeza que cerca nossa sociedade ainda hoje. Ao sair do museu eu pensava se um dia turistas poderão ir a uma prisão brasileira conservada como elas são hoje. Um memorial dedicado principalmente à nossa população negra pobre que tem sido cuidadosamente torturada em prisões que são ainda campos de tortura física e psicológica.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/01/14/phnom-penh-1-viajar-para-ver-e-sentir-dor/

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O Choeung Ek Genocidal Center fica a 15 km do centro da capital. Você pode negociar uma corrida de tuk tuk por aproximadamente 11 dólares. O motorista vai te esperar para te levar de volta. O preço da entrada é de seis dólares e inclui o áudio em várias línguas. Embora não tenha português, há espanhol.

 

O Tuol Sleng Genocide Museum fica na cidade. A corrida de tuk tuk até o palácio real custou dois dólares. A entrada custa três dólares e mais três pelo guia de áudio. A carteira internacional de estudante te isenta da entrada.

 

Nós ficamos por volta de duas horas em cada local. Há muito para ouvir, ver e lamentar.

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Podemos começar esse post pelo trânsito de Phnom Penh. Basicamente, não há lei. Se há, elas não podem ser vistas. Você quer atravessar a rua? Se decidir esperar a rua ficar vazia pode ser que você nunca atravesse. O esquema é ir com calma e caminhar no meio dos carros olhando para todos os lados o tempo todo. Lembre-se de que qualquer metro quadrado de via é considerado mão dupla. As motos estão por todos os lados e os tuk tuks também. Grandes cruzamentos não têm sinal de trânsito e todos vão ao mesmo tempo. O mais interessante, para mim foi que eles não ficam bravos. Você escuta bastantes buzinas, mas não vê pessoas enfurecidas ou xingando.

 

Pegamos um ônibus de Siem Reap para Phnom Penh. A empresa é a Giant Ibis. Quando fomos comprar os bilhetes no próprio hotel onde estávamos, a recepcionista perguntou se gostaríamos de ir no primeiro ou segundo andar. Ao entramos no ônibus entendemos que há somente um andar, mas ele tem dois níveis com camas. Tipo beliches. Nunca tinha visto! Foi bem confortável e tinha tomada.

 

As pessoas foram gentis conosco a maior parte do tempo. Elas se mostraram genuinamente preocupadas em nos ajudar quando pedimos.

 

Passamos em frente a um lava jato. Tinha umas seis pessoas lavando um carro. Seis pessoas para um carro.

 

Grande parte da população é extremamente pobre. Falta saneamento básico, coleta de lixo e planejamento urbano. Siem Reap, possivelmente, não te dará a oportunidade de ter contato com esse lado do Camboja como Phnom Penh.

 

Os principais pontos turísticos da cidade são o campo de extermínio Choeung EK, a prisão do regime Khmer Rouge, o Palácio Real e o Museu Nacional. Tivemos dois dias completos e eles foram suficientes.

 

Outra atração é visitar ONGs. Com uma história marcada por acontecimentos tristes e um presente de muita pobreza, várias organizações atuam na capital para promover melhorias para a vida da população. Muitos deles têm restaurantes, cafés, lojas de artesanatos que dão oportunidades de emprego e novas profissões a cambojanxs. O mais famoso deles é a Daughters of Camboja. Eles se dedicam a ajudar mulheres vítimas do tráfico de pessoas e exploração sexual. Lá tem uma loja de artesanato e um café. Fica pertinho do Museu Nacional.

 

Numa noite especial, fomos a um restaurante chamado Dine in the Dark, que tem uma proposta muito interessante. Você come em absoluta escuridão. Ao chegar, o cliente é recebido pela hostess em um local iluminado onde ela te mostra um cardápio com preços e três opções de menu: ocidental, local ou vegetariano. Cada um deles tem entrada, prato principal e sobremesa, mas você não sabe exatamente o que vai comer. Você deve dizer se há alimentos que você não come. Eles pedem para deixar qualquer objeto que emita luz em uma caixa que o cliente tranca e fica com a chave. Um guia cego vem te buscar te leva até a mesa e serve os pratos. É incrível entrar em um ambiente totalmente escuro. No início meu deu ansiedade, mas depois achei ótimo. Os sentidos ficam aguçados e acabamos experimentando a comida de outra forma. Percebemos melhor os sabores e texturas. Recomendo levar um álcool para limpar a mão porque dá vontade de tocar para saber a forma e a textura do alimento ou ver se ainda tem alguma coisa no prato. A gente reflete sobre a vida de uma pessoa cega, nosso apego à visão e falta de disposição de ver o mundo de outros modos.

 

Eu não vou contar o que comemos porque pode ser que te sirvam algum prato igual. O que posso dizer é que a comida é muito boa, embora não seja espetacular. A experiência como um todo é fantástica. Recomendo que você procure em outras cidades do mundo caso não possa fazer aqui.

 

DICAS

De noite, é legal ir ao bairro BKK1, onde há muitos restaurantes legais.

 

Os lugares não aceitam cartões, assim como nos outros países que visitamos por aqui. Leve dinheiro ou saque nos caixas eletrônicos. Olhe com seu banco com muita antecedência se ele oferece saque no exterior e quais são os custos. Em geral, comprar a moeda em espécie é mais barato. Eu sempre trago a maior parte em espécie e faço alguns saques com meu cartão do Banco do Brasil.

 

O palácio requer roupas apropriadas. Ou seja, joelhos e ombros cobertos. ALIÁS, aquelas roupas reveladoras que adoramos usar no calor não são práticas na maior parte do sudeste asiático. Deixe-as para as praias.

 

Muitos locais fecham entre 11 e 14. Esse foi o caso do palácio real. Se você tiver pouco tempo na cidade isso pode atrapalhar muito. Tente se programar para visitar o campo de extermínio ou a prisão nesse horário.

 

O preço da comida foi 18 dólares por pessoa. O Dine in the Dark fica perto do Museu Nacional, na rua 19. Se eles servirem camarão, guarde o rabinho para jogar no colega no meio do jantar. Ele vai tomar um baita susto e você terá uma crise de riso daquelas memoráveis.

 

Deixe seu repelente de insetos em local acessível na mala quando foi para o aeroporto. Ele estava tomado por milhões de pernilongos famintos na área de check in. Depois, não se esqueça de colocá-lo na mala para que você não tenha que jogá-lo fora na hora de entrar para a sala de embarque.

 

O bilhete do Giant Bus custou 15 dólares.

 

O Colgate que comprei tem gosto de sal. Parece que você está comendo algo e não escovando os dentes. É um pesadelo.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/01/29/phnom-pehn-2-pensamentos-sobre-o-camboja-e-jantar-no-escuro/

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Alguns sonhos são difíceis de dimensionar até que você de fato possa toca-lo, ver de perto e principalmente deixar a energia do local tomar conta. Eu me lembro de pegar uma revista de viagem com uma linda matéria sobre uma país que eu até então não conhecia. As fotos me deixaram sem fôlego. Os pagodas dourados e os sorrisos das pessoas não me saíram da cabeça desde então. Quando tivemos que decidir o roteiro, deixamos Laos e Vietnã para a próxima para ficar dez dias em Myanmar, também conhecido como Burma. A questão do nome vem de dias difíceis para o país, quando um regime militar extremamente opressivo mudou o nome do país de Burma para Myanmar. Somente no final de janeiro de 2016 Burma concluiu a transição democrática e conseguiu se livrar desses filhotes de cruz credo.

 

Chegamos a noite, trocamos 100 euros e saímos com 136 notas de mil Kyat. O dinheiro daqui vale pouco e andar com pilhas de notas não é incomum. Felizmente, a criminalidade é muito baixa.

 

No primeiro dia em Yangon começamos com um café da manhã tradicional em uma casa de chá que na verdade seria o que chamamos de restaurante. Aliás, o café deles mais parece um almoço. Muita gente come macarrão! Fui ao banheiro e me surpreendi quando meus olhos ficaram cheios de lágrimas e me arrepiei. Confesso que foi uma cena estúpida, eu não tinha visto nada de especial. Na verdade, chorar me atrapalhou na difícil tarefa de acertar o buraco da privada asiática sem molhar meu pé. Fiquei pensando o que havia de especial nesse país.

 

Outras vezes, durante os dez dias que passei aqui, senti uma energia diferente. Me arrepiei, me encantei incontáveis vezes com o povo mais alegre e simpático que já conheci.

 

A pérola de Yangon é o Shwedagon Pagoda. Esse templo grandioso e deve ser visto, estudado com toda calma. Escolhemos ir no meio da tarde e esperar o anoitecer. A mudança da luz revela novos detalhes e novas belezas. Em muito templos do país você pode comprar folhas de ouro para colar nas imagens de Buda. Uma mulher me deu algumas para eu colocar. Que povo lindo!

 

Conhecemos um birmanês que morou muitos anos nos EUA e tivemos a oportunidade de conversar sobre as grandes mudanças pelas quais o país está passando. Ele mesmo abriu seu próprio negócio, o primeiro food truck da cidade. Ele vende fast food no estilo americano, frango e batata frita. Depois de tanto tempo fechado para o mundo, não é difícil achar agora grandes empreendimentos imobiliários em fase inicial. Eles têm lindas fotos anunciando prédios modernos e luxuosos que terão todo os confortos que certamente atenderão à elite local.

 

Também fomos a outros templos. O buda deitado do Chauk Htat Gyi Buddha impressiona, assim como o Buda em pé do Ngahtatgyi. Eles estão muito próximos e o trajeto pode ser feito a pé. Ao visitarmos o Lago Kandawgyi, construído ainda na época da colonização britânica, nos surpreendemos com uma paisagem maravilhosa. O lago é cortado por lindas pontes de madeira. Lá presenciamos uma festa de fim de ano letivo de uma escola onde as crianças corriam felizes enquanto os pais faziam um pique nique celebrando a formatura. Do outro lado da festa uma turma recebia seus diplomas. Os jovens vinham alegres pedir para tirar selfies conosco, os únicos intrusos do local.

 

Quando chegamos para visitar o templo Botahtaung, presenciamos logo em frente, algo que define porque amo viajar. A maior parte da população de Myanmar é budista. Entretanto, eles conservam elementos de um culto a espíritos chamados de nats. Pelo que entendemos, eles celebravam o aniversário de um deles. Muito batuque, uma multidão na rua, cores, balões, gente saindo e entrando de uma casa onde estava a imagem sendo cultuada. Algumas vezes alguém jogava dinheiro para o alto e as pessoas se esticavam para pegar. O que mais impressionou foram as manifestações mediúnicas em público. Algumas mulheres dançavam com movimentos rápidos que acompanhavam o tambor influenciadas pelos espíritos que eles cultuam. As manifestações pareciam ser inconscientes e elas eram contidas para que não caíssem ou não machucassem as pessoas em volta. Eu havia lido no guia algo sobre festas chamadas de Pwe que poderiam acontecer por diversas razões como casamentos ou aniversários. A descrição era muito próxima disso. Fomos informados que essa celebração duraria três dias. Eu entrei na casa e as pessoas não pareceram se importar com a presença de um estrangeiro. Foi incrível!

 

Já dentro do templo Botahtaung, pela primeira vez pude, de fato, entrar dentro de um pagoda. Lá está uma relíquia muito importante para os budistas, fios de cabelo de Buda. Eles estão protegidos dentro de corredores de um dourado incrível. O local exato onde estão os fios de cabelo também é todo coberto de outro e é um foço onde as pessoas jogam dinheiro.

 

Uma maneira de ver mais da vida dos locais é pegar o trem chamado de Cicular Train. As 39 estações cortam a cidade e os subúrbios dando a chance de ver como vivem muitos birmaneses. O trem demora cerca de três horas para fazer a volta completa, te deixando na mesma estação onde você começou sua jornada. O que acontece dentro dele é tão interessante quanto a vida do lado de fora. Muitas das estações são próximas a mercados de vegetais. Algumas pessoas carregam sacolas enormes para dentro do trem tão rapidamente quanto possível. Imagino que elas revendam os vegetais ou abasteçam seus restaurantes com eles. Vimos também gente transportando móveis e vendendo comidas típicas. Alguns vendedores montavam pratos de macarrão com vários ingredientes frescos picados ali mesmo. Havia também frutas e outras coisas que não sabemos o que era. Você pode descer em qualquer estação e pegar o trem seguinte.

 

A gentileza dos locais me marcou muito. Pegamos o trem em uma estação distante do centro e por isso éramos os únicos turistas por lá. Ao chegarmos, pedimos informação numa vendinha onde havia um senhor falava inglês e nos ajudou. Na verdade, ele trouxe banquinhos para nós, pediu alguém para ir comprar nossos bilhetes e nos explicou como pegar o trem. Quando entramos na estação já sabíamos tudo e nosso bilhete já estava comprado.

 

Ainda no avião da Malásia para Burma, senti do lado de dois brasileiros muito bacanas. Eles moram no Japão e estavam indo encontrar uma amiga local e conhecer Yangon e Bagan. Enquanto conversávamos percebemos “algumas várias” coisas em comum e nos encontramos depois na cidade. A amiga deles nos tratou com muita gentileza e carinho e nos explicou muito sobre a vida no país dela. O saldo de Yangon foram memórias profundas e novas amizades!

 

DICAS

 

O transporte público em Yangon consiste em algumas estações de trem e ônibus muito velhos e lotados, mas, felizmente, os táxis são muito baratos e os taxistas gentis. Não há taxímetro, pergunte antes o valor da corrida. Eles não costumam baixar muito o preço.

 

Cartão de crédito? Esqueça. Como no resto dos lugares que visitamos nessa viagem, aqui o negócio é pagar com dinheiro mesmo. Saque nos ATMs ou troque euro ou dólares. AS NOTAS QUE SERÃO TROCADAS TÊM QUE SER PERFEITAS. Nada de amassado, manchas ou qualquer imperfeição.

 

De todos os países visitados, aqui gastamos menos com alimentação e atrações turísticas. O mesmo não pode ser dito quanto aos hotéis, que são mais caros que no resto do sudeste asiático.

 

Compramos um chip para o celular para usar a internet. Ele custou 2000 kyat e colocamos 5000 de crédito. A internet funcionou extremamente bem, foi suficiente para todos os dez dias em Myanmar e nos ajudou muito!

Muitas pessoas passam uma espécie de mistura de pó de madeira com água no rosto. Eles dizem que deixa a pele bonita e protegida do sol.

 

É comum ver pessoas mascando uma mistura de noz de betel e tabaco. Ela vicia, estraga os dentes e tem cheiro ruim. Depois de mastigada, ela fica com cor avermelhada forte muitos cospem no chão que fica todo marcado.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/02/12/yangon-myanmar/

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O Inle Lake é um lago lindíssimo de 116 km quadrados. Ele tem fauna e flora exuberantes e moradores que têm um modo de vida peculiar. Além da pesca, lá são cultivados vegetais que são a base da alimentação das pessoas da região.

 

A forma mais fácil de se visitar essa maravilha é se hospedando na pequena Nyaung Shwe. Chegamos em um ônibus noturno da empresa JJ que foi muito curioso. Ele era limpo, confortável, tinha tela de entretenimento com alguns filmes e músicas (de divas e com letras para você cantar), tomadas, água, um lanchinho simples e um ar condicionado que tentava reproduzir as temperaturas dos invernos siberianos. Sabíamos da fama da empresa e levamos todas as roupas de frio que tínhamos na mala, nos cobrimos com duas mantas dadas no ônibus e mesmo assim passei um pouco de frio. Não posso imaginar a agonia de uns turistas vestidos com bermudas ou calças finíssimas usadas para visitar os templos no calor de 30 e poucos graus.

 

Em Nyaung Shew, tem um rio que está conectado ao lago, muitos hotéis e restaurantes para atender aos turistas. Em cada barco cabem até cinco pessoas. Você pode perguntar no hotel se tem gente que gostaria de dividir o barco que tem valor fixo, independentemente da quantidade de pessoas.

 

A embarcação é feita de madeira, é longa, rústica e motorizada. Já existe um roteiro padrão que você pode (e deve) adaptar ao seu gosto. Eu digo isso porque ele envolve algumas visitas a lojas na beira do lago onde você pode ver como são produzidos tecidos, prataria e cigarro. Tem, inclusive, uma lojinha onde estão algumas mulheres girafa. Depois de ter escapado da famigerada visita a essa tribo em Chiang Mai eu acabei as vendo em Inle Lake. Não sabia que seria parte do passeio e as duas francesas que foram conosco pareciam genuinamente interessadas. Confesso que ainda não sei muito bem o que pensar disso. Me incomodou profundamente ver os corpos deformados de mulheres que seguem uma tradição que hoje é atração turística. Eles mostram pra gente o peso dos anéis que são adicionados à medida que a criança cresce causando uma deformação nos ombros que dão a aparência de um pescoço longo. Nós vimos quatro mulheres. A mais nova ainda estava na adolescência. Os tecidos que elas produzem são lindos, as marcas de suas tradições não.

 

Nós visitamos um templo a beira do lago e também um monastério. O lugar que mais gostei, entretanto, foi o mercado local. Diferente dos outros mercados que havia visitado em Yangon, aqui o foco era a população da região que estava lá a procura de temperos, grãos vegetais e frutas. Havia também artesanato incrível para os turistas. Em Myanmar, encontramos, com facilidade, lindas marionetes de bonecos e bichos. Tem também cerâmica com pinturas delicadas, bijuterias e imagens budistas. Vale a pena passar pouquíssimo tempo nas lojinhas e um tempão no mercado. Claro que em um barco com quatro outros desconhecidos pode ficar difícil conciliar interesses. É melhor conversar com os coleguinhas no hotel para ver se a vibe é parecida.

 

Enquanto navegamos, vemos os pescadores da região que parecem executar uma coreografia intrincada e com preocupações muito mais estéticas que práticas. Cada barco longo e feito de madeira tem um pescador que se equilibra na ponta, em um pé, deixando o outro livre para remar. Dessa forma, as mãos ficam livres para manusear a rede. Muitos usam a rede tradicional, mas ainda há alguns que usavam a tradicional, uma espécie de cesto vazado. Daria para ficar horas observando os pescadores. Da vontade de saber muito mais sobre o estilo de vida deles e como é a pesca. Talvez valha a pena ter um guia. Nosso motorista não falava nada de inglês.

 

Nosso passeio saiu as 7:30 e voltou às 17. Paramos para almoçar em um restaurante tradicional construído sobre o lago. Comemos um arroz refogado delicioso, que é o que eu mais como pela Ásia. Não por falta de opção, mas porque eu gosto mesmo. Para a nossa surpresa, entretanto, o peixe local assado não havia sido feito na hora. Estava borrachudo e o tempero só tinha gosto de coentro.

 

No segundo dia na cidade, nós alugamos uma bicicleta e fizemos um passeio delicioso. Você pode fazer um percurso sugerido que dura pelo menos três horas. Claro que as paradas vão aumentar a duração do passeio que pode ser feito em uma manhã ou durante o dia todo. Nós pedalamos, primeiro, até uma estância de águas termais. Não é nada grandioso ou fantástico, mas foi bom para relaxar. Há duas áreas, uma para locais, com uma piscina grande para homens separada de outra para as mulheres, e outra com quatro piscinas pequenas para estrangeiros. Essa divisão já me fez torcer o nariz. Não entendi a necessidade. O bom é que você não é obrigado a usar a de estrangeiro. Depois de relaxar nas águas termais, nós pedalamos cinco minutos e pegamos um barco que nos levou ao outro lado do lago. O mapa que ganhamos indicava umas vilas da região e mercados. Parece que poderíamos ter ido mais longe e pegado o barco em uma vila, porém nosso tempo estava curto. Infelizmente, o mercado que tentamos visitar não estava funcionando no dia. Cruzar o lago nos deu mais uma chance de ver os lindos pássaros da região e os pescadores em sua curiosa dança. Já mais para o final do passeio, fomos a uma vinícola que fica em um morro que tem uma vista incrível. Além da degustação de vinhos, eles servem uma comida deliciosa. Ela está indicada no mapa e tem uma placa na estrada. Não posso dizer nada sobre a qualidade do vinho, porque disso eu não entendo bulhufas.

 

Quase em frente ao nosso hotel estava o restaurante Live Dim Sum House, avaliado como o segundo melhor da cidade no TripAdvisor. Como lidar com seu restaurante chinês favorito estar localizado no meio de Myanmar? Comi muito dumpling e lamentei profundamente a distância de casa. Também posso recomendar o chocolate quente divino do The French Touch. Perfeito para aquecer a manhã ou noite frias dessa época do ano.

 

DICAS

 

O passeio de bicicleta não foi muito pesado. Você não precisa de ser um mega atleta para fazer. O primeiro trecho foi pior, muito buraco na estrada e uma pequena subida. O resto foi tranquilo. Tem algumas placas no caminho, mas não deixe de pedir informações e usar o mapa.

 

Leve lanchinhos e água no passeio de barco.

 

O barco todo custava 20000 kyat pelo dia inteiro.

 

A travessia do lago para duas pessoas, com as bicicletas, custou 8000 kyat. Não demorou 30 minutos. Achei muito caro tendo em vista que o passeio do dia todo do dia anterior custou 20000, mas não teve jeito.

 

A degustação de quatro tipos de vinho foi 2000 por pessoa.

 

A entrada da piscina de águas termais era 7 dólares para a comum e 10 para a de estrangeiros.

 

Leve roupas de neve para o ônibus e roupas de frio para o passeio de barco, já que faz muito frio de manhã no lago. Eles te dão uma coberta no barco. Mesmo assim, tenha calça e blusa de frio para essa época do ano. (Fomos em janeiro)

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/09/o-belo-e-surreal-inle-lake-myanmar/

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Fala Matheus, blz cara?

Ainda nem acabei de ler seu relato, mas parei para perguntar sobre o stopover. Eu já comprei as passagens, sem considerar uns 2 dias em Dubai.

O voo de Dubai para Bangkok parte 12h depois que eu pousar lá.

Como você fez? Também resolveu isso depois ou era preciso ter comprado o trecho dubai - bangkok já com essa diferença ai de 2 dias, que é o tempo que gostaria de ficar na cidade?

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Fala Matheus, blz cara?

Ainda nem acabei de ler seu relato, mas parei para perguntar sobre o stopover. Eu já comprei as passagens, sem considerar uns 2 dias em Dubai.

O voo de Dubai para Bangkok parte 12h depois que eu pousar lá.

Como você fez? Também resolveu isso depois ou era preciso ter comprado o trecho dubai - bangkok já com essa diferença ai de 2 dias, que é o tempo que gostaria de ficar na cidade?

Oi Aldair,

 

Que bom que está acompanhando. Pelo que entendi, vc comprou a passagem sem stop. Nesse caso, vc terá que entrar em contato com a Emirates e ver como pode fazer para mudar sua passagem, mas acredito que haverá multa. Eu já comprei a passagem com o stop desde o princípio.

 

Abç

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Pegamos um ônibus da empresa JJ de Inle Lake para Bagan às 20:00. Nesse não tinha tomada e as telas de entretenimento individual não ligaram. Já estava mal-acostumado. O bom foi que o frio ficou dentro de padrões toleráveis. As três da madrugada chegamos em Bagan, fizemos o check in e dormimos um pouco. De pé às 5:00 para assistir ao nascer do sol, eu esperava que realmente valesse a pena. Meu corpo não responde bem antes de 7 e acordei derrotado e tentando me convencer de que poderia valer a pena.

 

A aventura das bicicletinhas começou. Tão marcante quanto os templos, foi tentar domar as e-bikes. Eu pensava que alugaríamos uma bicicleta que tivesse um pequeno motor para ajudar nas partes mais difíceis, mas o que alugamos foi uma versão mais pobre da Honda Biz. Ainda no escuro, subi na minha e-bike e escutei as instruções. Os três ou quatro comandos eram muito mais que eu poderia assimilar naquela hora infame. Decorei a partida e o freio e saí cambaleando pela rua. Eu questionava minha sanidade de tentar aprender a pilotar um protótipo de moto no escuro, sem saber para onde eu ia e em ruas esburacadas. Isso sem falar no frio e na ausência de capacete. Os primeiros metros foram trágicos. Eu só conseguia pensar que fazer curvas seria impossível. Tentei evitar, sem sucesso, pensar se meu seguro do cartão de crédito cobriria uma fratura exposta e pinos.

 

Com a ajuda de Deus, Budah e dos Nats, chegamos ao Shwe-san-daw Pagoda. Ele é bastante popular para o nascer e pôr do sol por sua localização e altura. Você sobe no escuro, descalço e arruma um cantinho em meio a tripés e câmeras dos asiáticos que teimam em nos humilhar com seus equipamentos e habilidades superiores. A luz vai tomando conta da paisagem e o fôlego some. Você entende, embora não acredite muito bem, que está cercado por templos incríveis, de variados tamanhos e formas a perder de vista. Ao fundo, o cântico de um monge ecoa. Quando o sol aparece, o laranja do céu é salpicado de balões que aumentam a sensação de descolamento do mundo real que tanto experimentei em Bagan.

 

Tanta cultura e beleza de seus mais de 4000 templos são explicadas pelo fato de Bagan ter sido a capital de vários reinos de Mianmar. Os templos que vemos são feitos de tijolos, já que as estruturas de madeira não resistiram aos rigores do tempo e terremotos. Eles foram construídos entre o século 9 e 13.

 

De volta para o hotel, tomamos café e descansamos antes de sairmos novamente. Olhando o mapa, fica difícil escolher onde ir. Lá fora, fica claro que o mapa somente mostra uma fração dos templos e ver tudo não pode nem ser considerado. Por isso, muito alugam e-bikes. Elas ajudam a percorrer os labirintos de caminhos de Bagan. Se você preferir, poderá alugar bicicletas convencionai,s mas será extremamente pesado pedalar nas trilhas de areia.

 

Em alguns templos, há monges e alguns budistas praticando seus rituais. Na maior parte deles, entretanto, o que vemos são estátuas de Buda de vários tipos. Em muitos você estará sozinho. Os caminhos entre eles são, geralmente, trilhas de terra ou areia. Você vai derrapar e possivelmente cair. Se não se machucar seriamente, ria.

 

Nós planejamos os três dias aqui dividindo a cidade em três partes e focando cada dia em uma delas. Você pode usar o mapa para identificar os templos maiores. Muitos deles podem ser avistados facilmente e assim nós fomos seguindo na direção daquilo que nos chamava atenção.

 

Almoçamos um dia em New Bagan, no 7 Sisters. No outro, comemos no Be Kind to Animals, pertinho do Ananda Templo. Lá tem pratos vegetarianos deliciosos. No outro comemos no Weather’s Spoon. Ele fica numa rua na região noroeste da cidade, perto do templo Shwe zi gone. Lá há vários outros bons restaurantes. Uma noite jantamos no delicioso Star Beam que foi recomendado por uma amiga muito viajada. Ele tem duas filiais, uma em New e a outra em Old Bagan. A maior parte dos lugares em que comemos eram deliciosos e de estrutura muito simples. Muitos tinham bambo trançado no lugar das paredes e alguns não tinham nem pia no banheiro. Se você for mais sensível a cuidados de higiene, recomendo buscar os melhores restaurantes no Tripadvisor mas mesmo assim não olhar pra cozinha.

 

No nosso último nascer do sol, fomos premiados com uma nova amizade que tinha uma câmera linda e que tirou a única foto descente que temos desse momento. Já mencionei que perdi minha câmera na Malásia. Aqui fez falta demais. A câmera do telefone é muito ruinzinha. Eu tive certeza que poderia comprar uma no duty free shop de Kuala Lumpur, mas, pasmem, não havia nenhuma a venda. Essa nova amiga de viagens é colombiana, mora em Paris e já viveu em BH. Ela fez um curso de meditação de dez dias em Yangon. Dez dias, 10 mesmo, sem conversar, fazendo uma refeição às quatro e outra às onze da manhã e meditando o dia todo. A identificação foi forte quando ela falou que essa experiência era resumida pela música Survivor das Destiny’s Child. Soube naquele momento que seremos ótimos amigos. Além dessa alma gentil colombiana, quando estávamos indo embora, um ser de luz da Korea (como eu amo a Korea) resolveu testar sua câmera oriental conosco. Ele tirou várias fotos e prometeu nos mandar quando chegar em casa. Ele não falava quase nada de inglês. Não sei quando ele volta, mas aguardo por esse dia ansiosamente. (hoje, dia de concluir esse post as fotos chegaram!!!!!!)

 

Na manhã em que não fomos ver o nascer do sol, fui acordado com um som altíssimo que era como um dragão cuspindo fogo. Dei um pulo da cama pensando que o hotel estava em chamas. Acordei meu marido e corri pra fora de pijama pensando numa rota de fuga. Eram os balões que estavam pousando pertíssimo de nós. Por sorte, não gritei e não havia ninguém próximo. Voltei rapidamente para o quarto e respirei aliviado. Primeiro por não ter sido visto e segundo por não haver um incêndio.

 

Aqui há muito artesanato lindo. É tradicional do país o trabalho de pintura em cerâmica. Você pode ir em lojas chiques e caras como a Bagan House Lacquerware que fica em New Bagan. Lá é possível ver como as peças são feitas. Eu andei com o máximo de cuidado para não tocar em nada. Quando estava saindo eu relaxei e dei um bicudo caprichado em algo pesado. Pensei logo no pior e em cifras altíssimas em dólar. Era o peso que segurava a porta. Oh glória!

 

Voltando ao assunto das e-bikes, todos os dias nossa bateria acabou. No primeiro, demos sorte. Só tivemos que empurrar a diaba por dois quarteirões até o hotel. No segundo dia, nós não fazíamos ideia de onde estávamos. Liguei no número que estava na chave e passei o telefone para uma mulher local que não falava uma palavra de inglês. Depois de meia hora chegou um moço sorridente com novas baterias. Isso é corriqueiro. Não se estresse, não espere desculpas ou desconto na hora de pagar. No terceiro dia foi um pouco pior. O nível da bateria começou a cair rapidamente somente depois de uma hora de uso. Já estávamos no meio de umas trilhas de areia meio isoladas e tentamos alcançar um templo enorme de onde poderíamos ligar. Não deu para chegar até lá e foi preciso empurrar a danada durante 20 minutos pela areia.

 

DICAS

 

Alguns turistas com alguma noção alugam capacete. Seja um deles.

 

Vá com calma nas partes asfaltadas, aqui tudo é na base da buzina e arreda que eu tô passando.

 

Leve água e algum lanchinho. Em muitos lugares não será muito fácil de achar.

 

Se você for com um coleguinha, fique atrás dele para pode ver todas as manotas dele com a e-bike e proteger sua dignidade.

 

Fique de olho no nível de bateria no painel. Antes que ela acabe, vá para um templo conhecido e ligue para virem trocar. Ter um chip local ajuda muito. Obs: muitos templos pequenos não têm nome, por isso você terá que ir para um grandão.

 

Jeans e jaqueta ajudam a proteger de prováveis tombos.

 

Não se aflija, vá devagar e curta. Andar de e-bike é lindo.

 

Se você for ryka https://www.youtube.com/watch?v=8oIPg3-WPpQ, ande de balão. Custa por volta de 300 dólares e dizem ser incrível. Reserve com antecedência.

 

Alguns templos conservam pinturas lindas e muito antigas. Eles são os menores e estão concentrados na região leste de Bagan, perto do templo Thambula. O Nanda Pyin Nya é incrível e ao lado dele tem um monastério com uma parte antiguíssima subterrânea que pode ser visitada.

 

O templo Pya Tha Da é ótimo para o pôr do sol. Ele tem um terraço enorme e é super alto. O nascer do sol também deve ser ótimo por lá mas para chegar até ele tem que passar por caminhos de areia que não são muito bacanas no escuro.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/13/bagan-e-sua-distancia-do-mundo-real/

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Qual é a vibe turístisca de Bangkok? Entenda isso olhando para os mochileiros na rua Kao San. É muita gente tatoada fazendo mais tattoos, tomando uns drinks (ou milhares), comprando camisetas com estampas de elefante ou cerveja, comendo comidas locais e com uma forma de andar e conversar que mostra que aquele é o endereço de férias dos “cool travellers”.

 

Ao chegar em banguecoc senti aquele calor que parece que está faltando ar. Pensei, ok, já era esperado. O bom foi que me adaptei mais fácil que pensava. Muita água e, se possível, usar uma sombrinha para esconder do sol geralmente conservam minimamente sua dignidade.

 

Eu havia lido que os tailandeses não gostam de ‘passar vergonha” e que conflitos devem ser evitados. Na dúvida, sorria. Aos poucos isso fez sentido, especialmente quando se trata das dificuldades para comunicar com os turistas. Gente, a língua deles é muito diferente do inglês. Os sons são muito difíceis e muitos não conseguiam falar números direito e se você não entende o preço das coisas eles ficam com raiva. Eu acredito que possa ser vergonha. Saindo do aeroporto, o taxista falava em uma língua que não consegui entender se era inglês ou tailandês. Eu não entendia nada e ele começou a ficar agressivo. Por fim, deduzi que era dinheiro e vi um posto de pedágio se aproximando. Mas devo dizer que em Banguecoque isso aconteceu com maior frequência que em outros lugares da Tailândia. O estereótipo do tailandês gentil e amável parece mais próximo da realidade em cidades menores.

 

Gente, os templos são incríveis, monumentais, coloridos, dourados… Neles podemos ver atos e cerimônias religiosas que fazem parte da vida dos budistas. Entramos descalços, podemos triar fotos, mas não podemos entrar com roupas curtas (ombros ou joelhos de fora). Em alguns lugares, eles emprestam uma capa para as pessoas despreparadas se cobrirem. Como não dá pra contar com isso, é bom levar roupas leves e que cubram joelho e ombro na bolsa de mão se você não quiser usa-las o tempo todo. Os rituais dos monges e dos fiéis nos lembram de nossa ignorância sobre o mundo do outro. Entrar em um templo budista tailandês pode trazer muitas sensações. Em alguns deles fui tomado de um sentimento de gratidão profunda por estar ali, por poder ver como vivem as pessoas em outros lugares, por poder me aproximar de uma forma de arte que até então não havia visto. O dourado, os pequenos pedaços de azulejo brilhantes que decoram as esculturas, os fiéis reverenciando buda com incensos e se curvando diante das estatuas te fazem entender o que significa estar do outro lado do planeta.

 

A comida é cheia de aromas diferentes e deliciosos. Muitos frutos do mar e pimenta! Curry tem de vários tipos e cores. Camarão de todo jeito! Frutas deliciosas e baratas como a dragon fruit que no Brasil é difícil de achar e é vendida a preço de ouro.

 

Mas quanto custa? Em Bangcoc há templos e atrações mais caras que em outras partes da Tailândia. O palácio real, por exemplo, foi o mais caro e custou 500 BHT. Na cotação atual dá mais que 50 reais. Outros templos custam apenas 20 BHT, 50 BHT ou nada. O táxi do aeroporto para o hotel custou 350 BHT mas não peguei muito trânsito. Outros percursos de média distância custaram 100 BHT. Acabamos usando mais táxis que de costume em nossas viagens por causa da limitação do metrô e do calor escaldante. No final do dia, na hora de voltar, falta energia para andar 30 min até o metrô. Se você se hospedar mais perto da região onde estão as atrações será mais fácil fazer os percursos a pé. A comida mais barata é um arroz ou macarrão deliciosamente temperados e que podem ter frango, carne de vaca, ovo, frutos do mar e vegetais. Em um restaurante, esse prato custaria por volta de 100 BHT e ainda menos nas barraquinhas de rua. Tem também as lojas de conveniência espalhadas por toda a cidade que vendem lanchinhos como sanduíches por algo como 70 BHT que eles esquentam na sanduicheira na hora. Fica bom! Hotéis, tem de todo preço. Em geral, você pode conseguir algo muito bom pagando muito menos que na Europa, EUA e Brasil. Lembre-se de que estar perto do metrô ou do trem suspenso não significa que você estará extremamente bem localizado.

 

DICAS

 

Ao chegar a Tailândia, passageiros sul americanos precisam de passar pelo health control ANTES de ir à imigração.

 

Lá eles vão olhar sua carteira internacional de vacinação contra a febre amarela. Se você não passar por lá será preciso voltar.

 

Um picolé de coco com pedaços de chocolate é tudo que você irá desejar no calor de Bangkok. Mas tome cuidado – o meu era de coco com feijão.

 

Peça educadamente para o taxista ligar o taxímetro e se ele não o fizer agradeça e saia.

 

Quando for andar de tuk tuk, negocie a corrida. Eles costumam dar um preço bem maior que o razoável.

 

Quando for visitar o palácio real, vá cedo. De preferência, chegue meia hora antes de abrir. Você será um dos primeiros a entrar e terá algum tempo antes do lugar ficar parecido com uma micareta. Além disso, não é tão quente de manhã.

 

Ande de barco pelo rio. É legal.

 

A massagem tailandesa é famosa e você encontra por todo lado. Custa por volta de 250 BHT e é ótima. Eu fiz em Chiang Mai (cidade sobre a qual falarei em breve) uma massagem em um local que treina massagistas cegos. Foi ótimo e ainda contribuí para uma causa de extrema importância. Se você preferir, por um preço parecido, você pode optar pelo fish spa. Você coloca os pés em um aquário e deixa os peixinhos comerem as partes podres da sua pele – esse aí eu não testei.

 

Muitos pratos têm pimenta e coentro. Se não gosta, peça sempre para não colocarem.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/20/finalmente-tailandia-bangkok/

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Esta cidade data de 1350, já foi a capital da Tailândia e está localizada bem próxima à Banguecoque, o que a torna ideal para um bate e volta. Por volta de 1700, Ayuthaiya tinha se tornado a maior cidade do mundo e abrigava aproximadamente 1 milhão de pessoas. Sua localização contribuiu para que ela se tornasse um importante entreposto comercial. O que se vê hoje, na parte mais histórica, são ruínas, algumas mais preservadas e outras menos, já que a cidade foi invadida e destruída por birmaneses em 1767.

 

Embora a cidade não seja grande, muitos templos estão distantes uns dos outros (não dá pra fazer tudo a pé se for ficar um dia só). Nós alugamos bicicletas. Foi prático e barato. Tivemos que deixar alguma garantia que seria o passaporte ou 500 BHT. Meu passaporte eu não dou mesmo e não recomendo ninguém a dar! Então leve uma graninha extra para deixar lá e pegar depois que devolver a bicicleta.

 

A parte mais central da cidade é uma ilha cercada por três rios. Meus templos favoritos estavam fora dessa região e cruzamos os trechos de água de barco ou por pontes. Você poderá levar sua bicicleta no ferry mas isso exigirá algum esforço físico e destreza para carregá-la pelas escadas que dão acesso aos pequenos portos e para colocá-las e tirá-las das embarcações.

 

Os templos são lindos e bastante diferentes do que vimos no resto do país. Se em Bangkok predominam as telhado intrincados e as pedras preciosas, aqui você vê tons de marrom e templos que parecem ter sido feito de tijolo, terra e pedra. Eu recomendo que reserve um tempo para ir até o Wat Chai Wattanaram que está bem preservado e é imponente. Se for ficar até de noite ou passar a noite na cidade, você poderá deixá-lo para o final da tarde e assistir ao pôr do sol nele. Cruzando o rio de barco, visite o Wat Phanan Choeng e esqueça do tempo assistindo aos rituais nesse templo. Lá dentro tem uma estátua de quase vinte metros. Tivemos sorte e assistimos a um curioso ritual em que essa estrutura era coberta com tiras de panos amarelas muito compridas e que eram esticadas para que os fiéis pudessem tocá-las. Presenciamos também um grupo de monges andando em fila e tocando vários sinos alinhados na porta do templo. Outro templo que me marcou pela grandiosidade de suas construções foi o Wat Phra Si Sanphet, localizado dentro da ilha.

 

Você pode ir pra cidade de trem, ônibus ou van. Teoricamente, o trem demoraria uma hora e meia mas o que eu peguei foi tão veloz quanto uma lesma e demorou quase três horas. Fui de terceira classe por 15 BHT e vi a galera local vivendo seu dia a dia e comendo umas coisas meio loucas no trem. A demora atrapalhou curtir a cidade, porém, a experiência compensou. Acabamos voltando de van por causa do cansaço.

 

DICAS

 

Não se limite aos templos da parte mais central. Eles não são os melhores.

 

Se for alugar a bicicleta, lembre-se: a mão é inglesa e a galera não curte muito leis de trânsito. Cuidado.

 

Junto com a bicicleta você receberá um mapa com sugestões de pontos turísticos. Ele ajuda mas você não precisa de se limitar a ele. Informe-se antes. A lista de atrações do trip advisor é sempre útil.

 

Passar uma noite na cidade vai te dar mais tempo para curtir as coisas e de lá você pode ir de trem ou ônibus para chiang mai. Eu acabei ficando somente uma tarde e achei pouco.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/27/ayuthaiya-tailandia/

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Chiang Mai está em quase todo roteiro pela Tailândia. Embora ela seja uma cidade grande, ela tem um ar de cidade menor, onde é mais fácil de se localizar e as coisas andam mais devagar. Você pode pegar um voo de Bangkok que dura aproximadamente uma hora e é bem baratinho. Só é preciso cuidado na hora de planejar, porque o valor inicial que você acha em sites como o skyscanner.com será acrescido de taxas, inclusive para despachar malas. Dá pra ir de ônibus ou de trem também se você topar as 11 ou 12 horas de viagem, respectivamente. A vantagem dessas duas opções mais longas pode ser ir de noite e aproveitar melhor cada minuto nesse país incrível.

 

Lá tem templos bacanas, comida boa e mais em conta que em Bangkok, mas, em geral, as pessoas buscam mesmo são as excursões para locais próximos. Há lugares que cuidam de elefantes resgatados de circos ou de atividades estúpidas, como levar turistas para dar a volta no quarteirão no lombo desses lindos animais. Se você tem alguma consciência, procure no trip advisor por algum lugar que realmente está comprometido como o bem-estar dos elefantes e onde eles não são usados como veículos de carga. Leia os comentários e fuja do show de horror que deve ser montar em um elefante enquanto o guia o espeta para fazer o animal andar. Eu fui ao Happy Elephant (http://www.happyelephanthome.com/), onde não andamos nos animais e nem os vimos serem maltratados em momento algum. Fiz a reserva pelo site e paguei somente depois do passeio o preço de 1800 Bath por um passeio de meio dia. Há também uma opção do dia todo por 2400. Eles vieram nos buscar no hotel e rolou um estresse básico porque eles se confundiram na hora de me dizer a hora por email e vieram uma hora antes do combinado. Nós os aguardávamos às 8:30, mas eles vieram 7:30. Quando bateram na porta, por sorte, já estávamos quase prontos para sair. O problema foi que não havíamos tomado café da manhã e eu, com fome, sou insuportável e nem mesmo uma viagem incrível pode me alegrar. Reuni tudo o que havia de bom em mim, sorri, expliquei o que havia acontecido e pedi para eles pararem numa loja de conveniência para eu comprar algo no caminho. Tudo deu certo!

 

Ao chegar no Happy Elephant, uma funcionária fofa nos explicou (o grupo tinha aproximadamente umas dez pessoas) como seria o dia e nos deram roupas de mahout (termo usado para designar os tratadores dos elefantes). Enchemos nossas bolsas com frutas e fomos, felizes da vida, conhecer os pacdermes. Você pode tocá-los, beijá-los e alimentá-los. Eles são lindos, inteligentes e extremamente fortes. É emocionante. Havia dois filhotes fofos e um pouco malcriados que queriam brincar subindo em cima do outro, mas o tratador tinha que interferir o tempo todo para o maior não machucar o pequenininho. Andamos com eles (não nas costas deles) e os levamos para tomar banho. Entrar na água e ajudar a dar banhos em criaturas tão maravilhosas é uma experiência que me deixou extasiado. Depois de tanto amor e diversão foi oferecido um almoço bem gostoso e voltamos ao hotel por volta de duas horas da tarde. Outro aspecto legal do passeio foi ter conhecido umas meninas americanas que viajavam juntas e também trabalham com educação. Tivemos tempo de trocar experiências sobre as dificuldades de trabalhar com crianças em situação de vulnerabilidade social e percebemos que há muita semelhança entre os nossos problemas e aqueles do lado de lá.

 

No dia do ano novo, nós ainda estávamos em Chiang Mai. Meu marido havia saído para fazer uma aula de culinária com a escola Asia Scenic que será assunto do próximo post. A aula acabaria no início da noite e não sabíamos se iríamos fazer qualquer coisa especial. Acabamos indo para o portão leste da cidade onde aconteceria uma celebração na rua. Valeu a pena! No ano novo, as pessoas soltam lanternas que iluminam o céu enchendo-o de alegria e vibrações de paz. Algumas eram coloridas e tinham uma carinha desenhada, mas a maior parte eram brancas. Elas pareciam ser feitas de um papel bem fino e são acesas queimando um material inflamável enrolado que fica na base. Compramos uma e fizemos nosso pedido de ano novo celebrando o amor e o crescimento espiritual.

 

Outra experiência marcante foi a massagem tailandesa que fizemos na cidade. É bem fácil encontrar opções de massagem tradicional por todo o país, mas nós resolvemos fugir do lugar comum e apoiar uma boa causa escolhendo o Association Massage Ching Mai of Blind. Como o nome sugere, os massagistas são cegos. Eu havia lido avaliações na internet que diziam que a massagem era maravilhosa mas que um massagista do local era muito bruto. Obviamente, desejei que ele fizesse massagem em meu marido para eu poder rir da cara dele. Obviamente, ele fez massagem em mim. A cada dois minutos eu implorava para que ele usasse menos força mas ele tinha a memória muito curta. De toda forma, para minha surpresa, saí de lá sem lesões e até mesmo sem dores. Recomendo! Eu também tive vontade de fazer o fish spa, mas deixei para Bangkok e acabei passando mal no dia e perdi a chance. Você coloca seus pés num aquário e deixa os peixinhos limparem as perebas de dias andando como aquele único par de tênis que você trouxe para não pagar excesso de bagagem

 

Perto de Chiang Mai há duas atrações bastante populares entre turistas, o Tiger Kingdom e a visita a uma tribo das mulheres girafas. Li sobre as duas e não quis ir. Não gosto de atrações com animais selvagens, carnívoros e perigosos aparentemente domesticados que são usados para tirar fotos com turistas. Tem um lugar parecido em Buenos Aires. Tenho sérias dúvidas quanto aos métodos utilizados para mantê-los sob controle. Quanto a tribo das mulheres girafas, não fui porque para mim parece um zoológico humano. Eles montaram essa atração que simula a vida na tribo e lá você pode ver essas mulheres e entender um pouco mais sobre seu etilo de vida. Você verá que o pescoço não cresce. O que acontece é que os anéis empurram o ombro para baixo causando uma deformação anatômica que dá a elas uma aparência peculiar e obviamente muita dor.

 

DICAS

 

Os taxis de chiang mai são pick ups vermelhas adaptadas. Eles colocam paredes e teto de metal na parte de trás e fazem umas rotas mais fixas mas podem desviar para te levar onde você quer ir. Dê sinal e pergunte se eles estão indo para o seu destino e combine o preço.

 

Eu comi em um restaurante vegetariano delicioso que é uma pequenina instalação despretensiosa e divina. Ele é o Bamboo Bee. Só havia uma funcionária que cozinhava na nossa frente e cuidava de tudo mais. Ela mal falava inglês, mas o cardápio estava traduzido. Há muitos outros restaurantes de comida vegetariana entre os melhores da cidade segundo a lista do Trip Advisor. Recomendo experimentar mesmo que você não tenha abolido a carne de sua vida.

 

Há um café delicioso na cidade chamado Fern Forest Cafe. Lá tem pratos tailandeses, cafés, chás, sucos, e doces divinos. Só de lembrar dá um desespero. Somente descobri esse lugar no último dia e fiquei muito triste. Para compensar, comi lá duas vezes em um intervalo de duas horas. ME JULGUEM.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/03/30/chiang-mai-tailandia/

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Aquilo que se come e a forma de comer são parte da cultura local e essenciais em viagens. Eu sempre me lembro de um restaurante ou de um prato fantásticos tanto quanto daquele templo ou museu imperdíveis. Para tornar a experiência de viajar ainda mais rica, em algumas partes do mundo é muito comum fazer uma aula de culinária por um dia. Assim acontece em Chiang Mai, onde além dos templos lindíssimos, visitas a santuários de preservação e resgate de elefantes, há muitas opções de aulas de culinária. Você pode ver na lista do tripadvisor que o número de boas escolas é considerável.

 

Mas cada viajante tem suas idiossincrasias e eu acredito que nossas energias são passadas para nossos alimentos. Dessa forma, evito ao máximo cozinhar e intoxicar a mim mesmo e aqueles que eu amo com o meu desprazer por essa atividade. Por sorte, meu marido é o oposto e participou de uma aula no Asia Scenic Thai Cooking School (http://www.asiascenic.com/). Escolhemos essa escola porque estava muito bem avaliada e também porque eles tinham opção de aula por todo o dia, de manhã ou de noite. Ele optou pelo horário da noite (800 baht), de 17 às 21, e na hora marcada eles passaram no hotel e o pegaram.

 

A escola fica no centro e várias aulas acontecem ao mesmo tempo. A professora era local, fofa, fazia brincadeiras e foi muito paciente.Eles começaram com uma votação para decidir os pratos que seriam feitos. Em seguida, foi feita uma visita à horta da escola e ao mercado local. O objetivo dessa parte da aula é mostrar aos alunos como os ingredientes são cultivados na escola e vendidos no mercado local e não os comprar para usar nos pratos a serem feitos.

 

O grupo de alunos tinha mais ou menos dez pessoas e cada um tinha sua estação. Depois de cada prato, todos se reuniam em uma mesa grande para comerem. Para começar, os alunos puderam escolher duas receitas de saladas. Em seguida, foram feitos vários pratos principais, como spring roll frito ou feito em água quente, macarrão tailandês, arroz tailandês e macarrão de mamão verde. Teve também quatro tipos de curry no final. Segundo ele, foi muito bom entender melhor os pratos que estávamos comendo desde o início da viagem. Amamos a culinária tailandesa!

 

DICAS

 

Vá com fome. É muita comida

 

Não precisa de ter inglês excelente, a mímica ajuda.

 

Você pode volta na van deles, se preferir. Quando fizemos a reserva já combinamos isso.

 

Leve o celular ou a máquina para tirar foto e dinheiro para comprar alguma coisa no mercado.

 

Ter uma noção básica de cozinha ajuda, mas não é essencial. Não é como no Masterchef que você vai ser expulso se ficar tudo podre. Foque na experiência, ria e peça os restos dos coleguinhas para não ficar com fome se o seu estiver intragável.

 

Nesta escola, eles dão um livro de receitas ao final. Repita as experiências em casa e sonhe com as próximas viagens.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/aula-de-culinaria-em-chiang-mai/

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Se você viu o filme A Praia, com o Leonardo di Caprio, você deve ter sonhado em ver aquele lugar de perto. Bem, ele está bem próximo da ilha de Phi Phi e se chama Maya Bay. Chegar a Phi Phi tem que ser de barco. Geralmente, as pessoas saem de Krabi ou Phuket, ambas com aeroportos servidos por companhias aéreas low cost. Você não precisa, necessariamente, dormir em Phi Phi para visitar a ilha, já que há excursões de um dia que saem de Krabi ou de Phuket. A Tailândia tem também muitas outras ilhas paradisíacas e muitos viajantes vão a mais de uma delas. Eu não sou muito fã de praias e por isso me restringi a uma.

 

Chegamos a Phi Phi de ferry depois de uma viagem de uma hora e meia saindo de Krabi. Até Krabi nós chegamos em um voo direto de Chiang Mai. Bem no píer tem muitos carregadores de malas que seguram placas com nomes de hotéis. A ilha é montanhosa e alguns hotéis são difíceis de chegar arrastando a mala ou com mochila nas costas. Por isso eles tem carregadores que usam carrinhos para puxar as malas morro acima. Alguns hotéis são mais isolados e é preciso pegar um barquinho que é chamado de long tail boat.

 

A ilha tem praias lindíssimas, de areia clara e água azul daquela que a gente acha que foi feita no photoshop. Lá também tem a maior concentração de mochileiros sarados segurando uma go pro que já vi na vida. As praias não ficam muito lotadas. Parece que durante o dia boa parte da galera dorme e tenta se recuperar da noitada. Por falar nisso, Phi Phi tem baladas peculiares. Tem três grandes bares na beira da praia que começam a noite com som ensurdecedor e um show de malabarismos com fogos de deixar qualquer pessoa sã com medo e pena dos artistas. Eles balançam bolas em chamas presas em correntes e bastões flamejantes com abilidade somente equiparada a de Jackie Chan e Bruce Lee.

 

Depois do show dos artistas, começa o show de horrores. Durante o dia é difícil não reparar que muitos andam com a perna enfaixada. Mas é muita gente pra ser só uma coincidência. De noite isso é explicado. Depois dos profissionais, pessoas _______________ (preencha com o adjetivo que você julgar adequado) participam de uma brincadeira que começa com um bastão longo em chamas paralelo ao chão apoiado por duas barras de ferro. Que quiser tenta passar tipo fazendo aquela coreografia da dança da cordinha da saudosa banda É o Tchan. Penso eu, que os brasileiros se saem bem nessa parte do show. Aos poucos eles vão descendo o bastão para aumentar o nível de dificuldade e a possibilidade de alguém atear fogo ao próprio cabelo. Mas se ninguém conseguir essa proeza, ainda há a chance de se queimar quando um pedaço do tecido em chamas enrolado ao bastão cai.

 

Para compor a cena, em volta desse espetáculo, ficam umas três ou quatro pessoas segurando placas que oferecem um balde de bebida à mulheres que mostrarem os seios ou a homens que ficarem totalmente nus. Sim, algumas pessoas fazem isso e ninguém parece notar. Mas o que é um pedaço de pano que tampa os seios de uma mulher ou a genitália masculina (não gosto dessa palavra, mas tenho classe) em meio a um grupo que está mesmo interessado no fogo (aqui no sentido literal mesmo)? Enfim, nada parece ser motivo para chocar ou causar espanto em Phi Phi.

 

Voltando ao fogo, ainda tem a parte em que as pessoas podem pular corda em chamas. Claro que quando você não pula direito você recebe uma chibatada nervosa e quente na perna. Mais de uma pessoa pode se divertir ao mesmo tempo e em dado momento eles colocam duas cordas, sendo que cada uma vai em um sentido para aumentar o número de feridos. Eu seriamente suspeito que há algum acordo entre os donos de bares e as clínicas da ilha.

 

Ninguém é obrigado a participar das brincadeiras, você pode só olhar e exercitar seu lado sádico. De qualquer forma, depois disso, esses mesmos bares tocam música eletrônica. Eu particularmente gosto do fato das baladas serem ao ar livre ou em bares abertos. Do tipo que entra quem quer, não paga nada e não tem galerinha vip. O povo vai de chinelo mesmo ou sem camisa até. Só não esqueça o kit de primeiros socorros.

 

A propósito, lá a bebida é servida em pequenos baldes que custas a partir de 200 BHT. Eu realmente não sei quantos uma pessoa normal conseguiria tomar, mas a parada tem muito conteúdo. Se você achar pouco as praias paradisíacas e as baladas inovadoras, você pode fazer algumas tatuagens nos vários estúdios que sempre parecem ter clientes. Sim, eles funcionam de noite.

 

O lado triste da ilha é que ela é explorada de forma desordenada e há um hotel enorme sendo construído na encosta de uma montanha. Também há muito lixo em várias partes que acabam cheirando mal. A impressão que dá é que a natureza está sendo destruída aos poucos. A água da praia onde acontece as baladas não é limpa, embora seja super clara. É melhor andar até a Long Beach.

 

DICAS

 

Perto do píer tem um lugar bacana para tomar shakes de frutas deliciosos chamado The Mango Garden. É mais caro que na rua mas é muito melhor. O preço é 110 BHT.

 

Também perto do píer, tem um restaurante francês muito bom de nome Grand Bleu. Eles servem comida local também. Embora os preços sejam muito superiores à média de outros restaurantes locais, ainda assim será muito mais barato que uma comida similar no Brasil. Lá tem, por exemplo, uma entrada de risoto de vieira que custa 180 BHT, um prato principal de camarões king com pesto por 350 BHT e um creme brulee de baunilha por 170 BHT.

 

Miga, sua louca. Seje menas. Não brinque com fogo.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/phi-phi-e-a-galera-nervosa/

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De Phi Phi, você pode pegar excursões de mergulho ou para visitar praias e ilhas próximas. Elas geralmente incluem Maya Bay. O problema é que Maya Bay é muito pequena para a micareta que eles tentam fazer lá. Dá congestionamento de barcos e você vê mais pessoas que areia. Há duas alternativas. Você pode alugar seu próprio long tail boat, tipo um táxi mesmo e ir o mais cedo possível. De preferência, assim que amanhecer. Há também uma única agência autorizada (http://www.mayabaytours.com/) a levar um grupo por noite para ficar na praia até 22:00 e depois dormir em um barco atracado no paraíso. RESERVE ANTES. Eu fiz esse passeio e vou relatar como foi.

 

Você sai às três da tarde do píer de Phi Phi e eles te levam a um lugar que é uma pequena baía entre paredões de rocha onde você pode mergulhar e fazer caiaque. Depois você é levado à Maya Bay. Imagine que existe uma praia de areia branquíssima e água transparente cercada por paredões de pedra em forma de círculo que a envolvem e parecem protegê-la do mar aberto. Só estando lá para de fato entender. Você chegará no fim do dia e aos poucos a praia irá esvaziar. O grupo janta perto da praia em um local cercado pela natureza e antes de voltar para o barco é servido um churrasco de frango. Os sortudos também recebem jogos e são encorajados a interagir. Bem, no meu grupo, a galera se deu muito bem e ficou papeando e bebendo no lugar onde jantaram. Nós outros poucos preferimos ficar, de fato, na praia.

 

Imagine esse paraíso agora deserto e você deitado na areia vendo as estrelas. Nesse momento entendi mesmo onde estava. Você vê uma luz fraca que vem de trás dos paredões de pedras que evidenciam o contorno dessa fortaleza natural. É simplesmente fenomenal. Infelizmente não podemos dormir na praia e vamos para o barco que fica atracado na baia. Para coroar a noite, nós nadamos com o plâncton fluorescente que brilha quando movimentamos a água. Dormimos no barco em colchonetes do lado de dentro ou de fora apreciando as estrelas. Se você tiver o sono leve, dormirá muito pouco, porque muitos ficam curtindo o visual papeando. Nessa hora eu participei da interação com a galera e me diverti bastante. A tripulação e é bem bacana. Tinha inclusive um cidadão cujo nome é Coco Loco por razoes óbvias. Ele promove um show particular de piadas e toca violão e canta. Muito bom! As cozinheiras foram um amor, sempre sorrindo e fazendo comidas muito gostosas e típicas, como frango ao curry e vegetais refogados. Havia também uma mulher das Filipinas que eu apelidei de Diaba. A Diaba fala milhões de línguas e tem um senso de humor delicioso, afiado, ácido e rápido. Tudo que eu gosto.

 

No final, eles te acordam às seis e te levam de volta para a areia onde ficamos por mais uma hora. Depois retornamos para o barco já com a praia enchendo de gente. Lá, tomamos café da manhã e temos pouco menos que uma hora para fazer snorkling ou nadar. Chegamos em Phi Phi novamente às 10.

 

DICAS

 

Quando a galera quiser interagir, seja diferentona ou diferentão. Afaste-se, deite na areia, seja grato por tudo!

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/21/maya-bay-sem-micareta/

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Eu não costumo me dar muito bem com cidades cuja principal atração é um arranha-céu (vide post sobre Dubai). Felizmente, com Kuala Lumpur foi diferente.

 

Chegamos pelo aeroporto principal no voo vindo de Phnom Penh e pegamos um ônibus para a estação central onde passa a linha de metrô que fica perto de nossa hospedagem. Geralmente eu tiro um print da tela no celular com endereço e o mapa da região do hotel. Desta vez, entretanto, eu acho que meu celular se rebelou e resolveu apagar a tal da foto. Como eu tinha os dados da reserva, não foi difícil a atendente do balcão de informações localizar o hotel em um mapa turístico. Sai da estação e fui andando arrastando minha mala. Ela não é muito grande ou pesada, mas num calor de 35 graus e humidade amazônica ela parecia um trator. Depois de andar bastante, me arrepender de não ter optado pelo taxi, experimentar níveis de calor inéditos e suar feito uma chaleira eu cheguei.

 

Cheguei no hotel errado.

 

Há dois hotéis de mesmo nome. Um estava bem do lado da estação de metrô onde desci e era o meu. O outro demandava uma caminhada de 25 minutos em condições adversas. Respirei fundo e peguei um táxi.

 

Logo saí em busca de comida. Calor e fome eu não consigo gerenciar ao mesmo tempo. Estávamos hospedados em frente às Petronas Towers e lá tem um shopping. E shopping tem ar condicionado e comida. Comemos um frango com arroz numa chapa de pedra fumegante. Bom e barato! Comecei a melhorar. Depois fomos a uma livraria no último andar que era um sonho. Vi todos os guias da Lonely Planet que gostaria de comprar. Não comprei nenhum. Típico.

 

As torres em si são bem bonitas. De noite, ainda mais. Você pode pagar uma pequena fortuna para subir e ver a paisagem. Eu não sou fã de subir em prédio para ver a cidade, mas muita gente é. Lá perto também tem um aquário bem famoso.

 

De noite fomos jantar na Jalan Alor, uma rua cheia de barracas com comidas variadas e deliciosas. Comi dumplings chineses fantásticos. Na Malásia viajamos com minha prima e o namorado dela da Arábia Saudita. Ele achou um restaurante de comida árabe e lá fomos nós. Comi como se não houvesse amanhã. Kuala Lumpur é uma cidade cosmopolita, você pode encontrar comida de toda parte. Aproveite.

 

No dia seguinte, tivemos que gerenciar vontades diferentes. O namorado de minha prima queria muito ir a um parque aquático. Nós queríamos estar com eles, mas o parque era um pouco caro e só teríamos mais aquele dia para turistar. Conclusão, cada um para um lado. Companhia de viagem boa é assim. Começamos o dia nas Batu Caves. No norte da cidade há um complexo de cavernas e lá dentro tem um templo induísta. São 272 degraus até o topo. Parece muito, mas não foi tão difícil assim. Depois de tantos templos budistas foi muito bom ver rituais diferentes e novas cores e cheiros. Recebemos uma benção e ganhamos uma pintura na testa. Muito amor pelas religiões que fazem o bem!

 

Lá também tem uma caverna escura que você pode visitar acompanhado de um guia. Até um tempo atrás a entrada era liberada. Galera quebrou e rabiscou geral e a festa acabou. A visita durou 45 min. É lindo e grandioso. Deu pra ver uns insetos estranhos e aranhas.

 

Perto da começo da escadaria tem uma estação de trem que usamos para ir. O problema dele é que o intervalo entre os trens é de 30 mins e com o tempo corrido resolvemos pegar um táxi na volta. O primeiro motorista se negou a usar o taxímetro e queria cobrar 15 ringgits. Pensamos que o preço certo deveria ser por volta de 10 e procuramos outro que concordou em usar o taxímetro. O senhor deu umas voltas sinistras numa rodovia e passou até por pedágio. Ao questiona-lo, ele disse que o caminho normal estava engarrafado. Fiquei possesso. O cidadão tava dando uma de bacana, falando que torcia pelo futebol do Brasil, mas mal sabia ele que futebol não me sensibiliza. Fiquei reclamando, dizendo pra ele que aquilo não era certo. Conclusão, ao chegar, a conta já estava 35. Ele disse que não precisava pagar. Eu ofereci dez e ele jogou em mim. Recolhi meu dinheirinho e parti. Eu fiquei pensando depois se valeu a pena a discussão. A verdade é que se eu tivesse deixado pra lá eu teria me sentido ainda pior. É por essas e outras que eu não gosto de pegar taxi.

 

Nosso tour continuou na Merdeka Square, uma praça ampla com prédios lindos em volta (muitos no estilo islâmico). Tem também uma placa grande e vermelha “I love KL” legal pra fotos. Bem pertinho está a mesquita Masjid Negara que é linda, mas só pudemos ver um pouquinho do lado de fora já que ela estava em obras. Caminhamos bravamente sob o sol mais escaldante dessa jornada desejando ardentemente por uma sombrinha. A próxima parada foi uma mesquita muito grande de nome Masjid Negara. Quando não está havendo oração, turistas não muçulmanos podem visita-la. Os funcionários foram extremamente gentis. Eles nos emprestaram uma roupa longa e no final ganhamos até uma aguinha. Depois, bem pertinho, fomos ao museu de arte islâmico que é fenomenal. O acervo é impressionante e o prédio lindíssimo. Tem uma loja que vende souvenires e objetos artísticos que é de tirar o fôlego.

 

Havia mais coisas para fazer, porém o tempo era muito curto e fui embora da cidade surpreendido com o tanto que gostei das atrações, das pessoas e da comida!

 

DICAS

 

Se possível, use o Uber. Sempre, em qualquer lugar.

 

Prepare-se para o pior calor que senti no sudeste asiático. Tente sair cedo e fazer uma pausa bem longa no meio do dia.

 

Esteja aberto a experimentar a comida de rua. Escolha as barracas mais movimentadas e lembre-se que os padrões de higiene do país costumam ser muito rigorosos.

https://detantoandarblog.wordpress.com/2016/07/23/kuala-lumpur-alem-das-petronas-towers/

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    • Por paulorolan
      Gente antes de começar a ler o Post minhas resenhas, dicas, alegrias, melhores viagens e dicas, "Eu não terminei o Post"; Então não fiquem chateados, mas deixei várias, várias dicas do que fazer, e como fazer, dicas do que não fazer!!!! Valeu grande abraço e Viva as Férias, Viva Felicidade, Viva o Amor e Viva a Vida e Obrigado a Deus pela minha experiência!!!!
      Viagem Janeiro e Fevereiro 2017
      Olá amigos mochileiros, estarei escrevendo minhas opiniões, frustrações, dicas e maravilhosas férias que tive neste ano. Quero agradecer primeiramente a Deus por proporcionar estas férias, depois ao site e diversas dicas e sugestões proporcionando a nós mochileiros eternos a várias dicas e lugares desconhecidos para desbravar advindo de nossos sonhos.
      Quero agradecer também a duas pessoas incríveis (Naomi e Pedro Pedri) que prestaram seus dias e tempos preciosos em dividir suas experiências e vivências para nos proporcionar melhor conforto e segurança em lugares desconhecidos por mim, agora faço a minha parte dividindo sonhos e alegrias, pois férias não são só descanso e sim aventuras, descobrimentos, redescobrimentos, novos conhecimentos, algumas frustrações, mais muito mais, são as alegrias, paisagens, natureza, belíssimos lugares, lugares pintados por Deus, investidos de seu preciso tempo para nós reles mortais, desfrutar de seus desígnios.
      Neste post não colocarei fotos, pois nada melhor, imaginar um lugar dos seus sonhos e você ter impacto da realidade, nada é melhor você ver com seus próprios olhos a natureza e suas exuberâncias, colocarei aqui minhas observações, meus roteiros e minhas dicas.
      Podem ocorrer discordâncias de opiniões, mas o que seria do “Amarelo se não houvesse o Azul”, e é esta a beleza do ser humano suas discordâncias e seus acordos, suas idéias e opiniões, seus olhares clínicos para cada lugar visitado, este nosso Brasil como lindo é, como lindo está, tantos lugares a se conhecer, quantas portas e janelas e serem abertas ou reabertas, quantos horizontes a serem descobertos ou visitados, Viagem, Viagem sozinhos ou acompanhados, com amigos ou desconhecidos, Viagem livres como pássaros, leves como as matas e esperançosos como um olhar de sua filha, Viagem com o coração aberto, aberto a novas diferenças, a novos conquistas, a novos amigos, deixe o celular de lado e suas loucuras de apps, contas, jogos e distrações tente esquece-lo, compre uma câmera digital subaquática se possível, desliguem seus aplicativos e mídia social, invistam em boas conversas, em sua própria língua ou estrangeira, se comuniquem através de mímicas, arranhe seu inglês, francês qualquer outra língua, desenhe se for preciso, viva o momento como se fosse o único, e quando estiver em um lugar maravilhoso foque bem na paisagem, grave em sua memória na sessão “Paisagens Maravilhosas” “Awesome” lembre-se dos sonhos, momentos alegres e felizes enquanto você estava lá, abasteça seu coração e alma com as belezas presentes, purifique-se com o ar da mata, recarregue suas energias com a alvorada e pôr do sol, fale com o vento e consigo próprio, escute os anseios do corpo e purifique sua alma com presença de Deus, junte tudo para o seu retorno e rotina. Obrigado Deus por esta experiência e momentos que vivi.
      Bem meus roteiros para esta viagem Janeiro e Fevereiro 2017 foram Bertioga, Natal, Recife e Maceió, estarei dividindo em tópicos para aqueles que não querem ler o post todo, saliento que não gosto de falar de dinheiro ou custos, mesmo porque férias não é custo e sim Investimento.
      Sesc Bertioga – 25 Janeiro a 31 Janeiro 2017
      Bem Bertioga para mim foi uma grata surpresa e experiência, pois minhas férias começaria no Sesc Bertioga. Resolvemos conhecer por estar perto do litoral Norte e de tantas boas ressalvas positivas sobre, alguns sabem ou descobrirão que é extremamente difícil pernoitar em seu recinto, mas fomos agraciados pelo sorteio, lembrando que começamos e entramos no sorteio em Agosto/2016 (Site Sesc Bertioga) fomos sorteados em setembro/2016 para irmos em Janeiro de 2017, cinco meses antes da viagem planejada e lá descobri o porque!!!
      Pegamos a estrada no dia 25/01/2017 Feriado de São Paulo - Origem Osasco Destino Bertioga cerca de 2 horas de viagem, pela imigrantes sentido Cubatão, muito tranquila a viagem e bem sinalizada pedágio R$ 25,20 reais descida e subida cerca de R$ 10,00 reais, (este valor já não me recordo).
      Pois bem saímos daqui as 07:00 hrs e chegamos as 09:00 hrs, o primeiro check-in começava as 10:00 hrs, no site informava que começava as 12:00 hrs, mas resolvi arriscar e nos demos bem!!! Chegando seu check-in  consiste pegar primeiro as pulseiras dos hospedes, chave da casa, o cartão para suas despesas caso queira (recarregável) limite de R$ 50,00 reais diários e pagar o estacionamento R$ 13,00 reais para a estadia inteira. Nesta viagem resolvemos pegar a maior estadia que são 6 dias e meio, não existe mais, porém existe menos, logo colocarei os valores. Não é permitido você andar com o carro dentro do Sesc, seu percurso é restrito descarregar as malas em frente a casa e deixar o carro no estacionamento, você ganhará uma identificação para as suas saídas fora do Sesc. Fiquem de olhos nas atrações do Sesc pois elas costumam começar as 07:30 hrs e vão até as 23:00 hrs.
      Passeio:
      Bem ficamos na casa nº 8 muito aconchegante cabiam confortavelmente 12 pessoas em beliches de alvenaria, quartos espaçosos, ventilador, dois banheiros, cozinha confortável com frigobar, sem televisão (obrigado Sesc), sem telefone (obrigado Sesc). Nossa casa ficava bem próximo ao parque infantil aonde até os adultos podem desfruta-lo, lógico com limitações (não podem descer no Toboáqua ou escorregadores) mas pode desfrutar das fontes e canos d’águas muito gostosos por sinal, a piscina realmente é para crianças e somente crianças de até 12 anos podem desfruta-lo integralmente, a profundidade é cerca de 30 cm dá em nossa canela não oferece risco algum para os pequenos, mesmo porque ainda existe um guarda-vidas no local para mais segurança e conforto. Caminhando dentro do complexo, fomos conhecer o rendário longos cochilos após o almoço - Ahh o almoço o almoço e jantar– Nicho da Baleia, Salão de jogos, Caminho das pedras (relaxante) para mim não foi nada relaxante, mas fui fazer mesmo assim e voltaria a fazer. O Sesc possui uma mega estrutura para mim chega a ser comparado a um Resort, devido a sua estrutura, acomodações, espaço, lazer, comida e divertimento, não chega a ser um exagero não!!!!
      Alugamos bicicleta R$ 20,00 reais grande e R$ 8,00 reais duas pequenas por uma hora, mas existe a diária a R$ 25,00 reais comum e ainda pode sair do complexo. O salão de jogos é muito espaçoso e aconchegante, vocês pais e filhos que não conseguem ter interação com a prole, a proposta do Sesc é justamente esta, existe ping pong, dama, xadrez, centenas de jogos que podem jogar todos os membros da família, Caiaque para andar sobre o Rio, Xadrez Gigante (não brinquei, me arrependo), então aquele pimpolho que não larga o celular, só quer ficar nos apps e jogos eletrônicos, façam eles descobrirem os horizontes levantando um pouco suas cabeças, agora abaixadas e fixadas em seus celulares e jogos eletrônicos, forcem a barra um pouco se necessário, interagem com eles com Detetive, jogos de Macacos, Varetas, bolas de gude, jogos de cubos de madeiras,  rio para pesca (isca de graça), brinquem redescubram os sorrisos em seus rostos e o brilho em seus olhares, o Sesc proporciona isto em suas centenas de diversões, as atrações são para o dia inteirinho, sem descanso.
      Café da manhã, Almoço e Jantar, dependendo da sua estadia você terá um horário fixo devido a cor da sua pulseira, mais ainda é flexível pois existem “horários livres”, fiquem atentos.
      Dica: Levantem bem cedo tomem um café da manhã reforçado, e como já diziam, tomem um café como um Rei, almoce como um príncipe e jantem como um plebeu, mas não foi o meu caso, lá eu virei boi de engorda. Em todos os Sesc’s que já frequentei este é o melhor em termos de comida, por enquanto e até agora, o café da manhã é divino, ovos mexidos maravilhosos, frios muito frescos, pãezinhos, iogurte, mel, frutas, sucos, cereal, só para ter uma noção eu comia tudo isto somado a três pães com frios e etc rs rs rs. O almoço também com 2 tipos de carnes diferentes, frango, peixes, massas, saladas, arroz, feijão, sopas, caldos tudo muito bem preparado com muita higiene e limpeza, muito saborosos o jantar a mesma coisa. Existe a condição de você levar o refrigerante ou comprar lá, o refrigerante e suco cerca de R$ 3,00 reais.
      A piscina dos adultos na imagem parece imensa, mas fica apenas na imagem, é muito gostosa quando não cheia de gente, existem diversas atrações, hidroginástica em horários distintos, mais uma piscina para os pequeninos cerca de 30 cm profundidade, na piscina adulto que felicidade, podemos saltar e mergulhar da borda, em outros Sesc’s é proibido, existe um bar próximo a piscina onde porção camarão R$ 20,00 reais, batata cerca de R$ 10,00 reais, achei a música, muita alto para a piscina, minha namorada não então vai de cada um. No geral muito gostoso e agradável mesmo porque você tem logo ali o acesso a praia, “enjoou da piscina vá para a praia”, “enjoou da praia vá para a piscina”, vida chata hein rs rs rs. O acesso a todas as dependências do Sesc são através da identificação da pulseira, inclusive acesso a praia através do Sesc, houve até aula de surf para as crianças tinha até para adulto, mas deste eu não participei. A tarde noite mais atrações e diversões mesmo porque a piscina encerra as 18:30 hrs, participamos de um grupo de circo muito legal e divertido chamado “Corsários Inversos” uma atração a parte, ótima interação e diversão para todas idades, fiquei muito feliz, eles me chamarem para fazer parte de 30 min do espetáculo amei em tê-los conhecidos e indico aonde estiver se apresentando, muita diversão mesmo.
      O famoso mirante onde li alguns relatos que estava fechado e realmente está, o que é uma pena, pois a visão de lá é espetacular, segundo vídeos internet, pelas minhas contas já está fechado a cerca de 5 meses, gostaria de saber quando vão abri-lo novamente, quero muito conhece-lo.
      Passeio:
      Nesta semana estava, em meu roteiro, conhecermos a praia de “Itaguaré”, “Barra do Uma” e “Boiçucanga”, como estávamos bem próximos e não conhecíamos nenhuma destas, resolvi incluir e sair um pouco do roteiro do Sesc, outra feliz escolha.
      Boiçucanga (feliz escolha) 60 Km, cerca de 01:30 hrs a partir do Sesc, é muito bonito areia amarela e mar de ondas fortes (não aconselho para crianças) no meio da praia como em qualquer praia litoral norte e tranquila na parte perto das pedras (aconselho para as crianças), tomamos uma deliciosa caipirinha de Maracujá, bem próximo a entrada que escolhemos, tomamos muita água refrigerante para as crianças, voltaria com certeza!!!! Logo depois de 4 horas fomos para Barra do Una (outra feliz escolha) 21 km cerca de 30 min a partir Boiçucanga, encontro do mar com rio, muito bonito e gostoso, lá descobrimos um redutos de umas pessoas que não gostam de desfrutar dos prazeres da vida, muitas lanchas, barcos, jets, carros conversíveis, etc rs rs, mas o que eu queria mesmo era pegar ondas de body board, minha meta era pegas umas 20 ondas, peguei mais de 100, eu e o Kaique (12 anos), filho da minha namorada nos divertimos muito, ondas fortes mas não perigosas perfeita para o que queríamos. Tomamos outra caipirinha de maracujá, muito doce e não gostamos, as crianças brincaram até da caiaque na parte do rio, tudo com muita segurança e tranquilidade R$ 50,00 reais 01:00 hrs.
      Dica: Acho muito importante encontrar praias com rios próximos para podemos tirar o Sal do corpo, principalmente das crianças que possui pele muita sensível a altas temperaturas que estávamos sujeitos ali, ficamos por lá umas 04:00 hrs também, chegamos ao Sesc umas 20:30 hrs esbodegados mais felizes dos nosso passeios, voltaria com certeza!!!!.
      No dia seguinte não tínhamos que acordar tão cedo para conhecer;
      Frustração: Itaguaré (infeliz escolha) 16Km a partir Sesc 25 min, as vezes desejamos coisas que não conhecemos mas termos que conhecer e presenciar, para não retornarmos ou aconselhar nossos amigos, minha opinião!!!!  Pois bem, toda a alegria e satisfação do dia anterior foi trocado por frustração e brigas deste dia, saímos já tomados café da manhã, com o Sol já a pino e chegamos até a praia, a entrada é muito bonita no meio da mata, porém descobrimos que a praia é de surfistas, onda muito fortes e mar nervoso, não possui nenhuma infra, descuido nosso não levar guarda sol ou nos resguardar pelos improvisos, logo na entrada minha namorada pisa na “merda”, as crianças odiaram a praia, consequentemente tiram meu sossego e Vibe. Apesar de não ser a praia que queria conhecer aquela da foto, próximo ao rio etc, descobrimos 01:00 hrs depois que teríamos que andar mais 4 km a diante, a praia da foto fica na entrada do Rio Itaguaré, logo na entrada recebemos informações de como funciona e cuidados na reserva ecológica, havia um pessoal armado da guarda florestal, salva vidas falando que já houveram pessoas que se afogaram, ou seja um tormento de dia. Pois bem, ficamos lá umas 04:00 hrs com o mar revolto (impróprio para crianças) água do rio parecendo fervida para o chá da tarde, pessoas gritando, fazendo churrasco de domingo, as crianças de mal humor e irritadas e o meu sossego indo cada vez embora. Ou seja não foi legal ou proveitoso o dia, e também não volto mais lá, sem falar que rolou um tremendo stress entre todos (eu e minha namorada) (entre as crianças) em nossa chegada tanto é que nem fui jantar com eles neste dia. No dia seguinte, cabeça mais tranquila, estabilidade emocional recuperada houve uma bela “Conversa”, mas tínhamos mais 2 dias e meio de divertimento então brigas e discussões no passado, bora seguir em frente.
      Retornamos a nossa rotina de interação com as crianças, de jogos, risadas, brincadeiras e “Boi de engorda”, depois fui parar na balança mais 4 Kg a serem gastos durante minha viagem ao Nordeste que contarei logo a seguir.
       
      Minhas considerações finais:
      Retornamos para São Paulo dia 31/01/2017 as 12:00 hrs, voltaria com certeza para o Sesc Bertioga, em vista do que me proporcionou as alegrias e aprendizados e aconselho a todos irem, tomara que não na mesma época, pois a concorrência vai ser maior rs rs.
      Excelente comida, estadia, acomodações, diversões e tranquilidade .
      Valor gasto, para 2 adultos e 4 crianças (3, 8, 10 e 12) Frustração: minha filha de 3 anos não foi, porém não paga também, café da manhã, almoço e jantar.
      R$ 2.210,00 reais para 6 dias e meio;
      R$ 1.000,00 reais Namorada (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      R$ 500,00 reais Eu (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      Total Sesc Bertioga R$ 3.710,00 reais
      Nota: 9.5
       
      Natal – 02 Fevereiro a 06 Fevereiro 2017
      Bem de volta a São Paulo, parada estratégica de 1 dia e meio, lavar as roupas, encher a mala de mais bermudas e cuecas e vamos que vamos, depois de um ano e meio trabalhando, ouvindo chefe na orelha, problemas e problemas sérios, quero voltar renovado, pilha recarregada, renovar corpo e alma. Certooo vou voar de avião, adoro, todo o trajeto São Paulo X Natal X Recife X Maceio X São Paulo (planejei 6 meses para todo o translado de avião) ahh eu merecia, trabalho para que? Não é mesmo.....
       Minha namorada morre de medo, vou contar mais adiante, pensa numa pessoa “Cagona” mandei ela para Recife sozinha de avião, com conexão ainda..., nunca tinha voado kkkkkkkkkkkk.....depois eu conto mais!!!!
      Natal é a segunda vez que visito, a cidade está em meu coração, quero torna-la minha segunda casa um dia, pretendo um dia morar lá, gosto muito da Infraestrutura, Comodidade, Lazer, Diversão, Entretenimento, Praias paradisíacas, estratégico ao meu ver, para o Nordeste  etc etc etc, sou apaixonado por Natal, abaixo segue meu roteiro e vou falar em cima dele.
      Gosto muito de experimentar coisas novas, comidas, passeios e hospedagens e neste não foi diferente, da última vez que fui a Natal “2015”, fiquei hospedado em um Hostel chamado “Fun Hostel” era de um publicitário do Rio de Janeiro o Fabio, gente boa por sinal, ele tem outro em Buzios do irmão ou parente, o de Natal muito bem localizado, muito bem cuidado, extremamente limpo, moveis, mobília novas adorei ficar lá, mas resolvi me hospedar em outro, mesmo porque foi orientação do próprio Fabio e busquei informações aqui no site. Enfim encontrei e fui orientado a ficar no
      Frustração: “Albergue da Costa”, uma das piores escolhas que fiz na minha vida, você leu certo, piores escolhas que fiz na minha vida.
      Ressalvas:
      Historicamente existe uma rixa ou uma “P....a” que eu não sei quem inventou isto ou quando surgiu, o infeliz que plantou a sementinha da discórdia entre Paulistas X Cariocas, gente estou de férias, quero ficar zem, buscar paz, sossego e tranquilidade, quero fazer novas amizades, conhecer novos lugares, passar boas dicas, nadar com peixinhos, ficar horas e horas no mar contemplando a natureza etc etc, mas infelizmente presenciei o fato!!! Quando cheguei em Natal desembarquei com o calor maravilhoso, clima agradável, tudo que eu queria...
      Dica: Transfer Aeroporto a Ponta Negra “Natal Transfer” R$ 35,00 reais, vale muito a pena, já havia solicitado no próprio hostel, me levaram certinho show.
      Quando cheguei no hostel já vi a sua cara e cuidados, nada a ver com “Fun Hostel”, sou adepto a albergue, quando  me hospedo, estou em busca de uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, depois fazer amizades, conversas, o dia rende para mim, 06:00 hrs já estou levantando.
      Pois bem, fui recepcionado por duas atendentes extremamente mal educadas, bocudas Luciana “A Carioca”, Evellyne “A internauta” e Marcelo ou Henrique “O Atleta”, este último não sei o nome direito dele, enfim o dono do Hostel; continuando, para começar toda aquela fotos dos quartos, área de lazer, bar, piscina, história do albergue passou por várias reformas, sonhos e trabalhos na Argentina para construir um sonho tudo blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá acredito muito na premissa Esforço X Trabalho X Realização, mas não se aplica a eles, para começar as atendentes; primeiros contatos:
      - Fala bicho blz? Quem é você?
      - Sou o Paulo tenho uma reserva aqui....
      - Vai falando mais que a minha memória está sequelada....
      (se vocês adivinharem quem me recebeu assim, pago uma gelada para cada um que me cobrar.... escrevendo agora rs rs rs estou rachando de dar risadas, mas foi exatamente assim o primeiro contato... Eu sou bicho? Me pareço com um? minha mãe será que é uma ursa e não estou sabendo, ahhh meu Deus crise de identidade! Memória sequelada, isto quer dizer esquecimento????
      Normal levei na esportiva, mesmo porque estou de férias tranquilo, novos contatos, terras distantes, saber lidar com as diferenças etc etc.
      - Ahhh então é você que é o cara teimoso, que quer, porque quer ficar no quarto misto.... (A internauta)
      - Eu tinha reservado este, mas o quarto está com algum problema?
      - Sei lá, quem vai dormir lá é você!!!
      Nesta hora já havia subido, a paciência um pouco esgotada, fui parar em um quarto lotado, camas horríveis, banheiro minúsculo, beliche mole parecida saída de um tufão, moveis antigos, largados e sujos, piscina água verde, mata sem cortar e aparar, a campainha é igual a usada em fazenda, para chamar o gado, e a localização do Albergue horrível, detestei, depois de outras conversas elas próprias me disseram, que o Hostel iria fechar, porque o dono queria ter estilo de vida das “Kardashian” rs, será que tem motivo??? Mais tarde fui pedir outra ajuda:
      - Meninas depois preciso de uma ajuda.... (Paulo)
      - Vai falando, vai falando, vai falando.... (a Carioca)
      - Vocês podem me ajudar com a tábua da maré e ver os passeios que dependem dela? (Paulo)
      - Vê você, usa o seu celular... (a Carioca)
      - Tem algum micro ou internet que posso ver? (Paulo)
      - Só existe um e está quebrado (A internauta)
      Penso eu: Meu Deus aonde eu vim parar, sai logo daqui, vai procurar seus passeios, ver o mar azul turquesa, com mistura de verde, vá respirar ar puro, ver o morro do Careca, passear na areia, foi o que fiz.
      Dica: Programe seus passeios as piscinas naturais Maracajaú e Perobas, de acordo com a Tábua da Maré, depois te explico melhor como funciona, todos os passeios, as piscinas naturais, dependem dela, eu já sabia disto e fui atrás para me programar.
      1 Dia – Maracajaú + Punaú (Preferência ficar somente nestes locais)
       
      03/02/2017 – Perobas (Passeio lancha para Parrachos)
       
      Maracajaú (perfeito o lugar, maravilhoso o passeio, “Awesome”), mas infelizmente o mar só estava bom um único dia, na semana da minha estadia, então resolvi Perobas ***(antes de continuar lendo, vá até os asteriscos logo abaixo, leia minhas resenhas e depois retorne aqui...)
      R$ 120,00 reais, mais R$ 30,00 reais do almoço lá, nunca tinha feito, comprei o passeio através da “Buggy Brazil”, não conhecia, procure as agentes Patricia ou Paula (ela é meio doidinha mas gente boa), deixo o contato e telefone depois, existe também o “Mar Azul” guia e agente “Caio” um paulista da Zona Leste gente fina de mais, depois deixo o contato, aprendi muito com ele, existe a “Lizzandra” agente “Laura” uma Argentina que não trabalha mais lá mas deixo o contato também, agora em seu lugar está um agente Uruguaio, esqueci o seu nome, muito gente boa e feliz da vida, me ajudou muito em momento de desespero, depois eu conto!!! Comprei também o passeio pela Buggy do quadricículo para lagoa Carcará.
      Ressalvas:
      *** No dia marcado ao passeio, acordo 06:00 hrs da manhã, café da manhã está longe de ser servido, começa as 07:30 hrs, me arrumo, passo protetor, pego meu Kit mergulho bugigangas e celular perto para caso aconteça alguma coisa, pois aconteceu.....
      (cont ***) Ai ai, não sei por onde começar tantas coisas ocorreram neste viagem, que vou voltar a viajar de novo, de novo e de novo. Fui orientado pela agente Paula para eu estar as 06:30 hrs em frente ao hostel porque ninguém conhecia-o, segunda ela, com celular perto, deu 06:40 hrs, 06:50 hrs, 07:00 hrs, 07:30 hrs e nada da Van, meu Deus esqueceram eu aqui, tentei ligar na agência e telefone não existe, comecei muito bem aqui em Natal hein, minhas férias estão indo por água a baixo, está sendo destruída, Paulo não desista, enfrente a parada, você não voou mais de 2.240 km para isto, e aí que aparece o Atleta.
      (cont ***) Olho para o lado e vejo um cara de sunga vermelha se exercendo logo nas primeiras horas do dia, penso que é um hospede, dou bom dia me responde bom dia e tudo certo, lembre-se eu esperando a van e já desesperado! Ele termina seus exercícios e me pergunta?
      - Vai para passeio? (O atleta)
      - Vou sim, vou para Perobas, mas a Van ainda não passou, acho que me esqueceram aqui. (Paulo)
      - Que horas são? (O atleta)
      - 07:40 hrs... (Paulo)
      - Perobas a Van passa 07:15 hrs no máximo (O atleta)
      - Aonde você contratou o passeio? (O atleta)
      - Na Buggy Brazil... (Paulo)
      - Não trabalhamos com eles... (O atleta)
      (cont ***) Neste momento tinha descoberto o dono do Hostel ele foi muito solicito comigo nos primeiros instantes, até a página 2, ele tentou ligar para a Buggy tb não conseguiu, tentou me vender um outro passeio para Maracajaú, que eu sabia que a maré estava horrível aquele dia, e ainda fez um comentário desnecessário com a agente de turismo, deixa para lá... Nesta hora entrei em desespero total, buggy total no sistema, colapso financeiro, queda mundial da bolsa. Peguei minhas coisas e fui correndo mais de 30 min pela orla para chegar a agência, errei o local fiquei rodando como um peru para achar, quando eu encontro, bem na frente existem outros turistas que a agência havia esquecido, pronto!!!! Mundo abaixo, terremoto, maremoto, tsunami e tempestade em um único lugar. Olho para o lado a Paula (Doidinha) tentando ligar para Deus e o mundo, detalhe 08:15 hrs da manhã. Enfim depois de toda esta catástrofe no primeiro dia em Natal, cidade comedor de camarão, sou potiguar de coração, a Van me aparece, pega os turistas perdidos e encontro o motorista da Van (Esqueci o nome), parece Senhor dos Aneis II aonde a sociedade do Anel Frodo e Aragorn estão encurralados no castelo e quando derrepente soa a trombeta do exercito Elfos Armados e blindados para salva-los, ufa foi exatamente assim que me senti. Mais um adendo, o motorista havia me falado que havia passado 5 min depois da minha saída e detalhe eu vi ele passando ao meu lado, mas como não tinha emblema da buggy não reconheci, e ainda o atleta tinha informado que eu tinha desistido do passeio, tentou vender outro para mim e informado ao motorista que tinha saída a mais de 30 min daquele instante.
      Passeio:
      Maravilhoso o passeio amei muito, primeiramente fui para Punaú, este passeio antes era feito junto com Maracajaú, agora eles desmembraram, Punaú é uma fazenda que este sim, está eternamente em reforma maravilhoso o lugar, excelente para estar com crianças e tudo mais, água rio altura da canela, mar incrível foi meu batismo em Natal, existe uma tirolesa no local R$ 5,00 reais por descida (legal), o almoço não sei mas creio ser bem salgado pois uma água      R$ 5,00 reais, mas levarei e levo minha filha de 3 anos com certeza lá, mas vou alugar um carro da próxima vez - falando em alugar carro depois conta mais!!!! - Depois de cerca de 02:30 hrs em Punaú fomos para a tão sonhada Perobas, uma lancha pequena para um grupo de 6 a 8 pessoas, já foi emoção do inicio, lanchinha enfrentado as ondas que mais parecem de pedra
      Dica: não aconselho este passei “Perobas + lancha” para as piscinas naturais com crianças!!! Talvez de catamarã, talvez para não ainda!!!! Mas finalmente, estava em Natal e suas belezas naturais, nadando com os peixinhos coloridos, no meio do oceano, tirando e filmando fotos submersas, minha câmera digital é subaquática uma das melhores aquisições que fiz na vida, junto com o meu Kit mergulho (Extremamente essencial estes dois itens), estava tudo lindo maravilho, diversão total, quando derrepente no retorno a costa me aconteçe a “M...a” anunciada.
      Ressalvas:
      Quando você planeja umas férias destas, pelo menos para mim, tento me blindar de todos os problemas possíveis e inimagináveis, a final de contas eu trabalho com TI, meu chefe me exige isto, minha rotina me exige isto, meu trabalho exige isto, mas como dizem “M...as” acontecem, problemas aparecem e soluções são necessárias... como se não tivesse passado por problemas dias antes, por enquanto e até agora. Mas vamos a frente e enfrente, aqui em São Paulo eu tinha percebido que minha câmera estava meio embaçada quando tirava fotos subaquáticas mas eu nem liguei muito, mas me resguardando fui atrás de assistência tentei trocar o Kit de vedação, sabia que iria utiliza-la e muito aqui, só que o técnico da autorizada me cobrou R$ 400,00 reais na época para trocar, fui na Santa Efigênia, ninguém fazia o serviço, na Itália ela me custou R$ 600,00 reais, meu irmão que trouxe-a, já tinha 5 anos de uso comigo e ainda aguentando, acreditei que ela ainda aguentava, pois bem, não aguentou!!!! Detalhe segundo dia dos 22 total no Nordeste das férias, piscinas naturais, mergulhos, paisagens etc etc etc. E agora aonde eu vou arrumar está câmera aqui, se nem em Sampa consegui, nesta hora não conseguia pensar em mais nada, nenhuma alternativa a não ser arruma-la, imagina quanto custaria ela aqui mais de R$ 1.000,00 reais e agora e agora??? Eu não tenho esse dinheiro!!!! Levei mais de 12 sabonetes, 2 tubos de pasta dental, 2 tipos de protetor solar (pois sou alérgico), 2 pares de chinelos, bermudas diversas, cuecas diversas, dinheiro a mais para emergências para os passeios, mas nunca pensei em levar, 2 máquinas digitais, e ainda meu celular é só aquele que faz e recebe ligação. Estava muito receoso em comprar um novo celular (outra história mais adiante), minha namorada disse que vivo na era das cavernas pois nem Whatsup tenho, agora eu pergunto, trabalho com tecnologia o dia inteiro, trabalho em um ambiente aonde se eu colocar todos os servidores que tomamos conta, enche um apartamento de 100 metros quadrados e ainda falta, você acha que quero isto para mim, eu não, mesmo porque, proposta de férias é desligar total, derrubar os disjuntores, investir em conversas, deixar os celulares Mega Blaster Poderosos, com processadores e aplicativos capaz de controlar a sua própria casa a km de distâncias, alguns deles controlam até a vida dos próprios donos!!! Sai fora, deixe-o de lado, quero contemplar o corpo, alimentar o espírito e alma de coisas boas. Você acha que um advogado quer saber de quantos processos e audiências com o juiz ele vai enfrentar nas férias???? Você acha que um médico quer saber de quantos pacientes ele terá que operar nas férias??? Você acha que engenheiro quer saber dos cálculos que tem que fazer nas férias???? Lógico que não...então cada um...cada um.....!!!!
      Volto a Buggy Brazil para suspender meu passeio de quadricículo que seria no dia seguinte para eu ir atrás da câmera, até que encontrei o abençoado Uruguaio feliz da vida que me deu uma enorme dica, no momento de desespero. Fale com aquele cara ali que ele pode te ajudar, depois coloco o nome, pediu para eu procurar uma loja chamada “Samurai Assistência Técnica” especializada em consertos de máquinas digitais, detalhe era sábado, acordei bem cedo peguei o ônibus para o Centro de Natal, esta loja fica em frente ao Shopping Cidade Jardim, eles até arrumariam R$ 175,00 reais com muito esforço e dedicação porém destroem a capacidade de fotos aquáticas, então parti para comprar um kit de proteção para câmera, não encontrei em parte alguma, quando derrepente encontrei a salvação da minha vida
      Frustração: Alecrim presentes, aonde o vendedor me ofereceu aos 47 min do segundo tempo uma parecida com a Go Pro, (câmera Sports HD) resolução boa, gravação subaquática por R$ 400,00 reais. Pensei pronto estou de volta a vida com minhas fotos e filmagens. Comprei cartão de crédito parcelado em várias vezes, todo feliz e deixei a outra lá na assistência. Chegando em casa comecei a testa-la e fazer filmagens e logo percebi alguma coisa errada, resolução das fotos e filmagem, lembrando estava véspera do passeio quadricículo, um dia inteiro perdido em Natal a procura da câmera, vou testa-la amanhã!!!
      Batata fotos com baixíssima qualidade e filmagem horrível. Voltei a loja na segunda feira, pois domingo não abria, consegui troca-la por outra, detalhe parecida e agora estava pouco feliz, pois perdi um dia de filmagem e fotos, mas pensei o que é um dia em vista dos cerca 19 que tenho adiante, pois é, só pensei, Lembrem-se nada que está ruim não possa piorar!!!! A câmera também está com defeito só que estou agora véspera de embarcar para Recife e sem ânimo para ir atrás de novo!!!! (Até hoje 02/03/2017 não resolvi o problema), ou seja preciso comprar outra para as próximas férias.
      04/02/2017 – Depois de passar todo o perrengue, beirando as 14:00 hrs fui para o meu lugar preferido de Natal, um cantinho muito especial para mim, tomar um banho de mar, relaxar, reenergizar-se e pronto, mas este, não dividirei com vocês.
      Passeio:
      05/02/2017 – Lagoas Arituba, Carcará, Alcaçuz, Juventude (passeio quadricículo 4x4)
       
      Com a câmera com defeito mesmo, fui ao passeio, desta vez ocorreu tudo bem, a Van me pegou no horário no hostel e chegamos no horário estipulado, passeio R$ 220,00 reais, fora o almoço cerca de R$ 30,00 reais. Eu queria conhecer as lagoas de um modo diferente, então resolvi comprar este, queria conhecer Arituba, Carcara, Alcaçuz e Juventude, já a emoção tomou conta no início do passeio, porque é muito, muito louco pilotar o quadricículo, fizemos um teste rápido na mini pista deles, aquele troço é forte de mais, fiquei com vontade de comprar um para mim, nunca tinha andado de moto e além do que pilotar nas dunas, falésias e o bicho é 4x4 show!!! O passeio consiste em passear no meio da floresta, subir e descer uns declives a aclives e passear nas dunas. A agência fica na praia Pirangi do Norte, Panamirim, bem próximo ao maior Cajueiro do mundo.
       
      Dica: você pode até ir de ônibus a Pirangi e contratar o passeio lá, a agência “Terra Molhada”, pode ser a mesmo coisa, talvez mais barato, aí já não sei.
       
      As paradas são nas lagoas Amarela está seca seca, lagoa Alcaçuz (mais ou menos, esperava mais) e a tão famosa Carcará pelas fotos lindo lugar só na foto, tempo média de parada para conhecer e banhos 40 min, Carcará neste dia como era final de semana tinha um evento lá da Bandeirantes, SBT e Record imagina o furdunço que estava aquele lugar, mas fui muito bom conhecer e tirar fotos, virei até celebridade pois os moradores queriam tirar fotos em cima do meu quadricículo, foi legal!!!
       
      Dica: Não vá a estes passeios das lagoas de final de semana, já tinha lido a respeito, mas fui do mesmo jeito, não voltaria “De final de semana”; Carcará existe um passeio de pedalinhos para mim dispensável, na lagoa, se não tivesse tanta gente seria mais legal, mesmo porque descobri que dá para ir de carro lá, mas não voltaria sozinho de carro não, não tem nada para fazer lá, a não ser encher a cara (mas não era o meu foco) e nadar na lagoa. Mas o passeio foi salvo e foi muito legal andar de quadricículo do que propriamente conhecer as lagoas, voltaria a fazer, pelo quadricículo. Os guias até me filmaram a toda velocidade pilotando-o, muito show amei!!!!
       
      Frustração: Soube pelas pesquisas e conversas que tive lá, a Lagoa Arituba fede a urina (mais de 4 pessoas, inclusive morador me confirmou isto), era bonito no passado e agora de longe e só para tirar fotos então atentem-se. Lagoa da Juventude secou, morreu. Em Natal eles estão com problemas muito sérios de falta de chuva o que temos aqui em abundância eles perecem com o recurso, tanto é que no passeio da lagoa de Jacumã, eles a represaram para também não morrer. Outro passeio que tinha feito no passado foi a lagoa da Coca Cola, também morreu, secou! Triste estas informações mais atuais e reais.
       
      Passeio:
      06/02/2017 – Lagoas Jacumã Aerobunda, Tirolesa e Kamikaze, Pitangui) (Possibilidade Aluguel Carro, atravessa a balsa).
       
      Bugueiros recomendados - Marcilio (84) 99960-8334/99927-1103, Moal (Informações Albergue da Costa)
       
      Preferir passeio de buggy o dia inteiro
       
      Desta vez decidi voltar a Natal, pois da última fiquei 19 dias, praticamente todos os dias um passeio diferente e não conheci todo Natal, este retorno o foco e objetivo era “Lagoa de Jacumã”. Muito eu li e busquei informações sobre o tão falado “Moal” ou “Marcílio”, o quanto eu li a respeito destes caras deveriam ser os príncipes de Natal, gente boa, bons passeios, ótimas aventuras, etc etc etc. Lenda, Lenda, tudo lenda, sabe aquela coisa não acredite em tudo que lê, passei na pele o sufoco. Meus cinco dias em Natal, todos, afirmo todos os dias tentei contatar o Príncipe Moal para o passeio em Jacumã, pedi ajuda até para Carioca e a Internauta, para o passeio na Lagoa Jacumã; não consegue ir sem Buggy, todas as agências, não quiseram me incluir para fechar um grupo, repito 5 dias praticamente tentando fechar o passeio, não me aceitaram pois eu estava sozinho e quem tinha não queria um forasteiro!!! Pensei o príncipe Moal vai me salvar, a Carioca até conseguir falar com Príncipe Moal e Príncipe Marcílio, mas ambos informaram, “Não faço este passeio exclusivo”, “Não tenho como encaixa-lo em nenhum de meus passeios”, “Só faço se ele pagar o buggy inteiro R$ 400,00 reais e ainda talvez”, pois este não é o meu foco..... Imagina um cara frustrado, agora some uma 10 caras frustrados, agora multiplique por 100, este era eu!!!!! Meu retorno a Natal foi quase que exclusiva motivo Jacumã, queria descer no Kamikaze, na tirolesa, adoro sports radicais, pois bem, mais um problema para coleção.
       
      Quer saber a frente e enfrente, vou neste lugar mesmo que seja voando!!! Mal sabia da minha peregrinação... este era minha única alternativa no momento, uma das loucuras da viagem. Começando peguei um ônibus até o Shopping Cidade Jardim 30 min, depois peguei o Nº 77 até (esqueci a cidade) 01:30 hrs e depois peguei um táxi comunitário até a Lagoa 40 min, total de trajeto cerca de 02:30 hrs. É muito longe de condução, fora que neste vilarejo o descaso do governo é tão grande, tão grande que - Se uma mãe estiver com filho doente as 19:30 hrs da noite, esquece que nem taxi vai te pegar, além do mais hospital que não existe, uma vergonha este descaso. Pois bem, cheguei a Lagoa todo preocupado, aonde eu estava, que lugar é este, totalmente desnorteado, imagina aqueles taxis que carrega cachorro, periquito, galinhos e nós... Na lagoa tinha uma casa/restaurante que serve comida para os turistas (XXXX) eu desnorteado com as minhas coisas, fui atrás de informação, cada descida kamikaze R$ 13,00 reais, descida tirolesa    R$ 13,00 reais, comprei 2 Kamikaze e 1 tirolesa, melhor coisa que fiz!!!! O lugar é fantástico, primeiro fui tomar um banho de lagoa para relaxar e me reequilibrar, depois fui tirar uma fotos do lugar com quem? Minha super câmera Sports HD “F.....a” quebrada!!! Voltei e dei mais um mergulho, que delícia de lagoa, até então não tinha tantos Buggys das agências, quando resolvi... vai ser agora, vou descer de tirolesa primeiro, que sensação, show, já tinha valido por 01:00 hrs de viagem, agora vou dar outro mergulho na lagoa, porque aquele escorregador é insano, antigamente as pessoas desciam de costas e blz, agora eles descem de cabeça ... em cima de uma prancha a cerca de 60Km por hora, a uns 40 mtrs de altura, eu também tinha que descer. Depois de 15 min tomando coragem, pedi para um cara lá embaixo, me filmar. Pegando aquele carrinho, movido a motor de fusca que te puxa a uma velocidade – O Carrinho descarrila comigo em cima – Puts cagou....quase me machuquei não é um bom presságio.... vou me arrebentar todo, vou quebrar o pescoço...como o águia da PM vai me resgatar aqui....Minha filha vai ficar sem Pai....um monte de “M....a” passou pela minha cabeça.....respira...respira a frente e em frente. Lá de cima acreditem não são só seus pensamentos que travam, quando você coloca a prancha embaixo de você e começam a jogar água na lona....O instrutor segura a prancha firme, levanta a sua cabeça e a ponta dela e vaiii..... Ai meu Deus... Ai meu Deus.... Nãooooooooooo........ Nãooooooooooo..... e despenco a 60 km por hora.... – Nossaaaaaaaaaaaaaaa, que delícia, dá uma impressão que você vai ser arremessado para fora da lona e decolar da lagoa - Pronto viagem perfeita, valeu todo o sacrifício, muito show... finalmente fiz o que vim fazer, deslizei uns 20 mtrs na lagoa, “Awesome”!!!! “Awesome”!!!! Vamos a segunda vez??? Calma respira, analisa, dá um mergulho antes, relaxa!!!!! Tinha até umas crianças descendo quase de pé com a prancha.
       
      Dica: Quando você for, segure bem firme a prancha em sua cabeceira, junto os cotovelos bem próximos ao peito e unidos erga a cabeceira dela e permaneça até você parar na lagoa, existem uns barquinhos de apoio próximo, muitos perdiam o controle e imaginam, “Vídeo Cassetada”. Umas duas vezes que descer, já pega o jeito, e fiquem tranquilo, não possui “Perigo”, lógico por sua conta e risco!
       
      Minha permanência na lagoa girou em torno de 3 horas, o que eu via de Buggys chegando e partindo com 40 min de permanência, é muito pouco tempo, fora as filas imensas para descer na Tirolesa e Kamikaze. Meu medo maior foi estar no meio do nada e ficar sem apoio para voltar, coisa da minha cabeça, dava para eu permanecer mais umas 02:00 hrs que o taxi comunitário iria me buscar, margem de segurança é até as 17:00 hrs, depois disso eu não aconselho. Como eu havia pegado o telefone do ponto de táxi mais próximo de Jacumã, foi tudo tranquilo!!! Mas eu voltaria de carro.
       
      07/02/2017 – Neste dia, acordei cedo tomei café da manhã, fui fazer minha respeitável despida de Natal, agradece-la novamente pela minha estadia e principalmente de continuar linda do jeito que está.
      Minhas considerações finais:
      * Não volto mais ao Albergue da Costa e não indico, mesmo por que é bem capaz que não existe mais, as meninas me falaram que provavelmente vão fechar, e com certeza existe motivos para tal.
      * Restaurantes para comer os tão famosos (Tábua de Carne, Camarões, Barraca do Caranguejo e Coral), não fui em nenhum deles, pois não me importo em comer em lugares “sofisticados”, comendo o básico e ficar bem alimentado Show, almocei/jantei a maioria dos dias no Praia Shopping Girafas pois ficava bem próximo ao Hostel, preferi investir em excelentes passeios, em excelentes paisagens, é nisto que invisto minhas viagens.
      * Na época Natal, estourou o problema no Presídio Alcaçuz, não me senti em nenhum momento constrangido ou cerceado pelas minhas caminhadas, existia um Jipe dos Fuzileiros Navais e policiais fazendo patrulha, andava com $$$ no bolso e tranquilo.
      * Fiquei extremamente decepcionado com os príncipes Moal e Marcílio o que se tornou para mim Lenda Urbana.
      * Para compras o Vilarte Ponta Negra, muitas variedades e principalmente preço mais em conta do que os famosos Centro de Artesanato e Feirinha do Artesanato, inclusive aonde consegui fazer degustação de cachaça e licores para presentes nos outros não tinha. Castanha inteira a boa achei por R$ 20,00 reais 400 g.
      * Apesar dos pesares Natal está em meu coração e voltarei com certeza.
      Investimento:
      Passagem área ida e volta Natal cerca de R$ 800,00 reais;
      Hostel quarto compartilhado R$ 120,00 reais;
      Passeios, alimentação, lembrancinhas e câmera com defeito cerca de R$ 1.300,00 reais.
      Nota: 8
       
       
      Voando para Recife....
      Recife – 07 Fevereiro a 11 Fevereiro 2017
      Nossa como é gostoso voar de avião, dois anos e meio sem voar, sentir aquele friozinho na Barriga, olhar para os painéis do aeroporto e dizer “Estou indo embora, lógico que não estou continuando minhas tão sonhadas férias, eu era potiguar agora vou virar Recifense”, ô delícia de pensamento e sensação. Saí de Natal rumo a Recife um calor de 38˚ no aeroporto, lembrando:
      Dica: Paguei novamente o transfer para o aeroporto R$ 40,00 reais, agora ficou um pouco mais caro pois o motorista não tinha troco – penso eu que me deu um calote de R$ 5,00 reais – mas de boa fica de caixinha eles foram super pontuais...
      Tirando fotos no aeroporto, indo para lá e para cá, meu que viagem maravilhosa estou tendo, apesar dos problemas passados, vou chegar em Recife vou pegar o carro alugado, vou conhecer uma nova cidade, nadas com os peixinhos nas piscinas naturais, obrigado Deus....
      Quando reservei o carro fiquei muito preocupado, pois não a conhecia e estava muito receoso em alugar, nunca tinha feito, encontrei a locadora Budget, nunca havia falado mas quando cheguei em Natal ainda estava receoso com a locadora, será que existe, será que vai dar certo, mas olho para o lado e me tranquilizo pois até em Natal tinha um guichê deles, 0800 então Recife fichinha, como o carro era para Recife tranquilo. Paguei muito barato cerca de R$ 280,00 reais com seguro todo o período em Recife. Desembarquei no aeroporto, um sol, um clima uma temperatura maravilhosa, fui tomar uma água e fui ao banheiro, fui fazer o nº dois, fiquei por lá um tempo, consequentemente fiquei preso na área de desembarque, rs rs rs...de boa chamei uns funcionários para ligar para a administração e logo abrirão o portão para mim. Fui atrás do guichê da Budget muito rápido o atendimento e tranquilo, eu só não esperava o “Caução”, não sabia que tinha isto e mesmo porque tinha deixado o cartão de crédito para comprar outra coisas, mas sem choro R$ 800,00 reais de caução, uiiii doeu na alma um pouco. Quando o senhor retornar com o carro estornamos o caução. Vamos até lá pegar o carro eu tinha reservado um Nissam March, pois me atendia super bem preço e custo e iria andar mito em Recife queria dar comodidade para mim e a minha namorada, afinal era a primeira vez que estávamos viajando para tão longe e sozinhos, e ainda para um paraíso. Não tinha o carro ele me deram, um Ford Ka, novinho, vidro, trava, direção, porta trecos diversos e entradas USB, limpinho show.
      Dica: Carro com estes itens parecem banais mas de extrema importância, logo irei contar o porque, não pego mais carro sem estes itens básicos e principalmente você precisa ter GPS.
      Perguntei ao funcionário da locadora como faço para ir para Porto de Galinhas, lembrando não tinha GPS (pois  iriamos usar o da minha namorada), é bem tranquilo é uma reta só ele me deu as orientações certinho e fui se embora. Ainda meio receoso, afinal de contas 1º vez a cerca de 2000 km de distância da minha cidade e sem GPS....rs rs doidera nehhh....mas saindo do aeroporto, peguei a reta e fui, logo começam a aparecer as placas de identificação e sentido, mas mesmo assim parei em um posto e perguntei novamente, o rapaz me aconselhou e eu aconselho vocês a pegar a via pedagiada R$ 7,00 reais, porém muito melhor e muito mais fácil, lembrando Recife apesar de ter metrô e transporte público, sofre por problemas de grandes capitais, trânsito. Chegando próximo a entrada de Porto de Galinhas, ô que brisa maravilhosa, temperatura agradável, parei em uma pousada para pedir informação aonde ficaria a minha. Gente eu já sabia, tinha conhecido um Recifense, mas agora encho minha boca para falar “O povo hospitaleiro e gentil hein....” Nossa todos os recifenses que conversei ou encontrava são extremamente gentis.... O atendente da pousada ligou até para a minha pediu mais informações e me orientou certinho, cara muito obrigado, não vou lembrar da pousada. Chegando em frente a pousada, igualzinha a Foto em frente a uma pracinha agradável e tranquila,
      Dica: Pousada Liras da Poesia ou Pousada Branca, é a mesmo lugar, mas muito, muito boa a pousada/hostel, totalmente ao contrario da minha estadia em Natal, não vou nem citar mais o nome. Excelente atendimento, custo X benefício excelentes, excelente café da manhã e Rabanada!!!!!!!. Nossa não sou muito fã de doces, mas aquele Rabanada com leite condensado, são dos Deuses!!!!
      Estava com saudades da minha “pretinha” que na verdade é morena, mas sabia que aquele Sol iria deixa-la Jambo e queria saber acima de tudo sua experiência em voar de avião, sozinha com conexão, Kkkkkkkkkkkkkk que gostoso sacanear os outros, saudavelmente é claro, o que rende vários momentos de descontração e risadas.
      Em São Paulo, levei-a para o aeroporto de Congonhas expliquei detalhadamente aonde ela iria fazer check in, desembarque com o carro do pai dela, direção dos portões, expliquei voo de conexão pega suas bagagens do destino e não conexão, blá blá blá, blá blá blá. Saindo do aeroporto 15 dias antes do seu embarque e aí decorou está tudo bem?
      - “Lógico, agora está tudo bem, quero ver na hora do meu voo, fica com o celular ligado hein, pelo amor de Deus...” (Letícia)
      Três dias antes do embarque meu a Natal:
      - Você quer perguntar alguma coisa sobre o voo? Anotou todas as dicas e principalmente se der alguma “m....a” fixe seus olhos nos comissários eles tem treinamento para salvamento e resgate, posição fetal para impacto da aeronave,   (falei de sacanagem o final só para dar uma pilhada kkkkkkkkkkkkkkk)... (Paulo)
      - O que salvamento e resgate.... (Leticia)
      - Lógico, acidentes acontecem kkkk... (Paulo)
      Recentemente tinha acontecido aquela tragédia com o time as Chapecoense e outros passageiros, que Deus os tenha e confortem suas famílias....
      Adentrei ao portão da pousada e logo vi, uma pessoa bronzeada e brilhante, era ela, subimos até o quarto e sem explicações agora!!!!
      Sua chegada em Porto de Galinhas foi dia 05/02 eu já estava em Natal, resolvi deixa-la 2 dias sozinha só para saber como é viajar sozinha, longe de tudo e de todos, é uma sensação “Maravilhosa”, conhecer novos ares, novas pessoas, novas oportunidades, novas culturas e línguas. Uma coisa que aprendi a dar valor quando comecei a viajar sozinho é:
      - Pensamos que o mundo só está ao nosso redor, nossa cidade, bairro e emprego, devemos sair desta redoma e ampliar e conquistar novos horizontes e visões, quantas e quantas coisas temos a conhecer e a descobrir, basta querer, quantas oportunidades e conquistas teríamos se ficássemos em nosso “Mundinho”!!!! Viva com amor e intensamente, afinal nossa vida é hoje e o agora, desfrute destes prazeres, que Deus nos deu, se permita alçar novos sonhos e conquistas, o mundo é tão grande e muito além de nossas fronteiras imaginárias, devemos ultrapassa-las sim com consciência e serenidade, deguste de novos sabores e odores, descubra as belezas e riquezas de Porto por exemplo e como tem riquezas...
      O voo:
      Este é um breve relato dela.... Pernas bambas na entrada do aeroporto, sudorese no embarque. Qual é a sensação de alguém viajar sozinha de avião pela primeira vez e sozinha, terrível é lógico, o estômago vai parar na boca, a decolagem é o pior momento, avião sacudindo e um barulho quase ensurdecedor, sensação claustrofóbica se sentindo dentro de uma lata de sardinha com asas, náuseas diversas, cabeça explodindo e quando o avião pousa nossaaaaaa, que doidera, e depois avião subindo novamente quase vomitei, não tinha as tv  das poltronas, peguei a internet do avião e baixei o aplicativo da TAM, enfim ela passou muito mal!!! Precisou comer um boi para se restabelecer. Seus relatos com detalhes e dinamismo foram que renderam as risadas!!! Mas disse que não voa mais sozinha, kkkk, agora eu mando ela para o Egito!!!! kkkkkkkkk
      Sensações que não percebo mais e acredito que passageiros assíduos também. Uma grande novidade para os marinheiros de primeira viagem, segundo ela e minha opinião, valeu tudo a pena, quando vi este mar verde esmeralda transparente, já tinha passado todas as náuseas.
      Estava meio cansado da viagem, mas mesmo assim fomos dar uma volta em Porto, lembrando que já eram quase 17:00 hrs e anoitece muito rápido no Nordeste inteiro, então quase não deu para ver as praias, fomos caminhar no centrinho de Porto, que gostoso, novos ares, novo lugar para ambos, novos sonhos, novos horizontes!!!!
      Em porto, é muito bem estruturado, tem lavanderia, restaurantes, lojas de conveniência, lojinhas diversas, um pouco salgado os preços, em relação a Natal e Maceió. A pousada é muito bem localizada 10 min agradáveis de caminhada, perto do centrinho. Restaurante Gauchão para comer a vontade R$ 29,00 reais, (mais ou menos a comida) lavanderia R$ 15,90 o Kg roupa, água R$ 4,00 reais; mas lembre-se, nada disto é custo e sim investimento para você e sua vida, com planejamento e organização você não passará problemas. 
      Meu roteiro vou deixar abaixo, me planejei mal, no quesito dias, Recife/Porto de Galinhas é lindo de mais, tanto é no meu Ranking Porto ficou em segundo lugar, desta viagem, pouquíssimos dias para aproveitar suas belezas, voltarei com certeza agora com no mínimo 10 dias, e não chega a ser exagero!!!
      Minha previsão para o roteiro em Recife:
      07/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi;
      08/02/2017 – Coroa do Avião, Forte Orange e Marinha Farinha (Parque aquático);
      09/02/2017 – Gaibu, Calhetas e Cabo de Santo Agostinho;
      10/02/2017 – Praia dos Carneiros e Tamandaré;
      11/02/2017 – Recife Olinda;
      Passeio:
      08/02/2017 – Coroa do Avião
      Coroa do avião foi um achado na internet, busquei as melhores praias de Recife e logo veio esta, cerca de 100Km de Porto de Galinhas, 01:40 hrs de viagem, gente acordem cedo, como falei, o dia rende para mim!!!!  Colocamos no GPS e ele nos levou até a Praia de Gavoa, em frente a um resort, aparentemente abandonado, não sei se funciona mais, pois só havia um guardinha na guarita, pedi informações e pude deixar o carro em frente a portaria, tranquilo e sossegado. Chequem no google maps, Coroa fica no meio do oceano, como a maré estava muito baixa conseguimos atravessar de “Gavoa” até “Coroa do Avião” a pé com a água no tornozelo mas subindo bem devagar. A distância cerca de uns 500 mtrs de caminhada, que sensação deliciosa caminhar em pleno oceano, sabendo que ali logo vai estar inundado, avistamos uns moradores pegando sururu, um deles me disse que existe umas piscinas naturais que é muito bonito, porém só de barco e maré baixa, outra nova janela a ser explorada!!! Pois bem chegando a coroa não parece aquela foto linda do post, mas em cima da ilha aí sim, vemos a imensidão e sua energia, que delícia, fomos recepcionados pelo garçom Leandro (não me lembro), logo nos instalou em seu mini restaurante, muito simpático e atencioso, quando derrepente  meus olhos saltaram  - Redes de descaço dentro do mar - Nosaaaa o que eu mais queria tirar uma bela foto (agora no celular da Leticia), desfrutar um sol 40° relaxamento total e tomando uma água de coco e com o plano de fundo o Forte Orange.
      Eitaaaaaaa vida mais ou menos, até ali já valeu as quase 02:00 hrs de estrada. Água deliciosa, mar um pouco revolto, mas porque a maré aquele dia estava cheia, comemos até duas lagostas por R$ 130,00 reais, nossaaaa..., vida de rei. O gosto não é dos melhores, para o meu paladar, mas estava muito bem feito, é a segunda vez que como e vai ser a última, prefiro ainda outros peixes, frutos do mar etc. Ficamos ali até o último cliente, de vez em quando chegavam umas lanchas enormes para nos visitar e tomar uma cervejinha, não foram muitas ainda bem, resolvemos caminhar em toda a sua extensão, acredito que deva ter 1,5 km, em toda parte tirava foto e banho de mar, lá não existe banheiro, estamos no meio do mar. Resolvemos conhecer o Forte Orange contratamos uma barquinho R$ 15,00 reais a travessia do canal por cabeça, passeio dispensável ao meu ver, pois está em reforma e acredito que no futuro se torne igual ao Forte do Reis Magos - Natal, muito louco o lugar; voltaria lá uma segunda vez sim. Como adoro lanchas, nadar, mar verde etc, pedi para o piloto da lancha se podia dar um mergulho no meio do canal!!!! Adivinha o que ele respondeu, lógicooooooooooooo!!!! Nossa estava a mil, mergulhei no meio do oceano, entre Coroa e Forte,  que delícia, tirei umas fotos e filmei, pronto, fechou o passeio em grande categoria, sucesso, piloto muito gente boa, fechamos com ele até nosso retorno a Gavoa R$ 30,00 cabeça.
      Gente lindo o lugar, volto com certeza, dependendo da maré dá para levar crianças, maravilhoso o lugar!!!! Amei. Gastamos o total com água de coco, água, lagosta, cerveja R$ 280,00 reais os dois. Retornamos a Porto felizes da vida.
      Neste mesmo dia, arriscamos ir para Olinda, quem vai a Recife a não conhece Olinda, não foi para Recife, mas chegamos muita tarde já a noite e cansados, eu queria conhecer o circuito do carnaval, achei a tão famoso Rua do Bom Fim, onde “Iveti” canta para todos. Tiramos várias fotos com os poucos bonecos gigantes que encontramos, fomos conhecer a Igreja da Sé, não sabia mas existem somente três no Brasil, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, e para subir aquela ladeira, parece mais um precipício, só 4x4, pois subimos a pé, lá de cima o mirante é uma vista única, pena que não deu muito para apreciar pois a noite encobria tudo. Compramos alguns suvenirs, passamos umas 03:00 hrs em Olinda, eu sei que fomos chegar em Porto de Galinhas 22:30 hrs exaustos!!!! Mas cheios de alegria e emoção!!!
      Dica: Coroa do Avião muito protetor solar, beber muita água de coco, verificar tábua da maré (sem muita preocupação), chegar cedo!!! Chore para os garçons nos preços eles são gente boa, as duas lagostas eram R$ 250,00 reais. Não ande com muito dinheiro em Olinda ruas pouco iluminadas e escuras, mas foi tudo tranquilo, sem sustos ou maiores preocupações.
      Passeio:
      09/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi
      Eu ainda não tinha conhecido até o momento as piscinas naturais de Porto - Oxxxxi como assim, pois é, me planejei mal com relação aos dias para a minha estadia - Mas enfrente e a frente, acordamos cedo tomamos um delicioso café da manhã, que por sinal, Excelente Pousada/Hostel Liras da Poesia, comi a famosa Rabanada com Leite condensado, nosaaaaa que delícia, lembro que comi mais de 15, nem aí para aumento de peso, estou de férias!!!!
      Chegamos as piscinas 08:00 hsr da manhã. Descobrimos lá que; para você frequentar as famosas piscinas com o formato do mapa do Brasil e outras mais adiante, você tem que pegar uma pulseira de acesso/controle, pois a fiscalização dentro mar é forte e existe, sem pulseira, sem fotos!!!! E bem na nossa vez, acabaram as pulseiras e só tinha para o dia seguinte, existe um limite de pessoas para frequentar as piscinas, concordo com a fiscalização e está certíssimo, mas não desanimamos, pegamos nossos kits mergulhos e fomos em outras piscinas mais perto e maravilhosas do mesmo  jeito, vimos a Dory, Peixe palhaço, peixinhos mais variados e coloridos possíveis, tiramos excelentes fotos da vida marinha, que delícia de mar, nossa como é lindo Porto de Galinhas, ficamos de queixo caído, ficamos no mar mais de 04:00 hsr filmando, nadando e relaxando. Depois de muita alegria e satisfação, olhos cheios de entusiasmos e apaixonados cada vez mais pelo lugar, fomos até a praia de Maracaípe, vizinha de porto, 10 min andando sentido lado direito, nadamos, tomamos uma água de coco maravilhosa, geladérrima!!! Maravilhoso mar. Depois fomos para Serrambi, bem próximos de carro, entramos em restaurante (não me lembro o nome) que um manobrista tinha falado R$ 15,00 reais prato feito e água de coco R$  2,00 reais, que nada preços altíssimos, pouco variedade, não gostamos o mar revolto e maré alta, não gostei da praia faixa de areia estreita e mal entramos no mar. Descobrimos um rio com encontro com o mar, lá tinha até cavalo marinho, mas através de passeio, não fizemos ficamos na praia/rio mesmo, não gostei, muito perigoso, não levem as crianças lá, correnteza forte e perigosa, rio traiçoeiro, muito melhor ficar na praia de Maracaípe estava muito mais gostoso, mas valeu a pena para conhecer, tirar fotos e relatar.
      Passeio:
      10/02/2017 - Calhetas, Gaibu e Cabo de Santo Agostinho
      Neste dia estava previsto, no meu roteiro, conhecer estas praias, porém mudamos de planos, por que?
      Estávamos as vésperas da despedida de Porto, e eu queria que a Letícia fechasse com chave de Ouro Porto de Galinhas, então sacrifiquei este dia para nós conhecermos Maragogi, o supro sumo das praias de Maceio, “Awesome”, a Galinha dos Ovos de Ouro de Alagoas, o tão famoso Passeio das Galés!!!!!!!!!! Agora muita atenção neste post e relatos extremamente importantes!!!!!!!
      Respiro para grandes emoções....
      10/02/2017 – Maragogi (Intenção passeio para as Galés)
      Este foi a minha pesquisa para as minhas férias em Maceió, logo abaixo deixarei exatamente minha pesquisa, minhas considerações, dicas etc.
      “___/___ / 17/02 – Maragogi - Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
      Seguindo este roteiro, já impresso desde São Paulo, analisando todo santo dia para nada dar errado, perguntando mais, pesquisando mais e no final das contas, quer dizer no meio das contas “Deu ruim!!!”.
      Saímos de Porto de Galinhas 06:00 hrs da manhã, pois as pesquisas mostravam que a mare excelente para Maragogi 0.3 as 10:30 hrs seria no dia 10/02. Chegando lá, encontramos o Bar Burgalhau conforme pesquisa, fomos logo abordados pelos agenciadores de passeios, cobrando “Para o passeio as Galés R$ 100,00 por cabeça”, estamos no horário para a maré baixa até então estava tudo bem, insiste várias vezes, mais de 4 X... este passeio vai para as Galés? Sim é para as piscinas. Este passeio é a do foto principal dos catamarãs, sim é para este lugar que vou leva-los. Desconfiei, desconfiei, mas mesmo assim ok fechamos. Aqui a gente não passa cartão, detalhe eu esqueci o $$$ no Hostel, blz ele deu um jeito e pagamos no cartão. O (fulano) me disse que existem os três passeios Galés / Barra Grande e Taocas, mas que todos são iguais e a vida Marinha são as mesmas. Não acreditei muito, mas vamos lá.
      Dica: Levem dinheiro em espécie.
      Esperamos no Burgalhau, bar até que gostoso, vista muito gostosa, mar azul, aconchegante até, preços de pratos razoáveis. Ele havia me pedido um tempo pois iriamos com a lancha cheia, esperamos mais de 01:00 hsr e já tinha batido o horário da maré, um casal, chegou em cima da hora e atrasou a todos, primeira constatação que tínhamos comprado gato por lebre, pontualidade. Quando subimos na lancha, já atrasados inclusive pelo horário da tábua, o piloteiro Mal encarado, Bocudo, Ignorante, só sabia reclamar, não falou nada sobre o lugar e atrativos, segundo ponto de desconfiança (subiu as anteninhas e pensei, fizemos “Cagada”!!!). Perguntei para o piloto, aonde fica as Galés, fica a direita do Bar Burgalhau, lá para baixo, mais próximo a praia de Maragogi, mas “ninguém faz mais este passeio”, terceiro ponto, pronto constatação total “fizemos sim cagada”.
      Eles nos levaram as piscinas naturais de Barra Grande, para um turista desavisado nosso tudo lindo e maravilhoso, mas como sou macaco veio, e meu nível de exigência é extremamente alto para passeios, o lugar mais parecia um estacionamento de lanchas, águas turvas, vida marinha quase zero, peixes minúsculos mal dava para ver e a minha cara de desgosto, de frustração e a cara da Letícia de quero embora, “f....eu” o passeio inteiro!!!!
      Não nos divertimos como o esperado, muito ruim o passeio, fomos enganados duas vezes, águas turvas, o lugar era o estacionamento do Carrefour de Sábado, lancha quase passou por cima de mim, o piloto da lancha ameaçou de deixar-nos lá mesmo, “TOTALMENTE HORRÍVEL O PASSEIO”. Nunca mais volto lá, frustração total, meu Deus, isto aqui são as Galés, a tão famosa praia de Maragogi, mentira, não acredito!!!
      Dica Importante: Anota aí um telefone e um restaurante. Restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson o salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande, o Alisson foi o meu salvador de Maragogi.
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson
      Depois do passeio, 40 min intermináveis, de pura frustração e arrependimentos, voltamos a praia e ainda outro agenciador me perguntou:
      - E aí gostou do passeio? (Agenciador)
      - Muito abaixo da minha expectativa. (Paulo)
      A Letícia de mal humor eu com cara de tacho, fomos procurar alguma agência que fazia o passeio, eu descobri, mas não vou passar o nome, lembre-se “Galés=Alisson; Alisson=Galés ”, até que encontramos o restaurante Taocas aonde foi minha consagração, paramos para comer um peixe frito Delicioso, atendente super simpática e sorridente, não vou lembrar seu nome, minha salvadora, depois conto mais. Pedimos o prato R$ 65,00 reais para dois e com muita fartura, suco; vamos tentar nos acalmar e relaxar. Rolou um stress grande entre nós dois, olha que dia hein!!! Antes do prato chegar achei esta agência, que não vou falar, fica em frente ao restaurante Taocas, bem de esquina. O passeio para as galés fica R$ 75,00 reais por cabeça e nós fazemos aqui, porém só vai ter até o dia 17/02, pois depois disto as piscinas fecharão, eu iria embora de Maceió somente dia 21/02, então dava tempo para encarar o passeio de novo. Blz fechou volto outro dia.
      Depois de conseguir o passeio que eu queria, mais barato que paguei, discutir com a Leticia, queríamos tomar um banho de mar, na hora de pagar a conta, esqueci de pegar minha carteira no carro em Burgalhau, detalhe havíamos andado cerca de 2 Km em plena praia, sol rachando. Voltei correndo pela praia, passei de novo no rio Maragogi, atrás do Pontal Maragogi, uma espécie de hotel, mas é ponto de apoio das agências CVC e outras. Não queria nem encontrar o (fulano) na minha frente, tirei o carro rapidamente e fui até o Taocas, a Le já estava mais tranquila e paciente e eu também, fizemos as pazes lá mesmo.
      Dica Importante: Então quando forem a Maragogi, nem passem em frente do Burgalhau, roubada total, fujam de lá, nunca mais volto. Vá direto ao Restaurante Taocas, tentem ligar ou mesmo procurem o Alisson alí perto mesmo, ele fica bem ao lado do restaurante, em uma associação de Jangadeiros Tur, lá tem uma equipe de mergulhadores profissionais, todos muito gente boas, vão poder te ajudar caso não o encontrem; ou contratem o passeio ali, tem um Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono de uma lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur, pode contratar com ele também. Me recordo de um post que li sobre as opiniões e dicas sobre Maragogi junto com o Post da “Naomi”, existe um cara, vou tentar pesquisar, que ele fala exatamente as diferenças de Barra Grande, Galés e Taocas muito interessante o Post e tudo que ele fala alí é verdade.
      Dica Importante: Quando for até Maragogi, para você ter certeza aonde eles vão te levar faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Minha experiência falando o que é realmente o passeio as Galés. (Este eu conto em Maceió), sou Recifense por enquanto lembra? Então até mais.... vá lá e me encontre.
      Retornamos a Porto, depois de um dia turbulento, arriscamos ir para Muro alto, mas já estava muito tarde, a maré em Porto é muito alta a partir das 16:00 hrs, e não aproveitamos nada, mas voltarei com certeza. Chegamos a tarde/noite,  tomamos duas caipirinhas Seriguela e Abacaxi com pinga Pitú, em frente as piscinas naturais, sentados na areia, vendo o entardecer do sol, que imagem linda.
      Passeio:
      11/02/2017 – Porto de Galinhas
      Ai ai, aqui me despeço desta terra maravilhosa, de povo solidário e gentil, de visões e experiências incríveis, ai que saudade está me batendo, mas não menos antes da dar um último mergulho nas Piscinas Naturais, ai que saudade, que delícia.
      Como era nosso último dia, eu iria continuar minhas férias mas a Le retornaria para São Paulo, então resolvemos acordar cedo para o último mergulho, levantamos 05:00 hrs da manhã, que delícia, caminhamos até a praia com o céu claro e mar um pouco turvo nada para se preocupar. Neste dia, como está no meu face, está a foto mais incrível que conseguimos capitar, está bem na capa do meu perfil, Porto de Galinhas as 06:30 hrs da manhã. A Le estava com receio de entrar no mar, então eu entrei primeiro e falei daqui a pouco eu volto e falo se o mar está bom ou ruim kkkkk – fiquei mais de 50 min analisando se o mar estava bom – kkkkk é lógico que estava, eu que não queria deixa-lo, e depois veio “brigar comigo” porque esqueci ela lá kkkkkkk – mas estávamos muito felizes em ter conhecido Porto, os ambulantes arrumando as barracas, o Sol cada vez mais quente, a água um pouco turva, mas mesmo assim consegui ver “meus” peixinhos coloridos. Quando você está no mar sozinho, você consegue esq                uecer de todos os problemas, mas é lógico que bate uns pensamentos loucos....Quando estava sozinho eu e o Mar me lembrei que estava em Recife e justamente no horário em que os tubarões se alimentam, água turva, nossa saio ou não saio, está muito gostoso aqui, água quentinha, ai ai....Calma respira, os tubarões não se alimentam em arrecifes e você está sobre um, lembra??? Que pensamentos doidos nehhhh, mas saibam que esta informação é importante, se estivesse em qualquer outra praia Recife saiba que existe a possibilidade, depois te conto um relato. Mas felizmente não aconteceu nada, até aí estamos nadando tranquilamente nas piscinas, curtindo nossas férias, um ao outro, e de olho no relógio. Saimos do mar depois de 02:30 hrs nadando, fomos rapidamente a Pousada/Hostel tomar nosso último banho e nos despedir do pessoal.
      Dica: Aconselho muito Liras da Poesia vale muito, muito a pena, e como eu falei peçam a rabanada com leite condensado, doce dos Deuses.
      Malas dentro do carro, coisas arrumadas, GPS sentido Aeroporto Recife e bye bye Recife, obrigado por tudo, por nos receber, por nos acolher e voltaremos com certeza. Já dentro do Aeroporto minha despedia da Le e meu sonho continuando, umas atrapalhadas é claro, devido minha ansiedade de devolver o carro, fazer cheque in, voo no horário mas cabeça nas nuvens e a Leticia pegando voo novamente sozinha para Sampa, eita que aventura kkkkkkkkkkkkk, imagina o que aconteceu kkkkkkkkkkkkkkk passou mal de novo, as vezes é gostoso dar risada das desgraças dos outros.....só para sacanear......mas foi mais tranquilo!!!
      Porto realmente foi um excelente descoberta, voltarei com certeza.
      Passeio:
      05/02/2017 - Praia do Carneiros
      Relatos da Letícia – Ela gostou muito, vale a pena  conhecer, lugar lindo, excelentes fotos pois eu vi, igrejinha famosa, faixa de areia um pouco curta, mas valeu a pena R$ 60,00 reais. Não vou entrar em detalhes, pois minhas visões e expectativas são outras, então fica aqui o relato.
      Investimento:
      Passagem área ida Natal para Recife 1 adulto R$ 200,00 reais;
      Passagem área SP para Recife ida e volta 1 Adulto R$ 700,00 reais;
      Hostel quarto feminino (ar condicionado) 2 diárias R$ 150,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Hostel quarto casal para dois (ar condicionado) R$ 700,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Aluguel do carro para todo o período R$ 285,00 reais;
      Passeios, Alimentação, lembrancinhas e gastos diversos R$ 1.800,00 para os dois;
      Nota: 9.70
      Voando para Maceió....
      Maceió – 11 Fevereiro a 21 Fevereiro 2017
      Minha última fase de minhas férias, está acabando, que nada, tenho mais dez dias de puras emoções e descanso ainda, então mergulhe em suas férias. Chegando no aeroporto cerca de 40 min de voo bem tranquilo Recife a Maceió, a mala já com algumas lembrancinhas, havia despachado alguma pela Le, e agora sozinho em Maceió.  Em toda a minha estadia em Maceió senti o clima e os ares não foram os mesmos do que os outros lugares em que estava, Bertioga, Natal e Recife, talvez por estar chegando ao final de minha viagem, não sei, mas em toda a minha permanência em Maceió, não em Maragogi que para mim é outra Maceió, o clima é meio pesado!!!
      No aeroporto fui atrás de um transfer para o albergue, pensei que era o mesmo preço de Natal, “mas só que não”, todos os transfer R$ 75,00 reais para o destino, deixa quieto; logo os taxistas começam e te abordar e oferecer o serviço, taxistas clandestinos, ai aí “Clandestino”, esta palavra me fez ficar com calafrios nos primeiros dias, logo logo te conto!!!
      Fechamos o preço a R$ 50,00 reais, lembre-se taxista clandestino, calça jeans igual a borracheiro, atravessava sinal vermelho e na calçada, falando das mulheres como se fossem objetos de prazer e algo a mais, não podia ver uma na rua que logo começavam os assédios, palito de dente na boca igual a caminhoneiro e por aí vai. Bem ele falou que meu trajeto era de 38 km, mas consultei no google maps foram 24 km, ele conhecia o albergue e me levou certinho cerca de 50 min de carro, no trânsito. Meu Deus o que é este trânsito um dos piores do mundo ao meu ver, para mim chega a ser pior do que de São Paulo, mais um problema de todas as grandes capitais, horrível, principalmente em horário de pico, transporte público precário, existe o metrô para tentar aliviar o trânsito, mas sem investimentos em transporte público, população desesperada ou já acostumada com o descaso, detestei esta parte, mas estou de férias.
      Enfim chegamos ao Albergue, nesta viagem depois de pesquisa, fechei com o “Brazuka Hostel, Ponta Verde – Unid Maceio”, eles possuem duas unidades uma em Maceió e outra em Maragogi. Só conheci a de Maceió e ouvi várias coisas e opinião de Maragogi, vou falar mais a frente. O albergue é de um Argentino chamado Facundo, muito solicito no que eu precisei, possui até que uma proposta boa, mas para mim não funciona muito bem, de ter voluntários em troca de hospedagem, para ajudar na manutenção e hospedagens dos hospedes, e um “Bar Man Argentino” exclusivo no hostel, depois falarei mais, o porque das aspas!!!
      Pois bem, como já tenho experiência em outros Hostels, pois já me hospedei em mais de 10 diferentes, posso falar com propriedade, a proposta é muito boa e de extrema necessidade os voluntários, porém você tem que ter empregado fixo no Albergue, pois imaginem uma situação:
      Você possui um carro e infelizmente bateu, leva para o funileiro ele arruma ficou em sua opinião bom, só que na semana seguinte você bate novamente o carro no mesmo lugar, leva novamente ao funileiro, só que desta vez é outro profissional que vai arrumar, vai ficar do mesmo jeito e igual ao anterior? Não nehhhh.... Aí na semana seguinte você bate de novo no mesmo lugar e outro funileiro arruma, vai ficar igual ao anterior, lógico que não!!!!!
      O que eu quero dizer com esta analogia? Um albergue ou qualquer estabelecimento em que recebem pessoas, precisam de cuidados e rotinas iguais todos os dias, para receber bem seus hospedes, ter um bom café da manhã igual todas as manhãs, serviço de limpeza, cuidados no quarto, banheiros, piscina, arrumar coisas quebradas igual a chuveiro, micro-ondas,  simplesmente ter um padrão, mas infelizmente não é isto que acontece no “Brazuka Hostel”. O clima do Hostel é bem agradável sim, muito gostoso várias pessoas do mundo inteiro, nunca fiquei em um só lugar Brasil, EUA, Alemanha, Argentina, Chile, França e Espanha, é muito legal esta miscigenação, muito interessante. Porém o Hostel em sí, é muito largado, muito judiado. Uma casa enorme, confortável, cheio de banheiros, quintal enorme, piscina, infelizmente judiado e largado. Não chega ao clima e estadia do albergue de Natal “Albergue da Costa”, mas está próximo, o de Natal é muito ruim, muito pior, nunca mais volto!!!!
      Primeiramente fui recepcionado por uma voluntária a “Jenny” uma graça de pessoa, muito educada, gentil uma Chilena que mora na Espanha, de 20 e poucos anos desbravando o mundo e o Brasil. Com certeza ela não recebeu as orientações corretas do proprietário, Facundo, acredito que, quando você tem um negócio você tem que respira-lo 24 hrs por dia, você tem que estar atento a problemas, a dificuldades a coisas quebradas, a dicas, opiniões tudo que possa agregar ao seu negócio, mas infelizmente não acontece em seu caso.
      Chegando ao Hostel a Jenny me encaminhou para um quarto coletivo masculino, eu tinha reservado o coletivo feminino, desfiz toda a minha mala, minhas coisas e fui dormir um pouco, pois estava exausto. O Facundo não se encontrava. Cheguei no Hostel por volta das 14:30 hrs a dormi até as 16:00 hrs, felizmente consegui descansar, uma coisa que não gosto é dormir na cama de cima beliche, mas não tinha escolha. Como eu falei e repito, quando me hospedo em um, procuro uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, o resto é consequências....
      Tomei um banho e fui conhecer novos ares e fui direto a praia fazer uma caminhada, a partir de agora vou colocar meu roteiro, minha pesquisa em cima deles falo minhas considerações. Coloquei as legendas (desenhos) na frente, ajuda a bater o olho e identificar o que é o que.
      A orla de Maceió é muito extensa e muito bonita, muito gostoso caminhar, correr logo nas primeiras horas da manhã, a tarde muita gente de bicicleta, adultos, poucas crianças mas muita a se fazer e conhecer. Não entrei, neste dia, na praia, pois como ficaria muitos dias em Maceió, precisava alugar um carro, que nesta viagem também indispensável, e fui atrás de locadoras, precisava sacar dinheiro e comer, fui fazer tudo neste dia. Como qualquer outro lugar novo e desconhecido, me perdi para voltar ao Hostel, e como me perdi desta vez para encontrar o Hostel, só para se ter uma idéia me acostumei com o lugar, no quinto-dia, de tão perdido, tão perdido que fiquei, mesmo porque o anúncio do Hostel informava que ficava a 20 min a pé, que nada, 15 min no máximo você, está na praia eu que não sabia andar mesmo. Até que para mim bem localizado, houve história de outras pessoas que não gostaram, outras gostaram, com relação a localização ficou meio a meio.
      Dica: Existe o mercado Compre Bem faz parte da rede “Walmart” igual a de São Paulo, muito barato as coisas, excelente dica que obtive no site, próximo ao Hostel, bem próximo a praia, em frente ao ponto de Taxi.
      Passeio:
      12/02/2017 - Garça Torta e Riacho Doce
      “Previsão 12/02/17 / Efetivo 12/02/17 - Garça Torta e Riacho Doce pra mim os melhores lugares na terra, água é muito boa, praia tranquila, praticamente deserta. ² Peça auxílio ao cobrador para descer no restaurante Lua Cheia, descendo você entra na ruazinha atrás do restaurante dá acesso a esses dois bares, ambos na beira da praia (Milky é na beira da praia e tem acesso pra ela e você pode escolher ficar na areia ou na parte mais abrigada, na do Seu Manoel você fica na areia) Garça Torta 13 km, Riacho Doce 16 km.
       
      u - Ipioca
      ² - Bar do Seu Manoel (conhece como bar do Carlinhos), Milky Bar: Público é LGBT e friends, barman é formada em coquetelaria em Londres
      ä - Restaurante do Zezé, no centrinho de (Riacho Doce)”
       
      Acordei de manhã, agora já instalado em outro quarto nos fundos do Hostel, aonde ao final da noite, finalmente conheci o Facundo o proprietário, me hospedaram em um quarto com 12 camas balançantes, dois ventiladores que mais pareciam uma turbina de avião, teto baixo e buracos no teto, tanto é que levantava a mão e o alcançava; armários muito receio de encostar neles com medo de pegar tétano, de tão podre e corroído estavam. Mas de qualquer forma foi o melhor local, naquelas condições, pois peguei a cama de baixo, perto da janela e no fundo da casa, dormi todos os dias tranquilamente, com muito calor é lógico.
      Praticamente todos os dias, eu era o primeiro acordar, queria aproveitar o máximo, meu relógio despertava 06:30 hrs da manhã quase todos os dias, e quando o passeio era longe acordava mais cedo ainda. O café da manhã são preparados pelos voluntários, agora voltem a analogia funileiro!
      Café da manhã do Hostel, razoável, até o de Natal era melhor, gente me desculpa, mas é impossível nesta altura do campeonato, não fazer comparações, estava na estrada a cerca de 20 dias, mas tentava me alimentar bem, para um dia corrido.
      Fui a praça próximo ao Hostel, peguei o ônibus de acordo com a pesquisa, “Ipioca” demorou mais de uma hora para passar, pois era Domingo e cerca de 01:00 hrs para chegar ao destino. Pedi ajuda ao cobrador para descer em Riacho Doce e assim começa minha aventura em terras alagoanas, de agora em diante sou Alagoano de coração!!!!
      De bermuda, protetor, câmera digital “f....a”, camiseta e dinheiro, fui conhecer Riacho Doce, praia realmente tranquila, mas muita aquém de “Melhores lugares da terra”. Gente não quero criar confusão ou muito menos discórdias, neste post, estou dando minha opinião, minhas ressalvas e minhas dicas, mesmo porque agradeço e muito ao Pedro e Naomi,  porque se não fossem eles, não teria direção e norte para conhecer o que eu conheci, muito obrigado do fundo do coração aos dois pelas suas valiosas dicas.
      Fui caminhar na praia tirei algumas fotos entrei no mar um pouco, mas não gostei muito, a praia estava cheia de algas marinhas, dá aquela impressão de água suja, não curto, mar pouco revolto, areia amarelinha bonita até, mas permaneci lá somente umas 02:00 hrs. Tomei uma água gelada e uma água de coco em um barzinho/pousada bem próximo ao rio Riacho Doce.
      Caminhando voltando sentido Garça Torta, muito melhor que Riacho Doce, primeiramente fui ao “Milk”, bar realmente agradável, boas instalações e clima gostoso. Fui perguntar ao garçom se era aqui, que se preparavam os famosos Drinks de Londres, se a dona tinha formação no exterior, etc, não soube me responder!!! Foi aí que conheci o atual dono do Barzinho “Zeus” era o seu nome, um coroa de cabelos grisalhos com os seus 1.90 mts de altura, paulista que comprou o bar a cerca de 5 anos da antiga dona - a formada em Londres - muito gente boa, extremamente simpático e gentil com seus cliente, me disse que o bar tinha entrado para a Revista Veja como um dos melhores drinks de Maceió, fiz várias perguntas a ele qual era a proposta do bar, seu publico etc, etc ficamos conversando cerca de uns 25 min, muito simpático por sinal. Realmente o clima é muito gostoso, bem em frente as águas mornas de Maceió, público eclético, grande parte familiares frequentavam neste dia, mesas debaixo de coqueiros enormes, com sombras deliciosas para cada sol de Maceió.
      Resolvi experimentar uma caipirinha de maracujá, o básico primeiro para saber como é, depois poderia pedir algo mais requintado, preparado por seus garçons, nada de mais!!! Não achei melhor nem pior das que havia tomado, estava gostoso, muito gelo, mas bem preparada, nada de sul real. A caipirinha de maracujá que tomei na entrada da praia Boiçucanga SP estava muito melhor, Pedi uma porção de petiscos da casa “Bolinhos de peixe” se não me engano, era o diferente da casa, pouquíssima quantidade, gostoso até, pelo preço estava razoável e tomei uma água de coco no copo, queria ter tomado no próprio cocô, na hora estavam uns Djs tocando funk, odeio funk, para mim música lasciva, promiscua, nada a acrescentar a ninguém, só traz destruição e terror as famílias. Ele disse que entraria outro tipo de músicas, não esperei para ver, fiquei cerca de 01:30 hrs, voltaria e aconselho irem com seus amigos e familiares, sem este estilo de música, final das contas cerca de R$ 50,00 reais mais couver, ele não me deixou pagar agradeci muito e me fui embora.
      Bem ao lado, está o Bar do Carlinhos, seu pai chamava-se Manoel, estava fechado um tempo, o filho Carlinhos resolveu abri-lo novamente e gente.... Lotado de gente, clima extremamente agradável, muitos homens e mulheres pais e mães de família estavam ali para descansar e curtir o que? Um poderoso som de gaita e uma banda afinando seus acordes, começaria ali um mega Blues, alguém imaginaria um Blues em frente a praia, em plena Maceió terra do forró, cerveja extremamente gelada, ahhh é aqui eu vou me instalar. Pois bem fiquei.
      Estava de pé, bem em frente ao barzinho, lugar simples porém aconchegante e vi um Homem cabelos compridos e brancos, estilo metal, dando atenção a todo mundo, logo percebi que era o Carlinhos fazendo a social. Pedi ao garçom uma mesa, mas era impossível no momento estava lotado de gente, então pedi uma cadeira mesmo, os garçons estavam a mil com os atendimentos, chamei o Carlinhos e pedi novamente, 1 min depois chegou. Deixei minhas coisas em cima e bora para um mergulho, que delícia de água, que delícia de lugar, que delícia de esfera, voltei preocupado com as minhas coisas, que nada, mania de Paulista que vai ser roubado. Quando voltei chamei o Carlinhos para umas perguntas, fiz as mesmas perguntas a ele sobre o bar, e foi muito simples direto, “O Bar é isto aqui que você está vendo, Rock and Roll, famílias tranquilas e diversão”, ficamos conversando cerca de 10 min desta vez, ele estava muito ocupado!!! Peguei minha cerveja gelada, tomei uns golinhos e de novo para o mar, agora com trilha sonora do Blues, que delícia de lugar, mais tarde pedi um prato executivo porção de arroz, batata e frango cerca R$ 20,00 reais quantidade muito pouca pelo preço razoável, para enganar a fome, cerveja cerca de R$ 8,00 reais eu sei que fiquei lá umas 04:00 hrs realmente muito gostoso o lugar, voltarei com certeza e indico também,  minha conta cerca de R$ 70,00 reais, agora tive que pagar, me despedi do Carlinhos agradeci a hospedagem e conversa, de volta a ponta verde, ônibus lotado, cachorro, periquito, galinha todos a bordo e vamos que vamos, programa de família privilegiadas por  morarem perto das belezas de Maceió!!! Final da tarde cheguei em Ponta verde cerca das 18:30 hrs. Primeira coisa tomar um belo de um banho, hidratar o corpo e lavar minhas coisas, pois a câmera continua “f.....a”.
      Dica: Quando vamos a praia, sabemos que Sol e Mar combinam para descanso, paz e tranquilidade, mas existem as consequências, nossa pele, os dois juntos castigam e muito, pesquisando descobri o “Johnson’s Óleo Baby com Amêndoas”, hidrata e amacia a pele, este é um dos itens indispensáveis em minhas viagens, quase nunca descasco, minha pele não arde pós sol e principalmente tenho alergia a protetor solar então, depois do banho, tomo outro com ele, depois disto minha idas a praias nunca mais passei perrengues, fico bronzeado mais uns 15 dias.
      Neste mesmo dia, fui até o Compre Bem, comprar alguns mantimentos, comprei várias Águas de garrafinha, comida congelada Lazanha, Escondidinho muito prático, fácil e barato para mochileiros, Coca-Cola e uma caixinha de cerveja Stella Artois. Quero fazer um adendo aqui, ultimamente e faz alguns anos em minha fase da vida, diminui e muito a bebida, por questão de escolhas, porque agora sou Pai e também não faço a menor questão em beber nas minhas viagens, não quero meu cérebro entorpecido de álcool diante das belas e exuberantes paisagens que encontro em minhas empreitadas, quero que as imagens permaneçam muito tempo em minhas memórias e lembranças. Só para ter uma ideia para comparação, se eu tomei 10 latinhas de cerveja nestes 28 dias viajando, estou exagerando e muito! Mas resolvi comprar a Stella, gosto muito dela e queria comemorar comigo mesmo minhas tão sonhadas férias. Chegando ao Hostel, deixei na geladeira e freezer, com o meu nome identificado, e mais tarde fui dormir..... (continua)!
      Passeio:
      13/02/2017 – Previsão Francês
      No dia 13 já estava previsto eu ir para a tão famosa Praia do Francês e também alugar um carro, porque no dia seguinte 14/03/2017 era o último dia para eu voltar a Maragogi, e também da Tábua da Maré, as piscinas seriam fechadas a passeio por causa da ressaca. Então resolvi suspender este passeio.
      Demorei dois dias para encontrar o carro através do Ipad do “Bar Man Argentino”. Reservei através do site Expedia o na locadora Budget, a primeira vez muito barato, tinha dado tudo certo em Recife, carro excelente para o meu uso, tudo acertado, reserva feita preço estipulado em R$ 500,00 reais para todo o período em Maceió, só faltava pegar o carro no aeroporto e pagar!!!! Só que não, tudo errado!!! Outro Desespero com frustração em minhas férias.
      Logo de manhã aguardando contato com outra locadora, precisava de um carro com GPS, pois como sou extremamente perdido e andaria muito para as praias, acessório indispensável, só que o agente queria me alugar o carro sem GPS e falei que não, isto me atrasou horrores para a minha reserva do aeroporto. Pedi a Leticia em SP, enviar um Uber para mim, o cara chegou rapidinho e foi bem tranquilo, detalhe viagem Hostel até aeroporto R$ 34,00 reais, “Mesmo preço do taxista borracheiro!!!”  Uber em Maceió funciona e muito bem. Chegando ao aeroporto quase aos 40 do segundo tempo, fui até a Budgte, quando para o meu desespero:
      - O senhor alugou o carro através do site expedia? (Atendente)
      - Sim... (Paulo)
      - O senhor vai querer contratar o seguro e GPS? (Atendente)
      - Não, porque pelo site, já fiz isto... (Paulo)
      - Não fez não... pelo site o senhor só alugou o carro, pelo sistema só está reservado o carro, este site Expedia engana as pessoas mesmo... (Atendente)
      - E quanto ficaria mais estes itens? (Paulo)
      - R$ 990,00 reais, R$ 400,00 reais a mais do orçamento.... (Atendente)
      Naquele momento meu mundo desabou, e agora, não tenho dinheiro, não tenho o calção necessário, já dispensei as outras locadoras e agora e agora???? Detalhe que se tivesse agido com mais calma e tranquilidade, eu já tinha encontrado uma locadora na Orla, logo após o posto Policial, quase ao lado banco itau com valor de R$ 660,00 reais sem GPS, mas acredito eu que ele poderia dar um jeito.
      Sem chão, desolado no aeroporto e com o último dia para ir a Maragogi na cabeça, (lembrando da minha frustração já passada em Maragogi), não havia mais tempo de fechar passeio para Maragogi, nem para as Galés, tenho que fazer alguma coisa, “Situações extremas, requer medidas extremas”....
      O que eu vou falar aqui, eu não indico e não sei se faria novamente, mas infelizmente era meu último recurso, já cansado e extremamente exausto, aluguei um Carro clandestino no próprio Aeroporto, aquele com contrato de papel de pão e pagamento adiantado em dinheiro. Consegui um Logan 2015, sem vidro, sem trava, sem GPS e só com ar condicionado, por R$ 600,00 reais. Depois deste instante, estava parecendo uma vadia se prostituindo, para valer a pena minhas férias, passando um monte de “m....a” na minha cabeça. Esses caras vão vir atrás de mim, vai me roubar o carro, vai me assaltar, vou para delegacia, vai cagar toda as minhas férias, olha o que estou fazendo????
      Saindo do aeroporto, fui atrás de GPS para comprar, encontrei uma Loja do Extra que estou com problemas até hoje com eles, aqui em SP já acionei até o Procon e Reclame Aqui. Procurando e procurando e o dia indo embora, não encontro GPS em nenhum lugar de Maceió, até que bateu uma ideia, ainda preocupado com o possível assalto dos agenciadores do aluguel do Carro.
      Não tenho celular, minha namorada vive me enchendo o saco para eu comprar um e na verdade preciso de um, vou atrás de um baratinho. Entrei em uma das centenas lojas do Extra e começo a pesquisar um máximo de R$ 400,00 reais que não tinha e não estavam nos meus planos e que tenha GPS e 4G, parcelei a compra no cartão de crédito. Rapidamente o vendedor me mostrou um que aparentemente me atendia, não vou explicar o problema aqui que estou tendo, mas ele me garantiu que funcionava GPS e 4G. Agora tenho que comprar um plano de Internet, para uso do GPS. Mais R$ 40,00 reais de plano, não estavam nos meus planos.
      Dica: Quando estiver em viagem, é muito mais barato vocês comprarem um plano de voz e dados do estado local,  seja DDD 82, 84 etc para uso de internet e voz, do que você usar seu plano de qualquer cidade que more, depois é só cancelar e tudo certo. Sei disto o porque minha namorada com o plano dela de SP em Recife gastou mais R$ 150,00 reais de voz/dados para uso pessoal e nosso GPS. Sendo que lá tinha um plano de R$ 40,00 reais, a claro funciona muito bem no Nordeste, igual a Vivo aqui em Sampa.
      Celular GPS configurado, carro em mãos e tanque cheio, com os olhos atentos a motoqueiros e ladrões, procurando algum rastreador dentro do carro, eles poderiam roubar o carro de madrugada no Hostel, olha o tamanho das besteiras que passavam na minha cabeça. Agora tenho que comprar um suporte para celular, mais R$ 25,00 reais que não estavam previstos, eu sei que depois de toda esta correria das 08:00 hsr da manhã até as 15:00 hrs da tarde resolvendo problemas, pois não consegui visualiza-los antes, precisa urgentemente de um banho de mar, terapia de relaxamento instantâneo. Ou seja, mais de R$ 1.000,00 reais gastos em menos de 4 horas; levo dinheiro para emergências, mas não imaginaria que isto seria uma..... Havia uma galera do Hostel que estavam me aguardando para irmos ao Francês desde a manhã, iriamos todo juntos. Resolvi então ir para praia Pajuçara.
      Passeio:
      13/02/2017 - Pajuçara
      “Previsão 11/02/17 / Efetivo 13/02/17– Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, águas claras e calmas, aqui ocorrem os passeios de Maceió. À tardezinha/noite, as vans dos passeios ficam paradas perto da feirinha de Pajuçara, (Verificar se tem passeio para Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce juntos) oferecendo os passeios. Trabalham geralmente com vans e praticam preços menores do que as agências mais conhecidas, preços são praticamente tabelados, aos domingos, a Av. Silvio Carlos Viana (trecho Pajuçara / Ponta Verde) fica interditada para carros e, além do calçadão e da ciclovia, as pessoas podem circular pelas pistas que ficam bem movimentadas, agradável área de lazer, ao longo da orla aluguel de bicicletas, na praia de Pajuçara fica uma fileira de jangadas, que fazem o passeio pelas piscinas naturais de Pajuçara. É um passeio tradicional da cidade, mas disseram que as águas estão turvas e vale pelo passeio de jangada em si e não pelas piscinas 700 Mtrs”.
       
      b - Aluguel Bikes
      - Piscinas naturais (Caio Mar)
      - Feirinha da Pajuçara / Pavilhão do Artesanato (Av. Sílvio Carlos Viana, 1447, Ponta Verde) / Mercado Municipal
      u - Circular 2
      ² - Bar/Balada Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata / Barraca do Pirata / Botequim Paulista (Rock)
      ä - Parmegianno, Av. Dr. Antônio Gouveia, 1259, 3313-9555, 9331-7032”
       
      Bem realmente as águas são calmas e turvas, não consegui ir as piscinas naturais imaginei que seriam “turvas” e não seria tão legal quanto Porto de Galinhas, já era final da tarde, para este passeio, quando fui pesquisar, R$ 30,00 reais por cabeça mas tem que chegar cedo 07:00 hrs para reservar na Orla, não me arrependo de não ter feito, mesmo porque agora tenho uma impressão e opinião formada sobre Maceió, mas só vou contar no final. Realmente todas as agências ficam na Orla aguardando os turistas, os passeio em si, são muito mais baratos do que  Natal ou Porto de Galinhas.
       
      Se existisse um passeio igual nestas três cidades que conheci, ficaria mais ou menos assim o investimento, em Natal  R$ 120,00 reais, Porto R$ 150,00 reais e Maceió R$ 80,00 reais e tenham ciência que, todos ficam restritos aos horários das agência, vou dar exemplos a frente. O aluguel de bicicletas são aquelas de duplas, cadeira uma do lado da outra, meio pesado ao meu ver.
       
      Dica : Feirinha da Pajuçara e Pavilhão do Artesanato são bem legais, o Pavilhão muito mais, mais variedades e preços melhores, não fui em nenhum bar acima, tentei ir no Barraca do Pirata mas estava fechado já as 21:00 hrs.
       
       
       
       
       
       
       
      Dica ²: Se você estiver com a pretensão de curtir a noite de Maceió, “Esquece”, “Ouviu esquece!!!!!”, “Ouviu de novo Esqueceeeeeee!!!!” Toda a orla, bares e da cidade dormem cedo, só para ter uma ideia, os tão Famosos, Mega Blaster “Barraca Lopana” e “Barraca kanoa” 22:00 hrs nem música tem direito, passei mais de 5 vezes na frente e a noite, nem de final de semana, pré carnaval dá ânimos aos Alagoanos, vida noturna aos Baladeiros é horrível, vários alberguistas reclamaram disto, eu nem me importei, porque não era o meu foco, mas se estivesse na pele ficaria muito decepcionado. Diferente de Pipa em Natal, não frequentei, mas 02:00 da matina é cedo!!!! Então pensem bem quais são os propósitos!!!! Em Natal existe o “Calangos” em Pipa das 02:00 hsr da matina até 08:00 hrs vendo o sol raiar.
       
      Dica ä: Para comer realmente o Parmegiano é muito bom é bem servido, eu que como igual a um Dinassauro, o prato pequeno o básico fiquei muito satisfeito, filé a “Parmegiano” R$ 26,00 reais é uma delícia, muito saboroso e muito bem feito, detalhe chopp uma delícia também. Existe outro lugar bem próximo ao Pavilhão do Artesanato o “Comida de Mainha” R$ 29,00 reais come até morrer, comida achei mais ou menos, mas come até morrer, muita variedade.
       
      Passeio:
      14/02/2017 - Maragogi
      “Previsão 17/02/2017 / Efetivo 14/02/2017 – Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
       
      b - Possibilidade aluguel de Bicicleta em Pajuçara e levar ou aluguel de Buggy/Triciclo Bugalhau
      - Passeio deve ir nas Galés / Tábua da Maré / Piscinas Naturais
      ä - Bar Burgalhau / Restaurante Corais do Maragogi (Compra passeios)
       
      Último dia para ir a Maragogi, presenciar um dos lugares mais maravilhosos da terra, em minha singela opinião, pois não acredito que minha primeira experiência “daquilo” seja “Maragogi”, a tão famoso foto dos parrachos, dos arrecifes, dos catamarãs atracados junto um ao outro é Photpshop!!!
      Acordo 04:30 hrs, já tinha conversado com o agente da agência de passeios, como eu falei não vou falar o nome, dias antes sobre o passeio e ele tinha sido bem claro:
      - “Nós fazemos o passeio para as Galés, fica R$ 75,00 por cabeça, mas você tem que dar um sinal para reservar, ou caso não queira, tente chegar cedo, talvez ainda consiga....
      Pois bem, não reservei, resolvi apostar, as vezes eu gosto de viver fortes emoções... Saio do Hostel 05:00 hrs da manhã, o céu claro e o sol já esquentando os motores, sei que de Maceió até Maragogi são 140 km, cerca de duas horas, calculei 07:00 hrs estaria lá tranquilamente. Já na estrada, GPS posicionado, bateria Ok celular, levei cabo USB e carregador, mas pensei que não “usaria” engano meu, com o coração aberto e receptivo, 06:40 hrs chego novamente a Maragogi, ai ai, que delícia de lugar e férias, estou com tempo de sobra resolvo parar no “Posto Ipiranga – Auto Café”, já bate uma fome, e cérebro meio lento da viagem, estaciono o carro o Sol já a Pino.
      Eu não tenho o costume de tomar café preto ou suas variações, mas neste dia tomei, quero deixar o cérebro atento e focado no passeio. Olho o cardápio e vejo “Ovos mexido a moda do chefe”, nossa lembrei na hora de Bertioga, que delícia de ovos mexidos, resolvi pegar e um café médio com leite – Nunca tomei um café da manhã no meio da estrada, podemos dizer industrial, tão gostoso na minha vida, o que era aquele “Ovos mexido a moda do chefe” aquilo é maravilhoso, se tivesse mais tempo, comeria mais umas duas porções fácil, falei até para caixa atendente da minha satisfação e prazer de ter provado e comido, maravilhoso, agora o de Bertioga ficou em segundo plano. Fazendo um Jabá, realmente o Posto Ipiranga cumpre o que fala, volto com certeza, café com leite muito bem feito, nem parece de maquina expressa. “Awesome”.
      Chegando ao Restaurante “Taocas”, encontro novamente a garçonete simpática e batemos um papo rapidamente, ela pergunta da Leticia falo que está tudo bem mas agora retorno a ficar sozinho nas minhas férias, peço um favo de carregar meu celular pois bateria tinha ido já para o espaço, ainda bem que levei o carregador, não sabia que estes celulares consumem um bateria que só....
      Vou até a agência e ainda estava fechada, era 07:15 hrs, resolvo tomar uma água de coco gelada para esperar, em paralelo resolvo ir a outra agência para ver se tinha o passeio o rapaz falou que tinha sim, ótimo se der errada em um o outro vai dar certo. Tomo toda minha água e vou até a agência de esquina, o agenciador me recebe:
      - Bom dia, dias atrás vim aqui falar sobre o passeio das Galés e hoje resolvi fazer...
      - Você reservou?
      - Não, mas você tinha falado que poderia ter a chance de chegar mais cedo e ainda dar tempo...
      - É mas infelizmente não dá mais, todos os lugares estão lotados, o catamarã está lotado...
      - Não tem outra agência ou um encaixe?
      - Não este passeio como é o último dia, é muito concorrido...
      Já sabia destas informações, corri o risco e paguei o preço, neste meio tempo vem outro agenciado de camisa preta me oferecendo o passeio para as Galés, não fechei o passeio pois estava esperando a informação da outra agência, quanto é R$ 75,00 reais, nós vamos naquela lancha laranja, deixa eu saber alí primeiro que depois te procuro, Ok então qualquer coisa estarei aqui meu nome é “Alisson”.
      Já beirando as 08:00 hrs outro agenciado ligando para um para outro, tentando lugar e alí liguei minhas anteninhas, vai dar “m....a” de novo, o porque eu não reservei antes isto, as vezes sou muito teimoso, para certas coisas... 08:15 hrs o agenciador me fala que também não tem mais lugar, os catamarãs já estavam lotados....ai ai ai ai!!!! Não creio que está acontecendo de novo comigo!!!! Ai meu Deus hoje é o último dia para ir as Galés....não vou embora sem ir ao passeio, me recuso, não aceito isto novamente, minhas estadia em Maceió este era o único propósito!!!!
      Vou atrás do cara de camisa preta e não encontro mais, adentro ao restaurante e encontro ele já fechando o passeio com um casal de Carioca.
      - “Alisson ainda tem o passeio?” (Paulo)
      - Sim... (Alisson)
      - Aceita cartão? (Paulo)
      - Não, só em espécie... (Alisson)
      - Tudo bem, tinha levado dinheiro mesmo.... (Paulo)
      - Pergunto novamente, este passeio é para as Galés?  (Paulo)
      - Sim, nós só vamos para as Galés... (Alisson)
      - Qual é o sentido das Galés? (Paulo)
      - Em frente ao “Restaurante Taocas”, cerca de 30 min mar adentro. (Alisson)
      Valores fechado, horário estipulado por ele para nós aguardamos em frente ao restaurante cerca de 09:30 hrs partimos, resolvo tomar outra água de coco e passar mais protetor solar.
      Eu ainda desconfiado, cabreiro, sentado tomando minha água de coco, minutos mais tarde ele retorna, oferendo outro passeio no mesmo, agora para fazer mergulho, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla aqui começa minha história com o meu “Salvador Alisson”...
      - Alisson, cara vou te contar uma história, vou ser sincero e direto com você!!!!
      - Cara dias atrás vim até Maragogi esperando ir as Galés, eu e minha namorada, só que eles me levaram para outro lugar que mais parecia um estacionamento de Shopping, águas turvas, vida marinha escassa cara horrível, minha namorada super estressada, queria ter dado a ela uma surpresa para ela fechar com chave de ouro do Nordeste, o piloteiro quase nos abandonou em alto mar, cara estou aqui como turista, você acha que sou idiota? Em São Paulo fiz milhões de pesquisas, eu sei o que eu quero, eu sei o que vim fazer aqui, eu sei para onde eu quero ir, mas agora você me querendo vender outro passeio, sem eu fazer este??? Cara deixa eu fazer o básico e depois conversamos, e eu vomitando mais e mais minhas frustrações de minha experiência agoniante anterior - Alisson só ouvindo - até o casal de Cariocas parou o que estava fazendo para ouvir meu desabafo.... ele calmamente me respondeu....
      Aqui começa uma aula do passeio e cultura.
      - Paulo para onde você foi chama-se “Barra Grande”, se você que saber para onde é a galés vou te dar uma dica....
      Faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Nós somos uma equipe de mergulhadores profissionais, você vai embarcar em nossa lancha somente com mergulhadores credenciados, eu não sou agenciador de passeios eu sou mergulhador, eu até vendo passeio mas este não é meu foco, mas tudo bem, entendo sua frustração e depois do passeio você me fala a sua opinião, fique tranquilo que 09:30 hrs saíremos....
      Alí percebi, que ele era um cara diferenciado, nós ficamos quase 25 min conversando antes do passeio...
      09:32 hrs ele aparece novamente, vamos embora? Estão prontos? Uma atenção, uma cordialidade, uma pontualidade sem precedentes, a barco tinha cerca de 10 mergulhadores um negrão parece um armário Baiano, se apresenta como comandante e responsável pela sua equipe de mergulhadores, gente boa com sorriso cativante e extremamente simpático como todo Baiano.
      O Alisson se acomoda ao meu lado e os 30 min de mar adentro, mais outra aula sobre o que é Maragogi e o que faríamos lá...
      Antigamente Maragogi recebia cerca de 3000 turistas diários, mas a fauna começou a sentir o impacto então a Marinha resolveu baixar isto para cerca de 800 diários, e este número vai diminuir mais, nós como somos embarcação de mergulhadores, temos uma licença especial com tempos especiais, toda embarcação só pode ficar no máximo entre 01:30 a 02:00 hrs nas galés nós vamos ficar mais de 02:30 hrs em alto mar, muito cuidado com os corais e ouriços são perigos e cortam como se fossem navalhas, existe um cordão de proteção e isolamento nas Galés aonde nenhuma embarcação pode ultrapassar somente a fiscalização e o socorro, nós vamos deixa-los perto desta proteção, vamos descer e te levaremos cerca de 00:05 min a nado até as galés, qualquer problema ou ajuda me procure estaremos a disposição....
      Nesta hora meu queixo já estava no fundo do mar, junto com as belezas submersas e extremas, exuberante “Awesome” do lugar, agora sim eu estava na tão famosa foto “Cartão Postal de Maragogi, as Galés”. Descemos da embarcação, coloquei meu snorkel, os mergulhadores já com os seus aparatos, o Alisson junto, pediu para nós segurarmos no colete e não precisa ajudar a nadar pois ele estava com as nadadeiras, e ainda me diz:
      - “Paulo relaxa, e aprecie a vida marinha....” (Alisson)
      Neste instante, me corto nos arrecifes, ele logo fica apavorado e me ajuda, milésimos de segundos depois, quando abaixo a cabeça e vejo a transparência das águas, uma Dory, quase do tamanho de uma Pizza, peixes mais coloridos e graciosos do mundo, esqueço meu joelho sangrando, somente tinha um pensamento, agradecer muito a Deus pelo o que me ocorreu e o que passei - Maragogi nas Galés, definitivamente foi o lugar mais Maravilhoso, Belo, Incrível, “Awesome”, de toda as minhas férias – estava definitivamente mergulhando em um aquário natural gigante, nadando com os mais belos peixes ao meu lado, as Galés é gigante, para cada braçada e respiro, um peixe colorido e diferente apareciam, realmente a Leticia perdeu!!!!!!!!!!!!!!!
      Eu sei que fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair, ficamos em alto mar quase 03:00 hrs nadando e me divertindo, mergulhei até uns 5 mtrs para pegar umas sujeiras de turistas como “Amarradinhos de cabelo”, “plásticos” que estavam no fundo, perigoso aos peixes, fazendo a minha parte, o Alisson fez uma filmagem com a minha excelente câmera sobre os corais, nadando com os peixes, apesar do pesar ficou legal, nunca mais esquecerei esta experiência.
      Eu sei que na volta não tinha palavras e nem pensamentos, estava imerso em pura satisfação e paz de espírito e no fundo uma voz....
      -“Paulo.....Paulo....Paulo e aí gostou?” (Alisson)
      - “Quase pulei para cima dele, para dar um forte abraço e agradece-lo pela imensa experiência que acabara de ter” (Paulo).
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson, Agência=Jangadeiros Tur
      Dica Importante: Vão direto ao restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson O Salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande. Tentem ligar ou mesmo procurem ele alí perto do restaurante, na  associação de Jangadeiros Tur, lá está a equipe de mergulhadores profissionais que lhe falei, todos muito gente boas, ou o Baiano Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono da lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur.
      Feliz da vida curtindo mais um pouco a praia, dando mais uns mergulhos naquele Azul Turquesa, depois fui tirar sal do corpo, muito importante em terras aonde o Sol é muito quente e a água muito salina, me refresquei mais ainda e de volta ao Hostel, meus 280 km viajados mais felizes até agora.
      Já no terceiro dia nem me lembrava mais de minhas loucuras e devaneios sobre o carro, estava tudo muito bem e tranquilo, carro grande, econômico porém básico.....
       Em algumas das minhas vindas de Maragogi senti esta dificuldade, acessórios básicos como vidro, travas e USB são indispensáveis em um carro, e você só da conta quando você não os tem, parei algumas vezes para pedir informação e lá vai o desconforto de baixar os vidros manualmente,  travar os pinos dentro do carro e USB que não tinha. Chegou uma hora que meu novo celular estava dando uns “paus” reinicializando e desligando sozinho, devido ao calor extremo, e principalmente não aguentava a carga que havia dado no dia anterior, logo requisitei o USB do rádio que mal funcionava, consequentemente o GPS e celular me deixou na mão umas 4 vezes, uma foi a pior, aonde estava voltando de Maraga e o celular não carregava mais, não ligava simplesmente travou e detalhe estava no meio do nada e a escuridão bem próximo eram cerca de 17:50 hrs as 18:30 já está um breu que só, mantive a calma, já tinha passado por ali antes, mas não consegui por muito tempo, me perdi no meio da escuridão e no meio do nada, em uma estrada que só tinha passado duas vezes e detalhe não sabia voltar para o Hostel sem GPS, as ruas muito confusas e o condutor que aqui lhes falam também, passeio um perrengue, viagem de retorno prevista para duas horas terminou em mais de 04:30 hrs para o hostel, então:
      Dica: Quando forem alugar um carro, não esqueçam de ver estes itens indispensáveis Vidro, Trava, Direção, Ar condicionado, carro econômico e principalmente USB, vários, para carregar o celular, no carro em Recife tinha tudo isto, não senti problemas e não sabia de sua importância. Alguns carros possuem suporte para smarthphones no console outros você precisa de suporte para celular grudados no vidro, tentem deixar na saída de ar, pois ajudam a refrigera-lo, evitando assim os “paus” de não ligar.
      Com relação a passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa e levar Bike, não senti falta, mesmo porque o lugar é belo de qualquer ângulo e bike é dispensável, areia em muitos lugares muito fofa e você não vai querer estar debaixo de um Sol de 40° com um trambolho para se preocupar.
      Maragogi para mim é outra Maceió...logo mais explico melhor.
      Passeio:
      15/02/2017 – Praia do Paripueira
      “Previsão 14/02/2017 / Efetivo 15/02/2017 – Praia do Paripueira – Se você vai por conta própria, peça uma pulseirinha de cliente avulso aos atendentes que estão na área do estacionamento; ela será necessária para reservar o passeio, ao entrar, vá direto à fila da bilheteria para comprar o passeio, a permanência na área dos corais é de até 2h30, Paripueira, nade sobre o coral e alcance a área deserta das piscinas, aproveitar melhor o passeio, não fique junto com todo mundo coladinho ao muro de corais, vá nadando com cuidado até a piscina do outro lado dos corais, ali a densidade demográfica é mínima 31 Km.
       
      - Piscinas naturais (Rest Mar & Cia) 4 km depois passar pelo clube Hibiscus em Ipioca / Passeio catamarã, 3293-2031
      u - Circular 2
      ² - Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata
      ä - Quiosque da Jaraguá (mais sossegado) / Restaurante Mar e Cia
       
      Ahhh, aonde estou? Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Viagem, viagem e viagem, que delícia, perder a noção do tempo, não saber que dia é da semana, não ter compromissos marcados, reuniões estressantes, agendas cheias, nada mais é que Férias, única e exclusiva descanso, revitalizar corpo e alma.
      Acordei as 06:30 hrs da manhã, tomei meu banho como Paripueira era próximo, não precisava acordar tão cedo rs, mas sinceramente nem ligaria, um café da manhã razoável, mas está tudo bem, os voluntários faziam o que podiam, indispensável sua ajuda ao Hostel João e a Jenny, amigos que quero levar para o resto da vida. Conversei com o pessoal um pouco, dei uma relaxada no Hostel, passei protetor, escovei os dentes e bora para a estrada. Meu GPS não apaguei os destinos até hoje 11/04/2017, faço inveja a mim mesmo, quando o olho.
      Paripueira de fato é bem tranquilo de se chegar, mesmo porque sentido Maragogi, você passa em frente, então estava memorizado o caminho, mas coloquei no GPS mesmo assim. Chegando ao Restaurante Mar & CIA, uma frota de micro ônibus e vans de agências, estacionei o carro e você paga R$ 5,00 reais para entrar. Logo fui atrás do passeio as piscinas naturais, cerca de R$ 60,00 reais o mais barato logo na portaria do restaurante, peguei minha pulseira e fui caminhar procurar outros agentes, mesmo porque o folder dos passeio já estavam me cobrando isto, só que a partir do Hostel com translado, então pensei que seria mais barato alugar ele lá!!!! Engano meu...
      O lugar é muito bem estruturado e enorme, porém comida e bebida não são baratos não, um prato individual cerca de R$ 65,00 reais, o básico ainda hein, arroz, feijão, batata frita, salada, carne ou peixe. Caminhando pela praia em busca do passeio, existem mais dois restaurantes a esquerda do Mar & CIA que vendem os passeios, mas também R$ 50,00 reais por cabeça, logo pensei existe alguma coisa errada....estou aqui, não paguei o translado, vim por conta própria e os passeio estão com o mesmo valor das agências??? Algo está errado. No horizonte encontro um dos agentes clandestinos de moto correndo pela praia oferecendo os passeio, o que que eu fui fazer???????
      Frustração: Seu nome “Camarão”, apelido na verdade, decorem bem este nome “Camarão”!!!! Crustáceo abdome longo podem ser água doce ou salgada, aquele que você arranca a cabeça e come o resto, fruto do mar que é gostoso frito, marinado, na paella etc. Mas não desceu na garganta desta vez, entalou, quase engasguei e morri na praia. Um cara cheio de protetor labial branco, moto biz vermelha correndo de um lado para outro. Me ofereceu o passeio as piscinas naturais a R$ 50,00 reais, também recusei, logo ele percebeu que perderia o cliente abaixou para R$ 40,00 reais, não deveria ter pago, seria melhor ter comprado o passeio na portaria conforme dica que eu mesmo ignorei!!!!
      Passeio comprado depois de 01:30 hrs a procura e horário programado, este cara me coloca em sua garupa a sai a procura de vagas em algum catamarã, olha a presepada!!!!! Vamos em um, vamos em outro, vamos em outro e vamos em um e nada de me encaixarem, porque ninguém aceitava o ticket clandestino e o forasteiro aqui que lhes fala. Mas o motivo foi que a fiscalização estava forte aquele dia, e eles não colocam ninguém a mais nos catamarãs quando chega ao limite está corretíssimo, afinal de contas quem quer correr o risco de um acidente??? Eu sei que este cara já sabendo da impossibilidade de arrumar uma vaga para mim, já impossível uma vaga, aos 00:43 hrs do segundo tempo, os barcos não sairiam mais, vende mais um passeio agora para uma família inteira, vai vendo a “prese....” da “presepada”, eu sei que tinha um total de 8 para o passeio. Os catamarãs começaram a ficar lotados de gente, e nós ficando para trás, o sujeito me vira depois de 02:30 hrs aguardando, e me diz:
      - “Olha seu eu não conseguir encaixa-lo, devolvo o seu dinheiro....” (Camarão)
      - “Mas eu não quero o dinheiro, quero fazer o passeio...” (Paulo)
      -“A fiscalização está forte hoje, muita gente e está perigoso embarcar todo mundo...” (Camarão)
      - “Cara quero ir ao passeio... ” (Paulo)
      As 11:30 hrs da manhã, último catamarã disponível para o passeio acham vagas para todo mundo inclusive para a família, nos reunimos para embarcar próximo ao Catamarã e os fiscais pedindo os bilhetes de embarque, não temos bilhetes, estamos com o “Camarão”, então aguardem aqui....ai ai ai...o stress começou e retornar!!!!
      Conversando com os agentes autorizados do Mar & Cia, me explicaram que era bem provável que ninguém do Camarão embarcaria, pois todos os catamarãs estavam lotados, tentando descontrair um deles me disse:
      - “Mas fique tranquilo, você pode voltar amanhã, pena que você vai perder o melhor passeio de Maceió.... ” (Agente)
      - “rs rs Melhor passeio comparado a Maragogi, nas Galés???” (Paulo)
      - “Este aí fica no chinelo....” (Agente)
      Olha a besteira que ouço com a minha cabeça cheia, então fui a desforra, vamos fazer uma aposta...
      - “Seu achar que realmente este passeio é melhor que as Galés, eu pago novamente o passeio agora para você, se você perder você paga para mim OK?” (Paulo)
      - “Aquela lábia alagoana, sendo simpático, tentando me convencer com história e boto marinho, que derrepente ele avistou no fundo do mar.....”
      - “Me espere aqui que eu volto e digo minha opinião...”, pergunta se ele estava lá quando retornei....
      Os catamarãs já em deslocamento, lotados 11:45 hrs o piloteiro assinalando para todo mundo que estava cheio, não cabia mais ninguém, aí o desespero tomou conta....
      Me aproximei do “Camarão” agora já dentro do mar a 5 metros para embarcar; uma alma salvadora, por dó e piedade de mim, conversou com o piloteiro e permitiu meu embarque, agora perguntem e a família que havia comprado??? Se “f......am” lógico!!!
      Agora o agente autorizado, mais uma em “Camarão”, se não fosse por mim ele iria ficar aí, é logico que eu agradeci enormemente depois....
      Ufa passado o desespero, agora dentro do Catamarã, lotado de pessoas e crianças, grande maioria Argentinos, o barco não liga.....Pronto não deveria ter vindo, esta “b....a” vai afundar, olha a tragédia anunciada!!!! Depois de 00:30 hrs o barco liga e vamos ao destino....
      Passeio bem tranquilo, Catamarã bem lento e seguro, muitas crianças com coletes e os tripulantes ajudando todo mundo, passeio seguro para ir com crianças, lógico que não os desdentados, acima de 6 anos Ok???
      Chegando as piscinas naturais, um viagem cerca de 25 min mar adentro, uma multidão aglomerada, bem diferente das galés e a estrutura, mais uma vez e última Alysson meu Salvador!!! Águas turvas, vida marinha bem escassa, mar um pouco revolto, mas tranquilo, para relaxar muito parecido com Barra Grande em Maragogi. Depois das Galés passeio insuperável de Maceió, Paripueira se tornou dispensável, voltaria novamente as piscinas de Paripueira??? Não, obrigado já conheço!!!!
      Cerca de 01:30 hrs nas piscinas naturais, já retornando a praia, bem tranquilo novamente, um turista me perguntou porque queria comprar, mas agora só para o dia seguinte.
      -“E aí gostou?” (Turista)
      -“Olha vou ser sincero, nota 5, quer fazer para conhecer Ok, mas para mim dispensável...” (Paulo)
      Agora tento almoçar no restaurante, quando descubro os preços, logo desisti, como quando retornar.  Começo a caminhar sentido a direita do restaurante, havia me esquecido que havia um rio lá, você atravessa por ele inclusive, investindo mais uns 20 minutos de caminhada, você se depara com a praia deliciosa e areias cantantes, o rio está logo atrás, mergulhei nos dois é lógico, melhor que o passeio das piscinas, mas foi bom ter conhecido, ter a experiência para contar a vocês, agora sei o que quero fazer quando voltar, por lá permaneci mais umas 02:00 hrs longe da badalação e forró do restaurante. Hora água salgada, hora água doce, adorei esta praia, principalmente fazendo um spa com as areias, muito gostoso e relaxante.
      Por volta das 16:00 hrs retorno ao restaurante para fechar minha conta, paguei a entrada, retorno a Maceió já anoitecendo.
      O restaurante em si é legal e estruturado, existem estrutura e brinquedos para os pequeninos brincarem e os pais ficarem tranquilos e relaxados, levaria minha filha para lá sim, mas só por causa do restaurante, da praia e rio a direita, bem próximo ao Mar & Cia.
      Com relação ao Soró Sereno/Maikai (eclética), não fui e não me arrependo, estava tranquilo e sossegado. Conforme o folder o passeio a Paripueira consiste, “nas entre linhas”, R$ 60,00 reais somente o translado e o passeio a praia, não o as piscinas naturais, mais R$ 50,00 reais, então fiquem atentos, o carro te possibilita fazer o seu roteiro e horário. Mas, somente neste em específico, Paripueira o carro é dispensável, poderia ter ido de Agência, que não me arrependeria, me divertiria igual.
       
       
    • Por nayhara
      Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas.
      O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia.
      Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras.
      Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês.
      Dia 01
      Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal.

      Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara!
      Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso.
      Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não).
      Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares).

      Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho.
      O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias)
      Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço.
      À essa altura do campeonato já estava me achando  rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers.



      Hostel:
      Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam)  -
      Restaurante:
      Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211
      Cotações do dia:
      No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP
      Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP
      OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP
      Gastos do dia:
      Chip Vodafone: 35 EGP
      UBER aeroporto - hostel: 40EGP
      UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta)
      Sequoia: 200 EGP
      Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares)
      Dia 02
      Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu.
      Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz...
      O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...)
      O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?).

      Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não).
      É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações.
      O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro  e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar.


      Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs...

      Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30.
      Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer.






      Gastos do dia:
      UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta)
      Entrada das Pirâmides: 100 EGP
      Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP
      UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 250 EGP
      Dia 03
      Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30.
      Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante.



      O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso.
      Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. 



      Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena!
      Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês.
       Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça.

      Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena.


      Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo.

      Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso.

      Saimos de lá  fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II

      Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar.
      Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse.

      UBER me pegou e voltamos para o Hostel.
      Gastos do dia:
      Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP
      Guia = UBER: 500 EGP
      Cacho de banana: 7 EGP
      Gorjetas: 20 EGP
      Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 150 EGP
      [Em Construção]
       
       
    • Por catiavicente
      Olá comunidade!

       
      Em jeito de retribuição pela enorme quantidade de informações que ao longo dos anos tenho vindo recolher neste site, venho aqui deixar o meu contributo: relato da viagem de três semanas pela Tanzânia em Fevereiro de 2017.
      Antes de mais penso que é importante perceberem que somos um casal, ambos com 38 anos, oriundos de Portugal, habituados a acampar, que poupam muito na habitação durante a viagem para puder gastar em experiências, bebida e comida! Que valorizam mais a simpatia do dono da GuestHouse do que o facto de esta ter AC. Que valorizam mais a entrega e disponibilidade de um guia do que um parque de campismo 5 estrelas! Isto só para contextualizar as opiniões que iremos dar!
       
      Costumamos viajar sozinhos, no entanto desta vez, fomos acompanhados de um casal, o que se revelou uma escolha acertada, apesar de termos de abdicar de algumas escolhas mais económicas em termos de habitação ou transportes. Como vão perceber mais à frente, a rede de transportes em África não é comparável aquela que encontramos na Ásia por exemplo! Muito mais deficiente e muitooooooo mais cara! Não existem transportes durante a noite e viajar longas distâncias significa perder dias de viagem! Assim viajar com outro casal, permitiu optar por táxis em vez de dala-dala, uma vez que o valor é pelo carro e não pelo numero de pessoas, “obrigou-nos” a optar por viajar de avião dentro do pais, ganhando assim 2 dias de viagem, permitiu dividir quartos com WC em vez de optar por dormitórios, etc.
       
      A primeira dica de todas é: se é a tua primeira vez em África vai acompanhado ou junta-te a outros que vás encontrando ao longo da viagem, facilita e muito!
       
      Feita esta ressalva, ai vai o relato:
      Saímos de Faro, Portugal no dia 28 de Janeiro em direcção a Londres onde ficamos praticamente dois dias e uma noite. Sobre Londres não tenho nada de novo a acrescentar, a quantidade de informação que se encontra é mais do que suficiente para que qualquer um possa organizar um pit stop por lá.
      No dia 29 de Janeiro apanhamos um voo da Etihad Airlines, com escala curta em Abu Dhabi, e chegámos a Dar Es Salem no dia 30 de Janeiro (o voo custou cerca de 510 euros por pessoa). Logo à chegada ao aeroporto fomos confrontados com a maior verdade do país: tudo funciona “pole pole”, ou seja, devagar! Não tínhamos bagagem de porão e demorámos 1 hora a conseguir sair do aeroporto! O visto para Portugueses custa 50 dólares, tens de entregar o teu passaporte e aguardar que te voltem a chamar… pole pole…
       
      No dia seguinte iriamos apanhar um voo doméstico para o norte do país, por isso não compensava estar a pagar táxi para ir até à cidade (preço fixo 35 dólares). Para apanhar transporte público do aeroporto para a cidade tens de sair do aeroporto e caminhar cerca de 500 metros até encontrares um dala dala na direcção correcta (o melhor é ir perguntando), custa cerca de 3 dólares e demora até 2 horas! Os dala-dala, são viaturas que deveriam transportar 15/18 pessoas e por norma transportam o dobro + mercadorias e fazem paragens de 5 em 5 minutos .
       
      Assim saímos de Portugal já com GuestHouse reservada para essa noite, muito próxima do aeroporto, com transfer gratuito: Airport Transit Lodges – foi um dos mais caros da viagem: 40 dólares, com pequeno-almoço e transfer do aeroporto incluído. Os quartos são óptimos (especialmente para nós que estamos muito habituados ao básico), espaçosos, com casa de banho e água quente (olha o luxo!!!). O pessoal foi do mais simpático! Foram connosco comprar cerveja, e no final da tarde, quisemos ir conhecer as redondezas e um dos funcionários do hotel, o Thomas, acompanhou-nos por questões de segurança e ficou connosco na rua até à meia noite!!! Metemos conversa com gente que vivia perto do hotel e acabamos a fazer a festa com eles! Logo ali ficamos com uma certeza: é diferente da ásia? Sim e muito. Tens que ter cuidado? Sim claro que tens, mas que isto não te impeça de interagir e conviver com as suas gentes! Eles ficam felizes de puderem conversar connosco e adoram partilhar o que têm, nós pagámos umas cervejinhas e recebemos em troca cabra assada, salada (que não deveríamos ter comido mas estávamos tão felizes que esquecemos todas as recomendações) e musica a noite toda! Trocamos contactos, tiramos mil e uma fotos, dançamos e rimos! Bastaram algumas horas para que esta terra e estas gentes me entrassem coração adentro!!!
       
      31-Janeiro
      Acordámos cedo e tomamos o pequeno-almoço que considerando o preço do quarto tinha obrigação de ser melhor! Muito fraco. Pedimos para nos levar ao aeroporto o que nos custou 5 dólares por casal. Dá para ir caminhando (cerca de 15 a 20 minutos).
      Apanhámos um voo da FastJet e 55 minutos depois estávamos a aterrar no aeroporto de Kilimanjaro. O voo custou cerca de 75 dólares por pessoa, ida e volta.
      (A alternativa seria apanhar um autocarro na estação de Ubungo, fica nos arredores de DAR, o bilhete para Arusha custava cerca 15000 TZ. Para chegar à estação desde o centro de DAR precisávamos de apanhar um Dalla Dalla na paragem do New Posta ou Old Posta +- 300 TZS. De salientar que existem vários horários a partir das 06:00/07:00 da manha e demoram cerca de 12 horas a fazer o caminho até Arusha.)
       
      Em Kilimanjaro tínhamos à nossa espera, aquele que viria a ser a peça chave dos próximos dias: O Heaven, o nosso guia do Safari! O Heaven trabalha para a empresa It Started in África, empresa essa que se revelou a melhor escolha de toda a viagem!
      Durante mais de um ano pesquisei e enviei pedidos de orçamento para imensas empresas de Safari, ao mesmo tempo que ia lendo depoimentos contraditórios: “compra o safari em Arusha quando chegares porque sai muito mais barato”, “escolhe e reserva o safari com antecedência para não estares sujeita á pressão dos caça-clientes em Arusha e estares sujeita a escolher uma empresa que não seja de confiança”, etc, etc. Eu sou um bocado freack-control e a diferença de preços não justificava arriscar escolher o safari in loco. Inicialmente como eramos só dois, escolhemos apenas 4 dias porque o orçamento não permitia mais. Mas quando os nossos amigos se juntaram a nós, e dividimos o jipe, pudemos alargar o safari para 5 dias com um dia mais alternativo “out of the beaten track” com visita à tribo Hadzabe. Resumindo, o Safari ficou no total (com todas as visitas, dormida, comida + guia e cozinheiro só para nós) por 200 doláres por pessoa por dia. É caro?! Sem dúvida! Mas era o sonho de uma vida para o meu namorado, que cresceu a ouvir as histórias do David Attenborough, nas planícies do Serengueti! E com os sonhos não se arrisca 
      Foram muitos sacrifícios ao longo do ano, muita roupa que não compramos, muitos jantares em casa em vez de ir para fora, levar todos os dias comida para o trabalho, correr em vez de ir ao ginásio, os 4 canais da TV em vez de um pacote pago, muitas opções deste género! Mas valeu cada esforço!!!
       
      Pelo que fui pesquisando, encontras safaris significativamente mais baratos em jipes entre 6 a 10 pessoas – cerca de 100 a 120 dólares por dia. Mas como é evidente há coisas que perdes, como ajustares (dentro daquilo que é possível) o itinerário com o guia, o ficares mais tempo num local que estás a adorar, o risco de apanhares um jipe velho que quebra durante a viagem e obriga te a perder horas do safari etc. A dica é: mesmo que optes por reservar em Arusha, pesquisa muitoooooooo! Li relatos de pessoas que saíram muito frustradas desta experiência e gastaram uma pipa de massa! Existem empresas que não têm o minino de condições de segurança no jipe, cujos guias passam a correr nos locais sem se importar se avistas os animais ou não, que oferecem comida em fracas condições de higiene, etc.
       
      Fazer por conta própria, no meu ponto de vista não compensa, porque o valor do aluguer do jipe (sim tem de ser obrigatoriamente um jipe considerando os caminhos)+ a entrada nos Parques e reservas + a pernoita nos parques de campismo + alimentação vai ultrapassar os 200 dólares que nós pagamos!
       
      Mas voltando ao relato (desculpem me mas eu perco-me, escrevo como falo: muitooooo!), acertamos o transfer com a empresa do safari e ficou 25 dólares por casal para fazer os 45 minutos que separam o aeroporto da cidade de Arusha. Pesquisamos por transporte alternativo mas não encontramos nada a não ser o shuttle da FastJet que ficava por volta de 7 dólares por pessoa. As decisões eram tomadas em grupo e considerando as diferenças de preço por vezes optou-se pela comodidade.
       
      Não ficamos no centro de Arusha porque já levávamos o safari reservado e não queríamos estar constantemente a ser alvo dos caça-clientes, ficamos no Settlers Executive Lodge, por 25 doláres, quarto duplo com WC. Recomendo vivamente, o quarto é bom, limpo, o staff é simpático, os arredores são muito seguros para passear e visitar mercados de rua, com comida a preços acessíveis, prato de frango com arroz ou batatas por 4000tz, cerveja a 2500 tz, um campo de futebol mesmo ao lado do hotel que nos valeu umas grandes risadas. A uma distância a pé de 5 minutos há um grande supermercado, com ATM e loja de cambio, bebidas e comida. Enquanto caminhamos encontramos várias placas de Guesthouse, que presumo a preços mais baixos (não confirmei).
      Tivemos uma boa noite de descanso para nos prepararmos para os próximos dias 
       
      01 a 5 de Fevereiro - Safari
      No 1º dia foram nos apanhar ao hotel, fizemos as ultimas diligências contratuais no escritório (pagamento ) e seguimos com o Heaven para abastecer o jipe… de cerveja!!! É verdade o Heaven foi o máximo, percebeu que o nosso orçamento era curto e que a compra de bebidas nos parques de campismo (quando havia) eram muito caras, foi conncosco a um supermercado onde pudemos comprar cerveja, trocar xelins, etc. Cerveja colocada na arca do Jipe (sim tinha uma arca para manter as águas e cervejas bem geladinhas), partimos em direcção ao Lake Manyara. No caminho paramos para fazer a primeira visita: tribo Masai. Bom, na minha opinião, não vale a pena. É puro negócio! É giro para tirar fotos daquelas que impressionam os amigos, mas eu não voltava a pagar os 50 dólares (este valor já está incluído nos valores do safari que referi em cima). Sobretudo porque mais à frente, a caminho do Serengueti e Ngorongoro tens oportunidade de ver imensas aldeias Masai e cruzas-te com os seus habitantes em contexto real, e mesmo que não visites as suas casas, na minha opinião acaba por ser muito mais real do que esta primeira visita.
       



       
      Apesar do Heaven nos avisar que não deveríamos pagar nada, a verdade é que és pressionada para dar algum dinheiro ao dono da casa que visitas ou pelo menos comprar um artesanato a preços que são um autentico ROUBO!
      Não tiveram muita sorte com este grupo ãã2::'>  apesar disso fizemos a festa! Trocamos de sapatos com eles, rimos, dançamos e quando demos por nós tínhamos a tribo toda ao nosso redor. O guia dizia que os Masai é que tinham vindo visitar os portugueses .
       
      De volta à estrada entrámos duas horas depois no Parque Nacional do Lake Manyara. À distância, de todos os parques que visitamos, é sem dúvida o menos impactante. Mas na altura, não sabíamos disso e queríamos parar a cada segundo para tirar fotos aos babuínos, girafas, elefantes, búfalos, zebras e aves que íamos encontrando pelo caminho, alguns estavam a metros do jipe!
       


       
      Por volta das 16h, terminamos a visita e fomos em direcção ao Haven Nature Camp. Foi um dos melhores de toda a viagem, as tendas são permanentes e tem camas no interior. O campo tem água quente. É muito bonito e arranjadinho. A zona de jantar e pequeno-almoço é muito agradável. Conhecemos o Fadile, o nosso cozinheiro que nos acompanhou durante toda a viagem e que preparou um autêntico manjar dos deuses (pelo menos era o que parecia): uma sopa com leite de coco, caril e coentros, seguida de um curry de frango acompanhado de arroz, batatas fritas e legumes salteados!
       



       
      Para não me estar a repetir posso já dizer que a comida dos dias seguintes, ao jantar, foi sempre muito saborosa, com direito a sopas sempre diferentes, quiches, bolonhesa e currys diversos. O pequeno-almoço era suficiente para nos manter muito bem durante horas, quanto ao almoço, vinha embalado em caixas individuais e continha por norma uma peça de carne (frango assado), ou tortilha, ovos cozidos, sumo, fruta, etc.
      Nessa noite bebemos umas cervejinhas, trocamos as primeiras impressões até tarde e… cama!
       
      No dia seguinte bem cedo o Heaven e o Fadile prepararam o jipe, a logística é impressionante mas eles já fazem aquilo como se nada fosse.

       
      Carregadas as tendas, mesas, cadeiras e comida para os próximos dias, seguimos em direcção ao Serengueti. As distâncias são grandes, e as estradas proporcionam aquilo que eles chamam de “África Massage”, mas se tiveres um bom guia, depressa se faz o caminho! Um Guia que anime a viagem com musica, faça paragens regulares, para um cigarrinho, para dois dedos de conversa, para tirarmos umas fotos com os masais que vamos encontrando no caminho a guardar gado, para um xixi (em relação ao xixi, era uma coisa que me intrigava antes da viagem, mas nós fazemos paragens em parques/entradas de parques nacionais etc, de 3 em 3 horas +- e em caso de aflição há sempre uma arvore ou a roda do jipe!).
       

       
      O próprio caminho é um game drive tal é a quantidade de animais que vais vendo pelo caminho! Nós estávamos tão espantados! É tão difícil colocar em palavras! Foi numa destas alturas, ainda antes de entrarmos no Serengueti, que o nosso guia teve uma saída memorável:
       
      “Do not spend the memory of the machine, If this was a movie, this part is just the trailer”
       
      E ele tinha razão!!! A quantidade de animais é inexplicável! A imensidão das planícies é inolvidável! São aos milhares! Especialmente os Gnus e as Zebras!!! Só de falar/escrever o meu coração fica apertado de emoção. A sério.


       
      Por norma, nesse dia todos os jipes param na entrada do Serengueti para o almoço, fica uma dica: nesse parque, existe uma pequena subida para uma rocha enorme que vale a pena espreitar! A vista é de tirar o folego!
      O Serengueti não nos podia ter recebido melhor: dois minutos depois de entrarmos no parque avistamos duas Chitas que estavam escondidas numa barreira Á BEIRA DA ESTRADA! Tivemos a sorte de se levantarem na altura e de ficarmos a menos de dois metros delas! Tive vários colapsos durante a viagem e este foi um deles! São lindas! E são selvagens! E não tem grades á volta delas! E… e… e é isso!
       

       
      Se tivéssemos acabado por ai já tinha valido a pena, mas não acabámos! Ainda tivemos direito aos omnipresentes gnus, elefantes, Leões, hienas, chacais e todo o tipo de antílopes! Não vale a pena tentar descrever estas partes porque não tenho o dom da palavra que faça justiça áquilo que vimos.
       




       
      Antes de entardecer, fomos procurar o parque para passar a noite e surpresa da surpresa: era bem no meio do Serengueti! Tínhamos acabado de avistar leões, hienas, chacais, búfalos, etc á cerca de 10 minutos quando o Heaven passou por um parque de campismo que julgamos estar abandonado! Não estava minha gente! Era o nosso Parque !!! O Heaven explicou que tinha recebido a informação que o campo onde deveríamos ficar estava demasiado cheio e resolveu trazer-nos para este. É nestas alturas, que caso ele não tivesse já ganho a nossa confiança e se não tivesse feito de tudo para nos ver felizes, nós teríamos levantado problemas! Mas não. Eu tinha pesquisado na net e o campo era muito semelhante a este, ou seja, muito… muito… básico!
       


       
      Água quente não havia mas também não era necessário, tinha duche e casas de banho, tinha um local fechado para o jantar e depressa os funcionários acenderam uma fogueira. Ajudámos o Heaven a montar as tendas (não tínhamos obrigação só mesmo vontade), banho tomado, barriguinha cheia, fogueira com a gente. Foi uma das melhores noites de toda a minha vida! Sentia-me tão feliz, rodeada de amigos, no meio do SERENGUETI, á fogueira, a beber umas kilimanjaros, não precisava de mais nada. Estava completamente preenchida! Fomos avisados para não irmos à casa de banho sozinhos e antes de irmos para a tenda dormir percebemos porquê como meninos bem comportados fomos os quatro á casa de banho antes de irmos para a tenda quando o Luis avista dois olhinhos brilhantes a uns 5 metros de nós era uma hiena!!! A ida à casa de banho foi praticamente desnecessária porque ia fazendo xixi mesmo ali!!! A coitada teve medo de nós claro! Íamos em “manada”! Fugiu em segundos! Mas voltaram… durante a noite ouvimos os sons delas e dos leões como pano de fundo  foi uma noite surreal, pouco dormimos devido à excitação! Mas não trocava aquela noite por uma noite bem dormida num Lodge 5 estrelas!
       
      (continua...)
    • Por zervelis

      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
       
      Mas antes,..GOSTARIA DE PEDIR UM FAVOR A VOCÊS,...
      POR FAVOR, ENCARECIDAMENTE, responda essa pesquisa
      A finalidade é conhecer o hábito de consumo dos viajantes ... É muito importante para mim e para um amigo que está fazendo um trabalho
      A pesquisa vai consumir segundos da sua vida, por isso peço de coração que nos deem essa força...
      Obrigado
      https://lfr.typeform.com/to/uInQnc
    • Por camila_fr
      Olá galera,
      Fizemos um mochilão-safari no estilo self drive (sem guia, dirigindo e acampando por conta própria) na Namíbia e Botswana em outubro e, como tivemos muitas dificuldades em encontrar informações para planejar o roteiro da Botswana, queremos compartilhar um pouco das informações da nossa viagem com quem precise de dicas. Segue abaixo o relato resumido, para mais dicas vejam os tópicos relacionados em https://umcasaleumamochila.wordpress.com
       
      Antes de mais nada, a Botswana (Bots, para facilitar) é provavelmente o país mais exótico que já visitamos e, com certeza o país mais desafiador em termos de planejamento e de viagem na prática. Mas vale muuuito a pena!!! A proximidade com os animais que os parques do país propiciam é surreal, mágico!
      Como planejamos nossa viagem com quase nenhuma informação? Descobrimos um fórum de pessoas que fazem self-drive na África que foi nossa salvação: http://www.4x4community.co.za/forum/forumdisplay.php/169-Botswana
       
      Falando sobre nossa experiência, entramos de carro pela fronteira Mamuno (próximo à Gobabis) e no mesmo dia seguimos para Ghanzi (onde trocamos dinheiro e almoçamos no Halahari Arms Hotel). Visitamos o craft center da cidade, mas a visita durou 5 min, já que o local é composto por uma única e minúscula lojinha.
      Dica: para atravessar a fronteira de carro é necessário uma permissão da sua locadora de carro por escrito, seu passaporte, o pagamento de uma taxa de 30USD/pessoa + 230 BWP/carro e um formulário que preencherá quando chegar na fronteira. Reserve cerca de 40min para atravessar e guarde os papeis que receber, pois eles serão necessários para deixar o país!
      Seguimos de lá para Maun e, no caminho, fizemos uma para rápida para ver o lago Ngami (descoberto em 1849, sumiu e reapareceu em 2000! Mas ou não achamos o lugar certo ou é só um laguinho regular mesmo…). Maun, é o ponto de entrada do Okavango e parada fundamental para abastecer o carro com comida e combustível. Tal como todas as cidades que visitamos na Bots, ela é minúscula e com poucas opções de comida e hospedagem. A partir deste ponto, não será possível encontrar mais nenhum mercado ou posto até Kazane, na outra ponta do delta! Planeje-se para não ter que racionar comida no meio do caminho (true history! Comemos uma fatia de pão com geleia cada um por 3 dias) ou ficar sem combustível no meio do nada.
      Resumidamente (detalhes abaixo), de Maun, passamos dois dias explorando a região mais abundante de água da Botswana: o Moremi. Seguimos no terceiro dia para o selvagem Khwai e, de lá, para o Chobe, passando o dia na famosa região árida do Savuti e dormindo no vilarejo de Muchenje. De lá passamos os próximos dois dias explorando o coração do parque nacional Chobe e seus lindos Baobabs. Nota: o nome e localização das regiões dá um nó na cabeça ao longo do planejamento, visto que algumas são sub-regiões dentro de outra.
      Cinco dias foi um tempo ideal? Definitivamente não, gostaríamos de passar mais tempo no Savuti e no Moremi, programe ao menos dois dias em cada! Também gostaríamos muito de termos passamos pelo famoso salar Nxai, o coração do Kalahari! E, se o orçamento permitisse, visitarmos a ilha dos leões nadadores (Duba plains) na qual só se chega alugando um avião.
      Abaixo vamos detalhar e descrever nossa passagem por cada uma das macro regiões citadas acima (para a distinção do que foi feito dia-a-dia, acesse este post).
      MOREMI, a região mais exuberante do Delta do Okavango
      Entrando pelo portão sul do Moremi, explore toda a região das Black Pools. Nesta região, cheia de poças de água (daí o nome), vimos uma família muito grande de elefantes atravessando o rio e brincando na lama, além de muitos hipopótamos, girafas e zebras. Também visite a região da Xinii lagoon, onde vimos algumas girafas, búfalos (pela primeira vez na viagem, não havíamos visto na Namíbia!), zebras, guinus e antílopes. A região também é conhecida como um território de leões, mas não demos sorte.

      Seguindo em direção ao norte do Moremi (idealmente dormindo no 3rd Bridge Campsite ou no Xakanaka Campsite – coisa que não conseguimos), passe pelas pontes do parque. São elas a 1st Bridge, 2nd Bridge e, a mais famosa, a 3rd Bridge. A região desta última é rica em vida animal e a passagem por esta ponte, que na verdade é inundada, é icônica e divertida (pode ser funda demais para um carro sem snorkel, pare na entrada do parque que há na ponte e pergunte como estão as condições). Deu uma emoçãozinha atravessar a ponte e ver a água chegando no capô, meio desesperador…


      Um pouco mais próximo da  3rd Bridge, há o Bodumatau Loop, que também é muito recomendado devido a uma vasta vida animal, mas enfrentamos algumas dificuldades de travessias e acabamos desistindo (deu medo de ter que pagar um carro novo)  e o Lion Pan.
      Ainda no Moremi, também tivemos a oportunidade de andar nas pequenas canoas de madeira tradicionais, conhecidas como Mokoro, ao longo dos canais apertados do delta do Okavango. A beleza dos canais é fantástica, cheio de vitórias-regia e flores submersas, além de um silêncio penetrante e, em parte, de uma tensão constante pelo medo de batermos em um hipopótamo. De fato, tivemos um grande susto com um hipopótamo, que surgiu a poucos metros de nós bem no momento que nosso guia nos falava que não havia hipopótamos em canais tão apertado como aqueles. Resultado: 20 minutos aguardando o animal mais letal para humanos da África se afastar. Para nossa decepção foi nosso único hipopótamos das 2 horas de passeio… demos muito azar! Nosso guia ficou até meio chateado e fez um colar de Vitória Régia me animar rsrs.

      Seguindo para o norte do Moremi, passamos pelas Hippo Dombo Pools. O local tem uma plataforma de madeira que foi construída na beira de uma enorme represa para observação dos hipopótamos. Acredito que havia uns 30-40 amontoados no lago, além de outros espalhados. É um lugar interessante para relaxar e ver os hipos que não havíamos visto no nosso Mokoro. Mas cuidado: encontramos um leopardo bem ao lado dessa área "segura" para descer do carro!!!
      Highlight da região: sem dúvida foram os elefantes e o seu (não tão agradável) hábito de permanecer no meio das estreitas estradas de terra. O resultado disto foram duas perseguições na tentativa de passar ao lado deles na estrada!  Foi lá que descobrimos que elefantes podem chegar a 40km/h e passamos um assustador momento de “F****, o elefante vai passar em cima do carro”.


      KHWAI, uma região que requer coragem
      O Khwai é uma região ao norte do Moremi, pertencente à uma pequena comunidade de mesmo nome. Tal comunidade foi autorizada a administrar um camping, o Magotho Khwai Development Trust Camp . O camping em si é muito rústico, não há absolutamente nenhuma estrutura, sem banheiro e sem recepção, você apenas chega lá, para seu carro no camping pré-agendado e dorme em meio aos animais sem nenhuma cerca ou proteção. Pela proximidade do rio, recebemos a visita de muitos hippos urrando a noite e springboks na região. A região é bem bonita, com muita vida ao longo do rio, mas tivemos muitas dificuldade de achar referencias sobre o que fazer na área e, por isso, após ~3 horas de safari, decidimos seguir para o Savuti, no Chobe.

      SAVUTI, o GOT da vida animal
      O Savuti é a região mais árida que visitamos na Botswana, se parecendo muito com a imagem de savana que povoa nossas mentes. Não é para menos: diversos programas sobre a vida animal foram gravados aqui. Atualmente, a NetGeo está gravando aqui o programa Savage Kingdom, que conta a história dos bandos de leões, leopardos, wild dogs e hienas, fazendo uma analogia com a série Game of Thrones (GOT).
      O território é lar de um dos mais icônicos pride de leões do mundo, o Savuti Lion Marsh Pride. Eles são uma família incrível, que desenvolveu a habilidade única de caçar elefantes!
      Nesta área, optamos por entrar pela rota seca (a Marsh route, muito mais legal, estava alagada e ninguém estava recomendando ir por lá). Passamos pela “Leopard Rock”, antigo lar de uma família de leopardos expulso de seu território de maneira brutal pelos leões.  Seguimos para Marabou Pan e Rhinovlei waterhole.  Lá vimos diversos Ghinus, gigantes elefantes, algumas girafas e famílias de zebras.
      Próximo ao Leopard Rock, na região da Motsibi Island, eis que encontramos o que estávamos tão avidamente procurando: uma grande leoa.  Qual não foi nossa surpresa quando notamos que ela não era uma leoa comum, mas sim a RAINHA do Savuti, conhecida como Matsumi, estrela da série da NetGeo (https://www.youtube.com/watch?v=77u5-l5p7Y8)!!!


      O Savuti é uma região especial, muito selvagem e inóspita, que valeria a pena ficar mais tempo para explorar os caminhos da Marsch Road. Atenção especial aqui à estrada, que exige 100% do tempo o uso do 4×4, não dê bobeira ou ficará atolado nas areias fundas do Savuti (e isso estamos falando sobre a rota seca!).

      CHOBE, o aguardado encontro com os Baobabs e os leões
      O caminho do Savuti até o Chobe não é nada agradável, muita areia e muito buraco. O interessante é que ao nos aproximarmos das vilas de Kavimba e Muchenje, começaram a aparecer os majestosos Baobabs! Este era um must have da viagem à África, mas estávamos começando a ficar preocupados em não ver nenhum. Na Namíbia, cruzamos o país de norte à sul e de leste à oeste e nada! Mas no Chobe são centenas, lindos, majestosos!

      Ficamos no camping da vila Muchenje, que fica a 10 minutos de uma das entradas da reserva (Ngoma Gate) e recomendamos muito o camping. Além de ter um Baobab, há um píer sobre o rio que forneceu uma das mais belas vistas do por do sol na África (que sim, é espetacular).
      Sobre o Chobe, as estradas principais, com mais vida animal, circundam um grande rio. Especialmente próximo ao Ihaha Camp, Serondela e na entrada próxima à Kazane a vida faz seu show. Vimos muitos animais nessa área, incluindo a maior horda de búfalos na viagem (200?300?), vários filhotes de chacais brincando, hippos pastando, 3 crocodilos, um bando simplesmente gigantesco de elefantes (100? 200?) e … (tandam) um bando de 14 leões!
      Ufa, no último dia de safari, quando já estávamos considerando nem sequer entrar novamente no parque, resolvemos dar uma passadinha e fomos agraciados com o fantástico bando a menos de 3 metros do nosso carro! Ficamos das 8:00-9:30 só lá, parados, extasiados, assistindo o bando composto por 3 leoas adultas e enormes e seus 11 filhotes adolescentes. Um verdadeiro presente!
       

      Do Chobe, após finalizamos nossa viagem com chave de ouro (o bando de leões sem dúvida foi o ápice da Botswana), saimos de volta para a Namíbia a partir do Ngoma Border em rumo ao Caprivi (onde não paramos para fazer safari, apenas passamos).
      EM RESUMO, foram dias de muita aventura (perseguição dos elefantes), muita tensão (travessias de rios fundos), muita excitação (Matsumi em posição de caça e o bando de 14 leões), um pouco de medo (wild dogs e hipopótamos fazendo barulho a noite no Khwai), um pouco de fome (não aguentamos mais macarrão e pão com geleia) e muita satisfação de termos conhecido este país tão selvagem. Sem dúvida recomendamos esta visita para os mais aventureiros que queiram realmente uma imersão no mundo selvagem!

       

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