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Olá viajante!

Bora viajar?

Norte Argentino de novo - Com barraca de teto - 06 a 19/07

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La vou eu de novo ao norte argentino conhecer lugares desconhecidos e inóspitos.

Vou conhecer lugares que nunca fui antes e visitar uns poucos que já conheço. 

Sozinho, com barraca de teto e saco de dormir -5ºC.

Bora que a vida tá passando.

 

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  • Marcelo Manente
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  • Marcelo Manente
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    07/07/24 - de Posadas a imediações de La Lomitas – 763 km Hoje é dia do meu primeiro camping selvagem na Argentina. A madrugada foi picotada. A tempestade não deu descanso: chuva forte a noite inteira

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06/07/2024 – De Araucária a Posadas (não deu Ita Ibaté) – 866 km

Acordei cedo, às 4h30. Café reforçado, tudo já organizado no carro. Às 5h15, com o dia ainda despertando, caí na estrada.

Logo no início completei o tanque e segui pela Rodovia do Xisto, a BR-476. Apesar dos muitos remendos, o trecho até São Mateus do Sul está bem transitável. Depois dali a coisa muda: o asfalto começa a piorar bastante até União da Vitória. A partir dessa cidade, a estrada passa a se chamar BR-153, no entroncamento com a rodovia de Palmas — e que trecho ruim. Obras espalhadas, vários pontos de “pare e siga”, paciência testada.

Ao entrar na BR-280, o cenário muda completamente. Uma bela rodovia de concreto, lisa, perfeita — mas só até Palmas. Dali em diante surgem muitos buracos e, entre Palmas e Clevelândia, um longo trecho em obras: cerca de 35 km de “pare e siga”, sendo concretado. Tortura. Caminhões avançando a 10, 20, 30 km/h. A viagem vira exercício de resignação.

Depois disso, ainda enfrentei mais um “pare e siga” quase na entrada de Barracão/Dionísio Cerqueira, mas esse foi mais curto e rápido. Em Barracão, fiz uma pausa estratégica: dois rissoles e um refrigerante antes de seguir para a fronteira.

Na aduana, poucos carros e nenhuma revista no veículo. Troquei mil reais ali mesmo, com os cambistas, a 235 pesos por real. Considerando que o Western Union estava a 253, mas com taxas que devem reduzir para algo em torno de 240, acabou sendo um bom preço.

Com tantos trechos em obras, o atraso foi inevitável. Não deu para chegar a Ita Ibaté como eu pretendia; o destino possível foi Posadas. Fui direto para uma recomendação do pessoal do grupo Overlanders do Brasil: o camping municipal, por 6.500 pesos.

Cheguei, preparei a janta, armei a barraca de teto. Por volta das 20h começou uma chuvinha fina. Aos poucos foi engrossando, engrossando… até que, de madrugada, virou uma tempestade de raios daquelas violentas. Mesmo assim, pensei: ainda é melhor do que estar sentado no sofá vendo TV.

Dormir, mesmo com o barulho da chuva, foi fácil. Lá pelas 22h, o corpo finalmente desligou.

Editado por Marcelo Manente

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07/07/24 - de Posadas a imediações de La Lomitas – 763 km

Hoje é dia do meu primeiro camping selvagem na Argentina.

A madrugada foi picotada. A tempestade não deu descanso: chuva forte a noite inteira, raios rasgando o céu e trovões que estremeciam lá pelas três da manhã. Para completar, o camping ficava perto de uma estrada movimentada. Entre caminhões, água batendo na lona e descargas elétricas, dormir virou exercício de insistência.

Acordei antes das 8h. A chuva ainda caía, teimosa. Fiquei esperando dentro do carro, matando o tempo, até que, finalmente, lá pelas oito, ela resolveu dar trégua. Como já estava tudo mais ou menos organizado, foi só descer da barraca, retirar as coisas de dentro e desmontá-la. Passei no banheiro e saí às 8h30.

De novo a largada tardia mexeu com o planejamento. Deixei Posadas pela Ruta 12 e, depois de cruzar a ponte entre Corrientes e Resistencia, a estrada passa a ser a Ruta 16. Na entrada de Resistencia virei à direita, sentido província de Formosa — uma das poucas que ainda não conhecia. Agora só falta San Juan.

Segui por várias rutas — RN 11, RP 90, 1 e 3 — até alcançar a Ruta 81. Dali em diante, os imensos e tediosos retões de Formosa. Quilômetros e mais quilômetros de linha reta, horizonte distante, paisagem repetida.

A intenção era chegar a Laguna Yema, mas, outra vez, a saída tardia cobrou seu preço.

Às 18h, com o sol já se escondendo, decidi procurar um lugar para acampar antes que escurecesse de vez. Cerca de 6,8 km depois da cidade de Las Lomitas, encontrei uma estradinha de terra estreita. Ela me levou a um ponto abrigado da rodovia, longe dos olhares da cidade — discreto, silencioso, suficiente.

Armei a barraca de teto, montei a mesa e preparei a janta. Miojo simples, quente, honesto. Depois de comer, recolhi-me cedo. Hoje a noite está mais amena; bem diferente do dia 6, quando a madrugada marcou 7 graus. Agora o celular indica 15.

Bora dormir.

Editado por Marcelo Manente

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08/07/24 - La Lomitas a Calilegua NÃO, a Oran –  Era 763 km foi 470 km.

Dia do perrengue.

Acordei por volta das 7h, talvez 7h30. A noite tinha sido fria — usei todos os cobertores que tinha. Levantar significava encarar o ritual: desarmar a barraca e reorganizar tudo no lugar. A desmontagem em si é rápida; o que consome tempo é ajeitar as partes que ficam expostas quando se fecha a barraca e, principalmente, colocar a capa protetora. Aliás, essa capa já está bem judiada. Vou ter que mandar fazer outra.

Saí para a estrada lá pelas 8h30 e voltei aos intermináveis retões da província de Formosa. É preciso atenção redobrada nessa ruta. Há dezenas e dezenas de animais soltos — cabras, ovelhas, gado, cavalos — que surgem na pista sem aviso. Na parte final começaram a aparecer também buracos grandes, daqueles que obrigam a invadir a outra mão da via.

Por volta das 10h30 entrei na cidade de Coronel Juan Sola para comprar algo para comer e alguns energéticos, tentando espantar o sono das retas tediosas. Que arrependimento. Antes não tivesse entrado.

As ruas eram de concreto. Eu seguia a uns 40 km/h quando não percebi uma valeta enorme para escoamento de água da chuva, algo entre 30 e 40 cm de profundidade. O impacto foi seco, um estrondo acompanhado de um tranco violento. Parei o carro logo adiante porque surgiu um barulho diferente.

Olhei por baixo e, à primeira vista, parecia tudo normal. Mas ao abrir o capô vi o problema: a tampa da correia dentada estava quebrada — e pior, raspando num canto da própria correia. A peça fazia parte do suporte do coxim do motor, que sustenta parte do peso dele.

Consegui indicação de um mecânico e rodei mais uma quadra até a oficina. Ele se assustou com a quebra. Do jeito que estava, eu não poderia rodar. A solução proposta foi improvisar: calçar o motor com pedaços de madeira para que eu pudesse seguir até uma cidade maior, San Ramón de la Nueva Orán, a 190 km dali. Lá, por ter quase 100 mil habitantes, as chances de resolver seriam maiores. O plano original era chegar a Calilegua, ainda 50 km além.

Autorizei a gambiarra. Quando terminou, me cobrou o equivalente a 42 reais.

Voltei para a estrada com um nó no estômago. Segui a 80 km/h, atento a cada ruído diferente, por 190 km até Orán. Chegando lá, a prioridade foi tentar sacar dinheiro pelo Western Union. Os locais indicados pelo aplicativo estavam fechados ou simplesmente não existiam. Apenas uma farmácia tinha uma placa informando que abriria das 18h às 22h. Procurei um hotel e encontrei um quase na mesma quadra.

Eu tinha dois envios de 999 reais, cerca de 251 mil pesos cada. Às 18h fui até a farmácia. Havia umas sete pessoas na fila. Esperei cerca de 40 minutos para ser atendido. Como a fila continuava grande atrás de mim, decidi sacar apenas um dos envios e deixar o outro para a manhã seguinte, para não atrasar ainda mais os demais. No dia seguinte descobri que tinha feito besteira: 9 de julho, feriado nacional da independência. Tudo fechado.

Com dinheiro no bolso, saí para procurar jantar. Andei bastante até encontrar um lugar que vendia uma dúzia de pequenas empanadas por 25 reais. Comprei também um vinho. Voltei para o hotel, abri a garrafa, comi as empanadas e deixei o dia finalmente terminar.

Dia de perrengue. Mas terminado.

Editado por Marcelo Manente

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Em 14/07/2024 em 11:25, geovanih disse:

Grande Marcelo

Quanto pesos está a gasolina?

Inicio do mês que vem também parto para a Argentina, região dos lagos

Boa viagem

Aqui na região de Salta está a 1040 a gasolina comum, Mas perto da fronteira esta mais caro. Se for a gasolina premiun está a 1250 mais ou menos.

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09/07/24 – De San Ramon de la Nueva Oran a Salta – 284 km

Acordei, fui tomar café da manhã e pensei em sair para buscar informações sobre oficinas e algum lugar onde pudessem soldar as peças quebradas. Mas, ainda no café, havia uma televisão ligada. Comecei a prestar atenção nas reportagens e foi ali que descobri: era feriado na Argentina. Dia da Independência.

Quando saí à rua, a constatação veio em silêncio: quase tudo fechado. Não haveria mecânico, não haveria soldador. Nada.

Desconsolado, mudei o plano. Resolvi seguir para Salta. No dia seguinte, lá eu poderia procurar um mecânico bem recomendado no grupo de WhatsApp Expedition South America — que, apesar do nome, é formado quase todo por brasileiros.

Peguei a rodovia com cautela. Rodava a 80, no máximo 90 km/h. Um barulho estranho vinha do motor e me acompanhava como um lembrete constante do problema. Pelo menos houve uma pequena vantagem: o consumo caiu para 12 km/l.

Mas como problema pouco é bobagem, surgiu outro. Do nada, o sinal da Claro, que até o dia anterior estava perfeito, simplesmente desapareceu. Fiquei sem internet. A solução foi improvisar novamente: seguir viagem parando nos postos da estatal YPF para usar o wi-fi. Foi assim que descobri, pelo grupo do WhatsApp, a indicação do Camping Municipal de Salta.

Cheguei lá e decidi montar a barraca perto da recepção, onde o sinal de wi-fi funcionava melhor. Porém, um argentino mal-humorado pediu que eu não estacionasse tão próximo da van dele. Para evitar desgaste, apenas recuei uns cinco metros e montei a barraca ali mesmo.

Comprei um vinho, preparei um miojo com linguiça Blumenau e deixei o dia esfriar de vez. E esfriou mesmo. A noite chegou marcando –3 graus.

Mas dessa vez eu estava preparado. Cobertores suficientes, saco de dormir reforçado. O frio ficou do lado de fora.

Editado por Marcelo Manente

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10/07/24 – Salta – 10 km

Acordei às 8h. Não tive vontade nem de tomar café. Como a oficina só abriria às 9h30, arrumei tudo com calma, fechei a barraca e saí com o carro ainda fazendo aquele barulho incômodo que já tinha virado companheiro de viagem. Segui para a mecânica indicada.

Quando cheguei, ela já estava aberta. Entrei e fui falar com Guilhermo, o dono. Abri o capô, ele deu uma olhada rápida e foi direto ao ponto:

— Vai levar dois dias. Temos que achar uma peça e soldar a outra.

Sem muito o que argumentar, deixei o carro lá e fui resolver outro problema: internet. Precisava de um chip local. Fui ao centro, comprei um chip da Personal e entrei na loja da própria operadora para ativar. Chegando lá, a exigência: só ativariam com o passaporte em mãos. E onde estava o passaporte? Dentro do carro, na oficina.

Voltei até lá, peguei o documento e retornei ao centro. Ativado o chip, tudo ficou mais simples. Com internet funcionando, comecei a organizar o resto.

Busquei hospedagem e encontrei um hostal perto da oficina, por 92 a noite. Hostal, para quem não está acostumado, é uma hospedagem mais simples e econômica que hotel, geralmente ocupando um ou alguns andares de um prédio.

Fui até o Hostal del Sur, reservei um quarto e depois voltei à oficina. De lá, fui com o mecânico comprar as peças necessárias. Quando soube o preço da peça quebrada — 2.500 reais, com prazo de três a cinco dias para chegar — levei um susto. Desisti da peça nova. Pedi que soldassem o que havia quebrado.

Levamos as partes ao soldador, que garantiu: até o almoço do dia seguinte estaria pronto. De volta à oficina, peguei minhas bolsas de roupa e fui definitivamente para o hostal.

Por volta das 19h saí para procurar algo para jantar. Encontrei um sanduíche de milanesa com batatas fritas — não muito barato, mas bem gostoso. Comprei também um vinho para fechar o dia.

Mas o dia ainda guardava uma última ironia. Ao entrar no quarto, a sacola da garrafa rasgou. O vinho caiu e se espatifou no chão.

Tristeza. Tive de dormir sem meu vinho, quem diria.

Editado por Marcelo Manente

  • 2 semanas depois...

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