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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão na Ásia: 132 dias, 8 países

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Olá pessoal!

 

Ano passado nós fizemos uma viagem pela Ásia que foi registrada em um blog

Vamos postar aqui também o relato dessa trip que começou dia 10 de julho e terminou dia 18 de novembro.

 

Dia 1: Chegada a Singapura

 

Uhuuuuuu

Começou a brincadeira....

Chegamos em Singapura às 4 da tarde e ficamos procurando hotel ate às 9.

Todos os lugares estavam lotados e os vazios eram muito caros.

Andamos muuuuito pelo centro, Chinatown e na região da estação Bugis.

Conhecemos uma alemã de 19 anos que estava viajando sozinha pela Nova Zelândia por 1 mês.

Fomos juntos com ela para o albergue em que ela tinha reserva, mas lá tambem estava cheio.

Mais adiante achamos um que também estava cheio, mas a Jú fez cara de cão-sem-dono e o recepcionista ofereceu o terraço para a gente dormir...

Nem perguntamos o preço, só queríamos largar as mochilas e tomar um banho. Lá em cima tinha um chinês que parecia morar lá e um gringo hippie que fazia artesanato.

Nossa cama ficava na parte que tinha telhado, mas quase a céu aberto.

Tomamos um banhão merecido (e muito necessário no momento). O banheiro era coletivo, bem simples e o chuveiro até que era bom.

As gringas andam só de toalha pra lá e pra cá e o hippie de cueca...

Depois desse dia trash dormimos igual pedra... e acordamos na mesma posicao em que deitamos.

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Dia 71 - 19/9: A caminho de Dalat

 

Pegamos o ônibus às 8:00 e seguimos a Dalat, cidade muito procurada pelos vietnamitas em lua-de-mel.

 

O ônibus era bem simples, sem baheiro e estava quase vazio. Pagamos 5 dólares cada e a viagem duraria 6 horas.

 

Às 10:30 o ônibus fez uma parada e esse foi o banheiro público mais limpo de toda a viagem.

 

Tinha um senhor limpando nos mínimos detalhes e todos tinham que tirar o calçado e usar um chinelo de borracha.

 

Continuamos a viagem e às 13:00 paramos para almoçar.

 

O banheiro daqui voltou a ser meio largado e na pia tinha dois pentes para as pessoas usarem...Nós não usaríamos...

 

A comida era simples, mas muito boa. Comemos arroz com frango e legumes cozidos em um molho apimentado.

 

Não entendemos porque paramos para comer se a viagem era para terminar meia hora depois.

 

Voltamos a estrada e a cidade de Dalat nunca chegava.

 

Era para ser 6 horas de viagem, mas já tinha passado 8 horas.

 

Estávamos bravos pois em todas viagens de ônibus eles dizem um tempo de viagem, mas sempre, sempre, demora muito mais.

 

Porque não dizem o tempo certo?

 

O Douglas comentou:

 

- Agora a viagem ficou mais barata. Pagamos 5 dólares por 6 horas de viagem, mas estamos viajando bem mais tempo...Muito mais horas pelo preço de 6 horas...

 

- Ah, fica quieto e dorme...

 

Às 5 da tarde nós chegamos e o ônibus parou na frente do hotel Phuong Hanh.

 

Subi para ver o quarto enquanto a Jú ficou na recepção.

 

O cara mostrou um só com chuveiro por 12 dólares e outro com banheira por 14.

 

Falei que ia pensar e desci.

 

Fizemos uma cena e o cara deu desconto, 10 só com chuveiro e 12 com banheira.

 

- Com café da manhã?

- Não.

- Então está caro.

- Hum, posso incluir o café por mais 2 dólares.

 

Pensamos e vimos que valia a pena pois gastariamos bem mais do que 2 dólares no café da manhã.

 

Decidimos ficar só hoje no quarto com banheira para descansar bem.

 

Saimos para dar uma volta e jantar depois.

 

Paramos em frente a um restaurante e olhamos o menu.

 

Como os precos estavam bons resolvemos entrar.

 

So aí nós vimos que o restaurante é muito chique...

 

Na volta, lá para às 21 horas, o Douglas foi encher a banheira, mas a água não esquentava muito.

 

Fui na recepção, falei do problema e a senhora telefonou para alguém.

 

Veio uma mulher ao quarto e tentou arrumar o aquecedor. Ela falou para esperar meia hora para esquentar a água e depois podia usar.

 

Esperamos.

 

Quando fui encher de novo a banheira, a água não esquentava de novo.

 

Voltei a recepção e a senhora ligou de novo para a mulher.

 

A mulher nos trouxe a chave do quarto ao lado e disse para tomarmos banho lá e que amanhã eles consertariam nosso aquecedor.

 

Tomei banho na água morna do nosso banheiro mesmo e o Douglas usou o outro banheiro.

 

Dormimos cedo para descansar bem.

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Dia 72 - 20/9: Expulsos do hotel.

 

Descemos para tomar café da manhã.

 

A senhora que estava na recepção nos mostrou o menu do café da manhã e perguntei o que estava incluído.

 

Ela disse que não tinha nada incluído.

 

- Mas ontem o cara falou que tinha café da manhã incluído.

 

- Não tem, não.

 

- Mas o cara falou...

 

A Jú falou para pagarmos o café para sair logo desse hotel e procurar outro.

 

Ela esta cansada de ter que ficar discutindo por coisas desse tipo.

 

- Jú, o que é certo é certo, não vou pagar a mais...

 

A mulher telefonou para alguém, falou na língua deles e me passou o telefone.

 

- Alô, ontem o cara disse que o café está incluído.

 

- Não está, não.

 

- O cara disse!

 

- Qual é o seu quarto?

 

- 206.

 

- Quanto você está pagando?

 

- 14.

 

- Esse quarto por esse preço é sem café da manhã.

 

- Quem está falando? Foi você quem foi ver o problema da água quente ontem?

 

- Sim fui eu.

 

- O cara que mostrou o quarto nos disse que tem café da manhã incluído!!

 

Passei o telefone para a senhora da recepção e elas conversaram mais um pouco.

 

- Ok, Ok. Podem escolher o que quiserem comer.

 

Nossa, que hotel desorganizado!!

 

Enquanto comíamos, a mulher que foi ver o problema da água quente desceu para a recepção.

 

Fui pedir desconto para ela pois não pudemos usar a banheira. Ela disse que ia ver com a senhora, que deve ser a mãe dela.

 

Saimos para procurar outro hotel. Achamos um bem bacana, simples, com um senhor e uma senhora muito simpáticos!

 

O quarto custa US$ 7,50 com internet grátis.

 

Voltamos para o hotel antigo para buscar as mochilas.

 

- Nós daremos desconto de 1 dolar na diária e se vocês quiserem, temos um quarto melhor pelo mesmo preço.

 

- Nós queremos pagar o preço do quarto sem banheira pois não pudemos usá-la.

 

- Mas vocês ficaram no quarto com banheira.

 

- Mas não pudemos usar pois não tinha água quente.

 

Ela falou com a outra senhora e depois disse:

 

- Se vocês sairem do hotel, não tem desconto. Se vocês ficarem, daremos desconto nesse dia. Vocês vão ficar?

 

- Eu não sei!! Quanto vai ser o desconto?

 

- Vocês vão ficar?

 

- NÃO SEI...Queremos o desconto ficando ou não.

 

Ela conversou de novo com a senhora. A essa altura todos estavam falando mais alto.

 

- Que hora vocês chegaram?

 

- Às 5 da tarde.

 

- Se vocês tivessem avisado que estava ruim até às 6, a gente teria consertado ou trocado de quarto.

 

- Isso não é problema nosso!! O problema é do hotel.

 

- Não podemos dar desconto pois vocês usaram 2 banheiros.

 

- Você está falando sério?

 

- Claro.

 

- Você é engraçada!!O cara disse ontem que o quarto sem banheira é 12, então queremos pagar esse preço pois não pudemos usar a

banheira.

 

- Mas vocês usaram o chuveiro do outro quarto.

 

- Mas o preço do nosso é com banheira e não deu para usar!!!

 

- Mas vocês usaram 2 banheiros.

 

- Não vamos pagar 14!!

 

- Tá, tá. 2 dólares não são nada para nós. NADA!! NADA!! Peguem suas coisas e saiam do hotel!

 

- É exatamente isso que queremos!!!

 

Ta doido! Elas ainda acharam que estavam certas...

 

Subimos, pegamos as mochilas, deixamos a chave e o dinheiro no balcão da recepção e saimos. Nem olhamos para ninguém.

 

Chegamos no Hotel Phuong Hanh e fomos muito bem recebidos.

 

Ele nos acompanhou até o quarto e preechemos a ficha lá mesmo.

 

Quando dono viu na ficha que somos do Brasil, ficou muito feliz!!

 

- Oh, Brasil, Brasil!!

 

Ficamos no quarto e ele foi descendo as escadas dizendo:

 

- Brasil, número 1 do futebol... Número 1...

 

Almoçamos em uma pizzaria chamada Monaco Deli.

 

Duas pizzas tamanho médio, deliciosas, super-recheadas, que não vimos tão boas em nenhum lugar da Ásia...por Us$ 2,70 cada.

 

As garçonetes não falam inglês, mas isso não é problema porque elas são simpáticas e querem atender bem...

 

Voltamos para o hotel e dormimos muuuuuuuito até às 6 da tarde. Estávamos precisando...

 

Jantamos no Peace Café, que é um lugar bem amigável.

 

Enquanto esperavamos a comida, ficamos lendo os depoimentos dos clientes anexados no menu.

 

Muitos elogiaram a panqueca de banana com chocolate. Adivinhem o que vamos comer amanhã no café...

 

A Jú comeu sopa de batata e eu comi arroz frito, ambos muuuuuuuito apimentado. Mas estamos bem acostumados com a pimenta.

 

Já não ficamos desesperados para beber algo depois que dá um calorão...

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Dia 73 - 21/9: De férias da cidade grande.

 

Voltamos ao Peace Cafe para tomar café da manhã e pedimos a tal panqueca de banana com chocolate...

 

Nossa, a panqueca é grande demais e muuuuuito boa!

 

Não conseguimos comer inteira. Vale mesmo os elogios do pessoal.

 

Escolhemos Dalat para sair um pouco da rota mais turística e para descansar um pouco da viagem e das pessoas que querem ganhar o dinheiro dos turistas.

 

Foi uma ótima escolha. A cidade é bem calma, perfeita para descansar.

 

Aqui o clima é beeeem mais frio do que em Ho Chi Minh pois a cidade fica em uma região montanhosa.

 

Foi a primeira vez que saimos durante o dia usando blusa.

 

Não fizemos nada hoje além de descansar e dar uma volta no mercadão.

 

As vendedoras são muito simpáticas e sorridentes, mas não nos deixam fotografá-las.

 

Devem ser tímidas ou acham que a Jú vai publicar a foto em alguma revista...hehehe

 

Fomos ao banheiro do mercado e só estava escrito em vietnamita (ou será vietnamês?).

 

Paramos na frente do banheiro pois não sabíamos qual era de homem e qual era de mulher.

 

Ficamos esperando alguém entrar no banheiro enquanto achávamos graça da situação.

 

Uma mulher percebeu e veio nos dizer qual era qual...

 

Se não fosse ela, a gente ainda estaria esperando alguém entrar...

 

Almoçamos no HNL, que serve pratos típicos do Vietnã.

 

Nós dois pedimos arroz com peixe e legumes cozidos em uma panela de barro.

Delicioso!!!!!!!!

 

Na cidade não há nada para fazer. Os atrativos são todos um pouco distantes de Dalat e é preciso contratar tour ou motorista.

 

Os motoqueiros chamados Easy-Riders oferecem o serviço, mas achamos bem caro os 15 dólares de cada que eles pedem...

 

Voltamos ao mercadão e ficamos olhando tudo e todos...

 

As pessoas também ficavam nos olhando...

 

Os vendedores não falam inglês e por isso nos divertimos bem mais. A comunicação por mímica sempre rende confusões engraçadas...

 

Jantamos no Art Cafe, um restaurante chique...

 

Tão chique que, claro, não matou nossa fome...

 

Pedi peixe assado e a Jú pediu verduras e legumes fritos.

 

Estava gostoso, mas o prato era muuuuito pequeno...

 

Saimos de lá e fomos direto na pizzaria Monaco Deli para pegar uma pizza e matar a fome de verdade... ::otemo::

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Dia 74 - 22/9: Provando o Ta Pi Lu

 

Tentamos acordar cedo, mas não conseguimos.

 

A cidade de Dalat tem um clima chuvoso nessa época do ano e o hotel é bem aconchegante. O resultado?!?! Da uma preguiiiiiiiiiça...

 

Alugamos bicicletas e saimos para dar uma volta.

 

Paramos primeiro no mercado público para tentar, de novo, fotografar as pessoas, mas não ganhamos permissão de ninguém.

 

Aqui no Vietnã acontece ao contrário dos outros países que passamos.

 

As pessoas aqui não gostam de ser fotografadas, mas não se importam em ser filmadas.

 

Na rua de trás do mercado público tem uma feirinha de animais vivos.

 

Estão a venda galinhas, peixes de vários tipos, caranguejos, ostras, cobras, sapos e bichos da seda.

 

Os animais ficam em bacias de metal, no chão, e as vendedoras ficam sentadas em um banquinho atrás das bacias, sorrindo oferecendo os produtos em voz alta.

 

Depois pedalamos até o lago Xuan Huong.

 

Ficamos descansando um pouco enquanto observávamos o vai-e-vem dos vietnamitas.

 

Na beira do lago haviam algumas pessoas pescando com varas e também com galhos de árvores.

 

Pela primeira vez na cidade uma vendedora ambulante veio nos oferecer seus produtos.

 

Estávamos até sentindo falta...Mas ela não era como os vendedores das cidades turísticas, ofereceu só uma vez e foi embora...

 

Pedalamos até o Hang Nga Crazy House, um guest house construído no estilo de desenho animado.

 

Cada quarto tem uma decoração muito doida e são interligados por caminhos suspensos que lembram túneis.

 

Na saída, a arquiteta passou por nós e nem cumprimentou os visitantes da casa.

 

Ficamos decepcionados, pois além disso, a casa nem está terminada ainda, já foi aberta para visitação e teve o preço aumentado de 7.000 para 8.000 e depois para 10.000 Dongs...

 

Na saída pegamos uma forte chuva, voltamos ao hotel, trocamos de roupa e fomos almoçar.

 

Comemos o tradicional Ta Pi Lu no restaurante Da Quy. Vimos no menu esse prato e pedimos sem ter idéia do que era.

 

Quando o prato chegou, tomamos um susto...

 

Uma grande panela e um fogareiro foram colocados em nossa mesa.

 

Os ingredientes são peixe, camarão, lula, polvo, bife, carne de porco e muitas verduras.

 

Nós mesmos temos que cozinhar a comida, mas ficamos perdidos sem saber o que fazer.

 

O garçon percebeu e veio nos ajudar.

 

Ele foi explicando e cozinhou a primeira rodada para nós.

 

No caldo quente, ele colocou um ovo e foi acrescentando as carnes e as verduras.

 

Depois de um tempo, mergulhou a massa chinesa e serviu no nosso prato.

DE-LI-CI-O-SO!!!!!!

 

Eu que não gosto de polvo gostei muuuuuuuuito desse prato. O Douglas, depois que o noodle acabou, ainda comeu com arroz...

 

Depois do almoço voltamos ao mercado para comprar roupas de frio...

 

O preço é incrivelmente baixo.

 

Difícil imaginar quanto é o custo e quanto é o lucro do vendedor, de tão baixo que é o preço...

 

Além disso, ganhamos desconto sem pedir...Eita coisa boa!!! Podia ser assim em todas as lojas...

 

Voltamos mais tarde ao Peace Cafe para jantar...Comemos um grande prato de verduras e legumes com arroz por US$1,25 cada...

 

O tempero do Peace Cafe é muuuuito bom, aliás, em todos os lugares que comemos aqui em Dalat a comida estava óóóóóóóótima!!!

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Dia 75 -23/9: No onibus dos vietnamitas

 

Às 5 da manhã pegamos a van que nos levou até a rodoviária para pegar o ônibus com destino a Kon Tum.

 

A van já estava quase cheia.

 

A Jú foi sentar no fundo com mais 3 pessoas e enroscou o cabelo no trilho da cortina enquanto o ajudante do motorista socava a mochila entre as pernas das pessoas.

 

Sentei na frente da Jú e fiquei com uma mochilona no colo.

 

A menina na minha frente estava passando mal...

 

Chegamos na rodoviária e pegamos o micro-ônibus.

 

O micro-ônibus era bem novinho e achamos que a viagem seria tranquila.

 

Quando entramos, percebemos que não seria bem assim...

 

Os bancos eram muito estreitos e tinha pouco espaço para as pernas. Não daria para inclinar o encosto do banco.

 

Resolvemos sentar no fundo pois era um pouco mais espaçoso.

 

Até aí tudo bem, o micro-ônibus estava vazio.

 

O ônibus saiu e logo a menina passou mal de novo e pediu um saquinho plástico para vomitar.

 

Entrou mais gente e um cara sentou no fundo também.

 

A mulher na frente desse cara estava passando mal. Ela abria o vidro dela para tomar um ar e ele logo em seguida já fechava...

 

Nem falava nada e a mulher também não reclamava... Que estranho...

 

O ônibus parou de novo e entrou mais gente. Agora não tinha mais lugar vago do meu lado.

 

O tiozinho que sentou do meu lado estava carregando 2 sacolas cheias de alface. Ele colocou as sacolas em cima do meu pé...

 

Paramos para tomar café da manhã. Descemos para ir ao banheiro, mas ninguém falava inglês. Pelo menos sabiam o que era toilet...

 

Subimos no ônibus de novo e continuamos.

 

Logo subiu mais gente. O cobrador disse para a mulher sentar no fundo também, mas eram só 4 bancos e já tinha 4 pessoas.

 

Os dois que estavam do meu lado discutiram com o cobrador por causa disso, mas não teve jeito. A mulher sentou do meu lado. Agora eram

5 pessoas em um espaço para 4.

 

Mais adiante dois caminhões atolaram, impedindo a passagem dos veículos.

 

Ficamos mais de uma hora e meia esperando o guincho liberar a passagem.

 

A viagem continuou e entrou mais gente...

 

O cobrador colocou bancos de plástico no corredor para acomodar os novos passageiros...

 

Agora eram 37 pessoas em um ônibus com vaga para 27!!!

 

Outras mulheres estavam passando mal. Toda hora o cobrador distribuia sacos plásticos para elas...

 

O cara do fundo continuava fechando a janela toda vez que a mulher queria abrir...

 

O onibus parou e o cobrador foi comprar mais sacos plásticos.

 

Todas as mulheres estavam passando mal, menos a Jú. Ainda bem...

 

O motorista dirigia alucinado, buzinando para todos que estavam na frente dele e fazendo ultrapassagens de alto-risco...

 

O cobrador ia com a cabeça para fora da janela, gritando para as motos saírem da frente.

 

O fundo do onibus balançava demais e nas curvas da serra fomos jogados para esquerda e para direita, para esquerda e para direita...

 

Coitada da mulher que sentou do meu lado. A cada curva ela era empurrada para um lado e depois para outro, pois todos que estavam nos bancos do fundo estavam tentando se ajeitar.

 

Paramos para abastecer e o tiozinho das alfaces queria descer ali.

 

O corredor estava cheio de passageiros e nos bancos do fundo o vidro não abria.

 

Ele subiu no banco da frente e saiu pela janela...Depois o outro cara passou as alfaces e o chinelo dele.

 

Ufa, agora ficou melhor...

 

O cara na minha frente achou que o banco da menina na frente dele estava muito reclinado.

 

Ao invés de ele pedir para ela levantar, ele simplesmente puxou a alavanca do banco e empurrou o encosto para frente dando o maior tranco na cabeça dela...

 

Eita...e o banco nem estava tão reclinado...

 

O ônibus parou e várias pessoas desceram.

 

Ficamos com os 4 bancos do fundo para nós e o Douglas deitou e dormiu.

 

Um bom tempo depois, o motorista parou no meio da rodovia e ficou discutindo com os passageiros.

 

Um deles apontou para o fundo do ônibus e todos olharam para trás..Achei que era porque o Douglas etava deitadão e acordei ele.

 

Ficamos sem entender nada...Logo depois o cobrador veio e pegou um saco plástico preto e uma jaqueta.

 

Eram as coisas da mulher que estava do nosso lado...

 

Ela foi esquecida na parada...

 

Era por isso que estavam discutindo e olhando para trás.

 

Que dó...Hoje ela teve um péssimo dia...

 

Paramos em um restaurante para almoçar.

 

Ninguém falava inglês e nem menu tinha.

 

Ficamos esperando algum garçon e todos estavam olhando para nós...

 

Sentamos e apontamos para o prato da mesa ao lado, nem sabíamos direito o que eles estavam comendo...

 

Veio uma tigela com um caldo e algo desconhecido. Experimentamos, mas não conseguimos comer.

 

Depois veio um prato de arroz com frango, carne de porco e pepino.

 

Todos ficaram olhando se a gente ia gostar da comida ou não.

 

Para dizer o valor o garçon mostrou uma nota de 20 mil e uma de 10 mil...

 

Logo subimos no ônibus e a viagem continuou...

 

Saquinhos e mais saquinhos eram passados para trás até chegar nas mulheres passando mal...

 

O ônibus foi esvaziando...

 

Uma mulher subiu e ficou tentando puxar assunto com a gente.

 

A gente só sorria...Ela repetia, mas não adiantava...Logo ela desistiu e ficou conversando com os nativos.

 

Chegamos em Kon Tum...Dois motoqueiros ofereceram transporte por 20 mil Dong cada.

 

Dissemos que não queríamos ir de moto. Nem dava, com mochilas enormes e pesadas mais as outras coisas na mão seria perigoso.

 

Agradecemos e perguntamos se tinha táxi.

 

Eles falaram que na cidade não tem táxi, só motos.

 

Não falam inglês direito, só entendem algumas poucas palavras, por isso não entenderam que a gente não queria moto.

 

Fomos andando e eles nos seguiram por uns 300 metros, tentando nos convencer.

 

Baixaram o preço para 10 mil cada, mas tentamos de novo explicar que queríamos táxi.

 

Continuamos andando e depois de uns 200 metros os caras apareceram de novo e ofereceram por 5 mil cada.

 

Falamos que queríamos táxi.

 

Um deles ligou para o táxi e ficamos esperando. Quando o "táxi" chegou, vimos que não era táxi coisa nenhuma. Era algum amigo deles que tinha carro...Ficaram conversando e já deu para ver que eles iam nos explorar...

 

Mostraram notas de 50 e 10 mil.

 

60 mil?!?! Agradecemos e fomos a pé mesmo...

 

Andamos mais um monte e chegamos no hotel Viet Tram.

 

Aqui também não falam inglês. Só uma menina entende bem...

 

O quarto custa US$ 10,00 e tem A/C e chuveiro quente. Depois descobrimos que a internet é grátis...OOOO beleza...

 

Jantamos noodle no restaurante Dakbla e voltamos logo para descansar desse dia difícil...

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Dia 76 - 24/9: Um outro Vietnã

 

Não conseguimos acordar cedo hoje.

 

Era quase 10 horas quando fomos tomar café da manhã.

 

Andamos até uma agência de turismo aqui perto para saber se precisávamos de permissão para visitar a vila Bahnar.

 

Às vezes o acesso é restrito pois as vilas entram em conflito umas com as outras.

 

O cara disse que não precisava e a gente podia ir por conta própria.

 

Por incrível que pareça, ele não nos ofereceu serviço nenhum...

 

Seguimos ao mercado público e no caminho as crianças diziam hello e acenavam. Até os adultos nos cumprimentavam...

 

No mercadão a mesma receptividade aconteceu. Todos sorriam e diziam hello...

 

Que cidade mais amigável!!!

 

A Jú parou em uma banquinha para comprar elásticos de cabelo.

 

As meninas que estavam comprando lá ficaram nos observando e depois todas pegaram elásticos iguais aos que a Jú comprou... :D

 

Vários adultos nos perguntaram de onde somos, nossos nomes e nossa idade...

Muito bacana...

 

Almoçamos e logo em seguida fomos andando a vila Bahnar.

 

Chegamos de mansinho, sem câmera nem filmadora a mostra.

 

Estávamos curiosos e ao mesmo tempo receiosos com a recepção das pessoas.

 

Íamos andando pela rua, os adultos olhavam curiosos, acenavam e diziam hello.

 

As crianças olhavam mais curiosas ainda e ficavam envergonhadas quando a gente acenava...

 

Perdemos o receio de olhar para tudo e para todos.

 

Um menino brincava com filhotes de porco...

 

Um jovem puxava um balde de água do poço artesiano...

 

Uma mulher cortava lenha...

 

Dobramos a esquina e continuamos.

 

Passamos por jovens jogando vôlei em frente a escola, construida com o típico telhado longo.

 

As pessoas sairam das casas para nos ver...Difícil saber quem estava mais curioso...

 

A rua fez uma curva e saimos da vila, voltando para a rua que dá acesso a ela...

 

Pegamos de novo a mesma rua por onde entramos e fizemos o mesmo caminho.

 

Todos já nos "conheciam" e pudemos então andar olhando um pouco mais os detalhes da vila.

 

Na esquina uma mulher nos chamou para experimentar a bebida doce deles.

 

Chegamos perto e nos agachamos como elas.

 

Provamos a bebida, que é suco de cana com algo parecido com uma gelatina, mais um caldo rosa e um creme.

 

Elas ficaram muito felizes porque nós gostamos da bebida.

 

Elas falavam conosco como se entendessemos tudo. A gente só dava risada e elas riam junto...

 

A mulher ficava pegando o braco de Jú para sentir como era a pele dela...

 

Mexia no cabelo da Jú também...

 

Começou a juntar mais gente em volta. Homens, mulheres e crianças foram chegando...

 

Pedimos permissão para fotografar e elas deixaram.

 

Uma moça que entendia um pouco de inglês veio conversar com a gente.

 

Depois chegou um cara que falava bem também.

 

Ficamos conversando por um tempo e ele nos convidou para conhecer a casa dele que estava bem pertinho.

 

Fomos lá e conhecemos a mãe, a irmã e o irmão dele.

 

Logo descobrimos que estávamos na vila Kon Tum, que deu origem a cidade, e não na vila Bahnar.

 

Ele explicou que o povo Bahnar era diferente dos vietnamitas, por isso viviam separados.

 

Conversamos um pouco e saimos para fotografar a vila.

 

Agora estávamos tranquilos...Ninguém acharia ruim ser fotografado pois estávamos acompanhados por um deles.

 

Fotografamos a escola e o jogo de volei.

 

Andamos um pouco mais.

 

O Douglas parou para filmar as crianças.

 

Elas ficaram muito curiosas com a filmadora e faziam graça para ele filmar.

 

De repente estava cheio de crianças em volta...

 

Quando elas olhavam um amiguinho pela tela da filmadora elas riam muito...

 

Foi muito divertido!!!!

 

Voltamos a pé para o hotel e no caminho todas as pessoas acenavam e diziam hello...

 

Nossa, que cidade hospitaleira...

 

Saimos para jantar e ouvimos uns batuques.

 

Perguntamos para a menina do hotel e ela nos disse que hoje tinha festa na cidade.

 

Ela nos disse onde era e fomos lá.

 

A festa, pelo que entendemos, é para as criancas e acontece em todo o país.

 

As crianças andavam pelas ruas, dançando com os dragões gigantes, fazendo círculos.

 

Por baixo de cada dragão gigante tinha umas 6 ou 7 crianças.

 

O tambor dava ritmo ao dragão. Uma outra criança com uma máscara usava um leque e abanava as pessoas.

 

Nessa festa, as crianças dançam em troca de presentes...

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Dia 77 - 25/9: Voltando à rota turística

 

Acordamos bem cedinho, fizemos check-out, o recepcionista ligou para um táxi e ficamos esperando o táxi para a rodoviária.

 

Os mesmos dois motoqueiros tiveram ainda a cara de pau de oferecer transporte.

 

- Vamos de táxi. Tem na cidade, viu...

 

Nossa!! O taxista usa taxímetro e não cobrou a mais...que diferente...

 

Na rodoviária, ficamos imaginando o que essa viagem a Danang nos reservava...

 

Pagamos 85 mil Dongs cada e entramos em uma van, que, até que estava boa...

 

A van estava vazia, tinha só 7 passageiros e eu e a Jú ficamos com bastante espaço.

 

O motorista era o mais doido que já vimos...

 

Viajamos tensos, segurando no banco, por 5 horas.

 

A senhora de idade que estava na nossa frente não conseguia se segurar direito e ficava rolando a cada curva.

 

Pelo menos a buzina fazia mais barulho para fora do que para dentro da van, ao contrário dos ônibus.

 

Agora sabemos porque as mulheres passam mal quando viajam...A Jú teve que tomar remédio para enjôo...

 

O bom é que esse não demorou mais do que o previsto. Chegou bem mais cedo...

 

Em Danang pegamos o ônibus coletivo para Hoi An. Ele era bem velho, muuuuuito velho...

 

No meio do caminho veio um cara e disse Money.

 

Levamos um susto achando que era assalto, mas era só o cobrador.

 

Ele mostrou uma nota de 20 mil e apontou para a Jú, mostrou de novo a nota e apontou para mim.

 

Sim, ele era o cobrador, mas também queria nos assaltar...

 

- Heim?!?! 20 mil?

 

- Sim.

 

- Não, não.

 

Peguei o dinheiro trocado, 8 mil de cada e dei para ele, mas ele não aceitou. Disse 20 mil de cada...

 

- Vamos pagar igual aos vietnamitas...

 

A Jú apontou para a janela onde estava escrito o preço e eu estiquei de novo a mão para entregar os 16 mil...Ele não pegou...

 

Ficou sentado no banco da frente por um tempo...

 

Depois voltou, pegou os 16 mil e continuou a cobrar do resto do pessoal...

 

Chegamos no terminal de ônibus e logo vieram os motoqueiros.

 

Agradecemos e dissemos que íamos a pé.

 

O motoqueiro disse:

 

- O hotel mais perto fica a 5 kilometros.

 

- Jú, voltamos à rota turística.

 

- Haja paciência...

 

Um outro motoqueiro veio oferecer transporte. Dissemos que não queríamos ir de moto e ele, surpreendentemente, nos ensinou o caminho...

 

Andamos mais ou menos 500 metros e chegamos no Hop Yen.

 

O quarto aqui custa US$ 8,00 com internet grátis.

 

Saimos para almoçar e dar uma volta na cidade.

 

A cidade tem um charme especial, um ar de tranquilidade, mesmo tendo muitos turistas e muitos comerciantes de olho nos turistas...

 

Voltamos ao hotel e acabamos dormindo até às 6 da tarde...

 

Jantamos o típico Cao Lau, que é um macarrão com carne de porco, broto de feijão, ervas vietnamitas e chips, tipo, baconzitos...

 

É gostoso, mas a erva é um pouco forte...

 

Assistimos de novo a festa das crianças desfilando com os dragões.

 

Aqui foi meio sem graça, pois os donos dos comércios expulsavam as crianças para não incomodar os turistas...

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Dia 78 - 26/9: Trabalhando nas férias

 

Acordamos cedo e resolvemos tirar o dia de folga.

 

Sim, até férias precisa de férias...

 

Tomamos café da manhã no quarto mesmo. Comemos os pãezinhos que compramos ontem.

 

Resolvemos editar uns vídeos curtos e escolher algumas fotos para atualizar o orkut.

 

A conclusão é que o dia de folga virou dia de trabalho.

 

Ficamos o dia todo entre: coloca CD, assiste vídeo, escolhe arquivo, troca CD, assiste vídeo, escolhe arquivo...

 

Por várias horas...

 

Depois, mais algumas horas para editar os vídeos e mais algumas para fazer upload para o site...

 

Pelo menos a internet é grátis para os hóspedes.

 

O mesmo aconteceu com as fotos: Coloca CD, olha as fotos, escolhe arquivo, troca CD...

 

No almoço enchemos a cara...de chá gelado...estava uma delícia. E comemos vegetais com bife...

 

Na janta provamos o White Rose.

 

O Douglas perguntou o que era e o garçon não soube explicar em inglês. Então ele chamou o Douglas para ir até outra mesa onde um casal estava jantando o mesmo prato...Ele pediu licença ao casal e mostrou o prato. Heheheh

 

O White Rose é uma massa esticada de arroz com recheio de carne de porco e molho apimentado.

 

É uma delícia!!!!!

 

O Douglas ainda pediu Pho Bo, que é macarrão feito de arroz com molho fino e tirinhas de carne bovina e tempero no ponto exato...

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Dia 79 - 27/9: Voltando das férias.

 

Tentamos acordar cedo, mas não deu.

 

Acabou nossas férias...

 

Terminamos de editar um dos vídeos e descemos logo para fazer upload.

 

Demoooooora, mas vai...

 

Depois fomos andar pela cidade.

 

Hoi An é uma cidade charmosa demais...

 

No centro antigo, as belas casas coloniais servem como lojas e restaurantes, e o trânsito é restrito a motos, bicicletas e pedestres.

 

Perfeito para quem procura sossego e descanso.

 

Há muitos alfaiates, por toda a cidade, que oferecem cópias idênticas dos mais novos ternos e vestidos de marcas famosas, sob medida, que ficam prontos em 1 dia.

 

Até calçados sob medida demoram o mesmo tempo para ficarem prontos...

 

Você escolhe o modelo nos recortes de revista, a qualidade do material, tira as medidas e no outro dia já está pronto.

 

Daí é só provar e fazer as correções...

 

Aqui estão me confundindo com vietnamita...uhauhauha

 

Em Bali eu era balinês, na Tailândia eu era tailandês, e agora sou vietnamita...uahahuahu

 

Vou fingir que sou mudo para pagar os preços do povo e não dos turistas...

 

Uma modelo estava sendo fotografada em frente a uma antiga casa.

 

A rua parou para ver. Ela estava com roupas típicas do Vietnã.

 

A Jú, sem pensar duas vezes, se posicionou em um bom ângulo, entre os curiosos, e aproveitou para fazer várias fotos.

 

Não é todo dia que temos modelo grátis...

 

Vimos, desde Ho Chi Minh, muitos senhores vestidos com roupas que lembram uniforme de exército.

 

Eles usam calça, camisa e bonezinho verde-musgo.

 

E ainda andam com uma cara de veterano de guerra...Melhor nem mexer com eles...

 

O Douglas comprou um desses bonés verde musgo.

 

Agora sim ninguém vai acreditar que ele não é vietnamita...

 

Incrível...Achamos um lugar que vende livros originais!!!!Aproveitamos esse fato raro e compramos um sobre a cultura do país.

 

Jantamos no restaurante Thang Bom, que como o nome diz, é bom, muuuuuito bom.

 

Fizemos todas as refeições lá até agora.

 

Às vezes da vontade de ir em outros, mas é tão boa a sensação de sermos conhecidos dos garçons que ainda não trocamos de restaurante.

 

Tem hora que faz falta ver rostos conhecidos e ser conhecido das pessoas, para dar a impressão que não estamos de passagem...

 

Sei lá. Talvez seja a saudade de casa...Mas peraí! Que casa?!?! Nós nem temos casa...

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Dia 80 - 28/9: Pelas ruas de Hoi An

 

De manhã fomos ao alfaiate para fazer roupa social.

 

Escolhemos o modelo, o tecido, a cor, os detalhes e tiramos as medidas.

 

Disseram para voltar às 5 da tarde para provar e fazer os ajustes.

 

Como acontece com todas as boas idéias, muitos querem copiar. Há muitos alfaiates na cidade e é difícil saber quais são realmente bons...

 

Bom, veremos mais tarde...

 

Visitamos a capela da família Tran, que foi construída em 1802 em estilo chinês, vietnamita e japonês.

 

As mulheres entravam pela porta da esquerda e os homens pela direita, mas hoje, com a igualdade entre os sexos, todos entram pela mesma porta.

 

No altar estão caixas de madeira que contém a biografia dos ancestrais.

 

No aniversário da morte, a caixa é aberta, incenso são queimados e comidas são oferecidas em memória do falecido.

 

Depois visitamos a Japanese Covered Bridge, uma ponte construída por japoneses em meados de 1590 para ligar a comunidade japonesa a comunidade chinesa do outro lado do rio.

 

Entramos pelos fundos de uma loja e vimos deficientes físicos fazendo artesanatos com extrema habilidade.

 

A loja emprega 25 pessoas especiais e proporciona a elas independência, dignidade e integração a sociedade...

 

Belíssima iniciativa!!! Nos parece que no Vietnã eles se preocupam muito realmente com a sua população, não ficam só nas promessas de eleição como ocorre muito no Brasil...

 

Voltamos a loja que faz calçados sob medida.

 

A mulher dava berros toda vez que a Jú fazia uma oferta...

 

Depois ela pegava a bochecha da Jú e dizia: Aumentaaaa.

 

A Jú dizia: Ahhhh, descooooonto...

 

Eu fui filmando tudo e a mulher queria me bater brincando quando eu dava risada das duas negociando...

 

Depois de meia hora de uma bem humorada negociação, a Jú não conseguiu o preço que queria e fomos embora.

 

Andamos um pouco pelo mercado e logo veio a vendedora atrás da gente...

 

Dong vai, Dong vem e a Jú conseguiu um bom preço. Depois escolheu as cores e tirou as medidas.

 

Amanhã voltaremos para pegar o tênis, vamos ver...

 

Ontem pegamos o cartão de visita de uma vendedora e vimos que ela também cortava cabelo e fazia manicure e pedicure.

 

Perguntamos onde era o salão, pois estávamos na loja dela.

 

Ela disse que o salão estava fechado para reforma, mas ela daria um jeito para nos atender.

 

Pensamos que ela nos atenderia no salão mesmo e marcamos para hoje.

 

Hoje voltamos lá para cortar a cabeleira.

 

Ela foi andando na frente e falou para seguirmos.

 

Entrava em um salão, conversava com o dono e saía. Entrava em outro, conversava e saía.

 

No terceiro, nós entramos e o Douglas ficou esperando.

 

Fui fazer a mão e o pé. Uma outra vendedora, irmã dela, quem foi me atender.

 

Ela abriu uma sacola plástica e pegou um alicate.

 

Já pensei: sei não...

 

Ela tentou cortar e percebi que o alicate não estava afiado.

 

Olhei bem e vi que o alicate estava todo enferrujado...

 

- Não, não! Pára, pára!

 

- Por quê?

 

- Corta só o cabelo dele.

 

- Vou lixar então.

 

- Não, não...

 

Desisti, tava na cara dela que ela nem sabia o que estava fazendo...

 

Depois, o Douglas desistiu de cortar o cabelo e dissemos que íamos embora.

 

- Por quê?

 

- Não vai dar tempo. Temos compromisso...

 

Ele parou de cortar o cabelo do menino e falou para o Douglas sentar que ele ia atender agora.

 

Fala sério...Ia deixar o menino esperando com metade do cabelo cortado...

 

Voltamos no alfaiate e provamos as roupas.

 

A roupa da Jú ficou certinho e o meu terno ficou um pouco justo demais no braço.

 

Ele vai arrumar e amanhã pegaremos...

 

Fomos depois da janta assitir música típica em um restaurante.

 

A música era muito boa, mas as danças tem muuuuuuuito o que melhorar.

 

Nem é preciso entender de dança para saber...Tá na cara que é só para ganhar dinheiro dos turistas.

 

Ninguém gostou, mas também ninguém reclamou. E nem adianta, amanhã vem outros turistas e fica por isso mesmo...

 

Uma pena...Acreditamos que o Vietnã tem grandes artistas, mas é essa outra imagem que o turista levará.

 

Não custava nada caprichar mais. Se o espetáculo não está bom, que continuem ensaiando até ter algo bonito para mostrar...

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