Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul

#1003245 por laisbarbalho
17 Set 2014, 16:28
Eltom Roberti escreveu:Showw!

Acompanhando o relato, partimos dia 15 de novembro com roteiro igual ao que vocês abandonaram ::lol4::

se puder passar o que tinham para esse pobre roteiro que ficou abandonado agradeço!


Eltom,

to anexando nossa planilha de gastos estimada praquele primeiro roteiro, acho que dá pra ter uma idéia!

Qualquer dúvida, é só perguntar ;)

Planilha de Custos
(52.5 KiB) Baixado 127 vezes
#1003403 por ricardoruri
18 Set 2014, 09:05
Bom Dia, Lais, estava dando uma olhada em sua planilha, bem bacana e detalhada, mais achei que gastaram tão pouco... rs Eu irei agora em janeiro, e nem pretendia passar pelo Peru/Cusco?Machu Pichu e afins e estava pensando em levar $1.000,00 doletas, fora passagem de ida e volta dentro do Brasil ... esses valores que vc colocou em sua planilha é somente referente a uma pessoa ou ao casal ? Obrigado
#1003504 por laisbarbalho
18 Set 2014, 12:29
ricardoruri escreveu:Bom Dia, Lais, estava dando uma olhada em sua planilha, bem bacana e detalhada, mais achei que gastaram tão pouco... rs Eu irei agora em janeiro, e nem pretendia passar pelo Peru/Cusco?Machu Pichu e afins e estava pensando em levar $1.000,00 doletas, fora passagem de ida e volta dentro do Brasil ... esses valores que vc colocou em sua planilha é somente referente a uma pessoa ou ao casal ? Obrigado


Ricardo, nossa intenção era gastar bem pouco mesmo!

Os valores são por pessoa, a meta era cada uma gasta 1.000 dólares, a única coisa que não entrou nessa conta foi a passagem Rio x Campo Grande x Corumbá e Corumbá x Rio.

Dá pra viajar com esse valor tranquilo, mas nós não fomos com a ideia e comprar muitas coisas. O lugar mais caro é o Chile, incrível como gastamos muito dinheiro no pouco tempo lá!

E se possível leve o dinheiro todo em espécie, quem não levou se arrependeu!
#1003526 por laisbarbalho
18 Set 2014, 13:35
O relógio despertou antes das 5 da manhã, e eu não tinha coragem de me mexer. Eu sentia frio como nunca senti! Tomei coragem e levantei da cama não sei como, e comecei a perturbar o resto do pessoal pra levantar também. O nosso guia tinha dito que hoje não podíamos nos atrasar, senão não daria tempo de visitar tudo, deixar a gente na fronteira pra pegar o transfer pro Atacama e voltar pra Uyuni, porque o Jason e a Mad iam voltar.

Já tinha deixado tudo organizado na noite anterior, e já dormi com a roupa que ia sair também, Foi só colocar a bota, tomar café e escovar os dentes ::hãã2::

Depois que terminamos o café nosso guia começou a chamar pra levarmos as coisas pro carro, fui carregar minha mochila pra fora, e quando saí tive uma surpresa: que céu era aquele!!! Tava um frio do cacete, mas eu poderia ficar horas ali contemplando aquele céu. Colocamos as nossas coisas no carro e, milagre: conseguimos sair na hora pela primeira vez ::lol4:: . E ainda fomos os primeiros a sair!

A primeira parada foram os Geysers... tava escuro ainda, e frio. É legal, faz barulho, o cheiro não é muito bom, mas eu só queria tirar foto e voltar pra dentro do carro pra ficar quentinha, e foi exatamente o que eu fiz! O pessoal não demorou muito e logo estava todo mundo dentro do carro, nem usamos o tempo todo que o guia nos deu! Fomos pra segunda parada, as águas termais... mais uma vez, muito frio! Sim, eu sei que as águas termais são quentinhas e tal, mas acho que ainda tava algo perto de -10 do lado de fora... não tive coragem de tirar a roupa pra entrar ali não!

G2301991 2.JPG
Geysers


Do nosso grupo só quem entrou foram o Jason e a Mad, nós voltamos pro carro e ficamos lá batendo papo pro tempo passar (e pra se proteger um pouco do frio). A próxima parada era a laguna verde, mas ela estava congelada! E quando saímos do carro estava "nevando" (nunca vi neve, mas sei que tava caindo uns floquinhos congelados do céu que não eram nada legais, sério, o vento já era gelado o suficiente, e aquele gelo caindo em cima de você não ajudava em nada).

G2452107 2.JPG
Laguna Verde


G2362034 2.JPG
Águas termais


Dali fomos em direção a fronteira, pra pegar o transfer pro Atacama. E foi aí que começou o maior perrengue da viagem! A fronteira nada mais é que uma casinha no meio do nada. Não tem nada ali, sério... Assim que chegamos, pouco antes das 10 da manhã, já tinham vários carros parados. Descemos e fomos lá na casinha carimbar os passaportes, o rapaz da fronteira pediu pra gente voltar pro carro e aguardar. Voltamos sem entender nada. O outro carro chegou, ficamos todos lá esperando, e nosso guia disse que tinha que voltar, pois ainda tinha mais 8 horas de viagem até Uyuni e se ficasse esperando não ia dar tempo de levar o Jason e a Mad de volta. Pegamos nossas coisas e saímos do carro, fomos lá pra perto da casinha da imigração. Tava frio, muito, muito, muito frio! Acho que nós fomos uns dos primeiros a sermos abandonados pelo guia! ::mmm: E foi aí que descobrimos o que estava acontecendo: o chile fechou a fronteira dizendo que tinha neve na estrada e os ônibus não podiam passar. A "casinha" de imigração de Chile fica não sei quantos quilômetros, e tem uma estrada que liga a Bolívia ao Chile. Mas o pessoal da Bolivia só carimba a saída do seu passaporte depois que os ônibus do Chile chegam, pra ter certeza que você vai conseguir atravessar. Só que nesse dia nada de ônibus, o Chile tava de pirraça, dizendo que tinha neve na estrada, era perigoso. O rapaz que trabalha na fronteira da Bolivia pegou o carro, foi até a fronteira do Chile pra dizer que a estrada estava tranquila, não tinha neve, e voltou com a notícia de que meio dia eles iam mandar os ônibus. Enquanto isso ficamos lá no frio esperando. Deu meio dia, nada de ônibus, e a gente lá no meio do nada, sem lugar pra comer, ir ao banheiro, e sem carro. Num determinado momento fui pro carro do pessoal, porque a garganta e o nariz já estavam queimando com o ar gelado. Os outros continuaram lá fora, tentando consegui qualquer informação sobre que horas íamos sair dali.

G2512156 2.JPG
Chegando na fronteira


O tempo foi passando, começou a nevar e aí eu pensei "fudeu, hoje que a gente não sai daqui"... Já começamos a pensar em alternativas, passar a noite em algum alojamento, o carro que ficou teria que dar 2 viagens pra levar todo mundo, o desespero foi batendo. Em determinado horário surgiu um ônibus, foi a maior correria, um pessoal embarcou, e nós ficamos lá. Quando eram quase 4 da tarde, começaram a surgir umas vans. Eles pegavam um pessoal, levavam na fronteira e voltavam, e aí começou a correria pra carimbar o passaporte e embarcar! Corremos todos pra salinha, o cara resolveu cobrar 15bol por pessoa pra carimbar a saída, como tudo o que a gente queria era chegar no Atacama, pagamos e fomos procurar uma van ::vapapu:: ... Foi difícil conseguir uma, todas já estavam cheias, os guias que ainda estavam ali já estavam reservando os lugares pro pessoal que estava no carro deles, mas o guia do outro carro começou a conversar com um motorista da van, falamos que éramos 11, ía todo mundo junto, jogamos as mochilas dentro e enfim conseguimos sair dali! Nem o papel do transfer a gente entregou, tamanho era o desespero pra sair dali!

DSCN1903.JPG
Felicidade define esse momento!


Quando pegamos a estrada, deu a maior raiva do Chile! A estrada era toda asfaltada, e não tinha nem um pingo de neve, tava até sol! Chegando no Chile entramos numa fila, primeiro só com o passaporte, depois pegamos as mochilas pra passar no raio-x. Não pode entrar com frutas, nenhum tipo de alimento in natura. A Jess estava com uma cerveja e o Anderson com nossa tequila, mas isso passou sem problemas, só perguntaram o que era. Nenhum de nós teve que abrir a mochila, mas tinha um pessoal lá no chão e num salinha estranha, dizem que os chilenos são bem rígidos.

Eu nunca fiquei tão feliz de chegar numa cidade, sério! O van deixa a gente meio "fora" da cidade, fomos andando começar a procurar um lugar pra ficar. A Yanna já tinha reservado um hostel, mas não tinha lugar pra todo mundo, começamos a difícil missão de achar um hostel que tivesse vagas pra 10 pessoas. Decidimos então dividir, as meninas ficariam em um e os meninos em outros. Nós ficamos no Matty, que fica na Calle Toconao, 459. Recomendo muitíssimo! O senhor que trabalha lá, Hector, é um fofo! Tirou uma pessoa do quarto e colocou em outro só pra que ficássemos nós 5 num quarto, quando a internet não fucnionou ele reiniciou o roteador, falou que se a gente não tomasse banho junto o chuveiro ficava mais quente, foi MEGA atencioso. Deu até uma pesquisada no preço do câmbio pra gente! Pagamos 8 mil pesos por pessoa no quarto.

Colocamos os telefones pra carregar, fomos tomar banho e combinamos de encontrar os meninos pra trocar o dinheiro e sair pra comer, já que passamos o dia inteiro sem comer praticamente nada, só umas pringles que tinha na mochila! O câmbio foi 1USD = 572 pesos chilenos.

IMG_20140809_090458486.jpg
Carregando os telefones depois de dias no deserto


San Pedro do Atacama lembra uma cidadezinha de velho oeste, mas é completamente voltada pro turismo. Não é grande, e tudo o que você vê são restaurantes, hostels e agências de viagens! E tem uma quantidade absurda de brasileiros! E cachorros...rs

No nosso hostel tinha um grupo de brasileiros com uma camisa personalizada do mochilão deles, e como estavam num quarto perto da gente foram carinhosamente apelidados de "vizinhos".

Os meninos nos encontraram na frente do hostel e perguntamos ao Hector se ele indicava algum lugar pra gente jantar, e ele indicou o Barros. Rodamos um pouco até, chegar lá, e o lugar realmente parecia muito bom, estava lotado, tinha até fila na porta! Só que como estávamos com muita fome, decidimos não esperar, e paramos em outro que tinha na mesma rua, o Ckunna, e estava bem mais vazio. Pegamos um lugar do lado de fora, de noite a temperatura caiu um pouco e começou a esfriar, mas tinha uma fogueira na parte aberta, e tinha música ao vivo também. Comer no Atacama é bem caro, pedi uma lasagna que custava 9 mil pesos, se não me engano. A comida era muito boa, super recomendo também! Ficamos por lá comendo e escutando música, mas todo mundo estava cansado de ter acordado cedo e do longo dia, então não demoramos muito pra voltar pro hostel. Combinamos de acordar cedo no outro dia, pra ir na rodoviária comprar a passagem pra Arica!

DSCN1906.JPG
Ckunna
#1003579 por laisbarbalho
18 Set 2014, 14:57
ricardoruri escreveu:kkkkk Desculpe, mais é que esta muito maneiro ... acompanhando ao vivo! Vlw


Eu sei como é, ficava super ansiosa esperando os relatos antes de viajar! Mas dá trabalho escrever, aí eu fico mandando mensagem pro pessoal do grupo pra perguntar os detalhes que eu não lembro, selecionar fotos...rs
#1004889 por laisbarbalho
22 Set 2014, 15:00
Dormir numa cama confortável sem estar morrendo de frio foi ótimo! Dormi super bem, acordamos e fomos procurar os meninos pra ir na rodoviária comprar a passagem.

Chegamos no hostel deles e eles ainda estavam terminando de ser arrumar (homens! nesse mochilão constatamos que as mulheres sempre se arrumam mais rápido!), fomos andando pra rodoviária, ela fica meio que fora da cidade, você anda um pedacinho até chegar lá. Fomos na empresa TurBus, é um guichê que fica bem no fundo da rodoviária, o sistema deles funciona igual passagem de avião, as primeiras custam mais barato, e vai encarecendo conforme vão vendendo. O Pedro, do outro grupo, conseguiu comprar a passagem dele por 10 mil pesos, quando chegamos lá e pedimos 10 passagens, o rapaz falou que tinha 4 passagens mais baratas (acho que 15 mil pesos) e 6 passagens mais caras (por volta de 18 mil pesos). Resolvemos somar o valor das 10 e dividir, assim todo mundo pagaria o mesmo valor. Passagens compradas, fomos tomar café da manhã. Bem do lado na rodoviária tinha um "café" chamado La Picá Del Perron, paramos ali, mas quando começamos a fazer os pedidos o cara não tinha nada! Só tinha uma meia dúzia de empanadas, chá e suco de laranja... acabamos desistindo e voltamos pra cidade pra procurar outro lugar.

Perron.JPG
La Picá del Perron


Algumas pessoas queriam fazer o passeio pro Vale de la Luna e Vale de la Muerte, enquanto eles viam os preços nas agências nós fomos olhando e achamos um lugar super legal pra tomar café, o O2 Salon de Té, fica na Calle Caracoles, ele tem vários combos pro café da manhã, que incluíam café ou chá, suco de laranja, pão, ovo mexido, os preços variavam entre 2 e 4 mil pesos, dependendo da combinação. Cada um pediu uma coisa diferente, e todo mundo gostou bastante. O ambiente era bem legal, na frente parecia pequeno, mas eles tem um salão com um sofá e várias mesas na parte de trás que é super gostoso.

O2.JPG
O2 Salon de Té - Sofa


Salon de Té.JPG
Um dos melhores café da manhã!


Depois de tomar café, voltamos pro hostel e aqui o pessoal se separou. Um grupo foi fazer o tour com a agência, a nós decidimos alugar uma bike e prancha de sandboard pra ir passear pelo deserto. O ckeck-out do hotel era cedo, então arrumamos as nossas coisas e o Hector arrumou uma salinha pra gente guardar as nossas coisas, até os meninos que não estavam hospedados lá puderam deixar as mochilas. Combinamos com ele também de usar o banheiro pra tomar banho quando voltar, como ele não era o dono não podia deixar de cobrar, então o banho "extra" ficou em 2 mil pesos por pessoa.

No próprio hostel eles alugavam as bicicletas, tinham 2 opções, uma mais top que custava 4.500 pesos e uma normal que custava 3.000, ambas pra 6 horas de uso. Do lado tinha uma agência que alugava a prancha de sandboard, 4.000 cada por 6 horas, como éramos 6 pessoas, pegamos só 2, porque é trabalhoso pra carregar, e cansa ficar subindo e descendo a duna, então quando um fosse descer o outro descansava. Pra carregar a prancha você precisa ter uma mochila, pra poder passar ela entre as alças.

Nós tínhamos 2 opções de lugares pra ir, o Vale de la Luna, que fica a 25km da cidade, ou o Vale de la Muerte, que fica a 8km. Decidimos ir só no segundo, porque era bem mais perto. Pra ir no Vale de la Luna é preciso alugar capacete também. O Hector nos deu um mapinha,e explicou como chegar lá. Nesse ponto aqui é bom deixar claro uma coisa: eu não ando de bike! Nem o Rafa ::otemo::
Só convencemos ele a ir com a gente porque eu falei que não andava e ia ficar pra trás junto com ele.

Bike.JPG
Bike no deserto


Andar pela cidade foi tranquilo, tem muita gente de mesmo de bicicleta... pegamos a saída conforme indicado no mapa, o início do caminho é uma estrada asfaltada, passam alguns carros mas são poucos, dá pra ir pelo acostamento tranquilo. Tem uma subida que eu desci e fui empurrando a bike, depois uma looonga descida (eu só pensava que ia ter que subir aquilo ali na volta) e aí a gente chega na entrada da estrada de terra. Essa parte é um pouco mais incômoda, o terreno é irregular, tem partes com areia e a bike derrapa, tava sol, dá pra cansar bastante. A cada metro que a gente andava o Rafa xingava a gente por ter convencido ele a vir junto, a Ray estava mega sorridente pedalando, o Rafa reclamou que ninguém é tão feliz assim andando de bike, ela abriu ainda mais o sorriso, ele mandou um "vai tomar no c*", ela passou do lado dele dele sorrindo mais ainda e soltou um "olha eu tomando no c* e pedalando rápido!"... Essa se tornou uma das várias frases memoráveis desse mochilão! ::lol4::

Depois de pedalar bastante, o Bruno já resmungando que queria fazer o sandboad, parou na primeira duna minúscula que viu pela frente e decidiu que ia descer ali mesmo! Subiu com a prancha e ficou lá tentando calçar, e não conseguiu. Tivemos que subir eu e a Jess pra ajudar ele a colocar. A duna quase não tinha inclinação e não deu pra descer direito, então continuamos a pedalar. Pouco tempo depois, o Bruno que estava na frente diz "chegamos", e o pessoal começou a zuar, "chegamos nada, para de brincadeira", mas foi só fazer a curva e avistamos várias dunas. É, realmente chegamos.

Sandboard.JPG
Sandboard


Prendemos as bikes com um cadeado que nos forneceram, eles também dão uma bomba pra encher o pneu e uma câmara de ar, se acontecer alguma coisa pelo caminho e precisar trocar, mas por sorte não precisamos usar.

É cansativo subir as dunas, você sobe, sobe e parece que nunca chega lá em cima! Tem umas mais distantes, mas não tivemos disposição pra ir até lá. Eu já tinha feito sandboard antes, acho super legal, e ali não foi diferente. Apesar das dunas serem grandes, foi bem tranquilo, levei um tombo muito engraçado, caí de cara da areia! Logo eu que fiquei falando pra todo mundo "se for cair, cai de costas que é mais fácil de levantar!"... Eu tiver que ficar rolando na areia pra conseguir tirar a prancha do meu pé ::lol4::

Depois de um tempo o Rafa falou que estava passando mal, provavelmente pelo esforço de andar de bicicleta na altitude (apesar de não ser tão alto, nas subidas de bike eu senti falta de ar, desci e fui empurrando ao invés de pedalar), decidimos voltar pra cidade, mas ele não tinha condições de pedalar. A Jess foi falar com um grupo que estavam fazendo tour por ali se podiam dar uma carona pra ele, o pessoal do carro tinha acabado de chegar, mas um rapaz de moto se ofereceu pra levar ele de volta. Combinamos de nos encontrar no hostel onde nossas coisas estavam guardadas e o Bruno voltou carregando a bike do Rafa.

SPA.JPG
Voltando pra cidade


Chegamos no hostel devolvemos as bicicletas e as pranchas de sandboard, fomos pegar nossas mochilas pra tomar banho, porque você volta realmente cheia de areia! Enquanto o pessoal ia tomando banho e se arrumando, ficamos na área comum conversando com um rapaz que estava hospedado ali, ele disse que era chef, falamos sobre alimentação que era muito cara no Atacama, ele comentou que outros lugares do Chile eram mais baratos, ali realmente era bem caro, falamos que estávamos indo pro Peru, e ele garantiu que lá era beeeeeem mais barato. Disse que o prato brasileiro que sabia fazer era feijoada, super simpático, e depois foi embora porque precisava trabalhar.

Como nosso ônibus era às 20h, deixamos nossas mochilas ainda lá no hostel e fomos procurar algum lugar pra comer e passar o tempo. Paramos no El Toconar, um restaurante/bar que sempre tinha música, e toda vez que passávamos em frente parecia estar bem animado. Fica na Calle Caracoles, 330. Por causa do horário ainda estava um pouco vazio, mas pegamos uma ótima mesa no sol (conforme vai anoitecendo, vai esfriando bastante), pedimos umas cervejas e pizzas. A pizza personal tem um bom preço, entre 4 e 5 mil pesos dependendo do sabor, e é bem grandinha, acho que ninguém conseguiu comer a pizza toda.

El Toconar.JPG
El Toconar


Enquanto esperávamos a pizza chegar, o garçom chegou com uma tábua com frios, frutas e queijo, e disse que era por conta da casa. Não entendemos nada, aí o chef que conhecemos no hostel apareceu e fez sinal que era um presente dele pra gente, mas ele tinha que voltar pra cozinha... que gesto fofo, gente!

Ficamos por lá bebendo até dar a hora do nosso ônibus. Passamos nos hostel pra pegar nossas mochilas e nos despedir do Hector, uma pena que esquecemos de tirar foto com ele! Marcamos de encontrar o pessoal de tinha ido fazer o tour com a agência direto na rodoviária. Chegando lá pagamos a taxa de embarque (que eu não lembro mais quanto foi) e nos despedimos do Chile. Ficamos pouco tempo, mas tive uma ótima impressão, já tenho vontade de voltar pra conhecer mais o país!

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 8 visitantes