Relato meu roteiro por Buenos Aires, Montevideu e Punta Del Este como uma retribuição aos outros tópicos que li que foram muito úteis para uma viagem de sucesso nestes destinos. Espero que eu possa ajudar a outras pessoas que pensam em fazer roteiros parecidos com o que fiz. Posso te garantir: Vale a pena!
Ambos os países são relativamente seguros, bastante parecidos com o Brasil (Dizendo assim há de supor que somos exemplos na segurança). É claro que estar sempre atento e ter sempre cuidados faz parte de qualquer viagem de sucesso. Por isso, informe-se, prepare-se e coloque os pés na estrada, com sabedoria!
Este foi meu primeiro mochilão. Talvez, mais que qualquer tipo de roteiro, foi uma experiência divisora de águas. Foi nisto que pude perceber o que é a essência da vida: Um caminho com pouca bagagem, alguns desafios e a presença somente de si próprio. É no trajeto, que você vence as adversidades, reconhece seus amigos e partilha as melhores coisas da vida.
Voei de Guarulhos a Ezeiza no dia 17/01/09 pela Lan. Em Buenos Aires há dois aeroportos - Ezeiza e Aeroparque - Este último, desde 2010 recebe voos provenientes do Brasil.
Decidi ficar apenas dois dias do meu roteiro em Buenos Aires, porém, no hostel que fiquei, quem ficasse acima de 3 dias ganhava um traslado do aeroporto até o local de hospedagem, ou seja, eram mais de 40 km que me custariam 110 pesos argentinos (mais ou menos 80 reais). Por isso, expandi em mais um dia a minha estadia nesta cidade.
Ao chegar no aeroporto de EZEIZA fui localizar o tal do traslado que havia recebido através do hostel. Perguntei em todos os locais e ninguém sabia do que se tratava. Cheguei até a ligar no número que estava na reserva, mas ninguém atendia. Era um telefone celular. Me pareceu que esta foi uma jogada de marketing apenas para ficar um dia a mais no hostel.
Decidi que iria de ônibus para economizar, afinal, a corrida eram 110 pesos argentinos. Fui buscando informações até que me informaram que deveria pegar o ônibus de numero 86 para chegar até o hostel, mas que este só aceitava moeda. Fui para o hostel de ônibus, o tal 86 (Creio que hoje, em 2018 o nome possa ter mudado). Um passageiro, muito gentil, ajudou-me com o mapa e a indicação de onde deveria descer.
#ficaadica: Pegue um mapa da cidade que você acaba de chegar no aeroporto e/ou rodoviária - Principalmente em quiosques de informações turísticas, revistarias etc. Geralmente é grátis e será muito útil nas horas mais necessárias. Lembre-se que não é sempre que você tem wi-fi e celular com bateria para consultá-lo, quando necessário.
A noite conheci a Calle Florida e jantei na Galeria Pacifico. São lugares bastante charmosos. Cheguei muito tarde e as lojas estavam fechadas, mas a praça de alimentação estava a todo vapor. Têm restaurantes de todo o tipo por lá e não achei muito caro. Comi em um restaurante mexicano e gastei uns 32 pesos argentinos. Voltei ao hostel e descansei demasiado, o que me fez acordar no um pouco tarde do que havia planejado.
Perdi o café da manha no hostel e conheci um grupo de brasileiros. Tomei café no MC café, na Calle Corrientes e fui com eles dar uma volta e conhecer o que nos esperava em Buenos Aires. Na rua ao lado da Corrientes estava tendo a filmagem de algum filme gringo, estava cheio de gruas e muita gente. Aquele era um cenário muito utilizado para diversos filmes.
Conhecemos a praça da Casa Rosada e as inúmeras pombas que ficam no local aguardando os turistas jogar milho. Depois fomos para a feirinha de San Telmo.
Uma parte do grupo se separou, uns foram ao Rio Tigre e outros foram a Plaza Itália, passando pelo meio de uma apresentação do Rally Dakar que estava tendo por lá. Passamos direto e fomos almoçar no Mc Donalds.
Em nossa caminhada pelo bairro La Boca, percebemos a sua beleza peculiar: As cores das casas, que são pintadas em diferentes e alegres cores. Esta prática, segundo é dito por aí, é herança das sobras de tintas dos navios, que eram utilizadas nestas casas, em sua maioria propriedade de imigrantes italiano, em sua maioria genoveses.
O Bairro tem a sua atmosfera própria: Nos restaurantes, dançarinos de tango dividem espaço com uma grande quantidade de turistas.
Não deixaria de deixar de alertar para tomar cuidados redobrados em sua passagem por este local - Mesmo com todo o charme deste local, é bastante perigoso. Evite caminhar desacompanhado por suas ruas e tenha cuidado com golpes.
Andamos bastante a tarde pela cidade, voltamos ao hostel e saímos novamente a noite jantar. A cidade é bonita a noite. A Av 9 de Julio é um "cartão postal", principalmente na região do Obelisco.
No dia seguinte, fomos conhecer o Puerto Madero. Há algumas embarcações estacionadas e uma ponte pênsil que abre caminho para a passagem destas, virando-se para uma das extremidades. De lá fomos a secretaria da comunicação, um prédio muito bonito e voltamos ao albergue. Encontramos um brasileiro e fomos almoçar em um restaurante sem nome na Calle Paraguai.
Enfim, fomos novamente a Plaza Itália e demos uma volta por Palermo. O metrô é antigo mas é uma opção para se locomover pela cidade.
Chegou o dia para ir ao Uruguai. Saí bem cedo e fui ao aeroparque de metro, até Palermo e caminhei um pouco e peguei um táxi até lá, que me custaram 30 pesos.
Cheguei ao aeroporto de Punta Del Este, que é bem pequeno e com poucos voos. Dirigi-me ao hostel que ficava no centro de Punta.
Punta Del este é um lugar maravilhoso. O pessoal do hostel deu várias dicas legais, porém, meu tempo foi reduzido nesta cidade. Se tivesse ficado mais tempo teria conhecido muitas outras coisas. A Oeste da península tem a Casa Pueblo, com o seu senhor por do sol, Punta Ballena, tem as praias mais reservadas (Chiuaua por exemplo, inclusive você pode praticar o naturismo) e a leste tem a ponte de Maldonado, as praias mais freqüentadas e badaladas. Em Punta há uma avenida principal que chama Av Gorlero, lá tem muitos bares e restaurantes bons. Eu apostei em um Chivito no almoço, que gostei muito. É um tipo de um x-tudo com presunto, queijo, batata frita e salada. Custou uns 440 pesos uruguaios.
A tarde caminhei pelas ramblas, fiquei um tempo na praia e a noite dei uma volta pela Gorleiro. Vale a pena alugar uma bike e ir de um lado a outro conhecendo as ramblas e seus atrativos. Tem o porto, do lado agitado, tem a estátua da mão que sai da areia. Ah, as praias enchem a partir das seis horas da tarde.
A tarde fui para Montevidéu em um ônibus da COT. Peguei ele no terminal de ônibus que fica próximo do final da Av Gorlero, a leste. Ônibus com ar condicionado. Desci no terminal Três Cruces e peguei um ônibus para Ciudad Vieja.
Uma dica é levar um cartão que chama VISA TRAVEL MONEY. Você carrega um valor em dólar e saca em moeda local nestes caixas eletrônicos. Quebra um galhão e alguém aqui do Brasil pode te depositar o dinheiro via procuração (Não esqueça de deixa-la assinada antes de viajar). Vá a alguma casa de cambio e se informe direitinho. Fui a ACTION CAMBIO, http://www.actioncambio.com.br
Lembre-se que os hostels só aceitam dinheiro e recomendo pagar na moeda do país, por que eles jogam a cotação lá embaixo. Leve dinheiro, cartão de credito e o Visa Travel Money.
Em Montevideo, fui ao Mc café quando cheguei para matar a fome que estava insuportável. Caminhei nas Ramblas e voltei ao hostel a noite.
Na manha seguinte, solicitei ao hostel um city tour, que me custou 30 dólares americanos. Conhecemos os principais pontos turísticos, que até esqueci o nome pois são muitos. O que lembro de interessante é que Montevideo é o nome que vinha escrito nas cartas de navegações, MONTE VI DE L A O, ou seja, o sexto monte de leste a oeste.
O Uruguai me pareceu um lugar bonito e tranqüilo para se morar.
O hostel que fiquei foi o CHE LAGARTO, na Plaza da Independência.
No Uruguay, é impossível não ir no Mercado Del Puerto. Coma uma deliciosa Parillada. Você vai gastar mais ou menos uns 275 pesos uruguaios.
Deixe para comprar o souvenirs na 18 de Julio, que é muito mais barato. Pesquise bem antes de comprar, afinal, os preços variam bastante e você tem a opção de negociar.
Recomendo também o restaurante EL FACAL (indicação da Georgina, a recepcionista do hostel). Gastei uns 300 pesos uruguaios.
Vá também ao Estádio Penarol, na praia Pocitos, uma deliciosa praia e o Shopping Punta Carretas, um shopping normal, sem muitos diferenciais, mas que dá para passar algumas horas em um local bastante agradável.
Enfim, estas são minhas dicas para uma visita ao Uruguai. Da próxima vez quero conhecer Colônia Del sacramento, que não pude ir desta vez.
Relato meu roteiro por Buenos Aires, Montevideu e Punta Del Este como uma retribuição aos outros tópicos que li que foram muito úteis para uma viagem de sucesso nestes destinos. Espero que eu possa ajudar a outras pessoas que pensam em fazer roteiros parecidos com o que fiz. Posso te garantir: Vale a pena!
Ambos os países são relativamente seguros, bastante parecidos com o Brasil (Dizendo assim há de supor que somos exemplos na segurança). É claro que estar sempre atento e ter sempre cuidados faz parte de qualquer viagem de sucesso. Por isso, informe-se, prepare-se e coloque os pés na estrada, com sabedoria!
Este foi meu primeiro mochilão. Talvez, mais que qualquer tipo de roteiro, foi uma experiência divisora de águas. Foi nisto que pude perceber o que é a essência da vida: Um caminho com pouca bagagem, alguns desafios e a presença somente de si próprio. É no trajeto, que você vence as adversidades, reconhece seus amigos e partilha as melhores coisas da vida.
Voei de Guarulhos a Ezeiza no dia 17/01/09 pela Lan. Em Buenos Aires há dois aeroportos - Ezeiza e Aeroparque - Este último, desde 2010 recebe voos provenientes do Brasil.
Decidi ficar apenas dois dias do meu roteiro em Buenos Aires, porém, no hostel que fiquei, quem ficasse acima de 3 dias ganhava um traslado do aeroporto até o local de hospedagem, ou seja, eram mais de 40 km que me custariam 110 pesos argentinos (mais ou menos 80 reais). Por isso, expandi em mais um dia a minha estadia nesta cidade.
Ao chegar no aeroporto de EZEIZA fui localizar o tal do traslado que havia recebido através do hostel. Perguntei em todos os locais e ninguém sabia do que se tratava. Cheguei até a ligar no número que estava na reserva, mas ninguém atendia. Era um telefone celular. Me pareceu que esta foi uma jogada de marketing apenas para ficar um dia a mais no hostel.
Decidi que iria de ônibus para economizar, afinal, a corrida eram 110 pesos argentinos. Fui buscando informações até que me informaram que deveria pegar o ônibus de numero 86 para chegar até o hostel, mas que este só aceitava moeda. Fui para o hostel de ônibus, o tal 86 (Creio que hoje, em 2018 o nome possa ter mudado). Um passageiro, muito gentil, ajudou-me com o mapa e a indicação de onde deveria descer.
#ficaadica: Pegue um mapa da cidade que você acaba de chegar no aeroporto e/ou rodoviária - Principalmente em quiosques de informações turísticas, revistarias etc. Geralmente é grátis e será muito útil nas horas mais necessárias. Lembre-se que não é sempre que você tem wi-fi e celular com bateria para consultá-lo, quando necessário.
A noite conheci a Calle Florida e jantei na Galeria Pacifico. São lugares bastante charmosos. Cheguei muito tarde e as lojas estavam fechadas, mas a praça de alimentação estava a todo vapor. Têm restaurantes de todo o tipo por lá e não achei muito caro. Comi em um restaurante mexicano e gastei uns 32 pesos argentinos. Voltei ao hostel e descansei demasiado, o que me fez acordar no um pouco tarde do que havia planejado.
Perdi o café da manha no hostel e conheci um grupo de brasileiros. Tomei café no MC café, na Calle Corrientes e fui com eles dar uma volta e conhecer o que nos esperava em Buenos Aires. Na rua ao lado da Corrientes estava tendo a filmagem de algum filme gringo, estava cheio de gruas e muita gente. Aquele era um cenário muito utilizado para diversos filmes.
Conhecemos a praça da Casa Rosada e as inúmeras pombas que ficam no local aguardando os turistas jogar milho. Depois fomos para a feirinha de San Telmo.
Uma parte do grupo se separou, uns foram ao Rio Tigre e outros foram a Plaza Itália, passando pelo meio de uma apresentação do Rally Dakar que estava tendo por lá. Passamos direto e fomos almoçar no Mc Donalds.
Em nossa caminhada pelo bairro La Boca, percebemos a sua beleza peculiar: As cores das casas, que são pintadas em diferentes e alegres cores. Esta prática, segundo é dito por aí, é herança das sobras de tintas dos navios, que eram utilizadas nestas casas, em sua maioria propriedade de imigrantes italiano, em sua maioria genoveses.
O Bairro tem a sua atmosfera própria: Nos restaurantes, dançarinos de tango dividem espaço com uma grande quantidade de turistas.
Não deixaria de deixar de alertar para tomar cuidados redobrados em sua passagem por este local - Mesmo com todo o charme deste local, é bastante perigoso. Evite caminhar desacompanhado por suas ruas e tenha cuidado com golpes.
Andamos bastante a tarde pela cidade, voltamos ao hostel e saímos novamente a noite jantar. A cidade é bonita a noite. A Av 9 de Julio é um "cartão postal", principalmente na região do Obelisco.
No dia seguinte, fomos conhecer o Puerto Madero. Há algumas embarcações estacionadas e uma ponte pênsil que abre caminho para a passagem destas, virando-se para uma das extremidades. De lá fomos a secretaria da comunicação, um prédio muito bonito e voltamos ao albergue. Encontramos um brasileiro e fomos almoçar em um restaurante sem nome na Calle Paraguai.
Enfim, fomos novamente a Plaza Itália e demos uma volta por Palermo. O metrô é antigo mas é uma opção para se locomover pela cidade.
Chegou o dia para ir ao Uruguai. Saí bem cedo e fui ao aeroparque de metro, até Palermo e caminhei um pouco e peguei um táxi até lá, que me custaram 30 pesos.
Cheguei ao aeroporto de Punta Del Este, que é bem pequeno e com poucos voos. Dirigi-me ao hostel que ficava no centro de Punta.
Punta Del este é um lugar maravilhoso. O pessoal do hostel deu várias dicas legais, porém, meu tempo foi reduzido nesta cidade. Se tivesse ficado mais tempo teria conhecido muitas outras coisas. A Oeste da península tem a Casa Pueblo, com o seu senhor por do sol, Punta Ballena, tem as praias mais reservadas (Chiuaua por exemplo, inclusive você pode praticar o naturismo) e a leste tem a ponte de Maldonado, as praias mais freqüentadas e badaladas. Em Punta há uma avenida principal que chama Av Gorlero, lá tem muitos bares e restaurantes bons. Eu apostei em um Chivito no almoço, que gostei muito. É um tipo de um x-tudo com presunto, queijo, batata frita e salada. Custou uns 440 pesos uruguaios.
A tarde caminhei pelas ramblas, fiquei um tempo na praia e a noite dei uma volta pela Gorleiro. Vale a pena alugar uma bike e ir de um lado a outro conhecendo as ramblas e seus atrativos. Tem o porto, do lado agitado, tem a estátua da mão que sai da areia. Ah, as praias enchem a partir das seis horas da tarde.
A tarde fui para Montevidéu em um ônibus da COT. Peguei ele no terminal de ônibus que fica próximo do final da Av Gorlero, a leste. Ônibus com ar condicionado. Desci no terminal Três Cruces e peguei um ônibus para Ciudad Vieja.
Uma dica é levar um cartão que chama VISA TRAVEL MONEY. Você carrega um valor em dólar e saca em moeda local nestes caixas eletrônicos. Quebra um galhão e alguém aqui do Brasil pode te depositar o dinheiro via procuração (Não esqueça de deixa-la assinada antes de viajar). Vá a alguma casa de cambio e se informe direitinho. Fui a ACTION CAMBIO, http://www.actioncambio.com.br
Lembre-se que os hostels só aceitam dinheiro e recomendo pagar na moeda do país, por que eles jogam a cotação lá embaixo. Leve dinheiro, cartão de credito e o Visa Travel Money.
Em Montevideo, fui ao Mc café quando cheguei para matar a fome que estava insuportável. Caminhei nas Ramblas e voltei ao hostel a noite.
Na manha seguinte, solicitei ao hostel um city tour, que me custou 30 dólares americanos. Conhecemos os principais pontos turísticos, que até esqueci o nome pois são muitos. O que lembro de interessante é que Montevideo é o nome que vinha escrito nas cartas de navegações, MONTE VI DE L A O, ou seja, o sexto monte de leste a oeste.
O Uruguai me pareceu um lugar bonito e tranqüilo para se morar.
O hostel que fiquei foi o CHE LAGARTO, na Plaza da Independência.
No Uruguay, é impossível não ir no Mercado Del Puerto. Coma uma deliciosa Parillada. Você vai gastar mais ou menos uns 275 pesos uruguaios.
Deixe para comprar o souvenirs na 18 de Julio, que é muito mais barato. Pesquise bem antes de comprar, afinal, os preços variam bastante e você tem a opção de negociar.
Recomendo também o restaurante EL FACAL (indicação da Georgina, a recepcionista do hostel). Gastei uns 300 pesos uruguaios.
Vá também ao Estádio Penarol, na praia Pocitos, uma deliciosa praia e o Shopping Punta Carretas, um shopping normal, sem muitos diferenciais, mas que dá para passar algumas horas em um local bastante agradável.
Enfim, estas são minhas dicas para uma visita ao Uruguai. Da próxima vez quero conhecer Colônia Del sacramento, que não pude ir desta vez.
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