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Olá viajante!

Bora viajar?

Norte Argentino de novo - Com barraca de teto - 06 a 19/07

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La vou eu de novo ao norte argentino conhecer lugares desconhecidos e inóspitos.

Vou conhecer lugares que nunca fui antes e visitar uns poucos que já conheço. 

Sozinho, com barraca de teto e saco de dormir -5ºC.

Bora que a vida tá passando.

 

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  • Marcelo Manente
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Em 04/08/2024 em 21:52, D FABIANO disse:

@Marcelo Manente Como está a estrada que percorre o norte argentino após Salta?Melhorou, pois era medonha.

Fabiano, sempre em manutenção, mas não está esburacada. A ruta 9 até Jujuy é ruinzinha, mas nada absurdo. Fica excelente a partir de Humahuaca até La quiaca.

A Ruta 40 na província de Jujuy é excelente. Mas é só atravessar a divisa dos estados para Salta que a estrada vira um pesadelo: buracos, erosões, desniveis e tudo de pior. De San Antonio de Los Cobres a Cachi não arrisquei pois os políciais me desaconselharam fortemente mesmo com 4x4.

Editado por Marcelo Manente

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Continua tudo no mesmo então após tantos anos. O pior trecho era perto de Tucuman.Fui ali só 1 vez,em 2009,e nunca mais voltei, devido aos buracos e a longa siesta que fazem. 

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11/07/24 – Salta – 10 km

6º dia

Como não precisava ir à mecânica, acordei mais tarde. Depois do café típico dos pequenos hotéis da Argentina — dois croissants e uma xícara de café — resolvi bater perna. Peguei um táxi, ou melhor, um remis, como eles chamam, e fui ao centro.

Caminhei sem pressa, revisitando lugares onde já estive em outras viagens. Entre uma rua e outra, decidi subir novamente ao Cerro San Bernardo de teleférico.

Ao chegar, dei de cara com uma fila gigantesca — e era apenas quinta-feira. Fui até a atendente perguntar quanto tempo estava levando para iniciar a subida. A resposta veio seca: cerca de duas horas. Duas horas. Desisti na hora.

Voltei ao centro e resolvi almoçar na praça principal, a 9 de Julio. Dei uma volta observando os preços até escolher um prato chamado matambre a la pizza. Era basicamente um corte de matambre da costela, servido com batatas fritas e acompanhado de uma taça de vinho.

Enquanto circulava pela praça, notei algo diferente da minha visita anterior a Salta. Havia muito mais pedintes e vendedores ambulantes abordando as pessoas — oferecendo isqueiros, folhas de coca para o mal de altitude e toda sorte de quinquilharias para ganhar alguns pesos. Fiquei com uma sensação amarga. Em janeiro de 2023 quase não se via isso.

Editado por Marcelo Manente

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12/07/24 – Salta a Cachi a Campo Quijano – 310 km

Acordei, tomei café da manhã e fui até a oficina buscar o carro. O conserto tinha ficado caro — cerca de R$ 2.500,00 —, mas ali estava ele, inteiro outra vez. Coloquei as malas no porta-malas e apontei o capô para Cachi.

O plano era simples e bonito no papel: dormir em Cachi e, no dia seguinte, seguir para San Antonio de los Cobres pela Ruta 40, passando por La Poma e cruzando o Abra El Acay, a 4.985 metros de altitude.

Peguei a Ruta 68 em direção a Cafayate e, em El Carril, virei à direita para atravessar pela terceira vez a Cuesta del Obispo. O dia estava limpo, quase sem nuvens, e a serra parecia ainda mais ampla sob aquele céu aberto. Cada curva revelava um novo enquadramento de montanhas, vales profundos e cores que mudavam conforme a luz. Não me canso daquele caminho.

Na parte mais íngreme começam cerca de 15 quilômetros de estrada de terra. A poeira sobe leve, os mirantes surgem um após o outro, convidando à pausa. Depois, o asfalto retorna e segue impecável até Cachi. No percurso ficam o Parque Nacional Los Cardones, com seus cactos eretos como sentinelas antigas, e a Reta de Tin Tin — uma linha quase perfeita riscando a paisagem, cujo nome eu desconheço, mas cuja presença impressiona.

Cheguei a Cachi na hora do almoço. Na praça, encontrei vendedores de empanadas. Comprei seis, mais um refrigerante, e almocei ali mesmo, sob o movimento tranquilo da cidade.

Minha intenção era acampar e, no dia seguinte, enfrentar a Ruta 40 rumo a San Antonio de los Cobres. Mas, ao conversar com policiais locais, recebi um conselho firme para não seguir por aquele trecho. Fiquei frustrado. A estrada chamava, mas eu estava sozinho — e já tinha enfrentado problemas suficientes com o carro. Preferi não forçar a sorte.

Decidi descer novamente a Cuesta del Obispo e seguir até Campo Quijano, onde um camping me deixaria mais próximo do destino por outro caminho. A descida foi lenta, quase contemplativa. A serra continuava grandiosa, indiferente às minhas mudanças de plano.

Em El Carril retornei à Ruta 68 por alguns quilômetros e depois entrei numa estrada de terra para evitar a volta pela periferia de Salta. Após alguns quilômetros sacolejando na terra, o asfalto reapareceu e segui por ele até Campo Quijano.

Encontrei um camping municipal por 4.500 pesos. Ao entrar, vi uma área cheia de crianças em algazarra. Procurei um ponto mais afastado e montei a barraca. Depois percebi que os banheiros estavam longe demais e mudei para mais perto.

Preparei a janta, organizei as coisas e me recolhi.

A noite caiu serena.

Editado por Marcelo Manente

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14 horas atrás, Marcelo Manente disse:

 

Percebi uma grande diferença de quando vim no ano passado a Salta: havia uma quantidade muito maior de pedintes e de vendedores que ficavam te abordando com isqueiros, folhas de coca (para o mal de altitude) e qualquer quinquilharia que lhes desse uma graninha. Muito triste, em janeiro de 23 não havia quase isso.

Pobre Argentina,lugar que amo tanto e conheço praticamente toda,nas mãos desse fascista radical.La não volto enquanto esse cara continuar no poder. 

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13/07/24 – Campo Quijano a Susques – 325 km

Acordei cedo, tomei café com calma, arrumei as cobertas — a noite não tinha sido tão fria — e fechei a barraca. O dia prometia altitude.

Saí do camping já na Ruta 51, estrada que me levaria a San Antonio de los Cobres e depois a Susques. Campo Quijano está a cerca de 1.500 metros, e naquele dia eu subiria primeiro aos 4.000 e depois ao ponto mais alto de toda a viagem: 4.895 metros.

Logo nos primeiros quilômetros percebi marcas do verão. As chuvas devem ter sido severas naquela região; havia mais de dez pontos onde a enxurrada arrancou partes da estrada. Mesmo assim, o carro seguiu firme, sem reclamar. Aliás, vinha me surpreendendo no consumo: chegou a marcar 13,9 km/l. No geral, mantinha média de 11 km/l — excelente para um 4x4 com barraca de teto.

Cerca de 100 quilômetros acima alcancei a entrada da Ruta 40 — justamente o trecho que eu pretendia ter feito desde Cachi. Virei à esquerda. E ali ficou claro que a província de Salta praticamente abandonou a estrada: erosões profundas, buracos, costeletas, trechos castigados. Um caminho que, pelo potencial turístico, merecia cuidado melhor.

Segui devagar, sempre subindo, envolvido por paisagens cada vez mais amplas e silenciosas. Até que alcancei o ponto culminante: o Abra del Acay, a 4.895 metros. O GPS marcava 4.900. Desci do carro e, quase imediatamente, fui cercado por dois zorros — raposas curiosas, insistentes. Sei que não se deve alimentá-los, mas não resisti. Dei um bom pedaço de linguiça para cada um. Comeram, posaram para fotos como velhos conhecidos e desapareceram na imensidão. Tirei várias fotos. O vento ali sopra diferente.

Depois desci novamente até a Ruta 51 e segui rumo a San Antonio de los Cobres. Abasteci o carro e almocei carne de lhama com purê de batatas — simples e saborosa.

À tarde, peguei a estrada para o Viaducto La Polvorilla e, dali, seguir pela Ruta 40 até Susques. Antes do viaduto há uma travessia de córrego; aproveitei para filmar o carro cruzando a água. No viaduto, caminhei, fotografei, observei a estrutura recortando o céu seco do altiplano.

A partir dali, a estrada passou a exigir atenção total. Trecho praticamente só para 4x4: erosões, desbarrancamentos, buracos e diversas travessias de rio. Na primeira delas, uma Pajero que vinha em sentido contrário avançou sobre uma placa de gelo. O gelo quebrou, e por pouco o veículo não ficou preso. A cena me deixou apreensivo. Perguntei ao motorista se estava melhor dali em diante. Ele respondeu: pior.

Quando chegou minha vez, desviei um pouco à esquerda do trajeto que ele fez. Entrei devagar. A água e o gelo correram sob o carro, mas a travessia foi tranquila.

Poucos quilômetros adiante, depois de muitas passagens pelo rio, a estrada mudou completamente. Já na divisa com a província de Jujuy, o piso melhora de forma evidente. A diferença de manutenção salta aos olhos.

O caminho segue cruzando riachos e revelando formações rochosas impressionantes. Em certo vale, parece que um gigante espalhou pedras do tamanho de casas de quatro cômodos por toda parte. Um cenário quase irreal. No meio do nada, há uma piscina termal coberta, isolada do frio, e também poços termais gratuitos ao ar livre. Fico imaginando quem teria coragem de ficar de calção, ali, no deserto, com –3 graus, só para um banho quente.

Depois surgem pequenos povoados: Puesto Sey, Pastos Chicos, Huancar.

Num certo ponto, no meio daquela imensidão seca e poeirenta, vi uma senhora de seus setenta e poucos anos à beira da estrada, pedindo carona. Reduzi, hesitei por um segundo e parei. Coloquei minhas coisas no banco de trás e ela se acomodou na frente, ajeitando a saia com cuidado.

Seguimos conversando enquanto o carro avançava pelo deserto. A voz dela era mansa, e o cenário lá fora parecia ainda mais vasto com aquela presença ao meu lado. Ao chegar à rodovia principal, ela pediu para descer. Antes de se despedir, perguntou se eu tinha algum analgésico — estava com dores, e a cidade ainda ficava longe. Sempre levo dipirona ou Dorflex. Entreguei a cartela que tinha comigo. Ela desceu sorrindo, agradecendo, me abençoando com palavras simples e sinceras.

Fiquei parado alguns segundos antes de seguir. Foi um encontro breve, mas encantador.

Até que finalmente o asfalto aparece na Ruta 52. Virei à direita, no sentido oposto ao Paso de Jama, que leva ao Atacama.

Em Susques, pequena e empoeirada, encontrei uma pousada quase na entrada da cidade: 7 mil pesos, cerca de 30 reais, com banheiro privado. Dei uma volta tentando achar algo para comer, mas não encontrei nada aberto. Voltei, peguei o fogareiro e preparei um miojo dentro do quarto.

Fui dormir tarde. A cama era confortável, e felizmente havia muitos cobertores. A noite caiu gelada sobre Susques.

Editado por Marcelo Manente

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A última foto foi da mecânica que me atendeu. Seu dono o Guilhermo foi bem recomendado por amigos viajantes e realmente é uma pessoa competente e seu serviço ficou ótimo. Mas o preço para os padrões brasileiros foi salgado, porém eu já esperava por isso e não é culpa dele. Os preço de manutenção são maiores na Argentina mesmo.

Endereço: Rua Virgilio Tedin, 923 - 1/4 de Mila Car Servis.

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