Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1203266 por Maryana Teles
16 Jul 2016, 21:50
Michele-MG escreveu:Oh Mary vc sabe qual é o site para comprar a passagem do ônibus de Sucre x Uyuni?

Eu já fico tensa só de pensar em não conseguir comprar p mesmo dia ::mmm: . Meu roteiro é bem apertado, se conseguisse comprar antes seria bem mas tranquilo ::sos:: ....

P.S. Eu rir muiiiiiiito do estrago q o sol fez... desculpa, mas foi mais forte que eu ::lol4::


Putz Mi! Eu não lembro qual era o site extao até porque eu achei bem feio e achei que fosse fake, por isso nem anotei.

Mas, tenho certeza que se você fuçar na internet, você acha sim!

Foi mal! Desculpaaaaa! ::mmm:

#1204984 por Maryana Teles
23 Jul 2016, 10:40
Eduardo_JK escreveu:Salve pessoas!

Por acaso o site das passagens de bus é esse?

https://www.ticketsbolivia.com/


Nossa!!! Arrasou Eduardo!

Na época eu tinha visto um bem feio, mas acho que esse tbm serve. Parece ser bem organizado esse site!

Obrigada por compartilhar! ::otemo::
#1205020 por Maryana Teles
23 Jul 2016, 12:45
CAP.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

05/4/2016

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[Você pode ler esse relato ao som de Golden Light] (https://www.youtube.com/watch?v=GvyDhEuDCdc)


3º E ÚLTIMO DIA NO UYUNI


A noite mais infinita de todas acabou (parecia que o tempo que dormimos foi multiplicado por 5 e olha que teoricamente dormimos pouco, né?) e acordamos às 4:00 da madrugada para começarmos a nos arrumar (aquele banho de gato lindo com o paninho umedecido), já com nossas lanternas dos celulares prontas, já que segundo boatos não teria luz pela manhã e SURPRESAAAA: Tinha luz sim! Uhulll! Show de bola!

Arrumamos as últimas coisas na mochila de ataque e colocamos tudo que seria utilizado para aquele último dia no Uyuni e uma roupa extra fresquinha pro Atacama, já que chegaríamos lá no início da tarde e lemos relatos de que lá era bem mais quente (e realmente é! Você sai de -8ºC no Uyuni para 30ºC em San Pedro em questões de horas). Mochilões prontos e mochilas de ataque também, nós deixamos tudo separadinho e fomos tomar café da manhã (regadoooo).

Elisa já se sentia bem melhor, eu acordei com pescoço duro de tão alto que era o travesseiro e isso me deu uma leve dor de cabeça pela manhã que já resolvi logo com um Paracetamol na goela (sou dessas hipocondríacas que sente uma dorzinha e já toma remédio – me julguem!), mas Arthur ainda se sentia muito indisposto e a banana assada do dia anterior ainda tava tendo seus efeitos colaterais. Como nosso coquetel de remédios não fez efeito, decidimos recorrer à ajuda alheia e eu fui lá no quarto do outro grupo pedir um Imosec emprestado (emprestado porra nenhuma, né? DADO, porque obviamente não devolveríamos o Imosec em nenhum momento da viagem e olha que nos encontramos várias vezes rsrsrs). ::lol4:: ::lol4::

Fomos tomar nosso lindo desayuno que tinha panquecas, yougurt, cereal, chás, pão, manteiga, geleia. Caraaa! Quase um café da manhã de hotel 5 estrelas, né? Uma dica: Tome o chá de folha de coca puro pela manhã, porque esse chá é bom pra qualquer dor ou má indisposição. E alimente-se bem, mas moderadamente, porque se em uma mão você só terá essa refeição até chegar no Atacama, na outra mão você tem a questão da altitude e se você tiver mega empanturrado de comida pode passar mal. A gente deu uma de pobre e catou todas as panquecas que sobraram, colocamos num saquinho e levamos com a gente (just in case rs). Óbvio que tínhamos muitos biscoitos com a gente ainda e dava pra ir dando umas enganadas no estômago até chegar ao Chile. ::otemo::

Café da manhã tomado, panquecas guardadas, chegou a hora de partir pros Geisers. Eram 4:30 da madrugada quando colocamos nossos mochilões no alto do 4X4 e fomos felizes e congelados para a primeira atração do dia que ficava a quase 5.000 metros de altitude (precisamos sair cedão assim, porque o vapor dos Geisers fica mais forte e bonito quando o sol está nascendo). Tava bem frio mesmo (-8ºC). As janelas tavam meio que congeladinhas também e Emílio disse que seriam 45 minutos até a primeira parada. Decidimos, então, brincar de adedanha/adedonha (nunca sei qual o certo) e depois de “qual é a música” e por aí fomos matando o tempo até chegarmos aos Geisers. ::otemo::

Paramos primeiro em um Geiser artificial onde o vapor era canalizado. Foi legal pra tirar umas fotinhos e brincar, mas depois seguimos pros Geisers naturais. O frio já era BEM real e a gente tava muito incomodado com as extremidades (mãos e pés) que pareciam que tinham gangrenado, mas ainda deu pra curtir um nascer do sol surreal de lindo e visuais irados, tirar umas fotos com aquele vapor doido dos Geisers e exalar um cheiro maravilhoso de enxofre (#sqn). ::xiu::

Importante: Cuidado com o vapor dos Geisers, porque é bem quente e você pode se queimar e estragar sua viagem e a dos amiguinhos que vão ter que te ouvir reclamando e choramingando o resto da viagem! Melhor tirar fotos mais conscientes do que fazer uma doideira e colocar em risco o resto da viagem!


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Ficamos por lá uns 20 minutinhos e partimos pra #segundaparada: Águas Termales. Foram mais 20 minutos dentro do carro e nego com mimimi de tirar a roupa naquele frio (essa é pra você Vagner rs). Na medida em que o sol ia subindo ia ficando mais quentinho, nada como o verão do Rio, mas né? Convenci geral a entrar porque quando na vida voltaríamos lá? Então, FAÇA TUDO QUE TIVER VOLTADE DE FAZER E O QUE NÃO TIVER TAMBÉM (nesse caso, quando o que você não quer fazer é um capricho e não por medo), porque depois bate um arrependimento e aí já era! Melhor se arrepender do que fez do que se arrepender do que deixou de fazer!

E, cara, FOI MUITO FODA! Sério! Valeu muitoooo a pena. Foi maravilhoso estar congelando e entrar numa piscina natural quentinha. Foi super relaxante! VOCÊ PRECISA ENTRAR! Nem pense em ficar de mimimi hein! Frio passa, mas a experiência que você terá vai ficar pra sempre na tua memória (que poético, né?).

Chegamos nas Águas Termales e o sol já tava colaborando, tiramos tudo que íamos precisar da mochila de ataque e colocamos num saco plástico de supermercado, porque lá não tem locker. Deixamos a doleira dentro de uma pasta no fundo da mochila e deixamos a mochila dentro do carro. Deu um medo fudido de deixar a mochila lá com TODO dinheiro da viagem, mas ficávamos olhando pro carro direto. No final, poderíamos ter descido com a mochila e ter deixado ela pertinho da gente, se bem que na piscina tinha muita gente e não curto deixar uma mochila cheia de grana em lugares muito movimentados.

Pegamos nossos saquinhos de supermercado com nossas toalhas e chinelos e fomos lá pagar a entrada nas Águas Termales (6,00 bolivianos). Descemos direto e já começamos a nos despir. Eu e Vagner fomos os primeiros – Vagner porque tava congelando e eu porque tava super animada. Pra confessar uma coisa, não achei tão frio nessa hora não. Tirei minha roupa na boa (deve ter rolado um farol aceso com certeza, mas não significa que eu tava passando mega frio não) e fui pra piscina com calma e PUTAAAAA que água maravilhosa (40ºC)!

Elisa, Patrícia e Vitor desceram logo em seguida e o Arthur, coitado, tinha ido lá dar um oi pro banheiro e entrou depois. Ficamos uns 30 minutinhos lá cozinhando, tirando fotos e Vitor metendo a cara naquela água ‘fervendo’ (não acho que foi uma boa ideia rsrsrs).

Importante: MUITO CUIDADO na hora de entrar na piscina natural, porque tem muito lodo nas pedras e você pode escorregar feio e até se machucar. Vimos umas duas ou três pessoas escorregando e não foi legal!

Coisa importante 2:
NÃO FIQUE COM VERGONHA (isso vai diretamente pras pessoas que tem mimimi com o corpo). Você tá na sua viagem, pagando com o seu dinheiro, então, divirta-se do jeito que VOCÊ QUISER. Ninguém tem nada a ver com teu corpo, com tuas curvas, com tuas gordurinhas, com tuas cicatrizes. Ninguém paga tuas contas! Então, tu não deve satisfação a ninguém. Não deixe de se divertir e curtir essas coisas iradas por vergonha do que as outras pessoas vão achar. CAGA NA CABEÇA DELAS!

Depois de 30 minutos, decidimos sair (não foi nem um pouco tenso sair, foi de boa) e começar a nos arrumar, até porque só tem dois banheiros (feminino e masculino) e cada banheiro tem três ou quatro trocadores (esquece banhozinho de sabonete e lavar o cabelo com condicionador). Nos dividimos em duplas, porque precisávamos que tivesse sempre alguém olhando as coisas e mantendo olho no carro também (afinal as doleiras estavam lá).

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Todos arrumados (nessa parte já fomos tirando algumas camadas, porque já tava mais quente e não fazia sentido manter a segunda pele, por exemplo), chegou a hora de partir pra #terceiraparada: Deserto Salvador Dalí (dizem que Dalí se inspirou nesse deserto para compor seus quadros). O lugar não é nada mega exuberante (até porque quem já tinha visto as lagunas e o Salar não se impressionava com muita coisa normalzinha, né?) e a gente conseguia ver uma puta tempestade vindo no horizonte e isso tava deixando a gente meio nervoso. Paramos pra umas fotos rápidas e seguimos viagem para a #quartaparada e última na Bolívia: as Lagunas Blanca e Verde e o lindo vulcão Licancabur.

Paramos uns 10 ou 15 minutinhos para fotos lá nas Lagunas Blanca e Verde com vista para o Lincancabur (tudo junto no mesmo lugar) e já seguimos viagem para a fronteira. Saindo da Reserva tivemos que entregar nossos bilhetes de entrada (aqueles que pagamos Bs.150,00 lembra? Que não podia perder de jeito nenhum... Então!) e depois de uns 20 minutos no carro chegamos na fronteira da Bolívia com Chile.

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O Emílio tirou nossos mochilões e deixou eles juntinhos perto de um ônibus e disse pra gente ir lá na imigração carimbar o passaporte. Nós deixamos os mochilões (crentes que Emílio ia ficar olhando enquanto íamos lá) e levamos as mochilas de ataque e ficamos na fila que tava completamente desorganizada (ódio disso) e ficamos lá uns 15/20 minutos esperando, porque a galera que tava vindo do Chile tava na mesma fila que a galera que tava indo pro Chile... Tava uma bagunça só!

Eis que quase na nossa hora de entrar na casinha da imigração saí um mochileiro dizendo que os caras da polícia tavam querendo passar a perna na gente e cobrar uma taxa aleatória de 15,00 bolivianos sem explicar o motivo. O menino disse que bateu o pé e não pagou, que ele falou com o guia dele e o guia disse que não tinha que pagar coisa nenhuma! Hahahaha

Ahhhh! Ninguém vai me roubar 15,00 bolivianos não!!!! Eu e Vitor éramos os próximos e os caras começaram a pedir os tais Bs.15. Nós dissemos que não íamos pagar porque nosso guia disse que não tínhamos que pagar (disse porra nenhuma, mas usamos o mesmo argumento que o menino, né?), e o cara perguntou quem era nosso guia (olhaaa a gente fudendo a vida do Emílio, coitado), qual era nossa companhia e a gente ia rebatendo tudo que ele perguntava na hora. Batemos o pé que não íamos pagar de jeito nenhum e aí mostramos os tickets que pagamos na Esmeralda tour e o papelzinho da imigração que ganhamos no aeroporto no primeiro dia quando chegamos na Bolívia. O cara mandou chamar o Emílio (putzzzzzz fudeu). Elisa foi lá correndo chamar ele e eis que temos duas surpresas: Emílio já tinha picado a mula dele há muito tempo e nossas coisas tavam completamente abandonadas ao léu.

Quando Elisa voltou ofegante, a gente já tinha resolvido lá com os caras, deixamos só o papel da imigração do aeroporto, eles carimbaram e saímos. ÓBVIO que passamos a informação pra geral que tava atrás e todos começaram a fazer um motim! Hahahahah Ninguém pagou merda nenhuma e naquele dia o caixa dois deles foi baixo! Brasileiro quando quer fazer motim faz que é uma beleza né?

Importante: Não paguem essa taxa aleatória de Bs.15, porque ela é extra oficial.

Voltamos lá pro lugar que nossos mochilões estavam e começamos a procurar qual seria nosso ônibus/van pra irmos pro Atacama (ficam vários ônibus/vans parados por lá e você tem que ir perguntando mesmo, ninguém vai segurar tua mão e dizer: é por aqui amigo!). Achamos e colocamos os mochilões lá dentro e esperamos o resto do pessoal voltar da imigração também, pra seguirmos viagem!

O tempo tava bem estranho, muito vento e um friozinho escroto, mas nada que fizesse a gente desanimar, apesar de nos deixar preocupados com uma eminente tempestade que tava se formando. MASSSSS, como Deus ajuda bêbados, crianças e COM TODA CERTEZA mochileiros, o tempo virou e abriu mó solzão lindoooo! \o/

Cruzamos a fronteira e já vimos uma diferença brutal: Tudo bonitinho, sinalizado, asfaltado e bem cuidado. Vitor até deu uma ideia pro Governo Chileno (se tiver alguém do Chile lendo isso, vale a dica hein! Rsrsrs) colocar wifi liberado assim que você cruza a fronteira pra dar um “boas vindas” caloroso aos mochileiros! hahahahahahaha

Depois de três dias incríveis no Uyuni, chegou a hora de conhecer o majestoso deserto do Atacama. Uhulllll!

SALDO DO DIA:
- Bs.6,00 - Águas Termales

TOTAL: Bs.6,00

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.6) Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas interessantes por lá e muito mais vindo aí!
#1205907 por Eduardo_JK
26 Jul 2016, 16:02
Michele-MG escreveu:
Eduardo_JK escreveu:Salve pessoas!

Por acaso o site das passagens de bus é esse?

https://www.ticketsbolivia.com/


Conhece alguém que já comprou por esse site, Eduardo? ::sos::
Eu já tinha visto há um tempo atrás, mas não tive coragem de comprar rsrs.. Mas acho q irei acabar arriscando :|


Oi Michele! Tudo tranquilo?

Pois é, não conheço ninguém viu? Hahaha. Mas acho que, quando eu for pra lá, vou acabar arriscando! Tem alguns trechos essenciais no roteiro que estou montando e não quero correr o risco de chegar na hora e não conseguir passagem! (acho que arranco os cabelos!)

Quando vc pretende ir?
#1206308 por Michele-MG
27 Jul 2016, 20:44
Eduardo_JK escreveu:
Michele-MG escreveu:
Eduardo_JK escreveu:Salve pessoas!

Por acaso o site das passagens de bus é esse?

https://www.ticketsbolivia.com/


Conhece alguém que já comprou por esse site, Eduardo? ::sos::
Eu já tinha visto há um tempo atrás, mas não tive coragem de comprar rsrs.. Mas acho q irei acabar arriscando :|


Oi Michele! Tudo tranquilo?

Pois é, não conheço ninguém viu? Hahaha. Mas acho que, quando eu for pra lá, vou acabar arriscando! Tem alguns trechos essenciais no roteiro que estou montando e não quero correr o risco de chegar na hora e não conseguir passagem! (acho que arranco os cabelos!)

Quando vc pretende ir?


Ei Eduardo... Tudo blz, e contigo?

Estou nesse mesmo dilema q vc e também acho q irei arriscar ::lol3::
Passagens compradas para o dia 10/09 e retorno dia 27. Vc vai quando?
#1206474 por Maryana Teles
28 Jul 2016, 13:07
Vagner Machado escreveu:Cara tava frio pa porra kkkkkkkkkkkk, mas valeu a pena galera, sem mimimi, aproveitem, não deixem de fazer nada por medo, frio ou qualquer outra coisa


Agora tu aprendeu né? Vagner! hahahaha ::lol4:: ::lol4::
#1206477 por Maryana Teles
28 Jul 2016, 13:11
Camila Furtado escreveu:Mary, tudo bem? :)

Você disse que reservou Machu Picchu... O que você fez? Fez o processo de compra e simplesmente não pagou o boleto?

Me tira essa duvida?

Beijinho!


Oiii Camila! Tudo bem? No site existe da prefeitura existe uma parte de reserva de tickets, eles te dão um número de reserva e não te mandam nenhum boleto não. É como se segurassem seu lugar até você pagar pessoalmente lá na prefeitura.

Acabamos nem usando a reserva. Chegamos lá e pagamos normal, sem comentamos que tínhamos reserva nem nada! hahahaha

Mas, se você tá pensando em fazer a Montaña Picchu ou o Huayna Picchu você tem que pagar OBRIGATORIAMENTE com antecedência! ::otemo::
#1206487 por Maryana Teles
28 Jul 2016, 13:27
CAP.6: CHEGADA À BELÍSSIMA CIDADE DE SAN PEDRO DE ATACAMA + VALLE DE LA LUNA E VALLE DE LA MUERTE

05/04/2016


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[Você pode ler esse relato ao som de Scream & Shout] (https://www.youtube.com/watch?v=kYtGl1dX5qI)

1º dia: Valle de la Luna, Valle de la Muerte e o pôr do sol na Piedra del Coyote.

Saímos da Bolívia por volta das 10:45/11:00 e chegamos na imigração do Chile por volta das 12:00 (adiante seu relógio em uma hora e passará a ser 13:00, ou seja, não ache que você tem tempo extra, porque não tem – SERÁ BEM CORRIDO ESSE PRIMEIRO DIA NO ATACAMA).

Nossa passagem por San Pedro de Atacama foi mais curta do que queríamos. Obviamente o dinheiro influenciou, já que SPA é uma das partes mais caras do roteiro, mas no nosso caso o que mais pesou era não termos dias sobrando. Nosso roteiro já tava mega compacto, não tínhamos muito onde mexer (óbvio que se rolassem imprevistos tínhamos um plano B e talvez um plano C) porque queríamos deixar um dia extra no final da viagem por segurança pra voltar pra casa, já que a Elisa começava a trabalhar na segunda e chegaríamos no Rio no domingo às 20:40. No final, deu tudo tão certo que ficamos com um dia extra em La Paz, porque decidimos no meio da viagem (já no Peru) voltar de avião de La Paz pra Santa Cruz de La Sierra ao invés de pegar um ônibus que demoraria 17hrs. É sempre bom tentar deixar seu roteiro com um dia mais flexível que você possa utilizá-lo se der alguma merda no meio do caminho rs.

A imigração foi tranquila e ao mesmo tempo tensa (pode isso Arnaldo?!). Assim que sentamos no ônibus o motorista nos deu os formulários da imigração que deveríamos preencher. Estávamos quase chegando quando lembrei que a gente tinha algumas maçãs com a gente e que teríamos que jogar fora. Eu e Vagner devoramos rapidinho as maçãs e relaxamos quanto a isso.

Chegamos na cidade e o motorista pediu que todos descessem do ônibus com seus documentos para recebermos os carimbos da imigração. Na fila estávamos só com nossas mochilas de ataque e com os biscoitos (sei lá porque estávamos segurando os biscoitos, mas ok). O motorista esvaziou o ônibus, ou seja, colocou todos os mochilões e malas entulhados do lado de fora pra depois passarmos tudo pela Aduana. O mocinho lá da imigração não perguntou nada e carimbou o passaporte de boa e nós já nos encaminhamos pra fila da Aduana.

Passamos os mochilões pelo detector de metais e até então tudo tranquilo, né? Eis que eu e Vagner lembramos das folhas de coca dentro dos mochilões (não dava mais pra mexer e tirá-las na encolha rs), e já tínhamos lido em vários relatos que era proibido passar com elas pela Aduana. Caracaaaaaaa FUDE*!!! Aí já cutucamos a Elisa e a Patrícia e o Arthur e o Vitor e todos começaram a suar frio, porque se você for pego com algo ilegal tem que pagar multa (não sei de quanto não!).

Pensa numa dor de barriga repentina de tanto medo. Era só o que faltava né? A polícia passou os mochilões no detector de metais e depois empilhou as mochilas no chão e soltou um cachorro pra cheirar elas e encontrar coisas ilícitas. PQP!!!

Eles deixam todos os turistas atrás das mesas de revista e soltam a cachorra. A cachorra deu umas cinco voltas cheirando todas as mochilas. Todas às vezes que ela passava pelos nossos mochilões a gente congelava. Eis que ela não encontrou nada em nenhum mochilão e o policial tava puto já - afinal não era possível que ninguém tivesse trazido algo ilegal, né? Aí eles colocaram uma mochila deles no meio das nossas (que provavelmente tinha alguma coisa ilícita) pra testar o olfato da cachorrinha. Soltaram ela de novo e na hora ela foi em cima da mochila dele tentar cavar. Hahahahahaha

Tiraram a mochila deles e afastaram mais os mochilões uns dos outros e soltaram a cachorrinha de novo (coitada) e ela não encontrou nada DE NOVO. Então, liberaram a gente e pudemos seguir viagem. Caraaaaaaaaaaa! Foi muita sorte ela não ter encontrado as folhas de coca, porque ia dar uma merda. ::lol4::

Importante: Não é permitido levar qualquer tipo de alimento não industrial de um país pro outro por causa das questões sanitárias e ambientais. Algumas pessoas já foram paradas por causa das folhas de coca também. Então, se você não quer ter dor de cabeça ou tensão na hora da Aduana, nem leve suas folhas de coca (just in case).

Seguimos andando para o hostel dali mesmo (perguntamos se era perto e nego disse que eram só 15 minutinhos – óbvio que nos perdemos e fizemos quase em meia hora hahahaha), já eram 13:30 e não tínhamos tempo a perder já que nosso primeiro passeio pelo Atacama sairia às 16:00 em ponto. Nosso hostel seria o Towanda hostel (o mesmo que o Rodrigo ficou), porque a dona dele também era dona de uma agência de turismo e ainda fazia câmbio e poderíamos conseguir algum desconto legal.

Mochilão nas costas, sol de rachar (tava quente pra caralh*) e perdidos em SPA. Fomos perguntando e as pessoas iam dando a direção, numa dessas direções pegamos a rua errada e quase fomos parar no Japão (mentiraaaa andamos um pouquinho só, mas estávamos tão cansados por causa do calor que parecia tudo muito longe rs). Até que um dos meninos achou a plaquinha com o nome da rua e chegamos finalmente ao hostel que, adivinhemmmm, tinha trocado de nome! Hahahahahahaha O nome do hostel agora é Atacama Roots. ::otemo::

Tocamos a campainha e uma moça super simpáticaaa veio atender a gente (esqueci o nome dela, foi mal), perguntamos se tinha quarto pra seis e ela disse: Tem sim! A gente comemorou, porque não queríamos nem cogitar a ideia de sair de novo naquele sol quente carregando os mochilões pra procurar outro hostel.

E pra nossa surpresa ela ainda nos passou um valor de diária 1.000 pesos mais barato que o que o Rodrigo pagou em 2015. Filhoooo! Na hora dissemos que ficaríamos! Hahahahaha A diária saiu por 7.000,00 pesos pra cada e ainda ficamos num quarto só pra gente! Vamos, então, à parte que conhecemos o hostel, né?

Primeira coisa importantíssima: TINHA WI-FI (depois de quase 3 dias sem internet a gente tava se sentindo no paraíso)! Tinham só dois dormitórios, o nosso e um maiorzinho que devia ter umas 10 camas (os quartos tinham, pelo menos, três lockers). Tinha uma cozinha que quando chegamos tinha um gato andando em cima do fogão (abstraímos essa cena, claro), um varal legalzinho que seria ótimo pra gente pendurar nossas roupas molhadas (lê-se biquínis, toalhas, meias e calcinhas que lavamos no chuveiro mesmo, porque né? É assim que mochileiro se vira) e dois banheiros que tinham água quente, mas BEM fraquinha. E acreditem se quiser, quando um ligava junto com o outro, os dois quase não tinham água.

Então, a gente usava um pra tomar banho e outro pras necessidades, porque era impossível usarmos os dois chuveiros ao mesmo tempo. Ahhhhh! Ponto positivo: a descarga funcionava super bem! Hahahaha Parece piada, mas não é! Numa viagem que tu come de tudo e experimenta coisas novas todos os dias, o estômago não ajuda muito e você sempre se sente mais confortável quando sabe que seu coco vai embora, né? hahahahaa

Caraaaa o hostel era ok. Não foi o melhor hostel que fiquei na vida, mas também não foi o pior. Tínhamos uma puta vista pro vulcão Licancabur e o hostel era muito bem localizado. Ficava atrás da rodoviária e a 15 minutos andando do centrinho. Então, fizemos tudo andando em SPA. Ficaria novamente nesse hostel de boa.

Importante: Você vai se deparar com muitos cachorros e gatos de rua em SPA. O fato deles estarem, também, nos hostels acho que não tem muito como fugir. Li em muitos relatos que os gatos dominam a região e que se você for procurar um hostel sem qualquer animal, vai gastar um tempo precioso. No nosso caso, tínhamos sempre o cuidado de deixar a porta do nosso quarto fechada pros gatos não entrarem, porque se tivesse aberta, eles entravam mesmo! Eu tive que colocar um gato pra fora umas 30 vezes (quando deixávamos a porta encostada).

Já eram 14:00 quando deixamos os mochilões no nosso quarto, cada um escolheu sua cama, trocamos de roupa rapidinho (colocamos um short e uma regata porque tava quente pra caraca) e perguntamos pra moça simpática onde poderíamos fechar os passeios. Ela fez questão de nos levar até a agência da Dona Maria (dona do hostel e da agência Towanda) e ficar esperando lá com a gente. Esperamos uns 30 minutos lá na agência até a Dona Maria aparecer e a gente começar a negociar valores.

Primeiro perguntamos a respeito dos passeios (a gente tava se baseando pelos preços que o Rodrigo pagou em 2015, pra ver se tinha alterado muita coisa) e ela fez lá os descontos dela, só sei que no final acabamos pagando nos passeios a mesma coisa que o Rodrigo (enquanto uns valores aumentaram, outros diminuíram). Depois que já sabíamos quanto gastaríamos nos passeios e nas diárias do hostel, calculamos uma média de quanto gastaríamos de comida e bebida e quanto pagaríamos na passagem de ônibus de SPA até Arica.

A gente nem foi fazer pesquisa de preço porque não dava tempo e como os valores estavam muito similares aos do Rodrigo que foi em 2015 a gente achou bem atrativo. Rodrigo disse que quando ele foi a Towanda era agência com os melhores valores da região, então, ficamos tranquilos e fechamos ali mesmo. Mas, se você tiver com tempo sobrando, vale uma pesquisada só por paz na consciência! Hahaha Detalhe: Eles terceirizam o transporte desses passeios, então, junto com a gente ia mó galera de outras agências, independente do valor que cada um pagou!

Importante: Tivemos que decidir os passeios que eram prioridades pra gente, porque não teríamos tempo hábil para fazermos todos os belíssimos passeios que o Atacama oferece! Escolhemos: Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia.

Após nossos cálculos, decidimos trocar $ 200,00 dólares a um câmbio de 670,00 pesos por dólar (essa cotação se aplicou quase que na maioria das casas de câmbio da Calle Toconao), o que nos deu uma bolada de 134.000,00 pesos. Caraaaaaa PRESTEM MUITA ATENÇÃO NA HORA DE PAGAR AS COISAS COM ESSAS NOTAS ALTAS. Como são valores que não estamos acostumados, você acaba se perdendo legal! Eu quase dei 5.000 pesos achando que eram 500 pesos. ATENÇÃO NA HORA DE CONFERIR O TROCO TAMBÉM!!!!

Nossos gastos iniciais logo de cara ficaram assim:

• 7.000 pesos – Diária do hostel (X2)
• 7.000 pesos - Valle de la Luna, minas, Pedra três Marias, Valle de la Muerte, Pedra do Coyote (pôr do sol) – 1º DIA
• 3.000 pesos – Entrada no Valle de la Luna (estudante paga 2.500 pesos)
• 30.000 pesos- Toconao, Socaire (café da manhã), Piedras Rojas, Lagunas Altiplanicas (Miscanti e Miñiques), Salar do Atacama, Laguna Chaxa – 2º DIA
• 2.500 pesos - Entrada da Reserva Nacional Los Flamencos
• 2.500 pesos - Entrada do Salar de Atacama – 3º DIA
• 40.000 pesos - Vegas de Quepiaco (café da manhã), Monjes de la Pacana, Las Catedrales de Tara, Salar de Tara, Licancabur (não existe taxa de entrada nesse dia)

OBS: Acabamos não perguntando quanto seriam os outros passeios, mas se servir de referência, seguem os valores do relato do Rodrigo de Abril de 2015: Laguna Cejar - 15.000 pesos (talvez tenha que pagar um entrada de 15.000 pesos também), Geisers del Tatio - 15.000 pesos, Valle del Arco-Íris - 20.000 pesos e Uyuni (3 dias e 2 noites) - 90.000 pesos.

OBS.2: Viu como fazer o tour do Salar de Uyuni saindo de Atacama é bem mais caro que saindo propriamente de Uyuni? Com um preço promocional de 90.000 pesos em 2015 (não sei quanto de fato está o valor em 2016), convertendo pra bolivianos, sai uns Bs.100, Bs.200 a mais que o que pagamos em Uyuni.

Pagamos tudo, com exceção das taxas de entrada que são pagas diretamente nos locais, e fomos, literalmente, correndo comer, porque já eram quase 15:00 e a van saia às 16:00 da frente da agência e a gente ainda tinha que ir no hostel pegar um casaquinho e o protetor solar (olha a contradição hahahaha) porque tava muito quente, mas a mocinha simpática disse que à noite podia esfriar.

Importante: Como eu disse lá no CAP.1 a negociação de câmbio em dólar é muito mais fácil que em real. SPA foi o único lugar que o Arthur e o Vitor que estavam viajando só com real tiveram problema. Eles tiveram que trocar o real por dólar e depois o dólar por peso e acabaram perdendo um dinheirinho nessa brincadeira de cotação. Além disso, notas altas e novas de dólar são melhores aceitas do que notas pequenas tipo $ 20,00.

A Dona Maria nos indicou uns “restaurantes” baratinhos (tava mais pra pé sujo mesmo) atrás do mercado central e foi lá mesmo que fomos matar a fome. Pedimos nossas comidas e veio muito rápido e regadooo!!! A moça já trouxe a sopa de entrada, nos deu o suco (já vinha incluso no valor) e uns 10 minutinhos depois já trouxe os pratos feitos (Pollo a la Placha – comida rotineira da viagem: arroz, salada, batata frita e frango grelhado) que comemos tão rápido que ainda tenho a sensação de estar com aquela comida entala na goela rs. A comida tava ótima e o preço estava sensacional também, pagamos 3.000 pesos no almoço e depois a moça veio pedir a gorjeta que dava 300 pesos.

Nessa hora foi muito engraçado, porque como os valores são muito altos, quando ela me pediu 300 pesos de gorjeta eu já imaginei 300 reais e na hora já pensei: Essa mulher tá maluca cara! Foi quando o Vagner mostrou quanto de fato dava em real aí eu pensei coitada! Demos a gorjeta e saímos correndo pra pegar as coisas no hostel.

Era 15:30 quando saímos do pé sujo, sei que chegamos no hostel esbaforidos, pegamos tudo e voltamos correndo. Conseguimos chegar na agência 15:55! Caracaaaaa a gente só não participa do atletismo nas Olimpíadas porque não queremos humilhar a galera, né? rsrs

A van chegou e fomos logo nos acomodando e o guia meio aleatório disse que a primeira parada seria em 5 minutos pra gente pagar as entradas no Valle de la Luna. Ele recolheu o dinheiro (3.000 pesos valor normal e 2.500 pesos valor pra estudante) e a carteirinha de estudante de geral e desceu da van. Quando ele voltou, nos devolveu a carteirinha e o ticket de entrada.

Algumas pessoas fazem esse passeio de bicicleta, deve ser irado, mas ao mesmo tempo cansativo e restrito. Fomos a alguns lugares de van que eu duvido que conseguisse ir de bicicleta com a minha preparo físico de sedentária. Óbvio que de bicicleta você explora lugares que quem vai de van não explora e vice-versa. Ir de bike é mais econômico também, mas antes de escolhê-la tenha a real noção se você vai curtir o passeio ou vai mais se matar do que de fato apreciar as paisagens. Atente-se para o fato do entardecer também, que te limita um pouco caso você não esteja com os equipamentos necessários (lanternas, por exemplo).

Conhecemos uma brasileira que escolheu fazer esse passeio de bicicleta e na metade do caminho largou a bicicleta presa num poste e começou a pedir carona, porque ela disse que tava sendo mais sofrimento do que curtição e que não conseguiria aproveitar nada se continuasse com a bicicleta!

Entradas pagas e seguimos viagem para a primeira parada do passeio que não ficava muito distante da entrada (uns 15/20 minutinhos). O guia era bem aleatório (já falei isso, mas quero reforçar)! Nem parecia que tava trabalhando, falava umas paradas meio sem pé nem cabeça e dava uma cagadinha básica nas nossas cabeças. A van chegou na primeira parada e ele disse NA MAIOR CARA DE PAU: 1km pra ir e 1km pra voltar! Caminhada tranquila gente! TRANQUILA NO C* DELE! PQP!

Começamos bem! Paisagens lindas, caminhos largos, tudo super tranquilo de fato. Elisa já tava meio preocupada porque tem medo de altura, mas do jeito que estávamos caminhando ela deu até uma relaxada e fomos tirando altas fotos no caminho. Chegamos na primeira parada no topo e foi LINDO DEMAIS! Uns vales maravilhosos, umas paisagens muito loucas e iradas. A gente tava se sentindo no paraíso!

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Eu e Elisa acabamos ficando pra trás porque estávamos tirando nossas últimas fotos lá, mas nem estávamos preocupadas porque na nossa cabeça iríamos voltar pelo mesmo lugar que viemos! Quando a gente olhou pra trás geral já tinha ido por um novo caminho. Aí que começou a dar ruim! Até então ainda estava tranquilo apesar de estarmos andando num penhasco estreito (eu ainda tava com a câmera no pescoço, celular e gopro na mão e Elisa só com o celular dela), daqui a pouco a parada começa a ficar MUITO estreita mesmo e eu já tava vendo a merda que se anunciava.

Falei pra Elisa guardar o celular dela e eu também guardei tudo dentro da mochila. Ela tava andando na minha frente já tremendo de medo da altura e eu era a última mandando ela ter calma e não olhar pra baixo. Eu falava pra ela só segurar nas pedras, já que o caminho que estávamos fazendo era uma mistura de montanha com duna, então tinha muita areia e algumas partes sólidas que deveríamos colocar os pés. Eis que a merda começou!

Elisa tava indo bem apesar de estar tremendo muito, no meio do caminho ela foi colocar a mão em uma pedra pra se segurar e a pedra rolou! SIM! A MERDA DA PEDRA ROLOUUUU! Putzzzz! Nessa hora, óbvio que a Elisa olhou pra baixo e aí fudeu tudo! Ela começou a chorar e falar que ia morrer. A gente já tava que nem duas lagartixas de tão grudadas na parede, que era quase vertical, então não tínhamos muito ângulo pra dar passos em falso. Sem sacanagem! Esse caminho era bem perigoso até mesmo pra quem não tem medo de altura como eu. Você olhava pra baixo e pensava: Putzzz! Se uma pedrinha rolar eu vou junto!

Eu falava pra ela ter calma que eu ia chamar o guia, nisso vi de longe o Vagner e a Patrícia que estavam lá na frente perto do guia e eles sabiam que a Elisa tinha medo de altura. Apontei pra Elisa do tipo: manda esse guia voltar e ajudar a gente. Nisso eu fui me arrastando e ‘escalando’ pra passar por cima da Elisa, porque ela travou ali e não se mexia mais, só chorava e dizia que ia morrer e eu comecei a ficar nervosa (quando fico nervosa começo a rir) e falava rindo pra ela ter calma (eu sem noção, né?). Fui escalando pra passar por cima dela, cheia de cagaço porque se eu rolasse ainda levava a Elisa junto (olhaaa a merda), eis que quando olhamos pra frente tem uma senhorinha também presa porque não conseguia achar um lugar firme pra colocar os pés! Mas, a situação da senhorinha ainda conseguia estar pior que a nossa, porque a gente tava vendo que ela tava escorregando aos poucos, e Elisa ficava mais nervosa. Caraaaa, sem sacanagem, MUITO PERIGOSA ESSA MERDA!

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Aí o guia voltou meio que sem querer voltar e foi ajudar a senhorinha e um outro rapaz que acho que era brasileiro veio me ajudar, mas eu pedi pra ele ajudar logo a Elisa porque eu tava bem, mas que ele precisava ajudar ela urgente. Aí a mocinho foi dando toda assistência pra Elisa, mostrando onde ela devia colocar os pés e tal e finalmente conseguimos sair da parte perigosa. UFAAA! Elisa tava mais branca do que já é.

Seguimos o caminho estreito e nos deparamos com a imensidão do Valle de la Muerte (talvez seja por isso o nome rs), paisagens lindas e o guia deu uma mini palestra da história do lugar. Elisa tava mais preocupada em como desceríamos do que com a história. Eis que o guia diz que voltaríamos por outro caminho mais tranquilo! NO C* DELE DE NOVO! Esse cara devia estar drogado, sério!

Fomos andando por um caminho estreito (Vagner tirando foto sem olhar pra onde tava indo tropeçou e quase foi parar lá embaixo) até que chegamos na hora de descer! PQP! Uma descida praticamente vertical a 2.500 metros de altura. Todos tiveram de descer de bunda, porque era impossível descer em pé como uma pessoa normal. Elisa já começou a tremer e eu fui na frente dela mostrando onde ela devia colocar as mãos e os pés. Eu frisava que era pra ela colocar o pé só nas partes rochosas porque o tênis prendia legal e deixava claro que se ela escorregasse eu conseguiria segurar o peso dela e a gente não cairia (eu já tava me preparando pra segurar ela mesmo, se ela escorregasse).

Fomos descendo no nosso tempo, a maioria já tava lá embaixo, mas fomos bem devagar com calma. Aí teve uma hora que ela travou e não queria mais descer. Um gringo veio e ajudou ela e eu continuei descendo devagar. Teve um brasileiro que rasgou a calça por causa dessa palhaçada de ter que descer de bunda. Deu tudo certo no final, nego bateu palma pra Elisa e tudo quando ela chegou lá embaixo! Hahahaha

Aí fomos perguntar pro guia se já tinha tido algum acidente nesse percurso e ele diz rindo: Ninguém morreu não, mas no começo do ano duas pessoas caíram e quebraram uns ossos, mas nada demais! EU QUASE VOEI NO PESCOÇO DESSE INFELIZ!

Até hoje não sabemos se esse percurso é normal ou se só esse guia doente meteu a gente nisso, mas perguntamos pra alguns brasileiros ao longo da viagem e ninguém fez essa doideira que fizemos.

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Entramos na van e fomos conhecer as Três Marias. Nada demais, mas nessa parada ele explicou a história da formação daqueles vales e tal. A explicação foi mais interessante que o lugar em si! Fizemos mais uma ou duas paradas dentro do Valle e seguimos viagem (20/30 minutos) para ver o pôr do sol na Pedra do Coyote.

O lugar tava lotado de turistas, mas fazer o que né? Da mesma forma que você quer conhecer lugares novos e tirar fotos, tem mais 5678 pessoas que também têm esses objetivos! Relaxe um pouco e vá curtir o lugar.

Conseguimos fazer fotos lindas mesmo estando lotado, até porque o lugar é grande, então tem uns buracos que você consegue se enfiar e fazer fotos iradas. Até que a gente percebeu que ainda não tinha visto a famosa Pedra do Coyote em si. Caminhamos mais um pouco a frente e vimos! Fomos lá rapidinho e tiramos uma foto muito top com aquela imensidão maravilhosa de fundo, sem contar as cores do pôr do sol que estavam espetaculares!

Já começava a esfriar um pouquinho quando voltamos pra van. Chegamos em San Pedro às 20:00 e fomos encontrar o Arthur e o Vitor pra gente jantar (eles não fizeram esse passeio não). Encontramos eles por acaso quando estávamos procurando um restaurante/pizzaria e acabamos entrando em um que o serviço era muito ruim, mas a comida era até gostosa. A galera rachou duas pizzas e eu comi um hambúrguer e bebi um suco pela fortuna de 5.600 pesos.

Passamos pelo mercado para comprar mais água (eu e Elisa dividimos uma garrafa de 6L – 600 pesos pra cada) e fomos dar um role pela cidade que é uma gracinha! Sério! Toda rústica e arrumadinha, chão de terra batida, casinhas fofas, tudo arrumadinho e limpinho sabe? Vou até roubar uma comparação que o Rodrigo fez no relato dele: A cidadezinha de San Pedro parece com Búzios, só que rústica.

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Voltamos para o hostel admirando o céu estrelado de SPA e fomos nos preparar para o segundo dia no Atacama que prometia ser incrível!

SALDO DO DIA:
- 14.000 pesos - 2 Diárias Hostel Atacama Roots
- 7.000 pesos – Passeio Valle de la Luna + Valle de la Muerte
- 2.500 pesos – Entrada no Valle de la Luna
- 30.000 pesos – Passeio Piedras Rojas + Lagunas Altiplanicas
- 40.000 pesos – Passeio Salar de Tara
- 3.300 pesos – Almoço
- 5.600 pesos – Jantar
- 600 pesos – Água
* Trocamos 200,00 dólares = 134.000,00 pesos (cotação de 670 pesos por dólar)

TOTAL: 103.000 pesos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.7) As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!
#1206598 por Vagner Machado
28 Jul 2016, 20:48
Maryana Teles escreveu:
Vagner Machado escreveu:Cara tava frio pa porra kkkkkkkkkkkk, mas valeu a pena galera, sem mimimi, aproveitem, não deixem de fazer nada por medo, frio ou qualquer outra coisa


Agora tu aprendeu né? Vagner! hahahaha ::lol4:: ::lol4::



Daqui para frente sem mimimi kkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::
#1206712 por Camila Furtado
29 Jul 2016, 11:22
Maryana Teles escreveu:Oiii Camila! Tudo bem? No site existe da prefeitura existe uma parte de reserva de tickets, eles te dão um número de reserva e não te mandam nenhum boleto não. É como se segurassem seu lugar até você pagar pessoalmente lá na prefeitura.

Acabamos nem usando a reserva. Chegamos lá e pagamos normal, sem comentamos que tínhamos reserva nem nada! hahahaha

Mas, se você tá pensando em fazer a Montaña Picchu ou o Huayna Picchu você tem que pagar OBRIGATORIAMENTE com antecedência! ::otemo::


Você se importa de me mostrar onde isso fica no site? Haha Queriamos Huayna Picchu mas vacilamos e perdemos. Tá esgotado há mais de um mês já e só estarei por lá daqui mais de 10 dias!

Muito obrigada mais uma vez ::love::

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