Saí do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos no dia 17/01. Peguei o vôo da LAN AIRLINES com destino a Buenos Aires, aeroporto de EZEIZA (Ministro Pizarini). Em Buenos Aires existem dois aeroportos, este e o Aeroparque, que recebe vôos domésticos e para o Uruguay.
Li em outros tópicos que Buenos Aires estava sendo um lugar difícil para viajar, visto que os portenhos tem tratado muito mal aqueles que lá freqüentam. Decidi ficar apenas dois dias da viagem em Buenos Aires, porém, no hostel que fiquei, quem ficasse acima de 3 dias ganhava um traslado do aeroporto até o local de hospedagem, ou seja, eram mais de 40 km que me custariam 110 pesos argentinos (mais ou menos 80 reais). Decidi fechar três dias para pelo menos ganhar este serviço.
Imaginei também que a rivalidade que a Argentina tem com o Brasil fosse apenas limitado ao futebol e alguns outros casos isolados, porém, não sabia que os argentinos podiam ser pessoas tão estúpidas, como vi com meus próprios olhos nos três dias que fiquei lá. Tiveram momentos que queria dar um murro na cara deles, ou sentar e chorar de vontade de ir embora. Olha que tenho uma paciência e uma tolerância....
Ao chegar no aeroporto de EZEIZA, fui buscar minha mala, que foi quebrada na alça e no pé (apoio). Tudo bem, imaginei que fosse mais um caso isolado. Depois, fui até o local que estava no mapa para pegar o tal do traslado. Perguntei em todos os locais e ninguém sabia do que se tratava. Cheguei até a ligar no número que estava na reserva, mas ninguém atendia. Era um telefone celular e falso. O hostel tinha usado esta jogada de marketing apenas para eu ficar um dia a mais!
Decidi que iria de ônibus para economizar, afinal, a corrida eram 110 pesos argentinos. Fui buscando informações até que me informaram que deveria pegar o ônibus de numero 86 para chegar até o hostel, mas que este só aceitava moeda.
Fui até o Banco de La Nacion para trocar meus reais por pesos e moedas, para agarrar el colectivo. Chegando lá, pela terceira vez tive problemas com os portenhos. Ele quis me roubar 50 centavos de pesos!!! Falei que o troco estava errado, e recebi o que era devido. Foi interessante que ele sabia que estava errado, não tinha sido um engano. Ele quis ganhar o dele (uma ninharia) em cima de um turista. Durante todo o tempo que fiquei na Argentina quiseram me roubar, tirar uma lasquinha, me fazer de bobo. Mal eles lembram que os bobos desta história são eles, que amargam uma crise por falta de um governo adequado.
Peguei o ônibus e consegui chegar ao hostel. Uma dica que dou a vocês é sempre pegar o mapa das cidades que vocês vão no aeroporto. Isto ajuda muito a se localizar, principalmente em locais desconhecidas e com línguas diferentes. Geralmente há sempre quiosques de informações turísticas em aeroportos, rodoviárias etc.
Ao chegar no hostel, informei que não havia traslado. O funcionário não deu a mínima. Não justificou, não tentou entender o problema.... Tive de pagar em Reais o hostel pois não tinha achado uma casa de cambio com uma boa cotação. Eles me pagaram 1,10 e as casas de cambio estavam pagando 1,68. Perdi mais de R$ 140,00 só neste hostel, que inclusive, não recomendo aos outros amigos mochileiros. O nome é HOSTEL OBELISCO, que fica na Calle Corrientes. Na verdade, não indicaria nada de Buenos Aires. Tem lugar muito mais legal para se conhecer com um tratamento melhor que lá.
A noite conheci a Calle Florida e jantei na Galeria Pacifico. São lugares que fui bem atendido e recomendo. Cheguei muito tarde e as lojas estavam fechadas, mas a praça de alimentação estava a todo vapor. Têm restaurantes de todo o tipo por lá e não achei muito caro. Comi em um restaurante mexicano e gastei uns 32 pesos argentinos.
Voltei ao hostel e descansei. As perguntas que fazia à moça do albergue eram sempre respondidas com má educação e ironia. Não fui apenas eu que notei isso, mas os outros brasileiros também.
Enfim, acordei no dia seguinte um pouco tarde, perdi o café da manha no albergue e conheci um grupo de brasileiros, eram uns 7. Tomei café no MC café, na Calle Corrientes e fui com eles dar uma volta e conhecer o que nos esperava em Buenos Aires. Na rua ao lado da Corrientes estava tendo a filmagem de algum filme gringo, estava cheio de gruas e muita gente. Espero que eu tenha saído de figurante..rs
Conhecemos a praça da Casa Rosada e as inúmeras pombas que ficam no local aguardando os turistas jogar milho.
Casa Rosada
Depois, fomos pegar um ônibus para San Telmo, afinal, nosso grupo queria conhecer a feirinha. Demos sinal ao ônibus, que pegou um argentino e nos deixou gritando, chamando e batendo na lateral do ônibus... Foi incrível ver uma coisa daquelas... O ônibus quase nos atropelou e não deixou agente entrar. Depois nós tratamos estes canalhas tão bem aqui no Brasil... Lá no Rio Grande do Sul e Santa Cantarina eles matam, aleijam pessoas sendo imprudentes já que não levam multam por estar em carros argentinos e o Governo Brasileiro não faz nada. Ainda assim nós somos cordiais, receptivos, calorosos e amistosos. Grande falta de vergonha na cara, isso sim.
Fomos a pé mesmo a feirinha, que não tem nada de engraçado, qualquer feirinha em São Paulo dá de dez na feira portenha. Na verdade, tudo que temos em São Paulo é mais bonito que Buenos Aires e o povo é muito mais receptivo e humano.
Amigos Brasileiros
Enfim, uma parte do grupo se separou, uns foram ao Rio Tigre e outros foram a Plaza Itália, passando pelo meio de uma apresentação do Rally Dakar que estava tendo por lá. Passamos direto e fomos almoçar no Mc Donalds. Mais uma vez recebemos um atendimento péssimo. O gerente da loja ria da nossa cara e fazia brincadeiras de mal gosto. Fiz que não estava entendendo nada. Conhecemos também Caminito e La Boca, que não vi graça nenhuma.
A tarde demos mais algumas voltas pela cidade, voltamos ao hostel e saímos novamente a noite. Fomos de novo ao Mc Donalds. É importante lembrar que fomos tanto à esta lanchonete por falta de opção, afinal, todos nos tratavam muito mal e no Mc Donald’s não tínhamos de interagir com argentinos, pois não há garçons.
No dia seguinte, fomos conhecer o Puerto Madero. Quando cheguei ao local não vi graça nenhuma... Um monte de barcos estacionados, uma ponte que vira de lado e um monte de portenhos esquisitos. De lá fomos a secretaria da comunicação, um prédio muito bonito e voltamos ao albergue. Encontramos um brasileiro e fomos almoçar em um restaurante sem nome na Calle Paraguai. Fomos bem atendidos pela garçonete. (Que estranho!? – Mal sabíamos que ela era uruguaia).
Enfim, fomos novamente a Plaza Itália e demos uma volta por Palermo. Fomos de metro, que por sinal é mal organizado, mal ventilado e mal iluminado. A estação mais chinfrim do nosso metro dá de dez no metro deles. Somos mais bem organizados, limpos e educados.
Metrô arcaico e decadente
Nossos passeios em Buenos Aires se limitavam a esperar nosso retorno. Chegou um momento que não agüentávamos mais ficar lá. Nos restaurantes, no Mc Donalds, no Carrefour, no ônibus, nas ruas éramos tratados como cachorros.
Quando chegou o dia tão esperado de ir ao Uruguay, meus olhos brilhavam. Saí bem cedo e fui ao aeroparque de metro, até Palermo e caminhei um pouco e peguei um táxi até lá, que me custaram 30 pesos. Cuidado com os táxis, que eles dão troco em notas falsas, ajudam você a pegar a mala e saem sem te dar o troco, além do usual passeio pelos caminhos mais longes.
Chegando no aeroporto me cobraram 76 pesos argentinos só para despachar minha mala. Ninguém me informou que se tivesse feito o check-in online na flypluna.com estaria livre desta taxa. Ah, outra observação: Nunca deixe nada de valor em suas malas. Um amigo deixou mais de R$ 1.500,00 e foi roubado pelas pessoas do aeroporto. Ele deixou este valor enrolado em um saquinho dentro de todas as roupas, mas o funcionário do raio x detectou e roubou tudo. Cuidado também com maquinas digitais e coisas do gênero. Lembre-se que a Argentina está em crise, qualquer coisa de valor é importante para eles.
Chegando ao aeroporto de Punta Del Este as coisas foram bastante diferentes. Um lugar muito legal, pessoas educadas e prestativas. Peguei um van até o HOSTEL PUNTA DEL ESTE, que recomendo mesmo. Fica na Calle 25 com a 24. O atendimento muito bem, pessoas simpáticas. O único problema é que em Punta Del Este tem muito argentino.
Estava com tanta raiva de argentino que eu comecei a ficar estúpido. Tinha incorporado o jeito deles. Quando um deles me parou na rua para pedir informação virei as costas e fui embora.. Tinha ferrado um argentino! Que ótimo! No meu placar estava 1 x 100
Punta Del este é um lugar maravilhoso. O pessoal do hostel foi muito educado e deu várias dicas legais. Se tivesse ficado mais tempo teria conhecido muitas coisas. Á Oeste da península tem a Casa Pueblo, com o seu senhor por do sol, Punta Ballena, tem as praias mais reservadas (Chiuaua por exemplo, inclusive você pode praticar o naturismo) e a leste tem a ponte de Maldonado, as praias mais freqüentadas e badaladas. Em Punta há uma avenida principal que chama Av Gorlero, lá tem muitos bares e restaurantes bons. Eu apostei em um Chivito no almoço, que gostei muito. É um tipo de um x-tudo com presunto, queijo, batata frita e salada. Custou uns 440 pesos uruguaios. Rio quando lembro o que perguntei à garçonete: “¿Lechuga es alface?”.
Praia em Punta Del Este: Areia grossa
A tarde caminhei pelas ramblas, fiquei um tempo na praia e a noite dei uma volta pela Gorleiro. Vale a pena alugar uma bike e ir de um lado a outro conhecendo as ramblas e seus atrativos. Tem o porto, do lado agitado, tem a estátua da mão que sai da areia. Ah, as praias enchem a partir das seis horas da tarde... de... argentinos...
A tarde fui para Montevidéu em um ônibus da COT. Peguei ele no terminal de ônibus que fica próximo do final da Av Gorlero, a leste. Ônibus com ar condicionado, tudo tranqüilo. Desci no terminal Três Cruces e peguei um ônibus para Ciudad Vieja.
Nesta etapa do campeonato, comecei a me encantar com o povo uruguaio. Tinha sido bem atendido todas as vezes que perguntei algo na rua. O pessoal te ajuda muito com localizações, ônibus. Estava precisando achar um caixa eletrônico da Visa, e um senhor foi muito educado, até me conduziu ao banco e mostrou que lá aceitava Visa. Depois perguntou se tinha dado tudo certo. Ele tinha parado de ler o jornal para me ajudar.
Outra dica é levar um cartão que chama VISA TRAVEL MONEY. Você carrega um valor em dólar e saca em moeda local nestes caixas eletrônicos. Quebra um galhão e alguém aqui do Brasil pode te depositar o dinheiro via procuração (Não esqueça de deixa-la assinada antes de viajar). Vá a alguma casa de cambio e se informe direitinho. Fui a ACTION CAMBIO, www.actioncambio.com.br
Lembre-se que os hostels só aceitam dinheiro e recomendo pagar na moeda do país, por que eles jogam a cotação lá embaixo. Leve dinheiro, cartão de credito e o Visa Travel Money.
Em Montevideo, fui ao Mc café quando cheguei para matar a “hambre”(fome) que estava insuportável. Caminhei nas Ramblas e voltei ao albergue a noite.
Pôr-do-Sol na Rambla de Montevideo
Na manha seguinte, solicitei ao hostel um city tour, que me custou 30 dólares americanos. Conhecemos os principais pontos turísticos, que até esqueci o nome pois são muitos. O que lembro de interessante é que Montevideo é o nome que vinha escrito nas cartas de navegações, MONTE VI DE L A O, ou seja, o sexto monte de leste a oeste.
O Uruguay é também o único pais da América do Sul que não tem cultura indígena. A taxa de analfabetismo é de 1,5%. Pareceu-me um lugar bonito e tranqüilo para se morar.
O hostel que fiquei foi o CHE LAGARTO, na Plaza da Independência. Recomendo. Um atendimento excelente, pessoal disposto a te ajudar.
No Uruguay, é impossível não ir no Mercado Del Puerto. Coma uma deliciosa Parillada. Você vai gastar mais ou menos uns 275 pesos uruguaios.
Deixe para comprar o souvenirs na 18 de Julio, que é muito mais barato. Pesquise bem antes de comprar, afinal, os preços variam bastante e você tem a opção de negociar.
Recomendo também o restaurante EL FACAL (indicação da Georgina, a recepcionista do albergue). Comida boa, bom atendimento e barato. Gastei uns 300 pesos uruguaios.
Não recomendo o restaurante PLAZA BAR, na Plaza da Independência. Fui mal atendido e gastei 440 pesos.
Vá também ao Estádio Penarol, na praia Pocitos, uma deliciosa praia e a água não é gelada! Fui ao shopping Punta Carretas e também gostei muito.
Enfim, estas são minhas dicas para uma visita ao Uruguai. Da próxima vez quero conhecer Colônia Del sacramento, que não pude ir desta vez. Lembre-se do que eu disse: Não vale a pena conhecer Buenos Aires. Não gaste dinheiro para ser maltratado.
Passagens Aéreas
Passagem aérea LAN Guarulhos (São Paulo) – Ezeiza (Buenos Aires) – R$ 780,00
Passagem aérea PLUNA Aeroparque (Buenos Aires) – Punta del Este - R$ 225,47
Passagem aérea PLUNA Carrasco (Montevideo) – Guraulhos (São Paulo) – R$ 770,00
17/01 - AR$ 4 Gel de Cabelo
17/01 - AR$ 6 Água Mineral
17/01 - AR$ 10 Cartão telefônico
17/01 - AR$ 29 Janta Barbacoa (Restaurante Mexicano)
17/01 - R$ 275,00 Hostel Obelisco (Perda de R$ 140,00 no câmbio)
17/01 - AR$ 2 Ônibus Aeroporto - Hostel
Total diário - R$ 326,00
18/01 - AR$ 2 ônibus
18/01 - AR$ 6 água
18/01 - AR$ 1,5 Metrô
18/01 - AR$ 7 Esfihas Av. Corrientes
Total diário - R$ 12,00
19/01 - $U 47,00 Agulha + Álcool
19/01 - $U 380,00 Almoço Av. Gorlero
19/01 - $U 50,00 Cartão Telefônico
19/01 - $U 575,00 Hostel Punta Del Este
19/01 - AR$ 50,00 Traslado Aeroporto Punta Del Este – Hostel
19/01 - AR$ 30,00 Táxi Aeroparque - Palermo
19/01 - AR$ 27,76 Taxa de embarque Aeroparque
19/01 - AR$ 1,5 Metrô
19/01 - $U 50,00 Agua Mineral
19/01 - $U 50,00 Cartão Telefônico
Total diário - R$ 245,20
20/01 - R$ 165,00 Hostel Che Lagarto
20/01 - R$ 30 Buque Bus (Posteriomente Cancelado)
20/01 - $U 270,00 ônibus COT Punta Del Este – Montevideo
Total diário - R$ 225,00
21/01 - $U 440,00 Almoço Plaza Bar
21/01 - $U 90,00 Café Mc Donald’s
21/01 - $U 25,00 Cartão Telefônico
Total diário - R$ 68,00
22/01 - $U 275,00 La Chacra Del Puerto – Parrilada Mercado de Puerto
22/01 - $U 195,00 Restaurante El Fogon – Janta – Shop. Punta Carretas
22/01 - $U 125,00 Un Perro fora de série – Cinema – Shop. Punta Carretas
22/01 - $U 85,00 Suco de Moranço – Heladerias Fredo
22/01 – U$$ 30,00 City tour Montevideo
22/01 - $U 14,00 ônibus para Pocitos
22/01 - $U 14,00 ônibus para Cuidad Vieja
22/01 - $U 14,00 ônibus para Shop. Punta Carretas
22/01 - $U 14,00 ônibus para Cuidad Vieja
Total diário - R$ 148,80
23/01 - $U 100,00 Café Aeropuerto Carrasco – Puerto Vanilla
23/01 – U$$ 32,00 Taxa de embarque Aeroporto Carrasco
23/01 - $U 30,00 + 18,00 ônibus a Aeroporto Carrasco
23/01 - $U 380,00 Almoço El Facal (en efectivo)
23/01 - $U 30,00 Sabonete Farmácia
23/01 - $U 80,00 Boné Uruguay
23/01 - $U 200,00 Camiseta Uruguay
23/01 - $U 25,00 Alfajor Aeroporto
Total diário - R$ 166,30
Gasto total da viagem - R$ 2.966,77






Resumo