Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1235600 por Maryana Teles
25 Nov 2016, 18:16
CAP.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

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09/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de Hold My Hands]
(https://www.youtube.com/watch?v=cLyUcAUMmMY)

Meu despertador começou a berrar às 2:30 da madrugada e já era hora de se arrumar porque disseram que a van passaria pra nos buscar entre 3h/3:30. Eu acordei a galera e todo mundo se vestiu rapidinho e fomos logo indo pro pátio do hostel esperar por lá. Deu 3:00 e nada da van chegar, deu 3:15 e nada ainda – eu já tava pensando que tínhamos sido enrolados - mas quando foi 3:30 entrou uma mulher gritando nossos nomes e fomos logo entrando na van. Nem tava tanto frio, mas pra carioca qualquer coisa abaixo de 20ºC já é motivo pra colocar luva, cachecol e gorro, né?

Sentamos separados e acabamos conhecendo dois brasileiros que tinham chegado em Arequipa no dia anterior e já estavam se aventurando na altitude. O Japa (como era chamado pelo amigo), coitado, não aguentou a pressão da altitude e pediu pra van parar pra ele poder vomitar. Tadinho cara! O menino tava mais branco que a parede lá de casa e tava passando super mal. Eu ofereci a ele o Diamox e uma plantinha que pegamos no Chile, que você esfrega na mão e cheira e aquilo te dá uma aliviada braba nos problemas de altitude.

Como o trajeto até a entrada do parque do Cañon Del Colca levaria algumas horas, aproveitamos pra cochilar um pouquinho. Em poucos minutos já sentíamos a diferença de temperatura do lado de fora da van, porque apesar de estar tudo fechado a gente tava se tremendo todo lá dentro.

Depois de umas 2 horas, eu acho, fizemos nossa primeira parada pra tirar algumas fotos no ponto mais alto do passeio: Mirador de los Andes a 4.910 metros de altitude (dava pra ver o Volcan Misti de lá). Descemos e tiramos rapidinho algumas fotos e curtimos bem rapidinho aquele visual maravilhoso, porque a verdade é que tava frio pra caralh*** e ficamos nem 10 minutos fora da van e nossas fotos ficaram tudo com cara de cu, porque os casacos não tavam dando conta. E eu tava super apertada pra fazer xixi e a guia me disse que a próxima parada seria em 40 minutos! PQP! Eu e Elisa começamos a procurar algum lugar pra eu fazer xixi ao ar livre mesmo, mas tava tanto frio que acho que se eu fizesse xixi sairia gelo em vez de líquido. Segui viagem apertada mesmo.

Chegamos na entrada do parque e a nossa van parou. A guia disse que ali devíamos pagar uma taxa de ingresso: 40,00 soles para sul americanos e 70, 00 soles para os demais estrangeiros. Perguntamos se tinha desconto para estudante e não rolou. Então, demos os 40,00 soles pra guia e ela foi lá fora resolver o pagamento dos tickets de geral e continuamos o trajeto infinito até a parada pro café da manhã.

Com a Graça de Deus, chegamos em Chivay, o vilarejo onde teríamos o nosso desayuno e eu sai correndo pro banheiro, ufaaa! Fiz xixi linda e bela e já conseguia até sorrir de novo! Tomamos nosso tradicional café da manhã: pão, manteiga, geleia, chá e café. Eu e Elisa acabamos pedindo um ovo mexido à parte e dividindo (1,25 pra cada). Comemos em 20 minutos e entramos na van.

Nossa guia parou por uns 10 minutinhos numa pracinha onde tava tendo uma apresentação da dança típica da região e descemos pra tirar algumas fotos. Ah! Nessa pracinha tinham umas lhamas todas enfeitadas e uma águia pra quem quisesse tirar foto. Óbviooo que a gente quis! Tiramos foto com águia, lhama e até com a mocinha que tava cuidando dos animais. O esquema da foto era “pague quanto você quiser” e eu e Elisa demos 5,00 soles ao todo (2,50 soles pra cada).

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Seguimos viagem e paramos em um mirante pra tirar fotos e pra quem quisesse comprar artesanatos. A vista dava pra um vale bem bonito, mas nada comparado ao que nos esperava no Cañon Del Colca. Entramos na van e a guia foi explicando que ficaríamos em torno de 45 minutos no mirante da "Cruz del Condor", o point onde a galera vê o voo dos condores. Tínhamos duas opções: ou ir andando até lá (20 minutos) ou ir de van direto. Algumas pessoas desceram e foram caminhando, Patrícia e Vagner disseram que a caminhada foi bem bonita. Eu e Elisa fomos direto de van e ficamos lá trepando nas pedras pra tirar foto e curtir o voo dos condores mais de perto, tão de perto que teve uma hora que um condor engraçadinho voou tão baixo que eu juro que achei que ele ia encostar na gente.

Eu e Elisa levamos um susto tão grande com nego gritando e aquele condor vindo na nossa direção que quase nos desequilibramos do banquinho que estávamos em pé. Caraaaa foi tenso, mas muito engraçado. A gente se abaixou gritando e geral rindo. Foi bem legal ver aquela ave enorme de perto! O voo deles é bem bonito, porque eles pairam sobre o ar quente que vem não sei da onde (desculpa minha ignorância). Só sei que eles quase não batem as asas e ficam lá curtindo a imensidão daquele Cañon como se tivessem flutuando.

O passeio começa cedão porque além de ser bem longe do centro da cidade de Arequipa é importante chegar pela manhã pra ver os condores voando, porque esse tal ar quente vem numa certa hora específica do dia.

Nesse mirante além do voo dos condores, você encontra o maravilhoso e imponente Canõn Del Colca e uma feirinha de artesanato com coisas muito lindas e algumas com preço bem em conta! Elisa comprou um gorrinho lindo pro priminho dela por 5,00 soles. Voo visto e compras feitas, entramos pra van e seguimos viagem para as Águas Termales.

A nossa guia foi explicando várias curiosidades sobre os condores, tudo muito interessante mesmo. Antes de nos deliciarmos nas águas quentinhas, paramos rapidamente em outro mirante com mais uma feirinha de artesanato e depois em uma praça no vilarejo de Maca, com outra feirinha de artesanatos. Caraaaaa! Pobre que viaja e fica indo em feirinha de artesanato fica tentado a gastar, mas se segura o máximo, né? Vagner e Patrícia nem desceram da van nessa hora pra não caírem em tentação.

Eu e Elisa descemos e eu acabei comprando uma caneta com uma lhaminha pra minha irmãzinha (ela adorou o presente e super se sente na escola com uma caneta que tem uma lhama fincada na ponta, mas ok). Andando mais um pouco achamos uma senhorinha com uma lhama e uma águia na cabeça. Caraaa eu e Elisa obviamente pedimos pra tirar foto! Aí foi show de bola, porque a senhora colocou o chapéu dela na nossa cabeça e a águia subiu em cima do chapéu. Parecíamos duas retardadas, mas adoramos! Pagamos 2,50 soles pra cada uma, porque era no mesmo esquema “pague quanto quiser”.

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Depois de mais um longo trajeto até as Águas Termales, finalmente chegamos ao paraíso! Nessa hora, o clima já tava bem quente, mas relaxar em uma água quentinha natural é outra história, né?

O lugar fica à margem do Rio Colca e tem duas opções de entretenimento: piscinas artificiais aquecidas ou piscinas naturais de pedra. Escolhemos as naturais, é claro. Pagamos 15,00 soles, atravessamos uma ponte, tipo aquelas ponte do Faustão, sabe? #medinho E lá fomos nós tudo afobado tirando a roupa e entrando direto naquela água quente pra caralh*!

Foi ótimo relaxar - depois que seu corpo acostuma com a temperatura da água fica maravilhoso! Aí você tem a opção de ir em três ou quatro piscinas naturais que tem diferentes temperaturas. Aí, você turista o que que faz? Não se contenta com uma só que já tá maravilhosa, vai pulando de uma pra outra, né?

Foi exatamente isso que fizemos. Saíamos de uma e entrávamos correndo na outra, até que acabou a graça quando pulamos com tudo em uma piscina que estava a uns 40ºC. Sérioooo! Queimei o pé e sinto que parte da minha pele tá lá até hoje! Caracaaaaa! Água quente da porr*! Pior é que tinham uns gringos lá de boa e mandando a gente entrar... idiotas!

Acabamos de relaxar na piscina principal que é coberta e fica em frente aos vestiários. Tomamos um banhozinho e trocamos de roupa. Era hora de voltar pra Chivay e almoçar! Caraaaaa! A gente pagou 28,00 soles num buffet liberado que tinha dezenas de opções deliciosas. Sério! Tiramos a barriga da miséria legal. Tinha até sobremesa liberada. Só eu comi 3 mousses de chocolate e Vagner repetiu 3 vezes a comida. Cara! A gente tava tão feliz que concordamos que foi o dinheiro com comida, mais bem gasto da viagem toda!

Por volta das 14:30/15h seguimos viagem de volta para Arequipa e aí meu filho, bucho cheio é cochilo na certa, né? Coitada da guia começou a falar e falar e falar e mal sabia ela que tava ninando a gente com aquela falação toda. Eu nem lembro de nada! Só lembro que entrei na van, abracei minha mochila e apaguei.

Chegamos naquele ponto mais alto novamente e a guia começa a gritar pra gente acordar porque tava “nevando” lá fora. Descemos super felizes da van e tava até caindo uns floquinhos bemmmm pequenininhos de neve, mas a gente comooo: Let it go! Let it go! Tudo bobo lá tirando foto crente crente que o pessoal do Brasil ia ver a neve sobre nossos casacos. Hahahahah Porr* nenhuma! Entramos na van e fomos conferir as fotos, mal dava pra ver que aquilo era um floquinho de neve, parecia mais o espirro de alguém, mas tudo bem. Rs

Seguimos pra Arequipa sem mais paradas e a nossa guia inventou um quiz valendo prêmios sobre todas as curiosidades que ela nos contou ao longo do passeio. Eu e Elisa ganhamos uns presentinhos e quando menos esperávamos, chegamos em Arequipa às 16:30/17h lá na Plaza de Armas.

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Fomos rapidinho pro nosso hostel, mas antes passamos na lavanderia pra pegar as roupas. Pegamos os mochilões que estavam na sala de bagagens e perguntamos se rolava um banho rapidinho de graça. O moço do hostel deixou e saímos correndo pra nos arrumar e deixar tudo pronto pra viagem até Ica.

Tomamos um belo de um banho gelado, sabe lá Deus porque os chuveiros não estavam com água quente naquela hora, mas não dava pra ficar reclamando porque não tínhamos muito tempo. Nos arrumamos e partimos pra Plaza de Armas pra comer alguma coisa antes de seguir viagem. Todo mundo comeu uma empanada num restaurantezinho, mas como eu não posso comer nada com pimenta (sou intolerante), resolvi não arriscar e ir no que já era certo: Mc Donalds. Comprei um chicken júnior e uma batata frita pra viagem e encontrei o pessoal lá no restaurante. Eles já tinham acabado de comer, pagaram a conta e eu e Elisa decidimos comprar mais uma água pra viagem (2,30 soles pra cada) e depois fomos direto catar um táxi pra levar a gente pra rodoviária porque já era 18:15 e nosso ônibus era às 19:00. Pagamos 10,00 soles ao todo (2,50 pra cada).

Chegamos em uma rodoviária, mas tivemos andar uns 5 minutos até uma outra rodoviária e lá pagamos uma taxa de embarque de 3,00 soles e fomos na Cruz Del Sur pra embarcar. Rapaz! A gente se sentiu num aeroporto. Tinha até serviço de espera com poltronas super confortáveis e wi-fi que só a Patrícia com o Samsung dela usufruiu, porque os Iphones ficaram de graça e não conectaram.

Deu a hora marcada do nosso ônibus e entramos. Cara! Pensa num ônibus foda! Que empresa sensacional essa. Fomos no ônibus de leito (inclinação 160º), então a gente foi curtindo aquele assento super confortável e ainda tinha TV individual, cada um escolheu seu filme e foi muito bom.

A gente sabia que tinha jantar incluído porque a moça perguntou que tipo de carne queríamos assim que compramos a passagem, mas não sabíamos que ia vir tão gostoso (e depois descobrimos que também tínhamos direito a um lanchinho básico de café da manhã). Putz!!! Mandamos a comida pra dentro, apesar da gente já ter comido bem lá na Plaza de Armas. A comida tava gostosa e deu pra forrar o bucho legal e embalar a gente num soninho super tranquilo.

O ônibus partiu sem atraso e a previsão de duração da viagem era de 10 horas. Dormimos muito bem e ainda conseguimos usar o wi-fi em certos pontos do trajeto. Tinha um “comissário de bordo” que foi super atencioso e sempre que precisávamos ele nos ajudava.

Próxima parada Ica – Huacachina. Já fazia tempo que eu namorava esse lugar e não perderia a oportunidade de ver de perto um oásis pela primeira vez na minha vida!

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SALDO DO DIA:

- 40,00 soles – Entrada do Parque do Cañon Del Colca
- 1,25 soles – Ovo mexido do café da manhã
- 2,50 soles – Foto com a lhama e a águia
- 3,00 soles – Caneta de presente pra minha irmã
- 2,50 soles – Outra foto com a lhama e a águia
- 15,00 soles – Águas Termales
- 28,00 soles – Almoço
- 2,30 soles – Água
- 6,40 soles – Mc Donalds
-2,50 soles – Táxi
- 3,00 soles – Taxa de embarque

TOTAL: 106,45 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.11) O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no Instagram @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas interessantes por lá e muito mais vindo aí!

#1237731 por Maryana Teles
04 Dez 2016, 20:45
CAP.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

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10/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de Tempos Modernos]
(https://www.youtube.com/watch?v=itS3sjWCAnc)

A viagem até Ica foi muito tranquila. Chegamos na rodoviária às 7:00 da manhã (2 horas mais cedo do que a previsão dizia) e fomos logo tratando de comprar nossas passagens pra Cusco pro dia seguinte, já que iríamos fazer a viagem noturna após o passeio pelas Islas Ballestas e Paracas.

Ica é uma cidade obrigatória para quem quer ir à Huacachina, pois é lá que fica a rodoviária. Já eram 7:30 quando compramos as passagens da Cruz Del Sur (160,00 soles ônibus-leito saindo às 21:50) e decidimos pegar um táxi até nosso hostel. Eis que Vagner tava conversando com um cara e depois chegou outro e no final os dois começaram a brigar pela vez da corrida. Optamos pelo que conversou com o Vagner primeiro, porque era mais simpático e a gente nem sabia que tinha coisa de vez.

A corrida foi bem rápida (30 minutos) e deu 10,00 soles (2,50 pra cada) e o taxista nos deixou bem em frente ao Hotel Casa de Arena que é bem maneiro. Tem um espaço comum bem legal, uma piscina no meio, um barzinho do lado da piscina que serve café da manhã, almoço e jantar e uma boate do lado.

Poderíamos escolher quartos coletivos com mó galera ou um quarto pra quatro pessoas. Como a diferença era bem pequena (até porque ganhamos 10,00 soles de desconto na diária porque fechamos o passeio de buggy com o hostel), optamos pelo quarto de quatro. Se não me engano, o quarto pra quatro era 35,00 soles com banheiro compartilhado, mas como ganhamos desconto pagamos 25,00 soles, que era o valor que estávamos pensando em gastar mesmo.

O valor de 40,00 soles do passeio de 2 horas de buggy incluía o sandboard e o pôr do sol do alto das dunas de Huacachina, isso porque optamos pelo horário das 16:00, mas existem outras opções de horários (10:00 e 13:00). O moço nos explicou que também era cobrada uma taxa de 4,00 soles sei lá por que. Como todos os valores estavam dentro do previsto, aceitamos e fechamos logo o hostel e o passeio de buggy pra aquele mesmo dia às 16:00 (eram 8:15 da manhã rs).

Não sei o que deu na gente que em vez de sairmos pra pesquisar os valores do passeio das Islas Ballestas + Paracas, já que tínhamos tempo de sobra, decidimos fechar esse passeio no hostel também e nos fudemos (desculpa o linguajar, mas só assim pra expressar nossa indignação)! Pagamos 90,00 soles pelo passeio que na nossa cabeça tava aceitável, já que o Rodrigo tinha fechado o mesmo passeio há um ano atrás pelo mesmo valor. Ah! E ainda tinha uma taxa de 18,00 soles a serem pagos no local pra entrar na Reserva de Paracas.

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Depois de 3 dias descobrimos que o Victor (o menino que perdeu o mochilão em Sucre) tinha pago 60,00 soles no mesmo passeio que a gente fechando com uma agência lá da rua. Que ódioooo! Aí ficamos nos martirizando porque tínhamos tempo de pesquisar e não fizemos isso. Então, sempre que tiverem tempo, procurem, se informem e pechinchem.

Enfim, passeios fechados, hostel pago, decidimos colocar as roupas que estavam molhadas do banho das Águas Termales de Arequipa pra secar no solzinho ali da piscina e o moço veio avisar que nosso quarto só ia ficar pronto lá pelas 11:00, então ele nos cedeu um outro quarto reserva pra gente se sentir a vontade e relaxar um pouco. #fofinho

Aí como já eram 9:00 da manhã a fome começou a se pronunciar e resolvemos tomar café da manhã no hostel mesmo. O desayuno era bem bom e eu e Elisa decidimos dividir um porque logo logo iríamos almoçar e não queríamos ficar empanturradas. Pagamos 13,00 soles (6,50 pra cada) e vinham três pães, manteiga, geleia, suco, café e ovo (acho que era isso). Tinham outras opções, mas pegamos a mais baratinha.

Comemos tudo e fomos logo sentar na área comum pra viçar na internet, atualizar Facebook, Instagram, Snapchat, dar ‘oi’ pra família e comprar a passagem de avião do final da viagem de Laz Paz pra Santa Cruz de la Sierra, já que a essa altura do campeonato a gente já tinha decidido que seria uma economia burra pagar menos pra ficar quase 24 horas dentro de um ônibus em uma das estradas mais perigosas da Bolívia.

A gente relaxou bastante! Conseguimos pela primeira vez na viagem ficar sentados sem fazer absolutamente nada e deu até uma sensação de vazio, mas conseguimos descansar um pouco a cabeça que tava a 1000 por hora desde o primeiro dia. Da piscina a gente conseguia ver aquela duna enorme de areia e só aí caiu a ficha de que estávamos num oásis de verdade. Obs: Não entramos na piscina por preguiça e porque tava batendo um vento do mal. Aí sabe como é né? Vento com areia = Delíciaaaa! #sqn

Há alguns anos atrás Huacachina era 100% natural, mas devido à expansão do turismo eles foram construindo estradas e a água foi secando. Hoje a água do centro do oásis é abastecidamente artificialmente por um cano que vem da cidade vizinha.

Depois de cansar os dedos de tanto digitar, mudamos de vez pro nosso quarto e decidimos caminhar pela “cidade”. Trocamos de roupa, powwww a quanto tempo a gente não colocava um shortinho, hein?! Pegamos as máquinas e saímos pra explorar o local, que não tem muitoooo pra ser explorado não. Fomos andando meio que sem rumo, tirando fotos, vendo artesanatos, chupando sorvete (3,50 soles) e pesquisando os valores das comidas pro nosso almoço. Eu aproveitei pra comprar um postal (1,00 nuevol sol).

Já eram 14:00 quando voltamos pro hostel e almoçamos por lá mesmo um Pollo a la Plancha bem servido (24,00 soles) e nos preparamos pro passeio de buggy. Eles indicam levar água, ir de tênis e óculos de sol e passar protetor solar. Fizemos tudo isso e incluímos a gopro com aquele capacete pra lista.

Chegou a hora do passeio: Vagner e Elisa sentaram no banco da frente do lado do motorista e eu e Patrícia sentamos atrás do motorista na ponta. Nosso buggy parou no Hotel Casa de Arena 2 e pegou mais uns cinco israelenses pra completar o time. Vou te falar uma coisa: Pensa num povo que adora fazer merda, são os israelenses. Tudo que não podia fazer durante o passeio eles fizeram questão de fazer (desculpas a todos os israelenses que são normais, mas é que todo os que conhecemos nessa viagem era malucos. Todos, sem exceção).

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Funciona assim: Você entra no buggy que geralmente cabem 8 ou 10 pessoas, depende do modelo. O motorista te leva pra umas dunas pra fazer umas descidas e subidas bem radicais. Caraaaaa! Muito foda mesmo! O cara sacava toda manha da parada e fazia umas doideiras com o buggy que eu jurava que a gente ia virar (pena que não sei colocar vídeo aqui - nem sei se pode rsrsrsrsrs).

Aí, ele para numa área linda pra gente fazer fotos nas dunas e em cima do buggy pra quem quiser e depois segue fazendo mais manobras radicais em umas dunas ainda mais altas. Depois ele para o buggy e pede pra cada um pegar uma prancha (tente ser um dos primeiros a pegar pra não ficar com as pranchas velhas e/ou quebradas), nos passa as instruções e nos ajuda a passar a parafina (sei lá que coisa era aquela que a gente passava na parte debaixo da prancha). Nosso motorista era bem legal (apesar de no final ele ter me assediado com olhares bem estranhos), ele posicionou todo mundo na prancha, ensinou como fazer com os pés, mãos e tronco e foi colocando um de cada vez sem pressa. Todos foram deitados de barriga na prancha.

Depois que todos descem, ele vai lá com o buggy e nos pega pra darmos mais voltas radicais. Paramos umas quatro ou cinco vezes pra fazer sandboard. Eu e Elisa arriscamos ir uma vez sentadas as duas na mesma prancha e foi bem legal, apesar de ter dado um medinho de virar e ir capotando até lá embaixo. Graças a Deus deu tudo certo e fomos que nem divas.

Os brasileiros tavam certinhos (seguindo as regras - pela primeira vez na vida rs) e os israelenses querendo ir em pé, sentados, voando, dando duplo twist carpado... Foi uma loucura, porque o guia falava não podia porque era perigoso e eles faziam assim mesmo rindo.

Depois da quarta ou quinta duna, fizemos mais algumas manoras iradas no buggy e paramos numa duna muito alta longe do oásis, mas que nos deu um belo pôr do sol. Me senti no deserto do Saara sem o sol queimando a minha cara hahahaha #zoa! Tiramos várias fotos e aí o guia começou a avacalhar dando em cima de mim com uns olhares nojentos e umas mãozinhas no ombro que eu não tava curtindo, mas fiquei meio sem jeito de cortar, então eu só desconversava. Deu muito nojo!

Nossa última parada antes de voltar pro hostel foi perto do oásis. O motorista parou o buggy pra gente tirar fotos maravilhosas com Huacachina de fundo. Fim do passeio, hora de voltar pro hostel e postar os vídeos no Facebook, né? hahahaha A gente tava se sentido tirando onda com internet e tempo pra usá-la!

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Melhor do que os lugares que você conhece, são os amigos que você faz durante uma viagem!

Caraaaa o passeio foi simplesmente incrível, umas das sensações mais incríveis da viagem (nada comparado ao Downhill em La Paz rs). Foi adrenalina pura num lugar maravilhoso. Ah! Eu e Elisa acabamos dando 2,00 soles cada de gorjeta para o motorista, apesar dele não merecer, mas achamos o passeio tão legal que demos mesmo assim. :/

Tomamos banho, arrumamos os mochilões e as mochilas de ataque pro dia seguinte e fomos procurar um lugar pra jantar. Resolvemos comer num restaurante que ficava atrás da nossa rua e parecia bem legal: Huacafuckingchina. Lá comemos sanduíches e eu tomei um milkshake (25,00 soles tudo). O preço estava acessível e nós curtimos o ambiente e a comida.

Voltamos pro hostel, viçamos mais um pouco na internet e fomos dormir lá pelas 22:00 porque no dia seguinte teríamos que acordar cedo de novo, ó a novidade! rs

SALDO DO DIA:

- 160,00 soles – Ônibus Cruz Del Sur | Ica X Cusco
-2,50 soles – Táxi da rodoviária de Ica até Huacachina
- 25,00 soles – 1 Diária no Hotel Casa de Arena
- 40,00 soles – Passeio de buggy
- 4,00 soles – Taxa para o passeio de buggy
- 90,00 soles – Passeio das Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas
- 6,50 soles – Café da manhã
- 3,50 soles – Sorvete
- 1,00 nuevo sol – Postal
- 24,00 soles – Almoço
- 2,00 soles – Gorjeta pro motorista do buggy
- 25,00 soles – Jantar + Milkshake

TOTAL: 383,50 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.12) Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!
#1237826 por Débora L Souza
05 Dez 2016, 11:18
Queria mto ter colocado Huacachina no meu roteiro. Mas fiquei com medo de pegar chuva por lá ai ficaria meio sem ter o que fazer.. =(
Mas toda vez que vejo relatos com fotos como essas suas me da vontade de tacar um fodas e ir mesmo assim.. rsrs
#1239070 por Maryana Teles
10 Dez 2016, 07:24
Débora L Souza escreveu:Queria mto ter colocado Huacachina no meu roteiro. Mas fiquei com medo de pegar chuva por lá ai ficaria meio sem ter o que fazer.. =(
Mas toda vez que vejo relatos com fotos como essas suas me da vontade de tacar um fodas e ir mesmo assim.. rsrs


Você tem toda razão Débora! Com chuva, Huacachina não tem muito o que fazer, já que o principal passeio é o sandboard nas dunas. Imagina você ir à praia chovendo, pode até ser lindo, mas perde o sentido, né?

A gente tava muito aflito por causa da chuva também, e adivinha?! Choveu no dia seguinte quando fomos para Paracas! O passeio perdeu toda graça! A gente não conseguia ver nada por causa da neblina... mó bad! hahahahaha
#1239075 por Maryana Teles
10 Dez 2016, 08:36
CAP.12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

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11/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Smile]
(https://www.youtube.com/watch?v=KagvExF-ijc)

Acordamos às 6:00 da manhã, nos arrumamos e ficamos esperando a van chegar (o macete é deixar tudo arrumadinho no dia anterior: mochilas de ataque, mochilões e a roupa que você vai usar). Às 6:45 uma guia muitoooo enrolada começou a chamar nossos nomes e entramos na van (ela chegou no hostel com 15 minutos de atraso).

O passeio de hoje duraria o dia inteiro, com previsão de retorno por volta das 16:00. Estávamos em quatro e depois passamos em outro hostel pra pegar mais gente e adivinha quem apareceu pra fazer o passeio com a gente: os mesmo israelenses do dia anterior! Mas, agora eles estavam mais calminhos, talvez porque estivessem com sono hahahaha.

A guia aparentava estar nervosa e depois fomos entender o porquê, estávamos bem atrasados e ela que chegou depois do horário, começou a colocar a culpa em cima da gente (de todo o grupo). Que ódio caraaa! Aí chegamos em Paracas e ela começou a correr, literalmente. A gente teve que sair correndo atrás dela e a doida ficava gritando: BAMOS! BAMOS! Ahhhh! Me deu um negócio que eu sai correndo na frente dela olhei na cara dela e gritei: BAMOS! BAMOS BAMOS! Nego começou a rir e aí a gente começou a levar mais na esportiva, porque nossa vontade era de socar a cara dela.

Eu hein! Aí você vê. Pagamos o passeio, esperamos no pátio do hostel no horário marcado, a guia chega atrasada e ainda quer fazer a gente correr como se a culpa fosse nossa?! Ahhh para, né?

Pagamos 18,00 soles que incluía a taxa de entrada na "Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras - Islas Ballestas" + a taxa de embarque do barco e ficamos numa fila. Caraaaa! Esse dia não tem café da manhã incluído, mas a gente achou que fosse dar tempo de comer algo lá no porto, mas com a correria toda acabamos entrando no porto sem comer nada. A sorte (ou não) foi que apareceu um senhorzinho vendendo pedaços de bolo por 2,00 soles, a gente tudo morto de fome comprou um pedaço pra cada e já meteu logo na boca. A Patrícia que é mais cuidadosa, comeu aos poucos (pedaço por pedaço, degustando o bolinho dela) e pasmem: Ela encontrou mofo no bolo dela e acabou não comendo aquela parte. Agora, se tinha mofo nos nossos pedaços eu, Elisa e Vagner nunca saberemos. Hahahahaha

O tempo tava bem feio no início do passeio, tudo nublado e com muito vento, mas nada nos impediu de curtir (óbvio que com sol seria bem melhor rs). Entramos no barco e sentamos do lado esquerdo (sentem do lado esquerdo porque tem muito mais paisagens) pra ver o El Candelabro de Paracas nossa primeira atração do dia.

Eis que o El Candelabro tava apagado! Zoaaaa! Tinha tanta neblina que a gente não conseguia nem ver o coleguinha na nossa frente que dirá uma escritura em terra longe pra caraca! Vimos nadica de nada e o motorista seguiu com o barco! Ahhh! Esqueci de falar, o guia que nos levou no barco não era a mesma guia enrolada que fez a gente correr. Graças a Deus trocamos de guia, esse em vez de fazer a gente correr, fazia a gente dormir de tão lento que ele falava. Mas, pelo menos explicava as coisas bem melhor.

O guia disse que iríamos seguir viagem, mas que se a gente desse sorte talvez fosse possível ver o El Candelabro na volta. Todos ficaram completamente chateados de não conseguir ver o desenho na areia, isso porque ele possui 180 metros de largura e mais de 2.500 anos de idade. Sua origem ainda é um mistério e a explicação para o desenho (que não é tão profundo) nunca ter sumido é que justamente nesse local o vento durante o ano é quase inexistente. Mas, nosso guia nos contou as dezenas de hipóteses levantadas para a origem do desenho. Tem até uma galera que jura que foram os alienígenas que fizeram isso!

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Seguimos viagem e apesar do frio que tava fazendo, conseguimos nos divertir vendo os leões marinhos mergulhando “perto” do barco. Após uns 20 ou 30 minutos chegamos nas Islas Ballestas. O lugar foi invadido por aves, leões marinhos e pinguins. É cocô pra tudo que é lado e eu não achei a paisagem lá essas coisas. Talvez o tempo feio e o frio tivessem me dado uma desanimada, porque eu tinha visto fotos desse lugar antes de fazer o passeio e eram absurdamente lindas, mas com tanta neblina ficou difícil ver qualquer coisa interessante por lá.

Óbvio que foi legal ver um monte de leão marinho em seu habitat natural e pinguins andando em grupo, mas beleza beleza mesmoooo, infelizmente, não consegui ter a sensibilidade de ver.

Como tem muitas aves, a maioria dos turistas usa chapéu ou boné pra evitar surpresinhas vindas do céu diretamente na sua cabeça. Nós arriscamos ir sem e não vimos ninguém sendo alvejado com cocô não (mas é um risco).

Ficamos umas 2 horas no mar (8h às 10h) e então retornamos ao porto de Paracas. Na volta, a neblina estava bem menos densa e conseguimos ver o El Candelabro, mas daquele jeito bem surrealista: colocando a cabeça pro lado, fechando os olhinhos e inclinando o pescoço levemente pra frente como quem diz: “Ah!!! Tô vendo sim!”.

Minhas fotos ficaram bem ruins mesmo. Mas, tenho uma memória interessante sobre esse desenho na minha cabeça, isso é o que vale (aquela que fica arrumando desculpa pra não se culpar pela foto que ficou horrorosa).

Ficamos por lá cerca de 30 minutos e foi o tempo da gente dar uma olhada rápida nas lojinhas de artesanato e comer um biscoito de café da manhã. A essa altura do dia, o sol já tava torrando a galera e enquanto a Pate e o Vagner passavam o protetor solar, eu e Elisa fomos rapidinho na farmácia comprar uma pasta de dente pra mim. Paguei 3,00 soles num tubinho daqueles pequenos, sabe?

Entramos na van e o guia (o mesmo do barco) começou a nos explicar a segunda parte do passeio que seria na Reserva Nacional de Paracas. Eu já tinha visto umas fotos na internet e também pelo relato do Rodrigo e parecia ser lindo demais. E até que foi bem bonito, mas acho que coloquei minhas expectativas muito lá em cima.

Fizemos nossa primeira parada numa espécie de “museu” e lá o guia nos explicou as formações rochosas e orgânicas do local. Falou dos animais da região e mais um monte de detalhes sobre a Reserva Nacional de Paracas. Eu não sou muito fã de museus e o guia também não ajudava sendo mais interativo, então essa parada pra mim foi bem chatinha e me deu um sono bizarro.

Eis que depois de 20 minutos de explicações geológicas, a gente teve apenas 15 minutos pra explorar o local. Não conseguimos ir nem até o final de um caminho de terra que parecia ter uma paisagem linda no final, porque o guia começou a nos gritar. Voltamos pra van bem irritados, porque perdemos mó tempão nas explicações e não tivemos tempo algum pra explorar o local. Por mim, ele dava aquelas explicações dentro da van no caminho até a Reserva e depois deixaria a gente livre os 35 minutos pra passear pelo lugar.

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Depois disso, seguimos para a segunda parada dentro da Reserva que é a Playa Roja (areia vermelha, proibido pisar) e a Catedral, cuja estrutura foi quase que totalmente destruída após um forte terremoto em 2007. Essa praia é linda, tem umas rochas meio que dando a impressão de precipícios com vista pro mar. É uma vista surreal de linda!

Depois disso, o guia nos levou para a Playa Lagunilla, onde almoçamos em um restaurante indicado por ele (parte pega-turista, porque já é tudo armado). Lá comemos um peixe maravilhoso e ganhamos de brinde um pisco sour que tava sensacional. O Pisco sour pra eles é tipo o que é a caipirinha pros brasileiros. Só sei que essa bebida bate que é uma beleza. Eu fiquei alegrinha com um shot daquilo lá. Apesar do preço da comida ser um pouco acima do que estávamos esperando (32,00 soles pra cada), o prato veio muito bem servido e tava bem gostoso.

Ficamos ali por 1h30minutos e deu tempo de comer bem e ainda apreciar a vista da praia. Antes de voltarmos, fomos ao banheiro e pagamos 1,00 nuevo sol cada. O guia nos chamou porque já era hora de voltarmos pra Huacachina, entramos na van e seguimos viagem. Chegamos em frente ao hostel por volta das 16:00. A gente tinha planejado assistir um belo pôr do sol do alto das dunas que rodeiam o oásis, mas o tempo não ajudou e nem sol tinha.

Fomos então dar uma última caminhada pela “cidade” para comprarmos algumas lembrancinhas. Eu comprei uma pulseirinha de couro linda com os símbolos do Peru por 5,00 soles. Andamos meio que vagando sem rumo até nos depararmos com um carrinho de sorvete que pediu nossos rins em troca de um picolé que nos custou 4,00 soles.

Nos despedimos do oásis e seguimos em direção ao hostel, antes de entrar, Eu e Elisa compramos uns biscoitos e uma água pra viagem que saiu por 3,75 soles pra cada. Pegamos nossos mochilões na sala de bagagens e fomos tomar banho e nos arrumar pra mais uma noite dormindo em ônibus. A essa altura do campeonato eu já tinha até meu uniforme de viagens noturnas, que obviamente eram as roupas mais confortáveis que eu tinha.

Como a gente sabia que teria janta no ônibus, decidimos beliscar uns petiscos (batata frita com queijo e linguíça) só pra dar uma forradinha básica no estômago, dividimos tudo por quatro e deu 6,50 soles pra cada. Tudo pronto! Colocamos os mochilões nas costas e partimos em busca de um táxi. Não conseguimos achar nenhum na rua do hostel, então decidimos ir andando até a rua perto da praça e finalmente achamos um. Colocamos tudo na mala e seguimos pra rodoviária de Ica. O táxi deu 10,00 soles (2,50 pra cada).

Ah! Esqueci de comentar. Vagner e Patrícia conseguiram comprar as passagens de avião de La Paz pra Santa Cruz de La Sierra usando a internet do hostel, mas eu e Elisa não. Então, ficamos de tentar novamente lá no hostel de Cusco.

Chegamos na rodoviária com 30 minutos de antecedência e era só esperar a chamada pro nosso ônibus. Embarcamos às 21:50 e já nos acomodamos naquelas poltronas super confortáveis, tentando nos preparar para a viagem mais longa das nossas vidas: 17 horas delícias de voltas e mais voltas e enjôos.

Isso serão cenas do próximo capítulo.

SALDO DO DIA:

- 18,00 soles – Taxa de entrada nas Islas Ballestas + a taxa de embarque do barco
- 2,00 soles – Bolo mofado
- 3,00 soles – Pasta de dente
- 32,00 soles – Almoço
- 1,00 nuevo sol – Banheiro
- 5,00 soles – Pulseira de couro
- 4,00 soles – Sorvete
- 3,75 soles – Água + Biscoitos
- 6,50 soles – Petiscos de jantar
- 2,50 soles – Táxi de Huacachina X Rodoviária de Ica

TOTAL: 77,75 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.13) Vivos em Cusco

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas por lá e muito mais vindo aí!
#1244070 por Maryana Teles
01 Jan 2017, 15:15
rodrigorl escreveu:Muito bom o relato. Estou aguardando os próximos capítulos...


Rodrigão! Vou postar mais um relato agora! ::otemo::
#1244073 por Maryana Teles
01 Jan 2017, 15:33
CAP.13: Vivos em Cusco

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12/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Young, Wild and Free]
(https://www.youtube.com/watch?v=Wa5B22KAkEk)

Depois de voltas e voltas e um enjoo absurdo, finalmente chegamos em Cusco às 15:00. Descemos do ônibus ainda tontos e fomos logo procurar um táxi pra levar a gente pro hostel Pariwana, que fica no centro da cidade (super bem localizado, animado, organizado e com ótimas instalações – super recomendo). O táxi deu 10,00 soles (2,50 pra cada).

Muita gente já tinha me indicado esse hostel e acabamos decidindo ficar nele antes mesmo de começar a viagem, isso porque pra fazer reserva no Pariwuana você não precisa pagar nada, só mandar um e-mail pelo site. Então, eu e Elisa já tínhamos nossas vagas garantidas, mas o Vagner e Pate não, então quando chegamos lá, o hostel tava lotado e eles acabaram tendo que ficar no Wild Rover de novo (cada vez que você fica em um dos Wild Rovers você ganha um brinde. Exemplo: Se você ficar em Arequipa ganha um shot, se ficar também no de Cusco ganha 2 shots e se ficar também no de La Paz ganha um blusa, ou seja, se você se hospedar nos três Wild Rovers durante seu mochilão, você ainda fatura uma camisa grátis – não importa a ordem hahahahaha).

Os dois hostels ficavam perto um do outro (uns 5 minutos andando). Assim que fizemos o check-in (pegamos um quarto compartilhado por 35,00 soles a diária para cada - fechamos 2 diárias), deixamos nossas coisas no nosso quarto e fomos até uma mini agência que fica dentro do Pariwuana ver os preços dos passeios e do ônibus até Puno. Vimos o valor do ônibus e tava mais ou menos na faixa de preço que queríamos, mas na hora da mulher fazer as reservas, eu não sei que merda que ela fez lá que reservou três e não reservou a da Pate. Putz!!! Aí ela disse que não tinha mais vaga perto da gente e que se a Pate quisesse tinha uma vaguinha lá no fim do ônibus pra ela, mas de qualquer forma eu, Elisa e Vagner teríamos que pagar. Hahahahahaha

Rimos na cara dela, né? Ela que fez a merda e a gente que se ferra? Ahhh! Mandamos ela cancelar porque iríamos ver com outra agência! Aí ela ficou dizendo que não dava e a gente dizendo que não ia pagar. Só sei que foi mó confusão e no final perdemos 1 hora nessa brincadeira.

Aí depois de tudo cancelado com essa mulher enrolada, decidimos ir logo resolver a questão dos ingressos de Machu Picchu lá na Libreria del Ministerio de Cultura (Calle Casa Garcilaso, perto da Plaza Regocijo) antes que fechasse. Chegamos lá e foi muito tranquilo. Eu e Elisa já tínhamos a reserva que fizemos pelo site oficial de Machu Picchu (http://www.machupicchu.gob.pe/), mas na hora acabamos nem apresentando a reserva e compramos direto. Apresentamos o passaporte, escolhemos a data e o moço nos deu a entrada, frisando que só poderíamos subir ao Machu Picchu naquela data. Eu e Elisa pagamos 128,00 soles na entrada inteira cada.

Vagner e Pate tinham a carteirinha de estudante da ISIC e a usaram pra comprar os ingressos de Machu Picchu, isso porque o Ministério da Cultura só reconhece as carteirinhas da ISIC, mas há relatos de pessoas que conseguiram usar uma carteirinha de estudante normal, sem ser da ISIC. No final, só a Pate conseguiu desconto de estudante e pagou a metade do valor.

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

ATENÇÃO 2: É de extrema importância anotar todas as dicas que você lê antes de viajar e levar sempre com você nas viagens! Em situações extremas você pode recorrer à essas dicas e se salvar de um problema! Às vezes o nome de um hostel, de uma agência de turismo, de uma pessoa ou até mesmo um telefone fazem toda diferença na hora do aperto.

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram! Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! Hahahaha

Segue aqui a tabela de preços do site:

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Quem vai só para o Parque de Machu Picchu tem mais flexibilidade quanto às datas, porque tem muito mais vagas disponíveis. Quem deseja fazer uma das duas montanhas que rodeia Machu Picchu (Montanha ou Huayna Picchu), precisa correr e reservar seu ingresso com pelo menos um mês e meio de antecedência, isso porque as vagas são limitadas em dois horários (7-8h | 10/11h) com grupos de 200 pessoas em cada.

Então, se você já tem ideia do dia que quer ir ao Machu Picchu e planeja subir uma das duas montanhas corre no site e veja se ainda há disponibilidade para essa data e já reserva logo. Você pode ver no site oficial que é mais barato (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou no site afiliado que é um pouco mais caro (http://www.ingressomachupicchu.com/).

Como eu disse no capítulo 1, nós decidimos não subir nenhuma das montanhas que rodeiam Machu Picchu (Montanha ou Huayna Picchu), porque queríamos curtir a energia do lugar. Sentar lá, fazer um lanche olhando pra beleza daquelas ruínas sem ter que se preocupar com a hora de subir e descer (se você for subir uma das duas montanhas tem que ficar ligado no seu horário de subida, porque cada grupo tem um horário). Além do que, a gente sabia que seria mais sofrimento que curtição subir ainda mais. E, vou te falar, não me arrependo nenhum pouco. Caraaaa! Tu tá ali pra ver Machu Picchu e curtir a vibe do lugar. É ótimo sentir seu corpo desacelerando e ficar mais tranquilo sem hora pra fazer as coisas, ficar lá simplesmente admirando. Foi uma experiência maravilhosa!

Ingressos de Machu Picchu resolvidos, seguimos pra segunda missão do dia: pesquisar os preços do passeio pelo Valle Sagrado de los Incas + van (ida e volta) até a hidrelétrica + ônibus até Puno. Queríamos achar uma agência que fizesse um pacotão pra gente com tudo isso e, é claro, rolando uns descontinhos, né?

Tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do relato do Rodrigo (ele já sabe rs), onde ele explicou muito bem como são os passeios em Cusco e acho que eu não poderia explicar melhor.

Rodrigo Alcure falando:
“A cidade possui muitos sítios arqueológicos e museus para se visitar, e a maioria deles não possui bilheteria na entrada. A forma que o governo peruano encontrou para arrecadar as taxas de preservação desses lugares foi através do “Boleto Turístico” que vocês já devem ter ouvido falar.

Basicamente, são 2 opções: o Boleto Turístico Geral e o Boleto Turístico Parcial, sendo:

Boleto Turístico Geral
- 130,00 soles (estudante com carteirinha internacional paga 70,00);
- Válido por 10 dias;
- É nominal e intransferível;
- Permite visitar todos os locais, basicamente (16, no total), entre sítios arqueológicos, museus e monumentos.

Boleto Turístico Parcial
- 70,00 soles (creio não tenha desconto pra estudantes);
- Válido por 2 dias consecutivos;
- É nominal e intransferível;
- São 3 opções de boletos (circuitos), sendo:

Circuito 1: City Tour
Esse “city tour” é na verdade uma visita aos sítios arqueológicos que ficam no entorno da cidade de Cusco. São eles: Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay. Esse passeio costuma levar o dia todo.

Circuito 2: Museus
Permite conhecer museus, monumentos e centros de arte. São eles: Museo Municipal de Arte Cotemporáneo, Museo Histórico Regional, Museo de Arte Popular, Museo de Sitio del Qoricancha, Centro Qosqo de Arte Nativo, Monumento ao Inka Pachaquteq, Pikillacta e Tipón.

Circuito 3: Valle Sagrado de los Incas
Permite visitar 4 sítios arqueológicos no Valle Sagrado de los Incas. São eles: Ollantaytambo, Moray, Pisac e Chinchero. Dos 3 circuitos, talvez esse seja o mais “bonito” e procurado pelos mochileiros, e certamente o mais distante. Leva o dia todo e necessita contratar agência.

Seu boleto fica com seu nome e a data de validade, e nele há o nome e as imagens dos locais que você pode visitar. Como cada boleto só permite conhecer uma vez cada lugar, na entrada eles fazem um pequeno furo no papel em cima da imagem daquele local que você está visitando.

Quanto às formas de se chegar a Machu Picchu, são basicamente três:
1) Trem;
2) Trilhas;
3) Van + trilha.

1) O trem é a opção mais confortável e, naturalmente, mais cara, considerando o tempo percorrido. Esse trajeto da Peru Rail é considerado o trajeto de trem mais caro do mundo por km percorrido (pasmem), variando de 130 a mais de 1.000 dólares pra 2 horas de viagem. Vai de Cusco (Poroy) até Águas Calientes. Uma opção menos cara é comprar o trecho de ida partindo de Ollantaytambo até Aguas Calientes. Muitos viajantes costumam fazer dessa forma, pois em Ollantaytambo há uma estação pela qual passa o trem, e no passeio do Valle Sagrado a gente passa por Ollantaytambo. Ou seja, eles saem cedo para o passeio do Valle Sagrado, visitam Pisaq, visitam Ollantaytambo e, ao invés de seguirem para Chinchero, já ficam por ali para pegar o trem pra Machu Picchu.

2) Em relação às trilhas, há várias opções. As mais tradicionais são a Trilha Inca (4 dias e 3 noites, 45km percorridos – também há opções de 2 dias, suponho) e a Salkantay (5 dias e 4 noites, 55km percorridos). Costuma-se andar de 6 a 8 horas por dia e dormir em acampamentos. São ótimas opções para os mais aventureiros e que possuem tempo e disposição para tal. Só estou meio por fora dos preços, a galera que fez podia ajudar aí nos comentários.

3) Já o circuito van + trilha é o mais econômico. Você fecha com uma agência o transporte de van (ou pode ir de táxi) de Cusco até a hidrelétrica da cidade de Santa Teresa. São horas e horas de viagem por uma estrada bem sinuosa, muitos diriam até perigosa. De lá, você faz uma trilha que dura de 2h a 4h, dependendo do seu ritmo, caminhando pelos trilhos do trem. É uma caminhada plana, tranquila, e MUITO BONITA, você segue literalmente dentro da mata andina. E não é perigoso porque há espaço suficiente nas laterais para você ficar quando o trem passa.”

Mary falando novamente!

Como só tínhamos tempo pra fazer um desses passeios, escolhemos o Valle Sagrado de los Incas. O Boleto Parcial nós compraríamos em Pisaq, que seria nossa primeira parada. É importante lembrar que esse passeio do Valle Sagrado segue o roteiro Pisaq – Ollantaytambo – Chinchero, mas o Boleto te permite visitar, também, as ruínas de Moray, mas aí já é um passeio a parte.

Entramos em várias agências e os valores do passeio do Valle Sagrado estavam quase iguais (variando entre 28,00 soles e 45,00 soles sem almoço incluído). Os valores da van também estavam bem parecidos (entre 65,00 soles e 80,00 soles), o problema aqui era o horário de retorno das vans, porque a maioria iria buscar a gente às 15:00 lá na hidrelétrica e chegaríamos em Cusco por volta das 21:30/22h, sendo que o horário que a gente tinha visto da Cruz del Sur era exatamente às 22:00 e do centro da cidade até a rodoviária são mais ou menos 15/20 minutos. Então, começamos a ficar preocupados com o roteiro.

Como já eram quase 19:00, decidimos garantir logo o passeio do Valle Sagrado que era pro dia seguinte e pensar numa solução pra questão do horário da van x ônibus para Puno. Fechamos o passeio do Valle Sagrado com uma agência na rua do Ministério da Cultura por 30,00 soles sem almoço incluso. Menos uma preocupação. Ficou combinado da van nos pegar em frente ao nosso hostel às 8:00 da manhã no dia seguinte (13/04)!

Pra ir a Machu Picchu você tem duas opções: Trem ou van. Como a gente tava fazendo um mochilão econômico, optamos pela van que custa em média 70,00 soles (ida e volta) até a hidrelétrica e de lá você faz uma trilha plana, seguindo os trilhos do trem por aproximadamente 3 horas (13km). Quem vai de trem, paga uns 100,00 dólares (ida e volta) se eu não me engano. Só sei que tirando a parte que você acha que vai morrer nas curvas que a van faz na pontinha do penhasco, valeu muito a pena fazer a trilha da hidrelétrica. É um caminho sensacional e você se sente como um andarilho em busca de um objetivo final maior. Sei lá! Foi muita superação e ao mesmo tempo gratidão. Foi lindoooo! Quem curte natureza vai amar!

Depois de quebrarmos a cabeça pensando no que fazer, a Pate lembrou que tinha umas anotações de uma agência que uma outra mochileira recomendou. Decidimos tentar a sorte e lá fomos nós até a [b]Expediciones WaynaPicchu[/b] que também é conhecida como Peru Travel Explorer (Av. El Sol nº166 – Cusco). Lá conhecemos o Samuel que foi muito gente boa. Nos atendeu muito bem e conseguiu uma solução pros nossos problemas.

Com o Samuel fechamos a van + ônibus pra Puno + guia em Machu Picchu + passeio em Uros. A van nos pegaria às 7:20 no hostel no dia 14/4 e nos deixaria na hidrelétrica por volta das 15:00 e nos traria de volta no dia 16/4 saindo da hidrelétrica às 14:30 e chegando em Cusco às 20:30 (nossa ideia era ter o dia 15/4 todo pra conhecer Machu Picchu sem pressa nenhuma, já que dormiríamos em Águas Calientes). Em vez de compramos as passagens da Cruz del Sur, compramos pela Transzela por 65,00 soles saindo às 22:00 no dia 16/4 (dia que retornaríamos de Águas Calientes), porque o Samuel disse que tinha uns contatos nessa companhia e que poderia pedir pro ônibus esperar um pouco, caso a gente chegasse atrasados em Cusco. Além disso, ele nos prometeu uma carona no carro dele até a rodoviária para agilizar nosso translado no dia que iríamos pra Puno.

Fechamos com ele o guia em Machu Picchu por 18,00 soles cada com o grupo Lula. Lemos em alguns relatos que era melhor fechar o guia antes, porque eles cobravam super caro lá na hora (papo de 20,00 dólares). E visitar Machu Picchu sem guia não rola, né? Combinamos de que o guia iria no nosso hostel lá em Águas Calientes nos passar as orientações no dia anterior a subida ao Machu Picchu (14/4). Ficávamos em contato com o Samuel via whatsapp (+51 984 511 511) controlando tudo direitinho.

Pra encerrar nossa negociação, fechamos o passeio de Uros com ele por 55,00 soles (sem almoço incluso). Pagamos tudo, saímos felizes da vida até descobrimos dois dias depois que ele superfaturou o valor do passeio de Uros, que custava 35,00 soles lá em Puno (beleza que comprar o passeio no lugar sai muito mais barato que comprar o passeio em outra cidade, mas porran o cara nos cobrou quase o dobro do valor, né?). O Arthur e o Vitor pagaram 15,00 soles pra vocês verem a diferença (tudo bem que não sei onde eles arrumaram esse valor, mas a média de preço varia entre 25,00 a 35,00 soles em agências confiáveis rs).

Aí, tivemos outra surpresa quando pegamos os tickets do ônibus lá na hora com o Samuel, vocês acreditam que a passagem custava 40,00 soles e ele nos cobrou 65,00? Caraaaa a gente se sentiu 4 idiotas sendo passados pra trás na cara dura. Mas aí, já tava tudo pago, o Samuel não quis dar o reembolso e agora não adiantava mais chorar pelo leite derramado. Por isso, fiquem ligados nos espertalhões. Pesquisem muito antes de fechar os passeios e as passagens pra não se sentirem enganados também. O ponto positivo foi que o Samuel fez tudo que havia prometido (assegurou que o ônibus nos esperaria na rodoviária e nos deu carona no carro dele até a rodoviária – pagamos mais caro, mas pelo menos conseguimos manter o roteiro certinho o que poderia não ter rolado se tivéssemos fechado com outra agência que não garantia a van a tempo da gente pegar o ônibus pra Puno, aí sairia ainda mais caro, né? Perderíamos um dia do nosso roteiro, sem contar que teríamos que pagar mais uma noite no hostel... Ihhhh! Ia desandar a porra toda! Então, o caro nem saiu tão caro assim no final das contas!).

Ah! Trocamos mais 60,00 dólares na casa de câmbio que nos rendeu 196,20 soles (cotação de 3,27 soles por dólar) pra gente ficar um pouco mais folgado com dinheiro.

Enfim! Tudo resolvido e já era hora de comer alguma coisa, né? Afinal, a gente tinha feito 17 horas infinitas de viagem e não tinha comido nada além de biscoito, mas como estávamos na adrenalina de resolver tudo antes das agências fecharem, acabamos deixando a fome de lado. Demos uma voltinha na Plaza de Armas de Cusco, bem bonita e rodeada de boates e depois decidimos comer algo na rua do nosso hostel mesmo e fomos parar num restaurante pé sujo onde comemos um pratão de Pollo a la Plancha por míseros 10,00 soles! Tava muito bom!

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Depois disso, nós fomos até o nosso hostel e compramos as passagens de avião de La Paz pra Santa Cruz de la Sierra pela BOA e saiu por 538,00 bolivianos cada no cartão de crédito da Elisa, porque o meu não passou. Ficamos viçando um pouco na internet e o Vagner e a Patrícia decidiram descansar no hostel deles e eu e Elisa marcamos com o Arthur e o Vitor (sim! Eles estavam em Cusco uhulll) de irmos pra algum barzinho ou boate, já que seria a última vez que a gente se encontraria no mochilão. Marcamos às 23:00 na Plaza de Armas, mas como eu e Vitor somos muito inteligentes, não marcamos o local específico e acabamos nos desencontrando. Eu e Elisa ficamos rodando a praça até umas 23:20 e decidimos voltar pro hostel, quando chegamos lá, quem tava procurando pela gente??? Os meninos! hahahaha

No bar do Pariwuana tem várias festinhas e naquele dia tava rolando beer pong. Decidimos ficar lá um pouco e eu bebi um copinho de sexy on the beach que já foi o suficiente pra eu ficar completamente LOUCA (sou super fraca pra bebida)! Elisa bebeu outra bebida e os meninos beberam cerveja. Só sei que em 30 minutos eu já era melhor amiga de metade do hostel e quando percebi tava indo com uma galera pra uma boate. Fomos eu, Elisa, Arthur e Vitor com mais umas 10 cabeças do hostel pra uma boate que eu não faço ideia do nome e um menino que era tipo promoter dessa boate colocou a gente pra dentro de graça! Filhooooo! Me deram uma cuba libre e quando pensa que não eu já tava em cima da mesa do bar da boate dançando enlouquecidamente com um cara vestido de vaca (literalmente! Ele tinha te tetas hahahaha) entornando vodka direto da garrafa na minha boca! Jesussssss!

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Elisa subiu na mesa do bar também e ficamos dançando com mó galera que se animou e subiu também! Eu tava me sentindo a Madona dançando com aquele público todo me olhando! Hahahahahaha Mas eu acho que tava mais pra Joelma do Calypso porque era cabelo pra cá e pra lá. Eu hein! Aí desci e fiquei lá dançando com um monte de gente aleatória como se a gente se conhecesse há anos! Hahahahahaha

Aí quando foi umas 3:30 da madrugada decidi ir pra casa dormir, porque nosso passeio começava às 7:00. Eu super diva ainda fui tomar banho pra dormir linda e cheirosa.

Os desfechos dessa bebedeira você acompanha no próximo capítulo! hahahahaha

Ah! Ficamos só duas noites e um dia em Cusco, mas a cidade é maravilhosa demais! Eu ficaria mais um ou dois dias sem problemas. Se você tiver tempo, fique um pouquinho mais em Cusco, porque vale muito a pena.

SALDO DO DIA:

- 2,50 soles – Táxi da rodoviária de Cusco X Hostel Pariwuana
- 128,00 soles – Ingresso de Machu Picchu
- 30,00 soles – Valle Sagrado de los Incas
- 10,00 soles – Jantar
- 1,00 nuevo sol – Gorjeta do jantar
- 65,00 soles – Van (ida e volta) da Hidrelétrica
- 65,00 soles – Ônibus Transzela | Cusco X Puno
- 55,00 soles – Passeio em Uros
- 18,00 soles – Guia em Machu Picchu
- 538,00 bolivianos – Passagem de avião da BOA | La Paz X Santa Cruz de la Sierra
* Trocamos mais 60,00 dólares = 196,20 soles (cotação de 3,27 soles por dólar)

TOTAL: 374,50 soles + 538,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.14) O Valle Sagrado dos Incas

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!
#1246210 por Maryana Teles
07 Jan 2017, 08:19
Hermannkloth escreveu:Curioso para os proximos cap!

Nao sei se foram os ETs que construiram as coisas loca que tem no Peru, mas tenho ctza que uma ajudinha eles deram ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::


Hahahahaha É muito loko mesmo!

Espero postar mais um capítulo até domingo! ::otemo::


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