Fui a Mongólia no verão, Julho, que é a melhor época por estar mais aquecido, mas por outro lado era alta temporada. E eu pretendia ir de trem pela transmongolia, que saia de Beijing.
Para não correr riscos, 1 mês antes entrei em contato com uma agencia de viagens em Beijing que fazia reserva de passagem de trem, recomendado pelo viajantes. A agencia me fez a reserva e eu tive que fazer a transferência de dinheiro do banco de outra cidade chinesa que eu estava. Os chineses são burocráticos, pediram passaporte,etc, etc , além do cara não falar nada em inglês e não fazer questão de te atender.
Feita a reserva, quando cheguei em Beijing peguei minhas passagens na agencia. O ticket custou cerca de 150 dolares ( primeria classe, cabine)
O visto eu tinha tirado no Brasil mesmo, pois o visto para lá é como para a Rússia, precisa de datas de entrada e saída e eu tinha uma noção da datas. Coloquei um parâmetro bastante grande. Porem eu não contava com um detalhe. Eu troquei o passaporte por um novo e o visto estava no antigo. Quando cheguei a fronteira da Mongólia, a 1h da manha, o fiscal me diz que meu visto não valia mais. Quase morri, mas eles me deram a opção de emitir outro por 3 dolares (ainda bem). Na china eles não emitem vistos pra estrangeiros somente para os chineses. Fora a china outro lugar para se consegui visto, só na Rússia ou Ásia central e agora pelo Brasil.
A viagem de trem levou 30 horas e o mais interessante é que enquanto vc espera seu passaporte na imigração, o trem vai embora, com todas as bagagens. E vc pensa que foi deixado pra trás. Mas na verdade eles foram trocar as rodas do trem, pois por algum motivo o sistema mongol é diferente do chinês e as rodas não servem para os trilhos mongóis.
O trem chega de manha cedo e eu havia feito reserva no UB guesthouse, e eles ficam te esperando.
Ulan Batour é pequena, mas com um estilo soviético, quadrado, meio cinza. O próprio hostel pode te organizar as viagens de jeep pela Mongólia. Eu me juntei com 2 garotas coreanas e fechamos uma viagem de 8 dias. Na verdade eram 9 dias, mas eu estava com a passagem de volta já marcada, então o ultimo dia eu não terminaria com elas, mas era um trecho sem muita coisa. O jeep, mais motorista, gasolina, pernoite em yurts ( tendas nômades) comida nos locais ( exceção do almoço que levamos) saiu tudo 750 dolares, dividido por 3, cada uma pagou 250 dolares.
O trecho foi de UB para Karakhorum, White Lake, Moron, Hovsgol lake e retorno para Moron e UB. A volta eu parei em Moron e de lá peguei um vôo para UB para dar tempo de pegar meu outro vôo para Beijing.
Quase não há transporte publico, então a locomoção de ônibus era difícil. Ouvi dizer que existiam,mas eram irregulares. Além do que não há muitas estradas lá, nem de terra. Nem sei como o motorista sabia pra onde estava indo.
Se der leve compre frutas em UB, pois no resto do caminho não há. A dieta básica deles é carne, batata e cenoura. As vezes macarrão e arroz. Não há verduras. Para o almoço sempre levávamos macarrão instantâneo em copos, pois tínhamos uma garrafa térmica.
Bom ter um bom sleeping bag, para temperaturas baixas. Eu acabei alugando um no hostel. Vc vai usar para dormir.
Não espere muito conforto. O turismo na Mongólia é novo e as pessoas ainda são nômades, vivendo em tendas. Os pernoites são no mesmo estilo e o banheiro é uma cabaninha, com um buraco do lado de fora, no escuro. Leve Lanterna. Chuveiro só de água fria ( se tiver), mas vc pode ir a um publico em Moron, com água quente ( depois de alguns dias, aquilo é ótimo). Em Hovsgol, alguns tem chuveiro de água quente, aquecido com lenha. Mas é limitado. Internet esquece. Em Moron e UB são os únicos lugares que tem.
Na região dos lagos, há varias atividades, como trekking e cavalgadas. Ou simplesmente ficar de pernas pro ar. Vale a pena assistir a uma apresentação de musica folclórica, famosa pelo som gutural mongol.
A Mongólia é um país onde a maior de suas estações é o inverno, com somente 2 meses de verão, quando vários festivais acontecem e hordas de turistas vêm visitar o país. Fora do verão é quase impossível viajar por ali, devido ao frio e a neve mais ao norte. Os mongóis são um povo muito hospitaleiro, por conta do clima, pois eles dependem da ajuda do próximo, caso algo aconteça.
Eles vivem basicamente do pastoreio de renas e yaks, pois as terras quase não produzem alimentos, sendo a maioria importada. A alimentação básica se resume a carne, algumas raízes e leite. Hoje, os que podem, compram arroz, macarrão e alguns legumes.
Ouvi estórias de que alguns viajantes mal intencionados, que dizendo querer conhecer a cultura mais a fundo estão se aproveitando da hospitalidade dos nômades, ficando em suas tendas e comendo de sua comida, sem dar nada em troca. Os nômades são pessoas simples que tem pouco para si e o pouco que tem dividem com os visitantes, pois faz parte de sua cultura tratar bem a quem bate a sua porta. Porém este tipo de coisa pode fazer com eles se tornem desconfiados e passem a tratar mal pessoas que realmente necessitem de ajuda ou somente queiram um abrigo. O ideal seria levar sua própria comida ou dar o equivalente em dinheiro à família que ofereceu abrigo. No nosso caso, eram lugares específicos para turistas e estávamos pagando o preço por pernoitar, inclusive a comida.
Fui a Mongólia no verão, Julho, que é a melhor época por estar mais aquecido, mas por outro lado era alta temporada. E eu pretendia ir de trem pela transmongolia, que saia de Beijing.
Para não correr riscos, 1 mês antes entrei em contato com uma agencia de viagens em Beijing que fazia reserva de passagem de trem, recomendado pelo viajantes. A agencia me fez a reserva e eu tive que fazer a transferência de dinheiro do banco de outra cidade chinesa que eu estava. Os chineses são burocráticos, pediram passaporte,etc, etc , além do cara não falar nada em inglês e não fazer questão de te atender.
Feita a reserva, quando cheguei em Beijing peguei minhas passagens na agencia. O ticket custou cerca de 150 dolares ( primeria classe, cabine)
O visto eu tinha tirado no Brasil mesmo, pois o visto para lá é como para a Rússia, precisa de datas de entrada e saída e eu tinha uma noção da datas. Coloquei um parâmetro bastante grande. Porem eu não contava com um detalhe. Eu troquei o passaporte por um novo e o visto estava no antigo. Quando cheguei a fronteira da Mongólia, a 1h da manha, o fiscal me diz que meu visto não valia mais. Quase morri, mas eles me deram a opção de emitir outro por 3 dolares (ainda bem). Na china eles não emitem vistos pra estrangeiros somente para os chineses. Fora a china outro lugar para se consegui visto, só na Rússia ou Ásia central e agora pelo Brasil.
A viagem de trem levou 30 horas e o mais interessante é que enquanto vc espera seu passaporte na imigração, o trem vai embora, com todas as bagagens. E vc pensa que foi deixado pra trás. Mas na verdade eles foram trocar as rodas do trem, pois por algum motivo o sistema mongol é diferente do chinês e as rodas não servem para os trilhos mongóis.
O trem chega de manha cedo e eu havia feito reserva no UB guesthouse, e eles ficam te esperando.
Ulan Batour é pequena, mas com um estilo soviético, quadrado, meio cinza. O próprio hostel pode te organizar as viagens de jeep pela Mongólia. Eu me juntei com 2 garotas coreanas e fechamos uma viagem de 8 dias. Na verdade eram 9 dias, mas eu estava com a passagem de volta já marcada, então o ultimo dia eu não terminaria com elas, mas era um trecho sem muita coisa. O jeep, mais motorista, gasolina, pernoite em yurts ( tendas nômades) comida nos locais ( exceção do almoço que levamos) saiu tudo 750 dolares, dividido por 3, cada uma pagou 250 dolares.
O trecho foi de UB para Karakhorum, White Lake, Moron, Hovsgol lake e retorno para Moron e UB. A volta eu parei em Moron e de lá peguei um vôo para UB para dar tempo de pegar meu outro vôo para Beijing.
Quase não há transporte publico, então a locomoção de ônibus era difícil. Ouvi dizer que existiam,mas eram irregulares. Além do que não há muitas estradas lá, nem de terra. Nem sei como o motorista sabia pra onde estava indo.
Se der leve compre frutas em UB, pois no resto do caminho não há. A dieta básica deles é carne, batata e cenoura. As vezes macarrão e arroz. Não há verduras. Para o almoço sempre levávamos macarrão instantâneo em copos, pois tínhamos uma garrafa térmica.
Bom ter um bom sleeping bag, para temperaturas baixas. Eu acabei alugando um no hostel. Vc vai usar para dormir.
Não espere muito conforto. O turismo na Mongólia é novo e as pessoas ainda são nômades, vivendo em tendas. Os pernoites são no mesmo estilo e o banheiro é uma cabaninha, com um buraco do lado de fora, no escuro. Leve Lanterna. Chuveiro só de água fria ( se tiver), mas vc pode ir a um publico em Moron, com água quente ( depois de alguns dias, aquilo é ótimo). Em Hovsgol, alguns tem chuveiro de água quente, aquecido com lenha. Mas é limitado. Internet esquece. Em Moron e UB são os únicos lugares que tem.
Na região dos lagos, há varias atividades, como trekking e cavalgadas. Ou simplesmente ficar de pernas pro ar. Vale a pena assistir a uma apresentação de musica folclórica, famosa pelo som gutural mongol.
A Mongólia é um país onde a maior de suas estações é o inverno, com somente 2 meses de verão, quando vários festivais acontecem e hordas de turistas vêm visitar o país. Fora do verão é quase impossível viajar por ali, devido ao frio e a neve mais ao norte. Os mongóis são um povo muito hospitaleiro, por conta do clima, pois eles dependem da ajuda do próximo, caso algo aconteça.
Eles vivem basicamente do pastoreio de renas e yaks, pois as terras quase não produzem alimentos, sendo a maioria importada. A alimentação básica se resume a carne, algumas raízes e leite. Hoje, os que podem, compram arroz, macarrão e alguns legumes.
Ouvi estórias de que alguns viajantes mal intencionados, que dizendo querer conhecer a cultura mais a fundo estão se aproveitando da hospitalidade dos nômades, ficando em suas tendas e comendo de sua comida, sem dar nada em troca. Os nômades são pessoas simples que tem pouco para si e o pouco que tem dividem com os visitantes, pois faz parte de sua cultura tratar bem a quem bate a sua porta. Porém este tipo de coisa pode fazer com eles se tornem desconfiados e passem a tratar mal pessoas que realmente necessitem de ajuda ou somente queiram um abrigo. O ideal seria levar sua própria comida ou dar o equivalente em dinheiro à família que ofereceu abrigo. No nosso caso, eram lugares específicos para turistas e estávamos pagando o preço por pernoitar, inclusive a comida.
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