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Trip Peru 2024 - 17 dias e 7 cidades

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Hey viajantes! Estive no Peru em abril de 2024 e vou relatar aqui parte da minha aventura. Vou detalhar os principais gastos e algumas dicas para ajudá-los em futuras viagens ao Peru.

Viajar para o Peru estava nos meus planos há um bom tempo, queria muito conhecer Lima e Cusco. Porém ao iniciar a construção do roteiro percebi que poderia ampliar a quantidade de lugares para explorar e assim o fiz. Meu roteiro foi o seguinte:

  • Porto Alegre - Lima
  • Lima - Huaraz
  • Huaraz - Lima
  • Lima - Ica
  • Ica - Arequipa
  • Arequipa - Puno
  • Puno - Cusco
  • Cusco - Porto Alegre

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Alguns roteiros que encontrei pesquisando incluem a cidade de Nazca, mas optei por não incluir no meu roteiro por não achar um destino interessante (opinião particular aqui rs).

Todos os trechos internos no país foram percorridos de ônibus e foi uma experiência positiva e tranquila. As viagens mais longas foram noturnas e sempre com a empresa Cruz del Sur. Viajar de ônibus por vários trechos foi bastante cansativo, mas o cansaço faz parte da aventura.

Resumo dos Gastos

(coação:1 sol - 1,379 reais em abril de 2024) 

  • Ônibus Lima - Huaraz: 115 soles
  • Ônibus Huaraz -  Lima: 95 soles
  • Ônibus Lima - Ica: 55 soles
  • Ônibus Ica - Arequipa: 105 soles
  • Ônibus Arequipa - Puno: 55 soles
  • Ônibus Puno - Cusco: 55 soles 
  • Van Cusco - Hidrelétrica ida e volta: 60 soles 

 

  • Hospedagem Huaraz Tupac Hostel (2 diárias): 70 soles
  • Hospedagem Lima Kokopelli Hostel (1 diária): 59 soles
  • Hospedagem Ica Secret Night Hostel (1 diária): 22 soles
  • Hospedagem Arequipa Way Cap Hostel (1 diária): 28 soles 
  • Hospedagem Puno Urpi Wase (1 diária): 30 soles
  • Hospedagem Cusco Secret Garden (4 diárias): 55 soles
  • Hospedagem Águas Clientes Pousada Airbnb (1 diária): 60 soles

 

  • Tour Laguna Rocotuyoc: 60 soles + 30 soles entrada parque 
  • Tour Nevado Pastoruri: 50 soles + 30 soles entrada parque 
  • Tour Dunas Deserto Ica: 30 soles 
  • Tour Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas: 65 soles 
  • Tour Islas Uros y Taquile: 80 soles
  • Boleto Turístico Parcial Cusco: 70 soles  
  • Tour Vale Sagrado Full Day: 80 soles 
  • Ticket Machu Picchu (Circuito 2): 42,50 dólares 
  • Guia Turístico Machu Picchu: 30 soles


Dia 1 - Chegada em Lima

Cheguei em Lima por volta de 10h00 da manhã e fui direto à região central fazer câmbio, comprar um chip com internet e almoçar. Recomendo que sigam até a Avenida José Larco para isto, e aproveitem para caminhar até a região de Miraflores (que é linda). O aeroporto de Lima é afastado da cidade, usei Uber para o deslocamento e custou 45 soles.

Fui até uma loja da Claro e comprei um chip com internet válido por 30 dias, com 10gb de dados por 30 soles. Sempre faço isso nas minhas viagens, procuro uma operadora local, sempre sai absurdamente mais em conta do que comprar aqueles chips internacionais. 

Nesta avenida se encontram várias casas de câmbio, sugiro pesquisar antes de trocar, pois a cotação flutua entre os estabelecimentos. Troquei pouca grana pois levei o cartão de débito internacional Wise (falaremos dele mais tarde). Melhor cotação que encontrei no dia foi 0.725 soles por real. 

No restante da tarde aproveitei para conhecer a região de Miraflores, shopping Larcomar e alguns pontos turísticos que encontram-se na orla. É uma região muito bacana de conhecer, é um dos bairros mais turísticos e bonitos da cidade. O ideal é ir sem pressa para contemplar o mar, o pôr do sol no pacífico e os parques que ficam na orla. 

Este primeiro dia de viagem não tinha como objetivo explorar Lima, e sim organizar os próximos dias que estavam por vir. Então, na primeira noite segui viagem para Huaraz. Foi uma viagem noturna de bus (8 horas de viagem). 

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Dia 2 - Huaraz 

Cheguei em Huaraz por volta das 06h00 da manhã e fui até o hostel. Fiquei hospedado no Tupac Hostel, ótima estrutura e excelente custo benefício (stuff nota 10!). Foi possível fazer check-in pela manhã mesmo, fomos tomar um café da manhã e conhecer um pouco da cidade. 

Huaraz é uma cidade com elevada altitude, está a 3.050 metros acima do nível do mar. É recomendado que o primeiro dia seja dedicado à aclimatação do corpo com leves caminhadas ou algum passeio tranquilo (chá de coca e muita água). Pensando nisso, deixamos o primeiro dia reservado para uma caminhada até o Mirador de Rataquenua e para fechar alguns passeios no centro da cidade. 

A caminhada até o Mirador de Rataquenua é tranquila, são cerca de 3km de distância do centrinho, mas durante o percurso senti bastante o ar rarefeito. Muito cansaço físico, dores de cabeça e fadiga. Mas valeu a pena, é uma paisagem única e original. Huaraz é uma cidade pouco desenvolvida, não é uma cidade muito turística (particularmente eu gosto disso), dessa forma tive um contato bem próximo com a real cultura peruana longe dos holofotes dos grandes centros. Muitos cães de rua, pobreza, falta de saneamento em alguns lugares... mas foi nesta mesma cidade que vi uma das paisagens mais lindas da minha vida até o presente momento. 

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Dia 3 - Nevado Pastoruri

Escolhemos o Nevado Pastoruri como primeiro passeio, na agência nos falaram que este é um passeio de aclimatação e de nível fácil kkkkk que doce ilusão. Esta montanha está a 5.240 m de altitude e esse foi o dia mais difícil de toda a viagem. 

O passeio inicia bem cedinho e faz algumas paradas até chegar ao destino final. Durante o percurso, paramos para conhecer um pouco da vegetação local e apreciar algumas fontes naturais de águas termais. Ao chegar no topo da montanha, é necessário fazer uma curta caminhada até chegar ao nevado. A trilha é super simples, segura, bem sinalizada, entretanto em uma altitude superior a 5.000 metros hahaha. 

Eu me sentia um idoso com 30 anos de idade, precisei parar por diversas vezes para descansar durante a curta caminhada. Por alguns momentos pensei em desistir. Mas consegui, fui o último do grupo ao chegar e realmente foi muito difícil pra mim. 

Algumas pessoas não sentem tanto o mal da altitude, então você pode ter sorte.   

Recomendo muito este rolê pois o Nevado encontra-se em uma fase de degelo, ou seja, dentro de alguns anos este local deixará de existir. 

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Dia 4 - Laguna Rocotuyoc

O segundo passeio realizado em Huaraz foi a Laguna Rocotuyoc, que fica dentro do Parque Nacional Huascarán. O plano inicial era conhecer a Laguna 69 ou Laguna Parón neste dia, que são os destinos mais buscados por essa região. Porém, o primeiro dia da viagem exigiu bastante fisicamente do corpo e acabamos optando pela Rocotuyoc que é um passeio de grau de dificuldade menor.

Que bela troca meus amigos, este lugar é fascinante. Um destino pouco explorado pelos turistas e conservado da ação humana. Para mim, foi a paisagem mais linda já vista até então. Ficamos lá por cerca de duas horas, caminhamos até a laguna congelada, que fica atrás da Rocotuyoc. E este dia foi incrível. No retorno do passeio, fizemos uma parada para visualizar algumas pinturas rupestres nas montanhas e retornamos a Huaraz. Realmente foi mágico admirar toda esta obra divina. 

Depois deste incrível dia, jantamos e pegamos o ônibus noturno de retorno à Lima. 

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Dia 5 - City Tour em Lima 

Ficamos hospedados no hostel Kokopelli, super recomendo, principalmente se o objetivo for conhecer galera e aproveitar a vida noturna em Lima. Este hostel fica na região turística de Barranco (localização 10/10). 

Neste dia fizemos dois Free Walking Tours, um pelo centro histórico e outro pela região de Barranco. 

Durante o walking tour do centro histórico provei a famigerada chicha morada e alguns pratos típicos do país. O  walking tour na região de Barranco inicia ao pôr do sol e entra noite explorando toda a região que é um charme e muito bohemia. Foi o walking tour favorito da viagem. 

Foi um dia muito bacana, podemos admirar o pôr do sol na orla da Lima e encerrar o dia com um ceviche dos Deuses. 

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Dia 6 - Oasis Huacachina

Após um dia inteiro explorando a capital do Peru seguimos viagem em direção a Ica. A viagem é curta, cerca de 4 horas de ônibus partindo de Lima. Ao chegar em Ica, pegamos um táxi diretamente para o Oasis de Huacachina (5 soles e um golpe misterioso). O taxista foi muito solicito e praticamente não cobrou pela corrida com a intenção de vender os passeios (por um preço absurdo). Como bons turistas brasileiros e calejados, fomos em busca de preços melhores e mais informações sobre os passeios. 

Ficamos hospedados no Secret Night Hostel, muito bem localizado e excelente custo benefício. Não tinha muitas informações sobre este destino e isso foi excelente pois me surpreendi muito. 

O primeiro tour foi o passeio de buggy nas dunas para ver o pôr do sol no deserto de Ica e pasmem: foi muito louco. Uma injeção de adrenalina, aventura, boas risadas no meio do deserto. Fizemos algumas paradas para fotos, para descer dunas com pranchas de snowboard e por fim, para admirar o espetáculo do pôr do sol em meio ao deserto. 

Dica importante: os passeios de buggy no deserto tem diversas saídas durante o dia. Porém, somente os passeios que saem próximos do final da tarde oferecem a parada para o pôr do sol no deserto. 

À noite fomos jantar próximo ao lago do Oasis, uma cerveja sem pressa e mais ceviche! 

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Dia 7 - Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Este dia foi dedicado ao fullday nas Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas. As agências buscam diretamente no hostel e o passeio inicia bem cedo. Pela manhã fomos explorar a vida marinha e as belezas naturais nas Islas Ballestas. Foi possível ver pinguins, focas, aves exóticas e alguns caranguejos locais. Também passamos pelo famoso El Candelabro na península de Paracas, que é um geoglifo pré-histórico repleto de mistérios sobre a sua origem.

Já na parte da tarde, fomos almoçar no Parque Nacional de Paracas e conhecer as diversas praias do parque. É um tour bastante cultural, há muitas curiosidades sobre esta região: povos originários, praia vermelha, chão com pedras de sal e afins. O passeio se encerra na praia La Mina, onde é possível curtir por um tempo, tomar banho de mar e descansar. Dica: leve roupa de banho, toalha e protetor solar. 

No retorno deste passeio, pegamos as mochilas e partimos rumo a Arequipa! 

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Dia 8 - Arequipa,  La Ciudad Blanca

Arequipa é conhecida por ser a cidade dos vulcões no Peru, também chamada de Ciudad Blanca. Este nome é devido às construções de coloração branca, feitas a partir de sedimentos vulcânicos da própria região. Dizem ser uma das cidades mais bonitas do país e realmente é muito charmosa. 

Nesta cidade ficamos apenas um dia, a hospedagem foi no Way Cap Hostel, bem localizado e um valor razoável. Fizemos um free walking tour pelo centro histórico e foi super interessante. Também visitamos um mirante para apreciar os vulcões que cercam a cidade. 

Além disso, fizemos um passeio guiado na Basílica Catedral de Arequipa. Este monumento foi reconstruído após um grande terremoto que destruiu boa parte da cidade em 2001. A igreja é muito linda e há muita cultura e história a ser explorada nela. Recomendo o passeio. O passeio é todo guiado e solicitam gentilmente uma gorjeta ao final, me recordo de dar somente algumas moedas e o guia local não gostar muito kkkkk. 

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Continua… 

 

Editado por jjcardoso

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Continuação...

Dia 9 – Mirante dos Vulcões e viagem a Puno

No segundo dia em Arequipa, dedicamos a manhã para conhecer um dos cartões-postais da cidade: o mirante Yanahuara. Fica próximo do centro histórico (cerca de 2 km), fomos caminhando mesmo. É um local com arcos de pedra com inscrições históricas, há uma igreja histórica lá e um pequeno parque. Um local bastante agradável para um passeio.

Além do mirante, fiz uma visita guiada na catedral da cidade. Custou 10 soles + gorjeta para o guia. Recomendo muito, passeio realmente enriquecedor sobre a cultura local e sobre a história do catolicismo no Peru. 

Após explorarmos o local, tiramos algumas fotos, retornamos para o hostel e seguimos viagem para Puno.
Novamente uma viagem de ônibus, acredito que durou cerca de 5 horas. Puno é a cidade base para visitar o lago Titicaca e arredores, ficando bastante próxima da fronteira com a Bolívia. Talvez Puno tenha sido a cidade onde menos me senti seguro — recomendo usar Uber/táxi para sair do terminal rodoviário.


Dia 10 – Titicaca Lake, Ilhas Uros e a apaixonante ilha Taquile

O objetivo de incluir Puno no roteiro foi conhecer o famoso lago Titicaca (um dos maiores lagos da América do Sul e o curso de água navegável mais alto do mundo). Para isso, compramos o tour clássico para conhecer as Ilhas Uros e a Ilha Taquile — um full day.
Começando pelas Ilhas Uros: o passeio inicia no porto de Puno e você navega até chegar à região das ilhas flutuantes. Lá, você tem a oportunidade de descer e passar um tempo com alguma família que “hipoteticamente” vive lá e ainda cultua os costumes dos povos antigos. Existe uma parte histórica muito interessante, onde os povos que viviam antes nas margens do Titicaca precisaram fugir para essas ilhas quando os incas chegaram. Para isso, usavam a vegetação local para construir essas ilhas flutuantes.

Porém, entretanto, todavia... eles vendem a ideia de que o povo atualmente ainda vive nas ilhas como naquela época e, pasmem: há toda uma cadeia turística que gira em torno de uma fucking mentira. Descobri após o passeio que se trata apenas de um grande teatro. Uma pessoa local me contou que aquelas pessoas não vivem de fato lá há muito tempo. Mas tudo bem, o passeio é válido. Foi interessante e enriquecedor do ponto de vista cultural.

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Ficamos algumas horas explorando essas ilhas e o passeio seguiu para a famigerada Taquile Island. Não tinha muita informação sobre essa parte do passeio e, mais uma vez, fui surpreendido de uma maneira grandiosa: lugar incrível.
Essa ilha é um Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO e tem muitas particularidades. É um tipo de turismo sustentável, não há carros ou hotéis de luxo (muito pelo contrário). As famílias locais promovem o turismo; almoçamos na casa de locais com uma vista incrível. A ilha fica de certa forma isolada do restante do país e as pessoas ainda falam o idioma quéchua lá. É realmente um lugar único e muito lindo ao mesmo tempo. Voltaria sem sombras de dúvidas.

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Dia 11 – Cuscoooo

Após mais um trecho noturno percorrido de ônibus, chegamos a Cusco pela manhã. Esta foi a cidade onde planejei passar mais tempo, portanto o primeiro dia foi dedicado a organizar os próximos dias: lavar roupas, fazer compras no mercado e ir em busca de uma agência de turismo para comprar os passeios.
Sou o tipo de turista que não se importa de “perder ou ganhar rs” um tempo fazendo algumas cotações e entendendo as diferenças entre as agências. No centro histórico de Cusco há uma oferta muito grande de agências, preços etc. Passei em algumas e fechei com a Fenix Peru Travel (+51 973 113 214 – Yessica). Me sinto no dever de compartilhar o contato da agência pelo excelente atendimento que tivemos com a Yessica. Recomendo muito, com preços interessantes também.
Ficamos hospedados no hostel Secret Garden — bom e barato. Hospedagem em Cusco tem que ser no centro histórico, não tem região melhor.
Além disso, neste dia fizemos um Free Walking Tour pelo centro histórico. A cidade realmente é incrível. Tenho o sentimento de que é necessário visitar Cusco várias vezes, pois há uma infinidade de coisas para ver e fazer.

O planejamento inicial para Cusco foi o seguinte:

  • Dia 1 – Free Walking Tour e explorar o centro histórico
  • Dia 2 – Full day Vale Sagrado dos Incas: Maras, Moray, Chinchero, Pisac e Ollantaytambo
  • Dia 3 – Montanha Palcoyo (os planos mudaram)
  • Dia 4 – Trecho Cusco até Águas Calientes (van + trilha)
  • Dia 5 – Visita a Machu Picchu e retorno a Cusco
  • Dia 6 – Day off e voo de retorno para o Brasil

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Dia 12 – Vale Sagrado dos Incas

Este dia foi um dos pontos altos da viagem. Compramos um passeio que nos levou a diversos pontos importantes da região e do Vale Sagrado dos Incas. Foi um dia extremamente rico em conhecimento, cultura e gastronomia. Recomendo muito este passeio.
Não vou descrever muitos detalhes aqui, mas reforço: se tiver tempo, é possível fazê-lo em 2 ou 3 dias. Percorrer todos esses lugares em um único dia foi fantástico, mas confesso que, em alguns deles, ficou aquele gostinho de “quero mais”. Principalmente em Ollantaytambo — aquele lugar exige mais tempo para ser explorado.

Pequeno resumo do que se vê por lá:

  • Maras: Vilarejo conhecido pelas Salinas de Maras, milhares de piscinas de sal construídas em um vale desde tempos pré-incas.
  • Moray: Complexo arqueológico com terras circulares em níveis, formando grandes "buracos" no solo. Provavelmente um laboratório agrícola usado para estudar microclimas e cultivar diferentes tipos de alimentos.
  • Chinchero: Vila andina a 3.762 m de altitude, com forte herança inca e colonial.
  • Pisac: Ruínas no alto da montanha e mercado artesanal.
  • Ollantaytambo: Fortaleza inca com escadarias gigantes — também é o ponto de trem para Machu Picchu.
  • Urubamba: Cidade central do vale, ponto de parada para almoço.

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Dia 13 – Montanha Palcoyo ou um day off na capital do império Inca?

Bom, neste dia da viagem eu estava extremamente cansado e, no dia seguinte, iria realizar um dos meus sonhos: conhecer Machu Picchu. Para resumir, cancelei o tour da Montanha Palcoyo para ter um dia totalmente off em Cusco (não foi tão off quanto eu planejei).
Fiquei no hostel descansando, até que fiz um amigo argentino no café da manhã e saímos para explorar um pouco mais do centro histórico. Visitamos a região de San Blas, o mirador de Cristo Blanco e o templo de Sacsayhuaman.
Neste dia, jantamos em um bom restaurante e voltamos ao hostel, pois no dia seguinte iniciaria o plano Machu Picchu de fato.


Dia 14 – Rumo a Águas Calientes

Há diversas formas de ir até Águas Calientes. Uma das mais utilizadas e baratas é ir de van saindo de Cusco até a hidrelétrica e seguir caminhando pela trilha até Águas Calientes. Essa foi a nossa escolha. A van saiu de Cusco às 06:00 da manhã e chegamos à hidrelétrica por volta das 14:00. A viagem é longa e sinistra — muitas curvas e pontos de difícil acesso — mas faz parte da jornada. Faria novamente? Faria.
Após chegar, fizemos um lanche e seguimos caminhando por mais umas 4 horas até Águas Calientes. A trilha é bem sinalizada; na maior parte do tempo é só seguir os trilhos do trem.
Há muitas pessoas fazendo esse trajeto diariamente, então é só seguir a galera. Nos alertaram para seguir caminhando em um bom ritmo para que não anoitecesse enquanto estivéssemos na trilha. Chegamos no final da tarde ao pequeno pueblo.
Chegamos bastante cansados, mas vale a pena. Recomendo muito esse trajeto pela experiência de caminhar até lá. É uma experiência que vale a pena ser vivida.
Dormimos em um Airbnb em Águas Calientes — lá tudo é próximo e há uma boa oferta de lugares. 

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Dia 15 – O grande dia: Machu Picchu

Então, chegou o grande dia. Peguei a dica aqui no mochileiros.com de comprar o ticket de Machu Picchu para o primeiro horário. Portanto, às 05h30 já estávamos na fila do ônibus para subir até a cidadela.

Você pode subir até lá caminhando ou de ônibus. O ônibus é caro, porém pode sair mais caro ainda você chegar lá cansado e sem energia para desfrutar o sítio arqueológico. Na fila do ônibus, há vários guias oferecendo o serviço de entrar em grupo no parque, e eu recomendo muito que você contrate um guia. Acredito que a experiência de ir com ou sem guia pode ser muito diferente, principalmente se for sua primeira vez lá.
Ocorre que há muitos mistérios, muita informação, muitas curiosidades sobre tudo lá em cima. E somente um profissional conhecedor e experiente vai poder transformar sua experiência de algumas horas lá em cima em uma verdadeira master class de história — no local onde os incas burgueses e safados faziam seus rituais e etc.

A visita guiada durou cerca de 3 horas e o tempo passou num piscar de olhos. Foi uma experiência de vida. A realização de um sonho para mim. Não irei descrever muito aqui, mas foi foda pra baralho. Há muito o que ver, aprender, apreciar, refletir, sentir. Difícil de descrever — apenas vá! Thanks God for that!

O dia estava perfeito, foi possivel ver o nascer do sol entre as montanhas la de cima. Realmente, dificil de descrever o quão sensacional foi este dia.

Depois da visita, fizemos o mesmo percurso até Cusco: trilha + van, e chegamos por volta de meia-noite. Extremamente exaustos, mas com o coração quentinho por ter vivido esse dia.

Ah, e sobre o guia, vale a regra de pechinchar e pesquisar antes de fechar com o primeiro que oferecer os serviços. Paguei cerca de 30 soles por um grupo de 6 pessoas. No meu ponto de vista, muito barato pelo tanto que o guia entregou (prometeu nada, entregou tudo).

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Dia 16 – Retorno ao Brasil

Este foi o último dia da viagem. Neste dia saímos para comprar souvenirs para a família e encher os espaços vazios das malas com Inka Cola e ímãs de geladeira.
O voo de volta foi um pouco mais longo:
Cusco – Lima – Santiago do Chile – São Paulo – Porto Alegre.

É isso, mochileiros! Espero ter ajudado com este relato e informações.
Abraços!

 

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Editado por jjcardoso
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@jjcardoso Obrigado por me lembrar de 15 anos no passado, quando era perfeito e fiz isso tuis.Sendo seu relato perfeito para quem não vai de trem,como eu fui,só faltou explicar essa história de ingressos com hora marcada e número limitado por dia, pois quando fui,era só pegar o ônibus  e comprar na portaria. 

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Parabéns pela viagem!!!

O cartão da wise foi bem aceito? conseguiu usar ele em Huaraz e no deserto?  Quando eu fui a 15 anos atrás tive que levar muito dinheiro em espécie, e era um saco ficar carregando muita grana. Quero voltar esse ano é não queria ter essa preocupação de carregar grana, se der para pagar e sacar na wise  vai me ajudar bastante. 

Editado por JoseEduardoAmaral

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Em 12/07/2025 em 03:40, JoseEduardoAmaral disse:

Parabéns pela viagem!!!

O cartão da wise foi bem aceito? conseguiu usar ele em Huaraz e no deserto?  Quando eu fui a 15 anos atrás tive que levar muito dinheiro em espécie, e era um saco ficar carregando muita grana. Quero voltar esse ano é não queria ter essa preocupação de carregar grana, se der para pagar e sacar na wise  vai me ajudar bastante. 

 Então José. Tive alguns problemas com o cartão da wise lá. Em algumas máquinas simplesmente não passava, aí eu passava o Nomad (que também é bandeira visa) e passava. Isso aconteceu diversas vezes comigo em diferentes cidades. 

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