Tive a oportunidade de visitar a fronteira entre Livingstone (Zambia) e Victoria Falls (Zimbabwe) em outubro de 2011 e vou escrever um relato em partes de como foi meu tempo por aquelas bandas. Antes de começar, escrevi um tópico somente para informações relevantes a respeito das formalidades de entrada e saída dos países, quem precisar é só conferir: formalidades-de-entrada-e-saida-zambia-e-zimbabwe-t62379.html
PARTE 1
Parti para Livingstone numa sexta-feira bem cedo, tendo saído de Cape Town, África do Sul. Inicialmente, meu voo deveria ser direto para Livingstone, mas a cia aérea da Zambia chamada Zambezi (fujam dessa cia, é horrível) cancelou o voo por falta de aeronave e fui obrigado a ir de Cape Town até Johannesburg e depois para Livingstone. Isso fez com que eu perdesse aproximadamente 4 horas do meu dia. De Cape Town para Jo'burg fui colocado num voo de uma cia sul-africana chamada Velvet Sky (www.flyvelvetsky.com), uma low cost da África do Sul. Voo relativamente tranquilo e após quase duas horas cheguei a Jo'burg, onde aguardei por um voo da British Airways para seguir até Livingstone. Mais uma vez, um voo tranquilo e desembarquei no aeroporto da cidade por volta das 13h30. Após a parte burocrática de entrada no país, peguei o transfer gratuito oferecido pelo hostel (www.backpackzambia.com) onde fiquei hospedado depois de aguardar outras pessoas que ficaram no mesmo lugar também terminarem as formalidades de entrada no país. O final da tarde já se aproximava e o calor infernal da região nesta época do ano tomava conta de todos, então acabei aproveitando o restante do dia apenas para andar um pouco por Livingstone, conhecer algumas pessoas que estavam no hostel, colher algumas informações sobre atrações turísticas, etc. O hostel Jollyboys Backpackers tem boa infra-estrutura e é bem barato, somente as instalações dos banheiros é que não são muito boas, impossível tomar um banho descalço, pelo menos para mim. Após várias cervejas locais bem geladas fui tentar dormir para acordar cedo no dia seguinte, tarefa não muito fácil naquele calor infernal. Felizmente tive uma noite de sono até que boa, considerando as circunstâncias e pude aproveitar bem o dia seguinte.
Depois de acordar e comer alguma coisa, peguei o transfer também gratuito do hostel até a entrada do parque nacional das Victoria Falls do lado da Zambia. A entrada para o parque custa US$ 20,00 e é possível caminhar por uma grande parte do lugar em meio a babuínos, muita vegetação e vistas lindas. Após 1h, 1h30 de caminhada saí do parque e fui até um local onde ficam disponíveis guias locais que levam turistas até outras partes das cataratas e à alucinante devil's pool, uma piscina natural que se formou à beira de uma das quedas d'água das Victoria Falls. Os guias cobram US$ 35,00 geralmente por pessoa para este serviço. O caminho até a devil's pool é tortuoso e um pouco difícil em algumas partes, mas nada que não possa ser feito com calma e devagar por quem não tem muita experiência ou pique para grandes caminhadas. Durante o caminho paramos para tirar fotos (vou postar algumas depois) em diversos locais e o guia foi contando histórias da região, desde a chegada de David Livingstone, inglês que liderou o desbravamento da região, até os dias atuais. Partes da caminhada foram feitas andando sobre lugares com água, outras sobre areia fervando (impossível fazer descalço, a não ser que você queira aprender a dança africana da areia quente), outras sobre pedras... O resultado foi uma bolha só em um dos dedos do meu pé esquerdo, até que não foi tão ruim, vi uma pessoa que acabou machucando o pé ao escorregar em uma pedra e teve bastante dificuldade para terminar o caminho, mas felizmente não foi nada muito grave.
A chegada à devil's pool é altamente refrescante, essencialmente. Naquele dia a temperatura chegou a 44 graus, o sol fritava o cérebro de todos que estavam por lá. Entrar na água àquela altura era a melhor coisa do mundo. E foi. Sempre com guias, pequenos grupos chegam até uma pedra grande que serve de trampolim para a devil's pool e as pessoas vão saltando, uma de cada vez, e grupos de até 4 ou 5 pessoas ficam juntas na beira da queda d'água, sempre com um guia de pé para proteger e auxiliar a todos. É aterrorizante ver onde os caras ficam de pé, um erro ali é fatal. Todos podem ficar debruçados na parte mais extrema da queda para tirar fotos e olhar para baixo, uma sensação indescritível. Não tinha a mínima vontade de sair daquele lugar, mas era preciso, pois havia muita gente esperando para também ir lá. O pior de tudo é a caminhada de volta, mais uma vez tortuosa, lenta e muito quente. Apesar de algumas adversidades, as vistas e o fato de estar num lugar tão bonito e diferente compensaram todo o esforço. Saí do parque nacional do lado da Zambia entre 14h e 15h, e parti para o Zimbabwe. Conto na segunda parte do relato como foi assim que sobrar um tempinho para escrever novamente.
Olá, pessoal.
Tive a oportunidade de visitar a fronteira entre Livingstone (Zambia) e Victoria Falls (Zimbabwe) em outubro de 2011 e vou escrever um relato em partes de como foi meu tempo por aquelas bandas. Antes de começar, escrevi um tópico somente para informações relevantes a respeito das formalidades de entrada e saída dos países, quem precisar é só conferir: formalidades-de-entrada-e-saida-zambia-e-zimbabwe-t62379.html
PARTE 1
Parti para Livingstone numa sexta-feira bem cedo, tendo saído de Cape Town, África do Sul. Inicialmente, meu voo deveria ser direto para Livingstone, mas a cia aérea da Zambia chamada Zambezi (fujam dessa cia, é horrível) cancelou o voo por falta de aeronave e fui obrigado a ir de Cape Town até Johannesburg e depois para Livingstone. Isso fez com que eu perdesse aproximadamente 4 horas do meu dia. De Cape Town para Jo'burg fui colocado num voo de uma cia sul-africana chamada Velvet Sky (www.flyvelvetsky.com), uma low cost da África do Sul. Voo relativamente tranquilo e após quase duas horas cheguei a Jo'burg, onde aguardei por um voo da British Airways para seguir até Livingstone. Mais uma vez, um voo tranquilo e desembarquei no aeroporto da cidade por volta das 13h30. Após a parte burocrática de entrada no país, peguei o transfer gratuito oferecido pelo hostel (www.backpackzambia.com) onde fiquei hospedado depois de aguardar outras pessoas que ficaram no mesmo lugar também terminarem as formalidades de entrada no país. O final da tarde já se aproximava e o calor infernal da região nesta época do ano tomava conta de todos, então acabei aproveitando o restante do dia apenas para andar um pouco por Livingstone, conhecer algumas pessoas que estavam no hostel, colher algumas informações sobre atrações turísticas, etc. O hostel Jollyboys Backpackers tem boa infra-estrutura e é bem barato, somente as instalações dos banheiros é que não são muito boas, impossível tomar um banho descalço, pelo menos para mim. Após várias cervejas locais bem geladas fui tentar dormir para acordar cedo no dia seguinte, tarefa não muito fácil naquele calor infernal. Felizmente tive uma noite de sono até que boa, considerando as circunstâncias e pude aproveitar bem o dia seguinte.
Depois de acordar e comer alguma coisa, peguei o transfer também gratuito do hostel até a entrada do parque nacional das Victoria Falls do lado da Zambia. A entrada para o parque custa US$ 20,00 e é possível caminhar por uma grande parte do lugar em meio a babuínos, muita vegetação e vistas lindas. Após 1h, 1h30 de caminhada saí do parque e fui até um local onde ficam disponíveis guias locais que levam turistas até outras partes das cataratas e à alucinante devil's pool, uma piscina natural que se formou à beira de uma das quedas d'água das Victoria Falls. Os guias cobram US$ 35,00 geralmente por pessoa para este serviço. O caminho até a devil's pool é tortuoso e um pouco difícil em algumas partes, mas nada que não possa ser feito com calma e devagar por quem não tem muita experiência ou pique para grandes caminhadas. Durante o caminho paramos para tirar fotos (vou postar algumas depois) em diversos locais e o guia foi contando histórias da região, desde a chegada de David Livingstone, inglês que liderou o desbravamento da região, até os dias atuais. Partes da caminhada foram feitas andando sobre lugares com água, outras sobre areia fervando (impossível fazer descalço, a não ser que você queira aprender a dança africana da areia quente), outras sobre pedras... O resultado foi uma bolha só em um dos dedos do meu pé esquerdo, até que não foi tão ruim, vi uma pessoa que acabou machucando o pé ao escorregar em uma pedra e teve bastante dificuldade para terminar o caminho, mas felizmente não foi nada muito grave.
A chegada à devil's pool é altamente refrescante, essencialmente. Naquele dia a temperatura chegou a 44 graus, o sol fritava o cérebro de todos que estavam por lá. Entrar na água àquela altura era a melhor coisa do mundo. E foi. Sempre com guias, pequenos grupos chegam até uma pedra grande que serve de trampolim para a devil's pool e as pessoas vão saltando, uma de cada vez, e grupos de até 4 ou 5 pessoas ficam juntas na beira da queda d'água, sempre com um guia de pé para proteger e auxiliar a todos. É aterrorizante ver onde os caras ficam de pé, um erro ali é fatal. Todos podem ficar debruçados na parte mais extrema da queda para tirar fotos e olhar para baixo, uma sensação indescritível. Não tinha a mínima vontade de sair daquele lugar, mas era preciso, pois havia muita gente esperando para também ir lá. O pior de tudo é a caminhada de volta, mais uma vez tortuosa, lenta e muito quente. Apesar de algumas adversidades, as vistas e o fato de estar num lugar tão bonito e diferente compensaram todo o esforço. Saí do parque nacional do lado da Zambia entre 14h e 15h, e parti para o Zimbabwe. Conto na segunda parte do relato como foi assim que sobrar um tempinho para escrever novamente.
Abraços a todos!