Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1235600 por Maryana Teles
25 Nov 2016, 18:16
CAP.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

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09/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de Hold My Hands]
(https://www.youtube.com/watch?v=cLyUcAUMmMY)

Meu despertador começou a berrar às 2:30 da madrugada e já era hora de se arrumar porque disseram que a van passaria pra nos buscar entre 3h/3:30. Eu acordei a galera e todo mundo se vestiu rapidinho e fomos logo indo pro pátio do hostel esperar por lá. Deu 3:00 e nada da van chegar, deu 3:15 e nada ainda – eu já tava pensando que tínhamos sido enrolados - mas quando foi 3:30 entrou uma mulher gritando nossos nomes e fomos logo entrando na van. Nem tava tanto frio, mas pra carioca qualquer coisa abaixo de 20ºC já é motivo pra colocar luva, cachecol e gorro, né?

Sentamos separados e acabamos conhecendo dois brasileiros que tinham chegado em Arequipa no dia anterior e já estavam se aventurando na altitude. O Japa (como era chamado pelo amigo), coitado, não aguentou a pressão da altitude e pediu pra van parar pra ele poder vomitar. Tadinho cara! O menino tava mais branco que a parede lá de casa e tava passando super mal. Eu ofereci a ele o Diamox e uma plantinha que pegamos no Chile, que você esfrega na mão e cheira e aquilo te dá uma aliviada braba nos problemas de altitude.

Como o trajeto até a entrada do parque do Cañon Del Colca levaria algumas horas, aproveitamos pra cochilar um pouquinho. Em poucos minutos já sentíamos a diferença de temperatura do lado de fora da van, porque apesar de estar tudo fechado a gente tava se tremendo todo lá dentro.

Depois de umas 2 horas, eu acho, fizemos nossa primeira parada pra tirar algumas fotos no ponto mais alto do passeio: Mirador de los Andes a 4.910 metros de altitude (dava pra ver o Volcan Misti de lá). Descemos e tiramos rapidinho algumas fotos e curtimos bem rapidinho aquele visual maravilhoso, porque a verdade é que tava frio pra caralh*** e ficamos nem 10 minutos fora da van e nossas fotos ficaram tudo com cara de cu, porque os casacos não tavam dando conta. E eu tava super apertada pra fazer xixi e a guia me disse que a próxima parada seria em 40 minutos! PQP! Eu e Elisa começamos a procurar algum lugar pra eu fazer xixi ao ar livre mesmo, mas tava tanto frio que acho que se eu fizesse xixi sairia gelo em vez de líquido. Segui viagem apertada mesmo.

Chegamos na entrada do parque e a nossa van parou. A guia disse que ali devíamos pagar uma taxa de ingresso: 40,00 soles para sul americanos e 70, 00 soles para os demais estrangeiros. Perguntamos se tinha desconto para estudante e não rolou. Então, demos os 40,00 soles pra guia e ela foi lá fora resolver o pagamento dos tickets de geral e continuamos o trajeto infinito até a parada pro café da manhã.

Com a Graça de Deus, chegamos em Chivay, o vilarejo onde teríamos o nosso desayuno e eu sai correndo pro banheiro, ufaaa! Fiz xixi linda e bela e já conseguia até sorrir de novo! Tomamos nosso tradicional café da manhã: pão, manteiga, geleia, chá e café. Eu e Elisa acabamos pedindo um ovo mexido à parte e dividindo (1,25 pra cada). Comemos em 20 minutos e entramos na van.

Nossa guia parou por uns 10 minutinhos numa pracinha onde tava tendo uma apresentação da dança típica da região e descemos pra tirar algumas fotos. Ah! Nessa pracinha tinham umas lhamas todas enfeitadas e uma águia pra quem quisesse tirar foto. Óbviooo que a gente quis! Tiramos foto com águia, lhama e até com a mocinha que tava cuidando dos animais. O esquema da foto era “pague quanto você quiser” e eu e Elisa demos 5,00 soles ao todo (2,50 soles pra cada).

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Seguimos viagem e paramos em um mirante pra tirar fotos e pra quem quisesse comprar artesanatos. A vista dava pra um vale bem bonito, mas nada comparado ao que nos esperava no Cañon Del Colca. Entramos na van e a guia foi explicando que ficaríamos em torno de 45 minutos no mirante da "Cruz del Condor", o point onde a galera vê o voo dos condores. Tínhamos duas opções: ou ir andando até lá (20 minutos) ou ir de van direto. Algumas pessoas desceram e foram caminhando, Patrícia e Vagner disseram que a caminhada foi bem bonita. Eu e Elisa fomos direto de van e ficamos lá trepando nas pedras pra tirar foto e curtir o voo dos condores mais de perto, tão de perto que teve uma hora que um condor engraçadinho voou tão baixo que eu juro que achei que ele ia encostar na gente.

Eu e Elisa levamos um susto tão grande com nego gritando e aquele condor vindo na nossa direção que quase nos desequilibramos do banquinho que estávamos em pé. Caraaaa foi tenso, mas muito engraçado. A gente se abaixou gritando e geral rindo. Foi bem legal ver aquela ave enorme de perto! O voo deles é bem bonito, porque eles pairam sobre o ar quente que vem não sei da onde (desculpa minha ignorância). Só sei que eles quase não batem as asas e ficam lá curtindo a imensidão daquele Cañon como se tivessem flutuando.

O passeio começa cedão porque além de ser bem longe do centro da cidade de Arequipa é importante chegar pela manhã pra ver os condores voando, porque esse tal ar quente vem numa certa hora específica do dia.

Nesse mirante além do voo dos condores, você encontra o maravilhoso e imponente Canõn Del Colca e uma feirinha de artesanato com coisas muito lindas e algumas com preço bem em conta! Elisa comprou um gorrinho lindo pro priminho dela por 5,00 soles. Voo visto e compras feitas, entramos pra van e seguimos viagem para as Águas Termales.

A nossa guia foi explicando várias curiosidades sobre os condores, tudo muito interessante mesmo. Antes de nos deliciarmos nas águas quentinhas, paramos rapidamente em outro mirante com mais uma feirinha de artesanato e depois em uma praça no vilarejo de Maca, com outra feirinha de artesanatos. Caraaaaa! Pobre que viaja e fica indo em feirinha de artesanato fica tentado a gastar, mas se segura o máximo, né? Vagner e Patrícia nem desceram da van nessa hora pra não caírem em tentação.

Eu e Elisa descemos e eu acabei comprando uma caneta com uma lhaminha pra minha irmãzinha (ela adorou o presente e super se sente na escola com uma caneta que tem uma lhama fincada na ponta, mas ok). Andando mais um pouco achamos uma senhorinha com uma lhama e uma águia na cabeça. Caraaa eu e Elisa obviamente pedimos pra tirar foto! Aí foi show de bola, porque a senhora colocou o chapéu dela na nossa cabeça e a águia subiu em cima do chapéu. Parecíamos duas retardadas, mas adoramos! Pagamos 2,50 soles pra cada uma, porque era no mesmo esquema “pague quanto quiser”.

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Depois de mais um longo trajeto até as Águas Termales, finalmente chegamos ao paraíso! Nessa hora, o clima já tava bem quente, mas relaxar em uma água quentinha natural é outra história, né?

O lugar fica à margem do Rio Colca e tem duas opções de entretenimento: piscinas artificiais aquecidas ou piscinas naturais de pedra. Escolhemos as naturais, é claro. Pagamos 15,00 soles, atravessamos uma ponte, tipo aquelas ponte do Faustão, sabe? #medinho E lá fomos nós tudo afobado tirando a roupa e entrando direto naquela água quente pra caralh*!

Foi ótimo relaxar - depois que seu corpo acostuma com a temperatura da água fica maravilhoso! Aí você tem a opção de ir em três ou quatro piscinas naturais que tem diferentes temperaturas. Aí, você turista o que que faz? Não se contenta com uma só que já tá maravilhosa, vai pulando de uma pra outra, né?

Foi exatamente isso que fizemos. Saíamos de uma e entrávamos correndo na outra, até que acabou a graça quando pulamos com tudo em uma piscina que estava a uns 40ºC. Sérioooo! Queimei o pé e sinto que parte da minha pele tá lá até hoje! Caracaaaaa! Água quente da porr*! Pior é que tinham uns gringos lá de boa e mandando a gente entrar... idiotas!

Acabamos de relaxar na piscina principal que é coberta e fica em frente aos vestiários. Tomamos um banhozinho e trocamos de roupa. Era hora de voltar pra Chivay e almoçar! Caraaaaa! A gente pagou 28,00 soles num buffet liberado que tinha dezenas de opções deliciosas. Sério! Tiramos a barriga da miséria legal. Tinha até sobremesa liberada. Só eu comi 3 mousses de chocolate e Vagner repetiu 3 vezes a comida. Cara! A gente tava tão feliz que concordamos que foi o dinheiro com comida, mais bem gasto da viagem toda!

Por volta das 14:30/15h seguimos viagem de volta para Arequipa e aí meu filho, bucho cheio é cochilo na certa, né? Coitada da guia começou a falar e falar e falar e mal sabia ela que tava ninando a gente com aquela falação toda. Eu nem lembro de nada! Só lembro que entrei na van, abracei minha mochila e apaguei.

Chegamos naquele ponto mais alto novamente e a guia começa a gritar pra gente acordar porque tava “nevando” lá fora. Descemos super felizes da van e tava até caindo uns floquinhos bemmmm pequenininhos de neve, mas a gente comooo: Let it go! Let it go! Tudo bobo lá tirando foto crente crente que o pessoal do Brasil ia ver a neve sobre nossos casacos. Hahahahah Porr* nenhuma! Entramos na van e fomos conferir as fotos, mal dava pra ver que aquilo era um floquinho de neve, parecia mais o espirro de alguém, mas tudo bem. Rs

Seguimos pra Arequipa sem mais paradas e a nossa guia inventou um quiz valendo prêmios sobre todas as curiosidades que ela nos contou ao longo do passeio. Eu e Elisa ganhamos uns presentinhos e quando menos esperávamos, chegamos em Arequipa às 16:30/17h lá na Plaza de Armas.

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Fomos rapidinho pro nosso hostel, mas antes passamos na lavanderia pra pegar as roupas. Pegamos os mochilões que estavam na sala de bagagens e perguntamos se rolava um banho rapidinho de graça. O moço do hostel deixou e saímos correndo pra nos arrumar e deixar tudo pronto pra viagem até Ica.

Tomamos um belo de um banho gelado, sabe lá Deus porque os chuveiros não estavam com água quente naquela hora, mas não dava pra ficar reclamando porque não tínhamos muito tempo. Nos arrumamos e partimos pra Plaza de Armas pra comer alguma coisa antes de seguir viagem. Todo mundo comeu uma empanada num restaurantezinho, mas como eu não posso comer nada com pimenta (sou intolerante), resolvi não arriscar e ir no que já era certo: Mc Donalds. Comprei um chicken júnior e uma batata frita pra viagem e encontrei o pessoal lá no restaurante. Eles já tinham acabado de comer, pagaram a conta e eu e Elisa decidimos comprar mais uma água pra viagem (2,30 soles pra cada) e depois fomos direto catar um táxi pra levar a gente pra rodoviária porque já era 18:15 e nosso ônibus era às 19:00. Pagamos 10,00 soles ao todo (2,50 pra cada).

Chegamos em uma rodoviária, mas tivemos andar uns 5 minutos até uma outra rodoviária e lá pagamos uma taxa de embarque de 3,00 soles e fomos na Cruz Del Sur pra embarcar. Rapaz! A gente se sentiu num aeroporto. Tinha até serviço de espera com poltronas super confortáveis e wi-fi que só a Patrícia com o Samsung dela usufruiu, porque os Iphones ficaram de graça e não conectaram.

Deu a hora marcada do nosso ônibus e entramos. Cara! Pensa num ônibus foda! Que empresa sensacional essa. Fomos no ônibus de leito (inclinação 160º), então a gente foi curtindo aquele assento super confortável e ainda tinha TV individual, cada um escolheu seu filme e foi muito bom.

A gente sabia que tinha jantar incluído porque a moça perguntou que tipo de carne queríamos assim que compramos a passagem, mas não sabíamos que ia vir tão gostoso (e depois descobrimos que também tínhamos direito a um lanchinho básico de café da manhã). Putz!!! Mandamos a comida pra dentro, apesar da gente já ter comido bem lá na Plaza de Armas. A comida tava gostosa e deu pra forrar o bucho legal e embalar a gente num soninho super tranquilo.

O ônibus partiu sem atraso e a previsão de duração da viagem era de 10 horas. Dormimos muito bem e ainda conseguimos usar o wi-fi em certos pontos do trajeto. Tinha um “comissário de bordo” que foi super atencioso e sempre que precisávamos ele nos ajudava.

Próxima parada Ica – Huacachina. Já fazia tempo que eu namorava esse lugar e não perderia a oportunidade de ver de perto um oásis pela primeira vez na minha vida!

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SALDO DO DIA:

- 40,00 soles – Entrada do Parque do Cañon Del Colca
- 1,25 soles – Ovo mexido do café da manhã
- 2,50 soles – Foto com a lhama e a águia
- 3,00 soles – Caneta de presente pra minha irmã
- 2,50 soles – Outra foto com a lhama e a águia
- 15,00 soles – Águas Termales
- 28,00 soles – Almoço
- 2,30 soles – Água
- 6,40 soles – Mc Donalds
-2,50 soles – Táxi
- 3,00 soles – Taxa de embarque

TOTAL: 106,45 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.11) O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no Instagram @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas interessantes por lá e muito mais vindo aí!

#1237731 por Maryana Teles
04 Dez 2016, 20:45
CAP.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

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10/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de Tempos Modernos]
(https://www.youtube.com/watch?v=itS3sjWCAnc)

A viagem até Ica foi muito tranquila. Chegamos na rodoviária às 7:00 da manhã (2 horas mais cedo do que a previsão dizia) e fomos logo tratando de comprar nossas passagens pra Cusco pro dia seguinte, já que iríamos fazer a viagem noturna após o passeio pelas Islas Ballestas e Paracas.

Ica é uma cidade obrigatória para quem quer ir à Huacachina, pois é lá que fica a rodoviária. Já eram 7:30 quando compramos as passagens da Cruz Del Sur (160,00 soles ônibus-leito saindo às 21:50) e decidimos pegar um táxi até nosso hostel. Eis que Vagner tava conversando com um cara e depois chegou outro e no final os dois começaram a brigar pela vez da corrida. Optamos pelo que conversou com o Vagner primeiro, porque era mais simpático e a gente nem sabia que tinha coisa de vez.

A corrida foi bem rápida (30 minutos) e deu 10,00 soles (2,50 pra cada) e o taxista nos deixou bem em frente ao Hotel Casa de Arena que é bem maneiro. Tem um espaço comum bem legal, uma piscina no meio, um barzinho do lado da piscina que serve café da manhã, almoço e jantar e uma boate do lado.

Poderíamos escolher quartos coletivos com mó galera ou um quarto pra quatro pessoas. Como a diferença era bem pequena (até porque ganhamos 10,00 soles de desconto na diária porque fechamos o passeio de buggy com o hostel), optamos pelo quarto de quatro. Se não me engano, o quarto pra quatro era 35,00 soles com banheiro compartilhado, mas como ganhamos desconto pagamos 25,00 soles, que era o valor que estávamos pensando em gastar mesmo.

O valor de 40,00 soles do passeio de 2 horas de buggy incluía o sandboard e o pôr do sol do alto das dunas de Huacachina, isso porque optamos pelo horário das 16:00, mas existem outras opções de horários (10:00 e 13:00). O moço nos explicou que também era cobrada uma taxa de 4,00 soles sei lá por que. Como todos os valores estavam dentro do previsto, aceitamos e fechamos logo o hostel e o passeio de buggy pra aquele mesmo dia às 16:00 (eram 8:15 da manhã rs).

Não sei o que deu na gente que em vez de sairmos pra pesquisar os valores do passeio das Islas Ballestas + Paracas, já que tínhamos tempo de sobra, decidimos fechar esse passeio no hostel também e nos fudemos (desculpa o linguajar, mas só assim pra expressar nossa indignação)! Pagamos 90,00 soles pelo passeio que na nossa cabeça tava aceitável, já que o Rodrigo tinha fechado o mesmo passeio há um ano atrás pelo mesmo valor. Ah! E ainda tinha uma taxa de 18,00 soles a serem pagos no local pra entrar na Reserva de Paracas.

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Depois de 3 dias descobrimos que o Victor (o menino que perdeu o mochilão em Sucre) tinha pago 60,00 soles no mesmo passeio que a gente fechando com uma agência lá da rua. Que ódioooo! Aí ficamos nos martirizando porque tínhamos tempo de pesquisar e não fizemos isso. Então, sempre que tiverem tempo, procurem, se informem e pechinchem.

Enfim, passeios fechados, hostel pago, decidimos colocar as roupas que estavam molhadas do banho das Águas Termales de Arequipa pra secar no solzinho ali da piscina e o moço veio avisar que nosso quarto só ia ficar pronto lá pelas 11:00, então ele nos cedeu um outro quarto reserva pra gente se sentir a vontade e relaxar um pouco. #fofinho

Aí como já eram 9:00 da manhã a fome começou a se pronunciar e resolvemos tomar café da manhã no hostel mesmo. O desayuno era bem bom e eu e Elisa decidimos dividir um porque logo logo iríamos almoçar e não queríamos ficar empanturradas. Pagamos 13,00 soles (6,50 pra cada) e vinham três pães, manteiga, geleia, suco, café e ovo (acho que era isso). Tinham outras opções, mas pegamos a mais baratinha.

Comemos tudo e fomos logo sentar na área comum pra viçar na internet, atualizar Facebook, Instagram, Snapchat, dar ‘oi’ pra família e comprar a passagem de avião do final da viagem de Laz Paz pra Santa Cruz de la Sierra, já que a essa altura do campeonato a gente já tinha decidido que seria uma economia burra pagar menos pra ficar quase 24 horas dentro de um ônibus em uma das estradas mais perigosas da Bolívia.

A gente relaxou bastante! Conseguimos pela primeira vez na viagem ficar sentados sem fazer absolutamente nada e deu até uma sensação de vazio, mas conseguimos descansar um pouco a cabeça que tava a 1000 por hora desde o primeiro dia. Da piscina a gente conseguia ver aquela duna enorme de areia e só aí caiu a ficha de que estávamos num oásis de verdade. Obs: Não entramos na piscina por preguiça e porque tava batendo um vento do mal. Aí sabe como é né? Vento com areia = Delíciaaaa! #sqn

Há alguns anos atrás Huacachina era 100% natural, mas devido à expansão do turismo eles foram construindo estradas e a água foi secando. Hoje a água do centro do oásis é abastecidamente artificialmente por um cano que vem da cidade vizinha.

Depois de cansar os dedos de tanto digitar, mudamos de vez pro nosso quarto e decidimos caminhar pela “cidade”. Trocamos de roupa, powwww a quanto tempo a gente não colocava um shortinho, hein?! Pegamos as máquinas e saímos pra explorar o local, que não tem muitoooo pra ser explorado não. Fomos andando meio que sem rumo, tirando fotos, vendo artesanatos, chupando sorvete (3,50 soles) e pesquisando os valores das comidas pro nosso almoço. Eu aproveitei pra comprar um postal (1,00 nuevol sol).

Já eram 14:00 quando voltamos pro hostel e almoçamos por lá mesmo um Pollo a la Plancha bem servido (24,00 soles) e nos preparamos pro passeio de buggy. Eles indicam levar água, ir de tênis e óculos de sol e passar protetor solar. Fizemos tudo isso e incluímos a gopro com aquele capacete pra lista.

Chegou a hora do passeio: Vagner e Elisa sentaram no banco da frente do lado do motorista e eu e Patrícia sentamos atrás do motorista na ponta. Nosso buggy parou no Hotel Casa de Arena 2 e pegou mais uns cinco israelenses pra completar o time. Vou te falar uma coisa: Pensa num povo que adora fazer merda, são os israelenses. Tudo que não podia fazer durante o passeio eles fizeram questão de fazer (desculpas a todos os israelenses que são normais, mas é que todo os que conhecemos nessa viagem era malucos. Todos, sem exceção).

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Funciona assim: Você entra no buggy que geralmente cabem 8 ou 10 pessoas, depende do modelo. O motorista te leva pra umas dunas pra fazer umas descidas e subidas bem radicais. Caraaaaa! Muito foda mesmo! O cara sacava toda manha da parada e fazia umas doideiras com o buggy que eu jurava que a gente ia virar (pena que não sei colocar vídeo aqui - nem sei se pode rsrsrsrsrs).

Aí, ele para numa área linda pra gente fazer fotos nas dunas e em cima do buggy pra quem quiser e depois segue fazendo mais manobras radicais em umas dunas ainda mais altas. Depois ele para o buggy e pede pra cada um pegar uma prancha (tente ser um dos primeiros a pegar pra não ficar com as pranchas velhas e/ou quebradas), nos passa as instruções e nos ajuda a passar a parafina (sei lá que coisa era aquela que a gente passava na parte debaixo da prancha). Nosso motorista era bem legal (apesar de no final ele ter me assediado com olhares bem estranhos), ele posicionou todo mundo na prancha, ensinou como fazer com os pés, mãos e tronco e foi colocando um de cada vez sem pressa. Todos foram deitados de barriga na prancha.

Depois que todos descem, ele vai lá com o buggy e nos pega pra darmos mais voltas radicais. Paramos umas quatro ou cinco vezes pra fazer sandboard. Eu e Elisa arriscamos ir uma vez sentadas as duas na mesma prancha e foi bem legal, apesar de ter dado um medinho de virar e ir capotando até lá embaixo. Graças a Deus deu tudo certo e fomos que nem divas.

Os brasileiros tavam certinhos (seguindo as regras - pela primeira vez na vida rs) e os israelenses querendo ir em pé, sentados, voando, dando duplo twist carpado... Foi uma loucura, porque o guia falava não podia porque era perigoso e eles faziam assim mesmo rindo.

Depois da quarta ou quinta duna, fizemos mais algumas manoras iradas no buggy e paramos numa duna muito alta longe do oásis, mas que nos deu um belo pôr do sol. Me senti no deserto do Saara sem o sol queimando a minha cara hahahaha #zoa! Tiramos várias fotos e aí o guia começou a avacalhar dando em cima de mim com uns olhares nojentos e umas mãozinhas no ombro que eu não tava curtindo, mas fiquei meio sem jeito de cortar, então eu só desconversava. Deu muito nojo!

Nossa última parada antes de voltar pro hostel foi perto do oásis. O motorista parou o buggy pra gente tirar fotos maravilhosas com Huacachina de fundo. Fim do passeio, hora de voltar pro hostel e postar os vídeos no Facebook, né? hahahaha A gente tava se sentido tirando onda com internet e tempo pra usá-la!

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Melhor do que os lugares que você conhece, são os amigos que você faz durante uma viagem!

Caraaaa o passeio foi simplesmente incrível, umas das sensações mais incríveis da viagem (nada comparado ao Downhill em La Paz rs). Foi adrenalina pura num lugar maravilhoso. Ah! Eu e Elisa acabamos dando 2,00 soles cada de gorjeta para o motorista, apesar dele não merecer, mas achamos o passeio tão legal que demos mesmo assim. :/

Tomamos banho, arrumamos os mochilões e as mochilas de ataque pro dia seguinte e fomos procurar um lugar pra jantar. Resolvemos comer num restaurante que ficava atrás da nossa rua e parecia bem legal: Huacafuckingchina. Lá comemos sanduíches e eu tomei um milkshake (25,00 soles tudo). O preço estava acessível e nós curtimos o ambiente e a comida.

Voltamos pro hostel, viçamos mais um pouco na internet e fomos dormir lá pelas 22:00 porque no dia seguinte teríamos que acordar cedo de novo, ó a novidade! rs

SALDO DO DIA:

- 160,00 soles – Ônibus Cruz Del Sur | Ica X Cusco
-2,50 soles – Táxi da rodoviária de Ica até Huacachina
- 25,00 soles – 1 Diária no Hotel Casa de Arena
- 40,00 soles – Passeio de buggy
- 4,00 soles – Taxa para o passeio de buggy
- 90,00 soles – Passeio das Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas
- 6,50 soles – Café da manhã
- 3,50 soles – Sorvete
- 1,00 nuevo sol – Postal
- 24,00 soles – Almoço
- 2,00 soles – Gorjeta pro motorista do buggy
- 25,00 soles – Jantar + Milkshake

TOTAL: 383,50 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.12) Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!
#1237826 por Débora L Souza
05 Dez 2016, 11:18
Queria mto ter colocado Huacachina no meu roteiro. Mas fiquei com medo de pegar chuva por lá ai ficaria meio sem ter o que fazer.. =(
Mas toda vez que vejo relatos com fotos como essas suas me da vontade de tacar um fodas e ir mesmo assim.. rsrs

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