Olá viajante!
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DELTA DO PARNAÍBA chegamos em Teresina às 5h55 e no guichê da Expresso Guanabara às 5h58, só pra eu saber que o bus tava partindo e o próximo só 9h30. Saí correndo pra "segurar" o busão e consegui, a
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PARQUE 7 CIDADES: Chegamos em Piripiri por volta das 15h e após checar que o táxi cobrava R$ 50,00 pra levar atéo Parque, decidimos nos instalar na cidade mesmo. Hospedagem: Hotel Plaza Villa
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Nanci, você entendeu o que "pega". O Parque da Capivara tava "esvaziado", pro tamanho que é...rs Topamos com mais duas pessoas (em um outro carro, com a guia Eliete- indicada aqui no forum) e
Pessoal,
aqui vão as infos da minha viagem pelo Piauí, neste carnaval de 2011.
Ao todo, por 10 dias de viagem, gastei cerca de R$1.200,00, já inclusa aí a passagem aérea comprada em promo da Gol, em janeiro/2011: ida acerca de 199,00 e volta por 10,00.
Fui com uma amiga e optamos por conhecer a Serra da Capivara, o Delta e o 7 Cidades. Iniciamos pelo primeiro, pra justamente “matar” logo o que acreditávamos que demandaria mais tempo – tanto de estadia quanto de deslocamento. Começamos bem então. A Serra foi, pra mim (e pra minha amiga), o melhor da viagem.
Destaques gerais importantes (pra desanimar ou animar de vez!):
- ir de busão pelas pequenas cidades do interior do PI é uma aventura à parte. Não há (ao menos nos lugares TURISTICOS que visitamos) ônibus de linha que liguem um povoado a(os) outro(s) e o que resta ao viajante desavisado é esperar pelo ônibus que, uma vez ao dia, está vindo de alguma outra cidade grande (Brasília, São Luís, Fortaleza e Teresina) e passa pelos povoados do interior, ou então, fretar um táxi, caso o ônibus já tiver passado e você decida não se hospedar para pegar o que passa só no dia seguinte.
- o asfalto das estradas nos povoados ao sul é REPLETO de crateras, algumas gigantes e de profundidade considerável! Alguns carros até optam por trafegar no trecho de terra, que equivaleria ao acostamento, para evitar os buracos. Além disso, a quantidade de animais cruzando a pista é incrível. São MUITOS bois, vacas, bodes, cabras, ovelhas, jegues, cotias, tatus, raposas. Vi todos esses. Os primeiros, como de praxe, em bandos, mas sem boiadeiro nem pastor.
- há muitos mosquitos e mutucas. Repelente é imprescindível. Pra alguns, o ar-condicionado pode ser também.
- a HOSPITALIDADE do povo piauiense é marcante e foi uma surpresa adicional. Não me recordo de ter sido tão bem recebida em nenhum outro estado. 95% das pessoas com as quais tivemos contato foram muito solícitas e gentis.
SERRA DA CAPIVARA:
Transporte: Chegamos no pequenino aeroporto de Teresina por volta das 4h e, com a ajuda de 2 piauienses, conseguimos uma corrida de taxi até a rodoviária (R$ 30,00 rachados com mais uma menina). Há um ônibus que faz o trajeto, mas ele só rodava a partir das 5h. Chegamos à rodoviária (que, ao contrário do aeroporto, não fica na região central da capital) às 5h10 e soubemos que havíamos perdido o ônibus que saíra para São Raimundo Nonato às 5h. O seguinte, só às 14h30.
[Em um dos últimos guichês à esquerda funciona uma espécie de agência, que informa e vende passagens de várias companhias. O funcionário Carlos, em sua “calma” particular, atende bem e chegou a comentar que liberaria o computador pra que nós pudéssemos checar outras informações, caso o mesmo não estivesse pifado. Por orientação dele, acabamos resolvendo embarcar pra Cantos dos Buritis, no bus de 8h30 (R$ 48,50, Transbrasiliana), de onde poderíamos pegar outro bus ou van (já que se trata de uma região de entroncamento de vias) pra São Raimundo. Ele fez a conta nos dedos e disse que estaríamos no local por volta das 14h. Mas, ao embarcarmos, pra nosso desespero, o motorista disse que as estradas estão péssimas e chegaríamos entre 16h30 e 17h. Dito e feito!]
Após passar a noite no avião e o dia no ônibus, chegamos em Canto dos Buritis no fim de tarde pra saber que não havia van alguma e o busão, era o que vinha de Brasilia e só passaria lá pras 22h30. Bem, acabamos, depois de muito negociar, indo no táxi do Israel (além dele, também há outros ali mesmo no terminal rodoviário) que, de R$ 140,00 baixou o valor pra R$105,00. Eu e minha amiga pagamos R$ 40,00 e uma senhora com o neto pagou R$ 35,00. Ela ainda iria pra Remanso/BA e se viu obrigada a pernoitar em São Raimundo. Chegamos lá por volta das 19h.
Hospedagem: Ficamos no Hotel Real, a melhor relação custo x benefício de toda a viagem. O atendimento (recepção do Walberto)é 10, a limpeza é boa e o restaurante (garçons Erasmo e Pauliran muito legais) é ótimo. O apto simples, com ventilador, tv e telf, tava a R$ 40,00, mas com a choradinha leve saiu a R$ 35,00. Se quiser conforto, é só subir pros aptos novos, completos, com ar e frigo. O café é reforçado, self-service, suco, vitamina, frios, cuscuz, tapioca, coalhada, mel, frutas, bolos, sucrilhos, linguiça c/ molho, ovos, enfim... pra mim, deu pra forrar. RECOMENDADÌSSIMO! Se você come pouco no jantar, dá pra dividir um prato -recomendado pra 2 - do cardápio do restaurante. Nós (a)provamos tanto o filé (R$ 18,50) quanto a peixada (cerca de R$ 20,00), além da jarra de suco grosso de manga.
Passeios : conseguimos, com a ajuda do Wal, um grupo pra dividir despesas do guia e arrumar carona, apenas no primeiro dia. Fechamos com o Rafael (recomendado como um dos melhores guias- 89-9443-7289/moraisecotur@bol.com.br) o circuito da Pedra Furada (principal) e Trilha Hombu, com visita à Toca do Boqueirão da Pedra Furada com a iluminação noturna - o que estica o dia até 19h.
Rafael estava acompanhando um grupo de recifenses fazia 3 dias e partilhamos com eles o quarto e último dia. Um achado, porque o grupo era muito legal! Minha amiga foi na vaga do carro deles e eu fui com o guia, de moto. Na estrada, pegamos chuva e já cheguei no parque devidamente batizada de barro, claro. Foi um dia, basicamente de apreciação de muita arte rupestre.
A diária do guia é R$ 75,00 e com a divisão de transporte, pagamos por tudo, R$ 55,00 no primeiro dia. Pra ver a Toca iluminada, paga-se à parte o valor de R$25,00 rateado em grupos de até 20 participantes. Acima disso, o valor sobre. Pra gente, saiu a 6,50.
A entrada do parque custa 10,00 POR DIA. Estudantes e professores pagam meia e idosos têm gratuidade.
O almoço foi ótimo (carne de sol e galinha caipira), no camping Pedra Furada, no povoado sítio do Mocó. R$ 10,00.
No segundo dia, eu e minha amiga alugamos um carro e com o guia, saiu a R$ 160,00. Ou seja, 80,00 pra cada. Havia a opção de irmos nós duas na moto do guia e isso baratearia em muito o passeio. Mas, minha amiga não topou e como ela havia machucado o joelho e o pé no dia anterior, caindo em um buraco, eu também achei melhor irmos de carro mesmo. A gasosa era por fora e colocamos R$30,00 no tanque. Deu pra irmos na Serra Branca e fazermos corridinha algo da Serra Vermelha, incluindo o Baixão das Andorinhas no fim de tarde. Deu pra ter o gostinho do espetáculo que elas dão. Mas, só o gostinho, porque havia poucas por lá nessa época. De todo modo, é mesmo incrível a velocidade com que elas se lançam nas fendas dos canions (um visual lindo, por si só), com rasantes espetaculares. Como já citaram por aqui, o som que os rasantes produzem lembra mesmo o dos carros de corrida.
No terceiro dia, pelo mesmo preço do segundo, fizemos o circuito do Desfiladeiro da Capivara, com visita à fábrica de cerâmica artesanal (onde as peças não são tão em conta, em relação às lojas do Centro de Visitantes) em Barreirinho, e fim do dia no Museu do Homem Americano. Você pode ecnomizar comprando (se der sorte de ter) peças de cerâmica com pequenos defeitos. Como achei lindas as pinturas rupestres, também achei lindas as peças cerâmicas que se inspiram naquela arte. Aliás, em toda a cidade, há reproduções dos "neguinhos" - como eles chamam as pinturas de figuras supostamente humanas - e dos animais - capivaras, veadinhos, emas, lagartos.
A trilha dos Veadinhos Azuis vale pelo visual, muito mais do que pelas pinturas em si. Nesse dia, caminhar entre as fendas do vale e, depois, sobre o topo dos desfiladeiros, foi fascinante. Fizemos tudo com R$ 20,00 de gasosa.
Chegamos a pensar em fazer um quarto dia na Serra, mas o tempo apertado e os altos custos fizeram com que seguissemos na noite do terceiro dia pra Teresina. Pegamos o Princesa do Sul, às 20h30 pra capital, a R$ 75,00, economizando uma noite de hospeagem.
Pra comer com economia: além do restaurante do hotel Real, há em uma mesma rua, a Pizzaria do Paulinho, a Tropical (pizzas a 25,00 em média), além da Churrascaria Canoas (cerca de 22,00 o churras misto pra 2). Todo mundo sabe onde ficam esses lugares, é só perguntar.
Há ainda a lendária "Dirinha"e seu Sabor e Arte, onde você pode provar esfihas decoradas com figuras rupestres ou a premiada torta de aipim com recheio de carneiro. A Dirinha adora um papo e, pra quem gosta de gente, vale a visita até lá, mais pela Dirinha do que pela culinária. Mas, vá sem pressa: ela faaaaaaaaaaala mais do que eu e o Lico juntos!
Serra da Capivara: patrimônio da Humanidade pela Unesco, com garantia de satisfação! Vi tudo verdinho por lá. Mas, se você pretende ir no período da seca, verá outro espetáculo: o emaranhado de galhos ressequidos e empoeirados - o que deve conferir um ar especialmente inóspito à região. O espetáculo da regenaração da natureza, só quando a água começar a cair de novo... lá pro fim do ano. Pode ser acessível também a partir de Petrolina/PE, bem mais próximo, 95km de distância de São Raimundo. O aluguel do carro por lá, tá saindo a 90,00, por dia.
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