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laisbarbalho

Mochilão América do Sul - Chile, Peru e Bolívia (24 dias) Agosto/14

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História e Preparativos

 

Então pessoal, como na organização dessa viagem li muitos relatos, peguei muitas dicas por aqui que ajudaram demais no roteiro, e me diverti horrores lendo as histórias do pessoal, nada mais justo do que deixar meu relato aqui também. É provável que surjam outros relatos parecidos com o meu, e vocês logo vão entender porque...rs

 

A ideia de fazer um mochilão por alguns países da América do Sul surgiu em janeiro desse ano, eu e uma amiga conversamos sobre isso e decidimos que seria entre agosto ou setembro, quando as duas conseguissem tirar férias juntas.

 

No final de junho conseguimos marcar as férias, compramos a passagem de ida (Rio de Janeiro x Campo Grande), e aí começou a contagem regressiva: tínhamos 40 dias pra fechar o roteiro, definir os gastos e embarcar.

 

O Roteiro

 

O roteiro definido foi esse abaixo, que acabou não sendo o realizado ::mmm: , mais detalhes depois.

 

02/08 - Rio x Campo Grande x Divisa BR/BO (Avião e Ônibus)

03/08 - P. Quijarro x Santa Cruz (Via "Trem da Morte")

04/08 - Santa Cruz x La Paz

05/08 - La Paz

06/08 - La Paz

07/08 - Copacabana

08/08 - Isla del Sol

09/08 - Cusco

10/08 - Águas Calientes

11/08 - Machu Picchu

12/08 - Cusco

13/08 - Arequipa

14/08 - Arequipa

15/08 - Tacna x Arica x San Pedro do Atacama

16/08 - San Pedro do Atacama

17/08 - Salar de Uyuni

18/08 - Salar de Uyuni

19/08 - Uyuni

20/08 - Potosi

21/08 - Sucre

22/08 - Sucre

23/08 - Santa Cruz

24/08 - P. Quijarro

25/08 - Volta ao Brasil ( =P)

 

Gastos

 

Fizemos uma planilha de gastos, mas como tivemos muitas alterações não vou colocar aqui. Nosso gasto ficou estimado em USD 1000, que foi levado todo em espécie na doleira. No fim ultrapassei muito pouco esse limite, gastei entre 100 a 150 dólares a mais. Vou detalhando os gastos principais em cada dia do relato, pra ir ajudando quem está se planejando ;)

 

Seguro de Viagem Assist Med: R$ 75,71

 

Preparativos

 

Levei uma mochila de Deuter de 60L, uma mochila de ataque, comprei segunda pele térmica, fleece e jaqueta impermeável da Quechua (Ah, a bota também, uma Novadry Forclaz 100).

Levei um saco de dormir da Nautika Antartik, próprio pra temperaturas negativas, mas como não fiz nem Inka Trail, nem Salkantay, acabei não usando, só fez volume e peso na mochila.

 

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Depois de vários dias de ansiedade, chegou o dia de começar a viagem! Meu voo pra Campo Grande era só ás 16:55 da tarde, então no dia anterior resolvi encontrar uns amigos pra beber e me "despedir" antes da viagem. Resultado: acordei no sábado com uma ressaca daquelas, com tudo fora da mochila ainda, tive que arrumar tudo correndo e correr pra rodoviária, já começando com emoção! ::lol4::

 

Deixa eu explicar porque rodoviária e não aeroporto: Compramos nossa passagem de Campo Grande x Divisa BR/BO pela internet, e combinei com minha amiga de encontrar ela na rodoviária pra passarmos no guichê da Andorinha e retirarmos os bilhetes, já que nosso ônibus era às 2:10 da madrugada. Muita gente compra a passagem de Campo Grande pra Corumbá, nós decidimos comprar direto pra fronteira, além de mais barato não tem o incômodo de ficar pegando taxi ainda quando chegar na rodoviária de Corumbá.

 

Quando botei a mochila nas costas pra sair de casa a primeira coisa que pensei foi: não vou conseguir passar quase 1 mês viajando com isso nas costas MESMO! ::mmm: Foi o primeiro mochilão, tava mega acostumada a viajar com mala de rodinha, mas só chegar na rodoviária, minha amiga ajustou as tiras, o peso saiu do meu ombro e ficou muito mais fácil andar com ela!

 

Depois de pegarmos as passagens na rodoviária fomos pro aeroporto, voo tranquilo com conexão em Campinas (que foi mais tranquila ainda, nem o saguão do aeroporto eu conheci, saímos de um avião direto pro outro), chegamos em Campo Grande por volta de 19:30 da noite. Enquanto fazia os preparativos da viagem, conheci uma menina através aqui do mochileiros (a Isabella) que ia estar em Campo Grande no mesmo dia que a gente, e combinamos de pegar o mesmo ônibus até P. Quijarro. Assim que cheguei no aeroporto entrei em contato com ela, ela estava na casa de um amigo, passaram no aeroporto pra buscar a gente e fomos pra casa do amigo dela fazer hora até de madrugada. No caminho passamos numa loja de conveniência, compramos bebidas, e passamos o resto da noite bebendo e fazendo novos amigos (essa hora a ressaca já tinha passado ::lol4:: ).

 

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Chegou a hora de ir embora, nos despedimos dos novos amigos, eles nos deram uma carona até a rodoviária, chegando lá a Isabella que também tinha comprado a passagem pela internet foi tentar trocar o voucher e o guichê da Andorinha estava fechado, ficamos de tentar embarcar com o voucher mesmo, convencendo o motorista que não era nossa culpa por estar tudo fechado =P

 

Esse ônibus vem de SP, e por algum motivo ele atrasou mais de uma hora pra chegar, nesse tempo o guichê abriu (eles alegaram que estavam com um problema elétrico, por isso estava fechado), a Isa conseguiu imprimir a passagem e nós tivemos que carimbar as nossas ali naquele guichê também, senão o moço do terminal não deixava a gente passar pra área de embarque (é tipo um comprovante que você pagou a taxa de embarque, que no caso já estava incluída no valor total da viagem)

 

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Na hora de embarcar mais um problema, o ônibus estava lotado e não tinha lugar pra todo mundo. Depois do motorista conferir a passagem de cada passageiro, descobriu que tinha gente embarcando com passagem pro dia seguinte, mandou descer e finalmente saímos com quase 1h30 de atraso. Depois disso dormi e acordei já com o dia claro, chegando no destino...

 

Passagem aérea Rio x Campo Grande pela Azul: R$ 227,47

Passagem rodoviária Campo Grande x Divisa BR/BO pela Andorinha: R$ 84,78

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Pelo amor de deus! não vai deixar a gente na mão sem acabar esse roteiro :lol: . Estou indo mes que vem e preciso de todas informaçoes que vc puder dar ::otemo::

 

Maria, pode deixar que vou tentar escrever um pouquinho cada dia pra terminar antes de você ir! Os relatos daqui me ajudaram muito antes da viagem.

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Há 3 semanas de embarcar para a Bolívia, aguardarei por informações fresquinhas pra me preparar melhor.

 

Opa, vamos ver se eu consigo colocar o máximo de informações em 3 semanas!

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A previsão de chegada do ônibus era 8:35, mas por causa do atraso chegamos lá quase 10 da manhã.

 

Esse ônibus não para na fronteira pra você fazer o processo de imigração, ele passa direto e te deixa alguns metros depois, no "ponto final" dele. Aí você bota sua mochila nas costas e volta andando, atravessa a ponte, vai na casinha do Brasil e carimba seu passaporte com a saída (não sei qual o procedimento de quem está viajando com a identidade), atravessa a ponte de volta, vai na casinha da Bolívia, preenche o formulário e carimba sua entrada. O canhoto verde que eles devolvem, você guarda porque vai precisar entregar quando sair da Bolívia.

 

Depois de passar por esse processo, fomos trocar dinheiro. Nesse pedaço logo depois da fronteira já tem várias "casas de câmbio" (brincadeirinha, são só pessoas na rua ou nas lojinhas mesmo)... Escolhemos uma senhora que tinha cara de simpática e trocamos com ela, 1 USD = 6,9 Bol. Ali onde tem o ponto final do ônibus ficam vários caras te oferecendo taxi, fechamos com um por 20 Bol o carro até a estação de Ferrocarril, é bem perto, coisa de 5-10 minutos.

 

Quando começamos a nos aproximar a estação vimos um grupo com uma bandeira do Brasil nas escadas tirando foto. Já falei pras meninas "vamos pagar e correr pra entrar na foto também"... Pagamos o taxista, pegamos a mochila, subimos as escadas correndo e entramos na foto dos outros =P. Conversamos com o pessoal, nos apresentamos, perguntamos se eles já tinham comprado a passagem e fomos compras as nossas. Chegamos no guichê e o rapaz disse que não tinham mais passagens, que ia ligar pra ver, ligou pra alguém e conseguiu as 4 últimas passagens (3 pra gente e 1 pra outra menina que estava na fila atrás da gente). Sério, foram as 4 últimas... depois disso ele fechou a janelinha e ninguém comprava mais! (Na verdade o rapaz anotou nosso nome e número do passaporte, pegou o dinheiro, disse que ia buscar as passagens e depois perto da hora de embarque voltava pra entregar). Como era domingo, a única classe disponível era a Super-Pullman, que sai de P. Quijarro às 14:50 e chega em Santa Cruz às 7:40 do dia seguinte.

 

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Agora éramos 10 (Eu, Jess, Isabella, Miriam, Bruno, Rafael, Rayane, Dunga, Geo e Anderson). Ficamos um tempo batendo papo na estação e resolvemos sair pra comer. Lembrei que tinha uma zona franca ali perto, li em algum relato daqui, e fomos andando até lá. O nome é Shopping China, mas como era domingo estava fechado! Voltando andando, com as mochilas nas costas, debaixo de muito sol (nem é longe, mas estava calor), acabamos parando numa vendinha que tinha um pouco depois da estação, compramos uns snacks e voltamos pra lá.

 

Ainda faltava um tempo pro trem sair, tava todo mundo morrendo de calor, resolvemos procurar um lugar pra tomar um banho. Tem uns 2 ou 3 alojamentos quase em frente a estação, a Jess foi lá negociar com eles, fechamos o preço e foi todo mundo tomar um banho feliz antes de embarcar. Voltamos do banho já correndo, pq estava na hora do trem sair, o pessoal todo ficou num vagão mais na frente, eu e a Jess acabamos ficando no último vagão.

 

O trem é bem confortável, tem ar condicionado, não vi lugar pra despachar bagagem, todas as mochilas foram junto com a gente, tentamos dormir um pouco, apreciamos a paisagem, ele faz algumas paradas, mas são todas rápidas, pelo que vi não dá tempo de descer não. Numa dessas paradas entrou uma senhora vendendo um tipo de churrasquinho, mas fora isso não vi outros vendedores no trem. Mais pro fim do dia resolvemos ir pro vagão restaurante descobrir o que tinha pra comer, chamamos todo o pessoal e fomos pra lá!

 

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O vagão restaurante não é muito grande, mas o trem em si também não é, então supre bem a necessidade. Nos trens mais caros a passagem já inclui a janta, como nós pegamos o mais barato não tinha nada incluído. As opções eram poucas (frango ou chuleta, acompanhado de arroz e salada), e devo dizer que me surpreendi com a comida! Pedi a chuleta, e tanto a carne quando o arroz estavam bem temperados, parecia comida caseira. Quem comeu o frango também gostou, mas acho que a carne estava melhor! rs

 

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Depois da janta resolvemos fazer algo pra passar o tempo, e o Bruno surgiu com um jogo chamado "Cidade Dorme". Pronto, passamos a próximas horas (e foram muitas) jogando no vagão restaurante, fazendo a maior bagunça. Até que os funcionários do restaurante disseram que precisavam apagar as luzes, que os outros passageiros precisavam dormir, mas viram que estávamos nos divertindo tanto que deram mais uma horinha de luz acesa só pra gente continuar jogando. Depois disso foi cada um pros seus lugares dormir. Eu dormi relativamente bem, acordei algumas vezes durante a noite, o trem de vez em quando dá uns trancos, mas a poltrona é bem confortável. Acordei na manhã do dia seguinte, faltando mais ou menos uma hora pra chegar em Santa Cruz...

 

Passagem de Trem P. Quijarro x Santa Cruz - 70 Bol (Só vende até 11 da manhã)

Snacks - Água 2L (7 Bol), Pringles (20 Bol), Biscoito tipo Clube Social (10 Bol)

Banho no Alojamento Cochabamba- 10 Bol

Jantar no Trem - 15 Bol

Refrigerante no Trem - 7 Bol

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Acordei por volta de 6 e pouca da manhã, ainda faltava um tempinho pro trem chegar em Santa Cruz, fomos ver se todo mundo já estava acordado e reunimos a galera no vagão restaurante pra tomar café.

 

Hoje era o dia que a galera ia se separar. Eu e a Jess seguíamos pra La Paz e o resto do pessoal pra Sucre (o roteiro deles era o inverso do nosso). Quando reunimos a galera toda pra tomar café surgiu a proposta: "Vocês duas não querem mudar o roteiro e seguir viagem com a gente?"... Pensamos, falamos que não ia dar, já estava tudo planejado, blá, blá, blá... Terminamos de tomar café, voltamos pro nosso vagão pra arrumar as coisas pois já estávamos chegando na estação, quando o trem chegou descemos todos pra nos despedir e aí veio a surpresa "Ok, a gente muda o nosso roteiro e segue com vocês!". Em 5 minutos de conversa eu e a Jess decidimos que vai, não era tão ruim assim, conhecemos pessoas tão legais, ia valer a pena passar mais uns dias com eles. No fim todo mundo mudou o roteiro, em um ponto ou outro da viagem, pra que a gente ficasse o máximo de tempo possível juntos. Ok, chega de sentimentalismo, hora de seguir viagem.

 

A Isabella tinha que correr pois já estava com passagem aérea comprada pra Sucre, saindo do aeroporto de Viru Viru. Nós não queríamos ir de ônibus, pois sabíamos que a estrada não era boa. Depois de bater um papo com a moça das informações turísticas, decidimos ir pro aeroporto El Trompillo, porque era mais próximo e lá tinham agências de todas as cia aéreas. Pegamos 2 taxis (5 em cada), não lembro mais quanto pagamos, esqueci de anotar alguns gastos menores, mas se não me engano foi algo entre 20 e 30 bolivianos (por carro). Ele nos deixou em frente a agência da BOA (que não fica dentro do aeroporto, e sim num centro comercial em frente), fomos lá dar uma olhada, mas só tinha passagem pro dia seguinte, e não pretendíamos passar o dia em Santa Cruz. Fomos caminhando pro aeroporto, chegamos lá encontramos passagens pros 10 pela TAM (Transporte Aéreo Militar, não é a nossa TAM), saindo em 1 hora, por 58 dólares! Nisso tínhamos o problema da passagem da Isa, mas ela foi no atendimento da Amazonas lá no aeroporo, eles estornaram a passagem dela sem reclamações e sem problema nenhum! Tudo conspirando pra gente viajar junto!

 

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Enquanto esperávamos o voo fomos no segundo andar do aeroporto comer algo, pedi uma empanada e suco de alguma coisa que não lembro o que era, e tive uma surpresa. Apesar da empanada ser de frango (ou era queijo? hahaha), era doce! Vinha açúcar polvilhado por cima... era estranho, mas gostoso mesmo assim.

 

Chegou a hora do embarque, despachamos bagagem, passamos pelo raio-x, tudo tranquilo (alguma pessoas perderam desodorante ou repelente, não podia entrar com líquido), voo rápido (acho que 30 min), teve lanchinho, de cima dava pra ver as estradas entre Santa Cruz e Sucre, e deve ser realmente assustador passar por ali de ônibus.

 

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Chegando em Sucre, pegamos um taxi direto pro terminal de buses, poís queríamo comprar logo as passagens pra Uyuni no dia seguinte. Não lembro quando foi o taxi, mas acredito que ficou entre 20 e 30 bol por carro (não lembro de termos pago mais do que isso em nenhum lugar). Chegando no terminal fomos negociar as passagens. Eu queria fazer o tour das Minas em Potosí, então queria passar lá antes de ir pra Uyuni, depois de muita conversa negociamos o seguinte: quase todos os ônibus que vão pra Uyuni param em Potosí. Então compramos a passagem Sucre-Potosí-Uyuni, só que com um intervalo grande entre os ônibus. Nosso ônibus de Sucre sairia às 6:30 da manhã, passaríamos o dia em Potosí e 20:30 da noite pegaríamos o ônibus pra Uyuni. Fechamos por 60bol por pessoa, pro dia seguinte.

 

Passagem comprada, foi hora de procurar hostel. Logo na saída do terminal, caminhando pra direita, tem 2, mas num não tinha vaga pra todo mundo, e no outro só poderíamos fazer o check-in 16h (e ainda eram umas 13h). Lembramos de uma placa do Hostelling International que tinha no terminal e fomos procurar, ficava pra esquerda, bem próximo, numa rua que de esquina tem um mercado (queríamos algo perto pq nosso ônibus saía 6:30 da manhã!). Não tinha quarto pra todo mundo junto, ficamos em 3 quartos diferentes, eu, a Jess e a Miriam ficamos num quarto com banheiro privativo por 50bol/pessoa, foi o quarto mais caro, os outros ficaram em quartos com banheiros compartilhados.

 

Combinamos de tomar um banho e sair pra comer, mas algumas pessoas queriam comprar roupa de frio, então um grupo foi comer enquanto outro andava pela cidade. Paramos num lugar pequeno na rua do terminal, comi um prato com arroz, carne e batata frita (gostoso, mas não tão bom quando o do trem), algumas pessoas pediram frango, outras silpancho (que vem um ovo frito em cima da carne), quase todo mundo gostou da comida, foi algo em torno de 25 bol. Ali tomei a primeira Paceña, cerveja típica que você encontra em qualquer lugar na Bolívia (gelada, mas não como estamos acostumados aqui no Brasil. Aliás, tomei cerveja quente em pouquíssimos lugares, a maior parte veio gelada do jeito deles).

 

Voltamos pro hostel, o resto do pessoal saiu pra almoçar, combinamos de sair de noite pra conhecer a cidade. Andamos umas boas quadras, chegamos numa pracinha com uma igreja bem bonita, que tem uns arcos (e foi carinhosamente apelidada de Lapa), ali tem umas lojinhas de artesanato, o pessoal começou a comprar algumas coisas, depois continuamos andando, a idéia era achar um pub pra beber e passar a noite. Rodamos, chegamos na Plaza 25 de maio, e nada de pub. Resolvemos comprar bebida e beber no hostel mesmo (vantagem de ter um quarto só nosso).

 

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Começamos a andar um pouco mais pela cidade e achamos o paraíso: um depósito de bebidas com preços muito bons! Uma garrafa de tequila saía por volta de R$ 30,00. Sério, foi uma felicidade geral. Compramos tequila, rum, vinho, cerveja (Uma chamada Judas, pra mim a pior cerveja de toda a viagem! Mas teve gente que gostou). Os donos do lugar eram super simpáticos, ficamos um bom tempo lá conversando, o Rafa já estava se sentindo íntimo e indo pra trás do balcão, enfim, aquele monte de brasileiro fazendo bagunça (em todos os lugares que passávamos éramos sempre os mais barulhentos). Tiramos foto com o pessoal e começamos a voltar pro hostel. No caminho passamos em frente a uma Licoreria, que estava "aberta" mas com grade na frente, e o pessoal ainda parou pra comprar uma garrafa de Amarula.

 

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Os meninos voltaram e nós ainda paramos no mercado, pra comprar alguma coisa pra comer. A ideia era juntar todo mundo no nosso quarto, que era privado e meio distante de tudo (por causa do barulho), e cara da recepção falou algo com os meninos sobre não poder consumir bebida alcoólica lá dentro, ignoramos, ainda chamaram uns 5 ou 6 alemães que estavam no quarto deles e fomos todos beber. Alguém encheu uma lixeira de gelo e colocou as cervejas lá dentro, ensinamos "Cidade Dorme' pros gringos, começamos a beber e brincar. O combinado era, se alguém batesse na porta, estávamos jogando cartas. (Quase) deu certo nosso tática, se ninguém tivesse derrubado uma garrafa e feito o maior barulho bem na hora que bateram na porta!! Era o cara do hostel reclamando do horário, das luzes, os gringos foram embora e nós continuamos bebendo. Abrimos a Amarula, as duas garrafas de vinho, a garrafa de rum! Tinha gente preocupada com o horário do ônibus no dia seguinte, e nós continuamos bebendo. Não sei que horas a bagunça terminou, mas garanto que estava todo mundo devidamente alcoolizado. E o quarto destruído. Acho que nunca mais vamos poder nos hospedar em nenhum hotel da rede HI.

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Como nosso ônibus saía 6:30, combinamos 5:45 na recepção do hostel pra fechar a conta e ir pra rodoviária. De manhã alguém bateu na porta do nosso quarto, perguntando se já estávamos prontas, e avisando que já eram quase 6 da manhã ::ahhhh:: . Estava frio e foi uma correria pra arrumar tudo, no percurso ainda achamos um celular perdido no quarto. 6 e pouquinho estávamos na recepção e percebemos que ainda faltava muito gente, decidimos ir andando pra rodoviária pra segurar o ônibus enquanto o resto do pessoal terminava de se arrumar. Pouco a pouco as pessoas iam chegando, mas nada de chegar todo mundo, faltavam 2 e alguém disse que ele estava procurando o celular (que estava com a gente), volta alguém correndo pra avisar que tínhamos achado o celular, a mulher da cia de ônibus já estava ficando nervosa lá, já eram 6:30 ::putz:: . No fim ela falou "vocês vão ter que pegar o ônibus lá fora", quando estávamos saindo do terminal os meninos chegaram, ela levou a gente pra uma ruazinha estranha atrás do terminal (tava escuro ainda), pegamos o ônibus ali atrás, sem pagar a taxa de uso do terminal ::mmm:

 

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A viagem até Potosí não é muito longa, mas dormi o trajeto inteiro (como em quase qualquer trajeto de ônibus, vocês vão perceber). Chegando lá deixamos nossas mochilas no guichê da empresa de ônibus (prepare-se pras cholas gritando passagens pra Uyuni o tempo todo... "Uyuni a las 11" é o que mais se ouve aos berros nesse terminal, chega a ser irritante). Houve certa desconfiança em deixar as mochilas lá, mas no fim nossa passagem já estava comprada com eles, resolvemos arriscar e largar tudo ali mesmo. ::mmm:

 

Pegamos um ônibus e fomos pra Plaza 10 de Noviembre (acho que era esse o nome, é a praça principal de cidade) atrás de agências pra fazer o passeio das Minas de Cerro Rico. Paramos na Silver Tours, fica na calle Quijarro, bem próxima a praça e fechamos com ela por 10 dólares por pessoa. Acabamos fechando lá o tour do Salar também, como chegaríamos em Uyuni de madrugada e queríamos sair pro Salar já no dia seguinte, fechamos tudo com ela. O hostel praquela noite em Uyuni + Tour de 3 dias no Salar + Transfer pro Atacama saiu a 124 dólares por pessoa.

 

Depois fomos almoçar rapidinho, pois 14h tínhamos que estar na agência pra fazer o passeio das Minas. Na mesma rua da agência (coisa de uma quadra depois) achamos um restaurante muito bom, o Santa Clara, um pouco caro pros padrões bolivianos, mas a comida era realmente muito boa!Paguei cerca de 60 bol pelo almoço. Voltamos pra agência, encontramos a outra menina que ia com a gente, entramos na van e fomos rumo a primeira parada, que era o local onde íamos trocar de roupa, eles entregam uma calça, uma jaqueta, as botas e o capacete com iluminação. O lugar onde fomos trocar de roupa tem um cheiro bem ruim, é muito abafado, e as roupas tem quilos de poeira, parece que nunca foram lavadas! ::xiu:: Paciência, colocamos por cima das nossas e fomos pra segunda parada, um local onde o guia explica sobre os costumes do mineiros e onde você compra os presentes pra eles. Tem várias opções, entre refrigerante, folha de coca, um tipo de alcool que eles bebem. Compramos os presentes e entramos na van em direção as minas. O trajeto não é longo, quando vamos chegando perto já dá pra ter uma idéia de como é o lugar, algumas crianças pela rua, acho que a maior parte dos mineiros mora ali por perto mesmo. No dia que fomos era feriado, estava bem vazio, mas mesmo assim tinha gente trabalhando. Não é o tipo de tour que todo mundo gosta de fazer, as minas são um pouco apertadas, pode ser um pouco claustrofóbico (acho que ficamos quase 2 horas lá dentro), e é uma realidade bem triste. Eu tinha muita vontade de conhecer, não me arrependo de ter ido.

 

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Na volta do tour paramos no mercado central pra comprarmos algumas coisas pra comer. Não ia dar tempo de jantar, porque tínhamos que pegar o ônibus pra Uyuni às 20:30, então só fizemos as compras de sancks e água pra levar pro Salar, incluindo algumas bebidas alcoolicas que estavam com o preço realmente muito bom ::hahaha::. Pegamos um taxi e voltamos pro terminal de buses, pegar nossas mochilas pra embarcar.

 

Quando chegamos na plataforma uma surpresa: o ônibus era muito trash ::lol4:: . Foi o ônibus mais trash do mochilão inteiro, e foi apelidado carinhosamente de "Priscila, a rainha do deserto". O pará-brisa estava colado com fita adesiva, o bagageiro era em cima do ônibus (e o medo de começar a chover e molhar tudo? Eles colocaram uma lona por cima, mas duvido que protegesse em caso de chuva forte), o ônibus tinha um cheiro ruim, era apertado.

 

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O trajeto durou cerca de 4 ou 5 horas, praticamente não consegui dormir, cada hora ficava mais frio e era realmente muito desconfortável. Chegamos em Uyuni 1 da manhã, assim que descemos do ônibus senti frio de verdade pela primeira vez, o vento estava congelando. Mesmo chegando essa hora tinha gente nos oferecendo hospedagem e tour para o Salar. Não sei como alguém conseguiria fechar alguma coisa aquela hora, naquele frio. Como nosso hostel (La Cabana) já estava reservado, pegamos a mochila e fomos tentar encontrar. Não era longe, quase 3 quadras, mas a caminhada foi tensa, todo mundo cansado, carregando peso e sentindo muito frio. Quando chegamos lá a felicidade, o local estava bem quentinho. Todo mundo louco pra tomar banho, mas água 'caliente' só no dia seguinte de 8 às 10 (eles usam botijões de gás pra aquecer a água e tem essas restrições). O wifi era pago a parte, 10 bol por pessoa. Fomos dormir porque no dia seguinte o carro da agência passaria cedo pra começar o tour.

 

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ricardoruri    0

Acompanhando praticamente ao vivo :lol: ... querendo muito ler o restante sei que deve estar dando trabalho, mais estamos no aguardo do relato! esta perfeito... ::otemo::

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Eu também estou acompanhando quase que de hora em hora pra ver se ja atualizou. Com certeza deve estar dando muito trabalho pra fazer. Mas não pare, pois esta emocionante e vai ser de grande ajuda. Estou programando +- este roteiro para final de dezembro de 2014 a janeiro de 2015 e esta sendo de grande ajuda o seu roteiro. Parabéns e obrigado.

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Acompanhando praticamente ao vivo :lol: ... querendo muito ler o restante sei que deve estar dando trabalho, mais estamos no aguardo do relato! esta perfeito... ::otemo::

 

Eu também estou acompanhando quase que de hora em hora pra ver se ja atualizou. Com certeza deve estar dando muito trabalho pra fazer. Mas não pare, pois esta emocionante e vai ser de grande ajuda. Estou programando +- este roteiro para final de dezembro de 2014 a janeiro de 2015 e esta sendo de grande ajuda o seu roteiro. Parabéns e obrigado.

 

Ricardo e Clovis, estou tentando escrever logo enquanto lembro dos detalhes, porque daqui a pouco começo a esquecer! ::lol4::

 

Que bom que estão gostando, até o fim do dia vou ver se consigo colocar mais um dia ::otemo::

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