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Sergio Roberto Faria

Peru - Trilha Salkantay

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SALKANTAY – 8 à 12 de agosto de 2011

 

Quando em meados de maio resolvi fechar o meu pacote para o Trekking Salkantay com minha esposa e mais dois amigos (Jerusa e Reni), não tinha lido o relato da moça em relação à empresa do Sr. Nicolas Cusihuaman, conhecido por Nico da NCTravel Cusco. Confesso que quando li, fiquei apreensivo e comecei a pesquisar sobre sua reputação que não foram das melhores por parte do site mochileiros...porém, já havia pago uma boa quantia e, todas as vezes que conectei o Nicolas pelo Skype ele me atendeu de forma imediata, alem de retornar todos os e-mails, entrei em contato por e-mail com um usuário do mochileiros.com que morava em Cusco, o Barna, e ele me tranqüilizou em relação a agencia...resolvemos arriscar e abaixo relato a experiência.

Chegamos em Cusco no dia 05 de agosto, fui até a agencia e não encontrei o Sr Nicolas, somente um funcionário que me informou que estava tudo certo para nossa saída no dia 08 e que iria apenas mais um rapaz de São Paulo conosco, ou seja, faríamos a trilha em 5 pessoas mais o guia, um responsável pela carga nos cavalos e um cozinheiro. Ficou marcado para o dia seguinte um “briefing” da trilha com o guia. No dia seguinte, pontualmente o guia Fred estava lá e pude conhecer também o Nicolas e o outro integrante do grupo, Nivaldo, um campinense apaixonado pelo Ponte Preta (ninguém é perfeito) muiiito gente boa!

Confesso que após este contato fiquei um pouco mais tranqüilo, marcamos para o dia seguinte um “tour” pelo Vale Sagrado através da própria NCTravel...felizmente o passeio foi ótimo, visitamos CCoral, Pisac, Ollantayatambo, Chinchero, etc....mas vamos ao Trekking Salkantay...

Dia 08, às 4:30 da manhã o nosso guia Fred nos pegou no Hostel Pariwana e nos levou para a praça de onde pegaríamos o ônibus para Mollepata, minutos depois, informou que o transporte estava à algumas quadras do local. Assim, fomos de taxi até o ponto de embarque (pago pelo Nicolas). O ônibus não era aquelas coisas, um pouco antigo, porém, razoavelmente confortável e servia de transporte para a população local até a cidade destino; talvez isso fosse um transtorno para alguns grupos, para nós foi muito interessante pois conversamos muito, rimos, tentamos explicar (sem êxito) o que tinha acontecido com nossa seleção na Copa América...ou seja, não descansamos nada e nos entretemos entre as curvas e ribanceiras (com muitas buzinadas e sustos) da estrada que nos levava ao ponto de partida de nossa caminhada. Chegando em Mollepata, tomamos café, nossas mochilas foram entregues para a equipe que as levaria de caminhão até o ponto do almoço e iniciamos a caminhada.

A caminhada deste primeiro dia é, em grande parte, em estradinhas de chão com regular inclinação e que nos levava cada vez mais próximo aos arredores distantes dos nevados Umantay e Salkantay. Pelas 12:30 chegamos em um local conhecido por Silcakancha, aí veio a primeira surpresa! Quando cheguei, vi de cara uma mesinha decorada com uma toalha de tecido colorido tradicional, com talheres, pratos e copos muito organizados e uma jarra nos esperando de uma bebida feita de milho roxo, muito parecida com suco de uva...em pouco tempo o “Chef” Donato (figura surpreendente) nos trouxe um creme de champignon de entrada e logo após “Trutchas” à dore, com arroz, batata e legumes cozidos! Acreditem...TRUTA como almoço na montanha (o que será dos meus macarrões depois desta trip?). Iniciamos a caminhada às 14:00 e às 17:30 já estávamos em Soraypampa, local de nosso primeiro acampamento. As barracas (Doite alpine 4) já estavam montadas com nossas mochilas na frente; foi só tirar os sacos de dormir de dentro das mochilas (minha esposa e eu levamos os nossos para -15ºC), e colocar sobre os isolantes fornecidos pela empresa. Nossa colega Jerusa e o Nivaldo alugaram da própria NC e o Reni tinha seu próprio também. Em pouco mais de 20 minutos, nosso guia nos chamou para uma estrutura fechada para nos sentarmos e tomarmos algo quente (mate de coca, chocolate ou café) além de uma pipoquinha e biscoito; o sol se pôs e a noite a temperatura despencou para “agradáveis” -5ºC... 19:30 foi servido o jantar: sopa de legumes de entrada e “lomo Saltado” (carne picada com legumes), arroz e batata com mantega... após jantar, um pouco de história sobre os incas, o Fred (guia) é um profundo conhecedor da história de seu povo, falando inclusive o idioma Quéchua. O guia foi um caso à parte, muito profissional e atencioso, soube conduzir o grupo dividido entre pessoas que caminhavam muito bem e a nossa amiga Jerusa, que jamais esteve em trilhas na vida mais tinha como sonho conhecer Machu Picchu e encarou a aventura bravamente (apesar de algumas bolhas).

O segundo dia foi escolhido à dedo, acordamos com geada e comemoraria meu aniversário no maior desafio da travessia. Fomos acordados com um “permisso” às 5:30 pelo Chef Donato, que nos entregou na porta da barraca um delicioso chá (eita mordomia!) - pra gente que é acostumado a caminhar no Paraná com cargueira nas costas com todo equipo e se virar nos rangos é até estranho! – às 6:15 fomos para o café da manhã: café, pão, geléia, biscoito, chás e derrepente...O guia volta da cozinha (leia-se tenda) com um BOLO CONFEITADO, com meu nome, velinha e tudo mais!!! NÃO ACREDITEI! O Chef Donato preparou um bolo no acampamento...bem que escutamos de madrugada um barulho de bater de garfo em travessa...foi muito emocionante...parabéns cantado, café tomado, bolo parcialmente comido e botamos o pé na trilha.

A parte da manhã do segundo dia é forte, subimos bastante com o visual de Salkantay à nossa frente iluminado por um sol ardido que se mesclava com um frio bem cortante que foi reduzindo com o passar da manhã...muita gente pegou cavalo, alguns desistiram, mas após muitos zigue-zagues e subidas entre áreas com um pouco de neve, chegamos ao Passo Salkantay (4650m)...muito lindo, visual fantástico, fizemos a tradicional oferenda a “Pacha Mama” (colocar mais uma unidade em um totem de pedras), iniciamos a descida até Huayrac, onde almoçaríamos. Após cerca de 40 minutos o tempo mudou, nuvens fecharam a montanha, o frio voltou e começou a pingar...mal chegamos na tenda cozinha, começou uma chuva que se transformou em neve e granizo muito intenso. Almoçamos um creme de milho e depois um belo espaguete, acompanhado de uma bebida quente...em pouco tempo toda a superfície do entorno ficou coberto de gelo, MUITO GELO, nos cobrimos com capas de chuva, no meu caso um anorak (puts, pensei nos 20 soles que custam uma capona de chuva!)... e saímos em meio aquela tempestade de gelo e água...Aí veio o inesperado, um raio caiu no entorno e, pelo Donato, soubemos que simplesmente nossa tenda cozinha ficou com os ferros de sustentação destruídos...quem passava pelo local na hora caiu e ficou meio desacordado; uns argentinos nos contaram que quando levantaram pensaram que tinham “SUPERPODERES” (hahahaha!)...felizmente ninguém se feriu gravemente e não precisaríamos de nossa tenda para cozinhar. A descida pela trilha, em bom trecho pela mata é bem longo e com tanta água foi cansativa; chegamos em Colpapampa, nosso local de acampamento, às 17:30. Os carregadores e o Donato protegeram nossas bagagens deixando-as secas, porém, o que era deles molhou tudo! O saco de dormir alugado da Jerusa também umedeceu, porém, o guia arrumou outro sequinho em poucos minutos com um amigo. Quando chegamos no local já não chovia mais e a tempestade só foi comprovada para os locais com as fotos tiradas pelo guia, pois ninguém acreditava! Jantamos dentro de uma área de uma casa em construção do camping, sopa de tomate e após, um “Pollo” (frango), batata, e um arroz com legumes muito bom...tomei algumas “Cusqueñas” com o Nivaldo em um barzinho ao lado do camping e fomos para um descanso.

No terceiro dia o sol voltou à brilhar, fomos acordados novamente com um chazinho de coca e após arrumar as mochilas para serem carregadas pelos cavalos, um belo “desajuno” com direito a omelete com tomate, cebola e queijo, pão torrado, geléia, café, chocolate quente e uma bebida feita com um tipo de cereal que lembra muito café com leite. Caminhamos primeiro por uma estrada na borda de um vale e depois de atravessar o rio por uma ponte, pegamos uma trilha que passa por cachoeiras, vendinhas de bebidas com sanitários (limpos), tudo sobre uma floresta muito bela. No trajeto, o guia Fred foi nos “alimentando” com produtos da mata; primeiro foi a “granadilla”, uma espécie de maracujá muito doce que se tornou a melhor fruta que já provei, depois um fruto que se desenvolve entre as pétalas de uma flor, logo em seguida já estava martelando com pedras nozes...e assim foi até chegarmos ao vilarejo de Sahuayaco à 2064m...neste lugar tem pequenos mercados, as “expedições” se encontram, aproveitamos para lavar um pouco as roupas do dia anterior, tomamos mais algumas Cusqueñas, e almoçamos um elaborado prato preparado com salada russa, tomates, pepinos, abacates com queijo, frango na chapa, arroz e purê de batata...tudo com um capricho que nossas fotos podem comprovar! Nos despedimos do carregador pois dali nossa bagagem seguiria de carro até o próximo dia; demos uma pequena “propina” ao rapaz que muito satisfeito retornou pela trilha (quanta disposição!)

Resolvemos ir à Santa Tereza de Van à partir deste ponto, pois a estrada por onde andaríamos estava em manutenção e não valeria à pena caminhar, aproveitamos para chegar mais cedo e aproveitar as “Águas Calientes” de Santa Tereza, local destruído pelas chuvas do ano passado mas que aos poucos está se restruturando; montamos o nosso acampamento e pela barbada de 3 soles fomos para as picinas quentes e terapêuticas...confesso que após 2 dias na base de “banhos” com lenços umedecidos e água geladésimas, aquelas águas vulcânicas realmente me pareceram milagrosas... Retornamos para o acampamento no final de tarde; o mesmo estava lotado e literalmente virado em uma balada! Tinha bar fazendo “Drinks” (experimentem o pisco sour) e depois de jantarmos um banquete com macarrão, um tipo de risoto, omeletes, molho e uma entrada com sopa (acho que era de quinua...muito boa), muitos se arriscaram em uma festa que oscilava entre Dance Music e as Lambadas mais antigas (esses peruanos são retrô!!!)...dormi ao som do “chooorando se foi, quem um dia só me fez choraaarrr...”...acordei com dois garotinhos ganhando trocados dos aventureiros tocando a mesma musica na “zamponha” em torno das mesas de café da manhã...acho que terei que fazer terapia para tirar essa musica da cabeça!

Neste quarto dia decidimos junto com o guia pegar uma van até a hidrelétrica de Machu Picchu e de lá pegarmos nossas mochilas e levar até Águas Calientes pelo caminho que acompanha os trilhos... haja visto o estado do pé da Jerusa (bolhas), como as minhas coisas, de minha esposa e da Jerusa estavam em minha cargueira, me prontifiquei à levar no caminho dos trilhos deixando-as sem peso, e ainda, chegaríamos cedo em Águas Calientes (por volta de 14:00)...podendo aproveitar mais o local.

Tomamos um super café da manhã com panquecas, pão, café, chocolate e uma bebida à base de aveia, nos despedimos do Chef Donato, demos para ele uma “propina” e minha esposa, sensibilizada pelo perrengue da chuva, ainda o presenteou com um anorak novinho...o cara ficou muito feliz! Mas mereceu, o zelo dele com nosso grupo e o capricho no detalhe e sabor de cada refeição fez com que nos tornássemos grandes fãs de seus talentos culinários...

No caminho para a hidrelétrica, dentro de uma van, passamos por muitas cachoeiras e a estrada basicamente vai beirando o rio; chegamos, colocamos nossas mochilas nas costas, pegamos um “marmitex” preparado pelo Donato e seguimos o caminho.

Esta trilha, como já citado, segue o trilho do trem e circula a montanha de Machu Picchu, em vários pontos é possível observar algumas ruínas e a bandeira de Cusco, um arco íris, que rendeu muitas piadinhas ao guia! Paramos no meio do caminho para almoçar (o marmitex) um risoto com frango, legumes, temperado com shoyu (dá-lhe Donato!) e seguimos para Águas Calientes.

A cidadezinha pequena incrustada em meio às montanhas é muito charmosa; fomos acomodados no Hotel das Orquídeas (muito bom e incluído no pacote), todos tomaram um super banho quente (finalmente). O Reni ficou no quarto dormindo, as meninas foram “mancando” fazer compras (é mais forte que elas...rsrs), eu e o Nivaldo fomos andar pela cidade toda, tirar fotos, e visitar os “baños termales” (não entramos). À noite, jantamos em um restaurante muito bom no centrinho da cidade, a conta foi paga pela NC Travel (essa não estava no pacote!)...mais Cusqueñas...fomos dormir!

De manhã cedo, após o café no hotel, pegamos o ônibus para o Santuário de Machu Picchu acompanhados pelo guia Fred...A história e costumes dos Incas é fantástica, o guia contou todo processo de invasão e o descobrimento da cidade que agora completa cem anos...a invasão e a relação com os espanhóis e o saque das relíquias por parte dos americanos (novidade!!!)...Além de desmitificar o modo de vida dos Incas, seus costumes e explorar muitas hipóteses daquela civilização...andamos pela cidade toda! Infelizmente não tínhamos o ticket para Waynapicchu...descemos por volta de 13:30, almoçamos, fomos pegar nossas mochilas no hotel, papeamos muito até a chegada de nosso trem; o que gerou certa confusão pois eu, Reni e Patrícia pegamos o trem que partia às 18:45; e a Jerusa e Nivaldo pegaram o trem das 21:15...este foi o único problema que tivemos...um desencontro de 2 horas com nossos colegas devido à compra dos tickets em horários diferentes...

Pegamos o trem, chegamos em Ollanta, já tinha um taxista com nosso nome na mão nos esperando; detalhe, um toyota novinho, taxi muito bom que nos levou para Cusco em 1:40 de viagem, onde fomos recepcionados pelo Nicolas na Praça de Armas...cerca de 3 horas mais tarde, chegaram a Jerusa e o Nivaldo também em um taxi exclusivo (pago pela NC!). Dia seguinte, 7: 50, partimos para o Brasil.

Desculpem o tamanho do relato, mas tentei resumir um pouco do atendimento da NC e do Sr. Nicolas conosco...conversei muito com outros grupos, uma agência tinha esquecido sacos de dormir dos viajantes, outra não tinha oxigênio e uma garota americana passou muito mau, no acampamento em Santa Tereza vimos agência montando barracas com as varetas remendadas e com tudo molhado...ou seja, nossa viagem não teve grandes problemas...os mínimos que tiveram, foram contornados com perícia pelo guia Fred e sua equipe. Teve grupo com Chef vestido à caráter, barracas North Face e ônibus exclusivo à Mollepata...não sei quanto pagaram mas nem era este nosso objetivo...

 

RESUMO DE GASTOS:

Tour Vale Sagrado: 30 soles

Trekking Salkantay (tudo incluso): 220 dolares (pechinchamos muito)

Obs.: Sei que consegue-se mais barato...mas preferi não arriscar! Dos valores pagos pelas pessoas na trilha, todos que comentaram pagaram mais do que a gente...

Van para Santa Tereza e Banhos Termais: 13 soles

Van para hidrelétrica: 3 soles

Almoço no último dia: 20 soles (com bebida)

Aluguel de saco de dormir: 20 soles (todos os dias)

Ônibus para o Santuário: 15 dolares (ida e volta)

Restaurante Don Tomaz (recomendamos): em média 30 soles...quem quiser o CUY 56 soles...

Enfim, quem quiser dicas sobre o trekking, informações locais com mais detalhes, podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected] ...em relação à NCTravel Cusco...no nosso caso RECOMENDAMOS MUITO à todos, pois o atendimento nos dado foi exemplar...

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Pois é galera...fartura de boia!!!! parece que todos os grupos tinham pessoas que cozinhavam assim...mas ainda assim perdi 2 kg durante o trekking (acho de novo em Campo Magro/PR....rsrs)

Sou biólogo e a diversidade de ambientes que passamos enchem os olhos de qualquer amante da natureza como eu! fiz um traklog em kmz da travessia, se alguém quiser dar uma olhada no google earth é só solicitar pelo: [email protected]

Na próxima quero retornar à HUARAZ...escalar algum nevado e fazer o trekking Santa Cruz!...estive na região em 96!

Abração à todos mochileiros...

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boa noite, todos.

 

Ae Sergiao, esta passagem de minha vida ficará marcada como uma ótima história, para ser lembrada p/ sempre. Foi muito gratificante realizar a trilha com vcs.

 

Sobre a Ponte, nós PontePretanos, nem gostamos muito de futebol, gostamos mesmo é da Ponte! hahahahahahahhahah

 

Trilha Salkantay é ótima! Valeu muito a pena fazer. O dia mais complicado é o segundo dia,,,, contudo, um dia que reserva surpresas incríveis. Começamos o dia na montanha, depois de uma noite bem gelada (senão me engano com -7C), seguido de uma subida ao ponto mais alto, que falta muito ar.... a coisa pega muito no trecho de ataque ao salkantay,.... mas, persistindo e devagar, todos chegam lá//// e a parte melhor ainda estava por vir.... depois de atingir os 4600m, começamos a descida por um vale, muito bonito.... até o ponto do rango... qdo todos da equipe chegaram, começou a chover.... parece q foi calculado. Almoçamos, a sempre ótima comida do chef Donado, e a coisa lá fora da tenda, ia apertando.... neve e granizo.... cobriram aquele trecho do vale.... a paisagem se transformou em questão de minutos, de sol, muito sol, para neve e gelo (+/- 5 a 7 cm).... tornando a jornada mais encantadora.... depois de preparação do vestuário apropriado, seguimos.... nunca poderíamos imaginar q este dia seria assim.... marcante e intenso, com Deus nos abençoando com vários cenários naturais.... tivemos até um raio, citado pelo Sergio, que acabou atingindo o acampamento... e há argentinos que jamais esquecerão.... hahahaha essa história esta famosa em Cusco, entre os guias. Enfim, um dia, que começou com bolo p/ o velhinho do Sergio, com a cereja deste bolo, com a neve e gelo, finalizando na selva/floresta.... onde encontramos isso? pareceu um sonho, onde tivemos a grata oportunidade de vivenciar.

 

O restante dos dias é mais tranquilo, com variações de bonitas paisagens. Vale a pena fazer Salkantay.... e descobrimos que nem todos os videos e textos, não substituem a experiencia de estar lá.

 

não poderia dx de comentar.... o pessoal q gosta de ficar fedido viu kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... ninguém tomava banho, aproveitando aquelas águas `quentinhas` do degelo.... eu, comprovadamente, me deleitei naqueles rios cristalinos.... a coisa é f..., mas, revigora (sério).

 

Depois, segui para Puno e Arequipa (Colca valley).... mais mamão com açúcar, mas, tb recomendo. Em Puno não se vê muito turista, portanto, temos a oportunidade de ter mais contato com a cultura peruana.... eu gostei.... para o passeio do lago Titicaca, sugiro apenas as ilhas Urus.... as ilhas, acaba enjoando pelo tempo de navegação e mesma paisagem.

 

Em Puno, não dx de visitar o melhor Pub do Peru, o kamizaraky (http://www.kamizarakyrock.com)... não existe ambiente tao agradável, onde vc vai sentir muito a vontade.... confira e não se arrependera.

 

Arequipa, o passeio de ônibus a Chivay chega a candar p/ quem gosta de caminhar, mas, vale a pena.... lá além do Cânion, temos Condor e algumas ruínas.

 

algumas obs.:

- acredito que vale a pena alugar o saco de dormir... eles possuem o apropriado e assim salva espaço em sua mochila;

- não leve isolante.... já esta incluso nos pacotes;

- leve protetor solar para rosto e lábios tb.

- inclua no kit de saúde: fita porosa p/ bolhas; descongestionante nasal (na altitude, respiramos pelo boca.... não conseguimos manter a respiração pelo nariz e boca); gel de carboidrato; álcool gel; capa de chuva de qualidade, além de jaqueta e calça corta vento/chuva.... isso vai poupar vc do frio!

- imprescindível uma ótima bota. Invista sem dó na bota! recomendo a Snake.

- os demais são comuns: entre os itens, underwear para dormir e fleece.

 

A agencia NC Travel é de confiança, principalmente para aqueles como eu, que não tenho muito tempo disponível para planejar e preparar em detalhes roteiros deste tipo.... deixe sempre claro as suas opções por horários e tipos de serviços.... pergunte sempre pelas opções e preços disponíveis. Nós tivemos alguns pontos de vista e expectativas diferentes, contudo, nada que desabone a agencia. O Niko tb facilitou muito o meu roteiro para Puno e Arequipa.... apenas pedi, e a coisa estava toda pronta no mesmo dia.

 

Fortemente recomendado é o guia Fred e o chef Donato! Os caras são feras! Com tantas surpresas pregadas pela natureza, os dois, eficazmente, deram soluções para tudo.

 

Enfim, o Peru é um pais encantador. Vá e visite!

 

se alguém precisar de mais dicas do Peru, ficarei feliz em ajudar.

 

grande abraco,

Nivaldo

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Muito bom esse relato, fiquei com muita curiosidade de ver umas fotos para ilustrar.

 

Farei Salkantay em maio, mas antes estarei na Bolívia e gostaria de chegar em Cuzco dia 24 e já começar Salkantay dia 25 (meu aniversário). Será se eu consigo arranjar uma agência tão rápido assim? E saindo no outro dia?

 

Uma solução seria reservar antes, me amarrei muito nesta agência "nctravelcusco" que você bem descreveu, mas entrei no site e vi que o preço está absurdo (360 dólares). Vocês podem me dar alguma dica de como resolver este empasse? Abração!!

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