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Olá viajantes do Mochileiros Minha esposa e eu acabamos de chegar de uma viagem que, definitivamente, valeu demais a pena. Nada seria mais justo do que depois de ler dezenas de excelentes tópicos aqui, eu também deixar minha contribuição. Meu intuito primordial não é descrever tudo que fiz, mas sim, é deixar meu roteiro para que outros viajantes possam utilizá-lo como um esboço para suas viagens e também comentar sobre alguns pontos em que eu tinha dúvida antes de viajar. Dessa forma outras pessoas que pesquisarem aqui poderão se beneficiar assim como eu me beneficiei de outros relatos. Enfim, fizemos essa viagem saindo de Lages - SC em 18/10/2025 e retornamos agora em 17/11/2025. Foram 31 dias muito bem aproveitados pelas Patagônias argentina e chilena. Fomos até Ushuaia, descendo principalmente pela Ruta 3, e passamos por Puerto Natales, Torres del Paine, El Calafate, El Chaltén, Chile Chico, Puerto Rio Tranquilo, Parque Queulat, Futaleufú, Bariloche e Pucón. Montei o roteiro dessa forma, depois de muito pesquisar, para que ele conseguisse, com o tempo que tínhamos disponível de férias, englobar quase todos os principais focos de turismo na região, com uma passada pela famosa Carretera Austral, além de um plus em Pucón, já que era um grande desejo conhecer o vulcão Villarica. E saiu melhor do que a encomenda. Com uma pitada de sorte, já que quase não pegamos chuva (pegamos chuva mesmo apenas 3 dias, sendo a ida e a volta no Brasil e o dia de deslocamento entre Bariloche -> Pucón), nem tivemos problemas com o carro, conseguimos fazer tudo que estava planejado e mais um pouco. Durante os deslocamentos sempre parávamos para tirar fotos e aproveitar a paisagem. Cada cidade em que chegávamos para dormir ou fazer atividades/passeios, caminhávamos por suas ruas para conhecer seus encantos e sentir a sua "vibe". Fizemos o trajeto de ida até Ushuaia com bastante calma, aproveitando o caminho. A volta, partindo de Pucón, fizemos com mais pressa e períodos mais longos de deslocamento. Nosso roteiro e principais atividades: 18/10 - DIA 1: Lages -> São Borja -Visita às Ruínas de São Miguel das Missões 19/10 - DIA 2: São Borja -> Lujan (Travessia pelo Paso Santo Tomé) -Visita à Basílica de Lujan 20/10 - DIA 3: Lujan -> Mayor Buratovich 21/10 - DIA 4: Mayor Buratovich -> Puerto Madryn -Observação de baleias em Puerto Madryn 22/10 - DIA 5: Puerto Madryn -> Rada Tilly -Observação de pinguins na Reserva de Punta Tombo 23/10 - DIA 6: Rada Tilly -> Rio Galegos -Observação de lobos marinho em Caleta Olivia 24/10 - DIA 7: Rio Galegos -> Ushuaia (Travessia pelos Pasos Monte Aymond e San Sebastian) 25/10 - DIA 8: Ushuaia -Navegação no Canal Beagle -Trilha Glaciar Martial 26/10 - DIA 9: Ushuaia -Trilha Glaciar Vincinguerra e Laguna Encantada 27/10 - DIA 10: Ushuaia -Trilha Laguna Esmeralda 28/10 - DIA 11: Ushuaia -> Puerto Natales (Travessia pelo Paso San Sebastian) 29/10 - DIA 12: Puerto Natales (Torres del Paine) -Trilha Mirador Base Torres 30/10 - DIA 13: Puerto Natales (Torres del Paine) -Passeio de carro pelas estradas do Parque Torres del Paine -Visita à Cueva del Milodon -Trilha Glaciar Gray 31/10 - DIA 14: Puerto Natales -> El Calafate (Travessia pelo Paso Dorotea) -Caminhada pela cidade de El Calafate 01/11 - DIA 15: El Calafate (Parque Nacional Los Galciares) -Mini trekking Glaciar Perito Moreno 02/11 - DIA 16: El Calafate -> El Chaltén -Trilha Chorrillo del Salto em El Chaltén 03/11 - DIA 17: El Chaltén -Trilha Base Fitz Roy (Laguna de Los Tres) 04/11 - DIA 18: El Chaltén -> Chile Chico (Travessia pelo Paso Rio Jeinemeni) 05/11 - DIA 19: Chile Chico -> Coyhaique -Passeio de barco pelas Capillas de Marmol em Puerto Rio Tranquilo 06/11 - DIA 20: Coyhaique -> Futaleufu -Visita ao Parque Nacional Queulat 07/11 - DIA 21: Futaleufu -> Esquel (Travessia pelo Paso Futaleufu) -Rafting (Seção All Day) em Futaleufu -Visita ao Campo de Tulipanes em Trevelin 08/11 - DIA 22: Esquel -> Bariloche -Caminhada pela cidade de Bariloche 09/11 - DIA 23: Bariloche/ Villa la Angostura/ San Martin de Los Andes -Rota dos 7 Lagos 10/11 - DIA 24: Bariloche -Circuito Chico -Cerro Campanário -Cerro Catedral 11/11 - DIA 25: Bariloche -> Pucón (Travessia pelo Paso Cardenal Antonio Samoré) 12/11 - DIA 26: Pucón -Subida à cratera do vulcão Villarica 13/11 - DIA 27: Pucón -Parque Cuevas Volcánicas -Passeio ao Ojos del Caburgua 14/11 - DIA 28: Pucón -> General Acha (Travessia Fronteira - Paso Tromen/Mamuil Malal) 15/11 - DIA 29: General Acha -> Fray Bentos (Travessia pelo Paso Gualeguaychú - Fray Bentos) 16/11 - DIA 30: Fray Bentos -> Pelotas -Free Shop em Rivera 17/11 - DIA 31: Pelotas -> Lages Principais Considerações: Estradas/Carros/Trânsito: Nosso carro é um VW T Cross 1.4. Com 27 mil km no início da viagem. Levei um kit de “macarrão” e dois daqueles sprays que enchem os pneus para me precaver contra algum furo. Graças a Deus, não tivemos nenhum problema mecânico, de acidente, ou com os pneus. Apenas uma trincadinha no para-brisas em virtude de uma pedrada na Carretera Austral. Tirando alguns trechos da Ruta 40 entre Gobernadores Gregores e Perito Moreno e da RN 152, próximo a Puelches, que estavam bem esburacados, as demais rodovias que trafegamos estavam ótimas. E o rípio? Achamos muito parecidos com as nossas estradas de chão do interior. Mas sinceramente, muitos trajetos são melhores que nossas rodovias brasileiras. A cada poucos kms encontrávamos máquinas fazendo manutenção. O trecho que me pareceu mais abandonado foi o tal dos “73 malditos” da Ruta 40. Ainda assim, quando trafegamos por ali estava um dia seco e dava para andar tranquilamente entre 50-70 km/h. Com barro a situação pode mudar. O trecho que pegamos para ir até Punta Tombo era de excelente qualidade. Nos trechos da Carretera Austral e arredores (trajetos de Chile Chico e Futaleufu) a qualidade da via é razoável para boa, a estrada só é mais estreita. Nem sempre passam dois carros juntos sem que um precise parar e tirar para a “valeta”. Conseguimos andar numa média de 60 km/h. Novamente, tive sorte e sempre peguei dias secos, com barro pode ficar mais difícil. É bom dar uma murchada (4 a 5 libras) nos pneus para ficar mais confortável rodar. Quando terminar o rípio calibra novamente. Eu levei junto uma bomba manual de encher pneu e uma caneta daquelas que mede a pressão (para os carros que não tem sensor que mostra a pressão por pneu, como o meu caso). Achei bem útil e recomendo levar. Um bom site para saber se determinado trecho da Carretera está pavimentado ou não é o https://carretera-austral.cl/ripio-y-pavimento-en-carretera-austral/ Na Carretera os motoristas locais tendem a andar mais rápido, principalmente com suas caminhonetes e o perigo está nas pedras soltas que eles jogam para trás, principalmente nas ultrapassagens. Geralmente quem anda por lá é bem consciente e faz a manobra de ultrapassagem bem longa, entrando bem distante na frente do veículo ultrapassado, para evitar que as pedras atinjam o carro. E o veículo ultrapassado freia para evitar o dano também. Eu levei azar por que numa dessas manobras uma caminhonete voltou da ultrapassagem bem pertinho na minha frente e nisso voou uma pedra que trincou um pouco o para-brisa, mas foi bem no alto e bem pequeno, não atrapalhou a viagem. Quando cheguei em Coihaique, por precaução, consegui achar um senhor que fez um reparo no vidro para não abrir mais o trinco. Achamos os motoristas argentinos e principalmente chilenos muito educados e sensatos nas rodovias. Sempre guardam boa distância entre os veículos, fazem ultrapassagem longas e seguras e não ficam costurando nas filas. O trânsito dentro das cidades é um pouco mais difícil de entender, principalmente o sentido das vias (geralmente não tem placa própria iguais as nossas que apontam o sentido que você pode dobrar. Você precisa olhar naquelas placas que têm os nomes das ruas nos cruzamentos. Ali estão pintadas umas setas que dizem o sentido de cada via). Ainda mais difícil de entender são as preferenciais. Muitos cruzamentos não possuem placa de pare ou de dê a preferência. Teoricamente a preferência seria de quem está na direita, mas nem sempre é assim. Há vias que aparentemente são preferenciais mesmo sem ter indicação. Durante os deslocamentos, muitas vezes preferíamos pernoitar em cidades menores, pois se perdia menos tempo para entrar e sair da cidade e o trânsito era mais tranquilo. É bom sempre saber as rotas que você vai seguir e as principais cidades onde passará. Acontece muito do app de mapas (Google Maps por exemplo) traçar uma rota que para economizar um pouco de tempo te leva para estradas não pavimentadas ou rodovias menores que frequentemente estão em piores condições. Pedágios: Na Argentina e na região do Chile que andamos, pagamos em espécie, são baratos. Não cheguei a reparar ou perguntar se aceitava cartão ou outra moeda que não a local. Na divisa em Fray Bentos(URU) paguei com cartão e na divisa em Santo Tomé (ARG) paguei com reais. No Uruguai os pedágios são todos automatizados. Para quem é turista faz o cadastro em https://telepeaje.com.uy/paseturista, pode passar e depois pode pagar/recarregar com o cartão de crédito. Em algumas regiões do Chile parece que é automatizado também, o turista passa e depois paga através do https://pasastesintag.cl/ Postos de Combustível: Em alguns trechos ficam bem distantes uns dos outros, mas sempre conseguimos abastecer a cada meio tanque. Quando chegava próximo a meio tanque já parava em um posto para abastecer. Não recomendo ficar com a autonomia menor do que isso. Os postos são bem estruturados com boas conveniências. Recomendo na Argentina YPF, Axion, Puma e Shell. No Chile Copec, Shell e Aramco. YPF e Copec são os que tem as melhores conveniências. Trâmites nas aduanas: Era algo que eu tinha muita dúvida. Na travessia Brasil/Argentina em São Borja o trâmite é unificado. Em Fray Bentos (Argentina/Uruguai) e Rivera (Uruguai/Brasil) também. Detalhe que a aduana em Rivera fica num shopping. Tive que pesquisar no Google para descobrir onde era. Já entre Chile e Argentina não havia processo unificado. Fazíamos o trâmite no lado chileno e no lado argentino separadamente. O processo nas fronteiras Argentina/Chile resumidamente é assim: 1-Você chega, estaciona o carro (quase sempre tem um estacionamento, senão você para no acostamento mesmo) e vai a pé até o controle migratório. 2-Faz o controle migratório com seu passaporte ou documento de identidade (usamos passaporte porque lemos antes de viajar que era mais fácil e realmente aparentou ser) e documento do carro. Fazem algumas perguntas sobre o seu destino e geralmente perguntam qual o endereço em que ficará hospedado e quantos dias ficará. Te remetem para aduana. 3-Na aduana vai o proprietário do veículo e apresenta o documento do mesmo e o passaporte/RG. 4-Esse passo é só para entrada no Chile, onde é obrigatório preencher o formulário (SAG). Para ganhar tempo, é melhor preencher no dia anterior e levar pronto em pdf. Cada ocupante precisa preencher. Site: https://dj.sag.gob.cl/declaracion-jurada 5-Você volta até o carro e vai para fila (se tiver) para a revista do veículo e das malas. Do lado argentino, não tivemos o carro revistado em local nenhum. Só mandavam a gente seguir. Já para entrar no lado chileno, são mais rigorosos. As vezes só olham “por cima”, as vezes pedem para passar as malas no raio X, as vezes pedem para abrir. E sempre vão perguntar sobre produtos de origem animal e vegetal. Na dúvida melhor não passar com nada e se você tiver algo, melhor dizer ao agente. E pronto. Não tivemos nenhum problema. Sempre fomos bem tratados. Nunca pediram seguro viagem e nunca pediram certidão de antecedentes. Meu carro está no meu nome, mas tem alienação e também, nunca me pediram autorização de viagem. No Chile nunca pediram o SOAPEX. E na Argentina só pediram carta verde na primeira vez que entrei no país (São Borja/ Santo Tomé). Já sobre o endereço do hotel ou hospedagem foi bem comum perguntarem. Sempre consultávamos os horários dos Pasos em: https://www.argentina.gob.ar/seguridad/pasosinternacionales Polícia: Nas províncias de Corrientes e Entre Rios é bem comum pararem todos os veículos. Para nós só perguntavam de onde vínhamos, por onde tínhamos imigrado e para onde íamos. Nem documento nos pediram. Em Bariloche tive que fazer bafômetro uma vez (era uma blitz). Nos demais lugares só faziam sinal para prosseguirmos. A única vez em que tive que mostrar CNH e documento do veículo foi em uma blitz que estava tendo a noite dentro da cidade de General Acha. Percebi que o policial conferiu se o veículo estava em meu nome e se o ano de exercício do documento do carro estava 2025. Depois de olhar, nos pediu desculpas pelo transtorno. Nenhum problema com a polícia e aquela história de desonestidade. Pesquisamos um pouco antes de viajar e resolvemos nos precaver. Levamos: extintor preso embaixo do banco de carona, 2 triângulos, colete refletivo, kit de primeiros socorros e até um cambão. Além do seguro do veículo com extensão de perímetro, carta verde, Soapex. Os policiais nunca me pediram nada disso. Importante lembrar que nos 2 países é obrigatório transitar com a luz baixa acesa a todo momento. Segurança: Nos locais onde estivemos, tudo parecia muito seguro. Nosso carro passou várias noites na rua e nunca tivemos problemas. Custos: No que diz respeito ao combustível, na Argentina percebemos que o preço varia na região da Patagônia e fora dela. Na média a Nafta Super estava 1200 pesos na Patagônia e 1500 pesos fora dela. A Nafta Premium (Infinia, Quantium, etc) estava 1500 pesos na Patagônia e 1800 pesos fora dela. No Chile é mais cara, pagamos em média 1400 pesos chilenos, com relativamente pouca variação de preço entre os diferentes tipos de gasolina (93,95,97). Quanto as acomodações e pernoites, tem hotéis, hostels, B&Bs para todos os gostos e bolsos. Mais caros no geral do que no Brasil, mas vai depender muito do que cada pessoa procura. Supermercados e alimentação, na média, convertendo em Reais, dá para dizer que o custo se aproximou do dobro do que gastaríamos no Brasil. Achamos os restaurantes mais caros na Argentina do que no Chile. No supermercado, os preços ficam equilibrados entre Chile e Argentina, algumas coisas mais caras em um país e mais baratas em outro. Os passeios e as entradas nos parques também achamos mais caros na Argentina. Câmbio/Cartões/Dinheiro em espécie: Levamos dólares e reais em espécie para trocar por pesos chilenos e pesos argentinos. Levamos também cartão Wise carregado em dólares e cartão de crédito Visa. E fomos preparados para utilizar Western Union, mas não usamos. Fizemos as trocas em casa de câmbio quando entramos na Argentina (no próprio complexo da Aduana de São Borja/Santo Tomé) e no Chile (em Puerto Natales). Não trocamos pesos uruguaios. Sinceramente, não fizemos o cálculo do que compensava mais financeiramente, mas sem dúvida não depender de dinheiro em espécie é muito mais prático. O “efectivo” acabamos utilizando nos pedágios e em algumas reservas pelo Booking nas quais o anfitrião era pessoa física. No mais, o gastamos em coisas onde poderíamos ter utilizado cartão. Alguns estabelecimentos na Argentina estavam cobrando acréscimo de até 10% no pagamento em cartão de crédito. Outros ofereciam desconto de até 10% no pagamento em espécie. Mas na ampla maioria dos locais, o cartão foi aceito normalmente sem diferença de preço. O cartão Wise carregado com dólares funcionou perfeitamente em todos os estabelecimentos da Argentina nos quais o utilizamos. Nenhuma recusa ou erro. Parques: Em todos é necessário comprar o ingresso. Atenção que alguns não recebem em espécie. Comprávamos sempre antecipadamente pela internet em: https://www.pasesparques.cl/pt https://www.argentina.gob.ar/interior/parquesnacionales Trilhas: Muita variedade e quantidade. Do que fizemos era obrigatório ter guia no Minitrekking no Perito Moreno (apenas a Agência Hielo e Aventura opera) e na subida ao vulcão Villarica. Dependendo da época do ano, há exigência também na trilha do Mirador Base Torres no Parque Torres del Paine. Nos demais trekkings que fizemos não era obrigatório ter guia. As trilhas são bem batidas, com caminho bem definido, bem sinalizadas e bem movimentadas. Para se sentir mais seguro, recomendo ter também um app de navegação em trilhas como Wikiloc ou AllTrails. Utilizar uma boa bota impermeável, uma mochila confortável, um bom bastão de trilha e ter sempre na mochila uma corta vento e uma calça impermeável. Clima: Outra grande dúvida era como estaria o clima e a paisagem, principalmente para as trilhas. Em resumo: Dia 28/10 pegamos nevasca em Ushuaia e -2 graus de temperatura. Nos outros dias ficou numa média de 5 a 10 graus. As montanhas ainda estavam bem nevadas. Das trilhas que fizemos, a laguna Esmeralda estava descongelada, já a laguna de Los Tempanos estava congelada (caminhamos sobre ela) e os glaciares Martial e Vincinguerra estavam cobertos pela neve, nós não conseguimos os observar. Em Torres del Paine (29 e 30/10) a temperatura estava amena e a laguna que fica na base das torres estava parcialmente congelada (diria que 50%). Em El Chalten (03/11) a Laguna de Los Tres, na base do Fitz Roy, ainda estava congelada. Em Púcon (12/11) havia bastante neve no vulcão Villarica, A maior parte do trecho de subida efetivamente ainda estava coberto. Subimos a maior parte com grampões nas botas e conseguimos descer um baita trecho de “esquibunda”. Interessante que enquanto voltávamos para casa (14/11), enquanto passávamos pela região dos arredores de Neuquén o termômetro do carro chegou a marcar 35,5 °C. Conectividade: Ao invés de procurar chip de celular internacional ou comprar durante a viagem, resolvi adquirir uma Starlink Mini e instalar ela sob o teto solar do carro. Utilizei uma fonte estabilizadora na tomada 12 volts para alimentá-la. Funcionou perfeitamente em toda a viagem, independente do local ou velocidade. Só não funcionava quando a antena não tinha comunicação com o céu. Embaixo de um posto de combustível por exemplo. O que já era de se esperar, é claro. Recomendo muito. Até por segurança. Você estará todo tempo "comunicável", a não ser que fique sem bateria no carro, o que seria um desastre de qualquer forma. E esse era o relato pessoal. Espero que seja útil e peço desculpa por alguma falha na escrita. A gramática e a produção de textos nunca foram um ponto forte meu. Se alguém tiver alguma dúvida ou curiosidade sobre o roteiro, alguma atividade ou passeio que fiz, ou alguma particularidade, fico a disposição para ajudar. Um abraço.
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Relato de viagem 19 dias Patagônia – Bariloche x Futaleufu x Puyuhuapi x Cerro Castillo x Puerto Tranquilo x Los Antiguos x El Chaltén x Ushuaia Dia 1 – 23/01 – sábado: Rio X Bariloche E ai Pessoal! Espero ajudar com mais este relato. Essa viagem foi sensacional!! A viagem ocorreu de 23 de janeiro/2016 a 11/02/2016. Apesar de alta temporada, não fomos com nada reservado e íamos buscando nos locais mesmo. Em Bariloche tivemos grande dificuldade em conseguir hospedagem a preços aceitáveis, e acabamos pagando mais caro porque não fechamos antes. Vou falando os custos ao longo do caminho. A passagem foi Rio x Bariloche e Ushuaia x Rio por R$ 2.040,00 com as taxas incluídas. Chegamos umas 21h30 ao centro da cidade de ônibus do aeroporto por 12 pesos cada um (o táxi seria a partir de 280 pesos), ainda claro. Procuramos hostel más já estavam todos lotados. Tivemos que procurar um hotel, que encontramos o Copahue na Av. San Martin. O hotel é bem aconchegante e agradável, apesar de caro (1.100 pesos/para 2 pessoas) com café da manhã. Dia 2 – 24/01 - domingo: Bariloche Acordamos cedo e fomos buscar uma troca de hotel pra um mais econômico. Rsrsrs os hostels estão cobrando 300 pesos por pessoa em quarto compartilhado, praticamente todos com o mesmo preço. Andamos pela cidade, calle Mitre onde o pessoal troca moeda. O câmbio estava 1 real = 3,60 pesos 1 dólar = 4,15 reais 1 dólar= 15 pesos Almoçamos na própria calle Mitre, no los ponchitos e a comida estava na média de preços dos outros restaurantes : 130 pesos (caro!!). Encontramos uma hospedagem mais a frente chamada Aspen Hotel que estava cobrando 860 pesos para 2 pessoas, melhor que a nossa a 1.100, pena q não deu tempo de trocar no mesmo dia... Dia 3 - 25/01 – segunda: Bariloche Resolvemos ficar na cidade em vez de fazer passeio. Fomos ao parque Llao Llao e caminhar por la. O parque é bem interessante. Fomos ao centro de turismo e pegamos informações do que fazer lá. Inclusive que tínhamos que comprar o cartão de ônibus (25 pesos) e depois recarregar com base nos valores que usaríamos. Os ônibus não aceitam dinheiro! Rodamos o dia todo no parque. Dia 4 – 26/01 – terça – Tronador Fechamos um passeio ao tronador por 560 pesos/pessoa que sai do hotel às 9h. O passeio consiste em passar pelo rio manso (que tem variações de coloração em razão dos sedimentos que caem no rio) e ao fim encontramos com uma geleira que constantemente se solta. Não demos sorte de ver uma parte se desprendendo, mas pelo menos conseguimos ouvir alguma coisa. Hehehe Depois, passa para ver a cachoeira que se forma da geleira... bem interessante. Água bem gelada mesmo. Trocamos de hotel do Copahue para o Aspen Ski hotel que era bem mais aceitável o preço 860 pesos com café da manhã. Este hotel também tem serviço de restaurante que é mais econômico que qualquer restaurante que fomos!! Fora que a comida é muito boa e com variação!! Não pensamos duas vezes. Hehehe só comemos os "pratos frios" por 60/pessoa. :) Só os pratos frios já satisfizeram nossa fome! Grande variedade de comida pra todos os gostos. Este hotel teve o melhor custo x benefício da viagem, pena que não o descobrimos antes. http://www.hotelaspenski.com/home.htm Dia 5 – 27/01 – quarta - Bariloche x Esquel (rumo a Futaleufu) Pesquisando sobre rafting na internet, descobrimos o relato do Márcio/Sp aqui no site dos mochileiros.com (futaleufu-o-paraiso-do-rafting-t32982.html) que falou tão bem de Futaleufu, que desistimos de fazer os oferecidos em Bariloche. Os preços de Bariloche estão surreais 1.690 pesos (nivel 3 e 4). O mais barato que encontramos foi por 1.290 numa agência perto do posto de gasolina do centro, subindo a rua. Para chegar a Futaleufu, é preciso ir a Esquel e de lá continuar a peregrinação. Hahahaha o preço da passagem foi de 232 pesos em ônibus executivo. Pegamos o remise ("táxi" ”mais econômico”) do Aspen até o Terminal de bus por 80 pesos. Infelizmente perdemos o ônibus porque compramos o bilhete no quiosque (El Valle), mas eles vendiam várias empresas... como o atendente não informou sobre isso e não sabíamos que existia isso em guiche, tivemos que pegar o ônibus mais caro (365 pesos) e que venderam como cama... De ônibus normal até Esquel e de la sentido Chile. Em Esquel também é possível fazer um rafting no rio Corcovado de nível 3 e 4, mas esse não é o nosso objetivo. Hehehe Ficamos hospedados por 600 pesos (2 pessoas) numa Cabaña perto da rodoviária mesmo. Tinha também um hostel perto por 200/pessoa em quarto compartilhado. A central de informações é interessante, pois funciona direto, pelo que vimos, inclusive pela manhã (8h). La eles dão varias informações e indicam onde se hospedar também. Dia 6 – 28/01 – quinta - Futaleufu Após passar pela Aduana na Argentina e Chile, partimos pra cidade. Chegamos perto das 11h e pensávamos que não seria possível fazer nada neste horário, mas conseguimos fazer o rafting mais curto (que sai mais tarde que os outros) por 45mil pesos chilenos/pessoa na Patagônia Elementary. A Agência tem boa estrutura e vai um fotógrafo profissional acompanhando o bote que oferece os serviços por 5mil/pessoa. O rafting é irado!! Sem palavras para descrever a tonalidade, exuberância e qualidade do rafting!! Ficamos tão empolgados com o rafting que resolvemos fazer outro no dia seguinte. Refeição fica na faixa de 6mil/pessoa. Ficamos hospedados na pousada Cañete por 12.500 pesos/pessoa. Pequena, porém funcional. Café da manhã básico. Rsrsrs Ficamos boquiabiertos com tamanha beleza!! Cotação - 1 real = 165 pesos Incrivelmente tem uma agência que troca reais e estava 1 real = 170 pesos! Droga que não descobrimos antes do saque. Hehehehe Dia 7 – 29/01 - sexta - Futaleufu Fizemos o rafting full day pela agência: Outdoor Patagônia raftingoutdoor@gmail.com http://www.outdoorpatagonia.com O material deles tá menos novo que o da outra, porém achei o serviço mais top!! O guia Alonso fez a diferença no passeio, indo pelos pontos mais interessantes do rio, além de usar a gopro direto!! Para sair de Futaleufu, também são poucas opções e dias. Voltando para Esquel, sai na segunda, quarta e sexta, pois os ônibus das duas cidades (Esquel e Futaleufu) se encontram na fronteira. Para ir mais ao sul, tem um ônibus domingo que vai até Coihaique e há outras opções saindo de Chaitén diariamente. Nessa estrada, o que costuma acontecer é das pessoas esperarem o ônibus de Chaitén na Villa Santa Lucía, que é passagem obrigatória e ponto desses ônibus. Infelizmente não tenho mais detalhes dos horários, pois quem entrou em contato com a empresa de ônibus para gente foi a dona da pousada Cañete (que inclusive vende passagens para Chaitén). No rafting que fizemos encontramos um casal de australianos que estava de carro e ia para Cerro Castillo também!! Então entramos nessa viagem desse casal e dormimos em La Junta, uma das cidades mais próximas do parque nacional Queulat. La Junta é uma cidade pequena e tranquila, com água potável saindo pela bica. Rsrs Não só lá acontece isso, mas, pelo que vimos, em toda Patagônia!! Economia garantida na água. Hehehe Ficamos hospedados num lugar bem fraco, chamada "Hospedaje Valle El Quinto", cuja limpeza é fraca, mas foi o q encontramos, por 10mil/pessoa com café da manhã fraco. Rsrs bom que foi só por uma noite. Dia 8 – 30/01 - sábado - La Junta x Puyuhuapi Como não tínhamos barraca pra acompanhá-los, eles nos deixaram em Puyuhuapi em torno das 11h, base da cidade pra conhecer Ventisquero Colgante, que é um glaciar no meio de uma floresta! Visual impressionante e interessante. Ele é menor que o mais perto de Bariloche, mas é mais bonito como um todo. Esse parque fica a 22km da da vila de Puyuhuapi e chegamos de carona. É possível pegar um bus pra voltar pra Puyuhuapi a partir das 18h, que são os ônibus que saem de Coyhaique até La Junta/Puyuhuapi. Ficamos na cidade porque não tinha como sair no mesmo dia, pois para ir para Cerro Castillo, tem que ir a Coyhaique e o ônibus sai às 6h da manhã diariamente. Ficamos hospedados na hospedagem Don Luis, que é un lugar bem agradável e aconchegante por 11mil/pessoa sem café, pois o bus sairia cedo no dia seguinte. Dia 9 – 31/01 - domingo - Puyuhuapi x Cerro Castillo Compramos a passagem no dia anterior em Puyuhuapi até Coyhaique por 8mil pesos/pessoa e partimos pra esta cidade. Ao chegar à rodoviária, buscamos uma passagem pra Cerro Castillo que sai diariamente às 9h, mas a atendente informou que não havia mais vagas até quarta-feira. Perguntamos se havia outro e a atendente disse q teria um sem vaga às 11h. Insistimos se teria desistência e ela disse q teria q esperar. Bingo! Conseguimos partir pra Cerro neste dia por 5mil/pessoa. Procuramos hospedagem e encontramos a hospedaje El Rodeo que é razoável e saiu por 10mil / pessoa sem café da manhã. Cerro Castillo é um parque que oferece Trekking de 1 dia ou de 4/5 días, ao estilo Torres del Paine. Infelizmente não viemos preparados pro Trekking maior, então só restou o de 1 dia mesmo que não conseguimos fazer no dia que chegamos e ficou pro dia seguinte. Refeição tem o preço aproximado das cidades anteriores entre 6 e 7 mil. Obtendo informações no parque, a central disse que o percurso mais bonito é o que fica perto da Cidade de Cerro Castillo mesmo, tendo variações de caminhada para quem anda bem e pra quem não anda tão bem assim. Rsrsrs Dia 10 - segunda - Cerro Castillo Fizemos o Trekking de 1 dia que vai e volta por Cerro Castillo. O visual é irado! Passa-se por bosques, vegetação alta e depois uma parte de pedras para se chegar ao mirante que é impressionante, ainda mais num dia de sol. Depois, é possível entrar na água gelada que corre da geleira no lago, dar uma refrescada e encher a garrafa de água. A trilha dura entre 6 e 8 horas ida e volta, mas pode passar disso. Rsrs Na volta, não tinha mais ônibus pra pegar e pedir carona já ficou tarde... Então, voltamos pra pousada El Rodeo para tentar ir embora no dia seguinte. Dia 11 - terça - Cerro Castillo x Puerto Tranquilo Os ônibus não passam com frequência nesta estrada então ou se pega um certo ou tem que tentar carona. O ônibus que passa entre 10h e 11h na estrada principal já estava cheio e o que passava 11h30 só tinha uma vaga... Moral da história: tivemos que "ir a dedo" (pedindo carona). Depois de 1h30 esperando e praticando bastante, conseguimos!! Chegamos a Puerto Tranquilo e não tinha "hospedaje" disponíveis. Felizmente, conseguimos alugar uma barraca na "Bellavista" que tinha uma ótima estrutura tanto pra Camping quanto pra quartos. Por coincidência, encontramos o casal que nos deu carona no mesmo local. Como iam a capella de marmol, aproveitamos a oportunidade e fomos juntos por 10mil/pessoa. O local realmente é deslumbrante. Como fomos umas 18h30, não tinha mais sol, mas mesmo assim foi lindo demais. O melhor horário para conhecer é entre 8h e 9h, pelo que disseram, porque a água faz um contraste interessante com a capela de mármore. Dia 12 - quarta - Puerto Tranquilo Fechamos o passeio de Exploradores de Glaciar por 50mil no cartão de crédito, pois já estavam acabando os pesos chilenos 45mil (dinheiro) na empresa Valle Leones. Achei o valor bem exagerado pelo serviço que oferecem, mas é alta temporada de primavera/verão... Mesmo assim ficamos curiosos pra conhecer. O passeio consiste em um Trekking guiado em parte do Parque Nacional Laguna San Rafael que você anda em cima de gelo (preto e branco) e observa suas formações. Não chega nem perto do glaciar que se vê ao horizonte. Além disso, vc tb anda no gelo com um acessório acoplado ao calçado. É interessante, mas achei que o pessoal foi devagar enlerdando no caminho pra não ir tão longe. Rsrsrs No final, essa agência encaixou a gente num outro carro e tivemos que esperar 40min até o grupo da nossa van chegar! Pra um serviço nada barato, isso não parece razoável... Então, espero que tenham mais sorte que a gente. Para sair de Puerto Tranquilo a Chile Chico tínhamos 2 opções de dia: quarta ou domingo às 14h30. Então, partimos na quarta! Chegando a Chile Chico, umas 19h40, não tinha como fazer o transfer de bus. Então tivemos que dormir por lá mesmo. Ficamos em uma hospedagem atrás de onde saia a van pra Los Antiguos. Dia 13 - quinta - Chile Chico x Los Antiguos Compramos as passagens por 5mil pesos chilenos/pessoa no Martin pescador. Tem ônibus diariamente às 10h e 16h sentido Argentina e uma hora antes sentido Chile (acho eu). Rsrsrs A distancia é muito pequena (de veiculo)!! Daria pra ter passado a fronteira tranquilamente no mesmo dia (no verão até às 22h), mas não tínhamos transporte. Em Los Antiguos, o ônibus pra El Chaltén só sai diariamente às 20h (11h30 de percurso), tivemos que passar tempo na cidade. Fomos ao ponto de turismo que nos falou que a cidade é conhecida como a "capital da cereja" e tinha uma chácara que fazia um tour guiado. Pagamos 50 pesos argentinos/pessoa e fomos acompanhar e comer muitas cerejas. Hehehe Esse tour foi na "Chacra Don Neno". O dono da fazenda apresentava, falava pra comer umas frutas frescas do pé (damasco, morango, cereja, framboesa, cassis, entre outras) e ao final nos deu um licor de recordação. Depois, fomos comer uma pizza antes de pegar o bus em um dos 2 restaurantes que ficam abertos direto na av. principal. Hehehe Dia 14 - sexta - El Chaltén Depois de longas 11h30 no bus, chegamos às 7h da manhã a El Chaltén. Cidade agradável e bem fria pela manhã. Ficamos hospedados no Restaurante/Hospedaje La Huella por 375 pesos argentinos/pessoa. Demos meio que sorte que o dono do estabelecimento ia a El Calafate e nos deixou toda a casa, com cozinha e área de serviço. Compramos comida no mercado e resolvemos cozinhar nessa passagem de 3 dias e comer mais opções que carne + variações de batata ou salada ou arroz. Rsrsrs Como estávamos cansados, fizemos a trilha para o Chorillo del Salto que é uma caminhada tranquila. Ao subir a queda da pra ver a cidade e uma boa parte do vale. Dia 15 - sábado - El Chaltén Fizemos a trilha da Laguna Torre. O visual é bonito também. Como tínhamos tempo e fôlego, aproveitamos pra conhecer as Lagunas Hija (agua boa pra dar um tibum, o lago não forma rio e a Madre. A caminhadinha foi forte porque demos a volta pela outra trilha, mas valeu a pena. Dia 16 - domingo - El Chaltén Depois de preparamos o café, fomos ao Monte Fitz Roy. O percurso é forte e interessante. Infelizmente o tempo fechou e não estávamos mais acostumados a "sentir frio". Hehehe não levamos roupa de frio e nos lascamos... Quase perdi a mão lá. Hehehe Ficará para a próxima oportunidade concluir este trekking... rsrs Dia 17 - segunda - El Chaltén x Ushuaia Compramos vôo de El Calafate x Ushuaia por 117 dólares e o ônibus de El Chaltén x El Calafate por 370 pesos. Apesar de caro, foi o melhor que podíamos fazer, pois ir de ônibus seria absurdamente demorado (passa pela fronteira, barcos...) e a diferença de preço para o ônibus era nenhuma, fora que eram 2h de vôo... uhuu Quando chegamos ao aeroporto de Ushuaia, o indivíduo da central de turismo era poliglota e engraçado. Como não tínhamos reserva, ele se prontificou a contatar alguns hostels e ficamos no Amanacer de la Bahía (http://www.ushuaiahostel.com). O hostel é arrumadinho e limpo por 300 pesos por pessoa. Os preços das comidas são entre 130 e 600 pesos/pessoa. Aqui tem um caranguejo gigante (king crab) que é o prato mais conhecido, porém é bem caro. Rsrsrs A atendente do hostel nos indicou opções de passeios e fechamos o transfer pra Laguna Esmeralda pro dia seguinte por 250 pesos ida e volta por pessoa. Dia 18 - terça - Ushuaia (Laguna Esmeralda) Agendamos o transfer para às 9h. Começamos a trilha marcada às 9h30 e a completamos em 2h. O visual é maneiro e sem ventos seria possível ver o reflexo da montanha na água! Pena que não tivemos essa sorte. Rsrsrs voltamos, Almoçamos e fomos ao museu do presídio. A história é interessante, mas dispensaria. Hehehehe custou 90 pesos/pessoa. Depois, fim do dia, jantamos e hostel. Dia 19 - quarta - Ushuaia Como o tempo melhorou, optamos em visitar o parque nacional. Lá contempla trilhas e paisagens de tirar o fôlego! Acho que vale dormir 1 noite no parque... vai poder aproveitar melhor o tempo e procurar os castores com mais detalhes. Rsrs Para chegar ao parque pagamos o transfer de 300 pesos (ida e volta) na própria agência. Tem este serviço que é bem prático. Se não fosse o frio, daria para ir Mergulhando no mar de águas cristalinas até o fim da trilha. Depois de tanto caminhar, chutamos o balde e fomos gastar Dia 20 - quinta - Ushuaia x Rio Pegamos o voo pela manhã de Ushuaia até Buenos Aires. Fomos passear na Calle Florida enquanto passava tempo na cidade. Depois, voo noturno e baldeação de aeroporto na madruga de táxi, pois a Tam não oferece o ônibus na madrugada. Viagem iradíssima e com gosto de quero mais! Observações importantes : 1. Na Argentina, o guiche de empresa de ônibus vende passagens de outros ônibus também. Não sabíamos disso... Moral da história: perdemos a saída do ônibus. Nem precisa falar que saiu ainda mais caro né? 2. Bariloche é uma cidade muito cara, com a cotação que viemos pra cá. É também muito bonita e há outros atrativos também. A neve deve dar uma beleza diferente ao local. No verão é possível fazer vários ecoturismos. 3. Acho importantíssimo trazer uma barraca pra eventual oportunidade de encontrar alguém que vá acampar. Como não tínhamos uma barraca leve e pouca bagagem, perdemos a chance de ficar com os australianos que encontramos e iam acampar no Bosque Encantado. 4. A Carretera Austral Sur tem visual esplêndido!! O ruim é que boa parte dela é em estrada de terra, o que dificulta muito o transporte e a linha de ônibus rodar. Rsrsrs ideal seria alugar carro, mas não no$ foi po$$ível. Hehehehe 5. Saque dinheiro nas cidades grandes, pois as pequenas não possuem esse "serviço". A região de Aysén é interessantíssima!! Vale pesquisar outros destinos! Infelizmente dependem de tempo, pois os ônibus não saem diariamente e pedir carona sem uma barraca é arriscado, já que existe a possibilidade de não conseguir a carona... http://www.recorreaysen.cl 6. Tragam roupa de verão! Imaginei pegar frio na Patagônia e me ferrei. Trouxe nenhuma. Hehehe 7. Atenção a abordagem estranha em Buenos Aires. Quase roubaram nossas mochilas com um golpe de te sujar e depois surgir alguém do nada para te limpar... ATENÇÃO!
