Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Confira os relatos de Mochileiros que viajaram para o Velho Continente e se você também já viajou pra lá: Escreva o seu!

Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 21 Set 2009, 03:38

Pessoal,

Sinto-me obrigado a vir aqui no mochileiros.com dar a minha retribuição a este site que tanto me ajudou. É tanto uma honra quanto uma obrigação.

Primeiro vamos aos dados técnicos e depois vou postando os relatos aos poucos.

AMSTERDAM - 11 a 13/07
(Ônibus noturno do dia 13 pro 14)
BERLIN - 14 a 17/07
PARIS - 17 a 21/07
NICE - 21 a 23/07
GENOVA - 23/07
TORINO - 23 a 26/07
MILÃO - 26 a 27/07
-VERTEMATE CON MINOPRIO (Out let da Armani), LAGO DI COMO, BELLAGIO
RIVA DEL GARDA (Lago di Garda) - 27 a 29/07
VENEZA - 29 a 31/07
FLORENÇA - 31 a 04/08
- PISA, LUCA, SAN GIMIGNANO, SIENA
ROMA - 04 a 09/08
- CASTEL GANDOLFO (Ver o Papa)
NAPOLI - 09/08
SORRENTO
- POMPEIA/CAPRI - 10 a 12/08
AMALFI - 12 a 14/08
(Trem Noturno do dia 14 pro 15)
TAORMINA (Sicília) - 15 a 16/08
PALERMO - 16 a 19/08
- AGRIGENTO, SEGESTA, TRAPANI e ERICE
ATENAS - 19 a 21/08

O roteiro foi esse, estipulei uma cota de 60 euros por dia, que conseguiu ser cumprida razoavelmente. Economizava muito na comida, mas nao economizava nada em atividades. Se não tivesse comprado tantas lembranças, consegueria ter baixado essa média, pois em quase toda cidade comprava algo para a família e para amigos e depois despachava pelos correios, o que subiu um pouco o custo da viagem.

Utilizei uma mochila Trilhas e Rumos Crampon 68
Vooei de Alitalia (Brasil-Roma-Amasterdam), depois acabei voltei por outra cidade, o que acabou encarecendo um pouco a viagem (Atenas-Roma-Brasil). Paguei R$ 3,600 na passagem.

Fiz toda a viagem já pre-reservada, foi uma viagem fechada, o que não impediu certas modificações no roteiro quando achava alguma coisa realmente especial, dai acabava sacrificando a cidade seguinte.

Amanha eu tento relatar as primeiras cidades, todos os meus gastos nas cidades foram anotados, entao acho que vai ajudar o pessoal que quiser conhecer alguns desses lugares.

Se alguem estiver lendo esse relato e quiser que eu comente alguma coisa específica é só deixar um reply.

Obrigado
Editado pela última vez por MarcosDM em 22 Out 2009, 17:51, no total de 3 vez
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 15 Out 2009, 19:53

DIA 1

São Paulo
Gastos: R$ 20,00 Postais, R$16,00 Almoço.

Já chegando no aeroporto de São Paulo você começa a ver uma série de pessoas diferentes, começa a ganhar aquele espírito viajante. Pude ver um casal idoso de Amishs esperando o voo, em seguida, uma garota esbarrou em mim e disse “I'm sorry”, nesse momento você começa a entrar no clima de toda a coisa. E pensa que agora é pra valer! Afinal, era a primeira vez que saia do Brasil e saia para enfrentar 44 dias sozinho na Europa.

No guichê da Alitalia descobri que os brasileiros com destino à Amsterdam tem seus passaportes xerocados, adivinhem? Muitos dos nos compatriotas acabam envolvendo-se com problemas de narcóticos.

Ainda no aeroporto pude conferir in loco toda a paranóia que cercava a gripe suína, muitas pessoas usando mascaras. Como tava adiantando, fui dar uma caminhada em direção à ANVISA, queria uma máscara para mim também. Qual não foi minha surpresa quando descobri que eles não forneciam máscara aos seus nacionais. Sem problema.

Quase na hora do check in eu sento nas cadeirinhas do aeroporto, abro a minha mochila e começo a ver se está tudo certo...

Imagem
Minha mochila e meus víveres (levei mais um tênis que não está na foto).

Dica 1: Veja se ninguém colocou nada na sua mochila, nunca me esqueço que meu sempre fala, não se preocupe com o que tiram e sim com o que colocam.

Dica 2: Levei 2 mochilas. Uma Crampon Trilhas e Rumos de 68 (EXCELENTE) e uma mochila de ataque. Sugiro que na ida e APENAS na ida vocês coloquem todos os produtos proibidos (canivete, garfo, faca, liquídos, etc) na mochila pequena e despachem esta na carga do avião. Embarquem com a mochila grande e todos os pertences permitidos. Por que fazer isso? Porque se você perder sua mala pequena com as coisas de metal, isso não vai gerar nenhum grande problema. Claro que eu fiz seguro, mas se eu perdesse a mala grande, com as minhas roupas, meias, calças, agasalhos e afins, o stress seria bem maior, pois teria que comprar tudo outra vez. Acredito que você não vai querer perder seus dois primeiros dias na Europa recuperando-se de um sinistro. Pensem nisso!

Dica 3: Leve postais da sua cidade!!! Levei uns 15 postais de Floripa, é incrível o sucesso que fazia. O pessoal olhava as fotos, perguntava se eu morava lá e depois perguntava o que eu estava fazendo lá em Paris, Veneza, Amalfi (normalmente era um lugar surrealmente bonito). Se puderem, levem fotos com prédios, pontes e construções também.

Amanhã tento encerrar Amsterdam!

Abraços
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Mensagempor MarcosDM » 19 Out 2009, 17:56

DIA 2

Roma-Amsterdam
Gastos:
Trem Aeroporto-Centro: 4,30
Cartão de telefone: 5,00
Net: 0,50
Museu Erótico: 5,00
Água: 3,00
Museu do Sexo: 3,00
Cone de Batata Frita: 3,00
Museu Anne Frank: 8,50
Postais: 1,00
Cerveja: 7,50

Dormi umas três horas durante o voo, devo dizer que nunca tive medo de voar, mas confesso que quando o avião estava ali no meio do Atlântico, depois de Fernando de Noronha, no mesmo lugar que o Airbus da Air France caiu eu fiquei meio assim. Como ficamos sabendo depois da queda, aquela é uma área de convergência e existem muitas turbulências, até ai tudo bem, normal, mas aquela sensação de “sem peso” é horrível. O avião parece que estola e começa a cair, pra logo depois subir, nisso você fica com aquele friozinho barriga. É possível ouvir os suspiros generalizados dentro do avião!

Consegui dormir umas 3 ou 4 horas, pois pude garantir as 3 cadeiras da minha fileira! Depois fui ao banheiro e troquei os reais da carteira pelos Euros, tirei 100 Euros da doleira e coloquei na carteira, assim já desembarcaria pronto. Nessa hora você começa a perceber que é pra valer!

Desembarco em Roma para fazer a conexão e descobri que o voo atrasou e minha janela estava bem apertada, Como era minha primeira viagem internacional eu inicialmente errei a fila, fui para o setor de quem estava entrando na Itália, um africano que tinha um inglês bem inteligível perguntou se aquela era a fila da conexão, já estava com a pulga atrás da orelha e acabei ficando mais ainda. Perguntei para outras pessoas pessoas e descobri que estava na fila errada. Procurei o setor de “passageiros em trânsito”, nesse momento comecei a me assustar, a fila estava imensa! Primeiro tive que vencer dois lances de escada lotados de gente, nem fila era. Chegando no patamar superior de Fiumicino peguei uma daquelas filas caracóis para o detector de metais, fico nessa uns 20 minutos.

Nessa hora você percebe que está na Itália! Aquela gritaria! Aquela confusão, aquele rolo, nem parece que você saiu do Brasil!

Após os detectores de metal eu prossigo por um corredor longo, no meio do caminho havia duas espécies de “guaritas” com um funcionário dentro, entreguei meu passaporte e ele colocou um carimbinho bem simples no passaporte (depois vou retomar para esse ponto). O cara nem olhou pra mim, abriu a folhinha e sentou um carimbo nele. Nisso eu saio correndo em direção ao meu gate, pergunto para duas comissárias da Alitalia, elas me indicam o caminho, saio correndo, esbaforido e descubro que meu voo estava atrasado, nessa hora dá até raiva de ter chegado a tempo!

Entro no avião, pergunto para o Italiano ao lado se Amsterdam é o mesmo fuso da Itália, ele disse que sim. Maravilha! Tudo estava indo ok! Consigo dormir um pouco, no meio do voo alguem fala que a gente tá passando por cima da Ilha de Elba, olho pra baixo, nada de muito chocante, mas tiro umas fotos por via de dúvida.... Detalhe para o tráfego aéreo e marítimo que existe na área do Mediterrâneo, nunca aconteceu comigo de estar voando e ver um avião passar do seu lado no sentido oposto! Começo a aproximar-me da Holanda e você já vai reparando nos canais! É fantástico! É tudo cortado por canais! É como se fosse um grande retalho, onde as costuras são canais e os tecidos são verdes campos. O avião vai descendo e você vai percebendo como os holandeses valorizam os esportes, várias quadras, vários campos de futebol, passo por cima do estádio do Ajax e pousamos sem problemas.

É legal sair do avião e perceber toda aquela realidade diferente, nas esteiras rolantes é possível perceber como as pessoas são diferentes. O Holandês é bastante diferente dos alemães daqui do Sul do País. As holandesas não tem aquele branco pálido, elas são bem coradas, ficam tem uma tez alaranjada de aspecto saudável.

Retiro minha mochilinha pequena e descubro que ela fora aberta, sem problemas, nada aquém e nada além!

Vou saindo do aeroporto e começo a ficar preocupado, já estava vendo a saída, A RUA, e ainda não havia feito a imigração. Na minha cabeça eu havia perdido o ponto... Pensei comigo, ué, ninguém me parou, ninguém perguntou quem sou eu, pra onde vou, o que estou fazendo lá, quanto dinheiro tenho. Toda aquela paranóia da imigração ficou incutida na minha cabeça. Na hora eu pensei, se eu saio daqui e depois a polícia me pára eu vou ficar com a viagem arruinada, então preferi correr o risco de levar um sabão mas fazer as coisas certas desde o início.

Encontro um ponto de informações e algo divertido acontece. Pergunto para a garota sobre a imigração em inglês, ela me responde em inglês e eu com a cabeça na lua replico em italiano (?!?), ela olhou pra mim e “what?”. Acontece que eu meio que entrei em parafuso, ora, falo português, estava no voo da Alitalia falando apenas italiano e depois tenho que mudar de língua assim... Cérebro acusou o golpe! Me desculpei e descobri que JÁ HAVIA FEITO A IMIGRAÇÃO!!! Pois é, aquele carimbinho meia-boca que havia recebido em Roma era a minha autorização. Piada né. Será que eu dei sorte, ou se estiver fazendo conexão eles não criam encrenca? O que vocês acham? Eu sei que se quisesse entrar na Europa com 1 Real no bolso, eu estaria lá até agora! Sem problema nem fiscalização alguma na imigração!

Peguei o trem que fica logo abaixo do Aeroporto (basta pegar um elevador todo de vidro e descer um andar) e em uns 30 min cheguei na Estação Central de Amsterdam. Era meio-dia de um sábado tipicamente de verão! A cidade vibrava!!! É indescritível estar lá!!! Vou em direção ao albergue, aquelas ruas lotadas de gente divertindo-se. É muito comum em Amsterdam os bares e cafés colocarem suas cadeiras na calçada, todos eles, então ESSE É O CLIMA de Amsterdam, você vai caminhando e está todo mundo sentando nas mesinhas, conversando, bebendo e se divertindo.

Devo dizer que fiquei chocado com a qualidade do inglês dos Holandeses, eles falam um inglês perfeito! Não é aquele inglês que a gente fala, com sotaque pesado e tal, eles falam um inglês de alguém que parece que fala inglês como primeira língua.

Deixei minhas coisas no Hostel e fui bater perna. Fui pra Praça Central, a Dam, comi o famoso cone de batata frita com maionese sentado nas escadinhas do monumento que tem na Dam... estava todo embasbacado com o fato de simplesmente estar lá!

Em seguida fui ao Museu Erótico e ao Museu do Sexo. Passei pelo Red Light District ali pelo meio-dia, nem vi que estava passando por essa famosa rua, depois tive que perguntar onde era o RLD e descobri que já tinha passado por lá e não havia me chamado muito a atenção. Durante a manha é mais calmo, parece uma rua normal, mais pra tarde é que as vitrines vão surgindo.

Continuei dando uma volta pela cidade, outra vez na Dam e no fim de tarde fui à Casa da Anne Frank, que é chocante. É possível entrar nos quartos que a família de Anne e uma outra família utilizaram durante a guerra, eles contam a história daqueles que os ajudaram a se esconder, tem fotos, bastante chocante.

A única coisa que não gostei, é que no final do roteiro tem uma área onde é possível assistir alguns filmes e depois eles fazem algumas perguntas, é uma espécie de pesquisa de opinião. Achei meio forçado, porquanto a pessoa acaba de sair bem abalada em virtude de todas aquelas barbáries e depois eles fazem um link da questão judaica com a atual questão palestina. Havia perguntas do genêro, "Você acha certo manifestações palestinas na frente de uma sinagoga?" Não sei, achei desnecessário e forçado misturar as questões dessa forma. Alguém viu isso também? O que acharam? Mas isso de forma alguma retira o crédito da casa da Anne Frank.

A cidade é lotada de estrangeiros, a garotada vai em grupos pra se divertir! Em virtude disso, Amsterdam é uma cidade suja. Mas é sujeira simples, como tem muita gente doida, tem muito lixo no chão. A sujeira relaciona-se com o fato de ter lixo no chão, culpa das pessoas, não da cidade. A cidade tem aspecto limpo. Deu pra entender o que quis dizer?

Outra coisa estranha é que existem mictórios a céu aberto para os homens, você entra em uma espécie de cabine, sem porta nem nada, apenas um semi-cilindro que cobre do joelho à cabeça e faz ali mesmo no chão, acho que a urina vai para o sistema de esgoto, porque os canais não tem odor ruim.

A cidade possui luz solar até as 22.00!!! Dez da noite lá no verão tem aquela luminosidade cinza azulado de um fim de dia nosso aqui!

À noite fui em um barzinho de Jazz tomar umas cervejas no Leidsplein, que é uma grande área com inúmeros bares ao redor. A agitação é enorme naquela região!

Dica 4: Assim que chegar no avião, tente espalhar suas coisas nas outras duas cadeiras da fileira, sente em uma e tente 'dominar' as outras. Claro, se alguém já tiver reservado você vai ceder, mas muitas pessoas procuram lugares vagos logo no início, então é melhor garantir no começo e 'correr o risco' de viajar deitado!!!

Dica 5: Procure chegar na Europa com alguns Euros já no bolso, assim que chegar lá, vai ter tanta coisa pra se preocupar. Resolva ao menos esse problema!

Dica 6: Assim que chegar na Europa, antes mesmo e ligar pra casa, utilize seus cartões de crédito e veja se eles funcionam. Eu levei o VTM (fantástico) e meu Visa e Master do BB. Fiz 3 saques de teste, tudo ok, fiquei bem mais relaxado depois disso.

Dica 7: Sempre pergunte duas vezes. Não estou falando que as pessoas vão estar de má-fe, mas se garanta, previna-se! As pessoas são falhas e as vezes elas erram e você não vai querer se enganar na Europa. Double check!

Dica 8: Cuidado com o “golpe” do “eu te ajudo” em Amsterdam. MUITAS VEZES você estará parado em uma esquina com o mapa na mão, ai alguem chega do teu lado, fala que é local e pergunta se quer ajuda. A primeira vez eu aceitei, depois o cara pede uma “contribuição”, fala que é morador de rua, bla, bla bla... O que eu respondo? “Amigo, desculpa, sou brasileiro, tenho menos dinheiro que você”. Funciona que é uma beleza! Tentem! Para não ser injusto com o povo de Amsterdam que é excepcional, por duas vezes os moradores me ofereceram ajuda sem eu pedir, e eram pessoas sem interesses econômicos, uma delas conhecia o Brasil melhor do que eu (ficava com vergonha de mim mesmo nesses momentos – por várias vezes). Outras vezes tentaram repetir o “golpe”, mas nós somos brasileiros, você vai sacar na hora se o cara quer grana ou se quer ajudar.

Se eu estiver sendo muito prolixo, me avisem, não quero ser enfadonho.
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor cqc » 20 Out 2009, 14:46

Muito bom seu relato! Vou aguardar especialmente a parte da Itália! rs
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor Kárenldc » 20 Out 2009, 14:50

continue...........

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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 20 Out 2009, 16:03

Dia 03

Amsterdam
Gastos:
Cartão de Telefone: 5,00
Aluguel de Bicicleta: 8,50
Seguro da Bicicleta: 2,50
Mudança na data da passagem: 7,00
Água, saunduiche e doce: 5,00
Passe Amsterdam: 22,50
Postal: 5,00
Heineiken Experience: 15,00
Cachorro-quente: 2,50
3 Imãs de geladeira: 5,00
Bolsinha escrito Amsterdam: 5,00
6 Chaveiros de Tamancos: 5,00
Bola de Vidro que quando vira cai neve: 5,00
Boat Tour: 8,00
Internet: 2,00

Domingo amanhaceu extremamente chuvoso e no dia anterior já havia me decidido, iria retirar um dia de Amsterdam e aumentar um dia em Berlim. Por que? Amsterdam é linda, é vibrante, é diferente, é animada, é tudo de bom, mas depois de um tempo andando por lá, parece tudo a mesma coisa. Sempre repetia isso para as pessoas que conheci durante a viagem, que Amsterdam era muito bonita, mas depois de um tempo fica tudo igual. Você passa um ponte, cruza o rio, vê o canal, vê umas casinhas iguais, passa outra ponte, cruza outro rio, vê outro canal e mais outras casinhas, por ai vai.

Assim sendo, preferi ficar 2 dias e meio em Amsterdam e aumentar de 2 dias inteiros para 3 dias inteiros em Berlin. Confesso que fiz besteira no planejamento e visualizei equivocadamente os dias 'líquidos' em cada lugar, apenas 2 dias inteiros em Berlin seria muita estupidez, fiz a decisão rápida mais correta da viagem.

Sai do albergue e fui em direção ao escritório da Eurolines que havia visto na noite anterior por pura sorte ali perto da Dam! Fui lá mas estava fechado, domingo não tinha ninguém para me atender. Tentei ligar mas também não consegui. Ocorre que eu precisava adiantar a minha passagem da noite do dia 14 (terça), para a noite do dia 13 (segunda). Daí começou a bater aquela dúvida. O que fazer? Arriscar a troca na hora? Perder parte do dia em uma tarefa burocrática?

Como estava caindo uma chuva medonha, eu preferi matar o problema ali mesmo, ia me lascar um pouco mas no final ia dar tudo certo. Estava na Praça Central e a Rodoviária (Amstel Station) fica do outro lado da cidade, se alguém for pra Amsterdam, deem uma olhadinha e vocês vao me entender. Poderia ir de transporte público, caminhando ou de bicicleta. Se fosse de transporte público muito provavelmente precisaria fazer algumas conexões e ficar perguntando várias vezes, não me pareceu muito agradável. Caminhando seria extremamente impraticável, estava chovendo e vendo agora pelo maps.google daria uns 5km, sob chuva e por um caminho desconhecido. Sempre fui meio casca grossa e faca na bota, então preferi ir caminhando até a Estação Central, alugar uma bicicleta e de lá ir para a Rodoviária trocar a passagem!!! Preferiria me dar mal, sob chuva e ir conhecendo a cidade, do que ficar dentro de um ônibus. E outra, meu psicológico estava ótimo, estava a maior chuva do mundo, mas quem ligava? Era chuva holandesa, estava em Amsterdam e nada iria estragar meu dia, acho que esta é a filosofia, não? Estava na Europa!!! Agora lembrando eu queria voltar a ter aquele tipo de problema!

Resumindo: Sai da Praça Dam, fui até a Estação Central (Station Amsterdam Centraal), aluguei uma bicicleta ali pelas imediações e fui em direção à Amstel Station sob o maior aguaceiro. Nesse momento meu moleton canguru já estava todo ensopado! Confesso que foi um dos momentos mais divertidos da viagem, eu em uma bicicleta com freio de pé, maquina no pescoço balançando, mochilinha de ataque nas costas, mão esquerda na bicicleta (mão da buzina) e mão direita revezando entre o mapa e as fotos!

No caminho perguntei para um senhor se eu estava no caminho da Rodoviária, ele disse que não falava inglês, pelo sotaque foi possível perceber que ele era espanhol, perguntei: "Espanha?" Disse que sim, comecei a falar um portugues devagar, misturado com italiano e com umas palavrinhas portunholicas e consegui travar uma conversação. Descobri que tava no caminho e ele aproveitou e me perguntou se a estação central estava longe, disse que sim, que seria complicado ir a pé e tal. É muito salutar ver a reciprocidade e o companheirismo que existe entre os viajantes!

Cheguei na rodoviária, travei a bicicleta e consegui fazer a troca da minha passagem, peguei o ÚLTIMO LUGAR VAGO! Descobri também que o bilhete que tinha não era o bilhete, era apenas uma reserva e que deveria ter impresso em um outro site que essa reserva indicava (o meu "bilhete" veio em dutch)... Falei com jeitinho, pedi desculpas, perguntei se ele não consegueria, pedi desculpas outra vez, disse que não falava dutch, no final deu tudo certo!

Pego minha bicicleta, coloco meu capuz ensopado e vou em direção à Museumplein que é a Praça dos Museus, onde está o Museu Van Gogh e o Riijksmuseum. Como estou vindo da rodoviário, venho cortando pelo lado leste da cidade, que não é uma área turísitica, é muito legal fazer a cidade por uma área não turísitica e ver como ela realmente é.

Passo na frente do Heineiken Experience, do Riijks e tiro umas fotos turista naquela letreiro clássico "I amsterdam" que estava entre o Riijks e o Van Gogh!!!!

Fico mais ou menos uma hora na fila do Van Gogh Museum, compro o Passe Amsterdam e entro sem problemas. Sem o passe, o Van Gogh teria custado 12,50. Junto com o Rijks (vou falar 'amanhã'), o Altes de Berlim, o Louvre e o D'Orsay de Paris, a Galeria Borghese e o Vaticano de Roma e o Novíssimo Museu de Atenas, o Van Gogh está no meu Top 10! O Museu Van Gogh é único, porque é um dos poucos em que você poderá ver toda a evolução do artista, é fantastico! Você ve desde as primeiras telas com tons escuros, passando pelo período áureo com aqueles tons vibrantes de azul e amarelo (auto retrato, girassois, seu próprio quarto) e finalizando pelo período da loucura, com o quadro do seu médico e dos corvos numa plantação. É definitivamente tocante, é único, dificilmente (eu nunva vi em outro lugar, alguém já?) você verá essa evolução em um único museu. Infelizmente o quadro "Noite Estrelada" está em NY. (Se você viu o filme "Eu sou a Lenda", reparem que o Will Smith deve ter pegado esse quadro do museu e colocado em cima da sua lareira, tendo em vista que era NY pós apocalíptica!)

Após o Van Gogh eu queria ir para o Riijks, cheguei ali na frente as 15.30, tinha um pouco de fila e ainda teria que sair do museu às 18.00. Preferi deixar para o dia seguinte, pois se não, teria pouco tempo para ver um dos melhores museus do mundo. Dessa forma, Heineiken Experience foi a media que se impôs necessária!!

Amigo, o Heineiken Experience é iniguálavel, os holandeses locais não valorizam e não conhecem, mas foi uma das coisas mais divertidas que fiz na Europa, era simplesmente diversão! Não quero adiantar nada, se alguem estiver lendo isso aqui são grandes as possibilidades dessa pessoa ir para Amsterdam, então não quero adiantar nada!!! Apenas digo que eles fazem você se sentir um garrafa de Heineiken durante todo o processo, você entra numa sala bem grande com uma música fantástica e uma série de videos promocionais impagáveis, ganha um copo de Heineiken e eles ensinam a como apreciar corretamente e depois ganha 2 garrafas pra beber no bar!!!! Olha, que saudade! No bar eu conheci um casal de australianos, daqui "uns dias" retorno sobre eles!

Depois do HE o sol abriu eu dei mais um giro pela cidade. Passei pelo RLD outra vez, pois o Hostel era ao lado e dessa vez o RLD estava fervendo, gente de todos os tipos!

Em seguida fiz um passeio de barco notuno pelos canais de Amsterdam, fantástico! Você ve a cidade por um outro angulo, passa a ver a cidade sob o prisma da água! Muito, muito, muito legal!

Apenas duas observações finais sobre esse dia: O Holandês é muito educado, perguntei as horas para uma pessoa no meio de uma praça lotada, ela não sabia, o cara que veio atrás simplesmente respondeu pra mim 4.50! Eu nem havia perguntado pra ele!! Passou por ali, me ouviu e respondeu! Achei fantástico! O Holandês também tem senso de humor, agora não é engraçado, mas você espera que os europeus sejam bem fechados e o Holandês é muito feliz e divertido. Ao fazer o passeio noturno, queria saber se o barco voltaria para o ponto de origem no final da viagem, perguntei para o capitão e ele respondeu: "hopeful!". Em uma outra oportunidade, eu estava procurando um reloginho com despertador, porque o meu tinha quebrado, me confundi e perguntei por um "Wake-up Clock" para o dono da loja (ao inves de "Alarm Clock") e o cara disse que não tinha, mas que se eu quisesse ele poderia ligar para me acordar, todo mundo deu risada, foi divertido.


Dica 9 Cuidado com a "confirmação" da Eurolines, no meu caso ela veio em holandês e eu jurava que aquilo era meu bilhete, só depois que descobri que era apenas um bilhete prévio e que você deveria imprimir o bilhete de verdade em outro site.

Dica 10 Faça o que quiser em Amsterdam, mas por favor, alugue uma bicicleta! Alugando uma bicicleta você vai se sentir parte da cidade! A bicicleta lá é tão importante que durante a 2º Guerra os judeus foram proibidos de possuir uma, para ver o valor e a importância!

Dica 11 Faça um passeio de barco noturno.

Dica 12 Se você tiver um carinho especial por algum museu específico, ou alguma obra específica, compre o áudio-guia! Faça isso nos museus de ponta, não vai se arrepender, é uma aula de arte. Nos museus holandeses foi onde mais aprendi sobre arte, tendo em vista o caráter extremamente didático dos áudio-guias!
Editado pela última vez por MarcosDM em 22 Out 2009, 17:26, num total de 1 vezes
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 21 Out 2009, 11:50

Dia 04

Amsterdam-Berlin
Gastos:
Postais: 9,00
Aluguel de Bicicleta: 12,50
Heineiken: 2,20
Suco: 0,80
Presunto: 1,44
Cookie: 0,49
Bolinhos de Maça: 1,26
Pão: 0,70
Queijo: 1,65
Transporte para a rodoviária: 2,50

Último dia em Amsterdam. Acordo e vou para o Riijksmuseum, se não fosse o Amsterdam Card custaria 11,00 euros. Com o perdão da redundância, o museu é bem holandes! Lembra muito aqueles filmes do período da navegação, aquele tipo de gola que eles usavam na época... O museu é pequeno, mas extremamente eficaz, são apenas 14 galerias, o período retratado é o do Século XVII, o período de ouro da Holanda. No térreo você encontrará a parte mais bélica, com armas, armaduras, canhões e pinturas de batalhas navais, tem um navio espanhol explodindo que é muito bonito!

O prédio do museu é imenso, mas grande parte dele está fechado para reforma faz 5 anos e ainda demorará mais 5 para voltar a abrir totalmente, então o Riijks utiliza apenas parte de todo aquele predio monumental.

Vale frisar que diferentemente dos outros Estados Europeus, no século XVII a Holanda virou uma República (!) e não uma Monarquia. Já aí é possível perceber o respeito que eles tem pelas diferenças e pelas garantias e liberdades individuais.

Destaque para uma obra de 1662, de Frans Post que retrata a cidade de Olinda. O artista aproveita e coloca toda a fauna e flora misturada logo no primeiro plano, então você vê lado a lado escaravelhos, beija-flores, macacos dormindo, melancias, cocos, abacaxis, tatus, tamanduás, tartarugas, lagartos e até uma preguiça no chão (!?) Foi interessante que pude explicar alguma coisa dos animais para uns espanhóis que estavam do lado, disse que aquele retrato era uma espécie de "licença poética biológica".

Destaque também para os Remprandts, esses são fantásticos. Rembrandt ganhava bastante dinheiro fazendo retratos, para se ter uma idéia ele cobrava 60 por retrato, e um marcineiro ganhava 300 por ano. O quadro que mais me chamou atenção foi o "Night Watch", é gigante, deve ter uns 3 de altura por 4 ou 5 de comprimento. Sentei no chão e fiquei um tempo curtindo.

Depois disso aluguei uma bicicleta na Mac Bike - dessa vez na parte sul da cidade - e fui pedalar pelo Vondelpark, pensava que encontraria uma série de pessoas fumando maconha e fazendo sexo, mas era um ambiente bem "segunda ensolarada no parque", muita gente sentada na grama, caminhando com os cachorros, andando de bicicleta, etc, bem diferente da ideia lasciva que tinha.

Após, peguei minha bicicleta e fui para o Museu Rembrandt - custaria 11,00 euros sem o Passe Amsterdam. Não existem muitas pinturas do Rembrandt, a maioria são gravuras e objetos pessoais, tendo em vista que o Museu é situado na casa do pintor. Existem muitas obras do amigo do Rembrandt que dividia apartamento com ele (alguém lembra o nome?). É bastante curioso a cama que as pessoas da época utilizavam, eles dormiam dentro de caixas de madeira relativamente pequenas, tive a ideia de que um homem dormia dentro de uma caixa de mais ou menos 1,60m, não sei como era, mas deviam dormir com os pés pra fora, ou eles eram meio baixinhos.

No Musem Rembrandt o destaque é para a demonstração de gravuras, uma artista explicou para os visitantes como eles faziam a reprodução de gravuras na época. Eles "entalhavam" em placas de zinco, passavam tinta e depois reproduziam na prensa, mas não é tão simples, pois existem três diferentes técnicas que muitas vezes eram usadas na mesma plaquetinha! Você acompanha todo o processo e no final ela faz um gravura linda utilizando toda aquela tecnologia do período.

Me chamou atenção um desfibrilador que existia dentro do Museu! Quando que a gente vê isso aqui?

Em seguida eu fui para o Museu da Resistência, que me desculpem os holandeses, mas de resistência aquilo não tem nada. A "resistência" holandesa foi uma falácia, pelo amo de deus, que decepção... O visitante vai passando por um labirinto que vai evoluindo cronologicamente, é bastante educativo, pois você vai aprendendo e entendendo a evolução da guerra gradativamente. Cada poster, filme, gravura que eu ia passando eu pensava... "cade a resistência".... passava mais uns meses na história e "cade a resistência"....

No começo da Guerra os alemães pegavam leve com os holandeses, porquanto acreditavam que estes também faziam parte da fraternidade ariana e no início, os holandeses também não viam os alemães com tanta desconfiança. O Museu afirma que no começo as pessoas não viam problemas em registrar os judeus, que mal isso poderia trazer?

Bom, cheguei na salinha da "resistência"! Já estava imaginando emboscadas, sabotagens, mulheres holandesas enganando e esfaqueando oficiais da SS, pequenos grupos holandeses suicidas.... Nossa, doce ilusão. A resistência laranja consistia na existência de umas gráficas que imprimiam uns jornaizinhos contra o regime de Berlin e mais brilhante, eficaz e inesquecivel de todas... A GREVE DOS LEITEIROS. Pois é, os leiteiros deixaram de entregar leite aos nazistas por umas semanas como forma de resistência... Depois dessa eu despeço-me do assunto.

Alguém já foi nesse museu? Eu que estou sendo chato/exigente? O que acharam?

Saindo do Museu fui tomar uma Heineiken e depois fiz um pic-nic no gramadão que fica atrás do Rijks com as coisinhas que descrevi lá em cima. Peguei meu canivete suiço, abri os pães, cortei o queijo, fiz uns 3 sanduíches, abri meu suco de 1 litro e depois ainda tinha uns cookies! Maravilha!!!

Feita a janta, retirei minha mochila no albergue, peguei o transporte público e fui para a Rodoviária esperar meu ônibus noturno para Berlin. Detalhes para o ônibus da Eurolines: Não existe banheiro, não existe águinha, a poltrona não reclina quase nada e o banco é bem fininho. Em suma, o ônibus internacional euroeu é um meio termo entre os nossos ônibus urbanos e nossos ônibus inter-estaduais! No ônibus eu vim conversando com uma australiana que dava aula de inglês na polônia e pude começar a perceber o que no futuro iria comprovar, australianos e brasileiros possuem países um tanto semelhantes. Destaque para as rodovias européias de três pistas! Também estava com receio de alguma blitz durante a divisa, tendo em vista que estava deixando Amsterdam, mas tudo transcorreu sem problemas!

Acordo no dia seguinte em Berlin.

Dica 13: Pedale pelo Vondelpark.

Dica 14: Entre no Museu Rembrandt e procura saber o horário da demonstração de gravuras.

Dica 15: Se estiver sem tempo, pule o Museu da "Resistência".

Dica 16: Não importa o que faça, não importa para onde vá, LEVE SEMPRE UM CANIVETE SUÍÇO!
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 22 Out 2009, 13:56

DIA 05

Berlin
Gastos:
Net: 1,00
S-Bahn (Transporte): 2,00
Correio (esvaziar as lembranças da mochila e mandar para casa): 20,00
Água: 1,50
Kebab: 2,50
Postal: 5,00
Despertador (achei um barato!): 6,00
Guia free (cortesia): 5,00
Metro: 4,20
Metro: 2,10
Net: 2,00
Kebab: 4,00
Cerveja: 2,00

Chego em Berlin na Estação/Rodoviária ZOB ali pelas 6 da manhã, como eu dormi como uma pedra sai do ônibus ainda no "modo automático". Esse é um dos momentos mais "críticos" da viagem, quando você chega na cidade, sem mapa, sozinho, sem falar alamão e não sabendo se eles falam inglês. Dai você pára, pensa e toma uma atitude! Parado ali você definitivamente não vai ficar! Perguntei para um senhor que trabalhava no guichê da rodoviária como fazia para chegar na estação Hauptbahnhof, ele me indicou com as mãos meio assim, falou um inglês sofrível e confesso que não entendi nada, percebi que se perguntasse outra vez apenas dobraria a minha incompreensão inicial.

Resolvi seguir a indicação gestual dele e ir no peito, nesse momento vejo um grupo de dois garotos e duas garotas também com a mesma aparência perdida que eu estava. Pergunto, já sabendo a resposta, se eles conheciam o caminho para o centro de Berlin, eles falaram que não, mas pelo menos fiquei com eles para tentarmos resolver o problema. Eu tinha ganhado um mapinha, eles tinham um outro tipo de mapinha, a gente foi se achando. Nessa hora deu orgulho de ser brasileiro, pelo mapa, a gente viu que da ZOB, o ponto de onibus para a estação de trem S-Bahn estaria no Norte. Eles foram andando em uma direção totalmente errada. Aqui quero ressaltar que não sou nenhum Escoteiro ou Comando do EB, mas depois de ver alguns "A prova de tudo" com o Bear Grils, você passa a ganhar uma noção. Como era bem de manhã, me virei para o sol, o Norte estava à minha esquerda. Expliquei isso para os holandeses eles me olharam com uma cara de incredulidade e eu falei: Sou brasileiro! Nessas horas dá orgulho de ver como somos versáteis.

Mérito para os holandeses, pararam um ônibus, falaram com o motorista e entramos, eles me falaram que estudante não pagava. Maravilha! Em julho ainda era estudante, economizei uns trocados!

Chegamos na Estação do S-Bahn, dai mais uma rodada de perguntas até descobrir o caminho certo, consegui a indicação de que deveríamos subir de piso. No piso superior fui confirmar as informações e os holandeses ficaram na máquina comprando os tickets, volto com as informações e peço pra eles me esperaram 2 minutos pois deveria comprar o meu ticket, dai eles falaram: não, tá aqui, já compramos para você. Pode parecer uma coisa rídicula, mas quando se está viajando sozinho essas gentilizas te tocam, quando que alguém faria isso por aqui? Acabei que fiquei devendo 10 cents pra eles, pois o o ticket era 2,10! Prometi pra mim mesmo que se encontrar algum mochileiro holandes aqui em Santa Catarina eu vou pagar alguma coisa pra ele e falar que é pela minha dívida com a Holanda!

Chego na Estação Hauptbahnhof e o povo alemão começa a me surpreender, confesso que pensava que seria beeeeem diferente. Na esquina eu abro o mapa e uma pessoa já me oferece ajuda, ótimo início! Antes de atravessar o Rio Spree eu abordo um casal com a pergunta "Sprechen Sie Englisch?" e eles respondem que sim, que falavam ingles, maravilha! Tudo dando certo! Pergunto onde seria a rua do meu Hostel, eles não sabiam informar, dai o marido pediu pra eu esperar um pouco que ia procurar pra mim no GPS do carro!!! Ele não acha, nisso a esposa pega o guia de Berlin (em papel) e começa a procurar! Nossa, fantástico! Em 5 minutos de gentilezas eu desconstrui 24 anos de preconceitos. Passei a rever meus conceitos... definitivamente.

Chego no Heart of Gold Hostel que consegui de última hora, tendo em vista o dia sacrificado de Amsterdam e fico surpreso pela área comum, o bar e a qualidade dos quartos. Padrão Alemanha! Quarto com cartão, locker, ótimo banheiro. Tudo perfeito. Deixo minhas coisas, despacho as lembranças pelo correio e depois volto para o Hostel aguardar o Free Walk Tour. Nesse meio tempo, no Hostel, conheço uns Irlandeses, nossa... mais na frente vou confirmar isso, mas como os irlandeses são naturalmente legais, são ótimas pessoas! A personalidade deles em muito lembra a dos brasileiros. Perguntei pra eles se era verdadeira a fama de que os irlandeses gostavam de beber, todos os 5 abriram um sorrisão e falaram YEAHHH!!! Que divertido! Eles adoram viver a vida. Descobri que a parte mais a oeste da Irlanda ainda fala uma língua própria, agora esqueci o nome. Alguem sabe? É irlandes? E o governo concede benefícios para que essas pessoas mantenham a língua, tendo em vista que a parte ocidental da irlanda não foi invadida pelos ingleses, então a língua resistiu. Se quiser ganhar a amizade dos irlandeses é so começar a falar mal dos ingleses.

Depois chegou o meu guia do Free Walk Tour, conheci um outro holandes que estava no mesmo Hostel e fomos com o guia nos encontrar com outros viajantes de outros Hostels. Preliminarmente vale a pena explicar como isso funciona. Uma empresa faz a publicidade desses roteiros guiados a pé pelos albergues, em uma hora determinada alguém vai no seu albergue e vocês vão juntos até algum outro ponto de encontro, onde você vai encontrar outras pessoas de outros hostels. Os guias são normalmente de países que falam inglês mas que moram no lugar (vi muito disso na Alemanha e na Itália), acredito que eles tem vantagem pois falam inglês como primeira língua e ainda a língua do local onde vivem. No final do tour eles pedem uma contribuição voluntária, eles explicam que é de graça pra gente, mas também é de graça pra ele, pois o trabalho dele é remunerado. Dei 5 Euros, mas se pudesse daria 15, porque vale muito a pena.

Durante a "Caminhada Guiada" fui conversando com esse colega holandês e descobri umas informações dignas de nota. Segundo ele, na Holanda, as drogas são ilegais mas são toleradas, isto é, o governo faz vistas cegas.
Na Holanda os policiais não podem fazer revista pessoal nos cidadãos, poderá fazer quando estiver fazendo em todas as pessoas (entrada de algum show ou jogo de futebol, p. ex).
Os holandeses conseguem entender alguma coisa de espanhol (deve ser parecido com o português e o espanhol).

A primeira parte da caminhada foi na praça central que existe entre o Altes Museum e o Domo de Berlin, ali é lindo. Maginífico! Com a fonte no meio daquele gramadão verde! Fantástico!

Na parede do Altes Museum (Museu velho) é possível visualizar algumas marcas de balas russas!!!

O guia era britânico, então ele tinha um humor muito legal, pena que poucas pessoas entendiam e achavam graça, mas eu achava hilário! Ele comentou sobre o prefeito homossexual de Berlin, que se revelou durante o discurso de posse! E brincou com o fato de que o crucifixo do Domo (ocidental) fazia sombra de um crucifixo na Antena do lado Oriental! Comentou que os alemães não gostaram nem um pouco do filme e da interpretação de Tom Cruise em Valkyria. Ele contou também, que embora Schindler fosse endeusado no filme, relatos contam que foi sua empresa que produziu réplicas de uniformes polôneses, a fim de que os nazistas invadissem a Polônia!

Aprendi que em Berlin as pessoas aguardam o sinal ficar verde para os pedrestres mesmo que inexista nenhum carro na rua, elas fazem isso como exemplo às crianças, pois nós sabemos quando atravessar no vermelho e não nos acidentarmos, mas as crianças não sabem e se vissem os adultos fazendo pensariam que também poderiam fazer. Então toda a população aguarda o verde. Fantástico não? O guia disse que quando as velhinhas flagram alguem furando o vermelho elas gritam algo como "Child Killer" em alemão ou então... "Turista maldito". Muito divertido!

Saímos da Praça e viramos à direita na Unter der Linden (Sob os pés de Linden).

Vimos a Humboldt University.... só gentinha meia boca estudou lá.... Einstein, Hegel, Marx e mais umas dezenas de ganhadores do Nobel!!! No dia seguinte eu acabei entrando lá e perambulando pelos corredores.... Vi alguns estudantes tirando cópias no xerox e a máquina possuía uma partezinha pra voce passar seu cartão (não sei se de crédito ou da universidade)... igualzinho a UFSC!!!

À esquerda havia a Opera House e logo em seguida o prédio do Direito da Humboldt. A Humboldt "matriz" fica do lado direito e o Direito no lado esquerdo.

Entre o Direito e a Opera existe uma praça que tem um caráter histórico. Ali, no início do regime Nacional Socialista, os livros da biblioteca Humboldt foram "saqueados", empilhados e queimados!!! Há uma inscrição mágica no local que fora escrita em 1933 que diz em alemão "Onde alguém queima livros, depois vai queimar pessoas". Emocionante né? Não precisa dizer mais nada, nã? No exato local onde os livros foram queimados, existe uma "lajota" de acrilico transparente no chão... se você se agachar e tentar ver bem de perto, vai poder ver que no subsolo da praça existe um quarto branco, cheio de prateleiras vazias! O guia disse que os livros queimados na década de 30 preencheriam toda aquela sala, que fora feita para que aquilo jamais fosse esquecido. Amigo, queimaram uma bibliotecazinha bem razoável.... Vale a pena ver!!! Essa que é a vantagem de fazer uma visita guiada, jamais me agacharia e olharia no chão se não houvesse um guia...

Em seguida fomos para outra praça onde existe uma Igreja Católica Alemã e uma Igreja Francesa Protestante (não me confundi, eles fizeram isso como gesto de amizade, boa-fé e aproximação entre as religiões!).

Detalhe, nessa praça, vi que cada árvore tinha uma plaquetinha numérica.... o guia disse que EM BERLIN TODAS AS ÁRVORES SÃO NUMERADAS, tirei foto da 01 daquela praça! Brinquei com o meu amigo holandês e ele disse que se fizessem isso no Brasil faltaria metal para as plaquetas!!!

Após isso, paramos em uma loja de chocolate de esquina, situada na parte mais comercial da cidade. A loja tinha uma série de réplicas em chocolate de tamanho bastante consideravel.... Um Titanic, Portal de Brandenburgo, um vulcão que expelia chocolate pelo cume... Olha, muito legal e tudo muito caro. O guia parou em frente à réplica da Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche (http://imgpe.trivago.com/uploadimages/4 ... 851_l.jpeg) e nos contou a história. Ocorre que durante a 2ª Guerra Mundial Berlin foi castigada pelos bombardeios aliados, em um desses bombardeios a cúpula da igreja acabou ruindo, restando apenas a parte inferior. Com o cair das bombas, todos os vitrais foram estilhaçados. Após o cessar, os moradores de Berlin saíram de suas casas e cataram das ruas todos, todos, os cacos e fragmentos de vidro que caíram no chão. Não apenas cataram, como os guardaram! Posteriormente, construíram uma igreja nova ao lado da igreja destruída utilizando os cacos colhidos. Para mostrar ao mundo que a população alemã também sofreu com a Guerra, eles não reconstruíram o cume da igreja destruída. Permanece hoje como uma marca indelével do sofrimento e da destruição ocorrida na Alemanha.

Olha, eu não sou um cara muito mole e já li alguns relatos sobre o primeiro momento que a pessoa chorou quando na Europa. Devo confessar que não cheguei a chorar, mas fiquei com os olhos marejados diante daquela estátua de chocolate (pois é, eu sei, ridículo) e ante a bravura daquele povo.

Continuamos em direção ao Check Point Charlie e o guia contou uma história muito interessante: durante a divisão de Berlin, um casal acabou sendo separado. O cara ficou no lado ocidental e a garota no lado oriental, logo, a garota não poderia ir pra o lado ocidental. O que o cara fez? Durante 3 anos ele procurou uma garota ocidental parecida com a namorada dele. Finalmente achou uma bem parecida, seduziu a menina e propôs uma viagem à Berlin Oriental (os ocidentais podiam cruzar porque levavam dinheiro). Eles foram a um restaurante, no que a "namoradinha" ocidental foi ao banheiro ele roubou os documentos dela! Daí ele deu os documentos da ocidental para a namorada original que ficou no oriente e os dois conseguiram atravessar a fronteira para o lado ocidental. Ai a Berliner oriental foi dada como maluca e ficou presa na Alemanha Oriental por uns 3 anos... ninguem acreditava na história que ela contava!!! Meu guia disse que uma vez, quando ele contou esse caso, um cara perguntou pra ele: "Se o cara tinha achado uma guria igual à namorada dele, porque ele passou todo esse trabalho"!!!

Passamos em frente ao antigo Ministério da Aeronáutica (Luftwaffe), durante a Guerra o prédio foi um dos maiores alvos dos aliados, mas nenhuma bomba chegou a antigi-lo! Destaque para a cerca do prédio, onde é possível visualizar os circulos de ferro entre as grandes, onde antes estavam as suásticas retiradas! Ainda se pode ver no ferro as marquinhas de fixação!

Continuamos nessa rua, seguindo perpendicularmente ao Muro e paramos em um estacionamento, na altura da vaga 44! Era um estacionamento bem mal cuidado, areia no chão, umas cerquinhas de tábua, ficamos sob uma arvorezinha. Aí meu guia comentou que estávamos no exato lugar do antigo Bunker do Hitler, mais precisamente, o local onde ele se suicidou e foi carbonizado! Não preciso nem dizer que o pessoal ficou tudo se olhando com cara de bobo! Quem viu o filme A Queda sabe da cena que estou falando, Hitler se matou com um tiro na têmpora e uma capsula de cianureto (?), em seguida foi carbonizado para que seu corpo não virasse um espetáculo (preciso citar Mussolini? Não né).

Ai o guia contou outra história engraçada, que um dia ele fez esse guiamento e quando tava afastando-se do local, ouviu um barulhinho peculiar, ele virou e tinham três australianos urinando na árvore! Ele perguntou o que eles tavam fazendo? E os australianos disseram que queriam voltar pra casa e falar "que mijaram no Hitler"

Na continuação fomos ao Memorial do Holocausto, com seus 2711 blocos cinzas de concreto construídos em 2005! Vale citar que o memorial nao tem signifiado, o autor deixou em aberto! O material é feito de forma que é impossível grafitar os blocos (o guia disse que a mesma empresa que ganhou dinheiro produzindo gás para os nazistas é a que produziu a tal tinta resistente).

Observação pessoal: Caminhar entre os labirintos de blocos de concreto é fantástico, o terreno é desnivelado, os blocos são de alturas variáveis, tu se sente bem perdido lá dentro. Alguns interpretam os blocos cinzas como pilhas de judeus mortos, mas a interpretação que mais me chamou a atenção e que lá dentro você perde seus conhecidos. E isso é verdade! Você vai caminhando e o seu amigo que caminhava no corredor ao lado desaparece facilmente, é so ele virar uma esquina que você o perde... mais ou menos com o que acontencia com os judeus.

Depois fomos em direção ao Portal de Brandemburgo que fica ali do lado, o guia contou que foi construido em 1795, que inicialmente a biga estava voltada para fora, salvo engano é a deusa Nike da Vitória. Então a Vitória estava apontada para o lado externo, para as conquistas, mas que depois mudaram ela de lado e a Vitória passou a apontar para o povo de Berlim.

Outra história engraçada é que bem ao lado do Portal de Brandemburgo existe a nova embaixada americana, quando ela estava em construção, os americanos falaram que precisavam de uma área de segurança, isto é, um perímetro sem construções. Então eles pediram que OU QUE OS ALEMÃES AFASTASSEM SEU SÍMBOLO NACIONAL ou que chegasse o prédio pra trás! Felizmente o Portal de Brandemburgo não se mexeu!

Olhando o Portal de frente a embaixada americana fica à esquerda e logo as nossas costas fica o Hotel Adlon, onde pudemos ver a famosa sacada que o Michael Jackson sacudiu seu filho!

Ali o passeio se encerrou, o guia pediu uma contribuição, dei 5,00 euros, mas se pudesse daria bem mais! Vale muito!!!!

Decidi ir ver duas atrações distantes e que tinha bastante curiosidade, a Gedächtniskirche e o Estádio Olímpico de Berlim (Olímpiadas de 1936 e Final da Copa de 2006). Peguei o metro e desci bem de frente para a Igreja, pude perceber o poderio da economia alemã quando olhei para o topo dos prédios e de um lado vi o logo redondo da Mercedez girando sobre o prédio e do outro lado o logo redondo da Bayer fazendo o mesmo.

Imagem
Foto da Igreja destruida e a Igreja nova reconstruída usando os cacos.

Em seguida peguei o Metro na direção do Estádio Olímpico, saltei na Estação Olympic (coisa assim) e passei ao lado da Avenida Jesse Owens (mea culpa). Destaque para o mecânico que vi consertando uma Mercedez. Os mecânicos de Berlin consertam os carros usando laptop!!!

Infelizmente me dei muito mal nessa visita.. Gastei uma hora do meu fim de tarde, lá chegando a torre panorâmica estava fechada e não consegui entrar no gramado pois teria um infeliz show do U2 em algumas semanas e estava expressamente proibido entrar. Apelei para o nacionalismo do vigia, disse que era Brasileiro, que amava futebol, que so queria entrar no gramado da final de 2006, daí ele explicou isso pro cara do lado (só entendi Bresilien e Foosball)... Pois é.... Não deu. Circundei o Estádio, achei uma outra entrada, fui entrando, o segurança me chamou... Dei a mesma chorada, cara nao deixou, dai brinquei com ele, disse que não poderia entrar porque o Brasil ganhou da Alemanha em 2002, ele riu e eu fui.

Aí fiquei com aquela dúvida? Voltar ou não voltar ao famoso Estádio de Berlim no dia seguinte? É bastante longe, perde bastante tempo....

Na volta fiquei extremamente irritado comigo mesmo, peguei o metro certo na direção errada, não sabe como isso me irritou. Não pelo erro, mas pela burrice, pela falta de orientação. Simplesmente estava indo na direção oposta e só fui perceber depois de entrar. Voltei.

Ocorre que em Berlin o sentido é meio presumido... tu tem que saber, pois as linhas tem o mesmo nome. Por esse prisma, os metros italianos e franceses (incrivelmente) são mais informativos.

Nessa estação conhei um grupo de umas 8 pessoas conversando, confesso que não entendia a língua que eles falavam, mas era ela familiar. Sensação muito estranha. Ficava ouvindo de cantinho, era inteligível mas parecia próxima de alguma forma, era falado do jeito que os espanhois falam mas você nao entendia nada! Eles pegaram o mesmo metro que eu, não resisti. Puxei papo e descobri que eles eram gregos (TAVA EXPLICADO!!!). Era um grupo de professores em férias, comentei que iria pra Atenas no final da viagem, disse que eles deviam ter orgulho do país dele! Disse que o país deles foi o berço da sociedade moderna ocidental, da democracia, dos avanços filosóficos, da nossa noção de partipação popular, acho até que eles ficaram bem felizes, um grego falou: "Sim, nos temos muito orgulho". Em seguida um outro martelou o caixão e disse pra mim "e você deve ter muito orgulho das suas mulheres né".

Bah, tudo bem, é legal, mas não é o tipo de produto que você quer exportar e fazer propaganda no exterior...

Saltei na estação errada, confundi os nomes parecidos, mas tudo bem, foi divertido. Desci perto do Bundestag e caminhei por Berlin a noite, voltei a pé desde o Portal até o Hostel.

No caminho tirei essa foto:
Imagem

Perto do Hostel comprei um Kebab, levei para o Hostel e jantei com uma Berliner Weiser!



Dica 17: Vou repetir essa dica ainda várias vezes, mas estando em um país estrangeiro, aprenda a perguntar na língua local: "Desculpe, você fala inglês". Acredite, o tratamento que você receberá pelo fato de tentar falar a língua deles será tocante. Em 44 dias de Europa não tive nenhum problema, nenhum daquele tipo de tratamento hostil que alguns turistas relatam. Insisto. Aprendam essas palavrinhas mágicas! Não abordem ninguém diretamente em inglês. Fui abordado na Itália diretamente em inglês e pude entender um pouco como os locais se sentem, mas isso explico daqui alguns "dias".

Dica 18: Na Alemanha, se o sinal estiver vermelho para os pedestres e não houver nenhum carro até onde a vista possa alcançar... ESPERE. Não atravesse.

Dica 19: No primeiro dia em uma cidade, escolha as atrações mais distantes, se deixar pra fazer no último dia, faltará tempo, tendo em vista que você precisará fazer algum tipo de deslocamento (aeroporto, estação, rodoviária).

Dica 20: Antes de entrar no metro, tenha certeza da direção. As linhas tem o mesmo nome, mas se você não conhece, fica sem saber pra que direção está indo.

Dica 21
: Em Berlin, não deixei de tomar uma Berliner Weiser. É uma cerveja Berliner misturada com um xarope de fruta! Eles misturam no seu copo e na sua frente! Parece estranho, mas é muito bom! Você sente o sabor da cerveja junto com o sabor doce do xarope (prove o vermelho)!
Editado pela última vez por MarcosDM em 28 Out 2009, 19:20, no total de 10 vez
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor Lu Lacerda » 22 Out 2009, 16:02

Nossa, Marcos! É incrível...lendo seus relatos consegui sentir , mesmo que não com exatidão, a emoção de cada trajeto. Sensacional, estou com lágrimas nos olhos..espero que em maio de 2010 eu possa sentir essas mesmas sensações...acentuadas, de preferência! Coloquei um tópico (Europa: albergues / trens)...se possível, gostaria que me desse dicas de albergues baratinhos...please.

Bjs
Lu
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor luislsb » 25 Out 2009, 10:12

Muito bom seu relato, Marcos.

Estou com pretensao de ir agora neste final de ano e com certeza ja deu pra me sentir um pouco la. Continue!
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor cquaresma » 25 Out 2009, 19:11

Marcos,

Blz de relato...

Estou fazendo um roteiro meio louco com dois caramaradas, mas estamos querendo fazer de carro, da uma olhada no roteiro.

Você acha que você teria aproveitado mais de carro?
Como você sentiu na pele as cidades, sua opinião será valiosa.

Temos intensão de conhecer as cidadezinhas no meio do caminho.

Data 03/01/10 ao dia 17/10/2010

Paris - Locar carro
Bruxelas
Amsterdam
Berlim
Praga
Munique
Zurique
Milão
Maranelo
Veneza
Roma - Entregar carro

Gasto em media de 1100 euros com locação, fora gas e pedagio.
Percurso 4500kms

Abraço,

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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 25 Out 2009, 19:34

Amigo,

Tu vai ficar de 03/01/10 ao dia 17/10/2010 ou de 3 de janeiro a 17 de janeiro?? 15 dias neh...

Assim, eu ia alugar um carro na Sicilia, porque lá o transporte público é uma piada, quanto mais tu desce na Itália mais parecido fica com o Brasil (os italianos do norte falam que fica mais parecido com a Africa, mas dai é uma maldade sem tamanho), todavia ia ficar muito caro... diaria de 110 euros com tudo. Desisti.

Vou ser sincero contigo, desse seu jeito eu nao faria. Se fosse voce eu mudaria. Por que? Em Amsterdam o legal é andar de bicicleta, lá quase nao tem vaga... preferencia é para pedestre ou bicicleta. Em Berlim é tudo relativamente perto, as linhas 100 e 200 fazem todos os pontos turisticos, andar de bicicleta lá também é muito legal. Em Paris existem muitos Smart porque lá nao existem vagas... Em Paris o Metro é fantástico... Tudo está a 500m de uma estação! Amigo, TUDO!

Veneza eu nem comento. Roma é uma loucura e as partes principais podem ser feitas a pé.... Um dia no vaticano e museus, um dia no forum e coliseu, um dia para as praças e fontes... Então tu vai poder fazer tudo a pé. Conhecer Roma é andar a pé.

Agora assim, voces vao estar em turma, eu tb gostaria de fazer isso... road trip. Mas vou dar minha sugestão. Alugue o carro apenas para fazer os deslocamentos. Por exemplo, conhece Paris de Metro, aluga um carro no ultimo dia, vai pra Bruxelas, descarta o carro.... conhece a cidade, aluga outro carro, vai pra Amsterdam, descarta o carro.... Mas tem que ver se financeiramente valeria a pena, se seria mais barato alugar tudo de uma vez. Mas se tu ficar todo o periodo com o carro, onde tu vai deixar o carro dormindo, onde vai deixar estacionado durante todo o dia? São essas coisas que me deixam um pouco em dúvida sobre a sua ideia.

Praga, Munique, Zurique não conheço então nao falo.

Mas com certeza, fazer Berlim-Praga-Monique de carro em grupo deve ser life changing! Outra coisa, se vai de Veneza pra Roma de carro, vai pra Toscana.... vai pra região dos vinhedos ali perto de Florença (isso amigo, isso eu queria fazer um dia).

Quanto a sua pergunta, eu não teria aproveitado mais as cidades se estivesse de carro não.... Porem, teria curtido mais o caminho, teria parado numas cidades pequeninas da Itália e conversado com os locais... isso não tem preço.... Acho que maximazaria minhas possibilades, todavia, naquilo que se refere as cidades do percurso, nao as cidades "principais".

Qualquer coisa estamos ai!
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor cquaresma » 25 Out 2009, 21:18

Marcos,

Em Paris vamos ficar a pé, pretendemos alugar o carro somente na saida para Bruxelas, pensei em locar a varejo como falou mas acaba ficando mais caro, como estamos e 3 pessoas (que pode ser 4) achei o custo viavel.

No seu relato, achei um detalhe interessante que você mencionou de mudar o roteiro de ultima hora, pensei... com carro seria mais facil caso surja tais mudanças em nosso roteiro.

Mais tem um detalhe muita importante, gostaria muito de digirir um BMW em uma Autobahn, cara de ser muito bom... BMW sem limite... rsrssrsrr

Valeu as dicas cara, espero o restante do relato.


Abraço,


Claudinei
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor cradion » 27 Out 2009, 14:40

Ola

Grande viajem Man, você disse do DICAS 2 - que despachou a mochila pequena e embarcou com com a mochila grande, como voce conseguiu ?
não tem limite de peso e tamanho para embarcar com bagagem no avião ?

um abraço

cradion
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Re: Amsterda, Berlim, Paris, Nice, Itália (Toda), Atenas-44 dias

Mensagempor MarcosDM » 27 Out 2009, 16:44

Amigo,

Sim, tem, mas como voce disse... pra "embarcar" no avião. É uma questão de combustível. Ficando dentro dos 15 ou 20 kilos lá.... Boa sorte, paz e benção! E o compartimento pra bagagem é gigante!!! Coube minha mochila de 64 litros e sobrou... e como sobrou!

Boa sorte
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