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Bolívia e Peru - Cochabamba-La Paz-Copacabana-Cusco-Lima - jan/2011 - 16 dias


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Visto que minha viagem deve-se 95% ao Mochileiros.com (5% ao Guia O Viajante), resolvi fazer esse relato, colocando nele itens que foram importantes pra mim ao ler os relatos alheios. E esperando que ele seja útil a outros assim como os alheios foram pra mim! ::otemo::

 

Saímos do Rio de Janeiro rumo a Cochabamba (2 conexões) no dia 1º de janeiro e voltamos de Lima (1 conexão) no dia 17. A passagem mais barata que conseguimos saiu por R$ 1052.

 

- $$

Levamos tudo em cash e mais um cartão de crédito pra emergências. Ao contrário do que li em vários lugares, o que mais vi na Bolívia e no Peru (com exceção de poucas cidades, como Copacabana) foi caixa eletrônico. Ou seja, se quiserem contar com saque lá, está ok. O cartão pra “emergência” foi muito importante, essencialmente porque chegamos no dia 1º de janeiro (sábado) e não tínhamos lugar pra trocar os dólares.

No total, gastamos, cada um, USD 820 (sem as passagens de avião). Com certeza dá pra gastar menos, ficamos em quartos privados todas as noites, comemos em McDonald’s, etc... Ou seja, foram USD 820 com bastante conforto. Estando em grupo dá pra negociar os passeios mais barato, fechar dormitório, etc

 

- Bagagem

Foi meu primeiro mochilão, mas acertei no que levei rs Sou carioca e por isso “gastei” mais roupa que a galera do sul que tava com a gente (eu saía com 2 blusas de manga comprida, eles de camiseta).

Levei:

- 2 calças de tecido e 1 jeans

- 1 bermuda (só usei no calor de Lima)

- 2 camisetas

- 4 blusas de manga curta

- 2 blusas de manga comprida fininhas, 2 de algodão e 1 de “sair”

 

O que também foi ótimo ter levado foi um secador pequenininho e leve, mas mt potente (Compactor da Philips). De primeira vista pode parecer supérfluo, mas serviu pra ajudar a secar roupa, toalha... Fora que sair com o cabelo molhado no vento frio não ia ser bom! =P

Outra coisa essencial: um lençol. Nunca se sabe onde vc porventura possa ter de dormir e se a roupa de cama não tiver muito apresentável é sempre bom colocar o seu limpinho pra se deitar.

 

- Transportes e Compras

Como todo mundo diz, os táxis na Bolívia e no Peru são muito baratos. Acaba sendo quase a mesma coisa que andar de ônibus. E mesmo que saia um pouco mais caro de táxi, convertendo os valores a diferença é irrisória, nada que vá alterar os gastos da viagem. Tanto em La Paz quanto em Cusco, a impressão é que não faz diferença se você vai andar 100 metros ou 10km, o preço sempre é o mesmo: 3 bolivianos, 5 soles.

Falando em converter, estar num país em que a moeda é desvalorizada é um perigo! Houve dias em que extrapolamos nos gastos em compras por causa disso, você converte e fica doido por causa da "baratice" das coisas!

Equipamentos técnicos, não tenham dúvidas: Av. Llampu em La Paz. Tem várias lojas com preços incríveis, muito muito mais barato que aqui. Mas eletrônicos, cuidado! Compramos numa barraca, tipo um camelô, 2 pendrives de 16 GB da HP por 120 Bolivianos cada um. Saímos nos achando malandrérrimos, crente que tínhamos conseguido uma barbada daquelas. Resultado: tive que formatar meu PC depois de ter posto o pendrive nele. Os arquivos não copiavam pra ele e ele ainda corrompeu umas coisas lá. E foi o mesmo problema nos 2 pendrives.

 

Ps.: Aconselho a comprar o que vc quiser comprar (se couber no orçamento, claro!). Me arrependi de não ter trazido certas coisas... Nada de importante, bobagens mesmo! Mas depois vc fica se torturando pensando naquilo que vc deixou de trazer e não terá mais a oportunidade.

 

 

Dia 01 – RJ x Cochabamba

Saímos do Rio em direção à Cocha às 6 AM, chegamos às 13h de lá. Nosso plano era passar o dia vagando por lá e já à noite pegar o bus cama pra La Paz. Fomos pra CCBA só mesmo porque era o vôo mais barato. Feriado e sábado, resultado: tudo fechado. Nada de casa de câmbio, nada de ônibus, nada de nada. Como tinha recomendação daqui do mochileiros, nem pesquisamos e fomos pro Hostal Cristo de La Concordia que eu já tinha levado anotado prevendo que isso poderia acontecer. Não recomendo! A moça tinha acabado de limpar e ainda assim os quartos tavam bem sujos, as colchas pareciam não ser trocadas há muito tempo. Depois quando saímos pra andar por lá vimos: um hostel atrás do outro, dava pra ter pesquisado.

Demos uma volta pela cidade, pela praça principal (nem nos animamos a ir no Cristo) e tentamos ver quanto um taxista faria pra La Paz. Estávamos com mais 2 paulistas que vieram no mesmo vôo que nós, os 4 nem um pouco dispostos a ficar 2 dias em Cocha (pelo que falaram, no dia seguinte, domingo, tb não conseguiríamos bus). Claro que não foi fácil achar alguém que fosse até La Paz nos levar, mas negociamos com um taxista pra nos levar por 130 dólares e marcamos dele nos buscar às 5 da manhã no Hostal.

Também fomos até Prado, o bairro nobre de lá. É onde tem as opções pra comer, etc. Nem parece a mesma cidade!

 

O que eu posso dizer desse dia é: esteja numa boa acomodação no 1º dia da viagem, ainda mais por causa desses imprevistos. Estar naquele lugar desconfortável só nos deixou mais apreensivos em relação à indefinição de como chegaríamos a La Paz.

 

Gastos:

Táxi aeroporto x hostel: 20 Bs

Hostal Cristo de La Concordia: 84 Bs quarto matrimonial

Táxi hostal x Prado: 7 Bs

Água 2L: 5 Bs

Burguer King: 32 Bs (uma oferta)

 

 

 

Dia 02 – La Paz

Acordamos na hora combinada pro taxista nos pegar, mas como já sentíamos, ele não apareceu. Como não tínhamos sentido muita firmeza nele, não nos preocupamos muito e fomos pra rodoviária ver como andavam as coisas. Nada de ônibus. Na lateral da rodoviária, onde ficam os táxis, quando perguntamos sobre nos levarem a La Paz a estranheza foi bem menor e logo se mobilizaram e falaram com um dos motoristas que conhecia melhor a estrada. Ele cobrou 1000Bs, oferecemos USD 130 (o que seriam uns 900Bs) e ele fechou na hora. Saiu USD 32,50 pra cada, o dobro do ônibus, mas o carro era bem confortável e chegamos em menos de 6 horas (o bus leva 8, em média). Demos sorte, o taxista era super gente boa, bom motorista, tinha costume de fazer essas viagens. Prometemos indicá-lo aqui pra qualquer um que precise, ele roda por La Paz e Oruro também: Willis Gusmán - 79771013

 

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estrada Cocha x La Paz

 

Chegando em La Paz, já tínhamos reservado o Loki. O melhor hostel de toda a viagem, queria que ele se expandisse por toda a América pra eu ficar nele em todos os próximos mochilões ::lol3:: Na primeira noite ficamos num twin sem banheiro, mas o banheiro compartilhado é mais limpo que o da minha casa! hehehe Camas confortáveis, lençóis super limpos, staff excelente, bar animado, recomendo 100%.

Já saímos pra andar por lá, precisávamos procurar algum câmbio. Nada de casas, tudo fechado. Conseguimos um pouco mais caro numa agência, mas conseguimos! Aproveitamos e fechamos o passeio de Tiwanaku pro dia seguinte. Infelizmente não anotei o nome da agência, mas foi a mais barata pra todos os demais passeios. Sempre rodem a Sagárnaga por todas as agências, tem umas com diferenças bem grandes de preço. Almoçamos num Snack-Restaurante (Natural, Sagárnaga 345) , comida gostosa e tudo limpinho (raridade).

 

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Av. Mariscal Santa Cruz, resquícios do Gasolinazo

 

Embora tenha passado bem o dia em relação ao mal de altitude, à noite fomos sair andando e pra subir a Sagarnaga foi meio hard, tive que parar e sentar no meio fio pra respirar. Rodopiamos procurando o Hard Rock Café e conhecemos a dificuldade dos bolivianos de darem informações de locais. Perguntem sempre a mais de uma pessoa pra conferir as indicações! Estávamos na esquina do HR, mas como era antes das 22h, o letreiro tava apagado e não vimos. O garoto tava parado em frente e disse pra gente que era muuuuito longe, praticamente em outro bairro. Ficamos peregrinando de táxi e as informações nunca casavam, até que encontramos um casal que de fato parecia saber e descobrimos que tínhamos parado perto do Mongo's (estava fechado, ainda por cima) e o Hard Rock era mesmo onde achávamos que era antes. Nessa brincadeira foram uns 3 táxis ::bruuu::

Não ter achado fez com que voltássemos e ficássemos no bar do Loki mesmo: valeu a pena! No dia seguinte seria meu aniversário e fui surpeendida com um Happy Birthday de toda a gringada do bar puxado por um dos rapazes de lá, ainda ganhei um shot ::hahaha::

 

 

 

Gastos:

táxi Terminal x Loki: 8 Bs

Loki quarto twin: 130 Bs

Táxis(3) rodando pra achar Hard Rock: 14 Bs

Pringles (é o que mais tem por lá): 10 Bs

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Dia 03 - La Paz

 

Nos buscaram por volta das 8~9 no hostel, demora 1h30 (de paisagens lindas) até Tiwanaku. Não sou fã de museus, ruínas, etc, mas achei inevitável e indispensável conhecer um pouco do início de tudo daquele povo. No 3º sítio eu já nem seguia mais o grupo (não era única) pq é tudo muito igual, mas Tiwanaku mesmo é bem legal prestar atenção ao que o guia explica.

Lembrando que os 54 Bs que vc paga à agência não incluem o valor do museu: mais 80 Bs (eles avisam isso, e tem umas agências às quais vc já paga o valor inteiro quando fecha).

Paramos num restaurante por lá por perto, mas não gostamos nem um pouco do aspecto (comum nas paradas dos tours) e só pedimos uma porção de batatas fritas (veio 3/4 de óleo).

 

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Voltamos à La Paz por volta de 16h e aproveitamos pra passar na Calle de Las Brujas iniciar nossas comprinhas. Dica: vão até o fim da rua, os preços são menores que nas lojas logo no começo. Compramos nossos típicos gorrinhos pra enfrentar o Chacaltaya no dia seguinte =) Fechamos na mesma agência. Compramos na Llampu capas de chuva numa loja de artigos técnicos. Queriam nos vender uma boazona, 60 Bs, mas queríamos aquela vagabundinha mesmo. Quando falamos que não íamos levar, a moça enfim nos mostrou a de 10 Bs (depois descobriríamos que essa é descartável). Também na onda de precaução pro Chacaltaya, fomos em busca das famosas Soroche Pills.

 

À noite descobrimos a nossa janta dos dias seguintes: Mr. Pizza. Uma pizzaria na quadra de baixo do Loki, bem gostosa, com uma oferta de Pizza + Pãezinhos de alho + Coca por 21 Bs.

 

Gastos:

Tiwanaku: 54 + 80 Bs

"Almoço" (Coca + Pringles + Papas fritas): 38 Bs

Soroche Pills (3): 10,50

Mr Pizza: 21 Bs

Loki quarto matrimonial c. banheiro: 150 Bs

 

 

 

Dia 04 - La Paz

 

Nos buscaram em torno das 7~8 horas no hostel. O tour típico do Chacaltaya inclui o Valle de La Luna e foi pra lá que fomos primeiro. Muito lindo! O nosso guia desse tour foi o melhor da viagem! Super gente boa, animado, entendia mesmo das coisas... Providenciou ônibus pra Copacabana pras argentinas que tavam no passeio, parou comigo num comércio quando eu perguntei de Nescau por lá (em nenhum café da manhã tinha, tive que comprar o meu ::tchann:: ... Ele fecha passeios sem o intermédio de agência e pra quem tá com grupo sai mais barato. Nos ofereceu um passeio no dia seguinte por Coroico, o dia inteiro (das 8 às 20h), passando por cachoeiras, pela estrada que o pessoal faz o DownHill... Sairia por USD 100 (transporte) + USD 30 (guia), podendo levar até 10 pessoas na van. Não pudemos fazer por conta de tempo, mas ficamos muito tentados, todo mundo fala maravilhas de Coroico. Ele guia por outros lugares também, tem fotos no Facebook dele: daravaro76@hotmail.com ; e o contato: Daniel Romero - 77781893

 

 

 

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Valle de La Luna

 

De lá, seguimos enfim pro Chacaltaya. Quando paramos pra tirar foto antes da subida, já nevava! A van sobe até quase o topo, num caminhozinho que só cabe ela e mais 3 cm até o precipício rs Mas é linda a subida, os lagoas embaixo...

 

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Comecei a sentir um pouco de dor de cabeça ainda na van e tomei a Soroche por precaução. Fora isso, só aquela "ofegância" normal nas subidinhas.Chegando lá, temos que pagar 15 Bs numa casinha perto de onde funcionava a estação de esqui. Eles também servem chá de coca (5 Bs). Ficamos lá tomando o chá e esperando um pouco pq nevava um pouco lá fora. Daniel nos deu 2 opções: A usual de subir até o topo do Chacaltaya e ter a famosa visão panorâmica e uma que acho que foi por conta dele - descer a montanha nevada andando enquanto a van desceria e nos esperaria mais embaixo. São só uns 100 m de subida, mas naquela altitude ninguém tava muito disposto a subir, até pq não precisaríamos ir até lá pra ver neve, já que ela estava em toda parte ::otemo:: Logo parou de nevar e fomos na 2ª opção: não poderia ter sido melhor! Andamos por 40 minutos na montanha branquinha, távamos que nem criancinhas, correndo, brincando de escorregar sentados, fazendo guerra de bola de neve hehehe

Importante: não esqueçam os óculos escuros! Daniel estava com os olhos super irritados, falou que no dia anterior havia esquecido os óculos e à noite não conseguiu dormir de tão mal que fez o reflexo do sol na neve. E protetor solar no rosto- meu pé tava congelando, mas quando a gente parava de andar um pouco eu sentia o sol fritando minha testa.

 

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Voltamos à La Paz por volta das 17h. O cansaço nos deixou em "casa", jantamos no Loki mesmo. Muito boa a comida por sinal!

 

 

Gastos:

Passeio Chacaltaya + Valle de La luna: 54 Bs + 15 (entrada Valle) + 15 (entrada Chacaltaya)

"esmola" pro flautista andino no Valle: 2 Bs

"Almoço" (nesse não paramos, tem que comprar besteiras- M&M, Chocomix, Pringles, Água): 35,50 Bs (pra duas pessoas)

chá de Coca: 5 Bs

Janta no Loki (Macarrão com frango + Frango empanado + Coca cola + Cerveja): 93 Bs (duas pessoas)

 

 

Dia 05 - La Paz

 

Tiramos o último dia de La Paz pra conhecer o que ainda faltava da cidade. Botamos roupa pra lavar em frente ao Loki, foi algo próximo de 15 Bs/kg.

Seguimos dicas daqui e fomos comer no Tambo Colonial (na Llampu). A comida é realmente muito gostosa, mas é "chique": vem pouquíssimo e é caro. Fomos na intenção de aproveitar o desconto ISIC e no fim das contas a máquina não tava funcionando ::putz:: Então, fica a dica - perguntem do desconto antes! Embora o custo-benefício tenha sido baixo, desfrutamos de um salpicão muito bom.

Aproveitamos e compramos na Llampu mesmo o ônibus pra Copacabana pro dia seguinte por 35 Bs. Resolvemos pelo bus turísitco pq a opção de ir até o cemitério pegar o "normal" não iria ser tão mais vantajoso assim, teríamos que pegar um táxi até lá pq é um pouco distante, falaram que lá é meio perigoso e pela diferença pequena de preço que seria, preferimos o conforto de nos pegarem na nossa porta. Compramos numa agência perto do Hostal Copacabana, mas ao longo da Llampu tem várias que oferecem esse ônibus (se eu não me engano, saídas às 9h ou às 14h).

 

Depois de almoçar, fomos até o Mirador Killi Killi. Cuidado com os mapas, várias vezes achávamos que as coisas eram bem mais perto do que elas de fato são. Quando íamos perguntar como ir andando, descobríamos a real distância ::putz:: Pegamos um táxi até lá, mas também tem um onibus verdinho que sobe.

 

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Vista de La Paz do Mirador

 

De lá seguimos pra Plaza Murillo, a Plaza de Armas de La Paz, onde tem os Palacios de Gobierno. Acabamos não pegando, mas dizem que tem o hasteamento da bandeira todo dia às 7h e às 18h.

Fomos ainda ao Museo de la Coca, na Calle Linares (a das Brujas). Vale bastante a pena! São 10 Bs, o cara te dá um livretinho na sua língua, você pode ir lendo enquanto vê as fotos ou fazer como eu - sente-se, leia, depois vá ver as fotos. O livretinho tem bastante coisa, mas é muito interessante. Conta desde o uso das folhas pelos indígenas, sua "aplicação" quando eles eram submetidos à servidão atéé virar Coca-Cola e ganhar o mundo, passando pela industria da cocaína e a manipulação da mídia sobre o mercado do narcotráfico.

 

Vagando pelos caminhos voltando pro Loki, encontramos uma rua (se não me engano é a Comercio, cruza a Plaza Murillo) toda de lojas e camelôs. Tem de tudo, de bugigangas a casacos, passando por eletrônicos. Cuidado, foi aí que comprei o pendrive fdp ¬¬ Mas vale a pena dar uma olhada nas coisas. Achamos uma loja de esportes, tava até com o letreiro com uma foto do Adriano, com muita camisa de time e seleção super baratas. A gente queria trazer várias pra vender, mas o dinheiro não dava :lol: 135 Bs cada e não parece ser falsa, veio com a etiqueta direitinha da Adidas.

 

 

Gastos:

Almoço Tambo Colonial (3 pratos + Coca cola): 103 Bs

Bus Copacabana: 35 Bs

Táxi Llampu x Killi Killi: 12 Bs

Táxi Killi Killi x Plaza Murillo: 7 Bs

Museo Coca: 10 Bs

 

 

 

Observações sobre La Paz

 

Foi uma das cidades de que eu mais gostei. As paisagens são lindas, é uma cidade grande que parece pequena, difícil de explicar, achei "aconchegante". Planejo uma próxima viagem descer pro Chile passando pela Bolívia só pra ficar mais em La Paz! Arrependimento meu: não ter feito o DownHill. Não fui programada pra isso pq não tenho muito condicionamento físico, mas pelo que me disseram vc pouco pedala, é só descida. Todos que fazem se amarram, não deixem de fazer! E mesmo que não seja pelo DownHill, tentem visitar Coroico. Não fui, mas disseram maravilhas de lá. Uma vez na rua um garoto boliviano parou pra conversar com a gente e a primeira coisa que ele perguntou foi se já tínhamos ido a Coroico, dizendo que é lindo, a noite de lá é linda, etc etc

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Também estou gostando do relato. Estivemos em La Paz na mesma época, quem sabe não nos "esbarramos" por lá. ::hein:

 

Que bom que você gostou de La Paz, pois eu também gosto D + dessa cidade, com suas cores vibrantes e população bem amável.

 

Na primeira vez que fui a La Paz, também foi um sacrifício achar a Hard Rock, nessa época ela ainda era uma franquia oficial, agora não é mais, e o que existe esta bem caidinho, em plena noite de 31 para 1º ela abriu somente por volta de meia noite.

 

Quanto a lavanderia, apesar de tudo ser barato na Bolívia, acho que você foi extorquida ::grr:: , pois na calle Illampu, bem em frente ao Hostel Copacabana, eu estava pagando 5 bol/kg.

 

Posta umas fotos de sua viagem e parabéns pela trip.

 

Maria Emilia

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Dia 06 - La Paz x Copacabana

 

O ônibus passou no nosso hostel antes das 8 e às 12h estávamos em Copacabana. Antes de chegar passamos no famoso Estrecho de Tiquina, onde o ônibus vai numa balsa e nós atravessamos em barquinhos.

 

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Não tínhamos reservado nenhum local e logo que chegamos vieram nos abordar, oferecendo hospedagem. As meninas que estavam com a gente entraram logo num táxi e acabamos indo na onda (elas já tinham reservado hostel e era perto dos que nos ofereceram). Dica: Não peguem táxi em Copacabana! Foi totalmente desnessário! O cara cobrou 14 Bs e subiu 2 quadras com a gente. Lá é tudo perto, a cidade é pequena. Fora que conforme você vai andando, vc vê que tem mt hostel por lá e então dá pra ir pesquisando. Como tínhamos pegado o táxi e távamos ::grr:: com a nossa burrice, de raiva ficamos naquele Hotel mesmo. hehehe Ficamos no Hotel Utama e recomendo! Estava na média do preço (25 USD), mas dá pra achar mais barato, até pq lá não é hostel. Nosso quarto tinha visão do Lago, tv à cabo, banheiro bem limpinho e o atendimento foi muito bom. O café da manhã é completo (sucrilhos, salada de frutas, ovo, queijo, presunto...) e deixamos nossa bagagem pra ir pra Isla del Sol, tem uma sala só pra isso lá. Quando voltamos, pudemos usar banheiro e ficar no "lounge".

 

Bem, descemos pra fechar o passeio pra Isla del Sol no dia seguinte.

O esquema é o seguinte: você pode

1) fechar ida e volta pro mesmo dia, ou seja, vc vai, passa o dia lá e o barco te pega no fim da tarde. Quando vc vai pro lado norte, por exemplo, o cara fala: passaremos pra pegar às 15h aqui e, pra quem quiser fazer a trilha, passaremos às 16h30 no Sul.

2) comprar só a ida, dormir na Isla e voltar no dia seguinte.

 

Íamos dormir na Isla, então compramos só a ida. Pesquisem em todas as agências, os preços variam. Fechamos com a Lago Tours (tb chamada de Titicaca Tours, nomes bem criativos ::lol4:: ), que estava cobrando 10 Bs pro Lado Sul, 15 Bs pro Lado Norte (saídas 8h30, 10h30, 13h30 e 16h30). Nosso plano era ir pro Norte, dormir lá e de manhã fazer a trilha, voltar do lado sul.

Na mesma agência que compramos o barco, fechamos o ônibus pra Cusco (saídas às 8h30, 13h30, 18h30). Estávamos precisando trocar mais dinheiro e lá a moça fazia câmbio, então aceitou pagarmos em dólar. Outra dica: Façam o possível pra não precisar trocar dinheiro em Copacabana. O câmbio é bem pior que La Paz (trocamos por 6,97 em LP, lá trocamos a 6,80), além de não ter casas de câmbio, só agências e pessoas, o que diminui a segurança e aumenta a dificuldade (os lugares de menos pior cotação não tinham moeda suficiente). Também há muitas opções de agências pra comprar esse bus, assim como pra Puno. Só não recomendo essa (explicarei no dia que tivemos que pegar o bus o porquê)!

 

Com o barco e o ônibus comprados, fomos almoçar. Comemos num restaurante-lanchonete (Turístico, o nome) na rua principal, foi um sanduíche bem gostoso, vinha com salada e batata frita (18 Bs).

 

Tínhamos a intenção de ir ao Cerro Calvário, onde dizem ter uma vista e um pôr-do-sol lindo no Lago. Voltamos pro Hotel pra descansar um pouco antes de ir e começou a chover :( Quando a chuva passou, já eram quase 18h, mas mesmo assim decidimos ir até lá. Nunca tinha lido isso aqui em nenhum relato, então acho que serei a primeira: a subida é árdua, bastante! Subimos a ladeira do Hotel até lá com muita dificuldade pq era bem íngreme (tem outro caminho pelo outro lado, mas tb não é excelente). Tive que parar, sentar no meio fio pra recuperar o fôlego. Quando enfim chegamos na subida mesmo pro Cerro, vimos do que se tratava: nada de escada, não. É um caminho todo de pedras (escorregadias, por sinal), meio "trilha" hehehe Depois de chuva, então. Subimos uma parte, chegamos num Mirante.

 

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Tava meio encoberto, ainda assim a vista é bem bonita. Fiquei imaginando que lá de cima deveria ser lindo mesmo, mas a prudência dizia pra não subirmos: já estava escurecendo, íamos demorar muito pra subir aquilo (parar pra respirar várias vezes...), como tava encoberto não íamos ver o pôr-do-sol e descer aquilo no escuro não ia ser nada bom. Então, se forem, disposição! E vão cedo pra não deixar escurecer muito.

 

Enfim, depois dessa "maratona", descemos pra ver o que tinha de bom lá pelo "Centro" da cidade. Na minha opinião, nada demais. Vimos a Igreja (altar, como sempre, esplendoroso), tava tendo uma feira de rua (bem fedorenta, no sentido literal). Voltamos pra ir comer algo e aí vai outra boa recomendação: comemos uma pizza de pollo muito boa num restaurante também na Av. 6 de Agosto (é a principal). Não lembro o nome ::putz:: , mas é do lado de um de comida mexicana, tem como se fosse um quintal na frente e a parte fechada era meio que num 2º andar... Talvez seja comum, tinha música latino-americana ao vivo (a moça cantou até umas MPBs, mas foi meio difícil de entender a letra por causa do sotaque rs).

 

E pra finalizar o dia: saiam agasalhados à noite (ainda mais os cariocas :lol: ). Lá é mais frio que La Paz por causa da brisa do Lago... Voltamos pro Hotel correndo (quase que literalmente).

 

Gastos:

Balsa - Estrecho de Tiquina: 1,5 Bs

Hotel Utama: 25 USD (quarto matrimonial)

Almoço (2 sandubas, 2 Cocas): 48 Bs

Internet: 12 Bs/hora !! (mas era rápida, pelo menos)

Ônibus p. Cusco: 13 USD

Barco p. Norte Isla: 15 Bs

Janta (Pizza + Coca): 59 Bs

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Dia 07 - Isla del Sol

 

Deixamos a bagagem no Utama e levamos só a mochila de ataque com o que precisaríamos pro dia seguinte. Pegamos o barco às 8h30, chegamos na parte norte às 10h30 (atrasou um pouco no meio do caminho, o trajeto normal é de 1h e meia).

Como eu já tinha dito, nossa intenção era dormir na norte, já que li aqui sobre o lado sul ser mais 'turístico' e o norte mais 'rústico'. Chegando lá, fomos atrás de uma tal Hospedagem do Afonso que li aqui num tópico. Achamos muito bizarra... o banheiro era do lado de fora, parecia de roça. E os quartos eram cheios de terra... Descemos atrás de outra indicação, Hostal Cultural. Ele é quase na "praia", no lugar onde o pessoal acampa. Quase não achamos, pq parecia que estava em obra... bati na porta só pra conferir e de fato me atenderam, mas não tinha vaga. Naquele mesmo lugar, só achamos mais um hostal. Esse eu achei arrumadinho, as camas e o banheiro tavam com um bom aspecto. Por mim, eu ficaria nesse (era 40 Bs o quarto com banheiro), mas houve discordâncias rs. O ambiente é surreal, o Lago é lindíssimo, parece um mar. Esse hostal é bem de frente pro Lago mesmo.

Então, sobre a hospedagem lá: eu acredito que vão aparecer mais hostals pq tinha muita coisa em construção por ali (pelo menos parecia muito!). Se for dormir lá, esqueça o conforto. Lá é tudo administrado pelo povo local, não é mesmo muito "turístico" (não tem nenhum Hotel). Subimos um pouco até o ponto onde tinha um Templo e umas ruínas, mas de lá teríamos que pagar um ticket de 10 Bs e resolvemos descer pra resolver a situação.

 

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"praia" onde o pessoal acampa - no canto direito, nos telhados amarelos, é o Hostal que eu disse

 

Voltamos pro lugar onde chegam os barcos e ficam os restaurantes e sentamos no meio fio, uma cena bem "mochileiros em momento de crise". ::prestessao:: Daí ouvimos umas 10 cabeças falando português e resolvemos perguntar se conheciam algum hostel por ali. Foi a nossa salvação! ::hahaha:: Bom, o pessoal tava vindo do lado Sul de barco. Já estavam hospedados por lá, vieram pra conhecer o lado norte e iriam fazer a trilha naquela tarde. Aceitamos o convite e nos juntamos a eles.

Obs: Eles fecharam um barco pra ir do sul pro norte por 200 Bs (20 pra cada). Quando chegaram, receberam a abordagem tão comentada das cholas exigindo que pagassem, já tiveram que largar 10 Bs lá. Elas fecham o caminho mesmo, não deixam vc passar. Nós chegamos no barco que vem de Copa, não nos cobraram nada.

 

Bom, fora as paisagens não tem muita coisa a se conhecer na Isla. Pagamos um ticket de 10 Bs que dava direito a um museu e umas ruínas. O Museo do Oro é ridículo! Uma saletinha com umas imagens, bem cara de montado pra extorquir dinheiro dos turistas. Até aí tudo bem, pq nossa intenção maior era mesmo aquele Templo lá de cima e o ticket valeria por isso.

Como o templo já era no caminho pra trilha pro lado sul, fomos almoçar primeiro. Comemos a típica truta de frente pro Lago (eu dispensaria pq não sou fã de peixe e pq o restaurante tinha aquele odor de peixe recém-morto, mas lá ou é truta ou é Pringles).

 

Mais ou menos às 14h30 saímos pra trilha. A "praia" onde o pessoal acampa, vale repetir, é muito linda. Muito difícil não dizer que aquilo é um mar. A água é límpida, verdinha... Fiquei com muita vontade de mergulhar, mas o vento é mt frio. Só aquela gringada acostumada que dava uns mergulhos...

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Bom, a porcaria do Templo estava fechado, mas tbm não vimos nada demais por fora; além disso, a muié que tava lá na passagem cobrando não estava mais. Ou seja, o dinheiro do ticket foi pro lixo. Não serve pra nada, não comprem isso.

Outra recomendação: vá, preferencialmente, com uma camiseta por baixo da blusa de manga ou do casaco. No início da trilha o sol castiga! Depois, no alto, faz um frio do caramba.

 

Já na trilha, andamos uns 20 minutos até chegar na Mesa do Sacrifício e nas ruínas incas.

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devia ser chato morar com essa vista!

 

Quando forem sair das ruínas pra seguir a trilha, cuidado pra não se perderem! Estejam com um mapinha que dê uma ideia ou uma bússola... a trilha não tem indicação nenhuma e, concordando com os demais relatos, é difícil encontrar alguém. Nós não encontramos ngm fazendo a trilha em todo o caminho.

A trilha em si é tranquila pq é bem delimitada e tal, mas as subidas na altitude cansam bem. Pra quem tem preparo, tranquilo. Mas a gente fez algumas paradas pra respirar. E é o tempo inteiro subindo e descendo... ou seja, tanto faz ir do norte pro sul ou do sul pro norte, sobe e desce o tempo todo. Mas valeu cada passada (arfante rs) que eu dei, é muito bonito.

 

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Mais ou menos no meio da trilha tem um cara cobrando a passagem. Seriam 5 Bs pra cada, mas como éramos 12, tentamos negociar. O cara ficou meio assim, dizendo que aquilo ele tinha que prestar contas pro governo, mas... como o governo controla quantos passam ali? Meio impossível, né... No fim o cara fez um "3 por 2", passaram 3 pessoas pagando por 2, ele dava só 2 "recibos".

Chegamos no lado sul às 18h30. Ou seja, foram 4 horas de trilha. Nosso grupo se separou, 2 chegaram com meia hora a menos e já li de gente que faz em menos ainda. A gente foi andando sem pressa, parando às vezes, tirando fotos, etc.

 

No lado sul sim, tem outras opções de hospedagem. Nada muito excepcional, mas muito "melhor" que no lado norte. Não conhecemos muito lá pq já chegamos quase de noite, mas é um local bem interessante. O povo é todo descendente de "indígenas", falam a língua deles, cada morador têm sua criação de burros... Ficamos lá num Hostal bem simples, mas bem aconchegante, onde o pessoal já estava antes. O hostal era novinho e só tínhamos nós lá. Disseram as cholas que iam por a placa no dia seguinte e se chamaria Utama. Saindo da trilha, continue andando pra esquerda, daí tem uma descida e o hostal tá à sua esquerda. No quarto compartilhado, sem banheiro, o pessoal pagou 35 Bs. Nós pagamos 80 Bs o privado com banheiro. Esse preço as senhoras fizeram com a condição de jantarmos lá :lol: Aí tinha truta e sopa por uns 20 Bs. A truta tava boa e a sopa não posso opinar pq não gosto mesmo. ::mmm:

 

 

Gastos:

ticket lado norte: 10 Bs

Almoço (2 trutas, Coca dividida pela galera): 44 Bs

Passagem pro lado sul na "treta": 3 Bs

Hostal Utama: 80 Bs (quarto matrimonial, na condição de comer a janta das cholas)

Janta (2 trutas, 1 sopa, 1 Coca): 62 Bs

Editado por Visitante
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