Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Fim de semana no Cânion de São Francisco, Piranhas, Xingó e Aracaju

Postado
  • Membros

Geral

Há tempos que eu estava de olho numa rota da TAM, que me permitia curtir um fim de semana em Aracaju (partindo do Rio) e, graças à saudável competição com a Gol, consegui comprar a passagem meses atrás numa bela de uma promoção.

 

Inicialmente a viagem seria para curtir o fim de semana em Aracaju mesmo, mas enquanto planejávamos o que fazer nesse fim de semana, decidimos passar pouco tempo na capital e partir para conhecer melhor a região do cânion do Rio São Francisco, incluindo a Usina de Xingó e Piranhas, em Alagoas. Valeu muito a pena, o lugar é um espetáculo. Fomos no fim de semana de 19-20 de novembro.

 

Muita gente conhece o cânion num bate-volta de um dia, geralmente via excursão. Eu acreditava e continuo acreditando que vale a pena passar a noite por lá. Se tivesse mais um dia, partiria para conhecer Paulo Afonso, na Bahia.

 

Quem quiser ler o relato da Katia, cheio de fotos, clique aqui:

http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com/2011/12/um-final-de-semana-em-aracaju-se.html

 

Sexta

Chegamos a Aracaju na sexta à noite, já bem tarde (quase meia-noite), mas felizmente sem atraso. Estava dentro dos planos. Optamos por não curtir a cidade, fomos direto para o Ibis para dormir e acordar cedo.

 

Sábado

Logo bem cedo passamos pela praia de Atalaia. Apenas passamos de carro mesmo, só descemos rapidamente na área dos arcos. O objetivo era se mandar para Canindé de São Francisco e chegar lá antes das 11:30, horário padrão da partida do catamarã que vai ao cânion.

 

20111127211528.jpg

Uma das passarelas da praia de Atalaia, Aracaju

 

Dica para quem vai de carro para Canindé de São Francisco: é importante identificar entrada para Ribeirópolis. Ou a sinalização não existe, ou é muito precária (eu não vi nem na ida, nem na volta; e na ida acabei indo até Carira, o que me custou uns 30-40km a mais).

 

Mesmo com atraso, chegamos a tempo em Canindé -- no caminho vimos vários assentamentos e alguns acampamentos dos sem-terra. Era a primeira vez que nós presenciávamos o Velho Chico, o Rio da Integração Nacional! Grande emoção, sobretudo porque o visual é muito bacana. Rapidamente fomos procurar onde fica o Karranca’s, que é de onde saem os catamarãs.

 

Portanto, outra dica: para chegar ao Karranca’s, siga em direção à Usina de Xingó, ainda do lado sergipano. Até lá você encontrará placas sinalizando “catamarã” ou indicando o restaurante Karranca’s.

 

20111127211650.jpg

Uma plaquinha sinalizando a direção dos catamarãs

 

Chegando no Karranca’s (umas 11hs), logo adquirimos os ingressos para o catamarã. Não estava cheio quando chegamos, mas encheu assim que chegaram ônibus de excursão, provavelmente vindo de Aracaju.

 

O preço do catamarã foi de R$ 50 por pessoa. Se quiser almoçar depois no Karranca’s, esquema buffet, são mais R$ 20. No catamarã há venda de bebidas e tira-gostos e os preços não são extorsivos, considerando que trata-se de uma atração turística isolada e sem concorrência.

 

O passeio pelo rio São Francisco já é muito bacana, mas o trajeto dentro da região dos cânions é belíssimo. No caminho vc já conhece algumas formações rochosas bacanas, como a Pedra do Gavião e a Pedra do Japonês (ou algo parecido, desculpem-me se estiver errado).

 

20111127211833.jpg

20111127212032.jpg

20111127212050.jpg

Visuais diversos do Rio São Francisco, a bordo do catamarã

 

O barco para num atracadouro construído na área -- a coisa é realmente bem estruturada -- e a galera tem uma hora para curtir. Lá você paga mais R$ 3 pp para um barquinho te levar rapidamente numa área mais restrita (e mais bonita) -- possivelmente a Gruta do Talhado propriamente dita. De resto é nadar (na área permitida) e apreciar a beleza. Foi gravada alguma novela por lá, havia referências desse tipo e ouvi pessoas dizendo que isso andou encarecendo as atrações na região.

 

20111127212354.jpg

O atracadouro -- Porto de Brogodó

 

20111127212610.jpg

Um barquinho te leva a um canto mais reservado...

 

20111127212722.jpg

...e depois te leva de volta à área liberada para nadar...

 

20111127213025.jpg

...e lá vc fica, curtindo toda aquela maravilha.

 

Na volta, optamos por não almoçar e curtir um pouco da praia que fica nos arredores do Karranca’s.

 

20111127213140.jpg

Boa vida

 

De lá, fomos para Piranhas-AL, do outro lado do rio, onde queríamos pernoitar. No caminho, paramos algumas vezes para curtir o visual do rio e da espetacular obra de engenharia que é a Usina de Xingó.

 

20111127213534.jpg

Vista da Usina Hidrelétrica de Xingó

 

20111127213640.jpg

Cruzando o Rio São Francisco, saindo de Sergipe e entrando em Alagoas

 

Piranhas é uma cidade muito bonita. Pequena (você percorre todo o centro histórico em pouco tempo) e muito charmosa. Nossa primeira opção de estadia, a Pousada Maria Bonita, estava lotada. Mas aproveitamos para subir até a igrejinha no alto do morro para curtir o pôr do sol. Na descida, conseguimos um dos últimos quartos disponíveis na pousada do Lampião (bem simples, R$ 100, mais caro que o Ibis de Aracaju! -- deve ser a inflação pós-novela).

 

20111127213933.jpg

Antiga estação de trem

 

20111127213949.jpg

Panorama da cidade -- em fim de tarde -- a partir do mirante onde tem uma igrejinha

 

20111127214002.jpg

Por do sol do mirante da igreja

 

Depois de uma boa descansada e de um muito aguardado banho, subimos o mirante da cidade, já de noite, para jantar no Flor de Cactus. Chegando lá, o garçom nos informou que já era hora de fechar (20hs!), mas que nós seríamos atendidos mesmo assim (mas tínhamos de fazer o pedido logo). Que bom! Estava um vento forte, felizmente, porque o calor também era forte. Comida boa, preços inflacionados, serviço rápido (a galera estava fazendo extra!) e muito cordial.

 

20111127214341.jpg

Vista noturna do mirante secular, onde fica o restaurante Flor de Cactus

 

Como era a primeira (e última!) refeição completa do dia, ainda passeamos um pouco pela cidade, mas logo a lombeira bateu e fomos dormir.

 

Domingo

Acordamos cedo e fomos logo passear pela cidade. Um sol de queimar, com efeitos agravados pela geografia da cidade, cheia de sobe-desce. De manhã cedo estava rolando um jogo de futebol no campo da cidade – o gramado me pareceu em muito melhores condições que boa parte dos gramados que vejo em muitos jogos do brasileirão. A galera assistia ou na pequena arquibancada ou na sombra debaixo de uma árvore. Muito bacana essa coisa local.

 

20111127214622.jpg

Futebol matinal

 

Passeamos por todo o centro histórico, curtimos um pouco a praia local – de onde saem os barcos para o passeio dos Angicos -- e, lá perto do meio-dia, nos despedimos da cidade. Era hora de conhecer a Usina de Xingó.

 

20111127214710.jpg

Casinhas coloridas em Piranhas

 

20111127214857.jpg

Praia de Piranhas -- daqui saem os barcos para a Grota do Angico

 

20111127214956.jpg

Vista -- agora diurna -- do mirante secular

 

Dica: para conhecer a Usina de Xingó, dirija-se ao Mirante/Centro de Recepção de Visitantes, do lado alagoano. É lá que começa a visita guiada, com apresentação de um vídeo explicativo (10 min) e da maquete da usina com explicações de um guia. Depois disso, você vai de carro, com o guia dentro, para a usina. Dentro da usina há duas paradas -- é suficiente. O custo foi de R$ 30 por carro e tudo dura pouco menos de uma hora. Gostei muito, gosto de ver esses mega-empreendimentos de engenharia. Eu já conhecia Itaipu e Assuã e curti bastante o passeio em Xingó.

 

20111127215131.jpg

20111127215146.jpg

20111127215206.jpg

Dentro da Usina de Xingó

 

De lá, nos despedimos de Alagoas e, já do lado sergipano novamente, passamos pelo MAX, o Museu de Arqueologia de Xingó. Tinha curiosidade de ver o resultado das escavações arqueológicas no local. A visita é rápida (R$ 3), o museu é bem pequeno, mas muito bem apresentado.

 

20111127215230.jpg

Entrada do MAX -- museu de arqueologia do Xingó

 

Era o fim da nossa estadia na região, pegamos a estrada de volta para Aracaju. No caminho, se não me engano entre Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória, paramos na famosa lojinha de doces da Dona Nena. Fica no meio da estrada mesmo, mas pelo visto muita gente para por lá. Demos o azar de chegar uma galera logo depois de nós, mas conseguimos comprar alguns doces bacanas.

 

Antes de chegar a Aracaju ainda desviamos para conhecer rapidamente a cidade histórica de Laranjeiras. Acabamos ficando muito pouco na cidade porque não queríamos pegar estrada de noite, então basicamente passeamos pelas praças centrais e subimos até o alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes para assistir a um belo pôr do sol (infelizmente incompleto, seguimos para Aracaju antes do fim do espetáculo!) com vista panorâmica da cidade.

 

20111127215411.jpg

Por do sol em Laranjeiras-SE, do alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes

 

Chegamos à Praia de Atalaia por volta de umas 19hs. O voo era somente às 2:50 da madrugada, então havia tempo de sobra. Passeamos muito pela orla, jantamos duas vezes (!!) e, já de madrugada, encerramos mais uma jornada.

 

20111127215528.jpg

20111127215539.jpg

Orla de Atalaia, em Aracaju

Editado por Visitante

Featured Replies

Postado
  • Membros

Muito legal seu relato. Estarei indo no fim do mês para Aracaju, chegando sexta-feira a tarde, e a princípio me decidi por conhecer Mangue Seco ao invés do Cânion. Talvez me arrependa... rss

Postado
  • Membros

As estradas são boas, mas a sinalização é falha -- o tradicional padrão brasileiro

 

esta constante brasileira é... pois bem, voce se perder, as vezes, e so vai descobrir depois de uns 40 kms...

 

Claro que ter um GPS -- e saber usá-lo -- ajuda muito

 

eu costumo usar o www.wikiloc.com para guardar os track das aventuras e viagens...

  • 6 meses depois...
Postado
  • Membros

Adorei o relato.

Estava procurando por aqui alguma dica de como conhecer o Canion sem o cansativo bate e volta.

Seguirei a dica!

Postado
  • Autor
  • Membros

Anita, obrigado.

 

Já li muita gente reclamando que é muito tempo dentro de ônibus no tradicional bate-volta e isso, infelizmente, acaba interferindo na avaliação do passeio/lugar.

 

Achei melhor quebrar isso em dois e dormir por lá. Ao menos para mim, valeu demais ter dormido em Piranhas, passeado um pouco pela cidade e curtido as outras atrações locais. Tendo mais tempo, vc pode ainda fazer o passeio da Grota do Angico, que parte de Piranhas.

 

Tenho excelentes lembranças daquele fim de semana.

  • 1 ano depois...
Postado
  • Membros

Partirei de SP (GRU) sozinho chegando em Aracaju na sexta 26/09 as 13:07 quero ir direto a rodoviaria e partir pra Caninde no proximo onibus, me hospedar em algum lugar barato por lá e fazer o primeiro passeio ao Canion e regressar a capital ainda no sabado 27/09 pra curtir um pouco da noite e ainda no domingo passear pelas praias da capital ate o final da tarde.

Pergunto: melhor me hospedar em Caninde ou Piranhas, uma vez que nao alugarei carro (somente transporte publico, moto taxi)

Quanto custa o passeio catamara ate o canion, por volta de 60 a 70 reais, tem mais barato?

 

A coisa é bem mochilao entao priorizo o baixo custo, se puderem indicar hospedagem e alimentacao gradeço.

 

Obrigado a todos!

Postado
  • Autor
  • Membros

Eu não conheci a cidade de Canindé, não posso falar por hospedagem por lá. Mas Piranhas é uma cidade que merece ser visitada -- eu não pensaria duas vezes em me hospedar por lá em vez de Canindé.

 

O passeio de catamarã até o Cânion só tem um (até onde eu saiba) e parte do restaurante Karrancas.

  • 1 ano depois...
  • 2 meses depois...
Postado
  • Membros

Aqui venho para agradecer, pois segui quase todo o seu roteiro e gostei muito. Segue um mini-relato - chegamos mais cedo na sexta, curtimos um pouco Aracaju e no sábado fizemos o passeio do Cânion. Sobre o caminho, duas observações - não foi difícil achar a entrada para Ribeirópolis, pois tem uma placa, provavelmente nova, apontando para Canindé de São Francisco. É justamente ali a entrada para Ribeirópolis. Outra coisa, quem ainda não foi deve ir bastante atento. A estrada é cheia de pardais, especialmente mais próximo de Aracaju. Parte dela estava mal cuidada e certos trechos são ruins de ultrapassagem, de modo que recomendo por segurança umas 4h entre Aracaju e Canindé. Mais até, se você dirigir devagar. Nós andamos bem em boa parte, mas pegamos uns caminhões bem chatos pelo caminho e chegamos em umas 3h30.

 

Voltando ao passeio, achei bem legal, mas o destaque foi o barco até as grutas. Espetacular. A dica que dou aqui é esperar todo mundo ir, dar uns 5, 10 minutos, aí você vai sozinho no barco. Nós fomos com mais gente e ficaram uns cabeções na frente. No final do dia fomos para Piranhas. Linda a cidade. É a Cochem brasileira, rs, só faltaram os castelos, substituídos por belas casas coloridas preservadíssimas. Ficamos no hotel Pedra do Sino, que é muito bonito e tem vista privilegiadíssima para o Cânion. Valeu cada centavo pelo que oferece e não é muito caro, não. 260 por um quarto triplo. Fica a dica para quem ainda não foi.

 

No domingo fomos bem cedo para a Usina do Xingó. Passeio rápido, mas tb curti muito. Foi a primeira vez que visitei uma usina depois de duas tentativas frustradas em Itaipu. Gostei muito, fiquei embabacado com aquela grandiosidade e nosso guia era muito bom.

 

Na volta ainda passamos nos doces da Dona Nena. Nós não curtimos. Não sei se a fama cresceu demais e agora ficou meio industrial, mas, enfim, para não ser chato demais, rs, me limito a dizer que não gostamos. Deixo aqui essa opinião diferente para quem passar por lá.

 

O domingo foi mais curto e pegamos o voo de 17h. Teria ficado mais, mas achei suficiente considerando que foi um fim de semana. Assim, mais do que isso teria ficado cansativo pro velho aqui.

 

No geral, gostamos muito de Aracaju e voltaria lá facilmente. Gostei especialmente das opções de restaurantes, muita variedade, bons preços. Minha esposa ficou enlouquecida com o artesanato de lá. Eu nem curto essas coisas, mas também fiquei admirado com a qualidade. Na ida evitamos comprar, pois achamos que em Piranhas seria mais barato por ser interior. Não era. Vale mais a pena comprar em Aracaju mesmo.

 

Muito obrigado pelo relato. Confesso que nem conhecia essas opções todas - Piranhas, a usina, até mesmo o Cânion eu não conhecia (mas minha esposa conhecia). Ler teu relato me inspirou a ir e valeu muito a pena.

 

Abs.

Postado
  • Autor
  • Membros

Que bacana, Marcos! Valeu pelo retorno e pelo mini-relato. Lá se vão mais de 4 anos da viagem, e ela segue na minha memória como uma das que mais curtimos e maximizamos nosso tempo.

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.